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Vigilância Epidemiológica, Notificação 
Compulsória, Registro de Doenças, CID-10
Conteudista
Prof. Me. Sérgio Ricardo Boff 
Revisão Textual
Denise Costa
2
Sumário
Objetivos da Unidade ............................................................................................................3
Vigilância Epidemiológica ................................................................................................... 4
Histórico..................................................................................................................................................5
Funções ................................................................................................................................................... 7
Dados e Informações .........................................................................................................................8
Fonte de Dados ..................................................................................................................................10
Aspectos Epidemiológicos das Doenças Transmissíveis .............................................14
Doenças Transmissíveis de Notificação Compulsória .................................................15
Aspectos Epidemiológicos das Doenças e dos Agravos não Transmissíveis 
(DANT) ....................................................................................................................................18
Programa Nacional de Imunizações .................................................................................19
Registros da Vigilância Epidemiológica .........................................................................20
CID-10 – Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas 
Relacionados com a Saúde .............................................................................................. 22
Em Síntese ............................................................................................................................ 23
Material Complementar .....................................................................................................24
Atividades de Fixação ........................................................................................................ 26
Referências ........................................................................................................................... 27 
Gabarito ................................................................................................................................ 29
3
Atenção, estudante! Aqui, reforçamos o acesso ao conteúdo on-line para 
que você assista à videoaula. Será muito importante para o entendimento 
do conteúdo.
Este arquivo PDF contém o mesmo conteúdo visto on-line. Sua disponibili-
zação é para consulta off-line e possibilidade de impressão. No entanto, re-
comendamos que acesse o conteúdo on-line para melhor aproveitamento.
• Compreender o contexto histórico no qual surgiu a vigilância epidemiológica 
no Brasil;
• Conhecer alguns dos principais conceitos, as fontes de dados e informações 
que são necessários para o estabelecimento da Vigilância Epidemiológica;
• Reconhecer as principais doenças e agravos passíveis de vigilância, bem como 
os principais registros que devem ser realizados em sistemas de informação 
de saúde competente;
• Refletir sobre a importância das imunizações no controle epidemiológico de 
algumas doenças transmissíveis;
• Conhecer a Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas 
Relacionados com a Saúde e aprender a utilizar os códigos de maneira correta.
Objetivos da Unidade
4
Vigilância Epidemiológica
Para definir Vigilância Epidemiológica é preciso entender antes sobre a Vigilância 
em Saúde que foi definida, em 1963, por Alexander Langmuir, como: “observação 
contínua da distribuição e tendências da incidência de doenças mediante coleta sis-
temática, consolidação e avaliação de informes de morbidade e mortalidade, assim 
como de outros dados relevantes, e a regular disseminação dessas informações a 
todos os que necessitam conhecê-la (BRASIL, 2005)”.
Portanto, a vigilância em saúde está relacionada com atenção, promoção da saúde e 
prevenção de doenças e está distribuída em elementos: epidemiológica, sanitária, am-
biental e saúde do trabalhador. Tem por objetivo observar e analisar constantemente a 
saúde da população, bem como promover ações para controlar risco e danos à saúde 
da população, garantindo um dos princípios do SUS que é o de integralidade.
Figura 1 – Vigilância em Saúde
Fonte: Acervo do conteudista
#ParaTodosVerem: esquema em formato circular, dividido em cinco partes, a partir de um círculo central, no 
qual se relacionam os seguintes elementos: no centro - Vigilância em saúde; ao redor - Vigilância da saúde do 
trabalhador; Vigilância do Meio Ambiente; Vigilância Epidemiológica; Vigilância Sanitária. Fim da descrição.
VOCÊ SABE RESPONDER?
Qual foi o impacto da vigilância epidemiológica no controle e na prevenção de 
doenças transmissíveis ao longo da história e como a Classificação Estatística 
Internacional de Doenças contribui para a eficácia da vigilância em saúde?
Vigilância
em Saúde
Vigilância da
Saúde do Trabalhador
Vigilância do
 Meio Ambiente
Vigilância
Epidemiológica
Vigilância
Sanitária
5
Destaque será dado a Vigilância epidemiológica, que é conceituada pela Lei Orgânica 
da Saúde 8080/90 como:
Histórico
A Vigilância Epidemiológica tem como antecedentes remotos os cuidados com a 
circulação de pessoas nos portos, exemplos desses cuidados foram a quarentena 
que os escravos eram submetidos antes de entrarem no país; a vacinação antiva-
riólica obrigatória, por um decreto do Imperador em 1846 e, no início do século XX, 
também foi notado um isolamento de portadores da febre amarela, na tentativa de 
controlar a epidemia.
As intervenções limitavam-se a grandes campanhas sanitárias com vistas ao 
controle de doenças que comprometiam a atividade econômica, como a febre 
amarela, malária e varíola; cessado o risco a estrutura da vigilância epidemiológi-
ca era desativada.
Apenas na década de 60 que a expressão Vigilância Epidemiológica ganhou força 
com a campanha de erradicação da varíola, que foi considerada o marco da institu-
cionalização das ações de vigilância no país, contribuindo para organização do siste-
ma de notificação e investigação de casos suspeitos da doença, em todo o território 
nacional. Em 1969, no Brasil já existia um sistema de notificação semanal de doenças 
selecionadas e as informações eram divulgadas em um boletim epidemiológico de 
circulação quinzenal, essa campanha de erradicação da varíola (CEV) culminou com 
a erradicação da doença no mundo em 1977.
