Prévia do material em texto
Negociação Comercial e Negócios Eletrônicos 2020.2 Aula 05 – Vista de Prova ü Comércio Eletrônico; • Recursos da internet; • Visão geral dos negócios eletrônicos (E-business); • Comércio eletrônico; • Histórico do comércio eletrônico; • Comércio eletrônico: Conceitos; • Os ganhos com o comércio eletrônico; • Características do comércio eletrônico; • Segurança no comércio eletrônico; • Negócios na era digital; Comércio Eletrônico Exemplos Lucrativos Exemplos Lucrativos no Brasil A queda da Barreira Geográfica Com o evidente avanço da internet nos últimos anos, temos a percepção de que a distância física não é mais uma barreira, a comunicação entre pessoas localizadas em diferentes continentes passou a ser algo trivial, logo surgiram os comércios nos quais suas vendas não estavam mais limitadas pela longinquidade, apenas pela demanda. A Conexão Rural Apesar da alta taxa de migração rural relatada no Brasil durante o governo de Juscelino Kubitschek durante a década de 60, que levou grande parte da população rural do Nordeste para o Sudeste do país para buscar trabalhos, uma quantia elevada de pessoas ainda ocupam as áreas rurais. Se antes se deslocar entre grandes distâncias era imprescindível, atualmente essa necessidade está praticamente nula, com a introdução da internet em áreas rurais, os produtores não precisam se deslocar para a compra de equipamentos e produtos essenciais para suas carências, o mercado cresceu e ampliou-se de forma a atender os mais diversos públicos. Encomendas com um valor elevado atribuído encontram como destino áreas rurais, desde grandes equipamentos como tratores, à lotes de sementes, tudo isso disponível ao alcance de um clique, trazendo assim um retorno positivo tanto para vendedores como para produtores A Educação A educação também se modificou com o passar dos anos, cada vez mais alunos se interessam pelo ensino a distância ou EAD, esse se refere a uma modalidade de ensino aplicada a distância, ela varia de cursos online à doutorado. Grande parte da população opta por esse tipo de formação por ser mais acessível, de baixo custo e pela flexibilidade de horário, pois não é necessária ser cursada em um horário fixo, mas pode ser disposta conforme a necessidade do aluno. Segundo um levantamento realizado pelo MEC os “polos de ensino superior a distância cresceram 133% em um ano, após um decreto reduzir as exigências para faculdades online” O Cenário Internacional A distância parou de ser uma barreira para a compra e venda de produtos, tornando viável o comércio de produtos independente da distância. A alta comodidade que o mercado virtual traz e o alto nível de inovação tecnológica presentes em países desenvolvidos, e a criação de bens de consumo atrativos que representam uma novidade, muitas pessoas passaram a buscar produtos na internet os quais não tinham acesso e a compra através de sites estrangeiros avolumou-se. Segundo dados disponibilizados pelo Ebit “as compras nos sites internacionais apresentaram um crescimento de 18%, atingindo um volume total de R$ 2,4 bilhões” História do Comércio Eletrônico q 1888: Nascimento do comércio eletrônico. Surgiu quase um século antes da própria Internet ganhar forma. A Sears, uma empresa norte-americana de relógios, começou a desenvolver o conceito. O princípio básico seria vender produtos à distância. As encomendas chegavam através do telégrafo, após os consumidores escolherem os produtos que pretendiam no catálogo da empresa; q 1979: Com a criação da Internet, não tardou a surgir a ideia de replicar o conceito de comércio a este novo meio em crescimento. Assim, Michael Aldrich começou a desenhar o conceito de venda eletrônica que tanto se podia aplicar a negócios B2B como a negócios B2C; q 1981: Neste ano acontece então a primeira transação comercial pela Internet. A agência de viagens Thomson Holidays selecionou 66 agentes de viagens por toda a Inglaterra para que levassem a cabo aquela que foi considerada a primeira transação B2B. Os agentes extraíam dados online e respondiam instantaneamente aos seus clientes História do Comércio Eletrônico q 1990: O início da última década do século XX marcou o começo de um novo capítulo na história do e-commerce. Foi em 1990 que surgiu o primeiro navegador web, o WorldWideWeb – mais tarde renomeado como Nexus. Aqui, são lançadas também todas as condições necessárias para a popularização da Internet; q 1994: Uma pizza de cogumelos e pepperoni com queijo extra: tratou-se do primeiro produto vendido na Internet, pela PizzaHut. O então PizzaNet – o sistema de encomenda de pizzas registou a sua primeira venda online; q 1995: O ano de 1995 foi marcado pelo nascimento de dois dos maiores gigantes do comércio eletrônico. A Amazon e o eBay são lançados pela primeira vez, revolucionando em poucos anos a forma como se vende na Internet E-Business O E-business ou "negócio eletrônico" é um termo referente ao uso da tecnologia para a realização de um comércio em uma plataforma virtual, podendo ser realizado na internet ou até mesmo pelo telefone, conhecido como telemarketing. O e-business cobre a comunicação com o cliente, fornecedores e as transações eletrônicas, incluem-se também cursos de ensino a distância. O e-business