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CENTRO TÉCNICO BEZERRA DE ARAÚJO CURSO TÉCNICO EM ENFERMAGEM BRENDA FRANÇA DE MELO DANIELA REIS DA CONCEIÇÃO HILLARY DE OLIVEIRA LEÃO MARTINS MARCELLY VITÓRIA DE ALMEIDA OLIVEIRA O PAPEL DA ENFERMAGEM NO ATENDIMENTO A PACIENTES COM TRANSTORNO DO ASPECTO AUTISTA (TEA) TCC ITAGUAÍ/RJ 2024 BRENDA FRANÇA DE MELO, DANIELA REIS DA CONCEIÇÃO HILLARY DE OLIVEIRA LEÃO MARTINS MARCELLY VITÓRIA DE ALMEIDA OLIVEIRA O PAPEL DA ENFERMAGEM NO ATENDIMENTO A PACIENTES COM TRANSTORNO DO ASPECTO AUTISTA (TEA) Trabalho de Conclusão de Curso apresentada como requisito parcial à obtenção do título de Técnico em Enfermagem do Centro Técnico Bezerra de Araújo Orientador: Suelen Cabral Pereira ITAGUAÍ/RJ 2024 TERMO DE APROVAÇÃO O PAPEL DA ENFERMAGEM EM ATENDIMENTO A PACIENTES COM TRANSTORNO DO ASPECTO AUTISTA por BRENDA FRANÇA DE MELO DANIELA REIS DA CONCEIÇÃO HILLARY DE OLIVEIRA LEÃO MARTINS MARCELLY VITÓRIA DE ALMEIDA OLIVEIRA Este Trabalho de Conclusão de Curso foi apresentado em 10 de Dezembro de 2024 como requisito parcial para a obtenção do título de Técnico em Enfermagem. O candidato(a) foi arguido(a) pela Banca Examinadora composta pelos professores abaixo assinados. Após deliberação, a Banca Examinadora considerou o trabalho ___________________. ___________________ Suelen Cabral Pereira Prof.(a) Orientador(a) ___________________ Valéria Klein Cupello Membro titular ___________________ Renata Sacramento Membro titular Dedico este trabalho às famílias de todas as integrantes participantes, que nos têm apoiado por toda nossa trajetória para a realização de um sonho. AGRADECIMENTOS Agradecimentos serenamente aos nossos colegas de classe, que estiveram presentes em nossas jornadas. Aos nossos superiores, que nos orientaram e nos fizeram sentirmos abraçadas com tamanho suporte. Registramos aqui também nossa gratidão à família, pois sem o encorajamento deles, não seríamos capazes de nos provar que venceríamos tal desafio. Agradecemos, diante de tudo, a orientação que nossa professora Suelen Cabral Pereira nos aplicou. Sua assistência, sabedoria e competência nos guiou em todo nosso percurso. Quando alguém diz que é difícil se conectar uma criança com Autismo, eu sorrio e digo: “Você pode ter certeza de que ela se sente do mesmo jeito a respeito de você.” (NOTBOHM, Ellen) SUMÁRIO INTRODUÇÃO........................................................................................................08 2 DESENVOLVIMENTO .........................................................................................09 2.1 DEFINIÇÃO E CARACTERÍSTICAS DO TEA...................................................10 2.2 TIPOS DE TEA..................................................................................................11 3 DIAGNÓSTICO....................................................................................................13 3.1 A RELEVÂNCIA DO RECONHECIMENTO E INTERVENÇÃO PRECOCE DO AUTISMO................................................................................................................14 4 A IMPORTÂNCIA DA ENFERMAGEM PARA O TEA ........................................15 4.1 INTERVENÇÃO PRECOCE DO AUTISMO NA ENFERMAGEM......................16 4.2 ESTRATÉGIAS DA ENFERMAGEM.................................................................17 5 CARTEIRA DIGITAL DE IDENTIFICAÇÃO PARA PESSOAS COM TEA..........18 5.1 SOBRE A ESTILIZAÇÃO DOS CRACHÁS.......................................................19 6.CONSIDERAÇOES FINAIS..................................................................................21 REFERÊNCIAS.......................................................................................................22 08 1.INTRODUÇÃO O presente projeto visa mostrar O Papel da Enfermagem no Atendimento a Pacientes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) quando aplicada de maneira adequada e humanitária pode ser interligada na enfermagem , sendo capaz de contribuir de modo positivo com pacientes que possuem diagnóstico de TEA. Portanto , nosso intuito com estas pesquisas, é mostrar a realidade desse diagnóstico para pacientes e como é sua vivência , pensamentos , costumes e atitudes que os diagnosticados podem apresentar . O diagnóstico pode partir de percepções, sensibilidade sensorial, alterações ao interagir ou comunicar-se socialmente, comportamentos e gestos repetitivos, negação em possíveis condições de mudanças de rotina, falta de interesse no compartilhamento de emoções com outras pessoas, hipersensibilidade a