Nesse cenário, foi realizada, em 1968, a 21ª Assembleia Mundial de Saúde que teve 
como tema central a Vigilância Epidemiológica, na qual foram abordados, além das 
doenças transmissíveis, outros problemas de saúde, como: riscos ambientais, doen-
ças relacionadas ao trabalho, acidentes, entre outros.
Importante
“Conjunto de ações que proporcionam o conhecimento, a de-
tecção ou prevenção de qualquer mudança nos fatores deter-
minantes e condicionantes de saúde individual ou coletiva, com 
a finalidade de recomendar e adotar medidas de prevenção e 
controle das doenças ou agravos” (Brasil, 1990, n.p.).
6
Nesse mesmo ano, a Fundação SESP criou o Centro de Investigações Epidemiológicas 
(CIE), considerado o primeiro órgão federal na área de epidemiologia. Na sequência, 
em 1975, por recomendação da 5ª Conferência Nacional de Saúde, foi instituído o 
Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica (SNVE), por meio de legislação es-
pecífica (Lei nº 6.259/75 e Decreto nº 78.231/76). E, em 1977, foi disponibilizado pelo 
Ministério da Saúde o primeiro Manual de Vigilância Epidemiológica.
Em 1990, pela Lei n. 8080, o Sistema Único de Saúde (SUS) incorpora o SNVE e amplia o 
conceito das ações de vigilância epidemiológica levando em consideraçãoa descentraliza-
ção de responsabilidades e integralidade das ações, com o objetivo principal de estabelecer 
sistemas de informações e análises que culminem com a prevenção e controle das doenças.
Um grande avanço aconteceu em 1999, quando o governo federal criou a Programação 
Pactuada Integrada – Epidemiologia e Controle de Doenças (PPIECD), o que possi-
bilitou o financiamento da vigilância epidemiológica, com repasse direto aos fundos 
municipais e estaduais de saúde.
Em 2003, as atividades da Vigilância Epidemiológica e de controle de doenças passam 
a ser responsabilidade Secretaria de Vigilância da Saúde (SVS), e não mais da FUNASA, 
objetivando instituir medidas capazes de eliminar, diminuir ou prevenir riscos à saúde.
Saiba Mais
Estava surgindo as primeiras ideias de: 
• Semana Epidemiológica; 
• Doenças de Notificação Compulsória; 
• Disseminação de informação.
Na atualidade, há um projeto de 
Vigilância em Saúde no Sistema Único 
de Saúde (VIGISUS), no qual deve ser 
priorizado as pessoas e os territórios 
e não mais as doenças, agrupando a 
Vigilância Epidemiológica, a Vigilância 
Ambiental e a Vigilância Sanitária, de-
nominado como Vigilância em Saúde.
7
Presentemente, o panorama é de mudanças no perfil epidemiológico da população, 
nota-se um declínio das taxas de mortalidade por doenças infecciosas e parasitá-
rias e crescente aumento das mortes por doenças crônico-degenerativas, violência, 
acidentes de trânsito, o que tem sido motivo de constantes discussões tanto pelo 
Ministério da Saúde como pelas secretarias estaduais e municipais a incorporação 
desses itens à vigilância epidemiológica. 
Funções
A Vigilância Epidemiológica é responsável por fornecer informação para que sejam 
analisadas e tenham como produto final ações de controle das doenças e dos agra-
vos. Suas funções específicas são:
As coletas de dados devem ser realizadas em todos os níveis do sistema de saúde: 
municipal, estadual e federal, por profissionais de saúde que devem ser preparados 
permanentemente pela Vigilância Epidemiológica, pois serão responsáveis pela exe-
cução de ações de controle de doenças e agravos da população.
A SNVE preconiza o fortalecimento dos sistemas municipais de vigilância epidemioló-
gica, para que seja possível enfatizar ações sobre os problemas de saúde da sua própria 
área de abrangência, porém é necessária uma harmonia entre todos os níveis de saúde 
para que seja possível uma compreensão do quadro epidemiológico estadual e nacional.
Importante
A Vigilância Epidemiológica acompanha as ocorrências de do-
enças e suas causas, tanto na coletividade humana quanto na 
animal com objetivo de prevenir sua disseminação.
• Coletar dados;
• Processar os dados coletados;
• Analisar e interpretar os dados processados;
• Recomendar medidas de controle apropriadas;
• Promover ações de controle indicadas;
• Avaliar a eficácia e efetividade das medidas adotadas;
• Divulgar as informações pertinentes.
8
Figura 2 – Fluxograma do Sistema de Vigilância
Fonte: Ministério da Saúde, 2012
#ParaTodosVerem: fluxograma no qual se relacionam os seguintes elementos: Diagnóstico suspeito do caso; seta 
indicando para baixo e para cima; notificação à vigilância epidemiológica; seta indicando para cima e para baixo; 
nível local - secretaria municipal de saúde; seta indicando para cima e para baixo; nível estadual - secretaria esta-
dual de saúde; seta indicando para cima e para baixo; nível nacional - secretaria de vigilância em saúde - Ministério 
da Saúde. Conectam-se, por meio de traço pontilhado, os itens: Notificação à Vigilância Epidemiológica com 
Nível Nacional (disseminação da informação); e, Nível Local com Nível Nacional (Investigação Epidemiológica). 
