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Biossíntese de Lipídios Biossíntese de ácidos graxos ● Os ácidos graxos podem ser: ↳ Essenciais: devem ser obtidos na dieta, pois não são sintetizados pelo organismo. ↪ Ácido linoléico (omega-6) ↪ Ácido linolênico (omega-3) ↳ Não-essenc ia is : são s in te t izados pe lo organismo a partir da acetil-CoA. ↪ A síntese de ácidos graxos ocorre principalmente no fígado, mas também pode ocorrer nas glândulas mamárias em lactação e no tecido adiposo. Produção de Acetil-Coa citosólica ● Na matriz mitocondrial, a primeira reação do ciclo de Krebs é a condensação do oxalacetato (OAA) com a acetil-CoA para a formação do citrato. ● Num estado de hiperglicemia, ocorre a produção de bastante ATP e NADH. O excesso de ATP e NADH inibe o ciclo de Krebs. ↳ Especi f icamente, ocorre a in ib ição da e n z i m a c i t r a t o d e s i d r o g e n a s e , q u e transforma citrato em isocitrato. ● Dessa forma, com o ciclo de Krebs inibido, ocorre o acúmulo de citrato. ● O citrato, por estar em acumulado, acaba saindo da mitocôndria e vai para o citosol. ● No citosol, o citrato sofre a ação da enzima ATP- citrato liase, que, com o uso de ATP, degrada o citrato em OAA e acetil-CoA. ↳ Aqui que ocorre a produção da acetil-CoA citosólica, que será utilizada na síntese dos ácidos graxos. Formação do malonil-coa ● O acetil-CoA vai incorporar HCO3- para formar malonil-CoA e H2O. ↳ Essa reação é feita pela enzima acetil-CoA- carboxilase e envolve o uso de ATP. ↪ A biotina é um co-fator para essa enzima. ● Primeiramente, um grupo carboxil derivado do bicarbonato (HCO3–) é transferido para a biotina em uma reação dependente de ATP. O grupo biotinila age como um transportador temporário de CO2, transferindo-o para a acetil-CoA na segunda etapa, gerando malonil-CoA. ● A acetil-CoA-carboxilase possui três domínios: ↳ Biotina-carboxilase: ativa o CO2. ↳ Proteína carregadora de biotina ↳ Transcarboxilase.: transfere o CO2 ativado da biotina para o acetil-CoA, formando o malonil-CoA. Síntese dos ácidos graxos ● A síntese dos ácidos graxos a partir do malonil- CoA é feita pela enzima ácido graxo-sintase. ● A ácido graxo sintase é uma única enzima formada por 2 monômeros. Cada monômetro possui todas as atividades catalíticas. ● A ácido graxo sintase possui sete atividade catalíticas: ↳ ACP: proteína carregadora de acilas ↳ MT: malonil/acetil-CoA-ACP-transferase ↳ KS: β-cetoacil-ACP-sintase ↳ ER: enoil-ACP-redutase ↳ KR: β-cetoacil-ACP-redutase ↳ DH: β-hidroxiacil-ACP-desidratase ● Os domínios KS e ACP possuem grupos SH, que f u n c i o n a m c o m o p o n t o s d e l i g a ç ã o d e intermediários durante as reações catalisadas pela ácido graxo sintase. ● A ácido graxo sintase irá produzir um ácido graxo de 16 carbonos chamado palmitato. ↳ O s p r i m e i r o s d o i s c a r b o n o s s ã o provenientes de um acetil-CoA, enquanto os demais são provenientes de malonil-CoA. ↳ A cada c ic lo são acrescentados do is carbonos. ● Antes que as reações cíclicas comecem, é preciso que os grupos SH do ACP e do KS estejam corretamente carregados. ↳ O SH do KS deve estar ligado com a acetila do acetil-CoA. ↳ O SH do ACP deve estar ligado com o grupo malonila do malonil-CoA. ↳ Esse carregamento acontece da seguinte forma: ↪ Primeiramente, o grupo acet i la do acetil-CoA é transferido para ACP. Essa reação é catalisada pelo MT. ↪ Em seguida, esse grupo aceti la é transferido para o KS. ↪ Agora, o