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Vigilância Epidemiológica, Notificação Compulsória, Registro de Doenças, CID-10 Conteudista Prof. Me. Sérgio Ricardo Boff Revisão Textual Denise Costa 2 Sumário Objetivos da Unidade ............................................................................................................3 Vigilância Epidemiológica ................................................................................................... 4 Histórico..................................................................................................................................................5 Funções ................................................................................................................................................... 7 Dados e Informações .........................................................................................................................8 Fonte de Dados ..................................................................................................................................10 Aspectos Epidemiológicos das Doenças Transmissíveis .............................................14 Doenças Transmissíveis de Notificação Compulsória .................................................15 Aspectos Epidemiológicos das Doenças e dos Agravos não Transmissíveis (DANT) ....................................................................................................................................18 Programa Nacional de Imunizações .................................................................................19 Registros da Vigilância Epidemiológica .........................................................................20 CID-10 – Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde .............................................................................................. 22 Em Síntese ............................................................................................................................ 23 Material Complementar .....................................................................................................24 Atividades de Fixação ........................................................................................................ 26 Referências ........................................................................................................................... 27 Gabarito ................................................................................................................................ 29 3 Atenção, estudante! Aqui, reforçamos o acesso ao conteúdo on-line para que você assista à videoaula. Será muito importante para o entendimento do conteúdo. Este arquivo PDF contém o mesmo conteúdo visto on-line. Sua disponibili- zação é para consulta off-line e possibilidade de impressão. No entanto, re- comendamos que acesse o conteúdo on-line para melhor aproveitamento. • Compreender o contexto histórico no qual surgiu a vigilância epidemiológica no Brasil; • Conhecer alguns dos principais conceitos, as fontes de dados e informações que são necessários para o estabelecimento da Vigilância Epidemiológica; • Reconhecer as principais doenças e agravos passíveis de vigilância, bem como os principais registros que devem ser realizados em sistemas de informação de saúde competente; • Refletir sobre a importância das imunizações no controle epidemiológico de algumas doenças transmissíveis; • Conhecer a Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde e aprender a utilizar os códigos de maneira correta. Objetivos da Unidade 4 Vigilância Epidemiológica Para definir Vigilância Epidemiológica é preciso entender antes sobre a Vigilância em Saúde que foi definida, em 1963, por Alexander Langmuir, como: “observação contínua da distribuição e tendências da incidência de doenças mediante coleta sis- temática, consolidação e avaliação de informes de morbidade e mortalidade, assim como de outros dados relevantes, e a regular disseminação dessas informações a todos os que necessitam conhecê-la (BRASIL, 2005)”. Portanto, a vigilância em saúde está relacionada com atenção, promoção da saúde e prevenção de doenças e está distribuída em elementos: epidemiológica, sanitária, am- biental e saúde do trabalhador. Tem por objetivo observar e analisar constantemente a saúde da população, bem como promover ações para controlar risco e danos à saúde da população, garantindo um dos princípios do SUS que é o de integralidade. Figura 1 – Vigilância em Saúde Fonte: Acervo do conteudista #ParaTodosVerem: esquema em formato circular, dividido em cinco partes, a partir de um círculo central, no qual se relacionam os seguintes elementos: no centro - Vigilância em saúde; ao redor - Vigilância da saúde do trabalhador; Vigilância do Meio Ambiente; Vigilância Epidemiológica; Vigilância Sanitária. Fim da descrição. VOCÊ SABE RESPONDER? Qual foi o impacto da vigilância epidemiológica no controle e na prevenção de doenças transmissíveis ao longo da história e como a Classificação Estatística Internacional de Doenças contribui para a eficácia da vigilância em saúde? Vigilância em Saúde