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Tut 1.4Vitória Fagundes, 5º período PAGE \* MERGEFORMAT2 1-rever anatomia do rim e do nefron Função dos rins - Os rins são órgãos responsáveis por garantir o equilíbrio interno do nosso corpo, produzindo a urina, que elimina uma série de resíduos do metabolismo e substâncias em excesso no meio interno. Os rins funcionam, portanto, como grandes filtros que garantem a filtragem do sangue e a retirada das toxinas e outras substâncias. O processo de filtragem do sangue e formação da urina ocorre nos néfrons. Os rins são responsáveis, ainda, por outras funções, como secreção de hormônios e ativação da vitamina D. - São os órgãos do sistema urinário responsáveis pela formação da urina. Possuem um tamanho compreendido entre 10 cm e 13 cm de comprimento e peso de 120 g a 180 g. Entre os principais cuidados que devemos ter com eles estão: ingestão de água e redução do consumo de sal. Os cálculos renais e a insuficiência renal são alguns dos problemas que os acometem. - Estão localizados na região lombar, acima da cintura, um em cada lado da coluna vertebral. O rim direito normalmente é menor que o esquerdo e está em uma posição um pouco mais baixa. - Possuem o formato de feijão, com uma borda convexa e uma borda côncava. Na região côncava, encontra-se o hilo, uma espécie de fissura pela qual passam vasos sanguíneos e linfáticos, nervos, e a pelve renal (porção dilatada do ureter). - O rim é envolvido mais externamente por uma cápsula, denominada cápsula verdadeira, uma membrana lisa aderida intimamente ao órgão. Externamente a essa cápsula, encontra-se a gordura perirrenal, formada por tecido adiposo. Por fim, temos a fáscia renal, que ajuda a manter o rim em sua posição normal, garantindo que o órgão ligue-se a estruturas vizinhas. - Analisando-se a estrutura interna do rim, podemos perceber duas regiões distintas: o córtex e a medula. · A medula é uma região central e mais escurecida. A medula é formada pelas pirâmides renais, que possuem ápices que convergem formando as papilas, que se projetam em cálice menor. Os cálices menores unem-se e formam cálices maiores, os quais desembocam na pelve renal. · O córtex é uma região periférica e mais pálida. A região do córtex, por sua vez, estende-se da cápsula até a base das pirâmides. - O rim humano caracteriza-se por ser multilobar. Cada lobo é formado por uma pirâmide e pelo tecido cortical, que está na base dessa pirâmide e também em suas laterais. - Passando pelo córtex e pela medula estão os chamados néfrons, as unidades estruturais dos rins. Estima-se que um rim humano pode apresentar 1 milhão de néfrons. Cada néfron é formado por um corpúsculo renal e um longo túbulo. O corpúsculo renal é formado pelo glomérulo, um enovelado de capilares, e por uma região expandida que envolve o glomérulo, chamada cápsula glomerular ou cápsula de Bowman. Parte da cápsula um longo túbulo, que apresenta três regiões: o túbulo contorcido proximal, alça de Henle e túbulo contorcido distal. Este último abre-se no túbulo coletor. 2-entender a dor visceral: fisiopatologia e o mecanismo dos viceroceptores - A maioria dos estudos científicos sobre a dor e seus mecanismos leva em consideração a análise da resposta de humanos e de animais frente a estímulos sensitivos na superfície do corpo. Contudo, a maior parte de nós vai experimentar predominantemente dores de origem profunda, incluindo estruturas somáticas (músculos, fáscias, ossos, etc.) e estruturas viscerais. - As dores relacionadas às vísceras torácicas e abdominais nos acompanham desde a infância precoce, em situações com o cólicas intestinais e infecções. Continuam na idade adulta na d o r do parto e em lesões estruturais de vísceras ocas (gastrite, úlcera gástrica, colelitíase, cálculos renais, apendicite, etc). Finalmente, costumam acompanhar várias doenças com uns na velhice, tais com o infarto do miocárdio, neoplasias abdominais, entre outras. - Mesmo assim, ao analisarmos a quantidade de informações científicas sobre o mecanismo da dor visceral, nos surpreendem