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307
PRINCÍPIOS ESPECÍFICOS DA ADMINISTRAÇÃO 
PÚBLICA
Os princípios específicos da Administração Pública 
estão fundamentados no caput do art. 37 da Constitui-
ção, são os chamados princípios constitucionais explí-
citos da administração pública, vejamos:
Art. 37 A administração pública direta e indireta 
de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do 
Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos 
princípios de legalidade, impessoalidade, moralida-
de, publicidade e eficiência [...].
Vamos à análise de cada um dos princípios expres-
sos no caput dispositivo em comento. 
No princípio da legalidade o agente público está 
restringido ao que a lei o autoriza a fazer (compe-
tência de atuação), ou seja, deve atuar somente den-
tro dos limites estabelecidos em lei, assim, quando o 
agente pratica um ato que não está previsto em lei, 
este pratica um ato inválido. Por exemplo, o agente 
público recebe vantagem econômica de qualquer 
natureza, direta ou indireta, para tolerar a exploração 
ou a prática de jogos de azar. 
No princípio da impessoalidade (ou princípio da 
finalidade) o agente público sempre deve prezar pela 
defesa do interesse público, ainda objetiva a isonomia 
(tratar a todos sem privilégio) no exercício das fun-
ções públicas. 
Já o princípio da moralidade está relacionado à 
ideia de boa fé e probidade, sendo que o agente deve 
atuar buscando o interesse público e evitar se valer do 
cargo público e do poder incumbido para se promover 
ou atender algum interesse individual.
No que tange ao princípio da publicidade, este 
exige que a atuação do poder público seja transparen-
te e com acesso à informação a toda população, sendo 
que as informações devem ser claras e publicadas no 
Diário Oficial, ou em canais oficiais de publicidade 
(editais) conforme a lei de acesso à informação, assim 
os cidadãos podem fiscalizar os atos praticados pelos 
agentes públicos. 
No que concerne aos princípios, o princípio da efi-
ciência, como o próprio nome já demonstra, refere-se 
à atuação da administração pública com presteza e da 
maneira mais eficiente possível, por exemplo, a pres-
teza do agente público no atendimento em um hospi-
tal, objetivando garantir o atendimento mais rápido 
possível aos pacientes, garantindo a estes o acesso ao 
médico e medicamentos de maneira eficiente.
 z Princípios implícitos 
Ainda, além dos princípios expressos no art. 37 da 
Constituição, a Administração Pública também deve 
observar os da supremacia do interesse público, 
princípio da razoabilidade, princípio da propor-
cionalidade, princípio da autotutela e princípio da 
segurança jurídica. Essas são as prerrogativas cha-
madas de “princípios implícitos” que, apesar de não 
estarem expressos na Constituição, também devem 
ser observados pela Administração Pública.
Os princípios implícitos são obtidos por meio de 
uma construção lógica e doutrinária, ora, estão implí-
citos no texto mesmo não aparecendo expressamente. 
Por exemplo, o princípio da razoabilidade, não está 
escrito (expresso) na Constituição Federal, mas ele 
também pode ser observado a partir do que dispõe o 
art. 5º, inciso LXXVIII da CF, vejamos:
LXXVIII - a todos, no âmbito judicial e administra-
tivo, são assegurados a razoável duração do pro-
cesso e os meios que garantam a celeridade de sua 
tramitação. 
Referente ao princípio da razoabilidade e pro-
porcionalidade o agente público quando vai agir 
deve praticar os atos de forma proporcional, para 
evitar os excessos, serve de limite para os atos discri-
cionários. Por exemplo, o art. 132, VII, da Lei nº Lei 
8.112/90, prevê a demissão do servidor público em 
caso de ofensa física, em serviço, entretanto no caso 
das carreiras policiais esse dispositivo deve ser anali-
sado com cautela, até pelo fato da necessidade do uso 
de força física em alguns casos, sendo que esta não é 
uma regra e deve ser analisada junto ao caso concreto. 