Vigilância da Saúde do Trabalhador Vigilância do Meio Ambiente Vigilância Epidemiológica Vigilância Sanitária 5 Destaque será dado a Vigilância epidemiológica, que é conceituada pela Lei Orgânica da Saúde 8080/90 como: Histórico A Vigilância Epidemiológica tem como antecedentes remotos os cuidados com a circulação de pessoas nos portos, exemplos desses cuidados foram a quarentena que os escravos eram submetidos antes de entrarem no país; a vacinação antiva- riólica obrigatória, por um decreto do Imperador em 1846 e, no início do século XX, também foi notado um isolamento de portadores da febre amarela, na tentativa de controlar a epidemia. As intervenções limitavam-se a grandes campanhas sanitárias com vistas ao controle de doenças que comprometiam a atividade econômica, como a febre amarela, malária e varíola; cessado o risco a estrutura da vigilância epidemiológi- ca era desativada. Apenas na década de 60 que a expressão Vigilância Epidemiológica ganhou força com a campanha de erradicação da varíola, que foi considerada o marco da institu- cionalização das ações de vigilância no país, contribuindo para organização do siste- ma de notificação e investigação de casos suspeitos da doença, em todo o território nacional. Em 1969, no Brasil já existia um sistema de notificação semanal de doenças selecionadas e as informações eram divulgadas em um boletim epidemiológico de circulação quinzenal, essa campanha de erradicação da varíola (CEV) culminou com a erradicação da doença no mundo em 1977. Nesse cenário, foi realizada, em 1968, a 21ª Assembleia Mundial de Saúde que teve como tema central a Vigilância Epidemiológica, na qual foram abordados, além das doenças transmissíveis, outros problemas de saúde, como: riscos ambientais, doen- ças relacionadas ao trabalho, acidentes, entre outros. Importante “Conjunto de ações que proporcionam o conhecimento, a de- tecção ou prevenção de qualquer mudança nos fatores deter- minantes e condicionantes de saúde individual ou coletiva, com a finalidade de recomendar e adotar medidas de prevenção e controle das doenças ou agravos” (Brasil, 1990, n.p.). 6 Nesse mesmo ano, a Fundação SESP criou o Centro de Investigações Epidemiológicas (CIE), considerado o primeiro órgão federal na área de epidemiologia. Na sequência, em 1975, por recomendação da 5ª Conferência Nacional de Saúde, foi instituído o Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica (SNVE), por meio de legislação es- pecífica (Lei nº 6.259/75 e Decreto nº 78.231/76). E, em 1977, foi disponibilizado pelo Ministério da Saúde o primeiro Manual de Vigilância Epidemiológica. Em 1990, pela Lei n. 8080, o Sistema Único de Saúde (SUS) incorpora o SNVE e amplia o conceito das ações de vigilância epidemiológica levando em consideraçãoa descentraliza- ção de responsabilidades e integralidade das ações, com o objetivo principal de estabelecer sistemas de informações e análises que culminem com a prevenção e controle das doenças. Um grande avanço aconteceu em 1999, quando o governo federal criou a Programação Pactuada Integrada – Epidemiologia e Controle de Doenças (PPIECD), o que possi- bilitou o financiamento da vigilância epidemiológica, com repasse direto aos fundos municipais e estaduais de saúde. Em 2003, as atividades da Vigilância Epidemiológica e de controle de doenças passam a ser responsabilidade Secretaria de Vigilância da Saúde (SVS), e não mais da FUNASA, objetivando instituir medidas capazes de eliminar, diminuir ou prevenir riscos à saúde. Saiba Mais Estava surgindo as primeiras ideias de: • Semana Epidemiológica; • Doenças de Notificação Compulsória; • Disseminação de informação. Na atualidade, há um projeto de Vigilância em Saúde no Sistema Único de Saúde (VIGISUS), no qual deve ser priorizado as pessoas e os territórios e não mais as doenças, agrupando a Vigilância Epidemiológica, a Vigilância Ambiental e a Vigilância Sanitária, de- nominado como Vigilância em Saúde. 7 Presentemente, o panorama é de mudanças no perfil epidemiológico da população, nota-se um declínio das taxas de mortalidade por doenças infecciosas e parasitá- rias e crescente aumento das mortes por doenças crônico-degenerativas, violência, acidentes de trânsito, o que tem sido motivo de constantes discussões tanto pelo Ministério da Saúde como pelas secretarias estaduais e municipais a incorporação desses itens à vigilância epidemiológica. Funções A Vigilância Epidemiológica é responsável por fornecer informação para que sejam analisadas e tenham como produto final ações de controle das doenças e dos agra- vos. Suas funções específicas são: As coletas de dados devem ser realizadas em todos os níveis do sistema de saúde: municipal, estadual e federal, por profissionais de saúde que devem ser preparados permanentemente pela Vigilância Epidemiológica, pois serão responsáveis pela exe- cução de ações de controle de doenças e agravos da população. A SNVE preconiza o fortalecimento dos sistemas municipais de vigilância epidemioló- gica, para que seja possível enfatizar ações sobre os problemas de saúde da sua própria área de abrangência, porém é necessária uma harmonia entre todos os níveis de saúde para que seja possível uma compreensão do quadro epidemiológico estadual e nacional. Importante A Vigilância Epidemiológica acompanha as ocorrências de do- enças e suas causas, tanto na coletividade humana quanto na animal com objetivo de prevenir sua disseminação. • Coletar dados; • Processar os dados coletados; • Analisar e interpretar os dados processados; • Recomendar medidas de controle apropriadas; • Promover ações de controle indicadas; • Avaliar a eficácia e efetividade das medidas adotadas; • Divulgar as informações pertinentes. 