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★ Mhayra A.Sousa- MED 26 Anatomia do sistema digestório- aula 01 ● Divisões abdominais Normalmente os médicos utilizam uma divisão em quadrantes, existem dois métodos: 1. É traçada uma linha imaginária linha médio clavicular, tanto à direita quanto a esquerda, até a linha média do ligamento inguinal, em seguida utiliza-se mais duas linhas, sendo uma transversal inferiormente as cartilagens intercostais da 10° costela e a outra linha imaginária transversal passando pelos tubérculos ilíacos. Dessa forma, essa divisão resulta em 9 quadrantes, sendo o 1- hipocôndrio esquerdo, 2- flanco esquerdo (região lateral esquerda), 3- região inguinal esquerda, 4- hipogástrio (no topo do estômago), 5- região umbilical, 6- hipogástrio ( abaixo do umbigo e acima da sínfise púbica), 7- hipocôndrio direito, 8- flanco direito (ou região lateral direita) e 9- região inguinal direita. OBS: Contudo, alguns médicos utilizam o plano transpilórico, passando pelo piloro do estômago, no nível de L1 e as espinhas ilíacas ântero-posteriores, nesse método os planos migram pouco mais de 1-2 cm ( sem tanta importância clínica) 2. No segundo método, o médico faz uma cruz, na qual traça uma linha transversal no plano transumbilical e outra linha na região mediana do corpo do manúbrio do esterno até a sínfise púbica. No qual as regiões são denominadas como 1- quadrante superior lateral esquerdo, 2- quadrante inferior lateral esquerdo, 3- quadrante superior lateral direito e 4- quadrante inferior lateral direito. Boca - Boca e cavidade oral são sinônimos, é o local no qual se inicia a mistura dos alimentos, ou seja, o processo da digestão. - Cavidade oral é constituída pelo vestíbulo da boca e pela cavidade própria da boca - Vestíbulo da boca: entre os dentes e os lábios; local de escovação dos dentes.Se comunica com o exterior por meio da rima da boca. - Rima da boca: localizada entre os lábios (abertura) - Tubérculo: é a elevação no lábio superior que se projeta a partir do filtro. Em lactentes, essa estrutura é aumentada, constituindo o calo de sucção. - Frênulo do lábio superior: é a projeção afunilada do vestíbulo. Na ponta da “seta”. - Frênulo do lábio inferior – projeção afunilada do vestíbulo OBS: algumas pessoas tem a inserção do frênulo -exatamente entre os incisivos centrais/mediais, então ★ Mhayra A.Sousa- MED 26 quando essa indivíduo vai apresentar uma abertura entre os dentes (diastema) - Bochecha ● Corpo adiposo da bochecha: abaixo do ducto parotídeo. Mais evidente no lactente - Cavidade própria da boca: limitada anteriormente pelos dentes, superiormente pelo palato, inferiormente pelo assoalho da boca e posteriormente pelo istmo da fauces. Em repouso, a cavidade é totalmente ocupada pela língua. - Palato: limite superior da cavidade própria da boca. - Palato duro: ósseo; anterior. Formado pela lâmina horizontal dos ossos palatinos e os processos palatinos da maxila. - Palato mole: apenas estruturas moles (túnica mucosa, vasos...). - Rafe do palato: ponto de fusão entre os processos palatinos das maxilas. É formada por uma crista anterior e mediana. Na rafe do palato ocorrem as fendas palatinas – não fusão dos processos palatinos da maxila. - Pregas palatinas transversas: projeções elevadas que saem da rafe do palato. Servem para direcionar o bolo alimentar para posterior. Nervo nasopalatino- inervação sensitiva para a região anterior do palato, inerva os incisivos laterais e centrais #Glândulas da boca ( salivares maiores) - Glândula parótida: a base é voltada para superior (arco zigomático) e o ápice é para inferior. É uma glândula par, envolta por uma cápsula inelástica, por isso mediante processos inflamatórios ( ex: Parotidite epidêmica- caxumba) que geram alterações na Parótida o indivíduo tem uma dor muito intensa, porque a glândula tenta expandir mas a cápsula a impede. - Parte superficial - Parte profunda: relaciona-se