Fim da descrição.
Dados e Informações
A Vigilância Epidemiológica precisa de uma qualidade de informação, com coleta de 
dados fidedigna para que possa propiciar uma decisão que subsidie o planejamento, 
avaliação e aprimoramento das ações. Esse processo é conhecido como Informação 
para Ação.
Noti�cação à Vigilância Epidemiológica
Nível Local 
Secretaria Municipal da Saúde
Nível Estadual
Secretária Estadual de Saúde
Nível Nacional
Secretaria de Vigilância em Saúde 
Ministério da Saúde
Disseminação da 
Informação
Diagnóstico Suspeito do Caso
Investigação 
Epidemiológica
Fluxograma do Sistema de Vigilância
9
INFORMAÇÃO
D
ECISÃ
O
AÇÃO
Figura 3 – Informação para ação
Fonte: Acervo do conteudista
#ParaTodosVerem: esquema em formato circular, dividido em três partes, no qual se relacionam os seguintes 
elementos: ação, decisão, informação. Fim da descrição.
Quanto maior o número de fontes geradoras de informação que sejam confiáveis, maior 
a possibilidade de acompanhamento das doenças ou dos agravos de uma população. 
Com as tecnologias de comunicação e informação eletrônicas cada vez mais disse-
minadas, a atualização passa a ter uma nova dinâmica o que possibilita uma rapidez na 
tomada de decisões e consequente agilidade na adoção de medidas de controle.
A principal fonte de dados é a notificação compulsória de doenças, de onde se de-
sencadeia o processo de informação-decisão-ação. Mas existem também outras 
fontes de dados, como: resultados de exames laboratoriais, declarações de óbitos, 
maternidades (nascidos vivos), hospitais e ambulatórios, investigações epidemio-
lógicas, estudos epidemiológicos especiais, sistemas sentinela, Instituto Brasileiro 
de Geografia e Estatística (IBGE) e, ainda, a imprensa e a população. Após serem 
tratados e estruturados, os dados transformados em informações irão desencadear 
as ações em vigilância epidemiológica.
A Lei 10.083, de 23/09/98, que dispõe sobre o Código Sanitário do Estado 
de São Paulo define em seu artigo 64 a obrigatoriedade da notificação para:
I – médicos que forem chamados para prestar cuidados ao doente, mesmo 
que não assumam a direção do tratamento;
II – responsáveis por estabelecimentos de assistência à saúde e instituições 
médico-sociais de qualquer natureza; 
10
Fonte de Dados
Os parâmetros para a inclusão de doenças e agravos na lista de notificação compul-
sória devem obedecer aos seguintes critérios:
Site
Pelo site da Secretaria de Saúde do Estado 
de São Paulo, pode ser feita a notificação 
imediata por um dos seguintes meios de 
comunicação: 
• Telefone 0800-555466, com funciona-
mento em tempo integral; 
• E-mail: notifica@saude.sp.gov.br; ou pe-
los links, disponibilizados no portal.
Magnitude
Dependente diretamente de incidência, prevalência, mortalidade, anos poten-
ciais de vida perdidos.
III – responsáveis por laboratórios que executem exames microbiológicos, so-
rológicos, anatomopatológicos ou radiológicos;
IV – farmacêuticos, bioquímicos, veterinários, dentistas, enfermeiros, partei-
ras e pessoas que exerçam profissões afins;
V – responsáveis por estabelecimentos prisionais, de ensino, creches, locais 
de trabalho ou habitações coletivas em que se encontre o doente; 
VI – responsáveis pelos serviços de verificação de óbito e institutos médico-
-legais e 
VII – responsáveis pelo automóvel, caminhão, ônibus, trem, avião, embarca-
ção ou qualquer outro meio de transporte em que se encontre o doente.
https://bit.ly/4877NCB
https://bit.ly/4877NCB
11
Transcendência
Representa as características que conferem relevância à doença ou ao agravo, 
como: severidade (medida pela letalidade, hospitalidade), relevância social (medo 
e indignação) e relevância econômica (perda de vida, custos previdenciários). 
Vulnerabilidade
Representa o quanto há de disponibilidade na prevenção e no controle da 
doença, propiciando a atuação efetiva dos serviços de saúde sobre os indiví-
duos e coletividades.
Compromissos internacionais
Relativos ao cumprimento de metas continentais ou mundiais, especificadas 
no Regulamento Sanitário Internacional (RSI), que visam à adoção de contro-
le, eliminação ou erradicação de doenças previstas em acordos firmados pelo 
governo brasileiro com organismos internacionais.
Ocorrênciade epidemias, surtos e agravos inusitados à saúde
São situações emergenciais em que se impõe a notificação imediata de todos 
os casos suspeitos, devem ser usados mecanismos próprios de notificação 
com base na apresentação clínica e epidemiológica do evento.
Potencial de disseminação
Representa o quanto a doença é disseminada, seja por meio de vetores ou de-
mais fontes de infecção, colocando sob risco a saúde coletiva.
12
Os dados e informações que alimentam o Sistema Nacional de Vigilância 
Epidemiológica são os seguintes:
Dados demográfi-
cos, ambientais e 
socioeconômicos
Os dados demográficos permitem quantificar 
grupos populacionais, como: número de 
habitantes, de nascimentos e de óbitos, situação 
do domicílio, escolaridade, ocupação, condições 
de saneamento, fatores climáticos, ecológicos, 
habitacionais e culturais.
