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I N S T R U Ç Õ E S
Conhecimentos Gerais
P R O V A
FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS
Junho/2004
- Verifique se este caderno :
- corresponde a sua opção de cargo.
- contém 30 questões numeradas de 01 a 30.
Caso contrário, reclame ao fiscal da sala um outro caderno.
Não serão aceitas reclamações posteriores.
- Para cada questão existe apenas UMA resposta certa.
- Você deve ler cuidadosamente cada uma das questões e escolher a resposta certa.
- Essa resposta deve ser marcada na FOLHA DE RESPOSTAS que você recebeu.
VOCÊ DEVE:
- procurar, na FOLHA DE RESPOSTAS, o número da questão que você está respondendo.
- verificar no caderno de prova qual a letra (A,B,C,D,E) da resposta que você escolheu.
- marcar essa letra na FOLHA DE RESPOSTAS, fazendo um traço bem forte no quadrinho que aparece 
abaixo dessa letra.
- Marque as respostas primeiro a lápis e depois cubra com caneta esferográfica de tinta preta.
- Marque apenas uma letra para cada questão, mais de uma letra assinalada implicará anulação dessa questão.
- Responda a todas as questões.
- Não será permitida qualquer espécie de consulta.
- Você terá 2 horas para responder a todas as questões objetivas e preencher a Folha de Respostas.
- Devolva este caderno de prova ao aplicador, juntamente com sua Folha de Respostas.
- Proibida a divulgação ou impressão parcial ou total da presente prova. Direitos Reservados.
ATENÇÃO
PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
Secretaria Municipal de Educação - SME
Concurso Público para Provimento de Cargos Vagos de
 
Professor Adjunto de Educação Infantil e
 Professor Adjunto de Ensino Fundamental II
____________________________________________________
 Prova Conh. Gerais Todas Areas, Tipo 1
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Nº de Inscrição
 MODELO
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CONHECIMENTOS GERAIS
1. ...Temos nossa história. Somos sujeitos. Fazemos parte
de uma história, de um processo social ao longo do
tempo. Aí nos descobrimos como professores, como
categoria, não estática, mas histórica, em construção (...)
construindo um perfil de professor.
Assistimos a um centralismo regulador e normatizador no
atacado, das dimensões básicas determinantes da prática
pedagógica, e uma descentralização administrativa do va-
rejo. Esse estilo de gerir a Educação Básica condiciona o
ser professor (a), condiciona seu ofício, limita sua
liberdade pedagógica numa aparente autonomia adminis-
trativa. A comunidade escolar pode definir um projeto
político-pedagógico desde que não saia dos trilhos, das
grades, das disciplinas, das cargas horárias, do número
de alunos-turma, das aulas de 50 minutos, da condição de
aulista, etc. Que liberdade pedagógica cabe nesses cer-
cados, gradeados, normatizados?
Segundo Miguel Arroyo, a transgressão de formas de ges-
tão tão centralizadas e normatizadas tem o sentido de um
aprendizado: o aprendizado da
(A)) liberdade para poder ensinar a liberdade.
(B) regra e da norma que constituem a organização es-
colar.
(C) razão de se propor a ação educativa sem infringir as
normas.
(D) crítica às leis e normas para poder desenvolver a
prática educativa.
(E) inovação pedagógica que enriquece o projeto
pedagógico na escola.
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2. Num filme norte-americano intitulado Uma escola muito
louca, do diretor Steve Miner, um jovem branco de família
rica resolve matricular-se numa importante universidade
que reservava bolsas de estudo para negros e para isso
toma um remédio para tornar-se negro, conseguindo
assim o apoio financeiro. O remédio provocou o efeito
desejado, sua pele tornou-se escura (...). Um dia, ao
entrar no elevador, uma solitária senhora branca, per-
cebendo a entrada do rapaz, tratou rapidamente de
apertar a bolsa contra seu próprio corpo, num gesto visível
de medo e insegurança. Igualmente inseguro ficou o
rapaz, que não entendeu a atitude daquela senhora...
