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Osteologia do membro pélvico Anatomia (Veterinária) I (Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias) Digitalizar para abrir em Studocu A Studocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade Osteologia do membro pélvico Anatomia (Veterinária) I (Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias) Digitalizar para abrir em Studocu A Studocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade Baixado por Camilly Finck vieira (camilly.fvieira07@gmail.com) lOMoARcPSD|53955087 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=osteologia-do-membro-pelvico https://www.studocu.com/pt-br/document/universidade-lusofona-de-humanidades-e-tecnologias/anatomia-veterinaria-i/osteologia-do-membro-pelvico/41193522?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=osteologia-do-membro-pelvico https://www.studocu.com/pt-br/course/universidade-lusofona-de-humanidades-e-tecnologias/anatomia-veterinaria-i/5847283?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=osteologia-do-membro-pelvico https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=osteologia-do-membro-pelvico https://www.studocu.com/pt-br/document/universidade-lusofona-de-humanidades-e-tecnologias/anatomia-veterinaria-i/osteologia-do-membro-pelvico/41193522?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=osteologia-do-membro-pelvico https://www.studocu.com/pt-br/course/universidade-lusofona-de-humanidades-e-tecnologias/anatomia-veterinaria-i/5847283?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=osteologia-do-membro-pelvico ANATOMIA I Medicina Veterinária 1 OSTEOLOGIA O membro pélvico desempenha as funções de sustentação do corpo e propulsão do tronco. O esqueleto do membro pélvico pode ser dividido nas seguintes regiões: cintura, coxa, perna e pé. A cintura do membro pélvico estabelece a ligação entre o membro pélvico e o esqueleto axial. O membro pélvico encontra-se articulado com o esqueleto axial através da articulação sacroilíaca. O osso coxal constitui a base óssea da cintura do membro pélvico. Este é um osso plano e assimétrico/par, e está conformado por três ossos com uma topografia relativa ao acetábulo: um osso craniodorsal (ílio), um osso caudoventral (ísquio) e um osso medial e ventral (púbis). → Os ossos coxais de ambos os lados (direito e esquerdo) fundem-se ventralmente (fusão do ísquio e do púbis de ambos os lados) através da sínfise pélvica. → Os ossos coxais articulam-se com o sacro e lateralmente com o fémur. Pélvis O pélvis é uma estrutura ímpar osteocartilaginosa que delimita a cavidade pélvica formada por: → Primeiras vértebras caudais → Sacro → 2 ossos coxais (cintura pélvica esquerda e direita) → Ligamentos sacrotuberais Cavidade pélvica É um espaço delimitado pela pélvis que contém órgãos do aparelho urogenital e digestivo e que nas fêmeas forma o canal de parto. → Abertura cranial: • Promontório e asas do sacro; • Linha arqueada esquerda e direita (ílio); • Pécten esquerdo e direito (púbis). → Abertura caudal: • Vértice do sacro e primeiras vértebras caudais; • Ligamentos sacrotuberais esquerdo e direito; • Arco isquiático. O osso coxal articula-se proximalmente com o sacro e distalmente com o fémur. CINTURA DO MP/COXAL Baixado por Camilly Finck vieira (camilly.fvieira07@gmail.com) lOMoARcPSD|53955087 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=osteologia-do-membro-pelvico ANATOMIA I Medicina Veterinária 2 Osso coxal: → Acetábulo: cavidade articular que constitui a zona de confluência dos corpos do ílio, ísquio e púbis. • Bordo acetabular: contorno limitante em forma de anel; • Face semilunar: superfície articular para a cabeça do fémur. • Porção maior e Porção menor (Ru); • Incisura acetabular: incisura que