Logo Passei Direto
Buscar
Material
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

PROJETO 
DE VIDA
GUIA DO EDUCADOR
2º 
ANO
Esse botão do canto superior direto te levará de volta ao Sumário.
Clique também em link externo para acessar mais conteúdo.
JOSÉ RENAN VASCONCELOS 
CALHEIROS FILHO
Governador do Estado de Alagoas
FÁBIO GUEDES GOMES
Secretário de Estado da Educação de 
Alagoas
RICARDO LISBOA MARTINS
Superintendente de Políticas 
Educacionais
ROSEANE FERREIRA 
VASCONCELOS
Superintendente da Rede Estadual de 
Educação
WILANY FELIX BARBOSA
Superintendente do Sistema Estadual 
de Educação
ANDREIA LUIZA 
ALVES DE OLIVEIRA
Gerente da Educação Profissional e 
Ensino Superior
JACIELMA PEREIRA LEITE
Gerente de Desenvolvimento 
Educacional
DANIELLY VERÇOSA SILVA
Gerente das Modalidades e 
Diversidades da Educação Básica
FABIANA ALVES 
DE MELO DIAS
Gerente da Educação Básica
DANIEL MELO MACEDO
Supervisor do Ensino Médio
NILMA THESINHA 
DOS SANTOS
Supervisora de Políticas de Educação 
Profissional e Tecnológica
ESTADO DE ALAGOAS 
SECRETARIA DE ESTADO 
DA EDUCAÇÃO
COLABORAÇÃO DE 
REDAÇÃO
Daniel Melo Macedo
Danielly Verçosa Silva
EQUIPE TÉCNICA
Adriana Alves Salles
Ana Cristina Marques dos Santos
Ana Lúcia Ferreira da Silva
Ana Maria do Nascimento Silva
Ana Maria Souza de Oliveira
Andréa Alves Couto Vanderlei
Andréa Alves do Nascimento Santos
Angela Maria Vasco
Bernadete Fernandes de Araújo
Cícera Meireles dos Santos
Clarissa Rodrigues Pereira
Cláudia Luisa Brandão Sotto
Cristiane Gomes de Souza
Cristiane Maria das Chagas Souza
Cristina de Fátima da Silva
Denilma Diniz Botelho
Edeilda Severino da Silva
Edineide Soares Carvalho
Edma Alves Afonso Sotero
Edneide Anselmo Farias
Edvaldo Albuquerque dos Santos
Égide Jane de Amorim
Eline da Silva
Eraldo Santos de Melo
Eva Maria Silva Ferreira
PROJETO DE VIDA 2
Gildimar Guilherme da Silva
Helena Lemos Souza Melo
Iranildo da Costa Santos
Izaura Cristina G. da Silva Medeiros
Jailma Pereira Bispo Rodrigues
Jailson Barbosa Costa
Jair do Nascimento Porto
Jeane Cristina Rodrigues do 
Nascimento
Jefferson Vitoriano Cunha
Jennifer Patrícia de Araujo
João Maria Fernandes Pereira
Josafá Ferreira Campos
José Claudino da Silva Filho
José Clebson dos Santos
Josineide Melo Machado Nascimento
Juliane dos Santos Medeiros
Jussimare Cipriana da Silva
Kátia Almeida Cadengue
Laudenice Maria Lins
Leônia Oliveira da Silva
Lúcia Pedro dos Santos
Márcia Cristina Batista da Silva
Maria Andra da Silva
Maria Aparecida da Costa
Maria Aparecida Silva dos Santos
Maria Arlene do Nascimento
Maria Betânia Apratto Cavalcante dos 
Santos
Maria da Glória Alves da Silva
Maria da Penha Torquato
Maria de Fátima B. de Andrade
Maria do Socorro Ferreira Coelho
Maria José da Rocha Siqueira
Maria José Silva da Hora
Maria Luciana Pereira da Silva
Maria Madalena Curaçá de Araújo
Maria Vanúzia da Silva
Maria Verônica Barbosa Pinto
Marilda Basílio S. Silva
Marília Santos de Gusmão Martins
Marta Maria Teixeira
Nádia Gomes de Araújo
Noélia Paula de Souza Reis Fonseca
Patrícia Francisca Batista da Silva
Pollyanna Vieira Nemézio
Quitéria Rosa Pereira Oliveira
Radijalma Ferreira de Lima
Ricardo Alves da Silva Santos
Rosa Patrícia da Silva Santos
Rosilma Ventura da Silva
Rossane Romy Pinheiro de Almeida 
Batista
Rozilene Belo dos Santos
Rute de Cássia Bezerra da Silva
Sebastião Ferreira Palmeira Júnior
Soraia Maria da Silva Nunes
Suzy Clea Lisboa Melo
Tamara Tatyana Araujo
Tássia Dalianne Nery Silva
Vanessa dos Anjos Tenório
Virgínia Moura Miller
Viviane Marcos V. de Oliveira Ferreira
COLABORAÇÃO DE 
DIAGRAMAÇÃO
Assessoria de Comunicação – 
ASCOM/SEDUC
CONSULTORIA
Hanna Cebel Danza
Marco Antonio Morgado da Silva
Lumaira Marques
PROJETO DE VIDA 3
Educadores de Alagoas,
É com grande satisfação que os apresentamos 
e convidamos a conhecer o Projeto de Vida, 
aqui representado por um conjunto de materiais 
didáticos que permite o desenvolvimento de 
práticas pedagógicas cujo objetivo consiste no 
desenvolvimento de competências e habilidades 
dentro do escopo da multidimensionalidade (pessoal, 
social e profissional) como premissa para a educação 
integral e com foco no protagonismo das juventudes 
do ensino médio. Tal proposta foi estruturada para 
agregar à temática enquanto componente curricular 
e com carga horária específica no decorrer dos anos 
que integram o Ensino Médio.
A jornada de ensino e aprendizagem do Projeto de 
Vida se divide nos três anos do ensino médio, podendo 
ser adaptada para outros tempos de organização 
da oferta e atende ao que está estabelecido na Lei 
13.415/2017 e na Base Nacional Comum Curricular. 
Este produto foi resultado de um longo trabalho de 
estudo e escrita que envolveu técnicos da Secretaria 
de Estado da Educação de Alagoas, do Instituto Sonho 
Grande e pesquisadores do assunto no Brasil ao longo 
do desafiador ano de 2020.
Este material apresenta um grande percurso 
pedagógico, com orientações didáticas, 
apontamentos teóricos e suporte socioemocional 
que busca articular as dimensões pessoal, cidadã 
e profissional dos estudantes, consolidando seu 
protagonismo e colocando em outro patamar o papel 
do Ensino Médio na educação alagoana. A cada ano 
serão trabalhados temas essenciais à experiência das 
juventudes e sua potencialidade para a concretização 
da vida futura, com autonomia e responsabilidade.
PROJETO DE VIDA 4
Autoconhecimento e Identidade; Convivência e 
Participação; Escolha e Planejamento; Engajamento 
e Transformação são alguns dos temas que darão 
sentido a cada aula de Projeto de Vida.
Nesse empreendimento desafiador, e na certeza 
do compromisso que os educadores de Alagoas 
sempre demonstraram ao longo da história, os 
convidamos a investir em uma experiência escolar 
para além dos conhecimentos científicos e que lance 
um olhar efetivo para os afetos e para a convivência 
familiar e comunitária de forma respeitosa, tolerante, 
solidária e colaborativa na construção de um 
futuro próspero com senso de pertencimento 
e engajamento social. Assim, esperamos que 
aproveitem esta vivência de forma intensa, auxiliando 
os estudantes na compreensão e construção dos seus 
Projetos de Vida, promovendo debates e conversas 
profícuas e acolhedoras.
É com imensa satisfação que os recebemos nesta 
jornada, na esperança de juntos construirmos uma 
realidade cada vez mais feliz.
PROJETO DE VIDA 5
SUMÁRIO 
BLOCO 1: Autoconhecimento e Identidade 8
TEMA: Autoconhecimento
Aula 1 - Autoconceito 8
Aula 2 - Autoestima, autocuidado e cuidado com o outro 16
Aula 3 - Potencialidades, vulnerabilidades e feedback 24
Aula 4 - Padrões estéticos e autoestima 32
Aula 5 - Padrões estéticos e autoestima 41
Aula 6 - Redes sociais e autoestima 47
Avaliação em Projeto de Vida 1 60
BLOCO 2: Convivência e participação 61
TEMA: Cidadania e Política 
Aula 1 - Cidadania e política 61
Aula 2 - Teoria da Ação Comunicativa, 
direitos humanos e procedimentos de deliberação política 74
Aula 3 - Práticas de cidadania 84
Aula 4 - Declaração Universal dos Direitos Humanos 93
Aula 5 - Cidadania e política 103
Aula 6 - Declaração Universal dos Direitos Humanos 111
Avaliação em Projeto de Vida 2 119
PROJETO DE VIDA 6
BLOCO 3: Escolha e Planejamento 120
TEMA: Campo de possibilidades e escolha profissional 
Aula 1 - Autoconhecimento e tomada de decisão 120
Aula 2 - Carreiras profissionais e propósito de vida 127
Aula 3 - Carreiras profissionais e propósito de vida 139
Aula 4 - Escolhas equivocadas e acertadas, 
planejamento da carreira profissional 146
Aula 5 - Limites e oportunidades sociais 
na realização do projeto de vida; meritocracia 154
Aula 6 - Tomada de consciência sobre as escolhas 167
Avaliação em Projeto de Vida 3 174
BLOCO 4: Engajamento e transformação 175
TEMA: Transformação social 
Aula 1 - Papel do jovem na transformação social, 
perfil de comportamento sobre projeto de vida, fontes e 
estratégias para a construção de projetos de vida 175
Aula 2 - Protagonismoa comprar os produtos das marcas que os 
contratam para fazer publicidade.
Estação 2: Influenciadores digitais
A matéria necessária para essa estação 
encontra-se disponível no link externo.
(Acesso em 06/07/2020).
1) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes 
mencionem alguns influenciadores digitais 
e consigam reconhecer quais pensamentos, 
sentimentos ou condutas eles influenciam.
2) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes 
consigam diferenciar influências positivas (que 
elevam a sensação de bem-estar, estimulam 
práticas saudáveis e o consumo responsável) de 
influência negativas (que diminuem a sensação 
de bem-estar, estimulam práticas arriscadas 
e o consumo desenfreado, irresponsável e 
insustentável).
3) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes 
apresentem alguns temas com os quais os 
influenciadores podem contribuir, como, por 
exemplo, a autoestima e a autoaceitação, o 
autoconhecimento, o compromisso social, 
a denúncia do racismo e de outras práticas 
discriminatórias, como o machismo, entre 
outras possibilidades.
PROJETO DE VIDA 53GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 6
https://www.metrojornal.com.br/estilo-vida/2020/01/21/embaixadoras-da-autoestima-influencers-que-ajudam-mulheres-se-aceitarem.htm
Leia a matéria “Embaixadoras da autoestima: 
influencers que ajudam mulheres a se aceitarem” e 
escolha um dos vídeos para assistir e discutir com 
seus colegas.
Estação 3: Haters
1) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes 
mencionem aspectos como o preconceito, a 
falta de respeito, a intolerância, entre outros.
2) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes 
mencionem sentimentos tais como a 
humilhação, a vergonha, a tristeza, a angústia, o 
medo, a raiva, entre outras possibilidades.
3) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes 
mencionem impactos na autoestima, na 
socialização, na reputação pessoal, entre 
outros. Algumas possibilidades de combate 
ao discurso de ódio são a denúncia, medidas 
judiciais e ações educativas.
4) Resposta pessoal.
PROJETO DE VIDA 54GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 6
Estação 4: Cyberbullying
Os vídeos necessários para essa atividades 
encontram-se disponíveis nos links:
link externo 1
link externo 2
(Acesso em 06/07/2020).
1) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes 
mencionem desejo de poder, sensação de 
superioridade, falta de respeito, entre outras 
possibilidades. É importante destacar que os 
agressores geralmente são motivados pelo 
desejo de poder e controle sobre os demais e 
pela sensação de superioridade em relação às 
suas vítimas.
2) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes 
mencionem que impactos de curto prazo 
podem ser não querer ir para a escola, sentir 
vergonha de si mesmo, afastar-se dos amigos, 
desenvolver uma autoestima negativa, ter raiva 
etc. Os impactos de longo prazo podem ser 
desenvolver um problema de saúde mental, 
tal como a ansiedade ou a depressão, não ter 
autoconfiança para fortalecer sua vida pessoal 
e profissional, entre outras possibilidades. É 
fundamental que os estudantes reconheçam 
uma ampla quantidade de impactos negativos. 
Caso seja necessário, estimule-os a refletir 
sobre essa questão por meio de perguntas 
como: “Vocês acham que uma pessoa que 
sofreu cyberbullying tem mais chances de 
ter dificuldades de ter um relacionamento 
amoroso saudável ou desenvolver sua carreira 
profissional?” Por quê?”.
3) Respostas pessoais. Estimule os estudantes a 
compartilharem suas experiências e a ouvirem 
as dos colegas sem fazer julgamentos prévios. 
Incentive-os a praticar a empatia e a oferecer 
apoio para os colegas que eventualmente 
podem ser sofrido bullying ou cyberbullying.
PROJETO DE VIDA 55GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 6
https://www.youtube.com/watch?time_continue=29&v=1N-DOC8vApo&feature=emb_logo
https://new.safernet.org.br/content/estou-enfrentando-um-problema-de-cyberbullying-devo-denunciar
Registrando o aprendizado
Ao término da rotação nas estações, 
promova uma discussão entre a turma sobre o 
que aprenderam nessa aula e como o tema da 
autoestima nas redes sociais se relaciona com a 
construção do projeto de vida. Para direcionar essa 
reflexão, peça que eles utilizem o conhecimento 
construído para responder às duas questões.
Ao término da discussão, solicite que criem 
um mapa mental que explique a discussão feita. 
O conceito central do mapa conceitual deve 
ser “Autoestima”. Dele, os estudantes devem 
derivar suas reflexões, de modo a contemplar os 
pontos discutidos com a turma sobre a relação da 
autoestima com o projeto de vida.
PARA ALÉM DA SALA DE AULA
Nesta aula, apresentamos uma proposta para 
os estudantes realizarem em casa. Estimule-os a 
se engajar na realização dela, pois, assim, podem 
ampliar ainda mais suas habilidades para lidar com 
a relação entre a autoestima e o projeto de vida. 
As orientações para essa atividade encontram-se 
disponíveis no material do aluno.
PROJETO DE VIDA 56GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 6
Vamos falar de educação 
socioemocional?
 Até aqui, aprendemos que o sentimento 
de estima por si mesmo, chamado também de 
autoestima ou amor próprio, é resultado das 
sucessivas validações sociais sobre o SER.
AMOR PRÓPRIO
É o sentir-se livre, capaz de receber 
reconhecimento e amor por quem é, capaz 
de tomar iniciativas e de responder com 
espontaneidade e criatividade aos diversos tipos 
de situação e relacionamentos.
As pessoas se tornam capazes de validar seu SER 
quando conseguem diferenciar seus pensamentos 
e sentimentos de seus comportamentos e ações – 
seu FAZER. É quando aprendem que seu SER é maior 
que seus erros e acertos, relacionados a AÇÕES 
específicas.
 O sentimento de “fazer bem feito” alguma 
tarefa ou atividade é o sentimento de REALIZAÇÃO. 
E quanto mais mostrarmos aos alunos que realizar 
bem uma tarefa faz deles pessoas bem-sucedidas 
naquela tarefa, mas não os tornam pessoas melhores 
ou piores, mais próximos eles estarão de estabelecer 
a separação entre SER e FAZER.
 Afinal, é quando as pessoas são capazes de 
validar quem são, para além de erros e acertos, que 
o sentimento de amor próprio, a autoestima, se 
estabelece.
 Vimos, também, que uma autoestima bem 
PROJETO DE VIDA 57GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 6
desenvolvida é capaz de diferenciar o SER do 
sentimento de CONFIANÇA, que se desenvolve a 
partir do enfrentamento de situações de dificuldade e 
adversidade do dia a dia. O sentimento de confiança 
deve apontar para capacidade de resolver problemas 
e lidar com situações difíceis, muito mais do que para 
o sentimento de SER uma boa ou má pessoa.
 Vimos, ainda, que corrigir as ações indesejadas 
dos alunos não apenas é necessário para um 
desenvolvimento saudável, como é a condição 
básica para o florescimento da RESPONSABILIDADE. 
Cada aluno vai se tornando capaz de enxergar as 
consequências, positivas ou negativas, de seus 
comportamentos e ações, seja para si mesmo, para 
os outros ou para o ambiente.
 Dessa forma, guiar os alunos para diferenciarem 
gradativamente seus sentimentos de REALIZAÇÃO, 
CONFIANÇA e RESPONSABILIDADE é o caminho 
mais eficaz para ajudá-los a separar cada um deles 
do sentimento de VALIDAÇÃO e AMOR PRÓPRIO, 
alicerces da boa autoestima.
Que tal aprender mais?
Sofrimento narcísico digital: quando as redes 
sociais mostram nosso espelho.
Neste texto, o psicanalista Christian Dunker 
discute as ilusões do que ele denomina de 
narcisismo digital, seus impactos na autoestima e 
os sofrimentos psíquicos que ele pode acarretar. 
Disponível em: link externo.
(Acesso em: 03/07/2020).
PROJETO DE VIDA 58GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 6
https://blogdodunker.blogosfera.uol.com.br/2019/09/13/sofrimento-narcisico-digital-quando-as-redes-sociais-mostram-nosso-espelho
SaferNet Brasil
Página web da instituição do terceiro setor 
voltada à defesa e promoção dos Direitos Humanos 
na internet e à cidadaniadigital. Disponível em: link 
externo. (Acesso em: 06/07/2020).
Digital Sem Pressão
Campanha da instituição SaferNet com 
vídeos, ilustrações, teses e dicas sobre como os 
adolescentes podem ter uma experiência saudável 
e responsável nas redes sociais. Disponível em: link 
externo. (Acesso em: 06/07/2020).
Clique aqui para acessar o material do estudante em pdf
Clique aqui para acessar o Material do Estudante Editável
Referências Bibliográficas
FREITAS, Riva Sobrado; CASTRO, Matheus Felipe. Liberdade de 
expressão e discurso de ódio: um exame sobre as possíveis limitações 
à liberdade de expressão. Disponível em:
https://www.scielo.br/pdf/seq/n66/14.pdf
SOUZA, Mariana Rodrigues Serrano Gomes. Autoestima e a utilização 
do Facebook. Dissertação de mestrado. Lisboa School of Economics 
and Management. Lisboa, 2013.
Disponível em:
https://www.repository.utl.pt/bitstream/10400.5/6456/1/DM-
MRSGS-2013.pdf
TARDELLI, Denise D’Aurea; VERNI, Priscila Joaquim. Autoestima e 
projeto de vida na adolescência. 41th Association for Moral Education 
Conference. Santos, 2015.
Disponível em:
http://www.fecilcam.br/revista/index.php/anaisame/article/
viewFile/1353/841
TOGNETTA, Luciene Regina Paulino, et al. Bullying e cyberbullying: 
quando os valores morais nos faltam e a convivência se estremece.
Disponível em:
https://periodicos.fclar.unesp.br/iberoamericana/article/
view/10036/6770
SaferNet Brasil. Disponível em: https://new.safernet.org.br/?field_
subject_value=All&field_type_value=All&page=1#. Acesso em: 
06/07/2020.
PROJETO DE VIDA 59GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 6
https://new.safernet.org.br/?field_subject_value=All&field_type_value=All&page=1#
https://new.safernet.org.br/?field_subject_value=All&field_type_value=All&page=1#
https://www.digitalsempressao.org.br/index.html
https://www.digitalsempressao.org.br/index.html
https://drive.google.com/file/d/19hkr5h4QjlQEFxg3Wk7xiGLXWp7G3Ml8/view?usp=sharing
https://drive.google.com/file/d/1vfJsTprLWqB48xhJE57LJFTEt4RLWwSQ/view?usp=sharing
RUBRICAS 
AVALIAÇÃO EM 
PROJETO DE VIDA
2º ANO 
TEMA 1 
2º ANO BLOCO: Autoconhecimento e identidade TEMA: Autoestima
Este tema compreende objetos de 
conhecimento e habilidades que visam oportunizar 
aos jovens o autoconhecimento e a elaboração de 
uma autoestima positiva. Pretende-se, com isso, que 
os jovens sintam-se confiantes para construir um 
projeto de vida que expresse sua autenticidade e que 
valorize suas particularidades.
I
Não atendeu às 
expectativas de 
aprendizagem.
II
Atendeu 
parcialmente às 
expectativas de 
aprendizagem.
III
Atendeu a maioria 
das expectativas 
de aprendizagem
IV
Atendeu todas as 
expectativas de 
aprendizagem.
AUTOCONHECI-
MENTO
Não reconhece 
suas 
qualidades ou 
vulnerabilidades e 
não compreende 
que sua 
autoestima é 
influenciada por 
fatores pessoais e 
socioculturais.
Tem dificuldade 
de reconhecer 
suas qualidades e 
vulnerabilidades 
e/ou de
identificar 
diferentes 
fatores pessoais 
e socioculturais 
que afetam sua 
autoestima.
Reconhece suas 
qualidades e 
vulnerabilidades 
e identifica 
fatores pessoais 
e socioculturais 
que afetam sua 
autoestima.
Reconhece suas 
qualidades e 
vulnerabilidades, 
identifica fatores 
pessoais e 
socioculturais 
que afetam 
sua autoestima 
e reflete 
criticamente 
sobre formas 
de elaborar 
uma autoestima 
positiva. 
COMENTÁRIOS 
DO ESTUDANTE
COMENTÁRIOS 
DO EDUCADOR
 
Clique aqui para baixar a ficha de avaliação
PROJETO DE VIDA 60GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 6
https://docs.google.com/document/d/1hIxAJ84SotTzyuaMwpMyhHR64SKC6oaNwqvL1fXtUGg/edit?usp=sharing
PROJETO DE VIDA 
GUIA DO EDUCADOR
TEMA: CIDADANIA E POLÍTICA
TÍTULO: CIDADANIA E POLÍTICA
2º ANO 
TEMA 2 
AULA 1
O que faremos hoje?
Bloco 2 Convivência e Participação
Tema Cidadania e Política
Competências 
gerais da BNCC
1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos 
sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e 
explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a 
construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.
6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e 
apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem 
entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer 
escolhas alinhadas
ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, 
autonomia, consciência crítica e responsabilidade.
Habilidades de 
Projeto de Vida
Conhecer, valorizar e respeitar os direitos humanos, 
comprometendo-se com ações que visem à sua garantia.
Conhecer e valorizar iniciativas individuais e coletivas que podem 
ser consideradas ética e moralmente exemplares, avaliar seus 
impactos nos indivíduos e na sociedade, bem como identificar sua 
integração aos projetos de vida de seus agentes. 
Objetos de 
conhecimento Cidadania e Política
Tempo de aula 120 minutos
PROJETO DE VIDA 61GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 1
O que dizem os estudiosos?
Ao nascermos, somos inseridos em um mundo 
que nos oferece o legado de uma longa história 
de desenvolvimento sociocultural e tecnológico, 
fruto de conquistas das gerações passadas que nos 
permitem viver em condições melhores do que elas. 
Isso nos delega a responsabilidade de preservar o 
acúmulo de conquistas da humanidade voltadas ao 
bem comum (ARENDT, 2012). 
Ao mesmo tempo, viver em um 
mundo compartilhado, em que 
nossas escolhas e ações impactam 
positiva ou negativamente a vida 
de outras pessoas, de outros 
seres vivos e o meio ambiente, 
pressupõe nos responsabilizarmos 
pelas marcas que deixaremos na 
vida das pessoas e no mundo, nas 
gerações presentes e futuras 
(JONAS, 2006).
O conceito de Política refere-se às instituições 
e ações humanas que têm como objetivo organizar 
a vida em comunidade. Política, portanto, não 
abrange apenas as instituições e atores do Estado; e 
participar da política, consequentemente, significa 
se comprometer com as decisões que afetam a 
vida individual e coletiva, sejam elas tomadas ou 
não pelos representantes políticos eleitos pela 
população. Logo, participar da política é um ato 
fundamental de cidadania.
A Cidadania, por sua vez, é um conceito definido 
pelo sociólogo Thomas Marshall como um conjunto 
PROJETO DE VIDA 62GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 1
de direitos civis (liberdades individuais), políticos 
(participação política) e sociais (saúde, educação, 
trabalho, etc.) e de seus deveres correspondentes 
que são atribuídos por um Estado-nação a seus 
cidadãos, com o objetivo de assegurar a coesão 
social e condições de dignidade para todos.
Apesar da importância desse conceito de 
cidadania, alguns autores, como a filósofa espanhola 
Adela Cortina (2005), consideram que ele precisa ser 
ampliado para uma ideia de Cidadania Participativa, 
pois não basta que cada indivíduo tenha seus 
direitos garantidos e respeite os direitos alheios, 
sobretudo em um mundo em que muitos deles 
ainda não são assegurados para boa parcela da 
população. A Cidadania Participativa, portanto, 
abrange não apenas a garantia de direitos e o 
exercício de deveres, mas também o compromisso 
com o bem comum, traduzido na solidariedade 
com os problemas do mundo e no engajamento em 
ações que visem melhorar ou superar as demandas 
sociais e ambientais existentes, sejam elas de uma 
comunidade, uma cidade, um país ou do planeta de 
um modo geral.
É tarefa da escola criar condições para que os 
jovens integrem o compromisso cidadão a seus 
projetos de vida, de modo que a realização pessoal 
esteja coordenada à responsabilidade com o bem 
comum (MALLIN; BALLARD; DAMON, 2015).
Como é que se faz?
Organizando a aula
Essa é a primeira aula do tema Cidadania e 
Política, que compõe o Bloco 2. Convivência e 
PROJETO DE VIDA 63GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 1
Participação. Apresente aos estudantes o assunto , 
expondo que as próximas seis aulas dizem respeito 
à Cidadaniae Política, e que eles serão convidados 
a refletir sobre conceitos relacionados à convivência 
e à participação na esfera pública das relações 
sociais. Mencione que nessa aula eles irão refletir 
sobre os conceitos de Cidadania e Política, ambos 
fundamentais para que nossa inserção no mundo e a 
realização do projeto de vida se deem sob parâmetros 
de responsabilidade e compromisso social.
Antes de iniciar a atividade disparadora, exponha 
as habilidades que a aula visa desenvolver.
Despertando o interesse
Incentive os estudantes a responderem às 
perguntas relativas à imagem. O objetivo dessas 
questões é que eles reflitam sobre o fato de que a 
convivência entre pessoas diferentes pode ser difícil 
e, por vezes, gerar conflitos entre interesses, crenças 
e valores.
Em seguida, fomente uma discussão coletiva 
sobre as perguntas apresentadas após a imagem. 
A primeira questão visa provocar reflexões sobre 
a origem e função das regras de convivência, dos 
princípios e práticas morais na regulação da vida 
social e mediação dos conflitos que dela podem 
decorrer. Ao contrário de ser algo naturalmente 
estabelecido, a moral, a cidadania e também a política, 
são construções humanas, portanto, históricas, 
determinadas pela necessidade de regulação da vida 
em comunidade. A segunda questão propõe suscitar 
nos estudantes a percepção de que os direitos e 
as oportunidades de realização do bem-estar das 
gerações presentes resultam de conquistas históricas 
adquiridas pela luta de grupos sociais. Ao discutir esse 
assunto, verifique o que os estudantes conhecem a 
respeito da história de direitos como a igualdade de 
gênero, de raça e os direitos trabalhistas, pois, uma 
vez que tais conteúdos serão abordados na atividade 
PROJETO DE VIDA 64GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 1
1, essa seria uma oportunidade de os estudantes 
reconhecerem e compartilharem seus conhecimentos 
e lacunas sobre o tema.
Construindo conhecimentos
Atividade 1
Nesta atividade, os estudantes deverão fazer 
uma linha do tempo sobre conquistas de direitos em 
um dos três campos: Igualdade de gênero, Igualdade 
racial e Direitos trabalhistas. Recomenda-se que a 
atividade seja feita em grupos de 4 estudantes e que 
os 3 tipos de direitos sejam distribuídos de modo 
equilibrado entre eles. É possível, ainda, desenvolver 
essa e as próximas atividades em parceria com o 
docente de História. Alguns eventos que poderão ser 
indicados pelos estudantes em relação a cada direito 
são destacados a seguir.
Igualdade de gênero
1771 - Publicação da Declaração dos Direitos da 
Mulher, na França, pela militante Olympe de 
Gouges, como uma crítica à Declaração dos 
Direitos do Homem e do Cidadão, que definia 
direitos de igualdade e liberdade aplicados 
somente aos homens.
1827 – Meninas são autorizadas a frequentar a 
escola no Brasil.
1832 – Publicação da obra “Direitos das Mulheres e 
Injustiças dos Homens”, da autora Nísia Floresta, 
que denuncia o mito da superioridade do 
homem e defende a igualdade para as mulheres.
PROJETO DE VIDA 65GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 1
1879 – Mulheres conquistam o direito ao acesso às 
faculdades.
