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<p>http://historiaonline.com.br</p><p>FILOSOFIA – MÓDULO 03 - LISTA DE EXERCÍCIOS</p><p>Prof. Rodolfo</p><p>1. (Unicamp 2014) A dúvida é uma atitude que contribui para</p><p>o surgimento do pensamento filosófico moderno. Neste</p><p>comportamento, a verdade é atingida através da supressão</p><p>provisória de todo conhecimento, que passa a ser considerado</p><p>como mera opinião. A dúvida metódica aguça o espírito crítico</p><p>próprio da Filosofia.</p><p>(Adaptado de Gerd A. Bornheim, Introdução ao filosofar.</p><p>Porto Alegre: Editora Globo, 1970, p. 11.)</p><p>A partir do texto, é correto afirmar que:</p><p>a) A Filosofia estabelece que opinião, conhecimento e verdade</p><p>são conceitos equivalentes.</p><p>b) A dúvida é necessária para o pensamento filosófico, por ser</p><p>espontânea e dispensar o rigor metodológico.</p><p>c) O espírito crítico é uma característica da Filosofia e surge</p><p>quando opiniões e verdades são coincidentes.</p><p>d) A dúvida, o questionamento rigoroso e o espírito crítico são</p><p>fundamentos do pensamento filosófico moderno.</p><p>2. (Uel 2014) Leia o texto a seguir.</p><p>Kant, mesmo que restrito à cidade de Königsberg,</p><p>acompanhou os desdobramentos das Revoluções Americana e</p><p>Francesa e foi levado a refletir sobre as convulsões da história</p><p>mundial. Às incertezas da Europa plebeia, individualista e</p><p>provinciana, contrapôs algumas certezas da razão capazes de</p><p>restabelecer, ao menos no pensamento, a sociabilidade e a</p><p>paz entre as nações com vista à constituição de uma</p><p>federação de povos – sociedade cosmopolita.</p><p>(Adaptado de: ANDRADE, R. C. “Kant: a liberdade, o indivíduo</p><p>e a república”. In: WEFORT, F. C. (Org.). Clássicos da política.</p><p>v.2. São Paulo: Ática, 2003. p.49-50.)</p><p>Com base nos conhecimentos sobre a Filosofia Política de</p><p>Kant, assinale a alternativa correta.</p><p>a) A incapacidade dos súditos de distinguir o útil do prejudicial</p><p>torna imperativo um governo paternal para indicar a</p><p>felicidade.</p><p>b) É chamado cidadão aquele que habita a cidade, sendo</p><p>considerados cidadãos ativos também as mulheres e os</p><p>empregados.</p><p>c) No Estado, há uma igualdade irrestrita entre os membros da</p><p>comunidade e o chefe de Estado.</p><p>d) Os súditos de um Estado Civil devem possuir igualdade de</p><p>ação em conformidade com a lei universal da liberdade.</p><p>e) Os súditos estão autorizados a transformar em violência o</p><p>descontentamento e a oposição ao poder legislativo</p><p>supremo.</p><p>TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:</p><p>Observe a figura a seguir e responda à(s) questão(ões)</p><p>seguinte(s).</p><p>3. (Uel 2014) Leia o texto a seguir.</p><p>Descartes, na segunda parte do Discurso do Método,</p><p>apresenta uma crítica às cidades antigas por serem caóticas.</p><p>Tais cidades, por terem sido no início pequenos burgos e</p><p>havendo se transformado, ao longo do tempo, em grandes</p><p>centros, são comumente mal calculadas. Suas ruas curvas e</p><p>desiguais foram obra do acaso e não uma disposição da</p><p>vontade de alguns homens que se utilizaram da razão.</p><p>(Adaptado de: DESCARTES, R. Discurso do Método. São Paulo:</p><p>Nova Cultural, 1999. p.43-44. (Coleção Os Pensadores.))</p><p>Com base no texto, nos conhecimentos sobre o racionalismo</p><p>cartesiano e sobre uma possível relação com o tema do</p><p>planejamento e da construção das cidades, assinale a</p><p>alternativa correta.</p><p>a) A arquitetura das cidades compreende as edificações</p><p>planejadas, em que coincidem a ordem racional e a ordem</p><p>da realidade objetiva.</p><p>b) A experiência sensível era o princípio capaz de fundamentar</p><p>as leis do conhecimento, permitindo certo ordenamento</p><p>das construções nas cidades.</p><p>c) A mente é como uma folha em branco, isenta de</p><p>impressões, assim, o conhecimento que nos permite</p><p>edificar as cidades inicia-se na execução.</p><p>d) O conhecimento se constrói num processo que vai do</p><p>particular para o universal, o que valoriza o caráter indutivo</p><p>na construção das cidades.</p><p>e) Os engenheiros e os mestres de obras se utilizam do</p><p>conhecimento empírico para a edificação e o planejamento</p><p>de nossas cidades.</p><p>4. (Enem 2013) Os produtos e seu consumo constituem a</p><p>meta declarada do empreendimento tecnológico. Essa meta</p><p>foi proposta pela primeira vez no início da Modernidade,</p><p>como expectativa de que o homem poderia dominar a</p><p>natureza. No entanto, essa expectativa, convertida em</p><p>programa anunciado por pensadores como Descartes e Bacon</p><p>http://historiaonline.com.br</p><p>FILOSOFIA – MÓDULO 03 - LISTA DE EXERCÍCIOS</p><p>Prof. Rodolfo</p><p>e impulsionado pelo Iluminismo, não surgiu “de um prazer de</p><p>poder”, “de um mero imperialismo humano”, mas da</p><p>aspiração de libertar o homem e de enriquecer sua vida, física</p><p>e culturalmente.</p><p>CUPANI, A. A tecnologia como problema filosófico: três</p><p>enfoques, Scientiae Studia. São Paulo, v. 2, n. 4, 2004</p><p>(adaptado).</p><p>Autores da filosofia moderna, notadamente Descartes e</p><p>Bacon, e o projeto iluminista concebem a ciência como uma</p><p>forma de saber que almeja libertar o homem das intempéries</p><p>da natureza. Nesse contexto, a investigação científica consiste</p><p>em</p><p>a) expor a essência da verdade e resolver definitivamente as</p><p>disputas teóricas ainda existentes.