Já o princípio da supremacia do interesse público 
se refere ao interesse público, devendo este sempre 
sobressair ao interesse particular, ou seja, interesse 
da sociedade prevalece sobre o interesse individual. 
Por exemplo, como ocorreu no Brasil em março de 
2020 com a pandemia (Covid-19) e a determinação 
pelo poder público para que ocorresse o isolamento 
(lockdown) horizontal, ou seja, a população teve seu 
direito fundamental de ir e vir restrito, diante da cala-
midade pública decretada, note que, o interesse da 
coletividade deve ser sempre observado e ter prefe-
rência em relação ao direito do particular.
No que tange ao princípio da autotutela, esse 
se refere ao poder que a Administração Pública tem 
para anular seus próprios atos, ou seja, não depende 
do poder judiciário para dar eficácia às suas práticas. 
Por exemplo, a Previdência Social defere a con-
cessão de benefício previdenciário (por força de uma 
interpretação errônea) a um determinado cidadão, 
entretanto após identificar o erro à própria Previdên-
cia Social pode cancelar esse benefício. 
Por fim, o Princípio da segurança jurídica tem 
por objetivo proteger o cidadão, ou seja, é a garantia 
de que o agente público irá desempenhar sua função 
observando as diretrizes da Administração Pública. 
PRINCÍPIOS DA
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
EXPLÍCITOS
Expressos art. 37 CF/88
“L I M P E”
 z Legalidade;
 z Impessoalidade;
 z Moralidade;
 z Publicidade;
 z Eficiência.
IMPLÍCITOS
z Supremacia do Inte-
resse Público;
z Razoabilidade;
 z Proporcionalidade;
 z Autotutela;
 z Segurança Jurídica.
O Agente público deve observar os princípios 
administrativos explícitos do art. 37 da CF e também 
os princípios implícitos da Administração Pública, 
sendo que a não observância do mesmo resultará em 
responsabilização criminal, civil e administrativa.
308
SERVIDORES PÚBLICOS E MILITARES
Nesse tópico de estudo é importante não confundir 
agente público, agente político e agente administrati-
vo, pois a troca de uma simples palavra pode mudar 
todo contexto e definição. 
A utilização da expressão agente público é um 
termo genérico, pois abrange a todos que tem vínculo 
com o Estado, inclusive aqueles que têm um vínculo 
temporário e não remunerado.
Agentes políticos são os detentores de manda-
to eletivo, chamados também de agentes de primei-
ro escalão, cargos previstos na CF/88, por exemplo: 
o Presidente da República, Senadores, Deputados, 
Ministros do STJ, Membros do Ministério Público etc. 
Bem como, os agentes administrativos são aque-
les que exercem uma atividade sujeita a hierarquia 
funcional, ocupantes dos cargos públicos, empregos 
públicos e funções públicas na administração direta 
ou indireta da Federação. O acesso ao cargo ocorrerá 
a partir de nomeação, concurso público ou designa-
ção, cabendo exercer atividade de forma remunerada 
e profissional. 
José Afonso da Silva (2017) preleciona que, confor-
me a Constituição Federal, os agentes administrativos 
se repartem em dois grupos: servidores públicos e 
militares.
 z Servidores públicos 
Os servidores públicos compreendem outras 
quatro categorias: 1) Servidores investidos em car-
gos (estatutário); 2) Servidores públicos investidos 
em empregos (empregados públicos); 3) Servidores 
admitidos em funções públicas (comissionados); 
4) Servidores contratados por tempo determinado 
(temporários).
AGENTES PÚBLICOS
AGENTE 
POLÍTICO
AGENTE 
ADMINISTRATIVO
PARTICULARES 
EM 
COLABORAÇÃO
z Servidores Públi-
cos (estatutário)
z Empregados Pú-
blicos (celetista)
z Servidores 
Comissionados
z Servidores 
Temporários
z Militares
z Emenda Constitu-
cional 18/1998
z Agentes 
Honoríficos
z Agente 
Delegado
z Agentes 
Credenciados
 z Servidores públicos estatutários:
Estão sujeitos ao regime jurídico de direito públi-
co, ingresso por meio de concurso público, titulares de 
cargos efetivos. Ex.: Delegado e Analista. 
