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Automação de Processos Discretos – Elementos de Automação Professora: Denise F. Pereira denise.pereira@unipac.br mailto:denise.pereira@unipac.br Introdução • As tecnologias de automação industrial necessitam de sensores, atuadores, e, principalmente, de sistemas de controle. • Existem diversos tipos de sensores para uso na indústria e o funcionamento de cada um deles depende de fatores inerentes ao ambiente em que são instalados. • Neste caso, o calor, a luz e a distância de aproximação, por exemplo, podem influenciar no desempenho desses produtos. • Há sensores de pressão, sensores de nível, sensores de vazão e sensores de temperatura. • Dentre os tipos mais comuns também estão os ultrassônicos, magnéticos, fotoelétricos, capacitivos e os indutivos. Conceitos básicos de controle • O objetivo do controle automático é atuar de modo que um processo mantenha uma determinada variável contínua em um valor pré-ajustado (setpoint). • No caso de eventos discretos, o objetivo do controle automático é a execução de comandos que produzam um determinado evento após o processo alcançar um determinado estado. Controladores • O controlador deve receber o sinal das variáveis realimentadas (entradas), comparar com as referências e processá-las segundo um algoritmo programado e, finalmente, enviar sinais para os atuadores (saídas). • Um sistema de controle automático é constituído por controlador, sensores e atuadores que contribuem para manter o processo dentro de parâmetros referenciados. Controladores • No caso do controle discreto, o controlador receberá sinais binários (0 ou 1). O processamento será fundamentado na lógica binária combinacional ou sequencial. Controladores • No caso do controle contínuo, as variáveis analógicas são convertidas para digitais por conversores A/D para processamento. • Após o processamento, as saídas digitais são reconvertidas em sinais analógicos por meio de conversores D/A. O controle contínuo tem a finalidade de manter a variável controlada o mais próximo possível do setpoint. Controladores Controladores • As IHM - Interface Homem Máquina, basicamente constituído de monitor e teclado realizam a função “diálogo” entre o operador e a máquina. • As máquinas precisam trocar informações com outras máquinas ou outros sistemas. Para isso é preciso que o controlador disponha de facilidades de comunicação com o exterior. Sensores e transdutores A instrumentação é relativa aos equipamentos que obtém informações acerca do estado de um determinado processo industrial. Transdutor: é um dispositivo que converte um sinal de uma grandeza para outra. Sensores Sensor: é um dispositivo que responde a um estímulo físico ou químico de maneira específica que pode ser medida. Transforma uma grandeza física em um sinal elétrico (que o controlador pode entender). Os sensores podem ser: Sensores discretos: geram uma saída discreta, normalmente binária — 0 ou 1, aberto ou fechado, acionado ou desligado. Sensores contínuos: geram uma saída que varia continuamente em função da entrada. Pode ser composto por um único transdutor (um resistor por exemplo). Sensores Sensores discretos Um contato normalmente aberto (NA) se fecha quando é acionado. Já́ um contato normalmente fechado (NF) se abre quando é acionado. Quando o contato está aberto, ele é um “circuito aberto” e quando está fechado é um “curto-circuito”. Um dispositivo de comando pode ter mais de um contato sensível ao mesmo comando. Sensores Sensores discretos Os contatos permanecem acionados apenas enquanto a ação de comando estiver sendo exercida, isto é, se o botão estiver sendo pressionado. Retirada a pressão de acionamento, os contatos retornam para sua posição normal. Essa ação de comando é conhecida como acionamento momentâneo. A mola produz a ação de retorno para a posição normal. As ações de abertura e fechamento demoram poucos milésimos de segundo. Sensores Sensores discretos Os blocos de contatos costumam