os com a quantidade de dúvidas que ainda existem, decorrentes, em grande parte, do número insuficiente de estudos a esse respeito. - Um dos motivos que justificaria o número restrito de estudos sobre a dor visceral considera a dificuldade de estudá-la em seres humanos, tendo em vista a localização profunda em que se encontram . Os estudos em animais são baseados em respostas pseudoafetivas que apenas sugerem, mas não garantem que o estímulo aplicado seja de natureza dolorosa. - Além disso, as pesquisas clínicas demonstram que nem todas as vísceras respondem à dor. Alguns locais, com o os parênquimas pulmonar, hepático e renal, são praticam ente insensíveis à dor, mesmo quando estímulos altamente lesivos são aplicados. As vísceras ocas, tais com o estômago, intestino, ureteres e bexiga, são, em condições normais, praticam ente insensíveis ao corte e à queimadura, m as são dolorosos quando ocorrem distensão, isquem ia ou inflam ação. Isso significa que, quando se estudam as vísceras, existe um a diferença entre estímulos potencialmente lesivos (nociceptivos) e aqueles que produzem dor. Algum as vísceras, com o pulmão, fígado e rins, são praticamente insensíveis à dor, mesmo em estágios avançados de doença. - Os estímulos capazes de produzir d o r visceral - estímulos elétricos, distorção mecânica, isquem ia e aplicação de substâncias irritantes (algogênicas) - diferem de forma significativa daqueles pesquisados na avaliação da d o r superficial. As vísceras ocas respondem pouco aos estímulos convencionais, respondendo à distensão, à isquem ia ou aos processos inflamatórios. - A dor visceral tem algumas peculiaridades que a torna, ao mesmo tempo, complexa e única. Uma dessas características é a pouca capacidade que o ser humano tem em identificar com precisão a origem da dor visceral. A dor tem localização geralmente difusa nas proximidades do órgão afetado ou mesmo à distância. Sendo assim, um a d o r de origem cardíaca pode se manifestar na região do membro superior esquerdo, um a dor pancreática pode manifestar-se com queixas álgicas no ombro esquerdo, um a dor relacionada à vesícula biliar pode referir-se à região do ombro direito ou interescapular à direita. Isso pode ser explicado pelo fato de que os estímulos viscerais penetram em diferentes segmentos da medula espinal, onde se juntam com fibras oriundas de estruturas somáticas. - Por isso mesmo, a do r visceral provoca um fenômeno de sensibilização dessas estruturas som áticas superficiais, que resulta em hiperalgesia. Demonstra-se claramente, nesses pacientes, a ocorrência de maior sensibilidade à dor cutânea e, em especial, a existência de d o r miofascial nos músculos do mesmo segmento espinal. A dor visceral promove hiperalgesia em estruturas som áticas superficiais, na proximidade dos segmentos espinais acometidos. - As dores viscerais frequentemente são descritas como de intensidade variável, com o em onda, com períodos de piora, seguidos de melhora. Devem corresponder aos períodos de contração do músculo liso. Os exemplos clássicos ocorrem nas cólicas intestinais e na dor do parto. Outro fenômeno característico das dores viscerais é a associação mais exuberante com fenômenos neurovegetativos, tais com o palidez, mal-estar, sudorese e aumento do peristaltismo. A dor visceral caracteristicamente é mal localizada e mais frequentemente acompanhada de fenômenos neurovegetativos. - Ocasionalmente, uma doença que acomete um a víscera pode se alastrar, passando a acometer nervos somáticos (p. ex., na pleura e no peritônio). Quando isso ocorre, a dor, antes difusa, pode se tornar mais localizada. Um exemplo clássico ocorre na apendicite, que, em um a fase inicial, tem localização abdominal difusa, passando a se localizar na fossa ilíaca direita após comprometimento peritoneal. - Tal fato provavelmente se explique pela existência de nociceptores silentes, os quais não manifestam atividade em situações normais, mas seriam ativados pela presença de substâncias químicas liberadas na região afetada quando ocorre sensibilização. - Conforme já se