com o m. constritor da faringe superior e médio. - Ducto parotídeo: Perfura o m. bucinador e se abre no vestíbulo da boca, lateralmente ao 2° molar superior ( projeção- papila do ducto parotídeo: essa estrutura pode torna-se edemaciada/avermelhada e o paciente refere dor, podendo até se confundir com uma dor de dente, porém, essa dor pode ser a interrupção do fluxo de saliva pelo ducto parotídeo). - Inervação: é inervada pelo n. aurículo temporal (um ramo mandibular do n.Trigêmeo que emerge da fossa oval, posteriormente emite um ramos que vai pra posterior e depois ascende pra superior, onde percorre juntamente com os vasos temporais superficiais ) e n. auricular ★ Mhayra A.Sousa- MED 26 magno (inerva a fascia parotídea ‘’cápsula “ e a pele sobrejacente, este nervo tem origem do plexo cervical entre C2-C3). - Gânglio óptico: recebe fibras pré-ganglionares do n. glossofaríngeo e após a sinapse dessas fibras no gânglio, as fibras pós-ganglionares por meio do n. auriculo temporal inerva a Parótida, fazendo com que ela produza uma saliva mais fina e aquosa. - Inervação simpática: através do plexo cervical simpático e dos gânglios cervicais, as fibras simpáticas alcançam a Parótida, por meio da artéria carótida externa, esse sistema simpático tem a função de reduzir a secreção da glândula. Nervo Corda do Tímpano: é um ramo do nerva facial ● se comunica inicialmente com o n.Lingual e, também, recebe os ⅔ anteriores da língua (fibras gustativas) ● Conduz fibras secretomotoras para as glândulas salivares submandibulares e sublinguais ● Através do n. Lingual conduz fibras pré-ganglionares até o gânglio submandibular (esse gânglio é do n. facial mas se relaciona topograficamente com o n.Lingual Nota: As glândulas salivares maiores, por exemplo, a parótida, tem a função de produzir saliva, entretanto, pessoas com uma dieta rica em Na+ e Ca+, podem ter a formação de sialolitos (pequenos cálculos) que migram das glândulas e param no ducto represando-os o que gera uma dor intensa- a intervenção é cirúrgica. OBS: Das glândulas salivares maiores, a Parótida,possui uma maior frequência de câncer, sobretudo, os malignos, esses tumores ocorrem tanto na parte superficial quanto na profunda. Os indivíduos que apresentam esse câncer, normalmente, descobrem tardiamente, pois muitas vezes, o médico não percebe, pois a projeção do tumor é voltada para as regiões mediais da faringe ( um dos primeiros sinais é a dificuldade de deglutição e respiração) - o médico deve inspecionar as partes superficial e profunda da glândula Glândula sublingual: - Ducto sublingual maior: despeja suas secreções junto com a glândula Parótida na carúncula sublingual e junta-se com o ducto da glândula submandibular - Ductos sublinguais menores: se abrem nas pregas sublinguais ★ Mhayra A.Sousa- MED 26 Vascularização: irrigada pelas artérias submentuais e sublinguais e drenada pelas veias sublinguais e submentuais que tributam para a veia Facial. Glândula submandibular: - Ducto da glândula submandibular: Percorre a face da glândula sublingual e se abre na carúncula sublingual. Vascularização: irrigada pela artéria submentual e drenada pelas veias submentuais que tributam para a veia facial. Inervação: - Inervação parassimpática das glândulas submandibulares e sublinguais: O n. corda do tímpano é um ramo do n.Facial, que conduz através do n.Lingual fibras pré-ganglionares até o gânglio submandibular, após a sinapse as fibras pós-ganglionares alcançam tanto a glândula submandibular quanto a sublingual, só que é através dos vasos sanguíneos, como se fosse um atalho. ( tem uma função secreto motora) Região parotídeo-massetérica; inclui a glândula parótida, ducto parotídeo, o plexo intraparotídeo, a veia retromandibular, a artéria carótida externa e o músculo masseter. Nervo facial: inerva toda a musculatura da mímica facial, possui uma raiz motora e umaraiz sensitiva ( n. intermédio- n. corda do