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HAM III N1

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Questões resolvidas

Adolescente, 13 anos, dá entrada no pronto-socorro encaminhado pelo cardiologista que o acompanha em um tratamento ambulatorial para febre reumática secundária a uma amigdalite. No relatório consta que o paciente iniciou com dor torácica súbita na região precordial “em pontada”, com piora na posição deitada e ao realizar a inspiração, mas melhora na posição sentada e com o corpo inclinado para a frente. No eletrocardiograma realizado no consultório do médico foram observados alguns achados inespecíficos: taquicardia sinusal, baixa voltagem do QRS, e distúrbios de repolarização (anormalidades do segmento ST e onda T). Considerando a principal hipótese diagnóstica para o caso, descreva: 1. A) os achados esperados no exame físico do paciente. (1,0) 2. B) as alterações que podem ser encontradas na radiografia de tórax e no ecocardiograma. (1,5)

Mulher de 86 anos esteve internada recentemente devido a um quadro grave de anemia e constipação intestinal. Realizou colonoscopia e foi submetida a uma biópsia de lesão suspeita de câncer. Recebeu alta hospitalar muito debilitada, sem condições de se deslocar até a Unidade Básica de Saúde (UBS) para reavaliação e verificação do resultado do exame. Médico comparece ao domicílio da paciente, e é convidado a se acomodar na cozinha, onde a filha prepara um café junto com a funcionária doméstica, os netos e vizinhos que também estavam prestando ajuda e apoio à família. A filha apresenta ao médico todos os resultados de exames realizados na internação. Ele percebe tratar-se de diagnóstico de adenocarcinoma de cólon e que a doença está avançada, com múltiplas lesões suspeitas de metástases em pulmões e fígado. Baseando-se na conduta recomendada para abordagem de más notícias, qual alternativa contempla a possibilidade mais adequada para que o médico dê a notícia do diagnóstico?
Solicitar à filha um local mais reservado para conversar com ela e a paciente, buscando acolher as reações emocionais que possam acontecer.
Pedir para conversar com a paciente sozinha, para que ela decida sobre o tratamento mais adequado sem nenhuma interferência de familiares e amigos.
Solicitar a ida, quando for possível, da paciente à UBS para que a conversa seja feita no ambiente da unidade, já que não há mais nada a ser feito nessa situação.
Ser sincero com todos os presentes e dar a notícia do resultado da biópsia sem rodeios, apresentando a gravidade do quadro e, inclusive, o mau prognóstico.

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Questões resolvidas

Adolescente, 13 anos, dá entrada no pronto-socorro encaminhado pelo cardiologista que o acompanha em um tratamento ambulatorial para febre reumática secundária a uma amigdalite. No relatório consta que o paciente iniciou com dor torácica súbita na região precordial “em pontada”, com piora na posição deitada e ao realizar a inspiração, mas melhora na posição sentada e com o corpo inclinado para a frente. No eletrocardiograma realizado no consultório do médico foram observados alguns achados inespecíficos: taquicardia sinusal, baixa voltagem do QRS, e distúrbios de repolarização (anormalidades do segmento ST e onda T). Considerando a principal hipótese diagnóstica para o caso, descreva: 1. A) os achados esperados no exame físico do paciente. (1,0) 2. B) as alterações que podem ser encontradas na radiografia de tórax e no ecocardiograma. (1,5)

Mulher de 86 anos esteve internada recentemente devido a um quadro grave de anemia e constipação intestinal. Realizou colonoscopia e foi submetida a uma biópsia de lesão suspeita de câncer. Recebeu alta hospitalar muito debilitada, sem condições de se deslocar até a Unidade Básica de Saúde (UBS) para reavaliação e verificação do resultado do exame. Médico comparece ao domicílio da paciente, e é convidado a se acomodar na cozinha, onde a filha prepara um café junto com a funcionária doméstica, os netos e vizinhos que também estavam prestando ajuda e apoio à família. A filha apresenta ao médico todos os resultados de exames realizados na internação. Ele percebe tratar-se de diagnóstico de adenocarcinoma de cólon e que a doença está avançada, com múltiplas lesões suspeitas de metástases em pulmões e fígado. Baseando-se na conduta recomendada para abordagem de más notícias, qual alternativa contempla a possibilidade mais adequada para que o médico dê a notícia do diagnóstico?
Solicitar à filha um local mais reservado para conversar com ela e a paciente, buscando acolher as reações emocionais que possam acontecer.
Pedir para conversar com a paciente sozinha, para que ela decida sobre o tratamento mais adequado sem nenhuma interferência de familiares e amigos.
Solicitar a ida, quando for possível, da paciente à UBS para que a conversa seja feita no ambiente da unidade, já que não há mais nada a ser feito nessa situação.
Ser sincero com todos os presentes e dar a notícia do resultado da biópsia sem rodeios, apresentando a gravidade do quadro e, inclusive, o mau prognóstico.

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CURSO DE MEDICINA - AFYA
NOTA FINAL
Aluno:
Componente Curricular: Habilidades e Atitudes Médicas III
Professor (es):
Período: 202301 Turma: Data:
N1_ESPECIFICA_HAM 3_25ABRIL2023
RELATÓRIO DE DEVOLUTIVA DE PROVA
PROVA 07221 - CADERNO 004
1ª QUESTÃO
Enunciado:
Adolescente, 13 anos, dá entrada no pronto-socorro encaminhado pelo cardiologista que o
acompanha em um tratamento ambulatorial para febre reumática secundária a uma
amigdalite. No relatório consta que o paciente iniciou com dor torácica súbita na região
precordial “em pontada”, com piora na posição deitada e ao realizar a inspiração, mas melhora
na posição sentada e com o corpo inclinado para a frente. No eletrocardiograma realizado no
consultório do médico foram observados alguns achados inespecíficos: taquicardia sinusal, baixa
voltagem do QRS, e distúrbios de repolarização (anormalidades do segmento ST e onda T).
Considerando a principal hipótese diagnóstica para o caso, descreva:
1. A) os achados esperados no exame físico do paciente. (1,0)
2. B) as alterações que podem ser encontradas na radiografia de tórax e no
ecocardiograma. (1,5)
Alternativas:
--
Resposta comentada:
A) Ao exame físico, na pericardite aguda, pode-se observar bulhas cardíacas hipofonéticas
com presença de atrito pericárdico, que é um ruído de alta frequência produzido pelas
membranas pericárdicas inflamadas. O atrito pericárdico pode compreender de um a três
tempos e pode ser transitório.
B) Rx de Tórax: na pericardite aguda, a radiografia de tórax é normal na maioria das
vezes. A presença de cardiomegalia ocorre apenas quando há mais de 200 ml de fluido no
saco pericárdico. O aumento progressivo do derrame pericárdico, que ocorre, por exemplo,
no tamponamento cardíaco, resulta em formato globular da silhueta cardíaca à radiografia de
tórax (em formato de “moringa”).
Ecocardiograma: comumente, os achados ao ecocardiograma associados à pericardite aguda
envolvem espessamento pericárdico e derrame pericárdico. No entanto, podemos ter
casos de pericardite aguda sem alterações ao ecocardiograma, usualmente denominados
“pericardite aguda seca”.
Referências:
I Diretriz Brasileira de Miocardites e Pericardites. Arq Bras Cardiol: 100 (4 Supl. 1): 1-36, 2013.
Sociedade Brasileira de Pediatria /[organizadores Dennis Alexander Rabelo Burns et al.Tratado
de Pediatria. Sociedade Brasileira de Pediatria. 5ª Ed. Editora. Manole, 2022.
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2ª QUESTÃO
Enunciado:
Lactente de 2 meses de vida, levado para consulta médica. Genitora relata que o filho
apresenta episódios em que fica com os lábios roxos, fato notado principalmente após receber
as vacinas do 2º mês de vida, quando teve febre e chorou muito. Lactente sem comorbidades
conhecidas, nascido de parto vaginal, Apgar 8 e 9. Recebeu alta da maternidade 36h após o
nascimento. Ao exame físico: BEG, eupneico, cianose de lábios e extremidades. À ausculta
cardíaca, presença de sopro sistólico em borda esternal esquerda, grau 3/6.
Sobre o caso descrito, podemos afirmar que:
Alternativas:
(alternativa A)
O teste do coraçãozinho é um método de triagem para diagnóstico precoce de cardiopatias
congênitas críticas. Um RN cujo teste teve como resultado SpO2 98% em MSD e SpO2 94%
em MID poderá ser liberado para alta e acompanhamento ambulatorial de rotina.
