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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 83 15. Auxiliar o Enfermeiro na prevenção e controle das doenças transmissíveis em geral, em programas de vigilância epidemiológica e no controle sistemático da infecção hospitalar. 16. Auxiliar o Enfermeiro na prevenção e controle sistemático de danos físicos que possam ser causados a pacientes durante a assistência de saúde. 17. Desempenhar tarefas relacionadas a intervenções cirúr- gicas médico-odontológicas, passando-o ao cirurgião e realizando outros trabalhos de apoio. 18. Conferir qualitativa e quantitativamente os instrumentos cirúrgicos, após o término das cirurgias. 19. Orientar a lavagem, secagem e esterilização do material ci- rúrgico. 20. Zelar, permanentemente, pelo estado funcional dos apa- relhos que compõe as salas de cirurgia, propondo a aquisição de novos, para reposição daqueles que estão sem condições de uso. 21. Preparar pacientes para exames, orientando-os sobre as condições de realização dos mesmos. 22. Registrar os eletrocardiogramas efetuados, fazendo as ano- tações pertinentes a fim de liberá-los para os requisitantes e possi- bilitar a elaboração de boletins estatísticos. 23. Auxiliar nas atividades de radiologia, quando necessário. 24. Executar tarefas pertinentes à área de atuação, utilizando- -se de equipamentos e programas de informática. 25. Executar outras tarefas para o desenvolvimento das ativida- des do setor, inerentes à sua função. http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pi- d=S1806-69762008000200007 http://www.drh.uem.br/Proposta/Cargos/suporte/descricao- sup/tecnico_de_enfermagem.htm ENFERMAGEM EM UTI NEONATAL, MATERNO INFANTIL E PEDIATRA A Neonatologia é um campo vasto em desenvolvimento e re- presenta hoje um grande campo de pesquisa e assistência. É um campo jovem, uma sub-especialidade da pediatria que se ocupa do recém-nascido, ou seja, do ser humano nas primeiras quatro sema- nas de vida (VIEGAS et al.,1991). Tem por finalidade a assistência ao recém-nascido, bem como a pesquisa clínica, sendo sua principal meta a redução da mortalidade e morbilidade perinatais e a pro- cura da sobrevivência do recém-nascido nas melhores condições funcionais possíveis (MARCONDES et al., 1991). HISTÓRICO A história do surgimento da Neonatologia é relatada por AVERY (1984) em seu livro “Neonatologia, Fisiologia e Tratamento do Re- cém-Nascido”. Segundo esse autor, a Neonatologia, como especia- lidade, surgiu na França. Um obstetra, Dr Pierre Budin, resolveu estender suas preocupações além da sala de parto e criou o Ambu- latório de Puericultura no Hospital Charité de Paris, em 1882. Pos- teriormente, chefiou um Departamento Especial para Debilitados estabelecido na Maternidade por Madame Hery , antiga parteira chefe . Em 1914, foi criado por um pediatra, Dr Julius Hess, o primei- ro centro de recém-nascidos prematuros no Hospital Michel Reese, em Chicago. Depois disso, foram criados vários outros centros, que seguiram os princípios de um obstetra, Dr Budin e de um pediatra ,Dr Hess, para a segregação dos recém-nascidos prematuros com a finalidade de lhes assegurar enfermeiras treinadas com dispositivos próprios, incluindo incubadoras e procedimentos rigorosos para a prevenção de infeções. Um centro criado em 1947 na Universidade do Colorado , além dos cuidados prestados aos prematuros, possuía leitos para mães com gravidez de risco para parto prematuro e programas de treina- mento para serem ministrados em todo o Colorado. Arvo Ylppo, pediatra finlandês, publicou monografia sobre patologia, fisiologia, clínica, crescimento e prognóstico de recém- -nascidos, relatos que serviram como ponto inicial para pediatras clínicos, professores e investigadores . Em 1924, o pediatra Albert Peiper, interessou-se pela maturação neurológica de prematuros. Silverman foi pioneiro em estabelecer o uso de processos cuidado- samente controlados em berçário de prematuros. O interesse da Dra. Dunhan sobre problemas clínicos dos recém-nascidos levou- -a enfatizar a importância do controle contínuo dos