tímpano). - Plexo intraparotídeo: não inerva a parótida, é parte do tronco principal do nervo facial que é englobado pela Parótida, é dá origem aos 5 ramos terminais ( é necessário ter muito cuidado com esse plexo em cirurgia, pois qualquer dano pode causar uma paralisia facial) - Ramos temporais: sobem para o osso temporal - Ramos zigomáticos: inerva os músculos zigomático e orbiculares - Ramos bucais: inerva os músculos bucinadores - Ramo marginal da mandíbula: - Ramo cervical: ★ Dentes O ser humano apresenta duas dentições ao longo da vida, a dentição decídua (ou de leite) e a dentição permanente. ★ Mhayra A.Sousa- MED 26 1. Dentição de leite: ocorre na infância a erupção dos incisivos mediais ocorre entre 6-8 meses de vida, os laterais entre 8-10, os caninos de 16-20 meses, o 1º entre 12-16 meses e o 2º molar 20-24 ( crianças e adolescentes não tem pré-molares, mas sim, molares) depois esses dentes entram em esfoliação (queda) e os dentes permanentes entram no lugar. 2. Dentição permanente: ainda teremos os incisivos mediais, laterais e os caninos, contudo, os molares serão substituídos pelos pré-molares, 1º e 2º pré-molar, então 1º ( entra em erupção entre 6-7 anos), 2º ( entra em erupção em torno dos 12 anos) e 3º molar (varia bastante, dependendo do indivíduo pode ser entre 13-25 anos), esse 3º molar é clinicamente denominado de serotino, mas é vulgarmente chamado de dente do siso (siso significa juízo, ou seja, dente do juizo). ★ Língua É constituída por corpo (o dorso da língua está no corpo da língua), raiz e por um ápice - Prega franjada: é localizada na porção inferior da língua, nesse local temos vários vasos sanguíneos (pode-se visualizar a artéria lingual e a veia lingual profunda), o que o torna muito importante quando há a administração de fármacos. - Frênulo da língua: tem a função de impedir que a língua vá totalmente para posterior. Algumas pessoas tem um frênulo da língua longo (algumas literaturas falam que é curto), essa alteração faz com que o indivíduo apresente anquiloglossia ‘’língua presa'' que provoca uma dificuldade na fala, na articulação de algumas palavras, consoantes e ★ Mhayra A.Sousa- MED 26 algumas vogais. A intervenção é bem simples, pois o obstetra pode ao nascimento da criança passar o dedo em forma de gancho abaixo da língua do RN e se tiver alguma estrutura/túnica mucosa será retirada, o que evita que esse indivíduo recorra a alguma cirurgia futuramente. - Papilas circunvaladas: formam um ‘’V’’ entre a raiz e o corpo da língua - Forame cego da língua: é um resquício embriológico do ducto tireoglosso, que fica fechado, mas é nessa região que a tireoide inicia seu desenvolvimento, por volta da 3º semana (com 21-23 dias) e na 7º semana ela se encontra-se anteriormente à traquéia. - Septo da língua: é uma estrutura aponeurótica que faz a fixação dos 8 músculos intrínsecos da língua, sendo 4 à direita e 4 à esquerda e, também, um dos 4 músculos extrínsecos da língua que é o músculo genioglosso. - Músculos extrínsecos da língua: também são 4 à esquerda e 4 à direita (M. hioglosso, M. estiloglosso, M. palatoglosso e M. genioglosso) - Músculos intrínsecos da língua: M. longitudinal superior (acima do septo da língua), M. longitudinal inferior (abaixo do septo da língua), M. transverso da língua e M. vertical da língua. - Fauces: limite anterior: cavidade própria da boca, limite superior: palato mole, limite inferior: - Istmo das fauces: está nas fauces, é a região localizada entre arco palato grosso e arco palatofaríngeo e entre esses dois arcos está as tonsilas palatinas, toda essa estrutura em 360º é o denominada istmo das fauces. - Úvula palatina: esse músculo se direciona para posterior durante a deglutição, impedindo que o alimento chegue à nasofaringe e, durante a expiração esse músculo é tracionado para a anterior a fim de possibilitar que o ar passe da laringe para a parte nasal da faringe. ★ Mhayra A.Sousa- MED 26 - Arco palatoglosso: prega que sai do palato e se fixa na língua. Contém o músculo palatoglosso. - Fossa supra tonsilar: espaço acima da tonsila palatina. A tonsila não ocupa esse espaço. - Tonsila palatina: fica entre os arcos palatoglosso e palatofaríngeo, localizada dentro da fossa tonsilar. - Músculo do palato mole e das fauces: M. da úvula (estriado esquelético), M. palatoglosso , M. palatofaríngeo Gânglio pterigopalatino: é um gânglio do nervo maxilar ( que é o ramo V2 do n. Trigêmeo) ➔ Forame palatino maior: passam nervos sensitivos originados do gânglio pterigopalatino, denominados de n. palatinos maiores que suprem a gengiva, a túnica mucosa e a maior parte das glândulas do palato duro. ➔ Forame palatino menor: passa os n. palatinos menores que são ramos de V2 mas são oriundos do gânglio pterigopalatino, tem a função de suprir o palato mole. Vascularização do palato: Às artéria palatina maior supre as porções mais anteriores do palato duro, já a artéria palatina menor supre as porções mais posteriores do palato mole. Ambas as artérias palatinas, tanto a maior quanto a menor, respectivamente, passam pelo forame palatino maior e pelo forame palatino menor. Essas artérias tem origem da artéria palatina descendente. As veias que fazem a drenagem do palato duro e do palato mole drenam para o plexo venoso pterigóideo (tem esse nome, pois se relacionam com os m.pterigóideos). Vascularização da língua: a artéria língua irriga toda a língua, todos os vasos dessa região se originam dessa artéria, que é uma ramo anterior da artéria carótida externa. As artérias profundas da língua (ramos da a.lingual) vascularizam o corpo da língua e se anastomosam na direção do ápice da língua. Já as veias profundas da língua que realizam a drenagem venosa acompanham o trajeto das artérias e tributam para as veias dorsais da língua que, por sua vez, tributam para a veia jugular interna. ★ Mhayra A.Sousa- MED 26 Inervação: Sensibilidade geral: 2/3 anteriores ao sulco terminal (V3 NC), 1/3 posterior ao sulco (IX e X NCs). Sensibilidade especial- Paladar: n. corda do tímpano (ramo do VII NC), que fica anterior ao sulco terminal, e nn. IX e X, posteriormente ao sulco. Motricidade: N. hipoglosso (XII NC) para todos os músculos, exceto para o m. palatoglosso que é inervado pelo plexo faríngeo (composto por ramos internos do n. laríngeo superior (vago-motora) e na parte sensitiva é o n. Glossofaríngeo e por ramos simpáticos do gânglio cervical superior) . Vasculatura: simpático e para. Suprem vasos e pequenas glândulas salivares da língua. Pode haver células ganglionares dentro da língua, pertencentes aos neurônios parassimpáticos pós-sinápticos destinados às glândulas menores. Os corpos dos neurônios simpáticos pós-sinápticos estão no gânglio cervical superior. Obs: todos os músculos do palato são inervados pelo plexo faríngeo, exceto o m. tensor do véu palatino que é inervado pelo n. mandibular (ramo V3 do Trigêmeo). Nervo lingual - se associa com o ramo do n. Facial, o nervo corda do tímpano, ou ainda, pode se associar com o ramo do nervo alveolar inferior - é sensitivo para os 2/3 anteriores da língua (parte pré-sulcal), para as fácies linguais das gengivas mandibulares e para a túnica mucosa do assoalho da boca. ★ Mhayra A.Sousa- MED 26 Drenagem linfática da língua: a linfa das laterais é drenada bilateralmente para os linfonodos cervicais profundos superiores, já a linfa da região medial do corpo da língua drena, também, para os linfonodos cervicais profundos, contudo, esses linfonodos estão mais voltados para a inferior, próximo a raiz da cervical (do pescoço). E a linfa das margens laterais da língua, tanto direita quanto esquerda, drena para os linfonodos submandibulares, no mais, o ápice e o frênulo da línguatem a linfa sendo drenada para os linfonodos submentuais. ● Nota: toda a linfa da língua segue para os linfonodos cervicais profundos e chega aos sistema linfáticos através dos troncos venosos jugulares, tanto o ducto linfático direito quanto o ducto torácico. Faringe - Parte nasal (nasofaringe): de cóano até a úvula palatina - Parte oral (orofaringe): da úvula palatina até a epiglote ou corpo do osso hióide - Parte laríngea (laringofaringe): do corpo do osso hióide até a margem inferior da cartilagem cricóide da laringe. - Podemos encontrar três estruturas entre o M. constritor superior e a base do crânio: 1. M. levantador do véu palatino: se origina do toro levantador da tuba auditiva e se fixa no palato. 