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1 A.OBJECTIVOS DA PRÁTICA -Estudar a conformação dos acidentes ósseos do úmero nas distintas espécies domésticas, considerando o seu significado funcional. B.MATERIAL ANATÓMICO -Úmeros de diferentes espécies domésticas. C.DESENVOLVIMENTO DA PRÁTICA ESQUELETO DO BRAÇO O esqueleto do braço está constituído por um único osso, o úmero. ÚMERO É um osso longo típico que apresenta duas extremidades articulares (epífises) e uma parte central ou corpo. Figura 3.1- Úmero esquerdo de cavalo. PRÁTICA 3- OSTEOLOGIA: ESQUELETO DO BRAÇO: ÚMERO Práticas de Embriologia e Anatomia I 2 Cabeça do úmero Superfície semi-esférica que se articula com a cavidade glenóide da escápula. É de localização caudal. Colo do úmero É o estreitamento localizado entre a cabeça e o corpo. Tubérculo maior Trata-se de um relevo lateral que apresenta as porções cranial e caudal. Nele se inserem os ms. supraespinhoso e infraespinhoso. Tubérculo menor É medial e apresenta também porção cranial e caudal. Recebe a inserção dos ms. supraespinhoso e subescapular. Sulco intertubercular Encontra-se entre o tubérculo maior e o tubérculo menor. Serve de superfície de deslizamento do tendão de origem do ms. bíceps braquial. No cavalo apresenta um tubérculo intermédio. Rugosidade para o ms. infraespinhoso Localizada lateralmente para a inserção do m. infraespinhoso. Tuberosidade do redondo menor É uma pequena saliência para a inserção deste músculo, localizado lateralmente, nas proximidades da linha tricipital. Linha tricipital Estende-se desde a cabeça até à tuberosidade deltóide. Dá origem à cabeça lateral do ms. tríceps. Corpo do úmero É cilíndrico e apresenta as faces lateral, medial, cranial e caudal. -Tuberosidade deltóide: localizada na face lateral. Inserção do m. deltóide. -Tuberosidade do redondo maior: localizada na face medial. Inserção do ms. redondo maior e grande dorsal. -Crista umeral: desce desde a tuberosidade deltóide até à extremidade distal. Inserção do m. braquiocefálico, e dos ms. peitorais descendentes e transverso. -Sulco do ms. braquial: superfície de trajecto oblíquo que, desde o colo do úmero percorre as faces caudal, lateral e cranial do corpo umeral. Marca o trajecto do m. braquial. Côndilo do úmero É o extremo distal do úmero. Apresenta os seguintes detalhes anatómicos. -Tróclea do úmero: superfície semicilíndrica do côndilo para articular-se com a ulna e rádio. -Fossa do olecrânio: profunda depressão na face caudal do côndilo para articular-se com o processo ancóneo da ulna. Práticas de Embriologia e Anatomia I 3 -Fossa radial: localiza-se cranialmente sobre a tróclea, para alojar a cabeça do rádio quando o cotovelo está flectido. Epicondilo lateral Localiza-se lateralmente ao côndilo. Proximalmente a ele discorre a crista supracondilar lateral. É ponto de origem dos ms. extensores do carpo e dedos. Epicondilo medial Localizado medialmente ao côndilo. Dá origem aos ms. flexores do carpo e dedos. ANATOMIA COMPARADA DO ÚMERO CAVALO -Destaca-se a presença do tubérculo intermédio entre os tubérculos maior e menor, pelo que o sulco intertubercular é duplo. -A tuberosidade deltóide é muito pronunciada. Figura 3.2- Úmero de vaca, cão e gato RUMINANTES -O tubérculo maior alcança um grande desenvolvimento, com a sua parte cranial muito alta, pontiaguda e encurvada sobre o sulco intertubercular. -A rugosidade do m. infraespinhoso é marcada e circular. Práticas de Embriologia e Anatomia I 4 CARNÍVOROS - O tubérculo maior e o tubérculo menor são pequenos e indivisos; - A tuberosidade deltóide está pouco marcada; - O côndilo apresenta além da tróclea, um capitulum localizado lateralmente; - Orifício supratroclear: presente no cão comunicando as fossas radial e do olecrânio; - Orifício supracondilar: presente no epicôndilo medial do gato.