Prévia do material em texto
14 INSERIR LOGO DA INSTITUIÇÃO eliana de jesus alves A IMPORTÂNCIA DA ENFERMAGEM NO CUIDADO A SAÚDE DA MULHER dentro da UNidade básica de saúde DIAMANTINA 2025 eliana de jesus alves A IMPORTÂNCIA DA ENFERMAGEM NO CUIDADO A SAÚDE DA MULHER dentro da UNidade básica de saúde Projeto apresentado ao Curso de Enfermagem da Instituição UNOPAR polo Diamantina Orientador: Camila Cristina Rodrigues Diamantina 2025 6 9 Público Público Público SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO 4 1.1 O PROBLEMA 6 2 OBJETIVOS 6 2.1 OBJETIVO GERAL OU PRIMÁRIO 6 2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS OU SECUNDÁRIOS 7 3 JUSTIFICATIVA 8 4 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 9 5 METODOLOGIA 16 6 CRONOGRAMA DE DESENVOLVIMENTO 17 REFERÊNCIAS 19 1 INTRODUÇÃO A saúde da mulher engloba os cuidados integrais a saúde feminina em todas as fases de sua vida, através de ações educativas e acompanhamento sistematizado de demandas como doenças sexualmente transmissíveis, câncer ginecológico, pré-natal, parto, puerpério, e planejamento familiar, fazendo com que as mulheres tenham acesso a processos de promoção, proteção, assistência e recuperação da saúde. Essa atenção à saúde da mulher só foi possível após a criação do Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher (PAISM), no ano de 1984, tirando o enfoque de que apenas a saúde reprodutiva deveria ser pensada e cuidada. Toda essa rede de cuidados tem inicio nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), onde há o primeiro contato com o serviço de saúde e se necessário a partir da UBS as pacientes são encaminhadas a serviços especializados de acordo com seu diagnóstico. Dentro das UBS o profissional da enfermagem tem um papel muito importante nesta rede de cuidados à mulher, por ser este o profissional que atua mais próximo dos pacientes. Ele é o principal responsável pela promoção e prevenção da saúde, por meio da consulta de enfermagem, da educação em saúde, do rastreamento do câncer de colo uterino e de mama e as orientações acerca da prevenção das Infecções Sexualmente Transmissíveis e seu tratamento (Brasil, 1986), uma vez que todas essas ações possuem respaldo ético-legal para sua realização, através da Lei No. 7.498/1986 e do Decreto No. 94.406/1987 que dispõem sobre a regulamentação do exercício da enfermagem (Brasil, 1986, Brasil, 1987) Diante do exposto, é imprescindível conhecer as ações de enfermagem em saúde da mulher na UBS, com o intuito de fazer com estas ações reconhecidas e consequentemente haja avanços científicos, qualificando ainda mais a assistência prestada pelos enfermeiros e trazendo a valorização necessária para a profissão. com o objetivo de enfatizar a assistência da enfermagem na saúde da mulher dentro da UBS, que é um sistema complexo e relevante no âmbito da gestão dos sistemas de saúde, o presente trabalho por meio de revisão da literatura, traz importantes estudos que auxiliam no entendimento do trabalho da enfermagem na saúde da mulher, criando subsídios para que novas pesquisas sejam realizadas e intensifique a busca pela qualidade do serviço ofertado, bem como fazer com que o mesmo seja abrangente a todos que dele necessita. 1.1 O PROBLEMA As mulheres são a maioria da população brasileira, 51,2% do total de habitantes do país de acordo com projeções do IBGE (2024), e as principais usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS). Este grupo populacional frequenta os serviços de saúde para o seu próprio atendimento, mas, na maioria das vezes o motivo das visitas aos serviços está relacionado ao acompanhando de crianças e outros membros da família, pessoas idosas, deficientes, vizinhos, amigos, demonstrando que as mulheres são cuidadoras não apenas de si, mas de boa parcela da sociedade, o que leva muitas vezes a negligência consigo mesma. Diante do acima exposto surge a questão: qual a importância do profissional de enfermagem no cuidado a saúde da mulher? Como este profissional pode ajudar a melhorar a qualidade de vida desde grupo populacional? 5 5 Público Público Público 2 OBJETIVOS 2.1 OBJETIVO GERAL OU PRIMÁRIO Refletir a luz da literatura estudada, qual o papel e importância do enfermeiro, na conscientização e cuidado a saúde da mulher dentro e fora das UBS. 2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS OU SECUNDÁRIOS Apresentar as principais funções e cuidados que os enfermeiros devem ter na conscientização da saúde da mulher; Discutir a efetividade dos programas existente relacionados à saúde feminina; Buscar maneiras eficientes de trabalho dentro das UBS para atingir um maior público nos programas de saúde a mulher. 