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1) Conhecer os conceitos de 
distanasia, eutanásia, 
ortotanásia, suicidio assistido e 
mistanasia, discutindo a 
autonomia do paciente em 
relação aos atos 
Art. 1o É permitido ao médico limitar ou 
suspender procedimentos e tratamentos 
que prolonguem a vida do doente em fase 
terminal, de enfermidade grave e 
incurável, respeitada a vontade da pessoa 
ou de seu representante legal. 
§1o O médico tem a obrigação de 
esclarecer ao doente ou a seu 
representante legal as modalidades 
terapêuticas adequadas para cada 
situação. 
§2o A decisão referida no caput deve ser 
fundamentada e registrada no prontuário.

§3o É assegurado ao doente ou a seu 
representante legal o direito de solicitar 
uma segunda opinião médica. 
Art. 2oO doente continuará a receber 
todos os cuidados necessários para aliviar 
os sintomas que levam ao sofrimento, 
assegurada a assistência integral, o 
conforto físico, psíquico, social e 
espiritual, inclusive assegurando-lhe o 
direito da alta hospitalar. 
DISTANASIA 
É o prolongamento artificial do processo 
de morte e por consequência prorroga
também o sofrimento da pessoa.
Muitas vezes o desejo de recuperação do 
doente a todo custo, ao invés de ajudar 
ou permitir uma morte natural, acaba 
prolongando sua agonia. Quando há 
investimento à cura, diante de um caso de 
incurabilidade, trata-se de agressão à 
dignidade dessa pessoa. É o processo 
pelo qual se prolonga meramente o 
processo de morrer, e não a
vida propriamente dita, tendo como 
consequência morte prolongada, lenta e, 
com frequência, acompanhada de 
sofrimento, dor e agonia.
A Distanásia significa a prática de atos 
pelos quais se prolonga, por meio de 
meios artificiais e desproporcionais, a vida 
de um enfermo incurável. A prática em 
comento é extremamente repudiada pela 
Resolução no 1931/2009 do CFM.
O budismo vê o prolongamento da vida 
como interferência divina e o catolicismo 
há equilíbrio entre o respeito á vida e a 
aceitação da morte como parte de 
aceitação do plano divino, no entanto eles 
rejeitam a distanasia considerando como 
um desrespeito 
A autonomia é limitada na pediatria, pois é 
substitiuida por uma autonomia 
representativa 
EUTANÁSIA 
A Eutanásia refere-se a prática de atos 
pelos quais se abrevia a vida de um 
enfermo incurável, de maneira controlada 
e assistida por um especialista. Não 
obstante, a Resolução no 1.931/2009 do 
CFM veda a prática mencionada.
Atualmente, é entendida como uma 
prática para abreviar a vida, a fim de 
aliviar ou evitar sofrimento para os 
pacientes. É um ato ilícito → Crime de 
homicídio (art. 120 do código penal) 
Voluntária: morte provocada atendendo a 
vontade do paciente. 
Involuntária: morte é consentida pela 
família e não há vontade do paciente. 
Eutanásia ativa — Ato deliberado de 
provocar a morte sem sofrimento do 
paciente, por fins humanitários (por 
exemplo, utilizando uma injeção letal);
Eutanásia passiva — Quando a morte 
ocorre por omissão proposital em se 
iniciar uma ação médica que garantiria a 
perpetuação da sobrevida (por exemplo, 
deixar de se iniciar aminas vasoativas no 
caso de choque não responsivo à 
reposição volêmica)
Eutanásia de duplo efeito — Nos casos 
em que a morte é acelerada como
consequência de ações médicas não 
visando ao êxito letal, mas sim, ao alívio 
do sofrimento de um paciente (por 
exemplo, emprego de morfina para 
controle da dor, gerando, 
secundariamente, depressão respiratória e 
óbito).
Documento de diretivas antecipadas de 
vontade, são documentos legais em que 
uma pessoa esquanto está em pleno uso 
de suas faculdades mentais, especifica os 
cuidados médicos que deseja ou não 
receber caso venha enfrentar uma 
situação de incapacidade física ou mental 
no futuro 
Em países como Japão, Holanda, o 
debate sobre a eutanásia é impulsionado 
pelo aumento de doenças crônicas e pela 
incapacidade de os sistemas de saúde 
atenderem essa demanda de maneira 
sustentável. Até 2050 22% da população 
vai ser de idosos por isso eles estão 
considerando a liberação em outros 
países 
ORTOTANÁSIA 
A Ortotanásia refere-se ao termo utilizado 
pelos médicos para definir a morte 
natural,
sem interferência da ciência, permitindo 
ao paciente morte digna, sem sofrimento,
deixando a evolução e percurso da 
doença.
