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Universidade Estácio de Sá Laion Luiz silva de França 202008613094 Métodos dos Elementos Finitos Duque de Caxias 2022 LAION LUIZ SILVA DE FRANÇA MÉTODOS DOS ELEMNETOS FINITOS Trabalho de Métodos Finitos apresentado ao professor David Silva Nobre do curso de Engenharia Civil DUQUE DE CAXIAS 2022 Sumário 1. INTRODUÇÃO AO MÉTODO DOS ELEMENTOS FINITOS .... Erro! Indicador não definido.4 1.1. Definições Básicas ........................................... Erro! Indicador não definido.4 1.2. Histórico ........................................................... Erro! Indicador não definido.4 1.3 Aplicações na Engenharia ................................................................................ 5 2. Fundamento dos métodos dos elementos finitos ....................................... 8 2.1 O conceito de um Elemento ............................................................................. 8 2.2 Tipos de Elementos.......................................................................................... 9 2.3 Modelagem – Discretização do Meio ................................................................ 9 3.0 FORMULAÇÃO DO MÉTODO DOS ELEMENTOS FINITOS ATRAVÉS DO ELEMENTO DE TRELIÇA ....................................................................................... 10 3.1 Matriz de Rigidez de um Elemento ................................................................. 10 3.2 Matriz de Rigidez Global ................................................................................ 11 3.3 Condições de Contorno .................................................................................. 14 4 CAPÍTULO 1 INTRODUÇÃO AO MÉTODO DOS ELEMNETOS FINITOS 1.1 DEFINIÇÕES BÁSICAS O Método de Elementos Finitos (MEF) é uma análise que se utiliza de computadores para resolver problemas na engenharia e tem como objetivo a determinação do estado de tensão e deformação de um sólido de geometria arbitrária sujeito a ações exteriores. Montam-se então as funções de interpolação para reduzir o comportamento de um campo infinito de pontos para um número finito de pontos. A interconectividade desses pontos é definida por elementos finitos que preenchem a geometria dos elementos a serem estudados. Esse método consiste no fato de que possibilita a solução sistemática dos problemas com boa aproximação das soluções analíticas e dos resultados experimentalmente observados. 1.2 HISTÓRICO O Método de Elementos Finitos (MEF) é referido por vários autores que a publicação mais antiga em que é utilizada a designação “Elemento Finito” é o artigo que data de 1960 e tem como autor Ray Clough. Anteriormente, algumas técnicas já eram conhecidas e vieram a ser incorporadas no MEF, sem este aparecer ainda com as principais características que hoje em dia possui. A partir da década de 60 e inicio de 70 foram dados grandes passos para o desenvolvimento do MEF que o conduziram ao formato que hoje em dia, atualmente, apresentam maior aceitação. No início, os elementos finitos mais comuns eram os triangulares e os tetraédricos, passando-se mais tarde a dar preferência aos quadriláteros e aos hexaedros. Diferente de outros métodos utilizados no passado, o MEF só tem utilidade prática se se dispuser de um computador digital, isso é devido à grande quantidade de cálculos que é preciso realizar, e nomeadamente na resolução de grandes sistemas de equações lineares. Logo se compreende que o rápido desenvolvimento do MEF tenha praticamente coincidido com a generalização da utilização dos computadores nos centros de investigação. Com o aumento dos microcomputadores 5 ocorrido no final da década de 80 e nos anos 90, o MEF chega finalmente as mãos dos projetistas estruturais. 