8 Figura 2 – Fluxograma do Sistema de Vigilância Fonte: Ministério da Saúde, 2012 #ParaTodosVerem: fluxograma no qual se relacionam os seguintes elementos: Diagnóstico suspeito do caso; seta indicando para baixo e para cima; notificação à vigilância epidemiológica; seta indicando para cima e para baixo; nível local - secretaria municipal de saúde; seta indicando para cima e para baixo; nível estadual - secretaria esta- dual de saúde; seta indicando para cima e para baixo; nível nacional - secretaria de vigilância em saúde - Ministério da Saúde. Conectam-se, por meio de traço pontilhado, os itens: Notificação à Vigilância Epidemiológica com Nível Nacional (disseminação da informação); e, Nível Local com Nível Nacional (Investigação Epidemiológica). Fim da descrição. Dados e Informações A Vigilância Epidemiológica precisa de uma qualidade de informação, com coleta de dados fidedigna para que possa propiciar uma decisão que subsidie o planejamento, avaliação e aprimoramento das ações. Esse processo é conhecido como Informação para Ação. Noti�cação à Vigilância Epidemiológica Nível Local Secretaria Municipal da Saúde Nível Estadual Secretária Estadual de Saúde Nível Nacional Secretaria de Vigilância em Saúde Ministério da Saúde Disseminação da Informação Diagnóstico Suspeito do Caso Investigação Epidemiológica Fluxograma do Sistema de Vigilância 9 INFORMAÇÃO D ECISÃ O AÇÃO Figura 3 – Informação para ação Fonte: Acervo do conteudista #ParaTodosVerem: esquema em formato circular, dividido em três partes, no qual se relacionam os seguintes elementos: ação, decisão, informação. Fim da descrição. Quanto maior o número de fontes geradoras de informação que sejam confiáveis, maior a possibilidade de acompanhamento das doenças ou dos agravos de uma população. Com as tecnologias de comunicação e informação eletrônicas cada vez mais disse- minadas, a atualização passa a ter uma nova dinâmica o que possibilita uma rapidez na tomada de decisões e consequente agilidade na adoção de medidas de controle. A principal fonte de dados é a notificação compulsória de doenças, de onde se de- sencadeia o processo de informação-decisão-ação. Mas existem também outras fontes de dados, como: resultados de exames laboratoriais, declarações de óbitos, maternidades (nascidos vivos), hospitais e ambulatórios, investigações epidemio- lógicas, estudos epidemiológicos especiais, sistemas sentinela, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e, ainda, a imprensa e a população. Após serem tratados e estruturados, os dados transformados em informações irão desencadear as ações em vigilância epidemiológica. A Lei 10.083, de 23/09/98, que dispõe sobre o Código Sanitário do Estado de São Paulo define em seu artigo 64 a obrigatoriedade da notificação para: I – médicos que forem chamados para prestar cuidados ao doente, mesmo que não assumam a direção do tratamento; II – responsáveis por estabelecimentos de assistência à saúde e instituições médico-sociais de qualquer natureza; 10 Fonte de Dados Os parâmetros para a inclusão de doenças e agravos na lista de notificação compul- sória devem obedecer aos seguintes critérios: Site Pelo site da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, pode ser feita a notificação imediata por um dos seguintes meios de comunicação: • Telefone 0800-555466, com funciona- mento em tempo integral; • E-mail: notifica@saude.sp.gov.br; ou pe- los links, disponibilizados no portal. Magnitude Dependente diretamente de incidência, prevalência, mortalidade, anos poten- ciais de vida perdidos. III – responsáveis por laboratórios que executem exames microbiológicos, so- rológicos, anatomopatológicos ou radiológicos; IV – farmacêuticos, bioquímicos, veterinários, dentistas, enfermeiros, partei- ras e pessoas que exerçam profissões afins; V – responsáveis por estabelecimentos prisionais, de ensino, creches, locais de trabalho ou habitações coletivas em que se encontre o doente; VI – responsáveis pelos serviços de verificação de óbito e institutos médico- -legais e VII – responsáveis pelo automóvel, caminhão, ônibus, trem, avião, embarca- ção ou qualquer outro meio de transporte em que se encontre o doente. https://bit.ly/4877NCB https://bit.ly/4877NCB 11 Transcendência Representa as características que conferem relevância à doença ou ao agravo, como: severidade (medida pela letalidade, hospitalidade), relevância social (medo e indignação) e relevância econômica (perda de vida, custos previdenciários). Vulnerabilidade Representa o quanto há de disponibilidade na prevenção e no controle da doença, propiciando a atuação efetiva dos serviços de saúde