ser de polo simples e uma passagem, NA ou NF, ou de duplo polo e uma passagem (2 NA, 2 NF ou 1 NA + 1 NF). É muito comum encontrar na literatura as seguintes designações em inglês SPST (Single Pole - Single Throw) e DPST (Double Pole - Single Throw). Alguns dispositivos especiais apresentam um polo e dupla passagem, SPDT (Single Pole - Double Throw). Na verdade, trata-se de um comando tipo comutador. Sensores discretos A mesma estrutura de contatos elétricos dos botões poderia ser acionada por ação mecânica. No lugar dos botões, um simples rolete pode ser acionado por qualquer contato mecânico. O esforço muscular é substituído pela força causada pelo esbarro de um corpo externo Sensores Sensores discretos Microchaves: O curso entre os contatos é pequeno. A força necessária para mover as lâminas também é pequena. Com o auxílio da alavanca mecânica, a força de acionamento se torna ainda menor. Inúmeros dispositivos auxiliares automáticos podem ser construídos com base no princípio descrito anteriormente, tais como chaves de nível e de fluxo. Eles também podem ser acionados por força magnética produzida por ímãs. Sensores oAplicações típicas Automação Industrial Sensores discretos – deformação de materiais Sensores Sensores Sensores discretos Sensores de proximidade: Existem diversos princípios físicos que podem e são usados para detectar a proximidade de algum material. Sensores discretos Sensores de proximidade: Indutivos • Estão disponíveis em vários tamanhos e formatos. São baseados no princípio da variação da indutância de uma bobina quando um elemento metálico (indutivo) passa nas suas proximidades. Sensores Princípio de Funcionamento Ao circular uma corrente pela bobina, um campo magnético é formado no núcleo. Quando uma peça metálica é aproximada do núcleo, o campo magnético “aumenta”, gerando variação da tensão. Sensores Sensores discretos Sensores de proximidade: Indutivos Conta com uma bobina na sua extremidade sensora, que gera um campo magnético variável na sua frente. A frequência deste campo magnético depende da própria indutância desta bobina, que por sua vez depende do que estiver na frente do sensor Sensores discretos Sensores de proximidade: Indutivos • Para entender como os sensores indutivos funcionam, vamos considerar o diagrama de bloco da figura abaixo: Sensores Sensores Sensores discretos Sensores de proximidade: Indutivos • O campo magnético irradia através da face do sensor que é não metálica. O circuito oscilador é ajustado de maneira que, quando elementos não metálicos (como o ar) estiverem nas proximidades, o circuito continua a oscilar e a saída do dispositivo fica em nível baixo. • Componentes básicos: oBobinas: a bobina e a montagem em núcleo de ferrite geram um campo eletromagnético a partir da energia do gerador. oOscilador: fornece a energia necessária para geração do campo magnético nas bobinas. Sensores Sensores discretos Sensores de proximidade: Indutivos •Componentes básicos: oCircuito de disparo: detecta mudanças na amplitude de oscilação. As mudanças ocorrem quando um alvo de metal se aproxima do campo magnético irradiado pelo sensor. oCircuito de saída: quando uma mudança suficiente no campo magnético é detectada, a saída em estado sólido fornece um sinal a uma interface para um CLP ou máquina. O sinal indica a presença ou ausência de um alvo de metal na distância do sensor. Sensores Sensores discretos Sensores de proximidade: Indutivos A distância sensora nominal de um sensor de proximidade é a máxima distância que um alvo pode atingir da face do sensor a fim de este detectá-lo. Sensores • Sensores de Proximidade Indutivos • Um parâmetro que afeta a distância sensora é o tamanho do sensor (diâmetro da bobina do sensor). • Pequenos diâmetros (aproximadamente ¼”) tem distâncias sensora típicas de 1mm,enquanto sensores com grandes diâmetros (aproximadamente 3”) tem distâncias sensoras na ordem de 50mm ou mais. Sensores Sensores discretos Sensores de proximidade: Indutivos Além da