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1ª) O termo política apresenta vários significados diferentes, relacionados a diversos contextos como empresas, igrejas, sindicatos, organizações feministas ou não, ações de um governo, mas principalmente como "referência ao poder político, à esfera política institucional" (Maar, 2004, p.9). O referido autor alerta que as instituições, mesmo não sendo políticas - como é o caso da escola e da igreja -, fazem política e direcionam uma proposta de fazer política. A partir desse comportamento se acomoda um determinado nível de atuação que procura exprimir interesses e anseios de uma parcela da população. Sobre: i) um projeto político de sociedade que não seja autoritário implica um determinado conceito de democracia com um direcionamento político também determinado. Conceitos trazem noções de participação e cidadania garantidos. No entanto, conforme a concepção política adotada, essas palavras também mudam de significado. Então como seria uma sociedade democrática? Ela seria garantida pela edificação e prática da participação política, enquanto vivência de direitos por todos os membros da sociedade; seria garantida com a transparência das relações políticas e também com uma participação ampliada que envolvesse sociedade civil e sociedade política de forma crítica nos processos de decisão; ii) para a consolidação de um sistema político que seja democrático é imprescindível que haja a compreensão, por parte da população, de como é uma participação crítica, direta e ativa na vida política da cidade. A escola é uma das instituições responsáveis por essa compreensão, porque trata da formação de pessoas que poderão participar de forma ativa ou não dos processos decisórios de sua cidade, estado ou país. Nesse sentido, a escola precisa propiciar uma formação que possibilite ao cidadão atuar criticamente na sociedade. Para tal, é preciso criar momentos de debate, discussão e tomada de decisões na escola e nas salas de aula, além de fornecer uma formação educacional de qualidade, com vistas ao acesso ao saber sistematizado como orientador dessas práticas; iii) ao refletirmos a respeito da democracia, cabe ressaltar que o termo apresenta diversos significados. Neste texto nos direcionamos ao significado adotado por Gramsci (2004), ao refletir sobre a democracia operária, que nesse contexto não pode restringir-se aos limites de atuação do Estado por meio de políticas públicas, que por vezes orientam apenas a participação coletiva dos que nela atuam, ou em comemoração na PAINEL PRINCIPAL / DISCIPLINA / AVALIAÇÃO Correção da AVALIAÇÃO: GESTÃO DE SISTEMA EDUCACIONAL Voltar Nota Máxima: 10,00 Nota Apurada: 9,00 3ª Tentativa Quantidade de Questões: 10 https://www.portaleducacionalead.com.br/portal-aluno/painel-principal https://www.portaleducacionalead.com.br/portal-aluno/sala-aula-disciplina.php?disciplina=19376&turma=1361&curso=2108 https://www.portaleducacionalead.com.br/portal-aluno/sala-aula-disciplina.php?disciplina=19376&turma=1361&curso=2108 escola, para os quais se chama a família para ajudar, ou ainda em reformas e manutenção da unidade. Ao contrário, ela deve envolver toda a comunidade como forma de lhe propiciar uma possibilidade real de controle democrático do Estado, principalmente na exigência de uma educação escolar em quantidade e qualidade de acordo com os interesses e as necessidades da sociedade. Compreendemos que essa é uma experiência difícil de se desenvolver dentro dos muros da escola, pois ela se encontra inserida nos limites de uma sociedade de cunho capitalista. a) i e ii corretas b) ii e iii corretas c) i e ii incorretas d) ii e iii incorretas 2ª) Sobre os aspectos legais que regulam a educação brasileira em relação as leis estaduais e municipais é incorreta: a) para que uma lei seja constituída, é necessário que uma das esferas do governo a proponha, seja ela do poder executivo, legislativo ou político e que não infrinja a constituição e as leis maiores, por exemplo, na educação, a LDB. Para melhor compreendermos essa questão, quando se fala em executivo, isso se refere, em nível federal, ao presidente; em nível estadual, ao governador; e em nível municipal ao prefeito. Quando nos referimos ao legislativo, temos os deputados estaduais e os vereadores. b) quando a proposta de lei é enviada por uma dessas esferas, deve ser aprovada por todo o legislativo. Depois de aprovada, deve ser sancionada pelo presidente, governador ou ainda pelo prefeito, em conformidade com o nível federal, estadual, ou