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1 
 
UNIVERSIDADE PAULISTA 
CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM (BACHARELADO) 
 
Fabiana Pamela Lima de Oliveira (UP22108480) 
Janilson Pinheiro Negrão (UP22109398) 
Paula Fonseca Ferreira (UP22118482) 
Raquel keyla Moreira Silva de Lima (UP22107505) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ATUAÇÃO DA ENFERMAGEM NOS CUIDADOS DA CRIANÇA COM 
TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA): UMA REVISÃO 
BIBLIOGRÁFICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
BELÉM-PA 
2025 
2 
ATUAÇÃO DA ENFERMAGEM NOS CUIDADOS DA CRIANÇA COM 
TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA): UMA REVISÃO 
BIBLIOGRÁFICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Pré-projeto apresentado à 
Faculdade de UNIP 
(UNIVERSIDADE PAULISTA), 
como requisito parcial para a 
obtenção do grau em enfermagem. 
Orientadora: Prof.ª Ms Eliana Maria dos 
Santos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
BELÉM-PA 
 2025 
3 
SUMÁRIO 
1. Introdução; ........................................................................................................... 04 
2. Objetivo ................................................................................................................. 05 
2.1 Objetivo Geral ...................................................................................................... 06 
2.2 Objetivos Específicos ........................................................................................... 06 
3. Problemática ......................................................................................................... 07 
4. Justificativa........................................................................................................... 07 
5. Referencial Teórico .............................................................................................. 08 
 6. Metodologia...................................................................................................... 10 
 7 .Cronograma ..................................................................................................... 11 
8. Orçamento ........................................................................................................ 11 
9. REFERÊNCIAS.................................................................................................. 12 
4 
1. INTRODUÇÃO: 
 
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição 
neurodesenvolvimento que afeta a comunicação, interação social e 
comportamento dos indivíduos. O papel da enfermagem no cuidado a pessoas 
com TEA é fundamental para garantir um atendimento humanizado, 
individualizado e inclusivo. Este artigo discute a importância da capacitação 
dos profissionais de enfermagem, estratégias de abordagem adequadas e 
desafios enfrentados na assistência a pacientes autistas. 
O TEA, nomenclatura atribuida por Lorna Wing (1981), era considerado 
antigamente como síndrome de Asperger em alusão ao psiquiatra Hans 
Asperger, apresenta uma ampla variedade de manifestações clínicas, exigindo 
dos profissionais de saúde, especialmente da enfermagem, conhecimento e 
habilidades específicas para um atendimento eficaz. A sensibilidade às 
necessidades individuais desses pacientes é essencial para garantir um 
cuidado de qualidade e minimizar barreiras no acesso à saúde. 
Em alguns pacientes encontram-se : Dificuldade para interagir 
socialmente, como manter o contato visual, identificar expressões faciais e 
compreender gestos comunicativos, expressar as próprias emoções e fazer 
amigos. Dificuldade na comunicação, caracterizado por uso repetitivo da 
linguagem e dificuldade para iniciar e manter um diálogo. 
Ressalta-se a importância de identificar o hiperfoco da criança, o 
hiperfoco é um fenômeno predominante entre pessoas com TEA ou com 
Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), mas não é uma 
característica exclusiva dessas pessoas. O foco em questão pode ser em 
diversos tipos de coisas, em áreas como arte, esportes, botânica, números e 
por aí vai. Geralmente, o hiperfoco é relacionado a algo que transmite algum 
tipo de bem-estar para o indivíduo focado. 
O hiperfoco no autismo lembra uma espécie de “fascínio” ou “fixação” 
sobre um assunto específico e pode impactar as interações sociais e até 
mesmo a saúde da pessoa com TEA. Isso porque esse interesse intenso pode 
contribuir para o isolamento social, principalmente quando se trata, por 
exemplo, de interesses muito específicos, como galáxias ou números. É 
5 
comum vê-las brincando sozinhas, conectadas em um universo que as 
interessa muito. De toda forma, é possível alguma conexão ocorrer por este 
interesse em comum. 
O enfermeiro desempenha um papel crucial no atendimento a indivíduos 
com TEA, oferecendo suporte tanto ao paciente quanto à família. Dentre as 
principais funções da enfermagem nesse contexto ANJOS, Maria (2019), 
destacam-se: 
Avaliação Individualizada: Compreender as particularidades de cada 
paciente, como sensibilidades sensoriais, dificuldades de comunicação e níveis 
de interação social; 
Abordagem Humanizada: Utilizar linguagem clara, respeitar o tempo 
do paciente para responder e evitar estímulos excessivos; 
Adaptação do Ambiente: Reduzir ruídos, luzes fortes e elementos que 
possam causar desconforto ao paciente autista; 
Educação em Saúde: Orientar familiares e cuidadores sobre práticas 
que favorecem o desenvolvimento e bem-estar do paciente.; 
Intervenção Multidisciplinar: Trabalhar em conjunto com outros 
profissionais de saúde, como terapeutas ocupacionais, psicólogos e 
fonoaudiólogos. 
 