(alternativa B)
Provavelmente o lactente é portador de uma cardiopatia congênita cianogênica, sendo a
Persistência do Canal Arterial (PCA) a principal hipótese neste caso.
(alternativa C)
A Comunicação Interventricular (CIV) é uma cardiopatia acianogênica de hipofluxo pulmonar. Já a
Tetralogia de Fallot é uma cardiopatia cianogênica de hiperfluxo pulmonar.
(alternativa D) (CORRETA) 
Provavelmente trata-se de Tetralogia de Fallot. Nessa cardiopatia, o sopro sistólico auscultado
tende a diminuir sua intensidade durante os episódios de crise de hipóxia.
Resposta comentada:
O lactente apresenta sopro cardíaco e cianose, sugerindo diagnóstico de cardiopatia congênita.
Dentre as cardiopatias cianogênicas, a Tetralogia de Fallot é a mais comum, sendo
caracterizada por cianose em vários graus, a depender da gravidade, e hipofluxo pulmonar. O
sopro auscultado geralmente diminui durante as crises de hipóxia devido à piora da estenose. 
PCA e CIV são cardiopatias acianogênicas, de hiperfluxo pulmonar. 
O teste do coraçãozinho é dito negativo se a SpO2 >= 95% E diferença entre MSD e MIe 48 horas de vida, antes da alta hospitalar,
em todo o recém-nascido aparentemente saudável com idade gestacional > 34 semanas. E
será considerado sem alterações quando a análise do monitor mostrar uma onda de traçado
homogêneo, com a saturação periférica maior ou igual a 95%, tanto na medida do membro
superior quanto do membro inferior, sendo a diferença entre ambos menor que 3%.
A tetralogia de Fallot é uma moléstia cardíaca congênita composta por quatro defeitos
anatômicos, sendo eles a estenose da valva pulmonar, a hipertrofia ventricular direita,
comunicação interventricular (CIV) e a dextroposição da aorta
Todos os componentes da anomalia podem ser explicados por desvio anterior da porção
infundibular do septo ventricular, que resulta em estreitamento da via de saída do ventrículo
direito. Ao mesmo tempo, esse desvio ocasiona desalinhamento entre os componentes do
septo ventricular e, portanto, CIV e dextroposição da aorta. Hipertrofia do ventrículo direito
aparece secundariamente à sobrecarga de pressão a que essa câmara fica submetida. O grau
de estenose subpulmonar é variável, e denomina-se Fallot extremo quando há atresia do
infundíbulo e da valva pulmonar. Clinicamente, os pacientes apresentam cianose em virtude da
passagem de sangue não oxigenado para a circulação sistêmica, através da CIV e da aorta
dextroposta. Quando existem cianose e hipoxemia acentuadas em crianças muito pequenas
para serem submetidas à correção total, lança-se mão da cirurgia de Blalock-Taussig, que é um
procedimento paliativo no qual se realiza anastomose terminolateral de uma artéria subclávia a
um dos ramos da artéria pulmonar, com a intenção de aumentar o fluxo pulmonar.
REFERÊNCIAS: 
BRASILEIRO FILHO, G. Bogliolo. Patologia Geral. 9ª edição. Editora Guanabara Koogan S.A., Rio
de Janeiro, RJ, 2016.
SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Departamento de Cardiologia e Neonatologia da SBP.
Diagnóstico precoce de cardiopatia congênita crítica: oximetria de pulso como ferramenta de
triagem neonatal. 2011. Disponível em:
http://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/pdfs/diagnostico-precoce-oximetria.pdf.
5ª QUESTÃO
Enunciado:
Criança do sexo masculino, 10 anos de idade, trazida pela mãe devido a ter apresentado uma
medida de pressão arterial elevada na farmácia. O paciente apresenta obesidade grau I pelo
IMC, tem altura de 146 cm e não faz controle alimentar. São realizadas 3 aferições na consulta:
125 x 80 mmHg, 126 x 86 mmHg e 124 x 80 mmHg.
Analise os dados, juntamente com os quadros abaixo, e assinale a alternativa com a
classificação correta da pressão arterial do paciente:
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Fonte: Barroso WKS, Rodrigues CIS, Bortolotto LA, Mota-Gomes MA, Brandão AA, Feitosa ADM, et al. Diretrizes
Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020. Arq Bras Cardiol. 2021
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Alternativas:
(alternativa A)
Pressão arterial elevada
(alternativa B)
Hipertensão estágio 2
(alternativa C) (CORRETA) 
Hipertensão estágio 1
(alternativa D)
Normotensão
Resposta comentada:
Crianças e adolescentes são considerados hipertensos quando PAS e/ou PAD forem superiores
ao percentil (p) 95, de acordo com idade, sexo e percentil de altura, em pelo menos três
ocasiões distintas. Define-se como PH quando a PAS/PAD ≥p90 estágio 1.
Levando em consideração a idade, sexo e estatura para essa criança, a média entre as 3
medidas aparece PA ≥ P95 econtudo estimular o afastamento da família. Assim como na anamnese do adulto, a anamnese
do adolescente se desenvolve no contexto da autonomia do paciente.
# Conhecer a saúde materna e gestacional permite identificar fatores de risco para agravos à
saúde do recém-nascido.
# O depoimento dos pais/responsáveis é fonte de raciocínio clínico na consulta pediátrica.
Referência:
PORTO, C. C. Semiologia Médica. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019. Recurso
online. ISBN 978-85-277-3498-1. Disponível em:
. Acesso em: 28 out.
2019.
8ª QUESTÃO
Enunciado:
Paciente feminina, 15 anos, estudante, comparece à Unidade Básica de Saúde (UBS) com
relato de acne na face e tronco há cerca de 2 anos.
O S.O.A.P. é um acrônimo utilizado em um Prontuário Orientado por Problemas e Evidências.
Avalie os trechos do prontuário descritos nas alternativas abaixo, relacionando com o local
correto de descrição pelo método SOAP e marque a alternativa correta:
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Alternativas:
(alternativa A)
“Paciente refere que já fez uso de diversos medicamentos tópicos, sem orientação médica, e
que não apresentou sucesso. Afirma irregularidade menstrual, nega alergias e uso de
medicamentos” – esse trecho corresponde à parte “Avaliação” dentro do acrônimo SOAP.
(alternativa B)
“Solicito exames laboratoriais, encaminho para avaliação com o ginecologista (para uso de
anticoncepcional), para acompanhamento nutricional e psicológico, prescrevo medicação tópica
antiacneica” – esse trecho corresponde à parte “Objetivo” no acrônimo SOAP.
(alternativa C)
“Paciente apresenta IMC 28 kg/m², CA 95 cm, PA 110 x 75 mmHg, eupneica, normocorada,
hidratada. Apresenta pápulas, pústulas e nódulos na face e no tronco anterior, além de
cicatrizes de acne.” – esse trecho corresponde à parte “Plano” no acrônimo SOAP.
(alternativa D) (CORRETA) 
“A paciente refere sentir-se envergonhada com as lesões. Afirma que não consegue fazer
amigos, pois prefere ficar sozinha na escola e não gosta de sair de casa. Deseja realizar um
tratamento efetivo para esse problema” – esse trecho corresponde à parte “Subjetivo” no
acrônimo SOAP.
Resposta comentada:
Na letra S (Subjetivo), registramos informações baseadas na experiência da pessoa que está
sendo atendida, queixas e sentimentos
Na letra O (Objetivo), anotamos informações aferidas do ponto de vista médico, como dados do
exame físico e/ou resultados dos exames complementares.
Na letra A (Avaliação), ficam as hipóteses diagnósticas e/ou os problemas evidenciados
A letra P (Plano) corresponde ao Plano, onde são anotadas as propostas terapêuticas,
medicações prescritas, solicitações de exames complementares, orientações realizadas,
encaminhamentos e pendências para o próximo atendimento.
Referência:
PORTO, C.C. Semiologia Médica. 8ª ed. Rio de Janeiro. Guanabara, 2019. SWARTZ, M.H.
Tratado de Semiologia Médica. História e Exame Clínico. 7ª ed.
9ª QUESTÃO
Enunciado:
Uma mulher de 47 anos está no segundo dia pós-operatório de gastrectomia com
linfadenectomia, por adenocarcinoma gástrico localizado. Tem antecedentes de hipertensão
arterial e hipotireoidismo. Queixa-se de dor no epigástrio e de dispneia importante de início
súbito.
Dreno abdominal: 40 ml de secreção serossanguinolenta fluida nas últimas 24 horas. Pulso =
110 bpm, PA = 100 x 70 mmHg, FR = 34 irpm, temperatura = 36ºC, SatO2 = 90%, com
cateter de oxigênio. A radiografia de tórax não mostra alterações.