limitação da distância que pode ser usado e da limitação do material do alvo, sensores indutivos estão sujeitos a interferências eletromagnéticas, que podem gerar falsas detecções. Sensores • Sensores de Proximidade Indutivos Sensores • Sensores de Proximidade Indutivos Sensores • Sensores de Proximidade Indutivos • Sensores Blindados • Os sensores indutivos podem ser blindados ou não blindados. A construção blindada inclui uma faixa metálica que envolve o conjunto núcleo de ferrite/bobina. Já os sensores não blindados não possuem esta faixa. Sensores • Sensores de Proximidade Indutivos • Sensores Blindados • Os sensores indutivos blindados apresentam um campo magnético mais concentrado e direcionado devido à presença da blindagem metálica ao redor do núcleo de ferrite e da bobina. • Isso resulta em maior precisão na detecção e menor interferência de objetos próximos, permitindo sua instalação embutida em superfícies metálicas sem comprometer o desempenho. Sensores • Sensores de Proximidade Indutivos • Sensores Blindados • Em contrapartida, os sensores não blindados possuem um campo magnético mais amplo e menos restrito, proporcionando um maior alcance de detecção em comparação com os blindados de mesmo diâmetro. No entanto, são mais suscetíveis a interferências e requerem um maior afastamento de superfícies metálicas ao redor para garantir um funcionamento adequado. Sensores Sensores discretos Sensores de proximidade: Capacitivos Os sensores capacitivos operam detectando variações na capacitância entre duas placas metálicas na extremidade do sensor. Quando um objeto com uma constante dielétrica diferente do ar se aproxima, a capacitância do sistema muda, alterando a frequência do circuito oscilador e permitindo a detecção do alvo. Sensores Sensores discretos Sensores de proximidade: Capacitivos Devido a essa característica, esses sensores são altamente eficazes na detecção de materiais com alta constante dielétrica, como líquidos (especialmente a água), plásticos e vidros. No entanto, eles apresentam baixa sensibilidade a metais como ferro, aço e alumínio, pois esses materiais não influenciam significativamente a capacitância do sistema. Isso os torna ideais para aplicações como controle de nível de líquidos e detecção de materiais não metálicos. • Sensores capacitivos • Sensores de proximidade capacitivos estão disponíveis em formas e tamanhos similares aos indutivos. Devido ao princípio de funcionamento desses sensores, suas aplicações são um pouco diferentes. Sensores Sensores capacitivos Sensores •Face do Sensor •O sensor possui eletrodos na sua face frontal: •A: Eletrodo principal do sensor (responsável pela detecção). •B: Eletrodos de compensação (ajustam o campo elétrico para evitar interferências). •A figura destaca dois campos elétricos: •Campo principal: Criado pelo eletrodo A para detecção da presença de um objeto. •Campo de compensação: Gerado pelos eletrodos B para estabilizar o sensor e evitar leituras erradas. •Circuito Interno •Oscilador: Gera um sinal oscilatório que é influenciado pela variação da capacitância devido à presença de um objeto próximo. •Circuito de disparo: Interpreta as variações de capacitância e converte em um sinal lógico. •Saída: Gera um sinal digital (normalmente em forma de onda quadrada) indicando a presença ou ausência do objeto. Sensores capacitivos Oscilador Interno O sensor possui um circuito oscilador interno, mas ele não oscila até que um material esteja próximo da face do sensor. Esse oscilador depende da capacitância formada entre as placas do capacitor na face do sensor e o material alvo. Placas do Capacitor na Face do Sensor Existem duas placas condutoras lado a lado na face do sensor: A (eletrodos do sensor): Responsáveis pela detecção da variação da capacitância. B (eletrodos de compensação): Usados para estabilizar o campo elétrico e evitar interferências externas. Variação da Capacitância Quando um objeto (alvo) se aproxima da face do sensor, ele altera o campo