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SEMANA DE REVISÃO PARA 2ª FASE DO 38º EOU 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PROFESSOR: FELIPE MENEZES 
DISCIPLINA: DIREITO CIVIL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SEMANA DE REVISÃO PARA 2ª FASE DO 38º EOU 
Intervenção de Terceiros 
 
O CPC regula as intervenções de terceiros típicas entre os artigos 119 e 138. São cinco espécies: 
assistência, denunciação da lide, chamamento ao processo, incidente de desconsideração da 
personalidade jurídica e intervenção do amicus curiae. 
 
A oposição (art. 682) e a nomeação à autoria (arts. 338 e 339) deixaram de ser espécies típicas 
de intervenção de terceiros! 
 
Intervenções típicas: são aquelas previstas nos artigos 119 a 138 do CPC: 
a) assistência (simples ou litisconsorcial) – arts. 119 a 124; 
b) denunciação da lide – arts. 125 a 129; 
c) chamamento ao processo – arts. 130 a 132; 
d) incidente de desconsideração da personalidade jurídica – arts. 133 a 137; 
e) amicus curiae – art. 138. 
 
Intervenções atípicas: estão previstas de maneira esparsa na legislação, como por exemplo o 
recurso de terceiro prejudicado (art. 996, parágrafo único, CPC). 
 
A intervenção pode ser espontânea ou provocada: 
 
Intervenção espontânea: o terceiro pede para ingressar no processo. (assistência simples ou 
litisconsorcial, amicus curiae) 
 
Intervenção provocada: o terceiro é trazido ao processo sem que seja por sua própria vontade 
(denunciação da lide, chamamento ao processo e incidente de desconsideração da 
personalidade jurídica). 
 
Lei dos Juizados Especiais: Art. 10. Não se admitirá, no processo, qualquer forma de intervenção 
de terceiro nem de assistência. Admitir-se-á o litisconsórcio. 
 
OBS: art. 1.062, do CPC: O incidente de desconsideração da personalidade jurídica aplica-se ao 
processo de competência dos juizados especiais. 
 
Lei 13.188/15 (Direito de resposta): art. 5º, §2º, III: veda o litisconsórcio, a assistência e a 
intervenção de terceiros. 
 
Assistência 
 
É modalidade de intervenção espontânea, prevista a partir do art. 119, do CPC. A assistência 
será admitida em qualquer procedimento (exceto juizado e lei do direito de resposta) e em todos 
os graus de jurisdição, recebendo o assistente o processo no estado em que se encontre. O 
assistente deve demonstrar interesse jurídico. O procedimento está previsto no art. 120 
(requerimento + 15 dias para manifestação das partes + decisão sem suspensão do processo) 
 
Subdivide-se em assistência simples (adesiva) e litisconsorcial (art. 124). 
 
Assistência Simples 
 
Há uma relação jurídica conexa (entre assistente e assistido) à relação jurídica principal, objeto 
do processo (assistido X adversário do assistido). Discute-se a relação jurídica principal. 
Exemplo: sublocatário auxiliando o locatário em ação de despejo movida pelo locador (vide art. 
59, §2º, da Lei 8.245/91). O assistente se subordina à vontade do assistido (art. 122). 
 
 
SEMANA DE REVISÃO PARA 2ª FASE DO 38º EOU 
OBS: Sendo revel ou, de qualquer outro modo, omisso o assistido, o assistente será considerado 
seu substituto processual. 
 
OBS 2: Após o trânsito em julgado, o assistido não poderá discutir a justiça da decisão, salvo se 
provar a exceção da má gestão processual. (hipóteses do art. 123) 
 
Assistência litisconsorcial (art. 124, CPC) 
 
Art. 124. Considera-se litisconsorte da parte principal o assistente sempre que a sentença influir 
na relação jurídica entre ele e o adversário do assistido. 
 
O assistente (terceiro interveniente) possui um interesse jurídico imediato, direto, na causa. Ele 
intervém afirmando que um direito seu é discutido no processo. Possui relação jurídica também 
com a parte adversária de seu assistido. Poderia ser parte desde o início. Não há subordinação 
entre assistido e assistente (o art. 122 só se aplica à assistência simples) 
 
OBS: art. 18, p. único: Havendo substituição processual, o substituído poderá intervir como 
assistente litisconsorcial. 
 
OBS – intervenção anômala ou anódina: prevista na Lei no 9.469/97 (art. 5º), justifica-se o 
ingresso do ente público no processo se demonstrado apenas o interesse econômico. 
 
 
Denunciação da lide 
 
É modalidade provocada de intervenção de terceiros, que pode ser promovida tanto pelo autor 
(na petição inicial), bem como pelo réu (no prazo para resposta, geralmente ocorrendo na 
contestação). Dispensam-se as formalidades de uma petição inicial (pode ser requerida através 
de um tópico na petição inicial ou na contestação). 
 
OBS! Não cabe denunciação da lide no âmbito do Código de Defesa do Consumidor (art. 88) 
 
É uma demanda (ampliação objetiva): 
1. Incidente (não gera novo processo); 
2. Regressiva (fundada no direito de regresso); 
3. Eventual/Condicional (só é apreciada se o denunciante for derrotado na demanda principal – 
art. 129); 
4. Antecipada (em princípio, não haveria interesse de agir, justamente por não haver, AINDA, o 
dano ao denunciante); 
5. Facultativa (pode ser exercida através de ação autônoma, nos termos do art. 125, §1º, CPC) 
 
Art. 125. É admissível a denunciação da lide, promovida por qualquer das partes: 
 
 
SEMANA DE REVISÃO PARA 2ª FASE DO 38º EOU 
I - ao alienante imediato, no processo relativo à coisa cujo domínio foi transferido ao denunciante, 
a fim de que possa exercer os direitos que da evicção lhe resultam; 
II - àquele que estiver obrigado, por lei ou pelo contrato, a indenizar, em ação regressiva, o 
prejuízo de quem for vencido no processo. 
§ 1o O direito regressivo será exercido por ação autônoma quando a denunciação da lide for 
indeferida, deixar de ser promovida ou não for permitida. 
§ 2o Admite-se uma única denunciação sucessiva, promovida pelo denunciado, contra seu 
antecessor imediato na cadeia dominial ou quem seja responsável por indenizá-lo, não podendo 
o denunciado sucessivo promover nova denunciação, hipótese em que eventual direito de 
regresso será exercido por ação autônoma. 
 
Art. 127. Feita a denunciação pelo autor, o denunciado poderá assumir a posição de litisconsorte 
do denunciante e acrescentar novos argumentos à petição inicial, procedendo-se em seguida à 
citação do réu. 
 
Art. 128. Feita a denunciação pelo réu: 
I - se o denunciado contestar o pedido formulado pelo autor, o processo prosseguirá tendo, na 
ação principal, em litisconsórcio, denunciante e denunciado; 
II - se o denunciado for revel, o denunciante pode deixar de prosseguir com sua defesa, 
eventualmente oferecida, e abster-se de recorrer, restringindo sua atuação à ação regressiva; 
III - se o denunciado confessar os fatos alegados pelo autor na ação principal, o denunciante 
poderá prosseguir com sua defesa ou, aderindo a tal reconhecimento, pedir apenas a 
procedência da ação de regresso. 
 
Parágrafo único. Procedente o pedido da ação principal, pode o autor, se for o caso, 
requerer o cumprimento da sentença também contra o denunciado, nos limites da 
condenação deste na ação regressiva. 
 
Chamamento ao processo 
 
É modalidade de intervenção de terceiros provocada pelo réu. É facultativa. 
 
Deve ser feita em sua contestação, promovendo-se a citação do chamado em 30 (trinta) dias, sob 
pena de ficar sem efeito o chamamento. Esse prazo aumenta para 02 meses Se o chamado 
residir em outra comarca, seção ou subseção judiciárias, ou em lugar incerto. 
 
Art. 130. É admissível o chamamento ao processo, requerido pelo réu: 
I - do afiançado, na ação em que o fiador for réu; 
II - dos demais fiadores, na ação proposta contra um ou alguns deles; 
III - dos demais devedores solidários, quando o credor exigir de um ou de alguns o pagamento da 
dívida comum. 
 
Algumas observações gerais: 
 
O réu não pode requerer o chamamento ao processo de seu fiador (a fiança é obrigação 
acessória, e, caso o devedor pague a dívida, será extinta). Um fiador demandado pode chamar 
ao processo o devedor (afiançado) (inciso I) e os demais fiadores (inciso II). Logo, pode haver 
cumulação da hipótese dos incisos I e II do art. 130. 
 
OEstado pode realizar o chamamento ao processo da União em ação de medicamentos? (REsp 
1203244 / SC – Recurso repetitivo). NÃO! O chamamento ao processo é limitado aos devedores 
solidários de obrigação de pagar quantia certa 
 
 
 
SEMANA DE REVISÃO PARA 2ª FASE DO 38º EOU 
Art. 101, II, do CDC: o réu que houver contratado seguro de responsabilidade poderá chamar ao 
processo o segurador. 
 
INCIDENTE DE DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA 
 
Modalidade provocada de intervenção de terceiros, que pode ser requerida pela parte ou pelo 
MP, quando intervir. 
 
É cabível em todas as fases do processo de conhecimento, no cumprimento de sentença e na 
execução fundada em título executivo extrajudicial (art. 134), e também é cabível nos juizados 
especiais cíveis (art. 1.062) 
 
Dispensa-se a instauração do incidente se a desconsideração da personalidade jurídica for 
requerida na petição inicial, hipótese em que será citado o sócio ou a pessoa jurídica. (art. 134, 
§2º), e, nesse último caso, não haverá suspensão do processo (art. 313, VIII). REGRA – 
Incidente suspende o processo! 
 
Art. 135. Instaurado o incidente, o sócio ou a pessoa jurídica será citado para manifestar-se e 
requerer as provas cabíveis no prazo de 15 (quinze) dias. 
 
Art. 137. Acolhido o pedido de desconsideração, a alienação ou a oneração de bens, havida em 
fraude de execução, será ineficaz em relação ao requerente. 
 
AMICUS CURIAE 
 
Art. 138. O juiz ou o relator, considerando a relevância da matéria, a especificidade do tema 
objeto da demanda ou a repercussão social da controvérsia, poderá, por decisão 
irrecorrível, de ofício ou a requerimento das partes ou de quem pretenda manifestar-se, solicitar 
ou admitir a participação de pessoa natural ou jurídica, órgão ou entidade especializada, com 
representatividade adequada, no prazo de 15 (quinze) dias de sua intimação. 
 
§ 1o A intervenção de que trata o caput não implica alteração de competência nem autoriza a 
interposição de recursos, ressalvadas a oposição de embargos de declaração e a hipótese do § 
3o. 
§ 2o Caberá ao juiz ou ao relator, na decisão que solicitar ou admitir a intervenção, definir os 
poderes do amicus curiae. 
§ 3o O amicus curiae pode recorrer da decisão que julgar o incidente de resolução de demandas 
repetitivas. 
 
Quando é cabível? Matéria relevante; especificidade do tema objeto da demanda; ou 
repercussão social da controvérsia. 
 
Pode ser solicitado ou admitido de ofício, por requerimento das partes ou do próprio amicus 
curiae. 
 
Quem pode ser amicus curiae? Pessoa natural ou jurídica, órgão ou entidade especializada, com 
representatividade adequada. 
 
Não implica modificação de competência nem autoriza que o amicus curiae recorra, exceto EDCL 
ou recorrer da decisão que julgar o incidente de resolução de demandas repetitivas. 
 
O juiz ou relator, na decisão sobre a admissão, definirá os poderes do amicus curiae. 
 