Portanto, nota-se que, neste caso, 
evitam-se métodos extraordinários de 
suporte de
vida, como medicamentos e aparelhos, 
em pacientes irrecuperáveis e que já 
foram submetidos a suporte avançado de 
vida.
Salienta-se que o Conselho Federal de 
Medicina aprova esse ato, como conduta 
ética do médico.
Por sua vez, nosso ordenamento jurídico 
estipula que tal omissão pode ser
enquadrada como crime.
SUICÍDIO ASSISTIDO 
É resultado da própria ação do paciente 
que, com a colaboração de terceiros, 
acarreta o resultado morte. Difere-se da 
eutanásia, pois a ação que gera a morte é 
perpetrada pelo próprio paciente, e não 
por terceiro. No Código Penal Brasileiro, a 
conduta está tipificada no artigo 122, com 
o seguinte teor: 
Art. 122 - Induzir ou instigar alguém a 
suicidar-se ou prestar-lhe auxílio para que 
o faça: 
Pena - reclusão, de dois a seis anos, se o 
suicídio se consuma; ou reclusão, de um a 
três anos, se da tentativa de suicídio 
resulta lesão corporal de natureza grave. 
Parágrafo único - A pena é duplicada: 
Aumento de pena 
I - se o crime é praticado por motivo 
egoístico; 
II - se a vítima é menor ou tem diminuída, 
por qualquer causa, a capacidade de 
resistência. 
O ato causador da morte é de autoria 
daquele que põe termo à própria vida. O 
terceiro colabora com o ato, quer 
prestando informações, quer colocando à 
disposição do paciente os meios e 
condições necessárias à prática 
MISTANASIA 
O termo vem do grego (mys=infeliz; 
thanathos= morte; “morte infeliz”), ou seja, 
morte miserável, precoce e evitável 
(Ferreira, 2019).
A diminuição sistemática do 
financiamento da saúde, o mau uso do 
dinheiro disponível no orçamento, o 
fechamento de leitos, serviços e unidades 
de saúde, a abertura indiscriminada de 
escolas médicas, o desprezo e 
desvalorização dos gestores pelo médico 
e demais profissionais da área, a falta de 
compromisso dos três poderes com a 
vida da população, corroídos pela 
corrupção, incompetência e 
desumanidade, são facetas da mistanásia 
que condicionam a vida e a morte, 
aumentando a vulnerabilidade dos mais 
necessitados
O conceito de mistanásia pode ser 
aplicado também ao orçamento da 
educação, área que se interconecta 
diretamente com a saúde, pois ambas 
estão ligadas ao processo contínuo de 
fomentar a cidadania. Educação é a chave 
para o crescimento social e econômico, 
para a supressão da iniquidade, a 
conquista definitiva e palpável dos direitos 
fundamentais da pessoa. Tanto que o 
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) 
entrelaça três dimensões básicas: renda, 
educação e saúde 
Covid- 19, a distanásia foi acentuada 
durante a pandemia, principalmente em 
países de baixa renda, a falta de acesso a 
vacinas levou um aumento significativo de 
mortes 
AUTONOMIA DO PACIENTE EM RELAÇÃO 
AOS ATOS 
No decorrer das suas atualizações, 
constata-se uma evolução na valorização 
dos pacientes, bem como o acréscimo de 
novos assuntos pertinentes a cada época,
visando auxiliar os profissionais médicos 
em suas condutas e comportamentos, 
mas protegendo também o paciente de 
abusos feitos pelo profissional:
CEM 2018 – Princípios fundamentais: No 
processo de tomada de decisões
profissionais, de acordo com seus 
ditames de consciência e as previsões 
legais, o médico aceitará as escolhas de 
seus pacientes, relativas aos 
procedimentos diagnósticos e 
terapêuticos por eles expressos, desde 
que adequadas ao caso e cientificamente 
reconhecidas.
É vedado ao médico:
CEM de 2018: Artigo 22o – Deixar de 
obter consentimento do paciente ou de 
seu representante legal após esclarecê-lo 
sobre o procedimento a ser realizado, 
salvo em caso de risco iminente de morte.