Diante deste, o trabalho corrobora com diversas áreas através de uma 
revisão bibliográfica de autores, professores e profissionais da saúde com 
intuito de esclarecer e demonstrar algumas metodologias e desafios referentes 
ao cuidado especial e inclusivo de indivíduos com o transtorno do espectro 
autista durante a infância até a fase adulta. 
 
 
 
 
 
 
6 
. 
2. OBJETIVO: 
Descrever através da revisão bibliográfica a atuação da enfermagem no 
diagnóstico, cuidado especial e intervenção no cotidiano do indivíduo 
com o Transtorno do Espectro Autista promovendo o atendimento 
inclusivo através de uma revisão de literatura. 
 
2.1 OBJETIVO ESPECIFICOS: 
 
 Capacitar profissionais da enfermagem com o foco no Transtorno do 
Espectro Autista e suas particularidades de forma contínua. 
 
 Investigar protocolos específicos para atendimento de pacientes TEA’s 
com objetivo de dinamizar o acolhimento dos indivíduos através da revisão 
bibliográfica. 
 
 Promover um ambiente hospitalar mais acolhedor e acessível. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7 
 
3. PROBLEMÁTICA: 
 
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição 
neurodesenvolvimental que impacta a comunicação, a interação social e o 
comportamento da criança. Diante desse cenário, a enfermagem 
desempenha um papel fundamental no cuidado e no acompanhamento 
dessas crianças, proporcionando suporte às famílias e promovendo práticas 
que favoreçam a qualidade de vida. No entanto, observa-se uma lacuna, a 
qual precisa-se revisar na literatura sobre práticas específicas de 
enfermagem distintas para essa população, bem como dificuldades 
enfrentadas pelos profissionais na implementação de cuidados 
individualizados e eficazes. Assim : 
Quais são as principais estratégias utilizadas pela enfermagem 
no cuidado de crianças com TEA e quais desafios esses profissionais 
enfrentam na assistência a essa população? 
 
4. JUSTIFICATIVA: 
 
A relevância deste estudo se dá pela necessidade de qualificação e 
aprimoramento da assistência de enfermagem às crianças com TEA. O 
diagnóstico precoce e a intervenção adequada são essenciais para o 
desenvolvimento da criança e para o apoio às famílias. 
A enfermagem, como profissão central no cuidado à saúde, deve 
estar capacitada para lidar com as especificidades dessa condição, 
compreendendo as necessidadesindividuais das crianças e utilizando 
abordagens baseadas em evidências científicas. Através de uma revisão de 
literatura, pretende-se identificar e sintetizar os principais desafios, 
estratégias e práticas impostas pela enfermagem no cuidado a essa 
população, contribuindo para a melhoria da assistência e para o 
desenvolvimento de novas diretrizes de atuação da respectiva profissão. 
8 
5. REFERENCIAL TEÓRICO: 
5.1 Em producão 
O enfermeiro é um dos profissionais que tem o primeiro contato com a 
criança/ paciente nos serviços de saúde, portanto, durante a anamnese, ele 
pode conhecer o histórico e os aspectos comportamentais da criança. 
 Mota e Mesquita (2022) no diz que o transtorno do espectro autista 
(TEA), popularmente conhecido como autismo, é um distúrbio relacionado ao 
desenvolvimento neurológico e está associado a aspectos genéticos, 
imunológicos e cerebrais, com exteriorização usualmente durante a primeira 
infância. Caracteriza-se pela dificuldade de socialização, de contato visual e 
de demonstração de afeto, além de retardo no desenvolvimento da fala, 
comportamentos repetitivos e estereotipados, interesses limitados, 
inflexibilidade a rotinas e hipersensibilidade a estímulos. 
A criança autista requer maior atenção em seus cuidados. A equipe de 
enfermagem, além de executar seus procedimentos, precisa oferecer 
cuidados especiais para tornar o atendimento mais humanizado e, desse 
modo, pode estabelecer vínculos que facilitarão a comunicação com a 
criança. Ao demonstrar afetividae , a equipe de enfermangem fortalecerá os 
laços, proporcionando um vinculo mais seguro e entre equipe e criança 
ocasionando na melhoria do atendimento ao indivíduo. 
Segundo, Conterno e Marchiorato (2022) a prevalência do TEA, no 
Brasil estima-se uma ocorrência de 25/1000, comparado com os Estados 
Unidos da América, onde tem-se como número 23/1000. No ano de 2000, 
estimava-se uma pessoa com TEA a cada 150, a estimativa mais atual é de 
2018, em que uma a cada 44 pessoas tem o diagnóstico de TEA. 
Considerando o aumento do diagnóstico de pessoas com TEA, o 
governo brasileiro no ano de 2012, criou a Lei Federal nº 12.7645, que 
instituiu a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com TEA, a 
qual garante vários direitos, entre eles o diagnóstico precoce e atendimento 
multiprofissional. 
 
