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AUDITORIA E GESTÃO DE QUALIDADE EM INSTITUIÇÃO DE 
SAÚDE. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ABAETETUBA-PA 
2024 
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IRANELMA SILVA RODRIGUES 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AUDITORIA E GESTÃO DE QUALIDADE EM INSTITUIÇÃO DE SAÚDE. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ABAETETUBA-PA 
2024 
Trabalho apresentado a Instituição Universidade 
Paulista- polo Abaetetuba, como requisito parcial para 
obtenção de nota da disciplina Auditoria e Gestão de 
Qualidade em Instituição de Saúde, do curso de 
Graduação em enfermagem, ministrada pela Docente e 
Ma. Suzana Curcino. 
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 No novo cenário da saúde, com crise econômica, aumento da longevidade, doenças 
crônicas, envelhecimento populacional, pacientes mais informados e mais dados disponíveis, a 
enfermagem precisa se adaptar, aprimorando suas atividades e demonstrando resultados, as 
instituições de saúde buscam maximizar recursos, reduzir custos e aumentar a qualidade. A 
formação biomédica do passado evoluiu para a necessidade de profissionais que planejem 
cuidados conforme as necessidades dos pacientes, racionalizem recursos, liderem equipes, 
interajam com outros profissionais e demonstrem resultados positivos. 
 Esse cenário traz desafios éticos e a necessidade de avaliações sistemáticas da qualidade 
do atendimento, seguindo critérios preestabelecidos. Médicos e enfermeiros são os principais 
auditores em saúde, realizando auditorias com ética, imparcialidade, independência, sigilo e 
justiça, focados no objetivo do trabalho e com acesso restrito aos prontuários, os auditores não 
podem prescrever ou alterar cuidados, e exames com pacientes requerem autorização e 
acompanhamento do profissional responsável. 
 O auditor em saúde deve manter neutralidade e discutir casos apenas com os 
responsáveis pelo cuidado, sem envolver pacientes ou acompanhantes, existem diferentes tipos 
de auditoria, como regular (programada) e especial (para investigações). A auditoria pode ser 
analítica (com análise de relatórios) ou operativa (com verificação direta), quanto à duração, 
pode ser contínua (iniciada após cada revisão) ou periódica (em intervalos específicos), 
podendo abranger toda a instituição ou serviços específicos, podem ser internas (realizadas pela 
organização) ou externas (por entidades independentes), incluindo a auditoria de terceira parte, 
na saúde, há várias modalidades de auditoria, como contábil, de qualidade da assistência e de 
controle, entre outras. 
 A auditoria contábil é crucial para a gestão eficaz das organizações, atendendo a 
diversos usuários, como sócios e administradores, já na área da saúde, a auditoria de contas 
hospitalares garante a compatibilidade entre procedimentos e cobranças, podendo ser interna 
ou externa. Há diferentes tipos de auditoria, como as de acompanhamento, para validar a 
eficácia das ações corretivas, e as de liberação, para avaliar a regularidade dos procedimentos 
solicitados, no Home Care, serviços de saúde domiciliares, podem surgir desafios específicos. 
 As etapas da auditoria incluem planejamento que envolve o estabelecimento de 
objetivos, alocação de recursos, formação da equipe e detalhamento do programa de auditoria, 
incluindo a apresentação dos resultados planejados; a implementação, que é realizada uma 
reunião de abertura para estabelecer uma comunicação eficaz entre auditores e auditados; e o 
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resultado preliminar da auditoria contém constatações de conformidades e não conformidades, 
que são apresentadas ao responsável pela unidade para justificativas. A análise das justificativas 
é feita pela equipe de auditoria, e o relatório final só é concluído após essa análise criteriosa. 
 Na auditoria da qualidade da assistência em enfermagem, são analisados os registros em 
prontuários, buscando apontar conformidades e não conformidades na assistência prestada ao 
paciente, utilizando anotações claras e precisas, protocolos, rotinas e descrições de 
procedimentos como fontes de evidência. Os registros são cruciais para avaliar a qualidade do 
serviço de enfermagem. 
 A gestão nas organizações de saúde abrange planejamento, organização, direção, 
controle e desenvolvimento de pessoas, visando alcançar resultados a custos aceitáveis, a 
qualidade em saúde envolve excelência profissional, uso racional de recursos e satisfação do 
cliente, exigindo uma abordagem estratégica centrada no cliente. Segundo Donabedian, a 
qualidade em saúde inclui eficácia, efetividade e eficiência. Os desafios incluem 
comprometimento dos profissionais, liderança colaborativa, cultura organizacional flexível e 
superação da resistência às mudanças. 
 Na gestão da qualidade em saúde, os desafios incluem características desejáveis do 
gestor, como estruturar equipes, comunicar claramente metas e missão, distribuir 
responsabilidades, treinar profissionais e compartilhar recompensas. As etapas para utilização 
de indicadores incluem estabelecer indicadores e padrões, avaliá-los, comparar com os padrões, 
adotar ações corretivas e reavaliar. 
 Ferramentas da qualidade, como checklists, fluxogramas, diagramas de Pareto, de causa 
e efeito, de dispersão, matriz GUT, 5W3H e ciclo PDCA, são aplicadas para identificar 
problemas, analisar causas e implementar soluções eficazes. Através de programas e iniciativas 
como o Programa Compromisso com a Qualidade Hospitalar (CQH), criado em 1991 pela 
Associação Paulista de Medicina (APM) e pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de 
São Paulo (Cremesp), e a Organização Nacional de Acreditação (ONAC), fundada em 1999 
pela OPAS, promove a acreditação no Brasil, avaliando oito seções. As instituições de saúde 
buscam promover a qualidade e segurança dos serviços prestados, visando o bem-estar e a saúde 
dos pacientes.

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