Artigo 23onão-oferta de suporte vital (NSV) → 
por sua vez, significa o não-emprego 
desses mecanismos.
D) Ordem de não-ressuscitação ou de 
não-reanimação (ONR)
Resolução CFM n. 1931/2009. Que em 
pelo menos duas passagens impõe o 
dever de e garante ao médico a liberdade 
para acatar os desejos dos pacientes em 
relação às terapias a serem adotadas em 
si – Sendo vedado ao médico:
• Art. 24. Deixar de garantir ao paciente o 
exercício do direito de decidir livremente 
sobre sua pessoa ou seu bem estar, bem 
como exercer sua autoridade para limitá-
lo.
• Art. 41. Abreviar a vida do paciente, 
ainda que a pedido deste ou de seu 
representante legal. Nos casos de 
doença incurável e terminal, deve o 
médico oferecer todos os cuidados 
paliativos disponíveis sem empreender 
ações diagnósticas ou terapêuticas 
inúteis ou obstinadas, levando sempre 
em consideração a vontade expressa do 
paciente ou, na sua impossibilidade, a 
de seu representante legal.
Delas se extrai que há permissão legal 
para que os médicos acatem os desígnios 
dos pacientes – no que aqui é mais 
pertinente – manifestados em seus 
testamentos vitais, à exceção explícita da 
eutanásia, que não é uma das possíveis 
hipóteses a serem trazidas por um 
testamento vital.
4) Destacar a importância da 
comunicação do médico com o 
familiar e com o paciente 
(protocolo SPIKES, cuidados 
paliativos) e discutir sobre a 
política nacional de cuidados 
paliativos 
Existem recursos que auxiliam o 
profissional de saúde a estabelecer  uma 
comunicação assertiva, como o protocolo 
“spikes”. O protocolo “spikes” descreve  
seis passos de maneira didática para 
comunicar más notícias. O primeiro passo 
(setting  up) se refere à preparação do 
médico e do espaço físico para o evento; 
o segundo  (perception) verifica até que 
ponto o paciente tem consciência de seu 
estado; o terceiro  (invitation) procura 
entender quanto o paciente deseja saber 
sobre sua doença; o quarto  (knowledge) 
será a transmissão da informação 
propriamente dita. 
Neste ponto, são  ressaltadas algumas 
recomendações, como: utilizar frases 
introdutórias que indiquem  ao paciente 
que más notícias virão, não usar palavras 
técnicas em excesso e checar a  
compreensão do paciente. O quinto passo 
(emotions) é reservado para responder  
empaticamente à reação demonstrada 
pelo paciente; o sexto (strategy and 
summary)  diminui a ansiedade do 
paciente ao lhe revelar o plano terapêutico 
e o que pode vir a  acontecer. 
S (setting up the interview): preparação. É 
fundamental nesta fase estar familiarizado 
com a informação clínica relevante e 
antecipar as possíveis reações do 
paciente. Isso inclui preparar-se 
emocionalmente antes de chamar o 
paciente e/ou familiares e organizar o 
tempo disponível para a comunicação. 
Deve-se preparar um ambiente acolhedor 
e privativo, evitando-se interrupções. O 
local deve ser adequado, evitando que a 
comunicação seja feita no corredor ou via 
telefone, preferindo-se sempre que 
possível a comunicação pessoal. É 
possível envolver pessoas importantes, se 
este for o desejo do paciente. Se houver 
mais alguém na consulta, é preciso 
verificar se o paciente não se importa que 
essa terceira pessoa esteja presente no 
momento da notícia. Nesta etapa, faz-se 
necessário alertar o paciente para o fato 
de que serão dadas notícias difíceis, a fim 
de diminuir o choque que se segue à 
revelação dos dados e facilitar o 
processamento da informação. 
P (assessing the patient’s 
perception):perceber o que o paciente 
sabe. É fortemente recomendado que o 
profissional use questões abertas e que 
se crie uma imagem aproximada do que o 
paciente entende sobre a sua situação 
médica. Nesta fase, é necessário corrigir 
as informações equivocadas e adequar as 
notícias difíceis aos conhecimentos dos 
pacientes. 
I (obtaining the patient’s invitation): 
determinar quanto o paciente quer saber. 
Por exemplo: “Quer que eu lhe explique 
com profundidade o que o Sr. tem?”. 
