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PROJETO DE VIDA GUIA DO EDUCADOR 2º ANO Esse botão do canto superior direto te levará de volta ao Sumário. Clique também em link externo para acessar mais conteúdo. JOSÉ RENAN VASCONCELOS CALHEIROS FILHO Governador do Estado de Alagoas FÁBIO GUEDES GOMES Secretário de Estado da Educação de Alagoas RICARDO LISBOA MARTINS Superintendente de Políticas Educacionais ROSEANE FERREIRA VASCONCELOS Superintendente da Rede Estadual de Educação WILANY FELIX BARBOSA Superintendente do Sistema Estadual de Educação ANDREIA LUIZA ALVES DE OLIVEIRA Gerente da Educação Profissional e Ensino Superior JACIELMA PEREIRA LEITE Gerente de Desenvolvimento Educacional DANIELLY VERÇOSA SILVA Gerente das Modalidades e Diversidades da Educação Básica FABIANA ALVES DE MELO DIAS Gerente da Educação Básica DANIEL MELO MACEDO Supervisor do Ensino Médio NILMA THESINHA DOS SANTOS Supervisora de Políticas de Educação Profissional e Tecnológica ESTADO DE ALAGOAS SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO COLABORAÇÃO DE REDAÇÃO Daniel Melo Macedo Danielly Verçosa Silva EQUIPE TÉCNICA Adriana Alves Salles Ana Cristina Marques dos Santos Ana Lúcia Ferreira da Silva Ana Maria do Nascimento Silva Ana Maria Souza de Oliveira Andréa Alves Couto Vanderlei Andréa Alves do Nascimento Santos Angela Maria Vasco Bernadete Fernandes de Araújo Cícera Meireles dos Santos Clarissa Rodrigues Pereira Cláudia Luisa Brandão Sotto Cristiane Gomes de Souza Cristiane Maria das Chagas Souza Cristina de Fátima da Silva Denilma Diniz Botelho Edeilda Severino da Silva Edineide Soares Carvalho Edma Alves Afonso Sotero Edneide Anselmo Farias Edvaldo Albuquerque dos Santos Égide Jane de Amorim Eline da Silva Eraldo Santos de Melo Eva Maria Silva Ferreira PROJETO DE VIDA 2 Gildimar Guilherme da Silva Helena Lemos Souza Melo Iranildo da Costa Santos Izaura Cristina G. da Silva Medeiros Jailma Pereira Bispo Rodrigues Jailson Barbosa Costa Jair do Nascimento Porto Jeane Cristina Rodrigues do Nascimento Jefferson Vitoriano Cunha Jennifer Patrícia de Araujo João Maria Fernandes Pereira Josafá Ferreira Campos José Claudino da Silva Filho José Clebson dos Santos Josineide Melo Machado Nascimento Juliane dos Santos Medeiros Jussimare Cipriana da Silva Kátia Almeida Cadengue Laudenice Maria Lins Leônia Oliveira da Silva Lúcia Pedro dos Santos Márcia Cristina Batista da Silva Maria Andra da Silva Maria Aparecida da Costa Maria Aparecida Silva dos Santos Maria Arlene do Nascimento Maria Betânia Apratto Cavalcante dos Santos Maria da Glória Alves da Silva Maria da Penha Torquato Maria de Fátima B. de Andrade Maria do Socorro Ferreira Coelho Maria José da Rocha Siqueira Maria José Silva da Hora Maria Luciana Pereira da Silva Maria Madalena Curaçá de Araújo Maria Vanúzia da Silva Maria Verônica Barbosa Pinto Marilda Basílio S. Silva Marília Santos de Gusmão Martins Marta Maria Teixeira Nádia Gomes de Araújo Noélia Paula de Souza Reis Fonseca Patrícia Francisca Batista da Silva Pollyanna Vieira Nemézio Quitéria Rosa Pereira Oliveira Radijalma Ferreira de Lima Ricardo Alves da Silva Santos Rosa Patrícia da Silva Santos Rosilma Ventura da Silva Rossane Romy Pinheiro de Almeida Batista Rozilene Belo dos Santos Rute de Cássia Bezerra da Silva Sebastião Ferreira Palmeira Júnior Soraia Maria da Silva Nunes Suzy Clea Lisboa Melo Tamara Tatyana Araujo Tássia Dalianne Nery Silva Vanessa dos Anjos Tenório Virgínia Moura Miller Viviane Marcos V. de Oliveira Ferreira COLABORAÇÃO DE DIAGRAMAÇÃO Assessoria de Comunicação – ASCOM/SEDUC CONSULTORIA Hanna Cebel Danza Marco Antonio Morgado da Silva Lumaira Marques PROJETO DE VIDA 3 Educadores de Alagoas, É com grande satisfação que os apresentamos e convidamos a conhecer o Projeto de Vida, aqui representado por um conjunto de materiais didáticos que permite o desenvolvimento de práticas pedagógicas cujo objetivo consiste no desenvolvimento de competências e habilidades dentro do escopo da multidimensionalidade (pessoal, social e profissional) como premissa para a educação integral e com foco no protagonismo das juventudes do ensino médio. Tal proposta foi estruturada para agregar à temática enquanto componente curricular e com carga horária específica no decorrer dos anos que integram o Ensino Médio. A jornada de ensino e aprendizagem do Projeto de Vida se divide nos três anos do ensino médio, podendo ser adaptada para outros tempos de organização da oferta e atende ao que está estabelecido na Lei 13.415/2017 e na Base Nacional Comum Curricular. Este produto foi resultado de um longo trabalho de estudo e escrita que envolveu técnicos da Secretaria de Estado da Educação de Alagoas, do Instituto Sonho Grande e pesquisadores do assunto no Brasil ao longo do desafiador ano de 2020. Este material apresenta um grande percurso pedagógico, com orientações didáticas, apontamentos teóricos e suporte socioemocional que busca articular as dimensões pessoal, cidadã e profissional dos estudantes, consolidando seu protagonismo e colocando em outro patamar o papel do Ensino Médio na educação alagoana. A cada ano serão trabalhados temas essenciais à experiência das juventudes e sua potencialidade para a concretização da vida futura, com autonomia e responsabilidade. PROJETO DE VIDA 4 Autoconhecimento e Identidade; Convivência e Participação; Escolha e Planejamento; Engajamento e Transformação são alguns dos temas que darão sentido a cada aula de Projeto de Vida. Nesse empreendimento desafiador, e na certeza do compromisso que os educadores de Alagoas sempre demonstraram ao longo da história, os convidamos a investir em uma experiência escolar para além dos conhecimentos científicos e que lance um olhar efetivo para os afetos e para a convivência familiar e comunitária de forma respeitosa, tolerante, solidária e colaborativa na construção de um futuro próspero com senso de pertencimento e engajamento social. Assim, esperamos que aproveitem esta vivência de forma intensa, auxiliando os estudantes na compreensão e construção dos seus Projetos de Vida, promovendo debates e conversas profícuas e acolhedoras. É com imensa satisfação que os recebemos nesta jornada, na esperança de juntos construirmos uma realidade cada vez mais feliz. PROJETO DE VIDA 5 SUMÁRIO BLOCO 1: Autoconhecimento e Identidade 8 TEMA: Autoconhecimento Aula 1 - Autoconceito 8 Aula 2 - Autoestima, autocuidado e cuidado com o outro 16 Aula 3 - Potencialidades, vulnerabilidades e feedback 24 Aula 4 - Padrões estéticos e autoestima 32 Aula 5 - Padrões estéticos e autoestima 41 Aula 6 - Redes sociais e autoestima 47 Avaliação em Projeto de Vida 1 60 BLOCO 2: Convivência e participação 61 TEMA: Cidadania e Política Aula 1 - Cidadania e política 61 Aula 2 - Teoria da Ação Comunicativa, direitos humanos e procedimentos de deliberação política 74 Aula 3 - Práticas de cidadania 84 Aula 4 - Declaração Universal dos Direitos Humanos 93 Aula 5 - Cidadania e política 103 Aula 6 - Declaração Universal dos Direitos Humanos 111 Avaliação em Projeto de Vida 2 119 PROJETO DE VIDA 6 BLOCO 3: Escolha e Planejamento 120 TEMA: Campo de possibilidades e escolha profissional Aula 1 - Autoconhecimento e tomada de decisão 120 Aula 2 - Carreiras profissionais e propósito de vida 127 Aula 3 - Carreiras profissionais e propósito de vida 139 Aula 4 - Escolhas equivocadas e acertadas, planejamento da carreira profissional 146 Aula 5 - Limites e oportunidades sociais na realização do projeto de vida; meritocracia 154 Aula 6 - Tomada de consciência sobre as escolhas 167 Avaliação em Projeto de Vida 3 174 BLOCO 4: Engajamento e transformação 175 TEMA: Transformação social Aula 1 - Papel do jovem na transformação social, perfil de comportamento sobre projeto de vida, fontes e estratégias para a construção de projetos de vida 175 Aula 2 - Protagonismoa comprar os produtos das marcas que os contratam para fazer publicidade. Estação 2: Influenciadores digitais A matéria necessária para essa estação encontra-se disponível no link externo. (Acesso em 06/07/2020). 1) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes mencionem alguns influenciadores digitais e consigam reconhecer quais pensamentos, sentimentos ou condutas eles influenciam. 2) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes consigam diferenciar influências positivas (que elevam a sensação de bem-estar, estimulam práticas saudáveis e o consumo responsável) de influência negativas (que diminuem a sensação de bem-estar, estimulam práticas arriscadas e o consumo desenfreado, irresponsável e insustentável). 3) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes apresentem alguns temas com os quais os influenciadores podem contribuir, como, por exemplo, a autoestima e a autoaceitação, o autoconhecimento, o compromisso social, a denúncia do racismo e de outras práticas discriminatórias, como o machismo, entre outras possibilidades. PROJETO DE VIDA 53GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 6 https://www.metrojornal.com.br/estilo-vida/2020/01/21/embaixadoras-da-autoestima-influencers-que-ajudam-mulheres-se-aceitarem.htm Leia a matéria “Embaixadoras da autoestima: influencers que ajudam mulheres a se aceitarem” e escolha um dos vídeos para assistir e discutir com seus colegas. Estação 3: Haters 1) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes mencionem aspectos como o preconceito, a falta de respeito, a intolerância, entre outros. 2) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes mencionem sentimentos tais como a humilhação, a vergonha, a tristeza, a angústia, o medo, a raiva, entre outras possibilidades. 3) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes mencionem impactos na autoestima, na socialização, na reputação pessoal, entre outros. Algumas possibilidades de combate ao discurso de ódio são a denúncia, medidas judiciais e ações educativas. 4) Resposta pessoal. PROJETO DE VIDA 54GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 6 Estação 4: Cyberbullying Os vídeos necessários para essa atividades encontram-se disponíveis nos links: link externo 1 link externo 2 (Acesso em 06/07/2020). 1) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes mencionem desejo de poder, sensação de superioridade, falta de respeito, entre outras possibilidades. É importante destacar que os agressores geralmente são motivados pelo desejo de poder e controle sobre os demais e pela sensação de superioridade em relação às suas vítimas. 2) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes mencionem que impactos de curto prazo podem ser não querer ir para a escola, sentir vergonha de si mesmo, afastar-se dos amigos, desenvolver uma autoestima negativa, ter raiva etc. Os impactos de longo prazo podem ser desenvolver um problema de saúde mental, tal como a ansiedade ou a depressão, não ter autoconfiança para fortalecer sua vida pessoal e profissional, entre outras possibilidades. É fundamental que os estudantes reconheçam uma ampla quantidade de impactos negativos. Caso seja necessário, estimule-os a refletir sobre essa questão por meio de perguntas como: “Vocês acham que uma pessoa que sofreu cyberbullying tem mais chances de ter dificuldades de ter um relacionamento amoroso saudável ou desenvolver sua carreira profissional?” Por quê?”. 3) Respostas pessoais. Estimule os estudantes a compartilharem suas experiências e a ouvirem as dos colegas sem fazer julgamentos prévios. Incentive-os a praticar a empatia e a oferecer apoio para os colegas que eventualmente podem ser sofrido bullying ou cyberbullying. PROJETO DE VIDA 55GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 6 https://www.youtube.com/watch?time_continue=29&v=1N-DOC8vApo&feature=emb_logo https://new.safernet.org.br/content/estou-enfrentando-um-problema-de-cyberbullying-devo-denunciar Registrando o aprendizado Ao término da rotação nas estações, promova uma discussão entre a turma sobre o que aprenderam nessa aula e como o tema da autoestima nas redes sociais se relaciona com a construção do projeto de vida. Para direcionar essa reflexão, peça que eles utilizem o conhecimento construído para responder às duas questões. Ao término da discussão, solicite que criem um mapa mental que explique a discussão feita. O conceito central do mapa conceitual deve ser “Autoestima”. Dele, os estudantes devem derivar suas reflexões, de modo a contemplar os pontos discutidos com a turma sobre a relação da autoestima com o projeto de vida. PARA ALÉM DA SALA DE AULA Nesta aula, apresentamos uma proposta para os estudantes realizarem em casa. Estimule-os a se engajar na realização dela, pois, assim, podem ampliar ainda mais suas habilidades para lidar com a relação entre a autoestima e o projeto de vida. As orientações para essa atividade encontram-se disponíveis no material do aluno. PROJETO DE VIDA 56GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 6 Vamos falar de educação socioemocional? Até aqui, aprendemos que o sentimento de estima por si mesmo, chamado também de autoestima ou amor próprio, é resultado das sucessivas validações sociais sobre o SER. AMOR PRÓPRIO É o sentir-se livre, capaz de receber reconhecimento e amor por quem é, capaz de tomar iniciativas e de responder com espontaneidade e criatividade aos diversos tipos de situação e relacionamentos. As pessoas se tornam capazes de validar seu SER quando conseguem diferenciar seus pensamentos e sentimentos de seus comportamentos e ações – seu FAZER. É quando aprendem que seu SER é maior que seus erros e acertos, relacionados a AÇÕES específicas. O sentimento de “fazer bem feito” alguma tarefa ou atividade é o sentimento de REALIZAÇÃO. E quanto mais mostrarmos aos alunos que realizar bem uma tarefa faz deles pessoas bem-sucedidas naquela tarefa, mas não os tornam pessoas melhores ou piores, mais próximos eles estarão de estabelecer a separação entre SER e FAZER. Afinal, é quando as pessoas são capazes de validar quem são, para além de erros e acertos, que o sentimento de amor próprio, a autoestima, se estabelece. Vimos, também, que uma autoestima bem PROJETO DE VIDA 57GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 6 desenvolvida é capaz de diferenciar o SER do sentimento de CONFIANÇA, que se desenvolve a partir do enfrentamento de situações de dificuldade e adversidade do dia a dia. O sentimento de confiança deve apontar para capacidade de resolver problemas e lidar com situações difíceis, muito mais do que para o sentimento de SER uma boa ou má pessoa. Vimos, ainda, que corrigir as ações indesejadas dos alunos não apenas é necessário para um desenvolvimento saudável, como é a condição básica para o florescimento da RESPONSABILIDADE. Cada aluno vai se tornando capaz de enxergar as consequências, positivas ou negativas, de seus comportamentos e ações, seja para si mesmo, para os outros ou para o ambiente. Dessa forma, guiar os alunos para diferenciarem gradativamente seus sentimentos de REALIZAÇÃO, CONFIANÇA e RESPONSABILIDADE é o caminho mais eficaz para ajudá-los a separar cada um deles do sentimento de VALIDAÇÃO e AMOR PRÓPRIO, alicerces da boa autoestima. Que tal aprender mais? Sofrimento narcísico digital: quando as redes sociais mostram nosso espelho. Neste texto, o psicanalista Christian Dunker discute as ilusões do que ele denomina de narcisismo digital, seus impactos na autoestima e os sofrimentos psíquicos que ele pode acarretar. Disponível em: link externo. (Acesso em: 03/07/2020). PROJETO DE VIDA 58GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 6 https://blogdodunker.blogosfera.uol.com.br/2019/09/13/sofrimento-narcisico-digital-quando-as-redes-sociais-mostram-nosso-espelho SaferNet Brasil Página web da instituição do terceiro setor voltada à defesa e promoção dos Direitos Humanos na internet e à cidadaniadigital. Disponível em: link externo. (Acesso em: 06/07/2020). Digital Sem Pressão Campanha da instituição SaferNet com vídeos, ilustrações, teses e dicas sobre como os adolescentes podem ter uma experiência saudável e responsável nas redes sociais. Disponível em: link externo. (Acesso em: 06/07/2020). Clique aqui para acessar o material do estudante em pdf Clique aqui para acessar o Material do Estudante Editável Referências Bibliográficas FREITAS, Riva Sobrado; CASTRO, Matheus Felipe. Liberdade de expressão e discurso de ódio: um exame sobre as possíveis limitações à liberdade de expressão. Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/seq/n66/14.pdf SOUZA, Mariana Rodrigues Serrano Gomes. Autoestima e a utilização do Facebook. Dissertação de mestrado. Lisboa School of Economics and Management. Lisboa, 2013. Disponível em: https://www.repository.utl.pt/bitstream/10400.5/6456/1/DM- MRSGS-2013.pdf TARDELLI, Denise D’Aurea; VERNI, Priscila Joaquim. Autoestima e projeto de vida na adolescência. 41th Association for Moral Education Conference. Santos, 2015. Disponível em: http://www.fecilcam.br/revista/index.php/anaisame/article/ viewFile/1353/841 TOGNETTA, Luciene Regina Paulino, et al. Bullying e cyberbullying: quando os valores morais nos faltam e a convivência se estremece. Disponível em: https://periodicos.fclar.unesp.br/iberoamericana/article/ view/10036/6770 SaferNet Brasil. Disponível em: https://new.safernet.org.br/?field_ subject_value=All&field_type_value=All&page=1#. Acesso em: 06/07/2020. PROJETO DE VIDA 59GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 6 https://new.safernet.org.br/?field_subject_value=All&field_type_value=All&page=1# https://new.safernet.org.br/?field_subject_value=All&field_type_value=All&page=1# https://www.digitalsempressao.org.br/index.html https://www.digitalsempressao.org.br/index.html https://drive.google.com/file/d/19hkr5h4QjlQEFxg3Wk7xiGLXWp7G3Ml8/view?usp=sharing https://drive.google.com/file/d/1vfJsTprLWqB48xhJE57LJFTEt4RLWwSQ/view?usp=sharing RUBRICAS AVALIAÇÃO EM PROJETO DE VIDA 2º ANO TEMA 1 2º ANO BLOCO: Autoconhecimento e identidade TEMA: Autoestima Este tema compreende objetos de conhecimento e habilidades que visam oportunizar aos jovens o autoconhecimento e a elaboração de uma autoestima positiva. Pretende-se, com isso, que os jovens sintam-se confiantes para construir um projeto de vida que expresse sua autenticidade e que valorize suas particularidades. I Não atendeu às expectativas de aprendizagem. II Atendeu parcialmente às expectativas de aprendizagem. III Atendeu a maioria das expectativas de aprendizagem IV Atendeu todas as expectativas de aprendizagem. AUTOCONHECI- MENTO Não reconhece suas qualidades ou vulnerabilidades e não compreende que sua autoestima é influenciada por fatores pessoais e socioculturais. Tem dificuldade de reconhecer suas qualidades e vulnerabilidades e/ou de identificar diferentes fatores pessoais e socioculturais que afetam sua autoestima. Reconhece suas qualidades e vulnerabilidades e identifica fatores pessoais e socioculturais que afetam sua autoestima. Reconhece suas qualidades e vulnerabilidades, identifica fatores pessoais e socioculturais que afetam sua autoestima e reflete criticamente sobre formas de elaborar uma autoestima positiva. COMENTÁRIOS DO ESTUDANTE COMENTÁRIOS DO EDUCADOR Clique aqui para baixar a ficha de avaliação PROJETO DE VIDA 60GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 6 https://docs.google.com/document/d/1hIxAJ84SotTzyuaMwpMyhHR64SKC6oaNwqvL1fXtUGg/edit?usp=sharing PROJETO DE VIDA GUIA DO EDUCADOR TEMA: CIDADANIA E POLÍTICA TÍTULO: CIDADANIA E POLÍTICA 2º ANO TEMA 2 AULA 1 O que faremos hoje? Bloco 2 Convivência e Participação Tema Cidadania e Política Competências gerais da BNCC 1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva. 6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade. Habilidades de Projeto de Vida Conhecer, valorizar e respeitar os direitos humanos, comprometendo-se com ações que visem à sua garantia. Conhecer e valorizar iniciativas individuais e coletivas que podem ser consideradas ética e moralmente exemplares, avaliar seus impactos nos indivíduos e na sociedade, bem como identificar sua integração aos projetos de vida de seus agentes. Objetos de conhecimento Cidadania e Política Tempo de aula 120 minutos PROJETO DE VIDA 61GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 1 O que dizem os estudiosos? Ao nascermos, somos inseridos em um mundo que nos oferece o legado de uma longa história de desenvolvimento sociocultural e tecnológico, fruto de conquistas das gerações passadas que nos permitem viver em condições melhores do que elas. Isso nos delega a responsabilidade de preservar o acúmulo de conquistas da humanidade voltadas ao bem comum (ARENDT, 2012). Ao mesmo tempo, viver em um mundo compartilhado, em que nossas escolhas e ações impactam positiva ou negativamente a vida de outras pessoas, de outros seres vivos e o meio ambiente, pressupõe nos responsabilizarmos pelas marcas que deixaremos na vida das pessoas e no mundo, nas gerações presentes e futuras (JONAS, 2006). O conceito de Política refere-se às instituições e ações humanas que têm como objetivo organizar a vida em comunidade. Política, portanto, não abrange apenas as instituições e atores do Estado; e participar da política, consequentemente, significa se comprometer com as decisões que afetam a vida individual e coletiva, sejam elas tomadas ou não pelos representantes políticos eleitos pela população. Logo, participar da política é um ato fundamental de cidadania. A Cidadania, por sua vez, é um conceito definido pelo sociólogo Thomas Marshall como um conjunto PROJETO DE VIDA 62GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 1 de direitos civis (liberdades individuais), políticos (participação política) e sociais (saúde, educação, trabalho, etc.) e de seus deveres correspondentes que são atribuídos por um Estado-nação a seus cidadãos, com o objetivo de assegurar a coesão social e condições de dignidade para todos. Apesar da importância desse conceito de cidadania, alguns autores, como a filósofa espanhola Adela Cortina (2005), consideram que ele precisa ser ampliado para uma ideia de Cidadania Participativa, pois não basta que cada indivíduo tenha seus direitos garantidos e respeite os direitos alheios, sobretudo em um mundo em que muitos deles ainda não são assegurados para boa parcela da população. A Cidadania Participativa, portanto, abrange não apenas a garantia de direitos e o exercício de deveres, mas também o compromisso com o bem comum, traduzido na solidariedade com os problemas do mundo e no engajamento em ações que visem melhorar ou superar as demandas sociais e ambientais existentes, sejam elas de uma comunidade, uma cidade, um país ou do planeta de um modo geral. É tarefa da escola criar condições para que os jovens integrem o compromisso cidadão a seus projetos de vida, de modo que a realização pessoal esteja coordenada à responsabilidade com o bem comum (MALLIN; BALLARD; DAMON, 2015). Como é que se faz? Organizando a aula Essa é a primeira aula do tema Cidadania e Política, que compõe o Bloco 2. Convivência e PROJETO DE VIDA 63GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 1 Participação. Apresente aos estudantes o assunto , expondo que as próximas seis aulas dizem respeito à Cidadaniae Política, e que eles serão convidados a refletir sobre conceitos relacionados à convivência e à participação na esfera pública das relações sociais. Mencione que nessa aula eles irão refletir sobre os conceitos de Cidadania e Política, ambos fundamentais para que nossa inserção no mundo e a realização do projeto de vida se deem sob parâmetros de responsabilidade e compromisso social. Antes de iniciar a atividade disparadora, exponha as habilidades que a aula visa desenvolver. Despertando o interesse Incentive os estudantes a responderem às perguntas relativas à imagem. O objetivo dessas questões é que eles reflitam sobre o fato de que a convivência entre pessoas diferentes pode ser difícil e, por vezes, gerar conflitos entre interesses, crenças e valores. Em seguida, fomente uma discussão coletiva sobre as perguntas apresentadas após a imagem. A primeira questão visa provocar reflexões sobre a origem e função das regras de convivência, dos princípios e práticas morais na regulação da vida social e mediação dos conflitos que dela podem decorrer. Ao contrário de ser algo naturalmente estabelecido, a moral, a cidadania e também a política, são construções humanas, portanto, históricas, determinadas pela necessidade de regulação da vida em comunidade. A segunda questão propõe suscitar nos estudantes a percepção de que os direitos e as oportunidades de realização do bem-estar das gerações presentes resultam de conquistas históricas adquiridas pela luta de grupos sociais. Ao discutir esse assunto, verifique o que os estudantes conhecem a respeito da história de direitos como a igualdade de gênero, de raça e os direitos trabalhistas, pois, uma vez que tais conteúdos serão abordados na atividade PROJETO DE VIDA 64GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 1 1, essa seria uma oportunidade de os estudantes reconhecerem e compartilharem seus conhecimentos e lacunas sobre o tema. Construindo conhecimentos Atividade 1 Nesta atividade, os estudantes deverão fazer uma linha do tempo sobre conquistas de direitos em um dos três campos: Igualdade de gênero, Igualdade racial e Direitos trabalhistas. Recomenda-se que a atividade seja feita em grupos de 4 estudantes e que os 3 tipos de direitos sejam distribuídos de modo equilibrado entre eles. É possível, ainda, desenvolver essa e as próximas atividades em parceria com o docente de História. Alguns eventos que poderão ser indicados pelos estudantes em relação a cada direito são destacados a seguir. Igualdade de gênero 1771 - Publicação da Declaração dos Direitos da Mulher, na França, pela militante Olympe de Gouges, como uma crítica à Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, que definia direitos de igualdade e liberdade aplicados somente aos homens. 1827 – Meninas são autorizadas a frequentar a escola no Brasil. 1832 – Publicação da obra “Direitos das Mulheres e Injustiças dos Homens”, da autora Nísia Floresta, que denuncia o mito da superioridade do homem e defende a igualdade para as mulheres. PROJETO DE VIDA 65GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 1 1879 – Mulheres conquistam o direito ao acesso às faculdades. 1932 – Conquista do direito ao voto feminino, conquista que resultou da organização e luta de movimentos feministas desde o início do século XX. 1962 – Criação do Estatuto da Mulher Casada, que permitiu que mulheres casadas não precisassem mais da autorização do marido para trabalhar e também o direito à guarda dos filhos em casos de separação. 1977 – Aprovação da Lei do Divórcio, que deu às mulheres o direito de se divorciarem, embora o divórcio permanecesse por muito tempo (e em alguns contextos ainda é) mal visto socialmente. 2006 – Aprovação da Lei Maria da Penha, que pune a violência contra a mulher. 2015 – Aprovação da Lei do Feminicídio, que qualifica o homicídio contra a mulher em razão de sua condição como mulher ou em decorrência de violência doméstica como crime hediondo. 2018 – Aprovação de Lei que caracteriza o assédio (importunação sexual e violência no dia-a-dia) como crime. Igualdade racial 1600 - 1695 - Surgimento do primeiros quilombos, incluindo Palmares. PROJETO DE VIDA 66GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 1 1798 - 1838 - Revolta dos cabanos, revolta dos malês e revolta dos balaios. 1830 - Proibição do tráfico negreiro pelo tratado de Comércio Anglo-Brasileiro. 1833 - Paula Brito funda o jornal O homem de cor, primeiro a defender os direitos dos negros escravizados. 1871 - Lei do ventre livre. 1888 - Abolição da escravidão no Brasil. A data é considerada uma mentira cívica pelo movimento negro. 1910 - João Cândido, lidera a Revolta da Esquadra, também conhecida como Revolta da Chibata, pondo fim aos castigos físicos praticados contra os marinheiros. 1944 - Abdias Nascimento, funda, no Rio de Janeiro, o Teatro Experimental do Negro. 1950 - Aprovação da Lei Afonso Arinos, no Rio de Janeiro, que estabelece sanção penal à discriminação de raça, cor e religião. 1977. Surgimento do Movimento Negro Unificado (MNU), que, dentre outras ações, instituiu o Dia Nacional de Consciência Negra, em 20 de novembro. 1998. Criação do Sistema de Cotas na Universidade de Brasília (UnB), a partir do Caso Ari, em que o estudante negro de Engenharia Civil Arivaldo Lima Alves, foi o único reprovado em um projeto, apesar de possuir as melhores notas. 2003 - Regulamentação da titulação de terras quilombolas. 2010. Aprovação do Estatuto da Igualdade Racial, que prevê o estabelecimento de políticas públicas de valorização da cultura negra para a correção das desigualdades provocadas pelo sistema escravista no País. 2012 - Aprovação da Lei de Cotas para o Ensino Superior. PROJETO DE VIDA 67GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 1 Direitos trabalhistas 1800 - Promulgação do Moral and Health Act na Inglaterra, considerada a primeira lei trabalhista. 1888 - Abolição da escravidão no Brasil. 1891 - Constituição Republicana (Brasil): regulamentação do trabalho para adolescentes de 12 a 18 anos. 1931 - Getúlio Vargas regulamenta a sindicalização de trabalhadores pelo Decreto 19.770. 1934 - Constituição de 1943 prevê os direitos a salário mínimo, jornada de trabalho de 8 horas, repouso semanal, férias remuneradas e assistência médica e sanitária. 1940 - Getúlio Vargas institui o salário mínimo, cujo valor deveria ser o suficiente para atender aos gastos com moradia, saúde, alimentação, vestuário, transporte, lazer e educação. 1943 - Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), que unifica a legislação trabalhista, definindo salário mínimo, férias anuais, segurança e medicina do trabalho, proteção à mulher e ao menor de idade, previdência social, regulamentação dos sindicatos, etc. 1946 - Assembleia constituinte determina o direito à greve. 1966 - Criação do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) com o objetivo de amparar o trabalhador demitido por justa causa. 1988 - Constituição estabelece, entre outras coisas, a licença maternidade de 120 dias sem redução salarial e demissão, e a licença paternidade; PROJETO DE VIDA 68GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 1 limitação da jornada de trabalho para 8 horas diárias e 44 semanais. Abaixo consta uma possibilidade de gabarito para as respostas que os estudantes podem dar para as perguntas da atividade 1. 1) Resposta pessoal. Espera-se que o estudante seja capaz de identificar as mudanças promovidas pelo direito que foi conquistado. 2) Crises econômicas e sociais, juntamente com práticas de mobilização - espontânea ou organizada em partidos, movimentos sociais ou ONG’s - da população, são algumas das causas de transformações sociais que resultaram na conquista de direitos. 3) As respostas dos estudantes podem variar conforme os resultados de suas pesquisas. Algumas respostas que podem surgir são: a desigualdade de gênero e racial em relação ao mercado de trabalho(ocupação de cargos e remuneração salarial, por exemplo), a desigualdade de classe que acomete majoritariamente a população negra e a desigualdade de remuneração entre a classe trabalhadora e a classe detentora dos meios de produção ou mesmo entre profissões de igual qualificação formativa (um juiz e um docente, por exemplo). Atividade 2 Leia junto com os estudantes o texto sobre Cidadania e Política proposto para esta atividade. Faça pausas entre os parágrafos a fim de esclarecer dúvidas e verificar se todos compreenderam os conceitos. Depois, peça para que , ainda em grupos, respondam às perguntas subsequentes ao texto. Abaixo há um gabarito com possibilidades de resposta. 1) O conceito de cidadania formulado por Thomas Marshall refere-se à garantia de PROJETO DE VIDA 69GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 1 direitos políticos, civis e sociais ao indivíduo por um Estado-nação ao qual ele pertence, e à necessidade de respeitá-los por meio de deveres correspondentes. Todavia, não indica, explicitamente, o compromisso ativo com ações voltadas ao bem comum, tal como propõe o conceito de cidadania participativa proposto por Adela Cortina. 2) Resposta pessoal. Atividade 3 Espera-se que o estudante seja capaz de aplicar os conceitos de política e cidadania definidos no texto da Atividade 2 na interpretação do evento, por exemplo, identificando os conflitos relativos ao âmbito da vida coletiva (política), os direitos reivindicados e as ações realizadas para assegurá-los ou conquistá-los (cidadania). Vamos falar de educação socioemocional? Para exercer a cidadania, é necessário levar em conta necessidades que estão muito além dos desejos e interesses individuais. É imprescindível PROJETO DE VIDA 70GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 1 estar aberto para enxergar e reconhecer as necessidades das outras pessoas, dos diferentes grupos sociais e culturais. Assim, desenvolver a postura de abertura ao novo, à diversidade de experiências, ideias e mudanças pode ser um interessante ponto de partida. ABERTURA É a atitude de buscar conhecer o mundo pela troca de experiências práticas e concretas, antes de chegar a alguma avaliação ou conclusão sobre uma realidade sociocultural. Na sala de aula, a atitude de abertura pode ser estimulada no dia a dia através do incentivo à experimentação, seguido do compartilhamento dos diferentes aprendizados individuais proporcionados por tais vivências. Vamos a um exemplo. Durante um calendário de atividades sobre práticas culturais das diferentes regiões do país, o educador deve estimular os estudantes a incorporarem papéis sociais típicos de cada realidade. Por exemplo: “Pesquisem e escolham uma manifestação artística de cada região e a reproduzam para os demais colegas”. Imaginando danças gaúchas, o frevo pernambucano, o repente sertanejo e o rap urbano, o educador deve estar focado em estimular seus estudantes a vivenciarem a diversidade de formas de expressão artística nacional. Após a experimentação prática, deve auxiliar os jovens na identificação e compreensão das aproximações e distanciamentos entre as manifestações artísticas. “Cada dança/música que vocês representaram fala de qual sentimento?”; “É possível ter sentimentos parecidos vivendo em regiões diferentes, com realidades tão diferentes?”. “O que vocês percebem de igual entre elas? E o que percebem de diferente?”. PROJETO DE VIDA 71GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 1 O trabalho para desenvolver a atitude de abertura deve estar pautado no seguinte passo a passo: 1 - Trazer os estudantes para viverem a experiência; 2 - Auxiliá-los a incorporar e reproduzir os diferentes papéis sociais da atividade; 3 - Compartilhar em grupo as descobertas individuais sobre viver realidade nova; 4 - Auxiliá-los a perceber semelhanças e distinções entre manifestações culturais; Que tal aprender mais? Podem a ética e a cidadania ser ensinadas? Vídeo-aula ministrada pelo Prof. Dr. José Sérgio de Carvalho, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, para o curso Ética, Valores e Saúde na Escola, promovido pela USP em parceria com a Universidade Virtual do Estado de São Paulo (UNIVESP). Disponível em: link externo (Acesso em: 03/07/2020). Clique aqui para acessar o material do estudante em pdf Clique aqui para acessar o Material do Estudante Editável Referências Bibliográficas ARENDT, Hannah. A condição humana. 11. ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2010. CORTINA, A. Cidadãos do mundo: por uma teoria da cidadania. São Paulo: Edições Loyola, 2005. JONAS, Hans. O princípio responsabilidade: ensaio de uma ética para a civilização tecnológica. Rio de Janeiro: Contraponto: Ed. PUC-Rio, 2006. MALLIN, Heather; BALLARD, Parissa Jahromi; DAMON, William. PROJETO DE VIDA 72GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 1 https://www.youtube.com/watch?v=WCC2p8CFfbY https://drive.google.com/file/d/1h8jj-iLjm5twxUZFQ0s8GfbLUN2AxuDy/view?usp=sharing https://drive.google.com/file/d/1K-fbBZBSzwNclT7i5JI5Iq58DppeT_Ow/view?usp=sharing Civic Purpose: An Integrated Construct for Understanding Civic Development in Adolescence. Human Development. v. 58, p. 103-130, 2015. 75 anos da CLT: trajetória e desafios. Disponível em https://www. intersindicalcentral.com.br/75-anos-da-clt-trajetoria-e-desafios/#. XwDQE25FzIU. Acesso em: 04/07/2020. Cronologia da luta pela discriminação racial no país. Disponível em: http://www.palmares.gov.br/?p=9513. Acesso em: 04/07/2020. Terra de direitos. Disponível em: https://terradedireitos.org.br/ noticias/noticias/a-partir-de-marcos-historicos-linha-do-tempo- ilustra-conquistas-do-movimento-quilombola/22712. Acesso em: 04/07/2020. Conquistas do feminismo no Brasil. Disponível em: https:// nossacausa.com/conquistas-do-feminismo-no-brasil/. Acesso em: 04/07/2020. História do feminismo. Disponível em: https://feminismo.org.br/ historia/. Acesso em: 04/07/2020. PROJETO DE VIDA 73GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 1 PROJETO DE VIDA GUIA DO EDUCADOR TEMA: CIDADANIA E POLÍTICA TÍTULO: TEORIA DA AÇÃO COMUNICATIVA, DIREITOS HUMANOS E PROCEDIMENTOS DE DELIBERAÇÃO POLÍTICA 2º ANO TEMA 2 AULA 2 O que faremos hoje? Bloco 2 Convivência e Participação Tema Cidadania e Política Competências gerais da BNCC 1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva. 6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade. 7. Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta. 10. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários. PROJETO DE VIDA 74GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 2 Habilidades de Projeto de Vida Conhecer, valorizar e respeitar os direitos humanos, comprometendo-se com ações que visem à sua garantia. Identificar, compreender e sensibilizar-se com problemas sociais e ambientais, propondo e realizando ações voltadas ao bem comum, à justiça social, à sustentabilidade e à democracia. Argumentar, com base em fatos e dados, para negociar e defender ideiase pontos de vista em situação de debate público. Reconhecer e ser aberto à diversidade de culturas, crenças, interesses e valores, respeitá-la e mediar e resolver conflitos decorrentes da convivência coletiva de forma ética e dialógica. Objetos de conhecimento Teoria da Ação Comunicativa, direitos humanos e procedimentos de deliberação política. Tempo de aula 120 minutos O que dizem os estudiosos? Habitar um mundo no qual convivem pessoas e culturas diversas, cujos valores, crenças e interesses podem entrar em conflito, exige definir quais critérios de decisão são mais desejáveis para regular a vida coletiva, de modo a garantir a boa convivência, a dignidade e a satisfação das necessidades humanas de todas as pessoas. A definição sobre como se deve ou não agir em relação ao outro é a base fundadora do que chamamos de moral. Um importante filósofo que se dedicou a esse tema foi o alemão Jürgen Habermas ao propor a Teoria da Ação Comunicativa. Segundo essa teoria, a boa decisão moral, uma decisão justa e que considere a diversidade de necessidades e interesses de um grupo social ou da humanidade, é aquela que um conjunto de PROJETO DE VIDA 75GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 2 pessoas com pontos de vista e interesses diversos (e, por vezes, divergentes) definem como a melhor por meio de um debate em que dialogam em condições de igualdade e livres de coerções. Para Habermas, em um mundo tão diverso e atravessado por desigualdades de poder (político e econômico) e também psicológicas e de conhecimento, apenas uma ação comunicativa que se dê sob essas condições de igualdade e liberdade poderá se aproximar de critérios morais realmente justos para as pessoas envolvidas. Esse princípio, segundo Habermas, deve ser considerado tanto em um plano abstrato pelas pessoas - ao raciocinarem sobre como se deve agir (imaginando a variedade de interesses e necessidades em jogo) -, quanto orientar a definição de critérios morais que sirvam de referência para grupos sociais debaterem e entrarem em um acordo sobre normas de convivência e leis, por exemplo, por meio de mecanismos democráticos de participação política e tomada de decisões que afetam a coletividade. Como é que se faz? Organizando a aula Inicie a aula solicitando que algum estudante resuma o conceito de cidadania abordado na aula anterior. Retome o tema da aula, sem explicar os conceitos, e diga que eles farão um debate, mas reserve a explicação para mais adiante, a fim de não influenciar suas respostas para as perguntas PROJETO DE VIDA 76GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 2 disparadoras. Apresente as habilidades que a aula visa desenvolver. Despertando o interesse É comum que alguns estudantes reproduzam as afirmações por influência do que escutam sobre política. Deixe que exponham suas opiniões livremente, sem fazer correções ou direcionamentos. Espera-se que eles divirjam em relação às suas respostas e que alguns deles recorram aos conceitos de política e cidadania abordados na aula anterior para defender que a inserção em um mundo comum impossibilita estarmos isentos da esfera política (de modo que é impossível ser apolítico), e que é justamente o debate entre uma pluralidade de pontos de vista e interesses que possibilitam a construção de uma sociedade em que o bem comum seja considerado (o que contraria a ideia de que “política não se discute”). Caso os estudantes cheguem ao consenso de que todo político é corrupto, convém problematizar essa crença, questionando se conhecem, de fato, todos os políticos e a organização dos partidos para emitirem essa opinião. É importante ajudá-los a relativizar essa afirmação. O tema será retomado na Aula 3. PROJETO DE VIDA 77GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 2 Construindo conhecimentos Atividade 1 Leia o texto da Atividade 1 com os estudantes e verifique se todos compreenderam as ideias e os conceitos. Forme grupos de 6 estudantes e organize a atividade em diferentes momentos, de acordo com as seguintes orientações: 1) Os estudantes deverão elaborar uma lista dos direitos humanos fundamentais e justificá-los. Neste momento, é possível que deixem de considerar alguns direitos, incluindo aqueles que se referem a grupos sociais e identitários sem representatividade entre eles. Não faça observações a esse respeito. 