2. E mais na lateral temos o M. tensor do véu palatino ( obs: esses dois músculos se contraem durante a deglutição, para que ocorra uma pequena abertura da orelha média a fim de que haja pequenas trocas de ar entre a orelha média e a parte nasal da faringe). ★ Mhayra A.Sousa- MED 26 No mais, o M. levantador do véu palatino junto com a tuba auditiva e a artéria Palatina Ascendente, tanto a direita quanto a esquerda, passam entre o M. constritor superior da faringe e a base do crânio. - Entre o M. constritor superior e M. constritor médio, encontra-se 3 estruturas, tanto a esquerda quanto a direita: 1. Esquerda: M. estilofaríngeo, ligamento estilohioideo e n. glossofaríngeo 2. Direita: Ramo da artéria tireóidea inferior, artéria laríngea superior, veia laríngea superior e ramo interno do n. laríngeo superior. Recesso piriforme: Encontra-se na parte laríngea da faringe, está limitado entre o ádito da laringe e a prega ariepiglótica, esse recesso apresenta uma prega, tanto a direita quanto a esquerda, que marca a passagem do ramo interno do n. laríngeo superior e, também, o n. laríngeo recorrente. OBS: quando as pessoas engasguem e o alimento fica parado nesse recesso (ex: espinha de peixe), e o paciente vai ao médico em busca de ajuda, muitas vezes, esse profissional com uma pinça pressiona esse espinho, ou algum outro alimento parado nesse recesso piriforme, e na hora traciona essa prega do ramo interno do n. laríngeo superior e, também, o n. laríngeo recorrente o que pode causar a perda de sensibilidade na laringe e comprometimento motor dos músculos da laringe. Inervação da faringe: Deriva do plexo nervoso faríngeo. As fibras motoras desse plexo derivam do nervo vago, através de seus ramos faríngeos. Essas fibras suprem todos os músculos da faringe e do palato mole, exceto os músculos estilofaríngeo (inervado pelo NC IX) e tensor do véu palatino (suprido pelo NC V 3 ). Além disso, o m. constritor inferior da faringe recebe algumas fibras motoras dos ramos laríngeos externo e recorrente do nervo vago. As fibras sensitivas do plexo derivam do nervo glossofaríngeo e estão distribuídas para as três parte da faringe. Além disso, a túnica mucosa das regiões anterior e superior da parte nasal da faringe é suprida principalmente pelo nervo maxilar (NC V2 ). Outrossim, os nervos tonsilares derivam do plexo nervoso tonsilar, formado por ramos dos nervos glossofaríngeo e vago. ★ Mhayra A.Sousa- MED 26 ★ Esôfaso É um tubo fibromuscular que conecta a faringe ao estômago, tem início no pescoço, e é contínuo com a parte laríngea da faringe na junção faringoesofágica, possui de 25-30 cm. É um m. estriado esquelético (voluntário),no terço superior, m. liso (involuntário) no terço interior, e uma mistura de desses dois músculos na parte intermediária. Lateralmente ao sulco traqueoesofágico, passam os nervos laríngeos recorrentes, ramos do nervo vago. - o esôfago encontra-se anteriormente ao ducto torácico NOTA: à direita do esôfago está o lobo direito da glândula tireoide, a bainha carótica direita e seu conteúdo, já à esquerda está o lobo esquerdo da glândula tireoide e a bainha carótica esquerda. - Exatamente na transição do esôfago, quando ele atravessa o pilar direito do diafragma, em torno dele a fáscia do diafragma forma um ligamento, tanto na porção superior quanto na porção inferior, que é o ligamento frenicoesofágico, tem