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POTENCIAL MARCAPASSO 
 Fase 4: repouso e automatismo - decorre da abertura de canais específicos 
de Na+ gerando uma corrente de entrada de Na+ chamada de funny (If) – 
CANAIS HCN: nucleotídeos cíclicos de entrada ativados na hiperpolarização 
 Fase 0: despolarização pela entrada de Ca2+ por meio de canais de Ca2+ 
tipo L 
 Fase 3: inativação de canais de Ca2+ do tipo L e aumento na condutância 
ao K+ 
 Os miócitos atriais apresentam correntes de K+ mais rápidas e, por conta 
disso, os potenciais de ação são mais curtos que nos miócitos ventriculares 
 ANGINA 
angina estável – lesão que reduz parcialmente a luz do vaso, levando a um fluxo fixo do 
sangue arterial independente da necessidade miocárdica; por exemplo, ao correr ou 
atividade sexual não há aumento da oxigenação 
isquemia miocárdica e consequentemente aparecimento de angina de peito – é 
resultado do aumento do gasto de energia pelo músculo cardíaco sem a necessária 
suplementação de (O2) 
IVABRADINA capaz de reduzir a freqüência cardíaca e, portanto, o gasto energético do 
miocárdio, sem provocar depressão do miocárdio, levando à diminuição da isquemia 
efetiva quanto em pacientes com angina estável 
tem uma especificidade muito grande para bloquear a corrente If e exerce intensamente 
a ação de reduzir a FC isoladamente 
redução de FC é objetivo maior especialmente na doença coronariana, por ser ela a 
determinante principal do consumo de oxigênio pelo miocárdio 
qlém disso, a possibilidade de proteção cardiovascular pela redução da FC também 
trouxe perspectivas para a sua utilização, principalmente, por não apresentar nenhum 
efeito inotrópico nem qualquer outro efeito sistêmico hemodinâmico, 
diferentemente dos betabloqueadores 
inexistência de qualquer efeito do tipo bloqueio dos canais de cálcio, pela ivabradina, 
sem interferência dela também sobre o aumento natural do débito cardíaco e da 
contratilidade durante exercício, e nem há alteração da capacidade de vasodilatação 
coronariana 
DESPOLARIZAÇÃO ESPOTÂNEA DA FASE IV permite que células sejam capazes de 
determinar um batimento cardíaco funcionando como um marca-passo natural 
na fase IV acontece uma progressiva e lenta despolarização da célula até atingir o limiar 
onde canais CA2+ novamente se ativam e a despolarização acontece 
é a corrente (If), dependente de canais iônicos com correntes de sódio e potássio, a 
responsável por este evento espontâneo da despolarização 
CORRENTES DE SÓDIO são mais importantes na fase I da despolarização celular. O 
fato de haver uma corrente deste tipo na fase IV e que é ativada na hiperpolarização 
fez com que ela fosse chamada de funny (If) – estimulação de receptores beta- 1 
aumenta a intensidade da corrente If, enquanto a estimulação vasovagal, através dos 
terminais colinérgicos muscarínicos, a diminui 
diferentemente das outras conhecidas, a corrente lf ativa-se a partir de -40mV a -50mV 
e atinge o máximo de ativação entre -100mV e -110mV, sendo uma corrente de entrada 
de íons para dentro da célula. Sua ativação acontece de forma lenta na hiperpolarização 
da membrana (fase IV), sendo que sua velocidade de fluxo iônico aumenta quanto mais 
negativa for a diferença de potencial da membrana, pode possui interferências por 
modulação do sistema simpático alterando a velocidade do seu fluxo ou bloqueio dos 
canais responsáveis pela If alterando a velocidade de despolarização diastólica 
espontânea da membrana celular 
DEPOLARIZAÇÃO NO SA é voltagem dependente, acontecendo na fase I da 
despolarização ao atingir o limiar de despolarização por volta de -60mV, momento em 
que se abrem os canais de cálcio, também se abrem os canais de sódio, que são 
ativados em níveis de potenciais bem mais próximos de zero, diferentemente dos canais 