Dados de
morbidade
São os mais utilizados em vigilância epidemiológica, 
por permitirem a detecção imediata ou precoce 
de problemas sanitários, permitem descrever os 
agravos, identificar suas causas, tendências e 
comportamento por meio de diversos atributos, 
como: idade; gênero; profissão; entre outros. 
Podem ser obtidos por meio do Sinan, do Sistema 
de Informação Hospitalar – SIH; Sistema de 
Informação da Atenção Básica – SIAB; inquéritos; 
e por levantamentos do Sistema de Vigilância 
Epidemiológica.
Dados de
mortalidade
São de fundamental importância como indicadores 
da gravidade do fenômeno vigiado, podem ser 
advindos de declarações de óbitos, padronizadas 
e processadas nacionalmente. O Sistema de 
Informações de Mortalidade (SIM) é a principal 
fonte desses dados.
Dados de ações 
de controle de do-
enças e de servi-
ços de saúde
Dados como o número de doses de vacinas 
aplicadas (Programa Nacional de Imunização - PNI), 
dados de do Programa Nacional de Controle de 
Dengue – PNCD, como o percentual de residências 
visitadas e outros.
Dados de
laboratório
Confirmação diagnóstica obtida pelos laboratórios 
pode detectar doenças e agravos.
13
Dados de uso de 
produtos biológi-
cos, farmacológi-
cos, químicos
As intoxicações exógenas pelo uso de medicamen-
tos, vacinas, soros, agrotóxicos complementam as 
informações de morbidade.
Investigação 
Epidemiológica
Muitas vezes, é necessário recorrer às investigações 
epidemiológicas para obter dados adicionais. Esses 
estudos epidemiológicos podem ser coletados por 
meio de: inquérito epidemiológico, levantamento 
epidemiológico ou investigação epidemiológica.
Imprensa e 
população
Informações vindas da comunidade e da imprensa 
devem ser levadas em consideração pelos 
profissionais de saúde, pois podem ser o primeiro 
alerta de uma epidemia.
Sistemas 
sentinelas 
Para intervir em determinados problemas de 
saúde utiliza-se, muitas vezes, sistemas sentinelas 
de informações, que são capazes de monitorar 
indicadores-chave na população que sirvam de 
alerta precoce para o sistema de vigilância. Como 
o monitoramento de grupos-alvos, por meio de 
exames periódicos na prevenção de doenças. 
Site
Você sabia que é possível acessar um bo-
letim epidemiológico pelo site do portal da 
saúde?
Confira acessando o QRCode.
http://bit.ly/4aXFlp0
http://bit.ly/4aXFlp0
14
Aspectos Epidemiológicos das 
Doenças Transmissíveis
As doenças transmissíveis, apesar de se encontrarem em declínio, ainda são con-
sideradas um problema de saúde pública e estão diretamente relacionadas com as 
taxas de morbidade.
Nota-se que muitas das doenças transmissíveis foram erradicadas, como a varíola 
e a poliomielite, outras estão em acentuado declínio na busca pela sua erradica-
ção, como o sarampo e os tétanos neonatais. Porém, outras dessas doenças ainda 
são presentes em grande frequência e demandam criação de estratégias para sua 
interrupção. 
Segundo o Plano Nacional de Saúde 2016-2019, as doenças transmissíveis em des-
taque são:
Tabela 1 – Doenças Transmissíveis
Tubercu-
lose
Hanseníase Aids
Sífilis
Congênita 
Tétano
acidental
Tétano
neonatal
Rubéola 
congê-
nita
Doença 
menin-
gocócica
1990
incidência 
de 51,7 
casos por 
100.00 
habitantes
2005
incidência 
de 1,48 
casos por 
10.000 
habitantes
Estabilização 
de 20,5 
casos para 
cada 100 mil 
habitantes
2004 
incidência 
inferior a 
2 casos 
por 1000 
nascidos 
vivos
2001
579 
casos
2001
39 casos
2001
108 casos
2001
4164 
casos
2013
incidência 
de 35,4 
casos por 
100 mil 
habitantes
2014
incidência 
de 1,27 
casos por 
10000 
habitantes
2013
incidência 
de 4,7 
casos 
por 1000 
nascidos 
vivos
2013
280 
casos
2013
3 casos
2013
3 casos
2013
2109 
casos
Fonte: Elaborada pelo conteudista
Um fato que merece destaque é que as sociedades modernas assistem a emergên-
cia de novas doenças transmissíveis e a reemergência de agravos que pareciam con-
trolados. Sendo assim, é necessário que haja uma detecção o mais precoce possível 
para prevenir a propagação da doença para a população.
15
Alguns exemplos também citados no Plano Nacional de Saúde 2016-2019 são:
• 2014 – Elaboração de um documento em preparação a uma possível entrada 
de Chikungunya no Brasil;
• 2015 – Foi declarado Emergência em Saúde Pública Nacional e foi instalado o 
Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública devido à identificação 
de diversas ocorrências de microcefalias no Brasil. Em dezembro de 2015, foi di-
vulgado o “Plano Nacional de Enfrentamento ao Aedes e suas Consequências”, 
organizado em três eixos: “Mobilização e Combate ao mosquito”, “Cuidado” e 
“Desenvolvimento Tecnológico, Educação e Pesquisa”;
• A influenza teve um expressivo nível de vacinação em 2014. Foram administra-
das 35,6 milhões de doses da vacina contra influenza. De 2012 a 2014, foram 
distribuídos 3,49 milhões de tratamentos para a doença.