grupo malonila de um malonil- CoA será transferido para a ACP. Essa reação também é pelo MT da enzima. ● Com o complexo sintase carregado, os grupos acetila e malonila são ativados para o processo de alongamento da cadeia. O alongamento da c a d e i a o c o r r e p o r r e a ç õ e s c í c l i c a s q u e adicionam dois carbonos à cadeia a cada ciclo até que se atinja o número de 16 carbonos para a formação do palmitato. ● Etapas de alongamento da cadeia: ↳ Condensação: os grupos acetila e malonila são condensados, formando acetoacetil- ACP. Essa reação é catalisada pela KS. Isso acontece da seguinte forma: ↪ A malonila, que está ligada à KS, perde uma molécula de CO2. Esse CO2 é o mesmo que foi juntado com o acetil- CoA para a formação do malonil-CoA. Essa entrada e saída do CO2 ocorre para tornar a reação de condensação termodinamicamente favorável. ↪ A saída de CO2 possibilita que o acetila, que está ligado ao KS, seja transferido e se ligue ao grupo malonila, que está ligado ao ACP. Assim é formado o acetoacet i l -ACP (grupo acetoacet i l ligado ao ACP). ↳ Redução do grupo carbonila: o acetoacetil- ACP formado sofre uma redução do grupo c a r b o n i l a e m C - 3 , f o r m a n d o d - β - hidroxibutiril-ACP. Essa reação é catalisada pela KR e o doador de elétrons é o NADPH. ↳ Desidratação: Os elementos da água são r e m o v i d o s d o s C - 2 e C - 3 d a d - β - hidroxibutiril-ACP, formando uma ligação dupla. O produto dessa reação é chamado de trans-Δ2-butenoil-ACP. Essa reação é catalisada pela DH. ↳ Redução da ligação dupla: por fim, a ligação dupla da trans-Δ2-butenoil-ACP é reduzida (saturada), formando butiril-ACP pela ação da ER. Aqui também o NADPH é o doador de elétrons. P R I N C Í P I O S D E B I O Q U Í M I C A D E L E H N I N G E R 835 S ]O C CH2 C O S O H CH2 CH3 C C O O H2O SCH3 C OO CH2C CO2 SCH3 C O OH CH2C H NADP1 SCH3 C O CC H CH3 CH2 S HS HS HS NADP1 NADPH 1 H1 NADPH 1 H1 HS b a ! " # $ Grupo malonila Grupo acetila (primeiro grupo acila) Ácido graxo-sintaseCondensação Redução Desidratação Redução Grupo acila saturado, aumentado em dois carbonos FIGURA 212 Adição de dois carbonos a uma cadeia acil graxo em crescimento: uma sequência de quatro etapas. Cada grupo malonila e acetila (ou acilas maiores) é ativado por um tioéster que os une à ácido graxo- -sintase, um sistema multienzimático descrito no texto. % A condensação de um grupo acila ativado (um grupo acetil da acetil-CoA é o primeiro grupo acila) e dois carbonos derivados da malonil-CoA, com a eliminação de CO2 do grupo malonila, alonga a cadeia acila em dois carbonos. O mecanismo da primeira etapa dessa reação está mostrado para ilustrar o papel da descarbo- xilação em facilitar a condensação. O produto b-cetônico dessa condensação é, então, reduzido em três etapas seguintes praticamente idênticas às reações de b-oxidação, mas na sequência inversa; & o grupo b-cetônico é reduzido a um álcool, ' a eliminação de H2O cria uma ligação dupla, e ( a ligação dupla é reduzida, formando o grupo acil graxo saturado correspondente. (a) (b) MAT MAT KR KR ER ER DH DH KS KS KS MAT DH ER KR ACP TE Disco Cúpula Cúpula FIGURA 213 A estrutura do sistema da ácido graxo-sintase tipo I. Mostradas aqui são estruturas em baixa resolução dos sistemas enzimáticos (a) de mamífero (suíno; dímero derivado do PDB ID 2CF2) e (b) de fungo (derivado do PDB IDs 2UV9, 2UVA, 2UVB e 2UVC). (a) Todos os sítios ativos no sistema de mamíferos estão