disse, a distensão mecânica nas vísceras ocas produz dor. Uma segunda causa de geração de dor visceral ocorre nos processos inflamatórios. Nas infecções de vias urinárias, o simples fato de urinar já se torna doloroso, assim com o na esofagite e úlcera gástrica ocorrem desconforto e dor relacionados à alimentação. - Outro importante evento doloroso estudado é a isquemia, como aquela no infarto agudo do miocárdio ou na isquem ia mesentérica. Provavelmente, o mecanismo de geração de d o r se deva à liberação de substâncias algogênicas, das quais a mais estudada é a bradicinina. - Há muito se sabe que as vísceras apresentam receptores (aferentes) que se projetam ao sistema nervoso central através do sistema nervoso simpático e parassimpático. Alguns desses aferentes possuem função apenas regulatória (autonômica) enquanto outros geram respostas sensitivas, particularmente de dor. Esses aferentes são formados por fibras nervosas finas que podem ser pouco mielinizadas (Adelta) ou amielinizadas (fibras C). - Uma questão ainda não resolvida diz respeito à existência de aferentes puramente dolorosos para determinado estímulo (específicos) ou se tais fibras teriam função mista (regulatória e sensitiva), passando a responder de uma forma ou outra de acordo com a intensidade do estímulo (teoria do padrão e intensidade). - A maior parte das fibras aferentes viscerais, antes de se dirigirem à medula espinal, trafegam para gânglios simpáticos pré-vertebrais e paravertebrais. O s gânglios pré-vertebrais são representados pelos gânglios celíaco e mesentéricos superior e inferior. Os gânglios paravertebrais são representados pelos gânglios cervicais superior, médio e inferior, gânglio estrelado, gânglios toracolombares, gânglio sacral e gânglio ímpar coccígeo (gânglio de Walther). Um a pequena parte dos estímulos dolorosos, no entanto, trafega por nervos do sistema nervoso parassimpático. - Enquanto as fibras aferentes som áticas são numerosas e penetram na medula espinal em determinado segmento, as fibras aferentes viscerais são poucas e penetram no corno posterior da medula espinal em vários níveis, o que justifica a pouca localização espacial dessas dores. Na medula espinal, as fibras se dirigem especialmente à lâmina superficial (lâmina I de Rexed) e a outras m ais profundas (V e X). D aí, os estímulos são transmitidos pelas mesmas vias da dor superficial. Mais comumente, cruzam a linha média e ascendem pelo trato espinotalâmico lateral até os núcleos ventrais do tálamo e daí ao córtex cerebral. Outras vias, tais como a espinorreticular e a espinomesencefálica, devem te r papel importante em fenômenos associados, tais com o o alerta à do r e aos fenômenos neurovegetativos que o acompanham. Coração - A estimulação mecânica do coração é indolor. O principal evento desencadeador de d o r cardíaca certam ente é a isquemia, com o a vista na angina e no infarto. E descrita como sensação de constrição ou aperto na região retroesternal, m as pode se irradiar para o pescoço, mandíbula e membro superior esquerdo. - Muitos pacientes, no entanto, podem apresentar isquemia sem dor. Isso ocorre, em especial, em neuropatias, como o diabete, ou quando a área afetada tem pouca inervação, em especial na região subendocárdica. - O coração apresenta dupla inervação, tanto pelo vago (gânglio nodoso), como pelas fibras aferentes simpáticas, que têm seus corpos vertebrais nas três ou quatro raízes dorsais, e daí penetram na medula tanto na região cervical como na torácica alta. Pulmão - O parênquima pulmonar e a pleura visceral são praticamente insensíveis a dor. Por causa disso, muitos problemas, com o contusões traumáticas e neoplasias, podem passar despercebidos, aparecendo d o r apenas quando atingem a pleura parietal ou os brônquios. É possível, no entanto, que, em situações de dispnéia, com o em situações de exercícios extenuantes ou no edema agudo, algumas fibras aferentes do pulmão possam gerar sensação de pressão torácica. Outras sensações, como a pressão relacionada à hiperinsuflação, são mais provavelmente decorrentes