1932 – Conquista do direito ao voto feminino, 
conquista que resultou da organização e luta 
de movimentos feministas desde o início do 
século XX.
1962 – Criação do Estatuto da Mulher Casada, 
que permitiu que mulheres casadas não 
precisassem mais da autorização do marido 
para trabalhar e também o direito à guarda dos 
filhos em casos de separação.
1977 – Aprovação da Lei do Divórcio, que deu às 
mulheres o direito de se divorciarem, embora o 
divórcio permanecesse por muito tempo (e em 
alguns contextos ainda é) mal visto socialmente.
2006 – Aprovação da Lei Maria da Penha, que pune 
a violência contra a mulher.
2015 – Aprovação da Lei do Feminicídio, que 
qualifica o homicídio contra a mulher em 
razão de sua condição como mulher ou em 
decorrência de violência doméstica como 
crime hediondo.
2018 – Aprovação de Lei que caracteriza o assédio 
(importunação sexual e violência no dia-a-dia) 
como crime.
Igualdade racial
1600 - 1695 - Surgimento do primeiros quilombos, 
incluindo Palmares.
PROJETO DE VIDA 66GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 1
1798 - 1838 - Revolta dos cabanos, revolta dos 
malês e revolta dos balaios.
1830 - Proibição do tráfico negreiro pelo tratado de 
Comércio Anglo-Brasileiro.
1833 - Paula Brito funda o jornal O homem de cor, 
primeiro a defender os direitos dos negros 
escravizados.
1871 - Lei do ventre livre.
1888 - Abolição da escravidão no Brasil. A data 
é considerada uma mentira cívica pelo 
movimento negro.
1910 - João Cândido, lidera a Revolta da Esquadra, 
também conhecida como Revolta da Chibata, 
pondo fim aos castigos físicos praticados 
contra os marinheiros.
1944 - Abdias Nascimento, funda, no Rio de Janeiro, 
o Teatro Experimental do Negro.
1950 - Aprovação da Lei Afonso Arinos, no Rio 
de Janeiro, que estabelece sanção penal à 
discriminação de raça, cor e religião.
1977. Surgimento do Movimento Negro Unificado 
(MNU), que, dentre outras ações, instituiu o 
Dia Nacional de Consciência Negra, em 20 de 
novembro.
1998. Criação do Sistema de Cotas na Universidade 
de Brasília (UnB), a partir do Caso Ari, em que 
o estudante negro de Engenharia Civil Arivaldo 
Lima Alves, foi o único reprovado em um 
projeto, apesar de possuir as melhores notas.
2003 - Regulamentação da titulação de terras 
quilombolas.
2010. Aprovação do Estatuto da Igualdade Racial, 
que prevê o estabelecimento de políticas 
públicas de valorização da cultura negra para 
a correção das desigualdades provocadas pelo 
sistema escravista no País.
2012 - Aprovação da Lei de Cotas para o Ensino 
Superior.
PROJETO DE VIDA 67GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 1
Direitos trabalhistas
1800 - Promulgação do Moral and Health Act na 
Inglaterra, considerada a primeira lei trabalhista.
1888 - Abolição da escravidão no Brasil.
1891 - Constituição Republicana (Brasil): 
regulamentação do trabalho para adolescentes 
de 12 a 18 anos.
1931 - Getúlio Vargas regulamenta a sindicalização 
de trabalhadores pelo Decreto 19.770.
1934 - Constituição de 1943 prevê os direitos 
a salário mínimo, jornada de trabalho de 8 
horas, repouso semanal, férias remuneradas e 
assistência médica e sanitária.
1940 - Getúlio Vargas institui o salário mínimo, 
cujo valor deveria ser o suficiente para atender 
aos gastos com moradia, saúde, alimentação, 
vestuário, transporte, lazer e educação.
1943 - Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), que 
unifica a legislação trabalhista, definindo salário 
mínimo, férias anuais, segurança e medicina 
do trabalho, proteção à mulher e ao menor de 
idade, previdência social, regulamentação dos 
sindicatos, etc.
1946 - Assembleia constituinte determina o direito à 
greve.
1966 - Criação do Fundo de Garantia por Tempo 
de Serviço (FGTS) com o objetivo de amparar o 
trabalhador demitido por justa causa.
1988 - Constituição estabelece, entre outras coisas, 
a licença maternidade de 120 dias sem redução 
salarial e demissão, e a licença paternidade; 
PROJETO DE VIDA 68GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 1
limitação da jornada de trabalho para 8 horas 
diárias e 44 semanais.
Abaixo consta uma possibilidade de gabarito 
para as respostas que os estudantes podem dar para 
as perguntas da atividade 1.
1) Resposta pessoal. Espera-se que o estudante 
seja capaz de identificar as mudanças 
promovidas pelo direito que foi conquistado.
2) Crises econômicas e sociais, juntamente com 
práticas de mobilização - espontânea ou 
organizada em partidos, movimentos sociais ou 
ONG’s - da população, são algumas das causas 
de transformações sociais que resultaram na 
conquista de direitos.
3) As respostas dos estudantes podem variar 
conforme os resultados de suas pesquisas. 
Algumas respostas que podem surgir são: a 
desigualdade de gênero e racial em relação 
ao mercado de trabalho(ocupação de 
cargos e remuneração salarial, por exemplo), 
a desigualdade de classe que acomete 
majoritariamente a população negra e a 
desigualdade de remuneração entre a classe 
trabalhadora e a classe detentora dos meios de 
produção ou mesmo entre profissões de igual 
qualificação formativa (um juiz e um docente, 
por exemplo).
Atividade 2
Leia junto com os estudantes o texto sobre 
Cidadania e Política proposto para esta atividade. Faça 
pausas entre os parágrafos a fim de esclarecer dúvidas 
e verificar se todos compreenderam os conceitos. 
Depois, peça para que , ainda em grupos, respondam 
às perguntas subsequentes ao texto. Abaixo há um 
gabarito com possibilidades de resposta.
1) O conceito de cidadania formulado por 
Thomas Marshall refere-se à garantia de 
PROJETO DE VIDA 69GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 1
direitos políticos, civis e sociais ao indivíduo 
por um Estado-nação ao qual ele pertence, 
e à necessidade de respeitá-los por meio de 
deveres correspondentes. Todavia, não indica, 
explicitamente, o compromisso ativo com 
ações voltadas ao bem comum, tal como 
propõe o conceito de cidadania participativa 
proposto por Adela Cortina.
2) Resposta pessoal.
Atividade 3
Espera-se que o estudante seja capaz de aplicar 
os conceitos de política e cidadania definidos no 
texto da Atividade 2 na interpretação do evento, 
por exemplo, identificando os conflitos relativos 
ao âmbito da vida coletiva (política), os direitos 
reivindicados e as ações realizadas para assegurá-los 
ou conquistá-los (cidadania).
Vamos falar de educação 
socioemocional?
Para exercer a cidadania, é necessário levar 
em conta necessidades que estão muito além dos 
desejos e interesses individuais. É imprescindível 
PROJETO DE VIDA 70GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 1
estar aberto para enxergar e reconhecer as 
necessidades das outras pessoas, dos diferentes 
grupos sociais e culturais.
Assim, desenvolver a postura de abertura 
ao novo, à diversidade de experiências, ideias e 
mudanças pode ser um interessante ponto de partida.
ABERTURA
É a atitude de buscar conhecer o mundo 
pela troca de experiências práticas e concretas, 
antes de chegar a alguma avaliação ou 
conclusão sobre uma realidade sociocultural.
 Na sala de aula, a atitude de abertura pode 
ser estimulada no dia a dia através do incentivo à 
experimentação, seguido do compartilhamento dos 
diferentes aprendizados individuais proporcionados 
por tais vivências.
 Vamos a um exemplo. Durante um calendário 
de atividades sobre práticas culturais das diferentes 
regiões do país, o educador deve estimular os 
estudantes a incorporarem papéis sociais típicos de 
cada realidade. Por exemplo: “Pesquisem e escolham 
uma manifestação artística de cada região e a 
reproduzam para os demais colegas”.
 Imaginando danças gaúchas, o frevo 
pernambucano, o repente sertanejo e o rap urbano, 
o educador deve estar focado em estimular seus 
estudantes a vivenciarem a diversidade de formas de 
expressão artística nacional.
 Após a experimentação prática, deve 
auxiliar os jovens na identificação e compreensão 
das aproximações e distanciamentos entre as 
manifestações artísticas.
“Cada dança/música que vocês representaram 
fala de qual sentimento?”; “É possível ter sentimentos 
parecidos vivendo em regiões diferentes, com 
realidades tão diferentes?”. “O que vocês percebem 
de igual entre elas? E o que percebem de diferente?”.
PROJETO DE VIDA 71GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 1
 O trabalho para desenvolver a atitude de abertura 
deve estar pautado no seguinte passo a passo:
1 - Trazer os estudantes para viverem a experiência;
2 - Auxiliá-los a incorporar e reproduzir os 
diferentes papéis sociais da atividade;
3 - Compartilhar em grupo as descobertas 
individuais sobre viver realidade nova;
4 - Auxiliá-los a perceber semelhanças e distinções 
entre manifestações culturais;
Que tal aprender mais?
Podem a ética e a cidadania ser ensinadas?
Vídeo-aula ministrada pelo Prof. Dr. José 
Sérgio de Carvalho, da Faculdade de Educação 
da Universidade de São Paulo, para o curso Ética, 
Valores e Saúde na Escola, promovido pela USP em 
parceria com a Universidade Virtual do Estado de São 
Paulo (UNIVESP). Disponível em: link externo
(Acesso em: 03/07/2020).
Clique aqui para acessar o material do estudante em pdf
Clique aqui para acessar o Material do Estudante Editável
Referências Bibliográficas
ARENDT, Hannah. A condição humana. 11. ed. Rio de Janeiro: Forense 
Universitária, 2010.
CORTINA, A. Cidadãos do mundo: por uma teoria da cidadania. São 
Paulo: Edições Loyola, 2005.
JONAS, Hans. O princípio responsabilidade: ensaio de uma ética para 
a civilização tecnológica. Rio de Janeiro: Contraponto: Ed. PUC-Rio, 
2006.
MALLIN, Heather; BALLARD, Parissa Jahromi; DAMON, William. 
PROJETO DE VIDA 72GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 1
https://www.youtube.com/watch?v=WCC2p8CFfbY
https://drive.google.com/file/d/1h8jj-iLjm5twxUZFQ0s8GfbLUN2AxuDy/view?usp=sharing
https://drive.google.com/file/d/1K-fbBZBSzwNclT7i5JI5Iq58DppeT_Ow/view?usp=sharing
Civic Purpose: An Integrated Construct for Understanding Civic 
Development in Adolescence. Human Development. v. 58, p. 103-130, 
2015.
75 anos da CLT: trajetória e desafios. Disponível em https://www.
intersindicalcentral.com.br/75-anos-da-clt-trajetoria-e-desafios/#.
XwDQE25FzIU. Acesso em: 04/07/2020.
Cronologia da luta pela discriminação racial no país. Disponível em: 
http://www.palmares.gov.br/?p=9513. Acesso em: 04/07/2020.
Terra de direitos. Disponível em: https://terradedireitos.org.br/
noticias/noticias/a-partir-de-marcos-historicos-linha-do-tempo-
ilustra-conquistas-do-movimento-quilombola/22712. Acesso em: 
04/07/2020.
Conquistas do feminismo no Brasil. Disponível em: https://
nossacausa.com/conquistas-do-feminismo-no-brasil/. Acesso em: 
04/07/2020.
História do feminismo. Disponível em: https://feminismo.org.br/
historia/. Acesso em: 04/07/2020.
PROJETO DE VIDA 73GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 1
PROJETO DE VIDA 
GUIA DO EDUCADOR
TEMA: CIDADANIA E POLÍTICA
TÍTULO: TEORIA DA AÇÃO COMUNICATIVA, 
DIREITOS HUMANOS E PROCEDIMENTOS DE 
DELIBERAÇÃO POLÍTICA
2º ANO 
TEMA 2 
AULA 2
O que faremos hoje?
Bloco 2 Convivência e Participação
Tema Cidadania e Política
Competências 
gerais da BNCC
1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente 
construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para 
entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar 
para a construção de uma sociedade justa, democrática e 
inclusiva.
6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais 
e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe 
possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho 
e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu 
projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e 
responsabilidade.
7. Argumentar com base em fatos, dados e informações 
confiáveis, para formular, negociar e defender ideias, pontos de 
vista e decisões comuns que respeitem e promovam os direitos 
humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável 
em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em 
relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta.
10. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, 
responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, 
tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, 
inclusivos, sustentáveis e solidários.
PROJETO DE VIDA 74GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 2
Habilidades de 
Projeto de Vida
Conhecer, valorizar e respeitar os direitos humanos, 
comprometendo-se com ações que visem à sua garantia. 
Identificar, compreender e sensibilizar-se com problemas sociais e 
ambientais, propondo e realizando ações voltadas ao bem comum, 
à justiça social, à sustentabilidade e à democracia.
Argumentar, com base em fatos e dados, para negociar e defender 
ideiase pontos de vista em situação de debate público.
Reconhecer e ser aberto à diversidade de culturas, crenças, 
interesses e valores, respeitá-la e mediar e resolver conflitos 
decorrentes da convivência coletiva de forma ética e dialógica.
Objetos de 
conhecimento
Teoria da Ação Comunicativa, direitos humanos e procedimentos 
de deliberação política. 
Tempo de aula 120 minutos
O que dizem os estudiosos?
Habitar um mundo no qual convivem pessoas e 
culturas diversas, cujos valores, crenças e interesses 
podem entrar em conflito, exige definir quais 
critérios de decisão são mais desejáveis para regular 
a vida coletiva, de modo a garantir a boa convivência, 
a dignidade e a satisfação das necessidades humanas 
de todas as pessoas. A definição sobre como se deve 
ou não agir em relação ao outro é a base fundadora 
do que chamamos de moral.
Um importante filósofo que se dedicou a esse 
tema foi o alemão Jürgen Habermas ao propor a 
Teoria da Ação Comunicativa. 
Segundo essa teoria, a boa 
decisão moral, uma decisão justa 
e que considere a diversidade de 
necessidades e interesses de um 
grupo social ou da humanidade, 
é aquela que um conjunto de 
PROJETO DE VIDA 75GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 2
pessoas com pontos de vista e 
interesses diversos (e, por vezes, 
divergentes) definem como a 
melhor por meio de um debate em 
que dialogam em condições de 
igualdade e livres de coerções. 
Para Habermas, em um mundo tão diverso e 
atravessado por desigualdades de poder (político 
e econômico) e também psicológicas e de 
conhecimento, apenas uma ação comunicativa que 
se dê sob essas condições de igualdade e liberdade 
poderá se aproximar de critérios morais realmente 
justos para as pessoas envolvidas.
Esse princípio, segundo Habermas, deve ser 
considerado tanto em um plano abstrato pelas 
pessoas - ao raciocinarem sobre como se deve agir 
(imaginando a variedade de interesses e necessidades 
em jogo) -, quanto orientar a definição de critérios 
morais que sirvam de referência para grupos sociais 
debaterem e entrarem em um acordo sobre normas 
de convivência e leis, por exemplo, por meio de 
mecanismos democráticos de participação política e 
tomada de decisões que afetam a coletividade.
Como é que se faz?
Organizando a aula
Inicie a aula solicitando que algum estudante 
resuma o conceito de cidadania abordado na aula 
anterior. Retome o tema da aula, sem explicar os 
conceitos, e diga que eles farão um debate, mas 
reserve a explicação para mais adiante, a fim de 
não influenciar suas respostas para as perguntas 
PROJETO DE VIDA 76GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 2
disparadoras. Apresente as habilidades que a aula visa 
desenvolver.
Despertando o interesse
É comum que alguns estudantes reproduzam 
as afirmações por influência do que escutam 
sobre política. Deixe que exponham suas opiniões 
livremente, sem fazer correções ou direcionamentos. 
Espera-se que eles divirjam em relação às suas 
respostas e que alguns deles recorram aos conceitos 
de política e cidadania abordados na aula anterior 
para defender que a inserção em um mundo 
comum impossibilita estarmos isentos da esfera 
política (de modo que é impossível ser apolítico), e 
que é justamente o debate entre uma pluralidade 
de pontos de vista e interesses que possibilitam 
a construção de uma sociedade em que o bem 
comum seja considerado (o que contraria a ideia de 
que “política não se discute”). Caso os estudantes 
cheguem ao consenso de que todo político é 
corrupto, convém problematizar essa crença, 
questionando se conhecem, de fato, todos os 
políticos e a organização dos partidos para emitirem 
essa opinião. É importante ajudá-los a relativizar essa 
afirmação. O tema será retomado na Aula 3.
PROJETO DE VIDA 77GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 2
Construindo conhecimentos
Atividade 1
Leia o texto da Atividade 1 com os estudantes 
e verifique se todos compreenderam as ideias e os 
conceitos. Forme grupos de 6 estudantes e organize 
a atividade em diferentes momentos, de acordo com 
as seguintes orientações:
1) Os estudantes deverão elaborar uma lista dos 
direitos humanos fundamentais e justificá-los. 
Neste momento, é possível que deixem de 
considerar alguns direitos, incluindo aqueles 
que se referem a grupos sociais e identitários 
sem representatividade entre eles. Não faça 
observações a esse respeito.
2) Neste momento, os estudantes deverão 
considerar os direitos reivindicados por 
diferentes grupos sociais. Cada equipe 
deverá receber um papel com a indicação do 
grupo que deverão representar, sem que os 
demais saibam, para não interferir em suas 
decisões. Sugere-se que os grupos sociais 
sejam aqueles cujos interesses possuem baixa 
representatividade política: ambientalistas; 
indígenas; negros(as); mulheres; e classe 
trabalhadora (pequenos agricultores, operários, 
trabalhadores informais, docentees etc.).
3) Quando todos concluírem esta etapa, solicite 
que um representante de cada equipe escreva 
na lousa a lista dos direitos, indicando quais 
foram considerados na primeira etapa e quais 
foram considerados na segunda .
4) Cada grupo deverá analisar a lista dos colegas 
e verificar quais direitos se repetem, se há 
alguns com os quais não concordam (por 
exemplo, por entrar em conflito com um 
direito proposto por eles) e se acrescentariam 
algum à lista dos colegas. Neste momento, 
oriente-os a identificar a possível existência 
de interdependência entre os direitos, ou seja, 
o fato de que um pode complementar e/ou 
estabelecer limites sobre outro (por exemplo, 
PROJETO DE VIDA 78GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 2
o direito à liberdade de opinião é limitado, no 
caso de uma opinião racista, pelo direito à 
igualdade racial).
5) Abra uma rodada de exposição para que 
cada grupo apresente o que discutiu na etapa 
anterior. Conforme os grupos forem expondo 
suas conclusões, recomenda-se que, em 
relação aos direitos que se repetem, apenas um 
seja mantido na lousa e os demais apagados, 
de forma a encaminhar a definição dos direitos 
consensuados pela turma. No caso da existência 
de conflitos, peça que argumentem e procurem 
chegar a uma decisão sobre a necessidade de 
excluir um direito ou de incluir outro que possa 
mediar o conflito. Anote na lousa as propostas 
de novos direitos, caso surjam.
6) Defina com a turma a lista final de direitos. 
Neste momento, questione quais não foram 
considerados por cada grupo na primeira etapa 
e porque acham que isso aconteceu. Espera-
se que reconheçam que não consideraram as 
necessidades de alguns grupos sociais, talvez 
por não serem afetados por seus problemas. 
Mencione que também nas instituições 
políticas do Estado há coletividades sub 
representadas, sem representantes diretos 
(indígenas, por exemplo) e/ou cujos direitos 
não são colocados em pauta.
Solicite que anotem em seus cadernos a lista 
de direitos elaborada pela turma com o título 
Declaração de Direitos Humanos. Pode-se solicitar 
que um ou mais estudantes elaborem um painel e 
fixem-no na sala de aula, para que seja revisado ao 
longo das próximas aulas e também para que sirva 
de referência para a convivência com os docentes e 
com seus pares.
Atividade 2
Após realizarem a simulação do fórum de debate 
político, os estudantes deverão responder a algumas 
perguntas que visam aprofundar o conhecimento. 
Abaixo, há uma possibilidade de gabarito:
PROJETO DE VIDA 79GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 2
1) Tais espaços são ocupados por representantes 
eleitos pela população, os quais irão decidir 
sobre temas de interesse comum. Tal eleição 
deveria ser feita, idealmente, segundo 
a afinidade do eleitor com a plataforma 
política de seu representante, porém, muitos 
eleitores desconhecem o programa de 
governo dos candidatos no período eleitoral. 
Além disso, nem sempre os representantes 
políticos atendem às necessidades de grupos 
minoritários, sendo mais comumque atendam 
a interesses dos economicamente dominantes. 
Na simulação, buscou-se dar voz às demandas 
desses grupos sociais, de modo a elaborar uma 
Declaração de Direitos Humanos que atendesse 
a uma diversidade de necessidades e interesses 
de maneira justa, conforme os princípios da 
Teoria da Ação Comunicativa.
2) Resposta pessoal.
Vamos falar de educação 
socioemocional?
Para avançar mais um passo no 
desenvolvimento da cidadania, vamos abordar uma 
atitude fundamental para conhecer e compreender 
as variadas realidades humanas: a curiosidade.
PROJETO DE VIDA 80GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 2
CURIOSIDADE
É explorar e descobrir, interessar-se pela 
experiência contínua por si só. É se sentir 
gratificado por caminhar em direção a uma 
resposta, envolver-se em uma nova experiência 
ou aprender algo novo.
Assim, para acessar conjuntos de valores e 
culturas diferentes dos nossos, além da postura 
de abertura ao novo e de experimentação do 
desconhecido, é necessário um interesse genuíno 
pelas informações e características da nova cultura.
A curiosidade é o hábito de fazer perguntas 
e investigar respostas para os questionamentos 
levantados. Pessoas curiosas estão interessadas 
em explorar novas ideias, atividades e experiências, 
assim como têm um forte desejo de aumentar seu 
conhecimento pessoal.
Para exercitar a curiosidade de seus estudantes 
em sala, fique atento a dois grupos: aqueles que já 
demonstram uma curiosidade natural e aqueles que 
parecem mais receosos ou desconfortáveis.
Para o primeiro grupo, faça perguntas que 
os direcione sempre para um nível maior de 
profundidade sobre a atividade ou tarefa: “Você já 
descobriu como isso funciona?”, “Seria incrível se 
você pudesse me explicar como fazer...”, “O que 
você acha de pesquisar como isso pode ajudar a 
vida das pessoas?”, “Como você acha que isso pode 
ajudar alguém de que você gosta?”.
Para o segundo grupo, ofereça-se para estar 
junto durante os primeiros passos da experiência/
descoberta, ou chame um colega do primeiro grupo 
para fazer dupla com ele: “Mostre ao seu colega 
como não precisa ter medo”; “Agora que você viu 
seu amigo fazer, encontre seu jeito de fazer”, “O 
que você sabia antes dessa experiência e agora 
PROJETO DE VIDA 81GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 2
descobriu”, “Você pode usar isso na sua vida com sua 
família? Como seria?”.
A ideia é desenvolver neles o hábito de criar 
perguntas sobre as tarefas e atividades e buscarem 
respondê-las sozinhos ou com ajuda dos colegas.
O próximo passo é colocar os estudantes para 
fazerem as perguntas entre si, durante os exercícios, 
e irem se revezando entre o papel de perguntar e o 
papel de investigar respostas.
Que tal aprender mais?
Práticas de deliberação
O capítulo da obra Práticas morais: uma 
abordagem sociocultural da educação moral, 
do docente e pesquisador da Universidade de 
Barcelona, Josep Puig, aborda a importância das 
práticas deliberativas democráticas, em consonância 
com a teoria da Ação Comunicativa de Jürgen 
Habermas, para o desenvolvimento da personalidade 
moral dos jovens no contexto escolar.
PUIG, J. M. Práticas de deliberação. In:______. 
Práticas morais: uma abordagem sociocultural da 
educação moral. São Paulo: Moderna, 2004.
Livro disponível gratuitamente no link externo.
Clique aqui para acessar o material do estudante em pdf
Clique aqui para acessar o Material do Estudante Editável
Referências Bibliográficas
PROJETO DE VIDA 82GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 2
http://www.each.usp.br/uliarau/wp-content/uploads/2019/10/07.pdf
https://drive.google.com/file/d/1jSVBAA2kGX2DV-4BqxLAaYDJ-XRFta-3/view?usp=sharing
https://drive.google.com/file/d/1U2BOxwM6hEOlc3xB-qCuAxiDk1HEY3U6/view?usp=sharing
ARENDT, Hannah. A condição humana. 11. ed. Rio de Janeiro: Forense 
Universitária, 2010.
HABERMAS, Jürgen. Consciência moral e agir comunicativo. Trad. 
Guido A. de Almeida. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1989.
NOBRE, Marcos Severino. A Teoria Crítica. São Paulo: Zahar, 2004.
PUIG, J. M. A construção da personalidade moral. São Paulo: Ática, 
1998.
PROJETO DE VIDA 83GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 2
PROJETO DE VIDA 
GUIA DO EDUCADOR
TEMA: CIDADANIA E POLÍTICA
TÍTULO: PRÁTICAS DE CIDADANIA
2º ANO 
TEMA 2 
AULA 3
O que faremos hoje?
Bloco 2 Convivência e Participação
Tema Cidadania e Política
Competências 
gerais da BNCC
1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos 
sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e 
explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a 
construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.
6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e 
apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem 
entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer 
escolhas alinhadas
ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, 
autonomia, consciência crítica e responsabilidade.
8. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a 
cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao 
outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização 
da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, 
identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de 
qualquer natureza.
Habilidades de 
Projeto de Vida
Conhecer e valorizar iniciativas individuais e coletivas que podem 
ser consideradas ética e moralmente exemplares, avaliar seus 
impactos nos indivíduos e na sociedade, bem como identificar sua 
integração aos projetos de vida de seus agentes.
Reconhecer os valores, pensamentos, sentimentos e hábitos e 
regular as próprias condutas.
Reconhecer as responsabilidades pessoais com as demandas do 
mundo comum e atribuir sentido ético e sociopolítico ao projeto 
de vida, comprometendo-se com ações individuais e coletivas 
voltadas ao bem comum. 
PROJETO DE VIDA 84GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 3
Objetos de 
conhecimento Práticas de cidadania. 
Materiais Dispositivos para a realização de pesquisa na internet. 
Tempo de aula 120 minutos
O que dizem os estudiosos?
A cidadania deve ir além da atribuição de direitos 
e do dever em não violá-los. 
À ideia de cidadania deve se somar 
o sentimento de solidariedade e o 
compromisso social, traduzindo-
se no engajamento dos cidadãos 
em práticas voltadas à garantia 
e defesa do bem comum e da 
dignidade humana, bem como 
à ampliação da democracia, 
da igualdade social e da 
sustentabilidade.
A cidadania ativa pode ser exercida mediante 
diversos tipos de práticas, que podemos classificar 
em diferentes níveis (CORTINA, 2005; PUIG et al, 
2010). O primeiro nível de práticas de cidadania que 
podemos mencionar envolve aquelas realizadas 
no âmbito do poder do Estado pelos órgãos que 
o constituem e pelos representantes eleitos: na 
formulação e aprovação de leis; na realização de 
projetos e de políticas públicas; na denúncia e 
fiscalização de ações etc.
O segundo nível de prática é exercido pela 
sociedade civil organizada em partidos políticos, 
PROJETO DE VIDA 85GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 3
movimentos sociais e Organizações Não 
Governamentais (ONG’s), que podem atuar propondo, 
denunciando, fiscalizando e também participando 
da formulação de políticas públicas por meio de 
órgãos com função consultiva e deliberativa. Tais 
instituições também costumam reivindicar a garantia 
e a ampliação de direitos de determinados grupos 
sociais (classe trabalhadora e população indígena, por 
exemplo) e o atendimento a demandas de interesse 
coletivo (preservação ambiental, por exemplo).
Outro tipo de prática de cidadania se dá no 
nível das ações comunitárias, realizadas por pessoas 
que se organizam para atender uma ou mais 
necessidades sociais. Também podemos mencionar 
o consumo consciente como uma prática de 
cidadania. O boicote a produtos e empresas que 
violam direitoshumanos ou causam degradação 
ecológica, bem como a priorização de produtos e 
empresas com responsabilidade socioambiental é 
uma prática que incide sobre o bem comum.
No atual contexto histórico, em que o mundo 
digital está cada vez mais presente em nossas vidas, 
protestos e campanhas nas redes sociais, que visam 
promover a igualdade, o respeito à diversidade, a 
democracia e a conservação ecológica, também 
podem ser considerados um tipo de prática de 
cidadania, pois, eventualmente, podem exercer 
pressão sobre políticos e sensibilizar a população 
sobre determinados temas de interesse social. Os 
hashtags (#), por exemplo, junto a ações das mídias 
analógicas (rádio, jornal e televisão) que pautam 
questões sociais, podem ser práticas de cidadania 
pela via da comunicação.
Por fim, vale mencionar que cada um de nós 
exerce a cidadania por meio do voto consciente e do 
acompanhamentos das ações dos políticos eleitos. 