2) Neste momento, os estudantes deverão considerar os direitos reivindicados por diferentes grupos sociais. Cada equipe deverá receber um papel com a indicação do grupo que deverão representar, sem que os demais saibam, para não interferir em suas decisões. Sugere-se que os grupos sociais sejam aqueles cujos interesses possuem baixa representatividade política: ambientalistas; indígenas; negros(as); mulheres; e classe trabalhadora (pequenos agricultores, operários, trabalhadores informais, docentees etc.). 3) Quando todos concluírem esta etapa, solicite que um representante de cada equipe escreva na lousa a lista dos direitos, indicando quais foram considerados na primeira etapa e quais foram considerados na segunda . 4) Cada grupo deverá analisar a lista dos colegas e verificar quais direitos se repetem, se há alguns com os quais não concordam (por exemplo, por entrar em conflito com um direito proposto por eles) e se acrescentariam algum à lista dos colegas. Neste momento, oriente-os a identificar a possível existência de interdependência entre os direitos, ou seja, o fato de que um pode complementar e/ou estabelecer limites sobre outro (por exemplo, PROJETO DE VIDA 78GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 2 o direito à liberdade de opinião é limitado, no caso de uma opinião racista, pelo direito à igualdade racial). 5) Abra uma rodada de exposição para que cada grupo apresente o que discutiu na etapa anterior. Conforme os grupos forem expondo suas conclusões, recomenda-se que, em relação aos direitos que se repetem, apenas um seja mantido na lousa e os demais apagados, de forma a encaminhar a definição dos direitos consensuados pela turma. No caso da existência de conflitos, peça que argumentem e procurem chegar a uma decisão sobre a necessidade de excluir um direito ou de incluir outro que possa mediar o conflito. Anote na lousa as propostas de novos direitos, caso surjam. 6) Defina com a turma a lista final de direitos. Neste momento, questione quais não foram considerados por cada grupo na primeira etapa e porque acham que isso aconteceu. Espera- se que reconheçam que não consideraram as necessidades de alguns grupos sociais, talvez por não serem afetados por seus problemas. Mencione que também nas instituições políticas do Estado há coletividades sub representadas, sem representantes diretos (indígenas, por exemplo) e/ou cujos direitos não são colocados em pauta. Solicite que anotem em seus cadernos a lista de direitos elaborada pela turma com o título Declaração de Direitos Humanos. Pode-se solicitar que um ou mais estudantes elaborem um painel e fixem-no na sala de aula, para que seja revisado ao longo das próximas aulas e também para que sirva de referência para a convivência com os docentes e com seus pares. Atividade 2 Após realizarem a simulação do fórum de debate político, os estudantes deverão responder a algumas perguntas que visam aprofundar o conhecimento. Abaixo, há uma possibilidade de gabarito: PROJETO DE VIDA 79GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 2 1) Tais espaços são ocupados por representantes eleitos pela população, os quais irão decidir sobre temas de interesse comum. Tal eleição deveria ser feita, idealmente, segundo a afinidade do eleitor com a plataforma política de seu representante, porém, muitos eleitores desconhecem o programa de governo dos candidatos no período eleitoral. Além disso, nem sempre os representantes políticos atendem às necessidades de grupos minoritários, sendo mais comumque atendam a interesses dos economicamente dominantes. Na simulação, buscou-se dar voz às demandas desses grupos sociais, de modo a elaborar uma Declaração de Direitos Humanos que atendesse a uma diversidade de necessidades e interesses de maneira justa, conforme os princípios da Teoria da Ação Comunicativa. 2) Resposta pessoal. Vamos falar de educação socioemocional? Para avançar mais um passo no desenvolvimento da cidadania, vamos abordar uma atitude fundamental para conhecer e compreender as variadas realidades humanas: a curiosidade. PROJETO DE VIDA 80GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 2 CURIOSIDADE É explorar e descobrir, interessar-se pela experiência contínua por si só. É se sentir gratificado por caminhar em direção a uma resposta, envolver-se em uma nova experiência ou aprender algo novo. Assim, para acessar conjuntos de valores e culturas diferentes dos nossos, além da postura de abertura ao novo e de experimentação do desconhecido, é necessário um interesse genuíno pelas informações e características da nova cultura. A curiosidade é o hábito de fazer perguntas e investigar respostas para os questionamentos levantados. Pessoas curiosas estão interessadas em explorar novas ideias, atividades e experiências, assim como têm um forte desejo de aumentar seu conhecimento pessoal. Para exercitar a curiosidade de seus estudantes em sala, fique atento a dois grupos: aqueles que já demonstram uma curiosidade natural e aqueles que parecem mais receosos ou desconfortáveis. Para o primeiro grupo, faça perguntas que os direcione sempre para um nível maior de profundidade sobre a atividade ou tarefa: “Você já descobriu como isso funciona?”, “Seria incrível se você pudesse me explicar como fazer...”, “O que você acha de pesquisar como isso pode ajudar a vida das pessoas?”, “Como você acha que isso pode ajudar alguém de que você gosta?”. Para o segundo grupo, ofereça-se para estar junto durante os primeiros passos da experiência/ descoberta, ou chame um colega do primeiro grupo para fazer dupla com ele: “Mostre ao seu colega como não precisa ter medo”; “Agora que você viu seu amigo fazer, encontre seu jeito de fazer”, “O que você sabia antes dessa experiência e agora PROJETO DE VIDA 81GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 2 descobriu”, “Você pode usar isso na sua vida com sua família? Como seria?”. A ideia é desenvolver neles o hábito de criar perguntas sobre as tarefas e atividades e buscarem respondê-las sozinhos ou com ajuda dos colegas. O próximo passo é colocar os estudantes para fazerem as perguntas entre si, durante os exercícios, e irem se revezando entre o papel de perguntar e o papel de investigar respostas. Que tal aprender mais? Práticas de deliberação O capítulo da obra Práticas morais: uma abordagem sociocultural da educação moral, do docente e pesquisador da Universidade de Barcelona, Josep Puig, aborda a importância das práticas deliberativas democráticas, em consonância com a teoria da Ação Comunicativa de Jürgen Habermas, para o desenvolvimento da personalidade moral dos jovens no contexto escolar. PUIG, J. M. Práticas de deliberação. In:______. Práticas morais: uma abordagem sociocultural da educação moral. São Paulo: Moderna, 2004. Livro disponível gratuitamente no link externo. Clique aqui para acessar o material do estudante em pdf Clique aqui para acessar o Material do Estudante Editável Referências Bibliográficas PROJETO DE VIDA 82GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 2 http://www.each.usp.br/uliarau/wp-content/uploads/2019/10/07.pdf https://drive.google.com/file/d/1jSVBAA2kGX2DV-4BqxLAaYDJ-XRFta-3/view?usp=sharing https://drive.google.com/file/d/1U2BOxwM6hEOlc3xB-qCuAxiDk1HEY3U6/view?usp=sharing ARENDT, Hannah. A condição humana. 11. ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2010. HABERMAS, Jürgen. Consciência moral e agir comunicativo. Trad. Guido A. de Almeida. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1989. NOBRE, Marcos Severino. A Teoria Crítica. São Paulo: Zahar, 2004. PUIG, J. M. A construção da personalidade moral. São Paulo: Ática, 1998. PROJETO DE VIDA 83GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 2 PROJETO DE VIDA GUIA DO EDUCADOR TEMA: CIDADANIA E POLÍTICA TÍTULO: PRÁTICAS DE CIDADANIA 2º ANO TEMA 2 AULA 3 O que faremos hoje? Bloco 2 Convivência e Participação Tema Cidadania e Política Competências gerais da BNCC 1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva. 6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade. 8. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza. Habilidades de Projeto de Vida Conhecer e valorizar iniciativas individuais e coletivas que podem ser consideradas ética e moralmente exemplares, avaliar seus impactos nos indivíduos e na sociedade, bem como identificar sua integração aos projetos de vida de seus agentes. Reconhecer os valores, pensamentos, sentimentos e hábitos e regular as próprias condutas. Reconhecer as responsabilidades pessoais com as demandas do mundo comum e atribuir sentido ético e sociopolítico ao projeto de vida, comprometendo-se com ações individuais e coletivas voltadas ao bem comum. PROJETO DE VIDA 84GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 3 Objetos de conhecimento Práticas de cidadania. Materiais Dispositivos para a realização de pesquisa na internet. Tempo de aula 120 minutos O que dizem os estudiosos? A cidadania deve ir além da atribuição de direitos e do dever em não violá-los. À ideia de cidadania deve se somar o sentimento de solidariedade e o compromisso social, traduzindo- se no engajamento dos cidadãos em práticas voltadas à garantia e defesa do bem comum e da dignidade humana, bem como à ampliação da democracia, da igualdade social e da sustentabilidade. A cidadania ativa pode ser exercida mediante diversos tipos de práticas, que podemos classificar em diferentes níveis (CORTINA, 2005; PUIG et al, 2010). O primeiro nível de práticas de cidadania que podemos mencionar envolve aquelas realizadas no âmbito do poder do Estado pelos órgãos que o constituem e pelos representantes eleitos: na formulação e aprovação de leis; na realização de projetos e de políticas públicas; na denúncia e fiscalização de ações etc. O segundo nível de prática é exercido pela sociedade civil organizada em partidos políticos, PROJETO DE VIDA 85GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 3 movimentos sociais e Organizações Não Governamentais (ONG’s), que podem atuar propondo, denunciando, fiscalizando e também participando da formulação de políticas públicas por meio de órgãos com função consultiva e deliberativa. Tais instituições também costumam reivindicar a garantia e a ampliação de direitos de determinados grupos sociais (classe trabalhadora e população indígena, por exemplo) e o atendimento a demandas de interesse coletivo (preservação ambiental, por exemplo). Outro tipo de prática de cidadania se dá no nível das ações comunitárias, realizadas por pessoas que se organizam para atender uma ou mais necessidades sociais. Também podemos mencionar o consumo consciente como uma prática de cidadania. O boicote a produtos e empresas que violam direitoshumanos ou causam degradação ecológica, bem como a priorização de produtos e empresas com responsabilidade socioambiental é uma prática que incide sobre o bem comum. No atual contexto histórico, em que o mundo digital está cada vez mais presente em nossas vidas, protestos e campanhas nas redes sociais, que visam promover a igualdade, o respeito à diversidade, a democracia e a conservação ecológica, também podem ser considerados um tipo de prática de cidadania, pois, eventualmente, podem exercer pressão sobre políticos e sensibilizar a população sobre determinados temas de interesse social. Os hashtags (#), por exemplo, junto a ações das mídias analógicas (rádio, jornal e televisão) que pautam questões sociais, podem ser práticas de cidadania pela via da comunicação. Por fim, vale mencionar que cada um de nós exerce a cidadania por meio do voto consciente e do acompanhamentos das ações dos políticos eleitos. Além disso, enquanto cidadãos, todos temos as ruas e praças como espaço de resistência frente à imposição de retrocessos sociais e de reivindicação PROJETO DE VIDA 86GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 3 de direitos. Afinal, desde a Grécia Antiga até os dias de hoje, o espaço público ainda é o principal espaço de exercício da cidadania e construção de uma sociedade mais justa, democrática e sustentável. Como é que se faz? Organizando a aula Essa aula necessitará de recursos para os estudantes realizarem pesquisa na internet. Reserve a sala de informática com antecedência ou verifique a possibilidade de os estudantes utilizarem seus celulares para realizarem a pesquisa. Antes de apresentar as habilidades da aula, escreva na lousa as seguintes palavras: manifestação política; coleta seletiva; deliberação de parlamentares; votação; mutirão em comunidade. Peça para os estudantes responderem se já realizaram alguma delas e o que elas têm em comum. Caso eles respondam que tratam-se de ações de cidadania, pergunte a eles por que elas podem ser classificadas dessa forma. Espera-se que, com base nos conceitos já abordados , sejam capazes de afirmar que todas elas são direcionadas ao bem comum. Apenas uma ressalva deve ser feita nesse tocante: manifestações políticas que afrontam a democracia e os direitos humanos não podem ser consideradas práticas de cidadania. Despertando o interesse Distribua para os estudantes a Ficha de Atividades dessa aula (Aula 3 - Práticas de cidadania). Peça para eles observarem as imagens e responderem oralmente às seguintes perguntas: PROJETO DE VIDA 87GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 3 “Você já realizou alguma dessas ações? O que elas têm em comum”. Verifique se os estudantes já se envolveram em práticas de cidadania e estimule-os a conhecer mais possibilidades para se engajarem. Construindo conhecimentos Atividade 1 Organize a turma em grupos de 4 estudantes e delegue a cada um deles a tarefa de pesquisar um dos tipos de prática de cidadania mencionadas no texto. Abaixo, seguem alguns conteúdos que poderão constar em cada tipo de prática como resultado de suas pesquisas. - Poder do Estado pelos órgãos que o constituem e pelos representantes eleitos. Espera-se que os estudantes mencionem projetos de lei, comissões parlamentares de inquérito (CPI’s), frentes parlamentares, políticas públicas, ações do Superior Tribunal Federal (STF), entre outras práticas. - Sociedade civil organizada em partidos políticos, movimentos sociais e Organizações Não Governamentais (ONG’s). Espera-se que os estudantes mencionem projetos de iniciativa popular, organização de manifestações de rua, campanhas, participação em conselhos, projetos de desenvolvimento social e comunitário, entre outras práticas desenvolvidas por essas instituições. - Ações comunitárias. Espera-se que os estudantes mencionem mutirões, intervenções junto a subprefeituras, gestão de praças e hortas comunitárias, entre outras práticas. - Consumo consciente. Espera-se que os estudantes mencionem iniciativas que levaram ao boicote em massa a produtos (alimentos, roupas, etc) e empresas vinculados a práticas que violam direitos humanos e geram degradação ambiental e/ou ao incentivo ao consumo de produtos e empresas de produção PROJETO DE VIDA 88GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 3 local/regional, que promovem a cultura, a inclusão social ou a sustentabilidade. - Protestos e campanhas nas redes sociais. Espera-se que os estudantes mencionem iniciativas nas redes sociais que tiveram grande alcance sobre a opinião pública ou mesmo que repercutiram sobre a política institucional, por exemplo, fazendo com que representantes políticos revogassem uma medida provisória. Concluída a pesquisa, organize a turma para que cada grupo compartilhe o resultado da pesquisa. Atividade 2 Anote no quadro os itens da lista coletiva sugeridos pelos estudantes. É importante mediar esse momento, verificando se as ações propostas por eles são pertinentes e se há práticas análogas que podem ser agrupadas. Depois, eles deverão marcar as práticas que já realizaram, de modo a obterem insumos para refletir sobre seu papel como cidadão. Registrando o aprendizado Atividade 3 Nesta atividade, os estudantes deverão refletir sobre seu papel como cidadãos e sobre a possibilidade de uma ou mais práticas de cidadania inspirarem seu projeto de vida. Sobre isso, é importante destacar que o compromisso social pode ser uma fonte de projetos de vida. Convide-os a pesquisarem histórias de pessoas que fizeram desse tema seu projeto de vida. PROJETO DE VIDA 89GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 3 Vamos falar de educação socioemocional? A jornada de desenvolvimento da cidadania, chega agora na capacidade de perceber a experiência pessoal, subjetiva e emocional das outras pessoas: a empatia. EMPATIA É a atitude de se colocar no lugar de outra pessoa, fazendo conexão com as emoções e sentimentos que ela experimenta e conseguindo compreendê- la emocionalmente. Afinal, para atingir a consciência social sobre a igualdade de direitos e oportunidades entre os diversos grupos socioculturais, parece indispensável compreender empaticamente suas realidades. As pessoas se colocam no lugar do outro quando, conectando-se com ele, conseguem PENSAR e SENTIR como ele, dentro do recorte do que está sendo contado/falado/narrado/observado/ compartilhado. PROJETO DE VIDA 90GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 3 Para fazer conexão com as emoções do outro, é preciso buscar em nossas memórias afetivas, nas histórias que vivemos, alguma situação que tenha despertado/impactado a nós de forma semelhante a que nosso interlocutor tem despertado dentro de si, enquanto conta seu relato. Não é preciso viver o mesmo que ele. E, sim, buscar na sua história e nas suas memórias situações em que você sentiu a emoção que ele está sentindo. E, então, você o COMPREENDE emocionalmente e alcança a EMPATIA efetivamente. Para exercitar a empatia de seus estudantes em sala, é fundamental aproveitar as tarefas e atividades do dia a dia para que eles pratiquem variados papéis sociais e reconheçam, gradativamente, o lugar emocional de ocupar determinada função. Vamos exemplificar. Durante apresentações em grupo, o educador deve estimular os estudantes a reconhecerem o que sentem quando praticam os vários papéis envolvidos na situação, a saber, o de “falar pelo grupo”, ou “assistir à apresentação dos membros de seu grupo”, ou “assistir à apresentação dos outros grupos”, ou “receber resultado da avaliação do estudante”. Cada um desses papéis desperta sentimentos diferentes. Saber, por exemplo, o que o colega do outro grupo sente enquanto se apresenta na frente de todos, passa por entrar em contato com o que cada um sentiu em sua experiência individual, quando praticava o papel de se apresentar. Dessemodo, o educador deve fazer os estudantes ocuparem funções diferentes, numa mesma situação, e estimular o compartilhamento dos sentimentos que cada um viveu quando desempenhando cada vivência específica . PROJETO DE VIDA 91GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 3 Que tal aprender mais? Cidadania e Democracia Nesse artigo, a pesquisadora Maria Victoria Benevides aborda a ampliação dos mecanismos de participação democrática e sua relação com o conceito de cidadania ativa. BENEVIDES, Maria Victoria de Mesquita. Cidadania e democracia. Lua Nova, São Paulo , n. 33, p. 5-16, 1994. Disponível em: link externo (Acesso em: 06/07/2020). Clique aqui para acessar o material do estudante em pdf Clique aqui para acessar o Material do Estudante Editável Referências Bibliográficas BENEVIDES, Maria Victoria de Mesquita. Cidadania e democracia. Lua Nova, São Paulo , n. 33, p. 5-16, 1994 . CORTINA, A. Cidadãos do mundo: por uma teoria da cidadania. São Paulo: Edições Loyola, 2005. PUIG, J. M. (Coord.) Entre todos: compartir la educación para la ciudadanía. Barcelona: Horsori Editorial, 2010. cap. 2. p. 33-46. PROJETO DE VIDA 92GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 3 https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-64451994000200002 https://drive.google.com/file/d/1uMhJC7zhJuszdheBzDexJuMjv57Ar_OQ/view?usp=sharing https://drive.google.com/file/d/1ruRps7dq7SJvaBJ-4OC47oKetHRpw8I4/view?usp=sharing PROJETO DE VIDA GUIA DO EDUCADOR TEMA: CIDADANIA E POLÍTICA TÍTULO: DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS 2º ANO TEMA 2 AULA 4 O que faremos hoje? Bloco 2 Convivência e participação Tema Cidadania e Política Competências gerais da BNCC 1.Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva. 5. Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva. 7. Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta. 9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza. PROJETO DE VIDA 93GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 4 Habilidades de Projeto de Vida Conhecer, valorizar e respeitar os direitos humanos, comprometendo-se com ações que visem à sua garantia. Reconhecer e ser aberto à diversidade de culturas, crenças, interesses e valores, respeitá-la e mediar e resolver conflitos decorrentes da convivência coletiva de forma ética e dialógica. Identificar, compreender e sensibilizar-se com problemas sociais e ambientais, propondo e realizando ações voltadas ao bem comum, à justiça social, à sustentabilidade e à democracia. Objetos de conhecimento Declaração Universal dos Direitos Humanos Materiais Acesso aos computadores e internet pelos estudantes. Tempo de aula 120 minutos O que dizem os estudiosos? A Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) é um marco na história. Nascida no pós Segunda Guerra Mundial e com representantes de 58 países (chamados Estados-membros), a Organização das Nações Unidas (ONU) reuniu-se em Assembleia Geral para elaboração de um documento capaz de promover a paz, a justiça e a democracia entre os diferentes países e povos. A reunião contou com representantes de diversos países, com a finalidade de contemplar uma ampla diversidade de crenças, valores e modos de vida, tal como preconizado pela Teoria da Ação Comunicativa de Habermas (ver Aula 2). O resultado foi a promulgação da DUDH, contendo 30 artigos que defendem os direitos básicos de todos os seres humanos, como o direito à vida, à segurança social, à liberdade de expressão, sem qualquer distinção de cor, religião, sexo ou visão política. PROJETO DE VIDA 94GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 4 Atualmente, a DUDH é assinada por 193 países e seu documento principal serve de referência para leis e tratados internacionais. O Brasil foi um dos países que assinou o documento , assumindo o compromisso de cumprir com os direitos básicos em seu território. Apesar de não ter força de lei sobre os Estados-membros, a declaração tem força moral, ao representar o consenso de diversos países. Algumas características importantes da DUDH: ● Os direitos humanos são universais, ou seja, aplicados a todas as pessoas; ● Os direitos humanos são inalienáveis, o que significa que nenhum indivíduo pode ser privado de seu direito (somente limitados em situações específicas); ● Os direitos humanos são indivisíveis, inter- relacionados e interdependentes, ou seja, a violação de algum direito interfere em outros. Apesar dos avanços na consolidação do tema , ainda temos grandes violações de direitos básicos em todo o mundo, como a privação do acesso à alimentação, à moradia, à água potável, à educação, ainda existem casos de tortura, prostituição infantil, trabalhos em condições similares à escravidão, entre outras. Por isso, a luta pela garantia dos direitos humanos deve continuar! Como é que se faz? Organizando a aula Para esta atividade, será necessário acesso à internet e computadores para os estudantes. PROJETO DE VIDA 95GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 4 Despertando o interesse Apresente a questão disparadora aos estudantes e ajude-os a reconstruir a história da Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH). Faça uma chuva de ideias, relembrando pontos como: ● o período de duração da Segunda Guerra Mundial (1939-1945); ● o contexto que o mundo vivia após as atrocidades da Segunda Guerra Mundial (campos de concentração, câmaras de gás, experimentos com humanos, bombas atômicas, etc); ● criação da Organização das Nações Unidas (ONU) em 1945, com o objetivo de firmar a paz entre os países; ● data da promulgação da DUDH (10 de dezembro de 1948) e a composição plural e democrática da Assembléia Geral. Neste momento, mencione que a simulação que os estudantes fizeram na Aula 2 buscou reproduzir as condições em que a DUDH foi formulada, sob inspiração da Teoria da Ação Comunicativa de Habermas. Como sugestão, pode-se utilizar esses conhecimentos prévios para construir na lousa uma breve linha do tempo. Construindo conhecimentos Atividade 1 Leia coletivamente a atividade e peça para que os estudantes observem as ilustrações. Em seguida, solicite que eles façam duplas e busquem o documento oficial da DUDH na internet. Disponível em: link externo. (Acesso em 3 de julho de 2020). PROJETO DE VIDA 96GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 4 https://nacoesunidas.org/wp-content/uploads/2018/10/DUDH.pdf Dê o tempo necessário para que façam a leitura a DUDH e relacione seus artigos às ilustrações. Abra para a discussão e estimule os estudantes a apresentarem suas respostas. Segue o gabarito para auxiliá-lo na condução da discussão: 1. Artigo 2º: Todo ser humano tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, idioma, religião, opinião política ou de outra natureza, origemnacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição. 2. Artigo 24º: Todo ser humano tem direito a repouso e lazer, inclusive à limitação razoável das horas de trabalho e a férias remuneradas periódicas. 3. Artigo 13º: Todo ser humano tem direito à liberdade de locomoção e residência dentro das fronteiras de cada Estado. 2. Todo ser humano tem o direito de deixar qualquer país, inclusive o próprio, e a este regressar. 4. Artigo 14º: Todo ser humano, vítima de perseguição, tem o direito de procurar e de gozar asilo em outros países. 5. Artigo 4º: Ninguém será mantido em escravidão ou servidão; a escravidão e o tráfico de escravos serão proibidos em todas as suas formas. PROJETO DE VIDA 97GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 4 6. Artigo 21º: Todo ser humano tem o direito de fazer parte no governo de seu país diretamente ou por intermédio de representantes livremente escolhidos. 7. Artigo 19º: Todo ser humano tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e ideias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras. 8. Artigo 26º: Todo ser humano tem direito à instrução. A instrução será gratuita, pelo menos nos graus elementares e fundamentais. A instrução elementar será obrigatória. A instrução técnico-profissional será acessível a todos, bem como a instrução superior, baseada no mérito. Atividade 2 Solicite que algum estudante leia o enunciado da atividade. Forme grupos de até 6 pessoas e encaminhe-os para a primeira etapa do trabalho. Fique à disposição para qualquer dúvida que possa surgir. Destaque que o vídeo deve conter o problema (algum direito humano violado) e, no mínimo, duas práticas de cidadania como propostas de solução. Durante a pesquisa na internet sobre notícias que violam os direitos humanos, sugira que o grupo se divida em duplas para dar celeridade às buscas nos computadores. Porém, aconselhe-os a sentarem-se próximo uns dos outros, para que possam se comunicar. Também sugira que eles pesquisem sobre os tipos de vídeos, para ajudar na escolha do formato do filme. No material dos estudantes, há uma sugestão de site que apresenta várias possibilidades de produção audiovisual. Circule pela sala, atentando-se às discussões. Caso perceba grupos com temáticas semelhantes, assegure-se de que a condução do enfoque está PROJETO DE VIDA 98GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 4 diferente ou então aconselhe-os a trocar de tema. Ressalte a importância do produto final ser um vídeo, que será apresentado na última aula desse tema (Aula 6). Peça para eles planejarem o cenário e os personagens para que possam trazer os materiais necessários para a gravação do vídeo na próxima aula, e que não se esqueçam dos aparelhos telefônicos, carregadores e cabos para a filmagem e edição do vídeo. Registrando o aprendizado Atividade 3 No final da aula, solicite que cada estudante escolha uma palavra que represente o aprendizado do dia e compartilhe-a em uma roda de fechamento deste encontro . Vamos falar de educação socioemocional? No caminho de reconhecer e compreender a variedade de necessidades entre as pessoas, os grupos sociais e as realidades culturais, encontramos muitas divergências e até mesmo discordâncias. Assim, se o desenvolvimento da cidadania exige o exercício do acolhimento empático, por outro lado, implica na aprendizagem colaborativa para além das diferenças. PROJETO DE VIDA 99GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 4 COLABORAÇÃO É a atitude de se comprometer com os objetivos do grupo ao qual pertence ou com o bem-estar do grupo como um todo. A capacidade de unir forças através do que existe de semelhante é uma das sementes da colaboração. Trabalhar em sala de aula para desenvolver o espírito colaborativo é ajudar os alunos a enxergarem os pontos de união entre eles, apesar de todas as prováveis diferenças. Buscar na natureza, animais e cadeias alimentares que funcionam baseadas no relacionamento colaborativo é uma opção de introduzir esse aprendizado. Em seguida, propor atividades em grupo em que cada membro realize uma função indispensável para o alcance do resultado é um segundo passo interessante. Durante a execução da atividade, o educador deve orientar os alunos a se observarem entre si: “Pergunte ao seu colega de equipe: precisa de ajuda para terminar?; “Pergunte de que forma você pode ajudá-lo a avançar mais rápido”, “Se é você quem precisa de um apoio, peça ajuda ao seu colega de equipe”, “Diga para ele o que pode fazer para vocês somarem forças e terminarem juntos essa etapa”. O trabalho para desenvolver a atitude colaborativa deve estar pautado no seguinte passo a passo: PROJETO DE VIDA 100GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 4 1 - Trazer os alunos para experimentarem a atividade em grupo; 2 - Auxiliá-los a observar a relevância do papel de cada colega para a realização completa da atividade; 3 - Orientá-los a pedir ajuda um para o outro quando necessário, evidenciando a potência do somatório dos esforços; 4 - Auxiliá-los a revezarem os papéis de ajudar e receber ajuda dentro do grupo; 5 - Estimulá-los a compartilhar as vantagens de realizar atividades de forma colaborativa. Que tal aprender mais? Brasil: Desafios e conquistas após 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Essa é uma entrevista com Maurizio Giuliano, diretor do Centro de Informações das Nações Unidas no Rio de Janeiro, que aconteceu em 2018. Ele lista alguns avanços, como a melhora do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), na saúde e na educação. No entanto, enfatiza que alguns desafios precisam ser superados, como o racismo e os índices de segurança. Disponível em: link externo. Clique aqui para acessar o material do estudante em pdf Clique aqui para acessar o Material do Estudante Editável Referências Bibliográficas DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS. Disponível em:https://nacoesunidas.org/wp-content/uploads/2018/10/DUDH. PROJETO DE VIDA 101GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 4 https://news.un.org/pt/story/2018/12/1651291 https://drive.google.com/file/d/1ZjEK-6l-dhd7Y3HmBSk_tkwZKnRBYZ46/view?usp=sharing https://drive.google.com/file/d/1YXpm9OkSjGOxa5SkKdVsqXgzRplWbA_X/view?usp=sharing pdf. Acesso em 02 jul. 2020. NAÇÕES UNIDAS BRASIL. O que são direitos humanos? Disponível em: https://www.unicef.org/brazil/o-que-sao-direitos-humanos 70 ANOS DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS. Disponível em:https://www.direitoshumanos70anos.com/. Acesso em 03 jul. 2020. PROJETO DE VIDA 102GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 4 PROJETO DE VIDA GUIA DO EDUCADOR TEMA: CIDADANIA E POLÍTICA TÍTULO: CIDADANIA E POLÍTICA 2º ANO TEMA 2 AULA 5 O que faremos hoje? Bloco 2 Convivência e participação Tema Cidadania e Política Competências gerais da BNCC 1.Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva. 5. Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva. 7. Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta. 9. Exercitar aempatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza. PROJETO DE VIDA 103GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 5 Habilidades de Projeto de Vida Conhecer, valorizar e respeitar os direitos humanos, comprometendo-se com ações que visem à sua garantia. Reconhecer e ser aberto à diversidade de culturas, crenças, interesses e valores, respeitá-la e mediar e resolver conflitos decorrentes da convivência coletiva de forma ética e dialógica. Identificar, compreender e sensibilizar-se com problemas sociais e ambientais, propondo e realizando ações voltadas ao bem comum, à justiça social, à sustentabilidade e à democracia. Objetos de conhecimento Cidadania e política Materiais Acesso aos computadores e internet pelos estudantes. Tempo de aula 120 minutos O que dizem os estudiosos? Infelizmente, o Brasil apresenta permanentes violações dos direitos humanos em algumas esferas, apesar de avanços significativos em outras. Essa avaliação é realizada pelo Conselho dos Direitos Humanos, responsável por revisar as políticas públicas e publicar recomendações para melhorar a situação dos direitos humanos no país. Na última Revisão Periódica Universal (RPU), ocorrida em 2017, o Brasil recebeu 246 recomendações. Uma delas é sobre a segurança pública, que viola o direito à vida. O número de homicídios continua alarmante e o foco dessa violência recai sobre a população jovem, negra e pobre. A situação se torna ainda mais grave quando os dados indicam que grande parte dessas mortes são causadas por policiais, que também é uma categoria profissional vítima da violência. PROJETO DE VIDA 104GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 5 Algumas recomendações dirigidas ao Brasil, de acordo com os Estados-membros da ONU, são: treinamento das forças policiais, pedido de rejeição das propostas de redução da maioridade penal, estabelecimento de metas para redução das mortes provocadas por policiais em até 10%, criação de um código de condutas para o uso da força em protestos e manifestações, reforma do sistema penitenciário, sugestão de sentenças alternativas à prisão, entre outras. Outra constante violação diz respeito às ameaças e mortes de líderes indígenas, quilombolas, camponeses e daqueles que defendem os recursos naturais. Os conflitos por terras e recursos ambientais provocam dezenas de mortes por ano. No entanto, o direcionamento de políticas e recursos para esses setores ainda são negligenciados. Como recomendações, apresentaram: assegurar recursos para a Fundação Nacional do Índio (FUNAI), fortalecer a coordenação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), aumentar a participação dos indígenas na política, estabelecer mecanismos para erradicar o estigma e a discriminação contra povos minoritários, entre outras. Também houve um número significativo de recomendações para combater o racismo estrutural, a violência contra as mulheres, contra jornalistas e defensores dos direitos humanos, para combater a pobreza, para garantir o direito das pessoas LGBTQIA+ e melhorar as políticas de educação. PROJETO DE VIDA 105GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 5 Como é que se faz? Organizando a aula Para esta atividade, será necessário o acesso à internet e a computadores ou tablets. Despertando o interesse Inicie a aula recuperando as discussões feitas na aula anterior. Para isso, peça que os grupos apresentem brevemente seus planejamentos. Permita que estudantes dos outros grupos façam comentários e sugestões, a fim de colaborar com o refinamento do projeto alheio. Construindo conhecimentos Atividade 1 PROJETO DE VIDA 106GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 5 Faça a leitura coletiva da atividade. Fique à disposição em caso de dúvidas. No momento de gravação, permita que os estudantes explorem outros ambientes, além da sala de aula, como pátios e corredores. Se possível, libere- os para gravações externas, ao redor da escola, após autorização dos responsáveis. Estimule-os a aprender sobre edição de vídeos em sites da Internet e incentive a participação de todos na confecção do projeto, reforçando a importância da divisão das tarefas. Registrando o aprendizado Atividade 2 No final da aula, abra uma roda de conversa para que os grupos compartilhem como foi a gravação do vídeo, se todos conseguiram finalizá-la e, caso não a tenham terminado, como irão se organizar para solucionar a questão. Vamos falar de educação socioemocional? O grande Darwin tentou nos ensinar: quanto maior a quantidade de mutações de nossos genes, maior a variedade de combinações de diferentes tipos humanos. Desse modo, quanto mais diversos formos, maiores são nossas chances de adaptação e sobrevivência. A mensagem é muito clara: a evolução humana é diretamente proporcional à diversidade, e vida evolui na mesma direção da diversidade. PROJETO DE VIDA 107GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 5 DIVERSIDADE É a atitude de conviver de forma harmônica com pessoas de origens, naturezas e características variadas e diferentes. Uma pessoa com postura favorável à diversidade, busca incluir e integrar as singularidades individuais à harmonia coletiva. Como temos visto, falar de cidadania é falar de semelhanças e diferenças, de convergências e divergências. É a busca por assegurar alguma igualdade numa realidade tão repleta de diversidade. Assim, aprender a conviver, respeitar, incluir e integrar a diversidade humana se revela primordial para o fortalecimento da cidadania. Na sala de aula, o trabalho para desenvolver atitudes de inclusão e integração da diversidade pode ser mais natural do que se imagina, basta observar os próprios alunos e suas particularidades. Afinal, as diferenças começam nas características físicas, como cor da pele, altura, peso, tipos e cortes de cabelo, timbres de voz, passa pelas preferências de entretenimento, como estilo musical, manifestação artístico-esportiva e tribos geracionais, até chegar às expressões identitárias como espiritualidade, afetividade e sexualidade. Vamos exemplificar. Aproveitando a riqueza da própria interação dos alunos entre si, ao surgir uma PROJETO DE VIDA 108GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 5 brincadeira ou piada de tom e intenção duvidosa, o educador deve interromper a atividade e confrontar a turma: “Levanta a mão quem se sentiria mal se fosse alvo desse comentário”, “Vocês que levantaram a mão, falem, um de cada vez, como se sentiriam”, “Quem de vocês já se sentiu assim ou de forma parecida com isso?” “O que vocês gostariam que os outros soubessem sobre como é se sentir assim?”; “Agora, vocês que não levantaram a mão, de onde imaginam que veio esse comentário, ou quem vocês ouviram fazê-lo?”; “Vocês imaginavam que esse simples comentário estava associado a uma história de direitos humanos violados?”