 
 
SEMANA DE REVISÃO PARA 2ª FASE DO 38º EOU 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aspectos gerais das tutelas provisórias: 
 
Art. 296. A tutela provisória conserva sua eficácia na pendência do processo, mas pode, a 
qualquer tempo, ser revogada ou modificada. 
 
Parágrafo único. Salvo decisão judicial em contrário, a tutela provisória conservará a 
eficácia durante o período de suspensão do processo. 
 
Art. 299. A tutela provisória será requerida ao juízo da causa e, quando antecedente, ao juízo 
competente para conhecer do pedido principal. 
 
Art. 297. O juiz poderá determinar as medidas que considerar adequadas para efetivação da 
tutela provisória. 
 
Parágrafo único. A efetivação da tutela provisória observará as normas referentes ao 
cumprimento provisório da sentença, no que couber. (arts. 520 a 522) 
 
Art. 301. A tutela de urgência de natureza cautelar pode ser efetivada mediante arresto, 
sequestro, arrolamento de bens, registro de protesto contra alienação de bem e qualquer outra 
medida idônea para asseguração do direito. 
 
 
 
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Arresto? Medida cautelar típica destinada a garantir a satisfação de atual ou futura execução de 
pagar quantia a partir da apreensão de bens penhoráveis. Bens indeterminados. 
 
Sequestro? Medida cautelar típica de apreensão de bem determinado em favor de depositário, 
cuja propriedade ou posse seja duvidosa, para garantir execução atual ou futura para entrega de 
coisa certa, evitando-se alienação, perecimento ou comprometimento durante o processo. Há 
uma disputa, na ação principal, sobre a posse ou a propriedade desse bem. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
No que tange à tutela de urgência ANTECIPADA, esta não será concedida se houver a 
irreversibilidade fática (dos efeitos da sentença) da medida, conforme preceitua o art. 300, 
§3º. Este dispositivo deve ser interpretado com cautela, pois é possível que mesmo diante da 
possibilidade de uma irreversibilidade fática decorrente da concessão da tutela antecipada, esta 
seja deferida, justamente para se evitar a irreversibilidade de um dano à parte requerente. Deve-
se analisar caso a caso, utilizando-se de ponderação. 
 
O Juiz pode exigir caução do beneficiário da tutela de urgência, como forma de ressarcir os 
danos que a outra parte possa vir a sofrer (art. 300, §1º). 
 
Art. 302. Independentemente da reparação por dano processual, a parte responde pelo prejuízo 
que a efetivação da tutela de urgência causar à parte adversa, se: 
I - a sentença lhe for desfavorável; 
II - obtida liminarmente a tutela em caráter antecedente, não fornecer os meios necessários para 
a citação do requerido no prazo de 5 (cinco) dias; 
III - ocorrer a cessação da eficácia da medida em qualquer hipótese legal; 
IV - o juiz acolher a alegação de decadência ou prescrição da pretensão do autor. 
 
Parágrafo único. A indenização será liquidada nos autos em que a medida tiver sido concedida, 
sempre que possível. 
 
TUTELA DE URGÊNCIA ANTECIPADA REQUERIDA EM CARÁTER ANTECEDENTE 
 
Art. 303. Nos casos em que a urgência for contemporânea à propositura da ação, a petição 
inicial pode limitar-se ao requerimento da tutela antecipada e à indicação do pedido de tutela final, 
com a exposição da lide, do direito que se busca realizar e do perigo de dano ou do risco ao 
resultado útil do processo. 
 
§ 1o Concedida a tutela antecipada a que se refere o caput deste artigo: 
 
 
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I - o autor deverá aditar a petição inicial, com a complementação de sua argumentação, a juntada 
de novos documentos e a confirmação do pedido de tutela final, em 15 (quinze) dias ou em outro 
prazo maior que o juiz fixar; 
II - o réu será citado e intimado para a audiência de conciliação ou de mediação na forma do art. 
334; 
III - não havendo autocomposição, o prazo para contestação será contado na forma do art. 335. 
§ 2o Não realizado o aditamento a que se refere o inciso I do § 1o deste artigo, o processo será 
extinto sem resolução do mérito. 
§ 3o O aditamento a que se refere o inciso I do § 1o deste artigo dar-se-á nos mesmos autos, sem 
incidência de novas custas processuais. 
§ 4o Na petição inicial a que se refere o caput deste artigo, o autor terá de indicar o valor da 
causa, que deve levar em consideração o pedido de tutela final. 
§ 5o O autor indicará na petição inicial, ainda, que pretende valer-se do benefício previsto 
no caput deste artigo. 
§ 6o Caso entenda que não há elementos para a concessão de tutela antecipada, o órgão 
jurisdicional determinará a emenda da petição inicial em até 5 (cinco) dias, sob pena de ser 
indeferida e de o processo ser extinto sem resolução de mérito. 
 
Art. 304. A tutela antecipada, concedida nos termos do art. 303, torna-se estável se da decisão 
que a conceder não for interposto o respectivo recurso. 
 
§ 1o No caso previsto no caput, o processo será extinto. 
§ 2o Qualquer das partes poderá demandar a outra com o intuito de rever, reformar ou invalidar a 
tutela antecipada estabilizadanos termos do caput. 
§ 3o A tutela antecipada conservará seus efeitos enquanto não revista, reformada ou invalidada 
por decisão de mérito proferida na ação de que trata o § 2o. 
§ 4o Qualquer das partes poderá requerer o desarquivamento dos autos em que foi concedida a 
medida, para instruir a petição inicial da ação a que se refere o § 2o, prevento o juízo em que a 
tutela antecipada foi concedida. 
§ 5o O direito de rever, reformar ou invalidar a tutela antecipada, previsto no § 2o deste artigo, 
extingue-se após 2 (dois) anos, contados da ciência da decisão que extinguiu o processo, nos 
termos do § 1o. 
§ 6o A decisão que concede a tutela não fará coisa julgada, mas a estabilidade dos respectivos 
efeitos só será afastada por decisão que a revir, reformar ou invalidar, proferida em ação ajuizada 
por uma das partes, nos termos do § 2o deste artigo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm
 
 
SEMANA DE REVISÃO PARA 2ª FASE DO 38º EOU 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FLUXOGRAMA – TUTELA ANTECIPADA ANTECEDENTE ESTABILIZAÇÃO 
 
Nos termos do art. 304, caput, haverá a estabilização da tutela antecipada se não houver a 
interposição do respectivo recurso (agravo de instrumento, art. 1.015, I. Atenção: STJ tem 
precedente afirmando que contestação já afasta a estabilização - REsp 1760966); 
Nesse caso, o processo será extinto; 
Qualquer das partes poderá, no prazo de 02 anos contados da ciência da decisão que extinguiu o 
processo, demandar (propor ação) a outra com o intuito de rever, reformar ou invalidar a tutela 
antecipada estabilizada nos termos do caput. Essa “ação revisional” será julgada pelo juízo que 
concedeu a tutela antecipada estabilizada; 
Pode-se requerer o desarquivamento dos autos em que foi concedida a medida para instruir a 
petição inicial acima citada; 
A decisão que concede a tutela não fará coisa julgada, mas a estabilidade dos respectivos 
efeitos só será afastada por decisão que a revir, reformar ou invalidar, na ação acima. 
 
 
 
SEMANA DE REVISÃO PARA 2ª FASE DO 38º EOU 
FLUXOGRAMA – TUTELA CAUTELAR ANTECEDENTE 
Petição inicial (art. 303) 
 
1 – Citação do réu para contestar em 05 dias, indicando provas; 
 
2 – Não sendo contestado o pedido, presumem-se ocorridos os fatos alegados + decisão em 05 
dias; 
 
3 – Contestado o pedido, segue-se o procedimento comum; 
 
4 – Efetivada a tutela cautelar, o pedido principal terá de ser formulado pelo autor no prazo de 30 
(trinta) dias (nos mesmos autos, sem novas custas). Pode haver aditamento da causa de pedir; 
5 - Apresentado o pedido principal, as partes serão intimadas para a audiência de conciliação 
ou de mediação, sendo desnecessária nova citação do réu; 
 
6 - Não havendo autocomposição, o prazo para contestação (em relação ao pedido principal) 
será contado na forma do art. 335. 
 
 
FLUXOGRAMA – TUTELA CAUTELAR ANTECEDENTE 
Independência entre a tutela cautelar e a tutela principal – art. 310 
 
Art. 310. O indeferimento da tutela cautelar não obsta a que a parte formule o pedido principal, 
nem influi no julgamento desse, salvo se o motivo do indeferimento for o reconhecimento de 
decadência ou de prescrição. 
 
Fungibilidade entre a tutela cautelar antecedente e a tutela antecipada antecedente – art. 
305, parágrafo único: 
 
Caso entenda que o pedido a que se refere o caput (art. 305) tem natureza antecipada, o juiz 
observará o disposto no art. 303. 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm
 
 
SEMANA DE REVISÃO PARA 2ª FASE DO 38º EOU 
TUTELA DE EVIDÊNCIA – art. 311. 
Art. 311. A tutela da evidência será concedida, independentemente da demonstração de perigo 
de dano ou de risco ao resultado útil do processo, quando: 
I - ficar caracterizado o abuso do direito de defesa ou o manifesto propósito protelatório da parte; 
II - as alegações de fato puderem ser comprovadas apenas documentalmente e houver tese 
firmada em julgamento de casos repetitivos ou em súmula vinculante; 
III - se tratar de pedido reipersecutório fundado em prova documental adequada do contrato de 
depósito, caso em que será decretada a ordem de entrega do objeto custodiado, sob cominação 
de multa; 
IV - a petição inicial for instruída com prova documental suficiente dos fatos constitutivos do 
direito do autor, a que o réu não oponha prova capaz de gerar dúvida razoável. 
Parágrafo único. Nas hipóteses dos incisos II e III, o juiz poderá decidir liminarmente. 
Art. 9o Não se proferirá decisão contra uma das partes sem que ela seja previamente ouvida. 
Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica: [...] II - às hipóteses de tutela da evidência 
previstas no art. 311, incisos II e III; 
 
RECURSO DE APELAÇÃO (1.009 AO 1.014) 
→ A apelação é o recurso por excelência. E isto se diz por ser a apelação o recurso responsável 
por permitir o pleno exercício do duplo grau de jurisdição. Possui fundamentação livre. 
 
CONCEITO AMPLO → Apelação é o Recurso Cabível contra Sentença (CPC, Art. 1.009). Cabe 
tanto contra “sentença terminativa” (art. 485) bem como contra “sentença definitiva” (art. 487). 
Caberá também contra decisões interlocutórias não agraváveis por instrumento, que não 
são cobertas pela preclusão, e devem ser suscitadas em preliminar de apelação ou em 
contrarrazões. (1.009, §1º) 
 
 
 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm
 
 
SEMANA DE REVISÃO PARA 2ª FASE DO 38º EOU 
PROCEDIMENTO DA APELAÇÃO 
 
1) É interposta por petição dirigida ao juízo de primeiro grau (art. 1.010), em prazo de 15 (quinze) 
dias (art. 1.003, §5º); 
2) O apelado será intimado para apresentar contrarrazões no prazo de 15 (quinze) dias. Se o 
apelado interpuser apelação adesiva, o juiz intimará o apelante para apresentar contrarrazões. 
3) Após, independentemente de juízo de admissibilidade, o juiz remete os autos para o 
Tribunal. O Tribunal é quem fará o juízo de admissibilidade. 
4) Se o juízo de primeiro grau se recusar a remeter a apelação para o TJ (se fizer juízo de 
admissibilidade), caberá RECLAMAÇÃO para o TJ, com fulcro no art. 988, I. 
 