(Texto adaptado de Maria Aparecida S. Bento)
Segundo a autora, esta experiência exemplifica algo que
merece ser melhor examinado, a saber:
(A) relações raciais só podem ser trabalhadas direta-
mente com a pessoa envolvida.
(B) toda pessoa já nasce geneticamente preta ou bran-
ca, não adianta mudar a cor.
(C) definição do significado de ser negro, branco ou
amarelo é de ordem pessoal.
(D)) quem define o significado de ser negro, branco ou
amarelo é a sociedade.
(E) diante de situações não compreendidas, o melhor é
buscar ajuda de um psicólogo.
3. Como pensar uma pedagogia para a paz, se os livros de
escola centram no Ocidente europeu a vocação do huma-
no, e deslocam para “todos os outros” o lugar do exótico,
do “sub”, do atrasado ou do disfarçadamente perverso?
Segundo Carlos Rodrigues Brandão, é indispensável repor
a verdade na pedagogia. Torná-la crítica, como reclamam
hoje todos os seus pensadores e praticantes,
I. não significa apenas fazê-la mais formalmente re-
flexiva.
II. trata-se de propor uma anti-história do desvelamen-
to de quem somos e temos sido.
III. implica relativizar essa antiga interpretação do
sentido das múltiplas culturas e do valor das incon-
táveis histórias do povo humano.
É correto o que se afirma em
(A) I, apenas.
(B) II, apenas.
(C) III, apenas.
(D) I e II, apenas.
(E)) I, II e III.
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4. A escola que nos foi legada pela sociedade ocidental mo-
derna começou por separar adultos de crianças, católicos
de protestantes. Ela também se fez diferente para os ricos
e pobres e ela imediatamente separou os meninos das
meninas.
Sobre a construção escolar das diferenças, Guacira Lopes
Louro nos afirma que a escola
(A) procura sempre trabalhar com respeito à diversi-
dade.
(B)) produz diferenças, distinções, desigualdades.
(C) já sabe lidar com as diferenças existentes entre os
alunos.
(D) organiza seu currículo a partir da diferença que ela
mesma criou.
(E) atualmente não é produtora de diferenças, mas tra-
balha a partir da diferença.
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5. Estudos sobre Escola e Violência evidenciaram que a
problemática das diferentes manifestações da violência no
cotidiano escolar é complexa e multidimensional.
Segundo Vera Maria Candau, os professores, em geral,
(A) vêem na indisciplina a principal causa da violência
na escola.
(B) controlam com facilidade as várias formas de violên-
cia na escola.
(C)) têm dificuldade de identificar formas de violência ge-
radas pela própria escola.
(D) reconhecem que a avaliação é a maior violência pra-
ticada contra os alunos na escola.
(E) não percebem formas de violência presentes dentro
da escola, apenas fora dela.
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6. Considere as indagações a seguir:
Avalia-se para aprovar e promover?
Avalia-se para favorecer processos de aprendizagem?
Avalia-se o desenvolvimento do aluno?
Para Jussara Hoffmann, essas polêmicas sobre avaliação
fazem parte de uma excessiva preocupação, de educa-
dores e leigos, em relação a questões de caráter buro-
crático, como:
(A) definição de conteúdos e metodologias.
(B) a incorporação das experiências do aluno no currí-
culo escolar.
(C) demonstração que o professor sempre sabe mais
que o aluno.
(D)) definição de critérios, registros finais e apresentação
de resultados.
(E) obtenção de novos conhecimentos e correção de
conhecimentos errados.
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7. Paulo Freire afirma que a leitura do mundo precede
sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a
continuidade da leitura daquele e, também, que a leitura
da palavra não é apenas precedida pela leitura do mundo
mas por uma
(A) leitura séria que exige disciplina nos estudos.
(B) forma de tornar o educando um leitor atencioso.
(C) forma consciente da importância de se tornar um
leitor aplicado, para melhor entender o mundo.
(D) concepção de leitura que exige uma experiência de
vida primeiramente, para depois poderse dar a
compreensão da palavra.
(E)) certa forma de “escrevê-lo” ou de “reescrevê-lo”,
quer dizer, de transformá-lo através de nossa prática
consciente.