de estimulação da parede torácica. Vias aéreas - Processos irritativos nas vias aéreas são descritos com o sensação de desconforto e queimação. Os aferentes têm inervação tanto vagal (gânglios nodoso e jugular) com o simpática. O papel das fibras simpáticas é menor, sendo relacionadas à cadeia simpática torácica, que se dirigem à medula espinal nos níveis torácicos superiores. Esôfago - O esôfago pode manifestar dor ou desconforto frente a situações diversas, com o ingestão de alimentos quentes ou frios, processos inflamatórios e distensão mecânica. Na prática clínica, em situações com o a esofagite de refluxo, se localiza na região retroesternal; por essa razão, frequentemente se confunde com a dor de origem cardíaca. A presenta poucos aferentes vagais, com fibras aferentes simpáticas se dirigindo para múltiplos níveis, predominantemente na região torácica. Estômago - Em condições normais, o estômago é praticam ente insensível ao corte e aos estímulos elétricos. O principal estímulo doloroso ocorre quando há distensão mecânica, que é descrito pelos pacientes em situações com o a insuflação de ar durante procedimento de endoscopia. No entanto, em situações em que existe reação inflamatória, com o na gastrite e úlcera, existe resposta dolorosa à pressão local, como na ingestão de alimentos. A dor localiza-se classicamente na região epigástrica, mas pode se irradiar à região torácica e até mesmo dorsal. Recebe inervação predominantemente simpática, com aferentes trafegando para a região torácica por meio da cadeia simpática torácica e gânglio celíaco. Intestino Os intestinos delgado e grosso não respondem a estímulos táteis ou nocivos, tais como corte ou coagulação de suas paredes, porém respondem a distensão mecânica, estiramento e aumento do peristaltismo. No primeiro caso, ocorre sensação de plenitude e desconforto, enquanto, no último caso, há dor tipo cólica, comum em processos como as enterocolites. Outros mecanismos de dor incluem a isquemia e a presença de substâncias inflamatórias. As fibras vagais parecem ter mais relação com mecanismos reflexos, enquanto a dor tem com o aferência principal as fibras simpáticas carreadas por meio dos nervos esplâncnicos. Nas regiões mais distais, em especial no reto, a sensibilidade aumenta, sendo maior ainda na região do ânus. Pâncreas - O pâncreas apresenta grande aferência dolorosa, gerando dor intensa em situações com o neoplasias, pancreatite ou obstrução de seus dutos. A aferência vagal parece ter pouco papel na transmissão da dor, sendo que as fibras simpáticas são certamente o principal meio de transmissão desses estímulos. Na prática clínica, as neoplasias de pâncreas respondem muito bem a bloqueios e neurólise (alcoolização) do gânglio celíaco. Fígado - Conforme citado anteriormente, o parênquima hepático é praticamente insensível ao corte ou à destruição por processos neoplásicos. Tal fato se confirma na clínica, quando, mesmo na presença de múltiplas metástases, a ocorrência de dor hepática é quase nula. No entanto , quando existe distensão significativa em grandes tumores, nos abscessos ou nas hepatites, existe dor, provavelmente mediada pela distensão da cápsula ou pela com pressão de vias biliares. Vias biliares - A vesícula biliar e suas vias de drenagem demonstram muita sensibilidade à dor, em especial às situações de distensão mecânica ou espasmos. A s dores costumam ser referidas como em ondas (cólicas), localizadas no hipocôndrio direito, podendo irradiar para todo o abdome superior, dorso e ombro direito. Rins - A secção cirúrgica do rim não dispara dor em indivíduos sob anestesia local. No entanto, a distensão decorrente de obstrução de suas vias é extremamente dolorosa. As fibras aferentes são tanto vagais como simpáticas, essas últimas relacionadas aos nervos esplâncnicos, se dirigindo ao plexo celíaco e daí para penetrar nos níveis da transição toracolombar. Ureteres - A pesar de que, à primeira vista, a cólica nefrética se deva à presença de um cálculo trafegando sobre a parede dos ureteres, alguns trabalhos experimentais