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PATOLOGIA EPITELIAL 
Profa Ana Lúcia Rangel 
Curso de odontologia 
Tecido epitelial 
FUNÇÕES DA PELE: 
• Mantém integridade do corpo; 
• Protege dos estímulos injuriosos; 
• Absorve e excreta líquidos; 
• Regula temperatura; 
• Impermeável; 
• Absorve luz ultravioleta; 
• Metaboliza vitamina D; 
• Detecta estímulos sensoriais; 
• Função estética; 
• Atua como barreira contra 
microrganismos. 
Tecido epitelial 
Patologia Epitelial 
Papiloma 
Verruga vulgar 
Condiloma acuminado 
Mácula melanótica oral 
Nevo melanocítico adquirido 
Estomatite nicotínica 
Leucoplasia 
Eritroplasia 
Queilite actínica 
Melanoma 
CEC 
Papiloma 
n neoplasia benigna de origem epitelial 
n  etiologia: Papiloma Vírus Humano 
(HPV 6 e 11) ? 
Papiloma 
Características Clínicas: 
n  lesão exofítica de superfície irregular ou 
verrucosa; 
n  aspecto de couve–flor; 
n  pequenas e assintomáticas; 
n  isoladas ou na forma de múltiplas 
lesões; 
n  palato duro, mole, língua e lábio. 
Papiloma 
Histopatologia: 
n  proliferação do epitélio; 
n  múltiplas projeções papilares; 
n  tecido conjuntivo bem vascularizado. 
Papiloma 
Tratamento e Prognóstico: 
n  remoção cirúrgica 
n  recidivas raras 
Papiloma 
Verruga vulgar 
n Hiperplasia de epitélio estratificado 
escamoso focal 
n  etiologia: Papiloma Vírus Humano 
(HPV 2, 4, 40) 
Características Clínicas: 
n  lesão exofítica de superfície irregular ou 
verrucosa; 
n  Pode se espalhar – auto-inoculação 
n  aspecto de couve–flor; 
n  pequenas e assintomáticas; 
n  isoladas ou na forma de múltiplas lesões; 
n  Crianças; 
n  incomum na boca, extremamente comum na 
PELE (mãos) 
Verruga vulgar 
Verruga vulgar 
Comum nas mãos! 
Histopatologia: 
n  Papilomatose da derme; 
n  Coilocitose (espaços claros perinucleares, 
em ME zonas pobres em organelas) . 
Verruga vulgar 
Condiloma acuminado 
n  Verruga venérea; 
n  DST; 
n  Proliferação do epitélio escamoso estratificado 
induzida por vírus (HPV 6, 11, 16, 18); 
n  Transmissão por contato sexual; 
n  Região ano-genital; 
n  Boca: Mucosa labial, palato mole, freio de 
língua. 
Condiloma acuminado 
Características Clínicas: semelhante à verruga e 
ao papiloma 
n  Adolescentes e adultos jovens; 
n  Aspecto de couve–flor, verrucoso; 
n  Tendem a ser maiores que os papilomas; 
n  Múltiplos e aglutinados. 
Condiloma acuminado 
Potencial maligno: HPV-16 e 18 
Condiloma acuminado 
Histopatologia: semelhante à verruga vulgar 
n  Papilomatose da derme; 
n  Coilocitose. 
Mácula melanótica oral (melanose focal) 
• Etiologia: aumento focal na deposição de melanina e 
possivelmente aumento concomitante no número de melanócitos; 
•  Causa desconhecida; 
 
• Clínico: adultos; + em M (2:1); vermelhão labial (35%), mucosa 
jugal, gengiva e palato; lesão macular solitária (17% múltiplas), bem-
demarcada, castanho/marrom, assintomática, arredondada ou 
oval; transformação maligna 
Nevo intradérmico 
Nevo melanocítico 
Leucoplasia 
Definição: OMS - “mancha ou placa branca não removível e que 
 não pode ser caracterizada clínica ou patologicamente como 
 outra doença”; diagnóstico por exclusão; 
 
Incidência e prevalência: lesão pré-maligna (embora somente 5 
 a 25% dos casos exibam alterações displásicas ou CEC); 
 potencial de transformação maligna de 4%; lesão pré-maligna 
 oral + comum (85%); 70% em H; adultos; 8% dos H acima 
 de 70 anos são afetados; 
 
Etiologia: TABACO (+ de 80% dos portadores de leucoplasia são 
 fumantes), ÁLCOOL, RADIAÇÃO UV, MICRORGANISMOS 
 (leucoplasia por Candida ou candidose hiperplásica; HPV 16 
 e 18), TRAUMA (estomatite nicotínica; queratose friccional) 
É a mais freqüente lesão 
cancerizável da boca! 
Clínico: 70% encontradas no vermelhão labial, mucosa jugal e 
 gengiva; lesões na língua, vermelhão e assoalho representam 
 90% das que mostram displasia ou carcinoma 
 
Tipos: - FINA ou BRANDA; 
 - ESPESSA ou HOMOGÊNEA; 
 - GRANULAR ou NODULAR, VERRUCOSA; 
 
Leucoplasia verrucosa proliferativa: progressão gradativa até 
 leucoplasia verrucosa; tende a se espalhar; M 4:1; 
 resistente ao tratamento, recidivante; semelhante ao 
 carcinoma verrucoso, mas evolui para CEC; 
 
Eritroleucoplasia ou Leucoplasia mosqueada: mescla de 
 áreas leucoplásicas e eritroplásicas; mais susceptível à 
 transformação maligna 
Leucoplasia 
> Grau 
de displasia 
HP: hiperqueratose (orto ou para), acantose; células inflamatórias 
 crônicas no TC subjacente; tipos verrucosos têm projeções 
 papilares ou puntiformes; displasia leve, moderada ou 
 severa; carcinoma in situ e mais raramente CEC; 
 