Embora a maioria dos pacientes expresse 
a vontade de saber toda a informação 
acerca do seu diagnóstico, prognóstico e 
detalhes da doença, alguns preferem não 
o saber. É importante reconhecer que a 
recusa de informação é um mecanismo 
psicológico de coping válido e manifesta-
se mais frequentemente nas fases iniciais 
e avançadas da doença. Caso o paciente 
não pretenda saber detalhes sobre a sua 
doença, é preciso oferecer-se para 
responder às questões que possam surgir 
no futuro ou prestar esclarecimentos à 
família. 
K (giving the knowledge and information 
to the patient): a partilha de informação. É 
essencial adequar o nível de 
compreensão e vocabulário. Deve-se falar 
com franqueza, evitando uma 
comunicação sem afeto e com excesso 
de termos técnicos. Não se deve ter 
receio de utilizar as palavras “câncer” ou 
“morte”. Deve-se fornecer a informação 
de maneira gradativa, em pequenas 
porções, e confirmar periodicamente que 
o paciente compreendeu a informação, 
com pausas para avaliar a reação dele, 
respeitando seu ritmo e possibilitando que 
ele faça perguntas. 
Por exemplo: “Os exames vieram com 
uma alteração importante” (pausa). É 
preciso dar tempo para que o paciente 
possa digerir a notícia e respeitar o ritmo 
dele perguntando: “Quer me fazer alguma 
pergunta?”. Deve-se evitar a urgência de 
falar de forma a abreviar o próprio 
desconforto, permitindo o silêncio e as 
lágrimas, sempre oferecendo uma 
esperança realista. Quando o prognóstico 
for desfavorável, é melhor evitar frases 
como “Não há nada que se possa fazer 
por você”. Também é importante evitar 
culpabilizações, como “Se tivesse vindo 
antes...”, bem como seguranças 
precoces, como “Fique tranquilo, que 
tudo vai dar certo...”. Deve-se preferir 
frases do tipo “Eu gostaria...” a frases 
com “Eu lamento...”. Embora “Eu 
lamento” seja uma expressão empática, é 
também uma expressão que pode ser 
confundida com pena e que pode até 
mesmo desviar o foco do paciente e da 
família para o médico. Frases como “Eu 
gostaria que as coisas fossem diferentes” 
ou “Eu gostaria que pudéssemos oferecer 
um tratamento mais fácil e com resultados 
melhores para a sua doença” podem ter 
melhor aceitação. 
E (adressing the patient’s emotions): 
responder às emoções dos pacientes. 
Nesta fase da comunicação, o médico 
pode oferecer apoio e solidariedade ao 
paciente por meio de uma resposta 
empática. É fundamental tentar identificar 
a razão para aquela emoção e entender 
as crenças do paciente sobre a notícia: 
por exemplo, “O que significa para você 
ser portador de HIV?”. Também é 
essencial facilitar a expressão dos 
pacientes e familiares sobre o impacto da 
notícia difícil: “Como se sente?”. Nesta 
fase, é importante transmitir ao paciente 
que o médico estabeleceu conexão entre 
a emoção e o fato, demonstrar que 
entende o paciente e se colocar à sua 
disposição: “Conte comigo para enfrentar 
essa situação”. Oferecer respostas de 
reconhecimento e sintonia afetiva é de 
grande importância. 
S (strategy and summary): plano e 
seguimento. Antes de discutir um plano 
terapêutico, é preciso perceber se o 
paciente está preparado para a discussão. 
É essencial neste momento uma 
comunicação assertiva, em que se 
planejam ajuda de seguimento, planos 
para o futuro e se discutem expectativas 
irrealistas. Nesta fase, pode ajudar o 
reforço de estratégias de enfrentamento 
do paciente, abordando a superação de 
crises anteriores e a rede de apoio. O 
profissional de saúde deve deixar claro 
que estará ativamente envolvido no plano 
contínuo de ajuda. É importante explicar 
como o paciente e a família podem entrar 
em contato com o profissional para 
dúvidas e colocar-se à disposição para 
suporte. Antes de liberar o paciente, deve-
se avaliar o estado emocional do 
paciente, se há risco de suicídio e se ele 
está em condições de voltar para casa 
sozinho ou se é preciso contatar alguém 
da família para apoio. Em caso de 
comunicação de morte, além de seguir os 
passos antes detalhados, háum guia 
mnemônico específico de notificação de 
morte: o GRIEV_ING. 
