Prévia do material em texto
CURSO DE MEDICINA - AFYA NOTA FINAL Aluno: Componente Curricular: Habilidades e Atitudes Médicas III Professor (es): Período: 202301 Turma: Data: N1_ESPECIFICA_HAM 3_25ABRIL2023 RELATÓRIO DE DEVOLUTIVA DE PROVA PROVA 07221 - CADERNO 004 1ª QUESTÃO Enunciado: Adolescente, 13 anos, dá entrada no pronto-socorro encaminhado pelo cardiologista que o acompanha em um tratamento ambulatorial para febre reumática secundária a uma amigdalite. No relatório consta que o paciente iniciou com dor torácica súbita na região precordial “em pontada”, com piora na posição deitada e ao realizar a inspiração, mas melhora na posição sentada e com o corpo inclinado para a frente. No eletrocardiograma realizado no consultório do médico foram observados alguns achados inespecíficos: taquicardia sinusal, baixa voltagem do QRS, e distúrbios de repolarização (anormalidades do segmento ST e onda T). Considerando a principal hipótese diagnóstica para o caso, descreva: 1. A) os achados esperados no exame físico do paciente. (1,0) 2. B) as alterações que podem ser encontradas na radiografia de tórax e no ecocardiograma. (1,5) Alternativas: -- Resposta comentada: A) Ao exame físico, na pericardite aguda, pode-se observar bulhas cardíacas hipofonéticas com presença de atrito pericárdico, que é um ruído de alta frequência produzido pelas membranas pericárdicas inflamadas. O atrito pericárdico pode compreender de um a três tempos e pode ser transitório. B) Rx de Tórax: na pericardite aguda, a radiografia de tórax é normal na maioria das vezes. A presença de cardiomegalia ocorre apenas quando há mais de 200 ml de fluido no saco pericárdico. O aumento progressivo do derrame pericárdico, que ocorre, por exemplo, no tamponamento cardíaco, resulta em formato globular da silhueta cardíaca à radiografia de tórax (em formato de “moringa”). Ecocardiograma: comumente, os achados ao ecocardiograma associados à pericardite aguda envolvem espessamento pericárdico e derrame pericárdico. No entanto, podemos ter casos de pericardite aguda sem alterações ao ecocardiograma, usualmente denominados “pericardite aguda seca”. Referências: I Diretriz Brasileira de Miocardites e Pericardites. Arq Bras Cardiol: 100 (4 Supl. 1): 1-36, 2013. Sociedade Brasileira de Pediatria /[organizadores Dennis Alexander Rabelo Burns et al.Tratado de Pediatria. Sociedade Brasileira de Pediatria. 5ª Ed. Editora. Manole, 2022. 000072.210013.634600.16a564.93f283.33cae2.193372.0766b Pgina 1 de 12 2ª QUESTÃO Enunciado: Lactente de 2 meses de vida, levado para consulta médica. Genitora relata que o filho apresenta episódios em que fica com os lábios roxos, fato notado principalmente após receber as vacinas do 2º mês de vida, quando teve febre e chorou muito. Lactente sem comorbidades conhecidas, nascido de parto vaginal, Apgar 8 e 9. Recebeu alta da maternidade 36h após o nascimento. Ao exame físico: BEG, eupneico, cianose de lábios e extremidades. À ausculta cardíaca, presença de sopro sistólico em borda esternal esquerda, grau 3/6. Sobre o caso descrito, podemos afirmar que: Alternativas: (alternativa A) O teste do coraçãozinho é um método de triagem para diagnóstico precoce de cardiopatias congênitas críticas. Um RN cujo teste teve como resultado SpO2 98% em MSD e SpO2 94% em MID poderá ser liberado para alta e acompanhamento ambulatorial de rotina. (alternativa B) Provavelmente o lactente é portador de uma cardiopatia congênita cianogênica, sendo a Persistência do Canal Arterial (PCA) a principal hipótese neste caso. (alternativa C) A Comunicação Interventricular (CIV) é uma cardiopatia acianogênica de hipofluxo pulmonar. Já a Tetralogia de Fallot é uma cardiopatia cianogênica de hiperfluxo pulmonar. (alternativa D) (CORRETA) Provavelmente trata-se de Tetralogia de Fallot. Nessa cardiopatia, o sopro sistólico auscultado tende a diminuir sua intensidade durante os episódios de crise de hipóxia. Resposta comentada: O lactente apresenta sopro cardíaco e cianose, sugerindo diagnóstico de cardiopatia congênita. Dentre as cardiopatias cianogênicas, a Tetralogia de Fallot é a mais comum, sendo caracterizada por cianose em vários graus, a depender da gravidade, e hipofluxo pulmonar. O sopro auscultado geralmente diminui durante as crises de hipóxia devido à piora da estenose. PCA e CIV são cardiopatias acianogênicas, de hiperfluxo pulmonar. O teste do coraçãozinho é dito negativo se a SpO2 >= 95% E diferença entre MSD e MIe 48 horas de vida, antes da alta hospitalar, em todo o recém-nascido aparentemente saudável com idade gestacional > 34 semanas. E será considerado sem alterações quando a análise do monitor mostrar uma onda de traçado homogêneo, com a saturação periférica maior ou igual a 95%, tanto na medida do membro superior quanto do membro inferior, sendo a diferença entre ambos menor que 3%. A tetralogia de Fallot é uma moléstia cardíaca congênita composta por quatro defeitos anatômicos, sendo eles a estenose da valva pulmonar, a hipertrofia ventricular direita, comunicação interventricular (CIV) e a dextroposição da aorta Todos os componentes da anomalia podem ser explicados por desvio anterior da porção infundibular do septo ventricular, que resulta em estreitamento da via de saída do ventrículo direito. Ao mesmo tempo, esse desvio ocasiona desalinhamento entre os componentes do septo ventricular e, portanto, CIV e dextroposição da aorta. Hipertrofia do ventrículo direito aparece secundariamente à sobrecarga de pressão a que essa câmara fica submetida. O grau de estenose subpulmonar é variável, e denomina-se Fallot extremo quando há atresia do infundíbulo e da valva pulmonar. Clinicamente, os pacientes apresentam cianose em virtude da passagem de sangue não oxigenado para a circulação sistêmica, através da CIV e da aorta dextroposta. Quando existem cianose e hipoxemia acentuadas em crianças muito pequenas para serem submetidas à correção total, lança-se mão da cirurgia de Blalock-Taussig, que é um procedimento paliativo no qual se realiza anastomose terminolateral de uma artéria subclávia a um dos ramos da artéria pulmonar, com a intenção de aumentar o fluxo pulmonar. REFERÊNCIAS: BRASILEIRO FILHO, G. Bogliolo. Patologia Geral. 9ª edição. Editora Guanabara Koogan S.A., Rio de Janeiro, RJ, 2016. SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Departamento de Cardiologia e Neonatologia da SBP. Diagnóstico precoce de cardiopatia congênita crítica: oximetria de pulso como ferramenta de triagem neonatal. 2011. Disponível em: http://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/pdfs/diagnostico-precoce-oximetria.pdf. 5ª QUESTÃO Enunciado: Criança do sexo masculino, 10 anos de idade, trazida pela mãe devido a ter apresentado uma medida de pressão arterial elevada na farmácia. O paciente apresenta obesidade grau I pelo IMC, tem altura de 146 cm e não faz controle alimentar. São realizadas 3 aferições na consulta: 125 x 80 mmHg, 126 x 86 mmHg e 124 x 80 mmHg. Analise os dados, juntamente com os quadros abaixo, e assinale a alternativa com a classificação correta da pressão arterial do paciente: 000072.210013.634600.16a564.93f283.33cae2.193372.0766b Pgina 5 de 12 Fonte: Barroso WKS, Rodrigues CIS, Bortolotto LA, Mota-Gomes MA, Brandão AA, Feitosa ADM, et al. Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020. Arq Bras Cardiol. 