Assinale a hipótese diagnóstica mais provável e a conduta.
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Alternativas:
(alternativa A)
Deiscência de anastomose; laparotomia exploradora. 
(alternativa B) (CORRETA) 
Tromboembolismo pulmonar; angiotomografia de tórax. 
(alternativa C)
Pneumonia; tomografia de tórax.
(alternativa D)
Atelectasia pulmonar; tomografia de tórax.
Resposta comentada:
As principais manifestações clínicas na TEP não maciça são: taquipneia (> 20 ipm no adulto),
dispneia, dor torácica pleurítica, taquicardia, apreensão, tosse e hemoptise. Nos quadros
maciços, colapso circulatório agudo e morte súbita podem ocorrer. Câncer ativo, cirurgia e
imobilização prévia são fatores de risco para TEP. 
Pacientes estáveis hemodinamicamente e com probabilidade clínica baixa ou moderada devem
ser avaliados com dosagem de dímero-D, considerando valores de referência ajustados para a
idade. Um exame negativo nessa situação descarta TEP com segurança. Em resultados
positivos, um exame de imagem é necessário para confirmar a doença. Pacientes com alta
probabilidade clínica devem ser submetidos diretamente a exames de imagem. Naqueles com
instabilidade hemodinâmica, angiotomografia de tórax pode ser realizada se prontamente
disponível e com segurança para os pacientes. Caso contrário, ecocardiograma demonstrando
sobrecarga de VD pode auxiliar na decisão diagnóstica e terapêutica.
PORTO, C. C.; PORTO A. L. Semiologia médica. 8. ed. - Rio de Janeiro : Guanabara Koogan,
2019.
10ª QUESTÃO
Enunciado:
Paciente de 78 anos, comparece a atendimento na Unidade Básica de Saúde com queixa de
falta de ar aos mínimos esforços, inchaço nas pernas e necessidade de dormir sentado ou com
muitos travesseiros devido à falta de ar. Traz Raio-x de toráx PA (póstero-anterior) que
evidencia aumento do índice cardiotorácico.
Diante das queixas e exame apresentados, descreva as alterações do sistema cardiovascular
que podem ser esperadas para o paciente, na:
A) inspeção (0,5);
B) palpação (1,0) e;
C) ausculta (1,0). 
Alternativas:
--
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Resposta comentada:
Inspeção: Edema de membros inferiores simétrico. Turgência jugular a 45°.
Palpação: Hepatomegalia, Refluxo hepato jugular, Edema frio e mole, desvio do ictus cordis.
Ausculta: Taquicardia, presença de B3 ou Ritmo de galope, sopro sistólico.
O paciente apresenta queixas típicas de insuficiência cardíaca e já traz um exame de imagem
apontando para uma patologia cardíaca através de aumento do índice cardiotorácico. 
Referência:
PORTO, C. C. Semiologia Médica. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019. recurso
online.
ISBN 978-85-277-3498-1. Disponível em:
. Acesso em: 28 out.
2019
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CURSO DE MEDICINA - AFYA
NOTA FINAL
Aluno:
Componente Curricular: Habilidades e Atitudes Médicas III
Professor (es):
Período: 202202 Turma: Data:
N1_Especifica_HAM 3_2022.2_PROVA 1
RELATÓRIO DE DEVOLUTIVA DE PROVA
PROVA 05232 - CADERNO 001
1ª QUESTÃO
Unidade de avaliação: N1 - Específica
Enunciado:
Paciente de 70 anos comparece para consulta médica na Unidade
Básica de Saúde (UBS). Aposentado, apresentando quadro de
dispneia aos moderados esforços há cerca de 2 meses, acompanhada
de dispneia paroxística e tosse seca noturna, ortopneia e edema de
membros inferiores. Há cerca de 1 semana, o quadro de dispneia vem
apresentando piora, agora iniciando aos pequenos esforços, o que
levou o paciente procurar a emergência, onde foi internado.
HPP: Portador de Hipertensão Arterial Sistêmica, em uso irregular da
medicação, Diabetes Mellitus, Dislipidemia. Histórico de Infarto Agudo
do Miocárdio há 6 anos.
Analise o caso e responda as alternativas a seguir.
(1,5) a. Cite dois achados da inspeção e dois achados da palpação
que podem estar presentes no exame físico do paciente descrito no
caso clínico.
(1,0) b. Cite duas prováveis etiologias para o caso clínico apresentado.
Alternativas: --
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Resposta comentada:
a.
Inspeção: Turgência Jugular, Edema de membros inferiores, ictus
cordis visível e propulsivo além do 5º espaço intercostal.
Palpação: Refluxo Hepatojugular positivo, Hepatomegalia, ictus cordis
palpável além do 5º espaço intercostal e desviado para esquerda,
Ascite, Edemade membros inferiores (sinal do cacifo positivo).
 
b. Etiologia Hipertensiva/Etiologia Isquêmica
O paciente apresenta histórico de Infarto Agudo do Miocárdio, sendo a
etiologia isquêmica a principal etiologia para esse caso. Além disso, o
paciente apresenta histórico de hipertensão arterial sistêmica em uso
irregular da medicação, sendo outra possível causa de insuficiência
cardíaca para o caso descrito.
REFERÊNCIAS: 
1. PORTO, C. C. Semiologia Médica. 8. ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2019.
2. PORTO, C. C.; PORTO, A.L. Exame Clínico. 8. ed. Rio de
Janeiro: Guanabara Koogan, 2017.
3. BICKLEY, Lynn S.; SZILAGYI, Peter G. Bates: propedêutica
médica. 12. Tratado de semiologia médica: história e exame
clínico. 8. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2018.
2ª QUESTÃO
Unidade de avaliação: N1 - Específica
Enunciado:
Na Unidade Básica de Saúde (UBS) de seu bairro, foi atendida uma
criança por solicitação da agente comunitária. Segundo a mãe, a
criança do sexo masculino, 12 meses de idade, vem apresentando
coriza e tosse seca, de início há 4 dias. Ontem teve um pico febril não
termometrado. Nascida a termo, de parto normal, com peso e
estatura no percentil 50, gestação planejada. Desde os 5 meses,
passa a maior parte do tempo com a avó paterna, para que os pais
trabalhem. A mãe nunca levou a criança à UBS para consulta, pois ela
nunca ficou doente.
Durante a consulta pediátrica, independentemente do motivo que
levou a família procurar assistência médica, é importante que o
pediatra avalie as condições do crescimento e desenvolvimento da
criança, buscando o diagnóstico precoce e a prevenção de condições
clínicas reversíveis com as corretas intervenções.
Diante disto, qual das alternativas reflete o esperado para a criança
em questão?
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Alternativas: (alternativa A) (CORRETA) 
É esperado que no desenvolvimento motor grosseiro a criança já saiba
engatinhar, e consiga ficar em pé e dar os primeiros passos.
(alternativa B)
No desenvolvimento da linguagem, a criança já consegue apontar para
uma parte do corpo indicada.
(alternativa C)
Quanto ao crescimento, é esperado que a criança duplique o peso de
nascimento nos primeiros 12 meses de vida.
(alternativa D)
A caderneta de vacinação deve estar completa, a partir dos 6 meses
de idade, quando a criança passa a ter mais contato com o mundo
exterior.
Resposta comentada:
A caderneta de vacinação deve ser checada em todas a consultas
pediátricas, desde o primeiro mês de vida
O desenvolvimento normal de uma criança de 12 meses tem como
marcos: motor grosseiro – a criança já sabe engatinhar, fica em pé
sozinha e anda; motor fino – a criança já é capaz de fazer pinça
polegar-dedos; na linguagem fala mama, dadá e algumas conseguem
outras 3 palavras diferentes destas; no desenvolvimento social, joga
bola e bate palmas.
Quanto ao crescimento, espera-se que a criança triplique seu peso de
nascimento no primeiro ano de vida
Referencias:
Leão Ennio, et al Pediatria Ambulatorial 2 ed. – Belo Horizonte,
COOPMED: 1989
BICKLEY, Lynn S. Bates-Propedêutica Médica Essencial. Grupo
GEN, 2018. E-book. 9788527734493. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527734493/.
Acesso em: 20 ago. 2022.
3ª QUESTÃO
Unidade de avaliação: N1 - Específica
Enunciado:
Um adolescente de 12 anos reside com seu avô e, há cerca de um
mês, iniciou quadro de tosse e emagrecimento e foi diagnosticado
com tuberculose pulmonar. Ao saber do diagnóstico do paciente, a
equipe da sua Unidade de Saúde da Família (USF) orientou que fosse
investigado o seu contactante domiciliar.