localizados em diferentes domínios de uma única e longa cadeia polipeptídica. As atividades enzimáticas distintas são: b-cetoacil-ACP-sintase (KS), malonil/acetil-CoA-ACP-transferase (MAT), b- -hidroxiacil-ACP-desidratase (DH), enoil-ACP-redutase (ER) e b-cetoacil-ACP- -redutase (KR). ACP é a proteína carreadora de grupos acila. O arranjo linear dos domínios no polipeptídeo está representado no painel mais abaixo. O sétimo domínio (TE) é uma tioesterase que libera o palmitato produzido pela ACP quando a síntese é finalizada. Os domínios ACP e TE estão desor- denados na estrutura cristalina e, consequentemente, não estão mostrados nesta estrutura. (b) Na estrutura AGS I do fungo Thermomyces lanuginosus, os mesmos sítios ativos são divididos entre duas cadeias polipetídicas multi- funcionais que atuam em conjunto. Seis cópias de cada polipeptídeo são en- contradas no complexo heterododecamérico. Um disco de seis subunidades b, que inclui ACP, assim como os sítiosativos KS e KR, é encontrado no centro do complexo. No disco, três subunidades são encontradas em uma face, e três na outra. Nos dois lados do disco são formadas cúpulas por trímeros de subunidades b (contendo os sítios ativos ER e DH, assim como dois domínios com sítios ativos análogos a MAT na enzima de mamíferos). Os domínios de um de cada tipo de subunidade estão coloridos de acordo com as cores dos sítios ativos da enzima de mamíferos em (a). Nelson_6ed_21.indd 835Nelson_6ed_21.indd 835 07/04/14 14:2507/04/14 14:25 842 DAV I D L . N E L S O N & M I C H A E L M . COX Além da regulação momento a momento da atividade enzimática, essas vias são reguladas no que se refere à ex- pressão gênica. Por exemplo, quando os animais ingerem um excesso de certos ácidos graxos poli-insaturados, a ex- pressão de genes que codificam uma série de enzimas lipo- gênicas no fígado é suprimida. A regulação desses genes é mediada por uma família de receptores proteicos nucleares chamados PPAR, descritos em maior detalhe no Capítulo 23 (ver Figura 23-42). Se a síntese de ácidos graxos e a b-oxidação ocorressem simultaneamente, os dois processos constituiriam um ciclo fútil, desperdiçando energia. Já foi visto (ver Figura 17-13) que a b-oxidação é bloqueada por malonil-CoA, que inibe a enzima carnitina-aciltransferase I. Assim, durante a sín- tese de ácidos graxos, a produção do primeiro intermediá- rio, a malonil-CoA, desliga a b-oxidação no nível do sistema transportador na membrana interna da mitocôndria. Esse mecanismo de controle ilustra outra vantagem da separa- ção das vias sintéticas e degradativas em compartimentos celulares distintos. Os ácidos graxos saturados de cadeia longa são sintetizados a partir do palmitato O palmitato, produto principal do sistema da ácido graxo- -sintase nas células animais, é o precursor de outros ácidos graxos de cadeia longa (Figura 21-12). Ele deve ser alon- gado formando estearato (18:0) ou ácidos graxos satura- dos ainda maiores pela adição de grupos acetil, pela ação do sistema de alongamento de ácidos graxos presente no retículo endoplasmático (RE) liso e na mitocôndria. O sistema de alongamento mais ativo do RE alonga a cadeia de 16 carbonos da palmitoil-CoA em dois átomos de car- bono, formando estearoil-CoA. Embora diferentes sistemas enzimáticos estejam envolvidos e a coenzima A seja o trans- portador de grupos acila, em lugar da ACP, o mecanismo de alongamento no RE é idêntico àquele utilizado na síntese do