Além disso, enquanto cidadãos, todos temos as 
ruas e praças como espaço de resistência frente à 
imposição de retrocessos sociais e de reivindicação 
PROJETO DE VIDA 86GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 3
de direitos. Afinal, desde a Grécia Antiga até os dias 
de hoje, o espaço público ainda é o principal espaço 
de exercício da cidadania e construção de uma 
sociedade mais justa, democrática e sustentável.
Como é que se faz?
Organizando a aula
Essa aula necessitará de recursos para os 
estudantes realizarem pesquisa na internet. Reserve 
a sala de informática com antecedência ou verifique 
a possibilidade de os estudantes utilizarem seus 
celulares para realizarem a pesquisa. Antes de 
apresentar as habilidades da aula, escreva na lousa 
as seguintes palavras: manifestação política; coleta 
seletiva; deliberação de parlamentares; votação; 
mutirão em comunidade. Peça para os estudantes 
responderem se já realizaram alguma delas e o que 
elas têm em comum. Caso eles respondam que 
tratam-se de ações de cidadania, pergunte a eles 
por que elas podem ser classificadas dessa forma. 
Espera-se que, com base nos conceitos já abordados 
, sejam capazes de afirmar que todas elas são 
direcionadas ao bem comum. Apenas uma ressalva 
deve ser feita nesse tocante: manifestações políticas 
que afrontam a democracia e os direitos humanos 
não podem ser consideradas práticas de cidadania.
Despertando o interesse
Distribua para os estudantes a Ficha de 
Atividades dessa aula (Aula 3 - Práticas de 
cidadania). Peça para eles observarem as imagens 
e responderem oralmente às seguintes perguntas: 
PROJETO DE VIDA 87GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 3
“Você já realizou alguma dessas ações? O que elas 
têm em comum”. Verifique se os estudantes já se 
envolveram em práticas de cidadania e estimule-os a 
conhecer mais possibilidades para se engajarem.
Construindo conhecimentos
Atividade 1
Organize a turma em grupos de 4 estudantes 
e delegue a cada um deles a tarefa de pesquisar 
um dos tipos de prática de cidadania mencionadas 
no texto. Abaixo, seguem alguns conteúdos que 
poderão constar em cada tipo de prática como 
resultado de suas pesquisas.
- Poder do Estado pelos órgãos que o 
constituem e pelos representantes eleitos. 
Espera-se que os estudantes mencionem 
projetos de lei, comissões parlamentares de 
inquérito (CPI’s), frentes parlamentares, políticas 
públicas, ações do Superior Tribunal Federal 
(STF), entre outras práticas.
- Sociedade civil organizada em partidos 
políticos, movimentos sociais e Organizações 
Não Governamentais (ONG’s). Espera-se 
que os estudantes mencionem projetos 
de iniciativa popular, organização de 
manifestações de rua, campanhas, participação 
em conselhos, projetos de desenvolvimento 
social e comunitário, entre outras práticas 
desenvolvidas por essas instituições.
- Ações comunitárias. Espera-se que os 
estudantes mencionem mutirões, intervenções 
junto a subprefeituras, gestão de praças e 
hortas comunitárias, entre outras práticas.
- Consumo consciente. Espera-se que os 
estudantes mencionem iniciativas que levaram 
ao boicote em massa a produtos (alimentos, 
roupas, etc) e empresas vinculados a práticas 
que violam direitos humanos e geram 
degradação ambiental e/ou ao incentivo ao 
consumo de produtos e empresas de produção 
PROJETO DE VIDA 88GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 3
local/regional, que promovem a cultura, a 
inclusão social ou a sustentabilidade.
- Protestos e campanhas nas redes sociais. 
Espera-se que os estudantes mencionem 
iniciativas nas redes sociais que tiveram grande 
alcance sobre a opinião pública ou mesmo 
que repercutiram sobre a política institucional, 
por exemplo, fazendo com que representantes 
políticos revogassem uma medida provisória.
Concluída a pesquisa, organize a turma para que 
cada grupo compartilhe o resultado da pesquisa.
Atividade 2
Anote no quadro os itens da lista coletiva 
sugeridos pelos estudantes. É importante mediar 
esse momento, verificando se as ações propostas 
por eles são pertinentes e se há práticas análogas 
que podem ser agrupadas.
Depois, eles deverão marcar as práticas que já 
realizaram, de modo a obterem insumos para refletir 
sobre seu papel como cidadão.
Registrando o aprendizado
Atividade 3
Nesta atividade, os estudantes deverão 
refletir sobre seu papel como cidadãos e sobre a 
possibilidade de uma ou mais práticas de cidadania 
inspirarem seu projeto de vida. Sobre isso, é 
importante destacar que o compromisso social pode 
ser uma fonte de projetos de vida. Convide-os a 
pesquisarem histórias de pessoas que fizeram desse 
tema seu projeto de vida.
PROJETO DE VIDA 89GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 3
Vamos falar de educação 
socioemocional?
 A jornada de desenvolvimento da cidadania, 
chega agora na capacidade de perceber a 
experiência pessoal, subjetiva e emocional das outras 
pessoas: a empatia.
EMPATIA
É a atitude de se colocar no lugar de outra pessoa, 
fazendo conexão com as emoções e sentimentos 
que ela experimenta e conseguindo compreendê-
la emocionalmente.
 Afinal, para atingir a consciência social sobre 
a igualdade de direitos e oportunidades entre os 
diversos grupos socioculturais, parece indispensável 
compreender empaticamente suas realidades.
 As pessoas se colocam no lugar do outro 
quando, conectando-se com ele, conseguem 
PENSAR e SENTIR como ele, dentro do recorte do 
que está sendo contado/falado/narrado/observado/
compartilhado.
PROJETO DE VIDA 90GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 3
 Para fazer conexão com as emoções do outro, 
é preciso buscar em nossas memórias afetivas, nas 
histórias que vivemos, alguma situação que tenha 
despertado/impactado a nós de forma semelhante 
a que nosso interlocutor tem despertado dentro de 
si, enquanto conta seu relato. Não é preciso viver 
o mesmo que ele. E, sim, buscar na sua história e 
nas suas memórias situações em que você sentiu 
a emoção que ele está sentindo. E, então, você 
o COMPREENDE emocionalmente e alcança a 
EMPATIA efetivamente.
 Para exercitar a empatia de seus estudantes em 
sala, é fundamental aproveitar as tarefas e atividades 
do dia a dia para que eles pratiquem variados papéis 
sociais e reconheçam, gradativamente, o lugar 
emocional de ocupar determinada função.
 Vamos exemplificar. Durante apresentações 
em grupo, o educador deve estimular os estudantes 
a reconhecerem o que sentem quando praticam os 
vários papéis envolvidos na situação, a saber, o de 
“falar pelo grupo”, ou “assistir à apresentação dos 
membros de seu grupo”, ou “assistir à apresentação 
dos outros grupos”, ou “receber resultado da 
avaliação do estudante”.
 Cada um desses papéis desperta sentimentos 
diferentes. Saber, por exemplo, o que o colega do 
outro grupo sente enquanto se apresenta na frente 
de todos, passa por entrar em contato com o que 
cada um sentiu em sua experiência individual, 
quando praticava o papel de se apresentar.
 Dessemodo, o educador deve fazer os 
estudantes ocuparem funções diferentes, numa 
mesma situação, e estimular o compartilhamento 
dos sentimentos que cada um viveu quando 
desempenhando cada vivência específica .
PROJETO DE VIDA 91GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 3
Que tal aprender mais?
Cidadania e Democracia
Nesse artigo, a pesquisadora Maria Victoria 
Benevides aborda a ampliação dos mecanismos 
de participação democrática e sua relação com o 
conceito de cidadania ativa.
BENEVIDES, Maria Victoria de Mesquita. 
Cidadania e democracia. Lua Nova, São Paulo , n. 33, 
p. 5-16, 1994. Disponível em: link externo
(Acesso em: 06/07/2020).
Clique aqui para acessar o material do estudante em pdf
Clique aqui para acessar o Material do Estudante Editável
Referências Bibliográficas
BENEVIDES, Maria Victoria de Mesquita. Cidadania e democracia. Lua 
Nova, São Paulo , n. 33, p. 5-16, 1994 .
CORTINA, A. Cidadãos do mundo: por uma teoria da cidadania. São 
Paulo: Edições Loyola, 2005.
PUIG, J. M. (Coord.) Entre todos: compartir la educación para la 
ciudadanía. Barcelona: Horsori Editorial, 2010. cap. 2. p. 33-46.
PROJETO DE VIDA 92GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 3
https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-64451994000200002
https://drive.google.com/file/d/1uMhJC7zhJuszdheBzDexJuMjv57Ar_OQ/view?usp=sharing
https://drive.google.com/file/d/1ruRps7dq7SJvaBJ-4OC47oKetHRpw8I4/view?usp=sharing
PROJETO DE VIDA 
GUIA DO EDUCADOR
TEMA: CIDADANIA E POLÍTICA
TÍTULO: DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS 
DIREITOS HUMANOS
2º ANO 
TEMA 2 
AULA 4
O que faremos hoje?
Bloco 2 Convivência e participação
Tema Cidadania e Política
Competências 
gerais da BNCC
1.Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos 
sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e 
explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a 
construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.
5. Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação 
e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas 
diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, 
acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, 
resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida 
pessoal e coletiva.
7. Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, 
para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e 
decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos, 
a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito 
local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao 
cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta.
9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a 
cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao 
outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização 
da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, 
identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de 
qualquer natureza.
PROJETO DE VIDA 93GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 4
Habilidades de 
Projeto de Vida
Conhecer, valorizar e respeitar os direitos humanos, 
comprometendo-se com ações que visem à sua garantia.
Reconhecer e ser aberto à diversidade de culturas, crenças, 
interesses e valores, respeitá-la e mediar e resolver conflitos 
decorrentes da convivência coletiva de forma ética e dialógica.
Identificar, compreender e sensibilizar-se com problemas sociais e 
ambientais, propondo e realizando ações voltadas ao bem comum, 
à justiça social, à sustentabilidade e à democracia.
Objetos de 
conhecimento Declaração Universal dos Direitos Humanos
Materiais Acesso aos computadores e internet pelos estudantes.
Tempo de aula 120 minutos
O que dizem os estudiosos?
A Declaração Universal dos Direitos Humanos 
(DUDH) é um marco na história. Nascida no pós 
Segunda Guerra Mundial e com representantes de 58 
países (chamados Estados-membros), a Organização 
das Nações Unidas (ONU) reuniu-se em Assembleia 
Geral para elaboração de um documento capaz de 
promover a paz, a justiça e a democracia entre os 
diferentes países e povos.
A reunião contou com representantes de 
diversos países, com a finalidade de contemplar 
uma ampla diversidade de crenças, valores e modos 
de vida, tal como preconizado pela Teoria da Ação 
Comunicativa de Habermas (ver Aula 2). O resultado 
foi a promulgação da DUDH, contendo 
30 artigos que defendem os direitos 
básicos de todos os seres humanos, 
como o direito à vida, à segurança 
social, à liberdade de expressão, 
sem qualquer distinção de cor, 
religião, sexo ou visão política. 
PROJETO DE VIDA 94GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 4
Atualmente, a DUDH é assinada por 193 países 
e seu documento principal serve de referência para 
leis e tratados internacionais. O Brasil foi um dos 
países que assinou o documento , assumindo o 
compromisso de cumprir com os direitos básicos em 
seu território. Apesar de não ter força de lei sobre os 
Estados-membros, a declaração tem força moral, ao 
representar o consenso de diversos países.
Algumas características importantes da DUDH:
●	 Os direitos humanos são universais, ou seja, 
aplicados a todas as pessoas;
●	 Os direitos humanos são inalienáveis, o que 
significa que nenhum indivíduo pode ser 
privado de seu direito (somente limitados em 
situações específicas);
●	 Os direitos humanos são indivisíveis, inter-
relacionados e interdependentes, ou seja, a 
violação de algum direito interfere em outros.
Apesar dos avanços na consolidação do tema 
, ainda temos grandes violações de direitos básicos 
em todo o mundo, como a privação do acesso à 
alimentação, à moradia, à água potável, à educação, 
ainda existem casos de tortura, prostituição infantil, 
trabalhos em condições similares à escravidão, entre 
outras. Por isso, a luta pela garantia dos direitos 
humanos deve continuar!
Como é que se faz?
Organizando a aula
Para esta atividade, será necessário acesso à 
internet e computadores para os estudantes.
PROJETO DE VIDA 95GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 4
Despertando o interesse
Apresente a questão disparadora aos estudantes 
e ajude-os a reconstruir a história da Declaração 
Universal dos Direitos Humanos (DUDH). Faça uma 
chuva de ideias, relembrando pontos como:
●	 o período de duração da Segunda Guerra 
Mundial (1939-1945);
●	 o contexto que o mundo vivia após as 
atrocidades da Segunda Guerra Mundial (campos 
de concentração, câmaras de gás, experimentos 
com humanos, bombas atômicas, etc);
●	 criação da Organização das Nações Unidas 
(ONU) em 1945, com o objetivo de firmar a paz 
entre os países;
●	 data da promulgação da DUDH (10 de 
dezembro de 1948) e a composição plural 
e democrática da Assembléia Geral. Neste 
momento, mencione que a simulação que os 
estudantes fizeram na Aula 2 buscou reproduzir 
as condições em que a DUDH foi formulada, 
sob inspiração da Teoria da Ação Comunicativa 
de Habermas.
Como sugestão, pode-se utilizar esses 
conhecimentos prévios para construir na lousa uma 
breve linha do tempo.
Construindo conhecimentos
Atividade 1
Leia coletivamente a atividade e peça para 
que os estudantes observem as ilustrações. Em 
seguida, solicite que eles façam duplas e busquem o 
documento oficial da DUDH na internet. Disponível em: 
link externo. (Acesso em 3 de julho de 2020).
PROJETO DE VIDA 96GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 4
https://nacoesunidas.org/wp-content/uploads/2018/10/DUDH.pdf
Dê o tempo necessário para que façam a leitura 
a DUDH e relacione seus artigos às ilustrações. 
Abra para a discussão e estimule os estudantes a 
apresentarem suas respostas. Segue o gabarito para 
auxiliá-lo na condução da discussão:
1. Artigo 2º: Todo ser humano tem capacidade 
para gozar os direitos e as liberdades 
estabelecidos nesta Declaração, sem distinção 
de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, 
idioma, religião, opinião política ou de outra 
natureza, origemnacional ou social, riqueza, 
nascimento, ou qualquer outra condição.
2. Artigo 24º: Todo ser humano tem direito a 
repouso e lazer, inclusive à limitação razoável 
das horas de trabalho e a férias remuneradas 
periódicas.
3. Artigo 13º: Todo ser humano tem direito à 
liberdade de locomoção e residência dentro 
das fronteiras de cada Estado. 2. Todo ser 
humano tem o direito de deixar qualquer país, 
inclusive o próprio, e a este regressar.
4. Artigo 14º: Todo ser humano, vítima de 
perseguição, tem o direito de procurar e de 
gozar asilo em outros países.
5. Artigo 4º: Ninguém será mantido em escravidão 
ou servidão; a escravidão e o tráfico de escravos 
serão proibidos em todas as suas formas.
PROJETO DE VIDA 97GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 4
6. Artigo 21º: Todo ser humano tem o direito de 
fazer parte no governo de seu país diretamente 
ou por intermédio de representantes livremente 
escolhidos.
7. Artigo 19º: Todo ser humano tem direito à 
liberdade de opinião e expressão; este direito 
inclui a liberdade de, sem interferência, ter 
opiniões e de procurar, receber e transmitir 
informações e ideias por quaisquer meios e 
independentemente de fronteiras.
8. Artigo 26º: Todo ser humano tem direito à 
instrução. A instrução será gratuita, pelo menos 
nos graus elementares e fundamentais. A 
instrução elementar será obrigatória. A instrução 
técnico-profissional será acessível a todos, bem 
como a instrução superior, baseada no mérito.
Atividade 2
Solicite que algum estudante leia o enunciado 
da atividade. Forme grupos de até 6 pessoas e 
encaminhe-os para a primeira etapa do trabalho. 
Fique à disposição para qualquer dúvida que possa 
surgir. Destaque que o vídeo deve conter o problema 
(algum direito humano violado) e, no mínimo, duas 
práticas de cidadania como propostas de solução.
Durante a pesquisa na internet sobre notícias 
que violam os direitos humanos, sugira que o 
grupo se divida em duplas para dar celeridade às 
buscas nos computadores. Porém, aconselhe-os 
a sentarem-se próximo uns dos outros, para que 
possam se comunicar.
Também sugira que eles pesquisem sobre os 
tipos de vídeos, para ajudar na escolha do formato 
do filme. No material dos estudantes, há uma 
sugestão de site que apresenta várias possibilidades 
de produção audiovisual.
Circule pela sala, atentando-se às discussões. 
Caso perceba grupos com temáticas semelhantes, 
assegure-se de que a condução do enfoque está 
PROJETO DE VIDA 98GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 4
diferente ou então aconselhe-os a trocar de tema.
Ressalte a importância do produto final ser um 
vídeo, que será apresentado na última aula desse 
tema (Aula 6).
Peça para eles planejarem o cenário e os 
personagens para que possam trazer os materiais 
necessários para a gravação do vídeo na próxima 
aula, e que não se esqueçam dos aparelhos 
telefônicos, carregadores e cabos para a filmagem e 
edição do vídeo.
Registrando o aprendizado
Atividade 3
No final da aula, solicite que cada estudante 
escolha uma palavra que represente o aprendizado 
do dia e compartilhe-a em uma roda de fechamento 
deste encontro .
Vamos falar de educação 
socioemocional?
No caminho de reconhecer e compreender 
a variedade de necessidades entre as pessoas, os 
grupos sociais e as realidades culturais, encontramos 
muitas divergências e até mesmo discordâncias.
Assim, se o desenvolvimento da cidadania exige 
o exercício do acolhimento empático, por outro 
lado, implica na aprendizagem colaborativa para 
além das diferenças.
PROJETO DE VIDA 99GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 4
COLABORAÇÃO
É a atitude de se comprometer com os objetivos 
do grupo ao qual pertence ou com o bem-estar 
do grupo como um todo.
A capacidade de unir forças através do que 
existe de semelhante é uma das sementes da 
colaboração.
Trabalhar em sala de aula para desenvolver o 
espírito colaborativo é ajudar os alunos a enxergarem 
os pontos de união entre eles, apesar de todas as 
prováveis diferenças. Buscar na natureza, animais 
e cadeias alimentares que funcionam baseadas 
no relacionamento colaborativo é uma opção de 
introduzir esse aprendizado.
Em seguida, propor atividades em grupo em 
que cada membro realize uma função indispensável 
para o alcance do resultado é um segundo passo 
interessante. Durante a execução da atividade, o 
educador deve orientar os alunos a se observarem 
entre si: “Pergunte ao seu colega de equipe: precisa 
de ajuda para terminar?; “Pergunte de que forma 
você pode ajudá-lo a avançar mais rápido”, “Se é você 
quem precisa de um apoio, peça ajuda ao seu colega 
de equipe”, “Diga para ele o que pode fazer para vocês 
somarem forças e terminarem juntos essa etapa”.
 O trabalho para desenvolver a atitude 
colaborativa deve estar pautado no seguinte passo 
a passo:
PROJETO DE VIDA 100GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 4
1 - Trazer os alunos para experimentarem a 
atividade em grupo;
2 - Auxiliá-los a observar a relevância do papel 
de cada colega para a realização completa da 
atividade;
3 - Orientá-los a pedir ajuda um para o outro 
quando necessário, evidenciando a potência do 
somatório dos esforços;
4 - Auxiliá-los a revezarem os papéis de ajudar e 
receber ajuda dentro do grupo;
5 - Estimulá-los a compartilhar as vantagens de 
realizar atividades de forma colaborativa.
Que tal aprender mais?
Brasil: Desafios e conquistas após 70 anos da 
Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Essa é uma entrevista com Maurizio Giuliano, 
diretor do Centro de Informações das Nações 
Unidas no Rio de Janeiro, que aconteceu em 2018. 
Ele lista alguns avanços, como a melhora do Índice 
de Desenvolvimento Humano (IDH), na saúde e na 
educação. No entanto, enfatiza que alguns desafios 
precisam ser superados, como o racismo e os índices 
de segurança. Disponível em: link externo.
Clique aqui para acessar o material do estudante em pdf
Clique aqui para acessar o Material do Estudante Editável
Referências Bibliográficas
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS. Disponível 
em:https://nacoesunidas.org/wp-content/uploads/2018/10/DUDH.
PROJETO DE VIDA 101GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 4
https://news.un.org/pt/story/2018/12/1651291
https://drive.google.com/file/d/1ZjEK-6l-dhd7Y3HmBSk_tkwZKnRBYZ46/view?usp=sharing
https://drive.google.com/file/d/1YXpm9OkSjGOxa5SkKdVsqXgzRplWbA_X/view?usp=sharing
pdf. Acesso em 02 jul. 2020.
NAÇÕES UNIDAS BRASIL. O que são direitos humanos? Disponível 
em: https://www.unicef.org/brazil/o-que-sao-direitos-humanos
70 ANOS DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS. 
Disponível em:https://www.direitoshumanos70anos.com/. Acesso em 
03 jul. 2020.
PROJETO DE VIDA 102GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 4
PROJETO DE VIDA 
GUIA DO EDUCADOR
TEMA: CIDADANIA E POLÍTICA
TÍTULO: CIDADANIA E POLÍTICA
2º ANO 
TEMA 2 
AULA 5
O que faremos hoje?
Bloco 2 Convivência e participação
Tema Cidadania e Política
Competências 
gerais da BNCC
1.Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos 
sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e 
explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a 
construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.
5. Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação 
e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas 
diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, 
acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, 
resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida 
pessoal e coletiva.
7. Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, 
para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e 
decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos, 
a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito 
local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao 
cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta.
9. Exercitar aempatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a 
cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao 
outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização 
da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, 
identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de 
qualquer natureza.
PROJETO DE VIDA 103GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 5
Habilidades de 
Projeto de Vida
Conhecer, valorizar e respeitar os direitos humanos, 
comprometendo-se com ações que visem à sua garantia.
Reconhecer e ser aberto à diversidade de culturas, crenças, 
interesses e valores, respeitá-la e mediar e resolver conflitos 
decorrentes da convivência coletiva de forma ética e dialógica.
Identificar, compreender e sensibilizar-se com problemas sociais e 
ambientais, propondo e realizando ações voltadas ao bem comum, 
à justiça social, à sustentabilidade e à democracia.
Objetos de 
conhecimento Cidadania e política
Materiais Acesso aos computadores e internet pelos estudantes.
Tempo de aula 120 minutos
O que dizem os estudiosos?
Infelizmente, o Brasil apresenta permanentes 
violações dos direitos humanos em algumas esferas, 
apesar de avanços significativos em outras. Essa 
avaliação é realizada pelo Conselho dos Direitos 
Humanos, responsável por revisar as políticas 
públicas e publicar recomendações para melhorar 
a situação dos direitos humanos no país. Na última 
Revisão Periódica Universal (RPU), ocorrida em 2017, 
o Brasil recebeu 246 recomendações. Uma delas é 
sobre a segurança pública, que viola o direito à vida. 
O número de homicídios continua 
alarmante 
e o foco dessa violência recai 
sobre a população jovem, negra e 
pobre. 
A situação se torna ainda mais grave quando os 
dados indicam que grande parte dessas mortes são 
causadas por policiais, que também é uma categoria 
profissional vítima da violência.
PROJETO DE VIDA 104GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 5
Algumas recomendações dirigidas ao Brasil, 
de acordo com os Estados-membros da ONU, são: 
treinamento das forças policiais, pedido de rejeição 
das propostas de redução da maioridade penal, 
estabelecimento de metas para redução das mortes 
provocadas por policiais em até 10%, criação de 
um código de condutas para o uso da força em 
protestos e manifestações, reforma do sistema 
penitenciário, sugestão de sentenças alternativas à 
prisão, entre outras. 
Outra constante violação diz 
respeito às ameaças e mortes de 
líderes indígenas, quilombolas, 
camponeses e daqueles que 
defendem os recursos naturais. 
Os conflitos por terras e recursos ambientais 
provocam dezenas de mortes por ano. No entanto, 
o direcionamento de políticas e recursos para 
esses setores ainda são negligenciados. Como 
recomendações, apresentaram: assegurar recursos 
para a Fundação Nacional do Índio (FUNAI), 
fortalecer a coordenação do Instituto Brasileiro do 
Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis 
(IBAMA), aumentar a participação dos indígenas na 
política, estabelecer mecanismos para erradicar o 
estigma e a discriminação contra povos minoritários, 
entre outras.
Também houve um número significativo de 
recomendações para combater o racismo estrutural, 
a violência contra as mulheres, contra jornalistas e 
defensores dos direitos humanos, para combater 
a pobreza, para garantir o direito das pessoas 
LGBTQIA+ e melhorar as políticas de educação.
PROJETO DE VIDA 105GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 5
Como é que se faz?
Organizando a aula
Para esta atividade, será necessário o acesso à 
internet e a computadores ou tablets.
Despertando o interesse
Inicie a aula recuperando as discussões feitas 
na aula anterior. Para isso, peça que os grupos 
apresentem brevemente seus planejamentos. 
Permita que estudantes dos outros grupos façam 
comentários e sugestões, a fim de colaborar com o 
refinamento do projeto alheio.
Construindo conhecimentos
Atividade 1
PROJETO DE VIDA 106GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 5
Faça a leitura coletiva da atividade. Fique à 
disposição em caso de dúvidas.
No momento de gravação, permita que os 
estudantes explorem outros ambientes, além da sala 
de aula, como pátios e corredores. Se possível, libere-
os para gravações externas, ao redor da escola, após 
autorização dos responsáveis. Estimule-os a aprender 
sobre edição de vídeos em sites da Internet e incentive 
a participação de todos na confecção do projeto, 
reforçando a importância da divisão das tarefas.
Registrando o aprendizado
Atividade 2
No final da aula, abra uma roda de conversa para 
que os grupos compartilhem como foi a gravação do 
vídeo, se todos conseguiram finalizá-la e, caso não 
a tenham terminado, como irão se organizar para 
solucionar a questão.
Vamos falar de educação 
socioemocional?
O grande Darwin tentou nos ensinar: quanto 
maior a quantidade de mutações de nossos genes, 
maior a variedade de combinações de diferentes 
tipos humanos. Desse modo, quanto mais diversos 
formos, maiores são nossas chances de adaptação e 
sobrevivência. A mensagem é muito clara: a evolução 
humana é diretamente proporcional à diversidade, e 
vida evolui na mesma direção da diversidade.
PROJETO DE VIDA 107GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 5
DIVERSIDADE
É a atitude de conviver de forma harmônica com 
pessoas de origens, naturezas e características 
variadas e diferentes.
Uma pessoa com postura favorável à diversidade, 
busca incluir e integrar as singularidades 
individuais à harmonia coletiva.
Como temos visto, falar de cidadania é falar 
de semelhanças e diferenças, de convergências 
e divergências. É a busca por assegurar alguma 
igualdade numa realidade tão repleta de diversidade. 
Assim, aprender a conviver, respeitar, incluir e 
integrar a diversidade humana se revela primordial 
para o fortalecimento da cidadania.
 Na sala de aula, o trabalho para desenvolver 
atitudes de inclusão e integração da diversidade pode 
ser mais natural do que se imagina, basta observar 
os próprios alunos e suas particularidades. Afinal, 
as diferenças começam nas características físicas, 
como cor da pele, altura, peso, tipos e cortes de 
cabelo, timbres de voz, passa pelas preferências de 
entretenimento, como estilo musical, manifestação 
artístico-esportiva e tribos geracionais, até chegar 
às expressões identitárias como espiritualidade, 
afetividade e sexualidade.
 Vamos exemplificar. Aproveitando a riqueza da 
própria interação dos alunos entre si, ao surgir uma 
PROJETO DE VIDA 108GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 5
brincadeira ou piada de tom e intenção duvidosa, o 
educador deve interromper a atividade e confrontar 
a turma: “Levanta a mão quem se sentiria mal se 
fosse alvo desse comentário”, “Vocês que levantaram 
a mão, falem, um de cada vez, como se sentiriam”, 
“Quem de vocês já se sentiu assim ou de forma 
parecida com isso?” “O que vocês gostariam que os 
outros soubessem sobre como é se sentir assim?”; 
“Agora, vocês que não levantaram a mão, de onde 
imaginam que veio esse comentário, ou quem vocês 
ouviram fazê-lo?”; “Vocês imaginavam que esse 
simples comentário estava associado a uma história 
de direitos humanos violados?”.
 Compreendendo que o cenário da diversidade 
está posto, o educador deve estimular a reflexão e 
o questionamento, por exemplo, sobre a origem de 
comentários preconceituosos e comportamentos 
discriminatórios dentro da turma mesmo.
Que tal aprender mais?
Como criar uma esquete
O site apresenta passo a passo para criar uma 
esquete. Disponível em: link externo. (Acesso em: 04 
jul. 2020).
20 ideias de vídeos criativos para você gravar
O site apresenta algumas sugestões de vídeos.