2021 000072.210013.634600.16a564.93f283.33cae2.193372.0766b Pgina 6 de 12 Alternativas: (alternativa A) Pressão arterial elevada (alternativa B) Hipertensão estágio 2 (alternativa C) (CORRETA) Hipertensão estágio 1 (alternativa D) Normotensão Resposta comentada: Crianças e adolescentes são considerados hipertensos quando PAS e/ou PAD forem superiores ao percentil (p) 95, de acordo com idade, sexo e percentil de altura, em pelo menos três ocasiões distintas. Define-se como PH quando a PAS/PAD ≥p90 estágio 1. Levando em consideração a idade, sexo e estatura para essa criança, a média entre as 3 medidas aparece PA ≥ P95 econtudo estimular o afastamento da família. Assim como na anamnese do adulto, a anamnese do adolescente se desenvolve no contexto da autonomia do paciente. # Conhecer a saúde materna e gestacional permite identificar fatores de risco para agravos à saúde do recém-nascido. # O depoimento dos pais/responsáveis é fonte de raciocínio clínico na consulta pediátrica. Referência: PORTO, C. C. Semiologia Médica. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019. Recurso online. ISBN 978-85-277-3498-1. Disponível em: . Acesso em: 28 out. 2019. 8ª QUESTÃO Enunciado: Paciente feminina, 15 anos, estudante, comparece à Unidade Básica de Saúde (UBS) com relato de acne na face e tronco há cerca de 2 anos. O S.O.A.P. é um acrônimo utilizado em um Prontuário Orientado por Problemas e Evidências. Avalie os trechos do prontuário descritos nas alternativas abaixo, relacionando com o local correto de descrição pelo método SOAP e marque a alternativa correta: 000072.210013.634600.16a564.93f283.33cae2.193372.0766b Pgina 9 de 12 Alternativas: (alternativa A) “Paciente refere que já fez uso de diversos medicamentos tópicos, sem orientação médica, e que não apresentou sucesso. Afirma irregularidade menstrual, nega alergias e uso de medicamentos” – esse trecho corresponde à parte “Avaliação” dentro do acrônimo SOAP. (alternativa B) “Solicito exames laboratoriais, encaminho para avaliação com o ginecologista (para uso de anticoncepcional), para acompanhamento nutricional e psicológico, prescrevo medicação tópica antiacneica” – esse trecho corresponde à parte “Objetivo” no acrônimo SOAP. (alternativa C) “Paciente apresenta IMC 28 kg/m², CA 95 cm, PA 110 x 75 mmHg, eupneica, normocorada, hidratada. Apresenta pápulas, pústulas e nódulos na face e no tronco anterior, além de cicatrizes de acne.” – esse trecho corresponde à parte “Plano” no acrônimo SOAP. (alternativa D) (CORRETA) “A paciente refere sentir-se envergonhada com as lesões. Afirma que não consegue fazer amigos, pois prefere ficar sozinha na escola e não gosta de sair de casa. Deseja realizar um tratamento efetivo para esse problema” – esse trecho corresponde à parte “Subjetivo” no acrônimo SOAP. Resposta comentada: Na letra S (Subjetivo), registramos informações baseadas na experiência da pessoa que está sendo atendida, queixas e sentimentos Na letra O (Objetivo), anotamos informações aferidas do ponto de vista médico, como dados do exame físico e/ou resultados dos exames complementares. Na letra A (Avaliação), ficam as hipóteses diagnósticas e/ou os problemas evidenciados A letra P (Plano) corresponde ao Plano, onde são anotadas as propostas terapêuticas, medicações prescritas, solicitações de exames complementares, orientações realizadas, encaminhamentos e pendências para o próximo atendimento. Referência: PORTO, C.C. Semiologia Médica. 8ª ed. Rio de Janeiro. Guanabara, 2019. SWARTZ, M.H. Tratado de Semiologia Médica. História e Exame Clínico. 7ª ed. 9ª QUESTÃO Enunciado: Uma mulher de 47 anos está no segundo dia pós-operatório de gastrectomia com linfadenectomia, por adenocarcinoma gástrico localizado. Tem antecedentes de hipertensão arterial e hipotireoidismo. Queixa-se de dor no epigástrio e de dispneia importante de início súbito. Dreno abdominal: 40 ml de secreção serossanguinolenta fluida nas últimas 24 horas. Pulso = 110 bpm, PA = 100 x 70 mmHg, FR = 34 irpm, temperatura = 36ºC, SatO2 = 90%, com cateter de oxigênio. A radiografia de tórax não mostra alterações. Assinale a hipótese diagnóstica mais provável e a conduta. 000072.210013.634600.16a564.93f283.33cae2.193372.0766b Pgina 10 de 12 Alternativas: (alternativa A) Deiscência de anastomose; laparotomia exploradora. (alternativa B) (CORRETA) Tromboembolismo pulmonar; angiotomografia de tórax. (alternativa C) Pneumonia; tomografia de tórax. (alternativa D) Atelectasia pulmonar; tomografia de tórax. Resposta comentada: As principais manifestações clínicas na TEP não maciça são: taquipneia (> 20 ipm no adulto), dispneia, dor torácica pleurítica, taquicardia, apreensão, tosse e hemoptise. Nos quadros maciços, colapso circulatório agudo e morte súbita podem ocorrer. Câncer ativo, cirurgia e imobilização prévia são fatores de risco para TEP. Pacientes estáveis hemodinamicamente e com probabilidade clínica baixa ou moderada devem ser avaliados com dosagem de dímero-D, considerando valores de referência ajustados para a idade. Um exame negativo nessa situação descarta TEP com segurança. Em resultados positivos, um exame de imagem é necessário para confirmar a doença. Pacientes com alta probabilidade clínica devem ser submetidos diretamente a exames de imagem. Naqueles com instabilidade hemodinâmica, angiotomografia de tórax pode ser realizada se prontamente disponível e com segurança para os pacientes. Caso contrário, ecocardiograma demonstrando sobrecarga de VD pode auxiliar na decisão diagnóstica e terapêutica. PORTO, C. C.; PORTO A. L. Semiologia médica. 8. ed. - Rio de Janeiro : Guanabara Koogan, 2019. 10ª QUESTÃO Enunciado: Paciente de 78 anos, comparece a atendimento na Unidade Básica de Saúde com queixa de falta de ar aos mínimos esforços, inchaço nas pernas e necessidade de dormir sentado ou com muitos travesseiros devido à falta de ar. Traz Raio-x de toráx PA (póstero-anterior) que evidencia aumento do índice cardiotorácico. Diante das queixas e exame apresentados, descreva as alterações do sistema cardiovascular que podem ser esperadas para o paciente, na: A) inspeção (0,5); B) palpação (1,0) e; C) ausculta (1,0). Alternativas: -- 000072.210013.634600.16a564.93f283.33cae2.193372.0766b Pgina 11 de 12 Resposta comentada: Inspeção: Edema de membros inferiores simétrico. Turgência jugular a 45°. Palpação: Hepatomegalia, Refluxo hepato jugular, Edema frio e mole, desvio do ictus cordis. Ausculta: Taquicardia, presença de B3 ou Ritmo de galope, sopro sistólico. O paciente apresenta queixas típicas de insuficiência cardíaca e já traz um exame de imagem apontando para uma patologia cardíaca através de aumento do índice cardiotorácico. Referência: PORTO, C. C. Semiologia Médica. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019. recurso online. ISBN 978-85-277-3498-1. Disponível em: . Acesso em: 28 out. 2019 000072.210013.634600.16a564.93f283.33cae2.193372.0766b Pgina 12 de 12 CURSO DE MEDICINA - AFYA NOTA FINAL Aluno: Componente Curricular: Habilidades e Atitudes Médicas III Professor (es): Período: 202202 Turma: Data: N1_Especifica_HAM 3_2022.2_PROVA 1 RELATÓRIO DE DEVOLUTIVA DE PROVA PROVA 05232 - CADERNO 001 1ª QUESTÃO Unidade de avaliação: N1 - Específica Enunciado: Paciente de 70 anos comparece para consulta médica na Unidade Básica de Saúde (UBS). Aposentado, apresentando quadro de dispneia aos moderados esforços há cerca de 2 meses, acompanhada de dispneia paroxística e tosse seca noturna, ortopneia e edema de membros inferiores. Há cerca de 1 semana, o quadro de dispneia vem apresentando piora, agora iniciando aos pequenos esforços, o que levou o paciente procurar a emergência, onde foi internado. HPP: Portador de Hipertensão Arterial Sistêmica, em uso irregular da medicação, Diabetes Mellitus, Dislipidemia. Histórico de Infarto Agudo do Miocárdio há 6 anos. Analise o caso e responda as alternativas a seguir. (1,5) a. Cite dois achados da inspeção e dois achados da palpação que podem estar presentes no exame físico do paciente descrito no caso clínico. (1,0) b. Cite duas prováveis etiologias para o caso clínico apresentado. Alternativas: -- 000052.320013.d4017a.1edd44.9d175e.ea1e4c.40b8f9.d0d1a Pgina 1 de 12 Resposta comentada: a. Inspeção: Turgência Jugular, Edema de membros inferiores, ictus cordis visível e propulsivo além do 5º espaço intercostal. Palpação: Refluxo Hepatojugular positivo, Hepatomegalia, ictus cordis palpável além do 5º espaço intercostal e desviado para esquerda, Ascite, Edemade membros inferiores (sinal do cacifo positivo). b. Etiologia Hipertensiva/Etiologia Isquêmica O paciente apresenta histórico de Infarto Agudo do Miocárdio, sendo a etiologia isquêmica a principal etiologia para esse caso. Além disso, o paciente apresenta histórico de hipertensão arterial sistêmica em uso irregular da medicação, sendo outra possível causa de insuficiência cardíaca para o caso descrito. REFERÊNCIAS: 1. PORTO, C. C. Semiologia Médica. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019. 2. PORTO, C. C.; PORTO, A.L. Exame Clínico. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017. 3. BICKLEY, Lynn S.; SZILAGYI, Peter G. Bates: propedêutica médica. 12. Tratado de semiologia médica: história e exame clínico. 8. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2018. 2ª QUESTÃO Unidade de avaliação: N1 - Específica Enunciado: Na Unidade Básica de Saúde (UBS) de seu bairro, foi atendida uma criança por solicitação da agente comunitária. Segundo a mãe, a criança do sexo masculino, 12 meses de idade, vem apresentando coriza e tosse seca, de início há 4 dias. Ontem teve um pico febril não termometrado. Nascida a termo, de parto normal, com peso e estatura no percentil 50, gestação planejada. Desde os 5 meses, passa a maior parte do tempo com a avó paterna, para que os pais trabalhem. A mãe nunca levou a criança à UBS para consulta, pois ela nunca ficou doente. Durante a consulta pediátrica, independentemente do motivo que levou a família procurar assistência médica, é importante que o pediatra avalie as condições do crescimento e desenvolvimento da criança, buscando o diagnóstico precoce e a prevenção de condições clínicas reversíveis com as corretas intervenções. Diante disto, qual das alternativas reflete o esperado para a criança em questão? 000052.320013.d4017a.1edd44.9d175e.ea1e4c.40b8f9.d0d1a Pgina 2 de 12 Alternativas: (alternativa A) (CORRETA) É esperado que no desenvolvimento motor grosseiro a criança já saiba engatinhar, e consiga ficar em pé e dar os primeiros passos. (alternativa B) No desenvolvimento da linguagem, a criança já consegue apontar para uma parte do corpo indicada. (alternativa C) Quanto ao crescimento, é esperado que a criança duplique o peso de nascimento nos primeiros 12 meses de vida. (alternativa D) A caderneta de vacinação deve estar completa, a partir dos 6 meses de idade, quando a criança passa a ter mais contato com o mundo exterior. Resposta comentada: A caderneta de vacinação deve ser checada em todas a consultas pediátricas, desde o primeiro mês de vida O desenvolvimento normal de uma criança de 12 meses tem como marcos: motor grosseiro – a criança já sabe engatinhar, fica em pé sozinha e anda; motor fino – a criança já é capaz de fazer pinça polegar-dedos; na linguagem fala mama, dadá e algumas conseguem outras 3 palavras diferentes destas; no desenvolvimento social, joga bola e bate palmas. Quanto ao crescimento, espera-se que a criança triplique seu peso de nascimento no primeiro ano de vida Referencias: Leão Ennio, et al Pediatria Ambulatorial 2 ed. – Belo Horizonte, COOPMED: 1989 BICKLEY, Lynn S. Bates-Propedêutica Médica Essencial. Grupo GEN, 2018. E-book. 9788527734493. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527734493/. Acesso em: 20 ago. 2022. 3ª QUESTÃO Unidade de avaliação: N1 - Específica Enunciado: Um adolescente de 12 anos reside com seu avô e, há cerca de um mês, iniciou quadro de tosse e emagrecimento e foi diagnosticado com tuberculose pulmonar. Ao saber do diagnóstico do paciente, a equipe da sua Unidade de Saúde da Família (USF) orientou que fosse investigado o seu contactante domiciliar. Para a investigação do adolescente, descreva (1,5) a. quais dados devem ser coletados na anamnese; e (1,0) b. o que precisa ser avaliado no exame físico do adolescente, caso ele apresente sintomas. 000052.320013.d4017a.1edd44.9d175e.ea1e4c.40b8f9.d0d1a Pgina 3 de 12 Alternativas: -- Resposta comentada: a. Quanto à sintomatologia, pesquisar: tosse seca ou produtiva, com ou sem raias de sangue (escarro hemoptoico), febre vespertina, sudorese noturna, astenia e perda de peso. Deve-se ainda coletar os dados sobre o nível de instrução e as condições econômicas e sanitárias, ou seja, os possíveis determinantes sociais relacionados ao adoecimento por Tuberculose. Avaliar ainda o estado vacinal do adolesente, coinfecção com HIV ou outras comorbidades. b. No exame físico, é importante avaliar: exame completo do sistema respiratório, temperatura, peso e estatura, presença de eventuais linfonodomegalias. REFERÊNCIAS: BRASIL. Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. – Brasília: Ministério da Saúde, 2019. Disponível em: https://portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br/atencao- crianca/principais-questoes-sobre-tuberculose-na-infancia/. Acesso em: 27 set. 2022. 4ª QUESTÃO Unidade de avaliação: N1 - Específica Enunciado: Na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), você atende um idoso do sexo masculino, 68 anos, preto, aposentado, com queixa de “forte dor no peito”. A dor é em aperto, em região retroesternal com irradiação para membro superior esquerdo, e se iniciou há 10 horas, com piora progressiva. Refere ainda que sente palpitações, náuseas e tonturas. Em relação aos antecedentes pessoais, o paciente é hipertenso, diabético, obeso e tabagista. Relata histórico familiar de infarto agudo do miocárdio (pai faleceu aos 50 anos) e de hipertensão (mãe hipertensa). Após exame físico e realização de eletrocardiograma, você diagnostica um quadro de infarto agudo do miocárdio. De acordo com os fatores de risco para doenças cardiovasculares relatados pelo paciente, quais são considerados não modificáveis? Alternativas: (alternativa A) Raça e obesidade. (alternativa B) Obesidade e tabagismo. (alternativa C) Idade e tabagismo. (alternativa D) (CORRETA) Raça e história familiar. 000052.320013.d4017a.1edd44.9d175e.ea1e4c.40b8f9.d0d1a Pgina 4 de 12 Resposta comentada: Os fatores de riscos modificáveis para doenças cardiovasculares (DCV) incluem hiperlipidemia, tabagismo, etilismo, hiperglicemia, obesidade, sedentarismo, má alimentação e uso de contraceptivos; e os não modificáveis incluem história familiar de DCV, idade, sexo e raça. REFERÊNCIA: PORTO, C. C. Semiologia Médica. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019. recurso online. ISBN 978-85-277-3498-1. 