Tratamento: biópsia é fundamental para definir o diagnóstico e o 
 tratamento; várias biópsias da mesma lesão; cessação do 
 agente causal; 
 - sem displasia ou displasia leve: remoção ou não; 
 - displasia moderada e grave - remoção cirúrgica; 
 - recidiva e transformação maligna (fatores 
 importantes: M, não-fumantes, assoalho de boca e ventre de 
língua); 
 - quimioprevenção: isotretinoína (forma de vitamina A) e 
 β-caroteno 
Leucoplasia 
Leucoplasia 
Grau de displasia 
Leucoplasia homogênea 
Leucoplasia verrucosa 
Leucoplasia nodular 
Eritroleucoplasia 
Leucoplasia verrucosa 
proliferativa 
Prova 2004 
Eritroplasia (Eritroplasia de Queyrat) 
Etiologia: definição semelhante à da leucoplasia; descrita por 
 Queyrat (Ca in situ no pênis); lesão oral é clínica e HPmente 
 semelhante à genital; causa desconhecida; leucoplasias são 
 80 a 100 vezes mais comuns; potencial de malignização da 
 eritroplasia é muito maior; 
 
Clínico: idosos; assoalho, língua, palato mole; máculas eritematosas 
 bem definidas, assintomáticas (DD com candidose, mucosite e 
 lesões vasculares); 
 
HP: 90% das eritroplasias são displasias graves, Ca in situ ou CEC; 
 atrofia epitelial e infiltrado inflamatório crônico; 
 
Tratamento: biópsia é fundamental para definir o diagnóstico e o 
 tratamento; recorrência + comum que nas leucoplasias; 
 acompanhamento 
Estomatite nicotínica (“Palato de fumante”) 
Etiologia: resposta ao calor e não aos químicos do tabaco; não é 
 considerada pré-maligna; + associada à cachimbo; alguns 
 grupos étnicos (América do Sul e Sudeste Asiático) - hábito 
 de fumar invertido - lesões pré-malignas 
 
Clínico: adultos; + em H; mucosa esbranquiçada com pontos 
 avermelhados (orifícios inflamados das glândulas salivares); 
 superfície corrugada; dentes usualmentepigmentados; 
 
HP: hiperqueratose e acantose; inflamação crônica branda; 
 metaplasia escamosa ductal; 
 
Tratamento: reversível após 1 a 2 semanas da parada do hábito 
Estomatite nicotínica (“Palato de fumante”) 
Queilite actínica 
Etiologia: alteração pré-maligna difusa do vermelhão labial 
 causada por exposição excessiva à radiação UV solar; 
 
Clínico: adultos de pele clara; H 10:1; áreas atróficas, 
 eritematosas e hipertróficas no vermelhão do lábio (inferior); 
 apagamento do limite pele/vermelhão; descamação 
 labial; estrias transversais na pele labial; ulcerações 
 sugerem progressão para CEC; 
 
HP: atrofia epitelial, hiperqueratose; graus variados de displasia; 
 infiltrado crônico leve; elastose no TC; 
 
Tratamento: uso de protetores solares labiais; biópsia para 
 confirmar alterações; acompanhamento clínico; CEC 
 desenvolve-se em 6 a 10% dos casos 
Queilite actínica 
Características histopatológicas: 
- Ulceração; 
- Graus variados de displasia epitelial 
-  Epitélio atrófico 
-  Elastose solar 
Melanoma 
Etiologia: origem a partir de melanócitos normais ou de lesão 
 melanocítica benigna; radiação UV (aguda); história familiar; 5% 
 das malignidades cutâneas; 32.000 casos/ano (EUA) 
 
Clínico: membros (40%), cabeça e pescoço (25%), tronco; adultos 
 brancos; crescimento radial e vertical; critérios ABCDE 
 
Tipos: - lentiginoso (5%; face; mácula difusa de cor variável, expansão 
radial), 
 - superficial disseminante (+ comum, 70%; área inter-escapular - 
H, pernas - M; mácula de cor variável), 
 - nodular (15%; 1/3 cabeça e pescoço; lesão nodular elevada 
fortemente pigmentada), crescimento vertical 
 - lentiginoso acral (forma + comum em negros e na boca; palmas 
das mãos e solas dos pés, leito ungueal e mucosas; mácula fortemente 
pigmentada) 
Intra-oral: 1:2.000.000; 6mm 
Melanoma 
•  Raro: E.U.A. 1/1.000.000 ano 
•  1,24 mm 
 
RXT não tem impacto significativo para o paciente 
 
Quimioterapia e imunoterapia 
 
Prognóstico: 
 
Estágio I: Melanomas cutâneos removidos antes do desenvolvimento de metástases 
5 anos: 89% e 10 anos: 81% 
 
Estágio II: Melanomas que metastatizaram para linfonodos na época do diagnóstico 5 
anos 61% e 10 anos 47% 
 
Estágio III: Doença disseminada na época do diagnóstico: tumor é virtualmente fatal 
Tratamento: 
Prognóstico para o melanoma oral é sombrio 
 
Menos de 20% dos pacientes tem sobrevida de cinco anos ou mais 
 
Geralmente os pacientes morrem mais por metástases a distância do que 
por falta de controle local 
 
Tratamento de escolha é excisão cirúrgica radical sendo a 
 Hemimaxilectomia comum para invasão maxilar 
Melanoma 
Discussão de casos: 
Lesões pigmentadas 
Pigmentação melânica 
Hemangioma 
Variz 
Pigmentação por amálgama 
Estomatologia/UNIOESTE 
Estomatologia/UNIOESTE 
Estomatologia/UNIOESTE 
Nevo composto 
Mácula melanótica oral