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AGRAVO DE INSTRUMENTO (processo civil) Prof. Patrícia Cerqueira Ammirabile @juridicando.patriciacerqueira VAMOS PRIMEIRO À PEÇA PROCESSUAL E DEPOIS VEREMOS A TEORIA SOBRE O AGRAVO DE INSTRUMENTO EXEMPLO DE RECURSO DE AGRAVO DE INSTRUMENTO COM PEDIDO DE TUTELA RPOVISÓRIA DE URGÊNCIA EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE XXXX (10 linhas) PROCESSO N. XXXXXXXXXXXXXXX NOME DO AGRAVANTE, naturalidade, estado civil, profissão, portador do RG nº 0000 e inscrito no CPF sob o nº 000.000.000-00, residente e domiciliado no endereço XXXXX, vem, por intermédio de seu advogado, nos autos da ação, em epígrafe, que tem como parte agravada (qualificar).......................................,perante Vossa Excelência, não se conformando com a decisão proferida pelo juízo de primeira instância, às fls, TEMPESTIVAMENTE., com fundamento nos artigos 1.015 e seguintes do Código de Processo Civil de 2015, (COLOCAR TAMBÉM A FUNDAMENTAÇÃO LEGAL DA TUTELA DE URGÊNCIA) interpor o presente RECURSO DE AGRAVO DE INSTRUMENTO COM PEDIDO DE TUTELA PROVISÓRIA DE URGÊNCIA pelos fatos e fundamento a seguir aduzidos; I DA TEMPESTIVIDADE Com base nos artigos 1.003, parágrafo 2º, e 231, inciso I, ambos do Código de Processo Civil de 2015, o prazo para interposição do agravo de instrumento é de quinze (15) dias, contados estes da data de juntada aos autos do aviso de recebimento, quando a citação for pelo correio, como é o caso. Logo, no presente caso houve a respectiva juntada em data de xxxx, conforme fls. xxx dos autos, sendo tempestivos os presentes Agravo de Instrumento. II DO CABIMENTO O agravo de instrumento é um recurso processual que está previsto entre os artigos 1.015 e 1.020 do Código de Processo Civil brasileiro e é cabível contra as decisões tomadas pelo juiz no curso do processo, as chamadas decisões interlocutórias . Sendo assim, no presente caso foi proferida decisão interlocutória conforme fls XXX dos autos, desafiando Recurso de Agravo de Instrumento observando os requisitos dispostos nos artigos 1.016 e 1.017 do Código de Processo Civil de 2015.) III DA DECISÃO ATACADA (TRANSCREVE A DECISÃO NA INTEGRA) IV DO OBJETIVO DO PRESENTE RECURSO O presente recurso objetiva ver reformada a decisão interlocutória proferida em primeira instância para o fim de : DO PLEITO DE TUTELA DE URGÊNCIA: Que seja deferida a suspensão da multa de ofício e de multa moratória quanto a débitos tributários com exigibilidade suspensa, ainda, para que seja deferida a intimação da autoridade fiscal para que emita certidões positivas com efeitos de negativa quanto a tais débitos tributários com exigibilidade suspensa; No mérito seja dado provimento ao recurso, para reformar a decisão denegatória do juízo a quo, confirmando as tutelas provisórias requeridas; V - DAS RAZÕES DE FATOS (NARRAR TODA A MATÉRIA QUE MOTIVA O DEFERIMENTO, PRATICAMENTE OS FATOS DA INICIAL – ORGANIZAR ABAIXO) A sociedade empresária Bebidas 1.000 Ltda., sediada no Município Alfa, Capital do Estado Beta, ingressou com mandado de segurança preventivo (em autos eletrônicos) contra ato do Delegado da Receita Federal do Município Alfa para impedir a iminente cobrança de IPI sobre operações que entendia estarem isentas. Prestadas as informações pela autoridade coatora, e após ouvidas a União e o Ministério Público Federal, foi deferida liminar em mandado de segurança para que o Fisco federal se abstivesse de qualquer cobrança até a sentença. Contudo, à medida que o tempo foi passando e ainda se encontrava em vigor a liminar, o Fisco federal, para prevenir a decadência do direito de constituir os créditos tributários discutidos, realizou seu lançamento, juntamente com cobrança de multa de ofício e multa de mora. Em razão deste lançamento, a empresa, ao buscar na Internet a expedição de uma certidão de quitação de débitos