O prazo de validade do concurso público será de 
até dois anos, prorrogável uma vez, por igual período 
(art. 37, III daCF). Bem como, durante o prazo impror-
rogável previsto no edital de convocação, o candidato 
aprovado em concurso público de provas ou de pro-
vas e títulos será convocado com prioridade sobre 
novos concursados para assumir cargo ou emprego. 
(Art. 37, IV da CF).
Ainda, conforme art. 37, VI da CF é assegurado 
ao servidor público civil o direito à livre associação 
sindical. 
O art. 41 da CF consagra estabilidade para os ser-
vidores públicos após três anos de efetivo exercício 
(estágio probatório), desde que cumpram os seguin-
tes requisitos: a) aprovação em concurso público; 
b) nomeação; c) avaliação especial de desempenho. 
Vejamos o § 4º do mencionado dispositivo que deter-
mina a obrigatoriedade de comissão com a finalidade 
de avaliação para estabilidade: 
§ 4º Como condição para a aquisição da estabilida-
de, é obrigatória a avaliação especial de desempe-
nho por comissão instituída para essa finalidade. 
Após o estágio probatório o servidor público só 
perderá o cargo em virtude de sentença transitada em 
julgado, mediante processo administrativo, assegura-
do a ampla defesa, ou mediante procedimento de ava-
liação periódica de desempenho, assegurada ampla 
defesa. Sobre esse tema, é importante a observância 
do art. 41, § 2º da CF, sobre eventual invalidade da 
demissão do servidor estável:
§ 2º Invalidada por sentença judicial a demissão do 
servidor estável, será ele reintegrado, e o eventual 
ocupante da vaga, se estável, reconduzido ao cargo 
de origem, sem direito a indenização, aproveitado 
em outro cargo ou posto em disponibilidade com 
remuneração proporcional ao tempo de serviço.   
 z Empregados públicos: Os servidores investidos 
em empregos têm regime jurídico de natureza 
trabalhista, ou seja, são regidos pela CLT (Conso-
lidação das Leis do Trabalho). O ingresso também 
é por meio de concurso público, entretanto não 
adquirem a estabilidade do art. 41 da CF. Ex.: Ban-
cário da Caixa Econômica Federal. 
 z Servidores comissionados: Os servidores investi-
dos em funções públicas são os que ocupam car-
go em comissão e são livremente nomeados ou 
exonerados por autoridade competente (art. 37, V 
da CF). Cabe ressaltar que os ocupantes de cargos 
comissionados têm caráter transitório, ou seja, não 
gozam de estabilidade. 
 z Servidores temporários: Os servidores temporá-
rios são contratados por tempo determinado em 
situações excepcionais de interesse público, exer-
cem função pública remunerada de caráter tem-
porário, o vínculo com a administração pública 
é contratual (contrato de direito público – não de 
natureza trabalhista). Ex.: Professores, conforme 
a Lei nº 8745/1993 que dispõe sobre a contratação 
por tempo determinado para atender à necessida-
de temporária de excepcional interesse público.
Já os particulares em colaboração são pessoas que 
transitoriamente prestam serviços para o Estado, 
vejamos: 
 z Agentes Honoríficos: Solicitado para designar um 
serviço específico, em função de sua honra para 
colaborar com o Estado, sem remuneração e sem 
vínculo. Ex.: Mesários eleitorais e Jurado. 
 z Agente Delegado: É um particular autorizado a 
realizar um determinado serviço público, remune-
rado pela atividade executada, sem vínculo com a 
administração. Ex.: Leiloeiro. 
 z Agentes Credenciados: Representam o Estado 
com um objetivo específico, sendo remunerado 
para executar a atividade determinada. Ex.: Pessoa 
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competente para representar o Brasil em deter-
minado evento em função de seu conhecimento 
sobre tema específico. 
