Prévia do material em texto
NOME DO ALUNO: CURSO: ANÁLISE E DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS | DISCIPLINA: SISTEMAS OPERACIONAIS RELATÓRIO DA AULA PRÁTICA DA DISCIPLINA DE SISTEMAS OPERACIONAIS CRIAR UMA MÁQUINA VIRTUAL UNBUNTU UTILIZANDO O VIRTUALBOX E PRATICAR COMANDOS LINUX ALUNA: CIDADE 2024 SUMÁRIO INTRODUÇÃO 3 DESENVOLVIMENTO 4 SISTEMA OPERACIONAL LINUX 5 ATIVIDADE REALIZADA 5 CONCLUSÃO 8 INTRODUÇÃO No início da era da computação, o conceito de programa armazenado era inexistente, pois os computadores eram projetados para executar funções específicas. Com o avanço da tecnologia e a necessidade de armazenar e executar programas em uma única máquina, surgiu a Arquitetura de Von Neumann. Em 1942, teve início o projeto do Computador IAS, sediado no Instituto de Estudos Avançados de Princeton, liderado pelo renomado professor de matemática John Von Neumann. Neumann, um acadêmico influente nascido em 1903 em Washington, D.C., contribuiu significativamente em diversos campos da matemática, como teoria dos conjuntos e mecânica quântica. Um ano após o fim da Segunda Guerra Mundial, Neumann escreveu um relatório sobre o Computador IAS, cunhando o termo Arquitetura de Von Neumann. Esta arquitetura consiste em três componentes principais: a Unidade de Processamento Central (CPU), o Sistema de Memória e o Sistema de Entrada e Saída. A CPU é composta por registradores, a unidade de controle (UC), a unidade de lógica aritmética (ULA) e o contador de programa. Os registradores são memórias temporárias de alta velocidade. A UC é responsável por buscar e classificar as instruções na memória principal. A ULA realiza operações booleanas e aritméticas, enquanto o contador de programa indica à UC qual instrução deve ser executada em seguida. A memória principal armazena dados e códigos do programa, enquanto o Sistema de Entrada e Saída lida com dados de entrada e saída do programa. O ciclo de execução de um programa na arquitetura de Von Neumann pode ser simplificado em quatro etapas: A UC busca a instrução na memória principal. A instrução é decodificada para que a ULA possa interpretá-la. Os dados necessários são transferidos da memória para os registradores da CPU. A ULA executa a instrução e armazena os resultados na memória ou nos registradores. Um dos desafios da arquitetura de Von Neumann é o gargalo entre a CPU e a memória, já que a memória não consegue acompanhar a velocidade da CPU, resultando em períodos de ociosidade do processador. DESENVOLVIMENTO SISTEMA OPERACIONAL LINUX O Linux é um Sistema Operacional amplamente reconhecido, similar ao Windows e ao Mac OS, que viabiliza a execução de programas em computadores e outros dispositivos. Uma de suas características distintivas é a sua natureza de código aberto, o que permite que seja modificado e distribuído livremente. Embora essa interpretação seja simplista, é bastante precisa e aceitável. No entanto, em uma análise mais técnica e profunda, o Linux refere-se especificamente ao núcleo do sistema operacional, conhecido como Kernel. O Kernel é um conjunto de instruções que controla o funcionamento do processador, da memória, do disco e dos dispositivos periféricos de um computador. Ele constitui o cerne do sistema operacional e determina como o computador opera. Desenvolvido por Linus Torvalds, a primeira versão oficial do Kernel Linux foi lançada em 1991. Embora o Kernel seja essencial, por si só não é suficiente para o funcionamento completo de um sistema operacional. É necessário um conjunto adicional de programas, como interpretadores de comandos, compiladores para desenvolvimento de novos programas, editores de texto, entre outros. Desde 1984, o projeto GNU, liderado por Richard Stallman, visava criar um sistema operacional livre baseado no Unix. Este projeto resultou na criação da Licença Pública Geral (GPL), que permitia a modificação e distribuição livre do código dos programas, desde que mantidos os créditos dos desenvolvedores. Em 1992, Linus Torvalds adotou a GPL para o Kernel Linux, tornando-o um software livre. A combinação dos recursos do projeto GNU com o Kernel Linux resultou no sistema operacional conhecido como GNU/Linux. No entanto, devido à sua praticidade, o termo "Linux" tornou-se amplamente adotado para se referir ao sistema operacional do pinguim. O Ubuntu, por sua vez, é uma distribuição Linux desenvolvida pela Canonical, que utiliza o Kernel Linux como seu núcleo. Ele é considerado uma das principais distribuições Linux, termo usado para descrever sistemas operacionais que utilizam o Kernel Linux. Atualmente, o Ubuntu é uma das distribuições Linux mais populares, tanto em dispositivos domésticos quanto em servidores, estando presente em quase metade dos servidores que utilizam Linux, de acordo com o W3Techs. ATIVIDADE REALIZADA Por meio do software Oracle VM VirtualBox, foi possível realizar a virtualização do Sistema Operacional GNU/Linux Ubuntu. Este programa, desenvolvido pela Oracle, é uma solução de virtualização que permite a instalação e execução de diversos sistemas operacionais em um único computador, de forma simples e sem complicações. Com ele, é possível executar o Linux dentro do Windows 10, o Windows dentro do Mac, o Mac dentro do Windows, e até mesmo