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8. Vários autores evidenciam a inevitável flexibilidade das
fronteiras entre os dois campos de conhecimentos e prá-
ticas: o currículo e a formação do professor.
Antônio Flávio Moreira afirma que o currículo só se mate-
rializa no ensino, no momento em que
(A) os professores ensinam, a partir dos parâmetros cur-
riculares nacionais.
(B) os professores colocam em prática seu planeja-
mento do início de curso.
(C)) alunos e professores vivenciam experiências nas
quais constroem e reconstroem conhecimentos e sa-
beres.
(D) a proposta de conteúdos é colocada em prática e,
posteriormente, avaliada.
(E) os alunos são avaliados como pré-diagnóstico para
o planejamento de trabalho do professor e prepara-
ção de material didático.
9. Conhecer é captar e interpretar a realidade (...) se
conhecer é captar e interpretar a realidade, nós podemos
tanto captar errado como entender errado, o que significa
que faz parte da idéia de conhecer duas outras noções. O
conhecer correto/certo, ter a certeza e o erro fazem parte
do processo de conhecimento, não existe processo de
conhecimento sem incertezas e erros.
Segundo Mario Sergio Cortella, fazem parte do processo
de conhecimento o
(A)) acerto e o erro.
(B) método certo a ser ensinado.
(C) trabalho do professor em escolher certo os conteú-
dos.
(D) entender certo e a certeza do significado do conhe-
cimento adquirido.
(E) modo como o aluno abstrai o conhecimento e as di-
ficuldades encontradas.
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10. Em todo outro existe o próximo − esse que não sou eu,
esse que é diferente de mim, mas que posso com-
preender, ver, assimilar − e também o outro radical,
(in)assimilável, incompreensível e inclusive impensável.
(Carlos Skliar)
Em uma sociedade norteadora por (pré)conceitos e
exigências desumanizantes, o que prevalece é uma
atitude egocêntrica em que a maior vítima é o OUTRO. E,
esse outro, em nosso contexto, é o diferente que, em vista
disso, sofre o preconceito, a exclusão e a discriminação.
(SME, Caderno Temático de Formação 01)
Os textos acima fazem referência ao significado da
(A) diversidade.
(B)) alteridade.
(C) uniformidade.
(D) responsabilidade.
(E) comunicabilidade.
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11. ... continuo pensando que para falar de mudanças na
educação é necessário, primeiro, um profundo silêncio,
uma longa espera, uma estética não tão pulcra, uma ética
mais desalinhada (...) abandonar a homodidática para
heterorrelacionar-se.
Segundo Carlos Skliar, para falar de mudanças na
educação também é necessário
(A) abrir mão de nossas idéias e aceitar as idéias do
outro.
(B) querer ensinar o outro para que ele aprenda a
conviver em grupo.
(C)) deixar-se vibrar pelo outro mais do que pretender
multiculturalizá-lo.
(D) educar o outro para que o processo de aprendizado
possa acontecer.
(E) utilizar a didática para ensinar ao outro o significado
da verdadeira educação.
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Atenção: As questões de números 12 e 13 referem-se ao
texto abaixo.
Em muitos casos, a participação está vinculada apenas à
execução de tarefas (limpar a escola, cortar grama, costurar e
lavar cortinas, auxiliar de diferentes formas a festa) em horários
e situações estratégicas estabelecidas pela Unidade Educa-
cional.
Como é possível fazer parte sem tomar parte na
elaboração do Projeto Político-Pedagógico, na constituição do
Conselho de Escola, do Grêmio Estudantil e demais
conselhos/colegiados? As formas de participação que
predominam nas instâncias de decisão revelam a concepção
de currículos de que estamos tratando?
(SME, Revista Educação 05)
12. A temática participação aqui considerada refere-se a como
(A) os professores se relacionam com os pais em
reuniões de conselhos de classe.
(B) os diretores, equipe técnica e professores discutem
a organização curricular.
(C) a gestão democrática pode gerar projetos pedagó-
gicos criativos e ousados.
(D)) são e estão sendo construídas as relações de poder
dentro de cada instância do sistema público.
