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Universidade Federal de Pelotas - UFPel Departamento de Medicina Veterinária Preventiva Faculdade de Veterinária Disciplina de Imunologia Veterinária Prof. Marcelo de Lima INTRODUÇÃO ➢ Método efetivo de prevenção e controle de doenças infecciosas em humanos e animais ➢ A tecnologia de produção e a prática da vacinação tem como base os princípios básicos de Imunologia ➢ A proteção conferida pela vacinação é mediada por mecanismos efetores da imunidade natural e adquirida ➢ Tecnologia de produção de vacinas tem avançado pelo uso de técnicas de biologia molecular “ A vacinação é um procedimento médico que envolve riscos e benefícios, devendo ser avaliado criteriosamente pelo médico veterinário ” PASSIVA Natural Artificial Colostro Soro hiperimune IMUNIDADE ATIVA Natural Artificial Infecção Vacinação ou via placenta Tem que desenvolver uma resposta tão eficiente quanto porém sem causar a doença. Tem especificidade devido ao linfócito B e linfócito T Tem que entrar com vacinação depois ou infecção natural Evolução da imunidade ativa e passiva nas primeiras semanas de vida Janela de susceptibilidade-> porque não tem imunidade passiva e nem ativa funcionando ainda. ou janela imunológica período onde o animal não esta protegido pela imunidade passiva materna e ainda não conseguiu ter a competência imunológica ativa Vacina ideal... ➢ Prevenção da infecção/reinfecção ➢ Prevenção a doença clínica ➢ Atenuação da doença clínica e consequências ➢ Proteção fetal ➢ Proteção dos neonatos ➢ Redução da excreção do agente infeccioso ➢ Erradicação do agente da população ➢ Compatível com discriminação sorológica Objetivos da vacinação ➢ Estimulação de células apresentadoras de antígenos e liberação de citocinas ➢ Estimulação de linfócitos T (CD4+ e CD8+) ➢ Estimulação e proliferação de linfócitos B ➢ Gerar células de memória TIPOS DE VACINAS Convencionais Nova geração ✓ Infecciosas/replicativas ou “vivas” ✓ Inativadas ou “mortas” ✓ Subunidades ✓ Toxóides Vacinas monovalentes e polivalentes ✓ Proteínas recombinantes ✓ DNA e RNA ✓ Peptídeos sintéticos ✓ Vetorizadas Vacinas “vivas” ou “vivas atenuadas” • Contêm o agente viável com capacidade replicativa • Manutenção das características antigênicas do agente • Atenuação do agente reduz a virulência • Não resultam em dano tecidual ou doença clínica significativa MLV- sigla em inglês das vacinas 'vacina viva modificada'' Agente infeccioso que tem a capacidade de se replicar, a virulência é reduzida virulência (grau de patogenicidade) É um vírus vivo se multiplicando, induzindo uma resposta inflamatória intensa. Rinotraqueíte infecciosa bovina VACINAS DIFERENCIAIS “Marker vaccines” Vírus recombinante ou vírus mutante- vírus modificado pelo laboratório que falta um gene. Técnica que permite identificar quem é portador do vírus e quem não é Vetores vacinais ➢ Vírus naturalmente ou artificialmente atenuados carreando gene(s) de outros vírus = VETOR VACINAS VIRAIS INATIVADAS ➢ Contém o agente íntegro, porém sem capacidade de replicação ou multiplicação ➢ Eliminação irreversível da infectividade por processos químicos e/ou físicos ➢ Seguras, muito utilizadas em medicina veterinária ➢ Imunidade tipicamente humoral Vírus que não multiplica A maioria das vacinas na medicina veterinária são assim Vacinas de subunidade ➢ Contém proteínas ou epítopos/determinantes antigênicos ➢ Proteínas são purificadas e utilizadas para imunização ➢ Seguras, desprovidas de capacidade replicativa ➢ Exs: HA, NA (influenza) – HBV (vacina clássica) ao invés de usar um vírus inteiro usa o pedaço de uma proteína Vacinas de proteínas recombinantes ➢ Proteína de interesse é produzida em organismos recombinantes (bactérias, leveduras...) ➢ Seguras, baixo custo ➢ Ex: Vacina contra hepatite B, Papilomavírus humano, FeLV Proteína de subunidade recombinante Vacina recombinante contra o vírus da Leucemia Felina (FeLV) vacinas como hepapite B e HPV também são assim VACINAS BACTERIANAS VIVAS ➢ Vacinas que contém bactérias vivas Ex: Vacina contra Brucelose (cepas B19 e RB51) Vacinas contra alguns tipos de Salmonella sp. Por um período se usa uma e depois se uma a outra, uma aglutina melhor do que a outra. Tem que ter cuidado porque pode desenvolver brucelose ou causar problema de infertilidade BACTERINAS ➢ Emulsão de bactérias mortas ou inativadas Ex: Vacina contra Erisipela Vacina contra o S. equi Vacina contra Colibacilose suína Vacina contra Leptospirose Highlight TOXÓIDES ➢ Vacinas que contém toxinas inativadas Ex: Vacina contra o Tétano e Botulismo ANACULTURAS ➢ Vacinas que contém toxóides + bacterinas Ex: Vacinas contra Clostridioses Toxixóide tetânico- não tem a bactéria mas tem a toxina VACINAS POLIVALENTES ➢ Praticidade ➢ Exigem resposta simultânea do SI contra uma grande quantidade de antígenos ➢ Presença de antígenos imunodominantes ➢ Alguns tipos de vacinas contém agentes imunossupressores e mesclam agentes “vivos” e inativados O S.I preferenvcialmente vai responder melhor contra alguns primeiro, depois contra outros. VACINAS CONTRA FUNGOS E PARASITAS ✓ Poucas vacinas estão disponíveis comercialmente ✓ O conhecimento exato dos mecanismos efetores da imunidade contra fungos e parasitas são essenciais ao desenvolvimento de vacinas mais eficazes Substâncias capazes de potencializar a resposta imune de vacinas inativadas, proteínas recombinantes ou subunidades ➢ Adjuvantes de depósito (sais de alumínio) ➢ Adjuvantes particulados (ISCOMs, lipossomos e micropartículas) ➢ Adjuvantes imunoestimulantes (LPS, saponinas, dextrano) ➢ Adjuvantes combinados ADJUVANTES • Administração parenteral Intramuscular, intravenosa, subcutânea, intradérmica • Administração oral Via água e alimentos • Administração em mucosas Intranasal, intravaginal, intraconjuntival • Administração por aerossóis, imersão, via ovo VIAS DE APLICAÇÃO DAS VACINAS Distribuição da resposta imunológica protetora em uma população de animais vacinados Maioria dos animais respondem adequadamente RESPOSTA INFERIOR RESPOSTA SUPERIOR FALHAS VACINAIS ➢ 160.000 registros no CFMV (12.300 novos/ano) ➢ 493 cursos de Medicina Veterinária no Brasil (2021) ➢ 32 cursos existiam em 1980 ➢ 48 cursos em Universidades Federais Uma reflexão... ESTOU REALMENTE APROVEITANDO O CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA EM UMA INSTITUIÇÃO FEDERAL? QUE TIPO DE PROFISSIONAL EU PRETENDO SER?