interrompe o bordo acetabular; • Fossa acetabular: porção mais profunda do acetábulo. → Espinha isquiática: elevação óssea para a qual contribuem o ílio e o ísquio. → Forame obturador: orifício amplo, formado cranialmente pelo púbis e caudalmente pelo ísquio. Osso ílio: localização craniodorsal. → Asa do osso ílio: porção mais ampla do osso, que constitui o prolongamento cranial do corpo do ílio. • Crista ilíaca: bordo dorsocranial da asa; • Tuberosidade sacra/sacral: localizada no ângulo medial da crista ilíaca; • Tuberosidade coxal: localizada no ângulo lateral da crista ilíaca; • Face glútea: face dorsal/lateral para inserção dos músculos glúteos (linhas glúteas); • Face sacropélvica: face ventral ou medial; • Face auricular: superfície rugosa que articula com a face auricular do sacro. → Corpo do osso ílio: porção mais estreita do osso, que contribui para a formação do acetábulo. • Áreas lateral e medial do músculo reto femoral: duas pequenas fossas localizadas cranialmente ao acetábulo, nos carnívoros são pequenas saliências; • Linha arqueada: bordo ventromedial do corpo do osso ílio; • Tubérculo do músculo psoas menor (ausente Car): pequena saliência; • Incisura isquiática maior: localizada no bordo dorsal do corpo do osso ílio, entre a tuberosidade sacral e a espinha isquiática. Osso ísquio: localização caudoventral. Baixado por Camilly Finck vieira (camilly.fvieira07@gmail.com) lOMoARcPSD|53955087 ANATOMIA I Medicina Veterinária 3 → Corpo do osso ísquio: porção estreita que contribui para formação do acetábulo. → Tábua do osso ísquio: porção achatada que delimita caudalmente o forame obturador. → Ramo do osso ísquio: delimita medialmente o forame obturador e contribui para a sínfise isquiática. → Tuberosidade isquiática: extremidade caudolateral. → Incisura isquiática menor: no bordo dorsal do corpo do ísquio, entre a espinha isquiática e a tuberosidade isquiática. → Arco isquiático: resulta da união dos bordos caudais de ambos ísquios, entre as tuberosidades isquiáticas. Osso púbis: localização medial e ventral. → Corpo: porção estreita e mais lateral que contribui para a formação do acetábulo. → Ramo cranial: delimita cranialmente o forame obturador. • Pécten do osso púbis: bordo cranial do osso púbis; • Eminência iliopúbica: relevo localizado lateralmente ao pécten do osso púbis; • Tubérculos púbicos dorsal e ventral: relevo dorsal ou ventral respetivamente, na sínfise. → Ramo caudal: delimita medialmente o forame obturador e contribui para a sínfise púbica. Equinos: - O osso ílio é mais desenvolvido que o osso ísquio, logo o acetábulo está mais próximo da tuberosidade. - A face glútea do osso ílio apresenta uma única linha glútea pouco saliente. - Apresenta um sulco do ligamento acessório do fémur na face ventral do osso púbis. Ruminantes: - O acetábulo encontra-se a igual distância das tuberosidades coxal e isquiática (Bov) e o forame obturador é amplo. - A face semilunar do acetábulo está dividida em duas porções: porção maior e porção menor. - A espinha isquiática tem a forma de lâmina elevada e apresenta rugosidades paralelas na face lateral. - A tuberosidade isquiática está dividida em três eminências, das quais a dorsal é a mais elevada. - O ramo caudal do osso púbis é plano na asa e cilíndrico no touro. Suínos: - Posição do coxal mais horizontal em que os ossos ílio e ísquio estão alinhados ao mesmo nível. - Asa do ílio apresenta uma disposição quase vertical e quadrangular. Baixado por Camilly Finck vieira (camilly.fvieira07@gmail.com)lOMoARcPSD|53955087 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=osteologia-do-membro-pelvico ANATOMIA I Medicina Veterinária 4 - Linha glútea saliente, em forma de crista. - Crista ilíaca convexa, espessa e rugosa. Carnívoros: - A asa do ílio