dados federais sobre a mortalidade de recém-nascidos. Isto serviu de base para a política federal, aumento do interesse nos serviços de cuidados materno-infantis assim como nas pesquisa peri e neonatais. Ainda segundo AVERY (1984), o termo Neonatologia foi estabe- lecido por Alexander Schaffer cujo livro sobre o assunto, “Diaseases of the Newborn”, foi publicado primeira vez em 1960 , esse livro junto com o “Physiology of the Newborn Infant”, de Clement Smint, constituem a base do novo campo. O trabalho da enfermagem é muito importante na Neonato- logia, pois a enfermeira pode acompanhar o desenvolvimento da criança antes, durante e depois do nascimento, prestando assistên- cia à gestante, à parturiente, à puérpera e ao recém-nascido. O nascimento de uma criança hígida e sadia, a sua sobrevivên- cia e desenvolvimento normal constituem o objetivo da Enferma- gem Perinatal (FONTES et al., 1984). O trabalho da enfermagem é muito importante na Neonatologia, pois a enfermeira pode acom- panhar o desenvolvimento da criança antes, durante e depois do nascimento, prestando assistência à gestante, à parturiente, à puér- pera e ao recém-nascido. A Enfermeira Neonatal trabalha em dois setores de fundamen- tal importância: alojamento conjunto e unidade de cuidados inten- sivos neonatais. O alojamento conjunto, conceituado por Pizzato (apud FONTES et al., 1984), é um sistema especial de instalações em maternidade , no qual a mãe e o filho podem conviver na mesma área, favore- cendo, através desta aproximação e do contato físico, atendimento às necessidades afetivas, sociais e biológicas da criança e de sua mãe. A enfermeira é responsável pela elaboração e manutenção de um plano educacional, organização, administração da assistência de enfermagem ao recém-nascido e a mãe, coordenação dessa assis- tência, desenvolvimento de atividades no campo multidisciplinar, orientação, ensino e supervisão dos cuidados de enfermagem pres- tados, entre outras (VIEGAS,1986). Na unidade de cuidados intensivos neonatais são internados os recém-nascidos prematuros, que correm risco de vida e necessitam de cuidados 24h por dia. Além das responsabilidade já citadas, a enfermeira deve promover adaptação do recém-nascido ao meio externo (manutenção do equilíbrio térmico adequado, quantidade ideal de umidade, luz, som e estimulo cutâneo), observar o qua- dro clínico (monitorização de sinais vitais e emprego de procedi- mentos de assistência especiais), fornecer alimentação adequada para suprir as necessidades metabólicas dos sistemas orgânicos em desenvolvimento (se possível, através de aleitamento materno), realizar controle de infecções, estimular o recém-nascido, educar os pais, estimular visitas dos familiares, dentre outras atividades (FONTES,1984). Fonte: http://www.hospvirt.org.br/enfermagem/port/neo.htm Conhecimentos Específicos Enfermeiro 83 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 84 O enfermeiro ao longo dos anos vem buscando um saber em- basado técnica e cientificamente para a realização de um cuidado eficaz e consequentemente uma melhor qualidade de vida ao pa- ciente e ao próprio profissional de saúde, a partir da satisfação pro- fissional. Com o objetivo principal de manter o bem-estar da criança e sua reabilitação, a enfermagem vem desenvolvendo uma nova con- cepção de assistência integral, com inserção de novas responsabi- lidades ao pessoal de enfermagem, aperfeiçoando os métodos de trabalho, técnicas, normas e rotinas (CAMPESTRINI, 1991). Com o decorrer dos anos, a preocupação com a saúde das crianças vem aumentando em todas as potências mundiais, mesmo em países subdesenvolvidos, onde as taxas de morbimortalidade infantil destacam-se. Criou-se o Estatuto da Criança e do Adolescente, houve a re- pressão do trabalho infantil, acelerou-se a fiscalização sobre a vio- lência e abuso sexual na infância, destaca-se em várias campanhas educativas a prevenção de acidentes na infância, estimula-sea criança a frequentar a escola, as políticas de saúde na atenção à criança baseiam-se na prevenção educativa entre pais e filhos, en- fim, várias ações