Para a investigação do adolescente, descreva
(1,5) a. quais dados devem ser coletados na anamnese; e
(1,0) b. o que precisa ser avaliado no exame físico do adolescente,
caso ele apresente sintomas.
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Alternativas: --
Resposta comentada:
a. Quanto à sintomatologia, pesquisar: tosse seca ou produtiva, com
ou sem raias de sangue (escarro hemoptoico), febre vespertina,
sudorese noturna, astenia e perda de peso. Deve-se ainda coletar os
dados sobre o nível de instrução e as condições econômicas e
sanitárias, ou seja, os possíveis determinantes sociais relacionados ao
adoecimento por Tuberculose. Avaliar ainda o estado vacinal do
adolesente, coinfecção com HIV ou outras comorbidades. 
b. No exame físico, é importante avaliar: exame completo do sistema
respiratório, temperatura, peso e estatura, presença de eventuais
linfonodomegalias. 
REFERÊNCIAS:
BRASIL. Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no
Brasil / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde,
Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. – Brasília:
Ministério da Saúde, 2019.
Disponível em: https://portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br/atencao-
crianca/principais-questoes-sobre-tuberculose-na-infancia/. Acesso em:
27 set. 2022.
4ª QUESTÃO
Unidade de avaliação: N1 - Específica
Enunciado:
Na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), você atende um idoso do
sexo masculino, 68 anos, preto, aposentado, com queixa de “forte
dor no peito”. A dor é em aperto, em região retroesternal com
irradiação para membro superior esquerdo, e se iniciou há 10 horas,
com piora progressiva. Refere ainda que sente palpitações, náuseas e
tonturas. Em relação aos antecedentes pessoais, o paciente é
hipertenso, diabético, obeso e tabagista. Relata histórico familiar de
infarto agudo do miocárdio (pai faleceu aos 50 anos) e de hipertensão
(mãe hipertensa). Após exame físico e realização de
eletrocardiograma, você diagnostica um quadro de infarto agudo do
miocárdio.
De acordo com os fatores de risco para doenças cardiovasculares
relatados pelo paciente, quais são considerados não modificáveis?
Alternativas: (alternativa A)
Raça e obesidade.
(alternativa B)
Obesidade e tabagismo.
(alternativa C)
Idade e tabagismo.
(alternativa D) (CORRETA) 
Raça e história familiar.
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Resposta comentada:
Os fatores de riscos modificáveis para doenças cardiovasculares
(DCV) incluem hiperlipidemia, tabagismo, etilismo, hiperglicemia,
obesidade, sedentarismo, má alimentação e uso de contraceptivos; e
os não modificáveis incluem história familiar de DCV, idade, sexo e
raça.
REFERÊNCIA:
PORTO, C. C. Semiologia Médica. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2019. recurso online. ISBN 978-85-277-3498-1.
5ª QUESTÃO
Unidade de avaliação: N1 - Específica
Enunciado:
Paciente do sexo masculino, 57 anos de idade, está internado na
enfermaria de uma unidade hospitalar, no 4º dia de pós-operatório de
uma cirurgia ortopédica pós-traumática.
Apresenta dispneia súbita, mantendo-se taquipneico com FR = 36
irpm, queda de saturação de oxigênio em ar ambiente (SatO2 =
88%). A ausculta pulmonar revela redução dos murmúrios vesiculares.
Sobre a fisiopatologia da principal hipótese diagnóstica do caso acima,
podemos afirmar que:
I. Uma das principais consequências respiratórias da embolia
pulmonar é a hipoxemia, devido ao desequilíbrio ventilação-
perfusão.
II. Dentre as consequências cardiocirculatórias da embolia,
podemos citar o aumento da resistência vascular do pulmão,
que se manifesta como hipertensão pulmonar aguda.
III. Situações de embolia pulmonar podem culminar com um
aumento da demanda metabólica pelo miocárdio,
possibilitando a ocorrência de infarto agudo de Ventrículo
Direito.
É correto o que se afirma em
Alternativas: (alternativa A)
I e II, apenas.
(alternativa B) (CORRETA) 
I, II e III.
(alternativa C)
II e III, apenas.
(alternativa D)
I e III, apenas.
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Resposta comentada:
Todas as alternativas são verdadeiras.
Uma das principais consequências respiratórias da embolia pulmonar é
a hipoxemia, devido ao desequilíbrio ventilação-perfusão; A súbita
instalação de oligoemia no parênquima pulmonar dá origem a áreas
bem ventiladas e mal perfundidas, aumentandoo espaço morto
fisiológico e áreas do parênquima distantes do território hipoperfundido
começam a sofrer atelectasia, tendo como elemento principal o
desaparecimento de ar dos alvéolos sem que o espaço alveolar seja
ocupado por células ou exsudato.
Dentre as consequências cardiocirculatórias da embolia, podemos
citar o aumento da resistência vascular do pulmão, que se manifesta
como hipertensão pulmonar aguda; a obstrução mecânica promovida
por êmbolos impactados promove vasoconstrição, além da ocorrência
de vasoespasmo, secundário à liberação de agentes inflamatórios.
Situações de embolia pulmonar podem culminar num aumento da
demanda metabólica pelo miocárdio, possibilitando a ocorrência de
infarto agudo de Ventrículo Direito. A dilatação do Ventrículo Direito
aumenta a tensão em sua parede, dificultando o fluxo de sangue pela
circulação coronariana.
REFERÊNCIA:
PORTO, Celmo C.; PORTO, Arnaldo L. Exame Clínico. 8 ed. Grupo
GEN, 2017. 9788527731034. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527731034/.
Acesso em: 27 set. 2022.
6ª QUESTÃO
Unidade de avaliação: N1 - Específica
Enunciado:
Paciente do sexo masculino, 65 anos de idade, foi admitido em UTI
por instabilidade hemodinâmica, após 2 semanas de internação na
enfermaria. Apresentava quadro de hepatoesplenomegalia, febre e
perda de peso há cerca de 6 semanas. Após investigação foi
diagnosticado com linfoma agressivo, com prognóstico reservado.
Utilizando o protocolo SPIKES, a melhor forma de se comunicar essa
notícia é
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Alternativas: (alternativa A) (CORRETA) 
informar a notícia ao paciente e à família acompanhado de um
membro da equipe assistencial.
(alternativa B)
desestimular expressão de sentimentos de raiva, tristeza ou
inconformismo do paciente e família.
(alternativa C)
comunicar o paciente e seus familiares durante o horário de visita da
UTI, na beira do leito.
(alternativa D)
evitar transmitir ao paciente e familiares informações detalhadas
sobre o prognóstico e tratamento.
Resposta comentada:
- A comunicação de más notícias, sempre que possível, deve ser
realizada em ambiente reservado.
- O paciente e seus familiares devem poder demonstrar os próprios
sentimentos, sejam quais forem, após a comunicação da má notícia.
- O paciente tem o direito de definir o quanto deseja saber sobre o
diagnóstico, prognóstico e tratamento.
REFERÊNCIA:
Protocolo SPIKES - disponível em: INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER
(BRASIL). COORDENAÇÃO GERAL DE GESTÃO ASSISTENCIAL.
COORDENAÇÃO DE EDUCAÇÃO. Comunicação de notícias difíceis:
compartilhando desafios na atenção à saúde / Instituto Nacional de
Câncer. Coordenação Geral de Gestão Assistencial. Coordenação de
Educação – Rio de Janeiro: INCA, 2010.
7ª QUESTÃO
Unidade de avaliação: N1 - Específica
Enunciado:
Ao realizar a aferição da pressão arterial (PA) de um adolescente na
Unidade Básica de Saúde (UBS), observou-se que ele estava acima do
percentil 95 para sexo e idade e percentil da altura. Solicitou-se então
que o adolescente retornasse ao serviço para que fossem realizadas
mais duas novas medidas da sua PA em ocasiões diferentes.
Para realização do procedimento neste adolescente, deve-se
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Alternativas: (alternativa A) (CORRETA) 
realizar a medida da distância do acrômio ao olécrano; identificar o
ponto médio da distância; a partir da medida da circunferência do
braço nesse ponto médio, seleciona-se o manguito adequado, que
deve cobrir 40% da largura e 80 a 100% do comprimento.
(alternativa B)
realizar a aferição da pressão arterial do adolescente
preferencialmnete com o manguito utilizado em pacientes adultos,
sendo considerada inadequada a medida caso seja realizada com
manguitos menores.