3 JUSTIFICATIVA Falar do papel dos profissionais da enfermagem na saúde da mulher ao longo do tempo e principalmente na atualidade faz-se necessário, por ser o enfermeiro um profissional mais próximo dos pacientes que buscam os serviços de saúde, sendo a UBS a porta de entrada destes serviços, quando relacionados ao sistema único de saúde (SUS). A mulher, apesar de ser a responsável pelos cuidados da maioria da parcela da sociedade, muitas vezes, negligencia sua própria saúde e, esta questão está ligada a vários fatores como a pobreza, falta de conhecimento dos serviços ofertados e como usá-los, vergonha de exposição aos profissionais de saúde, bem como acumulo de funções dentro e fora de casa. Assim, buscar conhecer e reconhecer os estudos já publicados sobre a atuação do enfermeiro junto à mulher é de grande relevância para que se possa reconhecer as lacunas existentes no meio científico e produzir novos conhecimentos. A enfermagem no âmbito da saúde da mulher é um tema que precisa ser estudado para conhecer a relação entre o profissional de saúde e a cliente. Os problemas devem ser abrangidos de forma integral e não em partes fragmentadas. Para um atendimento de qualidade a enfermagem deve compartilhar a sabedoria e reconhecer os direitos, visando assim um atendimento humanizado. 4 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA A saúde da mulher ganhou maior visibilidade a partir de 2004, onde a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher (PNAISM) foi criada com o intuito de melhorar a qualidade das ações já propostas pelo PAISM, considerando a ampliação da prevenção e da promoção da saúde (Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, 2011). Seguindo esta mesma linha de pensamento o UNA-SUS afirma que desde este mesmo ano (2004), o país tem promovido espaço de bem estar, direito a vida e a saúde de todas as mulheres, ampliando o acesso a todos os serviços de saúde e em todas as fases da vida combatendo as desigualdades de gênero e raça, alcançando assim uma melhora na qualidade de vida deste público populacional. Desta forma, a saúde da mulher em todos os seus aspectos devem ser observados, catalogados, triados e acolhidos pela equipe de saúde, criando um sistema que promova, acolha e trata a saúde feminina, alcançando de maneira abrangente e igualitária as mulheres inseridas nas comunidades distantes e invisibilizadas pela pobreza, falta de acesso, transporte, pelas zonas rurais assim como a branca, preta, a índia, imigrantes, as lésbicas e as presidiárias (UFMA e BRASIL, 2013). Dentro desse novo cenário, em que a mulher passa a ser vista em sua totalidade e não apenas como alguém capaz de gerar, os profissionais de enfermagem ampliam sua responsabilidade com a saúde feminina, promovendo ações de prevenção a doenças e outros processos biológicos, como a educação, o planejamento e a denúncia de violências e descaso com a saúde feminina. Os enfermeiros das UBS principalmente, por estarem em contato mais próximos com as pacientes das comunidades, devem ajudar a combater a vulnerabilidade feminina e promover políticas e estratégias de saúde, incentivando e estimulando as mulheres de sua comunidade a procurarem seus direitos por meio de práticas educativas e rodas de conversa, temas relacionados à saúde da mulher, retirando dúvidas e formando grupos de apoio nas diversas faixas etárias para que desde a juventude as mulheres sejam encorajadas a se cuidarem, conhecerem seu corpo, entender asmudanças que ocorre e assumir o protagonismo de sua própria vida. As ações educativas em saúde capacitam as mulheres à construção de novos conhecimentos e saberes, que refletirão em ações preventivas ou de promoção de saúde (Costa, 2020). O empoderamento feminino é um dos pilares que alicerçam a promoção da saúde; ele torna a mulher responsável por si e fornece autonomia sobre sua saúde (Phillips, 2019), devendo-se desenvolver dentro das UBS estratégias de busca ativa, para que as mulheres participem de atividades de promoção da saúde, realizando-se ações específicas dentro de cada realidade. Sabemos que apesar de todo o esforço empreendido pela equipe de enfermagem, ainda existem necessidades estruturais como a falta de