MILITARES
A Emenda Constitucional n. 18/1998 modificou o 
texto constitucional, que antes consagrava os milita-
res como servidores públicos e dispôs dos militares 
como um grupo separado, ou seja, formalmente dei-
xaram de ser tratados pela Constituição como servi-
dores públicos.
Entretanto, na prática não houve mudanças e con-
tinuam sendo agentes públicos. Bem como, são remu-
nerados por subsídio, conforme art. 39, § 4º da CF.
§ 4º O membro de Poder, o detentor de mandato 
eletivo, os Ministros de Estado e os Secretários 
Estaduais e Municipais serão remunerados exclu-
sivamente por subsídio fixado em parcela única, 
vedado o acréscimo de qualquer gratificação, adi-
cional, abono, prêmio, verba de representação ou 
outra espécie remuneratória, obedecido, em qual-
quer caso, o disposto no art. 37, X e XI.     
A seção III do título III da Constituição que trata 
dos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos 
Territórios tem apenas um artigo (art. 42), pois as 
forças armadas são tratadas em capítulo diverso (art. 
142), ou seja, após a EC 18/1998 a Constituição passou 
a tratar de forma diversa os militares, dividindo em 
dois capítulos. Conforme considerações de Alexandre 
de Moraes: 
A organização e o regime únicos dos servidores 
públicos militares já diferiam entre si, até porque 
o ingresso nas Forças Armadas dá-se tanto pela via 
compulsória do recrutamento oficial, quanto pela 
via voluntária do concurso de ingresso nos cursos 
de formação dos oficiais; enquanto o ingresso dos 
servidores militares das polícias militares ocor-
re somente por vontade própria do interessado, 
que se submeterá a obrigatório concurso público. 
(MORAES, 2011, p. 413)
Entenda:
MILITARES NA CF/88
POLÍCIA MILITAR
Art. 42 da CF
Ingresso:
 z Voluntário: median-
te aprovação em 
concurso público;
FORÇAS ARMADAS
Art. 142 e 143 da CF
Ingresso:
 z Compulsório 
– recrutamento;
 z Voluntário – curso de 
formação;
Conforme art. 42 da CF, com base na hierarquia e 
disciplina, os militares dos Estados, Distrito Federal e 
Territórios são compostos por membros das Polícias 
Militares e Corpos de Bombeiros Militares.  Ainda, o 
mencionado dispositivo no § 1º dispõe que os milita-
res são alistáveis e elegíveis, devendo ser observadas 
as regras do art. 14, § 8º da CF:
§ 8º O militar alistável é elegível, atendidas as 
seguintes condições:
I - se contar menos de dez anos de serviço, deverá 
afastar-se da atividade;
II - se contar mais de dez anos de serviço, será 
agregado pela autoridade superior e, se eleito, pas-
sará automaticamente, no ato da diplomação, para 
a inatividade. 
Conforme nova redação atribuída pela Emenda 
Constitucional nº 109/2019, para fins de aposentado-
ria será assegurada a contagem recíproca do tempo 
de contribuição entre o Regime Geral de Previdência 
Social e os regimes próprios de previdência social, e 
destes entre si, observada a compensação financeira, 
de acordo com os critérios estabelecidos em lei. Bem 
como, o tempo de serviço correspondente será conta-
do para fins de disponibilidade (art. 40 § 9º da CF).             
Ainda, terão contagem recíproca para fins de ina-
tivação militar ou aposentadoria e a compensação 
financeira será devida entre as receitas de contribui-
ção referentes aos militares e as receitas de contribui-
ção aos demais regimes. Por exemplo, caso o militar 
tenha atuado nas forças armadas e posteriormente 
tomou posse em cargo público poderá averbar esse 
tempo que atuou como militar para fins de aposenta-
doria civil. 
Por conseguinte, a Emenda Constitucional nº 
101/2019 também incluiu o § 3º ao art. 42 da CF para 
vedar a acumulação remunerada de cargos públicos 
pelos militares, ou seja, determinou a aplicação do art. 