. Compreendendo que o cenário da diversidade está posto, o educador deve estimular a reflexão e o questionamento, por exemplo, sobre a origem de comentários preconceituosos e comportamentos discriminatórios dentro da turma mesmo. Que tal aprender mais? Como criar uma esquete O site apresenta passo a passo para criar uma esquete. Disponível em: link externo. (Acesso em: 04 jul. 2020). 20 ideias de vídeos criativos para você gravar O site apresenta algumas sugestões de vídeos. Disponível em: link externo. (Acesso em: 04 jul. 2020). 7 dos melhores editores de vídeo gratuitos para Windows O site apresenta 7 editores de vídeo, bem PROJETO DE VIDA 109GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 5 https://pt.wikihow.com/Criar-uma-EsqueteJuvenil 185 Aula 3 - Processo criativo 194 Aula 4 - As artes como ferramenta de transformação social; conceito de arte contemporânea 204 Aula 5 - Arte e engajamento social; arte como fonte de projetos de vida 214 Aula 6 - Gênero textual do manifesto e projeto de vida 222 Avaliação em Projeto de Vida 4 230 PROJETO INTERDISCIPLINAR 2º ANO: “Projeto Social” 231 PROJETO DE VIDA 7 PROJETO DE VIDA GUIA DO EDUCADOR TEMA: AUTOESTIMA TÍTULO: AUTOCONCEITO 2º ANO TEMA 1 AULA 1 O que faremos hoje? Bloco 1 Autoconhecimento e identidade Tema Autoestima Competências gerais da BNCC 7. Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta. 8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, compreendendo- se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas. Habilidades de Projeto de Vida Reconhecer os valores, pensamentos, sentimentos e hábitos e regular as próprias condutas. Compreender que a autoestima é influenciada por fatores subjetivos e socioculturais e ser capaz de elaborar uma representação positiva de si mesmo. Objeto de conhecimento Autoconceito Tempo de aula 120 minutos PROJETO DE VIDA 8GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 1 O que dizem os estudiosos? Assim como elaboramos conceitos sobre o mundo físico e social com a finalidade de compreendê-lo e explicá-lo, conceituamos a nós mesmos. O autoconceito engloba o conhecimento e a avaliação que formulamos sobre nós, não só em relação às características físicas, mas também psicológicas, sociais e comportamentais (DAMON; HART, 1988; HARTER, 2012; SILVA, 2020). O julgamento valorativo que fazemos dessas características e que gera um sentimento positivo ou negativo é o que denominamos autoestima. A autoestima é, portanto, o valor que cada indivíduo atribui a si de um modo geral ou a algumas de suas características, podendo essa valoração ter valência positiva ou negativa. Dizemos que uma pessoa possui autoestima positiva quando, em geral, atribui valor positivo a si mesma. Ao contrário, uma pessoa com autoestima baixa costuma atribuir valor negativo a si. O autoconceito é uma construção intersubjetiva, ou seja, é algo que cada sujeito constrói na interação com outras pessoas e com a cultura na qual está inserido. Sua formulação, portanto, resulta de um procedimento pessoal de reflexão sobre si e sobre o mundo, e de escolhas pessoais, ao mesmo tempo em que recebe forte influência do meio externo, seja pela da percepção que outros indivíduos fazem PROJETO DE VIDA 9GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 1 de nós, seja pelos valores, modos de vida e demais referências culturais socialmente estabelecidas (DAMON; HART, 1988; HARTER, 2012; SILVA, 2020). Felizmente, da mesma maneira que construímos o autoconceito e a autoestima, também podemos reformulá-los ao longo da vida, potencializando nossas principais características em busca do projeto de vida. Como é que se faz? Organizando a aula Esta é a primeira aula do tema Autoestima, que compõem o Bloco 1. Autoconhecimento e Identidade. Inicie-a explicando aos estudantes que as próximas aulas serão dedicadas a abordar questões ligadas a essa temática que compõe o Bloco 1 - Autoconhecimento e Identidade. Exponha as habilidades e o conteúdo central da aula. Despertando o interesse Solicite que observem a imagem e, em seguida, respondam à questão proposta, individualmente. Estimule que alguns estudantes compartilhem suas respostas e faça uma lista coletiva das características que utilizaram como justificativa para suas escolhas. Construindo conhecimentos Atividade 1 Para esta atividade, os estudantes devem responder individualmente às questões. PROJETO DE VIDA 10GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 1 Posteriormente, solicite a formação de pequenos grupos, de 4 estudantes, e dê um tempo para que eles cheguem a um consenso nas questões propostas - com exceção da figura do(a) namorado(a). Instigue-os a formular argumentos para justificar suas inclinações. Caminhe pela sala e fique atento para que não seja imposta a opinião de um sobre os demais. Em seguida, abra uma roda de conversa. Peça para que apresentem suas escolhas e justificativas. Tente fazer com que a turma toda chegue a um consenso sobre as escolhas, estimulando o mesmo movimento de argumentação entre eles. Espera-se que nesse momento alguns estudantes problematizem os padrões e estereótipos sociais mobilizados nas seleções. É importante ressaltar que alguns papéis têm estereótipos construídos socialmente e problematizar o quanto essas escolhas podem estar condicionadas por padrões sociais sobre aspectos como beleza e status social. É esperado que não haja consenso entre as características físicas e que as qualidades/valores prevaleçam no momento da triagem . Segue o gabarito para auxiliá-lo na condução do debate: 1 - Resposta pessoal. Os estudantes listarão as características físicas das pessoas escolhidas. Pode ser que apareçam outras características, como por exemplo: aparenta estar feliz, ser estudioso, parece autoconfiante, entre outras. 2 - Sugira que eles recordem os valores trabalhados no 1º ano (Tema: autorregulação e transformação de si). Pode ser que listem: ● Presidente da multinacional: responsabilidade, saber dialogar, seriedade, prudência, sabedoria, entre outras. ● Modelo: respeito, responsabilidade, paciência, empatia, confiança, entre outras. ● Agente de segurança: responsabilidade, PROJETO DE VIDA 11GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 1 coragem, prudência, confiança, seriedade, entre outras. ● Amigo(a): Lealdade, honestidade, sinceridade, saber dialogar, saber ouvir, entre outras. ● Namorado(a): Lealdade, honestidade, sinceridade, saber dialogar, saber ouvir, entre outras. Atividade 2 Faça a leitura coletiva do texto, com pausas para verificar a compreensão dos estudantes. Dê um tempo para que os alunos preencham as lacunas e fique à disposição em caso de dúvidas. Reforce a importância do silêncio para que possam se conectar consigo mesmos. Para finalizar, abra uma roda de conversa. Estimule que se sintam confortáveis em ler suas respostas, deixando claro que haverá respeito ao ouvi-las. Mesmo aqueles que não quiserem compartilhar suas respostas, devem ser estimulados a participar das reflexões gerais. Após ouvir alguns estudantes, pergunte quais foram os pontos em comum entre os resultados . Também questione quais foram as principais diferenças observadas. É importante que eles identifiquem o valor das diferentes perspectivas que cada um tem de si, bem como o quanto o outro pode ser parecido conosco e, inclusive, nos servir de inspiração. Registrando o aprendizado Atividade 3 Para finalizar a aula, peça para que os estudantes realizem a atividade 3. Sugira que escrevam as frases em notas adesivas ou em uma folha de caderno que possam recortar e, em casa, colar, em ambientes estratégicos. Algumas frases PROJETO DE VIDA 12GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 1 também podem ficar expostas no mural da sala de aula. Vamos falar de educação socioemocional? A autoestima se forma pela combinação de dois processos complementares, um interno e outro mais externo. O interno é mais pessoal e subjetivo, um espelho voltado para dentro. Já o externo é mais social e objetivo, um espelho criado pelo mundo de fora. Um bom exercício para você se preparar emocionalmente para o trabalho com autoestima é exatamente reconhecer onde seu mundo interno – pensamentoshttps://neilpatel.com/br/blog/ideia-de-videos como o link para os downloads. Disponível em: link externo. (Acesso em: 04 jul. 2020). Como o Brasil está descumprindo mais de 200 recomendações feitas na ONU. Essa reportagem apresenta críticas em relação à resposta do governo às recomendações da ONU sobre a melhoria dos direitos humanos no país. Disponível em: link externo Clique aqui para acessar o material do estudante em pdf Clique aqui para acessar o Material do Estudante Editável Referências Bibliográficas NAÇÕES UNIDAS BRASIL. Brasil recebe centenas de recomendações para combater violações aos direitos humanos. Disponível em: https://nacoesunidas.org/brasil-recebe-centenas-de- recomendacoes-para-combater-violacoes-aos-direitos-humanos/. Acesso em: 04 jul. 2020. MARTÍN, M. Brasil, um país em “permanente violação de direitos humanos”. Disponível em: https://brasil.elpais.com/brasil/2016/02/23/ politica/1456259176_490268.html. Acesso em: 04 jul. 2020. PROJETO DE VIDA 110GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 5 https://www.tecmundo.com.br/edicao-de-video/101938-7-melhores-editores-video-gratuitos-windows.htm https://www.tecmundo.com.br/edicao-de-video/101938-7-melhores-editores-video-gratuitos-windows.htm https://www.conectas.org/noticias/como-o-brasil-esta-descumprindo-mais-de-200-recomendacoes-feitas-na-onu https://drive.google.com/file/d/1nDFxiNS_l0QQb16Dwzvq2ZWqv9L87hSZ/view?usp=sharing https://drive.google.com/file/d/1HV7XdCwlY3pLVPm6iZzYRaJudieORX8o/view?usp=sharing PROJETO DE VIDA GUIA DO EDUCADOR TEMA: CIDADANIA E POLÍTICA TÍTULO: DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS 2º ANO TEMA 2 AULA 6 O que faremos hoje? Bloco 2 Convivência e participação Tema Cidadania e Política Competências gerais da BNCC 1.Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva. 5. Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva. 7. Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta. 9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza. PROJETO DE VIDA 111GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 6 Habilidades de Projeto de Vida Conhecer, valorizar e respeitar os direitos humanos, comprometendo-se com ações que visem à sua garantia. Reconhecer e ser aberto à diversidade de culturas, crenças, interesses e valores, respeitá-la e mediar e resolver conflitos decorrentes da convivência coletiva de forma ética e dialógica. Identificar, compreender e sensibilizar-se com problemas sociais e ambientais, propondo e realizando ações voltadas ao bem comum, à justiça social, à sustentabilidade e à democracia. Reconhecer as responsabilidades pessoais com as demandas do mundo comum e atribuir sentido ético e sociopolítico ao projeto de vida, comprometendo-se com ações individuais e coletivas voltadas ao bem comum. Objetos de conhecimento Declaração Universal dos Direitos Humanos Materiais Recursos para exibição de vídeos. Tempo de aula 120 minutos O que dizem os estudiosos? É importante analisar a distância que existe entre o discurso e a prática dos direitos humanos, problematizando o real alcance deles e a responsabilidade individual como parte dessas conquistas. Nós nascemos livres e iguais perante a lei, no entanto, essa premissa nem sempre foi verdadeira. Os direitos humanos são resultados de processos históricos, de pessoas que lutaram por condições mínimas de liberdade, dignidade e igualdade. Da mesma maneira que essas garantias foram conquistadas, elas precisam ser mantidas por meio de batalhas diárias. PROJETO DE VIDA 112GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 6 O desafio de preservar tal conquista esbarra no abismo que há entre o discurso e a prática destas questões. Pôr em marcha os direitos humanos não é só cobrar responsabilidade estatal, perpassa também pela responsabilidade individual: é se ver como parte do processo, como um cidadão comprometido com o bem comum. Para isso, faz-se necessário engajamento em ações socioambientais. https://www.events.unsw.edu.au/event/human-rights O caminho para a garantia dos direitos humanos é a conscientização da população por meio da educação. Puig (1995) defende que os direitos humanos devem ser alicerce da formação de cidadãos mais justos e éticos. Esses conteúdos morais de amplo consenso, como é o caso da DUDH, reforçam a construção de ideais democráticos e podem ser fontes de projetos de vida voltados para o compromisso social. Além disso, as práticas de cidadania também podem inspirar projetos de vida, pois à medida que os jovens compreendem que são capazes de transformar a realidade comum, eles se sentem mais fortalecidos para combater injustiças e defender aquilo que é justo. A educação que, ao mesmo tempo, é um dos direitos fundamentais, também é garantia para os demais direitos. É preciso fomentar uma cultura escolar e projetos de vida dentro deste espectro da cidadania . PROJETO DE VIDA 113GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 6 Como é que se faz? Organizando a aula Organize as mesas e cadeiras em semicírculo, de maneira que todos visualizem as apresentações. Despertando o interesse Informe aos estudantes que nesta aula eles irão compartilhar seus vídeos com toda a turma. Estimule a curiosidade deles, mencionando os temas de cada um dos vídeos e a abordagem escolhida pelos grupos. Construindo conhecimentos Atividade 1 Esse é o dia da apresentação dos vídeos. Assegure-se de que haverá respeito entre os colegas ao assistir aos trabalhos um dos outros. Retome a importância de eles fazerem elogios e darem feedbacks específicos, que visem ao aperfeiçoamento e não a crítica dos trabalhos. Você pode sortear a ordem de apresentação dos grupos ou perguntar se alguém se voluntaria a começar. Após cada apresentação, reserve 10 minutos para o restante da turma fazer perguntas ou comentários. Estimule a participação de todos, evidenciando a riqueza dos diversos olhares sobre um mesmo problema. Reforce o conceito de cidadania participativa, procurando encorajá-los a dar continuidade às práticas cidadãs propostas por eles, e que eles incorporem essas práticas a seus projetos de vida. PROJETO DE VIDA 114GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 6 Atividade 2 Solicite que os estudantes preencham individualmente a tabela de autoavaliação. Reforce a importância da sinceridade consigo mesmo. Registrando o aprendizado Atividade 3 Leia coletivamente a atividade. Abra uma roda de conversa. Resgate a lista de valores fundamentais construída em sala e estimule os estudantes avaliarem se é necessário acrescentar algum princípio, após conhecerem a DUDH. Depois, peça que reflitam sobre como os direitos humanos podem estar presentes no projeto de vida deles: como uma fonte do projeto de vida, como uma prática a ser incorporada, entre outras possibilidades. Nesse momento, é fundamental reforçar que, muitasvezes, é em uma experiência de cidadania que as pessoas encontram a matriz de seus projetos e sentido para sua vida. Por isso, sobretudo aqueles estudantes que ainda não têm projetos de vida bem delimitados, deveriam experimentar se engajar com causas que façam sentido para eles, pois essa experimentação pode levá-los a descobrir a si e seus caminhos. PROJETO DE VIDA 115GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 6 Vamos falar de educação socioemocional? Viver em sociedade de forma respeitosa, harmônica e colaborativa exige assumir compromissos e cumprir combinados. Em síntese, é necessário compreender que são muitas necessidades diferentes buscando realização ao mesmo tempo. Mais do que se responsabilizar pela consequência de nossas ações, praticar uma atitude efetivamente cidadã significa responsabilizar- se pelos efeitos sociais de nossas escolhas, posicionamentos, opiniões e comportamentos. RESPONSABILIDADE SOCIAL É a adoção de posturas e ações promotoras de benefícios e transformações de impacto para a sociedade e o meio ambiente. Pessoas socialmente responsáveis participam ativamente da resolução de algum problema local da comunidade onde vivem. Na sala de aula, o educador deve incentivar os alunos a se interessarem pelo que está acontecendo em sua comunidade. Deve solicitar que eles pesquisem e expliquem para os outros alguns aspectos mínimos sobre as condições de vida dos moradores, como o acesso e qualidade da educação básica, dos equipamentos de saúde e segurança pública, o perfil sociodemográfico das famílias e indicadores de desenvolvimento humano de sua população. PROJETO DE VIDA 116GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 6 Vamos exemplificar. O educador deve provocar reflexões no sentido de despertar o engajamento de seus alunos: “Quais os maiores problemas das pessoas que vivem nessa comunidade?”, “Que serviços, públicos ou privados, são oferecidos para garantir a qualidade de vida das pessoas daqui?”, “Vocês acham que condições de vida ruins são responsabilidade de cada família ou de todos que vivem nessa comunidade?”, “O que vocês, enquanto parte dessa comunidade, podem fazer para começar alguma mudança?”, “Como as pessoas podem se organizar e trabalhar juntas para transformar alguma situação desafiadora da comunidade?”. É muito significativo incluir nas discussões com os alunos casos exemplares de engajamento comunitário em nível global, nacional, estadual e municipal, mostrar para eles como moradores mobilizados são capazes de resolver necessidades coletivas, assim como ampliar suas perspectivas acerca do potencial de transformação da responsabilidade social de cada indivíduo. O foco central é fazê-los perceber que grupos coletivamente organizados têm muito mais chance de produzir impactos duradouros e, assim, instigá-los a planejar e pilotar algum tipo de intervenção prática, ainda que localizada, pontual e experimental. Que tal aprender mais? O uso do vídeo como ferramenta de apoio ao ensino-aprendizagem Nesse artigo, os pesquisadores Darlin Nalú Avila Pazzini e Fabrício Viero de Araújo, da Universidade Federal de Santa Maria, descrevem a relevância do PROJETO DE VIDA 117GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 6 uso de vídeos como parte do processo de ensino- aprendizagem nas escolas. Disponível em: link externo. (Acesso em: 12/07/2020). Clique aqui para acessar o material do estudante em pdf Clique aqui para acessar o Material do Estudante Editável Referências Bibliográficas ALMEIDA, A. V. B.; COSTA, C. V. Direitos humanos: entre discurso, prática e responsabilidades. Disponível em: https://paranaportal.uol.com.br/opiniao/sintonia-fina/direitos- humanos-entre-discurso-pratica-e-responsabilidades/. Acesso em 05 jul. 2020. PUIG, M. J. Aprender a dialogar: materiales para a educación ética y moral. In: Educación secundaria. Madri: Rogar, 1995. PROJETO DE VIDA 118GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 6 https://repositorio.ufsm.br/bitstream/handle/1/729/Pazzini_Darlin_Nalu_Avila.pdf?sequence=1 https://drive.google.com/file/d/1nL4fKYPHOGl-dk7u0mBGk0CThybOYhcK/view?usp=sharing https://drive.google.com/file/d/1ej4w9aDL0SXzCwRn1d5V8y4IMK5JtEu7/view?usp=sharing RUBRICAS AVALIAÇÃO EM PROJETO DE VIDA 2º ANO TEMA 2 2º ANO BLOCO: Convivência e participação TEMA: Cidadania e Política Tendo em vista que as escolhas e ações dos jovens ocorrem no âmbito de um mundo compartilhado com outras pessoas, a construção do projeto de vida pressupõe o aprendizado de conhecimentos e habilidades relacionados à convivência nas esferas privada e pública, voltados ao desenvolvimento do sentimento de responsabilidade e compromisso com o bem comum. Neste tema, os conceitos de cidadania e política figuram como eixo central. I Não atendeu às expectativas de aprendizagem. II Atendeu parcialmente às expectativas de aprendizagem. III Atendeu a maioria das expectativas de aprendizagem IV Atendeu todas as expectativas de aprendizagem. CONVIVÊNCIA E PARTICIPAÇÃO Não reconhece os direitos dos diversos grupos sociais e não demonstra abertura à diversidade de crenças, culturas, interesses e valores. Reconhece os direitos dos diversos grupos sociais mas não demonstra abertura à diversidade de crenças, culturas, interesses e valores. Reconhece os direitos dos diversos grupos sociais e demonstra abertura à diversidade de crenças, culturas, interesses e valores. Reconhece os direitos dos diversos grupos sociais, demonstra abertura à diversidade de crenças, culturas, interesses e valores e participa ativamente da defesa do bem comum e da dignidade humana. COMENTÁRIOS DO ESTUDANTE COMENTÁRIOS DO EDUCADOR Clique aqui para baixar a ficha de avaliação PROJETO DE VIDA 119GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 6 https://docs.google.com/document/d/1S3aZ4REkogIdZAa3KieHg1wgs_P53do1xJqqgzOptQc/edit?usp=sharing PROJETO DE VIDA GUIA DO EDUCADOR TEMA: CAMPO DE POSSIBILIDADES E ESCOLHA PROFISSIONAL TÍTULO: AUTOCONHECIMENTO E TOMADA DE DECISÃO 2º ANO TEMA 3 AULA 1 O que faremos hoje? Bloco 3 Escolha e planejamento Tema Campo de possibilidades e escolha profissional Competências gerais da BNCC 6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho, fazendo escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade. 8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, compreendendo-se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas. Habilidades de Projeto de Vida Sistematizar interesses, habilidades, conhecimentos e oportunidades relativos às possibilidades e aspirações futuras, com vistas a elaborar e utilizar estratégias para superar dificuldades e buscar a realização de objetivos com determinação e resiliência. Objetos de conhecimento Autoconhecimento e tomada de decisão. Materiais Ficha de atividades da aula 1- Roda da vida PROJETO DE VIDA 120GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 1 O que dizem os estudiosos? A Roda da Vida é uma ferramenta de autoconhecimento muito utilizada pela abordagem de autodesenvolvimento chamada coaching, que tem o objetivo de contribuir para que as pessoas mudem seus comportamentos a fim de atingirem os resultados que esperam nas mais diversas áreas da vida. O coaching surgiu no meio empresarial, como uma forma de desenvolver as competências dos funcionários de empresas e corporações, e integra conhecimentos de diversas áreas, tais como recursos humanos, neurociência, gestão empresarial, entre outras. Ainda que seu histórico e seus propósitos se afastem das abordagens pedagógicas, recomendadas para serem aplicadascom adolescentes com o objetivo de favorecer a construção de seus projetos de vida, é possível usar algumas de suas ferramentas para trabalhar aspectos específicos do projeto de vida, como o autoconhecimento. Como é que se faz? Organizando a aula Esta é a primeira aula do tema Campo de possibilidades e escolha profissional, que compõe o Bloco 3. Escolha e Planejamento. Apresente-o aos estudantes, expondo que, ao longo das próximas seis aulas, eles serão convidados a avaliar diferentes dimensões de sua vida, conhecer melhor PROJETO DE VIDA 121GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 1 as possibilidades e desafios relativos ao mundo do trabalho e à inserção social de modo geral, além de desenvolver habilidades relacionadas à escolha, ao planejamento e à realização de seus objetivos com determinação e resiliência, que os capacitarão para a construção de seus projetos de vida. Apresente as habilidades dessa aula. Despertando o interesse Solicite aos estudantes que indiquem quais são as principais áreas de suas vidas. Liste-as na lousa e pergunte a eles em que medida estão satisfeitos com cada uma delas. Essa discussão visa aproximar os estudantes das atividades que serão realizadas neste plano de aula. Feito isso, entregue a ficha da aula a cada um deles. Construindo conhecimentos Atividade 1 Leia com os estudantes a introdução da atividade que explica o que é a ferramenta Roda da Vida, assim como os comandos para a sua realização. Ressalte a importância de que eles utilizem as perguntas orientadoras de cada área para avaliá-la e mencione que eles podem considerar outros aspectos que dizem respeito àquela área e que não estão contemplados nas questões. Após o preenchimento da Roda da vida, eles deverão preencher os campos da tabela que são referentes à coluna intitulada O que eu preciso melhorar? O que devo fazer para melhorar? Solicite que procurem ser específicos ao responder as questões, sobretudo aquelas cuja pontuação é baixa, pois isso os ajudará a criar novos comportamentos. Atividade 2 Nesta atividade, os estudantes devem selecionar PROJETO DE VIDA 122GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 1 uma das áreas da Roda da Vida para realizar uma avaliação em profundidade e definir ao menos cinco itens para serem avaliados. Veja, abaixo, exemplos de itens em relação às áreas Saúde e Disposição e Família e Amigos: Saúde e Disposição ● Realização de atividade física. ● Alimentação. ● Nível de estresse. ● Disposição. ● Ausência de doenças. Família e Amigos ● Cuidado e respeito com familiares. ● Cuidado e respeito com amigos. ● Diversão com familiares. ● Diversão com amigos. ● Aprendizado. Após concluírem a atividade, faça um destaque em relação à sugestão contida no final da atividade, relacionada ao colocar em prática comportamentos que os ajudem a melhorar a pontuação dessas áreas e a ter uma vida mais feliz e equilibrada. Registrando o aprendizado Atividade 3 Reserve de 10 a 15 minutos finais da aula para que os estudantes compartilhem, em duplas ou trios, as principais avaliações de sua Roda da Vida e da sub- roda da vida. Nesse momento, eles também deverão se aconselhar em relação a estratégias que podem ser desenvolvidas para melhorar uma área que foi avaliada como parcialmente satisfatória ou insatisfatória. PROJETO DE VIDA 123GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 1 Vamos falar de educação socioemocional? A fase de escolha profissional costuma desencadear muita expectativa, ansiedade e pressão nos jovens. É claro que fazer escolhas é o aprendizado de uma vida. Escolher é uma habilidade que vai sendo aprimorada à medida que nós a exercitamos. Aliás, como grande parte das habilidades socioemocionais, ela precisa de aplicação prática para amadurecer e se consolidar como aprendizagem. No entanto, não é essa a mensagem que nossos jovens recebem. A maior parte se vê imersa num oceano de expectativas e cobranças. Da família, da escola, dos professores, dos amigos e da comunidade. Todos anseiam que eles façam a escolha certa. É muita pressão. Resultado? Alunos altamente apressados, quando não desesperados, para encontrarem uma resposta que, sabemos, é descoberta numa jornada de muita tentativa, erros, acertos, fracassos e conquistas. Nessa fase de decisões, muitas vezes, o mais importante é ajudá-los a desvendar a si mesmos, a buscar as respostas na história de interesses e afinidades que eles já desenharam até aqui. PROJETO DE VIDA 124GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 1 As melhores pistas de “por onde começar” essa caminhada de escolhas profissionais já fazem parte das pequenas preferências cotidianas: estão impressas nas paixões de cada um deles. PAIXÃO É um tipo especial de dedicação. É uma dedicação prolongada e duradoura, que, ao longo do tempo, torna-se consistente. Na sala de aula, o educador deve atuar como facilitador para que os alunos estejam conscientes das próprias paixões. Reconhecer as escolhas movidas pela paixão na história de vida de cada um deles deve ser sua bússola de orientação. Vamos exemplificar. O educador deve estimular a atitude investigativa nos alunos: “Que atividades vocês fazem por meio das quais, depois, sentem- se energizados?”, “Que coisas vocês poderiam fazer durante horas, sem perceber o tempo passar, ou sem ficar cansados?”, “Lembrem-se das atividades de que vocês mais gostam e por meio das quais vocês sentem prazer. Por que elas os deixam felizes/ realizados?”, “Quando você olha para o mundo, o que tem vontade de fazer para torná-lo um lugar melhor?”, “Que filme, seriado ou personagem o deixou curioso e interessado em relação a trabalho ou à profissão?” PROJETO DE VIDA 125GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 1 Pessoas conscientes de suas paixões dedicam- se às suas metas ao longo do tempo com muito mais consistência. Paixão é um dos dois ingredientes mais verificados na trajetória de profissionais realizados e bem-sucedidos. Que tal aprender mais? Instituto Brasileiro de Coaching Para conhecer mais sobre a abordagem do coaching, acesse o site do Instituto Brasileiro de Coaching. link externo. (Acesso em 12/07/2020). Clique aqui para acessar o material do estudante em pdf Clique aqui para acessar o Material do Estudante Editável Referências Bibliográficas GOLEMAN, Daniel. Inteligência emocional. Rio de Janeiro: Objetiva, 2011. https://www.sbcoaching.com.br/blog/roda-da-vida/ Acesso em 12/07/2020 PROJETO DE VIDA 126GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 1 https://www.ibccoaching.com.br/portal/coaching/o-que-e-coaching https://drive.google.com/file/d/1RuE9gcIo2QZADAcjr2BHGx14IMmzeP1B/view?usp=sharing https://drive.google.com/file/d/1OoLC1yewF3sAEBIHsK28zbo-dOw4EJ4J/view?usp=sharing PROJETO DE VIDA GUIA DO EDUCADOR TEMA: CAMPO DE POSSIBILIDADES E ESCOLHA PROFISSIONAL TÍTULO: CARREIRAS PROFISSIONAIS E PROPÓSITO DE VIDA 2º ANO TEMA 3 AULA 2 O que faremos hoje? Bloco 3 Escolha e planejamento Tema Campo de possibilidades e escolha profissional Competências gerais da BNCC 6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho, fazendo escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade. Habilidades de Projeto de Vida Conhecer os contextos, as características, as possibilidades e os desafios do trabalho no século XXI, bem como identificar os interesses pessoais em relação à inserção no mundo do trabalho. Sistematizar interesses, habilidades, conhecimentos e oportunidades relativos às possibilidades e aspirações futuras, com vistas a elaborar e utilizar estratégias para superar dificuldades e buscar a realização de objetivos com determinação e resiliência. Objetosde conhecimento profissionais e propósito Carreiras de vida Materiais Tiras de papel, caneta e um saco pequeno. Acesso à internet e aos computadores. Ficha de atividades da Aula 2 - Feira das profissões - Parte 1 PROJETO DE VIDA 127GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 2 O que dizem os estudiosos? O trabalho, junto com a temática família, é uma das categorias centrais no projeto de vida dos jovens (DAMON, 2009; DANZA, 2014). Logo, é papel da escola ajudá-los na escolha das profissões. Promover o autoconhecimento e ampliar o leque de opções estão entre as estratégias para auxiliá- los a fazer escolhas conscientes e autônomas sobre o âmbito profissional. Além de os estudantes identificarem suas afinidades com as áreas profissionais e realizarem uma análise do mercado de trabalho na hora da escolha profissional, eles também podem alinhar a carreira com o propósito de vida. Dessa maneira, quando se consegue conciliar propósito de vida com o trabalho, potencializa-se a sensação de satisfação e felicidade. E, se isso acontece, a pessoa encara o trabalho como uma oportunidade de transformar pessoas, coisas ou situações, colaborando para a construção de um mundo melhor. Isso vale tanto para propósitos mais modestos, ou para um trabalho que tenha por finalidade melhorar as condições de vida dos familiares e até para os mais ambiciosos, como exercer uma atividade em algum setor que impacte na redução da desigualdade social (DANZA, 2019). PROJETO DE VIDA 128GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 2 Como é que se faz? Organizando a aula Para as atividades do dia, será necessário que os estudantes tenham acesso à internet e aos computadores. Disponha as mesas e cadeiras em um semicírculo antes de iniciar as atividades. Apresente as competências e habilidades esperadas, bem como o objeto de conhecimento da aula. Despertando o interesse Solicite que algum estudante leia a questão disparadora presente na Ficha de Atividades. A resposta pode ser coletiva e genérica. Se considerar pertinente, peça para aqueles que afirmaram conhecer muitas profissões que citem algumas que julgam ainda não serem tão difundidas entre os jovens. Exponha que esse é o objetivo da aula de hoje: ampliar o leque de opções das profissões. Leve algumas profissões anotadas em papel e coloque-as em um saco. Peça para que algum estudante retire uma profissão e explique o que ele sabe sobre ela. Caso ele não saiba descrever essa profissão, solicite que outros estudantes completem as informações. Repita o procedimento até que se esgotem os papéis do saco. Seguem sugestões de dez profissões para colocar nas anotações feitas em papal: ● Hotelaria ● Biotecnologia ● Engenharia mecatrônica ● Quiropraxia PROJETO DE VIDA 129GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 2 ● Ciências sociais ● Geologia ● Enfermagem ● Design de games ● Letras ● Fonoaudiologia A intenção é gerar curiosidade e, se alguma descrição sobre as profissões ficar incompleta, tranquilize-os afirmando que, mais adiante, eles buscarão as respostas em outra atividade. Construindo conhecimentos Atividade 1 Solicite que algum estudante faça a leitura da atividade. Dê um tempo para que eles realizem o exercício, reforçando a importância de ser feito individualmente, a partir de suas reflexões pessoais. Em seguida, peça que alguns estudantes compartilhem suas respostas. Atividade 2 Faça a leitura coletiva do enunciado da atividade. Depois, agrupe os estudantes de acordo com as respostas da atividade anterior, formando grupos que representem cada um dos propósitos. Caso algum propósito fique sem representantes, não há problema. Contudo, se algum estudante ficar sozinho em um grupo, você pode verificar se ele deseja realizar o trabalho sozinho, ou se prefere reunir-se com algum outro grupo. Lembre-se de que o ideal é que os estudantes possam pesquisar aquilo que de fato faz sentido para eles. Estudantes que marcarem mais de um propósito terão de fazer uma escolha. Nesse caso, incentive-os a formar grupos que estão com poucos representantes, a fim de que uma gama mais ampla de propósitos sejam contemplada na feira. Outro critério para a PROJETO DE VIDA 130GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 2 formação dos grupos pode ser aquele vinculado aos indecisos, que podem migrar para grupos distintos para conhecer mais sobre uma área desconhecida. Tranquilize-os, pois, ao final da atividade, terão acesso às informações sobre todas as profissões. Organizados os grupos, oriente a busca por profissões que se enquadram na lista de propósitos. Destaque que uma profissão pode estar em mais de uma categoria, desde que eles justifiquem a relação entre a profissão e o propósito. Reforce que podem pesquisar profissões de diferentes graus de escolaridade (superior, tecnólogo, técnico ou cursos de pequena duração). Segue um gabarito para auxiliá-lo na condução da atividade. ● Cuidar da saúde das pessoas, seja ela física, mental ou espiritual – nessa categoria, entende-se saúde como o bem-estar em diversas áreas e não somente como ausência de doenças. Portanto, nesse sentido, o cuidado pode ser realizado por profissionais da medicina, enfermagem, técnico de enfermagem, fisioterapia, psicologia, educação física, terapia ocupacional, odontologia, técnico em saúde bucal, técnico de radiologia, bombeiro, bem como por profissionais ligados a áreas como teologia (cuidado espiritual), musicoterapia (cuidado psicológico), medicina veterinária (por exemplo, aqueles que trabalham com terapia assistida por animais), tecnologia em saneamento ambiental (ao cuidar do saneamento básico, este profissional está cuidando das condições que afetam diretamente na saúde dos indivíduo), gastronomia (ao proporcionar alimentação de qualidade), além de profissionais do reiki (terapias alternativas para o cuidado em saúde), cabeleireiro (cuida da autoestima), entre outras categorias. ● Realizar liderança, administração, mediação e/ PROJETO DE VIDA 131GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 2 ou negociação entre as pessoas, promovendo a harmonia e a justiça – nessa categoria, encaixam-se profissões como direito, relações internacionais, comércio exterior, administração, administração pública, gestão da informação, gestão hospitalar, tecnólogo em gestão comercial, tecnólogo em gestão de qualidade, técnico em gestão de recursos humanos, técnico em comércio, técnico em serviços jurídicos, curso livre de administração de conflitos. E também podemos ampliar, pensando em profissionais da enfermagem (pois possuem um forte eixo na gerência em seu dia a dia), psicologia (para aqueles que trabalham no ramo das mediações de conflitos, ou pedagogia (para o professor que atua como diretor de escola). ● Cuidar dos animais e da natureza, permitindo uma vida em equilíbrio entre os seres vivos e o meio ambiente – nessa categoria, encontram- se cursos como medicina veterinária, biologia, oceanografia, engenharia florestal, agronomia, ecologia, geologia, meteorologia, geografia, saneamento ambiental, astronomia, energias renováveis, técnico em paisagismo, técnico em floresta, agente de gestão de resíduos sólidos, monitor ambiental, curso livre de banho e tosa, entre outros. Também podem se enquadrar nessa categoria a gastronomia (indivíduo que trabalha com reaproveitamento alimentar, diminuindo o desperdício), a administração (proprietário de uma loja que incorporou em suas práticas de trabalho a redução de lixo) ou a filosofia (filósofo que escreve sobre causas animais ou socioambientais). ● Proporcionar lazer para as pessoas, levando alegria e diversão – nessa categoria, os estudantes podem agrupar formação em música, artes cênicas, teatro, dança, gastronomia, hotelaria, turismo, animação, museologia, rádio e tv, moda, design de games, educador físico, tecnólogo em pilotagemprofissional de aeronaves, técnico em eventos, PROJETO DE VIDA 132GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 2 técnico em organização esportiva, técnico em hospedagem, agente de aeroporto, agente de viagem, curso livre de maquiador cênico, curso livre de recreador, curso livre de buffet infantil, entre outras. E, também, um terapeuta ocupacional, que trabalha com atividades lúdicas em um hospital pediátrico, ou um biólogo, que trabalha em um santuário de animais aberto para visitas ao público. ● Viabilizar informação de qualidade e reflexões, prezando pela veracidade e/ou crescimento dos demais – nessa categoria, encaixam-se profissões com formação em letras, jornalismo, filosofia, pedagogia, teologia, biblioteconomia, rádio e tv, comunicação institucional, história, sociologia, ciências sociais, publicidade e propaganda, gestão da tecnologia da informação, estatística, composição de músicas, curso livre de fotografia, curso livre de documentário, curso livre de alguma língua estrangeira, entre outras. Ampliando a visão, podemos pensar em um nutricionista que é pesquisador, trabalhando com divulgação de informações de qualidade, ou em um psicólogo, em uma sessão de terapia, que