são implementadas no cotidiano das crianças para que se tornem adultos mais saudáveis física e psicologicamente. A Lei nº 8.069 de 1990 institui o Estatuto da Criança e do Ado- lescente (ECA), regulamentando os direitos das crianças e adoles- centes a partir das diretrizes contidas na Constituição Federal de 1988, e na inter-relação de algumas normativas internacionais como: Declaração dos Direitos da Criança (Resolução 1.386 da ONU – 20 de novembro de 1959), Regras Mínimas das Nações Unidas para a administração da Justiça da Infância e da Juventude (Regras de Beijing Resolução 40/33 da ONU – 29 de novembro de 1985) e Diretrizes das Nações Unidas para a Prevenção da Delinquência Juvenil (Diretriz de Riad – ONU 1º de março de 1988). Mesmo diante de todas as ações e organizações que estimulam direta ou indiretamente o cuidado, ainda é espantoso algumas esta- tísticas apresentadas relacionadas com: morbimortalidade infantil; pedofilia; trabalho infantil; violência física e sexual; uso de drogas na infância; abandono da criança pelos pais; acidentes de trânsito que envolvem crianças; entre tantos outros. Desta forma, é imprescindível a atenção continuada sobre a situação das crianças, no intuito de buscar diariamente uma me- lhor qualidade de vida a elas por meio da prevenção de doenças e agravos. O enfermeiro enquanto agente de promoção e preven- ção da saúde da criança é ligado diretamente a todas as situações cotidianas da vida da criança, talvez este seja um dos motivos tão peculiares de trabalhar com este público. O trabalho de enfermagem com crianças vai além de uma mera observação e avaliação física, já que quaisquer situações sociais e/ ou ambientais que a criança estiver exposta terão reflexo na evolu- ção do crescimento e desenvolvimento, tendo o enfermeiro a res- ponsabilidade investigativa das causas dos déficits detectados. Diante disso, podem-se descrever como principais habilidades e atribuições do enfermeiro em pediatria as seguintes: - O enfermeiro deve conhecer todo o processo de Crescimento e Desenvolvimento da Criança, para realização de uma avaliação eficiente; - O enfermeiro deve interagir sempre com a criança e a família, uma vez que todos os processos ambientais e sociais que interferem no desenvolvi- mento normal de uma criança podem estar ligados ao convívio familiar ou social;- O enfermeiro necessita ser conhecedor de todas as políticas de saúde de atenção à criança e a operacionalização das mesmas, para que consiga sempre em sua atuação realizar os encaminhamentos necessários; - O enfermeiro precisa buscar ferramentas na comunicação com a criança, interação, tornando assim a informação um processo presente e a relação com a equipe de enfermagem satisfatória para busca de bons resultados; - O enfermeiro deve promover um ambiente saudável à criança e de interação buscando a cooperação da criança; - Para o enfermeiro é necessário conhecer o Estatuto da Crian- ça e do Adolescente e agir sempre na intenção de cumpri-lo; - O enfermeiro tem responsabilidade de promover a segurança no atendimento à criança em todas as suas fases, por meio de pro- cedimentos técnicos isentos de riscos e manutenção da criança em ambiente seguro quando nos momentos de consulta de enferma- gem e internação hospitalar; - Cabe ao enfermeiro manter sua equipe de atendimento ca- pacitada para a prestação da assistência de enfermagem infantil, construindo em conjunto com os demais profissionais da especia- lidade pediátrica protocolos de atendimento, maneiras de relacio- namento entre a equipe, criança e pais; capacitação e atualização técnica diante de todos os procedimentos realizados em seu local de trabalho, entre outros; - O enfermeiro em sua atuação no atendimento infantil deverá contribuir para a adaptação da criança ao meio, na consulta ou na internação hospitalar. Fonte: https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/ enfermagem/atribuicoes-do-enfermeiro-em-pediatria/11742 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM APLICADA À SAÚDE SEXUAL E REPRODUTIVA DA MULHER COM ÊNFASE NAS AÇÕES DE BAIXA E MÉDIA