elétrico gerado entre as placas do capacitor. Essa variação na capacitância ativa o oscilador, gerando um sinal elétrico que será interpretado pelo circuito do sensor. Processamento e Saída O circuito de disparo detecta a oscilação e a converte em um sinal digital, geralmente do tipo ON/OFF, indicando a presença do objeto. Sensores Sensores capacitivos Para este tipo de sensor, o alvo externo age com o dielétrico. À medida que o alvo se aproxima do sensor, ocorre uma mudança no dielétrico, aumentando a capacitância interna do capacitor do oscilador, causando aumento da sua amplitude, o que faz com que a saída do sensor comute “1” . Sensores Sensores capacitivos Sensores Sensores capacitivos Na forma de onda, quando o alvo se aproxima da face do sensor, a amplitude do oscilador aumenta, o que faz com que a saída do sensor mude para ligado. Sensores Sensores Sensores discretos Sensores de proximidade: Capacitivos Pela fraca sensibilidade a papel e plástico, pode detectar a presença de alguns objetos dentro da embalagem. Pela alta sensibilidade à água, é muito usado para detecção de nível. Também é sensível à interferência eletromagnética, embora menos que o indutivo. Sensores Sensores discretos Sensores de proximidade: Capacitivos • Sensores capacitivos são mais sensíveis à interferência eletromagnética do que sensores indutivos, mas ainda assim menos suscetíveis do que outros tipos de sensores eletrônicos. • Fontes comuns de interferência incluem motores elétricos, inversores de frequência e linhas de alta tensão. • Para minimizar esse problema, é comum:Aterramento e blindagem adequados do sensor.Filtragem eletrônica para reduzir ruídos.Ajuste de sensibilidade para evitar falsos acionamentos. Constantes Dielétricas K Sensores capacitivos - Sensores Blindados Os detectores de proximidade capacitivos, assim como os indutivos, também podem ser blindados ou não blindados. Possuem um campo eletrostático altamente concentrado, devido à presença de uma blindagem ao redor do sensor. São mais indicados para detectar materiais de constantes dielétricas baixas, como plásticos e papel, pois conseguem focar melhor o campo elétrico. Limitação: São mais suscetíveis a falsas comutações devido à acumulação de sujeira ou umidade na face do sensor, pois qualquer alteração na capacitância pode ser interpretada como a presença de um objeto. Sensores Sensores capacitivos - Sensores não Blindados O campo eletrostático gerado se espalha mais, permitindo uma detecção a distâncias maiores. São mais utilizados quando se deseja detectar objetos a uma distância superior ao que os sensores blindados permitem. Menos afetados por sujeira e umidade, pois seu campo não é tão concentrado, reduzindo o risco de leituras errôneas. Sensores Sensores capacitivos - Aplicação Sensores Sensores PNP e NPN • Sensores PNP: A saída é ativa em nível alto, ou seja, quando o sensor detecta um objeto, ele fornece tensão positiva (+V) na saída. O circuito de controle deve receber esse sinal positivo para reconhecer a ativação do sensor. Eles são mais usados em sistemas onde o comum é negativo (0V). • Sensores NPN: A saída é ativa em nível baixo, o que significa que, quando o sensor detecta um objeto, ele conecta a saída ao negativo (0V). O circuito de controle reconhece essa ativação porque a saída passa a atuar como um "dreno" para a corrente. Eles são mais comuns em sistemas onde o comum é positivo (+V). Sensores PNP e NPN Diferença na Ligação ao CLP Sensor PNP (Saída ativa em nível alto) • A carga (entradado CLP) deve ser conectada entre a saída do sensor e o 0V (GND). • Quando o sensor detecta um objeto, ele fornece tensão positiva (+V) na saída. • O CLP recebe um sinal de nível alto (1 lógico) quando o sensor é ativado. Sensor NPN (Saída ativa em nível baixo) • A carga (entrada do CLP) deve ser conectada entre a saída do sensor e o +V da fonte. • Quando o sensor detecta um objeto, ele fecha o circuito para o 0V (GND), ou seja, a saída é aterrada. • O CLP recebe