</p><p>b) oferecer a última palavra acerca das coisas que existem e</p><p>ocupar o lugar que outrora foi da filosofia.</p><p>c) ser a expressão da razão e servir de modelo para outras</p><p>áreas do saber que almejam o progresso.</p><p>d) explicitar as leis gerais que permitem interpretar a natureza</p><p>e eliminar os discursos éticos e religiosos.</p><p>e) explicar a dinâmica presente entre os fenômenos naturais e</p><p>impor limites aos debates acadêmicos.</p><p>5. (Enem 2013) TEXTO I</p><p>Há já de algum tempo eu me apercebi de que, desde meus</p><p>primeiros anos, recebera muitas falsas opiniões como</p><p>verdadeiras, e de que aquilo que depois eu fundei em</p><p>princípios tão mal assegurados não podia ser senão mui</p><p>duvidoso e incerto. Era necessário tentar seriamente, uma vez</p><p>em minha vida, desfazer-me de todas as opiniões a que até</p><p>então dera crédito, e começar tudo novamente a fim de</p><p>estabelecer um saber firme e inabalável.</p><p>DESCARTES, R. Meditações concernentes à Primeira Filosofia.</p><p>São Paulo: Abril Cultural, 1973 (adaptado).</p><p>TEXTO II</p><p>É de caráter radical do que se procura que exige a</p><p>radicalização do próprio processo de busca. Se todo o espaço</p><p>for ocupado pela dúvida, qualquer certeza que aparecer a</p><p>partir daí terá sido de alguma forma gerada pela própria</p><p>dúvida, e não será seguramente nenhuma daquelas que foram</p><p>anteriormente varridas por essa mesma dúvida.</p><p>SILVA, F. L. Descartes: a metafísica da modernidade. São</p><p>Paulo: Moderna, 2001 (adaptado).</p><p>A exposição e a análise do projeto cartesiano indicam que,</p><p>para viabilizar a reconstrução radical do conhecimento, deve-</p><p>se</p><p>a) retomar o método da tradição para edificar a ciência com</p><p>legitimidade.</p><p>b) questionar de forma ampla e profunda as antigas ideias e</p><p>concepções.</p><p>c) investigar os conteúdos da consciência dos homens menos</p><p>esclarecidos.</p><p>d) buscar uma via para eliminar da memória saberes antigos e</p><p>ultrapassados.</p><p>e) encontrar ideias e pensamentos evidentes que dispensam</p><p>ser questionados.</p><p>6. (Uem 2013) “Pois como se supõe que as faculdades da</p><p>mente são naturalmente iguais em todos os indivíduos – e se</p><p>assim não fosse, nada poderia ser mais infrutífero que</p><p>argumentarmos ou debatermos uns com os outros –, seria</p><p>impossível, se as pessoas associassem as mesmas ideias a seus</p><p>termos, que pudessem durante tanto tempo formar</p><p>diferentes opiniões sobre o mesmo assunto, especialmente</p><p>quando comunicam suas opiniões, e cada uma das partes</p><p>volta-se para todos os lados em busca de argumentos que</p><p>possam dar-lhes a vitória sobre seus antagonistas. É verdade</p><p>que, se os homens tentam discutir questões que estão</p><p>inteiramente fora do alcance das faculdades humanas, tais</p><p>como as que concernem à origem dos mundos, ou à</p><p>organização do sistema intelectual ou da região dos espíritos,</p><p>eles podem ficar longo tempo golpeando o vazio em suas</p><p>infrutíferas</p><p>contendas, sem nunca chegar a qualquer</p><p>conclusão determinada. Mas se a questão diz respeito a algum</p><p>assunto da vida e da experiência cotidiana, julgaríamos que</p><p>nada poderia preservar a disputa indecidida por tanto tempo</p><p>[...]”</p><p>(HUME, D. Uma investigação sobre o entendimento humano.</p><p>In: MARÇAL, J. Antologia de textos filosóficos. Curitiba: SEED,</p><p>2009, p. 377).</p><p>A partir do trecho citado, assinale a(s) afirmativa(s) correta(s).</p><p>01) Tendo em vista que as faculdades da mente são iguais, os</p><p>pensamentos produzidos a partir das mesmas impressões</p><p>sensíveis são também iguais.</p><p>02) As controvérsias existem pelo fato de as opiniões serem</p><p>associações diversas de mesmas ideias a termos</p><p>diferentes.</p><p>04) Disputas que nascem da experiência cotidiana têm sua</p><p>resolução mais rápida, pois não incorrem na confusão das</p><p>ideias.</p><p>08) O campo da experiência está ao alcance das faculdades</p><p>humanas, visto que fornece um fundamento empírico</p><p>para as ideias.</p><p>16) Nas contendas intelectuais, vale utilizar-se de toda e de</p><p>qualquer opinião para obter a vitória.</p><p>7. (Ufsj 2013) Sobre “as qualidades úteis da mente”, descritas</p><p>por David Hume, é CORRETO afirmar que</p><p>a) “são aquilo que se pode primeiramente experimentar na</p><p>arte de raciocinar”.</p><p>b) “elas são retratadas no sentido vulgar, pois são</p><p>diametralmente opostas ao poder e ao bom senso ou</p><p>razão”.</p><p>c) “determinam que as virtudes, como a simpatia, por</p><p>exemplo, tenham a força ideal a posteriori para o bem-</p><p>estar das sociedades humanas”.</p><p>d) “essas virtudes formam a principal parte da moral”.</p><p>http://historiaonline.com.br</p><p>FILOSOFIA – MÓDULO 03 - LISTA DE EXERCÍCIOS</p><p>Prof. Rodolfo</p><p>8. (Uel 2013) Leia o texto a seguir.</p><p>Hume considerou não haver nenhuma razão para supor que,</p><p>dado o que se chama um “efeito”, deva haver uma causa</p><p>invariavelmente unida a ele. Observamos sucessões de</p><p>fenômenos: à noite sucede o dia, ao dia, a noite etc.; sempre</p><p>que se solta um objeto, ele cai no chão etc. Diante da</p><p>regularidade observada, concluímos que certos fenômenos</p><p>são causas e outros, efeitos. Entretanto, podemos afirmar</p><p>somente que um acontecimento sucede a outro – não</p><p>podemos compreender que haja alguma força ou poder pelo</p><p>qual opera a chamada “causa”, e não podemos compreender</p><p>que haja alguma conexão necessária entre semelhante</p><p>“causa” e seu suposto “efeito”.