a função de proporcionar um peristaltismo do bolo alimentar até o estômago e fazer com que ele seja mantido no lugar mesmo durante os movimentos respiratórias. OBS: Por meio da endoscopia o médico consegue visualizar o ponto de transição (uma linha em zigue-zague) entre o esôfago e o estômago. Sulco traqueoesofágico direito- se relaciona apenas com a traqueia e, lateral ou imediatamente anterior a esse sulco percorrem os nervos laríngeos recorrentes (ramos do n. vago) Inervação Parassimpática- O esôfago apresenta uma inervação parassimpática a partir do n. vago, o n. vago esquerdo faz um trajeto anterior em relação ao esôfago, já o n.vago direito tem a tendência de realizar um trajeto posterior, tanto o nervo vago direito quanto o esquerdo darão origem aos r. gástricos anteriores e posteriore. O plexo esofágico é originado a partir dos nervos vagos. Inervação simpática- é originada a partir dos nervos esplâncnicos abdominopélvicos maiores tanto à direita quanto à esquerda, e normalmente as fibras do SNA seguem a vascularização do esôfago. Os plexos periarteriais do SNA seguem as artérias frênicas inferiores e o ramo do tronco celíaco, que é a a. gástrica esquerda. 01. Parte cervical - Pertence ao terço superior voluntário - Limite superior: parte cricofaríngea do m. constritor inferior da faringe - Tem início posteriormente à margem inferior da cartilagem cricóidea e ao mesmo nível dela no plano mediano (vértebra- C6) ★ Mhayra A.Sousa- MED 26 - Na junção faringoesofágica, há o esfíncter superior do esôfago, que é uma constrição cervical, tem como função evitar o refluxo do bolo alimentar do esôfago na direção da faringe ( não é uma estrutura palpável). Fica há +/- 15 cm dos dentes incisivos centrais/mediais. ● Irrigação - Ramos da artéria tireóidea inferior (que é um ramo do tronco tireocervical da a. subclávia), cada artéria dá origem a ramos ascendentes e descendentes que se anastomosam entre si e através da linha mediana ● Vascularização - As veias esofágicas são tributárias das veias tireóideas inferiores ● S. linfático - Os vasos linfáticos esofágicos drenam para os linfonodos paratraqueais e para os linfonodos cervicais profundos inferiores. ● Inervação - É somática motora e sensitiva para a metade superior - Parassimpática (vagal) e simpática sensitiva visceral para a metade superior - A parte cervical recebe fibras somáticas dos nervos laríngeos recorrentes e fibras vasomotoras dos troncos simpáticos cervicais através do plexo ao redor da artéria tireóidea inferior. OBS: o nervo vago esquerdo faz um trajeto anterior em relação ao esôfago (EA), já o nervo vago direito tem a tendência de realizar um trajeto posterior (DP). Tanto o ramo esquerdo quanto o direito irão dar origem aos ramos gástricos anteriores e posteriores. A inervação simpática é a partir dos nervos esplâncnicos abdominopélvicos maiores, tanto a direita quanto a esquerda, e normalmente as fibras do SNA simpático seguem a vascularização do esôfago. 02. Parte torácica - Recebe esse nome ao atravessar a abertura superior do tórax, inicialmente decente o mediastino superior e, após o nível do ângulo de Louis, segue no mediastino posterior. ● Vascularização - As veias seguem para o sistema ázigo ( veia ázigo, hemiázigo e hemiázigo acessória) ● Irrigação - É irrigada por ramos esofágicos da parte torácica da aorta e as pequenas artérias bronquiais emitem ramos para a parte superior do esôfago. ● Inervação - é inervada pelo plexo esofágico 03. Parte abdominal - Tem em média 1,25 cm de comprimento - É a menor porção. A partir do hiato esofágico no pilar direito do diafragma. ● Irrigação ★ Mhayra A.Sousa- MED26 - Essa parte é irrigada pelas artérias frênicas inferiores (ramos da parte abdominal da aorta) e pela artéria gástrica esquerda (ramo do tronco celíaco). ● Vascularização - As veias seguem para as veias frênicas inferiores e para a veia gástrica esquerda, que seguem para o sist. Porta. ● Inervação - A inervação parassimpática vem do plexo nervoso esofágico, enquanto o componente simpático se origina do quinto ao décimo segundo nervos torácicos espinhais (T5-T12). Constrições: existem 3 na região torácica e uma na cervical ( sendo que duas delas e combinada), são visíveis apenas mediante a administração de Bário, pois em uma radiografia simples é muito difícil de serem visualizadas, são importantes para verificar se há refluxo, massa tumoral ou alguma lesão no esôfago. 