9 
 Ribas e Alves (2020) em “O Cuidado de Enfermagem a criança com 
transtorno do espectro autista: um desafio no cotidiano” Ressalta o fato da 
criança autista ter sua dependência por cuidadores aumentada, pode ser um fator 
estressante para a família. Assim sendo,estima-se que o manejo do profissional 
enfermeiro vise a criança e sua família, capaz de promover uma assistência eficaz, 
evitando o adoecimento desse cuidador. 
 Em contrapartida, este manejo profissional só será alcançado quando as 
dificuldades como falta de conhecimento sobre o transtorno forem supridas. Essas 
dificuldades poderiam ser supridas com o aumento de literaturas, estudos científicos 
que abordem o tema e maior diversidade nos acervos bibliográficos que relatem 
experiências com crianças portadoras de TEA, além da inserção de teorias e 
práticas sobre o manejo da assistência à criança com TEA, durante a 
academia. 
A enfermagem familiar é essencial para a promoção da saúde, prevenção de 
doenças e suporte no cuidado de pacientes dentro do ambiente familiar. Por meio 
da educação em saúde, auxilia na adoção de hábitos saudáveis, Seu papel vai 
além do cuidado físico, pois também considera o contexto emocional e social da 
família, promovendo uma atenção integral e humanizada. Nos cuidados paliativos, 
oferece conforto ao paciente e apoio emocional aos familiares. 
Sendo assim , Bonfim e Arruda (2020) nos contam que é possível 
compreender a família por meio de suas próprias lentes, reconhecendo a sua 
realidade, necessidades, demandas e sofrimento. Ajudá-las na compreensão do 
sofrimento e das mudanças decorridas do adoecimento, de suas forças e 
potencialidades, e na elaboração de estratégias de enfrentamento e de 
reorganização da dinâmica familiar proporciona uma diminuição no sofrimento e 
melhor qualidade de vida. 
Desde o diagnóstico, os pais podem enfrentar desafios emocionais, como 
medo, insegurança e preocupação com o futuro da criança. A necessidade de 
adaptações na rotina, como terapias, acompanhamento médico e suporte 
educacional, pode gerar sobrecarga física e mental, logo é necessário criar e 
propor um ambiente acolhedor, acessível e inclusivo para potencialização da 
dinâmica do tratamento. 
10 
No artigo de MOTA E MARIANE (2022) o enfermeiro tem o papel de ser 
agente de socialização diante da criança autista, juntamente com a família, com o 
papel de educador. Esclarecemos aqui a importância da assistência de 
enfermagem no cuidado e na identificação da criança autista: com diagnóstico 
precoce, tratamento adequado e ajuda de uma equipe multidisciplinar, o paciente 
318 poderá ter uma melhor qualidade de vida e uma recuperação considerável 
dependendo do grau da patologia . 
Os portadores de TEA gozam de todos os direitos inerentes à pessoa 
humana, porém, em 2012, o Governo Federal instituiu a Política Nacional de 
Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, conhecida 
como Lei Berenice Piana (n. 12.764/2012), que determina o direito da pessoa 
autista a um diagnóstico precoce e a tratamentos oferecidos pelo Sistema Único de 
Saúde (SUS), bem como acesso e oportunidade de inserção no mercado de 
trabalho que proporcionem igualdade e equidade para todos . 
O enfermeiro é um dos profissionais que têm o primeiro contato com a 
criança/ paciente nos serviços de saúde, portanto, durante a consulta de 
enfermagem, ele tem a oportunidade de realizar a anamnese e conhecer o histórico 
e os aspectos comportamentais da criança. Além disso, ele pode observar desde 
comportamentos incomuns até sinais precisos de TEA, por meio de componentes 
do método científico, bem como realizar intervenções – psicoeducacionais, de 
reabilitação à sociedade – para promoção de saúde e efetivação dos direitos da 
criança. 
De acordo com o relatório do Centers for Disease Control and Prevention 
(CDC) (2023), 1 em cada 36 crianças aos 8 anos é diagnosticada com Transtorno 
do Espectro Autista (TEA). Com uma prevalência em crescente aumento, o TEA 
representa um desafio significativo para os sistemas de saúde e, 
consequentemente, para os profissionais de enfermagem, que desempenham 
um papel crucial no cuidado desta população. O cuidado do autista é um processo 
prolongado e exigente para a equipe, que deve envolver profissionais desaúde, a 
família e o próprio paciente, visando incentivar uma melhora significativa e 
gradual. Para isso, é crucial que o grupo de profissionais desenvolva 
estratégias de cuidado personalizadas para cada caso, com cada profissional 
desempenhando um papel fundamental nessa evolução (BERG, 2023). 
11 
No contexto do atendimento de saúde, a equipe de enfermagem 
desempenha um papel fundamental na promoção do bem-estar e na 
assistência integral aos pacientes. Entender as nuances específicas do TEA e 
adaptar as práticas de cuidado a essa realidade é essencial para garantir 
uma abordagem eficaz e respeitosa (SILVA, 2023). 
O cuidado sensível é uma abordagem na prestação de cuidados de 
saúde que valoriza as necessidades individuais necessidades individuais de cada 
paciente. Envolve muito além de uma triagem, pois ela é baseada em uma atenção 
empática, respeitosa e personalizada, levando em consideração não apenas a 
questão médica, mas também as emoções, os aspectos sociais e culturais do 
paciente. O cuidado envolve como um todo o paciente em todas suas 
perspectivas, preferências e autonomia, tornando eficaz a comunicaçãoentre o 
paciente e o profissional de saúde, além de trazer uma abordagem colaborativa na 
tomada de decisões sobre o tratamento (SILVA, 2023) 
Ademais, o reconhecimento da diversidade entre os pacientes, levando 
em conta suas diferenças culturais e contextuais, adaptando os cuidados de 
saúde de acordo com as necessidades especificas de cada paciente, 
respeitando limitações, crenças, valores e práticas culturais (FERRAZ, 2023). 
O paciente autista é o principal exemplo de cuidado sensível, pois o 
transtorno de espectro autista é uma condição que afeta o 
desenvolvimento cerebral, manifestando-se em diferentes graus de 
comprometimento em diversas áreas comportamentais e em épocas 
diferentes do desenvolvimento. Cada criança com Transtorno do Espectro 
Autista (TEA) tem sua maneira particular de se expressar, sendo possível observar 
alterações no desenvolvimento da comunicação, interações sociais, padrões 
repetitivos de comportamento, hipersensibilidade ou hiposensibilidade 
sensorial (sons, texturas, cheiros), dificuldade de aprendizagem e flexibilidade 
cognitiva, todos esses sinais são variáveis em intensidades e manifestações, 
necessitando de níveis de suporte diferentes em cada caso aser assistido pela 
equipe (FERRAZ, 2023). 
 