facilita o crescimento pessoal dos seus clientes por meio da reflexão. ● Produzir coisas novas, utilizando a criatividade em benefício da sociedade – para essa categoria, esperam-se profissões como todas as engenharias, arquitetura, publicidade e propaganda, marketing, automação industrial, construção naval e civil, design, nanotecnologia, técnico em design de móveis, curso livre costura, curso livre de desenho de moda, curso livre de ilustração, curso livre de animação, curso livre de permacultura, entre outros. Também podemos pensar em um farmacêutico, que trabalha como pesquisador no desenvolvimento de novos medicamentos ou um escritor. ● Criar soluções com base na tecnologia, aplicando as ferramentas do mundo virtual PROJETO DE VIDA 133GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 2 para facilitar a vida – nessa categoria, encontram-se formações como ciência da computação, informática biomédica, engenharia da computação, engenharia de sistema, engenharia de software, design de multimídia, técnico de redes de computadores, técnico em desenvolvimento de sistemas, técnico em programação de jogos digitais, informática, curso livre de administrador de redes, entre outras. Da mesma forma, podemos ter um pedagogo envolvido com o ensino à distância, que explora as ferramentas virtuais para melhorar o desempenho acadêmico dos seus estudantes. ● Investigar e fazer descobertas científicas que contribuam para o desenvolvimento da humanidade – nessa categoria, encontram- se os cientistas de todas as áreas do conhecimento, como Matemática, Física, Química, Biologia, Geografia, História, Sociologia, Ciência Política, Letras, Psicologia, Direito, Medicina, Farmácia, Educação Física, entre outras. Vale destacar que é possível ser pesquisador em todas as áreas. ● Ensinar outras pessoas, favorecendo seu desenvolvimento pessoal e profissional – nessa categoria, encontram-se os professores dos diferentes níveis de ensino (da Educação Infantil ao Ensino Superior e Pós-graduação), palestrantes, escritores, mentores, treinadores, monitores, entre outros. Estimule-os a ampliar a visão sobre as profissões, buscando funções ainda desconhecidas para aquele profissional. Você também pode sugerir para que os estudantes assistam os vídeos indicados na seção “Que tal aprender mais?”, presentes neste Guia do Educador. A organização da feira das profissões ocorrerá durantes dois turnos de aulas, porém, precisará de um outro turno (a combinar com o diretor e demais professores) para a apresentação. Sugere-se que eles apresentem as profissões para os estudantes PROJETO DE VIDA 134GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 2 do primeiro e do terceiro ano da escola. Viabilize a impressão dos folders confeccionados por eles para que possam distribuir para o público. Se não for possível, pode recomendar o envio do folder online, após recolher o e-mail dos interessados, ou mesmo divulgar nas páginas online e redes sociais da escola. Registrando o aprendizado Atividade 3 Separe os minutos finais da aula para que eles elaborem uma síntese dos principais aprendizados. Peça para que os estudantes compartilhem as palavras-chave do seu texto e registre-as na lousa. O objetivo é que eles possam visualizar todos os aprendizados do dia. Vamos falar de educação socioemocional? O mundo do trabalho está sempre buscando a melhor compatibilidade entre função e profissional para desempenhá-la. Além das necessidades da organização/instituição, a avaliação de perfil leva em conta as competências técnico-funcionais e, cada vez mais, as habilidades socioemocionais dos candidatos. De modo geral, as primeiras dependem do percurso acadêmico e da bagagem de experiências PROJETO DE VIDA 135GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 2 práticas. Já as segundas, dependem essencialmente da capacidade subjetiva de aprender a aprender com os desafios do dia a dia do trabalho. Nesse cenário, quando uma pessoa apresenta a melhor combinação de competências técnicas e comportamentais, é comumente atribuído a ela o que chamamos de talento. TALENTO É a rapidez/facilidade com que as habilidades de uma pessoa aumentam quando ela se esforça. Ao contrário do que o senso comum acredita, pessoas com talento não são sortudas, abençoadas ou superdotadas. Em termos de desenvolvimento humano, talento é simplesmente uma aptidão exercitada de forma recorrente e consistente. Demanda disciplina, esforço e muito treinamento. Vamos exemplificar. A maioria de nós, para não dizer todos nós, demonstra interesse, curiosidade, entusiasmo ou facilidade para determinadas atividades desde muito pequeno. Às vezes, é uma aptidão para a expressão artística – teatro, desenho, música, canto... Às vezes, é para coordenação motora – esportes, danças, jogos coletivos... Em outros momentos, ainda, a aptidão se revela quando se busca criar e inovar – confecção, culinária, tecnologia, eletrônicos e por aí vai. PROJETO DE VIDA 136GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 2 Esses lampejos de habilidades, uma vez reconhecidos e encorajados por alguém, ou simplesmente quando não contidos, punidos ou reprimidos, encontram oportunidade de, com muito treino, tornarem-se uma aptidão com boas chances de se transformarem em talento. Na sala de aula, o educador, ciente e atento às manifestações desses lampejos, já está na metade do caminho para conseguir apoiar seus alunos na jornada de descoberta profissional. Afinal, partir das experiências pessoais costuma ser algo mais concreto do que pensar num futuro desconhecido: “Lembram-se de quando eram crianças, que coisas faziam com mais facilidade que a maioria de seus pares?”, “Que sonhos e desejos acabaram sendo deixados de lado devido à dificuldade ou à falta de apoio?”, “Em que atividade você tem um ótimo desempenho, mesmo sem ter realizado algum tipo estudo, ou ter despendido horas se dedicando a ela?” Que tal aprender mais? Vídeos Na Real Nessa página da web, você encontra depoimentos de diversos profissionais, relatando sobre seu cotidiano de trabalho, sobre as facilidades, bem como sobre os desafios da sua carreira. Disponível em: link externo. (Acesso em 11/07/2020). Um mundo além da escola – jovens e escolha profissional O vídeo aborda o que os jovens esperam dos PROJETO DE VIDA 137GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 2 https://guiadoestudante.abril.com.br/videos/na-real professores do Ensino Médio em relação à ajuda na hora de escolher uma profissão. Disponível em: link externo. (Acesso e 11/07/2020). Clique aqui para acessar o material do estudante em pdf Clique aqui para acessar o Material do Estudante Editável ReferênciasBibliográficas DAMON, William. O que o jovem quer da vida? Como pais e professores podem orientar e motivar adolescentes. São Paulo: Summus, 2009. DANZA, Hanna Cebel. Projetos de vida e Educação moral: um estudo na perspectiva da Teoria dos Modelos de Organizadores do Pensamento. Dissertação de Mestrado. Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. São Paulo, 2014. DANZA, Hanna Cebel. Conservação e mudança dos projetos de vida de jovens: um estudo longitudinal sobre educação em valores. Tese de doutorado. Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. São Paulo, 2019. GUIA DA CARREIRA. Disponível: https://www.guiadacarreira.com.br/profissao/lista-de- profissoes/. Acesso em: 9 jul. 2020. GUIA DAS PROFISSÕES TÉCNICAS 2020. Disponível em: https://www.cps.sp.gov.br/wp-content/uploads/ sites/1/2019/11/2019_guia_profissoes_tecnicas_final.pdf Acesso em: 9 jul 2020. LOPES, Bárbara; ALVES, Luiza; CÂNDIDA, Vanessa; DI PIERRO, Gabriel (coord.). Caderno para educadoras(es) Tô no Rumo – 2019. São Paulo: Ação educativa, 2019. Disponível em: http://www.tonorumo.org.br/ wp-content/uploads/2020/01/Caderno-TNR-Educadoras-2019.pdf. Acesso em 11/07/2020 SENAC. Cursos livres SENAC. Disponível em: https://www.sp.senac.br/jsp/default. jsp?template=1442.dwt&testeira=473&type=L&sub=3#. Acesso em: 9 jul. 2020. PROJETO DE VIDA 138GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 2 https://www.youtube.com/watch?v=o9c-ZEoXpyI https://drive.google.com/file/d/18a4nzvZT2VLvZ1qefO_95Y-goP_PfvDp/view?usp=sharing https://drive.google.com/file/d/1B8wqeqQGlEioCCK3p1ixUNBEGLnnCxo-/view?usp=sharing PROJETO DE VIDA GUIA DO EDUCADOR TEMA: CAMPO DE POSSIBILIDADES E ESCOLHA PROFISSIONAL TÍTULO: CARREIRAS PROFISSIONAIS E PROPÓSITO DE VIDA 2º ANO TEMA 3 AULA 3 O que faremos hoje? Bloco 3 Escolha e planejamento Tema Campo de possibilidades e escolha profissional Competências gerais da BNCC 6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho, fazendo escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade. Habilidades de Projeto de Vida Conhecer os contextos, as características, as possibilidades e os desafios do trabalho no século XXI, bem como identificar os interesses pessoais em relação à inserção no mundo do trabalho. Sistematizar interesses, habilidades, conhecimentos e oportunidades relativos às possibilidades e aspirações futuras, com vistas a elaborar e utilizar estratégias para superar dificuldades e buscar a realização de objetivos com determinação e resiliência. Objetos de conhecimento Carreiras profissionais e propósito de vida Materiais Acesso à internet e aos computadores pelos estudantes. PROJETO DE VIDA 139GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 3 O que dizem os estudiosos? Escolher uma profissão é um dos desafios enfrentados pelos jovens do Ensino Médio. Para auxiliá- los nesse processo, é importante compreender e acolher as angústias que acompanham esse momento. Fazer escolhas e tomar decisões sempre geram desconfortos, preocupações e ansiedade, afinal optar por uma das possibilidades significa deixar de escolher outras várias. Por isso, o psicólogo Rodolfo Bohoslavsky (2003) afirma que é necessário trabalhar com os jovens a elaboração do luto, ou seja, para o autor, passar pela adolescência é aceitar que essa fase inclui perdas - como deixar para trás a infância, antigos projetos e escolhas fantasiosas, por exemplo. Assim, escolher uma profissão gera o sentimento de luto por tudo aquilo que eles deixaram de escolher após sua decisão final, fazendo-se necessário ensiná-los a acolher essas perdas e abrir-se para o novo que os aguarda. Dessa maneira, a escola tem um papel fundamental ao auxiliá-los na escolha da profissão, favorecendo a tomada de decisão consciente e responsável, mediante estratégias de autoconhecimento e de conhecimento das profissões. Como é que se faz? Organizando a aula Para as atividades dessa aula, será necessário que os estudantes tenham acesso à internet e aos PROJETO DE VIDA 140GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 3 computadores. Se puder, verifique previamente a disponibilidade de datas para a apresentação da feira das profissões com o diretor e com os outros docentes do Ensino Médio. Assim poderá apresentar as opções aos estudantes. Pode ser durante algum turno do dia, no(s) intervalo(s) de aula, ou durante um sábado letivo. Encontre a melhor opção para todos, de modo que isso dê visibilidade ao trabalho dos estudantes, contribua para que os estudantes dos outros anos e segmentos também tenham acesso a essa experiência e que a comunidade escolar seja convidada a contribuir e a inspirar os jovens. Despertando o interesse Resgate o conteúdo iniciado na atividade da aula passada e solicite que cada grupo apresente as profissões que relacionaram, tendo em vista o propósito de vida escolhido. Após cada apresentação, abra uma roda de conversa para que todos possam dar sugestões e críticas. Ajude-os a ampliar a visão sobre as profissões, mostrando as interfaces entre as diversas áreas. Por exemplo, um advogado está no grupo daqueles que valorizam a mediação entre as pessoas, mas também pode pertencer ao grupo dos que apreciam o cuidado com a natureza, pois ele pode se especializar em direito ambiental. Construindo conhecimentos Atividade 1 Solicite que os grupos continuem a organização da feira das profissões. Reforce a importância da divisão das tarefas no trabalho em grupo. Fique à disposição para auxiliá-los nos ajustes finais, principalmente em relação à confecção do material de apoio (cartazes e cartilhas). Ajude-os com sugestões de pessoas para darem depoimento sobre o trabalho no dia da PROJETO DE VIDA 141GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 3 apresentação, mas lembre-se de destacar que esse profissional dará apenas uma visão parcial da profissão, aquela que compete à função específica dele, não podendo ser generalizada. Por exemplo, um enfermeiro que é docente dará um depoimento carregado da sua experiência em sala de aula e pouco representará um enfermeiro que trabalha em situações de urgência e emergência dentro de uma unidade de saúde. O depoimento não deixa de ser válido; no entanto, os estudantes precisam saber ouvi-lo com crítica, pois representa somente uma perspectiva entre muitas outras dentro de uma mesma profissão. Registrando o aprendizado Atividade 2 Separe os minutos finais da aula para que eles respondam a questão proposta. Em seguida, solicite que alguns estudantes compartilhem suas respostas. Acolha as respostas, tranquilizando tanto aqueles que já têm alguma decisão, quanto os que ainda não têm. Reforce que as angústias fazem parte do processo de tomada de decisão e estão relacionadas à sensação de perda que toda escolha causa. Sugira que eles encontrem profissionais nas áreas de interesse com os quais possam conversar e esclarecer dúvidas sobre o dia a dia da profissão. PROJETO DE VIDA 142GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 3 Vamos falar de educação socioemocional? Quando o jovem precisa lidar com as perdas reais da adolescência, como é o caso da morte do corpo infantil para nascimento da explosão hormonal com todas tensões sexuais e as consequências sociais da perda a inocência e para se tornar objeto de desejo e até de fantasia erótica dos adultos, está diante da dimensão concreta do luto. Quando passa a ser cobrado e responsabilizado pelo efeito de suas escolhas e ações, entra em contato com a dimensão mais abstrata do luto: as perdas simbólicas, como é o caso da dependência afetiva em relação aos adultos cuidadores. LUTO É a experiência emocional de lidar com perdas concretas e/ou simbólicas referentesa uma fase da vida ou situação traumática do cotidiano, como desemprego, traição, divórcio, acidente, enfermidade ou morte. Na sala de aula, o educador deve ter em mente que o ato de escolher implica renunciar a toda uma vastidão de possibilidades, cenários e sonhos. Uma das grandes dificuldades do estudante nessa fase é exatamente abrir mão do “poderia ser”, para assumir o “vai ter de ser”. Assim, a cada escolha e posicionamento cobrado, os jovens se deparam com a experiência do luto daquilo “que não poderá mais ser”. Aqui, o educador deve conscientizá-los do PROJETO DE VIDA 143GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 3 caráter mutável da vida e da identidade profissional: “A escolha que fizerem agora é apenas um degrau na escada que os levará ao seu futuro”, “Escolhas não são um caminho sem volta, porque a vida é mudança”, “São uma forma para que vocês mantenham o foco”, “Mas as descobertas que só a experiência traz podem fazer com que vocês reavaliem essas escolhas daqui a um ou dois anos”, “As escolhas de agora são apenas um começo, um primeiro degrau, o passo inicial da trilha profissional”, “Serão certas ou erradas? Só a experiência prática vai responder a essa dúvida de cada um de vocês”, “E, para aqueles que descobrirem que outra escolha ou caminho faz mais sentido, basta atualizar a rota do gps e seguir o novo trajeto.”, “O que viverem em cada escolha não vai se perder. É aprendizado e é de vocês”. Colocar as escolhas atuais em perspectiva, trazendo exemplos de profissionais reais e suas trajetórias particulares e pouquíssimo lineares, orienta o estudante a experimentar as renúncias como perdas potencialmente momentâneas e não necessariamente como mortes irreversíveis. Que tal aprender mais? Olá, profissional, como é sua segunda-feira? Neste vídeo, a youtuber JoutJout aconselha os jovens, de maneira descontraída, a conversarem com os profissionais das carreiras que eles almejam, para compreenderem o dia a dia da profissão e desmistificar algumas idealizações. Disponível em: link externo. (Acesso em: 11/07/2020). PROJETO DE VIDA 144GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 3 https://www.youtube.com/watch?v=l4is5YniE5c Clique aqui para acessar o material do estudante em pdf Clique aqui para acessar o Material do Estudante Editável Referências Bibliográficas BOHOSLAVSKY, Rodolfo. Orientação vocacional: a estratégia clínica. São Paulo: Martins Fontes. 2ª ed. 2003. PROJETO DE VIDA 145GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 3 https://drive.google.com/file/d/1k1s_Ud0QFlg5FAG4Mz1knPdxdyG9E8Rp/view?usp=sharing https://drive.google.com/file/d/1rQ_vkA0LFcmKwSAzXQj2vDJUHPPA-rxm/view?usp=sharing PROJETO DE VIDA GUIA DO EDUCADOR TEMA: CAMPO DE POSSIBILIDADES E ESCOLHA PROFISSIONAL TÍTULO: ESCOLHAS EQUIVOCADAS E ACERTADAS, PLANEJAMENTO DA CARREIRA PROFISSIONAL 2º ANO TEMA 3 AULA 4 O que faremos hoje? Bloco 3 Escolha e planejamento Tema Campo de possibilidades e escolha profissional Competências gerais da BNCC 6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho, fazendo escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade. 8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, compreendendo-se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas. 9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, de seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza. Habilidades de Projeto de Vida Conhecer os contextos, as características, as possibilidades e os desafios do trabalho no século XXI, bem como identificar os interesses pessoais em relação à inserção no mundo do trabalho. Sistematizar interesses, habilidades, conhecimentos e oportunidades relativos às possibilidades e aspirações futuras, com vistas a elaborar e utilizar estratégias para superar dificuldades e buscar a realização de objetivos com determinação e resiliência. PROJETO DE VIDA 146GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 4 Objetos de conhecimento Escolhas equivocadas e acertadas, planejamento da carreira profissional. Materiais Recursos para projeção de vídeo da Internet O que dizem os estudiosos? Rodolfo Boholavsky (1942 - 1977) foi um importante teórico argentino que desenvolveu um método clínico para ajudar as pessoas a fazerem sua escolha profissional. Embora, na época, o termo “orientação vocacional”, usado pelo autor, fosse bem aceito, atualmente foi substituído por “orientação profissional”, pois o conceito de vocação traz consigo a ideia de que as pessoas nascem predeterminadas a cumprir uma função social: sua vocação. Hoje entende-se que a escolha e o desenvolvimento profissional ultrapassam os limites de suas predisposições inatas, à medida que as pessoas aprimoram seus conhecimentos e habilidades por meio da formação e da experiência. Ainda assim, os estudos e proposições de Boholavsky continuam tendo muito valor. Para ele, a escolha vocacional é realizada por um sujeito que busca elaborar seu passado e criar possibilidades futuras que atendam às suas necessidades objetivas (sustento, por exemplo) e subjetivas (como realização pessoal), por meio dos vínculos passados, atuais e futuros e da identificação com o mundo laboral. Para PROJETO DE VIDA 147GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 4 o autor, o momento de escolha é um ensaio do futuro (BOHOSLAVSKY, 1998). Por essa razão, é fundamental que os estudantes busquem averiguar, no presente, quais escolhas podem levá-los a ter, no futuro, a vida profissional que almejam, mediante um planejamento que articule metas e estratégias. Como é que se faz? Organizando a aula Para esta atividade, será necessário acesso à internet e recursos para projetar um vídeo. Organize a sala de aula de modo que todos os estudantes consigam assistir à projeção. Despertando o interesse Entregue aos estudantes a Ficha de Atividades desta aula (Aula 4 - Onde você quer chegar?). Leia as questões disparadoras e a introdução, que apresenta o conteúdo do vídeo que será exibido. Reproduza o vídeo da palestra da chef de cozinha Paola Carosella, disponível no link externo. (Acesso em 12/07/2020). PROJETO DE VIDA 148GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 4 https://www.youtube.com/watch?v=Cq_OBKFS-as Após os estudantes assistirem ao vídeo, abra uma roda de conversa, estimulando que os estudantes respondam, oralmente, as seguintes perguntas: 1. Você acredita que Paola Carosella tenha um projeto de vida? Por quê? 2. Quais foram as escolhas equivocadas que ela fez? 3. Quais foram as escolhas acertadas que ela fez? 4. O que ela precisou fazer para chegar aonde chegou? 5. Qual trecho ou frase mais impactou você? Por quê? Permita que outras impressões sobre o vídeo, levantadas pelos estudantes, também possam ser compartilhadas. Construindo conhecimentos Atividade 1 Após a exibição do vídeo e a roda de conversa, solicite que os estudantes respondam, individualmente, às questões da atividade 2. É importante zelar pelo silêncio para que todos possam se concentrar nas próprias reflexões. Ao término dessa atividade, solicite que alguns voluntários compartilhem suas respostas com a turma. Medeie a discussão sobre essa reflexão, destacando que, quando tomamos boas decisões, podemos nos sentir confiantes, seguros e felizes. E, se tomamos decisões equivocadas, podemos nos sentir frustrados, envergonhados, culpados, arrependidos. Por isso, uma boa estratégiapara perceber se eles têm feito boas escolhas é observar quais os sentimentos estão presentes antes, durante e após realizá-las. Atividade 2 Nesta atividade, os estudantes deverão planejar metas e estratégias para alcançar seu objetivo PROJETO DE VIDA 149GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 4 profissional. É importante cuidar para que aqueles estudantes que ainda não decidiram qual carreira desejam seguir possam fazer o exercício com alguma profissão de interesse, mesmo que não seja sua escolha definitiva. Sobre isso, ressalte que a intenção do exercício é justamente ajudá-los a fazer a escolha, conhecendo melhor o que é preciso para conquistar esse objetivo e se estão dispostos a isso. Ao perceber que eles estão terminando a atividade, solicite que formem grupos de até quatro estudantes e que compartilhem seu planejamento, pedindo para que os colegas os ajudem a identificar outras metas necessárias e outras estratégias possíveis. Eles deverão completar o planejamento com aquilo que acreditam que faça sentido. Enquanto realizam essa atividade, circule pela sala, estimulando os estudantes, fazendo perguntas que os ajudem a refletir sobre o tema dos objetivos, metas e estratégias e a aperfeiçoar seu planejamento. Registrando o aprendizado Por fim, peça para que façam uma breve análise do planejamento e escrevam como se sentem em relação a ele: acreditam que será possível realizá- lo? Sentem-se motivados? Acham que essa escolha profissional faz sentido? Ou é necessário refletir mais sobre esse tema? Peça para que registrem essas reflexões no espaço dedicado a essa atividade. PROJETO DE VIDA 150GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 4 Vamos falar de educação socioemocional? A construção da trajetória profissional exige o amadurecimento da capacidade de fazer escolhas mais conscientes e de perseverar diante dos obstáculos da vida. A persistência, como característica psicológica e comportamental, desenvolve-se à medida que definimos nossa filosofia de vida e que aprendemos a levantar depois dos tropeços e percalços da caminhada profissional. PERSISTÊNCIA É a atitude de permanecer na mesma tarefa, atividade ou objetivo ao longo do tempo, apesar das adversidades, erros, decepções e frustrações. A pessoa persistente enxerga as dificuldades como oportunidade de aprendizado e não como indicação para desistir ou abandonar o rumo inicialmente estabelecido. Na sala de aula, o educador deve estar atento à postura que os estudantes adotam diante dos próprios erros e limitações. Deve ajudá-los a perceber que cada movimento de desistência ou abandono pode, na verdade, indicar alguma necessidade: de apoio, informação ou orientação. Em geral, existe alguma razão que explica a vontade de “deixar para lá”. O educador deve orientá-los a refletir sobre sua tendência de desinteresse: “Está muito difícil escolher/fazer isso? Qual dificuldade está incomodando/assustando mais você?”, “Você está PROJETO DE VIDA 151GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 4 sentindo que o esforço não vale a pena?”, “Está se sentindo sozinho? Acha que receber algum tipo de ajuda de alguém poderia melhorar? Que tipo de ajuda você imagina?”, “Acha que pode estar se dando conta de que isso não é tão importante para você?”, “Tem pensado que o fato de ser difícil é uma evidência de que deveria ‘deixar pra lá’?” A ideia aqui é mostrar a eles que a atitude de persistência precisa dos obstáculos para amadurecer, que estar sem respostas agora, ou não saber como fazer só indicam que precisam de mais informação, experiência ou orientação. E que você pode ser o interlocutor que os apoia no mapeamento dessas dificuldades, sugerindo ações de pesquisa, entrevista, observação e discussão de campo. Vamos exemplificar. Cada dificuldade aponta para uma ação que pode sinalizar uma solução: “Você já pensou em conversar com profissionais da área? Ouvir deles como foi o caminho profissional nessa área, os obstáculos e as conquistas?”, “Já criou listas de vantagens e desvantagens sobre essa escolha?”, “Já descobriu de que informação você precisa sobre essa área de atuação, para se sentir mais seguro?” Que tal aprender mais? Compêndio de orientação profissional e de carreira: perspectivas históricas e enfoques teóricos clássicos e modernos. Volume 1. Esse livro, organizado por Marcelo Afonso Ribeiro, docente do Instituto de Psicologia da USP e presidente da Associação Brasileira de Orientação Profissional e pela Lucy Leal Melo-Silva, também docente da USP e editora da Revista Brasileira PROJETO DE VIDA 152GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 4 de Orientação Profissional, aborda as diferentes perspectivas da orientação profissional e como elas se constituíram na tentativa de contribuir para que as pessoas encontrem seu lugar no mundo do trabalho. RIBEIRO, Marcelo Afonso; MELO-SILVA, Lucy Leal (Org.). Compêndio de orientação profissional e de carreira: perspectivas históricas e enfoques teóricos clássicos e modernos. Volume 1. São Paulo: Vetor, 2011. Clique aqui para acessar o material do estudante em pdf Clique aqui para acessar o Material do Estudante Editável Referências Bibliográficas BOHOSLAVSKY, Rodolfo. Orientação vocacional: a estratégia clínica. São Paulo: Martins Fontes, 1998. PROJETO DE VIDA 153GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 4 https://drive.google.com/file/d/1M0RixCRhNe62vrvBWxDE0CP-3y6NzdrO/view?usp=sharing https://drive.google.com/file/d/1hszNmvY45mhPIhAHUIz5ro5NEw72na08/view?usp=sharing PROJETO DE VIDA GUIA DO EDUCADOR TEMA: CAMPO DE POSSIBILIDADES E ESCOLHA PROFISSIONAL TÍTULO: LIMITES E OPORTUNIDADES SOCIAIS NA REALIZAÇÃO DO PROJETO DE VIDA; MERITOCRACIA 2º ANO TEMA 3 AULA 5 O que faremos hoje? Bloco 3 Escolha e planejamento Tema Campo de possibilidades e escolha profissional Competências gerais da BNCC 6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho, fazendo escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade. 8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, compreendendo-se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas. Habilidades de Projeto de Vida Reconhecer os fatores pessoais e sociais que interferem na tomada de decisões e fazer escolhas que impactam a vida pessoal e/ou coletiva de forma autônoma, criteriosa e ética. Sistematizar interesses, habilidades, conhecimentos e oportunidades relativos às possibilidades e aspirações futuras, com vistas a elaborar e utilizar estratégias para superar dificuldades e buscar a realização de objetivos com determinação e resiliência. Objetos de conhecimento Limites e oportunidades sociais na realização do projeto de vida; meritocracia PROJETO DE VIDA 154GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 5 Materiais Aparelhos para reprodução de vídeo disponível na plataforma YouTube Vídeo: O segredo da meritocracia. Ficha de atividades da aula 5 - Projeto de vida: limites e oportunidades O que dizem os estudiosos? Ao construir um projeto de vida, é muito importante que o jovem leve em consideração o contexto social, econômico, político e histórico no qual está inserido, afinal, esses fatores interferem diretamente em seu campo de possibilidades. O termo “campo de possibilidades”, explorado pelo sociólogo Gilberto Velho (2003), representa o conjunto de fatores favoráveis e desfavoráveis para a inserção da vida adulta. Tal campo é fluido, de modo que pode ser expandido ou restringido, de acordo com ações e contextos de cada um. O estudo, a dedicação, boas condições financeiras e o apoio de outras pessoas são fatores que expandemo campo de possibilidades. Envolvimento com drogas, falta de apoio familiar, descompromisso com a própria formação e a gravidez precoce são exemplos de fatores que restringem o campo de possibilidades. Contudo, estamos falando de um universo de possibilidades, e não de certezas. Sobre isso, é fundamental compreender que nem sempre os fatores que expandem esse campo PROJETO DE VIDA 155GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 5 garantirão a conquista daquilo que se almeja, por isso é importante considerar criticamente o conceito de meritocracia. A meritocracia é um conceito que representa a ideia de que as pessoas evoluem na vida de acordo com seus méritos, ou seja, de acordo com sua dedicação e esforços. Em contextos de igualdade, a meritocracia é uma ideia válida, pois permite que todos sejam tratados de forma justa, de acordo com seus méritos. Contudo, em contextos de desigualdade social, tais como o que ocorre no Brasil, falar em meritocracia de forma ampla e generalizada é cometer uma injustiça, visto que as pessoas não partem das mesmas condições de igualdade, ou seja, nem todas têm as mesmas condições financeiras ou o mesmo apoio familiar, entre outros fatores. Por essa razão, é importante incentivar os jovens para que, além de se engajarem na expansão do próprio campo de possibilidades, estejam comprometidos com a construção de projetos de vida que visem à diminuição da desigualdade social, de modo que, um dia, todos possam perseguir seus objetivos de modo justo e igualitário. Como é que se faz? Organizando a aula Nesta aula, será necessário o uso de recursos PROJETO DE VIDA 156GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 5 audiovisuais para reprodução de um vídeo disponível na plataforma YouTube. Também será necessário que os estudantes acessem artigos e matérias de jornal disponíveis na internet. Caso não seja possível o acesso aos materiais por meio da internet, é possível imprimi-los previamente e distribuir para os estudantes no momento de realização da atividade. Despertando o interesse Discuta com os estudantes o título, linha fina e trechos da matéria “Brasil é um dos países com menor mobilidade social e ranking global”. Disponível em: link externo. (Acesso em: 13/07/2020). Cesar Okada/Getty Images) A matéria aborda a baixa colocação do Brasil no ranking de mobilidade social medido pelo Índice Global de Mobilidade Social. Evidencia que as acentuadas desigualdades socioeconômicas no país dificultam a mobilidade social, fazendo com que pessoas nascidas em famílias das classes sociais baixas, em função das escassas oportunidades que possuem, encontrem grande dificuldade de ascender socialmente e obter sucesso em relação a seus propósitos. Construindo conhecimentos Atividade 1 Organize a turma em quartetos. Cada um deles PROJETO DE VIDA 157GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 5 https://exame.com/economia/brasil-e-um-dos-paises-com-menor-mobilidade-social-em-ranking-global deverá ler e responder às questões relativas a um dos quatro casos a seguir. O acesso aos artigos e matérias pode ser feito diretamente pelo estudante, por meio dos links, ou você pode imprimi-los para que sejam entregues a eles. Caso 1 - Gravidez precoce Artigo “Cedo ou tarde, será preciso ter informações sobre sexualidade e direitos”. Disponível em: link externo. (Acesso em: 14/07/2020). 1. Os fatores relacionados à gravidez na adolescência são: desigualdades nos campos da educação, saúde, indicadores socioeconômicos e territoriais. Além disso, estão entre as causas desse fenômeno o casamento infantil, a violência e exploração sexual. 2) Segundo o texto, a gravidez precoce reforça o círculo vicioso de pobreza, uma vez que reduz as possibilidades de as jovens concluírem seus estudos, o que resulta em menor qualificação profissional. O texto indica que a jovem grávida tem maior dificuldade para concluir a educação formal e, como consequência, o ingresso no mercado de trabalho é prejudicado, ocorrendo tardiamente e em condições mais precárias. O texto não aborda diretamente os impactos da gravidez precoce nos adolescentes do sexo masculino. É importante mencionar que, muitas vezes, as jovens não recebem apoio deles, que optam por não assumir a paternidade, sendo esse um problema relacionado à desigualdade de gênero que precisa ser debatido com seriedade, dada a carga desigual de responsabilidade que recai sobre elas. Quando os jovens assumem a paternidade, também são impactados por suas demandas, embora, via de regra, são ainda as jovens que arcam com as maiores responsabilidades e consequências da gravidez precoce. PROJETO DE VIDA 158GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 5 https://brazil.unfpa.org/pt-br/news/artigo-%E2%80%9Ccedo-ou-tarde-ser%C3%A1-preciso-ter-informa%C3%A7%C3%B5es-sobre-sexualidade-e-direitos%E2%80%9D Matheus Cardoso, fundador do Moradigna.TONI PIRES Caso 2 - Protagonismo juvenil, superação e empreendedorismo social Matéria “O engenheiro que quer transformar a periferia onde cresceu”. Disponível em: link externo. (Acesso em: 13/07/2020). 1) Não, pois optou por mudar a realidade da periferia, acabando por reformar, em primeiro lugar, a casa de sua mãe. 2) Os alagamentos em seu bairro e em sua casa; a participação de mutirões para ajudar moradores do seu bairro vítimas de enchentes; o incentivo de sua mãe para não desistir dos estudos; a bolsa de estudos para o cursinho pré-vestibular e a bolsa pelo ProUni, que lhe permitiu cursar a universidade; o estágio, cujo contraste de realidades o fez refletir sobre a importância de mudar a realidade de seu bairro; e a oficina de empreendedorismo na universidade, que o inspirou na criação de sua empresa. Com isso, pode-se concluir que o seu sucesso dependeu de como enfrentou dificuldades, mas também de oportunidades que recebeu ao longo da vida, algo a que nem todos os jovens de periferia têm acesso. PROJETO DE VIDA 159GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 5 https://brasil.elpais.com/brasil/2017/08/22/economia/1503370922_013669.html Caso 3 - Desigualdade no acesso ao Ensino Superior Matéria “estudante pobre tem só 0,16% de chance de estar entre os melhores do Enem” Disponível em: link externo. (Acesso em: 13/07/2020). 1) O percentual do impacto dos fatores socioeconômicos no acesso ao Ensino Superior é de até 85%. Os indicadores socioeconômicos considerados foram: “ [...] cursar o ensino médio em colégio municipal ou estadual, não ter carro, computador, acesso à internet nem telefone fixo, ter frequentado escola com pouca infraestrutura (como baixo número de funcionários ou poucos equipamentos multimídia) e renda familiar inferior a R$ 312 por pessoa”. 2) Os fatores que fizeram com que alguns jovens pobres conseguissem estar entre as 5% melhores notas do ENEM foram: o apoio dos pais para a dedicação aos estudos (por exemplo, podendo proporcionar a eles tempo para realizar um estágio), o estudo por meio de videoaulas na internet, o empréstimo de computadores e o uso de biblioteca pública para estudar. https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2018-05/cotas- foram-revolucao-silenciosa-no-brasil-afirma-especialista PROJETO DE VIDA 160GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 5 https://noticias.r7.com/educacao/estudante-pobre-tem-so-016-de-chance-de-estar-entre-os-melhores-do-enem-18012019 Caso 4 - Cotas raciais no acesso à universidade Por se tratar de uma matéria mais extensa do que as demais, pode-se sugerir aos estudantes que façam a leitura apenas até a seção intitulada “Mudanças”. Matéria “Cotas foram revolução silenciosa no Brasil, afirma especialista” Disponível em: link externo. (Acesso em: 13/07/2020). 1) A política de cotas possibilitou o aumento em 30% do número de negros matriculados no ensino superior e o índice de conclusão da graduação desse grupo aumentou aproximadamente quatro vezesmais, crescendo de 2,2%, em 2000, para 9,3% em 2017. 2) Resposta pessoal. Os estudantes poderão destacar dados como o número médio de anos de estudo (10 anos para os brancos e 8,2 anos para os negros), pessoas sem instrução e Ensino Fundamental incompleto (33,5% para os brancos e 48,9% para os negros), entre outros. I) Nessa segunda etapa da Atividade 1, forme novos grupos, cada um com um integrante dos grupos da etapa anterior. A proposta é que eles sejam formados por pelo menos um estudante de cada um dos casos. Após cada grupo responder à questão solicitada, peça que compartilhem suas respostas. Espera-se que reconheçam que todos os casos abordam limites e oportunidades na realização de um projeto de vida. No que concerne ao primeiro caso, a gravidez na adolescência não é apenas um fenômeno predominantemente associado a uma condição de vulnerabilidade social, mas também impõe desafios à realização de um projeto de vida, que, embora não sejam intransponíveis, dificultam sua realização. Em relação ao segundo caso, a condição socioeconômica do jovem impôs desafios, ao mesmo tempo que estimulou a busca pela realização de seu sonho, mesmo tendo havido PROJETO DE VIDA 161GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 5 https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2018-05/cotas-foram-revolucao-silenciosa-no-brasil-afirma-especialista https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2018-05/cotas-foram-revolucao-silenciosa-no-brasil-afirma-especialista adaptações ao longo de suas experiências de vida devido à tomada de consciência que elas geraram. Além disso, a conquista de seus objetivos só foi possível devido a oportunidades que o jovem teve e ao modo como reagiu positivamente frente a elas, com esforço e determinação. Já o terceiro caso evidencia o quanto a pobreza pode ser uma barreira no acesso ao ensino superior, consequentemente, dificultando a mobilidade social que esse nível da educação oportuniza. O quarto caso, por fim, pauta a desigualdade racial no acesso ao ensino superior e demonstra como a política de cotas tem representado um mecanismo de correção dessa desigualdade histórica, aumentando a oportunidade de a população negra acessar o ensino superior e ascender socialmente por essa via. Registrando o aprendizado Atividade 2 Reproduza o vídeo “O segredo da meritocracia” Disponível em: link externo. (Acesso em: 13/07/2020). O conteúdo esperado para cada resposta encontra-se a seguir: PROJETO DE VIDA 162GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 5 https://www.youtube.com/watch?v=YINTTVjBrY4 1) O argumento central do vídeo é que em um país com alto índice de desigualdades, como é o caso do Brasil, não é possível defender o princípio meritocrático de que o sucesso é resultado do mérito individual, ou seja, que advém tão somente do esforço e de capacidades individuais. Isso porque se trata de uma corrida na qual as pessoas iniciam a partir de diferentes pontos. Entre a população há uma enorme desigualdade de oportunidades em relação ao acesso à educação, à cultura, à saúde, ao lazer, à disponibilidade de capital para iniciar um negócio, entre outros fatores que interferem na realização de um projeto de vida e no sucesso profissional. 