de sódio das células de Purkinje, que se ativam em níveis bem baixos (entre -90mV e -
70mV) e deflagram a rápida fase I de despolarização dessas células 
REPOLARIZAÇÃO NAS FASES II E III são de ativação de vários canais, basicamente 
com entrada de K+ a saída de NA+ e CA2+, o potencial de membrana celular volta ao 
seu gradiente eletroquímico de repouso 
na fase IV, acontece uma progressiva e lenta despolarização da célula até atingir o limiar 
a partir do qual os canais de cálcio novamente se ativam e a despolarização acontece 
 
POTENCIAL VENTRICULAR 
platô se mantém enquanto houver equilíbrio entre o efluxo de K+ e o influxo de Ca2+ 
predominância da corrente de efluxo de potássio 
 
FISIOPATOGENIA DA CARDIOMIOPATIA CRÔNICA DA DOENÇA DE CHAGAS 
lise direta das células infectadas é relevante principalmente durante a fase aguda 
quando os parasitas intracelulares são abundantes e a miocardite costuma ser difusa e 
intensa 
principais hipóteses patogênicas para explicar o início e a progressão da CCDC 
incluem: 1) danos diretos aos tecidos induzidos por parasitas; 2) danos indiretos 
inflamatórios/ imunológicos aos tecidos; 3) distúrbios neurogênicos; 4) distúrbios 
microvasculares. A hipótese neurogênica foi embasada na depleção neuronal 
intracardíaca e na consequente disautonomia 
infiltrados inflamatórios são principais causadores de dano ao tecido cardíaco, a 
suscetibilidade genética e os danos mitocondriais são também da patogênese da CCDC 
MIOCARDITE DIFUSA rica em macrófagos, CD8+ e CD4+ com fibrose e hipertrofia 
a miocardite é devida LINF T. cruzi específicos LINF T autoimunes que produzem grandes 
quantidades de IFN-γ (desempenha papel patogênico central na CCDC) e TNF-α 
miocárdio na CCDC apresenta sinais de redução da atividade mitocondrial e da produção de 
energia, redução de RNAr, DNA mitocondrial e ATP 
níveis miocárdicos e a atividade das enzimas do metabolismo energético mitocondrial ATP-
sintase e creatina-quinase são ainda mais baixos 
associação de CCDC com variantes raras de genes mitocondriais corrobora o papel da 
disfunção mitocondrial no dano miocárdico do paciente com CCDC e pode ser um mecanismo 
para perpetuação da inflamação e dano cardiomiocitário 
disfunção e inflamação mitocondrial sejam, pelo menos em parte determinados 
geneticamente, IFN-γ e citocinas pró-inflamatórias induzidas por infecção crônica 
desencadeariam disfunção mitocondrial e doença clínica em pacientes com variantes que 
causam comprometimento subclínico da função mitocondrial em órgãos de alta demanda 
metabólica, como coração e células neuronais ganglionares mioentéricas 
lesão mitocondrial pode constituir mecanismo de perpetuação de alterações inflamatórias 
tissulares pois há liberação de componentes da mitocôndria danificada pela RI inata 
ALTERAÇÕES MICROVASCULARES lesão miocárdica consequente de alterações 
microvasculares associadas a inflamação e que levam a isquemia e necrose miocárdica com 
eventual fibrose reparadora 
participação da isquemia microvascular (envolvida no mecanismo que leva à fibrose 
regional e à progressão da disfunção sistólica do VE na CCDC) na gênese dos focos 
inflamatórios e da miocitólise que levam a fibrose reparadora 
mecanismos potencialmente envolvidos na gênese de disfunção microvascular coronariana 
na CCDC são: 1. Alterações funcionais na árvore coronária, com aumento da vasorreatividade 
e espasmo dos pequenos ramos arteriais intramurais; 2. Lesões endoteliais causadas 
diretamente pela agressão parasitária; 3. Alterações funcionais e estruturais induzidas por 
substâncias secretadas pelo infiltrado inflamatório no tecido miocárdico próximo aos 
microvasos coronários, principalmente endotelina e citocinas 
DENERVAÇÃO CARDÍACA parasitismo neuronal cardíaco associado com periganglionite e 
anormalidades degenerativas em células de Schwann e fibras nervosas, essa despopulação 