COMPLEXIDADE.ASSIS- TÊNCIA DE ENFERMAGEM À GESTANTE, PARTURIENTE E PUÉRPERA SAÚDE DA MULHER Diretrizes da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher – O Sistema Único de Saúde deve estar orientado e capacitado para a atenção integral à saúde da mulher, numa perspectiva que contemple a promoção da saúde, as necessidades de saúde da po- pulação feminina, o controle de patologias mais prevalentes nesse grupo e a garantia do direito à saúde. – A Política de Atenção à Saúde da Mulher deverá atingir as mu- lheres em todos os ciclos de vida, resguardadas as especificidades das diferentes faixas etárias e dos distintos grupos populacionais (mulheres negras, indígenas, residentes em áreas urbanas e rurais, residentes em locais de difícil acesso, em situação de risco, presidi- árias, de orientação homossexual, com deficiência, dentre outras). – A elaboração, a execução e a avaliação das políticas de saúde da mulher deverão nortear-se pela perspectiva de gênero, de raça e de etnia, e pela ampliação do enfoque, rompendo-se as fronteiras da saúde sexual e da saúde reprodutiva, para alcan- çar todos os aspectos da saúde da mulher. – A gestão da Política de Atenção à Saúde deverá estabelecer uma dinâmica inclusiva, para atender às demandas emergentes ou demandas antigas, em todos os níveis assistenciais. – As políticas de saúde da mulher deverão ser compreendidas em sua dimensão mais ampla, objetivando a criação e ampliação das condições necessárias ao exercício dos direitos da mulher, seja no âmbito do SUS, seja na atuação em parceria do setor Saúde com outros setores governamentais, com destaquepara a segurança, a justiça, trabalho, previdência social e educação. Conhecimentos Específicos Enfermeiro 84 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 85 – A atenção integral à saúde da mulher refere-se ao conjunto de ações de promoção, proteção, assistência e recuperação da saú- de, executadas nos diferentes níveis de atenção à saúde (da básica à alta complexidade). – O SUS deverá garantir o acesso das mulheres a todos os níveis de atenção à saúde, no contexto da descentralização, hierarquiza- ção e integração das ações e serviços. Sendo responsabilidade dos três níveis gestores, de acordo com as competências de cada um, garantir as condições para a execução da Política de Atenção à Saú- de da Mulher. – A atenção integral à saúde da mulher compreende o atendi- mento à mulher a partir de uma percepção ampliada de seu contex- to de vida, do momento em que apresenta determinada demanda, assim como de sua singularidade e de suas condições enquanto su- jeito capaz e responsável por suas escolhas. – A atenção integral à saúde da mulher implica, para os pres- tadores de serviço, no estabelecimento de relações com pessoas singulares, seja por razões econômicas, culturais, religiosas, raciais, de diferentes orientações sexuais, etc. O atendimento deverá nor- tear-se pelo respeito a todas as diferenças, sem discriminação de qualquer espécie e sem imposição de valores e crenças pessoais. Esse enfoque deverá ser incorporado aos processos de sensibiliza- ção e capacitação para humanização das práticas em saúde. – As práticas em saúde deverão nortear-se pelo princípio da humanização, aqui compreendido como atitudes e comportamen- tos do profissional de saúde que contribuam para reforçar o caráter da atenção à saúde como direito, que melhorem o grau de informa- ção das mulheres em relação ao seu corpo e suas condições de saú- de, ampliando sua capacidade de fazer escolhas adequadas ao seu contexto e momento de vida; que promovam o acolhimento das de- mandas conhecidas ou não pelas equipes de saúde; que busquem o uso de tecnologia apropriada a cada caso e que demonstrem o interesse em resolver problemase diminuir o sofrimento associado ao processo de adoecimento e morte da clientela e seus familiares. – No processo de elaboração, execução e avaliação das Política de Atenção à Saúde da Mulher deverá ser estimulada e apoiada a participação da sociedade civil organizada, em particular do movi- mento de mulheres, pelo reconhecimento de sua contribuição