5ª QUESTÃO Unidade de avaliação: N1 - Específica Enunciado: Paciente do sexo masculino, 57 anos de idade, está internado na enfermaria de uma unidade hospitalar, no 4º dia de pós-operatório de uma cirurgia ortopédica pós-traumática. Apresenta dispneia súbita, mantendo-se taquipneico com FR = 36 irpm, queda de saturação de oxigênio em ar ambiente (SatO2 = 88%). A ausculta pulmonar revela redução dos murmúrios vesiculares. Sobre a fisiopatologia da principal hipótese diagnóstica do caso acima, podemos afirmar que: I. Uma das principais consequências respiratórias da embolia pulmonar é a hipoxemia, devido ao desequilíbrio ventilação- perfusão. II. Dentre as consequências cardiocirculatórias da embolia, podemos citar o aumento da resistência vascular do pulmão, que se manifesta como hipertensão pulmonar aguda. III. Situações de embolia pulmonar podem culminar com um aumento da demanda metabólica pelo miocárdio, possibilitando a ocorrência de infarto agudo de Ventrículo Direito. É correto o que se afirma em Alternativas: (alternativa A) I e II, apenas. (alternativa B) (CORRETA) I, II e III. (alternativa C) II e III, apenas. (alternativa D) I e III, apenas. 000052.320013.d4017a.1edd44.9d175e.ea1e4c.40b8f9.d0d1a Pgina 5 de 12 Resposta comentada: Todas as alternativas são verdadeiras. Uma das principais consequências respiratórias da embolia pulmonar é a hipoxemia, devido ao desequilíbrio ventilação-perfusão; A súbita instalação de oligoemia no parênquima pulmonar dá origem a áreas bem ventiladas e mal perfundidas, aumentandoo espaço morto fisiológico e áreas do parênquima distantes do território hipoperfundido começam a sofrer atelectasia, tendo como elemento principal o desaparecimento de ar dos alvéolos sem que o espaço alveolar seja ocupado por células ou exsudato. Dentre as consequências cardiocirculatórias da embolia, podemos citar o aumento da resistência vascular do pulmão, que se manifesta como hipertensão pulmonar aguda; a obstrução mecânica promovida por êmbolos impactados promove vasoconstrição, além da ocorrência de vasoespasmo, secundário à liberação de agentes inflamatórios. Situações de embolia pulmonar podem culminar num aumento da demanda metabólica pelo miocárdio, possibilitando a ocorrência de infarto agudo de Ventrículo Direito. A dilatação do Ventrículo Direito aumenta a tensão em sua parede, dificultando o fluxo de sangue pela circulação coronariana. REFERÊNCIA: PORTO, Celmo C.; PORTO, Arnaldo L. Exame Clínico. 8 ed. Grupo GEN, 2017. 9788527731034. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527731034/. Acesso em: 27 set. 2022. 6ª QUESTÃO Unidade de avaliação: N1 - Específica Enunciado: Paciente do sexo masculino, 65 anos de idade, foi admitido em UTI por instabilidade hemodinâmica, após 2 semanas de internação na enfermaria. Apresentava quadro de hepatoesplenomegalia, febre e perda de peso há cerca de 6 semanas. Após investigação foi diagnosticado com linfoma agressivo, com prognóstico reservado. Utilizando o protocolo SPIKES, a melhor forma de se comunicar essa notícia é 000052.320013.d4017a.1edd44.9d175e.ea1e4c.40b8f9.d0d1a Pgina 6 de 12 Alternativas: (alternativa A) (CORRETA) informar a notícia ao paciente e à família acompanhado de um membro da equipe assistencial. (alternativa B) desestimular expressão de sentimentos de raiva, tristeza ou inconformismo do paciente e família. (alternativa C) comunicar o paciente e seus familiares durante o horário de visita da UTI, na beira do leito. (alternativa D) evitar transmitir ao paciente e familiares informações detalhadas sobre o prognóstico e tratamento. Resposta comentada: - A comunicação de más notícias, sempre que possível, deve ser realizada em ambiente reservado. - O paciente e seus familiares devem poder demonstrar os próprios sentimentos, sejam quais forem, após a comunicação da má notícia. - O paciente tem o direito de definir o quanto deseja saber sobre o diagnóstico, prognóstico e tratamento. REFERÊNCIA: Protocolo SPIKES - disponível em: INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER (BRASIL). COORDENAÇÃO GERAL DE GESTÃO ASSISTENCIAL. COORDENAÇÃO DE EDUCAÇÃO. Comunicação de notícias difíceis: compartilhando desafios na atenção à saúde / Instituto Nacional de Câncer. Coordenação Geral de Gestão Assistencial. Coordenação de Educação – Rio de Janeiro: INCA, 2010. 7ª QUESTÃO Unidade de avaliação: N1 - Específica Enunciado: Ao realizar a aferição da pressão arterial (PA) de um adolescente na Unidade Básica de Saúde (UBS), observou-se que ele estava acima do percentil 95 para sexo e idade e percentil da altura. Solicitou-se então que o adolescente retornasse ao serviço para que fossem realizadas mais duas novas medidas da sua PA em ocasiões diferentes. Para realização do procedimento neste adolescente, deve-se 000052.320013.d4017a.1edd44.9d175e.ea1e4c.40b8f9.d0d1a Pgina 7 de 12 Alternativas: (alternativa A) (CORRETA) realizar a medida da distância do acrômio ao olécrano; identificar o ponto médio da distância; a partir da medida da circunferência do braço nesse ponto médio, seleciona-se o manguito adequado, que deve cobrir 40% da largura e 80 a 100% do comprimento. (alternativa B) realizar a aferição da pressão arterial do adolescente preferencialmnete com o manguito utilizado em pacientes adultos, sendo considerada inadequada a medida caso seja realizada com manguitos menores. (alternativa C) realizar a aferição da pressão arterial com o adolescente em posição deitada, medindo a distância do acrômio ao olécrano, sendo o manguito ideal com largura correspondendo a 50% dessa medida. (alternativa D) realizar a medida da distância do acrômio ao rádio; identificar o ponto médio da distância; após medir a circunferência do braço nesse ponto médio, e, a partir dessa medida, seleciona-se o manguito adequado, que deve cobrir 80% da largura e 100% do comprimento. Resposta comentada: Conforme recomendações da sociedade americana e brasileira de cardiologia, deve-se realizar a medida da distância do acrômio ao olécrano; identificar o ponto médio da distância; após medir a circunferência do braço nesse ponto médio e a partir dessa medida, seleciona-se o manguito adequado, que deve cobrir 40% da largura e 80 a 100% do comprimento. REFERÊNCIA: Científico, C., & Kaufman, A. Hipertensão arterial na infância e adolescência. 2019. 8ª QUESTÃO Unidade de avaliação: N1 - Específica 000052.320013.d4017a.1edd44.9d175e.ea1e4c.40b8f9.d0d1a Pgina 8 de 12 Enunciado: Lactente, 12 meses, feminina, nascida de parto cesárea, a termo, com diagnóstico de síndrome de Down, comparece em consulta, acompanhada da mãe. Esta refere que a criança vem apresentando quadro de cansaço durante as mamadas nos últimos 2 meses, associado a uma dificuldade no ganho de peso e sudorese. Relata que a criança esteve internada 3 vezes no último ano devido a quadros de pneumonia. Nega quadros de cianose. Nega irritabilidade e choro prolongado. Mãe relata que, ao nascer, lactente realizou teste do coraçãozinho, pezinho e orelhinha, mas não sabe relatar o que deu nos exames (mãe perdeu a caderneta da criança). Ao exame físico: REG, hidratada, corada, acianótica, afebril (T 37ºC). Aparelho respiratório: Murmúrio vesicular distribuído difusamente sem ruídos adventícios. Abdome: Inocente, indolor à palpação. ECG: Sobrecarga biventricular. RAIO X tórax: aumento de câmaras / Abaulamento do arco pulmonar e aumento da trama vascular pulmonar. Após anamnese, exame físico e exames complementares, paciente recebe o diagnóstico de PCA (persistência do canal arterial). Diante do caso clínico e do diagnóstico apresentados, no exame físico cardiovascular desta criança, podemos encontrar inspeção e palpação Alternativas: (alternativa A) com presença de abaulamentos e pulsações precordiais, além de aumento da extensão do ictus cordis e na ausculta, bulhas rítmicas e normofonéticas, sem sopros audíveis e pulsos normais. (alternativa B) normais, e, na ausculta, encontraremos bulhas rítmicas e normofonéticas, sem sopros audíveis e pulsos normais. (alternativa C) normais, e, na ausculta, presença de bulhas rítmicas e normofonéticas, com presença de sopro diastólico rude no foco mitral e pulsos normais. (alternativa D) (CORRETA) com presença de precórdio hiperdinâmico, e, na ausculta, sopro sistólico contínuo em maquinaria em foco pulmonar e desdobramento fixo de B2, além de pulsos amplos. 