não precisa necessariamente envolver uma transação comercial, pode se referir apenas a uma negociação feita virtualmente. Como dito anteriormente o e-business não precisa necessariamente de uma transação comercial, ele também pode gerar lucros através da quantidade de acesso. Esse tipo de site se popularizou muito nos últimos anos, e atualmente a criação de blogs destinados a diversos públicos se tornaram muito populares e vem crescendo a cada dia, o dinheiro nesse caso é obtido através das propagandas, ou seja, quanto mais acesso o blog tiver mais dinheiro será obtido, em alguns casos o ganho pode ultrapassar R$10.000 mensais. Crescimento do Comércio Eletrônico De acordo com a 37º edição da pesquisa Webshoppers (2018), feita pela Ebit em parceria com a Elo, o faturamento do e-commerce, em 2017, foi de R$ 47,7 bilhões. Isso representa aumento de 7,5% em relação a 2016, quando o setor registrou R$ 44,4 bi. A elevação nos números se deu porque, em 2017, houve 111,2 milhões de pedidos feitos nos e-commerces, ante 106,3 milhões do ano anterior — uma expansão de 5%. O ticket médio por consumidor também se ampliou, passando de R$ 418, em 2016, para R$ 429 no ano passado, ou seja, um aumento de 3%. Crescimento do Comércio Eletrônico no Brasil No Brasil, o comércio eletrônico, em 2017, teve crescimento de 12% em relação a 2016. Isso é o que aponta outro estudo, o E-commerce Radar 2017, feito pela Atlas, que atua com análise de dados, e apoiado pela Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm). O radar Webshoppers relata que a quantidade de consumidores ativos no país passou de 47,93 milhões, em 2016, para mais de 55 milhões no ano seguinte, alta de aproximadamente 15%. Clientes ativos são os brasileiros que realizaram ao menos uma compra digital no ano. Segundo dados de um estudo da Forrester Research, feito em parceria com o portal E-commerce Brasil, em 2016, o investimento médio em tecnologia da informação corresponde a 9% das receitas provenientes das vendas. No entanto, é interessante destacar que negócios digitais diretos (que atuam só na internet) costumam aplicar mais em TI do que os varejistas que têm lojas físicas. E-Commerce O e-commerce ou comércio eletrônico se refere a qualquer tipo de transação comercial realizada através de um meio eletrônico, não presencial, e se foca na compra, venda e troca de produtos ou de serviços e informações através de meios de comunicação. Seus fundamentos estão baseados em segurança, criptografia, moedas e pagamentos eletrônicos. Ele ainda envolve pesquisa, desenvolvimento, marketing, propaganda, negociação, vendas e suporte. É o segmento que cuida de todas as informações eletrônicas armazenadas por uma empresa. No caso de instituições financeiras, por exemplo,esses dados incluem nomes de clientes e até valores de transações monetárias efetuadas por grandes corporações. E-Commerce O e-commerce pode ser realizado entre empresas e consumidores (B2C), ou entre empresas e outras empresas (B2B), ou a inclusão dos dois casos acima (B2B2C), onde geralmente uma fábrica vende para a distribuidora e essa vende para o consumidor. Também existem situações onde o consumidor se destaca, como os que vendem seus produtos pela internet (C2B), ou aqueles que revendem produtos (C2C). Para facilitar a comunicação e realizar atividades comerciais utilizar de um sistema online pode ser a solução, onde no próprio site da empresa é dedicado um espaço aos funcionários (B2E), esse tipo de comércio facilita a comunicação entre empresa e funcionários. E-Commerce – B2B O comércio business-to-business (B2B) engloba todas as transações eletrônicas efetuadas entre empresas. É um comércio que ocorre por meio da Web ou até mesmo por redes privadas entre as próprias empresas. Nesse sentido, o comércio físico entre as instituições foram substituídos por esse novo meio de comunicação digital. O comércio B2B desenvolve-se, basicamente, em três grandes áreas: o e- Marketplace, o e-Procurement e o e- Distribution. Os e-Distributions consistem em plataformas eletrônicas concebidas para integrar as empresas com os seus distribuidores, filiais e representantes, permitindo efetuar uma variedade de tarefas, desde uma simples consulta a um catálogo eletrônico até à emissão de faturas e recepção de mercadorias. E-Marketplace Marketplace é um modelo de negócio que surgiu no Brasil em 2012, também é conhecido como uma espécie de shopping center virtual. É considerado vantajoso para o consumidor, visto que reúne diversas marcas e lojas em um só lugar, facilita a procura pelo melhor produto e melhor preço. Diversas empresas mundialmente conhecidas participam desse mercado: Americanas, Shoptime, Walmart, Mercado Livre, OLX e Bom Negócio, por exemplo. Mas a pergunta é, por que esse modelo de trabalho é tão popular? Marketplace - Vantagens ü Visibilidade; ü Custos com publicidade x retorno; ü Aumento das Vendas; ü Diversidade de público; ü Crescimento do negócio. Marketplace - Desvantagens ü Dependência do canal de venda; ü Afeta a personalidade da marca... ...Comprei no Mercado Livre. ...Comprei na americanas.com ...Comprei na Netshoes. Marketplace – O que fazer? Não existe fórmula perfeita. O marketplace pode funcionar perfeitamente para alguns nichos