tributários federais, verificou que a certidão gerada era uma Certidão Positiva, o que impediria sua participação em processo licitatório, a ocorrer dentro de 15 dias, conforme edital convocatório em sua área de atuação. Inconformada com tal ato do Fisco, a empresa apresenta nos próprios autos do mandado de segurança pedido para determinar que o Fisco se abstenha de violar a liminar anteriormente concedida, uma vez que: 1º) o Fisco fizera lançamento com cobrança de multa de ofício e multa de mora, em contrariedade ao Art. 63 da Lei nº 9.430/96; 2º) o Fisco estava emitindo Certidão Positiva de um débito cuja exigibilidade estava suspensa por liminar em mandado de segurança. Todavia, tal pedido é indeferido pelo juízo a quo. VI DAS RAZÕES JURÍDICAS DE REFORMA – DO DIREITO PROPRIAMENTE DITO (organizar em tópicos as fundamentações abaixo, juntando jurisprudência atualizada, Súmulas se houver, doutrina) ainda que o Fisco possa lançar créditos tributários apenas para prevenir a decadência, estando a exigibilidade de tais créditos suspensa por liminar em mandado de segurança (Art. 151, inciso IV, do CTN), não é possível que o lançamento seja acompanhado de multa de ofício ou de multa moratória, cf. o Art. 63 da Lei nº 9.430/96: “Art. 63. Na constituição de crédito tributário destinada a prevenir a decadência, relativo a tributo de competência da União, cuja exigibilidade houver sido suspensa na forma dos incisos IV e V do art. 151 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, não caberá lançamento de multa de ofício. § 2º A interposição da ação judicial favorecida com a medida liminar interrompe a incidência da multa de mora, desde a concessão da medida judicial, até 30 dias após a data da publicação da decisão judicial que considerar devido o tributo ou contribuição”. cf. o Art. 206 do CTN, a Certidão a ser emitida, quando há débitos tributários com a exigibilidade suspensa, é a positiva com efeitos de negativa, e não a certidão positiva. VII– DOS REQUISITOS PARA O DEFEIRIMENTO DA TUTELA DE URGÊNCIA (DEVE SE ORGANIZAR OS REQUISITOS CONFORME ABAIXO EXPOSO, EM TÓPICOS, TRAZENDO A FUNDAMENTAÇAÕ LEGAL E CORRELACIONANDO OS FATOS COMO JUSTIFICATIVA PARA O DEFERIMENTO) a presença do fumus boni iuris (plausibilidade do direito alegado pela parte) em razão das ilegalidades flagrantes apresentadas nos fundamentos de mérito; a presença do periculum in mora (risco de demora na concessão do provimento jurisdicional pleiteado), pois a empresa está sendo prejudicada com a expedição de Certidão Positiva de débitos, o que impedirá sua participação em processo licitatório, a ocorrer dentro de 15 dias, conforme edital convocatório em sua área de atuação, fato este comprovável de plano. VIII– DO PEDIDO Quanto ao pleito de tutela provisória de urgência requer que seja deferida a suspensão da multa de ofício e de multa moratória quanto a débitos tributários com exigibilidade suspensa, ainda, para que seja deferida a intimação da autoridade fiscal para que emita certidões positivas com efeitos de negativa quanto a tais débitos tributários com exigibilidade suspensa; No mérito, requer que seja dado provimento ao recurso, para reformar a decisão denegatória do juízo a quo, confirmando as tutelas provisórias requeridas; Seja deferida a parte contrária, para em observância ao princípio do contraditório e da ampla defesa, apresentar, em querendo, as contrarrazões de recurso. Nestes termos Pede deferimento. ____________ de ______________de 20 ____________________________ Advogado OAB nº PARA QUE SERVE O AGRAVO DE INSTRUMENTO E QUAL SUA FUNDAMENTAÇÃO LEGAL? Evitar que danos graves e irreversíveis sejam causados a uma das partes a partir de uma decisão interlocutória. Ele está regulamentado no Novo Código de Processo Civil (Lei nº 1.3105/15) entre os artigos 1.015 e 1.020. CABIMENTO DO AGRAVO DE INSTRUMENTO Artigo 1.015 do Novo CPC