000052.320013.d4017a.1edd44.9d175e.ea1e4c.40b8f9.d0d1a Pgina 9 de 12 Resposta comentada: Diante da cardiopatia diagnosticada - PCA, podemos encontrar um paciente com sintomas de IC, além de pneumonias de repetição e dificuldade de ganho de peso. A clínica depende da magnitude do shunt. No exame físico desses pacientes, geralmente encontramos pulsos amplos, precórdio hiperdinâmico, sopro sistólico contínuo do tipo maquinaria mais audível na maioria das vezes em foco pulmonar com desdobramento fixo de B2. REFERÊNCIA: Cardiologia pediátrica: abordagem prática. Cardiopatias congênitas acianóticas e cianóticas. Departamento de cardiologia. Sociedade Brasileira de Pediatria. 2003. Nelson Kliegman, Tratado de Pediatria 20º edição. 9ª QUESTÃO Unidade de avaliação: N1 - Específica Enunciado: Segundo os Departamentos de Cardiologia e Neonatologia da Sociedade Brasileira de Pediatria, de 1 a 2 recém-nascidos (RN) a cada 1.000 apresentam cardiopatia congênita crítica ao nascer, e cerca de 30% desses casos recebem alta hospitalar sem o diagnóstico. Isso acontece porque a alta hospitalar ocorre após 48 horas de vida do RN e, nesse momento, muitas alterações podem ainda nãoestar se manifestando, com a ausculta cardíaca aparentando normalidade. Com base nessa informação, analise a afirmativa que se aplica corretamente ao teste do coraçãozinho. Alternativas: (alternativa A) O teste do coraçãozinho deve ser feito na primeira consulta de puericultura, em todo o RN aparentemente saudável com idade gestacional > 37 semanas. (alternativa B) O teste do coraçãozinho deve ser feito na primeira consulta de puericultura, em todo RN aparentemente saudável com idade gestacional > 34 semanas. (alternativa C) (CORRETA) Avaliação do monitor: quando o RN não apresenta alterações, o monitor mostra uma onda de traçado homogêneo, com a saturação periférica maior ou igual a 95%, tanto na medida do membro superior quanto do membro inferior, sendo a diferença entre ambos menor que 3%. (alternativa D) Avaliação do monitor: quando o RN não apresenta alterações, o monitor mostra uma onda de traçado homogêneo, com a saturação periférica maior ou igual a 98%, tanto na medida do membro superior quanto do membro inferior, sendo a diferença entre ambos menor que 2%. 000052.320013.d4017a.1edd44.9d175e.ea1e4c.40b8f9.d0d1a Pgina 10 de 12 Resposta comentada: O teste do coraçãozinho deve ser feito entre 24 e 48 horas de vida, antes da alta hospitalar, em todo o recém-nascido aparentemente saudável com idade gestacional > 34 semanas. E será considerado sem alterações quando a análise do monitor mostrar uma onda de traçado homogêneo, com a saturação periférica maior ou igual a 95%, tanto na medida do membro superior quanto do membro inferior, sendo a diferença entre ambos menor que 3%. REFERÊNCIA: SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Departamento de Cardiologia e Neonatologia da SBP. Diagnóstico precoce de cardiopatia congênita crítica: oximetria de pulso como ferramenta de triagem neonatal. 2011. Disponível em: http://www.sbp.com.br/fileadmin/ user_upload/pdfs/diagnostico-precoce-oximetria.pdf. Acessado em: 11 nov. 2017. 10ª QUESTÃO Unidade de avaliação: N1 - Específica Enunciado: Adolescente de 16 anos comparece à consulta na Unidade Básica de Saúde com relato de estar muito incomodado com o surgimento de espinhas em face e tronco. Durante a conversa, em sua fala, deixa evidente o impacto em suas relações sociais, sentindo-se constrangido em algumas situações. É ativo, faz academia 3 vezes por semana e frequenta a escola com bons resultados. Não ingere bebida alcoólica, nem fuma. Não está fazendo uso de medicamentos e nega doenças. Trouxe o resultado do hemograma e da glicemia de jejum realizados há 2 semanas, ambos normais. Lesões disseminadas em face e tórax superior, maioria formada por pápulas, porém alguns nódulos com eritema e secreção purulenta. Foi orientado para o problema de acne vulgar fazer uso de protetor solar, sabonete facial e creme 2 vezes ao dia. Considerando o registro de saúde orientado por problemas, SOAP, pode-se afirmar que Alternativas: (alternativa A) o registro do hemograma e da glicemia pertence ao item S. (alternativa B) a descrição das lesões pertence ao item P. (alternativa C) o impacto nas relações sociais pertence ao item O. (alternativa D) (CORRETA) o problema levantado de acne vulgar pertence ao item A. 000052.320013.d4017a.1edd44.9d175e.ea1e4c.40b8f9.d0d1a Pgina 11 de 12 Resposta comentada: O registro de saúde realizado por meio do SOAP considera: *S é o subjetivo, inclui avaliação dos sintomas, queixas, história familiar e social, história passada, expectativas, medos e angústias e demandas por processos de cuidado; *O é o objetivo, inclui observação do médico, achados do exame físico, dados do exame clínico e dos exames complementares; *A é a avaliação e inclui os problemas, a situação do caso, a impressão do médico sobre o caso; *P é o plano de manejo e inclui orientações, referenciamentos, pedidos de exames complementares, educação e promoção de saúde. REFERÊNCIA: Tratado de Medicina de Família e Comunidade. Registro de saúde orientado por problemas. Gustavo Gusso, José Mauro Ceratti Lopes. 000052.320013.d4017a.1edd44.9d175e.ea1e4c.40b8f9.d0d1a Pgina 12 de 12 CURSO DE MEDICINA - AFYA NOTA FINAL Aluno: Componente Curricular: Habilidades e Atitudes Médicas III Professor (es): Período: 202201 Turma: Data: N1 - ESPECÍFICA - HAM 3 - Prova 1 RELATÓRIO DE DEVOLUTIVA DE PROVA PROVA 04385 - CADERNO 001 1ª QUESTÃO Tipo da questão: Múltipla Escolha Unidade de avaliação: N1 - Específica Enunciado: Paciente feminino, 65 anos, relata dispneia aos pequenos esforços de início súbito e dor torácica ventilatório-dependente em base do hemitórax direito iniciadas há aproximadamente 8 horas. Procurou assistência médica, pois não houve melhora. Há 2 semanas esteve internada por 10 dias devido a pneumonia. Nega doenças crônicas, bem como o uso de medicamentos, traumas ou cirurgias. Ao exame físico: consciente, orientada, acianótica, anictérica, hidratada, afebril. Ritmo cardíaco regular, FC = 106 bpm, PA = 130X85 mmHg. Sons respiratórios normais, FR = 24 irpm. Abdome sem alterações. Qual das alternativas a seguir apresenta um achado semiológico que frequentemente faz parte do quadro relatado anteriormente? Alternativas: (alternativa A) (CORRETA) Sinal de Homans positivo. (alternativa B) Crepitação basal bilateral. (alternativa C) Edema bilateral de membros inferiores. (alternativa D) Hiperfonese de B1. 