palmitato: doação de dois carbonos a partir da malonil- -CoA, seguindo-se redução, desidratação e nova redução do produto saturado de 18 carbonos, a estearoil-CoA. A dessaturação dos ácidos graxos requer uma oxidase de função mista O palmitato e o estearato servem como precursores dos dois ácidos graxos monoinsaturados mais comuns nos te- cidos animais: o palmitoleato, 16:1(D 9) e o oleato, 18:1(D 9); os dois ácidos graxos contêm uma única ligação dupla cis entre C-9 e C-10 (ver Tabela 10-1). A ligação dupla é intro- (a) (b) Citrato-liase Acetil-CoA- -carboxilase Glucagon e adrenalina desencadeiam fosforilação/ inativação Citrato Acetil-CoA Malonil-CoA Palmitoil-CoA 400 A400 A400 A FIGURA 2111 Regulação da síntese dos ácidos graxos. (a) Nas células de vertebrados, tanto a regulação alostérica como a modificação covalen- te dependente de hormônios influenciam o fluxo dos precursores para a formação de malonil-CoA. Nos vegetais, a acetil-CoA-carboxilase é ativada pelas variações na [Mg21] e no pH que acompanham a iluminação (não mos- tradas aqui). (b) Os filamentos da acetil-CoA-carboxilase de hepatócito de galinha (a forma ativa, desfosforilada) como vistos ao microscópio eletrônico. Palmitato 16:0 Alongamento Estearato 18:0 Dessaturação Oleate 18:1(D9) Dessaturação (Apenas em plantas) Linoleato 18:2(D9,12) Dessaturação (Apenas em plantas) Dessaturação a-Linolenato 18:3(D9,12,15) Outros ácidos graxos poli-insaturados g-Linolenato 18:3(D6,9,12) Eicosatrienoato 20:3(D8,11,14) Alongamento Araquidonato 20:4(D5,8,11,14) Dessaturação Dessaturação Palmitoleato 16:1(D9) Alongamento Ácidos graxos saturados de cadeia mais longa FIGURA 2112 Vias de síntese de outros ácidos graxos. O palmitato é o precursor do estearato e dos ácidos graxos saturados de cadeias mais longas, assim como dos ácidos graxos monoinsaturados palmitoleato e oleato. Os mamíferos são incapazes de converter oleato em linoleato ou em a-linolena- to (sombreado em cor salmão), que são, portanto, necessários na dieta como ácidos graxos essenciais. A conversão de linoleato em outros ácidos graxos poli-insaturados e em eicosanoides está representada nesta figura. Os ácidos graxos insaturados são simbolizados pela indicação do número de carbonos e do número e posição de ligações duplas, como na Tabela 10-1. Nelson_6ed_21.indd 842Nelson_6ed_21.indd 842 07/04/14 14:2507/04/14 14:25 ● A produção de acil-ACP saturada, com quatro carbonos, marca a conclusão da primeira rodada do ciclo da ácido graxo-sintase. Em seguida, o grupo butirila é transferido do ACP para o KS. Assim, o ACP estará livre para acoplar outro grupo malonila e dar início ao mesmo ciclo de reações novamente. ↳ Na segunda rodada, o grupo malonila que se ligou ao ACP perderá CO2 e isso fará com que o grupo butiril, que está ligado ao KS, seja transferido e se ligue ao grupo malonila, que está no ACP. Em seguida, ocorrerão as mesmas reações de redução e desidratação para formar um grupo acila saturado de 6 carbonos. ● Isso se repetirá até que seja atingido o número de 16 carbonos. Nesse momento, o complexo de síntese é interrompido e o palmitato é liberado da ACP pe la ação da enz ima pa lm i t o i l - tioesterase. Origem do nadPh ● O malato pode ser convertido em piruvato pela enzima málica. Essa reação gera NADPH, que é utilizado na síntese de ácidos graxos. ● A via das pentoses também produzem NADPH que são utilizados na síntese de ácidos graxos. Processos Pós-Síntese ● O palmitato