sobre os indiví- duos e coletividades. Compromissos internacionais Relativos ao cumprimento de metas continentais ou mundiais, especificadas no Regulamento Sanitário Internacional (RSI), que visam à adoção de contro- le, eliminação ou erradicação de doenças previstas em acordos firmados pelo governo brasileiro com organismos internacionais. Ocorrênciade epidemias, surtos e agravos inusitados à saúde São situações emergenciais em que se impõe a notificação imediata de todos os casos suspeitos, devem ser usados mecanismos próprios de notificação com base na apresentação clínica e epidemiológica do evento. Potencial de disseminação Representa o quanto a doença é disseminada, seja por meio de vetores ou de- mais fontes de infecção, colocando sob risco a saúde coletiva. 12 Os dados e informações que alimentam o Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica são os seguintes: Dados demográfi- cos, ambientais e socioeconômicos Os dados demográficos permitem quantificar grupos populacionais, como: número de habitantes, de nascimentos e de óbitos, situação do domicílio, escolaridade, ocupação, condições de saneamento, fatores climáticos, ecológicos, habitacionais e culturais. Dados de morbidade São os mais utilizados em vigilância epidemiológica, por permitirem a detecção imediata ou precoce de problemas sanitários, permitem descrever os agravos, identificar suas causas, tendências e comportamento por meio de diversos atributos, como: idade; gênero; profissão; entre outros. Podem ser obtidos por meio do Sinan, do Sistema de Informação Hospitalar – SIH; Sistema de Informação da Atenção Básica – SIAB; inquéritos; e por levantamentos do Sistema de Vigilância Epidemiológica. Dados de mortalidade São de fundamental importância como indicadores da gravidade do fenômeno vigiado, podem ser advindos de declarações de óbitos, padronizadas e processadas nacionalmente. O Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) é a principal fonte desses dados. Dados de ações de controle de do- enças e de servi- ços de saúde Dados como o número de doses de vacinas aplicadas (Programa Nacional de Imunização - PNI), dados de do Programa Nacional de Controle de Dengue – PNCD, como o percentual de residências visitadas e outros. Dados de laboratório Confirmação diagnóstica obtida pelos laboratórios pode detectar doenças e agravos. 13 Dados de uso de produtos biológi- cos, farmacológi- cos, químicos As intoxicações exógenas pelo uso de medicamen- tos, vacinas, soros, agrotóxicos complementam as informações de morbidade. Investigação Epidemiológica Muitas vezes, é necessário recorrer às investigações epidemiológicas para obter dados adicionais. Esses estudos epidemiológicos podem ser coletados por meio de: inquérito epidemiológico, levantamento epidemiológico ou investigação epidemiológica. Imprensa e população Informações vindas da comunidade e da imprensa devem ser levadas em consideração pelos profissionais de saúde, pois podem ser o primeiro alerta de uma epidemia. Sistemas sentinelas Para intervir em determinados problemas de saúde utiliza-se, muitas vezes, sistemas sentinelas de informações, que são capazes de monitorar indicadores-chave na população que sirvam de alerta precoce para o sistema de vigilância. Como o monitoramento de grupos-alvos, por meio de exames periódicos na prevenção de doenças. Site Você sabia que é possível acessar um bo- letim epidemiológico pelo site do portal da saúde? Confira acessando o QRCode. http://bit.ly/4aXFlp0 http://bit.ly/4aXFlp0 14 Aspectos Epidemiológicos das Doenças Transmissíveis As doenças transmissíveis, apesar de se encontrarem em declínio, ainda são con- sideradas um problema de saúde pública e estão diretamente relacionadas com as taxas de morbidade. Nota-se que muitas das doenças transmissíveis foram erradicadas, como a varíola e a poliomielite, outras estão em acentuado declínio na busca pela sua erradica- ção, como o sarampo e os tétanos neonatais. Porém, outras dessas doenças ainda são presentes em grande frequência e demandam criação de estratégias para sua interrupção. Segundo o Plano Nacional de Saúde 2016-2019, as doenças transmissíveis em des- taque são: Tabela 1 – Doenças Transmissíveis Tubercu- lose Hanseníase Aids Sífilis Congênita Tétano acidental Tétano neonatal Rubéola congê- nita Doença menin- gocócica 1990 incidência de 51,7 casos por 100.00 habitantes 2005 incidência de 1,48 casos por 10.000 habitantes Estabilização de 20,5 casos para cada 100 mil habitantes 2004 incidência inferior a 2 casos por 1000 nascidos vivos 2001 579 casos 2001 39 casos 2001 108 casos 2001 4164 casos 2013 incidência de 35,4 casos por 100 mil habitantes 2014 incidência de 1,27 casos por 10000 habitantes 2013 incidência de 4,7 casos por 1000 nascidos vivos 2013 280 casos 2013 3 casos 2013 3 casos 2013 2109 casos Fonte: Elaborada pelo conteudista Um fato que merece destaque é que as sociedades modernas assistem a emergên- cia de novas doenças transmissíveis e a reemergência de agravos que pareciam con- trolados. Sendo assim, é necessário que haja uma detecção o mais precoce possível para prevenir a propagação da doença para a população. 