apresenta uma disposição quase vertical, sendo que os ossos coxais estão mais próximos cranialmente do que caudalmente. - As tuberosidades isquiáticas projetam-se lateralmente. - A crista ilíaca apresenta uma convexidade muito pronunciada. - A incisura isquiática menor é pouco pronunciada. O esqueleto da coxa é formado pelo fémur, um osso longo que articula proximalmente com o coxal e distalmente com a tíbia e fíbula. Na extremidade distal do fémur encontra-se articulada a patela, que é um ossos sesamóide que está inserido no tendão do músculo quadríceps femoral. O fémur é um osso par e articula-se proximalmente com o osso coxal e distalmente com a tíbia. Epífise proximal: → Cabeça do fémur: localização medial, articula com o acetábulo do osso coxal. • Fóvea da cabeça: depressão para a inserção do ligamento da cabeça do fémur. → Colo do fémur: zona estreita entre a cabeça e o corpo do fémur. → Trocânter maior: lateralmente à cabeça do fémur. • Incisura trocantérica (Eq): divide o trocânter maior em porção cranial e porção caudal. → Trocânter menor: medialmente à cabeça do fémur. → Fossa trocantérica: caudal. → Crista intertrocantérica: na face caudal do fémur, como uma continuação do bordo medial do trocânter maior. → Linha intertrocantérica: na face cranial do fémur, desde a cabeça do fémur até ao trocânter menor. Corpo do fémur: → Terceiro trocânter (Eq) → Tuberosidade do músculo bíceps (Eq): rugosidade medial e caudal ao terceiro trocânter. → Face áspera: superfície rugosa, localizada caudalmente. → Fossa supracondilar (ausente Car, Suí): depressão localizada lateral e distalmente. → Tuberosidade supracondilar medial: proximalmente ao côndilo medial. → Tuberosidade supracondilar lateral (Car, Suí): proximalmente ao côndilo lateral. Epífise distal: → Côndilo medial: superfície cilíndrica localizada caudalmente na extremidade distal do fémur que COXA (FÉMUR E PATELA) Baixado por Camilly Finck vieira (camilly.fvieira07@gmail.com) lOMoARcPSD|53955087 ANATOMIA I Medicina Veterinária 5 articula com o côndilo medial da tíbia. • Epicôndilo medial. → Côndilo lateral: superfície cilíndrica localizada caudalmente na extremidade distal do fémur que articula com o côndilo medial da tíbia. • Epicôndilo lateral; • Fossa extensora: pequena depressão distal, localizada entre o côndilo lateral e a tróclea; • Fossa do músculo poplíteo: pequena depressão distal, localizada no côndilo lateral. → Fossa intercondilar: ampla depressão entre os côndilos. → Linha intercondilar: delimita proximalmente a fossa intercondilar, unindo os côndilos do fémur. → Faces articulares sesamóides (Car): caudalmente no bordo proximal dos côndilos. → Tróclea do fémur: cranialmente aos côndilos do fémur. Base: porção proximal, mais larga. Vértice: extremidade distal. Face articular: lisa e relacionada com a tróclea do fémur. Face cranial: rugosa. → Processo cartilaginoso (Eq, Bov): dirigido medialmente, para inserção dos ligamentos patelares. Equinos: - Presença do terceiro trocânter no corpo do fémur e medial e caudalmente ao terceito trocânter, encontra-se a tuberosidade do músculo bíceps para a inserção do músculo bíceps femoral. - O trocânter maior está dividido em duas porções: porção cranial e porção caudal pela incisura trocantérica. - A fóvea da cabeça do fémur é profunda e periférica. - A fossa supracondilar é bastante profunda. Ruminantes e suínos: - A fóvea da cabeça do fémur é pouco profunda e central. - O trocânter maior não está dividido. - O trocânter menor está localizado caudomedialmente. - Lábio medial da tróclea mais desenvolvido que o lábio lateral (Ru). - Fossa supracondilar pouco profunda (Ru). Crista supracondilar lateral (Suí) em vez de uma fossa. - Trocânter maior ao mesmo nível da cabeça do fémur (Suí). Carnívoros: - O fémur encurva-se caudalmente na sua extremidade distal. - Apresentam tuberosidade supracondilar lateral (substitui a fossa supracondilar). - Apresentam faces articulares sesamóides (diferenciam-se Baixado por Camilly Finck vieira (camilly.fvieira07@gmail.com) lOMoARcPSD|53955087 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=osteologia-do-membro-pelvico ANATOMIA I Medicina Veterinária 6 caudalmente no bordo proximal dos côndilos para o deslizamento dos ossos sesamóides do músculo gastrocnémio). - Apresentam osso sesamóide do músculo poplíteo (no tendão do músculo poplíteo). O esqueleto da perna é formado por dois ossos: tíbia e fíbula. A tíbia é um osso longo que articula proximalmente com o fémur e distalmente com os ossos do tarso e encontra-se numa posição craniomedial. A fíbula é um osso longo que articula proximalmente com a tíbia e distalmente com os ossos do tarso, e encontra-se numa posição caudolateral. A tíbia e a fíbula carecem de movimento entre si, permanecendo sempre paralelos. A fíbula apresenta um grau de regressão variável nas diferentes espécies: → Equinos: a regressão da fíbula é máxima. A sua extremidade proximal apresenta-se como um pequeno apêndice em forma de estilete e a sua extremidade distal funde-se com a tíbia. → Ruminantes: a extremidade proximal da fíbula encontra-se fundida com a tíbia, a porção central está ausente e a extremidade distal apresenta-se como um osso isolado (osso maleolar). → Suínos e Carnívoros: ambos os ossos apresentam o mesmo desenvolvimento, sendo a fíbula mais estreita. Epífise proximal: → Face articular proximal: superfície para a articulação com os côndilos do fémur. → Côndilo medial: articula-se com o côndilo medial do fémur. → Côndilo lateral: articula-se com o côndilo lateral do fémur. • Face articular fibular: articula-se com a cabeça da fíbula. → Incisura poplítea: caudalmente entre os côndilos lateral e medial. → Áreas intercondilares craniais: superfícies craniais entre os côndilos da tíbia. → Área intercondilar central: superfície entre os côndilos da tíbia. PERNA (TÍBIA E FÍBULA) Baixado por Camilly Finck vieira (camilly.fvieira07@gmail.com) lOMoARcPSD|53955087 ANATOMIA I Medicina Veterinária 7 → Área intercondilar caudal: superfície caudal entre os côndilos da tíbia. → Eminência intercondilar: proeminência entre os côndilos lateral e medial. • Tubérculo intercondilar medial: ligeiramente mais elevado, quando comparado com o lateral; • Tubérculo intercondilar lateral → Sulco extensor: localizado cranialmente ao côndilo lateral. → Tuberosidade tibial: relevo de grande dimensão, localizado no terço proximal do bordo cranial da tíbia. • Sulco da tuberosidade tibial (Eq, Suí) Corpo da tíbia: forma triangular com 3 faces e 3 bordos. → Face lateral → Face medial → Face caudal • Linha do músculo poplíteo → Bordo cranial (crista tibial) → Bordo lateral → Bordo medial Epífise distal: → Cóclea tibial: superfície articular para o tálus (osso do tarso). → Maléolo medial: proeminência medial que apresenta um sulco maleolar na face lateral. → Maléolo lateral (Eq): proeminência lateral que apresenta um sulco maleolar na face lateral. → Incisura fibular (ausente Eq): localizada na superfície lateral da extremidade distal da tíbia para articular com a fíbula. Cabeça da fíbula: extremidade proximal da fíbula. → Face articular da cabeça da fíbula: para articular com a face articular fibular da tíbia. Colo da fíbulaCorpo da fíbula (Eq incompleto, Suí, Car) Epífise distal: → Maléolo lateral (Suí, Car) ou Osso maleolar (Ru): apresenta um sulco maleolar na face lateral. • Face articular maleolar: para articular a tíbia. Equinos: - A tuberosidade tibial encontra-se bastante desenvolvida e apresenta o sulco da tuberosidade tibial. - A linha do músculo