O Supremo Tribunal Federal (STF), em 2018, entrou no consenso de que o rol do artigo 1.015 do Novo CPC é de taxatividademitigada, pois apresenta situações onde o recurso de agravo de instrumento pode ser utilizado, entregando, também, a possibilidade de expansão do rol a partir de lei específica (inciso XIII do artigo 1.015 do Novo CPC). REQUISITOS DO AGRAVO DE INSTRUMENTO Artigos 1.016 e 1.017 do Novo CPC PRAZO DO AGRAVO DE INSTRUMENTO 15 DIAS UTEIS contados a partir do momento que a decisão interlocutória do magistrado é publicada. DOCUMENTOS OBRIGATÓRIOS O artigo 1.017 do Novo CPC também fez com que novos documentos fossem pedidos para que o agravante entre com o recurso. Além dos documentos anteriormente requisitados, a apresentação da petição inicial, contestação e petição que definiu a decisão agravada também são necessários. DOCUMENTOS OBRIGATÓRIOS O artigo 1.017 do Novo CPC também fez com que novos documentos fossem pedidos para que o agravante entre com o recurso. Além dos documentos anteriormente requisitados, a apresentação da petição inicial, contestação e petição que definiu a decisão agravada também são necessários. EFEITO SUSPENSIVO DO AGRAVO DE INSTRUMENTO Tem-se que agravo de instrumento não possui diretamente o efeito suspensivo mas, o julgador pode, conforme a necessidade, atribuir o efeito suspensivo ao recurso, através de uma liminar. QUAL O RECURSO CABÍVEL CONTRA AGRAVO DE INSTRUMENTO? Em 1993, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) definiu que o recurso cabível contra acórdão decisivo acerca de recurso de agravo de instrumento é o recurso especial mas Na súmula 86/1993, o STJ define que o recurso especial só poderá ser utilizado contra a decisão de agravo de instrumento quando essa resultar em uma decisão terminativa do processo, tendo sido julgado mérito ou não PETIÇÃO EM 3 DIAS AO MM JUÍZO AQUO O art. 1018 do NCPC, correlato do art. 526 do CPC de 1973, refere-se às providências que o agravante deverá tomar em relação ao juízo a quo. Art. 1.018. O agravante poderá requerer a juntada, aos autos do processo, de cópia da petição do agravo de instrumento, do comprovante de sua interposição e da relação dos documentos que instruíram o recurso. Caso o juiz comunicar que reformou a decisão, o agravo será considerado prejudicado pelo relator, nos termos do § 1º do art. 1018 do NCPC PETIÇÃO EM 3 DIAS AO MM JUÍZO AQUO Art. 1.018. O agravante poderá requerer a juntada, aos autos do processo, de cópia da petição do agravo de instrumento, do comprovante de sua interposição e da relação dos documentos que instruíram o recurso. § 2º Não sendo eletrônicos os autos, o agravante tomará a providência prevista no caput, no prazo de 3 (três) dias a contar da interposição do agravo de instrumento. O TRÂMITE PROCESSUAL Art. 1.019. Recebido o agravo de instrumento no tribunal e distribuído imediatamente, se não for o caso de aplicação do art. 932, incisos III e IV, o relator, no prazo de 5 (cinco) dias: I - poderá atribuir efeito suspensivo ao recurso ou deferir, em antecipação de tutela, total ou parcialmente, a pretensão recursal, comunicando ao juiz sua decisão; I - ordenará a intimação do agravado pessoalmente, por carta com aviso de recebimento, quando não tiver procurador constituído, ou pelo Diário da Justiça ou por carta com aviso de recebimento dirigida ao seu advogado, para que responda no prazo de 15 (quinze) dias, facultando-lhe juntar a documentação que entender necessária ao julgamento do recurso; III - determinará a intimação do Ministério Público, preferencialmente por meio eletrônico, quando for o caso de sua intervenção, para que se manifeste no prazo de 15 (quinze) dias. O TRÂMITE PROCESSUAL Art. 1.020. O relator solicitará dia para julgamento em prazo não superior a 1 (um) mês da intimação do agravado. image6.jpeg image7.jpeg image8.png image3.png image9.png image10.png