Prévia do material em texto
1 A.OBJECTIVOS DA PRÁTICA - Conhecer os ossos que conformam as regiões do membro torácico; - Conhecer a organização da cintura do membro torácico nas espécies domésticas; - Identificar os acidentes ósseos que apresenta a escápula nas distintas espécies domésticas, considerando o seu significado funcional. B.MATERIAL ANATÓMICO -Esqueletos de diferentes animais domésticos; -Escápulas de distintas espécies domésticas. C.DESENVOLVIMENTO DA PRÁTICA REGIÕES DO MEMBRO TORÁCICO O membro torácico desempenha nos mamíferos domésticos uma função de sustentação do corpo na estática e na locomoção. O esqueleto do membro torácico compreende uma série de ossos em cada uma das regiões do membro, que se apresenta na figura 2.1. Figura 2.1.- Regiões do membro torácico (em itálico), para as quais se indicam os ossos que integram cada uma delas (em maiúsculas). CINTURA DO MEMBRO TORÁCICO A cintura do membro torácico estabelece o vínculo entre os membros torácicos e a coluna vertebral. Embora originalmente esteja constituído por três ossos (escápula, clavícula e coracóide), nos mamíferos domésticos reduz-se a uma peça óssea, a escápula, desaparecendo PRÁTICA 2- OSTEOLOGIA: ESQUELETO APENDICULAR DO MEMBRO TORÁCICO. CINTURA DO MEMBRO TORÁCICO. ESCÁPULA Práticas de Embriologia e Anatomia I 2 a clavícula (excepto no gato e no coelho). Ficam como rudimentos a intersecção clavicular no m. braquiocefálico e a apófise coracóide (integrada na escápula). ESCÁPULA A escápula é um osso plano, de forma triangular que contacta com a parede costal, e une-se ao esqueleto axial mediante músculos. Neste osso distinguem-se duas faces, três bordos e três ângulos. Face lateral - Espinha da escápula: estende-se dorsoventralmente por esta face. Recebe as inserções dos m. trapézio (porção cervical e torácica), e nela origina-se o m. deltóide e m. omotransverso. -Tuberosidade da espinha: engrossamento central da espinha presente no cavalo e porco. -Acrómio: extremo distal proeminente da espinha, que aparece em ruminantes e carnívoros. -Fossa supraespinhosa: estende-se cranialmente à espinha. Está ocupada pelo m.supraespinhoso. -Fossa infraespinhosa: caudalmente à espinha. Está ocupada pelo m. infraespinhoso. Figura 2.2.- Escápula de cavalo. Face costal (medial) - Face dentada: superfície constituída por duas áreas rugosas triangulares para a origem dos ms. serrados ventrais. -Fossa subescapular: origem do m. subescapular. Práticas de Embriologia e Anatomia I 3 Bordo dorsal Nele fixa-se a cartilagem escapular (inserção do m. rombóide). Bordo cranial Ventralmente apresenta uma incisura escapular. Bordo caudal Origem da cabeça longa do m. tríceps braquial e do m. redondo menor. Ângulo cranial Ángulo caudal Origem do m. redondo maior. Ângulo ventral Nele encontram-se os seguintes elementos: Cavidade glenóide: é a superfície articular que se adapta à cabeça do úmero e que apresenta uma incisura glenóide no cavalo. Tubérculo supraglenóide: localiza-se cranialmente à cavidade glenóide e constitui a origem do m. bíceps braquial. Termina numa saliência aguda, dirigida medialmente, a apófise coracóide, na qual se origina o m. coracobraquial. Colo da escápula: separa o ângulo ventral do resto da escápula. Figura 2.3- Escápula de vaca e cão (face lateral). Práticas de Embriologia e Anatomia I 4 ANATOMIA COMPARADA DA ESCÁPULA CAVALO - A tuberosidade da espinha é larga e rugosa. - Não apresenta acrómio. - O tubérculo supraglenoide é volumoso e está afastado da superfície articular. RUMINANTES - A fossa supraespinhosa é muito mais estreita que a infraespinhosa. - O acrómio é muito pronunciado. -Não existe incisura glenóide. CARNÍVOROS - A cartílagem escapular é muito pequena ou está ausente. - A espinha carece de tuberosidade e apresenta um acrómio muito proeminente. - As fossas supraespinhosa e infraespinhosa são quase iguais. - A apófise coracóide é pouco saliente. - Apresenta um tubérculo infraglenoide, caudal à cavidade glenóide.