15 Alguns exemplos também citados no Plano Nacional de Saúde 2016-2019 são: • 2014 – Elaboração de um documento em preparação a uma possível entrada de Chikungunya no Brasil; • 2015 – Foi declarado Emergência em Saúde Pública Nacional e foi instalado o Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública devido à identificação de diversas ocorrências de microcefalias no Brasil. Em dezembro de 2015, foi di- vulgado o “Plano Nacional de Enfrentamento ao Aedes e suas Consequências”, organizado em três eixos: “Mobilização e Combate ao mosquito”, “Cuidado” e “Desenvolvimento Tecnológico, Educação e Pesquisa”; • A influenza teve um expressivo nível de vacinação em 2014. Foram administra- das 35,6 milhões de doses da vacina contra influenza. De 2012 a 2014, foram distribuídos 3,49 milhões de tratamentos para a doença. Doenças Transmissíveis de Notificação Compulsória Comunicar uma ocorrência de determinada doença à autoridade de saúde competente. NOTIFICAÇÃO Todo o cidadão tem o dever de comunicar a ocorrência ou a suspeita de alguma doença que esteja na lista. COMPULSÓRIA Figura 4 – Notificação compulsória Fonte: Acervo do conteudista #ParaTodosVerem: esquema composto por dois quadrados que se relacionam entre si: à esquerda – Notificação “Comunicar uma ocorrência de determinada doença à autoridade de saúde competente”, seta indicando para direita; Compulsória “Todo cidadão tem o dever de comunicar a ocorrência ou suspeita de alguma doença que esteja na lista”. Fim da descrição. 16 Importante É importante saber que: todo cidadão deve notificar até mes- mo a suspeita, não é necessário a certeza do agravo ou da do- ença, quem se responsabilizará em confirmar a veracidade é a Vigilância Epidemiológica. Além disso, a notificação é sigilosa, o que tranquiliza o cidadão a dar informações. De acordo com o capítulo II, do artigo 3º da Portaria n. 204, de 17 de fevereiro de 2016, que define a Lista Nacional de Notificação Compulsória de doenças, agravos e eventos de saúde pública nos serviços de saúde públicos e privados em todo o território nacional: • A notificação compulsória é obrigatória para os médicos, outros profissionais de saúde ou responsáveis pelos serviços públicos e privados de saúde, que prestam assistência ao paciente, em conformidade com o art. 8º da Lei 6.259, de 30 de outubro de 1975; • A notificação compulsória será realizada diante da suspeita ou confirmação de doença ou agravo; • A comunicação de doença, agravo ou evento de saúde pública de notificação compulsória à autoridade de saúde competente também será realizada pe- los responsáveis por estabelecimentos públicos ou privados educacionais, de cuidado coletivo, além de serviços de hemoterapia, unidades laboratoriais e instituições de pesquisa; • A comunicação de doença, agravo ou evento de saúde pública de notificação compulsória pode ser realizada à autoridade de saúde por qualquer cidadão que deles tenha conhecimento; • A notificação compulsória imediata deve ser realizada pelo profissional de saú- de ou responsável pelo serviço assistencialque prestar o primeiro atendimento ao paciente, em até 24 (vinte e quatro) horas desse atendimento, pelo meio mais rápido disponível; • A autoridade de saúde que receber a notificação compulsória imediata deverá informá-la, em até 24 (vinte e quatro) horas desse recebimento, às demais esferas de gestão do SUS, o conhecimento de qualquer uma das doenças ou agravos constantes na lista; 17 • A notificação compulsória semanal (em até 7 dias) será feita à Secretaria de Saúde do Município do local de atendimento do paciente com suspeita ou con- firmação de doença ou agravo de notificação compulsória; • No Distrito Federal, a notificação será feita à Secretaria de Saúde do Distrito Federal; • A notificação compulsória, independentemente da forma como realizada, tam- bém será registrada em sistema de informação em saúde e seguirá o fluxo de compartilhamento entre as esferas de gestão do SUS estabelecido pela SVS/MS. Figura 5 – Notificação Fonte: Freepik Notificação compulsória negativa (NCS) é uma comunicação semanal realizada pelo responsável pelo estabelecimento de saúde, informando que na semana epi- demiológica não foi identificada nenhuma doença ou agravo passível de notificação. Reflita Será que no Brasil todas as enfermidades passíveis de notifica- ção são realmente notificadas? Ou há tanto uma falta de co- nhecimento dos profissionais de saúde sobre essas doenças de notificação compulsória, como também um descrédito do sis- tema de saúde? 