CUIDADO PALIATIVO

O cuidado paliativo vem para sustentar e 
nortear essa atenção, preocupando-se e 
tratando dos sintomas físicos (como dor, 
dispneia, náuseas), psíquicos (ansiedade, 
depressão) e espirituais (questões 
existenciais sobre vida, morte e doenças). 
A fim de oferecer esses cuidados, além do 
olhar para o sofrimento, é imprescindível 
que se estabeleça uma relação humana 
com respeito, empatia e compaixão. 
Nesta perspectiva, a OMS definiu esses 
cuidados: [...] uma abordagem que visa 
melhorar a qualidade de vida dos doentes 
– e suas famílias – que enfrentam 
problemas decorrentes de uma doença 
incurável e/ou grave e com prognóstico 
limitado, através da prevenção e alivio do 
sofrimento, com recurso à identificação 
precoce 
“Cuidados paliativos consistem na 
assistência promovida por uma equipe
multidisciplinar, que objetiva a melhoria da 
qualidade de vida do paciente e seus
familiares, diante de uma doença que 
ameace a vida, por meio da prevenção e 
alívio do sofrimento, da identificação 
precoce, avaliação impecável e 
tratamento de dor e demais sintomas 
físicos, sociais, psicológicos e espirituais.”
Cuidado paliativo diz respeito a uma 
prática que visa aliviar o sofrimento em 
um contexto de adoecimento grave e de 
potencial ameaça à vida, por meio de um 
olhar técnico e humanizado sobre todas 
as necessidades e dimensões do ser 
humano.
Os princípios de atuação dos CP, desde a 
definição da OMS de 2002, podem ser
definidos como:Promover alívio da dor e 
de outros sintomas responsáveis por 
sofrimento
❖ Afirmar a vida e reconhecer a morte 
como um processo natural.
❖ Não antecipar, nem prolongar ou adiar a 
morte.
❖ Integrar aspectos psicológicos e 
espirituais ao cuidado.
❖ Oferecer um conjunto de cuidados e 
suporte para ajudar o paciente a viver da
maneira mais ativa possível até a morte.
❖ Oferecer suporte para a família 
compreender o quadro do familiar e se
organizar durante o processo de doença e 
de luto.
❖ Acessar, por meio de uma equipe 
multiprofissional, as necessidades do 
paciente e da família, incluindo assistência 
ao luto, se necessário.
❖ Melhorar a qualidade de vida, 
influenciando positivamente a evolução da
doença.
❖ Instituir cuidados paliativos 
precocemente no curso de evolução da 
doença em conjunto com tratamentos 
modificadores da doença responsáveis 
por prolongar a vida (como quimioterapia 
ou radioterapia).
❖ Incluir investigações diagnósticas 
necessárias para melhor compreensão e
manejo das complicações clínicas que 
possam gerar sofrimento.
De maneira prática, o cuidado é 
estabelecido por meio de uma relação 
que envolve boa comunicação, vínculo, 
responsabilização, respeito e empatia 
com o paciente, a família e a rede de 
apoio. Nessa prática, os profissionais 
trabalham em conjunto, integrando 
conhecimentos técnicos e 
particularidades pessoais com foco na
prevenção e no cuidado do sofrimento 
humano.
A assistência é focada na pessoa e não 
na doença. Por esse motivo não se pode 
cuidar adequadamente de alguém que 
não se conheça bem como pessoa.
Na conceituação, a OMS indica que o 
cuidado paliativo deve ocorrer de maneira
continuada a partir do diagnóstico e em 
paralelo ao tratamento modificador da
doença (aquele que busca a cura ou o 
controle da doença). Nesse processo, 
com a evolução do quadro, a importância 
do cuidado paliativo aumenta 
proporcionalmente até que se torne a 
única terapêutica cabível durante o 
processo ativo de morte.
No Brasil apenas 10% da pouplacao tem 
acesso aos cuidados paliativos, sendo 
que a grande concetracao de serviços 
esta no sudeste e menos de 2% dos 
médicos no Br tem especialização em 
cuidados paliativos, ainda tem uma 
grande limitação, tem uma grande falta de 
suporte financeiro e uma não aceitação 
desses cuidados, pois pela maioria é vista 
como uma desistência por isso que que 
hoje em dia a gente tem uma maior 
concentizacao sobre issoum guia 
mnemônico específico de notificação de 
morte: o GRIEV_ING. 