sons ou texturas. Outros sintomas que podem estar incluídos também, são atrasos ou regressões em falas e ações auto lesivas e agressivas. O TEA apresenta desafios não apenas para os diagnosticados, como também para suas famílias e perante sociedade. Muitas mães apresentam esgotamento mental. Nosso intuito é apresentar de modo compreensivo seus sintomas, causas e intervenções. Como justificativa de tal estudo, temos a necessidade de trazer ampliação ao conhecimento sobre o Transtorno, para que assim possamos alertar demais pessoas que estão em busca de mais fontes informativas. Compreender sobre o assunto e como intervir os avanços em seus sintomas se torna crucial para que sejam desenvolvidos meios educacionais, terapêuticos e sociais que possam englobar ainda mais esta causa. Em questões metodológicas, este trabalho tem como base revisões e pesquisas abrangentes sobre o tema, incluindo sites com conteúdo escrito por profissionais da área da saúde. Pretendemos, por fim, auxiliar e contribuir para o lado acadêmico e alcançarmos soluções amplas para a complexidade que o TEA nos transmite, para que assim os portadores do transtorno possam ter mais visibilidade e respeito perante sociedade. 09 2 DESENVOLVIMENTO O autismo, ou Transtorno de Espectro autista, é um transtorno do neurodesenvolvimento, onde transforma o modo como as pessoas vêem e interagem com o mundo. Seu impacto se direciona às habilidades sociais e comportamentais, trazendo consigo graus de dificuldade que variam de acordo com os níveis do autista (1,2 e 3), sendo o terceiro considerado mais avançado. · Nível 01: Pode demonstrar dificuldades sociais, comportamentos restritivos e repetitivos. Em geral, há boa comunicação, no entanto, podem apresentar dificuldades em criar vínculos. · Nível 02: Demandam mais suporte e apresentam dificuldade na interação social. Evitando contato visual, não fazem demonstração de emoções durante uma conversa. Costumam apresentar incômodo ao deixarem de lado sua rotina e hábitos do dia a dia. · Nível 03: Dificuldades significativas, onde apresentam repetições comportamentais, podendo variar entre o estímulo sensível ou nulo do lado sensorial. Este nível demanda alto suporte e supervisão para habilidades rotineiras. O autismo, é uma deficiência nos sistemas que processam a informação sensorial recebida faz a criança reagir a alguns estímulos de maneira excessiva, enquanto a outros reage debilmente. Seus sinais de alerta costumam surgir nos primeiros meses de vida do indivíduo, embora o diagnóstico possa vir a ocorrer em torno dos dois ou três anos de idade. Sua presença tem aumentado ao decorrer dos anos. 10 2.1 DEFINIÇÃO E CARACTERÍSTICAS DO TEA O Transtorno de Espectro Autista se define como um distúrbio que afeta o desenvolvimento neurológico, onde se prejudica a organização de pensamentos, emoções e ações. Seus sinais de alerta costumam surgir nos primeiros meses de vida do indivíduo, embora o diagnóstico possa vir a ocorrer em torno dos dois ou três anos de idade. Sua presença tem aumentado ao decorrer dos anos, o que demanda cada vez mais atenção de profissionais da saúde,segundo estudos. Seus sinais mais comuns, são: · A apresentação de atraso nas falas · Demonstração de desinteresse em pessoas ou objetos que o cercam. · Dificuldade em organizar palavras e frases, ou fazer a repetição delas. • Seletividade em seu olfato, tato e paladar. · Movimentos repetitivos incomuns. · Obsessão por assuntos considerados excêntricos, também nomeado como hiperfoco. 11 2.2 Tipos de TEA O autismo, ou Transtornos do Espectro Autista (TEA), é um transtorno do desenvolvimento, ou seja, que costuma aparecer logo nos primeiros anos de vida, comprometendo as habilidades comunicacionais e de interação social. O TEA pode ser classificado em três tipos: 1. Síndrome de Asperger É considerada a forma mais leve entre os tipos de autismo e é três vezes mais comum em meninos do que em meninas. Normalmente, quem possui a síndrome conta com uma inteligência bastante superior à média e pode ser chamado também de “autismo de alto funcionamento”. Também é normal que esse autista se torne extremamente obsessivo por um objeto ou um único assunto – e passe horas discutindo e falando sobre o assunto. Se a Síndrome não for diagnosticada na infância, o adulto com Asperger poderá ter mais chances de desenvolver quadros depressivos e de ansiedade. 