poplíteo está bem marcada. - Os sulcos da cóclea apresentam uma disposição oblíqua. Na cóclea é possível observar a linha de fusão com o maléolo lateral da fíbula. - A fíbula apresenta regressão máxima. A sua extremidade proximal apresenta-se como um pequeno apêndice em forma de estilete e a sua extremidade distal funde-se com a tíbia. Ruminantes: Baixado por Camilly Finck vieira (camilly.fvieira07@gmail.com) lOMoARcPSD|53955087 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=osteologia-do-membro-pelvico ANATOMIA I Medicina Veterinária 8 - A tuberosidade tibial não apresenta sulco da tuberosidade tibial. - Os sulcos da cóclea apresentam uma disposição sagital. - A cabeça da cóclea encontra-se fundida com o côndilo lateral da tíbia. - A extremidade distal da fíbula apresenta-se isolada como osso maleolar. - A incisura fibular articula com o osso maleolar. Suínos e Carnívoros: - O bordo cranial da tíbia é proeminente e cortante. - A fíbula está bem desenvolvida. Articula-se proximal e distalmente com a tíbia e delimita o espaço interósseo da perna (maior na porção proximal). - A eminência intercondilar na tíbia é pouco marcada (Car). De um modo geral, a organização do pé é semelhante à da mão. O número de dedos do pé é igual ao número de dedos da mão para a maioria das espécies. O esqueleto do pé (autópodo pélvico) compreende três partes: → Tarso (basípodo): formado pelos ossos do tarso, que se articulam com a perna e com os ossos do metatarso. É constituído por três filas de ossos: fila proximal (crural), fila central (intertarsal) e fila distal (metatarsal). De medial para lateral: • A fila proximal é constituída por dois ossos: tálus e calcâneo; • A fila central é constituída por um osso: osso central do tarso; • A fila distal pode estar formada por quatro ossos (ossos tarsais I a IV). → Metatarso (metápodo): formado pelos ossos do metatarso, que se articulam com os ossos do tarso e com os ossos dos dedos. Os ossos do metatarso são muito semelhantes aos descritos no metacarpo. De uma forma geral, os ossos metatarsais são mais longos e têm uma secção mais circular do que ossos metacarpais (secção elípitica). → Dedos (acrópodo): articulam-se com os ossos do metatarso. Cada dedo é constituído por falanges. Exceto o dedo I dos carnívoros, todos os dedos são constituídos por três ossos: falanges proximal, média e distal. O número de dedos varia entre as diferentes espécies: • Carnívoros: quatro ou cinco dedos ((I) II, III, IV e V); • Suínos: quatro dedos (II, III, IV e V); • Ruminantes: dois dedos (III e IV); • Equinos: um dedo (III). Fila proximal (crural): constituída por dois ossos. De medial para lateral: → Tálus: localização medial. • Cabeça do tálus: porção distal que se articula com o osso central do tarso; • Corpo do tálus: porção proximal; PÉ Baixado por Camilly Finck vieira (camilly.fvieira07@gmail.com) lOMoARcPSD|53955087 ANATOMIA I Medicina Veterinária 9 • Tróclea do tálus (proximal e distal nos Ru e Suí): para articular com a cóclea tibial. → Calcâneo: localização lateral e plantar. • Tuberosidade do calcâneo: extremidade proximal; • Processo coracóide: projeção dorsal; • Sustentáculo do tálus: projeção medial. Fila central (intertarsiana): → Osso central do tarso (navicular) Fila distal (metatarsiana): → Osso tarsal I (cuniforme medial) → Osso tarsal II (cuniforme intermédio) → Osso tarsal III (cuniforme lateral) → Osso tarsal IV (cuboide) Base: extremidade proximal que apresenta na superfície a face articular para a fila distal do tarso. Corpo: é longo e menos achatado dorsoplantarmente que o corpo dos ossos metacarpais. → Tuberosidade óssea metatarsal III: localizada dorsomedialmente. Cabeça: extremidade distal do osso metatarsal que apresenta um relevo linear central em forma de