(E) estão sendo construídos os currículos: com parti-
cipação de professores junto à equipe técnica ou
apenas pelos especialistas.
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13. Para Danilo Gandin e Luís Armando Gandin, um plane-
jamento participativo distingue a
(A) realidade de sala e a realidade da Unidade Educa-
cional.
(B) forma de pensar dos pais (senso comum) e a forma
intelectual de pensar do professor.
(C) forma como a comunidade organiza um trabalho e a
forma como os professores e técnicos conseguem
organizar esse mesmo trabalho.
(D) realidade do aluno atuante, participativo e os alunos
que são obrigados a ir para a escola e estudar sem
interesse e motivação.
(E)) realidade global e a realidade específica da insti-
tuição e, também, o agir em dois momentos: o do
ideal do agir e o concreto do agir.
14. O rio que fazia uma volta atrás de nossa casa
era a imagem de um vidro mole que fazia uma volta atrás
de casa.
Passou um homem depois e disse: Essa volta que o rio
faz por trás de sua casa se chama enseada.
Não era mais a imagem de uma cobra de vidro que fazia
uma volta atrás de casa.
Era uma enseada.
Acho que o nome empobreceu a imagem.
Trazendo a poesia como eixo para minha fala, estou ten-
tando trazer o mundo das imagens para o centro da dis-
cussão. Estou trazendo para a mesa a experiência que
envolve razão e emoção, onde o sujeito participa de corpo
inteiro.
(SME − Caderno Temático de Formação 02)
Os textos acima fazem referência à
(A) poesia como forma de recreação.
(B) imagem como conteúdo de programa.
(C) aprendizagem espontânea das crianças.
(D)) arte como um modo de ver e dizer de si e do mundo.
(E) forma mais correta de apresentar aos alunos um
novo conceito.
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15. O professor, após o curso, volta à escola e não há muito o
que fazer, pois esse tipo de formação se circunscreve no
âmbito de uma escolha individual, distanciada e desvincu-
lada, na maioria das vezes, da realidade concreta das uni-
dades escolares (...) esses cursos têm resultados positi-
vos no momento em que são freqüentados, mas depois,
no “locus” de trabalho, o professor, como único
representante da escola, se encontra só e sem o devido
apoio para trabalhar...
(SME, Revista Educação 02)
A reflexão acima identifica um problema encontrado quan-
do não se pensa uma proposta de formação que incorpore
um trabalho
(A)) contínuo e sistemático de reflexão voltado para a
identificação das situações-problema e suas causas,
visando ações que superem as que possam ser
revertidas.
(B) dinâmico com a utilização de metodologias moder-
nas que possibilite sensibilizar os educadores des-
comprometidos com o trabalho educativo.
(C) embasado em teorias construtivistas − interacio-
nistas, não distanciadas do entendimento dos
professores.
(D) organizado e planejado por equipe técnica compro-
metida com a qualidade do ensino.
(E) sistemático de avaliação da prática educativa do pro-
fessor.
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16. Considere os desafios de uma escola.
I. Existência, no ensino fundamental, de elevado nú-
mero de alunos com dificuldades no processo de
construção da escrita e letramento, portanto, preju-
dicados em sua “leitura de mundo”...
II. Conflito existente entre sistema de ciclos e o tra-
balho pedagógico baseado na seriação.
III. A existência de uma concepção de avaliação classi-
ficatória e seletiva.
(SME, Revista Educação 04)
Esses problemas a serem enfrentados, na verdade, são
(A) questões advindas da falta de formação dos profes-
sores e de melhoressalários.
(B) resultado de ações que não foram adequadamente
planejadas no início do ano.
(C) dificuldades naturais de toda organização curricular.
(D)) diferentes faces de um desafio maior, que é a con-
cretização de uma escola capaz de ensinar a todos,
sem exclusões.
(E) provocados por dificuldades administrativas e de
gestão que organizam os processos de formação
dos educadores.
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17. Analise as afirmações abaixo.
Como posso dialogar, se alieno a ignorância, isto é, se a
vejo sempre no outro, nunca em mim?