pode ser transformado em outros ácidos graxos: ● Os processos de alongamento pós-síntese podem acontecer no retículo endoplasmático e na mitocôndria. ↳ RE: alongamento utilizando malonil-CoA ↳ Mitocôndria: alongamento utilizando acetil- CoA ● A dessaturação dos ácidos graxos ocorre através de um sistema dessaturase, que inclui: ↳ Enzima dessaturase ↳ Citocromo B5 ↳ NADPH ↳ Citocromo B5 redutase ● Os ác idos graxos insaturados podem ser utilizados para a síntese de: ↳ TAG ↳ Fosfolipídeos de membrana ↳ Ésteres de colesterol ↳ Ceras epidérmicas ● A síntese de ácidos graxos poli-insaturados é fe i ta com o a longamento da cade ia e a introdução de insaturações nos C6, C5, e C4. ● O organismo só consegue adicionar insaturações até o C9 dos ácidos graxos. As insaturações depois do C9 são provenientes dos ácidos graxos essenciais. ● O ácido araquidônico é proveniente de um fosfolipídio da membrana. A enzima fosfolipase A2 corta o ácido graxo ligado no C2 do glicerol do fosfolipídio, que é o ácido araquidônico. ↳ O ácido araquidônico dá origem: ↪ Prostaglandina: in ibe a agregação plaquetár ia, é um vasodi latador e produz febre, inflamação e dor. ↪ Tromboxano: estimula a agregação plaquetária e é um vasoconstritor. ↪ Leucotrieno: contrai os músculos que revestem as vias aéreas do pulmão (causam o choque anafilático). ● Os inibidores de prostaglandinas podem atuar: ↳ Inibindo a fosfolipase A2, que separa o ácido araquidônico dos fosfolipídeos. ↪ Anti-inflamatórios esteróides. ↳ Inibindo as enzimas ciclo-oxigenases (COX), que são responsáveis por converter o ácido araquidônico em prostaglandinas. ↪ Aspirina, indometacina e fenilbutazona. Biossíntese de triacilgliceróis ● A produção do glicerol ocorre na via glicolítica, com a quebra da glicose em gliceraldeído-3- fosfato e DHAP. ↳ O gliceraldeído-3-fosfato e DHAP podem ser transformados um no outro. ● O DHAP pode ser transformado em glicerol-3- f o sf a t o p e l a e n z i m a g l i c e r o l - 3 - f o s f a t o desidrogenase. ● O glicerol pode ser fosforilado pela glicerol qu inase e t ambém se r t r ans fo rmado em glicerol-3-fosfato. ● O glicerol-3-fosfato pode ganhar um ácido graxo, pela ação da enzima aci l transferase e se transformar em ácido lisofosfatídico. ● O ácido lisofosfatídico pode receber outro ácido graxo e se transformar em ácido fosfatídico. ● O ácido fosfatídico pode: ↳ Ser usado na biossíntese de fosfolipídeos ↳ Ser transformado em diacilglicerol pela enzima fosfatidato fosfatase, que retira o fosfato do ácido fosfatídico. ● O diacilglicerol pode: ↳ Ser usado na biossíntese de fosfolipídeos ↳ Receber mais um ácido graxo (pela ação da ac i l t rans fe rase) e se t rans fo rmar em triacilglicerol. Regulação da síntese de ácidos graxos REGULAÇÃO DA ACETIL-COA CARBOXILASE ● Uma das enzimas reguladoras é a acetil-CoA carboxi lase, que transforma aceti l -CoA em malonil-CoA. Essa enzima pode estar: ↳ Ativa - desfosforilada ↳ Inativa - fosforilada ● A insulina estimula a síntese de ácidos graxos, pois indica um estado em que está sobrando energia para ser armazenada. ↳ A insulina estimula uma enzima chamada proteína fosfatase, que retira o fosfato da acetil-CoA carboxilase, tornando-a ativa.