2.Transtorno Invasivo do Desenvolvimento Essa é uma “fase intermediária”, já que ela é um pouco mais grave que a Síndrome de Asperger, mas não tão forte quanto o Transtorno Autista. Nesse caso, os sintomas são muito variáveis. Porém, de uma maneira geral o paciente apresentará: · quantidade menor de comportamentos repetitivos; · dificuldades com a interação social; · competência linguística inferior à Síndrome de · Asperger mas superior ao Transtorno Autista. 3. Transtorno Autista São aqueles que apresentam sintomas mais graves que os dois outros tipos de autismo. Neste caso, várias capacidades são afetadas de forma mais intensa, como os relacionamentos sociais, a cognição e a linguística. Outro fator bem comum é a presença intensificada dos comportamentos repetitivos. 12 Esse é o tipo “clássico” de autismo e que costuma ser diagnosticado de forma precoce, em geral antes dos 3 anos. Os principais sinais que indicam a condição são: · falta de contato com os olhos; · comportamentos repetitivos como bater ou balançar as mãos; · dificuldades em fazer pedidos usando a linguagem; · desenvolvimento tardio da linguagem. 4. Transtorno Desintegrativo da Infância É considerado o tipo mais grave do espectro autista e o menos comum. Em geral, a criança apresenta um período normal de desenvolvimento, porém a partir dos 2 aos 4 anos de idade, ela passa a perder as habilidades intelectuais, linguísticas e sociais sem conseguir recuperá-las. 13 3 DIAGNÓSTICO Em geral, o diagnóstico do autismo é clínico, ou seja, é realizado por meio da observação direta do comportamento da criança, além de uma entrevista com os pais ou os responsáveis. Normalmente, são os pais que notam os primeiros sintomas que costumam estar presentes logo nos primeiros 3 anos de vida da criança. Porém, em alguns casos, é possível que o diagnóstico seja feito apenas na adolescência ou logo no início das atividades escolares – fase em que a criança pode apresentar dificuldades para fazer amigos e se relacionar com os colegas. Em outras situações, principalmente nos níveis mais leves, o diagnóstico apenas acontece na fase adulta. Nesses casos, é comum que o próprio paciente perceba em si alguns dos sintomas e busque a ajuda de um psiquiatra ou psicólogo. Não existem exames sanguíneos que possam identificar a presença do transtorno. Seu diagnóstico é exclusivamente clínico, feito por avaliações de sinais e coleta de informações e aplicações de testes neuropsicológicos feitos por médicos, psicólogos, neurologistas.Outro fato importante para o diagnóstico são os manuais, chamados de DSM e CID, documentos que apresentam as definições do espectro autista. São eles que determinam o laudo e nível, para que assim possamos reconhecer e entender como poderá ser executado o suporte. 14 3.1 A Relevância do Reconhecimento e Intervenção Precoce do Autismo Citamos anteriormente a relevância do diagnóstico adequado para o TEA. O diagnóstico precoce do autismo otimiza resultados das intervenções. Os primeiros sintomas costumam surgir entre os 12 e 18 meses, no entanto muitas crianças recebem o diagnóstico só mais tarde. Uma vez diagnosticado, o tratamento deve começar o mais rápido possível. Sua intervenção precoce traz melhoria nas habilidades sociais, comunicação e no desenvolvimento. São muitos os sintomas do espectro autista. Em geral eles são observados logo na infância, mas como você viu, por existirem vários tipos e níveis, muitas vezes o problema pode se alastrar até a vida adulta. De forma geral, podemos citar como sintomas: · entre 8 a 10 meses, a criança autista pode apresentar falta de resposta quando for chamada e desinteresse com as pessoas ao redor; · apresentam dificuldades em participar de brincadeiras em grupo, preferindo sempre brincar sozinhas e dificuldades em interpretar expressões faciais e gestos; · crianças com autismo podem não balbuciar e nem aprender a comunicar com gestos; · atraso anormal na fala; · quando começam a falar, os autistas podem ter dificuldades para combinar palavras em frases que façam sentido ou repetir a mesma frase várias vezes; · os comportamentos repetitivos e incomuns são sintomas clássicos, algumas ações que podem estar presentes são: balançar o corpo, bater as mãos, organizar objetos e repetir palavras e sons; · Quando adultos, os autistas podem se tornar obsessivos por determinados temas, como datas, números ou assuntos. Além disso, alguns autistas podem apresentar: acessos de raiva, hiperatividade ou excesso de passividade, necessidade intensa de repetição, baixa capacidade de atenção, movimentos corporais repetitivos, dificuldades para lidar com determinados ruídos, aumento ou diminuição da resposta à dor e falta de empatia. 