municipal, respectivamente. É nesse momento que o executivo pode vetar alguns artigos da proposta e não apenas trechos. c) a lei só terá validade depois de publicada no Diário Oficial. No entanto, existe a possibilidade de o legislativo vetar a lei. Nesse caso, ela volta ao executivo para uma nova votação e, se aprovada por mais de cinquenta por cento dos deputados ou vereadores, poderá valer, mesmo sem a sanção do executivo. d) as propostas de lei podem ser abertas a consultas públicas. Todos nós temos o direito de opinar a respeito das discussões de uma lei, mas o cidadão terá mais projeção se estiver organizado em grupos. A elaboração de leis também consta na Constituição Federal, no capítulo que versa sobre o Poder Legislativo nos artigos 59 a 69 (Brasil, 1988). Um exemplo é que o artigo 61 estabelece que os projetos que são de iniciativa popular precisam ser apresentados na Câmara com representação por assinaturas de no mínimo 1% dos eleitores nacionais, distribuídos no mínimo em cinco estados e que cada um deles represente ao menos 0,3% do eleitorado. 3ª) A respeito do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) é incorreta: a) é um importante marco de políticas para essa faixa etária, foi instituído pela Lei Federal 8.069, de 13 de julho de 1990 e entrou em vigor em 13/10/1990. O ECA substituiu a antiga lei que tratava dessa idade, o Código de Menores, que estava em vigor desde 1979. O ECA, como legislação, representa uma conquista substancial e um enorme progresso na área da menoridade. b) baseado nos princípios da Constituição Brasileira e em uma Convenção da Organização das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança, foi constituído o Estatuto da Criança e do Adolescente brasileiro com sua destinação às pessoas menores de dezoito anos. Nos termos dessa lei, é considerado como criança quem tem até doze anos de idade incompleto e adolescente quem tem entre doze e dezoito anos. c) com a promulgação desse Estatuto, crianças e adolescentes passam, legalmente, a ser consideradas "sujeitos de Direito", o que assegura proteção e atendimento. Com isso também são consideradas como prioridade em diferentes atendimentos. Art. 3º - A criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei, assegurando-se lhes, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e de dignidade. (Brasil, 1990) d) outra questão importante a ser apontada pelo Estatuto é o papel da família, do poder público e da sociedade com relação a esses, em seu artigo 4º, todo professor, diretor, equipe pedagógica ou qualquer funcionário que trabalhe com a infância deveria conhecer os aspectos legais desse documento, de forma que violência, negligência, abandono, discriminação ou exploração, contra a criança e ao adolescente sejam denunciadas junto ao órgão competente, por exemplo, Conselho Tutelar ou Ministério Público. Essa é uma forma de respeitar sua integridade como ser humano e de garantir que aspectos legais sejam respeitados. 4ª) Sobre a organização do sistema escolar como modalidades é incorreta: a) na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDB (Brasil, 1996) são apresentadas três modalidades de educação: educação profissional, educação especial e educação de jovens e adultos. Atualmente ainda é concebida mais uma modalidade importante, a educação à distância.b) educação profissional: é a modalidade que trabalha para sua extinção. Hoje estamos inseridos em uma sociedade mercantil e as questões de ordem para a inserção nesta é a capacitação e a atualização. Quem conhece mais pode mais. Por outro lado, essa mesma sociedade, por questões políticas, econômicas, culturais e sociais, direciona crianças e jovens para a mundo do trabalho de forma precoce, o que leva muitas vezes, ao abandono dos estudos. Consequentemente, retornar a estudar, mesmo que de forma tardia, acaba sendo a única opção para milhares de brasileiros. Com base nisso, a EJA se torna uma possibilidade real de reconstrução de vida ativa e de ressignificação do conhecimento escolar sistematizado que por vezes foi deixado para trás. c) educação à distância: devido à sua natureza, amplia espaços educacionais no contexto da educação. Para isso, utiliza-se da tecnologia, que aumenta o seu potencial pedagógico e didático, levando uma educação especializada a diferentes localidades que por vezes não possuem uma educação sistemática e especializada que atenda a toda a população. Com base nesse atendimento realizado nessa modalidade, ampliam as oportunidades de estudos, além de ter a possibilidade de oferta para a atualização profissional continuada e permanente. d) educação especial: ao longo da história da educação especial, observa-se que a concepção de atendimento destinado às crianças e adultos deficientes sofreu importantes mudanças, com muitos avanços, mas também com alguns retrocessos. Ao observarmos de perto as possibilidades de inserção e inclusão, bem como as metodologias voltadas para essa modalidade, compreende-se que há muito o que se fazer ainda para que esse atendimento esteja adequado às necessidades individuais dos estudantes. 