18 Site Acesse a Portaria n. 204, de 17 de feverei- ro de 2016, que define a Lista Nacional de Notificação Compulsória de doenças, agra- vos e eventos de saúde pública nos servi- ços de saúde públicos e privados em todo o território nacional. E fique de olho no site do governo, pois a portaria das doenças de noti- ficação pode ser atualizada ou pode ser emi- tida uma nova. Aspectos Epidemiológicos das Doenças e dos Agravos não Transmissíveis (DANT) Nos dias de hoje, as doenças e os agravos não transmissíveis são considerados notá- veis problemas de saúde pública, em contraste à diminuição das doenças infecciosas e parasitária, o quadro de mortes por doenças crônicas degenerativas é preocupante e deve ser incorporado às atividades da Vigilância Epidemiológica. Alguns fatores que podem ter favorecido o aumento dos agravos não transmissíveis, são: • Aumento na expectativa de vida, favorecendo doenças crônicas degenerativas como as cardiovasculares, câncer, diabetes e doenças respiratórias; • Aumento de pessoas com sobrepeso e obesidade; • Aumento da violência, acidentes e envenenamentos. Alguns programas específicos são utilizados na tentativa de minimizar os fatores de risco associados às doenças crônicas degenerativas, como: Programa de Controle do Tabagismo, Programa de Controle do Câncer e seus Fatores de Risco e o Programa de Avaliação e Vigilância do Câncer. A tabela abaixo, publicada no Plano Nacional de Saúde 2016-2019, elenca algumas das doenças e dos agravos não transmissíveis: Taxas padronizadas de mortalidade prematura (30 a 70 anos) por DCNT (doenças do aparelho circulatório, câncer, diabetes e doenças respiratórias crônicas), corrigida por causa mal definida e sub-registro (x 100 mil habitantes) e variação percentual (Brasil, 2000, 2013). https://bit.ly/487ztYc https://bit.ly/487ztYc 19 Programa Nacional de Imunizações O Programa Nacional de Imunizações (PNI) foi instituído em 1973, após o êxito obtido pela campanha de erradicação da varíola, anteriormente a essa data, as ações de imuni- zações eram descontínuas e de reduzida área de cobertura. Em 1975, esse PNI foi insti- tucionalizado e passou a coordenar as imunizações do país, que é considerado um dos melhores programas de saúde do mundo, além de ter a universalidade garantida pelo SUS. Sua função é de distribuir vacinas e aprimorar os processos de controle de qualidade e produção de vacinas pelos laboratórios públicos nacionais. A Portaria nº 1602, de 17 de julho de 2006, institui em todo o território nacional os calendários de vacinação da criança, do adolescente, do adulto e do idoso. Algumas das doenças como Difteria, Coqueluche e Tétano acidental, Hepatite B, Meningites, Febre Amarela, formas graves da Tuberculose, Rubéola e Caxumba, a manutenção da erradicação da Poliomielite e a tentativa de erradicar o sarampo e o tétano neonatal são englobadas pela PNI. Tabela 2 – Doenças e agravos não transmissíveis Grupos de DCNT Total Variação 2000 2013 % 4 DCNT 499 359,46 -28,0 Doenças Cardiovasculares 265,03 170,07 -35,8 Neoplasias 147,95 131,9 -10,8 Doenças Respiratórias Crônicas 46,24 26,68 -42,3 Diabetes Melitus 40,64 30,75 -24,3 Fonte: Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) 20 Site É possível visualizar o calendário de vacinação atualizado no site do Ministério da Saúde. Saiba Mais O Ministério da Saúde disponibiliza aos usuários de smartpho- nes e tablets um aplicativo gratuito chamado: VACINA EM DIA, que é capaz de gerenciar cadernetas de vacinação cadastradas pelo usuário, além de abrigar informações completas sobre as vacinas disponibilizadas pelo SUS e uma função com lembretes sobre as campanhas sazonais de vacinação. Registros da Vigilância Epidemiológica Os principais sistemas de registros ou sistemas de informação da Vigilância epide- miológica estão representados no diagrama a seguir: Estatística Vital Imunizações Doenças Transmissíveis e Agravos de Noti�cação SI-PNI - Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações PNI/API/EDI SINAN SININTOX Intoxicações SIM/ SINASC Figura 6 – Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações Fonte: Acervo do conteudista #ParaTodosVerem: esquema em formato circular, em quatro tons de azul, com legenda correspondente, no qual se relacionam os seguintes elementos: Imunizações; Doenças Transmissíveis e agravos de notificação; Intoxicações; Estatística vital; ao lado as legendas: PNI/API/EDI; SINAN; SININTOX; SIM/SINASC. Fim da descrição. http://bit.ly/402fOG8 http://bit.ly/402fOG8 21 SI-PNI – Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações Formado por um conjunto de sistemas, entre eles: Avaliação do Programa de Imunizações – API, Estoque e Distribuição de Imunobiológicos – EDI, Eventos Adversos Pós-vacinação – EAPV. http://pni.datasus.gov.br/ SINAN Sistemas de informação de agravos de notificação que são alimentados, principalmente, pela notificação e investigação de casos de doenças e agravos que constam da lista nacional de doenças de notificação compulsória (Portaria nº 204, de 17 de fevereiro de 2016), mas os estados e municípios podem incluir outros problemas de saúde importantes em sua região. Sua utilização efetiva permite a realização do diagnóstico dinâmico da ocorrência de um evento na população, podendo fornecer subsídios para explicações causais dos agravos de notificação compulsória, além de vir a indicar riscos aos quais as pessoas estão sujeitas, contribuindo, assim, para a identificação da realidade epidemiológica de determinada área geográfica. https://portalsinan.saude.gov.br/ SININTOX O Sistema Nacional de Informações Tóxico- Farmacológicas (Sinitox) tem como principal atribuição coordenar a coleta, a compilação, a análise e a divulgação dos casos de intoxicação e envenenamento notificados no país. Os resultados do trabalho