(alternativa C)
realizar a aferição da pressão arterial com o adolescente em posição
deitada, medindo a distância do acrômio ao olécrano, sendo o
manguito ideal com largura correspondendo a 50% dessa medida.
(alternativa D)
realizar a medida da distância do acrômio ao rádio; identificar o ponto
médio da distância; após medir a circunferência do braço nesse ponto
médio, e, a partir dessa medida, seleciona-se o manguito adequado,
que deve cobrir 80% da largura e 100% do comprimento.
Resposta comentada:
Conforme recomendações da sociedade americana e brasileira de
cardiologia, deve-se realizar a medida da distância do acrômio ao
olécrano; identificar o ponto médio da distância; após medir a
circunferência do braço nesse ponto médio e a partir dessa medida,
seleciona-se o manguito adequado, que deve cobrir 40% da largura e
80 a 100% do comprimento.
 
REFERÊNCIA:
Científico, C., & Kaufman, A. Hipertensão arterial na infância e
adolescência. 2019.
8ª QUESTÃO
Unidade de avaliação: N1 - Específica
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Enunciado:
Lactente, 12 meses, feminina, nascida de parto cesárea, a termo,
com diagnóstico de síndrome de Down, comparece em consulta,
acompanhada da mãe. Esta refere que a criança vem apresentando
quadro de cansaço durante as mamadas nos últimos 2 meses,
associado a uma dificuldade no ganho de peso e sudorese. Relata que
a criança esteve internada 3 vezes no último ano devido a quadros de
pneumonia. Nega quadros de cianose. Nega irritabilidade e choro
prolongado. Mãe relata que, ao nascer, lactente realizou teste do
coraçãozinho, pezinho e orelhinha, mas não sabe relatar o que deu
nos exames (mãe perdeu a caderneta da criança).
Ao exame físico: REG, hidratada, corada, acianótica, afebril (T
37ºC). Aparelho respiratório: Murmúrio vesicular distribuído
difusamente sem ruídos adventícios. Abdome: Inocente, indolor à
palpação. ECG: Sobrecarga biventricular. RAIO X tórax: aumento de
câmaras / Abaulamento do arco pulmonar e aumento da trama
vascular pulmonar.
Após anamnese, exame físico e exames complementares, paciente
recebe o diagnóstico de PCA (persistência do canal arterial). 
Diante do caso clínico e do diagnóstico apresentados, no exame físico
cardiovascular desta criança, podemos encontrar inspeção e palpação
Alternativas: (alternativa A)
com presença de abaulamentos e pulsações precordiais, além de
aumento da extensão do ictus cordis e na ausculta, bulhas rítmicas e
normofonéticas, sem sopros audíveis e pulsos normais.
(alternativa B)
normais, e, na ausculta, encontraremos bulhas rítmicas e
normofonéticas, sem sopros audíveis e pulsos normais.
(alternativa C)
normais, e, na ausculta, presença de bulhas rítmicas e
normofonéticas, com presença de sopro diastólico rude no foco mitral
e pulsos normais.
(alternativa D) (CORRETA) 
com presença de precórdio hiperdinâmico, e, na ausculta, sopro
sistólico contínuo em maquinaria em foco pulmonar e desdobramento
fixo de B2, além de pulsos amplos.
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Resposta comentada:
Diante da cardiopatia diagnosticada - PCA, podemos encontrar um
paciente com sintomas de IC, além de pneumonias de repetição e
dificuldade de ganho de peso. A clínica depende da magnitude do
shunt. No exame físico desses pacientes, geralmente encontramos
pulsos amplos, precórdio hiperdinâmico, sopro sistólico contínuo do
tipo maquinaria mais audível na maioria das vezes em foco pulmonar
com desdobramento fixo de B2.
REFERÊNCIA:
Cardiologia pediátrica: abordagem prática. Cardiopatias congênitas
acianóticas e cianóticas. Departamento de cardiologia. Sociedade
Brasileira de Pediatria. 2003.
Nelson Kliegman, Tratado de Pediatria 20º edição.
9ª QUESTÃO
Unidade de avaliação: N1 - Específica
Enunciado:
Segundo os Departamentos de Cardiologia e Neonatologia da
Sociedade Brasileira de Pediatria, de 1 a 2 recém-nascidos (RN) a
cada 1.000 apresentam cardiopatia congênita crítica ao nascer, e
cerca de 30% desses casos recebem alta hospitalar sem o
diagnóstico. Isso acontece porque a alta hospitalar ocorre após 48
horas de vida do RN e, nesse momento, muitas alterações podem
ainda nãoestar se manifestando, com a ausculta cardíaca
aparentando normalidade.
Com base nessa informação, analise a afirmativa que se aplica
corretamente ao teste do coraçãozinho.
Alternativas: (alternativa A)
O teste do coraçãozinho deve ser feito na primeira consulta de
puericultura, em todo o RN aparentemente saudável com idade
gestacional > 37 semanas.
(alternativa B)
O teste do coraçãozinho deve ser feito na primeira consulta de
puericultura, em todo RN aparentemente saudável com idade
gestacional > 34 semanas.
(alternativa C) (CORRETA) 
Avaliação do monitor: quando o RN não apresenta alterações, o
monitor mostra uma onda de traçado homogêneo, com a saturação
periférica maior ou igual a 95%, tanto na medida do membro superior
quanto do membro inferior, sendo a diferença entre ambos menor
que 3%.
(alternativa D)
Avaliação do monitor: quando o RN não apresenta alterações, o
monitor mostra uma onda de traçado homogêneo, com a saturação
periférica maior ou igual a 98%, tanto na medida do membro superior
quanto do membro inferior, sendo a diferença entre ambos menor
que 2%.
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Resposta comentada:
O teste do coraçãozinho deve ser feito entre 24 e 48 horas de vida,
antes da alta hospitalar, em todo o recém-nascido aparentemente
saudável com idade gestacional > 34 semanas. E será considerado
sem alterações quando a análise do monitor mostrar uma onda de
traçado homogêneo, com a saturação periférica maior ou igual a
95%, tanto na medida do membro superior quanto do membro
inferior, sendo a diferença entre ambos menor que 3%.
REFERÊNCIA: 
SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Departamento de Cardiologia 
e Neonatologia da SBP. Diagnóstico precoce de cardiopatia 
congênita crítica: oximetria de pulso como ferramenta de triagem 
neonatal. 2011. Disponível em: http://www.sbp.com.br/fileadmin/
user_upload/pdfs/diagnostico-precoce-oximetria.pdf. Acessado em: 
11 nov. 2017.
10ª QUESTÃO
Unidade de avaliação: N1 - Específica
Enunciado:
Adolescente de 16 anos comparece à consulta na Unidade Básica de
Saúde com relato de estar muito incomodado com o surgimento de
espinhas em face e tronco. Durante a conversa, em sua fala, deixa
evidente o impacto em suas relações sociais, sentindo-se
constrangido em algumas situações. É ativo, faz academia 3 vezes
por semana e frequenta a escola com bons resultados. Não ingere
bebida alcoólica, nem fuma. Não está fazendo uso de medicamentos
e nega doenças. Trouxe o resultado do hemograma e da glicemia de
jejum realizados há 2 semanas, ambos normais. Lesões disseminadas
em face e tórax superior, maioria formada por pápulas, porém alguns
nódulos com eritema e secreção purulenta. Foi orientado para o
problema de acne vulgar fazer uso de protetor solar, sabonete facial e
creme 2 vezes ao dia.
Considerando o registro de saúde orientado por problemas, SOAP,
pode-se afirmar que
Alternativas: (alternativa A)
o registro do hemograma e da glicemia pertence ao item S.
(alternativa B)
a descrição das lesões pertence ao item P.
(alternativa C)
o impacto nas relações sociais pertence ao item O.
(alternativa D) (CORRETA) 
o problema levantado de acne vulgar pertence ao item A.
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Resposta comentada:
O registro de saúde realizado por meio do SOAP considera:
*S é o subjetivo, inclui avaliação dos sintomas, queixas, história
familiar e social, história passada, expectativas, medos e angústias e
demandas por processos de cuidado;
*O é o objetivo, inclui observação do médico, achados do exame
físico, dados do exame clínico e dos exames complementares;
*A é a avaliação e inclui os problemas, a situação do caso, a
impressão do médico sobre o caso;
*P é o plano de manejo e inclui orientações, referenciamentos,
pedidos de exames complementares, educação e promoção de
saúde.
REFERÊNCIA:
Tratado de Medicina de Família e Comunidade. Registro de saúde
orientado por problemas. Gustavo Gusso, José Mauro Ceratti Lopes.