</p><p>(FERRATER-MORA, J. Dicionário de Filosofia, Tomo I, São</p><p>Paulo: Loyola, 2000, p.427.)</p><p>a) Com base na filosofia de Hume, explique a importância do</p><p>conceito de causalidade para o conhecimento dos</p><p>fenômenos naturais.</p><p>b) Explicite a leitura que Hume faz do empirismo.</p><p>9. (Unesp 2013) Preguiça e covardia são as causas que</p><p>explicam por que uma grande parte dos seres humanos,</p><p>mesmo muito após a natureza tê-los declarado livres da</p><p>orientação alheia, ainda permanecem, com gosto, e por toda a</p><p>vida, na condição de menoridade. É tão confortável ser menor!</p><p>Tenho à disposição um livro que entende por mim, um pastor</p><p>que tem consciência por mim, um médico que prescreve uma</p><p>dieta etc.: então não preciso me esforçar. A maioria da</p><p>humanidade vê como muito perigoso, além de bastante difícil,</p><p>o passo a ser dado rumo à maioridade, uma vez que tutores já</p><p>tomaram para si de bom grado a sua supervisão. Após terem</p><p>previamente embrutecido e cuidadosamente protegido seu</p><p>gado, para que estas pacatas criaturas não ousem dar</p><p>qualquer passo fora dos trilhos nos quais devem andar, os</p><p>tutores lhes mostram o perigo que as ameaça caso queiram</p><p>andar por conta própria. Tal perigo, porém, não é assim tão</p><p>grande, pois, após algumas quedas, aprenderiam finalmente a</p><p>andar; basta, entretanto, o perigo de um tombo para intimidá-</p><p>las e aterrorizá-las por completo para que não façam novas</p><p>tentativas.</p><p>(Immanuel Kant, apud Danilo Marcondes. Textos básicos de</p><p>ética – de Platão a Foucault, 2009. Adaptado.)</p><p>O texto refere-se à resposta dada pelo filósofo Kant à</p><p>pergunta sobre “O que é o Iluminismo?”. Explique o</p><p>significado da oposição por ele estabelecida entre</p><p>“menoridade” e “autonomia intelectual”.</p><p>10. (Unioeste 2013) “A necessidade prática de agir segundo</p><p>este princípio, isto é, o dever, não assenta em sentimentos,</p><p>impulsos e inclinações, mas, sim, somente na relação dos</p><p>seres racionais entre si, relação essa em que a vontade de um</p><p>ser racional tem de ser considerada sempre e</p><p>simultaneamente como legisladora, porque de outra forma</p><p>não podia pensar-se como fim em si mesmo. A razão</p><p>relaciona, pois, cada máxima da vontade concebida como</p><p>legisladora universal com todas as outras vontades e com</p><p>todas as ações para conosco mesmos, e isto não em virtude</p><p>de qualquer outro móbil prático ou de qualquer vantagem</p><p>futura, mas em virtude da ideia da dignidade de um ser</p><p>racional que não obedece à outra lei senão àquela que ele</p><p>mesmo simultaneamente dá a si mesmo. [...] O que se</p><p>relaciona com as inclinações e necessidades gerais do homem</p><p>tem um preço venal [...], aquilo, porém, que constitui a</p><p>condição só graças a qual qualquer coisa pode ser um fim em</p><p>si mesma, não tem somente um valor relativo, isto é, um</p><p>preço, mas um valor íntimo, isto é, dignidade”.</p><p>Kant.</p><p>Considerando o texto citado e o pensamento ético de Kant,</p><p>seguem as afirmativas abaixo:</p><p>I. Para Kant, existe moral porque o ser humano e, em geral,</p><p>todo o ser racional, fim em si mesmo e valor absoluto, não</p><p>deve ser tomado simplesmente como meio ou instrumento</p><p>para o uso arbitrário de qualquer vontade.</p><p>II. Fim em si mesmo e valor absoluto, o ser humano é pessoa e</p><p>tem dignidade, mas uma dignidade que é, apenas,</p><p>relativamente valiosa, por se encontrar em dependência</p><p>das condições psicossociais e político-econômicas nas quais</p><p>vive.</p><p>III. A moralidade, única condição que pode fazer de um ser</p><p>racional fim em si mesmo e valor absoluto, pelo princípio</p><p>da autonomia da vontade, e a humanidade, enquanto</p><p>capaz de moralidade, são as únicas coisas que têm</p><p>dignidade.</p><p>IV. As pessoas têm dignidade porque são seres livres e</p><p>autônomos, isto é, seres que se submetem às leis que se</p><p>dão a si mesmos, atendendo imediatamente aos apelos de</p><p>suas inclinações, sentimentos, impulsos e necessidades.</p><p>V. A autonomia da vontade é o fundamento da dignidade da</p><p>natureza humana e de toda natureza racional e, por esta</p><p>razão, a vontade não está simplesmente submetida à lei,</p><p>mas submetida à lei por ser concebida como vontade</p><p>legisladora universal, ou seja, se submete à lei na exata</p><p>medida em que ela é a autora da lei (moral).</p><p>Das afirmativas feitas acima</p><p>a) somente a afirmação I está incorreta.</p><p>b) somente a afirmação III está incorreta.</p><p>c) as afirmações II e IV estão incorretas.</p><p>d) as afirmações II e III estão incorretas.</p><p>e) as afirmações II, III e V estão incorretas.</p><p>http://historiaonline.com.br</p><p>FILOSOFIA – MÓDULO 03 - LISTA DE EXERCÍCIOS</p><p>Prof. Rodolfo</p><p>11. (Uel 2013) Leia a tirinha e o texto a seguir.