crista. Falange proximal: → Base: extremidade proximal → Corpo • Trígono da falange proximal (Eq): superfície rugosa em forma de V na face plantar do corpo. → Cabeça: extremidade distal. Falange média: → Base: extremidade proximal. → Corpo → Cabeça: extremidade distal. Falange distal: Equinos → Face articular: superfície proximal que estabelece a articulação com a falange média. → Face parietal: superfície dorsal convexa de aspeto rugoso. → Bordo coronal: entre a face articular e a face parietal. • Processo extensor: elevação do bordo coronal. → Face solear: superfície distal côncava com forma semilunar. • Face flexora; • Linha semilunar: rodeia a face flexora. • Forames solares. → Bordo solear: separa a face solear da face parietal. Ruminantes e Suínos → Face axial • Forame axial. → Processo extensor → Tubérculo flexor Carnívoros → Crista unguicular: elevação no bordo coronal. → Processo unguicular: prolongamento orientado distalmente. → Processo extensor → Tubérculo flexor Ossos sesamóides proximais: 2 ossos em cada dedo, localizados na face plantar da articulação metatarsofalângica. Ossos sesamóides distais (ausentes Car): 1 osso sesamóide em cada dedo, localizado na face Baixado por Camilly Finck vieira (camilly.fvieira07@gmail.com) lOMoARcPSD|53955087 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=osteologia-do-membro-pelvico ANATOMIA I Medicina Veterinária 10 plantar da articulação interfalângica distal. Ossos sesamóides dorsais (Car): 1 osso sesamóide em cada dedo, localizado na face dorsal da articulação metatarsofalângica. Equinos: - Tarso: apresenta 6 ossos, devido à fusão dos ossos tarsais I e II (osso tarsal I + II). - Metatarso: apresenta ossos metatarsais II, III e IV, sendo o III muito desenvolvido e os II e IV rudimentares. - Dedos: apresenta um dedo (III). A falange distal tem a forma cónica. O osso sesamóide distal é alongado e denomina-se “osso navicular”. Ruminantes: - Tarso: apresenta 5 ossos, devido à fusão do osso central do tarso com o osso tarsal IV (osso centroquartal). Os ossos tarsais II e III estão fundidos (osso tarsal II + III). O tálus apresenta duas trócleas: proximal e distal. - Metatarso: apresenta os ossos metatarsais III e IV estão fundidos e um osso sesamóide metatarsal (vestígio do osso metatarsal II). Os ossos metatarsais III+IV apresentam: • Sulco longitudinal dorsal e plantar; • Canal metatarsal proximal e distal; • Incisura intercapital. - Dedos: apresentam dois dedos (III e IV). A falange distal é relativamente estreita e alongada. Suínos: - Tarso: apresenta 7 ossos. O tálus apresenta duas trócleas: proximal e distal. - Metatarso: apresenta 4 ossos metatarsais, sendo o osso metatarsal II e IV menos desenvolvidos. - Dedos: apresenta 4 dedos (II, III, IV, V), sendo os dedos III e IV mais desenvolvidos para apoiar no solo. A falange distal é relativamente estreita e alongada. Carnívoros: - Tarso: Apresenta 7 ossos. - Metatarso: apresenta 4 ou 5 ossos metatarsais, sendo o osso metatarsal I ocasional em alguns animais. - Dedos: apresenta 4 ou 5 dedos (I, II, III, IV, V), sendo o dedo I ocasional em alguns animais e quando presente é vestigial. Apresentam ossos sesamóides dorsais (um osso por cada dedo) na articulação metatarsofalângica em todos os dedos, exceto no dedo I. O dedo I apresenta apenas um osso sesamóide proximal, todos os outros dedos apresentam doisossos Baixado por Camilly Finck vieira (camilly.fvieira07@gmail.com) lOMoARcPSD|53955087 ANATOMIA I Medicina Veterinária 11 sesamóides proximais. Não possuem ossos sesamóides distais. A falange distal apresenta um processo unguicular. Baixado por Camilly Finck vieira (camilly.fvieira07@gmail.com) lOMoARcPSD|53955087 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=osteologia-do-membro-pelvico