5ª) Em relação ao sistema de ensino é incorreta: a) de acordo com Saviani (2009), para que um sistema escolar possa constituir-se, é indispensável a regulamentação por meio de normas próprias. Nesse caminho, pode-se conceituar sistema como sendo um conjunto da educação coerente e operante com diferentes elementos que reúne as escolas, mas não se esgota nelas. Para Saviani (2009), o sistema é instituído para atender às necessidades da educação, articular diferentes aspectos de modo a desenvolver uma ação sistematizada, voltada a objetivos, movimentando meios direcionados para esse fim. b) Dias (2002) reflete a respeito dos sistemas e os subdivide, para melhor compreensão, nas seguintes expressões: sistema escolar, que são as escolas e as instituições que regulam a educação sistemática. Cita como exemplos: escolas de inglês, professores particulares, etc; sistema de ensino, que abrange uma rede de escolas e sua estrutura de sustentação. Por fim, o sistema de educação, que é considerada a expressão mais ampla, pois envolve todas as instâncias que de alguma forma são envolvidas com a educação, sejam formais ou informais, como famílias, clubes, empresas, igrejas e escolas, por exemplo. c) pode-se perceber uma divergência no sentido descrito por Saviani (2009), para quem os sistemas de educação podem ser apenas organizados pelas instituições públicas, pois há possibilidade de regulamentação, desde que dispostas para esse fim, no sentido de que são unidades políticas apropriadas para legislar na educação. Por outro lado, as instituições particulares não têm essa autonomia, pois cabe a elas se organizarem por meio de redes, já que integram o sistema público e são subordinadas às normas públicas. Embora algumas questões referentes à educação privada possam aparecer, neste material iremos direcionar os estudos para a organização e a gestão dos sistemas no ensino público. 09 d) pode-se conceituar o termo sistema educacional de maneiras diferenciadas. Uma delas é pela etimologia. Para Saviani (2008, p. 27), o significado seria o de "um conjunto de partes organicamente relacionadas entre si". Outra forma, para o referido autor, seria o conceito elaborado partindo do fato em si, como o de "uma instituição ou conjunto de instituições em que se realiza a educação" (Saviani, 2008, p. 28). Uma terceira possibilidade ventilada pelo autor é conceituar partindo do fenômeno, nesse sentido o sistema sempre está "referido à realidade humana" (Saviani, 2008, p. 29), pois o homem o organiza, sendo, portanto, uma atividade sistematizadora. Por fim, em uma outra definição, conceitua-se como um conjunto dinâmico, com elementos que interagem, que incorporam contradições que são condicionantes e condicionados pelo contexto. 6ª) Referente ao sistema municipal de educação é incorreta: a) a constituição de um sistema de ensino organiza, formaliza e dá coesão a um projeto de educação vinculado a um município. Essa organização precisa se articular ao Sistema Nacional de Educação. Assim sendo, a construção de um sistema municipal deve acontecer através de um processo de institucionalização e com normas previamente formalizadas. A criação de um sistema municipal de educação determina a organização das ações educacionais de um dado município, no que se refere a aspectos legais e formais. Esse tipo de organização garante autonomia e responsabilidade do município, o que pode inseri-lo em um processo de gestão democrática de educação. Para que isso ocorra, é importante a elaboração de um plano municipal de ensino, com metas e objetivos direcionados aos principais problemas e intencionalidades da localidade. b) a possibilidade de constituição de um sistema municipal de educação já era prevista desde a Lei n. 5.692/71, bem como a implantação de conselhos municipais como órgãos consultivos e deliberativos, mas sua prática se efetivou apenas com a Lei n. 9.394/96 (Brasil, 1996), que regulamentou a previsão da