Disponível em: link externo. (Acesso em: 04 jul. 2020).
7 dos melhores editores de vídeo gratuitos para 
Windows
O site apresenta 7 editores de vídeo, bem 
PROJETO DE VIDA 109GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 5
https://pt.wikihow.com/Criar-uma-EsqueteJuvenil 185
Aula 3 - Processo criativo 194
Aula 4 - As artes como ferramenta de transformação social; 
conceito de arte contemporânea 204
Aula 5 - Arte e engajamento social; arte como 
fonte de projetos de vida 214
Aula 6 - Gênero textual do manifesto e projeto de vida 222
Avaliação em Projeto de Vida 4 230
PROJETO INTERDISCIPLINAR 2º ANO: “Projeto Social” 231
PROJETO DE VIDA 7
PROJETO DE VIDA 
GUIA DO EDUCADOR
TEMA: AUTOESTIMA
TÍTULO: AUTOCONCEITO
2º ANO 
TEMA 1 
AULA 1
O que faremos hoje?
Bloco 1 Autoconhecimento e identidade
Tema Autoestima
Competências 
gerais da BNCC
7. Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, 
para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e 
decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos, 
a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito 
local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao 
cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta.
8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e 
emocional, compreendendo-
se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos 
outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas.
Habilidades de 
Projeto de Vida
Reconhecer os valores, pensamentos, sentimentos e hábitos e 
regular as próprias condutas.
Compreender que a autoestima é influenciada por fatores 
subjetivos e socioculturais e ser capaz de elaborar uma 
representação positiva de si mesmo.
Objeto de 
conhecimento Autoconceito 
Tempo de aula 120 minutos
PROJETO DE VIDA 8GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 1
O que dizem os estudiosos?
Assim como elaboramos conceitos sobre 
o mundo físico e social com a finalidade de 
compreendê-lo e explicá-lo, conceituamos a nós 
mesmos. 
O autoconceito engloba o 
conhecimento e a avaliação que 
formulamos sobre nós, não só em 
relação às características físicas, 
mas também psicológicas, sociais 
e comportamentais 
(DAMON; HART, 1988; HARTER, 2012; SILVA, 2020).
O julgamento valorativo que fazemos dessas 
características e que gera um sentimento positivo 
ou negativo é o que denominamos autoestima. A 
autoestima é, portanto, o valor que cada indivíduo 
atribui a si de um modo geral ou a algumas de 
suas características, podendo essa valoração ter 
valência positiva ou negativa. Dizemos que uma 
pessoa possui autoestima positiva quando, em geral, 
atribui valor positivo a si mesma. Ao contrário, uma 
pessoa com autoestima baixa costuma atribuir valor 
negativo a si.
O autoconceito é uma construção intersubjetiva, 
ou seja, é algo que cada sujeito constrói na interação 
com outras pessoas e com a cultura na qual está 
inserido. Sua formulação, portanto, resulta de um 
procedimento pessoal de reflexão sobre si e sobre 
o mundo, e de escolhas pessoais, ao mesmo tempo 
em que recebe forte influência do meio externo, 
seja pela da percepção que outros indivíduos fazem 
PROJETO DE VIDA 9GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 1
de nós, seja pelos valores, modos de vida e demais 
referências culturais socialmente estabelecidas 
(DAMON; HART, 1988; HARTER, 2012; SILVA, 2020).
 Felizmente, da mesma maneira que 
construímos o autoconceito e a autoestima, 
também podemos reformulá-los ao longo da vida, 
potencializando nossas principais características em 
busca do projeto de vida.
Como é que se faz?
Organizando a aula
Esta é a primeira aula do tema Autoestima, 
que compõem o Bloco 1. Autoconhecimento e 
Identidade. Inicie-a explicando aos estudantes que as 
próximas aulas serão dedicadas a abordar questões 
ligadas a essa temática que compõe o Bloco 1 
- Autoconhecimento e Identidade. Exponha as 
habilidades e o conteúdo central da aula.
Despertando o interesse
Solicite que observem a imagem e, em seguida, 
respondam à questão proposta, individualmente. 
Estimule que alguns estudantes compartilhem suas 
respostas e faça uma lista coletiva das características 
que utilizaram como justificativa para suas escolhas.
Construindo conhecimentos
Atividade 1
Para esta atividade, os estudantes devem 
responder individualmente às questões.
PROJETO DE VIDA 10GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 1
Posteriormente, solicite a formação de 
pequenos grupos, de 4 estudantes, e dê um 
tempo para que eles cheguem a um consenso nas 
questões propostas - com exceção da figura do(a) 
namorado(a). Instigue-os a formular argumentos 
para justificar suas inclinações. Caminhe pela sala e 
fique atento para que não seja imposta a opinião de 
um sobre os demais.
Em seguida, abra uma roda de conversa. Peça 
para que apresentem suas escolhas e justificativas. 
Tente fazer com que a turma toda chegue a 
um consenso sobre as escolhas, estimulando o 
mesmo movimento de argumentação entre eles. 
Espera-se que nesse momento alguns estudantes 
problematizem os padrões e estereótipos sociais 
mobilizados nas seleções. É importante ressaltar 
que alguns papéis têm estereótipos construídos 
socialmente e problematizar o quanto essas 
escolhas podem estar condicionadas por padrões 
sociais sobre aspectos como beleza e status 
social. É esperado que não haja consenso entre as 
características físicas e que as qualidades/valores 
prevaleçam no momento da triagem .
Segue o gabarito para auxiliá-lo na condução do 
debate:
1 - Resposta pessoal. Os estudantes listarão as 
características físicas das pessoas escolhidas. 
Pode ser que apareçam outras características, 
como por exemplo: aparenta estar feliz, ser 
estudioso, parece autoconfiante, entre outras.
2 - Sugira que eles recordem os valores 
trabalhados no 1º ano (Tema: autorregulação e 
transformação de si). Pode ser que listem:
●	 Presidente da multinacional: responsabilidade, 
saber dialogar, seriedade, prudência, sabedoria, 
entre outras.
●	 Modelo: respeito, responsabilidade, paciência, 
empatia, confiança, entre outras.
● Agente de segurança: responsabilidade, 
PROJETO DE VIDA 11GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 1
coragem, prudência, confiança, seriedade, 
entre outras.
●	 Amigo(a): Lealdade, honestidade, sinceridade, 
saber dialogar, saber ouvir, entre outras.
● Namorado(a): Lealdade, honestidade, 
sinceridade, saber dialogar, saber ouvir, entre 
outras.
Atividade 2
 Faça a leitura coletiva do texto, com pausas 
para verificar a compreensão dos estudantes.
 Dê um tempo para que os alunos preencham 
as lacunas e fique à disposição em caso de dúvidas. 
Reforce a importância do silêncio para que possam 
se conectar consigo mesmos.
 Para finalizar, abra uma roda de conversa. 
Estimule que se sintam confortáveis em ler suas 
respostas, deixando claro que haverá respeito 
ao ouvi-las. Mesmo aqueles que não quiserem 
compartilhar suas respostas, devem ser estimulados 
a participar das reflexões gerais.
 Após ouvir alguns estudantes, pergunte quais 
foram os pontos em comum entre os resultados . 
Também questione quais foram as principais diferenças 
observadas. É importante que eles identifiquem o valor 
das diferentes perspectivas que cada um tem de si, bem 
como o quanto o outro pode ser parecido conosco e, 
inclusive, nos servir de inspiração.
Registrando o aprendizado
Atividade 3
 Para finalizar a aula, peça para que os 
estudantes realizem a atividade 3. Sugira que 
escrevam as frases em notas adesivas ou em uma 
folha de caderno que possam recortar e, em casa, 
colar, em ambientes estratégicos. Algumas frases 
PROJETO DE VIDA 12GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 1
também podem ficar expostas no mural da sala de 
aula.
Vamos falar de educação 
socioemocional?
 A autoestima se forma pela combinação de dois 
processos complementares, um interno e outro mais 
externo. O interno é mais pessoal e subjetivo, um 
espelho voltado para dentro. Já o externo é mais social 
e objetivo, um espelho criado pelo mundo de fora.
 Um bom exercício para você se preparar 
emocionalmente para o trabalho com autoestima é 
exatamente reconhecer onde seu mundo interno – 
pensamentoshttps://neilpatel.com/br/blog/ideia-de-videos
como o link para os downloads. Disponível em: link 
externo. (Acesso em: 04 jul. 2020).
Como o Brasil está descumprindo mais de 200 
recomendações feitas na ONU.
Essa reportagem apresenta críticas em relação 
à resposta do governo às recomendações da ONU 
sobre a melhoria dos direitos humanos no país.
Disponível em: link externo
Clique aqui para acessar o material do estudante em pdf
Clique aqui para acessar o Material do Estudante Editável
Referências Bibliográficas
NAÇÕES UNIDAS BRASIL. Brasil recebe centenas de recomendações 
para combater violações aos direitos humanos. Disponível 
em: https://nacoesunidas.org/brasil-recebe-centenas-de-
recomendacoes-para-combater-violacoes-aos-direitos-humanos/. 
Acesso em: 04 jul. 2020.
MARTÍN, M. Brasil, um país em “permanente violação de direitos 
humanos”.
Disponível em:
https://brasil.elpais.com/brasil/2016/02/23/
politica/1456259176_490268.html. Acesso em: 04 jul. 2020.
PROJETO DE VIDA 110GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 5
https://www.tecmundo.com.br/edicao-de-video/101938-7-melhores-editores-video-gratuitos-windows.htm
https://www.tecmundo.com.br/edicao-de-video/101938-7-melhores-editores-video-gratuitos-windows.htm
https://www.conectas.org/noticias/como-o-brasil-esta-descumprindo-mais-de-200-recomendacoes-feitas-na-onu
https://drive.google.com/file/d/1nDFxiNS_l0QQb16Dwzvq2ZWqv9L87hSZ/view?usp=sharing
https://drive.google.com/file/d/1HV7XdCwlY3pLVPm6iZzYRaJudieORX8o/view?usp=sharing
PROJETO DE VIDA 
GUIA DO EDUCADOR
TEMA: CIDADANIA E POLÍTICA
TÍTULO: DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS 
DIREITOS HUMANOS
2º ANO 
TEMA 2 
AULA 6
O que faremos hoje?
Bloco 2 Convivência e participação
Tema Cidadania e Política
Competências 
gerais da BNCC
1.Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos 
sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e 
explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a 
construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.
5. Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação 
e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas 
diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, 
acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, 
resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida 
pessoal e coletiva.
7. Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, 
para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e 
decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos, 
a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito 
local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao 
cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta.
9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a 
cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao 
outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização 
da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, 
identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de 
qualquer natureza.
PROJETO DE VIDA 111GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 6
Habilidades de 
Projeto de Vida
Conhecer, valorizar e respeitar os direitos humanos, 
comprometendo-se com ações que visem à sua garantia.
Reconhecer e ser aberto à diversidade de culturas, crenças, 
interesses e valores, respeitá-la e mediar e resolver conflitos 
decorrentes da convivência coletiva de forma ética e dialógica.
Identificar, compreender e sensibilizar-se com problemas sociais e 
ambientais, propondo e realizando ações voltadas ao bem comum, 
à justiça social, à sustentabilidade e à democracia.
Reconhecer as responsabilidades pessoais com as demandas do 
mundo comum e atribuir sentido ético e sociopolítico ao projeto 
de vida, comprometendo-se com ações individuais e coletivas 
voltadas ao bem comum. 
Objetos de 
conhecimento Declaração Universal dos Direitos Humanos
Materiais Recursos para exibição de vídeos.
Tempo de aula 120 minutos
O que dizem os estudiosos?
É importante analisar a distância que existe 
entre o discurso e a prática dos direitos humanos, 
problematizando o real alcance deles e a 
responsabilidade individual como parte dessas 
conquistas. Nós nascemos livres e iguais perante a lei, 
no entanto, essa premissa nem sempre foi verdadeira. 
Os direitos humanos são 
resultados de processos 
históricos, de pessoas que lutaram 
por condições mínimas de 
liberdade, dignidade e igualdade. 
Da mesma maneira que essas 
garantias foram conquistadas, elas 
precisam ser mantidas por meio 
de batalhas diárias.
PROJETO DE VIDA 112GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 6
O desafio de preservar tal conquista esbarra no 
abismo que há entre o discurso e a prática destas 
questões. Pôr em marcha os direitos humanos não é 
só cobrar responsabilidade estatal, perpassa também 
pela responsabilidade individual: é se ver como parte 
do processo, como um cidadão comprometido 
com o bem comum. Para isso, faz-se necessário 
engajamento em ações socioambientais.
https://www.events.unsw.edu.au/event/human-rights 
O caminho para a garantia dos direitos 
humanos é a conscientização da população por 
meio da educação. Puig (1995) defende que os 
direitos humanos devem ser alicerce da formação 
de cidadãos mais justos e éticos. Esses conteúdos 
morais de amplo consenso, como é o caso da DUDH, 
reforçam a construção de ideais democráticos e 
podem ser fontes de projetos de vida voltados para 
o compromisso social. Além disso, as práticas de 
cidadania também podem inspirar projetos de vida, 
pois à medida que os jovens compreendem que são 
capazes de transformar a realidade comum, eles se 
sentem mais fortalecidos para combater injustiças 
e defender aquilo que é justo. A educação que, ao 
mesmo tempo, é um dos direitos fundamentais, 
também é garantia para os demais direitos. É preciso 
fomentar uma cultura escolar e projetos de vida 
dentro deste espectro da cidadania .
PROJETO DE VIDA 113GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 6
Como é que se faz?
Organizando a aula
Organize as mesas e cadeiras em semicírculo, 
de maneira que todos visualizem as apresentações.
Despertando o interesse
Informe aos estudantes que nesta aula eles irão 
compartilhar seus vídeos com toda a turma. Estimule 
a curiosidade deles, mencionando os temas de 
cada um dos vídeos e a abordagem escolhida pelos 
grupos.
Construindo conhecimentos
Atividade 1
Esse é o dia da apresentação dos vídeos. 
Assegure-se de que haverá respeito entre os 
colegas ao assistir aos trabalhos um dos outros. 
Retome a importância de eles fazerem elogios 
e darem feedbacks específicos, que visem ao 
aperfeiçoamento e não a crítica dos trabalhos.
Você pode sortear a ordem de apresentação 
dos grupos ou perguntar se alguém se voluntaria 
a começar. Após cada apresentação, reserve 10 
minutos para o restante da turma fazer perguntas 
ou comentários. Estimule a participação de todos, 
evidenciando a riqueza dos diversos olhares sobre 
um mesmo problema. Reforce o conceito de 
cidadania participativa, procurando encorajá-los a 
dar continuidade às práticas cidadãs propostas por 
eles, e que eles incorporem essas práticas a seus 
projetos de vida.
PROJETO DE VIDA 114GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 6
Atividade 2
Solicite que os estudantes preencham 
individualmente a tabela de autoavaliação. Reforce a 
importância da sinceridade consigo mesmo.
Registrando o aprendizado
Atividade 3
Leia coletivamente a atividade. Abra uma roda 
de conversa. Resgate a lista de valores fundamentais 
construída em sala e estimule os estudantes 
avaliarem se é necessário acrescentar algum 
princípio, após conhecerem a DUDH. Depois, peça 
que reflitam sobre como os direitos humanos podem 
estar presentes no projeto de vida deles: como 
uma fonte do projeto de vida, como uma prática a 
ser incorporada, entre outras possibilidades. Nesse 
momento, é fundamental reforçar que, muitasvezes, 
é em uma experiência de cidadania que as pessoas 
encontram a matriz de seus projetos e sentido para 
sua vida. Por isso, sobretudo aqueles estudantes que 
ainda não têm projetos de vida bem delimitados, 
deveriam experimentar se engajar com causas que 
façam sentido para eles, pois essa experimentação 
pode levá-los a descobrir a si e seus caminhos.
PROJETO DE VIDA 115GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 6
Vamos falar de educação 
socioemocional?
Viver em sociedade de forma respeitosa, 
harmônica e colaborativa exige assumir 
compromissos e cumprir combinados. Em 
síntese, é necessário compreender que são muitas 
necessidades diferentes buscando realização ao 
mesmo tempo.
Mais do que se responsabilizar pela 
consequência de nossas ações, praticar uma atitude 
efetivamente cidadã significa responsabilizar-
se pelos efeitos sociais de nossas escolhas, 
posicionamentos, opiniões e comportamentos.
RESPONSABILIDADE SOCIAL
É a adoção de posturas e ações promotoras 
de benefícios e transformações de impacto 
para a sociedade e o meio ambiente. Pessoas 
socialmente responsáveis participam ativamente 
da resolução de algum problema local da 
comunidade onde vivem.
Na sala de aula, o educador deve incentivar os 
alunos a se interessarem pelo que está acontecendo 
em sua comunidade. Deve solicitar que eles 
pesquisem e expliquem para os outros alguns 
aspectos mínimos sobre as condições de vida dos 
moradores, como o acesso e qualidade da educação 
básica, dos equipamentos de saúde e segurança 
pública, o perfil sociodemográfico das famílias e 
indicadores de desenvolvimento humano de sua 
população.
PROJETO DE VIDA 116GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 6
Vamos exemplificar. O educador deve provocar 
reflexões no sentido de despertar o engajamento 
de seus alunos: “Quais os maiores problemas das 
pessoas que vivem nessa comunidade?”, “Que 
serviços, públicos ou privados, são oferecidos para 
garantir a qualidade de vida das pessoas daqui?”, 
“Vocês acham que condições de vida ruins são 
responsabilidade de cada família ou de todos que 
vivem nessa comunidade?”, “O que vocês, enquanto 
parte dessa comunidade, podem fazer para começar 
alguma mudança?”, “Como as pessoas podem se 
organizar e trabalhar juntas para transformar alguma 
situação desafiadora da comunidade?”.
É muito significativo incluir nas discussões 
com os alunos casos exemplares de engajamento 
comunitário em nível global, nacional, estadual 
e municipal, mostrar para eles como moradores 
mobilizados são capazes de resolver necessidades 
coletivas, assim como ampliar suas perspectivas 
acerca do potencial de transformação da 
responsabilidade social de cada indivíduo.
O foco central é fazê-los perceber que grupos 
coletivamente organizados têm muito mais chance 
de produzir impactos duradouros e, assim, instigá-los 
a planejar e pilotar algum tipo de intervenção prática, 
ainda que localizada, pontual e experimental.
Que tal aprender mais?
O uso do vídeo como ferramenta de apoio ao 
ensino-aprendizagem
Nesse artigo, os pesquisadores Darlin Nalú Avila 
Pazzini e Fabrício Viero de Araújo, da Universidade 
Federal de Santa Maria, descrevem a relevância do 
PROJETO DE VIDA 117GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 6
uso de vídeos como parte do processo de ensino-
aprendizagem nas escolas.
Disponível em: link externo. 
(Acesso em: 12/07/2020).
Clique aqui para acessar o material do estudante em pdf
Clique aqui para acessar o Material do Estudante Editável
Referências Bibliográficas
ALMEIDA, A. V. B.; COSTA, C. V. Direitos humanos: entre discurso, 
prática e responsabilidades.
Disponível em:
https://paranaportal.uol.com.br/opiniao/sintonia-fina/direitos-
humanos-entre-discurso-pratica-e-responsabilidades/. Acesso em 05 
jul. 2020.
PUIG, M. J. Aprender a dialogar: materiales para a educación ética y 
moral. In: Educación secundaria. Madri: Rogar, 1995.
PROJETO DE VIDA 118GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 6
https://repositorio.ufsm.br/bitstream/handle/1/729/Pazzini_Darlin_Nalu_Avila.pdf?sequence=1
https://drive.google.com/file/d/1nL4fKYPHOGl-dk7u0mBGk0CThybOYhcK/view?usp=sharing
https://drive.google.com/file/d/1ej4w9aDL0SXzCwRn1d5V8y4IMK5JtEu7/view?usp=sharing
RUBRICAS 
AVALIAÇÃO EM 
PROJETO DE VIDA
2º ANO 
TEMA 2 
2º ANO BLOCO: Convivência e participação TEMA: Cidadania e Política
Tendo em vista que as escolhas e ações dos jovens 
ocorrem no âmbito de um mundo compartilhado 
com outras pessoas, a construção do projeto de 
vida pressupõe o aprendizado de conhecimentos e 
habilidades relacionados à convivência nas esferas 
privada e pública, voltados ao desenvolvimento do 
sentimento de responsabilidade e compromisso com o 
bem comum. Neste tema, os conceitos de cidadania e 
política figuram como eixo central.
I
Não atendeu às 
expectativas de 
aprendizagem.
II
Atendeu 
parcialmente às 
expectativas de 
aprendizagem.
III
Atendeu a maioria 
das expectativas 
de aprendizagem
IV
Atendeu todas as 
expectativas de 
aprendizagem.
CONVIVÊNCIA E 
PARTICIPAÇÃO
Não reconhece 
os direitos dos 
diversos grupos 
sociais e não 
demonstra 
abertura à 
diversidade de 
crenças, culturas, 
interesses e 
valores.
Reconhece os 
direitos dos 
diversos grupos 
sociais mas 
não demonstra 
abertura à 
diversidade de 
crenças, culturas, 
interesses e 
valores.
Reconhece 
os direitos 
dos diversos 
grupos sociais 
e demonstra 
abertura à 
diversidade de 
crenças, culturas, 
interesses e 
valores.
Reconhece 
os direitos 
dos diversos 
grupos sociais, 
demonstra 
abertura à 
diversidade de 
crenças, culturas, 
interesses e 
valores e participa 
ativamente 
da defesa do 
bem comum 
e da dignidade 
humana.
COMENTÁRIOS 
DO ESTUDANTE
COMENTÁRIOS 
DO EDUCADOR
 
Clique aqui para baixar a ficha de avaliação
PROJETO DE VIDA 119GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 2 | AULA 6
https://docs.google.com/document/d/1S3aZ4REkogIdZAa3KieHg1wgs_P53do1xJqqgzOptQc/edit?usp=sharing
PROJETO DE VIDA 
GUIA DO EDUCADOR
TEMA: CAMPO DE POSSIBILIDADES 
E ESCOLHA PROFISSIONAL
TÍTULO: AUTOCONHECIMENTO 
E TOMADA DE DECISÃO
2º ANO 
TEMA 3 
AULA 1
O que faremos hoje?
Bloco 3 Escolha e planejamento
Tema Campo de possibilidades e escolha profissional
Competências 
gerais da BNCC
6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e 
apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem 
entender as relações próprias do mundo do trabalho, fazendo 
escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto 
de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e 
responsabilidade.
8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e 
emocional, compreendendo-se na diversidade humana e 
reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e 
capacidade para lidar com elas. 
Habilidades de 
Projeto de Vida
Sistematizar interesses, habilidades, conhecimentos e 
oportunidades relativos às possibilidades e aspirações futuras, com 
vistas a elaborar e utilizar estratégias para superar dificuldades e 
buscar a realização de objetivos com determinação e resiliência.
Objetos de 
conhecimento Autoconhecimento e tomada de decisão. 
Materiais Ficha de atividades da aula 1- Roda da vida
PROJETO DE VIDA 120GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 1
O que dizem os estudiosos?
A Roda da Vida é uma ferramenta de 
autoconhecimento muito utilizada pela abordagem 
de autodesenvolvimento chamada coaching, que 
tem o objetivo de contribuir para que as pessoas 
mudem seus comportamentos a fim de atingirem os 
resultados que esperam nas mais diversas áreas da 
vida. O coaching surgiu no meio empresarial, como 
uma forma de desenvolver as competências dos 
funcionários de empresas e corporações, e integra 
conhecimentos de diversas áreas, tais como recursos 
humanos, neurociência, gestão empresarial, entre 
outras. Ainda que seu histórico e seus propósitos se 
afastem das abordagens pedagógicas, recomendadas 
para serem aplicadascom adolescentes com o 
objetivo de favorecer a construção de seus projetos 
de vida, é possível usar algumas de suas ferramentas 
para trabalhar aspectos específicos do projeto de 
vida, como o autoconhecimento.
Como é que se faz?
Organizando a aula
Esta é a primeira aula do tema Campo de 
possibilidades e escolha profissional, que compõe 
o Bloco 3. Escolha e Planejamento. Apresente-o 
aos estudantes, expondo que, ao longo das 
próximas seis aulas, eles serão convidados a avaliar 
diferentes dimensões de sua vida, conhecer melhor 
PROJETO DE VIDA 121GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 1
as possibilidades e desafios relativos ao mundo do 
trabalho e à inserção social de modo geral, além de 
desenvolver habilidades relacionadas à escolha, ao 
planejamento e à realização de seus objetivos com 
determinação e resiliência, que os capacitarão para 
a construção de seus projetos de vida. Apresente as 
habilidades dessa aula.
Despertando o interesse
Solicite aos estudantes que indiquem quais são 
as principais áreas de suas vidas. Liste-as na lousa e 
pergunte a eles em que medida estão satisfeitos com 
cada uma delas. Essa discussão visa aproximar os 
estudantes das atividades que serão realizadas neste 
plano de aula. Feito isso, entregue a ficha da aula a 
cada um deles.
Construindo conhecimentos
Atividade 1
Leia com os estudantes a introdução da 
atividade que explica o que é a ferramenta Roda 
da Vida, assim como os comandos para a sua 
realização. Ressalte a importância de que eles 
utilizem as perguntas orientadoras de cada área para 
avaliá-la e mencione que eles podem considerar 
outros aspectos que dizem respeito àquela área e 
que não estão contemplados nas questões.
Após o preenchimento da Roda da vida, eles 
deverão preencher os campos da tabela que são 
referentes à coluna intitulada O que eu preciso 
melhorar? O que devo fazer para melhorar? Solicite 
que procurem ser específicos ao responder as 
questões, sobretudo aquelas cuja pontuação é baixa, 
pois isso os ajudará a criar novos comportamentos.
Atividade 2
Nesta atividade, os estudantes devem selecionar 
PROJETO DE VIDA 122GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 1
uma das áreas da Roda da Vida para realizar uma 
avaliação em profundidade e definir ao menos cinco 
itens para serem avaliados. Veja, abaixo, exemplos 
de itens em relação às áreas Saúde e Disposição e 
Família e Amigos:
Saúde e Disposição
●	 Realização de atividade física.
●	 Alimentação.
●	 Nível de estresse.
●	 Disposição.
●	 Ausência de doenças.
Família e Amigos
●	 Cuidado e respeito com familiares.
●	 Cuidado e respeito com amigos.
●	 Diversão com familiares.
●	 Diversão com amigos.
●	 Aprendizado.
Após concluírem a atividade, faça um destaque 
em relação à sugestão contida no final da atividade, 
relacionada ao colocar em prática comportamentos 
que os ajudem a melhorar a pontuação dessas áreas 
e a ter uma vida mais feliz e equilibrada.
 
Registrando o aprendizado
Atividade 3
Reserve de 10 a 15 minutos finais da aula para 
que os estudantes compartilhem, em duplas ou trios, 
as principais avaliações de sua Roda da Vida e da sub-
roda da vida. Nesse momento, eles também deverão 
se aconselhar em relação a estratégias que podem ser 
desenvolvidas para melhorar uma área que foi avaliada 
como parcialmente satisfatória ou insatisfatória.
PROJETO DE VIDA 123GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 1
Vamos falar de educação 
socioemocional?
A fase de escolha profissional costuma 
desencadear muita expectativa, ansiedade e 
pressão nos jovens. É claro que fazer escolhas 
é o aprendizado de uma vida. Escolher é uma 
habilidade que vai sendo aprimorada à medida 
que nós a exercitamos. Aliás, como grande parte 
das habilidades socioemocionais, ela precisa de 
aplicação prática para amadurecer e se consolidar 
como aprendizagem.
No entanto, não é essa a mensagem que 
nossos jovens recebem. A maior parte se vê imersa 
num oceano de expectativas e cobranças. Da 
família, da escola, dos professores, dos amigos e 
da comunidade. Todos anseiam que eles façam a 
escolha certa. É muita pressão.
Resultado? Alunos altamente apressados, quando 
não desesperados, para encontrarem uma resposta 
que, sabemos, é descoberta numa jornada de muita 
tentativa, erros, acertos, fracassos e conquistas.
Nessa fase de decisões, muitas vezes, o mais 
importante é ajudá-los a desvendar a si mesmos, 
a buscar as respostas na história de interesses e 
afinidades que eles já desenharam até aqui.
PROJETO DE VIDA 124GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 1
As melhores pistas de “por onde começar” 
essa caminhada de escolhas profissionais já fazem 
parte das pequenas preferências cotidianas: estão 
impressas nas paixões de cada um deles.
PAIXÃO
É um tipo especial de dedicação. É uma dedicação 
prolongada e duradoura, que, ao longo do tempo, 
torna-se consistente.
Na sala de aula, o educador deve atuar como 
facilitador para que os alunos estejam conscientes 
das próprias paixões. Reconhecer as escolhas 
movidas pela paixão na história de vida de cada um 
deles deve ser sua bússola de orientação.