neural também acomete os gânglios intramurais de vários órgãos do sistema digestório, entre 
os quais avultam o esôfago e o cólon (megaesôfago e do megacólon da DC) 
despovoamento neuronal intramural com redução da sensibilidade do barorreflexo ocorre 
durante fase aguda, secundária ao parasitismo direto dos neurônios, degeneração causada 
pela inflamação periganglionare reação autoimune antineuronal e o dano pode prosseguir na 
fase crônica devido a inflamação localizada 
diversas anormalidades funcionais do controle autonômico reflexo da frequência cardíaca em 
na CCDC foram descritas como consequência da denervação autonômica cardíaca 
denervação simpática é distúrbio precoce na fisiopatologia da CCDC, antes do 
desenvolvimento de anormalidades regionais de contração do VE ou de disfunção contrátil 
global 
associar a presença e extensão da denervação simpática com a arritmia grave em pacientes 
com CCDC, é potencialmente implicado como mecanismo de morte súbita 
DANO CARDÍACO NA CCDC resulta das alterações fundamentais (inflamação, necrose e 
fibrose) que o T. cruzi provoca, direta ou indiretamente, no tecido especializado de condução, 
no miocárdio contrátil e no sistema autonômico intramural 
comprometimento do nó sinusal, do nó atrioventricular e do feixe de His, por alterações 
inflamatórias, degenerativas e fibróticas, leva à disfunção sinusal e a bloqueios variados 
atrioventriculares e intraventriculares 
focos inflamatórios e áreas de fibrose no miocárdio ventricular podem produzir alterações 
eletrofisiológicas e favorecer o aparecimento de reentrada, principal mecanismo 
eletrofisiológico da taquiarritmia ventriculare maligna que leva à morte súbita mesmo em 
pacientes sem IC pregressa e sem grave disfunção sistólica de VE 
outra consequência bastante comum das lesões miocárdicas é a disfunção biventricular 
desde as fases mais precoces, dissinergias ou aneurismas ventriculares predispõem a 
complicações tromboembólicas e em estágios avançados a dilatação global, a estase venosa 
e a FA são fatores adicionais que propiciam a formação de trombos 
galectina-3 (Gal-3): secretada por macrófagos ativados e está envolvida na fibrogênese da IC 
FASE AGUDA pode cursar com miocardite difusa, mas de intensidade baixa, que não 
se associa a graves distúrbios cardiovasculares e nem sequer é diagnosticada, em 
raros pacientes a inflamação aguda pode levar à perda significante da contratilidade 
miocárdica, com dilatação de câmaras e IC, com redução de fração de ejeção 
biventricular, às vezes, com distúrbios elétricos concomitantes (bloqueios de condução, 
extrassístoles) e derrame pericárdico – tais alterações costumam ser autolimitadas em 
curso de poucas semanas, não causando, em geral, sequelas clinicamente manifestas 
usualmente oligossintomática e com sintomas inespecíficos, mas pode cursar com 
sintomas mais expressivos em cerca de 5-10% dos casos, quando há intensa 
parasitemia 
acompanhada por febre e lesão no local de inoculação do patógeno, e se complicar por 
meningoencefalite e miocardite 
FASE AGUDA parasitemia e o parasitismo intenso dos tecidos desencadeiam forte 
resposta imunológica, ocorre inicialmente RI inata, logo seguida pela que depende de 
linfócitos T citotóxicos e linfócitos T produzindo citocinas inflamatórias como IFN-γ e 
TNF-α juntamente com anticorpos anti-T. cruzi específicos que controlam parcialmente 
o parasitismo, estabelecendo infecção persistente embora de baixo grau 
ocorre exposição das moléculas de superfície do T. cruzi aos receptores dos 
macrófagos e das células dendríticas, ocasionando pronta ativação das células 
envolvidas na imunidade inata, como neutrófilos e linfócitos NK (natural killers), que vão 
desencadear intensa resposta inflamatória visando a controlar a parasitemia 