Doenças Transmissíveis de 
Notificação Compulsória
Comunicar uma ocorrência de 
determinada doença à 
autoridade de saúde 
competente.
NOTIFICAÇÃO
Todo o cidadão tem o dever de 
comunicar a ocorrência ou a 
suspeita de alguma doença que 
esteja na lista.
COMPULSÓRIA
Figura 4 – Notificação compulsória
Fonte: Acervo do conteudista
#ParaTodosVerem: esquema composto por dois quadrados que se relacionam entre si: à esquerda – Notificação 
“Comunicar uma ocorrência de determinada doença à autoridade de saúde competente”, seta indicando para 
direita; Compulsória “Todo cidadão tem o dever de comunicar a ocorrência ou suspeita de alguma doença que 
esteja na lista”. Fim da descrição.
16
Importante
É importante saber que: todo cidadão deve notificar até mes-
mo a suspeita, não é necessário a certeza do agravo ou da do-
ença, quem se responsabilizará em confirmar a veracidade é a 
Vigilância Epidemiológica. Além disso, a notificação é sigilosa, o 
que tranquiliza o cidadão a dar informações.
De acordo com o capítulo II, do artigo 3º da Portaria n. 204, de 17 de fevereiro de 
2016, que define a Lista Nacional de Notificação Compulsória de doenças, agravos 
e eventos de saúde pública nos serviços de saúde públicos e privados em todo o 
território nacional:
• A notificação compulsória é obrigatória para os médicos, outros profissionais 
de saúde ou responsáveis pelos serviços públicos e privados de saúde, que 
prestam assistência ao paciente, em conformidade com o art. 8º da Lei 6.259, 
de 30 de outubro de 1975;
• A notificação compulsória será realizada diante da suspeita ou confirmação de 
doença ou agravo;
• A comunicação de doença, agravo ou evento de saúde pública de notificação 
compulsória à autoridade de saúde competente também será realizada pe-
los responsáveis por estabelecimentos públicos ou privados educacionais, de 
cuidado coletivo, além de serviços de hemoterapia, unidades laboratoriais e 
instituições de pesquisa;
• A comunicação de doença, agravo ou evento de saúde pública de notificação 
compulsória pode ser realizada à autoridade de saúde por qualquer cidadão 
que deles tenha conhecimento;
• A notificação compulsória imediata deve ser realizada pelo profissional de saú-
de ou responsável pelo serviço assistencialque prestar o primeiro atendimento 
ao paciente, em até 24 (vinte e quatro) horas desse atendimento, pelo meio 
mais rápido disponível;
• A autoridade de saúde que receber a notificação compulsória imediata deverá 
informá-la, em até 24 (vinte e quatro) horas desse recebimento, às demais 
esferas de gestão do SUS, o conhecimento de qualquer uma das doenças ou 
agravos constantes na lista;
17
• A notificação compulsória semanal (em até 7 dias) será feita à Secretaria de 
Saúde do Município do local de atendimento do paciente com suspeita ou con-
firmação de doença ou agravo de notificação compulsória;
• No Distrito Federal, a notificação será feita à Secretaria de Saúde do Distrito 
Federal;
• A notificação compulsória, independentemente da forma como realizada, tam-
bém será registrada em sistema de informação em saúde e seguirá o fluxo de 
compartilhamento entre as esferas de gestão do SUS estabelecido pela SVS/MS.
Figura 5 – Notificação
Fonte: Freepik
Notificação compulsória negativa (NCS) é uma comunicação semanal realizada 
pelo responsável pelo estabelecimento de saúde, informando que na semana epi-
demiológica não foi identificada nenhuma doença ou agravo passível de notificação.
Reflita
Será que no Brasil todas as enfermidades passíveis de notifica-
ção são realmente notificadas? Ou há tanto uma falta de co-
nhecimento dos profissionais de saúde sobre essas doenças de 
notificação compulsória, como também um descrédito do sis-
tema de saúde?
18
Site
Acesse a Portaria n. 204, de 17 de feverei-
ro de 2016, que define a Lista Nacional de 
Notificação Compulsória de doenças, agra-
vos e eventos de saúde pública nos servi-
ços de saúde públicos e privados em todo o 
território nacional. E fique de olho no site do 
governo, pois a portaria das doenças de noti-
ficação pode ser atualizada ou pode ser emi-
tida uma nova.
Aspectos Epidemiológicos das 
Doenças e dos Agravos não 
Transmissíveis (DANT)
Nos dias de hoje, as doenças e os agravos não transmissíveis são considerados notá-
veis problemas de saúde pública, em contraste à diminuição das doenças infecciosas 
e parasitária, o quadro de mortes por doenças crônicas degenerativas é preocupante 
e deve ser incorporado às atividades da Vigilância Epidemiológica. Alguns fatores 
que podem ter favorecido o aumento dos agravos não transmissíveis, são:
• Aumento na expectativa de vida, favorecendo doenças crônicas degenerativas 
como as cardiovasculares, câncer, diabetes e doenças respiratórias;
• Aumento de pessoas com sobrepeso e obesidade;
• Aumento da violência, acidentes e envenenamentos.