2) O vídeo relaciona-se aos casos analisados na Atividade 1 ao evidenciar os limites e dificuldades impostos por determinadas condições sociais (econômicas e raciais, por exemplo) para a mobilidade socioeconômica e o alcance de objetivos de vida. Ao mesmo tempo, pontua que a oferta de oportunidades e condições que buscam corrigir desigualdades, como é o caso da política de cotas (caso 4) e de programas de acesso à universidade (como o ProUni mencionado no caso 2), são fatores que contribuem para a mobilidade social. Além disso, todos os casos abordam, cada um por uma perspectiva diferente, a importância do acesso à educação para a inclusão social e mobilidade socioeconômica, algo que é destacado pelo autor do vídeo. 3) Além de oportunidades oferecidas pelo meio (como é o caso de políticas públicas de inclusão e mobilidade social), é possível mencionar o conhecimento dos limites e potencialidades de sua realidade, a determinação, o esforço e a resiliência (capacidade de resistir à pressão de situações adversas e se adaptar a mudanças) como capacidades que poderão auxiliar um jovem nessas condições. Discuta com os estudantes que, quanto mais desenvolverem essas habilidades, maiores serão as chances que PROJETO DE VIDA 163GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 5 terão para realizarem seus projetos de vida e que, apesar das barreiras que certos contextos podem oferecer e das dificuldades que delas resultam, é possível alcançar seus objetivos de vida. Vamos falar de educação socioemocional? Na jornada de amadurecimento das decisões profissionais, tão relevante quanto olhar para dentro de si, buscando autoconhecimento, é olhar para o mundo lá fora, a fim de fazer uma leitura da realidade econômica, social e cultural. RADAR SOCIAL É a atitude de investigar, compreender e decifrar as características e as transformações do mundo ao redor. Apesar de cada vez mais globalizado e conectado, o mundo do trabalho tem muitas realidades diferentes, dependendo da área profissional de interesse. Assim, além da importância de orientar os jovens a tomarem consciência de suas paixões, motivações, talentos e aptidões, torna-se indispensável estimulá-los a analisar as oportunidades do momento sócio-histórico, correlacionando-as com suas preferências e habilidades. Na sala de aula, o educador deve fomentar o autoquestionamento dos estudantes: “Já listaram suas motivações, paixões, talentos e aptidões?”, “Agora é hora de olhar para sua cidade, estado e país: existe PROJETO DE VIDA 164GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 5 alguma graduação ou curso técnico relacionado à profissão que deseja seguir?”, “Que profissões parecem próximas das suas habilidades e atividades de interesse?“, “Como é o dia a dia dos profissionais dessa área?”, “Existe mais de uma área de atuação no mercado para essa profissão?”, “Que relação vocês enxergam entre seus interesses e essas rotinas de trabalho?”, “A rotina de trabalho muda de uma cidade para outra? Ou de um estado para outro?” A ideia central aqui é incentivar os estudantes a observarem o funcionamento mais pragmático do mundo do trabalho, para além de suas idealizações e inferências pessoais. Eles devem conseguir descrever e explicar as diferenças entre profissão, área de atuação, descrição de função, rotina de trabalho e percurso formativo. Dessa forma, demonstra-se a relevância de estar conectado com as características e dinâmicas da realidade das diversas áreas de atuação, enfatizando para eles que os conhecimentos acadêmicos exigidos num determinado exercício profissional, nem sempre têm relação direta com a rotina de trabalho ou com as necessidades do mercado. O educador deve trazer exemplos de profissionais, carreiras e empreendedorismo para explicitar aos estudantes como o autoconhecimento precisa do conhecimento das profissões, das áreas de atuação e das demandas da realidade sociocultural para proporcionar sentido prático em relação às escolhas e aos interesses pessoais. Que tal aprender mais? PROJETO DE VIDA 165GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 5 Meritocracia e Desigualdades Nessa matéria, Sidney Chalhoub, professor titular colaborador do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Unicamp e docente do Departamento de História da Universidade de Harvard (EUA), discute como a meritocracia é um mito que contribui para a reprodução das desigualdades sociais no Brasil. Disponível em: link externo. (Acesso em: 13/07/2020). Clique aqui para acessar o material do estudante em pdf Clique aqui para acessar o Material do Estudante Editável Referências Bibliográficase sentimentos – se diferencia do seu mundo externo – comportamentos e ações. Quando seus pensamentos e sentimentos PROJETO DE VIDA 13GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 1 estão integrados com seus comportamentos e ações, sua autoestima apresenta congruência. CONGRUÊNCIA É o sentimento de que seu mundo interno - pensamentos e sentimentos - estão em harmonia com seu mundo externo - comportamentos e ações. Quando uma pessoa sente que seu comportamento e suas ações refletem quem ela é, como pensa e se percebe, expressando sua verdade e autenticidade, ela está congruente com sua natureza. Por outro lado, quando seus pensamentos e sentimentos apontam para uma direção e seus comportamentos e ações apontam para outra, sua autoestima apresenta incongruência: sentimento de desencaixe entre como você se enxerga e como reconhece que é percebido. Na sala de aula, uma prática bem útil é estimular os alunos a identificarem seu PENSAR e seu SENTIR, mostrando que cada um deles reflete uma parte de quem somos. Vamos a alguns exemplos: Aponte para a cabeça do aluno e pergunte “O que tá passando aí dentro?”. Exercício que estima identificação do PENSAR. E, em seguida, sintetize a resposta do aluno, nomeando aquilo como um pensamento: “Ah, então o seu PENSAR é que....” Para identificar o SENTIR, pergunte “O que tá passando aí dentro?” apontando para o coração, respiração, ou alguma parte do corpo que aparente estar exaltada. PROJETO DE VIDA 14GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 1 E, em seguida, sintetize a resposta do aluno, nomeando aquilo como um sentimento: “Que legal, então o seu SENTIR é como se....” Que tal aprender mais? O autoconceito de adolescentes escolares. Neste artigo, as autoras apresentam os resultados de uma pesquisa sobre autoestima desenvolvida com adolescentes estudantes do Ensino Médio da cidade de João Pessoa (PB), que avaliou a automestima em relação às variáveis sexo, idade e tipo de escola (públicas ou privadas). SALDANHA, A. A. W.; OLIVEIRA, I. C. V.; AZEVEDO, R. L. W. O autoconceito de adolescentes escolares. Ribeirão Preto, Paidéia, v.21, n.48, p.9-19, 2011. Clique aqui para acessar o material do estudante em pdf Clique aqui para acessar o Material do Estudante Editável Referências Bibliográficas DAMON, William; HART, Daniel. Self-understanding in childhood and adolescence. Cambridge University Press, 1988. DANZA, Hanna Cebel. Conservação e mudança dos projetos de vida de jovens: um estudo longitudinal sobre educação em valores. Tese de doutorado. Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. São Paulo, 2019. HARTER, S. The construction of the self: developmental and sociocultural foundations. Guilford Publications, 2012. SALDANHA, A. A. W.; OLIVEIRA, I. C. V.; AZEVEDO, R. L. W. O autoconceito de adolescentes escolares. Ribeirão Preto, Paidéia, v.21, n.48, p.9-19, 2011. SILVA, Marco Antonio Morgado da. Integração de valores morais às representações de si de adolescentes. 2020. 231 f. Tese (Doutorado em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2020. PROJETO DE VIDA 15GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 1 https://drive.google.com/file/d/1vLN1aFzPcnqhALUQpL7TpVNuDCWijSj5/view?usp=sharing https://drive.google.com/file/d/1KvA10o2cZAMxrGachf3BeWfOJNZ1g80r/view?usp=sharing PROJETO DE VIDA GUIA DO EDUCADOR TEMA: AUTOESTIMA TÍTULO: AUTOESTIMA, AUTOCUIDADO E CUIDADO COM O OUTRO 2º ANO TEMA 1 AULA 2 O que faremos hoje? Bloco 1 Autoconhecimento e Identidade Tema Autoestima Competências gerais da BNCC 8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, compreendendo-se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas. 9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza. Habilidades de Projeto de Vida Compreender que a autoestima é influenciada por fatores subjetivos e socioculturais e ser capaz de elaborar uma representação positiva de si mesmo. Reconhecer e valorizar o autoconhecimento como um procedimento que possibilita a autorregulação e a definição de um projeto de vida. Exercitar e praticar a tomada de perspectiva e a empatia para reconhecer e compreender as ideias, pensamentos, sentimentos e comportamentos alheios. Objeto de conhecimento Autoestima, autocuidado e cuidado com o outro Tempo de aula 120 minutos PROJETO DE VIDA 16GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 2 O que dizem os estudiosos? O ser humano é um ser social, ou seja, que depende de outros indivíduos para viver. Desde a infância, à medida que as pessoas vão enunciando características que nos correspondem - como ser alto, esperto, teimoso ou tímido - vamos elaborando nossa imagem mental, com isso, a construção do eu se dá por meio da interação com o outro (PIAGET, 1953/2015; 1970/1996; MARKUS; WURF, 1987; LEME, 2004; HARTER, 2012). Constantemente, buscamos a aprovação do outro para as nossas atitudes e comportamentos, pois esta é uma maneira de assegurar e reforçar quem somos. Chamamos tal necessidade de espelhamento, utilizamos o outro como nosso espelho. Se a opinião alheia é importante para a formação do eu, claro que isso impacta na autoestima. O ponto chave é aprender a filtrar aquilo que afeta negativamente nossa autoestima e potencializar aquilo que temos de melhor. Lembre- se de que autoestima é um conjunto de atitudes para consigo mesmo, dinâmico e não permanente, PROJETO DE VIDA 17GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 2 variando conforme as situações encontradas ao longo da vida. Portanto, podemos modificar a maneira como nos valorizamos, bem como ajudar os outros a se valorizarem mais. Como é que se faz? Organizando a aula Para as atividades do dia, será necessário um saco (ou uma caixa) e folhas de papel sulfite. Inicie a aula apresentando aos estudantes as habilidades e o conteúdo central das atividades. Peça para que disponham as mesas e cadeiras em um grande semicírculo a fim de facilitar as discussões. Despertando o interesse Solicite que os estudantes respondam SIM ou NÃO para a questão disparadora em um papel avulso. Recolha as respostas e contabilize-as na lousa. O objetivo de tornar evidente quantos estão satisfeitos consigo mesmos e quantos não estão é que eles possam identificar-se nos sentimentos alheios, parecidos com os seus (seja com autoestima positiva ou negativa), fomentando uma rede de apoio . Construindo conhecimentos Atividade 1 Leia coletivamente a atividade, a fim de esclarecer possíveis dúvidas no preenchimento da escala. Deixo-os respondê-la individualmente. PROJETO DE VIDA 18GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 2 Em seguida, em duplas, peça que discutam suas respostas, atentando para os pontos que têm em comum e para aqueles que divergem. Estimule-os a ouvir o colega com respeito e empatia, lembrando que a opinião alheia interfere da construção da autoestima. Ao final, abra a discussão com a turma toda. Reflita com eles sobre cada item da escala, pedindo para alguns justificarem suas respostas. É importante ficar atento aos sentimentos que possam surgir. Acolha-os e ajude-os a identificar suas potencialidades. Reforce que a autoestima não é um estado permanente, que ela varia ao longo da vida e de situações, portanto, eles podem criar estratégias para melhorar a imagem que fazem de si. Segue o gabarito para auxiliá-lo na discussão: a) Resposta pessoal. b) Resposta pessoal. Os estudantes podem apontar como fatores que interferem na autoestima características da personalidade (como timidez, procrastinação, proatividade,COSTA RIBEIRO, Carlos Antonio. Classe, Raça e Mobilidade Social no Brasil. DADOS. Revista de Ciências Sociais, Rio de Janeiro, Vol. 49, no 4, 2006, p. 833 a 873. Disponível em: https://www.redalyc.org/ pdf/218/21849406.pdf. Acesso em: 07/05/2019. VELHO, Gilberto. Projeto e metamorfose: antropologia das sociedades complexas. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003. PROJETO DE VIDA 166GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 5 https://www.unicamp.br/unicamp/ju/noticias/2017/06/07/meritocracia-e-um-mito-que-alimenta-desigualdades-diz-sidney-chalhoub https://drive.google.com/file/d/1AKPJO82pgPdnWu4mpn38SlUnbgLJMLE6/view?usp=sharing https://docs.google.com/document/d/1A13NDsoL_UxDzD-aDif9vpl-INvHnB85mG6eDPDx1eE/edit?usp=sharing PROJETO DE VIDA GUIA DO EDUCADOR TEMA: CAMPO DE POSSIBILIDADES E ESCOLHA PROFISSIONAL TÍTULO: TOMADA DE CONSCIÊNCIA SOBRE AS ESCOLHAS 2º ANO TEMA 3 AULA 6 O que faremos hoje? Bloco 3 Escolha e planejamento Tema Campo de possibilidades e escolha profissional Competências gerais da BNCC 6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho, fazendo escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade. 8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, compreendendo-se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas. 9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, de seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza. Habilidades de Projeto de Vida Reconhecer os fatores pessoais e sociais que interferem na tomada de decisões e fazer escolhas que impactam a vida pessoal e/ou coletiva de forma autônoma, criteriosa e ética. Conhecer e desenvolver procedimentos de planejamento, execução e acompanhamento de ações para o cumprimento de objetivos e metas de curto, médio e longo prazo, nos âmbitos pessoal e coletivo. Sistematizar interesses, habilidades, conhecimentos e oportunidades relativos às possibilidades e aspirações futuras, com vistas a elaborar e utilizar estratégias para superar dificuldades e buscar a realização de objetivos com determinação e resiliência. PROJETO DE VIDA 167 Objetos de conhecimento Tomada de consciência sobre as escolhas Materiais Ficha de Atividades O que dizem os estudiosos? O planejamento é parte fundamental no desenvolvimento e realização de um projeto de vida. No entanto, muitas vezes, um projeto pode sofrer transformações e ajustes ao longo do tempo, em função de mudanças de interesse, de mudanças no contexto onde pretendemos atuar, de imprevistos que fogem ao nosso controle, entre outros fatores. Por tal razão, um projeto de vida não pode ser considerado algo rígido e imutável. Muito embora um projeto de vida, para que seja assim denominado, pressuponha certa estabilidade e consistência temporal, isso não significa que não possa comportar planos alternativos e não deva estar aberto a desvios de percurso. Ao contrário, a abertura para o novo também é parte do projeto de vida, pois permite que o sujeito o adapte a mudanças pessoais e conjunturais e, por vezes, modifique-o (MACHADO, 2006). Ademais, a abertura para o novo e a antecipação de imprevistos permitem ao sujeito contornar PROJETO DE VIDA 168 obstáculos e dificuldades, traçar novos rumos e adaptá-lo às circunstâncias e imprevistos, na medida de suas possibilidades e das oportunidades que o meio lhe oferece. Para isso, é fundamental criar condições para que os jovens adquiram e coloquem em prática habilidades como a flexibilidade, a resiliência, a elaboração de planos alternativos e, é claro, a persistência em relação a seus projetos de vida. Como é que se faz? Organizando a aula Entregue a ficha de atividades dessa aula (Reconstruindo a Roda da Vida) e solicite que os estudantes se distribuam pela sala de aula, buscando um lugar cômodo para trabalharem individualmente. Como o exercício dessa aula é reflexivo, permita que eles se acomodem da maneira que lhes for mais pertinente, sentando-se nas cadeiras, ou no chão da sala de aula, nas fileiras ou fora delas. O mais importante é que eles possam ter um momento de introspecção. Despertando o interesse Peça para um dos estudantes iniciar a leitura do texto de abertura na ficha, que explica a necessidade de planejar a realização de objetivos, prever desvios e fazer reformulações que acompanhem não apenas as mudanças interiores de cada jovem, mas também PROJETO DE VIDA 169 aquelas de contexto e oportunidades. Discuta com a turma como eles se sentem em relação a esses aspectos. Estimule-os, fazendo perguntas como: Saber que nem tudo está determinado gera mais tranquilidade ou ansiedade em vocês? Por quê? Alguém tem um sentimento diferente diferente? Como podemos fazer para lidar com esses sentimentos? Construindo conhecimentos Atividade 1 Após essa roda de discussão, solicite que eles realizem a atividade 1, que consiste em refletir sobre a roda da vida elaborada na primeira aula desse tema e avaliar se algo nela mudou. Atividade 2 Depois, peça para que eles realizem a atividade 2, que consiste em escolher uma das áreas da roda da vida que consideram que possa lhes propiciar mais satisfação, a fim de elaborar um planejamento com objetivos claros e bem delimitados para que possam conquistá-los. Registrando o aprendizado Atividade 3 Para a última atividade desta aula, peça para que os estudantes sentem-se em duplas e discutam a roda da vida e o planejamento que fizeram com um colega. Informe-os de que o objetivo dessa troca é que possam ajudar uns aos outros a tomar consciência sobre a adequação de seus planejamentos, entre outros aspectos que podem surgir durante a conversa. Reforce que, às vezes, ouvindo um colega falar sobre seus objetivos eles podem refletir sobre pontos que ainda estavam obscuros em suas reflexões pessoais. PROJETO DE VIDA 170 Ao final da aula, peça para que cada estudante faça uma lista de aspectos que aprendeu ao longo do tema 3, com ênfase no tema dos objetivos que desejam conquistar. Vamos falar de educação socioemocional? Somos seres eminentemente sociais. Isso significa que precisamos uns dos outros para crescer, amadurecer, aprender e progredir. Por isso, o processo de se tornar independente pode ser tão desafiador. Dessa forma, na mesma medida em que o relacionamento com o outro é essencial para nos desenvolvermos social e emocionalmente, precisamos minimizar gradativamente a influência deles sobre nossas decisões, atitudes e comportamentos para alcançarmos o estágio da autonomia. PROJETO DE VIDA 171 AUTONOMIA É a capacidade de reconhecer suas necessidades pessoais e transformar a realidade, tomando decisões de acordo com sua própria vontade, liberdade, prioridades e poder de escolha. Pessoas autônomas são capazes de se comportar na vida levando em conta suas necessidades e interesses pessoais, sem desconsiderar as necessidades, interesses e, em último nível, a integridade das demais pessoas do grupo. Aqui, necessidades comuns são: afeto, segurança, aprovação, realização. Ser autônomo é ter clareza do que somos capazes de dar e oferecer para a rede de pessoas que precisam de nós, assim como ter clareza do que precisamos receber dessas pessoas para crescemos como indivíduos e como grupo. Na sala de aula, o educador deve orientar os estudantes a diferenciarem suas necessidades individuais dos interesses e expectativas dos outros: “Essa escolhapretende satisfazer verdadeiramente você ou sua família?”, “Essa decisão mostra o que você espera de si mesmo ou o que as pessoas importantes da sua vida esperam?”, “Você consegue separar quais são seus desejos, sonhos e expectativas dos da sua família?”, “O que acontece se você descobrir que sua vontade mais íntima discorda da opinião de pessoas importantes para você?”. Para incentivar o desenvolvimento da autonomia dos estudantes, especialmente no cenário das escolhas do projeto de vida, é patente a identificação e o estabelecimento de limites e fronteiras entre o que é exigido ou solicitado de cada um e o que se revela realmente como prioritário para atender e satisfazer às suas demandas pessoais. Afinal, dependência emocional acontece PROJETO DE VIDA 172 quando a pessoa coloca as necessidades e interesses das outras pessoas, ou de algumas pessoas em especial, como é o caso de membros da família e da rede de apoio social próxima, acima das suas próprias necessidades e interesses. Que tal aprender mais? Página web do Prof. Nilson Machado Nessa página da web o docente da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, disponibiliza palestras, vídeo aulas, textos e outros materiais sobre a prática docente, ética e muitos outros temas. Vale a pena conferir. Disponível em: link externo. (Acesso em: 20/07/2020). Clique aqui para acessar o material do estudante em pdf Clique aqui para acessar o Material do Estudante Editável Referências Bibliográficas MACHADO, Nílson José. Educação, projetos e valores. São Paulo: Escrituras, 2006. PROJETO DE VIDA 173 https://www.nilsonjosemachado.net/palestras-recentes https://drive.google.com/file/d/1SkAK5GZuYdjliOUJUHSENf2h6PQ2X9wZ/view?usp=sharing https://drive.google.com/file/d/1V8MI-ka21sgJGovsDZftaon3feLtwTAt/view?usp=sharing RUBRICAS AVALIAÇÃO EM PROJETO DE VIDA 2º ANO TEMA 3 2º ANO BLOCO: Escolha e Planejamento TEMA: Campo de possibilidades e escolha profissional Para que o projeto de vida seja elaborado e para que o jovem seja capaz de empreender ações que visem realizá-lo, é de fundamental importância que conheça as carreiras profissionais, conheça seu campo de possibilidades de inserção e atuação, bem como desenvolva e coloque em prática estratégias de planejamento e execução das ações necessárias para alcançar seus objetivos. I Não atendeu às expectativas de aprendizagem. II Atendeu parcialmente às expectativas de aprendizagem. III Atendeu a maioria das expectativas de aprendizagem IV Atendeu todas as expectativas de aprendizagem. ESCOLHA E PLANEJAMENTO Não reconhece os diferentes propósitos das profissões, não os articula aos próprios interesses e não avança em direção à escolha profissional. Reconhece os diferentes propósitos das profissões, articula-os aos próprios interesses, avançando em direção à escolha profissional mas não estabelece critérios para fazer escolhas que ampliem o campo de possibilidades. Reconhece os diferentes propósitos das profissões, articula-os aos próprios interesses, avançando em direção à escolha profissional e estabelece critérios para fazer escolhas que ampliem o campo de possibilidades, mas não planeja metas e estratégias para realizar objetivos profissionais. Reconhece os diferentes propósitos das profissões, articula-os aos próprios interesses avançando em direção à escolha profissional, estabelece critérios para fazer escolhas que ampliem o campo de possibilidades e planeja metas e estratégias para realizar objetivos profissionais. COMENTÁRIOS DO ESTUDANTE COMENTÁRIOS DO EDUCADOR Clique aqui para baixar a ficha de avaliação PROJETO DE VIDA 174GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 6 https://docs.google.com/document/d/1-pTLmTNvLnbioq7BazkxfpGuNatnzyA7bucvF5PjTgg/edit?usp=sharing PROJETO DE VIDA GUIA DO EDUCADOR TEMA: TRANSFORMAÇÃO SOCIAL TÍTULO: PAPEL DO JOVEM NA TRANSFORMAÇÃO SOCIAL, PERFIL DE COMPORTAMENTO SOBRE PROJETO DE VIDA, FONTES E ESTRATÉGIAS PARA A CONSTRUÇÃO DE PROJETOS DE VIDA 2º ANO TEMA 4 AULA 1 O que faremos hoje? Bloco 4 Engajamento e Transformação Tema Transformação social Competências gerais da BNCC 1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuando a aprender e a colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva. 6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho, fazendo escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade. 8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, compreendendo-se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas. 10. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários. Habilidades de Projeto de Vida Conhecer diferentes perfis de comportamento e fontes de projetos de vida, e reconhecendo o próprio perfil e fonte de projeto de vida. Propor estratégias para a construção dos projetos de vida. PROJETO DE VIDA 175GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 1 Objetos de conhecimento Papel do jovem na transformação social, perfil de comportamento sobre projeto de vida, fontes e estratégias para a construção de projetos de vida. Materiais Matéria do Nexo Jornal: “Maio de 1968: as origens e os ecos do movimento” impressa para cada grupo de quatro estudantes ou acessada via internet. Tempo de aula 120 minutos O que dizem os estudiosos? William Damon, importante estudioso dos projetos de vida de adolescentes, encontrou em um de seus estudos (2009) quatro perfis de comportamento relativos à construção dos projetos de vida: os desengajados, os sonhadores, os superficiais e os que têm projetos de vida. Embora tal estudo tenha sido realizado com jovens nos Estados Unidos, esses perfis parecem fazer sentido ao nos depararmos com a forma como os jovens brasileiros respondem a perguntas relativas ao que desejam para suas vidas futuras. Os jovens desengajados não sabem o que desejam para suas vidas e não fazem qualquer tipo de esforço para buscar algo com que se engajar. Alguns são apáticos e desinteressados, outros buscam apenas o prazer pessoal em atividades cotidianas, como estar com os amigos, ir a festas ou fazer compras. Os jovens sonhadores desejam muitas coisas para a sua vida futura e esses desejos são carregados de sentido pessoal. Contudo, não se engajam em atividades que permitam sua concretização, de modo que suas intenções carecem de planos práticos para que sejam realistas. Os jovens superficiais se engajam em atividades que parecem estar vinculadas a algum tipo de propósito para a sua vida presente, mas não em atividades que lhes permitam ter o futuro que almejam. PROJETO DE VIDA 176GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 1 Os jovens que têm projetos de vida, por sua vez, encontraram algo para se dedicar que consideram significativo, sustentam esse interesse com o passar do tempo, têm clareza acerca do que é necessário fazer para atingir esses objetivos e já se comprometem em realizar as atividades possíveis no momento presente. Conhecer esses perfis contribui para que os jovens tomem consciência das diversas maneiras de se lidar com o futuro, procurando identificar o que é preciso fazer para construir um projeto de vida e transformar a própria realidade por meio do engajamento em ações concretas. Como é que se faz? Organizando a aula Essa é a primeira aula do tema Transformação social,do Bloco 4. Engajamento e Transformação. Apresente-o aos estudantes, expondo que, ao longo das próximas seis aulas, eles serão convidados a refletir sobre como seus projetos de vida podem mudar a própria realidade e a dos demais, caso eles se engajem em atividades que visem à concretização dessas mudanças. Depois, solicite que eles formem grupos de até quatro estudantes para realizar as atividades dessa aula. PROJETO DE VIDA 177GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 1 Despertando o interesse Entregue a cada grupo de estudantes a matéria “Maio de 1968: as origens e os ecos do movimento”, publicada pelo Nexo Jornal e disponível no link abaixo. link externo. (Acesso em 20/07/2020). Solicite que eles leiam a matéria em grupos e, depois, que se voluntariem para comentar o tema abordado e responder oralmente às perguntas disparadoras disponíveis na Ficha de Atividades dessa aula (Aula 1 - O que o jovem quer da vida?). Espera-se que os estudantes percebam que o movimento conhecido como “Maio de 1968” reuniu jovens que estavam insatisfeitos com os valores e o conservadorismo da sociedade francesa da época e que lutaram pela transformação social para construir uma sociedade mais justa e menos individualista. Construindo conhecimentos Atividade 1 Leia junto com os estudantes o enunciado da atividade 1. Promova uma roda de discussão sobre a imagem da juventude em meados da década de 1960 e da juventude atual. Estimule que eles apresentem suas percepções sobre como os veículos de comunicação os retratam e se eles se identificam com o estereótipo de apatia, individualismo e/ ou imediatismo. Questione se eles percebem a existência de um padrão geral de comportamento mais ou menos engajado com a transformação social. Não deixe de problematizar que atualmente se fala muito em “juventudes” no plural, para designar a diversidade de modos de vida e visões de mundo existentes nesse grupo. Atividade 2 Leia com os estudantes o enunciado da atividade 2 e explique que eles farão um estudo PROJETO DE VIDA 178GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 1 https://www.nexojornal.com.br/explicado/2018/05/05/Maio-de-1968-as-origens-e-os-ecos-do-movimento sobre oito casos diferentes de jovens e o que eles desejam para suas vidas. O objetivo da atividade é que eles possam identificar quais relatos correspondem à classificação proposta por William Damon sobre os comportamentos em relação ao projeto de vida (jovens desengajados, sonhadores, superficiais e que têm projetos de vida). Em um segundo momento, eles deverão apresentar quais são os aspectos desses relatos que poderiam inspirar a construção de projetos, atuando como fontes de projetos de vida. Por fim, eles deverão propor estratégias para que cada um dos jovens dos casos possa construir um projeto de vida que esteja de acordo com a definição proposta por Damon. Abaixo apresentamos uma possibilidade de gabarito para essa atividade: Relato 1 a) Sonhador. b) Convivência, Relações interpessoais (família e amigos). c) Objetivos claros, estratégias e engajamento para concretizá-los. Relato 2 a) Projeto de vida. b) Saúde mental, bem-estar físico e psicológico, espiritualidade. PROJETO DE VIDA 179GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 1 c) Já é um projeto de vida, mas deve manter- se engajada na realização das estratégias que elaborou para atingir seus objetivos. Relato 3 a) Desengajado. b) Não apresenta possibilidades de fontes de projeto de vida. c) Uma fonte que lhe conceda propósito, objetivos claros, estratégias e engajamento para atingir seus objetivos. Relato 4 a) Superficial. PROJETO DE VIDA 180GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 1 b) Conhecimento, ciência, estudos. c) Objetivos de longo prazo, estratégias e engajamento para conquistá-los. Relato 5 a) Projeto de vida. b) Criação, inovação, carros. c) Já é um projeto de vida, mas deve manter- se engajada na realização das estratégias que elaborou para atingir seus objetivos. Relato 6 a) Desengajado. b) Não apresenta possibilidades de fontes de projeto de vida. c) Uma fonte que lhe conceda propósito, objetivos claros, estratégias e engajamento para atingir seus objetivos. Relato 7 a) Sonhador. b) Mudar o mundo, transformação social. c) Objetivos claros, estratégias e engajamento para concretizá-los. Relato 8 a) Superficial. b) Esporte, saúde física. PROJETO DE VIDA 181GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 1 c) Objetivos de longo prazo, estratégias e engajamento para conquistá-los. Registrando o aprendizado Atividade 3 Após a discussão sobre os casos apresentados, solicite que os estudantes perguntem a si mesmos o que eles querem para sua vidas. Peça para que reservem alguns minutos de introspecção para refletir sobre os aprendizados da aula de hoje e a relação que estabelecem com suas perspectivas pessoais para o futuro. Após a reflexão individual, oriente para que eles respondam a atividade 3, da Ficha de Atividades, com o maior detalhamento possível. Ao final da aula, pergunte se alguns estudantes desejam compartilhar suas reflexões e o que eles aprenderam sobre si mesmos. Vamos falar de educação socioemocional? O ser humano é um ser social. Por isso, está sempre envolvido em alguma relação. Pode ser uma relação com algum familiar, de onde emergem papéis sociais como o de filho, pai, mãe, irmão etc. Também pode ser uma relação com a comunidade, de onde emergem papéis sociais como o de vizinho, síndico, religioso, líder comunitário... Pode, ainda, ser uma relação com atividades da vida, de onde emergem papéis como o de músico, atleta, cantor, humorista... Por fim, pode ser uma relação com o trabalho, de onde emergem papéis sociais como o de estudante, colega de sala, monitor, docente e por aí vai. PROJETO DE VIDA 182GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 1 PAPEL SOCIAL É toda forma de interação social que usamos para realizar alguma atividade ou para construir algum relacionamento na vida. No fim do dia, somos todos uma grande combinação de vários papéis sociais, e isso é importante porque nos ajuda a entender quem somos e como nossa identidade vai se formando. É por meio de nossos papéis sociais que somos enxergados, reconhecidos e avaliados pela sociedade. E é a partir desse reconhecimento social que nossa Identidade começa a ser formada. Quando analisamos as relações sociais das quais fazemos parte, bem como as atividades que praticamos ao longo do nosso cotidiano, temos a chance de entender e decidir qual é nosso papel no mundo. Às vezes, descobrimos que estamos colocando nosso foco, esforço e energia em áreas, atividades e relacionamentos que nos afastam de nossos objetivos e sonhos. Na sala de aula, o educador deve orientar os estudantes a mapearem seus papéis sociais e a refletirem sobre o impacto da prática de cada um deles em sua vida: “Quais os papéis sociais mais importantes que você pratica na sua vida hoje?”, “Coloquem uma pontuação para o esforço e energia que investem em cada um deles.”, “Esse investimento está compatível com seus sonhos e objetivos?”, “Que papel você deveria deixar de exercer para ficar mais perto da pessoa que você quer ser/se tornar?”, “Que papel está faltando na sua vida hoje, para que você fique mais perto de realizar seus sonhos e objetivos?”, “O que seus papéis estão mostrando para as pessoas importantes do seu convívio?”, “Eles estão mostrando como você gostaria de contribuir para transformar o mundo?”