RI inata gera intensa secreção de citocinas próinflamatórias, como o TNF-α, IFN-γ e 
diversas interleucinas, em especial IL-10, contribui para provocar lesão direta dos 
cardiomiócitos também agredidos pelo usualmente conspícuo parasitismo tissular, 
esse conjunto fisiopatológico configura a típica miocardite difusa da fase aguda da DC, 
que, na maioria dos casos, tem curso benigno e autolimitado 
cerca de 4 a 8 semanas pós-infecção, quando a parasitemia cai para níveis 
indetectáveis e os sintomas da fase aguda desaparecem e surge a fase crônica 
FASE CRÔNICA na RI celular macrófagos infectados apresentam antígenos de T.cruzi 
de reação cruzada com o coração aos linfócitos T CD4+, que migram para o coração 
produzindo citocinas inflamatórias que levam a maior recrutamento e ativação de 
células do sistema imune, desencadeando reação de hipersensibilidade tardia, 
exemplo de citocinas no infiltrado inflamatório, é TNF-α e IFN-γ que estão em grande 
número via final comum é constituída pelo intenso infiltrado inflamatório e a fibrose 
miocárdica reativa e reparativa 
 
 dilatação global do coração – face anterior 
 aspecto moringa – face posterior 
 dilatação de todas as câmeras 
 afinamento da ponta de VE (afinamento do miocárdio, podendo haver 
trombose) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ARRITMIAS 
disfunção do nó sinusal: bradicardia ou parada sinusal, bloqueio sinoatrial de segundo 
grau, ritmo juncional e ritmo idioventricular acelerado (RIVA) 
BAV de 1°grau mais frequente (transitório ou fixo) 
fibrilação atrial tende a ser manifestação mais tardia, geralmente associada a graus mais 
avançados de disfunção sistólica e dilatação ventricular 
podem ser assintomáticas ou causar palpitações, tonturas, dispneia, fraqueza, pré-
síncope, síncope ou parada cardíaca 
manifestação extremamente comum na CCDC sendo a atividade ectópica ventricular a 
predominante 
sístole VE – valva mitral fechada e semilunar aberta (sopro sistólico devido à valva não 
fecha completamente – insuficiência valvar) 
Diminuição volume-minuto = DC 
Taquiarritmia ventricular leva IAM – DOENÇAS DE CHAGAS (redução dos receptores 
caridomiócitos e inflamçaõ crônica que faz despovoamento neuronal) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
OUTROS APONTAMENTOS: 
aspecto de moringa – coração dilatado (ponta do VE, ‘’parede fica fina’’ / ‘’buraco de 
ventrículo’’ sangue acumula nesse lugar – forma trombo (músculo desaparece – 
miocitose, ‘’doença endotelial vascular’’ 
DENERVAÇÃO AUTONÔMICA (desautonomia) – neurônios do coração resposta 
(adrenérgica e colinérgica nos barroreflexo) que regulam batimento cardíaco, potencial 
de ação desviado – ARRITMIA E MORTE SÚBITA 
DISFUNÇÃO MITOCONDRIAL – migra para dilatação cardíaca na CCDC – desenvolve 
fibrose; ou ALTERAÇÃO GALECTINA (gene positivo – MACRÓFAGO ATIVADO 
PRODUZ GALECTINA ESTIMULA FIBROBLASTO PARA FAZER COLÁGENO E 
ASSIM A FIBORSE) 
ESTIMULAÇÃO INFLAMATÓRIA fica no neurônio, cardíaca e também na coronária (faz 
hiperproliferação da íntima e camada média fazendo placa = ESPASMO 
MICROVASCULAR+ trombo + isquemia) 
PUNKINJIE não é pra contrair (via condutora) – pouca miofribilia 
POTENCIAL DE AÇÃO – platô coincide QRS (entra cálcio, INICIO DA SÍSTOLE), 
segmento ST (momento contração valva aórtica aberta, ejeção sangue), intervalo PR 
(contração atrial e VE relaxado) 
POTENCIAL DE MARCO-PASSO – corrente funny (entrada sódio é lenta); taquiarritmia 
(bota marcapasso no ritmo) – ivabradina 
bloqueia canal HNC, faz bradicardia 
PERÍODO PRA (SEM NENHUM OUTRO ESTÍMULO) E PRR (AQUI PODE, pois (K+) 
ESTÁ SAINDO faz extrassístole (contração 
fisiológica pra ajudar eliminar saída sangue) – HIPERPOLARIZANDO) 
ATP necessário para sístole e diástole 
ATIVIDA ECTÓPICA NO VENTRÍCULO – predominante desde fases iniciais

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