alguns insumos e materiais, e instrumentos educativos para atividades de educação em saúde, e isso é um problema de destaque, uma vez que a presença desses elementos pode ajudar a aumentar a adesão dessas mulheres e melhorar o trabalho desempenhado pelo enfermeiro. Além das pontuações acima feitas é essencial que a enfermagem esteja atenta às principais doenças que afetam as mulheres e os seus ciclos biológicos, pois, estas são alvos constantes no dia a dia das UBS e da rotina feminina, sendo elas a reprodutividade, as Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), os cânceres e o climatério, que são fatores que perpassam a vida de milhares de brasileiras (GERK e BARROS, 2005), e para além do cuidado fisiológico deve-se atentar também aos sinais da existência da violência sexual, física e psicológica que tem crescido a cada dia trazendo uma preocupação aos órgãos públicos a ponto de tornar o feminicídio um problema de saúde pública e demanda o controle sobre a saúde e o bem-estar das mulheres. No que se refere à saúde reprodutiva e o planejamento familiar são tópicos fundamentais para o protagonismo e o respeito à saúde da mulher, pois é essencial que as mulheres principalmente as adolescentes, tenham ciência sobre as transformações do seu corpo, como devem se precaver no planejamento, tratamento e cuidado da fecundidade, controle de filhos, se prepararem para a entrada da vida sexual como também se proteger de ISTs. Esse público juvenil muitas vezes sofre por falta de informação e isso acarreta muitos problemas decorridos de gravidez indesejada, transmissão de ISTs, cabendo a equipe de saúde da família, buscar formas de acesso a esse público por meio de palestras em escolas, encontros de jovens e criação de grupos dentro das comunidades. Ainda no que se refere à saúde reprodutiva e o planejamento familiar, foram criadas ações de regulação da fecundidade que garanta direitos iguais de constituição, limitação ou aumento da prole pela mulher, pelo homem ou pelo casal, essas ações são protegidas pela Lei nº 9.263/1996, que também cuida dos direitos às mulheres lésbicas e bissexuais, pois estas mulheres também desejam serem mães e esse desejo é assegurado as mesmas ofertando ações de reprodução assistida, inseminação artificial e a fertilização in vitro disponibilizadas pelo Ministério da Saúde. Nesta questão, é papel do enfermeiro passar informações claras e educativas sobre os métodos contraceptivos, os cuidados preventivos, e demais informações sobre os direitos da mulher durante o processo gestacional, escutar e acolher as demandas, dando opções de escolhas para que a paciente tenha autonomia e segurança na tomada de suas decisões, ressaltando que o profissional deve levar em consideração a necessidade da paciente individualmente, além de na gestão construir o perfil em referência à saúde da comunidade, promovendo uma assistência que inclua o empoderamento, a educação, a qualidade de vida, os tratamentos e principalmente o verdadeiro acesso ao Sistema Único de Saúde (DURAND e HEIDEMANN, 2009; BRASIL, 2016). Para facilitar o serviço da enfermagem foram criados métodos de sistematização que garantem a confiança e a segurança das práticas aplicadas pelos profissionais, além de facilitar o serviço e agilize as informações importantes para a realização do trabalho, neste sentido é necessário que a equipe de enfermagem colete dados, identifique as situações/problemas, e aplique o plano de assistência a qual ele é responsável. Essas ações sistematizadas comumente conhecidas como SAE (Sistematização da Assistência de Enfermagem) é feita em todos os trabalhos da enfermagem, pois garante a individualização, a criação de vínculos e ajudar a traçar um plano de cuidado contextualizado. Mas deve-se ficar claro que o trabalho do enfermeiro perpassa as questões da tecnicidade para alcançar a humanização e a criação de vínculo para um melhor atendimento às mulheres (MARINELLI, SILVA e SILVA, 2016). Corrobando com tais pensamentos, Coelho (2009), afirma que a qualidade da assistência ofertada pelo enfermeiro diz respeito às transformações humanistas do cuidar com acolhimento e de forma biomédica, dando autonomia aos profissionais para criar espaços de debate sobre a saúde da mulher no seu ambiente de trabalho, realizando campanhas educacionais, consultas, exames, espaço de diálogo e acolhimento, buscando maneiras efetivas de alcançar lugares antes invisibilizados como a saúde da indígena, da prisioneira e da mulher lésbica. 