 
12 
Ambientes de cuidado para pacientes com Transtorno do Espectro Autista 
(TEA) devem ser cuidadosamente adaptados e individualizados. A equipe de 
enfermagem deve promover interações sociais eficazes e criar espaços que 
atendam às necessidades específicas dos pacientes, incluindo a utilização de 
elementos visuais e a redução de estímulos sensoriais excessivos. Essas 
adaptações ajudam a diminuir ansiedade e estresse, além de apoiar o 
desenvolvimento e bem-estar do paciente. SABEH, OLIVEIRA E VEIGA (2024) 
HOFZMANN, Rafaela da Rosa (2019) enfatiza que o Autismo é classificado 
no grupo de Transtornos do Espectro Autista (TEA). Com base no DSM 5, sabe-se 
que o diagnóstico é clínico, feito a partir da observação da criança, relato dos 
cuidadores e aplicação de instrumentos específicos. A causa do autismo ainda é 
desconhecida, considerando-se o envolvimento de fatores genéticos, idade 
avançada dos pais, baixo peso ao nascer e exposição fetal ao ácido valpróico. 
Associado ao diagnóstico de TEA, estão as manifestações comportamentais 
acompanhadas de déficits de comunicação e interação social, comportamentos 
repetitivos e estereotipados, havendo assim alterações precoces nas áreas de 
socialização, comunicação e cognição, com variações individuais. Os 
comprometimentos advindos do autismo trazem impactos ao autista e sua família, 
que devem se ajustar às novas demandas e às exigências advindas da condição 
de deficiência da criança, ressalta-se a importância do atendimento especializado 
por enfermeiros dentro do ambiente hospitalar, proporcionando o acolhimento dos 
mesmos. 
Esse processo de adaptação da família pode gerar efeitos estressores, com 
prejuízo às atividades sociais, expondo as famílias a cuidados extensos e por 
longos períodos de dedicação à criança com TEA. Durante o trajeto de adaptação 
dessas famílias, há sentimentos de desânimo, desesperança e cansaço, que 
podem prejudicar a estrutura familiar, fundamental para o progresso da criança 
autista, outro ponto importante no elo de interação e atuação da enfermagem, no 
ambiente familiar. HOFZMANN, Rafaela da Rosa (2019) 
 