são divulgados anualmente. https://sinitox.icict.fiocruz.br/ SIM/SINASC O Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) e de Nascidos Vivos (SINASC) é um sistema informatizado de coleta, processamento e consolidação de dados quantitativos e qualitativos, referentes aos óbitos e nascimentos informados em todo território nacional. http://sinasc.saude.gov.br/default.asp http://sim.saude.gov.br/default.asp http://pni.datasus.gov.br/ https://portalsinan.saude.gov.br/ https://sinitox.icict.fiocruz.br/ http://sinasc.saude.gov.br/default.asp http://sim.saude.gov.br/default.asp http://sinasc.saude.gov.br/default.asp http://sim.saude.gov.br/default.asp22 CID-10 – Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde A Classificação Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (tam- bém conhecida como Classificação Internacional de Doenças – CID 10) é publicada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e visa padronizar a codificação de doenças e outros problemas relacionados à saúde. A CID 10 é a décima revisão da Classificação Internacional de doenças, que se iniciou em 1893 e fornece códigos relativos à classifi- cação de doenças e de uma grande variedade de sinais, sintomas, aspectos anormais, queixas, circunstâncias sociais e causas externas para ferimentos ou doenças. As afec- ções são agrupadas de forma a torná-las mais adequadas aos objetivos de estudos epidemiológicos gerais e para a avaliação de assistência à saúde. Saiba Mais Você sabia que não há nenhuma obrigatoriedade para colocar o CID nos atestados médicos a não ser em condições: de jus- ta causa, exercício de dever legal ou solicitação do próprio pa- ciente ou de seu representante legal. A resolução 1.819/2007 do Conselho Federal de Medicina veda a colocação do CID em atestados em certas situações, especialmente quando a doença puder vir a ser alvo de qualquer espécie de preconceito. Site Apresenta-se em três volumes, porém o de maior interesse para a utilização dos códigos é o volume 1, que está disponível eletronica- mente, no site, onde deverá ser escolhido o formato mais adequado para o equipamento utilizado antes de fazer o download. https://bit.ly/47Ek6pn 23 Compreender o contexto histórico que deu origem à vigilância epidemiológica no Brasil nos permite apreciar sua evolução ao longo do tempo. Além disso, ao conhe- cer os principais conceitos e as fontes de dados, adquirimos as bases necessárias para a implementação eficaz da vigilância epidemiológica. A identificação das principais doenças e agravos sujeitos à vigilância, juntamente com o registro adequado em sistemas de informação de saúde, destaca a importân- cia de manter registros precisos para o monitoramento e controle dessas condições de saúde. A reflexão sobre a importância das imunizações no controle epidemiológico de doenças transmissíveis realça o papel fundamental das vacinações na prevenção e no combate a surtos de doenças. Finalmente, o conhecimento da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID) e sua correta utilização proporciona uma ferramenta essencial para a padronização e compreensão das informações de saúde, contribuindo para uma vigilância epidemiológica eficaz e informada. Em Síntese 24 Vídeo: Conceitos e Ferramentas da Epidemiologia – Sistema de Informa- ções em Saúde (SIS) Neste vídeo, é possível observar como uma base de dados atualizada e ade- quadamente organizada oferece suporte aos profissionais da Equipe de Saú- de da Família, facilitando o planejamento e a avaliação de ações e políticas. Além disso, essa base de dados desempenha um papel fundamental na pro- moção da cidadania e no estímulo à participação popular. https://youtu.be/nACSaI4fEK4 Vídeo Material Complementar Mortalidade por Doenças Crônicas não Transmissíveis no Brasil e suas Regiões, 2000 a 2011 Neste artigo, há descrição da mortalidade por doenças crônicas não trans- missíveis (DCNT) no período 2000-2011 e as projeções do Plano de Enfren- tamento das DCNT no Brasil para 2011-2022. https://bit.ly/41VBGEd Guia de Vigilância em Saúde, Atualizado em 2019 O Guia de Vigilância em Saúde (GVS), na sua terceira edição eletrônica, pu- blicado pela Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (SVS/ MS), está em conformidade com as novas diretrizes e estratégias para a vi- gilância, prevenção e controle das doenças e agravos que representam rele- vância para a Saúde Pública. https://bit.ly/3O3DQM4 Guia de Vigilância Epidemiológica, Atualizado em 2017 Esta publicação substituiu e ampliou o escopo do Guia de Vigilância Epide- miológica (GVE), cuja primeira edição foi publicada em 1985. O GVE cumpriu, por décadas, o papel de orientar as ações de vigilância, prevenção e controle de doenças de importância na saúde pública no país. https://bit.ly/3O5C514 Leituras 25 Material Complementar Vigilância Epidemiológica: a Perspectiva de Quem é Responsável Habitualmente, certas doenças, muitas delas de origem parasitária ou trans- mitidas por vetores, foram rotuladas como “tropicais”, principalmente devido à sua escassez nos países industrializados do hemisfério norte e à sua ocor- rência frequente nas antigas colônias das regiões tropicais. https://bit.ly/3O1W4NV Leituras 26 1 – Qual evento é considerado o marco da institucionalização das ações de vigilân- cia epidemiológica no Brasil e como contribuiu para a organização do sistema de notificação de casos suspeitos de doenças em todo o país? a) A campanha de erradicação da malária. b) A introdução da vacinação antivariólica obrigatória. c) A realização da 21ª Assembleia Mundial de Saúde em 1968. d) O isolamento de portadores da febre amarela no início do século XX. e) A erradicação da varíola no mundo em 1977. 