</p><p>A visão de Kant sobre o Iluminismo articula-se com sua</p><p>filosofia moral da seguinte forma: o propósito iluminista é</p><p>abandonar a menoridade intelectual para se pensar</p><p>autonomamente. Além disso, pensar por si mesmo não</p><p>significa a rigor ceder aos desejos particulares. Portanto, o</p><p>iluminista não defende uma anarquia de princípios e de ação;</p><p>trata-se, sim, de elevar a moral ao nível da razão, como uma</p><p>legisladora universal que decide sobre máximas que se</p><p>aplicam a todos indistintamente.</p><p>(BORGES, M. L.; DALL´AGNOL, D.; DUTRA, D. V. Ética. Rio de</p><p>Janeiro: DP&A, 2002. p.22-23.)</p><p>a) De acordo com a filosofia moral kantiana, explique a</p><p>diferenciação entre autonomia e heteronomia.</p><p>b) Explicite o significado do imperativo categórico de Kant e o</p><p>relacione com a tirinha.</p><p>12. (Ufu 2013) Tentemos, pois, uma vez, experimentar se não</p><p>se resolverão melhor as tarefas da metafísica, admitindo que</p><p>os objetos se deveriam regular</p><p>pelo nosso conhecimento, o</p><p>que assim já concorda melhor com o que desejamos, a saber,</p><p>a possibilidade de um conhecimento a priori desses objetos,</p><p>que estabeleça algo sobre eles antes de nos serem dados.</p><p>KANT, Immanuel. Crítica da Razão Pura. Tradução de Manuela</p><p>Pinto dos Santos. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian,</p><p>Prefácio da Segunda Edição, B XVI-XVII, p. 20.</p><p>Com base no texto acima e em seus conhecimentos sobre a</p><p>filosofia de Kant, responda</p><p>a) O que é a Revolução Copernicana operada pelo filósofo?</p><p>b) A que se refere o conhecimento a priori, segundo Kant?</p><p>13. (Uem 2013) O filósofo alemão Hegel (1770-1831) afirma</p><p>que “É tarefa da filosofia conceber o que é, pois, aquilo que é</p><p>é a razão. No que concerne ao indivíduo, cada um é, de todo</p><p>modo, um filho de seu tempo; do mesmo modo que a filosofia</p><p>é seu tempo apreendido em pensamentos” (HEGEL, G. W. F.</p><p>Excertos e parágrafos traduzidos. In: Antologia de Textos</p><p>Filosóficos. MARÇAL, J. (org.). Curitiba: SEED-PR, 2009, p. 314).</p><p>A partir do trecho citado, assinale a(s) alternativa(s)</p><p>correta(s).</p><p>01) A razão de algo é o conceito desse algo concebido</p><p>filosoficamente pelo seu tempo.</p><p>02) Aquilo que é, a essência de algo, é para o filósofo um</p><p>conceito racional.</p><p>04) O indivíduo, que é filho de seu tempo, do ponto de vista</p><p>filosófico, pensa os seus problemas a partir de seu</p><p>momento histórico.</p><p>08) Os conceitos filosóficos, por serem determinados</p><p>historicamente, estão restritos ao seu tempo e à sua</p><p>época, não sendo, pois, universais.</p><p>16) A reflexão filosófica está intimamente ligada ao seu</p><p>momento histórico, visto que leva esse mundo ao plano</p><p>do conceito.</p><p>14. (Ufu 2013) A dialética de Hegel</p><p>a) envolve duas etapas, formadas por opostos encontrados na</p><p>natureza (dia-noite, claro-escuro, frio-calor).</p><p>b) é incapaz de explicar o movimento e a mudança verificados</p><p>tanto no mundo quanto no pensamento.</p><p>c) é interna nas coisas objetivas, que só podem crescer e</p><p>perecer em virtude de contradições presentes nelas.</p><p>d) é um método (procedimento) a ser aplicado ao objeto de</p><p>estudo do pesquisador.</p><p>15. (Ufpa 2012) No contexto da cultura ocidental e na história</p><p>do pensamento político e filosófico, as considerações sobre a</p><p>necessidade de valores morais prévios na organização do</p><p>Estado e das instituições sociais sempre foi um tema</p><p>fundamental devido à importância, para esse tipo de questão,</p><p>dos conceitos de bem e de mal, indispensáveis à vida em</p><p>comum.</p><p>Diante desse fato da história do pensamento político e</p><p>filosófico, a afirmação de Espinosa, segundo a qual “Se os</p><p>homens nascessem livres, não formariam nenhum conceito de</p><p>bem e de mal, enquanto permanecessem livres” (ESPINOSA,</p><p>1983, p. 264), quer dizer o seguinte:</p><p>a) O homem é, por instinto, moralmente livre, fato que</p><p>condiciona sua ideia de ética social.</p><p>b) Assim como o indivíduo é anterior à sociedade, a liberdade</p><p>moral antecede noções como bem e mal.</p><p>c) Os valores morais que servem de base para nossa</p><p>socialização são tão naturais quanto nossos direitos.</p><p>d) Não poderíamos falar de bem e de mal se não nos</p><p>colocássemos além da liberdade natural.</p><p>e) Não há nenhum vínculo necessário entre viver livre e saber</p><p>o que são bem e mal.</p><p>16. (Ufu 2012) O botão desaparece no desabrochar da flor, e</p><p>poderia dizer-se que a flor o refuta; do mesmo modo que o</p><p>fruto faz a flor parecer um falso ser-aí da planta, pondo-se</p><p>como sua verdade em lugar da flor: essas formas não só se</p><p>distinguem, mas também se repelem como incompatíveis</p><p>entre si [...].</p><p>HEGEL, G.W.F. Fenomenologia do Espírito. Petrópolis: Vozes,</p><p>1988.</p><p>http://historiaonline.com.br</p><p>FILOSOFIA – MÓDULO 03 - LISTA DE EXERCÍCIOS</p><p>Prof. Rodolfo</p><p>Com base em seus conhecimentos e na leitura do texto acima,</p><p>assinale a alternativa correta segundo a filosofia de Hegel.</p><p>a) A essência do real é a contradição sem interrupção ou o</p><p>choque permanente dos contrários.</p><p>b) As contradições são momentos da unidade orgânica, na</p><p>qual, longe de se contradizerem, todos são igualmente</p><p>necessários.</p><p>c) O universo social é o dos conflitos e das guerras sem fim,</p><p>não havendo, por isso, a possibilidade de uma vida ética.