Alguns programas específicos são utilizados na tentativa de minimizar os fatores de 
risco associados às doenças crônicas degenerativas, como: Programa de Controle do 
Tabagismo, Programa de Controle do Câncer e seus Fatores de Risco e o Programa 
de Avaliação e Vigilância do Câncer. A tabela abaixo, publicada no Plano Nacional de 
Saúde 2016-2019, elenca algumas das doenças e dos agravos não transmissíveis:
Taxas padronizadas de mortalidade prematura (30 a 70 anos) por DCNT (doenças 
do aparelho circulatório, câncer, diabetes e doenças respiratórias crônicas), corrigida 
por causa mal definida e sub-registro (x 100 mil habitantes) e variação percentual 
(Brasil, 2000, 2013).
https://bit.ly/487ztYc
https://bit.ly/487ztYc
19
Programa Nacional de 
Imunizações
O Programa Nacional de Imunizações (PNI) foi instituído em 1973, após o êxito obtido 
pela campanha de erradicação da varíola, anteriormente a essa data, as ações de imuni-
zações eram descontínuas e de reduzida área de cobertura. Em 1975, esse PNI foi insti-
tucionalizado e passou a coordenar as imunizações do país, que é considerado um dos 
melhores programas de saúde do mundo, além de ter a universalidade garantida pelo SUS.
Sua função é de distribuir vacinas e aprimorar os processos de controle de qualidade 
e produção de vacinas pelos laboratórios públicos nacionais. A Portaria nº 1602, de 17 
de julho de 2006, institui em todo o território nacional os calendários de vacinação 
da criança, do adolescente, do adulto e do idoso.
Algumas das doenças como Difteria, Coqueluche e Tétano acidental, Hepatite B, 
Meningites, Febre Amarela, formas graves da Tuberculose, Rubéola e Caxumba, a 
manutenção da erradicação da Poliomielite e a tentativa de erradicar o sarampo e o 
tétano neonatal são englobadas pela PNI.
Tabela 2 – Doenças e agravos não transmissíveis
Grupos de DCNT
Total Variação
2000 2013 %
4 DCNT 499 359,46 -28,0
Doenças 
Cardiovasculares
265,03 170,07 -35,8
Neoplasias 147,95 131,9 -10,8
Doenças 
Respiratórias 
Crônicas
46,24 26,68 -42,3
Diabetes Melitus 40,64 30,75 -24,3
Fonte: Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM)
20
Site
É possível visualizar o calendário de vacinação 
atualizado no site do Ministério da Saúde.
Saiba Mais
O Ministério da Saúde disponibiliza aos usuários de smartpho-
nes e tablets um aplicativo gratuito chamado: VACINA EM DIA, 
que é capaz de gerenciar cadernetas de vacinação cadastradas 
pelo usuário, além de abrigar informações completas sobre as 
vacinas disponibilizadas pelo SUS e uma função com lembretes 
sobre as campanhas sazonais de vacinação. 
Registros da Vigilância 
Epidemiológica
Os principais sistemas de registros ou sistemas de informação da Vigilância epide-
miológica estão representados no diagrama a seguir:
Estatística 
Vital
Imunizações
Doenças
Transmissíveis
e Agravos de 
Noti�cação
SI-PNI - Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações
PNI/API/EDI
SINAN
SININTOX
Intoxicações SIM/ SINASC
Figura 6 – Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações
Fonte: Acervo do conteudista
#ParaTodosVerem: esquema em formato circular, em quatro tons de azul, com legenda correspondente, no qual se 
relacionam os seguintes elementos: Imunizações; Doenças Transmissíveis e agravos de notificação; Intoxicações; 
Estatística vital; ao lado as legendas: PNI/API/EDI; SINAN; SININTOX; SIM/SINASC. Fim da descrição.
http://bit.ly/402fOG8
http://bit.ly/402fOG8
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SI-PNI – Sistema 
de Informação do 
Programa Nacional 
de Imunizações
Formado por um conjunto de sistemas, entre eles: 
Avaliação do Programa de Imunizações – API, 
Estoque e Distribuição de Imunobiológicos – EDI, 
Eventos Adversos Pós-vacinação – EAPV.
http://pni.datasus.gov.br/
SINAN
Sistemas de informação de agravos de notificação 
que são alimentados, principalmente, pela 
notificação e investigação de casos de doenças e 
agravos que constam da lista nacional de doenças 
de notificação compulsória (Portaria nº 204, de 17 
de fevereiro de 2016), mas os estados e municípios 
podem incluir outros problemas de saúde 
importantes em sua região. Sua utilização efetiva 
permite a realização do diagnóstico dinâmico da 
ocorrência de um evento na população, podendo 
fornecer subsídios para explicações causais dos 
agravos de notificação compulsória, além de 
vir a indicar riscos aos quais as pessoas estão 
sujeitas, contribuindo, assim, para a identificação 
da realidade epidemiológica de determinada área 
geográfica.
https://portalsinan.saude.gov.br/
SININTOX
O Sistema Nacional de Informações Tóxico-
Farmacológicas (Sinitox) tem como principal 
atribuição coordenar a coleta, a compilação, a 
análise e a divulgação dos casos de intoxicação e 
envenenamento notificados no país. Os resultados 
do trabalho são divulgados anualmente.