Como posso dialogar, se me fecho à contribuição dos outros,
que jamais reconheço, e até me sinto ofendido com ela?
Como posso dialogar, se temo a superação e se, só em
pensar nela, sofro e definho?
Para Paulo Freire, dentre outros quesitos, não há diálogo
se não há
(A) domínio dos conteúdos.
(B)) humildade.
(C) conhecimento.
(D) vontade de aprender.
(E) superação do erro.
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18. Para Luiz Carlos de Freitas, a forma de funcionamento da
escola não é ingênua e nem sem propósitos definidos,
pois apresenta uma maneira particular de organizar os
(A) conteúdos e metodologias.
(B) alunos que querem realmente estudar.
(C) conteúdos curriculares de acordo com a clientela.
(D) trabalho dos alunos segundo sua capacidade e inte-
resse em estudar.
(E)) tempos e os espaços da escola, impondo um único
ritmo de aprendizado a todos.
19. ... O desemprego crescente torna-se crônico. A pobreza
aumenta e as classes médias perdem em qualidade de
vida. O salário médio tende a baixar. A fome e o desabrigo
se generalizam em todos os continentes (...) A mortalidade
infantil permanece, a despeito dos progressos médicos e
da informação. A educação de qualidade é cada vez mais
inacessível (...) A perversidade sistêmica que, está na raiz
dessa evolução negativa da humanidade tem relação com
a adesão desenfreada aos comportamentos competitivos
que atualmente caracterizam as ações hegemônicas.
Segundo Milton Santos, todas essas malezas são direta-
mente ou indiretamente imputáveis ao presente processo
de globalização. No entanto, a partir da constatação de
reações perceptíveis na Ásia, África e América Latina e
nos movimentos populares, o autor admite ser possível
(A)) uma reforma do mundo, com outra maneira de rea-
lizar a globalização.
(B) um avanço tecnológico, sem mudanças significativas
no mundo do trabalho.
(C) progressos técnicos que facilitem a comunicação
entre os povos.
(D) o individualismo como valor universal, que permita a
sobrevivência no mundo globalizado.
(E) valores de cooperação e solidariedade, mas estes
levariam a um retrocesso econômico mundial.
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20. Sobre os resultados da pesquisa “Pobreza e Violência no
Município de São Paulo”, de Marcio Pochmann, analise as
considerações abaixo.
I. Hoje a violência concentra-se em área de maior
população, com moradores de menor renda e esco-
laridade.
II. O combate à violência requer também uma melhor
distribuição de renda e, sobretudo, o combate à
pobreza.
III. O aumento da ocorrência de violência no município
de São Paulo tem relação direta com a taxa de
escolarização da população.
IV. Observa-se a presença de algum grau de relação
entre a pobreza e a violência no município de São
Paulo. Intui-se que, provavelmente, o maior cresci-
mento da pobreza abre portas à violência.
É correto o que se afirma APENAS em:
(A) I e II.
(B) I, III e IV.
(C)) I, II e IV.
(D) II e III.
(E) III e IV.
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21. Segundo dados do Relatório de Monitoramento Global
2002, da UNESCO:
Nos cinqüenta anos decorridos desde que a Declaração
Universal de Direitos Humanos estabeleceu a educação
como direito fundamental para todos, muitos países
alcançaram a meta de Educação Primária Universal, ou
fizeram progressos significativos nessa direção. Alguns
países demonstraram que isso é possível, a despeito de
circunstâncias econômicas difíceis...
No entanto,
(A)) mais de 100 milhões de crianças em todas as partes
do mundo ainda são privadas do acesso à educação
primária.
(B) quase todas as crianças que estão fora da escola
vivem em países desenvolvidos que investem ade-
quadamente em educação.
(C) os dados demonstram que a meta para a Educação
Primária Universal é uma proposta possível apenas
aos países desenvolvidos.
(D) a década de 1990-99 indica que os investimentos
em educação decresceram em relação às décadas
de 70 e 80, diminuindo a oferta deste ensino em
todas as partes do mundo.