demonstram que o evento causador dessa dor se deve à dilatação proximal das vias urinárias. A dor da cólica renal localiza-se geralmente na região lombar, porém com um ente se irradia à fossa ilíaca, indo até a bolsa escrotal ou os grandes lábios. Bexiga - A bexiga é sensível aos aumentos de volume em seu interior. Em volumes crescentes, passam de uma sensação de pressão à dor. Caso exista infecção, a dor aumenta e mesmo pequenos volumes podem gerar sintomas, localizados na região do hipogástrio. Útero/ovários - O útero é inervado tanto pelo parassimpático como pelo simpático, trafegando pelos nervos hipogástricos. O útero é particularmente sensível à existência de contraturas repetidas, como por ocasião do parto, apesar de que, na fase de expulsão, outros locais também produzem dor, decorrente da distensão da vagina e compressão de estruturas da parede abdominal. Podem, no entanto, gerar dor em outras situações, tais com o durante a menstruação, processos inflamatórios e na endometriose. Os ovários podem manifestar dor leve durante a ovulação, mas clinicamente a maior causa de dor ocorre durante os processos inflamatórios e as neoplasias volumosas. Testículo/órgãos reprodutores masculinos - O testículo e o epidídimo são ricamente inervados, com presença de fibras polimodais, com resposta a estímulos mecânicos, térmicos e químicos. Por essa razão, manifestam dor acentuada frente a traumas, processos inflamatórios ou neoplásicos. Consideragões finais - A dor visceral é de ocorrência bastante frequente e, por isso, precisa ser conhecida pelos diversos profissionais de saúde. Essa dor apresenta algum as características peculiares. As principais diferenças se relacionam ao fato de ela ser geralmente difusa, com pouca localização espacial, podendo manifestar dor e sensibilização à distância. Frequentem ente são associados fenômenos autonômicos exuberantes. Alguns órgãos, em especial pulmão, fígado e rins, praticamente não manifestam dor mesmo quando submetidos à lesão mecânica. Outros órgãos, com o as vísceras ocas, respondem pouco à secção cirúrgica e à coagulação, porém respondem à distensão mecânica e ao aumento do peristaltismo. A isquemia e a reação inflamatória geralmente são acompanhadas de dor em situações com o no infarto do miocárdio e na isquemia mesentérica. 3- diferenciar dor visceral e somática do ponto de vista fisiopatológico - Não há diferença fundamental entre a dor que se origina em uma víscera e a que provém de uma estrutura somática profunda (músculos, tendões e articulações). Ambas têm a mesma qualidade, são difusas e mal localizadas. - Os sistemas visceral e somático estão estreitamente vinculados. As fibras aferentes das vísceras fazem parte dos nervos simpáticos e raramente do parassimpático. Habitualmente seus impulsos não atingem níveis de consciência, salvo algumas exceções (fome e sede, plenitude do reto e da bexiga, etc.) É bem conhecido que o parênquima visceral, assim como o cerebral, pode ser manuseado sem que se desperte sensação alguma. No decurso de intervenções cirúrgicas feitas com anestesia local as vísceras de indivíduos conscientes podem ser cortadas ou cauterizadas sem provocar dor. As vísceras não são, contudo, completamente insensíveis, porém as membranas que as recobrem, o tecido de sustentação, os pedúnculos neurovasculares e os músculos viscerais é que podem ser origem de dor localizada ou irradiada. - Os impulsos assim originados são conduzidos por fibras que estão incluídas em nervos simpáticos e excepcionalmente nos parassimpáticos, tal como na região pélvica, esôfago e traqueia. Já que os nervos simpáticos não são essenciais para os reflexos reguladores viscerais, a simpatectomia para aliviar a dor não provoca disfunção visceral seria. A dor somática profunda localiza-se bastante bem quando tem sua origem em tecidos situados próximo da superfície do corpo, por exemplo nos tendões ou aponeuroses superficiais, no periósteo de ossos imediatamente sob a pele, nas paredes das cavidades abdominal e torácica. Ao contrário, quando se origina em estruturas