Vamos exemplificar. O educador deve estimular 
a atitude investigativa nos alunos: “Que atividades 
vocês fazem por meio das quais, depois, sentem-
se energizados?”, “Que coisas vocês poderiam fazer 
durante horas, sem perceber o tempo passar, ou 
sem ficar cansados?”, “Lembrem-se das atividades 
de que vocês mais gostam e por meio das quais 
vocês sentem prazer. Por que elas os deixam felizes/
realizados?”, “Quando você olha para o mundo, o 
que tem vontade de fazer para torná-lo um lugar 
melhor?”, “Que filme, seriado ou personagem o 
deixou curioso e interessado em relação a trabalho 
ou à profissão?”
PROJETO DE VIDA 125GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 1
Pessoas conscientes de suas paixões dedicam-
se às suas metas ao longo do tempo com muito mais 
consistência. Paixão é um dos dois ingredientes mais 
verificados na trajetória de profissionais realizados e 
bem-sucedidos.
Que tal aprender mais?
Instituto Brasileiro de Coaching
Para conhecer mais sobre a abordagem do 
coaching, acesse o site do Instituto Brasileiro de 
Coaching. link externo. (Acesso em 12/07/2020).
Clique aqui para acessar o material do estudante em pdf
Clique aqui para acessar o Material do Estudante Editável
Referências Bibliográficas
GOLEMAN, Daniel. Inteligência emocional. Rio de Janeiro: Objetiva, 
2011. https://www.sbcoaching.com.br/blog/roda-da-vida/
Acesso em 12/07/2020
PROJETO DE VIDA 126GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 1
https://www.ibccoaching.com.br/portal/coaching/o-que-e-coaching
https://drive.google.com/file/d/1RuE9gcIo2QZADAcjr2BHGx14IMmzeP1B/view?usp=sharing
https://drive.google.com/file/d/1OoLC1yewF3sAEBIHsK28zbo-dOw4EJ4J/view?usp=sharing
PROJETO DE VIDA 
GUIA DO EDUCADOR
TEMA: CAMPO DE POSSIBILIDADES 
E ESCOLHA PROFISSIONAL
TÍTULO: CARREIRAS PROFISSIONAIS E 
PROPÓSITO DE VIDA
2º ANO 
TEMA 3 
AULA 2
O que faremos hoje?
Bloco 3 Escolha e planejamento
Tema Campo de possibilidades e escolha profissional
Competências 
gerais da BNCC
6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e 
apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem 
entender as relações próprias do mundo do trabalho, fazendo 
escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto 
de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e 
responsabilidade.
Habilidades de 
Projeto de Vida
Conhecer os contextos, as características, as possibilidades e 
os desafios do trabalho no século XXI, bem como identificar os 
interesses pessoais em relação à inserção no mundo do trabalho. 
Sistematizar interesses, habilidades, conhecimentos e 
oportunidades relativos às possibilidades e aspirações futuras, com 
vistas a elaborar e utilizar estratégias para superar dificuldades e 
buscar a realização de objetivos com determinação e resiliência.
Objetosde 
conhecimento profissionais e propósito Carreiras de vida
Materiais 
Tiras de papel, caneta e um saco pequeno. Acesso à internet e aos 
computadores.
Ficha de atividades da Aula 2 - Feira das profissões - Parte 1
PROJETO DE VIDA 127GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 2
O que dizem os estudiosos?
O trabalho, junto com a temática família, é uma 
das categorias centrais no projeto de vida dos jovens 
(DAMON, 2009; DANZA, 2014). Logo, é papel da 
escola ajudá-los na escolha das profissões. 
Promover o autoconhecimento e 
ampliar o leque de opções estão 
entre as estratégias para auxiliá-
los a fazer escolhas conscientes 
e autônomas sobre o âmbito 
profissional. 
Além de os estudantes identificarem suas 
afinidades com as áreas profissionais e realizarem 
uma análise do mercado de trabalho na hora da 
escolha profissional, eles também podem alinhar 
a carreira com o propósito de vida. Dessa maneira, 
quando se consegue conciliar propósito de vida com 
o trabalho, potencializa-se a sensação de satisfação 
e felicidade. E, se isso acontece, a pessoa encara o 
trabalho como uma oportunidade de transformar 
pessoas, coisas ou situações, colaborando para a 
construção de um mundo melhor. Isso vale tanto para 
propósitos mais modestos, ou para um trabalho que 
tenha por finalidade melhorar as condições de vida 
dos familiares e até para os mais ambiciosos, como 
exercer uma atividade em algum setor que impacte na 
redução da desigualdade social (DANZA, 2019).
PROJETO DE VIDA 128GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 2
Como é que se faz?
Organizando a aula
Para as atividades do dia, será necessário que 
os estudantes tenham acesso à internet e aos 
computadores. Disponha as mesas e cadeiras em um 
semicírculo antes de iniciar as atividades. Apresente 
as competências e habilidades esperadas, bem como 
o objeto de conhecimento da aula.
Despertando o interesse
Solicite que algum estudante leia a questão 
disparadora presente na Ficha de Atividades. A 
resposta pode ser coletiva e genérica. Se considerar 
pertinente, peça para aqueles que afirmaram 
conhecer muitas profissões que citem algumas que 
julgam ainda não serem tão difundidas entre os 
jovens. Exponha que esse é o objetivo da aula de 
hoje: ampliar o leque de opções das profissões.
Leve algumas profissões anotadas em papel 
e coloque-as em um saco. Peça para que algum 
estudante retire uma profissão e explique o que ele 
sabe sobre ela. Caso ele não saiba descrever essa 
profissão, solicite que outros estudantes completem 
as informações. Repita o procedimento até que se 
esgotem os papéis do saco.
Seguem sugestões de dez profissões para 
colocar nas anotações feitas em papal:
●	 Hotelaria
●	 Biotecnologia
●	 Engenharia mecatrônica
●	 Quiropraxia
PROJETO DE VIDA 129GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 2
●	 Ciências sociais
●	 Geologia
●	 Enfermagem
●	 Design de games
●	 Letras
●	 Fonoaudiologia
A intenção é gerar curiosidade e, se alguma 
descrição sobre as profissões ficar incompleta, 
tranquilize-os afirmando que, mais adiante, eles 
buscarão as respostas em outra atividade.
Construindo conhecimentos
Atividade 1
Solicite que algum estudante faça a leitura da 
atividade. Dê um tempo para que eles realizem 
o exercício, reforçando a importância de ser 
feito individualmente, a partir de suas reflexões 
pessoais. Em seguida, peça que alguns estudantes 
compartilhem suas respostas.
Atividade 2
Faça a leitura coletiva do enunciado da 
atividade. Depois, agrupe os estudantes de acordo 
com as respostas da atividade anterior, formando 
grupos que representem cada um dos propósitos. 
Caso algum propósito fique sem representantes, 
não há problema. Contudo, se algum estudante 
ficar sozinho em um grupo, você pode verificar se 
ele deseja realizar o trabalho sozinho, ou se prefere 
reunir-se com algum outro grupo. Lembre-se de 
que o ideal é que os estudantes possam pesquisar 
aquilo que de fato faz sentido para eles. Estudantes 
que marcarem mais de um propósito terão de fazer 
uma escolha. Nesse caso, incentive-os a formar 
grupos que estão com poucos representantes, a 
fim de que uma gama mais ampla de propósitos 
sejam contemplada na feira. Outro critério para a 
PROJETO DE VIDA 130GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 2
formação dos grupos pode ser aquele vinculado aos 
indecisos, que podem migrar para grupos distintos 
para conhecer mais sobre uma área desconhecida. 
Tranquilize-os, pois, ao final da atividade, terão 
acesso às informações sobre todas as profissões.
Organizados os grupos, oriente a busca por 
profissões que se enquadram na lista de propósitos. 
Destaque que uma profissão pode estar em mais 
de uma categoria, desde que eles justifiquem a 
relação entre a profissão e o propósito. Reforce que 
podem pesquisar profissões de diferentes graus de 
escolaridade (superior, tecnólogo, técnico ou cursos 
de pequena duração).
Segue um gabarito para auxiliá-lo na condução 
da atividade.
●	 Cuidar da saúde das pessoas, seja ela física, 
mental ou espiritual – nessa categoria, 
entende-se saúde como o bem-estar em 
diversas áreas e não somente como ausência 
de doenças. Portanto, nesse sentido, o 
cuidado pode ser realizado por profissionais 
da medicina, enfermagem, técnico de 
enfermagem, fisioterapia, psicologia, educação 
física, terapia ocupacional, odontologia, 
técnico em saúde bucal, técnico de radiologia, 
bombeiro, bem como por profissionais ligados 
a áreas como teologia (cuidado espiritual), 
musicoterapia (cuidado psicológico), 
medicina veterinária (por exemplo, aqueles 
que trabalham com terapia assistida por 
animais), tecnologia em saneamento ambiental 
(ao cuidar do saneamento básico, este 
profissional está cuidando das condições que 
afetam diretamente na saúde dos indivíduo), 
gastronomia (ao proporcionar alimentação 
de qualidade), além de profissionais do reiki 
(terapias alternativas para o cuidado em saúde), 
cabeleireiro (cuida da autoestima), entre outras 
categorias.
●	 Realizar liderança, administração, mediação e/
PROJETO DE VIDA 131GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 2
ou negociação entre as pessoas, promovendo 
a harmonia e a justiça – nessa categoria, 
encaixam-se profissões como direito, 
relações internacionais, comércio exterior, 
administração, administração pública, gestão 
da informação, gestão hospitalar, tecnólogo 
em gestão comercial, tecnólogo em gestão 
de qualidade, técnico em gestão de recursos 
humanos, técnico em comércio, técnico em 
serviços jurídicos, curso livre de administração 
de conflitos. E também podemos ampliar, 
pensando em profissionais da enfermagem 
(pois possuem um forte eixo na gerência em 
seu dia a dia), psicologia (para aqueles que 
trabalham no ramo das mediações de conflitos, 
ou pedagogia (para o professor que atua como 
diretor de escola).
●	 Cuidar dos animais e da natureza, permitindo 
uma vida em equilíbrio entre os seres vivos e o 
meio ambiente – nessa categoria, encontram-
se cursos como medicina veterinária, biologia, 
oceanografia, engenharia florestal, agronomia, 
ecologia, geologia, meteorologia, geografia, 
saneamento ambiental, astronomia, energias 
renováveis, técnico em paisagismo, técnico em 
floresta, agente de gestão de resíduos sólidos, 
monitor ambiental, curso livre de banho e tosa, 
entre outros. Também podem se enquadrar 
nessa categoria a gastronomia (indivíduo que 
trabalha com reaproveitamento alimentar, 
diminuindo o desperdício), a administração 
(proprietário de uma loja que incorporou em 
suas práticas de trabalho a redução de lixo) ou 
a filosofia (filósofo que escreve sobre causas 
animais ou socioambientais).
●	 Proporcionar lazer para as pessoas, levando 
alegria e diversão – nessa categoria, os 
estudantes podem agrupar formação 
em música, artes cênicas, teatro, dança, 
gastronomia, hotelaria, turismo, animação, 
museologia, rádio e tv, moda, design de games, 
educador físico, tecnólogo em pilotagemprofissional de aeronaves, técnico em eventos, 
PROJETO DE VIDA 132GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 2
técnico em organização esportiva, técnico em 
hospedagem, agente de aeroporto, agente 
de viagem, curso livre de maquiador cênico, 
curso livre de recreador, curso livre de buffet 
infantil, entre outras. E, também, um terapeuta 
ocupacional, que trabalha com atividades 
lúdicas em um hospital pediátrico, ou um 
biólogo, que trabalha em um santuário de 
animais aberto para visitas ao público.
●	 Viabilizar informação de qualidade e reflexões, 
prezando pela veracidade e/ou crescimento 
dos demais – nessa categoria, encaixam-se 
profissões com formação em letras, jornalismo, 
filosofia, pedagogia, teologia, biblioteconomia, 
rádio e tv, comunicação institucional, história, 
sociologia, ciências sociais, publicidade 
e propaganda, gestão da tecnologia da 
informação, estatística, composição de 
músicas, curso livre de fotografia, curso livre 
de documentário, curso livre de alguma língua 
estrangeira, entre outras. Ampliando a visão, 
podemos pensar em um nutricionista que 
é pesquisador, trabalhando com divulgação 
de informações de qualidade, ou em um 
psicólogo, em uma sessão de terapia, que 
facilita o crescimento pessoal dos seus clientes 
por meio da reflexão.
●	 Produzir coisas novas, utilizando a criatividade 
em benefício da sociedade – para essa 
categoria, esperam-se profissões como todas 
as engenharias, arquitetura, publicidade 
e propaganda, marketing, automação 
industrial, construção naval e civil, design, 
nanotecnologia, técnico em design de móveis, 
curso livre costura, curso livre de desenho de 
moda, curso livre de ilustração, curso livre de 
animação, curso livre de permacultura, entre 
outros. Também podemos pensar em um 
farmacêutico, que trabalha como pesquisador 
no desenvolvimento de novos medicamentos 
ou um escritor.
●	 Criar soluções com base na tecnologia, 
aplicando as ferramentas do mundo virtual 
PROJETO DE VIDA 133GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 2
para facilitar a vida – nessa categoria, 
encontram-se formações como ciência da 
computação, informática biomédica, engenharia 
da computação, engenharia de sistema, 
engenharia de software, design de multimídia, 
técnico de redes de computadores, técnico 
em desenvolvimento de sistemas, técnico em 
programação de jogos digitais, informática, curso 
livre de administrador de redes, entre outras. 
Da mesma forma, podemos ter um pedagogo 
envolvido com o ensino à distância, que 
explora as ferramentas virtuais para melhorar o 
desempenho acadêmico dos seus estudantes.
●	 Investigar e fazer descobertas científicas 
que contribuam para o desenvolvimento da 
humanidade – nessa categoria, encontram-
se os cientistas de todas as áreas do 
conhecimento, como Matemática, Física, 
Química, Biologia, Geografia, História, 
Sociologia, Ciência Política, Letras, Psicologia, 
Direito, Medicina, Farmácia, Educação Física, 
entre outras. Vale destacar que é possível ser 
pesquisador em todas as áreas.
●	 Ensinar outras pessoas, favorecendo seu 
desenvolvimento pessoal e profissional – 
nessa categoria, encontram-se os professores 
dos diferentes níveis de ensino (da Educação 
Infantil ao Ensino Superior e Pós-graduação), 
palestrantes, escritores, mentores, treinadores, 
monitores, entre outros.
Estimule-os a ampliar a visão sobre as 
profissões, buscando funções ainda desconhecidas 
para aquele profissional. Você também pode sugerir 
para que os estudantes assistam os vídeos indicados 
na seção “Que tal aprender mais?”, presentes neste 
Guia do Educador.
A organização da feira das profissões ocorrerá 
durantes dois turnos de aulas, porém, precisará de 
um outro turno (a combinar com o diretor e demais 
professores) para a apresentação. Sugere-se que 
eles apresentem as profissões para os estudantes 
PROJETO DE VIDA 134GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 2
do primeiro e do terceiro ano da escola. Viabilize 
a impressão dos folders confeccionados por eles 
para que possam distribuir para o público. Se não for 
possível, pode recomendar o envio do folder online, 
após recolher o e-mail dos interessados, ou mesmo 
divulgar nas páginas online e redes sociais da escola.
Registrando o aprendizado
Atividade 3
Separe os minutos finais da aula para que eles 
elaborem uma síntese dos principais aprendizados. 
Peça para que os estudantes compartilhem as 
palavras-chave do seu texto e registre-as na lousa. 
O objetivo é que eles possam visualizar todos os 
aprendizados do dia.
Vamos falar de educação 
socioemocional?
O mundo do trabalho está sempre buscando a 
melhor compatibilidade entre função e profissional 
para desempenhá-la. Além das necessidades da 
organização/instituição, a avaliação de perfil leva em 
conta as competências técnico-funcionais e, cada vez 
mais, as habilidades socioemocionais dos candidatos.
De modo geral, as primeiras dependem do 
percurso acadêmico e da bagagem de experiências 
PROJETO DE VIDA 135GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 2
práticas. Já as segundas, dependem essencialmente 
da capacidade subjetiva de aprender a aprender com 
os desafios do dia a dia do trabalho.
Nesse cenário, quando uma pessoa apresenta 
a melhor combinação de competências técnicas e 
comportamentais, é comumente atribuído a ela o 
que chamamos de talento.
TALENTO
É a rapidez/facilidade com que as habilidades de 
uma pessoa aumentam quando ela se esforça.
Ao contrário do que o senso comum acredita, 
pessoas com talento não são sortudas, abençoadas 
ou superdotadas. Em termos de desenvolvimento 
humano, talento é simplesmente uma aptidão 
exercitada de forma recorrente e consistente. 
Demanda disciplina, esforço e muito treinamento.
Vamos exemplificar. A maioria de nós, para não 
dizer todos nós, demonstra interesse, curiosidade, 
entusiasmo ou facilidade para determinadas 
atividades desde muito pequeno. 
Às vezes, é uma aptidão para a expressão artística 
– teatro, desenho, música, canto... Às vezes, é para 
coordenação motora – esportes, danças, jogos 
coletivos... Em outros momentos, ainda, a aptidão se 
revela quando se busca criar e inovar – confecção, 
culinária, tecnologia, eletrônicos e por aí vai.
PROJETO DE VIDA 136GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 2
Esses lampejos de habilidades, uma vez 
reconhecidos e encorajados por alguém, ou 
simplesmente quando não contidos, punidos ou 
reprimidos, encontram oportunidade de, com muito 
treino, tornarem-se uma aptidão com boas chances 
de se transformarem em talento.
Na sala de aula, o educador, ciente e atento às 
manifestações desses lampejos, já está na metade 
do caminho para conseguir apoiar seus alunos na 
jornada de descoberta profissional.
Afinal, partir das experiências pessoais costuma 
ser algo mais concreto do que pensar num futuro 
desconhecido: “Lembram-se de quando eram 
crianças, que coisas faziam com mais facilidade 
que a maioria de seus pares?”, “Que sonhos e 
desejos acabaram sendo deixados de lado devido à 
dificuldade ou à falta de apoio?”, “Em que atividade 
você tem um ótimo desempenho, mesmo sem ter 
realizado algum tipo estudo, ou ter despendido horas 
se dedicando a ela?”
Que tal aprender mais?
Vídeos Na Real
Nessa página da web, você encontra 
depoimentos de diversos profissionais, relatando 
sobre seu cotidiano de trabalho, sobre as facilidades, 
bem como sobre os desafios da sua carreira. 
Disponível em: link externo. (Acesso em 11/07/2020).
Um mundo além da escola – jovens e escolha 
profissional
O vídeo aborda o que os jovens esperam dos 
PROJETO DE VIDA 137GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 2
https://guiadoestudante.abril.com.br/videos/na-real
professores do Ensino Médio em relação à ajuda na 
hora de escolher uma profissão. Disponível em: 
link externo. (Acesso e 11/07/2020).
Clique aqui para acessar o material do estudante em pdf
Clique aqui para acessar o Material do Estudante Editável
ReferênciasBibliográficas
DAMON, William. O que o jovem quer da vida? Como pais e 
professores podem orientar e motivar adolescentes. São Paulo: 
Summus, 2009.
DANZA, Hanna Cebel. Projetos de vida e Educação moral: um 
estudo na perspectiva da Teoria dos Modelos de Organizadores do 
Pensamento. Dissertação de Mestrado. Faculdade de Educação da 
Universidade de São Paulo. São Paulo, 2014.
DANZA, Hanna Cebel. Conservação e mudança dos projetos de vida 
de jovens: um estudo longitudinal sobre educação em valores. Tese 
de doutorado. Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. 
São Paulo, 2019.
GUIA DA CARREIRA.
Disponível: https://www.guiadacarreira.com.br/profissao/lista-de-
profissoes/. Acesso em: 9 jul. 2020.
GUIA DAS PROFISSÕES TÉCNICAS 2020.
Disponível em: https://www.cps.sp.gov.br/wp-content/uploads/
sites/1/2019/11/2019_guia_profissoes_tecnicas_final.pdf Acesso em: 
9 jul 2020.
LOPES, Bárbara; ALVES, Luiza; CÂNDIDA, Vanessa; DI PIERRO, Gabriel 
(coord.). Caderno para educadoras(es) Tô no Rumo – 2019. São Paulo: 
Ação educativa, 2019. Disponível em: http://www.tonorumo.org.br/
wp-content/uploads/2020/01/Caderno-TNR-Educadoras-2019.pdf. 
Acesso em 11/07/2020
SENAC. Cursos livres SENAC.
Disponível em: https://www.sp.senac.br/jsp/default.
jsp?template=1442.dwt&testeira=473&type=L&sub=3#. Acesso em: 9 
jul. 2020.
PROJETO DE VIDA 138GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 2
https://www.youtube.com/watch?v=o9c-ZEoXpyI
https://drive.google.com/file/d/18a4nzvZT2VLvZ1qefO_95Y-goP_PfvDp/view?usp=sharing
https://drive.google.com/file/d/1B8wqeqQGlEioCCK3p1ixUNBEGLnnCxo-/view?usp=sharing
PROJETO DE VIDA 
GUIA DO EDUCADOR
TEMA: CAMPO DE POSSIBILIDADES 
E ESCOLHA PROFISSIONAL
TÍTULO: CARREIRAS PROFISSIONAIS E 
PROPÓSITO DE VIDA
2º ANO 
TEMA 3 
AULA 3
O que faremos hoje?
Bloco 3 Escolha e planejamento
Tema Campo de possibilidades e escolha profissional
Competências 
gerais da BNCC
6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e 
apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem 
entender as relações próprias do mundo do trabalho, fazendo 
escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto 
de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e 
responsabilidade.
Habilidades de 
Projeto de Vida
Conhecer os contextos, as características, as possibilidades e 
os desafios do trabalho no século XXI, bem como identificar os 
interesses pessoais em relação à inserção no mundo do trabalho. 
Sistematizar interesses, habilidades, conhecimentos e 
oportunidades relativos às possibilidades e aspirações futuras, com 
vistas a elaborar e utilizar estratégias para superar dificuldades e 
buscar a realização de objetivos com determinação e resiliência.
Objetos de 
conhecimento Carreiras profissionais e propósito de vida
Materiais Acesso à internet e aos computadores pelos estudantes.
PROJETO DE VIDA 139GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 3
O que dizem os estudiosos?
Escolher uma profissão é um dos desafios 
enfrentados pelos jovens do Ensino Médio. Para auxiliá-
los nesse processo, é importante compreender e 
acolher as angústias que acompanham esse momento. 
Fazer escolhas e tomar decisões sempre geram 
desconfortos, preocupações e ansiedade, afinal optar 
por uma das possibilidades significa deixar de escolher 
outras várias. Por isso, o psicólogo Rodolfo Bohoslavsky 
(2003) afirma que é necessário trabalhar com os jovens 
a elaboração do luto, ou seja, para o autor, passar pela 
adolescência é aceitar que essa fase inclui perdas - 
como deixar para trás a infância, antigos projetos e 
escolhas fantasiosas, por exemplo. Assim, escolher 
uma profissão gera o sentimento de luto por tudo 
aquilo que eles deixaram de escolher após sua decisão 
final, fazendo-se necessário ensiná-los a acolher 
essas perdas e abrir-se para o novo que os aguarda. 
Dessa maneira, a escola tem um papel fundamental 
ao auxiliá-los na escolha da profissão, favorecendo a 
tomada de decisão consciente e responsável, mediante 
estratégias de autoconhecimento e de conhecimento 
das profissões.
Como é que se faz?
Organizando a aula
Para as atividades dessa aula, será necessário 
que os estudantes tenham acesso à internet e aos 
PROJETO DE VIDA 140GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 3
computadores. Se puder, verifique previamente a 
disponibilidade de datas para a apresentação da 
feira das profissões com o diretor e com os outros 
docentes do Ensino Médio. Assim poderá apresentar 
as opções aos estudantes. Pode ser durante algum 
turno do dia, no(s) intervalo(s) de aula, ou durante um 
sábado letivo. Encontre a melhor opção para todos, 
de modo que isso dê visibilidade ao trabalho dos 
estudantes, contribua para que os estudantes dos 
outros anos e segmentos também tenham acesso 
a essa experiência e que a comunidade escolar seja 
convidada a contribuir e a inspirar os jovens.
Despertando o interesse
Resgate o conteúdo iniciado na atividade da 
aula passada e solicite que cada grupo apresente 
as profissões que relacionaram, tendo em vista o 
propósito de vida escolhido. Após cada apresentação, 
abra uma roda de conversa para que todos possam 
dar sugestões e críticas. Ajude-os a ampliar a visão 
sobre as profissões, mostrando as interfaces entre as 
diversas áreas. Por exemplo, um advogado está no 
grupo daqueles que valorizam a mediação entre as 
pessoas, mas também pode pertencer ao grupo dos 
que apreciam o cuidado com a natureza, pois ele 
pode se especializar em direito ambiental.
Construindo conhecimentos
Atividade 1
Solicite que os grupos continuem a organização 
da feira das profissões. Reforce a importância da 
divisão das tarefas no trabalho em grupo.
Fique à disposição para auxiliá-los nos ajustes 
finais, principalmente em relação à confecção do 
material de apoio (cartazes e cartilhas).
Ajude-os com sugestões de pessoas para 
darem depoimento sobre o trabalho no dia da 
PROJETO DE VIDA 141GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 3
apresentação, mas lembre-se de destacar que 
esse profissional dará apenas uma visão parcial da 
profissão, aquela que compete à função específica 
dele, não podendo ser generalizada. Por exemplo, 
um enfermeiro que é docente dará um depoimento 
carregado da sua experiência em sala de aula e 
pouco representará um enfermeiro que trabalha 
em situações de urgência e emergência dentro de 
uma unidade de saúde. O depoimento não deixa 
de ser válido; no entanto, os estudantes precisam 
saber ouvi-lo com crítica, pois representa somente 
uma perspectiva entre muitas outras dentro de uma 
mesma profissão.
Registrando o aprendizado
Atividade 2
Separe os minutos finais da aula para que eles 
respondam a questão proposta. Em seguida, solicite 
que alguns estudantes compartilhem suas respostas. 
Acolha as respostas, tranquilizando tanto aqueles que 
já têm alguma decisão, quanto os que ainda não têm. 
Reforce que as angústias fazem parte do processo de 
tomada de decisão e estão relacionadas à sensação 
de perda que toda escolha causa. Sugira que eles 
encontrem profissionais nas áreas de interesse com 
os quais possam conversar e esclarecer dúvidas 
sobre o dia a dia da profissão.
PROJETO DE VIDA 142GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 3
Vamos falar de educação 
socioemocional?
 Quando o jovem precisa lidar com as perdas 
reais da adolescência, como é o caso da morte do 
corpo infantil para nascimento da explosão hormonal 
com todas tensões sexuais e as consequências 
sociais da perda a inocência e para se tornar objeto 
de desejo e até de fantasia erótica dos adultos, está 
diante da dimensão concreta do luto.
 Quando passa a ser cobrado e responsabilizado 
pelo efeito de suas escolhas e ações, entra em 
contato com a dimensão mais abstrata do luto: as 
perdas simbólicas, como é o caso da dependência 
afetiva em relação aos adultos cuidadores.
LUTO
É a experiência emocional de lidar com perdas 
concretas e/ou simbólicas referentesa uma fase 
da vida ou situação traumática do cotidiano, 
como desemprego, traição, divórcio, acidente, 
enfermidade ou morte.
 Na sala de aula, o educador deve ter em 
mente que o ato de escolher implica renunciar 
a toda uma vastidão de possibilidades, cenários 
e sonhos. Uma das grandes dificuldades do 
estudante nessa fase é exatamente abrir mão 
do “poderia ser”, para assumir o “vai ter de ser”. 
Assim, a cada escolha e posicionamento cobrado, 
os jovens se deparam com a experiência do luto 
daquilo “que não poderá mais ser”.
 Aqui, o educador deve conscientizá-los do 
PROJETO DE VIDA 143GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 3
caráter mutável da vida e da identidade profissional: 
“A escolha que fizerem agora é apenas um degrau na 
escada que os levará ao seu futuro”, “Escolhas não são 
um caminho sem volta, porque a vida é mudança”, 
“São uma forma para que vocês mantenham o foco”, 
“Mas as descobertas que só a experiência traz podem 
fazer com que vocês reavaliem essas escolhas daqui 
a um ou dois anos”, “As escolhas de agora são apenas 
um começo, um primeiro degrau, o passo inicial da 
trilha profissional”, “Serão certas ou erradas? Só a 
experiência prática vai responder a essa dúvida de 
cada um de vocês”, “E, para aqueles que descobrirem 
que outra escolha ou caminho faz mais sentido, basta 
atualizar a rota do gps e seguir o novo trajeto.”, “O 
que viverem em cada escolha não vai se perder. É 
aprendizado e é de vocês”.
 Colocar as escolhas atuais em perspectiva, 
trazendo exemplos de profissionais reais e suas 
trajetórias particulares e pouquíssimo lineares, 
orienta o estudante a experimentar as renúncias 
como perdas potencialmente momentâneas e não 
necessariamente como mortes irreversíveis.
Que tal aprender mais?
Olá, profissional, como é sua segunda-feira?
Neste vídeo, a youtuber JoutJout aconselha 
os jovens, de maneira descontraída, a conversarem 
com os profissionais das carreiras que eles almejam, 
para compreenderem o dia a dia da profissão e 
desmistificar algumas idealizações. Disponível em: 
link externo. (Acesso em: 11/07/2020).