e não performar tão bem em outros, em consequência de uma série de fatores. Nada impede sua empresa de ter um e-commerce, mas também invista em marketplaces, até porque ao colocar essas duas ações para caminharem juntas, seu negócio irá colher as facilidades e benefícios geradas por ambas. O marketplace é um atalho relativamente mais rápido para levar seus produtos ao encontro dos seus clientes, mas é importante não descuidar do caminho do seu negócio, caso você possua um e-commerce. Analisar o momento da sua empresa, a melhor maneira a ser trabalhada com o público, e claro, seus produtos E-Procurement O e-procurement se refere a utilização da internet para a compra e venda de produtos ou serviços, nele se inclui cada processo da compra, desde a escolha realizada pelo cliente, até a confirmação da compra, tudo isso realizado por intermédio de alguma tecnologia, essas compras são do tipo B2B. Este modelo de negócio é muito viável por promover a agilidade no processo de compra e venda, pois com ele todo sistema é controlado e automatizado, permitindo a empresa inclusive o controle de estoque, o que também gera uma diminuição nos custos, pois além dos fatores citados acima ainda se promove uma maior competição entre fornecedores. Podemos citar três tipos de e-procurement, o primeiro é o ERP (Enterprise Resource Planning), um software que permite o controle de todas as operações diárias da empresa, o segundo é o e-sourcing, o sistema é todo online, e é conhecido como “leilão reverso”, pois os compradores podem selecionar a oferta mais atrativa, e o último o e-informing, que permite a troca de informação entre compradores e vendedores E-Commerce – B2C Business-to-consumer corresponde ao tipo de transação estabelecida entre uma organização/empresa e o consumidor final . Este tipo de relação pode ser frequente e dinâmico ou esporádico e pontual, dependendo do tipo de CRM que a entidade prestadora do bem/serviço praticar. A estratégia mais utilizada para o B2C é a utilização de redes sociais para divulgação de produtos e relacionamento com o consumidor. As empresas vem investindo cada vez mais em marketing virtual criando sites e fan-pages nas redes sociais para criar um atendimento mais confortável e personalizado ao consumidor e assim buscar sua fidelização de forma que ele sempre retorne para procurar por mais produtos. O comércio B2C se desenvolve basicamente nos e-Marketplaces onde as empresas exibem catálogos de produtos em plataformas virtuais. E-Commerce – B2G ou B2A Esta categoria do comércio eletrônico cobre todas as transações online realizadas entre as empresas e a Administração Pública. Quando as empresas vendem para o governo, tais vendas poderiam ser consideradas Business-to-Business (B2B), porém existem diversas regulamentações e regras que impedem o B2B, e devem ser respeitadas por lei. Na Internet, B2G é a sigla para business-to-government (uma variação do termo B2B), que consiste em empresas e agências do governo que podem usar sites da web para intercambiar informações e fazerem negócios de uma maneira mais eficiente da que se faz offline. Por exemplo, um site oferecendo serviços B2G poderia fornecer diferentes tipos de negócios com uma única plataforma que localizaria aplicações e formas de impostos para um ou mais níveis do governo (municipal, estadual ou federal). Além disso, poderia fornecer ferramentas com habilidade de enviar formulários preenchidos e pagamentos; atualizar informações da empresa em tempo real; demandar respostas de perguntas específicas, além de muitas outras funções. E-Commerce – C2G ou C2A O modelo consumer-to-government abrange todas as transações eletrônicas efetuadas entre os indivíduos e a Administração Pública. Entre as várias áreas de aplicação, salienta-se a segurança social (através da divulgação de informação, realização de pagamentos), a saúde (marcação de consultas, informação sobre doenças, pagamento de serviços de saúde), a educação (divulgação de informação) e os impostos (entrega das declarações, pagamentos). Ambos os modelos que envolvem a Administração Pública (B2A e C2A) estão fortemente associados à ideia de modernização, agilização, transparência e qualidade do serviço público, aspectos cada vez mais realçados pela generalidade das entidades governamentais. As empresas estão cada vez mais adotando esse tipo de serviço. Novo E-Commerce Ø M-Commerce - Mobile Commerce – Compras através dos celulares (Smartphones); Ø F-Commerce - Facebook Commerce: É possível criar uma loja virtual dentro do Facebook usando aplicativos de ecommerce. Há vários no mercado a custos bem acessíveis. Esses aplicativos funcionam como uma vitrine de produtos dentro do Facebook. Quando alguém clica no botão comprar, é direcionado para a página do produto, na loja virtual; Ø S-Commerce - Social Commerce: As empresas estão buscando usar as redes sociais como ferramenta de atendimento, uma vez que a voz dos consumidoras ganha cada vez mais força com as redes sociais. Consumidores insatisfeitos já́ conseguem arranhar a imagem de empresas que não resolveram seu problema, compartilhando suas experiências negativas com suas redes de amigos e parentes e até mesmo postando vídeos com depoimentos Kahoot! Jogo: Gestão Comercial 1