000043.850019.c30aaa.6f1f37.b87a95.43f5e7.9f5b8e.fb2a2 Pgina 1 de 12 Resposta comentada: Paciente apresenta dispneia e dor torácica pleurítica, taquicardia e taquipneia, com história de imobilidade (internação) como fator de risco para tromboembolismo venoso. Diante desse quadro clínico pensar em tromboembolismo pulmonar é mandatório e uma vez que o achado de Trombose venosa profunda pode estar associado, deve-se investigar ao exame físico essa possibilidade. O sinal de Homans positivo constitui em apresentar dor na panturrilha à dorsiflexão do pé e estando presente torna mais provável o diagnóstcio de TEP. Referências: PORTO, C. C. Semiologia Médica. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019. recurso online. ISBN 978-85-277-3498-1. Disponível em: . Acesso em: 28 out. 2019. PORTO, C. C.; PORTO, A.L.; Exame Clínico. 8ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017. Feedback: -- 2ª QUESTÃO Tipo da questão: Múltipla Escolha Unidade de avaliação: N1 - Específica Enunciado: Paciente de 23 anos, feminina, deu entrada no pronto-socorro com dispneia aos médios esforços, taquicárdica e com edema de MMII. Um familiar relata que a paciente tem um passado de febre reumática. Ao auscultar, o médico observou um sopro diastólico, B1 hiperfonética, ruflar diastólico e reforço pré-sistólico. Observou, ainda, que o sopro aumentava ao colocar a paciente em decúbito lateral esquerdo. Com relação à situação clínica descrita, a patologia mais provável é: Alternativas: (alternativa A) Persistência do Canal Arterial (PCA). (alternativa B) (CORRETA) Estenose Mitral. (alternativa C) Insuficiência Mitral. (alternativa D) Estenose Aórtica. 000043.850019.c30aaa.6f1f37.b87a95.43f5e7.9f5b8e.fb2a2 Pgina 2 de 12 Resposta comentada: ERRADA - O sopro da Persistência do canal arterial é um sopro contínuo (sistólico e diastólico), conhecido como sopro em maquinário ou em locomotiva ERRADA – O sopro da Estenose Aórtica é um sopro rude, áspero, sistólico, de ejeção, audível em foco aórtico, que se irradia para pescoço . ERRADA – O sopro da Insuficiência Mitral é um sopro holossistólico, de regurgitação, audível em foco mitral com irradiação para a axila esquerda e dorso. CORRETA Referência: BRAUNWALD - TRATADO DE DOENCAS CARDIOVASCULARES, 10ª EDIÇÃO. PORTO, C. C. Semiologia Médica. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019. recurso online. ISBN 978-85-277-3498-1. Disponível em: . Acesso em: 28 out. 2019. Feedback: -- 3ª QUESTÃO Tipo da questão: Múltipla Escolha Unidade de avaliação: N1 - Específica Enunciado:Mulher, 62 anos de idade, hipertensa e tabagista de longa data, procurou a Unidade Básica de Saúde para renovação de sua receita médica. No momento da aferição da pressão arterial, ela estava confortavelmente sentada, com as pernas descruzadas, antebraço apoiado sobre a mesa com a palma da mão para cima e com o esfigmomanômetro adequado para a circunferência do braço, localizado no braço direito 2 cm acima da face anterior do cotovelo. Logo em seguida, o avaliador colocou a campânula do estetoscópio sobre a artéria braquial e inflou o manguito até 240 mmHg, causando desconforto. Ao realizar a deflação do manguito, escutou o primeiro som de Korotkoff e o desaparecimento do som (fase V de Korotkoff). Anotou os valores da PA sistólica de 172 mmHg e diastólica 108 mmHg. Com base nesse caso, assinale a alternativa correta: 000043.850019.c30aaa.6f1f37.b87a95.43f5e7.9f5b8e.fb2a2 Pgina 3 de 12 Alternativas: (alternativa A) Não houve necessidade de identificar a Pressão Sistólica Estimada (PSE), visto que a medida descrita acima foi tecnicamente adequada. (alternativa B) (CORRETA) Não foi questionado se a paciente tinha fumado nos últimos 30 minutos antes da visita. Isso poderia interferir nos valores pressóricos. (alternativa C) Caso tivesse utilizado o diafragma do estetoscópio possivelmente verificaria valores de pressão arterial diferente do encontrado. (alternativa D) O desconforto do braço da paciente poderia ter sido evitado caso o método auscultatório tivesse precedido o método palpatório. Resposta comentada: Arq Bras Cardiol. 2021; 116(3):516-658. Feedback: BARROSO, et al; Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020;Arq Bras Cardiol. 2021; 116(3):516-658. � PORTO, C.C. Semiologia Médica. 8ª ed. Rio de Janeiro. Guanabara, 2019 4ª QUESTÃO Tipo da questão: Múltipla Escolha Unidade de avaliação: N1 - Específica Enunciado: No consultório médico, Dr. José recebe dona Maria: - Dr. José: “Bom dia! Sente-se, dona Maria. Em que posso ajudar?” - Dona Maria: “Doutor, estou me sentindo mal, cansada e não consigo realizar minhas atividades diárias. Minha família reclama que não sou a mesma pessoa de antes. Será que é algo grave? Eu acho que estou entrando na menopausa.” - Dr. José: “Entendo... Fique calma, vou examiná-la e iremos descobrir o que a senhora tem. Conte mais um pouco como se sente e como tem sido sua rotina...” (...) Ao final do atendimento, o médico, após análise subjetiva e objetiva, fez sua avaliação e elaborou um plano de conduta, compactuado com a paciente. Sobre o atendimento médico nesse caso, assinale a alternativa correta: 000043.850019.c30aaa.6f1f37.b87a95.43f5e7.9f5b8e.fb2a2 Pgina 4 de 12 Alternativas: (alternativa A) (CORRETA) a anamnese realizada teve como objetivos avaliar os sintomas de cada sistema corporal e o estado de saúde passado e presente do paciente, assim como conhecer seus hábitos de vida. (alternativa B) o método utilizado explora o processo saúde-doença, sem considerar a experiência da doença do paciente, entendendo a pessoa como um ser biológico. (alternativa C) o método utilizado se caracteriza por ser curativo, centrado na figura do especialista e fragmentado, avaliando o indivíduo em partes, priorizando o diagnóstico e a cura. (alternativa D) a análise subjetiva forneceu informações aferidas do ponto de vista médico, e a objetiva, informações baseadas na experiência da pessoa que está sendo atendida. Resposta comentada: A resposta correta é a letra "a", pois o objetivos da anamnese: Avaliar, de maneira detalhada, os sintomas de cada sistema corporal. Avaliar o estado de saúde passado e presente do paciente, conhecendo os fatores pessoais, familiares e ambientais que influenciam seu processo saúde-doença. Conhecer os hábitos de vida do paciente, bem como suas condições socioeconômicas e culturais. O MCCP tem como alguns componentes: Explorar a saúde, a doença e a experiência da doença; entender a pessoa como um todo (indivíduo, família e contexto). SOAP: SUBJETIVO: Informações baseadas na experiência da pessoa que está sendo atendida. Podemos anotar: queixas e sentimentos. OBJETIVO: Informações aferidas do ponto de vista médico ficam neste espaço. Dados do exame físico e/ou resultados dos exames complementares. REFERÊNCIAS: PORTO, C. C. Semiologia Médica. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019. PORTO, C. C.; PORTO, A.L. Exame Clínico. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017. LOPES, J. M. C. Consulta e abordagem centrada na pessoa. In: GUSSO, G.; LOPES, J. M .C. Tratado de Medicina de Família e Comunidade: princípios, formação e prática. Porto Alegre: Artmed, 2012. p. 113-123. Feedback: -- 5ª QUESTÃO Tipo da questão: Discursiva Unidade de avaliação: N1 - Específica 000043.850019.c30aaa.6f1f37.b87a95.43f5e7.9f5b8e.fb2a2 Pgina 5 de 12 Enunciado: Um homem com 52 anos de idade, tabagista, com diagnóstico de cardiopatia chagásica, procura ambulatório com queixa de edema há um ano, que se iniciou nos membros inferiores. Refere quadro de dispneia aos moderados esforços, dispneia paroxística noturna e ortopneia há 3 meses, fazendo com que durma elevado na cama com dois ou mais travesseiros, ou sentado em uma cadeira. Apresenta também tosse seca noturna. Registre dois achados referentes a cada uma das etapas do exame cardiovascular do paciente em questão: A) Inspeção. B) Palpação. Alternativas: -- Resposta comentada: O paciente descrito tem como diagnóstico um quadro de Insuficiência Cardíaca (Critérios de Framingham – 1 maior e 3 menores) de provável etiologia chagásica. Nesta questão o aluno deverá apontar dois achados compatíveis com as etapas de inspeção e palpação do exame físico cardiovascular de um paciente com insuficiência cardíaca. (valor = 50%) A) - Inspeção: Visualização de Turgência de Jugular a 45°; Edema de membros inferiores; Edema escrotal; Ictus do Ventrículo E propulsivo e desviado para esquerda; Alteração de pele e fâneros: hiperpigmentação, perda de pelos; Visualização de respiração de Cheyne Stokes; Ascite. (valor = 50%) B) Palpação: Turgência de Jugular a 45°; Pulso alternans; Pesquisa do Refluxo Hepatojugular; Hepatomegalia; Ascite; Ictus do VE desviado para Esquerda e para baixo; Batimentos podem ser palpáveis e visíveis no ápex. REFERÊNCIAS PORTO, Celmo C.; PORTO, Arnaldo L. Exame Clínico, 8ª edição. Grupo GEN, 2017. 9788527731034. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527731034/. Acesso em: 14 mar. 2022. Feedback: -- 6ª QUESTÃO Tipo da questão: Múltipla Escolha Unidade de avaliação: N1 - Específica 000043.850019.c30aaa.6f1f37.b87a95.43f5e7.9f5b8e.fb2a2 Pgina 6 de 12 Enunciado: JBC, 66 anos, está internado pela 3ª vez em um ano. Portador de Doença de Chagas, diagnosticada há mais de 20 anos, costuma dizer que seu coração é “grande e fraco”. Muito resistente ao uso correto das medicações, há uma semana não consegue realizar suas atividades, relatando fadiga e falta de ar. Sua família o levou ao pronto- socorro, onde foi internado com diagnóstico de “Insuficiencia cardíaca congestiva descompensada e Doença de Chagas”. São sinais e sintomas compatíveis com o quadro clínico do paciente: Alternativas: (alternativa A) Sopro sistólico em foco mitral com irradiação para axila que mascara a 1ª bulha, 4ª bulha (B4), eupneico. (alternativa B) Cianose em mãos e face, ictus cordis impalpável, sopro (ruflar) diastólico e frêmito em foco mitral. (alternativa C) (CORRETA) Distensão venosa jugular, 3ª bulha (galope de B3), ortopneia, hepatomegalia, ascite e edema de MMII. (alternativa D) Dor retroesternal, de forte intensidade, piora com o esforço, sudorese profusa, ansiedade e mal-estar. 000043.850019.c30aaa.6f1f37.b87a95.43f5e7.9f5b8e.fb2a2 Pgina 7 de 12 Resposta comentada: Opção que melhor descreve um quadro clínico de Insuficiência Cardíaca (IC) Congestiva descompensada. A IC é uma síndrome clínica complexa, que se caracteriza por um distúrbio no desempenho do miocárdio, ativação do sistema neuroendócrino acarretando insuficiência circulatóriae congestão. Porém, nem todos os pacientes com IC apresentam sinais e sintomas de congestão, que dependerá basicamente do mecanismo etiológico que gerou a IC (infarto, valvulopatias, miocardiopatias...), da cronicidade (aguda x crônica), do envolvimento cavitário (IC direita ou IC esquerda) e principalmente do grau de compensação (que se caracteriza por ausência /presença de sintomas e capacidade funcional). A IC causada pela Doença de Chagas é classicamente uma das causas mais importantes de IC congestiva, já que afeta principalmente o coração direito (IC direita), com conseqüente acúmulo de liquido ou de volume no leito vascular sistêmico, quando há descompensação. Os sinais típicos incluem distensão venosa jugular, edema de membros, ascite e hepatomegalia, 3ª bulha (galope de B3), pulso alternante. Com a evolução do quadro, pode ocorrer aumento das pressões nas câmaras esquerdas levando a sinais como estertores pulmonares (congestao intersticial pulmonar), macicez em bases pulmonares (derrame pleural). Os sintomas mais comuns são a dispneia, ortopneia, dispnéia paroxística noturna, fadiga, má tolerância física, dor abdominal. Quando associado a arritmias o paciente pode apresentar palpitações e síncope. Nenhuma das outras opções descreve achados típicos de IC congestiva descompensada: A opção B descreve sintomas sugestivos de Infarto agudo do miocardio. A opção C descreve achados de uma insuficiência mitral. A opção D descreve achados de uma estenose mitral. Referência: PORTO, C. C. Semiologia Médica. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019. recurso online. ISBN 978-85-277-3498-1. Disponível em: . Acesso em: 28 out. 2019. Feedback: -- 7ª QUESTÃO Tipo da questão: Múltipla Escolha Unidade de avaliação: N1 - Específica 000043.850019.c30aaa.6f1f37.b87a95.43f5e7.9f5b8e.fb2a2 Pgina 8 de 12 Enunciado: Lactente de 3 meses, masculino, chega ao Pronto Atendimento com relato de episódio de cianose generalizada e sudorese enquanto sugava o seio. A mãe informa que, desde o nascimento, o filho fica cansado ao ser amamentado. Aguarda uma avaliação no serviço de Cardiologia Pediátrica devido a um sopro detectado. Ao exame físico apresentava taquipneia, presença de impulsão em região de apêndice xifoide, tórax levemente abaulado, ausência de frêmito, presença de ritmo cardíaco regular, 2T, B2 hiperfonética, sopro sistólico III/VI+ em foco pulmonar. Sons respiratórios audíveis com presença de sibilos expiratórios. Abdome com fígado palpável a 3 cm do RCD. Qual é o diagnóstico mais provável? Alternativas: (alternativa A) (CORRETA) Tetralogia de Fallot. (alternativa B) Comunicação interventricular (CIV). (alternativa C) Comunicação interatrial (CIA). (alternativa D) Persistência do canal arterial (PCA). Resposta comentada: Considerando os achados clínicos tem-se como diagnóstico provável a Tetralogia de Fallot. Trata-se da cardiopatia congênita cianótica mais comum, que ocorre em 1 a cada 3500 recém-nascidos, correspondendo a 7% a 10% de todas as doenças cardíacas congênitas. Inclui as seguintes características: estenose da artéria pulmonar, comunicação interventricular (CIV), dextroposição da artéria aorta e hipertrofia ventricular direita concêntrica. Na avaliação clínica, os lactentes nos episódios hipercianóticos podem apresentar cianose generalizada associada a prostração ou irritabilidade. Os pulsos periféricos geralmente são normais. Terceira e quarta bulhas cardíacas são incomuns. O sopro é tipicamente crescendo-decrescendo, com uma importante qualidade de ejeção sistólica. Referências: PORTO, C. C.; Semiologia Médica. 8ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019. PORTO, C. C.; PORTO, A.L.; Exame Clínico. 8ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017. Feedback: -- 8ª QUESTÃO Tipo da questão: Múltipla Escolha Unidade de avaliação: N1 - Específica 000043.850019.c30aaa.6f1f37.b87a95.43f5e7.9f5b8e.fb2a2 Pgina 9 de 12 Enunciado: Um jovem de 19 anos vem acompanhado da mãe para uma consulta no Ambulatório de Pneumologia, com queixa de dor retroesternal, cansaço fácil, dispneia e palpitações. A mãe refere que o rapaz é arredio, introvertido e, eventualmente, afasta-se do convívio social e de atividades físicas em que tenha que expor o tórax. Ao exame físico, apresenta os ombros caídos para a frente, depressão esternal acentuada em relação às cartilagens costais e desvio acentuado do ictus cordis para lado esquerdo. A alternativa que corresponde ao tipo de tórax encontrado no paciente é: Alternativas: (alternativa A) (CORRETA) Infundibuliforme (pectus excavatum), com uma depressão na parte inferior do esterno e região epigástrica. (alternativa B) Cariniforme (pectus carinatum), com o esterno proeminente e as costelas horizontalizadas, resultando em um tórax semelhante ao das aves (tórax de pombo). (alternativa C) Cônico ou em sino, com sua parte inferior exageradamente alargada, lembrando um tronco de cone ou um sino. (alternativa D) Em tonel ou globoso, com aumento exagerado do diâmetro anteroposterior, horizontalização dos arcos costais e abaulamento da coluna dorsal. Resposta comentada: Trata-se da deformidade pectus excavatum, comum a depressão na parte inferior do esterno e região epigástrica. PORTO, C.C. Semiologia Médica. 8ª ed. Rio de Janeiro. Guanabara, 2019. https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788527734998/epubcfi/6/176[%3Bvnd.vst.idref%3Dchapter055]!/4/128/1:55[do%20%2Ceco] Feedback: -- 9ª QUESTÃO Tipo da questão: Múltipla Escolha Unidade de avaliação: N1 - Específica Enunciado: JSC, 55 anos, masculino, está internado há cinco dias devido a um TCE grave, decorrente de um acidente automobilístico. Nas últimas 24 horas não apresenta resposta neurológica mesmo sem sedação há mais de 48 horas. Avaliado por dois membros da equipe médica que constataram o diagnóstico de morte encefálica. A equipe de assistência social convocou os familiares para reunião com médico plantonista. Com base no protocolo utilizado para situações clínicas como a descrita no caso, assinale a alternativa correta: 000043.850019.c30aaa.6f1f37.b87a95.43f5e7.9f5b8e.fb2a2 Pgina 10 de 12 Alternativas: (alternativa A) O médico deve utilizar perguntas fechadas e diretas durante o diálogo. (alternativa B) A conversa com o familiar deve ser realizada ao lado do leito do paciente. (alternativa C) (CORRETA) O médico pode compartilhar a tomada de decisão com os familiares. (alternativa D) A equipe médica deve fornecer todas as informações nesse encontro. Resposta comentada: ERRADA - A comunicação de má noticia deve ser realizada em um ambiente calmo e com privacidade. ERRADA - O médico deve utilizar perguntas abertas, claras e objetivas e evitar termos técnicos. CORRETA - O médico pode compartilhar a a responsabilidade da tomada de decisão com os familiares. ERRADA - as informações não precisam ser ditas em apenas um momento, o médico deve preocupar-se até onde os familiares querem e suportam ser informados. REFERÊNCIAS: CRUZ, CO et al. Comunicando más notícias: o protocolo SPIKES. Diagn Tratamento. 2016;21(3):106-8. VICTORINO, AB et al . Como comunicar más noticias: revisão bibliográfica. Rev. SBPH, Rio de Janeiro, v. 10, n. 1, jun. 2007 . Feedback: -- 10ª QUESTÃO Tipo da questão: Discursiva Unidade de avaliação: N1 - Específica Enunciado: Paciente 61 anos, feminina, refere palpitações e dispneia a moderados esforços. Queixa-se, ainda, de dispneia súbita que a acorda durante a noite, com alívio após sentar-se na cama. Hipertensa e tabagista de longa data. Ao exame físico: bom estado geral, orientada e consciente, anictérica e acianótica, edema em membros inferiores (1+/4+), PA: 130x90mmHg, FC 98 bpm, FR 21irpm. SR: presença de crepitações em terço inferior bilateral. SCV: ritmo cardíaco regular com hipofonese de B1, sem sopros. Após avaliação o médico orienta sobre o diagnóstico de insuficiência cardíaca e a encaminha para o cardiologista. Considerando esse caso clínico: A) Elaboreum texto dissertativo, relacionando a fisiopatologia com as manifestações clínicas apresentadas. (Máximo 7 linhas) 000043.850019.c30aaa.6f1f37.b87a95.43f5e7.9f5b8e.fb2a2 Pgina 11 de 12 Alternativas: -- Resposta comentada: (valor = 100%) A fisiopatologia das manifestações clínicas é baseada em alterações funcionais com redução do desempenho do coração como bomba dificultando o enchimento ou esvaziamento de suas câmaras. Ocorre redução da função sistólica ventricular e do débito cardíaco, aumento da pressão diastólica nas câmaras cardíacas causando a congestão pulmonar responsável pelas manifestações clínicas apresentadas (palpitações, dispneia, dispneia paroxística noturna, ortopneia, edema de MMII, hipofonese de B1, crepitações em terço inferior bilateral). REFERÊNCIAS: PORTO, C. C. Semiologia Médica. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019. LÓPEZ, Mario: LAURENTYS-MEDEIROS, José de. Semiologia médica: as bases do diagnóstico. 5.ed. Rio de Janeiro: Revinter,2004. Feedback: -- 000043.850019.c30aaa.6f1f37.b87a95.43f5e7.9f5b8e.fb2a2 Pgina 12 de 12 N1 ESPECÍFICA HAM – III 1º QUESTÃO Durante a ausculta cardíaca de um paciente em ritmo de galope, um estudante de medicina encontrou um terceiro som após B1 e B2, esse som foi auscultado durante a diástole e coincidia com a contração atrial, esse som se tratava de: a) B4 b) B2 c) B1 d) B3 2º QUESTÃO Durante a ausculta cardíaca de um paciente com induficiencia cardíaca em ritmo de galope ventricular, um estudante de medicina encontrou um terceiro som após B1 e B2, esse som foi auscultado no inicio da diástole, esse som se tratava de: a) B2 b) B4 c) B1 d) B3 3º QUESTÃO A ausculta cardíaca de um paciente permitiu a identificação de um sopro sistólico com frêmito em foco aórtico, podemos afirmar que classificação desse sopro quanto a intensidade seguindo a classificação de Levine é: a) Grau 1 b) Pelo menos grau 4 c) Grau 3 d) Grau 2 4º QUESTÃO A ausculta cardíaca de um paciente permitiu a identificação de um sopro sistólico sem frêmito em foco aórtico, podemos afirmar que a classificação desse sopro quanto a intensidade segundo a classificação de Levine é: a) Grau 6 b) Grau 5 c) Menor ou igual a grau 3 d) Grau 4 CURSO DE MEDICINA - AFYA NOTA FINAL Aluno: Componente curricular: Habilidades e Atitudes Médicas III Professor (es): Período: Turma: Data: 5º QUESTÃO Qual a melhor forma de posicionarmos o paciente para avaliação do pulso venoso? a) Decúbito lateral direito; b) Decúbito lateral esquerdo; c) Posição ortostática; d) Decúbito dorsal com cabeceira elevada em 45 graus. 6º QUESTÃO A insuficiência aórtica é uma valvopatia que pode levar a dilatações importantes do ventrículo esquerdo um . Em paciente com insuficiência aórtica grave e importante dilatação de ventrículo esquerdo é esperado encontrar um Ictus Cordis à palpação: a) Deslocado para esquerda e com comprimento aumentado b) Comprimento menor que 2 cm c) Localização e comprimento habituais d) Impalpável 7º QUESTÃO A estenose aórtica grave pode cursar com alterações características no exame físico do pulso arterial. Quanto à forma, pode ser citado como um pulso característico de estenose aórtica: a) Pulso Parvus e Tardus. b) Pulso parodoxal. c) Pulso martelo D água.’ d) Pulso alternante. 8º QUESTÃO Podendo ser encontrado em pacientes com pericardite constritiva, o sinal de Kussmaul reflete: a) Valvopatia aórtica b) Valvopatia mitral c) Elevação da pressão arterial durante a inspiração d) Elevação da pressão venosa durante a inspiração 9º QUESTÃO O achado de estalidos de abertura durante a ausculta cardíaca indica: a) Infarto agudo do miocárdio b) Pericardite c) Estenoses valvares d) Insuficiências valvares 10º QUESTÃO Qual situação descrita pode levar hiperfonese de bulhas cardíacas durante a ausculta? à a) Tamponamento cardíaco b) Espessura diminuída do tórax c) Pericardite d) Obesidade GABARITO 1 A 2 D 3 B 4 C 5 D 6 A 7 A 8 D 9 C 10 B