01- constrição (Parte cervical) - É localizada na Junção faringoesofágica, e pode receber vários nomes como, esfíncter superior do esôfago, constrição cervical ou até mesmo junção faringoesofágica. - Não é palpável, mas fisiologicamente ele desempenha uma função muito importante que é impedir o refluxo do bolo alimentar do esôfago na direção da faringe. - É importante salientar que essa constrição fica a aproximadamente 15 cm dos dentes incisivos centrais/mediais. 02 e 03- constrição (Parte torácica) - Constrição bronco-aórtica - Ocorre quando o esôfago se relaciona com o arco da aorta, que fica há 22,5 cm dos dentes incisivos centrais/mediais e na relação do esôfago com o brônquio principal esquerdo há +/- 27,5 cm dos dentes incisivos centrais - Essa constrição é melhor visualizada em radiografias póstero-anteriores 04- Constrição (Parte torácica) - Constrição diafragmática, fica a aproximadamente 40 cm dos dentes incisivos mediais - É exatamente no ponto de transição entre a parte torácica para a parte abdominal do esôfago - Quando o esôfago atravessa o hiato esofágico, é formada essa constrição, nessa transição entre a parte torácica com a parte abdominal. Ligamento frênico esofágico- tem a função de proporcionar um peristaltismo do bolo alimentar até o estômago e propiciar que esse alimento fique fixo nesse local mesmo durante as incursões respiratórias. Correlação: Por meio de uma endoscopia o médico consegue visualizar exatamente o ponto de transição do esôfago para o estômago, devido a uma linha em ziguezague que mostra essa transição ★ Mhayra A.Sousa- MED 26 da túnica mucosa do esôfago para a túnica mucosa do estômago, essa é a parte mais distal do esôfago, ou seja, é a parte abdominal do esôfago. Sulco traqueoesofágico: é a relação entre o esofago e a traqueia, temos tanto o direito quanto o esquerdo. - lateral ou imediatamente anterior a esses sulcos percorrem os nervos laríngeos recorrente (ramos do n.Vago) Drenagem linfática: segue para três locais diferentes Linfonodos regionais Linfonodos da cabeça e pescoço 04. Linfonodos cervicais laterais ● Linfonodos profundos inferiores - A linfa da parte medial do corpo drena bilateralmente para esses linfonodos INERVAÇÃO- PARTE PERIFÉRICA ● Nervos cranianos 01. Nervo laríngeo recorrente - é um ramo do n. vago - Responsável pela inervação sensitiva da laringe ao nível abaixo das pregas vocais e pela inervação motora de todos os músculos da laringe, exceto o cricotireóideo. - *Ramos faríngeos: 02. Plexo esofágico - Tem origem do n. vago, dos gânglios simpáticos e do nervo esplâncnico maior - Trajeto: distal a bifurcação da traqueia, os nervos vago e simpáticos formam esse plexo ao redor do esôfag 03. Plexo periarteriais do SNA simpático - seguem as artérias frênicas inferiores e o ramo do tronco celíaco (art. gástrica esquerda) ★ Estômago O estômago é a porção que apresenta mais dilatação do intestino, da boca ao ânus, e só se assemelha ao diâmetro do intestino grosso se estiver vazio - tem a capacidade de se distender para caber até 3L - encontra-se no leito do estômago, que é como se fosse uma caminha só pra ele - Sintopia: à esquerda se relaciona com a cúpula esquerda do diafragma, baço, glândula suprarrenal esquerda, rim esquerdo, colo do pâncreas e com os vasos esplâncnicos esquerdos. À direita se relaciona com cúpula direita do diafragma, glândula suprarrenal direita, rim direito - está localizado entre o esôfago e o intestino delgado, portanto, é subdividido em partes: ★ Mhayra A.Sousa- MED 26 1. parede anterior 2. parede posterior 3. curvatura maior e menor 4. cárdia- região onde ocorre a entrada do esôfago, essa passagem é denominada de óstio cárdico, essa estrutura tem esse nome pois estão próximas do coração. 