profundas, é mais difusa e é referida em um ponto distante. - Na localização das sensações intervêm dois pontos importante: a representação cortical e experiência. Quanto mais desenvolvida é aquela e mais frequente esta última, mais precisa é a localização. As vísceras e os segmentos profundos têm uma representação cortical muito menos extensa do que os receptores exteroceptivos e os impulsos aferentes das vísceras e dos músculos habitualmente não chegam a ser conscientes. Esses fatos bastam para explicar porque as sensações profundas não têm um sinal local preciso e são referidas sob forma difusa ao segmento ou aos segmentos em que se originaram e as regiões da superfície de onde partem impulsos dolorosos que chegam ao neuroeixo pelas mesmas raízes medulares e estão representados nos mesmos pontos do córtex cerebral. 4- definir a diferença entre dor irradiada e dor referida · Dor referida - A dor sentida numa área do corpo nem sempre representa exatamente o local do problema pois a dor pode ser referida de outra área do corpo. Por exemplo, a dor provocada por um infarto do miocárdio pode parecer originária do braço, visto que as informações sensoriais do coração e do braço convergem nas mesmas células nervosas da medula espinhal. - A dor referida é quando a pessoa sente dor em uma parte do corpo que fica distante do tecido causador da dor. - Relação com o desenvolvimento embriológico, por isso a dor distante, mesma inervação. - Mecanismo: fibras da dor visceral fazem sinapse na medula espinal nos mesmos neurônios de segunda ordem que recebem sinais dolorosos da pele. Quando as fibras viscerais para a dor são estimuladas, os sinais dolorosos das vísceras são conduzidos por alguns dos mesmos neurônios que conduzem os sinais dolorosos da pele, e a pessoa tem a impressão de que as sensações se originam na pele. Exemplo: dor em órgãos viscerais geralmente é referida à área na superfície do corpo. · Dor irradiada - Dor sentida à distância de sua origem, mas em estruturas inervadas pela raiz nervosa ou em nervo cuja estimulação é responsável pela dor. Como exemplo, a ciatalgia provocada pela compressão de uma raiz nervosa por hérnia de disco lombar. A pessoa sente dor em todo o trajeto do nervo. 5- elucidar sobre nefrolitíase: fisiopatologia, quadro clínico, diagnóstico e tratamento - Nefrolitíase, também conhecida como cálculo renal ou pedra nos rins, é uma condição médica caracterizada pela formação de pequenos depósitos sólidos (pedras) nos rins ou no trato urinário. Essas pedras são compostas principalmente de sais minerais e podem variar em tamanho, desde pequenos cristais até pedras maiores. Fatores de risco - Existem vários fatores de risco conhecidos associados à nefrolitíase. Alguns dos principais são: · HISTÓRICO FAMILIAR: Ter parentes de primeiro grau, como pais ou irmãos, com histórico de cálculos renais aumenta o risco de desenvolver a condição. Isso pode ser devido a fatores genéticos ou ao compartilhamento de hábitos alimentares e estilo de vida semelhantes. · Desidratação: A falta de ingestão adequada de líquidos pode levar à concentração de substâncias na urina, favorecendo a formação de pedras nos rins. A hidratação adequada é essencial para diluir os componentes da urina e prevenir a cristalização. · Dieta inadequada: Consumir uma dieta rica em sódio (sal), açúcares, proteínas animais, oxalato (encontrado em alimentos como espinafre, beterraba, chocolate, café e chá preto) e ácido úrico pode aumentar o risco de desenvolver pedras nos rins. Por outro lado, uma dieta pobre em cálcio também pode contribuir para a formação de pedras. · Obesidade: O excesso de peso e a obesidade estão associados a um maior risco de desenvolver nefrolitíase. A obesidade pode afetar o equilíbrio de substâncias na urina e favorecer a formação de pedras. · Certas condições médicas: Algumas condições médicas podem aumentar o risco de nefrolitíase, como hiperparatireoidismo (um distúrbio das glândulas paratireoides), distúrbios metabólicos como gota, doenças renais crônicas, infecções do trato urinário recorrentes