PROJETO DE VIDA 144GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 3
https://www.youtube.com/watch?v=l4is5YniE5c
Clique aqui para acessar o material do estudante em pdf
Clique aqui para acessar o Material do Estudante Editável
Referências Bibliográficas
BOHOSLAVSKY, Rodolfo. Orientação vocacional: a estratégia clínica. 
São Paulo: Martins Fontes. 2ª ed. 2003.
PROJETO DE VIDA 145GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 3
https://drive.google.com/file/d/1k1s_Ud0QFlg5FAG4Mz1knPdxdyG9E8Rp/view?usp=sharing
https://drive.google.com/file/d/1rQ_vkA0LFcmKwSAzXQj2vDJUHPPA-rxm/view?usp=sharing
PROJETO DE VIDA 
GUIA DO EDUCADOR
TEMA: CAMPO DE POSSIBILIDADES 
E ESCOLHA PROFISSIONAL
TÍTULO: ESCOLHAS EQUIVOCADAS E 
ACERTADAS, PLANEJAMENTO DA CARREIRA 
PROFISSIONAL
2º ANO 
TEMA 3 
AULA 4
O que faremos hoje?
Bloco 3 Escolha e planejamento
Tema Campo de possibilidades e escolha profissional
Competências 
gerais da BNCC
6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e 
apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem 
entender as relações próprias do mundo do trabalho, fazendo 
escolhas alinhadas
ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, 
autonomia, consciência crítica e responsabilidade.
8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e 
emocional, compreendendo-se na diversidade humana e 
reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e 
capacidade para lidar com elas. 
9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a 
cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao 
outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da 
diversidade de indivíduos e de grupos sociais, de seus saberes, 
identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de 
qualquer natureza.
Habilidades de 
Projeto de Vida
Conhecer os contextos, as características, as possibilidades e 
os desafios do trabalho no século XXI, bem como identificar os 
interesses pessoais em relação à inserção no mundo do trabalho. 
Sistematizar interesses, habilidades, conhecimentos e 
oportunidades relativos às possibilidades e aspirações futuras, com 
vistas a elaborar e utilizar estratégias para superar dificuldades e 
buscar a realização de objetivos com determinação e resiliência.
PROJETO DE VIDA 146GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 4
Objetos de 
conhecimento
Escolhas equivocadas e acertadas, planejamento da carreira 
profissional.
Materiais Recursos para projeção de vídeo da Internet
O que dizem os estudiosos?
Rodolfo Boholavsky (1942 - 1977) foi um 
importante teórico argentino que desenvolveu um 
método clínico para ajudar as pessoas a fazerem 
sua escolha profissional. Embora, na época, o 
termo “orientação vocacional”, usado pelo autor, 
fosse bem aceito, atualmente foi substituído por 
“orientação profissional”, pois o conceito de vocação 
traz consigo a ideia de que as pessoas nascem 
predeterminadas a cumprir uma função social: sua 
vocação. Hoje entende-se que 
a escolha e o desenvolvimento 
profissional ultrapassam os limites 
de suas predisposições inatas, à 
medida que as pessoas aprimoram 
seus conhecimentos e habilidades 
por meio da formação e da 
experiência. 
Ainda assim, os estudos e proposições de 
Boholavsky continuam tendo muito valor. Para ele, 
a escolha vocacional é realizada por um sujeito que 
busca elaborar seu passado e criar possibilidades 
futuras que atendam às suas necessidades objetivas 
(sustento, por exemplo) e subjetivas (como realização 
pessoal), por meio dos vínculos passados, atuais e 
futuros e da identificação com o mundo laboral. Para 
PROJETO DE VIDA 147GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 4
o autor, o momento de escolha é um ensaio do futuro 
(BOHOSLAVSKY, 1998). Por essa razão, é fundamental 
que os estudantes busquem averiguar, no presente, 
quais escolhas podem levá-los a ter, no futuro, a vida 
profissional que almejam, mediante um planejamento 
que articule metas e estratégias.
Como é que se faz?
Organizando a aula
Para esta atividade, será necessário acesso à 
internet e recursos para projetar um vídeo. Organize 
a sala de aula de modo que todos os estudantes 
consigam assistir à projeção.
Despertando o interesse
Entregue aos estudantes a Ficha de Atividades 
desta aula (Aula 4 - Onde você quer chegar?). Leia as 
questões disparadoras e a introdução, que apresenta 
o conteúdo do vídeo que será exibido. Reproduza o 
vídeo da palestra da chef de cozinha Paola Carosella, 
disponível no link externo. (Acesso em 12/07/2020).
PROJETO DE VIDA 148GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 4
https://www.youtube.com/watch?v=Cq_OBKFS-as
Após os estudantes assistirem ao vídeo, 
abra uma roda de conversa, estimulando que os 
estudantes respondam, oralmente, as seguintes 
perguntas:
1. Você acredita que Paola Carosella tenha um 
projeto de vida? Por quê?
2. Quais foram as escolhas equivocadas 
que ela fez?
3. Quais foram as escolhas acertadas que ela fez?
4. O que ela precisou fazer para chegar aonde 
chegou?
5. Qual trecho ou frase mais impactou você? 
Por quê?
Permita que outras impressões sobre o vídeo, 
levantadas pelos estudantes, também possam ser 
compartilhadas.
Construindo conhecimentos
Atividade 1
Após a exibição do vídeo e a roda de 
conversa, solicite que os estudantes respondam, 
individualmente, às questões da atividade 2. É 
importante zelar pelo silêncio para que todos possam 
se concentrar nas próprias reflexões. Ao término 
dessa atividade, solicite que alguns voluntários 
compartilhem suas respostas com a turma. Medeie 
a discussão sobre essa reflexão, destacando que, 
quando tomamos boas decisões, podemos nos 
sentir confiantes, seguros e felizes. E, se tomamos 
decisões equivocadas, podemos nos sentir frustrados, 
envergonhados, culpados, arrependidos. Por isso, 
uma boa estratégiapara perceber se eles têm feito 
boas escolhas é observar quais os sentimentos estão 
presentes antes, durante e após realizá-las.
Atividade 2
Nesta atividade, os estudantes deverão planejar 
metas e estratégias para alcançar seu objetivo 
PROJETO DE VIDA 149GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 4
profissional. É importante cuidar para que aqueles 
estudantes que ainda não decidiram qual carreira 
desejam seguir possam fazer o exercício com 
alguma profissão de interesse, mesmo que não seja 
sua escolha definitiva. Sobre isso, ressalte que a 
intenção do exercício é justamente ajudá-los a fazer 
a escolha, conhecendo melhor o que é preciso para 
conquistar esse objetivo e se estão dispostos a isso. 
Ao perceber que eles estão terminando a atividade, 
solicite que formem grupos de até quatro estudantes 
e que compartilhem seu planejamento, pedindo 
para que os colegas os ajudem a identificar outras 
metas necessárias e outras estratégias possíveis. 
Eles deverão completar o planejamento com aquilo 
que acreditam que faça sentido. Enquanto realizam 
essa atividade, circule pela sala, estimulando os 
estudantes, fazendo perguntas que os ajudem 
a refletir sobre o tema dos objetivos, metas e 
estratégias e a aperfeiçoar seu planejamento.
Registrando o aprendizado
Por fim, peça para que façam uma breve análise 
do planejamento e escrevam como se sentem em 
relação a ele: acreditam que será possível realizá-
lo? Sentem-se motivados? Acham que essa escolha 
profissional faz sentido? Ou é necessário refletir mais 
sobre esse tema? Peça para que registrem essas 
reflexões no espaço dedicado a essa atividade.
PROJETO DE VIDA 150GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 4
Vamos falar de educação 
socioemocional?
A construção da trajetória profissional exige o 
amadurecimento da capacidade de fazer escolhas 
mais conscientes e de perseverar diante dos 
obstáculos da vida.
A persistência, como característica psicológica 
e comportamental, desenvolve-se à medida que 
definimos nossa filosofia de vida e que aprendemos 
a levantar depois dos tropeços e percalços da 
caminhada profissional.
PERSISTÊNCIA
É a atitude de permanecer na mesma tarefa, 
atividade ou objetivo ao longo do tempo, apesar 
das adversidades, erros, decepções e frustrações.
A pessoa persistente enxerga as dificuldades 
como oportunidade de aprendizado e não como 
indicação para desistir ou abandonar o rumo 
inicialmente estabelecido.
Na sala de aula, o educador deve estar atento 
à postura que os estudantes adotam diante dos 
próprios erros e limitações. Deve ajudá-los a 
perceber que cada movimento de desistência 
ou abandono pode, na verdade, indicar alguma 
necessidade: de apoio, informação ou orientação. 
Em geral, existe alguma razão que explica a vontade 
de “deixar para lá”.
O educador deve orientá-los a refletir sobre 
sua tendência de desinteresse: “Está muito 
difícil escolher/fazer isso? Qual dificuldade está 
incomodando/assustando mais você?”, “Você está 
PROJETO DE VIDA 151GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 4
sentindo que o esforço não vale a pena?”, “Está se 
sentindo sozinho? Acha que receber algum tipo 
de ajuda de alguém poderia melhorar? Que tipo 
de ajuda você imagina?”, “Acha que pode estar se 
dando conta de que isso não é tão importante para 
você?”, “Tem pensado que o fato de ser difícil é uma 
evidência de que deveria ‘deixar pra lá’?”
A ideia aqui é mostrar a eles que a atitude de 
persistência precisa dos obstáculos para amadurecer, 
que estar sem respostas agora, ou não saber como 
fazer só indicam que precisam de mais informação, 
experiência ou orientação. E que você pode ser o 
interlocutor que os apoia no mapeamento dessas 
dificuldades, sugerindo ações de pesquisa, entrevista, 
observação e discussão de campo.
Vamos exemplificar. Cada dificuldade aponta 
para uma ação que pode sinalizar uma solução: “Você 
já pensou em conversar com profissionais da área? 
Ouvir deles como foi o caminho profissional nessa 
área, os obstáculos e as conquistas?”, “Já criou listas 
de vantagens e desvantagens sobre essa escolha?”, “Já 
descobriu de que informação você precisa sobre essa 
área de atuação, para se sentir mais seguro?”
Que tal aprender mais?
Compêndio de orientação profissional e de 
carreira: perspectivas históricas e enfoques teóricos 
clássicos e modernos. Volume 1.
Esse livro, organizado por Marcelo Afonso 
Ribeiro, docente do Instituto de Psicologia da USP 
e presidente da Associação Brasileira de Orientação 
Profissional e pela Lucy Leal Melo-Silva, também 
docente da USP e editora da Revista Brasileira 
PROJETO DE VIDA 152GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 4
de Orientação Profissional, aborda as diferentes 
perspectivas da orientação profissional e como elas 
se constituíram na tentativa de contribuir para que as 
pessoas encontrem seu lugar no mundo do trabalho.
RIBEIRO, Marcelo Afonso; MELO-SILVA, Lucy 
Leal (Org.). Compêndio de orientação profissional 
e de carreira: perspectivas históricas e enfoques 
teóricos clássicos e modernos. Volume 1. São Paulo: 
Vetor, 2011.
Clique aqui para acessar o material do estudante em pdf
Clique aqui para acessar o Material do Estudante Editável
Referências Bibliográficas
BOHOSLAVSKY, Rodolfo. Orientação vocacional: a estratégia clínica. 
São Paulo: Martins Fontes, 1998.
PROJETO DE VIDA 153GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 4
https://drive.google.com/file/d/1M0RixCRhNe62vrvBWxDE0CP-3y6NzdrO/view?usp=sharing
https://drive.google.com/file/d/1hszNmvY45mhPIhAHUIz5ro5NEw72na08/view?usp=sharing
PROJETO DE VIDA 
GUIA DO EDUCADOR
TEMA: CAMPO DE POSSIBILIDADES 
E ESCOLHA PROFISSIONAL
TÍTULO: LIMITES E OPORTUNIDADES SOCIAIS 
NA REALIZAÇÃO DO PROJETO DE VIDA; 
MERITOCRACIA
2º ANO 
TEMA 3 
AULA 5
O que faremos hoje?
Bloco 3 Escolha e planejamento
Tema Campo de possibilidades e escolha profissional
Competências 
gerais da BNCC
6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e 
apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem 
entender as relações próprias do mundo do trabalho, fazendo 
escolhas alinhadas
ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, 
autonomia, consciência crítica e responsabilidade.
8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e 
emocional, compreendendo-se na diversidade humana e 
reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e 
capacidade para lidar com elas. 
Habilidades de 
Projeto de Vida
Reconhecer os fatores pessoais e sociais que interferem na tomada 
de decisões e fazer escolhas que impactam a vida pessoal e/ou 
coletiva de forma autônoma, criteriosa e ética. 
Sistematizar interesses, habilidades, conhecimentos e 
oportunidades relativos às possibilidades e aspirações futuras, com 
vistas a elaborar e utilizar estratégias para superar dificuldades e 
buscar a realização de objetivos com determinação e resiliência. 
Objetos de 
conhecimento
Limites e oportunidades sociais na realização do projeto de vida; 
meritocracia
PROJETO DE VIDA 154GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 5
Materiais 
Aparelhos para reprodução de vídeo disponível na plataforma 
YouTube
Vídeo: O segredo da meritocracia. 
Ficha de atividades da aula 5 - Projeto de vida: limites e 
oportunidades
O que dizem os estudiosos?
Ao construir um projeto de vida, 
é muito importante que o jovem 
leve em consideração o contexto 
social, econômico, político e 
histórico no qual está inserido, 
afinal, esses fatores interferem 
diretamente em seu campo de 
possibilidades. 
O termo “campo de possibilidades”, explorado 
pelo sociólogo Gilberto Velho (2003), representa o 
conjunto de fatores favoráveis e desfavoráveis para a 
inserção da vida adulta. Tal campo é fluido, de modo 
que pode ser expandido ou restringido, de acordo 
com ações e contextos de cada um. 
O estudo, a dedicação, boas condições 
financeiras e o apoio de outras pessoas são 
fatores que expandemo campo de possibilidades. 
Envolvimento com drogas, falta de apoio familiar, 
descompromisso com a própria formação e a gravidez 
precoce são exemplos de fatores que restringem o 
campo de possibilidades. Contudo, estamos falando 
de um universo de possibilidades, e não de certezas. 
Sobre isso, é fundamental compreender que nem 
sempre os fatores que expandem esse campo 
PROJETO DE VIDA 155GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 5
garantirão a conquista daquilo que se almeja, por 
isso é importante considerar criticamente o conceito 
de meritocracia. A meritocracia é um conceito que 
representa a ideia de que as pessoas evoluem na vida 
de acordo com seus méritos, ou seja, de acordo com 
sua dedicação e esforços. Em contextos de igualdade, 
a meritocracia é uma ideia válida, pois permite que 
todos sejam tratados de forma justa, de acordo com 
seus méritos. 
Contudo, em contextos de 
desigualdade social, tais como 
o que ocorre no Brasil, falar em 
meritocracia de forma ampla 
e generalizada é cometer uma 
injustiça, visto que as pessoas não 
partem das mesmas condições de 
igualdade, 
ou seja, nem todas têm as mesmas condições 
financeiras ou o mesmo apoio familiar, entre outros 
fatores. Por essa razão, é importante incentivar os 
jovens para que, além de se engajarem na expansão 
do próprio campo de possibilidades, estejam 
comprometidos com a construção de projetos de 
vida que visem à diminuição da desigualdade social, 
de modo que, um dia, todos possam perseguir seus 
objetivos de modo justo e igualitário.
Como é que se faz?
Organizando a aula
Nesta aula, será necessário o uso de recursos 
PROJETO DE VIDA 156GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 5
audiovisuais para reprodução de um vídeo disponível 
na plataforma YouTube. Também será necessário 
que os estudantes acessem artigos e matérias de 
jornal disponíveis na internet. Caso não seja possível 
o acesso aos materiais por meio da internet, é 
possível imprimi-los previamente e distribuir para os 
estudantes no momento de realização da atividade.
Despertando o interesse
Discuta com os estudantes o título, linha fina e 
trechos da matéria “Brasil é um dos países com menor 
mobilidade social e ranking global”. Disponível em: 
link externo. (Acesso em: 13/07/2020).
Cesar Okada/Getty Images)
A matéria aborda a baixa colocação do Brasil no 
ranking de mobilidade social medido pelo Índice Global 
de Mobilidade Social. Evidencia que as acentuadas 
desigualdades socioeconômicas no país dificultam a 
mobilidade social, fazendo com que pessoas nascidas 
em famílias das classes sociais baixas, em função das 
escassas oportunidades que possuem, encontrem 
grande dificuldade de ascender socialmente e obter 
sucesso em relação a seus propósitos.
Construindo conhecimentos
Atividade 1
Organize a turma em quartetos. Cada um deles 
PROJETO DE VIDA 157GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 5
https://exame.com/economia/brasil-e-um-dos-paises-com-menor-mobilidade-social-em-ranking-global
deverá ler e responder às questões relativas a um 
dos quatro casos a seguir. O acesso aos artigos e 
matérias pode ser feito diretamente pelo estudante, 
por meio dos links, ou você pode imprimi-los para 
que sejam entregues a eles.
Caso 1 - Gravidez precoce
Artigo “Cedo ou tarde, será preciso ter 
informações sobre sexualidade e direitos”. 
Disponível em: link externo. (Acesso em: 
14/07/2020).
1. Os fatores relacionados à gravidez na 
adolescência são: desigualdades nos 
campos da educação, saúde, indicadores 
socioeconômicos e territoriais. Além disso, 
estão entre as causas desse fenômeno o 
casamento infantil, a violência e exploração 
sexual.
2) Segundo o texto, a gravidez precoce reforça o 
círculo vicioso de pobreza, uma vez que reduz 
as possibilidades de as jovens concluírem seus 
estudos, o que resulta em menor qualificação 
profissional. O texto indica que a jovem grávida 
tem maior dificuldade para concluir a educação 
formal e, como consequência, o ingresso no 
mercado de trabalho é prejudicado, ocorrendo 
tardiamente e em condições mais precárias.
O texto não aborda diretamente os impactos 
da gravidez precoce nos adolescentes do sexo 
masculino. É importante mencionar que, muitas 
vezes, as jovens não recebem apoio deles, que 
optam por não assumir a paternidade, sendo esse 
um problema relacionado à desigualdade de gênero 
que precisa ser debatido com seriedade, dada a 
carga desigual de responsabilidade que recai sobre 
elas. Quando os jovens assumem a paternidade, 
também são impactados por suas demandas, 
embora, via de regra, são ainda as jovens que arcam 
com as maiores responsabilidades e consequências 
da gravidez precoce.
PROJETO DE VIDA 158GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 5
https://brazil.unfpa.org/pt-br/news/artigo-%E2%80%9Ccedo-ou-tarde-ser%C3%A1-preciso-ter-informa%C3%A7%C3%B5es-sobre-sexualidade-e-direitos%E2%80%9D
Matheus Cardoso, fundador do Moradigna.TONI PIRES
Caso 2 - Protagonismo juvenil, superação e 
empreendedorismo social
Matéria “O engenheiro que quer transformar a 
periferia onde cresceu”. Disponível em: link externo.
(Acesso em: 13/07/2020).
1) Não, pois optou por mudar a realidade da 
periferia, acabando por reformar, em primeiro 
lugar, a casa de sua mãe.
2) Os alagamentos em seu bairro e em sua 
casa; a participação de mutirões para 
ajudar moradores do seu bairro vítimas 
de enchentes; o incentivo de sua mãe 
para não desistir dos estudos; a bolsa de 
estudos para o cursinho pré-vestibular e a 
bolsa pelo ProUni, que lhe permitiu cursar 
a universidade; o estágio, cujo contraste de 
realidades o fez refletir sobre a importância 
de mudar a realidade de seu bairro; e a oficina 
de empreendedorismo na universidade, que 
o inspirou na criação de sua empresa. Com 
isso, pode-se concluir que o seu sucesso 
dependeu de como enfrentou dificuldades, 
mas também de oportunidades que recebeu 
ao longo da vida, algo a que nem todos os 
jovens de periferia têm acesso.
PROJETO DE VIDA 159GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 5
https://brasil.elpais.com/brasil/2017/08/22/economia/1503370922_013669.html
Caso 3 - Desigualdade no acesso ao Ensino 
Superior
Matéria “estudante pobre tem só 0,16% de 
chance de estar entre os melhores do Enem” 
Disponível em: link externo. (Acesso em: 
13/07/2020).
1) O percentual do impacto dos fatores 
socioeconômicos no acesso ao Ensino Superior 
é de até 85%. Os indicadores socioeconômicos 
considerados foram: “ [...] cursar o ensino médio 
em colégio municipal ou estadual, não ter carro, 
computador, acesso à internet nem telefone fixo, 
ter frequentado escola com pouca infraestrutura 
(como baixo número de funcionários ou poucos 
equipamentos multimídia) e renda familiar 
inferior a R$ 312 por pessoa”.
2) Os fatores que fizeram com que alguns 
jovens pobres conseguissem estar entre as 
5% melhores notas do ENEM foram: o apoio 
dos pais para a dedicação aos estudos (por 
exemplo, podendo proporcionar a eles tempo 
para realizar um estágio), o estudo por meio 
de videoaulas na internet, o empréstimo de 
computadores e o uso de biblioteca pública 
para estudar.
https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2018-05/cotas-
foram-revolucao-silenciosa-no-brasil-afirma-especialista
PROJETO DE VIDA 160GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 5
https://noticias.r7.com/educacao/estudante-pobre-tem-so-016-de-chance-de-estar-entre-os-melhores-do-enem-18012019
Caso 4 - Cotas raciais no acesso à universidade
Por se tratar de uma matéria mais extensa do que 
as demais, pode-se sugerir aos estudantes que façam 
a leitura apenas até a seção intitulada “Mudanças”.
Matéria “Cotas foram revolução silenciosa 
no Brasil, afirma especialista” Disponível em: link 
externo. (Acesso em: 13/07/2020).
1) A política de cotas possibilitou o aumento 
em 30% do número de negros matriculados 
no ensino superior e o índice de conclusão 
da graduação desse grupo aumentou 
aproximadamente quatro vezesmais, 
crescendo de 2,2%, em 2000, para 9,3% em 
2017.
2) Resposta pessoal. Os estudantes poderão 
destacar dados como o número médio de 
anos de estudo (10 anos para os brancos e 8,2 
anos para os negros), pessoas sem instrução e 
Ensino Fundamental incompleto (33,5% para os 
brancos e 48,9% para os negros), entre outros.
I) Nessa segunda etapa da Atividade 1, forme 
novos grupos, cada um com um integrante dos 
grupos da etapa anterior. A proposta é que eles 
sejam formados por pelo menos um estudante de 
cada um dos casos.
Após cada grupo responder à questão 
solicitada, peça que compartilhem suas respostas. 
Espera-se que reconheçam que todos os casos 
abordam limites e oportunidades na realização de 
um projeto de vida. No que concerne ao primeiro 
caso, a gravidez na adolescência não é apenas 
um fenômeno predominantemente associado 
a uma condição de vulnerabilidade social, mas 
também impõe desafios à realização de um projeto 
de vida, que, embora não sejam intransponíveis, 
dificultam sua realização. Em relação ao segundo 
caso, a condição socioeconômica do jovem impôs 
desafios, ao mesmo tempo que estimulou a busca 
pela realização de seu sonho, mesmo tendo havido 
PROJETO DE VIDA 161GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 5
https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2018-05/cotas-foram-revolucao-silenciosa-no-brasil-afirma-especialista
https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2018-05/cotas-foram-revolucao-silenciosa-no-brasil-afirma-especialista
adaptações ao longo de suas experiências de vida 
devido à tomada de consciência que elas geraram. 
Além disso, a conquista de seus objetivos só foi 
possível devido a oportunidades que o jovem teve e 
ao modo como reagiu positivamente frente a elas, 
com esforço e determinação. Já o terceiro caso 
evidencia o quanto a pobreza pode ser uma barreira 
no acesso ao ensino superior, consequentemente, 
dificultando a mobilidade social que esse nível 
da educação oportuniza. O quarto caso, por fim, 
pauta a desigualdade racial no acesso ao ensino 
superior e demonstra como a política de cotas tem 
representado um mecanismo de correção dessa 
desigualdade histórica, aumentando a oportunidade 
de a população negra acessar o ensino superior e 
ascender socialmente por essa via.
Registrando o aprendizado
Atividade 2
Reproduza o vídeo “O segredo da meritocracia” 
Disponível em: link externo. (Acesso em: 
13/07/2020). 
O conteúdo esperado para cada resposta 
encontra-se a seguir:
PROJETO DE VIDA 162GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 5
https://www.youtube.com/watch?v=YINTTVjBrY4
1) O argumento central do vídeo é que em um 
país com alto índice de desigualdades, como 
é o caso do Brasil, não é possível defender 
o princípio meritocrático de que o sucesso 
é resultado do mérito individual, ou seja, 
que advém tão somente do esforço e de 
capacidades individuais. Isso porque se trata 
de uma corrida na qual as pessoas iniciam a 
partir de diferentes pontos. Entre a população 
há uma enorme desigualdade de oportunidades 
em relação ao acesso à educação, à cultura, à 
saúde, ao lazer, à disponibilidade de capital para 
iniciar um negócio, entre outros fatores que 
interferem na realização de um projeto de vida 
e no sucesso profissional.
2) O vídeo relaciona-se aos casos analisados 
na Atividade 1 ao evidenciar os limites e 
dificuldades impostos por determinadas 
condições sociais (econômicas e raciais, por 
exemplo) para a mobilidade socioeconômica 
e o alcance de objetivos de vida. Ao mesmo 
tempo, pontua que a oferta de oportunidades e 
condições que buscam corrigir desigualdades, 
como é o caso da política de cotas (caso 4) e 
de programas de acesso à universidade (como 
o ProUni mencionado no caso 2), são fatores 
que contribuem para a mobilidade social. 
Além disso, todos os casos abordam, cada um 
por uma perspectiva diferente, a importância 
do acesso à educação para a inclusão social 
e mobilidade socioeconômica, algo que é 
destacado pelo autor do vídeo.
3) Além de oportunidades oferecidas pelo meio 
(como é o caso de políticas públicas de inclusão 
e mobilidade social), é possível mencionar o 
conhecimento dos limites e potencialidades 
de sua realidade, a determinação, o esforço e a 
resiliência (capacidade de resistir à pressão de 
situações adversas e se adaptar a mudanças) 
como capacidades que poderão auxiliar um 
jovem nessas condições. Discuta com os 
estudantes que, quanto mais desenvolverem 
essas habilidades, maiores serão as chances que 
PROJETO DE VIDA 163GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 5
terão para realizarem seus projetos de vida e que, 
apesar das barreiras que certos contextos podem 
oferecer e das dificuldades que delas resultam, é 
possível alcançar seus objetivos de vida.
Vamos falar de educação 
socioemocional?
 Na jornada de amadurecimento das decisões 
profissionais, tão relevante quanto olhar para dentro 
de si, buscando autoconhecimento, é olhar para o 
mundo lá fora, a fim de fazer uma leitura da realidade 
econômica, social e cultural.
RADAR SOCIAL
É a atitude de investigar, compreender e decifrar 
as características e as transformações do mundo 
ao redor.
Apesar de cada vez mais globalizado e 
conectado, o mundo do trabalho tem muitas 
realidades diferentes, dependendo da área 
profissional de interesse. Assim, além da importância 
de orientar os jovens a tomarem consciência de 
suas paixões, motivações, talentos e aptidões, 
torna-se indispensável estimulá-los a analisar 
as oportunidades do momento sócio-histórico, 
correlacionando-as com suas preferências e 
habilidades.
Na sala de aula, o educador deve fomentar o 
autoquestionamento dos estudantes: “Já listaram suas 
motivações, paixões, talentos e aptidões?”, “Agora é 
hora de olhar para sua cidade, estado e país: existe 
PROJETO DE VIDA 164GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 5
alguma graduação ou curso técnico relacionado 
à profissão que deseja seguir?”, “Que profissões 
parecem próximas das suas habilidades e atividades 
de interesse?“, “Como é o dia a dia dos profissionais 
dessa área?”, “Existe mais de uma área de atuação no 
mercado para essa profissão?”, “Que relação vocês 
enxergam entre seus interesses e essas rotinas de 
trabalho?”, “A rotina de trabalho muda de uma cidade 
para outra? Ou de um estado para outro?”
 A ideia central aqui é incentivar os estudantes 
a observarem o funcionamento mais pragmático do 
mundo do trabalho, para além de suas idealizações e 
inferências pessoais. Eles devem conseguir descrever 
e explicar as diferenças entre profissão, área de 
atuação, descrição de função, rotina de trabalho e 
percurso formativo.
 Dessa forma, demonstra-se a relevância de 
estar conectado com as características e dinâmicas 
da realidade das diversas áreas de atuação, 
enfatizando para eles que os conhecimentos 
acadêmicos exigidos num determinado exercício 
profissional, nem sempre têm relação direta com 
a rotina de trabalho ou com as necessidades do 
mercado.
 O educador deve trazer exemplos de 
profissionais, carreiras e empreendedorismo para 
explicitar aos estudantes como o autoconhecimento 
precisa do conhecimento das profissões, das 
áreas de atuação e das demandas da realidade 
sociocultural para proporcionar sentido prático em 
relação às escolhas e aos interesses pessoais.
