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Pontifícia Universidade Católica do Paraná
Campus Maringá
 Curso de Filosofia
Disciplina: Ética
 Prof.º Reginaldo Bordin
Estudante: Lucas Saqui
Os textos e discussões até aqui apresentados, procuraram contextualizar as reflexões sobre a Ética. Destacaram, em primeiro lugar, um conceito (genérico) e em seguida algumas correntes de reflexão ética. Além do mais, procuraram relacionar Ética com os direitos humanos. Pois bem, eis a atividade a ser desenvolvida: Elabore um texto (uma lauda e meia, no máximo duas) e nele discuta em que medida a ética pode colaborar com a pandemia do corona vírus da atualidade. A discussão é, fundamentalmente, ética.
Partindo de uma análise ética sobre o novo vírus (COVID-19), colocamos em pauta uma questão inicial muito importante, qual seja, a de como as pessoas tem dificuldades em seguir normas (claro, que isso é um problema que não surgiu nesse tempo), e como, excepcionalmente, isso tem sido necessário. Temos que levar em conta, que há casos e casos, mas o princípio ético individual deveria fazer com que as pessoas seguissem o proposto, afinal, o bem comum deve estar cravado na mentalidade de cada indivíduo. 
Além disso, despontou uma desconfiança em parte da população que defenderia a ideia de que o vírus não seria tão nocivo, já que atingiria “apenas” os idosos e pessoas com certas dificuldades. Ou seja, as pessoas se esqueceram que deve existir uma preocupação coletiva e um cuidado individual que se atinja aqueles que estão em minha volta de forma positiva, ou, ao menos, não prejudicial. Tomando como ponto de referência o atual presidente do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, analisemos mais a fundo essa questão coletiva. Em seu discurso, vemos fortes erros frente à postura devida de um chefe de Estado, já que ele demonstrou descaso pelo problema enfrentado no país, e no mundo. Tendo em vista que, como líder Nacional, ele influência diversas pessoas, fanáticas ou simplesmente ingênuas e carentes de informação, causou-se certo tumulto nacional, pois, após seu discurso aumentaram as manifestações, que solicitavam a reabertura do comercio, por exemplo. 
Outro aspecto muito importante a ser estudado, é o senso individual de cada país, o que leva a uma escassez de suprimentos em alguns países e excesso em outros. Tendo em vista o pronunciamento dos responsáveis pela saúde na Itália, que expressaram que na falta de UTI suficiente, será necessário uma seleção de pacientes o que torna mais plausível de corrupção. Caso aconteça, fica notável que os princípios éticos de cuidado e bem comum são descartados pelo mundo capitalista frente a oportunidade. Claro que isso ainda não aconteceu, pelo menos até o momento, mas o assunto já foi discutido por estudiosos e responsáveis pela saúde, e sim, talvez seja necessários a divisão dos recursos, mas até que ponto seria eticamente correto, abrir mão de uma vida por outra.
Essa discussão é de extrema importância e deve sensibilizar a todos, pois, não estamos falando de brinquedos, mas sim de vidas humanas. Talvez, como dito acima, a divisão de suprimentos seja a resposta. Analisemos ainda um outro problema, a falta de produtos nos mercados e farmácias, que é sinônimo de uma sociedade despreparada e desumanizada, que desconsidera o princípio comunitário. 
Para concluir, não há solução imediata para o problema, pois, com vemos, a preocupação não atinge totalmente os governantes, mas parte dele, que está tomando as medidas administrativas cabíveis a esse momento, bem como as orientações para a população. As organizações religiosas vem desempenhando importante papel na conscientização do povo, usufruindo das mídias sociais para o bom desenvolvimento de suas atividades e aconselhamentos. Da parte governamental, vemos uma valorização do técnico e do capital financeiro, que, neste momento, não deve ser elevado acima do problema enfrentado. As dificuldades financeiras são superáveis, as mortes ficam, por isso a necessidade de convergir toda atenção à saúde pública, aos doentes e aqueles que sofrem. Os princípios éticos clamam por isso.
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