 
 
ESTRUTURA DA APELAÇÃO 
Apelante e Apelado 
OU 
Recorrente e Recorrido 
 
CABIMENTO 
Art. 1.009. Da sentença cabe apelação. 
§ 1º As questões resolvidas na fase de conhecimento, se a decisão a seu respeito não comportar 
agravo de instrumento, não são cobertas pela preclusão e devem ser suscitadas em preliminar de 
apelação, eventualmente interposta contra a decisão final, ou nas contrarrazões. 
§ 3º O disposto no caput deste artigo aplica-se mesmo quando as questões mencionadas no art. 
1.015 integrarem capítulo da sentença. 
 
A. CONTRA SENTENÇA: 
Art. 203, parágrafo 1º - Ressalvadas as disposições expressas dos procedimentos especiais, 
sentença é o pronunciamento por meio do qual o juiz, com fundamento nos arts. 485 e 487, põe 
fim à fase cognitiva do procedimento comum, bem como extingue a execução. 
B. CONTRA SENTENÇA e DECISÃO INTERLOCUTÓRIA NÃO AGRAVÁVEIS. 
EX.: Beto entrou com uma ação em 2019 e lá na fase inicial, o juiz indeferiu a prova pericial. Em 
2020, o juiz profere sentença de improcedência. Agora, você vai apelar e na preliminar de 
 
 
SEMANA DE REVISÃO PARA 2ª FASE DO 38º EOU 
apelação, você vai abrir uma preliminar falando sobre o indeferimento da prova pericial. No 
mérito, ataca-se a sentença. 
C. APENAS CONTRA DECISÃO INTERLOCUTÓRIA: 
Sem apelação da sentença. Exemplo do autor que é condenado a multa de 2% por faltar 
injustificadamente a AUDIÊNCIA DE MEDIAÇÃO OU CONCILIAÇÃO. 
 
Efeitos dos Recursos: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SEMANA DE REVISÃO PARA 2ª FASE DO 38º EOU 
EFEITO SUSPENSIVO DA APELAÇÃO 
 
REGRA:recebida com efeito suspensivo AUTOMÁTICO. Impede cumprimento provisório (art. 
1.012) 
 
 
EFEITO DEVOLUTIVO (CPC, Art. 1.013) 
1. tantum devolutum quantum appellatum - Art. 1.013: A apelação devolverá ao tribunal o 
conhecimento da matéria impugnada. (análise da extensão do efeito devolutivo – dimensão 
horizontal). As matérias não impugnadas irão transitar em julgado. 
§ 1
o
 Serão, porém, objeto de apreciação e julgamento pelo tribunal todas as questões suscitadas 
e discutidas no processo, ainda que não tenham sido solucionadas, desde que relativas ao 
capítulo impugnado. 
Exemplo: o autor realiza contra o réu o pedido 1, e, caso o pedido 1 não seja acolhido, o 
pedido 2. O juiz julga o pedido 1 procedente (não analisa o pedido 2). O réu apela. O 
Tribunal pode entender que o pedido 1, na realidade, é improcedente, mas pode entender 
que o pedido 2, que não foi solucionado, é procedente. 
§ 2
o
 Quando o pedido ou a defesa tiver mais de um fundamento e o juiz acolher apenas um deles, 
a apelação devolverá ao tribunal o conhecimento dos demais. 
Exemplo: na contestação, o réu alega que os fatos alegados pelo autor não ocorreram, 
mas que, eventualmente ocorridos, não ocasionaram dano moral. O juiz entende que os 
fatos não ocorreram e julga improcedente a demanda, sem analisar a ocorrência de danos 
morais ou não. O autor apela. O Tribunal entende que os fatos, em verdade, ocorreram, 
mas concorda com o argumento do réu (que não havia sido analisado) de que não houve 
dano moral. 
 
A APELAÇÃO SERÁ REDIGIDA PARA? 
JUÍZO A QUO – DE PRIMEIRO GRAU. 
PORQUE? 
HIPÓTESE DE RETRATAÇÃO (ART. 332 e 485, PARÁGRAFO 7º). – 5 DIAS. 
NÃO SENDO O CASO, INTIMAÇÃO DO APELADO PARA CONTRARRAZÕES À APELAÇÃO. 
Após, remessa dos autos ao tribunal DIRETAMENTE, sem juízo de admissibilidade. 
Art. 1.010. A apelação, interposta por petição dirigida ao juízo de primeiro grau, conterá: 
I - os nomes e a qualificação das partes; 
II - a exposição do fato e do direito; 
III - as razões do pedido de reforma ou de decretação de nulidade; 
IV - o pedido de nova decisão. 
 
 
SEMANA DE REVISÃO PARA 2ª FASE DO 38º EOU 
Petição de interposição dirigida ao juízo a quo, de primeira instância, contendo qualificação das 
partes e requerimento de intimação da parte apelada para apresentação das contrarrazões e 
remessa dos autos ao juízo ad quem. Ao final, data e assinatura. 
Petição das razões, dirigida ao juízo ad quem. Abre-se um tópico para dizer que o recurso é 
TEMPESTIVO e o PREPARO. 
Vem com os FATOS (síntese do processo, desde a petição inicial, até a sentença). 
Após, fundamentação: alegações de natureza processual (ERROR IN PROCEDENDO, defesas 
processuais – preliminares - e questões analisadas em decisões interlocutórias não agraváveis). 
Depois, as fundamentações no sentido de alegações de natureza material. 
Termina com os PEDIDOS. 
 
Atenção: 
TODO ESPELHO VAI COBRAR: 
1. CABIMENTO. 
2. TEMPESTIVIDADE (APELAÇÃO – 15 DIAS, ART. 1.003, P. 5º C/C CAPUT). 
3. PREPARO. 
DEPOIS... 
4. SÍNTESE DOS FATOS... 
5. RAZÕES/FUNDAMENTOS JURÍDICOS... 
DEPOIS... 
6. PEDIDOS E REQUERIMENTOS. 
a) Que o recurso seja conhecido, tendo em vida o preenchimento dos pressupostos de 
admissibilidade; 
b) Que seja provido o recurso para reforma da sentença. 
c) Inversão do ônus da sucumbência. 
LOCAL, DATA. 
ADVOGADO 
OAB 
 
Quantos passos? 
12 passos. 
1. Endereçamento na folha de apresentação; 
2. Qualificação das partes; 
3. Demais pontos da construção da folha de apresentação da apelação: (atentar para o art. 1.007 
do CPC, que disciplina sobre o preparo recursal e tempestividade). 
4. Encerramento da folha de apresentação (nestes termos, pede deferimento, local e data, 
advogado e OAB). 
5. Endereçamento das razões da apelação; 
6. Cabeçalho das razões da apelação (apelante, apelado, processo originário); 
7. Do preenchimento dos requisitos de admissibilidade; 
8. Da existência de interlocutórias não agraváveis de imediato; 
9. Do resumo da decisão, síntese da demanda; 
10. Do mérito, dos fundamentos da apelação; 
11. Dos pedidos (reforma – erro no mérito x invalidação – erro procedimental) 
12. Encerramento. 
 
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ____ VARA CÍVEL DA 
COMARCA DE ____ (esses dados estarão no enunciado). 
APELANTE, já devidamente qualificado no processo nº. _______, vem por intermédio de seu 
advogado devidamente constituído pelo instrumento procuratório anexo, com endereço 
profissional e e-mail, interpor o RECURSO DE APELAÇÃO, com base no art. 1.009, CPC, em 
desfavor do apelado, também já devidamente qualificado, pelos fatos e fundamentos a seguir 
delineados. 
 
 
SEMANA DE REVISÃO PARA 2ª FASE DO 38º EOU 
Destaca-se, desde logo, que a apelação é tempestiva e encontra-se devidamente preparada, 
conforme guias anexas. 
Requer a intimação do apelado para, querendo, apresentar suas contrarrazões e ainda, a 
remessa dos autos ao Tribunal competente. 
Nestes termos, 
pede deferimento. 
Local, Data. 
Advogado. 
OAB. 
 
EGRÉGIA TURMA DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE __________. (esses dados 
estarão no enunciado). 
APELANTE: 
APELADO: 
PROCESSO ORIGINÁRIO: 
ÍNCLITOS JULGADORES, 
EMÉRITOS DESEMBARGADORES, 
COLENDA TURMA. 
O presente recurso é tempestivo, uma vez que apresentado dentro do prazo legal previsto no 
artigo 1.003, parágrafo 5º do CPC, qual seja, 15 (quinze) dias. 
Assim, tendo sido intimado da r. sentença no dia X, começando a contagem no dia Y, é 
tempestivo o presente recurso apresentado na presente data. 
A apelação encontra-se devidamente preparada, conforme faz prova as guias de recolhimento 
em anexo, cumprindo o determinado no art. 1.007 do mesmo diploma legal. Da mesma forma, a 
presente recorrente é legítima, já que foi vencida na presente demanda consoante preceito no art. 
966 do CPC. 
Nesse sentido, a apelação em tela é cabível, visto que preenchidos seus requisitos de 
admissibilidade. 
Por fim, há interesse no presente recurso, já que a parte recorrente foi vencida na instância 
inferior. 
Pelo exposto, estando demonstrados todos os requisitos para admissibilidade do presente 
recurso, requer seja o mesmo conhecido para ao final, dar-lhe provimento. 
2. Verificar se há interlocutórias não agraváveis... 
3. Narrar os principais pontos do enunciado (resumo da decisão). 
4. Do Mérito (aqui, quais os pontos da decisão/sentença que precisam de reforma e/ou 
invalidação, indicando os artigos que fundamentam. Não é somente indicar, mas desenvolver a 
ideia ao entorno dos artigos). 
5. Dos Pedidos (reforma – erro material X invalidação – erro procedimental) 
Ante o exposto, requer a admissibilidade do presente recurso e o seu provimento a fim de... 
Requer ainda a condenação da parte apelada no pagamento das custas e honorários 
advocatícios, nos termos do artigo 85 do CPC. 
Nestes termos, 
Pede deferimento. 
Local, Data. 
Advogado. 
OAB. 
 
E PARA AS CONTRARRAZÕES? 
Quantos passos? 
9 passos. 
1. Endereçamento na folha de apresentação; 
2. Qualificação das partes; 
3. Demais pontos da construção da folha de apresentação. 
 
 
SEMANA DE REVISÃO PARA 2ª FASE DO 38º EOU 
4. Encerramento da folha de apresentação (nestes termos, pede deferimento, local e data, 
advogado e OAB). 
5. Endereçamento das razões da apelação; 
6. Cabeçalho das contrarrazões da apelação (apelante, apelado, processo originário); 
7. Demais itens das contrarrazões (as razões da manutenção da decisão); 
8. Dos pedidos; 
9. Encerramento. 
 
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ____ VARA CÍVEL DA 
COMARCA DE ____ (esses dados estarão no enunciado). 
APELADO (RECORRIDO), já devidamente qualificado no processo nº. _______, vem por 
intermédio de seu advogado devidamente constituído pelo instrumento procuratório anexo, com 
endereço profissional e e-mail, interpor apresentar as CONTRARRAZÕES AO RECURSO DE 
APELAÇÃO nos autos em epígrafe, no qual configura como réu a empresa Recorrente, também 
já devidamente qualificado, pelos fatos e fundamentos a seguir delineados. 
Dessaforma, vem, respeitosamente, solicitar a oportuna remessa dessas contrarrazões à 
instância superior. 
Nestes termos, 
pede deferimento. 
Local, Data. 
Advogado. 
OAB. 
 
EGRÉGIA TURMA DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE __________. (esses dados 
estarão no enunciado). 
APELANTE: 
APELADO: 
PROCESSO ORIGINÁRIO: 
CONTRARRAZÕES DE APELAÇÃO 
ÍNCLITOS JULGADORES, 
EMÉRITOS DESEMBARGADORES, 
COLENDA TURMA. 
A sentença proferida nos autos de número _______ merece ser mantida, uma vez que... 
 