Constituição Federal (Brasil, 1988), delegando aos municípios as atribuições para isso. Sendo constituídos como sistemas de ensino autônomos, em conformidade com as atribuições legais, os municípios que até então seguiam as prerrogativas dos sistemas estaduais de ensino lenta e progressivamente foram se estruturando. Essa foi uma forma de romper com a centralização de normas e estruturas de ensino que direcionavam a educação brasileira. c) na Constituição de 1988, artigo 211, designa-se a organização de sistemas do ensino: Art. 211 orienta que "Os sistemas de ensino terão liberdade de organização nos termos desta lei (..)" e complementa, no artigo 11, que os municípios que não constituírem seus sistemas de ensino poderão se integrar ao sistema estadual ou compor em conjunto um sistema único de educação. Com a prerrogativa da lei, os entes federados têm autonomia para, em regime de colaboração, desempenhar responsabilidades incumbidas pela Constituição Federal e definirem a organização de seus sistemas. d) para a constituição de um sistema municipal de ensino, devem ser levados em conta, além de referenciais teóricos sobre a temática, leis nacionais e municipais e a realidade local. Nessa organização, é preciso que haja uma formalização por meio de um ato decreto do Poder Executivo, juntamente de uma portaria da Secretaria da Educação, ou ainda por uma resolução do conselho de educação, que, por sua vez, deve ser constituído pela rede de escolas e instituições de educação infantil: Secretaria Municipal da Educação e Conselho Municipal de Educação. As funções de todos esses entes devem ser compreendidas, pois o sistema de educação é articulador, o conselho de educação é normatizador e o plano é um instrumento organizador das ações. 7ª) A autonomia na educação brasileira aparece como princípio na Constituição Federal (1988) e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (1996). Além de aparecer na legislação nacional, é frequentemente debatida entre professores, gestores, governo, pesquisadores etc. De acordo com o Caderno do Ministério da Educação sobre os Conselhos Escolares (Brasil, 2007, p. 83), ao defender a autonomia, [...] estamos defendendo que a comunidade escolar tenha liberdade para, coletivamente, pensar, discutir, planejar, construir e executar o seuprojeto-político-pedagógico, entendendo que neste está contido o projeto de educação e de escola que a comunidade almeja. No entanto, mesmo tendo essa autonomia, a escola está vinculada às normas gerais do sistema de ensino e às leis que o regulam, não podendo, portanto, desconsiderá-las. Analise: i) ao seguir leis e princípios tem-se um certo padrão e organização no que se refere à educação nacional. A autonomia não pode ser considerada como anarquia, pois ela não é decretada ou dada, mas sim construída no cotidiano escolar pela escola em parceria com seus pares, com a comunidade escolar: pais, funcionários, professores, alunos, pedagogos e direção. É uma possibilidade de somente o capitalismo liberal fornece. É uma política que afirma o princípio de constituição das leis maiores da educação, como a Constituição de 1988 e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (1996) ao reforçar a questão da descentralização, da democratização e da qualidade do ensino público. No entanto, ainda há perguntas a serem feitas em relação a esse direcionamento: qualidade de quem?, para quem?, em que bases?. A qualidade tem vários significados, em conformidade com a sociedade em que se vive e a sociedade que se quer alcançar. Um exemplo disso é com relação a educação: em uma sociedade capitalista, a educação é reduzida a uma condição de mercadoria, de propriedade, utilizando-se do discurso voltado para a qualidade como um bem que é conquistado para competir no mercado e não como um direito de todos. ; ii) a qualidade é necessária, embora tenha certo custo e duplo sentido. Por exemplo: Na terminologia do moderno mercado mundial, "qualidade" quer dizer "excelência", e "excelência", "privilégio", nunca "direito".. Em suma: os que falam sobre "qualidade do mercado" referem-se sempre à qualidade dos "incluídos" ou "integrados", mas nunca à dos "excluídos" ou "marginais". São essas as consequências políticas do discurso da qualidade como nova retórica conservadora no campo educacional. (Gentili, 1997, p. 174) Esse é o discurso da eficiência e da ineficiência no mercado, tornando-o competitivo ou não, ou seja, avalia o produto e não o processo. ; iii) outro sentido apresentado por Gentili (1997, p. 