. PROJETO DE VIDA 183GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 1 A ideia central aqui é ajudar os estudantes a tomarem consciência de como estão distribuindo seu tempo, energia e dedicação pessoal entre seus papéis sociais, ficando mais aptos a descobrir se estão mais próximos ou distantes de seus projetos de vida. Que tal aprender mais? Projeto de vida - IntroduçãoNeste vídeo promovido pela Frente de Currículo e Novo Ensino Médio do Consed (Conselho Nacional de Secretários da Educação), a pesquisadora especialista em projetos de vida, Profa. Dra. Hanna Cebel Danza, explica seis tipos de comportamento relacionado à construção dos projetos de vida que contribuem para uma compreensão mais ampla sobre o perfil dos jovens brasileiros. link externo. (Acesso em 20/07/2020). Clique aqui para acessar o material do estudante em pdf Clique aqui para acessar o Material do Estudante Editável Referências Bibliográficas DAMON, William. O que o jovem quer da vida? Como pais e docentes podem orientar os adolescentes. São Paulo: Summus, 2009. PROJETO DE VIDA 184GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 1 https://www.youtube.com/watch?v=NYFFc4HcPBM&t=21s https://drive.google.com/file/d/1o3KN7GsPK8RAO0jjiWKq387MlkJaqGKK/view?usp=sharing https://drive.google.com/file/d/1QDXLLjiwu0AcNEWrGFf_c94wo-9PbQ-e/view?usp=sharing PROJETO DE VIDA GUIA DO EDUCADOR TEMA: TRANSFORMAÇÃO SOCIAL TÍTULO: PROTAGONISMO JUVENIL 2º ANO TEMA 4 AULA 2 O que faremos hoje? Bloco 4 Engajamento e Transformação Tema Transformação social Competências gerais da BNCC 1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuando a aprender e a colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva. 6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho, fazendo escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade. Habilidades de Projeto de Vida Conhecer e valorizar iniciativas individuais e coletivas que podem ser consideradas ética e moralmente exemplares, avaliar seus impactos nos indivíduos e na sociedade, bem como identificar sua integração aos projetos de vida de seus agentes Objetos de conhecimento Protagonismo Juvenil Materiais Recursos para a reprodução de vídeo disponível na internet Folhas avulsas Tempo de aula 120 minutos PROJETO DE VIDA 185GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 2 O que dizem os estudiosos? Protagonista é um termo cuja origem etimológica vem da palavra grega protagonistés (proto= primeiro; agonistes= ator), usada em referência ao ator principal do teatro grego ou à pessoa que desempenhava o papel principal em um acontecimento. O conceito de protagonismo juvenil refere-se à participação ativa de jovens em instâncias de tomada de decisão e em ações que visem atender às suas necessidades, ao enfrentamento de situações reais e à resolução de problemas, seja no âmbito escolar, da comunidade ou da sociedade em sentido mais amplo (COSTA, 1999; FERRETI; ZIBAS; TARTUCE, 2004). O protagonismo juvenil, direcionado ao enfrentamento de situações que afetam direta ou indiretamente as juventudes, propicia sua inserção no mundo adulto em face a suas complexas demandas. Contribui, dessa forma, com o desenvolvimento do senso de solidariedade, de responsabilidade e com o compromisso social. Além disso, colabora com a construção da autonomia intelectual e moral, bem como com a capacidade de lidar com desafios e de propor e colocar em prática estratégias para a resolução de problemas reais e complexos. PROJETO DE VIDA 186GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 2 Como é que se faz? Organizando a aula Para a realização desta aula, será necessário disponibilizar aos estudantes folhas de papel avulsas. Caso seja possível aos estudantes acessarem a internet, devem-se disponibilizar dispositivos eletrônicos por meio do qual irão acessar os textos e vídeos utilizados na aula. Caso contrário, sugere- se imprimir os textos antes da aula. Os textos estão disponíveis nos links apresentados na Atividade 2. Despertando o interesse Antes de entregar a ficha da aula aos estudantes, realize a atividade introdutória, apresentando a origem etimológica da palavra protagonista e discutindo as duas questões, presentes no material do estudante. Recomenda-se que essa aula seja articulada ao projeto interdisciplinar, podendo ser utilizada como primeira aula do projeto. Após a leitura da origem etimológica da palavra “protagonista”, permita que alguns estudantes exponham suas respostas às questões disparadoras. Explore com os estudantes em quais âmbitos da vida (familiar, escolar, comunitário, social, etc.) eles consideram que desempenham um papel de protagonistas. Pergunte quais deles já se envolveram com práticas voltadas à transformação social. Após a discussão, apresente o conteúdo e as habilidades dessa aula, explicando que eles conhecerão os conceitos de Protagonismo Juvenil e de Projeto de Vida Cidadão, além de casos de jovens protagonistas de transformações sociais. PROJETO DE VIDA 187GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 2 Construindo conhecimentos Atividade 1 Faça a leitura coletiva dos textos Protagonismo Juvenil e Projeto de Vida Cidadão. Junto à leitura do primeiro texto, é possível retomar as perguntas disparadoras, pedindo que os estudantes revelem experiências pessoais que podem ser consideradas exemplos de protagonismo. Acerca das questões a serem respondidas ao final do texto, espera-se que os estudantes identifiquem que um Projeto de Vida Cidadão é motivado por valores como a justiça social, a igualdade de gênero, a preservação ambiental, a promoção da saúde, a paz, o cuidado com a pessoa idosa, entre outros. Em relação às experiências e/ou pessoas inspiradoras, os jovens poderão citar acontecimentos pelos quais passaram, que presenciaram ou por meio do qual tomaram conhecimento. Além disso, podem mencionar pessoas famosas, conhecidos ou familiares que exemplificam condutas éticas e engajamento social. Atividade 2 O acesso ao conteúdo de cada caso poderá ser feito por meio de texto ou vídeo (casos 1, 2 e 4). Sobretudo para os casos 1 e 4, recomenda-se dar prioridade ao vídeo pelo fato de apresentar os depoimentos de jovens líderes sociais. Organize as mesas da sala de aula em estações, cada uma delas destinada a um dos casos. Recomenda-se a formação de grupos de quatro estudantes. Cada um deles ficará responsável por elaborar as perguntas para um dos casos e corrigi-las após seus colegas responderem. Solicite que cada grupo formule duas perguntas sobre o vídeo e registre-as na ficha da aula e em uma folha de papel avulsa, que deverá ser deixada em cima das mesas de sua estação. Após todos PROJETO DE VIDA 188GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 2 os grupos formularem as perguntas, peça que se dirijam à estação seguinte, para que leiam as perguntas, acessem o material (texto ou vídeo) e respondam às questões. Os grupos devem passar por todas as estações. É possível que, devido ao número de estudantes por turma, seja necessário que dois grupos fiquem responsáveis por um mesmo caso. Se assim for, separe a turma em dois grandes grupos que contenham um grupo responsável por cada um dos casos, de modo que os estudantes possam trocar as perguntas entre si. No momento da correção, solicite que os grupos compartilhem suas respostas e que o grupo que as formulou avalie-as. Caso 1. Líder jovem indígena engaja juventudes para participar de decisões políticas em comunidades na região amazônica Acesso ao texto e ao vídeo: link externo. (Acesso em: 20/07/2020). Caso 2. BanCoP: o banco comunitário de Pindoretama Acesso ao texto: link externo. (Acesso em: 20/07/2020). PROJETO DE VIDA 189GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 2 https://www.ashoka.org/pt-br/story/leadyoung-lider-jovem-indigena-engaja-juventudes-para-participar-de-decisoes-politicas-em https://criativosdaescola.com.br/wp-content/uploads/2018/11/BanCop.pdfAcesso ao vídeo: link externo. (Acesso em: 20/07/2020). Caso 3. Células motivadoras: conectando-se com o futuro. Acesso ao texto: link externo. (Acesso em: 20/07/2020). Caso 4. Grupo de meninas negras de São Paulo articula rede que apoia jovens negras a terem mais oportunidades com o uso da tecnologia Acesso ao texto e ao vídeo: link externo. (Acesso em: 20/07/2020). Registrando o aprendizado Atividade 3 Reserva os 10 minutos finais da aula para os estudantes elaborarem a síntese de seus aprendizados, conforme o comando da Atividade 3. Caso haja tempo, pode-se solicitar que compartilhem seus textos com os colegas. Vamos falar de educação socioemocional? PROJETO DE VIDA 190GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 2 https://www.youtube.com/watch?v=Ikk1Htx1itM&feature=youtu.be https://criativosdaescola.com.br/wp-content/uploads/2019/08/premiado-desafio-criativos-da-escola-2019-celulas-motivadoras.pdf https://www.ashoka.org/pt-br/story/leadyoung-grupo-de-meninas-negras-de-sao-paulo-articula-rede-que-apoia-jovens-negras-terem A capacidade de criar laços sociais interfere em várias áreas da vida. Afinal, onde há pessoas interagindo existem relacionamentos das mais diversas naturezas que estão sendo estabelecidos. Aprender a se aproximar das pessoas, criando vínculos de benefícios recíprocos, reflete diretamente na qualidade dos relacionamentos pessoais, profissionais e comunitários. Como sabemos, essa habilidade de estreitar laços sociais é fator preponderante não apenas para viabilizar conquistas da vida pessoal e profissional, mas, principalmente, para potencializar a saúde mental e emocional. Afinal, quanto maior a qualidade dos vínculos interpessoais na vida de alguém, maior é a sua chance de cultivar uma vida saudável, plena e emocionalmente feliz. SOCIABILIDADE É a capacidade de conviver com os diferentes atores do mundo social, estabelecendo dinâmicas relacionais adaptativas. Tanto a família quanto a comunidade escolar têm papel fundamental no aperfeiçoamento da sociabilidade. O florescimento efetivo dessa habilidade nos estudantes pode, inclusive, ser o ponto chave para desencadear movimentos de organização e articulação social no cenário da comunidade escolar. Na sala de aula, o educador deve estar atento inicialmente a três grupos mais marcantes de expressão da sociabilidade: aquele dos estudantes mais espontâneos e sociáveis, aquele dos estudantes mais quietos e reservados e aquele dos estudantes que se alternam entre sociáveis e reservados, de acordo com o grau de intimidade e segurança com quem estão estreitando contato. PROJETO DE VIDA 191GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 2 Uma boa estratégia para mapear essas tendências naturais é começar a organizar trios de trabalho constituídos por um estudante de cada perfil. Esse ponto de partida aumenta as chances de os perfis diferentes de sociabilidade se complementarem na dinâmica e realização da tarefa, cada um funcionando como contexto de desenvolvimento social para o outro. Vamos exemplificar. Quando um sociável interage com um reservado, os dois são estimulados a se compreender e a se adaptar a uma forma diferente de interação social. Assim, o educador deve incentivar o sociável a perguntar e ouvir mais sobre o que reservado pensa e tem a dizer, prevalecendo seu papel de ouvinte na interação. No mesmo sentido, o reservado precisará se esforçar para se colocar e se posicionar mais do que está habituado, exercitando seu papel de comunicador na interação. Que tal aprender mais? Instituto Ashoka O Instituto Ashoka trabalha com os temas do protagonismo juvenil voltados à transformação social. No site, é possível conhecer os programas desenvolvidos pela ONG, a exemplo do LeadYoung, de incentivo e reconhecimento de ações transformadoras promovidas por jovens. Protagonismo Juvenil na literatura especializada e na reforma do Ensino Médio Nesse artigo, os autores exploram o conceito de protagonismo juvenil tal como aparece em diferentes estudos, demonstrando sua relação com conceitos como participação social e educação para PROJETO DE VIDA 192GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 2 a cidadania. Estabelecem, ademais, relações com a definição apresentada pelas Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio de 1998. FREITAS, Celso J.; ZIBAS, Dagmar M. L.; TARTUCE, Gisela Lobo B. P. Protagonismo juvenil na literatura especializada e na reforma do ensino médio. Cadernos de Pesquisa, v. 34, n. 122, p. 411- 423, maio/ago. 2004. Disponível em: link externo. (Acesso em: 18/07/2020). Clique aqui para acessar o material do estudante em pdf Clique aqui para acessar o Material do Estudante Editável Referências Bibliográficas COSTA, A.C.G. O adolescente como protagonista. Cadernos Juventude, Saúde e Desenvolvimento. Brasília, DF: v.1, ago. 1999. FREITAS, Celso J.; ZIBAS, Dagmar M. L.; TARTUCE, Gisela Lobo B. P. Protagonismo juvenil na literatura especializada e na reforma do ensino médio. Cadernos de Pesquisa, v. 34, n. 122, p. 411-423, maio/ ago. 2004. NOVAES, Regina R. Juventude e Participação Social: apontamentos sobre a reinvenção da política. In: ABRAMO, Helena; FREITAS, Maria; SPOSITO, Marilia. (Org.). Juventude em debate. São Paulo: Cortez, 2000. p. 46-69. PROJETO DE VIDA 193GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 2 https://www.scielo.br/pdf/cp/v34n122/22511 https://drive.google.com/file/d/1SydkkRAtkm3NsIts6J7T0SRMW-OvaKMw/view?usp=sharing https://drive.google.com/file/d/1TnQ9bhhzOrpUiOyXnXL-3QPcrPpbDQYa/view?usp=sharing PROJETO DE VIDA GUIA DO EDUCADOR TEMA: TRANSFORMAÇÃO SOCIAL TÍTULO: PROCESSO CRIATIVO 2º ANO TEMA 4 AULA 3 O que faremos hoje? Bloco 4 Engajamento e transformação Tema Transformação social Competências gerais da BNCC 2. Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes áreas. Habilidades de Projeto de Vida Criar soluções coerentes e inovadoras para problemas hipotéticos ou reais Objeto de conhecimento Processo criativo Materiais Folhas A4, lápis de cor e/ou giz de cera, computador, música ambiente e caixa de som. Tempo de aula 120 minutos PROJETO DE VIDA 194GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 3 O que dizem os estudiosos? A criatividade pode ser entendida como o encontro da inteligência com a fantasia. Criatividade significa capacidade de criar, inventar ou fazer inovações frente a uma situação e/ou problema e tem relação com a palavra originalidade. A criatividade necessariamente gera uma ação, seja um novo produto, uma nova ideia ou teoria. A criatividade acontece por meio de processos cognitivos, e isso significa afirmar que todo ser humano apresenta um certo grau de habilidades criativas, que podem ser aprimoradas e desenvolvidas por meio de exercícios e reflexões. Para estimular o processo criativo, é interessante conhecer suas etapas, conforme sistematizadas pelo neurocientista Daniel Goleman (2011): 1. Primeira etapa: definição do problema. Faz parte desse momento a observação atenta, a sensibilização por determinada situação e/ou problema e os questionamentos. 2. Segunda etapa: nessa etapa, o indivíduo explora melhor a nova ideia, como se se refina a ideia original por meio de estudos. É o momento de reunir ideias, dados, informações, qualquer coisa que vá ajudá-lo com uma descoberta criativa. 3. Terceira etapa: é o período de internalização, no qual o inconsciente está trabalhando e fazendo conexões inesperadas. Nesse PROJETO DE VIDA 195GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 3 momento, o ócio pode contribuir para a mente inconsciente não pensar emnada, portanto é preciso relaxar! 4. Quarta etapa: é a etapa de execução das ideias. O autor propõe uma regra quanto ao insight criativo: se alguém oferece uma ideia inédita, em vez de a próxima pessoa a falar combatê- la — o que acontece frequentemente na vida organizacional —, a pessoa seguinte que falar tem de ser uma ‘advogada dos anjos’, alguém que vai dizer: ‘essa é uma boa ideia e eis o porquê’.” As ideias criativas são como um frágil botão de flor — têm de ser nutridas para que possam florescer. Algumas variáveis influenciam no ato de criação. Por exemplo, sabe-se que alguns traços de personalidade facilitam o processo criativo, já que pessoas autoconfiantes têm coragem para expressar novas ideias aos outros e estão predispostas a correr riscos. Uma outra variável importante é saber manter-se motivado e isso inclui aceitar as frustrações como parte do processo criativo. Também se considera que as condições sociais, culturais e ambientais têm impacto importante no desenvolvimento da criatividade individual. Como é que se faz? Organizando a aula Receba os estudantes com música ambiente, de preferência, um estilo musical não convencional entre os jovens, como, por exemplo, uma música clássica de Mozart. Disponível em: (link externo), música tradicional grega (link externo), ou árabe (link externo). Deixe-as tocando em volume baixo ao PROJETO DE VIDA 196GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 3 https://www.youtube.com/watch?v=jYnllpLJqYc https://www.youtube.com/watch?v=q6NRT-PtPJU https://www.youtube.com/watch?v=mbh8cUyVGBo longo de toda a atividade do dia. Pode-se acessar a música do computador, ou do próprio celular, desde que conectado com uma caixa de som. Selecione as músicas com antecedência. Solicite aos estudantes que afastem todas as mesas e cadeiras, deixando um espaço no centro da sala para que possam se sentar no chão, formando um círculo. Despertando o interesse Faça uma chuva de ideias sobre o que é a criatividade. Estimule que o máximo de estudantes participem, acolhendo todas as respostas com respeito. Em seguida, distribua uma folha A4 para cada estudante e deixe, no centro da roda, os lápis de cor e/ou gizes de cera para que todos possam fazer uso deles. Solicite que coloquem seus nomes nas folhas e explique que a tarefa é fazer um desenho livre para estimular a criatividade. Não conte os detalhes da dinâmica, as etapas devem ser surpresa. ● Cada estudantes deve iniciar fazendo um desenho livre no lado oposto da folha onde está seu nome, reproduzindo qualquer coisa que esteja em sua mente. Encoraje-os a realizar algo desafiador e a fugir dos desenhos convencionais. Lembre-os de que a aula é para estimular a criatividade. Incentive-os a usar cores variadas. ● Depois de 1 min, avalie se todos já iniciaram alguns traços. Se não, dê mais alguns segundos e sinalize que o tempo está se encerrando. Após esse tempo, dê o comando para que passem os seus desenhos para o colega do seu lado direito. Este deve continuar o desenho, da maneira como preferir, complementando, ou criando algo novo. ● A cada 30 segundos, solicite que passem o desenho para o colega ao lado, sempre girando no mesmo sentido. A dinâmica só deve terminar quando a folha com o nome do estudante retornar até ele. Sugere-se que o desenho passe por, ao menos, 15 estudantes. PROJETO DE VIDA 197GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 3 Peça para que eles, em silêncio, apreciem o seu novo desenho e reflitam por meio de perguntas como: gostou do produto final? Era o que você havia planejado inicialmente? Peça para que eles compartilhem suas impressões e expectativas, contando o que haviam planejado e descrevendo como ficou o resultado final. Espera-se que eles percebam a potência da diversidade de ideias ao apreciar o produto final e que identifiquem que uma ideia pode seguir diferentes caminhos criativos. Comente que não é necessário que tenham gostado do novo desenho, mas que compreendam que as novas ideias ali reproduzidas apontam outros caminhos possíveis, ou mesmo enriquecem e servem de inspiração para sua ideia inicial. Sintetize apontando que a capacidade criativa se potencializa quando as ideias são compartilhadas, pois o sujeito amplia seu olhar e aprende a enxergar por meio de diferentes ângulos. Construindo conhecimentos Atividade 1 Realize a leitura coletiva da atividade. Em seguida, entregue uma nova folha A4 para cada estudante. Oriente-os a dobrá-la duas vezes, de modo que a folha fique com quatro quadrantes. Peça para enumerarem os quadrantes de 1 a 4. O propósito da atividade é trabalhar com ideias de inovação. Explique que eles precisarão desenhar, individualmente, o que eles inovariam no carrinho de supermercado e que também podem complementar o desenho com um texto descritivo. Ao todo, eles apresentarão quatro sugestões de inovação e, a cada 2 minutos, você dará o comando para eles iniciarem e/ou continuarem a ideia de inovação em outro quadrante. Por exemplo, se um estudante iniciou desenhando um leitor de código de barras acoplado PROJETO DE VIDA 198GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 3 ao carrinho de supermercado para verificar os preços dos produtos, no quadrante seguinte, ele pode continuar as melhorias sobre essa ideia e acrescentar um dispositivo para realizar o pagamento, como uma máquina de cartão de crédito, ou aparelho de pagamento por aproximação. Assim, além de verificar o preço, o consumidor pode adicionar a mercadoria na lista de compras e, ao final, realizar o pagamento. Outras ideias seriam incluir um dispositivo com GPS (mapas de navegação), para ajudar na localização dos produtos, ou que reproduza sua lista de compras do celular para um dispositivo no carrinho, por meio do bluetooth para que, ao encontrar os produtos, seja possível riscá-los da lista. Finalizada a tarefa individual, forme pequenos grupos (até cinco estudantes), para que possam apresentar suas ideias uns aos outros. Reforce a importância do respeito ao ouvir os colegas, pois um ambiente acolhedor estimula o potencial criativo. Para o próximo momento, peça para eles elaborarem uma inovação em conjunto, aproveitando as ideias dos membros do seu grupo para apresentarem para a turma. Para encerrar, solicite que cada grupo apresente sua inovação. Provoque-os a identificar se as inovações atendem às necessidades dos donos de supermercados e consumidores, expostas no enunciado da atividade, e quais outras necessidades procuram atender. Provoque reflexões a respeito da importância da construção coletiva para as novas ideias e como o compartilhamento de pontos de vista pode ser facilitador do processo criativo. Caso os grupos apresentem ideias semelhantes, vale destacar que elas podem ser complementares, potencializando a ideia que culminou com o produto final. Quem sabe conseguem construir uma inovação única que contemple as ideias da turma toda. PROJETO DE VIDA 199GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 3 Registrando o aprendizado Atividade 2 Leia a atividade e dê um tempo para que eles esquematizem alguma mudança criativa. Incentive- os a criar algo passível de ser implementado. Lembre-se: a criatividade pressupõe uma ação. Caso seja possível, peça que compartilhem suas ideias, sinalizando que podem inspirar-se naquelas dos colegas para aperfeiçoar sua ideia inicial. Vamos falar de educação socioemocional? A criatividade é um elemento chave no desenvolvimento socioemocional porque abre caminho para uma série de outras habilidades, como é o caso da resiliência, da flexibilidade cognitiva, do pensamento sistêmico e da resolução de problemas. CRIATIVIDADE É a capacidade de gerar novas ideias, conceitos, ou novas associações entre ideias ou conceitos existentes, geralmente levando a resultados originais. PROJETO DE VIDA 200GUIA DO EDUCADOR- 2º ANO | TEMA 4 | AULA 3 Na sala de aula, o educador deve estar atento às manifestações naturais e espontâneas da criatividade dos estudantes. A criatividade permite pensar fora da caixa, enxergar além do visível e transformar a realidade com soluções inventivas e inovadoras. Aqui, uma estratégia central é combinar com os estudantes momentos adequados para expressarem seu comportamento criativo. É importante construir acordos colaborativos com cada turma, com o intuito de definir quando e como as expressões criativas estão autorizadas e quando são inadequadas. Dessa forma, os estudantes começarão a compreender que a criatividade é muito bem- vinda na sala de aula, bastando que respeitem o compromisso de não atrapalhar ou interromper o curso de outras atividades. O educador deve incentivar seus estudantes a buscarem tornar a criatividade recorrente no cotidiano escolar: “Podemos usar alguns horários da semana para exercitar nossa criatividade. O que acham?”, “Que espaços e atividades exercitam a criatividade de vocês? “, “Como podemos introduzir esses espaços na nossa rotina de sala de aula?”, “É importante também combinarmos alguns limites para expressar nossa criatividade. Que limites são importantes na visão de vocês?”, “Na minha visão de docente, alguns limites centrais são...”, “Estão dispostos a fazer esse acordo de possibilidades e limites para termos oportunidade de praticar a criatividade?” Nesse cenário, uma boa ideia é criar algum tipo de cronograma de espaços e atividades que englobem interesses de diversas naturezas e evidenciam como a criatividade pode ser expressa de múltiplas formas pelos diferentes estilos de pessoas. Eles vão acompanhar o progresso criativo uns dos outros, já que, quanto mais exercitada, mais a criatividade se expande. Também é bastante válido começar a fazer as manifestações criativas dos estudantes PROJETO DE VIDA 201GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 3 interagirem entre si, no sentido de produzirem algo colaborativamente, como roteiros de teatro, vídeo, painéis de desenhos e pinturas, campanhas publicitárias, jogos tecnológicos. O céu é o limite. Que tal aprender mais? IDEO Cart Project – em português IDEO é uma empresa norte-americana que trabalha com design e inovação. O vídeo expõe a rotina de trabalho para o processo de criação dos seus funcionários e o exemplo de inovação apresentado na reportagem é justamente um carrinho de supermercado. Se julgar pertinente, passe o vídeo no final da atividade 1, como fechamento do tema. Disponível em: link externo 10 ideias que podem estimular a criatividade Nesse vídeo, o historiador Leandro Karnal apresenta 10 ideias que ajudam a estimular a criatividade. Disponível em: link externo. (Acesso em abril 2020). PROJETO DE VIDA 202GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 3 https://www.youtube.com/watch?v=i4PGOc0-v0U&t=2s https://www.youtube.com/watch?v=jbaBoslKDSg Clique aqui para acessar o material do estudante em pdf Clique aqui para acessar o Material do Estudante Editável Referências Bibliográficas ALVES, M. L. C.; CASTRO, P. F. Criatividade: histórico, definições e avaliação. Revista Educação UNG-Ser, Guarulhos, v.10, n.2, p.47-58, 2015. Disponível em: http://revistas.ung.br/index.php/educacao/ article/view/2161. Acesso em 16 jul. 2020. CRIATIVIDADE. Dicionário Online de Português. Disponível em: https://www.dicio.com.br/criatividade/. Acesso em: 16 jul. 2020. GOLEMAN, Daniel. O cérebro e a inteligência emocional .Objetiva. Edição do Kindle, 2011. PROJETO DE VIDA 203GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 3 https://drive.google.com/file/d/12ajOIzB1BNL1dm93hgs6a1p1df213x8q/view?usp=sharing https://drive.google.com/file/d/1_3fdZ5s5Y7cbc67AAu7WTFpNCIK3E_D5/view?usp=sharing PROJETO DE VIDA GUIA DO EDUCADOR TEMA: TRANSFORMAÇÃO SOCIAL TÍTULO: AS ARTES COMO FERRAMENTA DE TRANSFORMAÇÃO SOCIAL; CONCEITO DE ARTE CONTEMPORÂNEA 2º ANO TEMA 4 AULA 4 O que faremos hoje? Bloco 4 Engajamento e Transformação Tema Transformação social Competências gerais da BNCC 3. Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, também participando de práticas diversificadas da produção artístico-cultural. 4. Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital –, bem como conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos, produzindo produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo. Habilidades de Projeto de Vida Conhecer e valorizar iniciativas individuais e coletivas que podem ser consideradas ética e moralmente exemplares, avaliar seus impactos nos indivíduos e na sociedade, bem como identificar sua integração aos projetos de vida de seus agentes. Identificar, compreender e sensibilizar-se com problemas sociais e ambientais, propondo e realizando ações voltadas ao bem comum, à justiça social, à sustentabilidade e à democracia. Objetos de conhecimento As artes como ferramenta de transformação social; conceito de arte contemporânea. Materiais Aparelho para a reprodução de música Tempo de aula 120 minutos PROJETO DE VIDA 204GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 4 O que dizem os estudiosos? Desde a Modernidade, a arte tem sido cada vez mais utilizada como ferramenta de questionamento de padrões sociais e de manifestação política. Seja por meio das artes visuais, da literatura, do teatro, da dança, do cinema, da fotografia ou da música, artistas têm assumido o papel de formular críticas sociais, reivindicar direitos e lutar pelo bem comum. Tendo em vista que se engaja em problemas sociais que afetam a coletividade, a arte pode ser considerada uma forma de ativismo. A arte contemporânea, que tem como características mesclar diferentes linguagens artísticas e contestar representações habituais e a própria definição de arte, costuma problematizar e suscitar reflexões sobre questões da sociedade atual. Muitas vezes, preocupa-se menos em seguir determinado padrão estético sobre aquilo que é considerado belo e mais com o gerar interrogações, incômodos, interagir com o espectador e promover críticas sociais. Por tal razão, pode contribuir com a transformação social, sobretudo quando extrapola os círculos acadêmicos e os museus e intervém no espaço público por meio de instalações, performances, murais e grafites. PROJETO DE VIDA 205GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 4 Como é que se faz? Organizando a aula Inicie a aula mencionando o tema e as habilidades que serão trabalhadas. Informe aos estudantes que a primeira metade da aula está voltada à reflexão sobre o papel das artes na transformação social, mediante a análise de produções artísticas, e que, na segunda metade, eles irão iniciar a pesquisa de canções para compor uma playlist. Essa aula pode ser feita em parceria com os componentes curriculares de Artes e Língua Portuguesa. Despertando o interesse Antes de solicitar que os estudantes analisem as diferentes produções artísticas disponíveis na Ficha de Atividades, reproduza a canção Maria de Vila Matilde, de Elza Soares. Disponível em: link externo. Acesso: 26/07/2020. Solicite a eles que acompanhem-na mediante a leitura da letra. Leia com os estudantes as questões e reserve alguns minutos para que eles analisem as produções e pensem nas respostas para as perguntas. Pergunte a eles se conhecem os artistas e sugira que investiguem outras produções que realizaram em casa. Em seguida, discuta coletivamente cada uma das questões. PROJETO DE VIDA 206GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 4 https://www.youtube.com/watch?v=-09qfhVdzz8 1) As artes podem dar margem a diferentes interpretações. Algumas das interpretações possíveis para cada uma dasquatro produções são expostas a seguir. Por meio da canção Maria de Vila Matilde, Elza Soares buscou problematizar a violência doméstica contra a mulher, fato ainda muito presente no lar de muitas famílias brasileiras. A autora faz referência ao Disque 180, canal de denúncia à violência contra a mulher criado pela Secretaria de Políticas para Mulheres. Paulo-Ito-Fome-Zero O grafite do artista Paulo Ito faz uma crítica à influência e manipulação que a mídia pode exercer sobre a opinião das pessoas e o quanto estas estão alienadas acerca do poder que a mídia exerce sobre elas. Por meio do poema Vida Loka, Sérgio Vaz, poeta periférico e fundador do Sarau Cooperifa, explora o potencial dos estudos, da leitura e da poesia em emancipar os jovens moradores das periferias e oferecer a eles um caminho alternativo ao mundo do crime e do tráfico. O poeta usa referências do mundo das drogas e do crime como recurso metafórico, deslocando-as para o contexto dos estudos, da leitura e da poesia. PROJETO DE VIDA 207GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 4 A escultura de Jens Galschiot foi exposta durante a Cúpula do Clima de Copenhague em dezembro de 2009, com o objetivo de denunciar as injustiças globais. A escultura de uma mulher obesa sendo carregada por uma homem pobre e extremamente magro procura representar o quanto a população pobre carece de recursos para a própria sobrevivência enquanto “carrega nas costas” uma parcela da população que a explora e que obtém um excedente de recursos. Uma interpretação esperada para a ilustração de Pawel Kuzynski é que o mundo digital em geral (os celulares e as redes sociais, em particular) estão cada vez mais presentes na vida das pessoas, ocupando toda parcela de seu tempo, sem deixar espaço para outras atividades, como o lazer, que não dependam desses recursos. Nesse momento, é importante problematizar os prejuízos que o excesso de uso das redes sociais pode causar à saúde mental, ao campo dos relacionamentos e à qualidade de vida das pessoas. Mencione que o vício em redes sociais é considerado uma doença por alguns especialistas, um tipo de dependência tal como a dependência a drogas, inclusive podendo causar sintomas de abstinência como o sentimento de ansiedade e angústia quando a pessoa não consegue (ou permanece certo tempo sem poder) acessar uma rede social. 2) Resposta pessoal. Questione os estudantes quais são as produções artísticas com maior potencial transformador. Problematize o quanto a acessibilidade e o alcance social de uma produção artística são fatores diretamente relacionados ao seu potencial transformador, tal é o caso da canção e da arte de rua (murais, grafittes, lambs, teatro, instalações, etc). 3) Resposta pessoal. Alguns artistas conhecidos por usarem a arte como ferramenta de contestação são aqueles da música popular brasileira que se manifestaram contra a ditadura militar, como Chico Buarque (com canções como “Roda Viva”, “Cálice” e “Apesar de você”), PROJETO DE VIDA 208GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 4 Geraldo Vandré (com a icônica “Pra não dizer que não falei das flores”) e Elis Regina, que interpretou a composição “O bêbado e o equilibrista”, de João Bosco e Aldir Blanc. Pergunte aos estudantes se conhecem artistas que se manifestaram politicamente no período da ditadura militar e se conhecem essas canções. Alguns artistas da nova geração que se destacam pelo ativismo por meio de suas letras são o rapper Emicida, a banda Baiana System e a cantora transgênero Liniker. Construindo conhecimentos Atividade 1 Faça a leitura do texto com os estudantes. Depois, peça para que eles respondam oralmente às perguntas dessa atividade. Para contribuir com a discussão, veja uma possibilidade de gabarito abaixo: a) Mundano parece ter como projeto de vida usar a arte como uma ferramenta de crítica e transformação social. Por meio dela, ele contribui para tirar da invisibilidade social catadores de lixo reciclável que, apesar de fazerem um trabalho muito digno, que oferece benefícios para a sociedade, são pouco valorizados. b) O tema da invisibilidade social dos catadores de lixo reciclável e a desvalorização da arte de rua. a-arte-e-o-amor-de-mundano-pelos-catadores-e-pela-liberdade- conexao-planeta-bom-dia-abre PROJETO DE VIDA 209GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 4 Atividade 2 Nesta atividade, os estudantes deverão pesquisar canções que façam algum tipo de crítica ou reivindicação social. Comunique a eles que as canções selecionadas serão usadas na aula seguinte para a realização de dinâmicas de grupo e produção de uma playlist coletiva. Registrando o aprendizado Atividade 3 Nesta atividade, os estudantes deverão fazer uma produção artística que contemple alguma crítica ou reivindicação social. A proposta não é a criação de uma produção elaborada, mas tão somente um exercício de criatividade e síntese dos aprendizados desta aula. Diga aos estudantes que não há problema se não possuem habilidades técnicas, pois o mais importante é a ideia por trás da produção. Mencione que, caso optem por um desenho e julguem que ele não expressa suas ideias adequadamente, podem complementá-lo com uma descrição. Caso alguns estudantes sintam dificuldade em criar algo sem uma referência inicial, sugira, como possibilidade, que usem trechos das letras de canções que pesquisaram na Atividade 2 e componham uma ilustração para elas, ou que mesclem partes das letras de músicas diferentes e produzam um verso, ou uma estrofe original. Vamos falar de educação socioemocional? A comunicação é uma habilidade essencial PROJETO DE VIDA 210GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 4 para qualquer relacionamento humano. É por meio de variadas formas de expressão de pensamentos, sentimentos, impressões e intenções que as pessoas começam a fazer parte do universo pessoal umas das outras. COMUNICAÇÃO É a capacidade de transmitir informações, ideias, emoções e mensagens para as outras pessoas. Em geral, a comunicação pode ser verbal ou analógica. Existem muitas formas de se comunicar: por meio da fala, da escrita, dos gestos e movimentos corporais, das expressões faciais, de imagens e de sons. Para aprender a se comunicar com clareza e precisão, é necessário combinar diversas formas de expressão. Afinal, quando as palavras não abarcam o significado que se pretende transmitir ao ouvinte, é o momento de lançar mão de recursos expressivos complementares, como é o caso das expressões faciais, gestos corporais ou entonações vocais. A arte também é uma forma de expressão humana que, muitas vezes, busca comunicar alguma ideia, conceito, emoção ou reflexão. O formato PROJETO DE VIDA 211GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 4 comunicativo da arte tende a ser subjetivo, sendo possível depreender mais de um significado para a mesma obra, dependendo da pessoa que a observa e interpreta. De todo modo, a boa comunicação exige um conhecimento mínimo do conteúdo que será transmitido, assim como do contexto sociocultural das pessoas que receberão a mensagem. Na sala de aula, o educador deve estimular a comunicação em suas variadas formas, orientando os alunos a atentarem para alguns elementos centrais da boa comunicação: “Quando vocês quiserem passar uma ideia, primeiro precisam saber exatamente ‘o que’ esperam que seu ouvinte compreenda”, “Depois devem refletir sobre a melhor forma de expressar essa ideia. É a hora de pensar no ‘como’ passar a mensagem”, “Nessa etapa, vocês devem decidir se a ideia é melhor transmitida apenas falando, ou usando o apoio de uma imagem, som, manifestações artística e por aí vai ”, “É sempre importante perguntar ao seu ouvinte o que ele captou, é uma forma de você descobrir se precisa complementar com algum recurso mais esclarecedor para a realidade cultural dasua audiência”. Que tal aprender mais? A Arte Contemporânea Vídeo produzido pela Casa do Saber em que a curadora e pesquisadora Sabrina Moura define a arte contemporânea e aborda seu papel como ferramenta sociopolítica. Disponível em: link externo. (Acesso em: 21/07/2020). PROJETO DE VIDA 212GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 4 https://www.youtube.com/watch?v=S3jRywWQJH8 Adição à internet ou uso problemático da internet? Qual dos termos usar? Esse artigo discute o vício à internet e seus usos deletérios para a saúde mental. Disponível em: link externo. (Acesso em: 24/07/2020). Clique aqui para acessar o material do estudante em pdf Clique aqui para acessar o Material do Estudante Editável Referências Bibliográficas ARTE Contemporânea. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2020. Disponível em: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/termo354/arte- contemporanea. Acesso em: 21 de Jul. 2020. HAMERLY, Giovanna. A arte contemporânea como instrumento de protesto em tempos de crise. Disponível em: http://www.edgardigital. ufba.br/?p=10249. Acesso em 21/07/2020. A Arte Contemporânea. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=S3jRywWQJH8. Acesso em: 21/07/2020. PROJETO DE VIDA 213GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 4 https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-65642019000100220 https://drive.google.com/file/d/1aH9Ec2Ajdk3AQKvmM8eZhEkL4apKFOww/view?usp=sharing https://drive.google.com/file/d/1rZjVBnxrrcX6v-8_Va4HefC4i6_9YGo3/view?usp=sharing PROJETO DE VIDA GUIA DO EDUCADOR TEMA: TRANSFORMAÇÃO SOCIAL TÍTULO: ARTE E ENGAJAMENTO SOCIAL; ARTE COMO FONTE DE PROJETOS DE VIDA 2º ANO TEMA 4 AULA 5 O que faremos hoje? Bloco 4 Engajamento e transformação Tema Transformação social Competências gerais da BNCC 3. Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural. 4. Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital –, bem como conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos, produzindo sentidos que levem ao entendimento mútuo. 5. Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva. 6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho, fazendo escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência social e responsabilidade. PROJETO DE VIDA 214GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 5 Habilidades de Projeto de Vida Identificar, compreender e sensibilizar-se com problemas sociais e ambientais, propondo e realizando ações voltadas ao bem comum, à justiça social, à sustentabilidade e à democracia. Objeto de conhecimento Arte e engajamento social; arte como fonte de projetos de vida Materiais Computador e caixa de som; Notas de papel, saco opaco ou uma caixa. Tempo de aula 120 minutos O que dizem os estudiosos? A neurociência comprovou que a música traz benefícios significativos para o ser humano. Entre os mais conhecidos, estão a redução do estresse e a melhora do humor, o que indica forte associação com as áreas cerebrais que regulam a afetividade, o controle dos impulsos, as emoções e a motivação (AREIAS, 2016). A música também facilita o processo de aprendizagem, aumentando a concentração, a memória e ampliando o vocabulário. Além dos benefícios psíquicos e cognitivos, a música, quando usada em prol do ativismo, também tem o poder de conscientização e, por estar presente nos mais variados grupos sociais, é uma ótima ferramenta para engajar os jovens na temática da transformação social (WEIGSDING; BARBOSA, 2014). Diversos estudos associam a música com transformação social (WEIGSDING; BARBOSA, 2014), sobretudo quando se referem às práticas musicais, ou ao ensino da música. Entretanto, apenas a ação PROJETO DE VIDA 215GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 5 de escutar músicas já produz grandes benefícios para o indivíduo e para a sociedade. Alguns cantores reconhecem a canção como um meio para a promoção da cidadania - uma vez que há uma íntima relação entre ela e transmissão de valores – assim, muitas composições expressam realidades sociopolíticas e econômicas, influenciando na tomada de consciência dos problemas da comunidade e/ou do mundo. Como é que se faz? Organizando a aula Para esta aula, os estudantes precisarão acessar a internet. Portanto, se precisar, agende com antecedência o laboratório de informática. Para o momento do jogo, eles precisarão de espaço para realizarem as adivinhações. Despertando o interesse Inicie a aula perguntando se todos trouxeram as canções sobre transformação, solicitadas na aula passada. Solicite que alguns exponham como foi buscar por canções com essa temática, se tiveram alguma dificuldade em pesquisá-las ou se eram as que estavam acostumados a ouvir. Construindo conhecimentos Atividade 1 Realize a leitura coletiva da atividade. Lá constam as regras do jogo de adivinhação, que ocorrerá em três etapas. PROJETO DE VIDA 216GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 5 Antes de iniciar o jogo, é preciso que os estudantes conheçam todas as canções selecionadas para a playlist. Sugere-se que cada pequeno grupo apresente duas delas, podendo variar para mais ou menos, a depender do número total de estudantes em sala. Estima-se que, para a dinâmica, são necessárias entre 15-20 canções. Ajude-os a organizar o jogo, seja colocando as canções no saco, auxiliando a decidir a ordem dos pequenos grupos, cronometrando o tempo ou somando os pontos na lousa. Enquanto um grupo está tentando adivinhar a canção, é preciso zelar pelo silêncio do restante da turma, para não atrapalhar a vez dos colegas. Certifique-se de que ninguém está com caderno ou anotações, para evitar que tenham copiado os nomes das canções e estejam lendo. Esse jogo estimula a memória e a concentração. Cuide para que nenhum papel do saco se perca após o seu uso. Você pode sugerir para depositarem na mesa aqueles papéis que o grupo acertar e devolver imediatamente para o saco aqueles que eles resolverem pular. Nas três etapas, eles adivinharão as mesmas canções, porém em formatos diferentes. Quando o mesmo grupo for participar de novo de alguma rodada, solicite que haja um o rodízio entre aqueles que forem ler o papel e fazer a adivinhação. O jogo termina quando se esgotarem os papéis na 3ª etapa. Faça a somatória dos pontos e anuncie o grupo campeão. Atividade 2 Realize a leitura da atividade 2. Em semicírculo, abra a discussão com a turma sobre as propostas de divulgação da playlist. Estimule-os a dar diversas ideias e, depois de listadas algumas opções, ajude- os a chegar a um consenso – lembrando que podem escolher mais de uma via de divulgação. PROJETO DE VIDA 217GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 5 Não se esqueça de orientá-los a eleger alguns representantes para pôr em prática essa divulgação. Combine uma data com eles. Registrando o aprendizado Atividade 3 Leia o enunciado da atividade junto com os estudantes. Dê alguns minutos para que eles reflitam sobre como seria o mundo sem o trabalho dos artistas. Depois, peça para que compartilhem oralmente o que eles faria para conquistar seu projeto de vida, casoele estivesse relacionado com o tema das artes. Espera-se que eles mencionem que iriam se dedicar a estudar e a aprender as habilidades técnicas necessárias, que se dedicariam a ter uma boa rede de contatos profissionais que pudesse ajudá-los, recomendando-os ou convidando-os para eventos, que procurariam compreender quais são as melhores oportunidades de trabalho, que buscariam um emprego estável até sentirem ser possível trabalhar apenas com música, que buscariam apoio de familiares, entre outras opções. Vamos falar de educação socioemocional? O processo de amadurecimento emocional pode ser, desconfortável e solitário. Na maior parte dos casos, os jovens olham para o mundo buscando referências acerca de como se posicionarem diante da sociedade e, ao mesmo tempo, de como podem conquistar autonomia para se tornarem o que desejam. PROJETO DE VIDA 218GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 5 REPRESENTATIVIDADE É a capacidade de se reconhecer em determinado grupo, movimento ou símbolo social dotado de características típicas e particulares. É concretizada por meio da ação e da participação dos representados. Nessa busca por referências, esperam encontrar fontes de inspiração com as quais possam se identificar. Precisam encontrar, no mundo já estabelecido, modelos nos quais ancorar sua construção identitária. Dessa forma, o mais relevante não é alcançarem respostas certas ou bem definidas, mas, sim, terem liberdade de oportunidade para selecionar fragmentos de seu interesse na multiplicidade da realidade. A autonomia necessária para protagonizarem o planejamento e execução de seus projetos de vida apenas será conquistada quando cada aluno for capaz de construir o mosaico de si mesmo, a partir dessa colcha de retalhos da representatividade. Assim, na sala de aula, o educador deve estar ciente de que modelar um projeto de vida exige incentivar posicionamentos e comportamentos dos alunos que gradativamente os habilitem a delimitar suas identidades. PROJETO DE VIDA 219GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 5 E a representatividade é a conexão entre esses posicionamentos e suas identidades. Vamos exemplificar. O educador deve questionar os alunos a respeito de suas referências: “Se você fosse uma canção, um livro, uma banda, um filme, um seriado... quem você seria? Por quê?”, “Que formas de expressão artística representam o que você pensa em relação a si mesmo, aos outros, ao mundo e ao seu futuro?”, “Com que personalidade, personagem ou ícone cultural você se identifica? O que ele tem a ver com você? E com seu projeto de futuro? Ou com o que você deseja que aconteça em sua vida?”, “Quando você olha para o mundo, enxerga algum lugar para pessoas como você? Onde seria? Ao lado de qual estilo de pessoas? Na companhia de pessoas com qual tipo de comportamentos?”