todos esses sistemas suportados dentro de um único ambiente. Além disso, é possível instalar o Android em outras máquinas. A virtualização do GNU/Linux Ubuntu foi realizada com o objetivo de desenvolver comandos no Terminal, visando a execução de operações como a criação de diretórios e arquivos, conforme a estrutura previamente descrita. Essa prática permitiu explorar e aprimorar as habilidades no ambiente de linha de comando do Ubuntu, fundamental para a administração e configuração de sistemas baseados em Linux. Figura 1 – O arquivo disciplinas_semestre.txt, foi criado no GNU nano 4.8, dentro do terminal do Ubuntu Figura 2 – Conclusão do trabalho aula prática RESULTADO Para o desenvolvimento deste trabalho, foi realizado os seguintes comandos no terminal do Linux. mkdir ATIVIDADES_LABORATORIO: Este comando foi utilizado para criar o diretório "ATIVIDADES_LABORATORIO", proporcionando uma estrutura organizada para armazenar os arquivos e diretórios relacionados às atividades do laboratório. Utilizando o comando ls, foi realizada uma visualização dos diretórios e arquivos presentes no local atual, permitindo uma inspeção rápida do ambiente de trabalho. Posteriormente, foi utilizado o comando cd ATIVIDADES_LABORATORIO/ para navegar até o diretório recém-criado, possibilitando a criação de um novo diretório chamado "atividade1". Dentro do diretório "atividade1", foi executado o comando nano para criar o arquivo de texto "disciplina_semestre.txt", conforme demonstrado na figura 1. Esses comandos foram fundamentais para a organização e execução das atividades propostas, garantindo um ambiente de trabalho estruturado e eficiente no sistema operacional Linux. CONCLUSÃO O desenvolvimento do sistema operacional Linux é fruto da colaboração de milhares de desenvolvedores ao longo do tempo, resultando na inclusão de novos aplicativos que ampliaram sua utilidade em diversos dispositivos e propósitos. O Linux tornou-se onipresente, sendo a base de muitos dos sistemas que utilizamos diariamente. A internet, por exemplo, é predominantemente sustentada porservidores com sistemas Linux e outras soluções licenciadas sob a GPL. Softwares essenciais como o servidor web Apache, o DNS Bind e linguagens de programação como PHP, Java e JavaScript, assim como os bancos de dados MySQL e PostgreSQL, são amplamente utilizados em ambientes Linux, contribuindo para moldar a web como a conhecemos hoje. Gigantes da tecnologia como Facebook e Netflix operam em ambientes Linux, assim como a popular plataforma de computação em nuvem da Amazon, a AWS. Além disso, o sistema operacional Android é baseado em Linux, sendo tão intimamente relacionado a ele que muitos o consideram uma variante do próprio Linux. Em um mundo digital onde os softwares livres têm uma presença cada vez mais marcante, o Linux se destaca como uma peça fundamental. Mesmo que se especialize em ferramentas proprietárias, é quase inevitável que em algum momento de sua carreira você se depare com o Linux. Ter conhecimento sobre o Linux, em qualquer nível, é não apenas uma vantagem, mas uma jornada fascinante de descobertas. O universo Linux é caracterizado pela sua diversidade. Como o código fonte dos programas pode ser livremente modificado, para cada necessidade existem várias opções de aplicativos. Isso também se aplica às interfaces gráficas, com várias opções disponíveis, como UNITY, GNOME Shell e KDE, cada uma com sua usabilidade, visual e funcionalidades únicas. A mesma diversidade é encontrada em outros aplicativos, com várias opções para cada segmento. No entanto, essa abundância de opções também representa um desafio, pois é necessário encontrar uma maneira de unir todas essas peças para oferecer uma solução acessível aos usuários. É aí que entram as Distribuições Linux. Uma distribuição Linux é um projeto que visa agrupar um conjunto de aplicativos Linux, com padrões estabelecidos e um assistente de instalação. Em uma analogia com a indústria automobilística, seria como uma montadora que reúne diversas peças para criar um veículo pronto para uso. Cada distribuição é criada para atender a um perfil de uso específico, como desktops, servidores, media centers, computadores antigos ou com interfaces touch. A escolha da distribuição depende das necessidades individuais de cada usuário. Portanto, para quem está iniciando no Linux, a primeira decisão a ser tomada é qual distribuição utilizar, abrindo as portas para um novo mundo de possibilidades. Conte com uma comunidade receptiva para sanar dúvidas e não hesite em contribuir e fazer parte desse movimento impulsionado pela transferência e evolução do conhecimento. Além disso, é importante notar que, embora algumas tecnologias ainda utilizem arquiteturas de processamento de instruções antigas, como a calculadora de mesa, a maioria dos dispositivos modernos, como desktops, notebooks, smartphones e smart TVs, utilizam arquiteturas derivadas da arquitetura de Von Neumann. Esses dispositivos possuem CPU, memória e I/O, embora com algumas diferenças, como a separação entre a memória RAM e o armazenamento em disco, o que permite carregar programas em execução e armazenar dados e programas de forma eficiente, além de operarem em frequências muito mais altas em comparação com o passado.