DOS PEDIDOS 
Diante do exposto, requer-se respeitosamente a Vossas Excelências: 
Que seja desprovida a presente APELAÇÃO, e mantida a sentença prolatada, de forma justa e 
razoável, nos autos em comento. 
Que a recorrente seja condenada ao pagamento de custas e honorários advocatícios, nos termos 
do art. 85 do CPC. 
Termos em que, 
Pede deferimento. 
Local, Data. 
Advogado 
OAB. 
 
AGRAVO DE INSTRUMENTO 
 
Art. 1.015. Cabe agravo de instrumento contra as decisões interlocutórias que versarem sobre: 
I - tutelas provisórias; 
II - mérito do processo; (ex: art. 356, §5º - julgamento antecipado parcial de mérito) 
III - rejeição da alegação de convenção de arbitragem; 
IV - incidente de desconsideração da personalidade jurídica; 
 
 
SEMANA DE REVISÃO PARA 2ª FASE DO 38º EOU 
V - rejeição do pedido de gratuidade da justiça ou acolhimento do pedido de sua revogação; 
VI - exibição ou posse de documento ou coisa; 
VII - exclusão de litisconsorte; 
VIII - rejeição do pedido de limitação do litisconsórcio; (art. 113, §§1º e 2º) 
IX - admissão ou inadmissão de intervenção de terceiros; 
X - concessão, modificação ou revogação do efeito suspensivo aos embargos à execução; 
XI - redistribuição do ônus da prova nos termos do art. 373, § 1o; 
XII - (VETADO); 
XIII - outros casos expressamente referidos em lei. (vide art. 345, p. único) 
Parágrafo único. Também caberá agravo de instrumento contra decisões interlocutórias 
proferidas na fase de liquidação de sentença ou de cumprimento de sentença, no processo 
de execução e no processo de inventário. 
 
OBSERVAÇÃO! A CORTE ESPECIAL DO STJ ENTENDEU, EM DEZEMBRO DE 2018, QUE O 
ROL DO ART. 1.015 ADMITE OUTRAS HIPÓTESES DE CABIMENTO. OU SEJA, HÁ UMA 
taxatividade mitigada, cabendo agravo de instrumento quando há urgência decorrente da 
inutilidade do julgamento da questão no recurso de apelação. REsp 1.696.396 e 
REsp 1.704.520 (TEMA 988). 
 
Técnica de Julgamento Ampliado: 
 
A devolutividade do recurso é ampla e pode admitir a técnica do julgamento ampliado em caso de 
divergência no resultado, mas APENAS na hipótese do art. 942, § 3º, II. 
 
Efeitos do Agravo de Instrumento: 
Via de regra, será recebido APENAS no efeito devolutivo. 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm
 
 
SEMANA DE REVISÃO PARA 2ª FASE DO 38º EOU 
A quem é dirigido o recurso de agravo de instrumento? (art. 1.016) 
É necessário o preparo recursal? (art. 1.017, §1º) 
Onde pode ser protocolado o recurso? Art. 1.017, §2º: protocolo realizado diretamente no tribunal 
competente para julgá-lo; protocolo realizado na própria comarca, seção ou subseção judiciárias; 
postagem, sob registro, com aviso de recebimento; transmissão de dados tipo fac-símile, nos 
termos da lei; outra forma prevista em lei. 
Para que serve a comunicação, ao juízo a quo, de interposição do agravo, no prazo de 3 (três) 
dias a contar desta interposição, prevista no art. 1.018? (O agravante poderá requerer a juntada, 
aos autos do processo, de cópia da petição do agravo de instrumento, do comprovante de sua 
interposição e da relação dos documentos que instruíram o recurso). A resposta está no §1º 
deste artigo: Se o juiz comunicar que reformou inteiramente a decisão, o relator considerará 
prejudicado o agravo de instrumento. (exigência dispensada nos autos eletrônicos). 
Enunciado nº 73 do CJF: Para efeito de não conhecimento do agravo de instrumento por força da 
regra prevista no § 3º do art. 1.018 do CPC, deve o juiz, previamente, atender ao art. 932, 
parágrafo único, e art. 1.017, § 3º, do CPC, intimando o agravante para sanar o vício ou 
complementar a documentação exigível. 
Enunciado nº 663 do FPPC: “A providência prevista no caput do art. 1.018 somente pode 
prejudicar o conhecimento do agravo de instrumento quando os autos do recurso não forem 
eletrônicos. 
Portanto, se você é agravante é esquece de juntar as cópias... 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SEMANA DE REVISÃO PARA 2ª FASE DO 38º EOU 
Agravo de instrumento contra a decisão baseada no art. 356: 
 
1. Art. 356 permite que o juiz julgue de forma antecipada parcialmente o mérito. Imagine que em 
uma ação onde o autor pediu X e Z, o pedido X está maduro para julgamento, enquanto que o 
pedido Z ainda demanda de prova. 
2. É defeso ao magistrado julgar o pedido X, por ele estar maduro para julgamento, portanto 
teremos um julgamento parcial. Este julgamento parcial se dá por meio de DECISÃO 
INTERLOCUTÓRIA e não por meio de sentença. Isso ocorre porque o magistrado ainda não 
estará pondo fim à fase cognitiva do procedimento comum, que continuará para julgar o pedido Z. 
3. Não se trata de uma decisão de questão incidental, mas de pedido principal de mérito. 
 
Perceba agora as seguintes situações: 
 
Se o pedido Z fosse julgado junto com o pedido X, teríamos então o julgamento total, portanto 
seria uma SENTENÇA, já que colocaria fim à fase cognitiva do procedimento comum. A parte 
sucumbente, neste caso, atacaria a sentença por meio de uma APELAÇÃO, que terá efeito 
suspensivo automático, haverá possibilidade de sustentação oral e ainda poderemos ter a 
aplicação da técnica de julgamento em qualquer caso de divergência. 
 
Mas, se apenas um dos pedidos tiver maduro, a decisão será uma DECISÃO 
INTERLOCUTÓRIA, que deverá ser atacada por meio do AGRAVO DE INSTRUMENTO. 
Acontece que esse agravo de instrumento não terá efeito suspensivo automático, também não 
possibilitará a sustentação oral e só haverá a aplicação da técnica de julgamento por divergência 
se houver reforma da decisão que julgar parcialmente o mérito. 
 
NOMENCLATURA 
 
AGRAVANTE e AGRAVADO 
Ou 
RECORRENTE e RECORRIDO 
 
ESTRUTURA 
 
PETIÇÃO DE APRESENTAÇÃO 
 
Dirigida ao juízo ad quem. 
Qualificação das partes. 
Indicação do “nome e endereço completo dos advogados constantes do processo” (art. 1.016, IV, 
CPC). 
Indicação dos documentos que formam o instrumento. 
Requerimento de intimação do agravado para contrarrazões. 
Data e Assinatura. 
 
PETIÇÃO DAS RAZÕES 
 
Dirigida ao juízo ad quem. 
Tempestividade e preparo. 
Síntese do processo. 
Fundamentação: alegações de natureza processual. 
Fundamentação: alegações de natureza material. 
Efeito suspensivo. 
Antecipação de tutela recursal. 
Pedidos. 
 
 
SEMANA DE REVISÃO PARA 2ª FASE DO 38º EOU 
PEDIDOS 
1. Requerimento para recebimento do recurso. 
2. Requerimento para recebimento do recurso no efeito suspensivo, se for o caso. 
3. Requerimento de antecipação de tutela, se for o caso. 
4. Requerimento de provimento do agravo para: 
a) Anulação da decisão, em razão do erro in procedendo. 
b) Reforma da decisão, em razão de um erro in judicando. 
 
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO EGRÉGIO 
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO... 
 
(pular 5 linhas) 
 
NOME DA PARTE, brasileira, solteira, profissão, portadora do RG sob o nº.., inscrita no CPF sob 
o nº..., residente e domiciliada na (Endereço completo com o CEP), vem, por seu advogado, nos 
autos da Ação... Em trâmite na..., processo nº... Que move em face de... brasileiro, solteiro, 
profissão, portador do RG..., inscrito no CPF sob o nº... Residente na (Endereço completo com o 
CEP), vem respeitosamente perante Vossa Excelência, não se conformando com a r. Decisão de 
fll. E com fundamento nos artigos 1.015 e seguintes do Código de Processo Civil de 2015, 
interpor o 
AGRAVO DE INSTRUMENTO 
 
Pelas razões de fato e de direito a seguir expostas.I – Do Preparo 
A Agravante deixa de efetuar o preparo, uma vez que já foi concedido o benefício da Justiça 
Gratuita pelo Juízo de 1º grau, conforme fls... 
II – Da Tempestividade 
O presente Agravo de Instrumento é tempestivo, visto que a publicação de intimação ocorreu em 
…./…./2016. Assim o prazo de 15 dias úteis para interposição do recurso termina no dia 
…./…../2016. 
III – Do Nome e endereço completo do advogado 
O advogado que funciona no processo é apenas o advogado da Agravante, já que o Agravado 
não possui advogados constituídos nos autos até o presente momento. (Caso a Agravado já 
tenham constituído advogado deverá ser informado também) 
Advogado do Agravante: Nome, inscrito na OAB/RJ sob o nº ……., com escritório profissional 
estabelecido à (Endereço completo com o CEP). 
 
IV – Da Juntada das peças obrigatórias e facultativas 
A Agravante junta cópia integral dos autos, declarada autêntica pelo advogado nos termos do 
artigo 425, IV do Código de Processo Civil, e, entre elas, encontram-se as seguintes peças 
obrigatórias: 
 
a) Cópia da r. Decisão agravada (fl.) 
b) Cópia da certidão da intimação da r. Decisão agravada (fl.) 
c) Cópia da procuração outorgada aos advogados (fl.). 
 
Termos em que, 
Pede deferimento. 
Local, data. 
 
ADVOGADO 
OAB/… 
 
 
SEMANA DE REVISÃO PARA 2ª FASE DO 38º EOU 
RAZÕES DO RECURSO 
 
EGRÉGIO TRIBUNAL, 
 
COLENDA CÂMARA 
 
A Respeitável decisão interlocutória agravada merece ser reformada, visto que proferida em 
franco confronto com os interesses da Agravada, já que o mantém em situação de risco pela 
irresponsabilidade do Agravado. 
 
Autos do processo nº: ………………………………. 
 
Comarca de ……………….. – _____a Vara Cível 
 
Agravante: 
 
Agravado: 
 
I- DO RESUMO DOS FATOS 
(Aqui deverá ser feito um pequeno resumo do que aconteceu no processo, quando já deverá ser 
demonstrado os fatos e razões, sucintamente é claro, que motivaram a interposição do Agravo de 
Instrumento.) 
 
II- A ANTECIPAÇÃO DA PRETENSÃO RECURSAL 
(Neste tópico deve ser demonstrada a urgência do direito pleiteado e a necessidade de atribuir 
efeito suspensivo ao recurso para suspender a decisão agravada ou deferir a antecipação da 
tutela.) 
 
Assim, necessária se faz a concessão liminar da tutela antecipada pleiteada no sentido de 
suspender o direito do Agravado de pernoitar com o menor fora da comarca de Rio Bonito, como 
autoriza o art. 1.019, I do CPC/2015. 
 
III- DO DIREITO E RAZÕES DO PEDIDO DE REFORMA 
(Este é o tópico em que deve ser desenvolvida as razões do pedido de reforma, quando se 
demonstrará de forma detalhada os fatos que possam demonstrar o erro da decisão agravada e a 
violação do direito do agravante. Também deverão serem expostas as razões jurídicas que 
fundamentam e permitem a interposição, conhecimento e deferimento do Agravo de Instrumento, 
podendo inclusive indicar disposições legais para reforçar a clareza do direito.) 
 