2 – Qual dos fatores a seguir não contribuiu para o aumento dos agravos não trans- missíveis, como doenças crônicas degenerativas? a) Aumento na expectativa de vida, favorecendo doenças cardiovasculares, câncer, diabetes e doenças respiratórias. b) Aumento de pessoas com sobrepeso e obesidade. c) Aumento da violência, acidentes e envenenamentos. d) Implementação de programas de controle do tabagismo e do câncer. e) Mudanças na taxa de natalidade. Atividades de Fixação Atenção, estudante! Veja o gabarito desta atividade de fixação no fim deste conteúdo. 27 BRASIL. Lei n. 8.080, de 19 de setembro de 1990. Dispõe sobre as condições para a promoção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes, e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 20 set. 1990. BRASIL. Lei n. 6.259, de 30 de outubro de 1975. Dispõe sobre a organização das ações de vigilância epidemiológica, sobre o Programa Nacional de Imunização e estabelece normas relativas à notificação compulsória de doenças e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 1975 BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Curso Básico de Vigilância Epidemiológica. Brasília: Ministério da Saúde. 2005. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Guia de vigilância epidemiológica. 1. ed. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2012. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Diretoria de Apoio à Gestão em Vigilância em Saúde. Manual de gestão da vigilância em saúde. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2009. 80 p. (Série A. Normas e Manuais Técnicos) BRASIL. Portaria n. 204, de 17 de fevereiro de 2016. Define a Lista Nacional de Notificação Compulsória de doenças, agravos e eventos de saúde pública nos ser- viços de saúde públicos e privados em todo o território nacional, nos termos do anexo, e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, n. 32, Seção 1, p. 23 de 18 fev. 2016. BRASIL. Ministério da Saúde. Plano Nacional de Saúde 2016-2019. Brasília: MS, 2016. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Coordenação-Geral de Desenvolvimento da Epidemiologia em Serviços. Guia de Vigilância em Saúde. 1 ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2016. ECKERDT, N. da S.; PRÉVE, A. D.; SABINO, M. M. F. L. Atribuições da Vigilância Epidemiológica. Coleção Gestão da Saúde Pública. v.9, p.168-185, 2009. Referências 28 LUCHESE, G. Globalização e regulação sanitária: os rumos da vigilância sanitária no Brasil. Brasília: ANVISA, 2008. LANGMUIR, A. D. The surveillance of communicable diseases of national importan- ce. New England Journal of Medicine v. 268, p. 182-192, 1963. TEIXEIRA, M. da G. et al. Seleção das doenças de notificação compulsória: crité-rios e recomendações para as três esferas de governo. Informe Epidemiológico do SUS, Brasília/DF, v. 7, n. 1, mar. 1998. Disponível em: . Acesso em: 10/12/2016. Referências 29 Questão 1 e. A erradicação da varíola no mundo em 1977. Justificativa: A erradicação da varíola em 1977 é considerada um marco na institu- cionalização das ações de vigilância epidemiológica no Brasil. Este evento teve um impacto significativo na organização do sistema de notificação de casos suspeitos de doenças no país. A campanha global para erradicar a varíola demonstrou a eficácia da vigilância epidemiológica e da vacinação em massa, levando ao reconhecimento da importância de sistemas robustos de vigilância para a detecção precoce e con- trole de doenças. Como resultado, houve um impulso para fortalecer os sistemas de saúde pública no Brasil, incluindo a notificação e monitoramento de doenças, contribuindo assim para a melhoria da vigilância epidemiológica no país. Questão 2 d. Mudanças na taxa de natalidade. Justificativa: A implementação de programas de controle do tabagismo e do cân- cer, na verdade, não contribui para o aumento dos agravos não transmissíveis, mas sim ajuda a diminuí-los. Estes programas são projetados para reduzir a incidência e a mortalidade por doenças crônicas degenerativas, como câncer e doenças cardio- vasculares. Por exemplo, o controle do tabagismo é uma medida eficaz para prevenir doenças respiratórias e cardiovasculares, além de alguns tipos de câncer. Da mesma forma, programas de prevenção e controle do câncer buscam reduzir os fatores de risco e promover a detecção precoce da doença. Portanto, ao contrário das outras opções listadas, que são fatores que contribuem para o aumento desses agravos, a implementação de programas de controle do tabagismo e do câncer tem um efeito positivo na redução da prevalência de doenças crônicas não transmissíveis. Gabarito