37, XVI da CF para os militares dos Estados, DF e Ter-
ritórios, vejamos.
XVI - é vedada a acumulação remunerada de cargos 
públicos, exceto, quando houver compatibilidade 
de horários, observado em qualquer caso o dispos-
to no inciso XI:      
a) a de dois cargos de professor;   
b) a de um cargo de professor com outro técnico ou 
científico;          
c) a de dois cargos ou empregos privativos de profis-
sionais de saúde, com profissões regulamentadas;          
Dica
Cuidado ao responder questão de prova: confor-
me a Constituição Federal (EC nº18/19998), os 
militares não são denominados como servidores 
públicos civis. 
IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA
Os atos de improbidadeadministrativa são os atos 
previsto na Lei nº 8429/1992 que violam os princí-
pios constitucionais e legais da administração públi-
ca, estando sujeitos a sanções aplicáveis aos agentes 
públicos nos casos de enriquecimento ilícito no exer-
cício de mandato, cargo, emprego ou função na admi-
nistração pública direta, indireta ou fundacional. Por 
exemplo, no caso de enriquecimento ilícito, o agente 
público poderá perder os bens ou valores acrescidos 
ao seu patrimônio.
Os agentes públicos de qualquer nível ou hierar-
quia são obrigados a velar pela estrita observância 
dos princípios de legalidade, impessoalidade, morali-
dade e publicidade no trato dos assuntos que lhe são 
afetos (art. 4º da Lei nº 8429/1992).
310
Vamos relembrar conforme estudamos no tópico 
dos princípios administrativos: 
 z Princípio da legalidade: o agente público deve 
atuar somente dentro dos limites estabelecidos 
em lei, por exemplo, o agente público recebe van-
tagem econômica de qualquer natureza, direta ou 
indireta, para tolerar a exploração ou a prática de 
jogos de azar; 
 z Princípio da impessoalidade: o agente público 
sempre deve prezar pela defesa do interesse públi-
co, deve tratar a todos sem privilégio no exercício 
das funções públicas;
 z Princípio da moralidade: o agente deve atuar 
buscando o interesse público e evitar se valer do 
cargo público e do poder incumbido para se pro-
mover ou atender algum interesse individual;
 z Princípio da publicidade: este exige que a atua-
ção do poder público seja transparente e com aces-
so à informação a toda população, por exemplo, 
as informações devem ser claras e publicadas no 
Diário Oficial, ou em canais oficiais de publicida-
de (editais) conforme a lei de acesso à informação, 
assim os cidadãos podem fiscalizar os atos pratica-
dos pelos agentes públicos. 
 z Princípio da eficiência: como o próprio nome já 
demonstra, refere-se à atuação da administração 
pública com presteza e de maneira mais eficiente 
possível, por exemplo, a presteza do agente públi-
co no atendimento em um hospital, objetivando 
garantir o atendimento mais rápido possível aos 
pacientes, garantindo a estes o acesso ao médico e 
medicamentos de maneira eficiente.
Conforme art. 37, § 4º da CF os atos de improbi-
dade importarão na suspensão dos direitos políticos, 
perda da função pública, indisponibilidade dos bens e 
o ressarcimento ao erário.
Ainda, a Constituição no art. 37, § 6º prevê a res-
ponsabilidade civil objetiva do Estado nos danos 
causados por seus agentes públicos, ou seja, as pes-
soas jurídicas de direito público e as de direito priva-
do prestadoras de serviços públicos respondem pelos 
danos causados por seus agentes a terceiros. 
Entretanto, é assegurado o direito de regresso 
contra o responsável nos casos de dolo ou culpa, ou 
seja, caso seja comprovada o dolo ou a culpa do agen-
te público pode a Administração pública ajuizar ação 
contra este agente que causou o dano. 
Neste caso, é necessário o particular demonstrar 
a ocorrência entre o dano e o fato ocorrido, ou seja, a 
ocorrência do nexo de causalidade, configurada esta-
rá à responsabilidade civil do Estado. 