IV- DO PEDIDO 
1- Requer a Vossa Excelência, o conhecimento do presente recurso e o deferimento liminar da 
tutela antecipada, como autoriza o art. 1.019, I do CPC/2015, no sentido de …………………... 
 
2- Requer o conhecimento e o consequente provimento do presente recurso para reformar a 
decisão atacada e determinar a ………………………. 
 
Termos em que, 
Pede deferimento. 
Local, data. 
Advogado 
OAB/… 
 
 
 
 
SEMANA DE REVISÃO PARA 2ª FASE DO 38º EOU 
LEI DO SUPERENDIVIDAMENTO 
LEI 14.181/2021 E AS ALTERAÇÕES NO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR 
 
ANÁLISE DA LEI DO SUPERENDIVIDAMENTO 
 
1. SUPERENDIVIDAMENTO: 
• 63 milhões de pessoas inadimplentes (40% da população adulta). 
• 30 milhões encontram-se SUPERENDIVIDADOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
COMO SURGIU? 
 
➢ Tramitou durante 10 (dez) anos, nas duas casas legislativas. 
➢ Elaborado por Comissão de Juristas, com anteprojeto apresentado em 2012, tendo como 
relatora a professora Cláudia Lima Marques. 
➢ Em 2015, aprovado por unanimidade pelo Senado Federal e logo após enviado à Câmara dos 
Deputados, onde ganhou o número 3515. 
➢ Destaque para parte importante quando da aprovação no Senado: “aprovar este projeto 
resgatamos a dignidade de mais de 43 milhões de brasileiros e promovemos o pacto 
coletivo de inclusão e devolvemos mais de 350 bilhões de reais para a economia, conforme 
dados da Ordem dos Economistas do Brasil.” 
➢ Sancionado em 1 de julho de 2021, com vetos. 
 
SUPERENDIVIDAMENTO 
 
Conceituação por Cláudia Lima Marques: “A impossibilidade global do devedor pessoa física, 
consumidor, leigo e de boa-fé, de pagar todas as suas dívidas atuais e futuras de consumo, 
(excluídas as dívidas com o fisco, oriundas de delito e de alimentos) em um tempo razoável com 
sua capacidade atual de rendas e patrimônio”. 
 
 
SEMANA DE REVISÃO PARA 2ª FASE DO 38º EOU 
MARQUES, Cláudia Lima. Sugestões para uma lei (agora PL 3515), sobre o tratamento do 
superendividamento de pessoas físicas em contratos de crédito ao consumo. (Revista dos 
Tribunais, 2006, p. 342-343.) 
 
 
a) TIPOS DE SUPERENDIVIDAMENTO 
 
• ATIVO: “Identifica-se uma acumulação inconsiderada de dívidas. O consumidor contribuiu para 
se colocar no estado de insolvabilidade, contraindo as dívidas de forma exagerada e sem 
planejamento pessoal”. 
 
➢ CONSCIENTE: “É aquele proveniente do comportamento econômico do consumidor no 
sentido de contrair dívidas, ciente da possibilidade de não honrá-las (ausência de boa-fé do 
consumidor)”. (NÃO HAVERÁ RESPALDO ESTATAL). 
 
➢ INCONSCIENTE: “É aquele em que o consumidor contrai dívidas além das suas forças por 
impulso ou por necessidade, ludibriado pela publicidade, de forma irrefletida, ou por transtornos 
psicológicos, mas crendo na sua capacidade para honrá-las”. 
 
Algumas OBSERVAÇÕES sobre SUPERENDIVIDADO ATIVO INCONSCIENTE: 
 
❖ ISCAS DE CONSUMO 
 
 
 
• SUPERENDIVIDAMENTO PASSIVO: “É aquele provocado por fatores externos, por uma força 
maior social, por áleas da vida, contemporânea que desestabilizam a situação financeira do 
agregado familiar, inviabilizando o cumprimento de compromissos firmados em momento de 
segurança financeira”. 
 
b) ELEMENTOS DO SUPERENDIVIDAMENTO 
 
• Elemento PESSOAL: refere-se às características do sujeito superendividado, que são “apenas 
as pessoas físicas (não profissionais), vulneráveis técnica, jurídica e faticamente que encampam 
comportamento condizente com a boa-fé contratual, desde o seu nascedouro e poderão receber 
a tutela jurídica”. 
• Elemento MATERIAL: refere-se à qualidade da dívida e ao estado de insolvência. “As dívidas 
sujeitas à tutela do superendividamento alcançam tanto as relações jurídicas cíveis como as de 
 
 
SEMANA DE REVISÃO PARA 2ª FASE DO 38º EOU 
consumo, desde que violado o equilíbrio contratual, ficando excluídas as dívidas fiscais e 
parafiscais, trabalhistas, alimentares e oriundas de atos ilícitos”. 
 
PROJETO DE LEI 3515 
 
No projeto, altera o CDC e o Estatuto do Idoso, com objetivo de promover a educação financeira 
aos consumidores, além de prevê medidas de renegociação de dívidas. 
 
Iniciado em 2012, fruto do trabalho de dois anos da Comissão de Juristas de Atualização do 
Código de Defesa do Consumidor, surgiu o PL 283/2012, de autoria de José Sarney, que logo foi 
aprovado no Senado e embarreirou na Câmara dos Deputados, onde está até hoje, com nova 
numeração (3515/2015). 
 
Nasce da necessidade de dar uma chance para o consumidor e auxiliar na sua recuperação 
econômica. 
 
Inspirado no modelo francês, que promove o pagamento das dívidas e reinserção do 
superendividado no mercado de consumo. 
 
Países de capitalismo mais desenvolvidos e o Banco Mundial, em 2013, já afirmaram que seria 
necessário Leis que “olhassem” a falência do “homem econômico”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CONSUMIDORES HIPERVULNERÁVEIS 
 
Conceito: 
 
A hipervulnerabilidade é inerente e “especial” à situação da pessoa, ou seja, do consumidor, seja 
permanente ou temporária (MARQUES, Cláudia Lima. Contratos no Código de Defesa do 
Consumidor). 
 
 
 
 
SEMANADE REVISÃO PARA 2ª FASE DO 38º EOU 
“Ao Estado Social importam não apenas os vulneráveis, mas sobretudo os hipervulneráveis, pois 
são esses que, exatamente por serem minoritários e amiúde discriminados ou ignorados, mais 
sofrem com a massificação do consumo e a "pasteurização" das diferenças que caracterizam e 
enriquecem a sociedade moderna.” (STJ – Resp: 586316 MG/0161208-5) 
 
AS ALTERAÇÕES NO CDC PELA LEI 14181/2021 
 
1) Prevenir o superendividamento dos consumidores através de práticas de crédito 
responsável, através de novas regras sobre: 
 
a) A garantia de práticas de crédito responsáveis (art. 4º, X, 6º, XI e 54-D, do CDC); 
b) Informações obrigatórias prévias e manutenção da oferta por 48 horas (54-B, do CDC); 
c) Controle da publicidade “para não ocultar os ônus e riscos da contratação de crédito e venda a 
crédito”; 
d) Combate ao assédio de consumo no crédito, em especial ao hipervulnerável (54-C, do CDC); 
e) Sanção para descumprimento deste novo paradigma de crédito responsável (54-D, CDC). 
 
2. Melhorar a lealdade e boa-fé na concessão e cobrança de dívidas: 
a) Práticas de boa-fé dos fornecedores e intermediários do crédito durante a contratação e na 
cobrança de dívidas, por exemplo, na entrega voluntária da cópia do contrato para o consumidor 
fiador, de facilitar o bloqueio e realizar a correção em caso de utilização fraudulenta dos cartões 
de crédito (54-G, do CDC); 
b) Conexão entre o contrato principal de consumo e acessório de crédito (54-F, do CDC); 
c) Reforçando o direito de arrependimento de crédito à distância forte no artigo 49 do CDC (54-F, 
CDC). 
 
3. Assegurar a preservação do mínimo existencial tanto na repactuação de dívidas, como 
na concessão de crédito (art. 6º, XIII), para pessoa natural ou física: 
 
a) Vale a observação de veto presidencial a um limite de crédito ao crédito consignado a uma 
porcentagem do salário (vetado o art. 54-E), resta o direito ao mínimo existencial em todos os 
créditos, que será determinado por regulamentação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4. Assegurar um novo direito do consumidor de boa-fé ao tratamento do 
superendividamento através da revisão e da repactuação da dívida na forma de uma 
conciliação em bloco e um plano de pagamento, sem perdão de dívida. 
 
 
 
SEMANA DE REVISÃO PARA 2ª FASE DO 38º EOU 
a) “exceção de ruína”, baseada no dever anexo de boa-fé de cooperar com o devedor de boa-fé 
em caso de ruína pessoal (art. 6º, XI e XII, 104-A), valorizando os Procons e os demais órgãos 
públicos do SNDC, que poderão fazer tais conciliações em bloco ou convênios com as academias 
(art. 104-C). 
 
5. Instituir mecanismos de tratamento judicial do superendividamento (art. 5º, VI) e a 
criação de núcleos de conflitos oriundos de superendividamento (art. 5º, VII), em especial 
de um juiz do superendividamento para impor um plano compulsório (art. 104-B). 
 
a) Assim, se não houver conciliação voluntária, há recurso ao juiz em “processo pro 
superendividamento para revisão e integração dos contratos e repactuação das dívidas 
remanescentes” através de um plano de pagamento judicial compulsório, com o cuidado que se 
pague o principal, mas somente após o plano conciliatório. 
 
Art. 4º A Política Nacional das Relações de Consumo tem por objetivo o atendimento das 
necessidades dos consumidores, o respeito à sua dignidade, saúde e segurança, a proteção de 
seus interesses econômicos, a melhoria da sua qualidade de vida, bem como a transparência e 
harmonia das relações de consumo, atendidos os seguintes princípios: 
 
I - reconhecimento da vulnerabilidade do consumidor no mercado de consumo; 
II - ação governamental no sentido de proteger efetivamente o consumidor: 
a) por iniciativa direta; 
b) por incentivos à criação e desenvolvimento de associações representativas; 
c) pela presença do Estado no mercado de consumo; 
d) pela garantia dos produtos e serviços com padrões adequados de qualidade, segurança, 
durabilidade e desempenho. 
III - harmonização dos interesses dos participantes das relações de consumo e compatibilização 
da proteção do consumidor com a necessidade de desenvolvimento econômico e tecnológico, de 
modo a viabilizar os princípios nos quais se funda a ordem econômica (art. 170, da Constituição 
Federal), sempre com base na boa-fé e equilíbrio nas relações entre consumidores e 
fornecedores; 
IV - educação e informação de fornecedores e consumidores, quanto aos seus direitos e deveres, 
com vistas à melhoria do mercado de consumo; 
V - incentivo à criação pelos fornecedores de meios eficientes de controle de qualidade e 
segurança de produtos e serviços, assim como de mecanismos alternativos de solução de 
conflitos de consumo; 
VI - coibição e repressão eficientes de todos os abusos praticados no mercado de consumo, 
inclusive a concorrência desleal e utilização indevida de inventos e criações industriais das 
marcas e nomes comerciais e signos distintivos, que possam causar prejuízos aos consumidores; 
VII - racionalização e melhoria dos serviços públicos; 
VIII – estudo constante das modificações do mercado de consumo. 
IX - fomento de ações direcionadas à educação financeira e ambiental dos consumidores; 
X - prevenção e tratamento do superendividamento como forma de evitar a exclusão social do 
consumidor. 
 