(E) o número de crianças fora das escolas demonstra
que o direito à educação não pode ser visto como
obrigação de governos._________________________________________________________
22. O Artigo 53 da Lei no 8.069/90 (Estatuto da Criança e do
Adolescente − ECA) ao garantir à criança e ao adoles-
cente o direito à educação, prevê assegurar a elas:
I. igualdade de condições para o acesso e perma-
nência na escola;
II. direito de contestar critérios avaliativos, podendo
recorrer às instâncias escolares superiores;
III. direito de organização e participação em entidades
estudantis;
IV. acesso à escola pública e gratuita próxima de sua
residência;
V. redução de jornada de trabalho, em até duas horas
diárias, aos alunos maiores de 14 anos.
É correto o que se afirma APENAS em
(A) I, II e III.
(B) I, III e V.
(C) II, III e IV.
(D)) I, II, III e IV.
(E) I, II, IV e V.
_________________________________________________________
23. Em relação ao processo de ensino-aprendizagem das
crianças e dos adolescentes, a Lei no 8.069/90 (ECA),
garante aos pais ou responsáveis dos alunos o direito de
(A) escolha dos livros que serão adotados pela escola.
(B) ter informações sobre os resultados do processo pe-
dagógico de seus filhos.
(C)) ter ciência do processo pedagógico, bem como parti-
cipar da definição das propostas educacionais.
(D) participar da elaboração do projeto político-pedagó-
gico em reuniões pedagógicas dos professores e
diretores.
(E) participar do processo de formação permanente dos
professores para aprenderem a preparar um projeto
pedagógico.
24. Para que o acesso e a permanência ao Ensino Funda-
mental sejam direitos de todos, inclusive para os que a ele
não tiveram acesso na idade própria, a Lei no 8.069/90
(ECA) prevê
(A) bolsa-escola aos alunos desempregados.
(B) redução do horário de trabalho para que os alunos
freqüentem a escola.
(C)) ensino de qualidade a todos, sem distinção de faixa
etária, sexo ou cor.
(D) oferta do ensino noturno regular, aos maiores de
15 anos de idade.
(E) sistema diferenciado de avaliação, adequado às
características cognitivas dessa clientela.
_________________________________________________________
25. Para que se possa trabalhar na direção de repensar
“saberes fechados”, incorporando outros saberes, o
projeto político-pedagógico de uma escola pode encontrar
respaldo legal na LDB (Lei no 9.394/96) quando esta
determina, para a organização curricular do ensino
fundamental e ensino médio, uma base nacional
(A)) comum e uma parte diversificada exigida pelas ca-
racterísticas regionais e locais da sociedade, da
cultura, da economia e da clientela.
(B) e uma parte diversificada voltada aos estudos da
língua portuguesa e da matemática, o conhecimento
do mundo físico, natural e social.
(C) que compreenda os estudos de língua portuguesa e
da matemática, o conhecimento do mundo físico e
natural e da realidade social e política, especial-
mente do Brasil.
(D) diversificada de acordo com a realidade da escola,
atendendo ao princípio de “pluralismo de idéias e
concepções pedagógicas”.
(E) comum voltada ao estudo da língua portuguesa e da
matemática e uma parte diversificada, voltada ao
conhecimento do mundo físico, natural e da reali-
dade brasileira.
_________________________________________________________
26. Quanto à organização curricular na EducaçãoBásica, a
LDB (Lei no 9.394/96) determina que
(A)) o ensino da arte constituirá componente curricular
obrigatório.
(B) o ensino de língua estrangeira será componente cur-
ricular opcional da escola.
(C) a educação física, integrada à proposta pedagógica
da escola, será ministrada por professor polivalente.
(D) o ensino de história e geografia constituirá a parte
diversificada do currículo, com o objetivo de atender
a realidade social e política da região da escola.
(E) a escolha de conteúdos para a população rural de-
verá seguir o currículo mínimo previsto na base na-
cional comum definida na lei.