1.3 APLICAÇÕES NA ENGENHARIA Apresenta-se em seguida um exemplo de aplicação do MEF, que consiste na análise de uma estrutura do tipo consola curta de pequena espessura, sujeita as ações indicadas na figura 1.1. Nisto pode-se admitir que se trata de um meio contínuo sujeito a um estado plano de tensão. Nesta figura está representada a malha utilizada que é constituída por 92 elementos finitos quadriláteros, sendo cada um destes elementos definidos por 8 nós. Encontram-se também assinalados os 10 nós que estão ligados no meio exterior. Depois de completada a análise da estrutura pelo MEF, fica-se a conhecer os valores aproximados dos deslocamentos e das tensões instaladas. Na Figura 1.2 está representada a malha deformada pela ação das forças aplicadas à estrutura. Para permitir uma melhor visualização dos deslocamentos, estes são multiplicados por um fator de ampliação. Como referência, é também representada a malha original indeformada. Com o tipo de visualização utilizado na Figura 1.3 é possível ter uma percepção imediata dos locais em que as tensões principais apresentam maiores valores, bem como da trajetória das tensões dentro da estrutura. Neste tipo de representação cada segmento de reta está orientado segundo uma direção principal de tensão e a sua grandeza é proporcional ao valor da correspondente tensão normal. A cor verde indica que se trata de uma tração e à cor vermelha está associada uma compressão. Na Figura 1.4, o valor da componente vertical do vetor deslocamento é representado, em cada ponto, por intermédio de uma codificação por cores. Consultando a escala Introdução lateral, fica-se a conhecer a ordem de grandeza do deslocamento vertical em qualquer ponto da estrutura. Na Figura 1.5, o tipo de visualização gráfica coincide com o da Figura 1.4, tratando-se também da representação de um campo escalar por intermédio de uma codificação por cores. O campo representado na Figura 1.5 é o das tensões normais σy, sendo y o eixo vertical. Esta componente do tensor das tensões é sempre perpendicular a facetas horizontais. 6 7 8 CAPÍTULO 2: FUNDAMENTOS DO MÉTODO DOS ELEMENTOS FINITOS 2.1 O CONCEITO DE UM ELEMENTO Existem várias maneiras de abordar a teoria dos elementos finitos. O procedimento de Rayleigh-Ritz é um dos métodos mais intuitivos e mais didáticos. Este método é aproximado de resolução de problemas baseado no princípio do trabalho virtual. O princípio do trabalho virtual afirma que a energia potencial total de um sistema elástico é mínima (ou estacionária) quando o sistema está em equilíbrio, logo, a energia potencial total é a soma da energia potencial gravitacional e da energia de deformação elástica. O método reduz em meio contínuo com infinitos graus de liberdade (produto do número de nós em uma malha pelo número de incógnitas por nó) a um sistema com um número finito de graus de liberdade. O método torna possível, baseando-se na hipótese de que os deslocamentos no meio contínuo são funções de um número finito de coeficiente indeterminado que devem ser determinados. O problema passa a ser a determinação desses coeficientes, por exemplo: Condições de contorno para resoluções de problema 9 2.2 TIPOS DE ELEMENTOS Diversos tipos de elementos finitos já foram desenvolvidos. Estes apresentam formas geométricas diversas (por exemplo, triangular, quadrilateral, cúbico, etc) em função do tipo e da dimensão do problema (se uni, bi, ou tridimensional). A Figura abaixoapresenta a geometria de vários tipos de elementos finitos. 10 2.3 MODELAGEM- DISCRETIZAÇÃO DO MEIO CAPÍTULO 3 FORMULAÇÃO DO MEF ATRAVÉS DO ELEMENTO DE TRELIÇA 3.1 MATRIZ DE RIGIDEZ DE UM ELEMENTO A formulação da matriz de rigidez de uma barra de eixo retilíneo e de secção constante são considerados dois referenciais diretos e ortonormados: o geral (g1,g2,g3) e o local (l1,l2,l3). O referencial geral é aquele em que se encontram expressas as coordenadas de todos os nós que depois são utilizados para definir a posição das barras. O referencial local é definido pelos seguintes eixos: l1 é o eixo da barra e l2 e l3 são os eixos principais centrais de inércia da secção transversal da barra (ver a Figura 3.1). Considera-se habitualmente, sem perda de generalidade, que a barra definida pelos nós i e j tem o nó i coincidente com a origem dos dois referenciais e o nó j sobre o semi-eixo positivo l1. É também habitual considerar que o número do nó i é inferior ao número do nó j (i