. A definição do projeto de vida perpassa o conjunto de referências, identificações, afinidades e imagens projetivas de futuro com as quais cada aluno se sente intimamente representado em sua singularidade. Que tal aprender mais? Neurociência e os benefícios da música para o desenvolvimento cerebral e a educação escolar Esse artigo aprofunda a relação da música com a neurociência. Ainda que direcionado para o desenvolvimento infantil, apresenta diversos conceitos e aspectos fisiológicos do cérebro necessários para a compreensão dos benefícios da música para as pessoas em geral. RIZZO, S. C.; FERNANDES, E. Neurociência e os benefícios da música para o desenvolvimento PROJETO DE VIDA 220GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 5 cerebral e a educação escolar. Revista de Pós- Graduação Multidisciplinar, São Paulo, v. 1, n. 5, p. 13-20, 2018. Disponível em: link externo. Acesso em 20 jul. 2020 Clique aqui para acessar o material do estudante em pdf Clique aqui para acessar o Material do Estudante Editável Referências Bibliográficas AREIAS, J. A música, a saúde e o bem estar. Nascer e Crescer, Porto, v.25, n.1, 2016. Disponível em: http://www.scielo.mec.pt/scielo. php?script=sci_arttext&pid=S0872-07542016000100001. Acesso em 19 jul. 2020. MORAN, Seana. Adolescent aspirations for change: creativity as a life purpose. In: Asia Pacific Educ. Rev. (2015) 16:167-175. WEIGSDING, J. A.; BARBOSA, C. P. A influência da música no comportamento humano. Arquivos do MUDI, Maringá, v.18, n.2, p.47- 62, 2014. Disponível em: file:///C:/Users/Fernando/Downloads/2505- 12523-1-PB.pdf. Acesso em 19 jul. 2020. PROJETO DE VIDA 221GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 5 https://www.fics.edu.br/index.php/rpgm/article/view/793/728 https://drive.google.com/file/d/1oyPtPN2r5196PwWjxn4nCzJHbu7Hioq1/view?usp=sharing https://drive.google.com/file/d/1lU6nrFLFUb6fpJlfRcH93L0zDxUmNtY-/view?usp=sharing PROJETO DE VIDA GUIA DO EDUCADOR TEMA: TRANSFORMAÇÃO SOCIAL TÍTULO: GÊNERO TEXTUAL DO MANIFESTO E PROJETO DE VIDA 2º ANO TEMA 4 AULA 6 O que faremos hoje? Bloco 4 Engajamento e Transformação Tema Transformação social Competências gerais da BNCC 8. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva. 6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho, fazendo escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade. 8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, compreendendo-se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas. 10. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários. Habilidades de Projeto de Vida Reconhecer as responsabilidades pessoais com as demandas do mundo comum e atribuir sentido ético e sociopolítico ao projeto de vida, comprometendo-se com ações individuais e coletivas voltadas ao bem comum. Reconhecer e avaliar as características que constituem a própria identidade, identificar como repercutem nas relações sociais, relacioná-la ao projeto de vida e comprometer-se com sua construção. Objetos de conhecimento Gênero textual do manifesto e projeto de vida. PROJETO DE VIDA 222GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 6 Materiais Folhas sulfites, lápis de cor ou canetinhas para confecção do manifesto. Tempo de aula 120 minutos O que dizem os estudiosos? Em levantamento realizado pela pesquisadora Dra. Daniela Haertel (2018), engajamento é um termo que está presente em poucos estudos, sendo comumente associado a termos como participação. Mesmo diante dessa imprecisão, a autora, que estudou a relação entre o engajamento social e o projeto de vida de jovens universitários, aposta que ele traz inúmeros benefícios, tanto do ponto de vista do indivíduo, quanto do ponto de vista das comunidades. Sobre isso, ela revela que, do ponto de vista de quem se engaja com uma causa de transformação social, essa ação lhe permite desenvolver-se nas esferas pessoal, emocional, política e ideológica e a tornar- se um cidadão comprometido e atuante no mundo. Do ponto de vista das comunidades ou contextos beneficiados pelo engajamento de indivíduos, estes podem ter sua conjuntura transformada, interferindo, inclusive, na percepção dos indivíduos sobre a necessidade ou formas de engajamento. Ainda assim, diversos estudos realizados no Brasil e nos Estados Unidos (DAMON, PROJETO DE VIDA 223GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 6 2009, DANZA, 2014; 2019;) revelam que o engajamento social emergeresponsabilidade, entre outras), apoio da família, sofrimento de bullying, estar ou não estar de acordo com os padrões impostos pela sociedade, entre outros. Acolha todos os fatores que eles listarem. Atividade 2 Leia a tirinha coletivamente e solicite que os estudantes respondam à questão individualmente. Abra a discussão. Acolha as práticas de cuidado de si e sinalize que algumas delas podem servir de inspiração para os colegas. Segue o gabarito para auxiliá-lo neste momento: a) Resposta pessoal. É possível que os estudantes apontem como cuidado de si: reservar um tempo só para eles para ouvir música, ler um livro, ver um filme, meditar ou qualquer PROJETO DE VIDA 19GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 2 outra atividade que lhes dê prazer; alimentar- se bem; beber bastante água; dormir bem; praticar alguma atividade física; buscar o autoconhecimento; cuidar da aparência física; desenvolver a autoaceitação, etc. Registrando o aprendizado Atividade 3 Distribua as folhas de sulfite para os estudantes. Pode ser meia folha para cada. Passo a passo da atividade: 1 - Cada estudantes escreve seu nome na folha, dobra o papel duas vezes e deposita na caixa; 2 - O docente mistura os papéis; 3 - Cada estudante tira um papel e escreve dois elogios para a pessoa com o nome escrito na folha. Caso o estudante tire o seu próprio papel, solicite que ele devolva e pegue outro; 4 - Os jovens devolvem os papéis para a caixa; 5 - O docente mistura novamente; 6 - Repetir esse ciclo até que os estudantes peguem três vezes os papéis. É importante ressaltar que todas as folhas sejam dobradas igualmente toda vez em que forem depositadas na caixa. Pode sugerir que escrevam com letra de forma, caso não queiram que seus elogios sejam identificados, bem como que todos escrevam com a mesma cor de caneta. É fundamental que sejam respeitosos nos comentários aos colegas. Lembre-se de que o foco é elevar a autoestima do outro! Por fim, oriente-os a responder individualmente às questões propostas. Finalize, ouvindo como eles se sentiram fazendo e recebendo os elogios. Deixe como mensagem final o impacto que um elogio tem na vida do outro, portanto, incentive-os a enaltecer mais as pessoas ao seu redor. PROJETO DE VIDA 20GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 2 Vamos falar de educação socioemocional? A autoestima se forma de fora para dentro. As pessoas começam a avaliar a si mesmas pelo reconhecimento social que recebem de seus comportamentos e ações, pelo que fazem e realizam no mundo. Assim, comportamentos específicos que alcançam resultados desejados originam o registro emocional do sentimento de realização, relacionado com a execução adequada e bem sucedida de atividades e tarefas. REALIZAÇÃO É o sentimento de saber fazer algo de forma adequada. Nós a sentimos quando percebemos que nosso comportamento e nossas ações provocam benefícios a nós mesmos, a outras pessoas ou ao mundo. Nesse contexto, os estudantes precisam ser regularmente validados e reconhecidos pelo PROJETO DE VIDA 21GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 2 resultado do seu fazer. Durante as atividades da aula, validar a realização dos estudantes é dizer explicitamente o quê, quando e por que o comportamento deles produziu bons resultados. Vamos exemplificar. O estudante que ajuda os colegas nas tarefas de classe, deve ouvir, repetidamente, de seu docente: “Parabéns, você é muito bom em AJUDAR as pessoas. Quando você ajuda seu colega no exercício, ele aprende muito mais facilmente. Continue ajudando as pessoas que precisam.” Outra situação comum em sala é quando os estudantes erram ou se comportam inadequadamente. Aqui, é fundamental criticar o comportamento e o resultado, em vez de criticar a pessoa com um todo. Criticar o fazer é focar na mudança do comportamento e auxiliar o estudante a diferenciar que o que ele fez/realizou de errado é bastante diferente dele “se sentir errado”, enquanto ser, pessoa e indivíduo. Portanto, em vez de dizer: “Você é muito bagunceiro. Você atrapalha toda a turma”, dê preferência a: “Quando você fica brincando, sua brincadeira atrapalha a aula. Durante a aula, isso atrapalha os demais. Encontre algo que você possa fazer sem que atrapalhe, em vez de ficar brincando com os colegas que não terminaram”. Em outras palavras: Para VALIDAR um comportamento DESEJADO: Você conseguiu (FAZER/comportamento). Parabéns! Isso é muito bom porque (Consequência do comportamento) PROJETO DE VIDA 22GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 2 Para INVALIDAR um comportamento INDESEJADO: Você agiu mal (FAZER/comportamento) quando (Situação). Você deve melhorar (Comportamento). Que tal aprender mais? Autoimagem e autoestima com Luiz Hanns. O psicólogo brasileiro faz uma breve exposição de como os indivíduos constroem a autoimagem e a autoestima, destacando a importância do outro nesse processo. Disponível em link externo. Clique aqui para acessar o material do estudante em pdf Clique aqui para acessar o Material do Estudante Editável Referências Bibliográficas HARTER, S. The construction of the self: developmental and sociocultural foundations. Guilford Publications, 2012. LEME, I. S. L. A construção do si mesmo cultural. In: SOUZA, M. T. C. C. (Org.). Os sentidos de construção: o si mesmo no mundo. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2004. p. 103-122. MARKUS, H.; WURF, E. The dynamic self-concept: A psychological perspective. Annual Review of Psychology, 38, p. 299-337, 1987. PIAGET, Jean. A construção do real na criança. São Paulo: Ática, 1996. ______. Relações entre a afetividade e a inteligência no desenvolvimento mental da criança. Rio de Janeiro: Wak Editora, 2014. Publicado originalmente em 1953. SBICIGO, Juliana Burges; BANDEIRA, Denise Ruschel; DELL’AGLIO, Débora Dalbosco. Escala de Autoestima de Rosenberg (EAR): validade fatorial e consistência interna. Psico-USF, v. 15, n. 3, p. 395-403, set./ dez. 2010. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/pusf/v15n3/ v15n3a12.pdf. Acesso em: 26 jun. 2020. PROJETO DE VIDA 23GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 2 https://www.dailymotion.com/video/x6qfp9y https://drive.google.com/file/d/1HNiMzgWCraFgzqEl63M_y9iksKTSBUJD/view?usp=sharing https://drive.google.com/file/d/18X1YS2xs0d0RYpQPsGb9grJQ57mN54Sj/view?usp=sharing PROJETO DE VIDA GUIA DO EDUCADOR TEMA: AUTOESTIMA TÍTULO: POTENCIALIDADES, VULNERABILIDADES E FEEDBACK 2º ANO TEMA 1 AULA 3 O que faremos hoje? Bloco 1 Autoconhecimento e Identidade Tema Autoestima Competências gerais da BNCC 8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, compreendendo-se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas. Habilidades de Projeto de Vida Reconhecer os valores, pensamentos, sentimentos e hábitos e regular as próprias condutas. Reconhecer e valorizar o autoconhecimento como um procedimento que possibilita a autorregulação e a definição de um projeto de vida. Compreender que a autoestima é influenciada por fatores subjetivos e socioculturais e ser capaz de elaborar uma representação positiva de si mesmo. Exercitar e praticar a tomada de perspectiva e a empatia para reconhecer e compreender as ideias, pensamentos, sentimentos e comportamentos alheios. Objetos de conhecimento Potencialidades, vulnerabilidades e feedback. Materiais Textocomo fonte de um número muito pouco expressivo de projetos de vida. Nesse sentido, apostamos na necessidade de contribuir para que os jovens reconheçam o engajamento social como uma fonte de projetos de vida que possibilite a realização pessoal mediante a atuação no mundo. Como é que se faz? Organizando a aula Esta é a última aula do tema Transformação social. Avise aos estudantes que essa aula de encerramento marca não apenas o final do trabalho com esse tema, mas a jornada de aprendizado percorrido ao longo do ano e que, por isso, será importante reavivar a memória sobre todos os aprendizados e experiências que viveram ao longo desse intenso processo rumo à construção de seus projetos de vida. Despertando o interesse Pergunte aos estudantes se eles sabem o que é um manifesto. Faça uma chuva de ideias para que eles exponham os conhecimentos que têm acerca do tema. Pergunte se eles conhecem algum manifesto e, caso a resposta seja afirmativa, que compartilhem as informações que possuem. Depois, entregue a ficha de atividades desta aula (aula 6 - O que você quer da vida?) e peça para que um deles se voluntarie a ler a seção introdutória. Pergunte se eles sabiam sobre a classificação das artes e se há PROJETO DE VIDA 224GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 6 alguma expressão artística que percebem que não foi contemplada da lista do pesquisador italiano Ricciotto Canudo. Espera-se que eles mencionem a fotografia, as artes digitais, o teatro, entre outras possibilidades. Depois, enfatize que atualmente essa lista já é bem maior e sugira que eles pesquisem em suas casas sobre esse tema, a fim de ampliar seu repertório cultural. Construindo conhecimentos Atividade 1 Solicite que outro estudante leia o enunciado da atividade 2. Pergunte se eles conhecem os nomes das pessoas que assinaram o Manifesto 2000 e o que elas fizeram em suas vidas. Permita que eles compartilhem seus conhecimentos e, uma vez mais, estimule que eles pesquisem sobre essas pessoas. Caso eles tenham acesso à recursos da internet em sala de aula, você pode sugerir que façam uma pesquisa rápida em grupos e compartilhem as informações com a turma. Depois, peça para que os estudantes se revezem na leitura do manifesto. Verifique se todos compreenderam qual era o intuito do manifesto e a sua importância. Verifique também se eles identificaram qual é a estrutura textual, ou seja, que ele é composto por um título, os argumentos e complemente que ele também exige a assinatura das pessoas, acompanhada pela data em que se comprometeram a segui-lo. Atividade 2 Solicite que os estudantes realizem a atividade 3, que consiste na elaboração de um manifesto que responda à pergunta: “O que você quer da vida?”. É importante que eles mencionem princípios éticos, objetivos pessoais e profissionais, ações, crenças e ideais com os quais se comprometem a preservar, expressar e concretizar. Antes de iniciarem a atividade, faça perguntas que estimule a reflexão PROJETO DE VIDA 225GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 6 dos estudantes sobre esses aspectos, resgatando o aprendizado do ano letivo. Nesse sentido, você pode pedir que resgatem o que aprenderam sobre autoestima e as capacidades pessoais no tema 1, as causas sociais com as quais se identificam no tema 2, a roda da vida que elaboraram no tema 3 e o que aprenderam sobre as diversas fontes de projetos de vida e a criatividade como parte indispensável desse processo, presentes no tema 4. Caso eles desejem, podem consultar esses materiais para criar o manifesto. Após escreverem a primeira versão, peça que a compartilhem com os colegas do grupo, de modo a identificar diferenças e semelhanças, acrescentar novos aspectos e a combinarem como podem ajudar uns aos outros a colocar o manifesto em prática. Registrando o aprendizado Atividade 3 Após concluírem a versão final do manifesto, solicite que usem a criatividade para criar uma versão que possa ser fixada em algum local onde possa ser visualizada cotidianamente, de modo a não se esquecer daquilo com que se comprometeram a seguir, apoiar e concretizar. Como será algo que ficará exposto, sugira que cuidem da parte estética do produto final, usando papéis coloridos, canetas e lápis de cor, notas autoadesivas e outros recursos que julgarem apropriados. Encerre a aula enfatizando que você confia na capacidade de eles se comprometerem consigo mesmos, estimulando-os a serem persistentes e disciplinados em relação aos aspectos do manifesto. Contudo, destaque que os manifestos são datados, ou seja, é preciso reformulá- los ao longo do tempo para incorporar as mudanças que ocorrerem no modo como eles entendem o projeto de vida. PROJETO DE VIDA 226GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 6 Vamos falar de educação socioemocional? Estimular os jovens a delinear seus projetos de vida desde cedo pode ser um divisor de águas. Muito mais pela ampliação da janela de aprendizagem do que necessariamente pela antecipação da discussão. Afinal, quanto mais cedo precisamos colocar conceitos e teorias em prática, mais rápido entramos em contato com erros, fracassos e frustrações. E quanto mais cedo descobrimos que talvez a rota precise ser ajustada, mais tempo, energia e dedicação teremos para efetivar as atualizações. METACOGNIÇÃO É a capacidade de observar e avaliar a própria aprendizagem. Pessoas com metacognição desenvolvida refletem sobre uma determinada tarefa e conseguem selecionar e usar o melhor método para resolvê-la, por conta própria. Alguém com boa metacognição sabe o que precisa fazer para aprender mais e aprender melhor. Aperfeiçoar nossa metacognição é ter conhecimento das práticas que facilitam e aceleram nossa própria PROJETO DE VIDA 227GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 6 aprendizagem. É, por exemplo, conhecer que técnicas ou estratégias de estudo funcionam melhor para sua aprendizagem. Nossa metacognição nos ajuda a perceber que é hora de transformar alguns aprendizados, descartando algumas partes, reaproveitando outras e adicionando novas informações às aprendizagens iniciais criando, nesse sentido, algum novo aprendizado. Aplicar a metacognição ao projeto de vida é entender que aquilo que um dia foi aprendido pode precisar ser descartado, transformado e atualizado para um novo aprendizado se consolidar. Em geral, aquilo que precisa ser desaprendido para ser reaprendido acaba melhorando nossa capacidade de adaptação, seja às pessoas, às culturas, ou ao mundo. Dessa forma, na sala de aula, o educador deve incentivar os alunos a imaginarem seu projeto de vida caminhando lado a lado com o amadurecimento de suas metacognições: “O projeto de vida de vocês é uma reta, uma curva, um zigue-zague, uma sequência de bifurcações ou um pouco dos quatro?”, “Como a disposição para aprender com os erros, fracassos e frustrações pode beneficiar o projeto de vida?”, “Fazer adaptações ao longo da implementação do projeto de vida significa o que para vocês?”. Que tal aprender mais? Criativos da escola O Criativos da escola é um programa que faz parte do Design for change (Design pela mudança) que é um movimento global que estimula crianças PROJETO DE VIDA 228GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 6 e jovens a transformar suas realidades por meio de quatro pilares: o protagonismo, a empatia, a criatividade e o trabalho em equipe. No link abaixo, você poderá acessar o manual criado por eles para implementar atividades que visem ao engajamento dos estudantes na transformação de seus contextos. link externo. Acesso em 24/07/2020 Clique aqui para acessar o material do estudante em pdf Clique aqui para acessar o Material do Estudante Editável Referências Bibliográficas COVALESKI, Rogério Luiz. Artes e comunicação: a construção de imagens e imaginárioshíbridos. Galaxia (São Paulo, Online), n. 24, p. 89-101, dez. 2012 Disponível em: http://revistas.pucsp.br/index.php/galaxia/article/viewFile/8218/9413 Acesso em 24/07/2020 DAMON, William. O que o jovem quer da vida? Como pais e professores podem orientar e motivar os adolescentes. São Paulo: Summus, 2009. DANZA, Hanna Cebel Danza. Projetos de vida e Educação Moral: um estudo na perspectiva da Teoria dos Modelos Organizadores do Pensamento. Dissertação de mestrado. Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. São Paulo, 2014. DANZA, Hanna Cebel Danza. Conservação e mudança nos projetos de vida de jovens: um estudo longitudinal sobre Educação em Valores. Tese de doutorado. Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. São Paulo, 2019. HAERTEL, Daniela. Projetos de vida de jovens universitários: um estudo sobre engajamento social e projeto de vida. Tese de doutorado. Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. São Paulo: 2018. Disponível em : https://teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48134/tde-11122018- 095813/publico/DANIELA_HAERTEL.pdf. Acesso em 24/07/2020 http://www.direitoshumanos.usp.br/index.php/UNESCO- Organização-das-Nações-Unidas-para-a-Educação-Ciência-e- Cultura/manifesto-em-defesa-da-paz-2000.html Acesso em 24/07/2020 PROJETO DE VIDA 229GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 6 https://criativosdaescola.com.br/wp-content/uploads/2016/03/Material-de-Apoio_Versão-Site.pdf https://drive.google.com/file/d/1gdJE8g1ADEVs-TcgALgsNvAHzW4tTWQh/view?usp=sharing https://drive.google.com/file/d/15LfjFZgaGVmZegF0tBprV28XKSlSB92y/view?usp=sharing RUBRICAS AVALIAÇÃO EM PROJETO DE VIDA 2º ANO TEMA 4 2º ANO BLOCO: Engajamento e Transformação TEMA: Transformação social Para que as mudanças sociais que os jovens desejam ver no mundo ocorram, é preciso engajamento com a transformação social. Por isso é fundamental construir conhecimentos, habilidades e valores que sensibilizem os jovens para as problemáticas sociais e ambientais da esfera pública e se engajar com as transformações que eles desejam para suas comunidades e para o mundo. I Não atendeu às expectativas de aprendizagem. II Atendeu parcialmente às expectativas de aprendizagem. III Atendeu a maioria das expectativas de aprendizagem IV Atendeu todas as expectativas de aprendizagem. ENGAJAMENTO E PARTICIPAÇÃO Tem dificuldade de identificar e explicar as causas e consequências de problemas sociais e ambientais, assim como de expressar suas opiniões e sentimentos a respeito deles com criticidade, e não propõe soluções para seu enfrentamento. Identifica e explica as causas e consequências de problemas sociais e ambientais, expressa suas opiniões e sentimentos com criticidade, propõe soluções para seu enfrentamento, mas não reconhece seu papel no enfrentamento desses problemas. Identifica e explica as causas e consequências de problemas sociais e ambientais, expressa suas opiniões e sentimentos com criticidade, propõe soluções para seu enfrentamento, reconhece seu papel no enfrentamento desses problemas e sente-se comprometido a promover mudanças sociais. Identifica e explica as causas e consequências de problemas sociais e ambientais, expressa suas opiniões e sentimentos com criticidade, propõe soluções para seu enfrentamento, reconhece seu papel no enfrentamento desses problemas e sente-se comprometido a promover mudanças sociais. COMENTÁRIOS DO ESTUDANTE COMENTÁRIOS DO EDUCADOR Clique aqui para baixar a ficha de avaliação PROJETO DE VIDA 230GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 6 https://docs.google.com/document/d/1Q2B0ziN6ImaWeP0-UWQPP5xCo9ZP6Kfp_LffOgnnmsU/edit?usp=sharing PROJETO DE VIDA GUIA DO EDUCADOR PROJETO INTERDISCIPLINAR 2º ANO Competências gerais da BNCC 2. Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes áreas. 9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza. 10. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários. Habilidades de Projeto de Vida Reconhecer as responsabilidades pessoais com as demandas do mundo e atribuir sentido ético e sociopolítico ao projeto de vida, comprometendo-se com ações individuais e coletivas voltadas ao bem comum. Identificar, compreender e sensibilizar-se com problemas sociais e ambientais, propondo e realizando ações voltadas ao bem comum, à justiça social, à sustentabilidade e à democracia. Criar soluções coerentes e inovadoras para problemas hipotéticos ou reais. Exercitar e praticar a tomada de perspectiva e a empatia para reconhecer e compreender as ideias, pensamentos, sentimentos e comportamentos alheios. Conhecer e desenvolver procedimentos de planejamento, execução e acompanhamento de ações para o cumprimento de objetivos e metas de curto, médio e longo prazo, nos âmbitos pessoal e coletivo. Objetos de conhecimento Práticas de cidadania; problemas sociais e ambientais; projetos sociais. Materiais Ficha do Projeto Interdisciplinar Tempo de aula 8 aulas de 120 minutos PROJETO DE VIDA 231GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | PROJETO INTERDISCIPLINAR 1. Projeto social Se a educação em valores e para a cidadania é um dos principais objetivos da educação formal, é fundamental levar a cabo situações de aprendizagem em que a construção destes valores e da cidadania ocorra na prática, isto é, mediante o engajamento efetivo dos jovens no enfrentamento de questões sociais, problematizando a realidade e formulando e desenvolvendo intervenções sobre ela. É essa a perspectiva assumida pelo Projeto Social, que aplica a máxima do aprender-fazendo à educação em valores e para a cidadania (PUIG et al, 2009). Nesse sentido, o Projeto Social tem o objetivo de fomentar a criticidade e sensibilidade social dos estudantes, a construção de valores morais e o compromisso social, constituindo-se como oportunidade para que os jovens integrem esses componentes da educação a suas identidades e projetos de vida (SILVA; ARAÚJO, 2019). Diferentemente de campanhas de solidariedade promovidas pela escola ou de ações pontuais de voluntariado, o Projeto Social se constitui como uma prática pedagógica sistemática e intencional, integrada ao currículo, que deve articular aprendizado e intervenção social e ser protagonizada pelos jovens. Essas são características fundamentais do projeto a serem observadas pelo educador, que irá desempenhar o papel de orientador. 1.1. A importância das parcerias O Projeto Social pode ser desenvolvido apenas pelos atores da instituição escolar. No entanto, tendo em vista sua complexidade, estabelecer parcerias com instituições sociais e/ou órgãos do poder público que atuam sobre determinada demanda social, pode favorecer e viabilizar o seu desenvolvimento. O acesso e a inserção dos estudantes no contexto onde se manifesta a PROJETO DE VIDA 232GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | PROJETO INTERDISCIPLINAR demanda social, o aporte de conhecimentos e o oferecimento de recursos materiais e humanos para a realização da intervenção são exemplos de contribuições que uma parceria pode prover para os projetos. Por isso, é importante mapear instituições sociais que tenham disposição de realizar uma parceria com a escola,tal como sugerimos na primeira etapa do projeto. 1.2 A articulação entre diferentes componentes curriculares O Projeto Social poderá ser desenvolvido em parceria com os mais diversos componentes curriculares, tanto na análise de fenômenos sociais e ambientais sobre os quais os estudantes irão intervir, como na elaboração e execução das propostas de intervenção. A definição de quais componentes curriculares poderão participar do desenvolvimento do projeto poderá ser feita após o mapeamento dos tipos de problemas sociais e ambientais da comunidade, ou após os grupos definirem a intervenção que pretendem realizar. 2. Etapas do projeto Antes de iniciar o projeto, leia cada uma de suas etapas, tal como estão descritas no Material do Estudante e neste Guia do Educador. Recomenda- se que a Aula 2 do Tema 4, intitulada Protagonismo Juvenil e Transformação Social, seja realizada como preâmbulo do projeto, mesmo que se opte por desenvolvê-lo em um momento do ano letivo em que o Tema 4 ainda não tenha se iniciado. O tema poderá incentivar os jovens a se empenharem no desenvolvimento do projeto. Apresente a iniciativa aos estudantes, realizando a leitura de cada uma de suas etapas e explicando como eles irão proceder. Nesse momento, é fundamental fazer a leitura da rubrica de avaliação, PROJETO DE VIDA 233GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | PROJETO INTERDISCIPLINAR para que conheçam os parâmetros e critérios por meio dos quais serão avaliados. 2.1 Pesquisa de campo: mapeamento dos problemas e instituições sociais da comunidade Problemas sociais da comunidade Essa etapa deve ser realizada, de preferência, mediante uma saída das turmas para a comunidade do entorno da escola em uma aula determinada, a fim de garantir que todos os estudantes presentes participem. Ainda que muitos possam reconhecer alguns problemas da comunidade sem a necessidade de uma pesquisa de campo, ela proporciona ao jovem um olhar para a comunidade com um sentido investigativo, buscando explorar e desvelar questões até então não percebidas, além de exercitar procedimentos de coleta de dados. Instituições sociais que atuam na comunidade Tendo em vista que o projeto visa intervir sobre problemas da comunidade, deve-se priorizar o estabelecimento de parcerias com instituições sociais que atuam na coletividade. Todavia, é possível firmar parcerias com outras instituições dispostas a participar do projeto, seja de conhecimento dos estudantes ou dos educadores. O contato com as instituições e seus representantes pode ser feito no momento da pesquisa de campo e/ou em outras oportunidades. É possível organizar os estudantes em grupos e solicitar que cada um deles entre em contato com 2 instituições (que, vale ressaltar, não necessariamente serão aquelas com as quais desenvolverão o projeto). Recomenda-se que também o educador verifique possibilidades de parceria. Acerca do preenchimento da tabela com PROJETO DE VIDA 234GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | PROJETO INTERDISCIPLINAR informações sobre parcerias, peça que os estudantes verifiquem se, e como, a instituição poderia colaborar com o projeto: seja recebendo um ou mais grupos para auxiliá-la a atender alguma demanda, seja mediante outras formas de colaboração. Mesmo que ela não tenha disponibilidade de oferecer uma ajuda mais significativa, eles poderão contar com um apoio pontual em algum momento do projeto. Comente com os jovens que eles também poderão obter informações sobre essas duas seções com seus familiares e amigos. O Fórum Comunitário Uma alternativa para a realização dessa primeira etapa é convidar instituições e moradores do entorno, além de profissionais da escola, estudantes e seus familiares, para um encontro com o objetivo de mapear os problemas da coletividade e identificar as possibilidades de parceria para o desenvolvimento do projeto. O Fórum Comunitário é uma instância democrática que proporciona o engajamento da escola e da comunidade no desenvolvimento de projetos, com o objetivo de melhorar os pontos levantados. Nesse sentido, o Fórum também pode ser realizado na etapa de planejamento das intervenções, convidando a comunidade a opinar e contribuir com as intervenções propostas pelos estudantes. Para mais informações, você pode ler o artigo “Aprendizagem-serviço e fóruns comunitários: articulações para a construção da cidadania na educação ambiental” (SILVA; ARAÚJO, 2019). 2.2 Desenvolvimento do projeto Escolha do problema Reserve uma aula para os estudantes compartilharem os problemas encontrados e as possíveis parcerias. Verifiquem quais questões podem receber o auxílio de instituições parceiras. Após tomarem conhecimento dessas informações, PROJETO DE VIDA 235GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | PROJETO INTERDISCIPLINAR solicite que eles escolham dois problemas sobre os quais desejariam atuar. Chame atenção para o fato de que a inexistência de uma parceria para enfrentar determinado ponto não inviabiliza o desenvolvimento de um projeto. Com as escolhas feitas, organize-os em grupos. Verifique a primeira e segunda opção dos estudantes. Caso haja algum problema com excesso de estudantes, utilize a segunda opção para uma melhor distribuição dos grupos. Cada grupo ficará responsável por atuar sobre um dos problemas da comunidade. Também é possível que mais de um grupo atue sobre uma mesma questão, no caso de desenvolverem tipos diferentes de intervenção. Diagnóstico e estudo do problema Nesta etapa, os estudantes deverão conhecer com mais detalhes o problema sobre o qual irão intervir. Sugerimos que isso seja feito mediante uma pesquisa de campo, que pode ser complementada com a leitura de textos e vídeos, contendo informações que possam ampliar o repertório e o conhecimento crítico dos estudantes sobre o tema abordado. Plano da intervenção Solicite que os estudantes elaborem um quadro ou tabela para organizar o plano de intervenção em consonância com o tempo de que dispõem para a conclusão do projeto. Mencione que essa é mais uma oportunidade de exercitarem habilidades de planejamento e cumprimento de metas, tão importantes para a realização de um projeto de vida. É possível que parte do plano de intervenção seja elaborada ao mesmo tempo que a execução da intervenção, sobretudo no caso de o projeto contar com mais de uma intervenção ou segmentar uma em diferentes etapas. Execução da intervenção Considerando que os grupos irão atuar sobre PROJETO DE VIDA 236GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | PROJETO INTERDISCIPLINAR problemáticas distintas, o tempo para a realização das intervenções poderá variar. É possível que alguns iniciem antes do que outros. De qualquer forma, lembre-os da importância de que a intervenção seja realizada a partir de um planejamento. Peça aos estudantes que registrem suas intervenções para que possam compartilhar o resultado do projeto com seus colegas e para que os educadores envolvidos possam avaliá-lo. Idealmente, as intervenções devem ocorrer no horário das aulas, sendo acompanhadas por professores e outros profissionais da escola. Contudo, caso seja preciso, os estudantes podem se organizar com seus familiares e outros adultos responsáveis para realizá-las fora do momento das aulas. Nesses casos, é importante comunicar as famílias sobre os objetivos do projeto e pedir para que registrem a ação feita. 2.3 Socialização do projeto social Reserve um momento para que os grupos compartilhem o percurso do projeto. Solicite que elaborem uma apresentação descrevendo suas etapas, os momentos mais marcantes, os aprendizados adquiridos e os desafios que tiveram que enfrentar. A apresentação poderá servir de referência para a avaliação dos grupos na etapa seguinte. 