Art. 5° Para a execução da Política Nacional das Relações de Consumo, contará o poder público 
com os seguintes instrumentos, entre outros: 
I - manutenção de assistência jurídica, integral e gratuita para o consumidor carente; 
II - instituição de Promotorias de Justiça de Defesa do Consumidor, no âmbito do Ministério 
Público; 
III - criação de delegacias de polícia especializadas no atendimento de consumidores vítimas de 
infrações penais de consumo; 
 
 
 
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IV - criação de Juizados Especiais de Pequenas Causas e Varas Especializadas para a solução 
de litígios de consumo; 
V - concessão de estímulos à criação e desenvolvimento das Associações de Defesa do 
Consumidor. 
VI - instituição de mecanismos de prevenção e tratamento extrajudicial e judicial do 
superendividamento e de proteção do consumidor pessoa natural; 
VII - instituição de núcleos de conciliação e mediação de conflitos oriundos de 
superendividamento. 
 
Art. 6º São direitos básicos do consumidor: 
I - a proteção da vida, saúde e segurança contra os riscos provocados por práticas no 
fornecimento de produtos e serviços considerados perigosos ou nocivos; 
II - a educação e divulgação sobre o consumo adequado dos produtos e serviços, asseguradas a 
liberdade de escolha e a igualdade nas contratações; 
III - a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação 
correta de quantidade, características, composição, qualidade, tributos incidentes e preço, bem 
como sobre os riscos que apresentem; 
IV - a proteção contra a publicidade enganosa e abusiva, métodos comerciais coercitivos ou 
desleais, bem como contra práticas e cláusulas abusivas ou impostas no fornecimento de 
produtos e serviços; 
V - a modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais ou sua 
revisão em razão de fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas; 
VI - a efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos e 
difusos; 
VII - o acesso aos órgãos judiciários e administrativos com vistas à prevenção ou reparação de 
danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos ou difusos, assegurada a proteção Jurídica, 
administrativa e técnica aos necessitados; 
VIII - a facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do ônus da prova, a seu 
favor, no processo civil, quando, a critério do juiz, for verossímil a alegação ou quando for ele 
hipossuficiente, segundo as regras ordinárias de experiências; 
IX - (Vetado); 
X - a adequada e eficaz prestação dos serviços públicos em geral. 
XI - a garantia de práticas de crédito responsável, de educação financeira e de prevençãoe 
tratamento de situações de superendividamento, preservado o mínimo existencial, nos termos da 
regulamentação, por meio da revisão e da repactuação da dívida, entre outras medidas; 
XII - a preservação do mínimo existencial, nos termos da regulamentação, na repactuação de 
dívidas e na concessão de crédito; 
XIII - a informação acerca dos preços dos produtos por unidade de medida, tal como por quilo, 
por litro, por metro ou por outra unidade, conforme o caso. 
 
Parágrafo único. A informação de que trata o inciso III do caput deste artigo deve ser acessível à 
pessoa com deficiência, observado o disposto em regulamento. 
 
Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao 
fornecimento de produtos e serviços que: 
I - impossibilitem, exonerem ou atenuem a responsabilidade do fornecedor por vícios de qualquer 
natureza dos produtos e serviços ou impliquem renúncia ou disposição de direitos. Nas relações 
de consumo entre o fornecedor e o consumidor pessoa jurídica, a indenização poderá ser 
limitada, em situações justificáveis; 
II - subtraiam ao consumidor a opção de reembolso da quantia já paga, nos casos previstos neste 
código; 
III - transfiram responsabilidades a terceiros; 
 
 
SEMANA DE REVISÃO PARA 2ª FASE DO 38º EOU 
IV - estabeleçam obrigações consideradas iníquas, abusivas, que coloquem o consumidor em 
desvantagem exagerada, ou sejam incompatíveis com a boa-fé ou a equidade; 
V - (Vetado); 
VI - estabeleçam inversão do ônus da prova em prejuízo do consumidor; 
VII - determinem a utilização compulsória de arbitragem; 
VIII - imponham representante para concluir ou realizar outro negócio jurídico pelo consumidor; 
IX - deixem ao fornecedor a opção de concluir ou não o contrato, embora obrigando o 
consumidor; 
X - permitam ao fornecedor, direta ou indiretamente, variação do preço de maneira unilateral; 
XI - autorizem o fornecedor a cancelar o contrato unilateralmente, sem que igual direito seja 
conferido ao consumidor; 
XII - obriguem o consumidor a ressarcir os custos de cobrança de sua obrigação, sem que igual 
direito lhe seja conferido contra o fornecedor; 
XIII - autorizem o fornecedor a modificar unilateralmente o conteúdo ou a qualidade do contrato, 
após sua celebração; 
XIV - infrinjam ou possibilitem a violação de normas ambientais; 
XV - estejam em desacordo com o sistema de proteção ao consumidor; 
XVI - possibilitem a renúncia do direito de indenização por benfeitorias necessárias. 
XVII - condicionem ou limitem de qualquer forma o acesso aos órgãos do Poder Judiciário; 
XVIII - estabeleçam prazos de carência em caso de impontualidade das prestações mensais ou 
impeçam o restabelecimento integral dos direitos do consumidor e de seus meios de pagamento 
a partir da purgação da mora ou do acordo com os credores; 
 
CAPÍTULO VI-A 
 
DA PREVENÇÃO E DO TRATAMENTO DO SUPERENDIVIDAMENTO 
 
Art. 54-A. Este Capítulo dispõe sobre a prevenção do superendividamento da pessoa natural, 
sobre o crédito responsável e sobre a educação financeira do consumidor. 
 
§ 1º Entende-se por superendividamento a impossibilidade manifesta de o consumidor pessoa 
natural, de boa-fé, pagar a totalidade de suas dívidas de consumo, exigíveis e vincendas, sem 
comprometer seu mínimo existencial, nos termos da regulamentação. 
§ 2º As dívidas referidas no § 1º deste artigo englobam quaisquer compromissos financeiros 
assumidos decorrentes de relação de consumo, inclusive operações de crédito, compras a prazo 
e serviços de prestação continuada. 
§ 3º O disposto neste Capítulo não se aplica ao consumidor cujas dívidas tenham sido contraídas 
mediante fraude ou má-fé, sejam oriundas de contratos celebrados dolosamente com o propósito 
de não realizar o pagamento ou decorram da aquisição ou contratação de produtos e serviços de 
luxo de alto valor. 
Art. 54-B. No fornecimento de crédito e na venda a prazo, além das informações obrigatórias 
previstas no art. 52 deste Código e na legislação aplicável à matéria, o fornecedor ou o 
intermediário deverá informar o consumidor, prévia e adequadamente, no momento da oferta, 
sobre: 
I - o custo efetivo total e a descrição dos elementos que o compõem; 
II - a taxa efetiva mensal de juros, bem como a taxa dos juros de mora e o total de encargos, de 
qualquer natureza, previstos para o atraso no pagamento; 
III - o montante das prestações e o prazo de validade da oferta, que deve ser, no mínimo, de 2 
(dois) dias; 
IV - o nome e o endereço, inclusive o eletrônico, do fornecedor; 
V - o direito do consumidor à liquidação antecipada e não onerosa do débito, nos termos do § 2º 
do art. 52 deste Código e da regulamentação em vigor. 
 
 
 
SEMANA DE REVISÃO PARA 2ª FASE DO 38º EOU 
§ 1º As informações referidas no art. 52 deste Código e no caput deste artigo devem constar de 
forma clara e resumida do próprio contrato, da fatura ou de instrumento apartado, de fácil acesso 
ao consumidor. 
§ 2º Para efeitos deste Código, o custo efetivo total da operação de crédito ao consumidor 
consistirá em taxa percentual anual e compreenderá todos os valores cobrados do consumidor, 
sem prejuízo do cálculo padronizado pela autoridade reguladora do sistema financeiro. 
§ 3º Sem prejuízo do disposto no art. 37 deste Código, a oferta de crédito ao consumidor e a 
oferta de venda a prazo, ou a fatura mensal, conforme o caso, devem indicar, no mínimo, o custo 
efetivo total, o agente financiador e a soma total a pagar, com e sem financiamento. 
 
Art. 54-C. É vedado, expressa ou implicitamente, na oferta de crédito ao consumidor, publicitária 
ou não: 
 
I - (VETADO); 
II - indicar que a operação de crédito poderá ser concluída sem consulta a serviços de proteção 
ao crédito ou sem avaliação da situação financeira do consumidor; 
III - ocultar ou dificultar a compreensão sobre os ônus e os riscos da contratação do crédito ou da 
venda a prazo; 
IV - assediar ou pressionar o consumidor para contratar o fornecimento de produto, serviço ou 
crédito, principalmente se se tratar de consumidor idoso, analfabeto, doente ou em estado de 
vulnerabilidade agravada ou se a contratação envolver prêmio; 
V - condicionar o atendimento de pretensões do consumidor ou o início de tratativas à renúncia 
ou à desistência de demandas judiciais, ao pagamento de honorários advocatícios ou a depósitos 
judiciais. 
 
Art. 54-D. Na oferta de crédito, previamente à contratação, o fornecedor ou o intermediário 
deverá, entre outras condutas: 
I - informar e esclarecer adequadamente o consumidor, considerada sua idade, sobre a natureza 
e a modalidade do crédito oferecido, sobre todos os custos incidentes, observado o disposto nos 
arts. 52 e 54-B deste Código, e sobre as consequências genéricas e específicas do 
inadimplemento; 
II - avaliar, de forma responsável, as condições de crédito do consumidor, mediante análise das 
informações disponíveis em bancos de dados de proteção ao crédito, observado o disposto neste 
Código e na legislação sobre proteção de dados; 
III - informar a identidade do agente financiador e entregar ao consumidor, ao garante e a outros 
coobrigados cópia do contrato de crédito. 
 
Parágrafo único. O descumprimento de qualquer dos deveres previstos no caput deste artigo e 
nos arts. 52 e 54-C deste Código poderá acarretar judicialmente a redução dos juros, dos 
encargos ou de qualquer acréscimo ao principal e a dilação do prazo de pagamento previsto no 
contrato original, conforme a gravidade da conduta do fornecedor e as possibilidades financeiras 
do consumidor, sem prejuízo de outras sanções e de indenização por perdas e danos, 
patrimoniais e morais, ao consumidor. 
 
Art. 54-E. (VETADO). 
 
Art. 54-F. São conexos, coligados ou interdependentes, entre outros, o contrato principal de 
fornecimento de produto ou serviço e os contratos acessórios de crédito que lhe garantam o 
financiamento quando o fornecedor de crédito: 
 
I - recorreraos serviços do fornecedor de produto ou serviço para a preparação ou a conclusão 
do contrato de crédito; 
 
 
 
SEMANA DE REVISÃO PARA 2ª FASE DO 38º EOU 
II - oferecer o crédito no local da atividade empresarial do fornecedor de produto ou serviço 
financiado ou onde o contrato principal for celebrado. 
 
§ 1º O exercício do direito de arrependimento nas hipóteses previstas neste Código, no contrato 
principal ou no contrato de crédito, implica a resolução de pleno direito do contrato que lhe seja 
conexo. 
 
§ 2º Nos casos dos incisos I e II do caput deste artigo, se houver inexecução de qualquer das 
obrigações e deveres do fornecedor de produto ou serviço, o consumidor poderá requerer a 
rescisão do contrato não cumprido contra o fornecedor do crédito. 
 
§ 3º O direito previsto no § 2º deste artigo caberá igualmente ao consumidor: 
 
I - contra o portador de cheque pós-datado emitido para aquisição de produto ou serviço a prazo; 
 
II - contra o administrador ou o emitente de cartão de crédito ou similar quando o cartão de 
crédito ou similar e o produto ou serviço forem fornecidos pelo mesmo fornecedor ou por 
entidades pertencentes a um mesmo grupo econômico. 
 
