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9 PSBC1001/12-PEBII-EJA-História 25. A coletânea de artigos de Astrojildo Pereira escritos entre 1947 e 1961, que em 1962 saíram em livro com o título A formação do PCB (...) [cobre] o período que vai dos anos que antecedem a fundação do PC ao terceiro congresso desse partido, reali- zado entre 29 de dezembro de 1928 a 4 de janeiro de 1929. E já nessa obra está presente a noção, que até hoje pode ser encontrada, de que a fundação do PC inauguraria um novo período na história operária brasileira e uma demonstração do amadurecimento político dessa classe. 1922 torna-se uma data inaugural na história operária, um marco. (Claudio H. M. Batalha, A historiografia da classe operária no Brasil: trajetória e tendências. In: Marcos Cezar de Freitas (org.), Historiografia brasileira em perspectiva) Para Astrojildo Pereira, o citado amadurecimento se refere (A) à constituição de um sindicalismo de colaboração de classe: o sindicalismo amarelo. (B) à formação dos primeiros sindicatos operários no Brasil. (C) à adesão do Partido Comunista Brasileiro às concepções reformistas. (D) ao fim da hegemonia das concepções anarquistas na organização e ação dos sindicatos. (E) à ênfase na luta econômica em detrimento da luta política do operariado. 26. Francisco Campos, autor da Constituição outorgada de 1937 e novo ministro da Justiça, escreveu em 1938, em Os problemas do Brasil e as grandes soluções do Novo Regime: Em 1930 [...] Toda a nação se incorporou ao movimento re- volucionário, porque era um caminho novo que se abria. Mas o movimento foi detido pela reconstitucionalização que se operou segundo os velhos moldes. Voltaram os erros, os vícios e os males do falido regime liberal que a política, restaurada da sua breve derrota e para satisfação de seus mais obscuros propósitos, insistia em restabelecer [...] Assim novembro de 37 efetiva outubro de 30, aplicando na ordem as forças deflagradas na subversão. (Vavy Pacheco Borges, Anos trinta e política: história e historiografia. In: Marcos Cezar de Freitas (org.), Historiografia brasileira em perspectiva) Para Francisco Campos, (A) o projeto revolucionário da Frente Única Paulista, que desencadeou a Revolução de 1932, respondia aos anseios nacionais de redemocratização do Brasil, mas foi mi- nado pelas forças conservadoras presentes no Governo Provisório. (B) a ruptura institucional ocorrida em 1930 foi resultado direto da ação política da Aliança Nacional Libertadora, pois a radicalização desta entidade provocou temores de que uma revolução de modelo bolchevique eclodiria no Brasil a qualquer momento. (C) o projeto liberal nascido da Revolução de 1930, sob o comando de Getúlio Vargas, foi sendo minado pelas ve- lhas elites políticas ligadas às oligarquias nordestinas e a origem do Estado Novo estava ligada ao restabelecimento de práticas liberais. (D) a carta constitucional outorgada em 1930 ampliou o arco de ação do presidente Getúlio Vargas e alimentou nele o interesse pela organização de um governo ditatorial, apoiado por milícias populares e por um partido fascista. (E) a ruptura institucional que gerou o Estado Novo em 1937 deve ser compreendida como parte do projeto nascido com a Revolução de 1930, mas que sofreu retrocessos, a exemplo da Constituição de 1934. 27. Leia os fragmentos da canção Linha de montagem, de Novelli e Chico Buarque, de 1980. Linha linha de montagem A cor a coragem Cora coração Abecê abecedário Ópera operário Pé no pé no chão Eu não sei bem o que seja Mas sei que seja o que será O que será que será que se veja Vai passar por lá (...) As cabeças levantadas Máquinas paradas Dia de pescar Pois quem toca o trem pra frente Também de repente Pode o trem parar (...) Sambe sambe São Bernardo Sanca São Caetano Santa Santo André Dia-a-dia Diadema Quando for, me chame Pra tomar um mé A canção, apresentada em público pela primeira vez em 1980, faz referência (A) à constituição de uma aristocracia operária na região do ABC paulista no final dos anos 1970, capaz de fazer reivindicações para os trabalhadores da região, mas sem quaisquer vínculos com outras lutas populares. (B) à alienação do trabalho fabril, que estimulava as práticas individualistas dos trabalhadores e dificultava sobrema- neira a consciência dos operários para construção de lutas e organizações de classe. (C) às lutas operárias da região do ABC paulista, organizadas pelo chamado sindicalismo autêntico, em contraposição aos sindicatos pelegos e à legislação trabalhista repre- sentada pela CLT. (D) à considerável melhora das condições de vida e de traba- lho dos trabalhadores industriais brasileiros, beneficiados com as políticas afirmativas dos governos de exceção nascidos do golpe de 1964. (E) à importância do trabalho e do empenho dos operários brasileiros para o grande crescimento econômico repre- sentado pelo momento de euforia nacional, o chamado “milagre econômico” dos anos 1970.