</p><p>d) Hegel combateu a concepção cristã da história ao destituí-</p><p>la de qualquer finalidade benevolente.</p><p>http://historiaonline.com.br</p><p>FILOSOFIA – MÓDULO 03 - LISTA DE EXERCÍCIOS</p><p>Prof. Rodolfo</p><p>Gabarito:</p><p>Resposta da questão 1:</p><p>[D]</p><p>O período moderno da filosofia se caracterizou por dois</p><p>movimentos, a saber, a dúvida e o método. A dúvida colocou</p><p>em questão aquilo que se tinha por conhecimento – vale</p><p>ressaltar que a filosofia moderna tem seu início geralmente</p><p>demarcado no século XVII – e o método buscou reconstruir o</p><p>conhecimento de modo que não se pudesse dele duvidar.</p><p>Porém, esta ausência de dúvida não significa dogmatismo,</p><p>mas sim o esforço da dedicação à filosofia, ao estudo da</p><p>sabedoria, ao bem aplicar o espírito.</p><p>“Este é o método que segui, e que tu, se te aprouver, poderás</p><p>utilizar. Pois não te recomendo o meu, apenas o proponho.</p><p>Contudo, qualquer que seja o método que empregares,</p><p>gostaria muito de recomendar-te a filosofia, isto é, o estudo</p><p>da sabedoria, por falta do qual todos sofremos recentemente</p><p>muitos males”. (T. Hobbes. Do Corpo – Cálculo ou Lógica.</p><p>Campinas: Editora Unicamp, 2009, 15).</p><p>“O bom senso é a coisa do mundo melhor partilhada, pois</p><p>cada qual pensa estar tão bem provido dele, que mesmo os</p><p>que são mais difíceis de contentar em qualquer outra coisa</p><p>não costumam desejar tê-lo mais do que o têm. E não é</p><p>verossímil que todos se enganem a tal respeito; mas isso antes</p><p>testemunha que o poder de bem julgar e distinguir o</p><p>verdadeiro do falso, que é propriamente o que se denomina o</p><p>bom senso ou a razão, é naturalmente igual em todos os</p><p>homens; e, destarte, que a diversidade de nossas opiniões não</p><p>provém do fato de serem uns mais racionais do que outros,</p><p>mas somente de conduzirmos nossos pensamentos por vias</p><p>diversas e não considerarmos as mesmas coisas. Pois não é</p><p>suficiente ter o espírito bom, o principal é aplicá-lo bem. As</p><p>maiores almas são capazes dos maiores vícios, e os que só</p><p>andam muito lentamente podem avançar muito mais, se</p><p>seguirem sempre o caminho reto, do que aqueles que correm</p><p>e dele se distanciam”. (R. Descartes. Discurso do método. In</p><p>Coleção Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1983, p. 29).</p><p>Resposta da questão 2:</p><p>[D]</p><p>Kant foi um Iluminista que, influenciado por Hume, Newton e</p><p>Rousseau, confiou na capacidade do homem de se aperfeiçoar</p><p>e se tornar autônomo. O seu cosmopolitismo, seguindo essa</p><p>confiança, observava e pensava a história universal a partir do</p><p>ponto de vista universal, isto é, a partir daquilo que pudesse</p><p>beneficiar a todos, sem exceção. Apesar de haver um</p><p>irracionalismo estampado na nossa história, o filósofo tomava</p><p>como possível desvendar os motivos fundamentais que</p><p>determinavam o bem e o mal e, partindo disso, construir</p><p>através do aperfeiçoamento humano uma constituição</p><p>política boa.</p><p>Resposta da questão 3:</p><p>[A]</p><p>O conhecimento em Descartes é primeiramente algo uno e</p><p>construído a partir da unidade do intelecto. Isso quer dizer</p><p>que apesar da variedade existente no conjunto dos</p><p>conhecimentos a ciência é na verdade una. Quer dizer</p><p>também que as bases fundadoras de todo o edifício</p><p>desenvolvem-se de maneira uniforme em uma construção</p><p>homogênea. Ou seja, a ciência é una, pois o espírito que o</p><p>desenvolve é uno. O método, por conseguinte, se torna algo</p><p>importantíssimo para Descartes, pois é ele quem demonstra a</p><p>unidade do espírito que procede de maneira uniforme na</p><p>construção dessa ciência que é total. A construção de uma</p><p>ciência total se faz a partir da definição das condições sobre as</p><p>quais se constrói o método através do qual se pode duvidar,</p><p>sistematicamente, e seguindo a ordem das razões,</p><p>assegurar a</p><p>evidência do conhecimento adquirido. Conhecer para</p><p>Descartes é duvidar sistematicamente para de acordo com o</p><p>método seguir a ordem das razões na construção de uma</p><p>ciência com clareza e distinção. Desse modo, Descartes</p><p>considera ser capaz de conceber uma Mathesis Universalis,</p><p>isto é, uma ciência capaz de explicar tudo que diga respeito à</p><p>ordem e à quantidade.</p><p>Resposta da questão 4:</p><p>[C]</p><p>Em geral, a ciência estabelece um método de pesquisa</p><p>racional que busca a construção coletiva de conhecimentos</p><p>refletidos e seguros sobre a variedade da natureza, e,</p><p>também, de conhecimentos esclarecedores sobre os</p><p>fenômenos que nos parecem familiares. Sendo assim, a</p><p>ciência possui uma base racional fundante a qual todo homem</p><p>pode ter acesso e, desse modo, todos podem participar. Ela</p><p>possui, além disso, como objeto de pesquisa a perplexidade</p><p>do homem perante a variância de alguns fenômenos naturais</p><p>e a permanência de outros, e como objetivo da pesquisa</p><p>harmonizar estas diferenças em equilíbrios dinâmicos através</p><p>de conceitos e sistemas de conceitos justificados da melhor</p><p>maneira possível, isto é, pela construção de experimentos</p><p>controlados e avaliações imparciais.