 
 
13 
6.METODOLOGIA: 
 Trata-se de revisão integrativa da literatura, que se caracteriza por 
determinar o conhecimento atual sobre um tema em específico, com o objetivo 
de identificar, analisar e sintetizar resultados de estudos independentes que 
abordem o mesmo assunto, podendo contribuir para um melhor cuidado 
prestado. 
 O tema central que orientou a busca foi “ATUAÇÃO DA ENFERMAGEM 
NOS CUIDADOS DA CRIANÇA COM TRANSTORNO DO ESPECTRO 
AUTISTA (TEA): UM BIBLIOGRÁFICA” com a questão norteadora: “Quais são 
as principais estratégias utilizadas pela enfermagem no cuidado de crianças com TEA 
e quais desafios esses profissionais enfrentam na assistência a essa população?”. 
 Adotou-se como critério de inclusão: artigos que estivessem disponíveis 
na íntegra com acesso livre em meio eletrônico para download, em português, 
no período de 2020 a junho de 2024. Os descritores utilizados para a busca 
foram “enfermagem e transtorno do espectro autista”, a pesquisa dos trabalhos 
ocorreu pelo sistema de seleção e busca de artigos na Biblioteca Virtual 
SCIELLO, PUBMED, LILACS, COFEN e REVISTA SAÚDE COLETIVA . 
 Os estudos resultantes da pesquisa foram analisados, com base em título 
e resumo e após a seção lidos na íntegra. As informações foram extraídas dos 
artigos considerando um instrumento próprio, contemplando título do artigo, 
título do periódico, país publicado, banco de dados, ano de publicação, 
objetivos, metodologia, resultados e conclusão. Análise dos resultados foi 
realizada de forma descritiva e apresentada a síntese dos estudos por meio de 
comparações.
14 
7. CRONOGRAMA: 
 
 
8. ORÇAMENTO: 
 
MATERIAIS QUANTIDADE VALORES (R$) 
RESMA DE PAPEL A4 1 29.90 
PRANCHETA 5 25,00 
CANETAS (AZUL) 5 10,00 
ENCADERNAÇÃO 1 7,00 
IMPRESSÃO 2 30,00 
TOTAL 
 
131,90 
ATIVIDADES 
ANO 2025 
 
FEV MAR ABR MAIO JUN 
 
 JUL 
AGO SET OUT NOV DEZ 
 
Revisão 
Bibliográfica 
 
 
X 
 
 
X 
 
 
Estudo e 
proposição 
dos objetivos 
 
 
X 
 
Elaboração 
Pre-Projeto 
 
X X 
 
Qualificação 
Pre-tcc 
 
 
X 
 
Resultados/ 
Discussão 
 
 
X 
 
X 
 
 
 
X 
X X 
Defesa do tcc 
 X 
15 
9. REFERÊNCIAS: 
BRASIL. Senado Federal. Aprova da criação de centros de assistência 
integral ao portador de espectro autista. Agência Senado.Praça dos três 
poderes, Brasília, 2021. Disponível em: 
https://www12.senado.leg.br/noticias/materi as/2021/10/06/aprovado-projeto-que-
cria-centros-de-assistencia-integral-aoportador-de-espectro-autista. 
 