Que tal aprender mais?
PROJETO DE VIDA 165GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 5
Meritocracia e Desigualdades
Nessa matéria, Sidney Chalhoub, professor 
titular colaborador do Instituto de Filosofia e 
Ciências Humanas (IFCH) da Unicamp e docente 
do Departamento de História da Universidade 
de Harvard (EUA), discute como a meritocracia 
é um mito que contribui para a reprodução das 
desigualdades sociais no Brasil.
Disponível em: link externo. (Acesso em: 
13/07/2020).
Clique aqui para acessar o material do estudante em pdf
Clique aqui para acessar o Material do Estudante Editável
Referências Bibliográficase sentimentos – se diferencia do seu 
mundo externo – comportamentos e ações.
 Quando seus pensamentos e sentimentos 
PROJETO DE VIDA 13GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 1
estão integrados com seus comportamentos e 
ações, sua autoestima apresenta congruência.
CONGRUÊNCIA
É o sentimento de que seu mundo interno - 
pensamentos e sentimentos - estão em harmonia 
com seu mundo externo - comportamentos e 
ações.
Quando uma pessoa sente que seu 
comportamento e suas ações refletem quem ela é, 
como pensa e se percebe, expressando sua verdade 
e autenticidade, ela está congruente com sua 
natureza.
 Por outro lado, quando seus pensamentos 
e sentimentos apontam para uma direção e seus 
comportamentos e ações apontam para outra, sua 
autoestima apresenta incongruência: sentimento 
de desencaixe entre como você se enxerga e como 
reconhece que é percebido.
 Na sala de aula, uma prática bem útil é 
estimular os alunos a identificarem seu PENSAR e seu 
SENTIR, mostrando que cada um deles reflete uma 
parte de quem somos.
Vamos a alguns exemplos:
Aponte para a cabeça do aluno e pergunte “O 
que tá passando aí dentro?”. Exercício que estima 
identificação do PENSAR.
E, em seguida, sintetize a resposta do aluno, 
nomeando aquilo como um pensamento:
“Ah, então o seu PENSAR é que....”
Para identificar o SENTIR, pergunte “O que tá 
passando aí dentro?” apontando para o coração, 
respiração, ou alguma parte do corpo que aparente 
estar exaltada.
PROJETO DE VIDA 14GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 1
E, em seguida, sintetize a resposta do aluno, 
nomeando aquilo como um sentimento:
“Que legal, então o seu SENTIR é como se....”
Que tal aprender mais?
O autoconceito de adolescentes escolares.
Neste artigo, as autoras apresentam os 
resultados de uma pesquisa sobre autoestima 
desenvolvida com adolescentes estudantes do 
Ensino Médio da cidade de João Pessoa (PB), que 
avaliou a automestima em relação às variáveis 
sexo, idade e tipo de escola (públicas ou privadas).
SALDANHA, A. A. W.; OLIVEIRA, I. C. V.; AZEVEDO, 
R. L. W. O autoconceito de adolescentes escolares. 
Ribeirão Preto, Paidéia, v.21, n.48, p.9-19, 2011.
Clique aqui para acessar o material do estudante em pdf
Clique aqui para acessar o Material do Estudante Editável
Referências Bibliográficas
DAMON, William; HART, Daniel. Self-understanding in childhood and 
adolescence. Cambridge University Press, 1988.
DANZA, Hanna Cebel. Conservação e mudança dos projetos de vida 
de jovens: um estudo longitudinal sobre educação em valores. Tese 
de doutorado. Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. 
São Paulo, 2019.
HARTER, S. The construction of the self: developmental and 
sociocultural foundations. Guilford Publications, 2012.
SALDANHA, A. A. W.; OLIVEIRA, I. C. V.; AZEVEDO, R. L. W. O 
autoconceito de adolescentes escolares. Ribeirão Preto, Paidéia, v.21, 
n.48, p.9-19, 2011.
SILVA, Marco Antonio Morgado da. Integração de valores morais às 
representações de si de adolescentes. 2020. 231 f. Tese (Doutorado 
em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade de São Paulo, 
São Paulo, 2020.
PROJETO DE VIDA 15GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 1
https://drive.google.com/file/d/1vLN1aFzPcnqhALUQpL7TpVNuDCWijSj5/view?usp=sharing
https://drive.google.com/file/d/1KvA10o2cZAMxrGachf3BeWfOJNZ1g80r/view?usp=sharing
PROJETO DE VIDA 
GUIA DO EDUCADOR
TEMA: AUTOESTIMA
TÍTULO: AUTOESTIMA, AUTOCUIDADO 
E CUIDADO COM O OUTRO
2º ANO 
TEMA 1 
AULA 2
O que faremos hoje?
Bloco 1 Autoconhecimento e Identidade
Tema Autoestima
Competências 
gerais da BNCC
8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e 
emocional, compreendendo-se na diversidade humana e 
reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e 
capacidade para lidar com elas.
9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a 
cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao 
outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização 
da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, 
identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de 
qualquer natureza.
Habilidades de 
Projeto de Vida
Compreender que a autoestima é influenciada por fatores 
subjetivos e socioculturais e ser capaz de elaborar uma 
representação positiva de si mesmo. 
Reconhecer e valorizar o autoconhecimento como um 
procedimento que possibilita a autorregulação e a definição de um 
projeto de vida.
Exercitar e praticar a tomada de perspectiva e a empatia para 
reconhecer e compreender as ideias, pensamentos, sentimentos e 
comportamentos alheios. 
Objeto de 
conhecimento Autoestima, autocuidado e cuidado com o outro 
Tempo de aula 120 minutos
PROJETO DE VIDA 16GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 2
O que dizem os estudiosos?
O ser humano é um ser social, ou seja, que 
depende de outros indivíduos para viver. Desde a 
infância, à medida que as pessoas vão enunciando 
características que nos correspondem - como ser 
alto, esperto, teimoso ou tímido - vamos elaborando 
nossa imagem mental, com isso, 
a construção do eu se dá por meio 
da interação com o outro
(PIAGET, 1953/2015; 1970/1996; MARKUS; WURF, 1987; LEME, 2004; 
HARTER, 2012). 
Constantemente, buscamos a aprovação do 
outro para as nossas atitudes e comportamentos, pois 
esta é uma maneira de assegurar e reforçar quem 
somos. Chamamos tal necessidade de espelhamento, 
utilizamos o outro como nosso espelho.
Se a opinião alheia é importante para a 
formação do eu, claro que isso impacta na 
autoestima. O ponto chave é aprender a filtrar 
aquilo que afeta negativamente nossa autoestima e 
potencializar aquilo que temos de melhor. Lembre-
se de que autoestima é um conjunto de atitudes 
para consigo mesmo, dinâmico e não permanente, 
PROJETO DE VIDA 17GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 2
variando conforme as situações encontradas ao 
longo da vida. Portanto, podemos modificar a 
maneira como nos valorizamos, bem como ajudar os 
outros a se valorizarem mais.
Como é que se faz?
Organizando a aula
Para as atividades do dia, será necessário um 
saco (ou uma caixa) e folhas de papel sulfite. Inicie 
a aula apresentando aos estudantes as habilidades 
e o conteúdo central das atividades. Peça para que 
disponham as mesas e cadeiras em um grande 
semicírculo a fim de facilitar as discussões.
Despertando o interesse
 Solicite que os estudantes respondam SIM 
ou NÃO para a questão disparadora em um papel 
avulso. Recolha as respostas e contabilize-as na 
lousa. O objetivo de tornar evidente quantos estão 
satisfeitos consigo mesmos e quantos não estão 
é que eles possam identificar-se nos sentimentos 
alheios, parecidos com os seus (seja com autoestima 
positiva ou negativa), fomentando uma rede de apoio 
.
Construindo conhecimentos
Atividade 1
Leia coletivamente a atividade, a fim de 
esclarecer possíveis dúvidas no preenchimento 
da escala. Deixo-os respondê-la individualmente. 
PROJETO DE VIDA 18GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 2
Em seguida, em duplas, peça que discutam suas 
respostas, atentando para os pontos que têm em 
comum e para aqueles que divergem. Estimule-os a 
ouvir o colega com respeito e empatia, lembrando 
que a opinião alheia interfere da construção da 
autoestima.
Ao final, abra a discussão com a turma 
toda. Reflita com eles sobre cada item da escala, 
pedindo para alguns justificarem suas respostas. É 
importante ficar atento aos sentimentos que possam 
surgir. Acolha-os e ajude-os a identificar suas 
potencialidades. Reforce que a autoestima não é um 
estado permanente, que ela varia ao longo da vida e 
de situações, portanto, eles podem criar estratégias 
para melhorar a imagem que fazem de si.
Segue o gabarito para auxiliá-lo na discussão:
a) Resposta pessoal.
b) Resposta pessoal. Os estudantes podem 
apontar como fatores que interferem na 
autoestima características da personalidade 
(como timidez, procrastinação, proatividade,COSTA RIBEIRO, Carlos Antonio. Classe, Raça e Mobilidade Social no 
Brasil. DADOS. Revista de Ciências Sociais, Rio de Janeiro, Vol. 49, 
no 4, 2006, p. 833 a 873. Disponível em: https://www.redalyc.org/
pdf/218/21849406.pdf. Acesso em: 07/05/2019.
VELHO, Gilberto. Projeto e metamorfose: antropologia das sociedades 
complexas. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003.
PROJETO DE VIDA 166GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 5
https://www.unicamp.br/unicamp/ju/noticias/2017/06/07/meritocracia-e-um-mito-que-alimenta-desigualdades-diz-sidney-chalhoub
https://drive.google.com/file/d/1AKPJO82pgPdnWu4mpn38SlUnbgLJMLE6/view?usp=sharing
https://docs.google.com/document/d/1A13NDsoL_UxDzD-aDif9vpl-INvHnB85mG6eDPDx1eE/edit?usp=sharing
PROJETO DE VIDA 
GUIA DO EDUCADOR
TEMA: CAMPO DE POSSIBILIDADES 
E ESCOLHA PROFISSIONAL
TÍTULO: TOMADA DE CONSCIÊNCIA 
SOBRE AS ESCOLHAS
2º ANO 
TEMA 3 
AULA 6
O que faremos hoje?
Bloco 3 Escolha e planejamento
Tema Campo de possibilidades e escolha profissional
Competências 
gerais da BNCC
6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e 
apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem 
entender as relações próprias do mundo do trabalho, fazendo 
escolhas alinhadas
ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, 
autonomia, consciência crítica e responsabilidade.
8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e 
emocional, compreendendo-se na diversidade humana e 
reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e 
capacidade para lidar com elas. 
9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a 
cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao 
outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da 
diversidade de indivíduos e de grupos sociais, de seus saberes, 
identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de 
qualquer natureza.
Habilidades de 
Projeto de Vida
Reconhecer os fatores pessoais e sociais que interferem na tomada 
de decisões e fazer escolhas que impactam a vida pessoal e/ou 
coletiva de forma autônoma, criteriosa e ética.
Conhecer e desenvolver procedimentos de planejamento, 
execução e acompanhamento de ações para o cumprimento de 
objetivos e metas de curto, médio e longo prazo, nos âmbitos 
pessoal e coletivo.
Sistematizar interesses, habilidades, conhecimentos e 
oportunidades relativos às possibilidades e aspirações futuras, com 
vistas a elaborar e utilizar estratégias para superar dificuldades e 
buscar a realização de objetivos com determinação e resiliência.
PROJETO DE VIDA 167
Objetos de 
conhecimento Tomada de consciência sobre as escolhas
Materiais Ficha de Atividades
O que dizem os estudiosos?
O planejamento é parte fundamental no 
desenvolvimento e realização de um projeto de vida. 
No entanto, muitas vezes, um projeto pode sofrer 
transformações e ajustes ao longo do tempo, em 
função de mudanças de interesse, de mudanças no 
contexto onde pretendemos atuar, de imprevistos 
que fogem ao nosso controle, entre outros fatores. 
Por tal razão, 
um projeto de vida não pode 
ser considerado algo rígido e 
imutável. 
Muito embora um projeto de vida, para que seja 
assim denominado, pressuponha certa estabilidade 
e consistência temporal, isso não significa que não 
possa comportar planos alternativos e não deva 
estar aberto a desvios de percurso. Ao contrário, a 
abertura para o novo também é parte do projeto de 
vida, pois permite que o sujeito o adapte a mudanças 
pessoais e conjunturais e, por vezes, modifique-o 
(MACHADO, 2006). Ademais, 
a abertura para o novo e a 
antecipação de imprevistos 
permitem ao sujeito contornar 
PROJETO DE VIDA 168
obstáculos e dificuldades, traçar 
novos rumos e adaptá-lo às 
circunstâncias e imprevistos, na 
medida de suas possibilidades e 
das oportunidades que o meio 
lhe oferece. 
Para isso, é fundamental criar condições para 
que os jovens adquiram e coloquem em prática 
habilidades como a flexibilidade, a resiliência, a 
elaboração de planos alternativos e, é claro, a 
persistência em relação a seus projetos de vida.
Como é que se faz?
Organizando a aula
Entregue a ficha de atividades dessa aula 
(Reconstruindo a Roda da Vida) e solicite que 
os estudantes se distribuam pela sala de aula, 
buscando um lugar cômodo para trabalharem 
individualmente. Como o exercício dessa aula 
é reflexivo, permita que eles se acomodem da 
maneira que lhes for mais pertinente, sentando-se 
nas cadeiras, ou no chão da sala de aula, nas fileiras 
ou fora delas. O mais importante é que eles possam 
ter um momento de introspecção.
Despertando o interesse
Peça para um dos estudantes iniciar a leitura do 
texto de abertura na ficha, que explica a necessidade 
de planejar a realização de objetivos, prever desvios 
e fazer reformulações que acompanhem não apenas 
as mudanças interiores de cada jovem, mas também 
PROJETO DE VIDA 169
aquelas de contexto e oportunidades. Discuta com 
a turma como eles se sentem em relação a esses 
aspectos. Estimule-os, fazendo perguntas como: 
Saber que nem tudo está determinado gera mais 
tranquilidade ou ansiedade em vocês? Por quê? 
Alguém tem um sentimento diferente diferente? Como 
podemos fazer para lidar com esses sentimentos?
Construindo conhecimentos
Atividade 1
Após essa roda de discussão, solicite que eles 
realizem a atividade 1, que consiste em refletir sobre 
a roda da vida elaborada na primeira aula desse tema 
e avaliar se algo nela mudou.
Atividade 2
Depois, peça para que eles realizem a atividade 
2, que consiste em escolher uma das áreas da roda 
da vida que consideram que possa lhes propiciar 
mais satisfação, a fim de elaborar um planejamento 
com objetivos claros e bem delimitados para que 
possam conquistá-los.
Registrando o aprendizado
Atividade 3
Para a última atividade desta aula, peça para 
que os estudantes sentem-se em duplas e discutam 
a roda da vida e o planejamento que fizeram 
com um colega. Informe-os de que o objetivo 
dessa troca é que possam ajudar uns aos outros 
a tomar consciência sobre a adequação de seus 
planejamentos, entre outros aspectos que podem 
surgir durante a conversa. Reforce que, às vezes, 
ouvindo um colega falar sobre seus objetivos eles 
podem refletir sobre pontos que ainda estavam 
obscuros em suas reflexões pessoais.
PROJETO DE VIDA 170
Ao final da aula, peça para que cada estudante 
faça uma lista de aspectos que aprendeu ao longo 
do tema 3, com ênfase no tema dos objetivos que 
desejam conquistar.
Vamos falar de educação 
socioemocional?
Somos seres eminentemente sociais. Isso 
significa que precisamos uns dos outros para 
crescer, amadurecer, aprender e progredir. Por 
isso, o processo de se tornar independente pode 
ser tão desafiador.
Dessa forma, na mesma medida em que o 
relacionamento com o outro é essencial para nos 
desenvolvermos social e emocionalmente, precisamos 
minimizar gradativamente a influência deles sobre 
nossas decisões, atitudes e comportamentos para 
alcançarmos o estágio da autonomia.
PROJETO DE VIDA 171
AUTONOMIA
É a capacidade de reconhecer suas necessidades 
pessoais e transformar a realidade, tomando 
decisões de acordo com sua própria vontade, 
liberdade, prioridades e poder de escolha.
Pessoas autônomas são capazes de se 
comportar na vida levando em conta suas 
necessidades e interesses pessoais, sem 
desconsiderar as necessidades, interesses e, em 
último nível, a integridade das demais pessoas 
do grupo. Aqui, necessidades comuns são: afeto, 
segurança, aprovação, realização.
Ser autônomo é ter clareza do que somos 
capazes de dar e oferecer para a rede de pessoas 
que precisam de nós, assim como ter clareza do que 
precisamos receber dessas pessoas para crescemos 
como indivíduos e como grupo.
Na sala de aula, o educador deve orientar 
os estudantes a diferenciarem suas necessidades 
individuais dos interesses e expectativas dos outros: 
“Essa escolhapretende satisfazer verdadeiramente 
você ou sua família?”, “Essa decisão mostra o que 
você espera de si mesmo ou o que as pessoas 
importantes da sua vida esperam?”, “Você consegue 
separar quais são seus desejos, sonhos e expectativas 
dos da sua família?”, “O que acontece se você 
descobrir que sua vontade mais íntima discorda da 
opinião de pessoas importantes para você?”.
Para incentivar o desenvolvimento da autonomia 
dos estudantes, especialmente no cenário das 
escolhas do projeto de vida, é patente a identificação 
e o estabelecimento de limites e fronteiras entre o 
que é exigido ou solicitado de cada um e o que se 
revela realmente como prioritário para atender e 
satisfazer às suas demandas pessoais.
Afinal, dependência emocional acontece 
PROJETO DE VIDA 172
quando a pessoa coloca as necessidades e interesses 
das outras pessoas, ou de algumas pessoas em 
especial, como é o caso de membros da família e 
da rede de apoio social próxima, acima das suas 
próprias necessidades e interesses.
Que tal aprender mais?
Página web do Prof. Nilson Machado
Nessa página da web o docente da Faculdade de 
Educação da Universidade de São Paulo, disponibiliza 
palestras, vídeo aulas, textos e outros materiais sobre 
a prática docente, ética e muitos outros temas. Vale a 
pena conferir. Disponível em: link externo.
(Acesso em: 20/07/2020).
Clique aqui para acessar o material do estudante em pdf
Clique aqui para acessar o Material do Estudante Editável
Referências Bibliográficas
MACHADO, Nílson José. Educação, projetos e valores. São Paulo: 
Escrituras, 2006.
PROJETO DE VIDA 173
https://www.nilsonjosemachado.net/palestras-recentes
https://drive.google.com/file/d/1SkAK5GZuYdjliOUJUHSENf2h6PQ2X9wZ/view?usp=sharing
https://drive.google.com/file/d/1V8MI-ka21sgJGovsDZftaon3feLtwTAt/view?usp=sharing
RUBRICAS 
AVALIAÇÃO EM 
PROJETO DE VIDA
2º ANO 
TEMA 3 
2º ANO BLOCO: Escolha e Planejamento TEMA: Campo de possibilidades e 
escolha profissional
Para que o projeto de vida seja elaborado e 
para que o jovem seja capaz de empreender ações 
que visem realizá-lo, é de fundamental importância 
que conheça as carreiras profissionais, conheça seu 
campo de possibilidades de inserção e atuação, bem 
como desenvolva e coloque em prática estratégias 
de planejamento e execução das ações necessárias 
para alcançar seus objetivos.
I
Não atendeu às 
expectativas de 
aprendizagem.
II
Atendeu 
parcialmente às 
expectativas de 
aprendizagem.
III
Atendeu a maioria 
das expectativas 
de aprendizagem
IV
Atendeu todas as 
expectativas de 
aprendizagem.
ESCOLHA E 
PLANEJAMENTO
Não reconhece 
os diferentes 
propósitos das 
profissões, 
não os articula 
aos próprios 
interesses e 
não avança em 
direção à escolha 
profissional.
Reconhece 
os diferentes 
propósitos das 
profissões, 
articula-os 
aos próprios 
interesses, 
avançando em 
direção à escolha 
profissional mas 
não estabelece 
critérios para fazer 
escolhas que 
ampliem o campo 
de possibilidades.
Reconhece 
os diferentes 
propósitos das 
profissões, 
articula-os 
aos próprios 
interesses, 
avançando em 
direção à escolha 
profissional 
e estabelece 
critérios para fazer 
escolhas que 
ampliem o campo 
de possibilidades, 
mas não 
planeja metas e 
estratégias para 
realizar objetivos 
profissionais.
Reconhece 
os diferentes 
propósitos das 
profissões, 
articula-os 
aos próprios 
interesses 
avançando em 
direção à escolha 
profissional, 
estabelece 
critérios para fazer 
escolhas que 
ampliem o campo 
de possibilidades 
e planeja metas e 
estratégias para 
realizar objetivos 
profissionais.
COMENTÁRIOS 
DO ESTUDANTE
COMENTÁRIOS 
DO EDUCADOR
 
Clique aqui para baixar a ficha de avaliação
PROJETO DE VIDA 174GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 3 | AULA 6
https://docs.google.com/document/d/1-pTLmTNvLnbioq7BazkxfpGuNatnzyA7bucvF5PjTgg/edit?usp=sharing
PROJETO DE VIDA 
GUIA DO EDUCADOR
TEMA: TRANSFORMAÇÃO SOCIAL
TÍTULO: PAPEL DO JOVEM NA 
TRANSFORMAÇÃO SOCIAL, PERFIL DE 
COMPORTAMENTO SOBRE PROJETO DE VIDA, 
FONTES E ESTRATÉGIAS PARA A CONSTRUÇÃO 
DE PROJETOS DE VIDA
2º ANO 
TEMA 4 
AULA 1
O que faremos hoje?
Bloco 4 Engajamento e Transformação
Tema Transformação social
Competências 
gerais da BNCC
1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos 
sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e 
explicar a realidade, continuando a aprender e a colaborar para a 
construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.
6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e 
apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem 
entender as relações próprias do mundo do trabalho, fazendo 
escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto 
de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e 
responsabilidade.
8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e 
emocional, compreendendo-se na diversidade humana e 
reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e 
capacidade para lidar com elas. 
10. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, 
flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com 
base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e 
solidários.
Habilidades de 
Projeto de Vida
Conhecer diferentes perfis de comportamento e fontes de projetos 
de vida, e reconhecendo o próprio perfil e fonte de projeto de vida. 
Propor estratégias para a construção dos projetos de vida.
PROJETO DE VIDA 175GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 1
Objetos de 
conhecimento
Papel do jovem na transformação social, perfil de comportamento 
sobre projeto de vida, fontes e estratégias para a construção de 
projetos de vida.
Materiais 
Matéria do Nexo Jornal: “Maio de 1968: as origens e os ecos do 
movimento” impressa para cada grupo de quatro estudantes ou 
acessada via internet.
Tempo de aula 120 minutos
O que dizem os estudiosos?
William Damon, importante estudioso dos 
projetos de vida de adolescentes, encontrou 
em um de seus estudos (2009) quatro perfis de 
comportamento relativos à construção dos projetos 
de vida: os desengajados, os sonhadores, os 
superficiais e os que têm projetos de vida. Embora tal 
estudo tenha sido realizado com jovens nos Estados 
Unidos, esses perfis parecem fazer sentido ao nos 
depararmos com a forma como os jovens brasileiros 
respondem a perguntas relativas ao que desejam 
para suas vidas futuras. Os jovens desengajados não 
sabem o que desejam para suas vidas e não fazem 
qualquer tipo de esforço para buscar algo com que 
se engajar. Alguns são apáticos e desinteressados, 
outros buscam apenas o prazer pessoal em 
atividades cotidianas, como estar com os amigos, 
ir a festas ou fazer compras. Os jovens sonhadores 
desejam muitas coisas para a sua vida futura e esses 
desejos são carregados de sentido pessoal. Contudo, 
não se engajam em atividades que permitam 
sua concretização, de modo que suas intenções 
carecem de planos práticos para que sejam realistas. 
Os jovens superficiais se engajam em atividades que 
parecem estar vinculadas a algum tipo de propósito 
para a sua vida presente, mas não em atividades que 
lhes permitam ter o futuro que almejam. 
PROJETO DE VIDA 176GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 1
Os jovens que têm projetos de 
vida, por sua vez, encontraram 
algo para se dedicar que 
consideram significativo, 
sustentam esse interesse com 
o passar do tempo, têm clareza 
acerca do que é necessário fazer 
para atingir esses objetivos e já 
se comprometem em realizar as 
atividades possíveis no momento 
presente.
Conhecer esses perfis contribui para que os 
jovens tomem consciência das diversas maneiras 
de se lidar com o futuro, procurando identificar o 
que é preciso fazer para construir um projeto de 
vida e transformar a própria realidade por meio do 
engajamento em ações concretas.
Como é que se faz?
Organizando a aula
Essa é a primeira aula do tema Transformação 
social,do Bloco 4. Engajamento e Transformação. 
Apresente-o aos estudantes, expondo que, ao longo 
das próximas seis aulas, eles serão convidados a 
refletir sobre como seus projetos de vida podem 
mudar a própria realidade e a dos demais, caso eles 
se engajem em atividades que visem à concretização 
dessas mudanças. Depois, solicite que eles formem 
grupos de até quatro estudantes para realizar as 
atividades dessa aula.
PROJETO DE VIDA 177GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 1
Despertando o interesse
Entregue a cada grupo de estudantes a matéria 
“Maio de 1968: as origens e os ecos do movimento”, 
publicada pelo Nexo Jornal e disponível no link abaixo.
link externo. (Acesso em 20/07/2020).
Solicite que eles leiam a matéria em grupos e, 
depois, que se voluntariem para comentar o tema 
abordado e responder oralmente às perguntas 
disparadoras disponíveis na Ficha de Atividades 
dessa aula (Aula 1 - O que o jovem quer da vida?). 
Espera-se que os estudantes percebam que o 
movimento conhecido como “Maio de 1968” reuniu 
jovens que estavam insatisfeitos com os valores e o 
conservadorismo da sociedade francesa da época e 
que lutaram pela transformação social para construir 
uma sociedade mais justa e menos individualista.
Construindo conhecimentos
Atividade 1
Leia junto com os estudantes o enunciado da 
atividade 1. Promova uma roda de discussão sobre 
a imagem da juventude em meados da década 
de 1960 e da juventude atual. Estimule que eles 
apresentem suas percepções sobre como os veículos 
de comunicação os retratam e se eles se identificam 
com o estereótipo de apatia, individualismo e/
ou imediatismo. Questione se eles percebem a 
existência de um padrão geral de comportamento 
mais ou menos engajado com a transformação 
social. Não deixe de problematizar que atualmente 
se fala muito em “juventudes” no plural, para designar 
a diversidade de modos de vida e visões de mundo 
existentes nesse grupo.
Atividade 2
Leia com os estudantes o enunciado da 
atividade 2 e explique que eles farão um estudo 
PROJETO DE VIDA 178GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 1
https://www.nexojornal.com.br/explicado/2018/05/05/Maio-de-1968-as-origens-e-os-ecos-do-movimento
sobre oito casos diferentes de jovens e o que eles 
desejam para suas vidas. O objetivo da atividade 
é que eles possam identificar quais relatos 
correspondem à classificação proposta por William 
Damon sobre os comportamentos em relação ao 
projeto de vida (jovens desengajados, sonhadores, 
superficiais e que têm projetos de vida). Em um 
segundo momento, eles deverão apresentar quais 
são os aspectos desses relatos que poderiam inspirar 
a construção de projetos, atuando como fontes 
de projetos de vida. Por fim, eles deverão propor 
estratégias para que cada um dos jovens dos casos 
possa construir um projeto de vida que esteja de 
acordo com a definição proposta por Damon. Abaixo 
apresentamos uma possibilidade de gabarito para 
essa atividade:
Relato 1
a) Sonhador.
b) Convivência, Relações interpessoais (família e 
amigos).
c) Objetivos claros, estratégias e engajamento 
para concretizá-los.
Relato 2
a) Projeto de vida.
b) Saúde mental, bem-estar físico e psicológico, 
espiritualidade.
PROJETO DE VIDA 179GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 1
c) Já é um projeto de vida, mas deve manter-
se engajada na realização das estratégias que 
elaborou para atingir seus objetivos.
Relato 3
a) Desengajado.
b) Não apresenta possibilidades de fontes de 
projeto de vida.
c) Uma fonte que lhe conceda propósito, 
objetivos claros, estratégias e engajamento para 
atingir seus objetivos.
Relato 4
a) Superficial.
PROJETO DE VIDA 180GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 1
b) Conhecimento, ciência, estudos.
c) Objetivos de longo prazo, estratégias e 
engajamento para conquistá-los.
Relato 5
a) Projeto de vida.
b) Criação, inovação, carros.
c) Já é um projeto de vida, mas deve manter-
se engajada na realização das estratégias que 
elaborou para atingir seus objetivos.
Relato 6
a) Desengajado.
b) Não apresenta possibilidades de fontes de 
projeto de vida.
c) Uma fonte que lhe conceda propósito, 
objetivos claros, estratégias e engajamento para 
atingir seus objetivos.