</p><p>Resposta da questão 5:</p><p>[B]</p><p>Como exemplo da radicalidade indicada pelo prof. Franklin</p><p>Leopoldo e Silva, vale mencionar que Descartes inicia a</p><p>segunda meditação com a metáfora de um homem submerso,</p><p>ele diz: “a meditação que fiz ontem encheu-me de tantas</p><p>dúvidas, que doravante não está mais em meu alcance</p><p>esquecê-las. E, no entanto, não vejo de que maneira poderia</p><p>resolvê-las; e, como se de súbito tivesse caído em águas muito</p><p>profundas, estou de tal modo surpreso que não posso nem</p><p>firmar meus pés no fundo, nem nadar para me manter à</p><p>tona”. Essa metáfora expõe um homem de mãos atadas;</p><p>voltar para a situação anterior é impossível, porém manter-se</p><p>no meio do caminho também. A única opção é manter-se</p><p>trilhando o caminho da dúvida sistemática e generalizada,</p><p>esperando desse modo alcançar algum ponto firme o</p><p>suficiente para ser possível apoiar os pés, e nadar de volta</p><p>http://historiaonline.com.br</p><p>FILOSOFIA – MÓDULO 03 - LISTA DE EXERCÍCIOS</p><p>Prof. Rodolfo</p><p>para a superfície. Mantendo-se nesse caminho, o filósofo</p><p>busca o ponto que irá inaugurar uma cadeia de razões da qual</p><p>ele não poderá duvidar. O chão desse mar no qual o filósofo</p><p>está submerso é esta única coisa da qual ele não pode</p><p>duvidar, mesmo se o gênio maligno estiver operando. Tal</p><p>certeza radical é a certeza sobre o fato de que se o gênio</p><p>maligno perverte meus pensamentos, ele nunca poderia</p><p>perverter o próprio fato de que eu devo estar pensando para</p><p>que ele me engane. Penso, existo é a nova raiz que nutre a</p><p>modernidade.</p><p>Resposta da questão 6:</p><p>02 + 04 + 08 = 14.</p><p>A divisão entre questões de fato e relações de ideias aparece</p><p>no início da seção IV (Dúvidas céticas sobre as operações do</p><p>entendimento) e quer dizer que a investigação humana possui</p><p>como objetos: 1) toda afirmação intuitivamente ou</p><p>demonstrativamente certa, isto é, aquelas que possuem</p><p>validade independente do que existe no universo, por</p><p>exemplo, o teorema de Pitágoras; e, 2) todas as afirmações</p><p>que possuem um caráter muitíssimo diferente posto que</p><p>qualquer evidência de sua necessidade não seja firmada por</p><p>nada além dos sentidos e dos registros da memória – por</p><p>exemplo, “o sol nascerá amanhã”. Neste sentido, por um lado</p><p>os raciocínios sobre questões de fato fundam-se em relações</p><p>de causalidade e dependem da disposição das coisas</p><p>existentes no universo, e, por outro lado, os raciocínios sobre</p><p>relação de ideias possuem força na sua formalidade e são</p><p>incapazes de serem resolvidos através de um terceiro juiz</p><p>como a experiência.</p><p>Resposta da questão 7:</p><p>[D]</p><p>“A maioria das pessoas concordará prontamente que as</p><p>qualidades úteis da mente são virtuosas justamente por causa</p><p>da sua utilidade” (D. Hume, T, III, III, IV, 2). O pensamento</p><p>moral de Hume é baseado na motivação, isto é, a ação moral</p><p>é motivada pelos sentimentos morais que estabelecem as</p><p>razões deste comportamento; a moral excita as paixões</p><p>prevenindo ou motivando as ações e a razão sozinha é incapaz</p><p>de defender a necessidade de qualquer ação correta.</p><p>Resposta da questão 8:</p><p>a) Hume aponta o conceito de causalidade como</p><p>importante para a geração do conhecimento extraído da</p><p>experiência. O conhecimento empírico apreende a relação</p><p>causal dos fenômenos naturais, sendo que pela maneira</p><p>habitual de se conceber a constância e a regularidade do</p><p>dinamismo próprio da natureza que obtemos qualquer</p><p>conhecimento sensível. Logo, o conhecimento empírico é</p><p>formado pela constatação da relação de causalidade</p><p>existente entre os fenômenos da natureza, o que permite</p><p>dizer que sem a causalidade não haveria como processar o</p><p>conhecimento empírico.</p><p>b) As reflexões de Hume sobre o empirismo demonstram a</p><p>existência de um ceticismo mitigado quanto à possibilidade de</p><p>a experiência constituir-se em fundamento último do</p><p>conhecimento. O conhecimento empírico, em última</p><p>instância, baseia-se na crença de que a repetição constante de</p><p>causas semelhantes gera efeitos semelhantes. Essa</p><p>compreensão resulta na convicção de que relações causais</p><p>observadas no passado garantem repetição “certa” no futuro.</p><p>Isso, segundo Hume, não passaria de crença, o que por sua</p><p>vez colocaria uma considerável dose de ceticismo na base do</p><p>próprio empirismo. O hábito é o grande guia da vida humana</p><p>no sentido de que nenhuma questão de fato é resolvida por</p><p>algo além dele. Como Hume diz, “sem a ação do hábito,</p><p>ignoraríamos completamente toda questão de fato além do</p><p>que está imediatamente presente à memória ou aos sentidos”</p><p>(D. Hume. Investigações sobre o entendimento humano. In</p><p>Coleção Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1980, p.</p><p>152). Sendo assim, o homem é apenas capaz de crer que a</p><p>relação de causa e efeito entre a chama e o calor, por</p><p>exemplo, se mantenha persistente. A crença é um resultado</p><p>necessário da mente observar regularidades – diferentemente</p><p>da ficção que é uma formulação com aparência de realidade e</p><p>sem um lastro sensitivo.</p><p>Resposta da questão 9:</p><p>A oposição entre menoridade e maioridade (ou autonomia) é</p><p>o recurso alegórico utilizado para falar sobre o estado do</p><p>homem e o movimento Iluminista que buscava retirar o</p><p>homem deste estado. O homem, diz Kant, está acomodado.