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27. Os sistemas de ensino devem constituir e fazer funcionar
um setor responsável pela educação especial, dotado de
recursos humanos, materiais e financeiros que viabilizem
e dêem sustentação ao processo de construção da edu-
cação inclusiva. (parágrafo único, art.3o)
Nos termos da Resolução CNE/CEB no 02/2001, por
educação especial, modalidade da educação escolar,
entende-se um processo educacional definido por uma
proposta pedagógica que assegure recursos e serviços
educacionais especiais, organizados institucionalmente
para apoiar, complementar, suplementar e, em alguns
casos, substituir os serviços educacionais comuns, de
modo a garantir a educação escolar e promover o
desenvolvimento das potencialidades dos educandos que
apresentam necessidades educacionais especiais,
(A) e não tenham recursos para pagar um atendimento
especializado.
(B) optando-se, sempre que possível, pela terminalidade
específica do ensino fundamental.
(C) excluídas as altas habilidades/superdotação, pela
sua grande facilidade de aprendizagem.
(D)) em todas as etapas e modalidades da educação
básica.
(E) através de professores especializados em educação
especial.
_________________________________________________________
28. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio,
oficiais e particulares, torna-se obrigatório o ensino sobre
História e Cultura Afro-Brasileira.
O conteúdo programático (...) incluirá o estudo da História
da África e dos Africanos, a luta dos negros no Brasil, a
cultura negra brasileira e o negro na formação da socie-
dade nacional, resgatando a contribuição do povo negro
nas áreas social, econômica e política pertinentes à His-
tória do Brasil.
A Lei no 10.639/2003 determina que os conteúdos refe-
rentes à História e Cultura Afro-Brasileira serão minis-
trados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial
nas áreas de
(A) História Brasileira, Literatura e Filosofia.
(B)) Educação Artística, Literatura e História Brasileira.
(C) História Brasileira, Geografia Brasileira e Filosofia.
(D) Educação Artística, Língua Portuguesa e História
Brasileira.
(E) História Brasileira, Geografia Brasileira e Língua
Portuguesa.
29. Considere as afirmações abaixo.
I. A educação que estamos construindo almeja o de-
senvolvimento da auto-estima dos educandos, con-
tribuindo para que se construa sua autoconfiança,
sua afetividade e referenciais éticos orientadores da
sua práxis.
II. A experiência educacional deve tomar as diferen-
ças culturais, físicas, étnicas e de gênero como
elementos enriquecedores das relações nas esco-
las e da vida em sociedade.
III. ...temos verificado orientações segundo às quais
currículos e processos avaliativos se estabelecem a
partir de referenciais externos aos alunos (...) O
estabelecimento de parâmetros para os currículos
nacionais, hoje orientadores da elaboração dos
livros didáticos, tem se constituído em referencial
para o Sistema de Avaliação Nacional (SAEB), de
forma exterior ao processo do aluno e da unidade
educacional, proporcionando inúmeras situações
paradoxais e contraditórias...
As informações I, II e III contém elementos de análise
sobre uma das diretrizes norteadoras da ação da edu-
cação da Prefeitura do Município de São Paulo, a saber:
(A)) Qualidade Social da Educação.
(B) Qualidade Total da Educação.
(C) Uma Escola para Todos.
(D) Escola Plural.
(E) Escola Cidadã.
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30. São atribuições das Subprefeituras, respeitados os limites
de seu território administrativo e as atribuições dos órgãos
do nível central:
I. constituir-se em instância regional da Administração
Direta com âmbito intersetorial e territorial;
II. planejar, controlar e executar os sistemas locais,
obedecidas as políticas, diretrizes e programas fixa-
dos pela instância central da administração;
III. instituir mecanismos que democratizem a gestão
pública e fortalecer as formas participativas que
existam em âmbito regional;
IV. atuar como indutoras do desenvolvimento local,
implementando políticas públicas a partir das voca-
ções regionais e dos interesses manifestos pela
população;
V. facilitar o acesso e imprimir transparência aos servi-
ços públicos, tornando-os mais próximos dos cida-
dãos.
Estão corretas as seguintes atribuições:
(A) I, II, III, apenas.
(B) II, III, V, apenas.
(C) I, II, III, V, apenas.
(D) II, III, IV, V, apenas.
(E)) I, II, III, IV, V.
 Prova Conh. Gerais Todas Areas, Tipo 1 − MODELO
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