CUIDADO PALIATIVO

O cuidado paliativo vem para sustentar e 
nortear essa atenção, preocupando-se e 
tratando dos sintomas físicos (como dor, 
dispneia, náuseas), psíquicos (ansiedade, 
depressão) e espirituais (questões 
existenciais sobre vida, morte e doenças). 
A fim de oferecer esses cuidados, além do 
olhar para o sofrimento, é imprescindível 
que se estabeleça uma relação humana 
com respeito, empatia e compaixão. 
Nesta perspectiva, a OMS definiu esses 
cuidados: [...] uma abordagem que visa 
melhorar a qualidade de vida dos doentes 
– e suas famílias – que enfrentam 
problemas decorrentes de uma doença 
incurável e/ou grave e com prognóstico 
limitado, através da prevenção e alivio do 
sofrimento, com recurso à identificação 
precoce 
“Cuidados paliativos consistem na 
assistência promovida por uma equipe
multidisciplinar, que objetiva a melhoria da 
qualidade de vida do paciente e seus
familiares, diante de uma doença que 
ameace a vida, por meio da prevenção e 
alívio do sofrimento, da identificação 
precoce, avaliação impecável e 
tratamento de dor e demais sintomas 
físicos, sociais, psicológicos e espirituais.”
Cuidado paliativo diz respeito a uma 
prática que visa aliviar o sofrimento em 
um contexto de adoecimento grave e de 
potencial ameaça à vida, por meio de um 
olhar técnico e humanizado sobre todas 
as necessidades e dimensões do ser 
humano.
Os princípios de atuação dos CP, desde a 
definição da OMS de 2002, podem ser
definidos como:Promover alívio da dor e 
de outros sintomas responsáveis por 
sofrimento
❖ Afirmar a vida e reconhecer a morte 
como um processo natural.
❖ Não antecipar, nem prolongar ou adiar a 
morte.
❖ Integrar aspectos psicológicos e 
espirituais ao cuidado.
❖ Oferecer um conjunto de cuidados e 
suporte para ajudar o paciente a viver da
maneira mais ativa possível até a morte.
❖ Oferecer suporte para a família 
compreender o quadro do familiar e se
organizar durante o processo de doença e 
de luto.
❖ Acessar, por meio de uma equipe 
multiprofissional, as necessidades do 
paciente e da família, incluindo assistência 
ao luto, se necessário.
❖ Melhorar a qualidade de vida, 
influenciando positivamente a evolução da
doença.
❖ Instituir cuidados paliativos 
precocemente no curso de evolução da 
doença em conjunto com tratamentos 
modificadores da doença responsáveis 
por prolongar a vida (como quimioterapia 
ou radioterapia).
❖ Incluir investigações diagnósticas 
necessárias para melhor compreensão e
manejo das complicações clínicas que 
possam gerar sofrimento.
De maneira prática, o cuidado é 
estabelecido por meio de uma relação 
que envolve boa comunicação, vínculo, 
responsabilização, respeito e empatia 
com o paciente, a família e a rede de 
apoio. Nessa prática, os profissionais 
trabalham em conjunto, integrando 
conhecimentos técnicos e 
particularidades pessoais com foco na
prevenção e no cuidado do sofrimento 
humano.
A assistência é focada na pessoa e não 
na doença. Por esse motivo não se pode 
cuidar adequadamente de alguém que 
não se conheça bem como pessoa.
Na conceituação, a OMS indica que o 
cuidado paliativo deve ocorrer de maneira
continuada a partir do diagnóstico e em 
paralelo ao tratamento modificador da
doença (aquele que busca a cura ou o 
controle da doença). Nesse processo, 
com a evolução do quadro, a importância 
do cuidado paliativo aumenta 
proporcionalmente até que se torne a 
única terapêutica cabível durante o 
processo ativo de morte.
No Brasil apenas 10% da pouplacao tem 
acesso aos cuidados paliativos, sendo 
que a grande concetracao de serviços 
esta no sudeste e menos de 2% dos 
médicos no Br tem especialização em 
cuidados paliativos, ainda tem uma 
grande limitação, tem uma grande falta de 
suporte financeiro e uma não aceitação 
desses cuidados, pois pela maioria é vista 
como uma desistência por isso que que 
hoje em dia a gente tem uma maior 
concentizacao sobre isso

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