5. Fundo gástrico- linha imaginária acima da incisura cárdica para a direita. 6. Fórnice gástrico- é essa cúpula do estômago que se relaciona com a cúpula esquerda do diafragma. 07. Corpo- entre o fundo gástrico e a parte pilórica, é onde se encontra o canal gástrico (internamente), não é uma estrutura, mas sim, uma região, na qual durante a alimentação ele se dilata para abrigar o bolo alimentar e a túnica mucosa perde essas “dobrinhas”. O canal gástrico é perceptível quando o estômago está vazio, é formado a partir desse trajeto do bolo alimentar entre o esofago até o piloro (início do intestino delgado), esse canal quando o estômago está vazio e há a deglutição da saliva, ela passa apenas por ele, poupando, assim, as outras partes do estômago que estão colabadas 07. Parte pilórica- quando o estômago começa a ficar afunilado ( parece um funil), é subdividida em partes: 1- antro pilórico, 2- canal pilórico (internamente- região e não estrutura) é a comunicação entre a parte antro pilórica para o piloro ( é um esfíncter bastante palpável), 3- óstio pilórico ( é uma região) é uma passagem do alimento do estômago para o intestino delgado. Irrigação: Ramos do tronco celíaco, esses vasos normalmente estão localizados: - curvatura menor do estômago: são as artérias gástricas esquerda e direita, não tem um lugar específico no qual é possível diferenciar esses vasos, eles simplesmente se anastomosam e levam sangue rico em O2 para o estômago. - curvatura maior do estômago: tem-se as artérias gastro omental esquerda e direita que se anastomosam, dando origem a pequenos ramos para levar sangue rico em O2 para as paredes anterior e posterior do estômago. Drenagem venosa: As veias apresentam os mesmos nomes das artérias, porém o trajeto da drenagem é diferente. - A veia gástrica esquerda e direita drena o sangue da parede anterior e posterior do estômago (porções mais superiores) para a veia porta do fígado ★ Mhayra A.Sousa- MED 26 - A veia gastro-omental esquerda tributa a veia esplênica - E a veia gastro-omental direita tributa para a veia mesentérica superior ★ Tronco vagal anterior - tem origem do nervo vago esquerdo ★ Tronco vagal posterior - tem origem do nervo vago direito São esses troncos vagais que darão origem aos ramos gástricos anteriores e posteriores para a inervação do estômago, ambos os troncos se anastomosam na curvatura menor do estômago para realizar a inervação parassimpática da parede anterior e posterior do estômago. - ramos gástricos anteriores : trajeto anterior ao estômago - ramos gástricos posteriores: trajeto posterior ao estômago ★ Inervação simpática - é oriunda dos segmentos medulares de T6-T9 a partir dos nervos esplâncnicos maiores, tanto direito quanto esquerdo, as fibras simpáticas desses nervos seguem os vasos sanguíneos arteriais do estômago gástricos e gastromentais - N. frênico esquedo Drenagem linfática: faz-se um quadrante os estômago, e de acordo com o moore os ⅔ superiores drenam para os linfonodos voltados para a superior e o ⅓ inferior drena para os linfonodos voltados para a inferior. - Pode-se fazer, também, uma cruz para dividir esse órgão no qual fica 4 quadrantes:1. A linfa dessa região superior do fundo e do corpo do estômago é drenada para os linfonodos gástricos esquerdos. 2. Da porção mais a direita indo na direção do piloro drena para os linfonodos supra pilóricos e, também, para os linfonodos celíacos. 3. Já a porção inferior voltada para a direita, drena para os linfonodos gastromentais direitos. 4. E a linfa da porção mais inferior voltada para a esquerda segue para os linfonodos esplênicos.