176) é que [u]m novo discurso da qualidade deve inserir-se na democratização radical do direito à educação. Isto supõe que, em uma sociedade plenamente democrática, não pode existir contradição entre o acesso à escola e o tipo de serviço por ela proporcionado. Assim como não há democratização sem igualdade no acesso, tampouco haverá sem igualdade na qualidade recebida por todos os cidadãos e sem a abolição definitiva de qualquer tipo de diferenciação e a segmentação social. Claro que isso não supõe "baixar o nível de todos". Supõe, pelo contrário, "elevá-lo", transformando a qualidade em um direito e não em uma mercadoria vendida ao que der a melhor oferta. O mercado é o espaço onde se exercita este direito, não a escola pública. a) i e ii incorretas b) i e iii incorretas c) i e ii corretas d) i e iii corretas 8ª) Conforme afirma Dallari (1988), o simples fato de estar vivo obriga as pessoas a tomarem decisões diversas que interferem em suas vidas e que por vezes interferem também na vida de outras pessoas. Destaca também a necessidade de as pessoas perceberem que a omissão a determinados assuntos e situações pode prejudicar a si e aos demais. Quando isso não ocorre em um sistema democrático, no qual a decisão deve ter tomada pela maioria, o poder de decidir acaba ficando nas mãos de uma minoria, o que por sua vez não é democrático. Aquele que toma a postura de passividade, delegando isso a outro, torna-se tão responsável pela decisão como aquele que dela participou e a definiu. Com isso, o sujeito assume uma postura alienada e injusta diante das questões sociais e dos problemas. Analise: i) para Dallari (1988), há vários tipos de participação: a participação individual ou coletiva, a eventual ou organizada, a conscientização e a organização, a participação eleitoral, o exercício de uma função pública, a participação em reuniões, movimentos e associações, e, por fim, o exercício da crítica. Com esses tipos de participação elencados, podemos perceber que todos são políticos ou organizações políticas, e que a neutralidade política é um mito que só colabora para a manutenção de um status quo; ii) na realidade brasileira, o que se observa é que muitos avanços ocorreram, mas ainda há um longo caminho a percorrer. A população ainda se encontra em uma realidade de crescente burocracia, fragmentação e desigualdade social. A pobreza é reproduzida com uma educação precarizada, com o trabalho infantil e a exploração do trabalhador; a taxa de desemprego ainda é alta e a exigência de formação constante se faz presente na sociedade hodierna. Estas são situações que dificultam a concretização da participação política efetiva e crítica de todos os sujeitos nos processos decisórios e, com isso, a efetivação da democracia no país; iii) algumas decisões das políticas brasileiras ainda são tomadas por meio de resoluções das Nações Unidas, do Banco Mundial e de outras organizações mundiais que apregoam a participação da sociedade civil, mas sem conhecimento e criticidade necessários para tal. Tratam-se de projetos de políticas para um mundo globalizado que têm por ordem a promoção de ideologias socialistas, bem como a implantação de ideias progressistas. Segundo Weffort (1996, p. 129), "as políticas de Estado estão, por assim dizer, "sobredeterminadas" pela situação econômica internacional e dependem, portanto, do reconhecimento das influências do capitalismo internacional". a) i e ii incorretas b) ii e iii incorretas c) i e ii corretas d) ii e iii corretas 9ª) Em relação ao Plano Nacional de Educação é incorreta: a) a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, em seu artigo 9º (Brasil, 1996), descreve que é dever da União elaborar um Plano Nacional de Educação (PNE). O PNE é um documento político educacional. Nele constam objetivos, diretrizes, metas e estratégias para os níveis e modalidades da educação, além de direcionar metas para a gestão, a formação e a valorização do magistério e o financiamento da educação. Sua validade é de dez anos. Tem como intenção precípua nortear as ações do poder público nas três esferas da administração: União, estados e municípios. É por meio desse plano que se direciona a política educacional do país. É por meio dele que fica mais clara a necessidade de debates e discussões sobre as metas e intenções do plano, os quais exercem forte impacto na comunidade e nas decisões que são tomadas nessas três esferas do poder. É um plano que tem o respaldo da Constituição Federal de 1988 e da LDB de 1996. b) entre os anos de 1920 e 