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19 
 
950 bilhões de dólares (o equivalente à metade do PIB do Brasil). 
A crise começou nos Estados Unidos, em agosto de 2007, com a desconfiança nas hipotecas de má qualidade (subprime) e 
propagou-se por todo o mundo. Sua capacidade de se transformar e se espraiar por meio da contaminação de complexos 
mecanismos financeiros faz com que se assemelhe a uma epidemia fulminante, impossível de controlar. As instituições bancárias 
já não emprestam dinheiro entre si. Todas desconfiam da saúde financeira de suas rivais. 
 
Apesar das injeções maciças de liquidez efetuadas pelos grandes bancos centrais, nunca se vira uma seca tão severa de dinheir o 
nos mercados. E agora o maior temor de alguns é uma crise sistêmica – ou seja, que o conjunto do sistema econômico mundial 
entre em colapso. 
 
Da esfera financeira, o problema passou para o conjunto da atividade econômica. De um momento para outro, as economias dos 
países desenvolvidos sofreram um desaquecimento. A Europa encontra-se em franca desaceleração e os Estados Unidos estão à 
beira da recessão. 
 
O setor imobiliário é onde melhor aparece a dureza desse ajuste. Durante o primeiro trimestre de 2008, o número de vendas de 
moradias na Espanha caiu 29%! Cerca de dois milhões de apartamentos e casas estão sem compradores. O preço das 
propriedades continua a desmoronar. O aumento dos juros hipotecários e os temores de uma recessão lançaram o setor numa 
espiral infernal, com ferozes efeitos em todas as frentes da imensa indústria da construção. Todas as empresas desses setores 
estão agora no olho do furacão. E assistem, impotentes, à destruição de dezenas de milhares de empregos. 
 
Da crise financeira passamos à crise social. E políticas autoritárias voltaram a surgir. O Parlamento Europeu aprovou, em 18 de 
junho passado, a infame “diretiva retorno”. Imediatamente, as autoridades espanholas declararam sua disposição em favorecer a 
saída da Espanha de um milhão de trabalhadores estrangeiros... 
 
Em meio a essa situação de espanto, ocorre o terceiro choque do petróleo, com o preço do barril em torno de US$ 140. Um 
aumento irracional (há dez anos o barril custava menos de US$ 10) devido não apenas a uma demanda despropositada mas, 
especialmente, à ação de muitos especuladores, que apostam no aumento contínuo de um combustível em vias de extinção. 
Retirando-se da bolha imobiliária, que desinfla, os investidores alocam somas colossais em contratos para entrega futura de 
petróleo, o que pode levar o preço do barril a algo em torno de US$ 200. Ou seja: está ocorrendo uma “financeirizacão” do 
petróleo, com conseqüências como formidáveis aumentos de preços da gasolina, em muitos países, e a ira de pescadores, 
caminhoneiros, agricultores, taxistas e todos os profissionais mais afetados. Em muitos casos, eles exigem de seus governos 
ajudas, subsídios ou reduções dos impostos, com grandes manifestações e enfrentamentos. 
 
Como se todo esse contexto não fosse bastante sombrio, a crise alimentar agravou-se repentinamente e chega para nos lembrar 
que o espectro da fome continua ameaçando quase um bilhão de pessoas. Em cerca de 40 países, a carência de alimentos 
provocou levantes e revoltas populares. A reunião de cúpula da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação 
(FAO), foi incapaz, em 5 de junho, em Roma, de chegar a um consenso para retomar a produção de alimentos no mundo. Aqui 
também os especuladores, fugindo do desastre financeiro, têm parte de responsabilidade – porque apostam num preço elevado 
das futuras colheitas. Até mesmo a agricultura está se “financeirizando”. 
 
Este é o saldo deplorável de 25 anos de neoliberalismo: três venenosas crises entrelaçadas. Já está na hora de os cidadãos 
gritarem: “Basta!”. 
 
(Ignacio Ramonet. Le Monde Diplomatique, julho de 2008) 
 
“Como foi a primeira perda desde o lançamento de suas ações na Bolsa, em 1994, o resultado teve efeito de um terremoto 
financeiro, nos já violentamente traumatizados EUA.” (L.10-11) Assinale a alternativa em que o termo indicado não poderia 
substituir o termo destacado no trecho acima sob pena de provocar alteração gramatical e semântica. 
a) Já que 
b) Uma vez que 
c) Por que 
d) Dado que 
e) Visto que 
Gabarito: C 
 
Questão 32: FGV - TSE (DPE RJ)/DPE RJ/Administração de Empresas/2019 
Assunto: Questões Variadas de Classe de Palavras 
“O vôo de Santos Dumont foi fruto de uma idéia revolucionária, assim como os micro-computadores e a rêde que hoje chamamos 
de Internet” 
 
No texto, o segmento “ideia revolucionária” poderia ter trocado a ordem de suas palavras (revolucionária ideia) sem que isso 
modificasse suas classes gramaticais; a opção abaixo em que isso também ocorre é:

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