§ 4º A invalidade ou a ineficácia do contrato principal implicará, de pleno direito, a do contrato de 
crédito que lhe seja conexo, nos termos do caput deste artigo, ressalvado ao fornecedor do 
crédito o direito de obter do fornecedor do produto ou serviço a devolução dos valores entregues, 
inclusive relativamente a tributos. 
 
Art. 54-G. Sem prejuízo do disposto no art. 39 deste Código e na legislação aplicável à matéria, é 
vedado ao fornecedor de produto ou serviço que envolva crédito, entre outras condutas: 
 
I - realizar ou proceder à cobrança ou ao débito em conta de qualquer quantia que houver sido 
contestada pelo consumidor em compra realizada com cartão de crédito ou similar, enquanto não 
for adequadamente solucionada a controvérsia, desde que o consumidor haja notificado a 
administradora do cartão com antecedência de pelo menos 10 (dez) dias contados da data de 
vencimento da fatura, vedada a manutenção do valor na fatura seguinte e assegurado ao 
consumidor o direito de deduzir do total da fatura o valor em disputa e efetuar o pagamento da 
parte não contestada, podendo o emissor lançar como crédito em confiança o valor idêntico ao da 
transação contestada que tenha sido cobrada, enquanto não encerrada a apuração da 
contestação; 
 
II - recusar ou não entregar ao consumidor, ao garante e aos outros coobrigados cópia da minuta 
do contrato principal de consumo ou do contrato de crédito, em papel ou outro suporte duradouro, 
disponível e acessível, e, após a conclusão, cópia do contrato; 
 
III - impedir ou dificultar, em caso de utilização fraudulenta do cartão de crédito ou similar, que o 
consumidor peça e obtenha, quando aplicável, a anulação ou o imediato bloqueio do pagamento, 
ou ainda a restituição dos valores indevidamente recebidos. 
 
§ 1º Sem prejuízo do dever de informação e esclarecimento do consumidor e de entrega da 
minuta do contrato, no empréstimo cuja liquidação seja feita mediante consignação em folha de 
pagamento, a formalização e a entrega da cópia do contrato ou do instrumento de contratação 
ocorrerão após o fornecedor do crédito obter da fonte pagadora a indicação sobre a existência de 
margem consignável. 
 
§ 2º Nos contratos de adesão, o fornecedor deve prestar ao consumidor, previamente, as 
informações de que tratam o art. 52 e o caput do art. 54-B deste Código, além de outras 
 
 
SEMANA DE REVISÃO PARA 2ª FASE DO 38º EOU 
porventura determinadas na legislação em vigor, e fica obrigado a entregar ao consumidor cópia 
do contrato, após a sua conclusão 
 
CAPÍTULO V 
DA CONCILIAÇÃO NO SUPERENDIVIDAMENTO 
 
Art. 104-A. A requerimento do consumidor superendividado pessoa natural, o juiz poderá 
instaurar processo de repactuação de dívidas, com vistas à realização de audiência conciliatória, 
presidida por ele ou por conciliador credenciado no juízo, com a presença de todos os credores 
de dívidas previstas no art. 54-A deste Código, na qual o consumidor apresentará proposta de 
plano de pagamento com prazo máximo de 5 (cinco) anos, preservados o mínimo existencial, nos 
termos da regulamentação, e as garantias e as formas de pagamento originalmente pactuadas. 
 
§ 1º Excluem-se do processo de repactuação as dívidas, ainda que decorrentes de relações de 
consumo, oriundas de contratos celebrados dolosamente sem o propósito de realizar pagamento, 
bem como as dívidas provenientes de contratos de crédito com garantia real, de financiamentos 
imobiliários e de crédito rural. 
 
§ 2º O não comparecimento injustificado de qualquer credor, ou de seu procurador com poderes 
especiais e plenos para transigir, à audiência de conciliação de que trata o caput deste artigo 
acarretará a suspensão da exigibilidade do débito e a interrupção dos encargos da mora, bem 
como a sujeição compulsória ao plano de pagamento da dívida se o montante devido ao credor 
ausente for certo e conhecido pelo consumidor, devendo o pagamento a esse credor ser 
estipulado para ocorrer apenas após o pagamento aos credores presentes à audiência 
conciliatória. 
 
§ 3º No caso de conciliação, com qualquer credor, a sentença judicial que homologar o acordo 
descreverá o plano de pagamento da dívida e terá eficácia de título executivo e força de coisa 
julgada. 
 
§ 4º Constarão do plano de pagamento referido no § 3º deste artigo: 
 
I - medidas de dilação dos prazos de pagamento e de redução dos encargos da dívida ou da 
remuneração do fornecedor, entre outras destinadas a facilitar o pagamento da dívida; 
 
II - referência à suspensão ou à extinção das ações judiciais em curso; 
III - data a partir da qual será providenciada a exclusão do consumidor de bancos de dados e de 
cadastros de inadimplentes; 
 
IV - condicionamento de seus efeitos à abstenção, pelo consumidor, de condutas que importem 
no agravamento de sua situação de superendividamento. 
 
§ 5º O pedido do consumidor a que se refere o caput deste artigo não importará em declaração 
de insolvência civil e poderá ser repetido somente após decorrido o prazo de 2 (dois) anos, 
contado da liquidação das obrigações previstas no plano de pagamento homologado, sem 
prejuízo de eventual repactuação.’ 
 
Art. 104-B. Se não houver êxito na conciliação em relação a quaisquer credores, o juiz, a pedido 
do consumidor, instaurará processo por superendividamento para revisão e integração dos 
contratos e repactuação das dívidas remanescentes mediante plano judicial compulsório e 
procederá à citação de todos os credores cujos créditos não tenham integrado o acordo 
porventura celebrado. 
 
 
 
SEMANA DE REVISÃO PARA 2ª FASE DO 38º EOU 
§ 1º Serão considerados no processo por superendividamento, se for o caso, os documentos e as 
informações prestadas em audiência. 
 
§ 2º No prazo de 15 (quinze) dias, os credores citados juntarão documentos e as razões da 
negativa de aceder ao plano voluntário ou de renegociar. 
 
§ 3º O juiz poderá nomear administrador, desde que isso não onere as partes, o qual, no prazo 
de até 30 (trinta) dias, após cumpridas as diligências eventualmente necessárias, apresentará 
plano de pagamento que contemple medidas de temporização ou de atenuação dos encargos. 
 
§ 4º O plano judicial compulsório assegurará aos credores, no mínimo, o valor do principal 
devido, corrigido monetariamente por índices oficiais de preço, e preverá a liquidação total da 
dívida, após a quitação do plano de pagamento consensual previsto no art. 104-A deste Código, 
em, no máximo, 5 (cinco) anos, sendo que a primeira parcela será devida no prazo máximo de 
180 (cento e oitenta) dias, contado de sua homologação judicial, e o restante do saldo será 
devido em parcelas mensais iguais e sucessivas.’ 
 
Art. 104-C. Compete concorrente e facultativamente aos órgãos públicos integrantes do Sistema 
Nacional de Defesado Consumidor a fase conciliatória e preventiva do processo de repactuação 
de dívidas, nos moldes do art. 104-A deste Código, no que couber, com possibilidade de o 
processo ser regulado por convênios específicos celebrados entre os referidos órgãos e as 
instituições credoras ou suas associações. 
 
§ 1º Em caso de conciliação administrativa para prevenir o superendividamento do consumidor 
pessoa natural, os órgãos públicos poderão promover, nas reclamações individuais, audiência 
global de conciliação com todos os credores e, em todos os casos, facilitar a elaboração de plano 
de pagamento, preservado o mínimo existencial, nos termos da regulamentação, sob a 
supervisão desses órgãos, sem prejuízo das demais atividades de reeducação financeira 
cabíveis. 
 
§ 2º O acordo firmado perante os órgãos públicos de defesa do consumidor, em caso de 
superendividamento do consumidor pessoa natural, incluirá a data a partir da qual será 
providenciada a exclusão do consumidor de bancos de dados e de cadastros de inadimplentes, 
bem como o condicionamento de seus efeitos à abstenção, pelo consumidor, de condutas que 
importem no agravamento de sua situação de superendividamento, especialmente a de contrair 
novas dívidas.’” 
 
PADRÃO DE RESPOSTA: 
 
A) Sim (0,15). Conforme prevê o art. 6º, incisos XI e XII, do Código de Defesa do Consumidor, 
inseridos pela Lei nº 14.181/2021 (0,25), são direitos básicos do consumidor: a prevenção e 
tratamento de situações de superendividamento, entre outras medidas, e ainda a preservação do 
mínimo existencial, garantindo-se a repactuação de dívidas. (0,25) (0,40). 
 
B) A medida judicial cabível é o ajuizamento de Ação de Repactuação de Dívidas (0,20), com 
fundamento nos artigos 54-A, 104-A e 104-B, todos do CDC, inseridos pela Lei do 
Superendividamento – Lei nº 14.181/2021 (0,20), com a finalidade de tentar uma conciliação junto 
aos credores, e não havendo êxito na conciliação, instaurar processo por superendividamento 
para revisão e repactuação das dívidas, mediante plano judicial compulsório, através do qual 
assegurará aos credores: a) no mínimo, o valor do principal devido, corrigido monetariamente por 
índices oficiais de preço; b) a liquidação total da dívida, em no máximo 5 (cinco) anos; c) primeira 
parcela será devida no prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias, contado de sua homologação 
judicial; d) e o restante do saldo devido em parcelas mensais iguais e sucessivas. (0,45) (0,85). 
 
 
SEMANA DE REVISÃO PARA 2ª FASE DO 38º EOU 
 
 
 
 
• Artigos. 966 a 975. 
• Sucedâneo recursal externo, já que se trata de meio de impugnação específica de decisão 
judicia que se desenvolve em processo distinto daquele em que a decisão foi proferida. 
• Cabível somente após o trânsito em julgado. 
• Premissa: descabimento de recurso contra a decisão, seja pelo esgotamento dos recursos 
cabíveis, seja pela ausência de interposição do recurso eventualmente cabível. 
• Hipótese legal de relativização da coisa julgada. 
 
Objeto da rescisão: 
 
• Regra: decisão de mérito (decisão interlocutória, sentença, decisão monocrática de relator ou 
acórdão). 
• Possibilidade de rescisão parcial da decisão. 
• Algumas decisões de mérito não passíveis de rescisória: acórdão proferido em ADI, ADECON, 
ADPF e DECISÕES PROFERIDAS NOS JUIZADOS ESPECIAIS. 
• Dois tipos de decisão SEM resolução de mérito que podem ação rescisória: decisão terminativa 
que impeça a repropositura da ação e decisão terminativa que não admite recurso. 
 
Hipóteses de cabimento: 
 
I – se verificar que foi proferida por força de prevaricação, concussão ou corrupção do juiz. 
II – for proferida por juiz impedido ou por juízo absolutamente incompetente. 
III – resultar de dolo ou coação da parte vencedora em detrimento da parte vencida ou, ainda, de 
simulação ou colusão entre as partes, a fim de fraudar a lei. 
IV – ofender a coisa julgada. 
V – violar manifestamente norma jurídica. 
VI – for fundada em prova cuja falsidade tenha sido apurada em processo criminal ou venha a ser 
demonstrada na própria ação rescisória. 
VII – obtiver o autor, posteriormente ao trânsito em julgado, prova nova cuja existência ignorava 
ou de que não pôde fazer uso, capaz, por si só, de lhe assegurar pronunciamento favorável. 
VIII – for fundada em erro de fato verificável do exame dos autos. 
 
Competência: 
 
• Originária do Tribunal. 
• O STF e STJ somente julgarão a ação rescisória se houve julgamento do mérito dos recursos 
nestes tribunais, ou se apesar de não ter sido conhecido o RESP ou REXT, o mérito do recurso 
foi apreciado. 
 