5 METODOLOGIA Trata-se de uma revisão bibliográfica, objetivando identificar o que tem sido produzido e avaliar, detalhadamente, a produção científica a respeito do tema escolhido neste trabalho. Foram utilizadas as bases SciELO, Google Acadêmico, portais do Governo como fonte de pesquisa por se tratar de grandes veículos de publicações da Biblioteca Virtual de Saúde (BVS). A coleta de dados foi realizada entre fevereiro e março de 2025, no intuito de identificar as publicações no âmbito da saúde da mulher e verificar o conteúdo da produção científica. Foram utilizados como descritores os termos Saúde da Mulher e Enfermagem. Incluíram-se artigos nacionais e ingleses, publicados entre 2000 e 2024, disponibilizados na íntegra, sendo excluídos aqueles que se repetiam entre as bases pesquisadas, as que não se relacionavam ao campo de abordagem. Os trabalhos foram selecionados pela publicação que abordasse a relação da enfermagem no âmbito da saúde da mulher. Posteriormente, foi realizada a leitura analítica dos artigos na intenção de sumarizar e organizar as informações encontradas, e analisadas as informações que serviram de base para a construção deste trabalho. 6 CRONOGRAMA DE DESENVOLVIMENTO ATIVIDADES JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ Escolha do tema. Definição do problema de pesquisa X Definição dos objetivos, justificativa. X Pesquisa bibliográfica e elaboração da fundamentação teórica. X X X Definição da metodologia. X Revisão das referências para elaboração do TCC. X X X Elaboração da Introdução X X Revisão e reestruturação da Introdução e elaboração do Desenvolvimento X X X Revisão e reestruturação do Desenvolvimento X X X Elaboração da Conclusão X Reestruturação e revisão de todo o texto. Verificação das referências utilizadas. X Elaboração de todos os elementos pré e pós-textuais. X X Entrega do TCC-Artigo X Defesa do TCC-Artigo X Fonte: O Autor (2025). REFERÊNCIAS BRASIL. Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986. Dispõe sobre a regulamentação do exercício da enfermagem. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, ano 124, n. 119, p. 9273-9275, 26 jun. 1986. _____ Decreto No. 94.406, de 8 de junho de 1987. Regulamenta a Lei No. 7.498, de 25 de junho de 1986, que dispõe sobre o exercício da enfermagem, e dá outras providências. Diário Oficial da União. 9 jun 1987;Seç. 1:8853. _______. Lei 9.263 de 12 de janeiro de 1996. Regula o § 7º do art. 226 da Constituição Federal,que trata do planejamento familiar, estabelece penalidades e dá outras providências. Brasília, 1996. Disponível em Acesso em: mar. 2025 BRASIL. Universidade Federal do Maranhão. UNASUS/UFMA Saúde da mulher - São Luís, 2013 COELHO, Edméia de Almeida Cardoso et al. Integralidade do cuidado à saúde da mulher: limites da prática profissional. Escola Anna Nery, v. 13, p. 154-160, 2009. COSTA AFA, GOMES AMF, FERNANDES AFC, SILVA LMS, BARBOSA LP, AQUINO PS. Professional skills for health promotion in caring for tuberculosis patients. Rev Bras Enferm. 2020;73(2):e20180943. http://doi.org/10.1590/0034-7167-2018-0943 DURAND, Michelle Kuntz; HEIDEMANN, Ivonete Teresinha Schülter Buss. Promoção da autonomia da mulher na consulta de enfermagem em saúde da família.Revista da Escola de Enfermagem da USP, v. 47, n. 2, p. 288-295, 2013. GERK, Maria Auxiliadora de Souza; BARROS, Sônia Maria Oliveira de. Intervenções de enfermagem para os diagnósticos de enfermagem mais frequentes em dois serviços públicos de assistência à saúde da mulher. Acta Paulista de Enfermagem, v. 18, p. 260-268, 2005. IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Estatística de Gênero - Indicadores sócias das mulheres no Brasil. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/estatisticas/multidominio/genero/20163-estatisticas-de-genero-indicadores-sociais-das-mulheres-no-brasil.html. Acesso mar. 2025 MARINELLI, Natália Pereira; SILVA, Allynne Rosane Almeida; SILVA, Déborah Nayane Oliveira. Sistematização da assistência de enfermagem: desafios para a implantação.Revista Enfermagem Contemporânea, v. 4, n. 2, 2016. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher: princípios e diretrizes. Brasília (DF): Ministério da Saúde; 2011. PHILLIPS A. Effective approaches to health promotion in nursing practice. Nurs Stand. 2019;22;34(4):43-50. https://doi.org/10.7748/ns.2019. e11312. Acesso em: mar. 2025 Público Público Público