e certas condições intestinais que afetam a absorção de nutrientes. · Uso de certos medicamentos: Alguns medicamentos podem aumentar o risco de formação de pedras nos rins, como diuréticos, suplementos de cálcio, medicamentos contendo carbonato de cálcio ou vitamina D em excesso, e alguns antibióticos. · ETIOLOGIA - Cerca de 80% dos pacientes com nefrolitíase formam cálculos de cálcio, a maioria dos quais composta principalmente por oxalato de cálcio ou, menos frequentemente, fosfato de cálcio. - Os outros tipos principais incluem: · Ácido úrico; · Estruvita (fosfato de amônio magnésio); · Cálculos de cistina. OBS: O mesmo paciente pode ter um cálculo que contém mais de um tipo de cristal. Como acontecem a formação dos cálculos? - Existem diferentes teorias sobre a formação de cálculos de cálcio e os diferentes tipos de cálculos podem ter eventos de iniciação distintos. - O excesso das substâncias como oxalato ou fosfato de cálcio pode promover supersaturação e inicia o processo de formação de cristais na urina. A alteração do pH da urina facilita a precipitação de algumas substâncias que precipital a formação de cálculos. - A diminuição do débito urinário, secundário a menor ingestão de líquidos, promove maior tempo de permanência das partículas de cristais no sistema urinário e não dilui adequadamente os componentes da urina, que podem vir a apresentar supersaturação e cristalização. - O citrato urinário também desempenha um importante papel na inibição da cristalização, reduzindo a formação e recorrência dos cálculos renais por se ligar ao cálcio, inibindo a nucleação espontânea e agregação de cristais de oxalato e interagindo com a proteína de Tamm-Horsfall para inibir a cristalização do oxalato de cálcio. Tipos de calculo renal - Existem vários tipos de cálculos renais. É clinicamente importante identificar o tipo de cálculo, que fornece o prognóstico e possibilita a seleção do esquema preventivo ideal. - Os cálculos de oxalato de cálcio são os mais comuns (cerca de 75%). Seguem-se, por ordem decrescente, os cálculos de fosfato de cálcio (cerca de 15%), ácido úrico (cerca de 8%), estruvita (cerca de 1%) e cistina ( do seu mecanismo de ação, são classificados em três principais grupos: · Agentes relaxantes diretos do músculo liso (mebeverina, agentes derivados de papaverina); · Anticolinérgicos (butilhioscina, hioscina, hiosciamina, levocina, dicicloverina, butilescopolamina, trimebutina y bromuro de cimetropio); · Agentes bloqueadores dos canais de cálcio (bromuro de pinaverio, bromuro de otilonio, alverina, fenoverina, rociverina y pirenzepina). Antiespasmódico - Para que serve? - Para entender o que é antiespasmódico também é preciso saber para que ele serve. E dependendo do grupo ao qual pertence, esse medicamento pode ser indicado para diferentes problemas. Relaxantes diretos do músculo liso - Esse tipo de antiespasmódico atua no músculo liso do sistema digestivo, reduzindo o tônus e o peristaltismo, aliviando os espasmos intestinais. - Os únicos efeitos colaterais dessa classe de medicamentos são a dor de cabeça e tontura, no entanto, ocorrem em raros casos. Antiespasmódicos anticolinérgicos - Essa classe de antiespasmódico serve para atenua os espasmos na barriga ou contrações do intestino, reduzindo a dor abdominal. - Entre seus efeitos colaterais estão dor de cabeça, tontura, visão turva e erupção cutânea. Bloqueadores de canais de cálcio - Esse tipo de antiespasmódico possui a função de impedir que o cálcio entre nas células musculares lisas intestinais. Sem o cálcio, o intestino fica mais relaxado. - As reações adversas desse medicamento podem incluir náusea, erupção cutânea e diarreia. Qual a diferença entre analgésico e antiespasmódico? - Existem dois tipos de medicamentos que costumam ser utilizados para aliviar dores abdominais: antiespasmódicos e analgésicos. Enquanto o primeiro age nas contrações musculares involuntárias de órgãos, o segundo altera a maneira como o cérebro percebe a dor. image7.jpg image4.jpg image3.jpg image6.jpg image1.jpg image2.jpg image5.jpg image9.png