Prazos: 
 
• Dois anos contados do trânsito em julgado da última decisão proferida. 
• Em caso de inadmissibilidade do recurso por intempestividade flagrante o prazo é contado 
anteriormente à última decisão. 
• No caso de ação contra Fazenda Pública, o prazo é contado do trânsito em julgado para a 
Fazenda Pública. 
• Se no dia do fim do prazo não existir expediente forense, prorroga-se o vencimento para o 
primeiro dia útil. 
• O prazo é DECADENCIAL. 
 
 
SEMANA DE REVISÃO PARA 2ª FASE DO 38º EOU 
Termos iniciais diferenciados: 
 
• Fundada em prova nova, o termo inicial será a data da descoberta da nova prova, observado o 
prazo máximo de 5 anos do trânsito em julgado para a propositura da ação. 
• Fundada em simulação ou colusão das partes para fraudar lei, o prazo para MP ou terceiro, 
ajuizar ação rescisória será a data que tomarem conhecimento da colusão ou da simulação. 
• Fundada em inconstitucionalidade da norma que fundamentou a decisão rescindenda, o termo 
inicial do prazo de dois anos será a publicação da decisão proferida pelo STF declarando a 
inconstitucionalidade. 
 
Ausência do efeito suspensivo: 
 
• A propositura da ação rescisória não impede o cumprimento da decisão que se busca rescindir, 
salvo a obtenção de tutela provisória com esta finalidade. 
 
Joana adquiriu, na condição de consumidora final, um automóvel em uma das concessionárias da 
sociedade empresária Carros S.A., com pagamento parcelado, e a sociedade empresária passou 
a debitar, mês a mês, o triplo do valor pactuado para cada parcela, o que ficou comprovado pela 
simples análise dos contratos e dos seus extratos bancários, com o débito dos valores em triplo. 
 
Joana tentou resolver a questão diretamente com a sociedade empresária, mas o funcionário da 
concessionária apenas afirmou que poderia ter ocorrido um erro no sistema, sem dar qualquer 
justificativa razoável, e afirmou que não havia o que fazer para corrigir a cobrança. 
 
Joana então procurou você, como advogado (a), para ajuizar ação em face da sociedade 
empresária Carros S.A. com pedidos de obrigação de não fazer, para que a sociedade parasse 
de realizar as cobranças em excesso, e condenatório, para devolução em dobro dos valores 
cobrados em excesso, com atualização monetárias e juros legais, e para indenização por danos 
morais pelos transtornos causados a Joana. 
 
Distribuída a ação para uma das varas cíveis da Comarca de São Paulo, houve contestação pela 
Carros S.A. apenas informando que havia agido corretamente, e o pedido foi julgado 
improcedente. Não houve recurso, e o trânsito em julgado da sentença ocorreu em 19/02/2019. 
Algumas semanas depois, você e Joana tomaram conhecimento de que o juiz, que prolatou a 
sentença, era casado com a advogada que assinou a contestação e única advogada constituída 
pela Carros S.A. no referido processo. Agora, pretendem novamente discutir a questão em juízo, 
para que haja reanálise dos mesmos pedidos formulados e julgados improcedentes, porque as 
cobranças ainda estão sendo realizadas, em excesso. Na condição de advogado (a) de Joana, 
elabore a peça processual cabível para a defesa dos interesses de sua cliente, indicando seus 
requisitos e fundamentos, assim como a data limite para o ajuizamento, nos termos da legislação 
vigente. (Valor: 5,00) 
 
Obs.: a peça deve abranger todos os fundamentos de Direito que possam ser utilizados para dar 
respaldo à pretensão.A simples menção ou transcrição do dispositivo legal não confere 
pontuação. 
 
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE 
JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO-SP 
 
JOANA, nacionalidade, estado civil, profissão, portadora do RG nº... e inscrita no CPF sob o nº..., 
com endereço eletrônico..., residente e domiciliada no endereço..., cidade..., estado..., CEP..., por 
intermédio de seu procurador conforme procuração anexa, vem perante Vossa Excelência, com 
 
 
SEMANA DE REVISÃO PARA 2ª FASE DO 38º EOU 
fundamento nos artigos 318 e seguintes, combinados com o artigo 966, inciso II, todos do 
Código de Processo Civil, propor a presente 
 
AÇÃO RESCISÓRIA 
 
em face de CARROS S.A, pessoa jurídica de direito privado, registrada no CNPJ nº, com sede no 
endereço..., cidade..., estado..., CEP..., pelos motivos de fato e de direito a seguir aduzidos. 
 
I - Da tempestividade 
 
A presente demanda está sendo ajuizada de forma tempestiva, antes de 19 de fevereiro de 2021, 
com respaldo no prazo decadencial de 2 anos contados a partir do trânsito em julgado da 
sentença atacada que ocorreu em 19 de fevereiro de 2019, a luz do caput do art. 975 do CPC. 
 
II – Do cabimento 
 
A Requerente tomou conhecimento, após o trânsito em julgado da aludida sentença, que o 
magistrado era casado com a advogada que assinou a contestação em nome da Requerida 
sendo, inclusive, a única patrona do processo em discussão. 
 
Dessa forma, resta evidente o cabimento da Ação Rescisória nos termos do inciso II do art. 966, 
do CPC, em razão do impedimento do magistrado, como prescreve o inciso III do art. 144 do 
mesmo Diploma. Outrossim, o magistrado jamais deveria ter incidido no processo, tendo em vista 
sua relação com a patrona, no qual se exige, portanto, a rescisão daquela sentença. 
 
III - Dos fatos 
 
A Requerente adquiriu, na condição de consumidora final, um automóvel em uma das 
concessionárias da sociedade empresária Carros S.A, mediante pagamento parcelado, e a 
respectiva sociedade empresária começou a debitar mensalmente o triplo do valor pactuado para 
cada parcela, devidamente comprovado na simples análise dos contratos e extratos bancários. 
 
A Requerente tentou resolver a questão diretamente com a sociedade empresária, mas somente 
fora informada por um funcionário que poderia ter ocorrido um erro no sistema, não fornecendo 
nenhuma justificativa plausível, e afirmou que não havia o que fazer para corrigir a cobrança. 
 
Dessa forma, a mesma ajuizou ação em face da sociedade empresária Carros S.A com pedidos 
de obrigação de não fazer, para que a sociedade parasse de realizar cobranças em excesso, e 
que devolvesse em dobro os valores cobrados em excesso, com atualização monetária e juros 
legais, bem como indenização por danos morais pelos danos causados a Requerente. 
 
A ação fora distribuída e houve contestação pela sociedade, apenas informando que havia agido 
corretamente, e o pedido foi julgado improcedente, não havendo nenhum recurso. Posteriormente 
ao trânsito em julgado, a Requerente tomou conhecimento de que o juiz que prolatou a sentença 
era casado com a advogada que assinou a contestação no referido processo. 
 
Portanto, requer-se novamente discutir a questão em juízo, na reanálise dos mesmos pedidos 
formulados e julgados improcedentes. 
 
IV - Do direito 
 
É plenamente possível caracterizar a Requerente como consumidora, nos termos do art. 2º e 
seguintes do Código de Defesa do Consumidor. Dessa forma, o valor que continua sendo 
https://www.jusbrasil.com.br/topicos/28893823/artigo-318-da-lei-n-13105-de-16-de-marco-de-2015
https://www.jusbrasil.com.br/topicos/28888072/artigo-966-da-lei-n-13105-de-16-de-marco-de-2015
https://www.jusbrasil.com.br/topicos/28888063/inciso-ii-do-artigo-966-da-lei-n-13105-de-16-de-marco-de-2015
https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/174788361/lei-13105-15
https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/174788361/lei-13105-15
https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/174788361/lei-13105-15
https://www.jusbrasil.com.br/topicos/28887926/artigo-975-da-lei-n-13105-de-16-de-marco-de-2015
https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/174788361/lei-13105-15
https://www.jusbrasil.com.br/topicos/28888063/inciso-ii-do-artigo-966-da-lei-n-13105-de-16-de-marco-de-2015
https://www.jusbrasil.com.br/topicos/28888072/artigo-966-da-lei-n-13105-de-16-de-marco-de-2015
https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/174788361/lei-13105-15
https://www.jusbrasil.com.br/topicos/10608698/artigo-2-da-lei-n-8078-de-11-de-setembro-de-1990
https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/91585/código-de-defesa-do-consumidor-lei-8078-90
https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/91585/código-de-defesa-do-consumidor-lei-8078-90
https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/91585/código-de-defesa-do-consumidor-lei-8078-90
https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/91585/código-de-defesa-do-consumidor-lei-8078-90
 
 
SEMANA DE REVISÃO PARA 2ª FASE DO 38º EOU 
cobrado pela Requerida é excessivo e incongruente da previsão contratual pactuado entre as 
partes, conforme prova documental acostada. Nesse liame, pela simples análise do contrato e 
dos extratos bancários da Requerente, confirma-se que existem débitos excessivos e indevidos 
de sua conta corrente. 
 
Em razão da patente cobrança indevida e da prática abusiva, exige-se a revisão da sentença 
transitada em julgado, na determinação que a cobrança indevida seja cessada, bem como a 
condenação da Requerida na devolução em dobro das parcelas cobradas em excesso, nos 
termos do parágrafo único do art. 42 do CDC 
 
Outrossim, é cabível a indenização por danos morais no presente caso em face do transtorno 
causado desde o início do contrato em cobrança excessiva, violando o direito da Requerente 
como consumidora, privando-lhe de recursos financeiros para o seu cotidiano e gerando 
consequente sofrimento. Assim sendo, justifica-se a indenização nos termos do art. 927 do CC e 
6º, inciso VI, do CDC. 
 
V - Dos pedidos 
 
Diante do exposto, requer-se a Vossa Excelência: 
 
a) A rescisão da sentença transitada em julgado, considerando a tempestividade da presente 
demanda e o cabimento do pedido rescisório nos termos do inciso III, art. 966 e inciso III, art. 
144, ambos do CPC; 
 
b) A prolação de novo julgamento, com a procedência de todos os pedidos da Requerente, 
sendo: 
 
b-1) A condenação da Requerida em obrigação de não fazer em deixar de efetuar as cobranças 
excessivas; 
 
b-2) A condenação da Requerida em devolver em dobro os valores excessivos cobrados, com 
acréscimos de correção monetária e juros, nos termos do parágrafo único do art. 42 do CDC; 
b-3) A condenação da Requerida em pagar indenização a título de danos morais com valor da 
escrito e requerido na petição inicial do processo de origem; 
 
b-4) A condenação da Requerida no pagamento de verbas sucumbenciais, incluindo custas, 
despesas e honorários advocatícios; 
 
c) Nos termos do artigo 968, II, do Código de Processo Civil, a juntada da inclusa guia do 
depósito de R$ xxxxx, correspondente a 5% (cinco por cento) do valor da causa, devidamente 
atualizado até a presente data (documento anexo); 
 
Protesta provar o alegado sob todos os meios de prova em direito admitidos, especialmente 
mediante prova documental, prova testemunhal e inspeção judicial. 
 
Atribui-se a presente causa o valor de R$ XXXX. 
 
Local, xx de xx de 2019 
 
Assinatura do advogado 
 
OAB/UF XXXXXX 
 
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https://www.jusbrasil.com.br/topicos/28888072/artigo-966-da-lei-n-13105-de-16-de-marco-de-2015
https://www.jusbrasil.com.br/topicos/28888057/inciso-iii-do-artigo-966-da-lei-n-13105-de-16-de-marco-de-2015
https://www.jusbrasil.com.br/topicos/28895335/artigo-144-da-lei-n-13105-de-16-de-marco-de-2015
https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/174788361/lei-13105-15
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https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/174788361/lei-13105-15
https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/174788361/lei-13105-15
https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/174788361/lei-13105-15

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