téc- nica e política no campo dos direitos e da saúde da mulher. – Compreende-se que a participação da sociedade civil na im- plementação das ações de saúde da mulher, no âmbito federal, es- tadual e municipal requer – cabendo, portanto, às instânciasgestoras – melhorar e quali- ficar os mecanismos de repasse de informações sobre as políticas de saúde da mulher e sobre os instrumentos de gestão e regulação do SUS. – No âmbito do setor Saúde, a execução de ações será pactua- da entre todos os níveis hierárquicos, visando a uma atuação mais abrangente e horizontal, além de permitir o ajuste às diferentes re- alidades regionais. – As ações voltadas à melhoria das condições de vida e saúde das mulheres deverão ser executadas de forma articulada com se- tores governamentais e não-governamentais; condição básica para a configuração de redes integradas de atenção à saúde e para a ob- tenção dos resultados esperados. Objetivos Gerais da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher – Promover a melhoria das condições de vida e saúde das mu- lheres brasileiras, mediante a garantia de direitos legalmente cons- tituídos e ampliação do acesso aos meios e serviços de promoção, prevenção, assistência e recuperação da saúde em todo território brasileiro. – Contribuir para a redução da morbidade e mortalidade femi- nina no Brasil, especialmente por causas evitáveis, em todos os ci- clos de vida e nos diversos grupos populacionais, sem discriminação de qualquer espécie. – Ampliar, qualificar e humanizar a atenção integral à saúde da mulher no Sistema Único de Saúde. Objetivos Específicos e Estratégias da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher Ampliar e qualificar a atenção clínico-ginecológica, inclusive para as portadoras da infecção pelo HIV e outras DST: – fortalecer a atenção básica no cuidado com a mulher; – ampliar o acesso e qualificar a atenção clínico- ginecológica na rede SUS. Estimular a implantação e implementação da assistên- cia em planejamento familiar, para homens e mulheres, adultos e adolescentes, no âmbito da atenção integral à saúde: – ampliar e qualificar a atenção ao planejamento familiar, in- cluindo a assistência à infertilidade; – garantir a oferta de métodos anticoncepcionais para a popu- lação em idade reprodutiva; – ampliar o acesso das mulheres às informações sobre as op- ções de métodos anticoncepcionais; – estimular a participação e inclusão de homens e adolescen- tes nas ações de planejamento familiar. Promover a atenção obsté- trica e neonatal, qualificada e humanizada, incluindo a assistência ao abortamento em condições inseguras, para mulheres e adoles- centes: – construir, em parceria com outros atores, um Pacto Nacional pela Redução da Mortalidade Materna e Neonatal; – qualificar a assistência obstétrica e neonatal nos estados e municípios; -organizar rede de serviços de atenção obstétrica e neonatal, garantindo atendimento à gestante de alto risco e em situações de urgência/emergência, incluindo mecanismos de referência e con- tra-referência; – fortalecer o sistema de formação/capacitação de pessoal na área de assistência obstétrica e neonatal; – elaborar e/ ou revisar, imprimir e distribuir material técnico e educativo – qualificar e humanizar a atenção à mulher em situação de abortamento; – apoiar a expansão da rede laboratorial; – garantir a oferta de ácido fólico e sulfato ferroso para todas as gestantes; – melhorar a informação sobre a magnitude e tendência da mortalidade materna -Promover a atenção às mulheres e adolescentes em situação de violência doméstica e sexual: – organizar redes integradas de atenção às mulheres em situa- ção de violência sexual e doméstica; – articular a atenção à mulher em situação de violência com ações de prevenção de DST/aids – promover ações preventivas em relação à violência domés- tica e sexual. Promover, conjuntamente com o PN-DST/AIDS, a prevenção e o controle das doenças sexualmente transmissíveis e da infecção pelo HIV/aids na população feminina: – prevenir as DST e a infecção pelo HIV/aids entre mulheres; Conhecimentos Específicos Enfermeiro 85