https://sinitox.icict.fiocruz.br/
SIM/SINASC
O Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) 
e de Nascidos Vivos (SINASC) é um sistema 
informatizado de coleta, processamento e 
consolidação de dados quantitativos e qualitativos, 
referentes aos óbitos e nascimentos informados 
em todo território nacional.
http://sinasc.saude.gov.br/default.asp
http://sim.saude.gov.br/default.asp
http://pni.datasus.gov.br/
https://portalsinan.saude.gov.br/
https://sinitox.icict.fiocruz.br/
http://sinasc.saude.gov.br/default.asp http://sim.saude.gov.br/default.asp
http://sinasc.saude.gov.br/default.asp http://sim.saude.gov.br/default.asp22
CID-10 – Classificação 
Estatística Internacional 
de Doenças e Problemas 
Relacionados com a Saúde
A Classificação Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (tam-
bém conhecida como Classificação Internacional de Doenças – CID 10) é publicada 
pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e visa padronizar a codificação de doenças 
e outros problemas relacionados à saúde. A CID 10 é a décima revisão da Classificação 
Internacional de doenças, que se iniciou em 1893 e fornece códigos relativos à classifi-
cação de doenças e de uma grande variedade de sinais, sintomas, aspectos anormais, 
queixas, circunstâncias sociais e causas externas para ferimentos ou doenças. As afec-
ções são agrupadas de forma a torná-las mais adequadas aos objetivos de estudos 
epidemiológicos gerais e para a avaliação de assistência à saúde.
Saiba Mais
Você sabia que não há nenhuma obrigatoriedade para colocar 
o CID nos atestados médicos a não ser em condições: de jus-
ta causa, exercício de dever legal ou solicitação do próprio pa-
ciente ou de seu representante legal. A resolução 1.819/2007 
do Conselho Federal de Medicina veda a colocação do CID em 
atestados em certas situações, especialmente quando a doença 
puder vir a ser alvo de qualquer espécie de preconceito.
Site
Apresenta-se em três volumes, porém o de 
maior interesse para a utilização dos códigos 
é o volume 1, que está disponível eletronica-
mente, no site, onde deverá ser escolhido o 
formato mais adequado para o equipamento 
utilizado antes de fazer o download.
https://bit.ly/47Ek6pn
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Compreender o contexto histórico que deu origem à vigilância epidemiológica no 
Brasil nos permite apreciar sua evolução ao longo do tempo. Além disso, ao conhe-
cer os principais conceitos e as fontes de dados, adquirimos as bases necessárias 
para a implementação eficaz da vigilância epidemiológica.
A identificação das principais doenças e agravos sujeitos à vigilância, juntamente 
com o registro adequado em sistemas de informação de saúde, destaca a importân-
cia de manter registros precisos para o monitoramento e controle dessas condições 
de saúde.
A reflexão sobre a importância das imunizações no controle epidemiológico de 
doenças transmissíveis realça o papel fundamental das vacinações na prevenção e 
no combate a surtos de doenças.
Finalmente, o conhecimento da Classificação Estatística Internacional de Doenças 
e Problemas Relacionados com a Saúde (CID) e sua correta utilização proporciona 
uma ferramenta essencial para a padronização e compreensão das informações de 
saúde, contribuindo para uma vigilância epidemiológica eficaz e informada.
Em Síntese
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Vídeo: Conceitos e Ferramentas da Epidemiologia – Sistema de Informa-
ções em Saúde (SIS)
Neste vídeo, é possível observar como uma base de dados atualizada e ade-
quadamente organizada oferece suporte aos profissionais da Equipe de Saú-
de da Família, facilitando o planejamento e a avaliação de ações e políticas. 
Além disso, essa base de dados desempenha um papel fundamental na pro-
moção da cidadania e no estímulo à participação popular.
https://youtu.be/nACSaI4fEK4
Vídeo
Material Complementar
Mortalidade por Doenças Crônicas não Transmissíveis no Brasil e suas 
Regiões, 2000 a 2011 
Neste artigo, há descrição da mortalidade por doenças crônicas não trans-
missíveis (DCNT) no período 2000-2011 e as projeções do Plano de Enfren-
tamento das DCNT no Brasil para 2011-2022.
https://bit.ly/41VBGEd
Guia de Vigilância em Saúde, Atualizado em 2019
O Guia de Vigilância em Saúde (GVS), na sua terceira edição eletrônica, pu-
blicado pela Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (SVS/
MS), está em conformidade com as novas diretrizes e estratégias para a vi-
gilância, prevenção e controle das doenças e agravos que representam rele-
vância para a Saúde Pública.
https://bit.ly/3O3DQM4
Guia de Vigilância Epidemiológica, Atualizado em 2017
Esta publicação substituiu e ampliou o escopo do Guia de Vigilância Epide-
miológica (GVE), cuja primeira edição foi publicada em 1985. O GVE cumpriu, 
por décadas, o papel de orientar as ações de vigilância, prevenção e controle 
de doenças de importância na saúde pública no país. 
https://bit.ly/3O5C514
Leituras
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Material Complementar
Vigilância Epidemiológica: a Perspectiva de Quem é Responsável
Habitualmente, certas doenças, muitas delas de origem parasitária ou trans-
mitidas por vetores, foram rotuladas como “tropicais”, principalmente devido 
à sua escassez nos países industrializados do hemisfério norte e à sua ocor-
rência frequente nas antigas colônias das regiões tropicais.
https://bit.ly/3O1W4NV
Leituras
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1 – Qual evento é considerado o marco da institucionalização das ações de vigilân-
cia epidemiológica no Brasil e como contribuiu para a organização do sistema de 
notificação de casos suspeitos de doenças em todo o país?
a) A campanha de erradicação da malária.
b) A introdução da vacinação antivariólica obrigatória.
c) A realização da 21ª Assembleia Mundial de Saúde em 1968.
d) O isolamento de portadores da febre amarela no início do século XX.
e) A erradicação da varíola no mundo em 1977.