15 4 .A IMPORTÂNCIA DA ENFERMAGEM PARA O TEA A importância da atuação da enfermagem nos cuidados à pacientes que possuem o TEA tem se tornado cada vez mais complexa,a fim de garantir o bem-estar e qualidade de vida para a criança. A enfermagem por si, não atua somente no suporte, como também à conscientização das famílias e sociedade. É necessário que o(a) enfermeiro(a) tenha conhecimento suficiente para identificar sinais e sintomas característicos do Transtorno do Espectro Autista, facilitando que numa abordagem multiprofissional envolvendo psicólogo e psiquiatra trace precocemente o diagnóstico, pois vai favorecer a eficiência das atividades terapêuticas favorecendo uma melhor qualidade de vida da criança. A enfermagem é relevante para o monitoramento dos sinais do TEA durante as consultas de enfermagem, sendo necessário estimular o interesse e fomentar discussões específicas da temática no meio científico para inserção da criança, assim, uma intervenção especializada com a equipe multidisciplinar o mais precocemente, e há a necessidade deste assunto ser ministrado na graduação, a fim de que sejam produzidos estudos que capacitem os profissionais enfermeiros, proporcionando uma assistência qualificada 16 4.1 Intervenção Precoce do Autismo na Enfermagem O profissional de enfermagem que assiste a criança com TEA. deve possuir habilidades que devem ser adquiridas a partir de cursos de treinamentos e ações com novos métodos de cuidados, tanto na atenção à saúde como na prática clínica Os resultados sugerem a necessidade do estabelecimento de objetivos e critérios mais específicos para cada ponto de atenção, visto que está havendo a sobreposição de atendimentos para algumas pessoas ou até mesmo a falta dele para outras A assistência do(a) Enfermeiro(a) a crianças/adolescentes com transtorno do espectro autista demanda conhecimento para identificação e avaliações, cuidado individual, em grupos, à família/cuidadores e, para tal encontram-se dificuldades quepodem ser suplantadas por meio da inclusão da temática em processos de formação e de educação permanente em saúde. É necessário que o(a) enfermeiro(a) tenha conhecimento suficiente para identificar sinais e sintomas característicos do Transtorno do Espectro Autista, facilitando que numa abordagem multiprofissional envolvendo psicólogo e psiquiatra trace precocemente o diagnóstico, pois vai favorecer a eficiência das atividades terapêuticas favorecendo uma melhor qualidade de vida da criança. 17 4.2 Estratégias da Enfermagem A equipe de enfermagem deve promover interações sociais eficazes e criar espaços que atendam às necessidades específicas dos pacientes, incluindo a utilização de elementos visuais e a redução de estímulos sensoriais excessivos. Essas adaptações ajudam a diminuir ansiedade e estresse, além de apoiar o desenvolvimento e bem-estar do paciente. A enfermagem é relevante para o monitoramento dos sinais do TEA durante as consultas de enfermagem, sendo necessário estimular o interesse e fomentar discussões específicas da temática no meio científico para inserção da criança, assim, uma intervenção especializada com a equipe multidisciplinar o mais precocemente, e há a necessidade deste assunto ser ministrado na graduação, a fim de que sejam produzidos estudos que capacitem os profissionais enfermeiros, proporcionando uma assistência qualificada. As estratégias adaptadas pela enfermagem são essenciais e fundamentais para assegurar um bom atendimento aos portadores de TEA. É necessário que o desempenho do enfermeiro seja respeitoso, pois é ele quem está em contato frequente, ressaltando que o enfermeiro deve ter capacitação para o reconhecimento dos sinais precoces .Diante desse cenário, o enfermeiro recebe a recomendação de estar preparado para a realização de triagens e utilizar instrumentos de avaliação apropriados, além de se comunicar de forma eficaz com outros profissionais de saúde envolvidos no tratamento, como psicólogos, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais. Outra forma importante é promover a integração da criança com TEA em atividades lúdicas e educativas. Pode se fazer o auxílio na inserção dessas crianças em grupos sociais, estimulando assim sua participação em atividades que favoreçam o desenvolvimento de habilidades motoras, cognitivas e emocionais. Por fim, uma das estratégias de enfermagem mais relevantes no cuidado à 18 criança com TEA é a capacitação contínua dos enfermeiros. Se torna essencial que os profissionais façam uma busca profunda no aprimoramento dos seus conhecimentos sobre o TEA, participando de cursos, workshops e congressos especializados. A educação permanente não aprimora somente a qualidade do cuidado assim como também enaltece o enfermeiro a atuar a favor da defensoria dos direitos infantis e de sua família, promovendo então a inclusão social. 