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O que é o fígado? - uma glândula mista (endócrina e exócrina) - produz plaquetopoietina (função endócrina) 1. Plaquetopoietina (ou trombopoietina): É um hormônio glicoproteico produzido principalmente pelo fígado (e em menor escala pelos rins e medula óssea). Ela desempenha um papel crucial na regulação da produção de plaquetas (trombócitos) pela estimulação da medula óssea (de células na medula óssea) para a produção de plaquetas. - bile 1. (sais biliares, colesterol, metabólitos da hemoglobina) 2. a bile vai emulsificar (dispersão) de lipídios e vai agir na atividade digestiva, uma vez que facilita a hidrólise por parte das enzimas (lipase pancreática). - É a maior víscera, em termos volumétricos, da cavidade abdominal. Naturalmente vai ser também a maior glândula. - função: metabolismos diversos (podem ser reações anabólicas ou endergônicas - “monta” moléculas -, também podem ser reações catabólicas ou exergônicas - quebra de moléculas.) Posição anatômica - em relação a divisão em 4 quadrantes, vai ocupar majoritariamente o quadrante superior direito e um pequeno pedaço do quadrante superior esquerdo - Em relação a divisão em 9 quadrantes, vai ocupar predominantemente o hipocôndrio direito, a porção superior do epigastrico e o hipocôndrio esquerdo. Morfologia: é uma víscera solida, de característica friável (mole) e morfologia triangular, e é altamente vascularizada. Possui, ainda, uma cápsula de tecido conjuntivo que o envolve e protege. - a cápsula que envolve o fígado é a Cápsula de Glisson - passam pelo fígado, por minuto, cerca de 1,5 litros de sangue. - lesões hepáticas têm grande potencial hemorrágico. Topografia: por estar associado ao diafragma, o fígado possui uma topografia variável, ou seja, sua topografia vai variar a depender dos movimentos realizados durante a respiração. - hora o fígado vai ser “empurrado” para baixo, hora vai ser “puxado para cima” - vai se movimentar do nível da sexta costela até o nivel a décima primeira costela - Em momentos respiratórios, o fígado vai estar mais baixo. 1. Esse momento é o melhor para avaliar o rebordo do fígado ou margem inferior hepática. - Em momentos expiratórios, o fígado vai estar mais alto. Relação com o peritônio: o fígado é uma víscera peritonização (ou seja, tem a Cápsula de Glisson e também tem peritônio), porém há uma área denominada Área Nua (supero-posterior) que não possui peritonio. Relações - Tem contato com: duodeno, estômago, colon ascendente (direito) e bolsa de Morrison (espaço hepatorrenal). - Entre o fígado e o diafragma há um recesso: espaço subfrênico ou subdiafragmático direito e esquerdo. 1. Entre eles há o ligamento coronário, que impede que os dois espaços se comuniquem. Esse ligamento sai do fígado e vai até o diafragma, e é uma especialização do peritônio. - Entre o fígado e as outras vísceras há o espaço hepatorrenal ou Bolsa de Morrison. - Toda a região de contato do fígado com o diafragma constitui a face diafragmática do fígado. - A região do fígado voltada para as vísceras constitui a face visceral. Ligamentos Funcionais 1. ligamento coronário (fixa o figado ao diafragma) 2. ligamento triangular esquerdo e triangular direito (fixa o fígado ao diafragma) 3. ligamento falciforme (é posterior e fixa o fígado a parede anterior do abdome) 4. ligamento da veia cava inferior (posterior e “segura” a veia) 5. ligamento hepatocístico (posterior e liga o fígado e vesícula) Ligamentos Vestigiais (circulação placentária) 1. ligamento venoso (não tem função após o nascimento) - origina da fibrose do ducto venoso - ducto venoso: joga oxigênio na veia cava na fase intrauterina 2. ligamento redondo ou Teris (não tem função após o nascimento) - origina da fibrose da veia umbilical Esquerda - Fissura sagital esquerda superior ou fissura do ligamento venoso - Fissura sagital esquerda inferior ou fissura do ligamento redondo Sulco da veia cava inferior ou Fissura Sagital Direita Superior Fissura Sagital Direita inferior ou Fossa Cística (aqui fica a vesícula) Fissura Transversa (Hilo hepático) - Aqui ficam as artérias, veias, inervação, tudo. - o hilo é a forma de acesso do fígado, indo ou vindo. Impressões Hepáticas (relações) 1. impressão gástrica 2. impressão esofágica 3. impressão duodenal 4. impressão cólica 5. impressão renal e adrenal direitas Lobos Hepáticos 1. Lobo direito e Lobo Esquerdo - divididos pelo ligamento falciforme 2. Lobo caudado (superior) e lobo quadrado (inferior) - divididos pela fissura transversa Circulação hepática: é mista. - Artéria Hepática Própria (proveniente da artéria hepática comum, que é um ramo do tronco celíaco): Traz cerca de 30% do sangue que entra no fígado. Que traz o sangue oxigenado, alta saturação de O2. - do tronco celiaco vai sair a artéria hepática comum -> arteria hepática propria -> arteria gastroduodenal (descendente) - A artéria hepática propria entra no figado pelo hilo hepático, acompanhando a veia porta e o ducto biliar comum (tríade portal), dentro do ligamento hepatoduodenal. - a artéria hepática própria se divide 1. ramo direito: vasculariza lobo direito do fígado e emite um ramo para a vesícula biliar (esse ramo é a artéria cística) 2. ramo esquerdo: vasculariza lobo esquerdo, além dos lobos quadrado e caudado - veia porta hepática: traz cerca de 70% do sangue que entra no fígado 1. também entra no fígado pelo hilo hepático, distribuindo sangue rico em nutrientes para ser processado pelos hepatócitos 2. surge da junção da mesentérica superior (que drena o intestino para o fígado) e da veia esplênica (que drena baço para o fígado) 3. também vai se dividir em direita e esquerda, suprindo, respectivamente, os lobos direito e esquerdo do fígado. Segmentação Hepática de Couinaud - divide o fígado em 8 segmentos - cada segmento formado é independente, ou seja, têm ramo venoso, ramo arterial e via biliar próprios. - trajeto da veia hepática média divide em dois lados (direito e esquerdo) - Cisura de Cantlie: linha que vai da margem esquerda da veia cava inferior até o ponto médio da vesícula biliar (dois segmentos) - Cisura portal: corte transversal a nível da bifurcação da porta hepática. (mais dois segmentos, totalizando quatro) - No ligamento falciforme (no trajeto da veia hepática esquerda internamente), se divide novamente. - O lobo caudado é o segmento 1. Drenagem Venosa - veias hepáticas (direita, esquerda e média) vão desembocar diretamente na veia cava (uma vez que são tributárias da veia cava). Drenagem Linfática - o fígado possui dois direcionamentos de linfa: drenagem subcapsular (superficial/cápsula de Glisson) - drenagem capsular: direcionada para a região subdiafragmática, de lá para a região mediastinal, de lá para o ducto torácico e, por fim, para o ângulo venoso (jugular e subclávia esquerda) - drenagem profunda: direcionada para os linfonodos hepáticos, de lá para linfonodos celíacos, de lá para cisterna do quilo, para o ducto torácico e, por fim, para o ângulo venoso. 1. a cisterna do quilo fica na altura de L1 e L2 Inervação - autonoma (simpatica e parasimpatica) - parassimpático: nervo vago e seus ramos - simpatico: plexo nervoso celiaco (gânglios e nervos periarteriais) - somatico: nervo frênico direito (para a capsula de glisson e não para o figado) Vias Biliares - função: concentração, condução e secreção de bile - esta localizada na fossa cistica (presa pelo ligamento hepatocístico) - está a nível da nona e décima cartilagem costal, seguindo a linha hemiclavicular Relações: se relaciona diretamente com o fígado e com o duodeno Formação da via biliar: ducto cístico + ducto hepático = ducto colédoco Variação anatômica: ductos biliares de luschka (ductos acessorios infrequentes, se não preservados numa cirurgia podem ocasionar o vazamento biliar). Válvula de Heister - região entre o infundíbulo da vesícula e região do ducto cístico cuja mucosa é mais pregueada - trata-se de uma válvula passiva(fica constantemente aberta) que ajuda a direcionar o fluxo biliar Bolsa de Hartmann: dilatação entre a vesícula e o ducto cístico, pessoas com esse tipo de variação anatômica tem maior propensão a formar cálculo. Partes da vesicula: fundo, corpo, infundíbulo e colo. - tem mucosa pregueada - armazena e concentra a bile Ducto colédoco - partes 1. porção supra pancreática (acima do pâncreas) 2. porção retro pancreática (atras do pâncreas) 3. porção intrapancreática (dentro do pâncreas) - se abre na margem lateral do duodeno (na papila duodenal maior) - papila duodenal maior: projeção no duodeno, onde desemboca o ducto de wirsung ou pancreático principal e o ducto colédoco. Entra, por essa papila, bile e suco pancreático. 1. ducto de wirsung (liga o pancreas ao duodeno) - ampola hepatopancreática ou ampola de Water: junção onde os dois ductos se comunicam 1. ao redor dessa ampola tem uma musculatura lisa que forma o esfíncter de Oddi, que tem controle (fecha quando não tem alimento e abre quando precisa digerir) Triângulo de Calot (menor) - limites 1. medial: ducto hepático comum 2. inferior: ducto cístico 3. latero-superior: artéria cística - está dentro de Budde Triângulo de Budde (maior) - limites 1. medial: ducto hepático comum 2. inferior: ducto cístico 3. latero-superior: borda inferior hepática Vascularização - artéria cística (ramo da artéria hepática direita) 1. leva sangue para a vesícula e porção supra pancreática do ducto colédoco 2. para o resto do ducto colédoco quem irriga são ramos da artéria pancreatoduodenal Drenagem venosa para o sistema porta Drenagem linfatica: condicionada para os linfonodos hepáticos -> linfonodos celíacos -> ducto torácico -> ángulo venoso Inervação vai ser autônoma - simpática: cadeia paravertebral - parassimpático: nervo vago e seus ramos