\ ● O glucagon e a adrenalina inibem a síntese de ácidos graxos, já que indicam uma situação em que está faltando energia para o organismo. ↳ O glucagon e a adrenal ina est imulam proteínas quinases dependentes de AMPc (ex: PKA), que fosfori lam a aceti l-CoA carboxilase, tornando-a inativa. ● A proteína quinase dependente de AMP (AMPK) também inibe a síntese de ácidos graxos, pois também fosforila a acetil-CoA carboxilase. ↳ A AMPK é estimulada quando há excesso de AMP. Isso ocorre quando há um gasto e n e r g é t i c o m u i t o a l t o , i n d i c a n d o a necessidade de energia. ↳ A AMPK também é estimulada pela leptina. ● A acetil-CoA carboxilase pode estar na forma de dímero ou na forma de polímero. A forma de dímero é inativa, enquanto a forma de polímero é ativa. ↳ O a c ú m u l o d e c i t r a t o e s t i m u l a a polimerização da acetil-CoA carboxilase, ou seja, estimula sua ativação. ↳ O acúmulo de acil-CoA (produto final da via) induz a dimerização da acetil-CoA, ou seja, inibe a atividade dela. ● Uma dieta rica em carboidratos também estimula a atividade da acetil-CoA carboxilase, enquanto uma dieta rica em gorduras inibe sua atividade. REGULAÇÃO DA ÁCIDO GRAXO SINTASE ● Outra enzima regulatória é a ácido graxo sintase. ● A ácido graxo sintase pode ter uma ativação alostérica feita por açucares. ● Também é estimulada por uma dieta rica em carboidratos e pela insulina. ● Por outro lado, uma dieta rica em gorduras, a adrenalina e o glucagon inibem a ácido graxo sintase. Leptina ● A lep t i na é um ho rmôn io p roduz ido nos adipócitos. ● O excesso de TAG estimula a expressão do gene OB, que codifica a leptina. ● A lept ina vai para o sangue e chega no hipotálamo, onde produz os efeitos de redução do apetite e aumento do gasto de energia. ● A obesidade pode estar relacionada à leptina: ↳ Uma mutação nos genes OB pode causar uma deficiência na produção da leptina. Sem o efeito de saciedade gerado pela leptina, pode se desenvolver um quadro de obesidade. ↳ Uma mutação nos receptores de leptina também pode causar obesidade. ↳ Resistencia do SNC à leptina. ● Ações da leptina: ↳ Aumento da pressão sanguínea e frequência cardíaca ↳ A u m e n t a a s í n t e s e d e t e r m o g e n i n a , causando o desacoplamento mitocondrial na gordura marrom ↳ D i m i n u i a a t i v i d a d e d a a c e t i l - C o A carboxilase ativando a proteína quinase ativada por AMP (AMPK). Outros reguladores ● Adiponectina: aumenta a degradação de ácidos graxos e inibe a síntese deles no fígado. ↳ Produzido no adipócito. ● Grelina: produz sensação de intensa fome. ↳ Produzido no estômago. ● Peptídeo YY: produz saciedade agindo no hipotálamo. ↳ Produzido no intestino. Diferenças nos depósitos de gorduras ● Algumas pessoas possuem o acúmulo de gordura abdominal, enquanto outras possuem acúmulo de gordura no quadril e nas pernas. ● O acúmulo de gordura abdominal é mais prejudicial. ↳ As células adiposas abdominais são maiores em tamanho. ↳ Possuem uma taxa de renovação de gordura elevada ↳ Sao mais sensíveis aos hormônios ↳ Faci lmente mobi l izável, o que afeta o m e t a b o l i s m o h e p á t i c o a u m e n t a n d o a produção de VLDL. ● As células adiposas do quadril e das pernas são menores, possuem baixa taxa de renovação e não produzem grandes efeitos no metabolismo hepático. Biossíntese de Lipídios Biossíntese de ácidos graxos Produção de Acetil-Coa citosólica Formação do malonil-coa Síntese dos ácidos graxos Origem do nadPh Processos Pós-Síntese Biossíntese de triacilgliceróis Regulação da síntese de ácidos graxos Regulação da Acetil-coa carboxilase Regulação da ácido graxo sintase Leptina Outros reguladores Diferenças nos depósitos de gorduras