1930 foi concebida a ideia de Plano Nacional da Educação no Brasil. Em 1932 foi assinado o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, onde se apontou a necessidade de um plano nacional, um documento que deveria promover a reconstrução educacional do país. Sendo assim, na Constituição Federal de 1934 é que aparece pela primeira vez a referência a um PNE e sua intenção de ser fixado como competência da União. Por várias constituições essa intenção foi repetida (1946, 1967), sendo omitida apenas na Constituição de 1937. c) o primeiro plano nacional de educação foi elaborado em 1962 pelo Conselho Federal de Educação de acordo com a exigência da LDB de 1961. A primeira parte estabeleceu as metas e a segunda as normas para aplicação de recursos (Saviani, 2009). d) o segundo plano foi elaborado de acordo com a Constituição de 1988, foi construído com bases no debate democrático que envolveu todo o país em conferências municipais, estaduais e nacional e traz uma concepção política pautada no campo dos direitos sociais. Embora nesse debate tenha se levantado uma grande bandeira de defesa pela educação pública de qualidade apara todos, seu processo de tramitação travou grande luta com grupos econômicos alinhados a lógicas neoliberais. Isso pode serconstatado no consentimento da possibilidade de financiamento público às instituições privadas e ao incentivo das parcerias público e privado, por exemplo. Esse crescente processo não modificou os direcionamentos do segundo Plano Nacional de Educação, mas intensificou o direcionamento de uma educação voltada à lógica do mercado. 10ª) A questão da autonomia é bastante controversa e o consenso a esse respeito está longe de ser alcançado. Se por um lado alguns gestores e comunidades reclamam de pouca autonomia, do outro há, por vezes, governos e segmentos da sociedade que acreditam que as escolas têm liberdade em demasia para tratar de diversos assuntos. Considerando a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (1996): i) no Título II, referente aos princípios da educação brasileira, o art. 3º afirma no inciso III, referente à organização dos sistemas de ensino, em seu inciso I afirma que é atribuição destes a elaboração e execução de sua proposta pedagógica. No inciso IV do mesmo artigo complementa-se que é responsabilidade dos sistemas de ensino velar pelo cumprimento do plano de trabalho de cada docente. Com isso observamos que cada unidade de ensino tem a autonomia para desenvolver o seu Projeto Político-Pedagógico de acordo com a realidade e as necessidades locais, e que as medidas governamentais não podem atrapalhar ou interromper a sua execução. Da mesma forma, a autonomia do trabalho do professor em sala de aula deve ser respeitada no que tange à construção e aplicação de seu plano de trabalho em sala de aula. No entanto, cabe a ele, enquanto docente, participar da construção do Projeto Político-Pedagógico no interior da escola, ou seja, é vedado que os projetos venham prontos de secretarias de educação de estados e municípios, ou ainda que sejam construídos apenas pelo diretor da escola ou somente pela equipe pedagógica. Trata-se de um documento importante que direciona as ações da escola e dos que a ela pertencem, portanto deve ser construído coletivamente; ii) compreender que esse grau de autonomia direcionado pela Lei de Diretrizes e Bases não pode ser confundida, em hipótese alguma, com uma liberdade absoluta, pois as normas comuns e as normas legais dos respectivos sistemas de ensino precisam ser respeitadas. Dito de outra forma, metodologias, conteúdos, direcionamentos no âmbito escolar não podem ir contra os textos promulgados da legislação geral e específica como, por exemplo, a Constituição, o Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei de Diretrizes e Bases, Plano Nacional de Educação, além das leis orgânicas de estados e municípios; iii) o art. 15 confirma esse direcionamento quando afirma que os sistemas de ensino devem assegurar às escolas que os integram progressivos graus de autonomia pedagógica, administrativa e de gestão financeira. Mas será que isso realmente é respeitado? Quando uma rede de ensino distribui, por exemplo, os mesmos materiais didáticos para todas as suas unidades de ensino, isso é respeito a autonomia pedagógica, por exemplo? Ou quando estatutos de Conselhos Escolares e de Associações de Pais, Professores e Funcionários vêm prontos, respeita-se a autonomia?. a) i e ii incorretas b) ii e iii incorretas c) i e ii corretas d) ii e iii corretas