2 – Qual dos fatores a seguir não contribuiu para o aumento dos agravos não trans-
missíveis, como doenças crônicas degenerativas?
a) Aumento na expectativa de vida, favorecendo doenças cardiovasculares, câncer, 
diabetes e doenças respiratórias.
b) Aumento de pessoas com sobrepeso e obesidade.
c) Aumento da violência, acidentes e envenenamentos.
d) Implementação de programas de controle do tabagismo e do câncer.
e) Mudanças na taxa de natalidade.
Atividades de Fixação
Atenção, estudante! Veja o gabarito desta atividade de fixação no fim 
deste conteúdo.
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BRASIL. Lei n. 8.080, de 19 de setembro de 1990. Dispõe sobre as condições para a 
promoção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços 
correspondentes, e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 20 
set. 1990.
BRASIL. Lei n. 6.259, de 30 de outubro de 1975. Dispõe sobre a organização das 
ações de vigilância epidemiológica, sobre o Programa Nacional de Imunização 
e estabelece normas relativas à notificação compulsória de doenças e dá outras 
providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 1975
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Curso Básico de 
Vigilância Epidemiológica. Brasília: Ministério da Saúde. 2005.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de 
Vigilância Epidemiológica. Guia de vigilância epidemiológica. 1. ed. Brasília, DF: 
Ministério da Saúde, 2012.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Diretoria de Apoio à 
Gestão em Vigilância em Saúde. Manual de gestão da vigilância em saúde. Brasília, 
DF: Ministério da Saúde, 2009. 80 p. (Série A. Normas e Manuais Técnicos)
BRASIL. Portaria n. 204, de 17 de fevereiro de 2016. Define a Lista Nacional de 
Notificação Compulsória de doenças, agravos e eventos de saúde pública nos ser-
viços de saúde públicos e privados em todo o território nacional, nos termos do 
anexo, e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, n. 32, Seção 1, 
p. 23 de 18 fev. 2016. 
BRASIL. Ministério da Saúde. Plano Nacional de Saúde 2016-2019. Brasília: MS, 2016. 
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Coordenação-Geral 
de Desenvolvimento da Epidemiologia em Serviços. Guia de Vigilância em Saúde. 1 
ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2016. 
ECKERDT, N. da S.; PRÉVE, A. D.; SABINO, M. M. F. L. Atribuições da Vigilância 
Epidemiológica. Coleção Gestão da Saúde Pública. v.9, p.168-185, 2009.
Referências
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LUCHESE, G. Globalização e regulação sanitária: os rumos da vigilância sanitária no 
Brasil. Brasília: ANVISA, 2008.
LANGMUIR, A. D. The surveillance of communicable diseases of national importan-
ce. New England Journal of Medicine v. 268, p. 182-192, 1963.
TEIXEIRA, M. da G. et al. Seleção das doenças de notificação compulsória: crité-rios e recomendações para as três esferas de governo. Informe Epidemiológico 
do SUS, Brasília/DF, v. 7, n. 1, mar. 1998. Disponível em: . Acesso em: 
10/12/2016.
Referências
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Questão 1
e. A erradicação da varíola no mundo em 1977.
Justificativa: A erradicação da varíola em 1977 é considerada um marco na institu-
cionalização das ações de vigilância epidemiológica no Brasil. Este evento teve um 
impacto significativo na organização do sistema de notificação de casos suspeitos 
de doenças no país. A campanha global para erradicar a varíola demonstrou a eficácia 
da vigilância epidemiológica e da vacinação em massa, levando ao reconhecimento 
da importância de sistemas robustos de vigilância para a detecção precoce e con-
trole de doenças. Como resultado, houve um impulso para fortalecer os sistemas 
de saúde pública no Brasil, incluindo a notificação e monitoramento de doenças, 
contribuindo assim para a melhoria da vigilância epidemiológica no país.
Questão 2
d. Mudanças na taxa de natalidade.
Justificativa: A implementação de programas de controle do tabagismo e do cân-
cer, na verdade, não contribui para o aumento dos agravos não transmissíveis, mas 
sim ajuda a diminuí-los. Estes programas são projetados para reduzir a incidência e 
a mortalidade por doenças crônicas degenerativas, como câncer e doenças cardio-
vasculares. Por exemplo, o controle do tabagismo é uma medida eficaz para prevenir 
doenças respiratórias e cardiovasculares, além de alguns tipos de câncer. Da mesma 
forma, programas de prevenção e controle do câncer buscam reduzir os fatores de 
risco e promover a detecção precoce da doença. Portanto, ao contrário das outras 
opções listadas, que são fatores que contribuem para o aumento desses agravos, a 
implementação de programas de controle do tabagismo e do câncer tem um efeito 
positivo na redução da prevalência de doenças crônicas não transmissíveis.
Gabarito

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