</p><p>Preguiçoso e covarde, o homem continua, mesmo depois de</p><p>adquirir plenas capacidades de ser autônomo (de se dar a</p><p>própria lei), servo da consciência de outros, das prescrições de</p><p>terceiros. Além da sua própria preguiça e covardia, o ato</p><p>mesmo de se tornar maior é visto como perigoso, o que faria a</p><p>libertação da tutoria uma escolha ainda menos provável.</p><p>Enfim, passar da menoridade para a maioridade é um ato de</p><p>libertação do homem das relações de tutela que direcionam</p><p>opressivamente o seu comportamento.</p><p>Estas aulas do professor Franklin comentam com primor a</p><p>ideia de autonomia presente no texto sobre o Iluminismo de</p><p>Kant:</p><p>http://www.youtube.com/watch?v=9a9kWxpnjWk</p><p>http://www.youtube.com/watch?v=lT_3ibYFeqw</p><p>Resposta da questão 10:</p><p>[C]</p><p>Devemos entender inicialmente que a reflexão kantiana a</p><p>respeito da liberdade está organizada em torno da noção de</p><p>autonomia. Isso significa que o homem livre será, para Kant, o</p><p>homem capaz de guiar moralmente sua vida servindo-se do</p><p>seu próprio intelecto, das suas próprias faculdades, dos seus</p><p>próprios esforços. Ou seja, livre será o homem capaz de viver</p><p>sem a tutela do outro, de usar publicamente sua razão, e de</p><p>se responsabilizar por suas palavras sem propaga-las através</p><p>do uso da autoridade de outrem.</p><p>Se livre é o homem que vive uma vida regrada pelas suas</p><p>próprias faculdades, isso significa que livre será o homem</p><p>capaz de definir para si mesmo uma Moral universalizável.</p><p>Quer dizer, a vontade do homem livre precisa ser a boa</p><p>vontade. Em terminologia kantiana, a boa vontade é aquela</p><p>http://historiaonline.com.br</p><p>FILOSOFIA – MÓDULO 03 - LISTA DE EXERCÍCIOS</p><p>Prof. Rodolfo</p><p>vontade cujas decisões são totalmente determinadas por</p><p>demandas morais ou, como ele normalmente se refere a isso,</p><p>pela Lei Moral. Os seres humanos veem essa Lei como</p><p>restrição dos seus desejos, por conseguinte uma vontade</p><p>decidida por seguir a Lei Moral só pode ser motivada pela</p><p>ideia de Dever. E Kant distingue dois tipos de lei produzidos</p><p>pela razão. Dado certo fim que nós gostaríamos de alcançar a</p><p>razão pode proporcionar um imperativo hipotético – uma</p><p>regra contingente para a ação alcançar este fim. Um</p><p>imperativo hipotético diz, por exemplo: se alguém deseja</p><p>comprar um carro novo, então se deve previamente</p><p>considerar quais tipos de carros estão disponíveis para</p><p>compra. Mas Kant objeta que a concepção de uma Lei Moral</p><p>não pode ser meramente hipotética, pois uma ação moral não</p><p>pode ser fundada sobre um propósito circunstancial. A</p><p>moralidade exige uma afirmação incondicional do Dever de</p><p>um indivíduo, a moralidade exige uma regra para ação que</p><p>seja necessária, a moralidade exige um imperativo categórico.</p><p>Resposta da questão 11:</p><p>a) Enquanto a autonomia refere-se à capacidade de</p><p>autodeterminação da vontade com o propósito de realizar</p><p>uma ação a partir de um princípio racional, isto é, somente</p><p>determinado pela imposição do dever de cumprir aquilo</p><p>que foi previamente designado pela razão, a heteronomia</p><p>refere-se a ações realizadas sob a influência de elementos</p><p>externos à própria razão. Trata-se de casos em que a</p><p>determinação da vontade humana se dá mediante</p><p>influência externa à própria razão, como o cumprimento de</p><p>mandamentos divinos, ou o impulso na direção de um</p><p>desejo supérfluo, ou o contexto degradante como no caso</p><p>da tirinha, etc.</p><p>b) O imperativo categórico é um procedimento formal</p><p>segundo o qual pela própria razão se disporia das condições</p><p>de discriminação de quais máximas subjetivas são</p><p>universalizáveis, isto é, quais se enquadrariam em uma</p><p>possível legislação universal. No caso da tirinha, o Imperativo</p><p>Categórico é demonstrado na medida em que o personagem,</p><p>diante de um conflito de ação, pondera o valor desta sua ação</p><p>através do imperativo de que ela será necessária se, e</p><p>somente se, puder ser universalizada.</p><p>Resposta da questão 12:</p><p>a) Kant se perguntava se a metafísica também não era</p><p>capaz de realizar o mesmo tipo de juízo que a matemática e</p><p>física eram capazes. Para tentar solucionar esta questão: “é</p><p>possível uma metafísica baseada em juízos sintéticos a</p><p>priori?”, o filósofo irá modificar o ponto de vista da</p><p>investigação da mesma maneira que fez Copérnico e, em</p><p>vez de observar o objeto através do que a experiência</p><p>sensível expõe considerar a possibilidade de a faculdade</p><p>mesma conhecer e constituir a priori o objeto. Copérnico</p><p>fez isso quando, em vez de calcular o movimento dos</p><p>corpos celestes através dos dados da experiência sensível</p><p>(o suposto movimento do sol, etc.), calculou este</p><p>movimento através da suposição de que o próprio</p><p>observador (o homem sobre a Terra) se movia. Essa</p><p>mudança de perspectiva é o que se chama normalmente de</p><p>Revolução Copernicana.