Vejamos o exemplo a seguir:
Um determinado agente público no exercício de 
suas funções colide com o veículo de um particular;
O particular move ação de indenização contra o 
Estado;
Posteriormente o estado é condenado a pagar o 
dano causado.
O Estado verifica o dolo do agente, que estava sob 
efeito de álcool, então move ação de regresso para que 
o causador ressarça ao Estado a indenização que foi 
paga ao particular;
Obs.: Além das sanções administrativas que este 
Agente está sujeito. 
Seguindo este entendimento o Supremo Tribunal 
Federal, em agosto de 2019, considerou que a pessoa 
prejudicada deve mover ação somente contra Estado 
e este contra o particular, não sendo possível o parti-
cular mover a ação diretamente contra o Estado e o 
Agente público. Vejamos:
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – RESPONSABI-
LIDADE OBJETIVA DO ESTADO – ENQUADRA-
MENTO NO PERMISSIVO CONSTITUCIONAL 
– AGRAVO PROVIDO. 1. O Tribunal de origem 
reformou o entendimento adotado na sentença, 
afirmando caber à vítima escolher quem demanda-
rá: o agente público responsável pelo ato lesivo ou 
o Estado. Consignou inexistirem motivos razoáveis 
para proibir o acionamento direto do servidor cujos 
atos tenham, culposa ou dolosamente, prejudicado 
o indivíduo. Entendeu estarem presentes os requisi-
tos para responsabilização da recorrida por danos 
materiais, tendo em vista a ilegalidade do ato de 
remoção do autor. (RE 1.027.633 SP, rel, Min. Marco 
Aurélio, julgado em 14.08.2019, Dje em 06.12.2019)
PLANEJAMENTO, COORDENAÇÃO, 
DESCENTRALIZAÇÃO, DELEGAÇÃO DE 
COMPETÊNCIA E CONTROLE
O planejamento, coordenação, descentralização, 
delegação de competência e controle, são princípios 
fundamentais que as atividades da administração 
federal devem obediência, estão consagrados no texto 
do Decreto-Lei nº 200/1967, decreto que estabeleceu a 
reforma administrativa federal do regime militar. 
Art. 6º As atividades da Administração Federal 
obedecerão aos seguintes princípios fundamentais:
I - Planejamento.
II - Coordenação.
III - Descentralização.
IV - Delegação de Competência.
V - Controle.
Planejamento
O planejamento visa a segurança nacional e o 
desenvolvimento econômico-social do Brasil que com-
preenderá a elaboração e atualização do plano geral 
de governo, dos programas gerais, setoriais e regio-
nais, de duração plurianual, do orçamento-programa 
anual e da programação financeira de desembolso.
Ainda, conforme consagra o art. 15 do decreto-lei 
200/67, a ação administrativa do Poder Executivo obe-
decerá a programas gerais, setoriais e regionais de 
duração plurianual, elaborados pelos órgãos de plane-
jamento, sob a orientação e a coordenação superiores 
do Presidente da República.
Como exemplo, podemos citar o plano plurianual 
(PPA) modelo orçamentário de planejamento e gestão 
está previsto no art. 165 da Constituição, em que as 
leis de iniciativa do poder executivo estabelecerão o 
plano plurianual, as diretrizes orçamentárias e os 
orçamentos anuais.
O plano plurianual estabelece os programas de 
duração continuada e despesas de capital da adminis-
tração Pública, ou seja, é um planejamento de médio 
prazo que estabelece de forma regionalizada as metas 
e diretrizes da administração pública.
Ainda, conforme consagra o art. 15, § 3º, a aprova-
ção dos planos e programas gerais, setoriais e regionais 
é da competência do Presidente da República, sendo 
que, cada ano será elaborado um orçamento-progra-
ma, que pormenorizará a etapa do programa pluria-
nual a ser realizada no exercício seguinte e que servirá 
de roteiro à execução coordenada do programa anual.

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