2.4 Avaliação do projeto social O Projeto Social deverá ser avaliado mediante o uso da rubrica de avaliação abaixo,que contempla as principais expectativas de aprendizagem. Solicite que os estudantes também respondam à rubrica de avaliação. Esta é uma oportunidade de reflexão sobre a experiência individual no âmbito do projeto e, consequentemente, de aprendizado. A autoavaliação dos estudantes poderá servir como recurso complementar à avaliação do educador. PROJETO DE VIDA 237GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | PROJETO INTERDISCIPLINAR Protagonismo e autonomia 0 1,0 1,5 2,0 Atuei no desenvolvimento do projeto sempre ou quase sempre em função do incentivo ou comando de um adulto ou de um colega, e não por iniciativa pessoal, seja na realização de pesquisas, na proposição de ideias ou no planejamento e realização da intervenção. Atuei no desenvolvimento do projeto mais em função do incentivo ou comando de um adulto ou de um colega do que por iniciativa pessoal, seja na realização de pesquisas, na proposição de ideias ou no planejamento e realização da intervenção. Atuei com autonomia no desenvolvimento do projeto, tomando iniciativa na realização de pesquisas, na proposição de ideias, no planejamento e na realização da intervenção, por vezes necessitando do incentivo ou comando de um adulto ou de um colega. Atuei no desenvolvimento do projeto com autonomia, tomando iniciativa na realização de pesquisas, na proposição de ideias, no planejamento e na realização da intervenção, sem necessitar do comando de um adulto ou de um colega. Trabalho colaborativo 0 1,0 1,5 2,0 Não me comprometi com o alcance dos objetivos e metas individuais e do grupo. Me comprometi somente em alguns momentos com o alcance dos objetivos e metas individuais e do grupo, cumprindo prazos, dando ideias, realizando as tarefas que me foram atribuídas e cooperando com meus colegas em seus desafios. Me comprometi na maior parte do tempo com o alcance dos objetivos e metas individuais e do grupo, cumprindo prazos, dando ideias, realizando as tarefas que me foram atribuídas e cooperando com meus colegas em seus desafios. Me comprometi o tempo todo com o alcance dos objetivos e metas individuais e do grupo, cumprindo prazos, dando ideias, realizando as tarefas que me foram atribuídas e cooperando com meus colegas em seus desafios. Engajamento social 0 1,0 1,5 2,0 Não me senti responsável por contribuir com o enfrentamento do problema e realizei o projeto somente em função das determinações e avaliação da escola. Me senti parcialmente responsável por contribuir com o enfrentamento do problema e somente em alguns momentos me esforcei para a realização do projeto, sempre em função das tarefas e do espaço-tempo determinados pela escola. Me senti responsável por contribuir com o enfrentamento do problema e me esforcei para a realização do projeto em função das tarefas e do espaço-tempo determinados pela escola. Me senti respon- sável por contri- buir com o en- frentamento do problema e dedi- quei grande es- forço para a reali- zação do projeto, dispondo de meu tempo, conheci- mentos e habilida- des, independente- mente das tarefas e do espaço-tempo determinados pela escola. PROJETO DE VIDA 238GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | PROJETO INTERDISCIPLINAR Conhecimento sobre o problema 0 1,0 1,5 2,0 Conheço pouco o contexto de vida das pessoas associadas ao problema e não consigo explicar suas causas e consequências em nível local e produzir uma justificativa embasada para a intervenção, nem estabelecer relações com fatores sociais e políticos de maior escala. Conheço o contexto de vida das pessoas associadas ao problema, mas tenho dificuldade de explicar suas causas e consequências em nível local e produzir uma justificativa embasada para a intervenção, assim como de estabelecer relações com fatores sociais e políticos de maior escala. Conheço o contexto de vida das pessoas associadas ao problema e consigo explicar suas causas e consequências em nível local, de modo a produzir uma justificativa embasada para a intervenção, mas tenho dificuldade de estabelecer relações com fatores sociais e políticos de maior escala. Conheço o contexto de vida das pessoas associadas ao problema e consigo explicar suas causas e consequências em nível local, de modo a produzir uma justificativa embasada para a intervenção, bem como estabelecer relações com fatores sociais e políticos de maior escala. Intervenção 0 1,0 1,5 2,0 A intervenção não foi realizada a partir das observações e escuta das pessoas implicadas ao problema e não atendeu, ou atendeu parcialmente, às suas demandas. A intervenção foi realizada a partir das observações e escuta das pessoas implicadas ao problema e atendeu parcialmente às suas demandas. A intervenção foi realizada a partir das observações e escuta das pessoas implicadas ao problema e atendeu satisfatoriamente às suas demandas, porém seu impacto não irá perdurar para além do projeto social. A intervenção foi realizada a partir das observações e escuta das pessoas implicadas ao problema e atendeu satisfatoriamente às suas demandas, causando um impacto que irá perdurar para além do projeto social. Clique aqui para acessar o Projeto Interdisciplinar do Estudante Clique aqui para acessar a Ficha de Avaliação Referências Bibliográficas ARAÚJO, Ulisses Ferreira de. Temas transversais e a estratégia de projetos. São Paulo: Moderna, 2003. MARTÍN, Xus; RUBIO, Laura. (Coord.). Prácticas de ciudadanía: diez experiencias de aprendizaje servicio. Ministerio de Educación, 2010. PUIG, J. M. et al. (Org.) Aprendizaje servicio: educación y compromiso cívico. Barcelona: Graó, 2009. SILVA, Marco Antonio Morgado da; ARAÚJO, Ulisses Ferreira de. Aprendizagem-serviço e fóruns comunitários: articulações para a construção da cidadania na educação ambiental. Ambiente e PROJETO DE VIDA 239GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | PROJETO INTERDISCIPLINAR https://drive.google.com/file/d/1ifnN8V3WJGCKm5JPM178gH14ac7iHTcy/view?usp=sharing https://drive.google.com/file/d/14B3jEx6ebEWi8ICR48k-O0nr9msIMd6q/view?usp=sharing Educação: revista de educação ambiental, Rio Grande, v. 24, n. 1, p. 01-17, 2019. Disponível em: https://periodicos.furg.br/ambeduc/ article/view/8157/5851. SILVA, Marco Antonio Morgado da; ARAÚJO, Ulisses Ferreira de. Identidade Moral e aprendizagem-serviço. In: CAETANO, Luciana Maria; SILVA, Sandrelei Cano da. Psicologia para pais e educadores: desenvolvimento moral e social. Curitiba: Juruá, 2019, p. 55 - 67. PROJETO DE VIDA 240O poder da vulnerabilidade. Aparelhos para reprodução de vídeo disponível na plataforma YouTube. Vídeo A borboleta de Austin. PROJETO DE VIDA 24GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 3 O que dizem os estudiosos? Uma das principais características dos seres humanos é a diversidade. Basta olharmos ao nosso redor para percebermos o quanto somos diferentes em nossas maneiras de pensar, agir, sentir, nos expressar, entre tantos outros aspectos. Dentro dessa diversidade, há inúmeras potencialidades e vulnerabilidades também. Podemos entender as potencialidades como o conjunto de características que nos permitem agir de modo positivo conosco e com os demais em diversas situações da vida, como na escola, no trabalho, com a família, amigos etc. Exemplos de potencialidades são: a proatividade, a curiosidade, a amabilidade, a honestidade, entre tantas outras. Já as vulnerabilidades são aquelas características que, por alguma razão, prejudicam nossa forma de agir em inúmeras situações da vida, com os outros e conosco , como a insegurança, a preguiça, a teimosia, a agressividade, entre outras. Nos últimos anos, a pesquisadora Brené Brown (2016) divulgou uma série de estudos que colocaram em evidência o fato de que as pessoas que aceitam e assumem, frente aos outros, suas vulnerabilidades, têm coragem para enfrentá-las e se desenvolvem de modo mais potente nos diversos âmbitos da vida. Hoje reconhecemos a importância de aprender a lidar com a nossa própria vulnerabilidade e com a dos outros, a fim de que possamos agir com empatia PROJETO DE VIDA 25GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 3 e contribuir com o crescimento das pessoas com as quais nos relacionamos. Como é que se faz? Organizando a aula Nessa aula, será necessário reproduzir um vídeo disponível no Youtube. Para isso, organize os equipamentos audiovisuais necessários e peça para que os estudantes formem um semicírculo com suas mesas e cadeiras, logo no início da aula. Despertando o interesse Inicie a aula escrevendo na lousa as palavras potencialidade e vulnerabilidade. Estimule os estudantes a realizarem uma “chuva de ideias” (brainstorming) sobre esses dois conceitos. Anote- os à medida que eles expressarem suas opiniões. Quando as ideias acabarem, abra uma roda de discussão para verificar se todos estão de acordo PROJETO DE VIDA 26GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 3 com as ideias que envolvem ambos os conceitos. Após esse primeiro momento, diga que nesta aula eles irão compreender a aplicar esses conceitos em suas vidas para perceber como podem contribuir para a construção do projeto de vida. Entregue aos estudantes o texto “O poder da vulnerabilidade” disponível em: link externo. E a Ficha de Atividades desta aula (Aula 3 - Potencialidade x Vulnerabilidade). Solicite que façam a leitura atenta do texto e marquem as partes mais interessantes. Depois, peça para que respondam às questões disparadoras da ficha, comparando-as com as questões levantadas na chuva de ideias do início da aula. Discutam por alguns minutos a ideia de que assumir nossas vulnerabilidades é algo que nos ajuda a ter coragem para enfrentar os desafios da vida e a ter consciência do que precisamos melhorar em nós mesmos. Construindo conhecimentos Atividade 1 Nesta atividade, os estudantes devem marcar, individualmente, o quanto cada uma das potencialidades e das vulnerabilidades têm em comum com eles. Atividade 2 Essa tarefa consiste em uma reflexão geral sobre o que eles identificaram na Atividade 1. Reforçe que todos nós possuímos potencialidades e vulnerabilidades; o importante é que possamos reconhecer as vulnerabilidades, aprender a lidar com elas e modificar aquelas que desejamos, que nos limitam, nos prejudicam ou prejudicam outras pessoas. Atividade 3 Peça para que os estudantes leiam o enunciado da atividade e reproduza para a turma PROJETO DE VIDA 27GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 3 https://exame.com/blog/gestao-fora-da-caixa/o-poder-da-vulnerabilidade o vídeo “A borboleta de Austin”, que ensina como podemos contribuir para que as outras pessoas se desenvolvam e se aperfeiçoem. Após a exibição do vídeo, é importante reforçar que, ao dar feedbacks (comentários que alimentem o desenvolvimento alheio), é importante ser específico, e não generalista ou crítico. Você pode usar o exemplo do vídeo “A borboleta de Austin” e perguntar aos estudantes: “Vocês acham que dizer ao Austin que sua borboleta está feia o ajudaria a aperfeiçoar seu desenho?” “E dizer que sua borboleta não parece a borboleta da foto, o ajudaria a aperfeiçoar o desenho?”. É importante que eles compreendam a necessidade de serem específicos nos seus apontamentos, e não fazer críticas que apenas abalem a autoestima e a autoconfiança dos outros, sem ajudá-los a perceber como podem melhorar. Também é relevante fazer uma reflexão sobre como receber feedbacks. É muito natural que fiquemos apreensivos ao termos nossas vulnerabilidades expostas . Contudo, uma postura de escuta ativa, de humildade, coragem e compreensão de que podemos evoluir sempre, contribui para que possamos receber os feedbacks e usá-los em nosso crescimento pessoal. Essa atitude é valorosa para não refutar os apontamentos feitos, como uma forma de se defender da vulnerabilidade, aceitando-a e aprendendo com ela. Atividade 4 Após a discussão feita na atividade 3, peça para que os estudantes realizem a atividade 4, que consiste em sentar em duplas para dar e receber feedbacks sobre uma das vulnerabilidades identificadas na atividade 1 desta ficha. Enquanto realizam essa tarefa, é importante que você circule pela sala de aula, ouvindo algumas duplas, verificando se eles estão dando feedbacks adequados e empáticos e ajudando- os a refletir sobre a melhor maneira de fazer os apontamentos para o colega. PROJETO DE VIDA 28GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 3 Registrando o aprendizado Ao final da aula, pergunte como os estudantes estão se sentindo depois de terem dado e recebido feedbacks. Permita que eles expressem suas opiniões e enfatize que passarão por inúmeras situações na vida que exigem dar e receber este tipo de retorno , e que precisam aprender a lidar bem com isso para que possam crescer. Também explore a importância de reconhecer as potencialidades e as vulnerabilidades para se sentirem confiantes e corajosos para construir e realizar seus projetos de vida. Vamos falar de educação socioemocional? Já sabemos que a autoestima é aprendida e desenvolvida durante toda a vida e que é produzida por uma história de reconhecimento social positivo, em que o indivíduo tem seus comportamentos validados por outras pessoas importantes de seu convívio. Uma autoestima saudável, portanto, decorre de relações interpessoais em que o sujeito , de modo mais abrangente, é reconhecido pelo outro como adequado, desejável ou válido, e não apenas seus comportamentos. PROJETO DE VIDA 29GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 3 VALIDAÇÃO É o sentimento de estima propriamente dito. O sentimento tem sua existência individual e particular reconhecida, validada e considerada como significativa. É quando uma pessoa sente que seu SER não é ameaçado, proibido ou inviabilizado por algum FAZER – comportamento – inadequado ou indesejado. Mas, então, como validar as pessoas nessa perspectiva mais ampla sem reduzi-las a seus comportamentos mais ou menos desejáveis? Vamos conhecer algumas formas de estimular e fortalecer a autoestima em sala de aula, através do relacionamento com adultos interessados em apoiar e atuar como facilitadores do desenvolvimento emocional de seus alunos. O que fazer: a. Quando o comportamento do é desejável: gratificá-lo com alguma forma de atenção, carinho, sorriso, comentário ou reconhecimento positivo. Oque preferir: - Destacar o SUJEITO que age, seguido da GRATIFICAÇÃO de sua ação: “Você me deixou alegre com sua participação”. Ou “Quando você ajuda seus colegas, a turma fica animada e aprende mais.” Esse é o tipo de comunicação que melhor PROJETO DE VIDA 30GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 3 desenvolve a autoestima, uma vez que dá destaque à pessoa e não somente ao comportamento. O que evitar: - Destacar somente a AÇÃO/COMPORTAMENTO: “A sua participação na aula foi importante” - Fazer uma proposta inespecífica: “Você poderia ajudar mais seus colegas em sala...” b. Quando o comportamento é indesejável: Entender como oportunidade educativa de desenvolver a responsabilidade e tolerância aos limites e frustrações. Vamos falar mais sobre responsabilidade em outras aulas. Que tal aprender mais? O poder da vulnerabilidade Nesta palestra do TED Talks - uma das cinco mais assistidas no mundo -, a pesquisadora Brené Brown afirma que a vulnerabilidade é a característica humana que nos permite desenvolver a coragem de reconhecer e enfrentar nossos desafios, nos tornando pessoas mais confiantes e seguras. link externo Clique aqui para acessar o material do estudante em pdf Clique aqui para acessar o Material do Estudante Editável Referências Bibliográficas BROWN, Brené. A coragem de ser imperfeito. Rio de Janeiro: Editora Sextante, 2016. PROJETO DE VIDA 31GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 3 https://www.ted.com/talks/brene_brown_the_power_of_vulnerability?language=pt-br https://drive.google.com/file/d/1xg3wMeFnE_veu08u3IXAQNFm3sIQVKR5/view?usp=sharing https://drive.google.com/file/d/1M-dwJ_24YDKJnJm0tHD1lGQvFcEUUd8l/view?usp=sharing PROJETO DE VIDA GUIA DO EDUCADOR TEMA: AUTOESTIMA TÍTULO: PADRÕES ESTÉTICOS E AUTOESTIMA 2º ANO TEMA 1 AULA 4 O que faremos hoje? Bloco 1 Autoconhecimento e Identidade Tema Autoestima Competências gerais da BNCC 1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva. 4. Utilizar diferentes linguagens - verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital -, bem como conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo. 8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, compreendendo-se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas. 9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza. PROJETO DE VIDA 32GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 4 Habilidades de Projeto de Vida Compreender que a autoestima é influenciada por fatores subjetivos e socioculturais e ser capaz de elaborar uma representação positiva de si mesmo. Reconhecer e valorizar o autoconhecimento como um procedimento que possibilita a autorregulação e a definição de um projeto de vida. Objetos de conhecimento Padrões estéticos e autoestima Tempo de aula 120 minutos O que dizem os estudiosos? Os padrões estéticos são definidos pelo conjunto de características físicas que determinada cultura estabelece como ideais ou desejáveis. Tais características nos são transmitidas desde a infância através das mídias (novelas, filmes, comerciais, revistas etc.) e das pessoas com quem convivemos, tornando-se nossas referências sobre os tipos de pessoas ideais e influenciando a percepção que temos de nós mesmos e dos outros. Consequentemente, os padrões estéticos afetam diretamente nossa autoestima, podendo causar sentimentos de tristeza, frustração e rejeição, caso não nos enquadremos nesses padrões. Os padrões estéticos dominantes em nossa cultura restringem o conceito de beleza a algumas características relativas à cor da pele, ao tipo de cabelo, às dimensões do corpo, aos traços do rosto, ao modo de se vestir, ao uso de acessórios, entre PROJETO DE VIDA 33GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 4 outros, excluindo uma série de características que podem ser consideradas igualmente belas e que, por vezes, foram valorizadas em outros períodos históricos ou são valorizadas em outras culturas. Vale acrescentar que o padrão estético dominante tende a ser aquele adotado pelos setores dominantes. Nos dias de hoje, por exemplo, a maior valorização da pele branca e do cabelo liso, em detrimento do cabelo crespo e da pele negra, é consequência do predomínio desses traços nos grupos econômicos e políticos prevalecentes e da herança da crença na inferioridade dos negros, instituída desde o período da escravidão. Assim, compreender criticamente a reprodução social de determinado padrão estético e seus impactos na autoestima e na atribuição de valor a diferentes grupos sociais (com recorte regional e étnico-racial, por exemplo), visa contribuir para a valorização da autoimagem e o empoderamento dos estudantes e de seus grupos de pertencimento, podendo impactar positivamente sua autoestima. Como é que se faz? Organizando a aula Nessa aula, você deverá reproduzir três vídeos disponíveis na plataforma de compartilhamento do YouTube. Para isso, será necessário organizar um espaço para projetá-los e os equipamentos audiovisuais necessários. Além disso, a aula irá demandar recursos para a realização de pesquisa na internet e também pode-se oferecer revistas e jornais para a realização da Atividade 2. PROJETO DE VIDA 34GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 4 Despertando o interesse Inicie entregando a Ficha de Atividades dessa aula (Aula 4 - Padrões estéticos e autoestima) e reproduzindo os vídeos “Você é mais bonita do que pensa” Disponível em link externo. (Acesso em: 22/06/2020) e “Dove Evolution” (Disponível em link externo. Acesso em: 22/06/2020) - produzidos pela marca Dove e disponíveis na plataforma YouTube . Ao final dos vídeos, solicite que os estudantes respondam às duas questões disparadoras e, em seguida, conduza uma discussão acerca das respostas. 1) Espera-se que os estudantes identifiquem que o vídeo “Você é mais bonita do que pensa” explora a ideia de que muitas pessoas têm uma autoimagem distorcida, o que afeta a autoestima. Questione-os sobre o que pode gerar esse fenômeno. É possível que alguns estudantes apontem a influência dos padrões de beleza dominantes. Já o vídeo “Dove Evolution” tem o propósito de demonstrar como as imagens de modelos veiculadas em propagandas resultam de procedimentos técnicos que visam aprimorar determinadas características de acordo com o padrão estético predominante, por vezes, gerando PROJETO DE VIDA 35GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 4 https://www.youtube.com/watch?v=Il0nz0LHbcM&t=36s https://www.youtube.com/watch?v=sfAPT1_0TDg https://www.youtube.com/watch?v=sfAPT1_0TDg mudanças profundas e até mesmo distorções sobre as características físicas da(o) modelo. 2) Espera-se que os estudantes identifiquem que a disseminação da imagem de modelos pelas mídias, que passam por retoques e modificações digitais, impõe um ideal de beleza pouco diverso e que não condiz com a realidade. Tal idealização de beleza acaba servindo de referência para as pessoas, o que pode fazer com que se sintam frustradas por não a atenderem, conforme é demonstrado no primeiro vídeo. Construindo conhecimentos Atividade 1 Faça a leitura coletiva do texto da atividade 1 e conduza uma discussão sobreas questões expostas ao final dele. Incentive os estudantes a reconhecerem que os padrões estéticos dominantes compreendem, entre outras características, a pele branca, o cabelo liso e o corpo magro para mulheres e forte e definido para os homens. Tal padrão é transmitido pelo predomínio de pessoas com essas características em desfiles de moda, comerciais, capas de revista e ocupando papéis de destaque em filmes e novelas. a) Espera-se que os estudantes respondam que o padrão de beleza foi sofrendo mudanças ao longo da história sob influência de questões sociais, culturais e econômicas. Por exemplo, no período renascentista, valorizava-se um corpo feminino voluptuoso porque essa forma era associada à riqueza e à fartura de alimentos, ao passo que hoje o ideal de beleza feminina é o de um corpo magro, relacionado à possibilidade de praticar exercícios físicos e alimentar-se com qualidade. b) Resposta pessoal. c) Um exemplo de diferença cultural pode ser PROJETO DE VIDA 36GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 4 encontrado no padrão masculino da Coreia do Sul, definido pela ausência de barba e um corpo magro, enquanto em países ocidentais, como o Brasil, o corpo musculoso e a presença de barba são valorizados em alguns contextos. d) A jovem problematiza a inadequação do corpo negro ao padrão estético dominante e o quanto o racismo estrutural impacta o conceito que a sociedade e as mulheres negras têm sobre seus corpos. Mesmo quando o corpo da mulher negra é valorizado esteticamente, essa valorização ocorre a partir da estereotipação sexual, que o objetifica, ou seja, o torna um objeto para ser consumido e descartado, sem que se leve em consideração a pessoa que o habita. e) Resposta pessoal. Atividade 2 Anuncie que o trabalho da Atividade 2 será iniciado nesta aula, mas continuado na seguinte. Solicite que os estudantes façam uma pesquisa sobre os padrões estéticos dominantes nas mídias, buscando reconhecer quando eles são reforçados. Sugere-se que a pesquisa seja feita na internet, mas você também pode oferecer revistas e jornais para que eles realizem essa atividade. Incentive-os a explorar a presença dos padrões estéticos dominantes em diferentes mídias: capas de revista, elenco de novelas e filmes (os papéis predominantemente ocupados por negros e brancos, por exemplo), comerciais de televisão, apresentadores de programas etc. Eles deverão escolher um desses materiais e propor, por meio da construção de um painel, a substituição de um ou mais padrões dominantes por outras características. Peça para que se organizarem para trazer os aparatos necessários para a construção dos painéis na aula seguinte. Eles poderão levar recortes de revistas, jornais e também imprimir imagens da internet. Neste caso, verifique se a impressão pode ser feita na escola. PROJETO DE VIDA 37GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 4 Vamos falar de educação socioemocional? A autoconfiança precisa de exposição e abertura a experiências para se desenvolver. O sentimento de confiança é forjado a partir do esforço e do enfrentamento de dificuldades. Ele se fortalece através das tentativas, dos erros e aprendizagens de comportamentos exitosos e bem-sucedidos. CONFIANÇA É o sentimento que surge quando precisamos lidar com uma dificuldade, problema, ou situação de estresse. Uma pessoa confiante se sente capaz de lidar com os obstáculos e desafios da vida, buscando estratégias para superá-los e solucioná-los. Quanto mais uma pessoa passa por dificuldades e consegue encontrar formas de encarar essas situações-problema, mais sua confiança se fortalece. O grande segredo aqui é: pessoas com boa autoconfiança foram passando por situações de dificuldade proporcionais à sua maturidade e capacidade de criar/encontrar soluções e, assim, PROJETO DE VIDA 38GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 4 foram conseguindo lidar de forma gradativa com problemas cada vez mais complexos. Desse modo, o educador deve criar oportunidades em sala de aula, ou estar atento para aproveitá-las quando surgirem, para que seus estudantes mostrem comportamentos e ações que buscam solucionar situações-problema do dia a dia. E o principal: tais tentativas de resolução devem alcançar algum grau de resultado. Vamos abordar alguns exemplos possíveis, do que dizer: “Vá, tente do seu jeito. Estou aqui para apoiar se for necessário” “Mesmo já tendo tentado, me conte o que você conseguiu aprender nessa tentativa” “Observe algum colega e veja o que chama sua atenção no esforço dele” “Experimente, veja até onde consegue ir e me conte o que aprendeu” “Vou te acompanhar até onde precisar, e no próximo exercício você vai tentar sozinho” A recomendação central é prestar atenção na dificuldade da tarefa que vai propor para o estudante e adequar a dificuldade da atividade às habilidades já evidenciadas por ele , escolhendo, por exemplo, uma complexidade menor ou intermediária. O desenvolvimento de uma boa autoconfiança é como uma corrida de obstáculos em que a altura das barras vai aumentando à medida que o corredor vai conseguindo pular a barra mais baixa. PROJETO DE VIDA 39GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 4 Que tal aprender mais? Dove pela autoestima A página da marca Dove contém diversos textos e propostas de atividades para trabalhar a autoestima dos jovens em relação, sobretudo, à aparência física. Disponível em: link externo. (Acesso: 25/06/2020). Clique aqui para acessar o material do estudante em pdf Clique aqui para acessar o Material do Estudante Editável Referências Bibliográficas GOLEMAN, Daniel. O cérebro e a inteligência emocional: novas perspectivas. Rio de Janeiro: Objetiva, 2016. HARTER, Susan. The construction of the self: developmental and sociocultural foundations. Guilford Publications, 2012. PROJETO DE VIDA 40GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 4 https://www.dove.com/br/dove-self-esteem-project.html https://drive.google.com/file/d/1wKh9sfVbW3Hl_KV-EViYgK4imUoTJQX9/view?usp=sharing https://drive.google.com/file/d/1D7_vFwM-_78dkeQpBD_arEE5Mc2DayS4/view?usp=sharing PROJETO DE VIDA GUIA DO EDUCADOR TEMA: AUTOESTIMA TÍTULO: PADRÕES ESTÉTICOS E AUTOESTIMA 2º ANO TEMA 1 AULA 5 O que faremos hoje? Bloco 1 Autoconhecimento e Identidade Tema Autoestima Competências gerais da BNCC 1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva. 4. Utilizar diferentes linguagens - verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital -, bem como conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo. 8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, compreendendo-se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas. 9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza. Habilidades de Projeto de Vida Compreender que a autoestima é influenciada por fatores subjetivos e socioculturais e ser capaz de elaborar uma representação positiva de si mesmo. Objetos de conhecimento Padrões estéticos e autoestima Tempo de aula 120 minutos PROJETO DE VIDA 41GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 5 O que dizem os estudiosos? Segundo relatório do Ministério da Saúde e daUniversidade de Brasília (UnB), a cada dez jovens que se suicidam no Brasil, seis são negros. Entre as causas do suicídio está a baixa autoestima desses jovens, como resultado de práticas racistas e de uma estrutura sociocultural que inferioriza o negro com estereótipos negativos, e que pode fazer com que, desde crianças, negros e negras rejeitem suas características físicas e raízes culturais. Consequentemente, conforme aponta Tornek e colaboradores (2018), muitas crianças e jovens negros deslocam suas identidades para fora da categoria de pessoas negras, não se reconhecendo como pertencentes a esse grupo racial. Problematizar e contestar os padrões estéticos e estereótipos raciais que reproduzem o racismo e afetam de modo tão profundo a autoestima da população negra é um imperativo ético com o qual o conjunto da sociedade deve se comprometer, tendo a escola e os profissionais da educação um papel fundamental nesse processo. Como é que se faz? PROJETO DE VIDA 42GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 5 Organizando a aula Inicie a aula recuperando as discussões feitas na aula anterior. Solicite que algum estudante resuma os principais conteúdos abordados naquela ocasião. Em seguida, lembre-os de que nessa aula eles produzirão o painel ou cartaz planejado na aula anterior. Exponha as habilidades e o conteúdo da aula. Despertando o interesse Como nessa aula os estudantes darão prosseguimento ao trabalho iniciado na anterior, para estimular o engajamento, peça que cada um dos grupos compartilhe brevemente com a turma sua proposta de trabalho. Caso julgue oportuno, os estudantes podem opinar sobre as propostas dos colegas, apontando sugestões e oferecendo feedbacks tais como aprenderam na aula três, com o vídeo “A borboleta de Austin”. Construindo conhecimentos Atividade 1 Faça a leitura de cada uma das etapas, ressaltando a importância de considerarem as orientações para a conclusão do planejamento e execução da produção. No que diz respeito à etapa de intervenção na comunidade escolar, os estudantes podem montar um mural que contenha o conjunto de painéis ou distribuí-los por diferentes espaços da escola. Deixe que a proposta parta deles e que decidam coletivamente a melhor opção, a fim de estimular o protagonismo e a autonomia. PROJETO DE VIDA 43GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 5 Vamos falar de educação socioemocional? O sentimento de responsabilidade se desenvolve através de situações de aprendizagem estabelecedoras de limite e consequências sociais. Responsabilidade deve ser um sentimento desenvolvido pela valorização de comportamentos que beneficiam, ao mesmo tempo, o aluno e outras pessoas relevantes naquele contexto social. RESPONSABILIDADE É o sentimento de saber fazer algo de forma adequada. É quando uma pessoa sente que seu comportamento e suas ações provocam benefícios a ela, aos outros ou ao mundo. Responsabilidade é o que podemos desenvolver e ensinar aos alunos quando eles apresentam comportamentos indesejáveis em sala de aula. Afinal, é a presença dessas ações socialmente inadequadas que oferecem a oportunidade de condicioná-los a lidar com os limites de seus desejos e impulsos, bem como assumir as consequências socioambientais de suas ações. Desse modo, vamos conhecer algumas formas de estimular a responsabilidade em sala de aula, através da educação sobre tolerância aos limites e frustrações. Quando o aluno apresentar comportamentos indesejáveis: PROJETO DE VIDA 44GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 5 O que fazer: Comunicar a inadequação do comportamento, nomeando-o com clareza e explicitando algum motivo pelo qual não deve ser repetido no futuro. O que preferir: “Fazer bagunça na hora da aula é errado, isso faz mal para seus colegas e para seu professor. SE você voltar a fazer bagunça, ENTÃO vai perder seu intervalo.” No exemplo acima, o aluno é orientado a associar uma consequência ruim a seu comportamento inadequado. A regra SE... ENTÃO uma vez instalada, ajuda-o a identificar que ações trazem consequências desagradáveis. Essa associação é o cerne do sentimento de responsabilidade. “SE você colocar seus brinquedos/materiais de estudo na bancada correta ao final da aula, ENTÃO poderá mostrar aos colegas sua música/jogo preferido.” Nesse exemplo, o aluno é orientado a associar uma consequência boa a seu comportamento desejado, que é o oposto à ação indesejada de “deixar materiais jogados”. Aqui, ele é ajudado a trocar seu comportamento inadequado por um esperado , que receberá consequências agradáveis. Que tal aprender mais? Educação, identidade negra e formação de professores/as: um olhar sobre o corpo negro e o cabelo crespo. PROJETO DE VIDA 45GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 5 Este artigo discute as relações entre educação, cultura, identidade negra e formação de professores, enfocando, sobretudo, a corporeidade e a estética. GOMES, Nilma Lino. Educação, identidade negra e formação de professores/as: um olhar sobre o corpo negro e o cabelo crespo. Educação e Pesquisa, São Paulo , v. 29, n. 1, p. 167-182, jun. 2003.Disponível em: link externo. (Acesso em: 26/06/2020). Clique aqui para acessar o material do estudante em pdf Clique aqui para acessar o Material do Estudante Editável Referências Bibliográficas BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa. Departamento de Apoio à Gestão Participativa e ao Controle Social. Óbitos por suicídio entre adolescentes e jovens negros 2012 a 2016 / Ministério da Saúde, Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa, Departamento de Apoio à Gestão Participativa e ao Controle Social. Universidade de Brasília, Observatório de Saúde de Populações em Vulnerabilidade – Brasília : Ministério da Saúde, 2018. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/obitos_suicidio_ adolescentes_negros_2012_2016.pdf. Acesso em: 26/06/2020. GOLEMAN, Daniel. O cérebro e a inteligência emocional: novas perspectivas. Rio de Janeiro: Objetiva, 2016. HARTER, Susan. The construction of the self: developmental and sociocultural foundations. Guilford Publications, 2012. TOMEK, Sara, et al. Suicidality in Black American youth living in impoverished neighborhoods: is school connectedness a protective factor?, 2018. PROJETO DE VIDA 46GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 5 https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-97022003000100012&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt https://drive.google.com/file/d/1NrHfwy5GhJxq34HSZR0tO-wFj6hUnu6O/view?usp=sharing https://drive.google.com/file/d/1Qddedon5rH2KMFofslye7nWP-FpaofdS/view?usp=sharing PROJETO DE VIDA GUIA DO EDUCADOR TEMA: AUTOESTIMA TÍTULO: REDES SOCIAIS E AUTOESTIMA 2º ANO TEMA 1 AULA 6 O que faremos hoje? Bloco 1 Autoconhecimento e Identidade Tema Autoestima Competências gerais da BNCC 1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva. 7. Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta. 8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, compreendendo-se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas. 9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidadede indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza. Habilidades de Projeto de Vida Compreender que a autoestima é influenciada por fatores subjetivos e socioculturais e ser capaz de elaborar uma representação positiva de si mesmo. PROJETO DE VIDA 47GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 6 Objetos de conhecimento Redes sociais e autoestima Tempo de aula 120 minutos O que dizem os estudiosos? As redes sociais são plataformas digitais que possibilitam a interação das pessoas no ambiente virtual. Entre inúmeras funções, elas permitem que expressemos quem nós somos, do que gostamos, o que fazemos em nosso dia-a-dia e que saibamos se outras pessoas gostam de nossas postagens e concordam com nosso ponto de vista sobre determinado assunto. As redes sociais podem impactar positivamente a autoestima ao proporcionar oportunidades de sociabilidade, conexão com grupos de afinidade e estreitar vínculos sociais. Outro impacto positivo das redes sociais na autoestima se dá quando uma postagem recebe um número alto de “curtidas”, oferecendo ao autor o que na psicologia comportamental se chama reforço positivo. Por outro lado, o fato de que as postagens, via de regra, expõem aspectos positivos das vidas das pessoas, há a ilusão, aos olhos de quem vê, de que suas vidas são isentas de vulnerabilidades e dificuldades, fazendo com que muita gente passe a se orientar para se tornar alguém como os influenciadores digitais nos quais se espelham, ou que tenha sua autoestima fragilizada ao se comparar com o que circula na vitrine das redes sociais. Além disso, há pessoas que tornam as redes sociais e as “curtidas” que recebem um importante medidor e parâmetro de suas qualidades pessoais, passando a PROJETO DE VIDA 48GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 6 investir um tempo excessivo em postagens e, muitas vezes, expondo aspectos de sua privacidade, que deveria manter preservada. Vale acrescentar, ainda, o impacto deletério na autoestima e na saúde mental, de um modo geral, do assédio, da discriminação, dos discursos de ódio, do cyberbullying e demais formas de violência simbólica que os atores que compartilham o ambiente das redes sociais podem sofrer. Assim, em um contexto em que os jovens têm nas redes sociais um importante ambiente de sociabilidade, é fundamental que conheçam como elas podem impactar sua autoestima, e, consequentemente, sua capacidade de autodeterminação (fazer as próprias escolhas de vida). Afinal, uma pessoa que não confia em si mesma e não valoriza as próprias potencialidades, tende a esconder suas características pessoais e a tentar assumir uma identidade e objetivos que sejam mais facilmente aceitos e reconhecidos pelos demais, mesmo que para isso, abdique de expressar quem realmente é e o que verdadeiramente desejam para sua vida. Como é que se faz? Organizando a aula Nessa aula, será aplicada a metodologia chamada Estações de rotação, que consiste em montar diversas estações, que abordam assuntos PROJETO DE VIDA 49GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 6 diferentes, mas complementares, que visam promover a construção de conhecimentos sobre diversos aspectos envolvidos em um tema mais amplo. Para isso, será preciso organizar as mesas e as cadeiras dos estudantes, formando quatro estações. Cada grupo de estudantes começará a atividade em uma dessas estações, mas terá que rotacionar por todas elas. O material a ser usado em cada uma das estações (matérias de jornal e tablets/computadores com acesso à internet) deve estar disponível no centro delas . Caso a escola não possa disponibilizar equipamentos eletrônicos para serem usados na sala de aula, verifique a possibilidade dos estudantes utilizarem seus celulares ou se deslocarem até a sala de informática para realizar as atividades que exigem esses recursos. Se a opção for por esse deslocamento, é fundamental que você combine com antecedência essa atividade com o docente ou monitor da sala, para que ele deixe os equipamentos preparados com os vídeos, a fim de que os estudantes possam ter tempo de concluir a atividade. O tempo estimado para os estudantes realizarem a atividade de cada uma das estações é de 20 minutos. Despertando o interesse Inicie a aula entregando aos estudantes a Ficha de Atividades (Aula 6 - Autoestima nas redes sociais) e questionando se eles participam das redes sociais. Estimule-os a compartilhar as redes que mais utilizam, que tipo de uso eles fazem delas (compartilhar ideias e momentos de sua vida, acessar notícias e informações, conhecer novas pessoas, entre outras possibilidades) e como se sentem ao usá-las. Para evitar que os estudantes deem respostas superficiais sobre a última pergunta, estimule-os a aprofundar sua percepção sobre seus sentimentos, por meio de perguntas como: “Quando você pensa em acessar suas redes, geralmente é porque está se sentindo…”, “Após passar muito tempo nas redes, você se sente…”, “Há algo que você PROJETO DE VIDA 50GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 6 vê nas redes que desperta em você sentimentos desagradáveis? O quê? Quais sentimentos desagradáveis são despertados?”, “Há algo que você vê nas redes que desperta em você sentimentos agradáveis? O quê? Quais sentimentos agradáveis são despertados?”, etc. Após essa discussão, explique aos estudantes a metodologia das Estações de rotação e peça para que iniciem o trabalho. Construindo conhecimentos Atividade 1 Enquanto os estudantes rotacionam entre as estações, é importante que você circule pela sala de aula, verificando se todos compreenderam as propostas das estações e se estão engajados na realização das atividades. Abaixo apresentamos cada uma das estações e uma possibilidade de gabarito para suas perguntas: PROJETO DE VIDA 51GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 6 Estação 1: Reforço positivo As matérias necessárias para essa estação estão disponíveis nos links abaixo: link externo 1 link externo 2 Acesso em 06/07/2020. 1) Resposta pessoal. É possível que alguns estudantes mencionem que se sentem dependentes do reforço positivo das redes sociais, devido ao sentimento de satisfação e reconhecimento que ele promove. Alguns sentimentos que podem estar envolvidos com a necessidade de reforço positivo são ansiedade, angústia, insegurança, satisfação, prazer, alegria, entre outros. 2) Resposta pessoal. É esperado que os estudantes mencionem que a dependência do reforço positivo das redes sociais pode impactar a vida das pessoas de vários modos, como, por exemplo, tornando-as mais insatisfeitas, inseguras e ansiosas, ou mais seguras e confiantes. Embora essas respostas sejam antagônicas, a matéria desta estação informa que os dois tipos de experiência são possíveis. Entretanto, apesar dos efeitos positivos no curto prazo, vale destacar que essa dependência causa efeitos prejudiciais à saúde mental e, por vezes, à saúde física e à sociabilidade, quando o jovem ocupa parte considerável de seu dia dedicando-se às interações nas redes sociais. 3) Resposta pessoal. É esperado que os estudantes utilizem elementos da matéria para responder a essa pergunta. Nesse sentido, eles poderão mencionar que os usuários se sentem menos ansiosos e pressionados a postar conteúdos que receberão o reconhecimento dos outros, se sentindo mais livres para publicar aquilo que desejam. Eles também podem citar que a retirada da visualização pública dos likes pode atrapalhar os influenciadores digitais, pois, quanto mais likes PROJETO DE VIDA 52GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 6 https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,reforco-positivo,70002510334 https://www.metropoles.com/entretenimento/e-agora-influencers-brasilienses-analisam-fim-dos-likes-no-instagram eles têm, mais pessoas eles podem influenciar