um sinal de nível baixo (0 lógico) quando o sensor é ativado. Cuidados ao conectar sensores ao CLP Verificar se as entradas do CLP são compatíveis com sensores PNP ou NPN (alguns CLPs suportam ambos, outros apenas um tipo). Evitar misturar sensores PNP e NPN no mesmo módulo de entrada, pois isso pode gerar problemas na alimentação e no funcionamento do sistema. Confirmar a fonte de alimentação, garantindo que a tensão do sensor seja compatível com o CLP (geralmente 24V DC). Sensores PNP e NPN Sensores de corrente alternada (dois fios) Normal Aberto (NA): O circuito só se fecha quando o sensor detecta um objeto. Normal Fechado (NF): O circuito permanece fechado e abre quando o sensor detecta um objeto. Sensores de corrente contínua (três fios) NPN Normal Aberto (NA): A saída é aberta quando o sensor está inativo e conecta-se ao GND (0V) quando ativado. NPN Normal Fechado (NF): A saída é fechada quando o sensor está inativo e abre quando detecta um objeto. Sensores de corrente contínua (quatro fios) NPN com NA e NF: Possui ambas as configurações (normal aberto e normal fechado), oferecendo flexibilidade na ligação. PNP com NA e NF: Similar ao anterior, mas com a lógica de um sensor PNP, onde a saída é conectada ao +V quando ativada. Sensores Sensores Sensores Sensores de proximidade: Ultrassônico • Os sensores ultrassônicos utilizam ondas sonoras de alta frequência (acima de 20 kHz) para medir a distância entre o sensor e um objeto. Eles são amplamente utilizados para detecção de presença, medição de distâncias, etc. • Esses sensores podem detectar objetos a alguns metros de distância, mas é necessário considerar fatores que possam interferir na propagação das ondas. Elementos no ambiente podem gerar ou absorver o eco, impactando a precisão da medição. Sensores Sensores de proximidade: Ultrassônico • Superfícies duras, planas e altamente refletivas podem causar reflexões indesejadas, resultando em leituras imprecisas ou falsas detecções. Já superfícies irregulares ou que absorvem som podem reduzir a capacidade de detecção do sensor. • Além disso, algumas limitações dos sensores ultrassônicos incluem a dificuldade em detectar objetos muito pequenos ou distantes e a influência de condições ambientais, como vento e variações de temperatura, que podem afetar a propagação das ondas sonoras. Sensores Sensores de proximidade: Ultrassônico Funcionamento • Emissão de Ondas Ultrassônicas • Reflexão • Recepção do Sinal • Tempo de Viagem • Cálculos e Saída Sensores Sensores discretos Sensores de proximidade: Óptico Sensores ópticos funcionam com um emissor e um receptor de luz. Normalmente usa-se uma luz infravermelha, pois a eletrônica baseada em silício é mais sensível a este comprimento de onda, o que barateia o custo. Normalmente o sinal luminoso é modulado num trem de pulsos, para diminuir a interferência do sol, cuja luz contém infravermelho mas não é modulada Sensores Sensores discretos Sensores de proximidade: óptico Reflexão difusa Reflexão Barreira Sensores Ópticos de Reflexão Difusa – Exemplo • Sensores Ópticos de Reflexão Difusa: • 1. Detecção de Obstáculos: Esses sensores são usados em robôs e sistemas de automação para detectar a presença de obstáculos em seu caminho, permitindo evitar colisões. • 2. Iluminação Automática: Em ambientes residenciais ou comerciais, esses sensores podem ajustar automaticamente a iluminação com base na presença de pessoas no ambiente. • 3. Máquinas de Lavagem de Mãos Automáticas: Em banheiros públicos, esses sensores podem detectar a presença de mãos sob uma torneira ou dispensador de sabonete, ativando o fluxo de água ou sabonete. • 4. Sensores de Estacionamento: Em veículos, esses sensores podem ajudar os motoristas a estacionar, alertando-os quando estão se aproximando de um obstáculo ao fazer uma manobra. Sensores Ópticos de Reflexão – Exemplo • Sensores Ópticos de Reflexão: • 1. Impressoras: Em impressoras, esses sensores são usados para detectar a presença de papel ou outras mídias