19 5 CARTEIRA DIGITAL DE IDENTIFICAÇÃO PARA PESSOAS COM TEA É de suma importância que o autista tenha acesso ao que é de direito seu, e para esta garantia temos a carteira digital de identificação ao transtorno, conhecida também como CIPTEA. A Lei 13.977 é a responsável por estabelecer este direito, sendo imposta desde 08 de janeiro de 2020, de expedição gratuita. Seus objetivos principais são garantir atenção integral, pronto atendimento e prioridade no acesso aos serviços públicos e privados, especialmente em áreas de saúde, educação e assistência social. Já os crachás, acompanhados com a expedição da carteira digital, funcionam como facilitadores em identificação, permitindo que outras pessoas percebam tais necessidades especiais. O crachá apresenta informações resumidas como RG, CPF, tipo sanguíneo etc. Em alguns casos, pode apresentar informações específicas sobre o modo de tratar com a pessoa e como evitar certas situações. Além disso, traz informações do representante legal ou cuidador do portador, como nome e número para contato. Também exibe uma mensagem que garante o atendimento prioritário ao indivíduo. Ressalta-se que para uma boa funcionalidade da carteirinha, depende também da colaboração vinda da sociedade. Além de respeito e empatia, se vê essencial a conscientização e treinamento de funcionários para lidar com indivíduos portadores do TEA. 20 5.2 Sobre a Estilização dos Crachás O crachá para autismo tem se mostrado uma ferramenta fundamental para promover a inclusão e facilitar a comunicação de pessoas no espectro autista. Com diversos benefícios e vantagens, o uso do crachá tem se mostrado essencial para garantir que autistas tenham uma melhor interação social e um maior entendimento por parte da sociedade. Portanto o crachá para autismo oferece diversos benefícios para as pessoas no espectro autista. Ele funciona como uma ferramenta de comunicação visual que ajuda a transmitir informações importantes sobre a pessoa, como suas necessidades específicas, suas preferências e até mesmo seus gatilhos. Além disso, o crachá pode ser uma forma de alertar as pessoas ao redor sobre o fato de que aquela pessoa possui autismo, incentivando uma interação mais empática e respeitosa. Com o crachá, a pessoa no espectro autista se sente mais segura e compreendida em situações sociais, o que contribui para sua autonomia e autoestima. O mesmo é essencial para as pessoas no espectro autista porque ele funciona como uma espécie de guia para a comunicação. Muitas vezes, pessoas com autismo têm dificuldades em se expressar verbalmente ou em interpretar os sinais sociais das outras pessoas, o que pode causar mal-entendidos e situações desconfortáveis. Com o crachá, a pessoa no espectro autista pode comunicar de forma clara e objetiva suas necessidades e preferências, facilitando a interação com os outros e evitando possíveis conflitos. Além disso, o crachá também ajuda a conscientizar a sociedade sobre a importância de acolher e respeitar as diferenças, promovendo a inclusão e a diversidade. 21 7. CONSIDERAÇÕES FINAIS Com base em tudo que foi exposto no presente em estudos, ressaltamos a importância do empenho dos profissionais de enfermagem em aprofundar seus conhecimentos no que tange aos métodos e estratégias para ampliar a utilização no cuidado às crianças com TEA. Entretanto,o profissional de enfermagem que atua no âmbito da saúde mental deve desempenhar suas atividades por meio de um relacionamento terapêutico, desenvolvendo habilidades que favoreçam a interação com os pacientes. Isso permitirá maior compreensão sobre o significado de seus comportamentos, possibilitando assim, um suporte eficaz. A enfermagem abrange ações que objetivem auxiliar a criança com TEA no reconhecimento de suas capacidades, habilidades e potencialidades, de modo a aceitar, enfrentar e conviver com suas limitações Contudo ,nos últimos anos foram marcados por avanços nas pesquisas dos profissionais da APS sobre a compreensão da patologia, diagnóstico e possíveis intervenções para o TEA. Por fim, destaca a importância do trabalho integrado entre crianças, famílias e equipe composta por médicos, enfermeiros, psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, entre outros. 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