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CURSO DE MEDICINA - AFYA
NOTA FINAL
Aluno:
Componente Curricular: Habilidades e Atitudes Médicas III
Professor (es):
Período: 202201 Turma: Data:
N1 - ESPECÍFICA - HAM 3 - Prova 1
RELATÓRIO DE DEVOLUTIVA DE PROVA
PROVA 04385 - CADERNO 001
1ª QUESTÃO
Tipo da questão: Múltipla Escolha
Unidade de avaliação: N1 - Específica
Enunciado:
Paciente feminino, 65 anos, relata dispneia aos pequenos esforços de
início súbito e dor torácica ventilatório-dependente em base do
hemitórax direito iniciadas há aproximadamente 8 horas. Procurou
assistência médica, pois não houve melhora. Há 2 semanas esteve
internada por 10 dias devido a pneumonia. Nega doenças crônicas,
bem como o uso de medicamentos, traumas ou cirurgias. Ao exame
físico: consciente, orientada, acianótica, anictérica, hidratada, afebril.
Ritmo cardíaco regular, FC = 106 bpm, PA = 130X85 mmHg. Sons
respiratórios normais, FR = 24 irpm. Abdome sem alterações.
Qual das alternativas a seguir apresenta um achado semiológico que
frequentemente faz parte do quadro relatado anteriormente?
Alternativas: (alternativa A) (CORRETA) 
Sinal de Homans positivo.
(alternativa B)
Crepitação basal bilateral.
(alternativa C)
Edema bilateral de membros inferiores.
(alternativa D)
Hiperfonese de B1.
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Resposta comentada:
Paciente apresenta dispneia e dor torácica pleurítica, taquicardia e
taquipneia, com história de imobilidade (internação) como fator de risco
para tromboembolismo venoso. Diante desse quadro clínico pensar em
tromboembolismo pulmonar é mandatório e uma vez que o achado de
Trombose venosa profunda pode estar associado, deve-se investigar ao
exame físico essa possibilidade. O sinal de Homans positivo constitui
em apresentar dor na panturrilha à dorsiflexão do pé e estando
presente torna mais provável o diagnóstcio de TEP.
Referências:
PORTO, C. C. Semiologia Médica. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2019. recurso online. ISBN 978-85-277-3498-1. Disponível
em:
.
Acesso em: 28 out. 2019.
PORTO, C. C.; PORTO, A.L.; Exame Clínico. 8ª ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2017.
Feedback: --
2ª QUESTÃO
Tipo da questão: Múltipla Escolha
Unidade de avaliação: N1 - Específica
Enunciado:
Paciente de 23 anos, feminina, deu entrada no pronto-socorro com
dispneia aos médios esforços, taquicárdica e com edema de MMII. Um
familiar relata que a paciente tem um passado de febre reumática. Ao
auscultar, o médico observou um sopro diastólico, B1 hiperfonética,
ruflar diastólico e reforço pré-sistólico. Observou, ainda, que o sopro
aumentava ao colocar a paciente em decúbito lateral esquerdo.
Com relação à situação clínica descrita, a patologia mais provável é:
Alternativas: (alternativa A)
Persistência do Canal Arterial (PCA).
(alternativa B) (CORRETA) 
Estenose Mitral.
(alternativa C)
Insuficiência Mitral.
(alternativa D)
Estenose Aórtica.
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Resposta comentada:
ERRADA - O sopro da Persistência do canal arterial é um sopro
contínuo (sistólico e diastólico), conhecido como sopro em maquinário
ou em locomotiva
ERRADA – O sopro da Estenose Aórtica é um sopro rude, áspero,
sistólico, de ejeção, audível em foco aórtico, que se irradia para pescoço
.
ERRADA – O sopro da Insuficiência Mitral é um sopro holossistólico, de
regurgitação, audível em foco mitral com irradiação para a axila
esquerda e dorso.
CORRETA
Referência:
BRAUNWALD - TRATADO DE DOENCAS CARDIOVASCULARES, 10ª
EDIÇÃO.
PORTO, C. C. Semiologia Médica. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2019. recurso online. ISBN 978-85-277-3498-1. Disponível
em:
.
Acesso em: 28 out. 2019.
Feedback: --
3ª QUESTÃO
Tipo da questão: Múltipla Escolha
Unidade de avaliação: N1 - Específica
Enunciado:Mulher, 62 anos de idade, hipertensa e tabagista de longa data,
procurou a Unidade Básica de Saúde para renovação de sua receita
médica. No momento da aferição da pressão arterial, ela estava
confortavelmente sentada, com as pernas descruzadas, antebraço
apoiado sobre a mesa com a palma da mão para cima e com o
esfigmomanômetro adequado para a circunferência do braço,
localizado no braço direito 2 cm acima da face anterior do cotovelo.
Logo em seguida, o avaliador colocou a campânula do estetoscópio
sobre a artéria braquial e inflou o manguito até 240 mmHg, causando
desconforto. Ao realizar a deflação do manguito, escutou o primeiro
som de Korotkoff e o desaparecimento do som (fase V de Korotkoff).
Anotou os valores da PA sistólica de 172 mmHg e diastólica 108
mmHg.
Com base nesse caso, assinale a alternativa correta:
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Alternativas: (alternativa A)
Não houve necessidade de identificar a Pressão Sistólica Estimada
(PSE), visto que a medida descrita acima foi tecnicamente adequada.
(alternativa B) (CORRETA) 
Não foi questionado se a paciente tinha fumado nos últimos 30
minutos antes da visita. Isso poderia interferir nos valores pressóricos.
(alternativa C)
Caso tivesse utilizado o diafragma do estetoscópio possivelmente
verificaria valores de pressão arterial diferente do encontrado.
(alternativa D)
O desconforto do braço da paciente poderia ter sido evitado caso o
método auscultatório tivesse precedido o método palpatório.
Resposta comentada: Arq Bras Cardiol. 2021; 116(3):516-658.
Feedback: BARROSO, et al; Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial –
2020;Arq Bras Cardiol.
2021; 116(3):516-658.
� PORTO, C.C. Semiologia Médica. 8ª ed. Rio de Janeiro. Guanabara,
2019
4ª QUESTÃO
Tipo da questão: Múltipla Escolha
Unidade de avaliação: N1 - Específica
Enunciado:
No consultório médico, Dr. José recebe dona Maria:
- Dr. José: “Bom dia! Sente-se, dona Maria. Em que posso ajudar?”
- Dona Maria: “Doutor, estou me sentindo mal, cansada e não consigo
realizar minhas atividades diárias. Minha família reclama que não sou a
mesma pessoa de antes. Será que é algo grave? Eu acho que estou
entrando na menopausa.”
- Dr. José: “Entendo... Fique calma, vou examiná-la e iremos descobrir
o que a senhora tem. Conte mais um pouco como se sente e como
tem sido sua rotina...”
(...)
Ao final do atendimento, o médico, após análise subjetiva e objetiva,
fez sua avaliação e elaborou um plano de conduta, compactuado com
a paciente.
Sobre o atendimento médico nesse caso, assinale a alternativa
correta:
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Alternativas: (alternativa A) (CORRETA) 
a anamnese realizada teve como objetivos avaliar os sintomas de
cada sistema corporal e o estado de saúde passado e presente do
paciente, assim como conhecer seus hábitos de vida.
(alternativa B)
o método utilizado explora o processo saúde-doença, sem considerar
a experiência da doença do paciente, entendendo a pessoa como um
ser biológico.
(alternativa C)
o método utilizado se caracteriza por ser curativo, centrado na figura
do especialista e fragmentado, avaliando o indivíduo em partes,
priorizando o diagnóstico e a cura. 
(alternativa D)
a análise subjetiva forneceu informações aferidas do ponto de vista
médico, e a objetiva, informações baseadas na experiência da pessoa
que está sendo atendida.
Resposta comentada:
A resposta correta é a letra "a", pois o objetivos da anamnese: Avaliar,
de maneira detalhada, os sintomas de cada sistema corporal. Avaliar
o estado de saúde passado e presente do paciente, conhecendo os
fatores pessoais, familiares e ambientais que influenciam seu
processo saúde-doença. Conhecer os hábitos de vida do paciente,
bem como suas condições socioeconômicas e culturais.
O MCCP tem como alguns componentes: Explorar a saúde, a doença
e a experiência da doença; entender a pessoa como um todo
(indivíduo, família e contexto). 
SOAP:
SUBJETIVO: Informações baseadas na experiência da pessoa que está
sendo atendida. Podemos anotar: queixas e sentimentos. 