no caminho da impressão, garantindo que o papel seja alimentado corretamente. • 2. Controle de Acesso: Em sistemas de controle de acesso, como portões de estacionamento, esses sensores podem detectar a presença de cartões ou etiquetas RFID para permitir ou negar a entrada. • 3. Máquinas de Fotocópia: Sensores de reflexão são utilizados para identificar se um documento foi alimentado corretamente para cópia, evitando atolamentos de papel. Sensores Ópticos de Barreira – Exemplo • Sensores Ópticos de Barreira: • 1. Portas Automáticas: Os sensores de barreira são usados para detectar a presença de pessoas ou veículos próximo a portas automáticas, permitindo que elas se abram quando alguém se aproxima. • 2. Sistemas de Alarme: Em sistemas de segurança, esses sensores podem ser usados para criar barreiras invisíveis em áreas sensíveis. Quando a barreira é cruzada, um alarme é acionado. • 3. Contagem de Pessoas: Em lojas e eventos, os sensores de barreira podem ser usados para contar o número de pessoas que passam por uma determinada área, fornecendo dados úteis para análise de tráfego. • 4. Esteiras Transportadoras: Em sistemas de automação industrial, os sensores de barreira podem ser usados para detectar a presença ou ausência de objetos em uma esteira transportadora, permitindo um controle preciso do fluxo de produção. • 5. Jogos Eletrônicos: Sensores de barreira são usados em brinquedos e jogos para criar interações quando uma criança ou objeto cruza a barreira, acionando efeitos sonoros ou visuais. Sensores Sensores discretos Sensores de proximidade: magnético São dispositivos utilizados para detectar a presença ou ausência de objetos próximos com base nas propriedades magnéticas desses objetos. Eles funcionam explorando as alterações no campo magnético ao seu redor quando um objeto metálico ou magnético se aproxima ou se afasta do sensor. Existem dois tipos principais de sensores de proximidade magnéticos: Reed Switch (Interruptor Reed) e Sensores de Efeito Hall Sensores Sensores discretos Sensores de proximidade: magnético O interruptor Reed é um tipo simples de sensor magnético que consiste em duas lâminas de metal muito finas e flexíveis encapsuladas em um tubo de vidro evacuado. Quando um campo magnético é aplicado próximo ao tubo, as lâminas se fecham, completando o circuito elétrico. Esse tipo de sensor é frequentemente usado em aplicações como sensores de portas e janelas. Sensores Sensores discretos Sensores de proximidade: magnético de Efeito Hall São baseados no Efeito Hall, que é um fenômeno físico em que uma diferença de potencial elétrico (tensão) é gerada em um condutor quando é percorrido por uma corrente elétrica e colocado em um campo magnético perpendicular a essa corrente. Essa tensão gerada é proporcional à intensidade do campo magnético. Os sensores de Efeito Hall são usados em uma ampla gama de aplicações, como medição de corrente, sensores de posição, acelerômetros e, é claro, sensores de proximidade. Sensores Sensores discretos Chaves de Processo: São dispositivos elétricos projetados para monitorar e controlar processos industriais, ativando ou desativando sistemas, equipamentos ou alarmes com base nas mudanças em uma determinada variável ou grandeza do processo. Essas chaves são amplamente utilizadas na automaçãoindustrial para garantir que os processos ocorram de maneira segura, eficiente e controlada. Por exemplo: temperatura do tanque 1 acima de 100 ◦C, Nível do silo abaixo de 2 m, e assim por diante... Sensores Sensores discretos Chaves de Processo – Exemplos Chaves de Nível: Detectam o nível de um líquido ou sólido em um recipiente e podem ser usadas para controlar bombas ou válvulas. Chaves de Pressão: Monitoram a pressão de um fluido em um sistema e podem ser usadas para ativar alarmes ou desativar sistemas em caso de pressão excessiva ou insuficiente. Chaves de Temperatura: Monitoram a temperatura em processos industriais e podem ativar dispositivos de resfriamento ou aquecimento