</p><p>b) Podemos distinguir, na filosofia kantiana, três tipos de</p><p>juízos que podemos fazer sobre as coisas: 1) juízos analíticos</p><p>(ou aqueles juízos nos quais já no sujeito encontramos o</p><p>predicado, ou seja, são tautológicos e, por conseguinte, não se</p><p>obtém por seu intermédio nenhum tipo de conhecimento); 2)</p><p>juízos sintéticos a posteriori (ou aqueles juízos nos quais a</p><p>experiência sensível está presente e se faz parte decisiva do</p><p>julgamento, logo este tipo de juízo é particular e contingente);</p><p>3) juízos sintéticos a priori (ou aqueles juízos nos quais o</p><p>predicado não está contido no sujeito e a experiência não</p><p>constitui alguma parte decisiva do conteúdo, quer dizer, juízos</p><p>nos quais se obtém conhecimento sobre algo, porém sem que</p><p>a experiência seja relevante para a conclusão obtida, o que faz</p><p>deste tipo de juízo universal e necessário). O conhecimento a</p><p>priori é aquele constituído com juízos sintéticos a priori, os</p><p>exemplos de Kant que ilustram esse tipo conhecimento são a</p><p>matemática, a geometria e a física.</p><p>Resposta da questão 13:</p><p>01 + 02 + 04 + 16 = 23.</p><p>A estrutura da lógica hegeliana é triádica, esta estrutura</p><p>reflete a organização de um sistema filosófico mais amplo e da</p><p>lógica sobre sua variedade de motivos internos e externos. A</p><p>divisão da lógica é a seguinte: 1) doutrina do ser, 2) doutrina</p><p>da essência e 3) doutrina do conceito. Na doutrina do ser,</p><p>Hegel explica o conceito de "ser-por-si" como uma auto-</p><p>relação que resolve a oposição entre o próprio e o outro na</p><p>"idealidade do finito". Na doutrina da essência, Hegel explica</p><p>as categorias de ato e liberdade. Ele diz que ato é a unidade</p><p>de "essência e existência" e argumenta que isso não descarta</p><p>a atualidade de ideias que se tornam atualizadas realizando-se</p><p>na existência externa. E define a liberdade como a "verdade</p><p>da necessidade", ou seja, a liberdade pressupõe a necessidade</p><p>no sentido de que a própria ação e a reação providenciam</p><p>uma estrutura da ação livre. Na doutrina do conceito trabalha-</p><p>se o conceito em função da subjetividade, da objetividade e</p><p>da articulação entre subjetividade e objetividade. O conceito</p><p>subjetivo contém três funcionalidades: universalidade,</p><p>particularidade e individualidade. Essas três funções operam</p><p>de acordo com um movimento "dialético" progressivo do</p><p>primeiro para o terceiro e na totalidade expressam o conceito</p><p>de individualidade. As funções relacionam logicamente os</p><p>juízos, porém não dizem respeito apenas às operações</p><p>mentais, mas também explicam as próprias relações reais.</p><p>Para uma noção geral:</p><p>http://www.youtube.com/watch?v=tEg1jiXh_lc</p><p>http://www.youtube.com/watch?v=j9RIouTp-nE</p><p>Resposta da questão 14:</p><p>[C]</p><p>A dialética hegeliana, basicamente, expõe a natureza do real</p><p>como processo, isto é, que tal natureza seja em si infinita e</p><p>desenvolvida através de contradições – não por outro motivo,</p><p>Heráclito é considerado o primeiro filósofo. Utilizando uma</p><p>forma triádica, inspirada na filosofia de Kant e Fichte, Hegel</p><p>http://historiaonline.com.br</p><p>FILOSOFIA – MÓDULO 03 - LISTA DE EXERCÍCIOS</p><p>Prof. Rodolfo</p><p>pretendeu demonstrar uma nova noção de ciência que</p><p>superasse seus antecessores.</p><p>Resposta da questão 15:</p><p>[D]</p><p>Somente a alternativa [D] está de acordo com a afirmação de</p><p>Espinosa. Segundo ele, a liberdade está ligada à ideia de causa</p><p>ativa e se explica pela ausência de constrangimento externo.</p><p>Somente Deus é livre, enquanto que os homens são seres</p><p>dominados pela paixão. As noções de bem e mal existem,</p><p>nesse contexto relativo aos homens, estando vinculadas à</p><p>utilidade, dando ao homem a possibilidade de ação para além</p><p>das determinações naturais.</p><p>Resposta da questão 16:</p><p>[B]</p><p>A estrutura da lógica hegeliana é triádica, que reflete a</p><p>organização de um sistema filosófico mais amplo e da lógica</p><p>sobre sua variedade de motivos internos e externos. A divisão</p><p>da lógica é esta: 1) a doutrina do ser, 2) a doutrina da essência</p><p>e 3) a doutrina da noção (ou do conceito). Na doutrina do ser,</p><p>por exemplo, Hegel explica o conceito de "ser-por-si" como</p><p>uma autorrelação que resolve a oposição entre o próprio e o</p><p>outro na "idealidade do finito". Na doutrina da essência, Hegel</p><p>explica as categorias de ato e liberdade. Ele diz que ato é a</p><p>unidade de "essência e existência" e argumenta que isso não</p><p>descarta a atualidade de ideias que se tornam atualizadas,</p><p>realizando-se na existência externa. Também define a</p><p>liberdade como a "verdade da necessidade", ou seja, a</p><p>liberdade pressupõe a necessidade no sentido de que a</p><p>própria ação e a reação providenciam uma estrutura da ação</p><p>livre. Na doutrina do conceito trabalha-se o conceito em</p><p>função da subjetividade, da objetividade e da articulação</p><p>entre subjetividade e objetividade. O conceito subjetivo</p><p>contém três funcionalidades:</p><p>universalidade, particularidade e</p><p>individualidade. Essas três funções operam de acordo com um</p><p>movimento "dialético" progressivo do primeiro para o terceiro</p><p>e na totalidade expressam o conceito de individualidade. As</p><p>funções relacionam logicamente os juízos, porém não dizem</p><p>respeito apenas às operações mentais, mas também explicam</p><p>as próprias relações reais.</p>

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