OBJETIVO: Informações aferidas do ponto de vista médico ficam neste
espaço. Dados do exame físico e/ou resultados dos exames
complementares.
REFERÊNCIAS:
PORTO, C. C. Semiologia Médica. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2019.
PORTO, C. C.; PORTO, A.L. Exame Clínico. 8. ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2017.
LOPES, J. M. C. Consulta e abordagem centrada na pessoa. In:
GUSSO, G.; LOPES, J. M .C. Tratado de Medicina de Família e
Comunidade: princípios, formação e prática. Porto Alegre: Artmed,
2012. p. 113-123.
Feedback: --
5ª QUESTÃO
Tipo da questão: Discursiva
Unidade de avaliação: N1 - Específica
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Enunciado:
Um homem com 52 anos de idade, tabagista, com diagnóstico de
cardiopatia chagásica, procura ambulatório com queixa de edema há
um ano, que se iniciou nos membros inferiores. Refere quadro de
dispneia aos moderados esforços, dispneia paroxística noturna e
ortopneia há 3 meses, fazendo com que durma elevado na cama com
dois ou mais travesseiros, ou sentado em uma cadeira. Apresenta
também tosse seca noturna. 
Registre dois achados referentes a cada uma das etapas do exame
cardiovascular do paciente em questão:
A) Inspeção.
B) Palpação.
Alternativas: --
Resposta comentada:
O paciente descrito tem como diagnóstico um quadro de Insuficiência
Cardíaca (Critérios de Framingham – 1 maior e 3 menores) de
provável etiologia chagásica. Nesta questão o aluno deverá apontar
dois achados compatíveis com as etapas de inspeção e palpação do
exame físico cardiovascular de um paciente com insuficiência
cardíaca.
(valor = 50%) A) - Inspeção: Visualização de Turgência de Jugular a
45°; Edema de membros inferiores; Edema escrotal; Ictus do
Ventrículo E propulsivo e desviado para esquerda; Alteração de pele e
fâneros: hiperpigmentação, perda de pelos; Visualização de respiração
de Cheyne Stokes; Ascite.
(valor = 50%) B) Palpação: Turgência de Jugular a 45°; Pulso
alternans; Pesquisa do Refluxo Hepatojugular; Hepatomegalia; Ascite;
Ictus do VE desviado para Esquerda e para baixo; Batimentos podem
ser palpáveis e visíveis no ápex.
REFERÊNCIAS
PORTO, Celmo C.; PORTO, Arnaldo L. Exame Clínico, 8ª edição. Grupo
GEN, 2017. 9788527731034. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527731034/.
Acesso em: 14 mar. 2022.
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6ª QUESTÃO
Tipo da questão: Múltipla Escolha
Unidade de avaliação: N1 - Específica
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Enunciado:
JBC, 66 anos, está internado pela 3ª vez em um ano. Portador de
Doença de Chagas, diagnosticada há mais de 20 anos, costuma dizer
que seu coração é “grande e fraco”. Muito resistente ao uso correto
das medicações, há uma semana não consegue realizar suas
atividades, relatando fadiga e falta de ar. Sua família o levou ao pronto-
socorro, onde foi internado com diagnóstico de “Insuficiencia cardíaca
congestiva descompensada e Doença de Chagas”.
São sinais e sintomas compatíveis com o quadro clínico do paciente:
Alternativas: (alternativa A)
Sopro sistólico em foco mitral com irradiação para axila que mascara a
1ª bulha, 4ª bulha (B4), eupneico.
(alternativa B)
Cianose em mãos e face, ictus cordis impalpável, sopro (ruflar)
diastólico e frêmito em foco mitral.
(alternativa C) (CORRETA) 
Distensão venosa jugular, 3ª bulha (galope de B3), ortopneia,
hepatomegalia, ascite e edema de MMII.
(alternativa D)
Dor retroesternal, de forte intensidade, piora com o esforço, sudorese
profusa, ansiedade e mal-estar.
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Resposta comentada:
Opção que melhor descreve um quadro clínico de Insuficiência Cardíaca
(IC) Congestiva descompensada. A IC é uma síndrome clínica complexa,
que se caracteriza por um distúrbio no desempenho do miocárdio,
ativação do sistema neuroendócrino acarretando insuficiência
circulatóriae congestão. Porém, nem todos os pacientes com IC
apresentam sinais e sintomas de congestão, que dependerá
basicamente do mecanismo etiológico que gerou a IC (infarto,
valvulopatias, miocardiopatias...), da cronicidade (aguda x crônica), do
envolvimento cavitário (IC direita ou IC esquerda) e principalmente do
grau de compensação (que se caracteriza por ausência /presença de
sintomas e capacidade funcional).
A IC causada pela Doença de Chagas é classicamente uma das causas
mais importantes de IC congestiva, já que afeta principalmente o
coração direito (IC direita), com conseqüente acúmulo de liquido ou de
volume no leito vascular sistêmico, quando há descompensação.
Os sinais típicos incluem distensão venosa jugular, edema de membros,
ascite e hepatomegalia, 3ª bulha (galope de B3), pulso alternante. Com
a evolução do quadro, pode ocorrer aumento das pressões nas
câmaras esquerdas levando a sinais como estertores pulmonares
(congestao intersticial pulmonar), macicez em bases pulmonares
(derrame pleural).
Os sintomas mais comuns são a dispneia, ortopneia, dispnéia
paroxística noturna, fadiga, má tolerância física, dor abdominal. Quando
associado a arritmias o paciente pode apresentar palpitações e síncope.
Nenhuma das outras opções descreve achados típicos de IC congestiva
descompensada:
A opção B descreve sintomas sugestivos de Infarto agudo do miocardio.
A opção C descreve achados de uma insuficiência mitral.
A opção D descreve achados de uma estenose mitral.
Referência:
PORTO, C. C. Semiologia Médica. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2019. recurso online. ISBN 978-85-277-3498-1. Disponível
em:
.
Acesso em: 28 out. 2019.
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7ª QUESTÃO
Tipo da questão: Múltipla Escolha
Unidade de avaliação: N1 - Específica
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Enunciado:
Lactente de 3 meses, masculino, chega ao Pronto Atendimento com
relato de episódio de cianose generalizada e sudorese enquanto
sugava o seio. A mãe informa que, desde o nascimento, o filho fica
cansado ao ser amamentado. Aguarda uma avaliação no serviço de
Cardiologia Pediátrica devido a um sopro detectado. Ao exame físico
apresentava taquipneia, presença de impulsão em região de apêndice
xifoide, tórax levemente abaulado, ausência de frêmito, presença de
ritmo cardíaco regular, 2T, B2 hiperfonética, sopro sistólico III/VI+ em
foco pulmonar. Sons respiratórios audíveis com presença de sibilos
expiratórios. Abdome com fígado palpável a 3 cm do RCD.
Qual é o diagnóstico mais provável?
Alternativas: (alternativa A) (CORRETA) 
Tetralogia de Fallot.
(alternativa B)
Comunicação interventricular (CIV).
(alternativa C)
Comunicação interatrial (CIA).
(alternativa D)
Persistência do canal arterial (PCA).
Resposta comentada:
Considerando os achados clínicos tem-se como diagnóstico provável a
Tetralogia de Fallot. Trata-se da cardiopatia congênita cianótica mais
comum, que ocorre em 1 a cada 3500 recém-nascidos,
correspondendo a 7% a 10% de todas as doenças cardíacas
congênitas. Inclui as seguintes características: estenose da artéria
pulmonar, comunicação interventricular (CIV), dextroposição da artéria
aorta e hipertrofia ventricular direita concêntrica.
Na avaliação clínica, os lactentes nos episódios hipercianóticos podem
apresentar cianose generalizada associada a prostração ou
irritabilidade. Os pulsos periféricos geralmente são normais. Terceira e
quarta bulhas cardíacas são incomuns. O sopro é tipicamente
crescendo-decrescendo, com uma importante qualidade de ejeção
sistólica.
Referências:
PORTO, C. C.; Semiologia Médica. 8ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2019.
PORTO, C. C.; PORTO, A.L.; Exame Clínico. 8ª ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2017.
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8ª QUESTÃO
Tipo da questão: Múltipla Escolha
Unidade de avaliação: N1 - Específica
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Enunciado:
Um jovem de 19 anos vem acompanhado da mãe para uma consulta no Ambulatório de
Pneumologia, com queixa de dor retroesternal, cansaço fácil, dispneia e palpitações. A mãe
refere que o rapaz é arredio, introvertido e, eventualmente, afasta-se do convívio social e de
atividades físicas em que tenha que expor o tórax. Ao exame físico, apresenta os ombros
caídos para a frente, depressão esternal acentuada em relação às cartilagens costais e desvio
acentuado do ictus cordis para lado esquerdo.