ANJOS, Maria de Fátima Silva dos. Ações de Enfermagem no 
acompanhamento de pacientes com Transtorno de Espectro Autista. 2019. 
TCC (Graduação de Enfermagem). Centro Universitário do Planalto Central 
Apparecido dos Santos, Brasília, 2019. 
 
Wing, L. (1980). Autismo infantil e classe social: Uma questão de 
seleção? British Journal of Psychiatry, 137 , 410–417. 
 
MOTA, MARIANE. Contribuições da enfermagem na assistência à criança 
com transtorno do espectro autista: UMA REVISÃO DA LITERATURA, 
julho/2022 
 
LIMA, MATHEUS. OS OBSTÁCULOS ENFRENTADOS PELOS PAIS NA 
CONVIVÊNCIA COM CRIANÇAS AUTISTAS, 2018 
 
RIBAS,LARA ; ALVES ,MANUELA. O Cuidado de Enfermagem a criança com 
transtorno do espectro autista: um desafio no cotidiano, 2020 
 
COTERNO, JULIA ; Marchiorato, ALEXA . ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM A 
CRIANÇA COM TRANSTORNO DE ESPECTRO AUTISTA: REVISÃO 
INTEGRATIVA, 2022 
 
BONFIM, TASSIA; ARRUDA, BIANCA. Vivências familiares na descoberta do 
Transtorno do Espectro Autista: implicações para a enfermagem familiar: 
UMA REVISÃO DA LITERATURA, 2020 
 
16 
MAGALHÃES, JULIANA; SOUSA, GEOVANA. DIAGNÓSTICOS E 
INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM EM CRIANÇAS COM TRANSTORNO DO 
ESPECTRO AUTISTA: PERSPECTIVA PARA O AUTOCUIDADO. 2022 
 
RODRIGUES, MARIA; QUEIROZ, REBECA. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM 
A PACIENTE COM TRANSTORNO DO ESPECTRO. 2021 
 
BRAZ, AYRANA; CARVALHO, ANNY. Atuação da enfermagem no 
acompanhamento da criança do transtorno autista. 2024 
 
Sabeh, M. E. G., Oliveira , A. C. D. de, & Veiga, A. G. M. (2024). CUIDADO 
SENSÍVEL: ABORDAGEM DA EQUIPE DE ENFERMAGEM EM PACIENTES 
COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA). 2024 
 
FERRAZ, M. O. A.; OLIVEIRA, S. S. et al. Sensibilidade moral na enfermagem e 
interações com o cuidado: revisão integrativa.Revista de Enfermagem UFPE Online. 
v.17 n.1 (2023) DOI: 10.5205/1981-8963.2023.257593. Disponível 
em:https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistaenfermagem. 
 
BERG, Kristen A et al. “Don’t Promise Something You can’t Deliver:” Caregivers’ 
Advice for Improving Services to Adolescents and Young Adults with 
Autism. Hindawi, Autism Research and Treatment, v. 1, n. 13, ed. 1, 2023. DOI 
https://doi.org/10.1155/2023/6597554. Disponível em: 
https://www.hindawi.com/journals/aurt/2023/6597554/. 
 
SILVA, Eloir Marques da. ENFERMAGEM: CIÊNCIA E ESPIRITUALIDADE AO CUIDAR. 
Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, [S. l.], v. 9, n. 9, p. 308–
321, 2023. DOI: 10.51891/rease.v9i9.11143. Disponível 
em:https://periodicorease.pro.br/rease/article/view/11143. 
 
FREITAS, S. M de. .& Ferreira, S.. (2023). CRIANÇA COM O TRANSTORNO DO 
ESPECTRO AUTISTA: A FAMÍLIA NO PROCESSO DIAGNÓSTICO. REVISTAFOCO, 
16(5), e1785 
 
HOFZMANN, Rafaela da Rosa et al. Experiências dos familiares no convívio de 
https://doi.org/10.1155/2023/6597554
https://www.hindawi.com/journals/aurt/2023/6597554/
17 
crianças com o transtorno do espectro autista (TEA). Revista Enfermagem 
UFPA,Pará, v. 10, n.2 (2019). Disponível em: https://doi.org/10.21675/2357-
707X.2019.v10.n2.1671.

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