conforme necessário. Chaves de Fluxo: Monitoram o fluxo de fluidos em tubulações e podem controlar a abertura ou fechamento de válvulas para manter um fluxo constante. Chaves de Posição: Detectam a posição de objetos ou componentes em um sistema, como a posição de uma válvula, e podem controlar o funcionamento de máquinas ou processos. Chaves de Segurança: São usadas para garantir a segurança dos operadores e equipamentos, desativando sistemas em situações perigosas. Sensores Sensores Contínuos • Sensores contínuos, também conhecidos como sensores analógicos, são dispositivos que medem grandezas de maneira contínua e fornecem uma saída que varia de forma proporcional às mudanças na grandeza medida. • Eles são capazes de fornecer informações precisas e detalhadas sobre uma variável ao longo de um intervalo de valores, em oposição aos sensores discretos, que fornecem apenas saídas discretas (ligado/desligado). Sensores Sensores Contínuos Esses sensores são usados em uma variedade de aplicações em que é importante obter informações detalhadas sobre uma grandeza, como temperatura, pressão, nível de líquidos, fluxo, umidade, luz, entre outras. Sensores Sensores Contínuos Esses sensores são usados em uma variedade de aplicações em que é importante obter informações detalhadas sobre uma grandeza, como temperatura, pressão, nível de líquidos, fluxo, umidade, luz, entre outras. A principal característica dos sensores contínuos é a saída analógica, que pode ser um sinal de tensão, corrente ou outra forma de sinal que varia de acordo com a mudança na grandeza medida. Essa saída pode ser lida por sistemas de controle ou interfaces que processam esses sinais para tomar decisões ou ajustar parâmetros conforme necessário. Atuadores São dispositivos que realizam a conversão de energia em movimento ou ação mecânica. Eles recebem um sinal de controle, geralmente proveniente de um sistema de automação, e transformam essa entrada em uma saída física que executa uma tarefa específica, como movimentar uma peça, abrir ou fechar uma válvula, ou realizar uma ação mecânica predeterminada. Os atuadores desempenham um papel fundamental em sistemas de automação e controle, onde são utilizados para executar operações que requerem força, movimento ou posicionamento precisos. Eles podem ser controlados manualmente ou automaticamente para operar de acordo com determinadas condições. Atuadores – Exemplos • Válvulas de controle/ reguladoras/ de segurança e alívio • Motores • Resistências • Posicionadores Slide 1: Automação de Processos Discretos – Elementos de Automação Slide 2: Introdução Slide 3: Conceitos básicos de controle Slide 4: Controladores Slide 5: Controladores Slide 6: Controladores Slide 7: Controladores Slide 8: Controladores Slide 9: Sensores e transdutores Slide 10: Sensores Slide 11: Sensores Slide 12: Sensores Slide 13: Sensores Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18: Sensores Slide 19: Sensores Slide 20: Sensores Slide 21 Slide 22: Sensores Slide 23: Sensores Slide 24: Sensores Slide 25: Sensores Slide 26: Sensores Slide 27: Sensores Slide 28: Sensores Slide 29: Sensores Slide 30: Sensores Slide 31: Sensores Slide 32: Sensores Slide 33: Sensores Slide 34 Slide 35: Sensores Slide 36: Sensores Slide 37: Sensores Slide 38: Sensores Slide 39: Sensores Slide 40: Sensores Slide 41: Sensores Slide 42 Slide 43: Sensores Slide 44: Sensores Slide 45: Sensores Slide 46: Sensores PNP e NPN Slide 47: Sensores PNP e NPN Slide 48: Sensores PNP e NPN Slide 49: Sensores Slide 50: Sensores Slide 51: Sensores Slide 52: Sensores Slide 53: Sensores Slide 54: Sensores Slide 55: Sensores Slide 56: Sensores Ópticos de Reflexão Difusa – Exemplo Slide 57: Sensores Ópticos de Reflexão – Exemplo Slide 58: Sensores Ópticos de Barreira – Exemplo Slide 59: Sensores Slide 60: Sensores Slide 61: Sensores Slide 62: Sensores Slide 63: Sensores Slide 64: Sensores Slide 65: Sensores Slide 66: Sensores Slide 67: Atuadores Slide 68: Atuadores – Exemplos