A alternativa que corresponde ao tipo de tórax encontrado no paciente é:
Alternativas: (alternativa A) (CORRETA) 
Infundibuliforme (pectus excavatum), com uma depressão na parte inferior do esterno e região
epigástrica.
(alternativa B)
Cariniforme (pectus carinatum), com o esterno proeminente e as costelas horizontalizadas,
resultando em um tórax semelhante ao das aves (tórax de pombo).
(alternativa C)
Cônico ou em sino, com sua parte inferior exageradamente alargada, lembrando um tronco de
cone ou um sino.
(alternativa D)
Em tonel ou globoso, com aumento exagerado do diâmetro anteroposterior, horizontalização
dos arcos costais e abaulamento da coluna dorsal.
Resposta comentada:
Trata-se da deformidade pectus excavatum, comum a depressão na parte inferior do esterno e
região epigástrica.
PORTO, C.C. Semiologia Médica. 8ª ed. Rio de Janeiro. Guanabara, 2019.
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788527734998/epubcfi/6/176[%3Bvnd.vst.idref%3Dchapter055]!/4/128/1:55[do%20%2Ceco]
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9ª QUESTÃO
Tipo da questão: Múltipla Escolha
Unidade de avaliação: N1 - Específica
Enunciado:
JSC, 55 anos, masculino, está internado há cinco dias devido a um TCE
grave, decorrente de um acidente automobilístico. Nas últimas 24
horas não apresenta resposta neurológica mesmo sem sedação há
mais de 48 horas. Avaliado por dois membros da equipe médica que
constataram o diagnóstico de morte encefálica. A equipe de
assistência social convocou os familiares para reunião com médico
plantonista.
Com base no protocolo utilizado para situações clínicas como a
descrita no caso, assinale a alternativa correta:
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Alternativas: (alternativa A)
O médico deve utilizar perguntas fechadas e diretas durante o diálogo.
(alternativa B)
A conversa com o familiar deve ser realizada ao lado do leito do
paciente.
(alternativa C) (CORRETA) 
O médico pode compartilhar a tomada de decisão com os familiares.
(alternativa D)
A equipe médica deve fornecer todas as informações nesse encontro.
Resposta comentada:
ERRADA - A comunicação de má noticia deve ser realizada em um
ambiente calmo e com privacidade. 
ERRADA - O médico deve utilizar perguntas abertas, claras e objetivas
e evitar termos técnicos.
CORRETA - O médico pode compartilhar a a responsabilidade da
tomada de decisão com os familiares.
ERRADA - as informações não precisam ser ditas em apenas um
momento, o médico deve preocupar-se até onde os familiares querem
e suportam ser informados.
REFERÊNCIAS:
CRUZ, CO et al. Comunicando más notícias: o protocolo SPIKES. Diagn
Tratamento. 2016;21(3):106-8.
VICTORINO, AB et al . Como comunicar más noticias: revisão
bibliográfica. Rev. SBPH, Rio de Janeiro, v. 10, n. 1, jun. 2007 .
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10ª QUESTÃO
Tipo da questão: Discursiva
Unidade de avaliação: N1 - Específica
Enunciado:
Paciente 61 anos, feminina, refere palpitações e dispneia a
moderados esforços. Queixa-se, ainda, de dispneia súbita que a
acorda durante a noite, com alívio após sentar-se na cama.
Hipertensa e tabagista de longa data. Ao exame físico: bom estado
geral, orientada e consciente, anictérica e acianótica, edema em
membros inferiores (1+/4+), PA: 130x90mmHg, FC 98 bpm, FR
21irpm. SR: presença de crepitações em terço inferior bilateral. SCV:
ritmo cardíaco regular com hipofonese de B1, sem sopros. Após
avaliação o médico orienta sobre o diagnóstico de insuficiência
cardíaca e a encaminha para o cardiologista.
Considerando esse caso clínico:
A) Elaboreum texto dissertativo, relacionando a fisiopatologia com as
manifestações clínicas apresentadas. (Máximo 7 linhas)
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Alternativas: --
Resposta comentada:
(valor = 100%) A fisiopatologia das manifestações clínicas é baseada
em alterações funcionais com redução do desempenho do coração
como bomba dificultando o enchimento ou esvaziamento de suas
câmaras. Ocorre redução da função sistólica ventricular e do débito
cardíaco, aumento da pressão diastólica nas câmaras cardíacas
causando a congestão pulmonar responsável pelas manifestações
clínicas apresentadas (palpitações, dispneia, dispneia paroxística
noturna, ortopneia, edema de MMII, hipofonese de B1, crepitações em
terço inferior bilateral).
REFERÊNCIAS:
PORTO, C. C. Semiologia Médica. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2019.
 LÓPEZ, Mario: LAURENTYS-MEDEIROS, José de. Semiologia médica: as
bases do diagnóstico. 5.ed. Rio de Janeiro: Revinter,2004.
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N1 ESPECÍFICA HAM – III
1º QUESTÃO 
Durante a ausculta cardíaca de um paciente em ritmo de galope, um estudante de medicina encontrou um terceiro 
som após B1 e B2, esse som foi auscultado durante a diástole e coincidia com a contração atrial, esse som se 
tratava de: 
a) B4
b) B2
c) B1
d) B3
2º QUESTÃO 
Durante a ausculta cardíaca de um paciente com induficiencia cardíaca em ritmo de galope ventricular, um 
estudante de medicina encontrou um terceiro som após B1 e B2, esse som foi auscultado no inicio da diástole, 
esse som se tratava de: 
a) B2
b) B4 
c) B1
d) B3
3º QUESTÃO 
A ausculta cardíaca de um paciente permitiu a identificação de um sopro sistólico com frêmito em foco aórtico, 
podemos afirmar que classificação desse sopro quanto a intensidade seguindo a classificação de Levine é: 
a) Grau 1
b) Pelo menos grau 4
c) Grau 3
d) Grau 2
4º QUESTÃO 
A ausculta cardíaca de um paciente permitiu a identificação de um sopro sistólico sem frêmito em foco aórtico, 
podemos afirmar que a classificação desse sopro quanto a intensidade segundo a classificação de Levine é: 
a) Grau 6
b) Grau 5
c) Menor ou igual a grau 3
d) Grau 4
CURSO DE MEDICINA - AFYA NOTA FINAL 
Aluno: 
Componente curricular: Habilidades e Atitudes Médicas III 
Professor (es): 
Período: Turma: Data: 
5º QUESTÃO 
Qual a melhor forma de posicionarmos o paciente para avaliação do pulso venoso? 
a) Decúbito lateral direito;
b) Decúbito lateral esquerdo;
c) Posição ortostática;
d) Decúbito dorsal com cabeceira elevada em 45 graus.
6º QUESTÃO 
A insuficiência aórtica é uma valvopatia que pode levar a dilatações importantes do ventrículo esquerdo um . Em 
paciente com insuficiência aórtica grave e importante dilatação de ventrículo esquerdo é esperado encontrar um 
Ictus Cordis à palpação: 
a) Deslocado para esquerda e com comprimento aumentado
b) Comprimento menor que 2 cm
c) Localização e comprimento habituais
d) Impalpável
7º QUESTÃO 
A estenose aórtica grave pode cursar com alterações características no exame físico do pulso arterial. Quanto à 
forma, pode ser citado como um pulso característico de estenose aórtica: 
a) Pulso Parvus e Tardus.
b) Pulso parodoxal.
c) Pulso martelo D água.’
d) Pulso alternante.
8º QUESTÃO 
Podendo ser encontrado em pacientes com pericardite constritiva, o sinal de Kussmaul reflete: 
a) Valvopatia aórtica
b) Valvopatia mitral
c) Elevação da pressão arterial durante a inspiração
d) Elevação da pressão venosa durante a inspiração
9º QUESTÃO 
O achado de estalidos de abertura durante a ausculta cardíaca indica: 
a) Infarto agudo do miocárdio
b) Pericardite
c) Estenoses valvares
d) Insuficiências valvares
10º QUESTÃO 
Qual situação descrita pode levar hiperfonese de bulhas cardíacas durante a ausculta? à 
a) Tamponamento cardíaco
b) Espessura diminuída do tórax
c) Pericardite
d) Obesidade
GABARITO 
1 A 
2 D 
3 B 
4 C 
5 D 
6 A 
7 A 
8 D 
9 C 
10 B

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