Relato 7
a) Sonhador.
b) Mudar o mundo, transformação social.
c) Objetivos claros, estratégias e engajamento 
para concretizá-los.
Relato 8
a) Superficial.
b) Esporte, saúde física.
PROJETO DE VIDA 181GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 1
c) Objetivos de longo prazo, estratégias e 
engajamento para conquistá-los.
 
Registrando o aprendizado
Atividade 3
Após a discussão sobre os casos apresentados, 
solicite que os estudantes perguntem a si mesmos 
o que eles querem para sua vidas. Peça para que 
reservem alguns minutos de introspecção para 
refletir sobre os aprendizados da aula de hoje e a 
relação que estabelecem com suas perspectivas 
pessoais para o futuro. Após a reflexão individual, 
oriente para que eles respondam a atividade 3, da 
Ficha de Atividades, com o maior detalhamento 
possível. Ao final da aula, pergunte se alguns 
estudantes desejam compartilhar suas reflexões e o 
que eles aprenderam sobre si mesmos.
Vamos falar de educação 
socioemocional?
 O ser humano é um ser social. Por isso, está 
sempre envolvido em alguma relação. Pode ser 
uma relação com algum familiar, de onde emergem 
papéis sociais como o de filho, pai, mãe, irmão etc.
 Também pode ser uma relação com a 
comunidade, de onde emergem papéis sociais como 
o de vizinho, síndico, religioso, líder comunitário... 
Pode, ainda, ser uma relação com atividades da vida, 
de onde emergem papéis como o de músico, atleta, 
cantor, humorista... Por fim, pode ser uma relação 
com o trabalho, de onde emergem papéis sociais 
como o de estudante, colega de sala, monitor, 
docente e por aí vai.
PROJETO DE VIDA 182GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 1
PAPEL SOCIAL
É toda forma de interação social que usamos para 
realizar alguma atividade ou para construir algum 
relacionamento na vida.
 No fim do dia, somos todos uma grande 
combinação de vários papéis sociais, e isso é 
importante porque nos ajuda a entender quem 
somos e como nossa identidade vai se formando. 
É por meio de nossos papéis sociais que somos 
enxergados, reconhecidos e avaliados pela 
sociedade. E é a partir desse reconhecimento social 
que nossa Identidade começa a ser formada.
 Quando analisamos as relações sociais das 
quais fazemos parte, bem como as atividades que 
praticamos ao longo do nosso cotidiano, temos a 
chance de entender e decidir qual é nosso papel 
no mundo. Às vezes, descobrimos que estamos 
colocando nosso foco, esforço e energia em áreas, 
atividades e relacionamentos que nos afastam de 
nossos objetivos e sonhos.
 Na sala de aula, o educador deve orientar os 
estudantes a mapearem seus papéis sociais e a 
refletirem sobre o impacto da prática de cada um 
deles em sua vida: “Quais os papéis sociais mais 
importantes que você pratica na sua vida hoje?”, 
“Coloquem uma pontuação para o esforço e energia 
que investem em cada um deles.”, “Esse investimento 
está compatível com seus sonhos e objetivos?”, 
“Que papel você deveria deixar de exercer para ficar 
mais perto da pessoa que você quer ser/se tornar?”, 
“Que papel está faltando na sua vida hoje, para que 
você fique mais perto de realizar seus sonhos e 
objetivos?”, “O que seus papéis estão mostrando para 
as pessoas importantes do seu convívio?”, “Eles estão 
mostrando como você gostaria de contribuir para 
transformar o mundo?”.
PROJETO DE VIDA 183GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 1
 A ideia central aqui é ajudar os estudantes a 
tomarem consciência de como estão distribuindo seu 
tempo, energia e dedicação pessoal entre seus papéis 
sociais, ficando mais aptos a descobrir se estão mais 
próximos ou distantes de seus projetos de vida.
Que tal aprender mais?
Projeto de vida - IntroduçãoNeste vídeo promovido pela Frente de Currículo 
e Novo Ensino Médio do Consed (Conselho Nacional 
de Secretários da Educação), a pesquisadora 
especialista em projetos de vida, Profa. Dra. Hanna 
Cebel Danza, explica seis tipos de comportamento 
relacionado à construção dos projetos de vida que 
contribuem para uma compreensão mais ampla 
sobre o perfil dos jovens brasileiros.
link externo. (Acesso em 20/07/2020).
Clique aqui para acessar o material do estudante em pdf
Clique aqui para acessar o Material do Estudante Editável
Referências Bibliográficas
DAMON, William. O que o jovem quer da vida? Como pais e docentes 
podem orientar os adolescentes. São Paulo: Summus, 2009.
PROJETO DE VIDA 184GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 1
https://www.youtube.com/watch?v=NYFFc4HcPBM&t=21s
https://drive.google.com/file/d/1o3KN7GsPK8RAO0jjiWKq387MlkJaqGKK/view?usp=sharing
https://drive.google.com/file/d/1QDXLLjiwu0AcNEWrGFf_c94wo-9PbQ-e/view?usp=sharing
PROJETO DE VIDA 
GUIA DO EDUCADOR
TEMA: TRANSFORMAÇÃO SOCIAL
TÍTULO: PROTAGONISMO JUVENIL
2º ANO 
TEMA 4 
AULA 2 
O que faremos hoje?
Bloco 4 Engajamento e Transformação
Tema Transformação social
Competências 
gerais da BNCC
1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos 
sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e 
explicar a realidade, continuando a aprender e a colaborar para a 
construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.
6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e 
apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem 
entender as relações próprias do mundo do trabalho, fazendo 
escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto 
de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e 
responsabilidade.
Habilidades de 
Projeto de Vida
Conhecer e valorizar iniciativas individuais e coletivas que podem 
ser consideradas ética e moralmente exemplares, avaliar seus 
impactos nos indivíduos e na sociedade, bem como identificar sua 
integração aos projetos de vida de seus agentes
Objetos de 
conhecimento Protagonismo Juvenil
Materiais 
Recursos para a reprodução de vídeo disponível na internet
Folhas avulsas
Tempo de aula 120 minutos
PROJETO DE VIDA 185GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 2
O que dizem os estudiosos?
Protagonista é um termo cuja origem 
etimológica vem da palavra grega protagonistés 
(proto= primeiro; agonistes= ator), usada em 
referência ao ator principal do teatro grego ou à 
pessoa que desempenhava o papel principal em um 
acontecimento.
O conceito de protagonismo 
juvenil refere-se à participação 
ativa de jovens em instâncias 
de tomada de decisão e em 
ações que visem atender às suas 
necessidades, ao enfrentamento 
de situações reais e à resolução de 
problemas, 
seja no âmbito escolar, da comunidade ou da 
sociedade em sentido mais amplo (COSTA, 1999; 
FERRETI; ZIBAS; TARTUCE, 2004).
O protagonismo juvenil, direcionado ao 
enfrentamento de situações que afetam direta ou 
indiretamente as juventudes, propicia sua inserção no 
mundo adulto em face a suas complexas demandas. 
Contribui, dessa forma, com o desenvolvimento do 
senso de solidariedade, de responsabilidade e com 
o compromisso social. Além disso, colabora com a 
construção da autonomia intelectual e moral, bem 
como com a capacidade de lidar com desafios e 
de propor e colocar em prática estratégias para a 
resolução de problemas reais e complexos.
PROJETO DE VIDA 186GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 2
Como é que se faz?
Organizando a aula
Para a realização desta aula, será necessário 
disponibilizar aos estudantes folhas de papel avulsas. 
Caso seja possível aos estudantes acessarem a 
internet, devem-se disponibilizar dispositivos 
eletrônicos por meio do qual irão acessar os textos 
e vídeos utilizados na aula. Caso contrário, sugere-
se imprimir os textos antes da aula. Os textos estão 
disponíveis nos links apresentados na Atividade 2.
Despertando o interesse
Antes de entregar a ficha da aula aos estudantes, 
realize a atividade introdutória, apresentando a 
origem etimológica da palavra protagonista e 
discutindo as duas questões, presentes no material 
do estudante. Recomenda-se que essa aula seja 
articulada ao projeto interdisciplinar, podendo 
ser utilizada como primeira aula do projeto. 
Após a leitura da origem etimológica da palavra 
“protagonista”, permita que alguns estudantes 
exponham suas respostas às questões disparadoras. 
Explore com os estudantes em quais âmbitos da 
vida (familiar, escolar, comunitário, social, etc.) 
eles consideram que desempenham um papel de 
protagonistas. Pergunte quais deles já se envolveram 
com práticas voltadas à transformação social. Após 
a discussão, apresente o conteúdo e as habilidades 
dessa aula, explicando que eles conhecerão os 
conceitos de Protagonismo Juvenil e de Projeto de 
Vida Cidadão, além de casos de jovens protagonistas 
de transformações sociais.
PROJETO DE VIDA 187GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 2
Construindo conhecimentos
Atividade 1
Faça a leitura coletiva dos textos Protagonismo 
Juvenil e Projeto de Vida Cidadão. Junto à leitura 
do primeiro texto, é possível retomar as perguntas 
disparadoras, pedindo que os estudantes revelem 
experiências pessoais que podem ser consideradas 
exemplos de protagonismo.
Acerca das questões a serem respondidas 
ao final do texto, espera-se que os estudantes 
identifiquem que um Projeto de Vida Cidadão 
é motivado por valores como a justiça social, a 
igualdade de gênero, a preservação ambiental, a 
promoção da saúde, a paz, o cuidado com a pessoa 
idosa, entre outros. Em relação às experiências 
e/ou pessoas inspiradoras, os jovens poderão 
citar acontecimentos pelos quais passaram, que 
presenciaram ou por meio do qual tomaram 
conhecimento. Além disso, podem mencionar 
pessoas famosas, conhecidos ou familiares que 
exemplificam condutas éticas e engajamento social.
Atividade 2
O acesso ao conteúdo de cada caso poderá 
ser feito por meio de texto ou vídeo (casos 1, 2 e 
4). Sobretudo para os casos 1 e 4, recomenda-se 
dar prioridade ao vídeo pelo fato de apresentar os 
depoimentos de jovens líderes sociais.
Organize as mesas da sala de aula em 
estações, cada uma delas destinada a um dos 
casos. Recomenda-se a formação de grupos 
de quatro estudantes. Cada um deles ficará 
responsável por elaborar as perguntas para um dos 
casos e corrigi-las após seus colegas responderem. 
Solicite que cada grupo formule duas perguntas 
sobre o vídeo e registre-as na ficha da aula e em 
uma folha de papel avulsa, que deverá ser deixada 
em cima das mesas de sua estação. Após todos 
PROJETO DE VIDA 188GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 2
os grupos formularem as perguntas, peça que 
se dirijam à estação seguinte, para que leiam as 
perguntas, acessem o material (texto ou vídeo) e 
respondam às questões. Os grupos devem passar 
por todas as estações.
É possível que, devido ao número de 
estudantes por turma, seja necessário que dois 
grupos fiquem responsáveis por um mesmo caso. 
Se assim for, separe a turma em dois grandes 
grupos que contenham um grupo responsável por 
cada um dos casos, de modo que os estudantes 
possam trocar as perguntas entre si.
No momento da correção, solicite que os 
grupos compartilhem suas respostas e que o grupo 
que as formulou avalie-as.
Caso 1. Líder jovem indígena engaja 
juventudes para participar de decisões políticas em 
comunidades na região amazônica
Acesso ao texto e ao vídeo: link externo. 
(Acesso em: 20/07/2020).
Caso 2. BanCoP: o banco comunitário de 
Pindoretama
Acesso ao texto: link externo. 
(Acesso em: 20/07/2020).
PROJETO DE VIDA 189GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 2
https://www.ashoka.org/pt-br/story/leadyoung-lider-jovem-indigena-engaja-juventudes-para-participar-de-decisoes-politicas-em
https://criativosdaescola.com.br/wp-content/uploads/2018/11/BanCop.pdfAcesso ao vídeo: link externo. 
(Acesso em: 20/07/2020).
Caso 3. Células motivadoras: conectando-se 
com o futuro.
Acesso ao texto: link externo. 
(Acesso em: 20/07/2020).
Caso 4. Grupo de meninas negras de São Paulo 
articula rede que apoia jovens negras a terem mais 
oportunidades com o uso da tecnologia
Acesso ao texto e ao vídeo: link externo. 
(Acesso em: 20/07/2020).
Registrando o aprendizado
Atividade 3
Reserva os 10 minutos finais da aula para 
os estudantes elaborarem a síntese de seus 
aprendizados, conforme o comando da Atividade 
3. Caso haja tempo, pode-se solicitar que 
compartilhem seus textos com os colegas.
Vamos falar de educação 
socioemocional?
PROJETO DE VIDA 190GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 2
https://www.youtube.com/watch?v=Ikk1Htx1itM&feature=youtu.be
https://criativosdaescola.com.br/wp-content/uploads/2019/08/premiado-desafio-criativos-da-escola-2019-celulas-motivadoras.pdf
https://www.ashoka.org/pt-br/story/leadyoung-grupo-de-meninas-negras-de-sao-paulo-articula-rede-que-apoia-jovens-negras-terem
A capacidade de criar laços sociais interfere 
em várias áreas da vida. Afinal, onde há pessoas 
interagindo existem relacionamentos das mais 
diversas naturezas que estão sendo estabelecidos.
 Aprender a se aproximar das pessoas, 
criando vínculos de benefícios recíprocos, reflete 
diretamente na qualidade dos relacionamentos 
pessoais, profissionais e comunitários.
 Como sabemos, essa habilidade de estreitar 
laços sociais é fator preponderante não apenas para 
viabilizar conquistas da vida pessoal e profissional, 
mas, principalmente, para potencializar a saúde 
mental e emocional.
 Afinal, quanto maior a qualidade dos vínculos 
interpessoais na vida de alguém, maior é a sua 
chance de cultivar uma vida saudável, plena e 
emocionalmente feliz.
SOCIABILIDADE
É a capacidade de conviver com os diferentes 
atores do mundo social, estabelecendo dinâmicas 
relacionais adaptativas.
 Tanto a família quanto a comunidade escolar 
têm papel fundamental no aperfeiçoamento 
da sociabilidade. O florescimento efetivo dessa 
habilidade nos estudantes pode, inclusive, ser o 
ponto chave para desencadear movimentos de 
organização e articulação social no cenário da 
comunidade escolar.
 Na sala de aula, o educador deve estar atento 
inicialmente a três grupos mais marcantes de 
expressão da sociabilidade: aquele dos estudantes 
mais espontâneos e sociáveis, aquele dos estudantes 
mais quietos e reservados e aquele dos estudantes 
que se alternam entre sociáveis e reservados, de 
acordo com o grau de intimidade e segurança com 
quem estão estreitando contato.
PROJETO DE VIDA 191GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 2
 Uma boa estratégia para mapear essas 
tendências naturais é começar a organizar trios 
de trabalho constituídos por um estudante de 
cada perfil. Esse ponto de partida aumenta as 
chances de os perfis diferentes de sociabilidade 
se complementarem na dinâmica e realização da 
tarefa, cada um funcionando como contexto de 
desenvolvimento social para o outro.
 Vamos exemplificar. Quando um sociável 
interage com um reservado, os dois são estimulados 
a se compreender e a se adaptar a uma forma 
diferente de interação social. Assim, o educador deve 
incentivar o sociável a perguntar e ouvir mais sobre o 
que reservado pensa e tem a dizer, prevalecendo seu 
papel de ouvinte na interação. No mesmo sentido, o 
reservado precisará se esforçar para se colocar e se 
posicionar mais do que está habituado, exercitando 
seu papel de comunicador na interação.
Que tal aprender mais?
Instituto Ashoka
O Instituto Ashoka trabalha com os temas do 
protagonismo juvenil voltados à transformação 
social. No site, é possível conhecer os programas 
desenvolvidos pela ONG, a exemplo do LeadYoung, 
de incentivo e reconhecimento de ações 
transformadoras promovidas por jovens.
Protagonismo Juvenil na literatura 
especializada e na reforma do Ensino Médio
 Nesse artigo, os autores exploram o conceito 
de protagonismo juvenil tal como aparece em 
diferentes estudos, demonstrando sua relação com 
conceitos como participação social e educação para 
PROJETO DE VIDA 192GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 2
a cidadania. Estabelecem, ademais, relações com a 
definição apresentada pelas Diretrizes Curriculares 
Nacionais para o Ensino Médio de 1998.
FREITAS, Celso J.; ZIBAS, Dagmar M. L.; 
TARTUCE, Gisela Lobo B. P. Protagonismo juvenil 
na literatura especializada e na reforma do ensino 
médio. Cadernos de Pesquisa, v. 34, n. 122, p. 411-
423, maio/ago. 2004. Disponível em: link externo.
(Acesso em: 18/07/2020).
Clique aqui para acessar o material do estudante em pdf
Clique aqui para acessar o Material do Estudante Editável
Referências Bibliográficas
COSTA, A.C.G. O adolescente como protagonista. Cadernos 
Juventude, Saúde e Desenvolvimento. Brasília, DF: v.1, ago. 1999.
FREITAS, Celso J.; ZIBAS, Dagmar M. L.; TARTUCE, Gisela Lobo B. 
P. Protagonismo juvenil na literatura especializada e na reforma do 
ensino médio. Cadernos de Pesquisa, v. 34, n. 122, p. 411-423, maio/
ago. 2004.
NOVAES, Regina R. Juventude e Participação Social: apontamentos 
sobre a reinvenção da política. In: ABRAMO, Helena; FREITAS, Maria; 
SPOSITO, Marilia. (Org.). Juventude em debate. São Paulo: Cortez, 
2000. p. 46-69.
PROJETO DE VIDA 193GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 2
https://www.scielo.br/pdf/cp/v34n122/22511
https://drive.google.com/file/d/1SydkkRAtkm3NsIts6J7T0SRMW-OvaKMw/view?usp=sharing
https://drive.google.com/file/d/1TnQ9bhhzOrpUiOyXnXL-3QPcrPpbDQYa/view?usp=sharing
PROJETO DE VIDA 
GUIA DO EDUCADOR
TEMA: TRANSFORMAÇÃO SOCIAL
TÍTULO: PROCESSO CRIATIVO
2º ANO 
TEMA 4 
AULA 3
O que faremos hoje?
Bloco 4 Engajamento e transformação 
Tema Transformação social
Competências 
gerais da BNCC
2. Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem 
própria das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise 
crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, 
elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar 
soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos 
das diferentes áreas.
Habilidades de 
Projeto de Vida
Criar soluções coerentes e inovadoras para problemas hipotéticos 
ou reais
Objeto de 
conhecimento Processo criativo
Materiais Folhas A4, lápis de cor e/ou giz de cera, computador, música 
ambiente e caixa de som.
Tempo de aula 120 minutos
PROJETO DE VIDA 194GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 3
O que dizem os estudiosos?
A criatividade pode ser entendida como o 
encontro da inteligência com a fantasia. Criatividade 
significa capacidade de criar, inventar ou fazer 
inovações frente a uma situação e/ou problema 
e tem relação com a palavra originalidade. A 
criatividade necessariamente gera uma ação, seja um 
novo produto, uma nova ideia ou teoria. 
A criatividade acontece por meio 
de processos cognitivos, e isso 
significa afirmar que todo ser 
humano apresenta um certo 
grau de habilidades criativas, 
que podem ser aprimoradas 
e desenvolvidas por meio de 
exercícios e reflexões.
Para estimular o processo criativo, é interessante 
conhecer suas etapas, conforme sistematizadas pelo 
neurocientista Daniel Goleman (2011):
1. Primeira etapa: definição do problema. Faz 
parte desse momento a observação atenta, a 
sensibilização por determinada situação e/ou 
problema e os questionamentos.
2. Segunda etapa: nessa etapa, o indivíduo explora 
melhor a nova ideia, como se se refina a ideia 
original por meio de estudos. É o momento 
de reunir ideias, dados, informações, qualquer 
coisa que vá ajudá-lo com uma descoberta 
criativa.
3. Terceira etapa: é o período de internalização, 
no qual o inconsciente está trabalhando 
e fazendo conexões inesperadas. Nesse 
PROJETO DE VIDA 195GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 3
momento, o ócio pode contribuir para a mente 
inconsciente não pensar emnada, portanto é 
preciso relaxar!
4. Quarta etapa: é a etapa de execução das ideias. 
O autor propõe uma regra quanto ao insight 
criativo: se alguém oferece uma ideia inédita, 
em vez de a próxima pessoa a falar combatê-
la — o que acontece frequentemente na vida 
organizacional —, a pessoa seguinte que falar 
tem de ser uma ‘advogada dos anjos’, alguém 
que vai dizer: ‘essa é uma boa ideia e eis o 
porquê’.” As ideias criativas são como um frágil 
botão de flor — têm de ser nutridas para que 
possam florescer.
Algumas variáveis influenciam no ato de 
criação. Por exemplo, sabe-se que alguns traços de 
personalidade facilitam o processo criativo, já que 
pessoas autoconfiantes têm coragem para expressar 
novas ideias aos outros e estão predispostas a 
correr riscos. Uma outra variável importante é 
saber manter-se motivado e isso inclui aceitar 
as frustrações como parte do processo criativo. 
Também se considera que as condições sociais, 
culturais e ambientais têm impacto importante no 
desenvolvimento da criatividade individual.
Como é que se faz?
Organizando a aula
Receba os estudantes com música ambiente, 
de preferência, um estilo musical não convencional 
entre os jovens, como, por exemplo, uma música 
clássica de Mozart. Disponível em: (link externo), 
música tradicional grega (link externo), ou árabe 
(link externo). Deixe-as tocando em volume baixo ao 
PROJETO DE VIDA 196GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 3
https://www.youtube.com/watch?v=jYnllpLJqYc
https://www.youtube.com/watch?v=q6NRT-PtPJU
https://www.youtube.com/watch?v=mbh8cUyVGBo
longo de toda a atividade do dia. Pode-se acessar a 
música do computador, ou do próprio celular, desde 
que conectado com uma caixa de som. Selecione as 
músicas com antecedência. Solicite aos estudantes 
que afastem todas as mesas e cadeiras, deixando um 
espaço no centro da sala para que possam se sentar 
no chão, formando um círculo.
Despertando o interesse
Faça uma chuva de ideias sobre o que é a 
criatividade. Estimule que o máximo de estudantes 
participem, acolhendo todas as respostas com 
respeito. Em seguida, distribua uma folha A4 para cada 
estudante e deixe, no centro da roda, os lápis de cor 
e/ou gizes de cera para que todos possam fazer uso 
deles. Solicite que coloquem seus nomes nas folhas 
e explique que a tarefa é fazer um desenho livre para 
estimular a criatividade. Não conte os detalhes da 
dinâmica, as etapas devem ser surpresa.
●	 Cada estudantes deve iniciar fazendo um 
desenho livre no lado oposto da folha onde 
está seu nome, reproduzindo qualquer coisa 
que esteja em sua mente. Encoraje-os a 
realizar algo desafiador e a fugir dos desenhos 
convencionais. Lembre-os de que a aula é para 
estimular a criatividade. Incentive-os a usar 
cores variadas.
●	 Depois de 1 min, avalie se todos já iniciaram 
alguns traços. Se não, dê mais alguns segundos 
e sinalize que o tempo está se encerrando. 
Após esse tempo, dê o comando para que 
passem os seus desenhos para o colega do seu 
lado direito. Este deve continuar o desenho, da 
maneira como preferir, complementando, ou 
criando algo novo.
●	 A cada 30 segundos, solicite que passem 
o desenho para o colega ao lado, sempre 
girando no mesmo sentido. A dinâmica só 
deve terminar quando a folha com o nome do 
estudante retornar até ele. Sugere-se que o 
desenho passe por, ao menos, 15 estudantes.
PROJETO DE VIDA 197GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 3
Peça para que eles, em silêncio, apreciem o 
seu novo desenho e reflitam por meio de perguntas 
como: gostou do produto final? Era o que você 
havia planejado inicialmente? Peça para que eles 
compartilhem suas impressões e expectativas, 
contando o que haviam planejado e descrevendo 
como ficou o resultado final.
Espera-se que eles percebam a potência da 
diversidade de ideias ao apreciar o produto final 
e que identifiquem que uma ideia pode seguir 
diferentes caminhos criativos. Comente que não é 
necessário que tenham gostado do novo desenho, 
mas que compreendam que as novas ideias ali 
reproduzidas apontam outros caminhos possíveis, 
ou mesmo enriquecem e servem de inspiração 
para sua ideia inicial. Sintetize apontando que a 
capacidade criativa se potencializa quando as ideias 
são compartilhadas, pois o sujeito amplia seu olhar e 
aprende a enxergar por meio de diferentes ângulos.
Construindo conhecimentos
Atividade 1
Realize a leitura coletiva da atividade. Em 
seguida, entregue uma nova folha A4 para cada 
estudante. Oriente-os a dobrá-la duas vezes, de 
modo que a folha fique com quatro quadrantes. Peça 
para enumerarem os quadrantes de 1 a 4.
O propósito da atividade é trabalhar com ideias 
de inovação. Explique que eles precisarão desenhar, 
individualmente, o que eles inovariam no carrinho de 
supermercado e que também podem complementar 
o desenho com um texto descritivo. Ao todo, eles 
apresentarão quatro sugestões de inovação e, a cada 
2 minutos, você dará o comando para eles iniciarem 
e/ou continuarem a ideia de inovação em outro 
quadrante. Por exemplo, se um estudante iniciou 
desenhando um leitor de código de barras acoplado 
PROJETO DE VIDA 198GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 3
ao carrinho de supermercado para verificar os preços 
dos produtos, no quadrante seguinte, ele pode 
continuar as melhorias sobre essa ideia e acrescentar 
um dispositivo para realizar o pagamento, como 
uma máquina de cartão de crédito, ou aparelho de 
pagamento por aproximação. Assim, além de verificar 
o preço, o consumidor pode adicionar a mercadoria 
na lista de compras e, ao final, realizar o pagamento. 
Outras ideias seriam incluir um dispositivo com GPS 
(mapas de navegação), para ajudar na localização dos 
produtos, ou que reproduza sua lista de compras do 
celular para um dispositivo no carrinho, por meio do 
bluetooth para que, ao encontrar os produtos, seja 
possível riscá-los da lista.
Finalizada a tarefa individual, forme pequenos 
grupos (até cinco estudantes), para que possam 
apresentar suas ideias uns aos outros. Reforce 
a importância do respeito ao ouvir os colegas, 
pois um ambiente acolhedor estimula o potencial 
criativo. Para o próximo momento, peça para 
eles elaborarem uma inovação em conjunto, 
aproveitando as ideias dos membros do seu grupo 
para apresentarem para a turma.
Para encerrar, solicite que cada grupo apresente 
sua inovação. Provoque-os a identificar se as 
inovações atendem às necessidades dos donos 
de supermercados e consumidores, expostas no 
enunciado da atividade, e quais outras necessidades 
procuram atender.
Provoque reflexões a respeito da importância 
da construção coletiva para as novas ideias e como 
o compartilhamento de pontos de vista pode ser 
facilitador do processo criativo. Caso os grupos 
apresentem ideias semelhantes, vale destacar que 
elas podem ser complementares, potencializando 
a ideia que culminou com o produto final. Quem 
sabe conseguem construir uma inovação única que 
contemple as ideias da turma toda.
PROJETO DE VIDA 199GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 3
Registrando o aprendizado
Atividade 2
Leia a atividade e dê um tempo para que eles 
esquematizem alguma mudança criativa. Incentive-
os a criar algo passível de ser implementado. 
Lembre-se: a criatividade pressupõe uma ação.
Caso seja possível, peça que compartilhem suas 
ideias, sinalizando que podem inspirar-se naquelas 
dos colegas para aperfeiçoar sua ideia inicial.
Vamos falar de educação 
socioemocional?
A criatividade é um elemento chave no 
desenvolvimento socioemocional porque abre 
caminho para uma série de outras habilidades, como 
é o caso da resiliência, da flexibilidade cognitiva, do 
pensamento sistêmico e da resolução de problemas.
CRIATIVIDADE
É a capacidade de gerar novas ideias, conceitos, 
ou novas associações entre ideias ou conceitos 
existentes, geralmente levando a resultados 
originais.
 
PROJETO DE VIDA 200GUIA DO EDUCADOR- 2º ANO | TEMA 4 | AULA 3
Na sala de aula, o educador deve estar atento às 
manifestações naturais e espontâneas da criatividade 
dos estudantes. A criatividade permite pensar fora 
da caixa, enxergar além do visível e transformar a 
realidade com soluções inventivas e inovadoras.
Aqui, uma estratégia central é combinar 
com os estudantes momentos adequados para 
expressarem seu comportamento criativo. É 
importante construir acordos colaborativos com 
cada turma, com o intuito de definir quando e como 
as expressões criativas estão autorizadas e quando 
são inadequadas.
Dessa forma, os estudantes começarão a 
compreender que a criatividade é muito bem-
vinda na sala de aula, bastando que respeitem o 
compromisso de não atrapalhar ou interromper o 
curso de outras atividades.
O educador deve incentivar seus estudantes a 
buscarem tornar a criatividade recorrente no cotidiano 
escolar: “Podemos usar alguns horários da semana 
para exercitar nossa criatividade. O que acham?”, 
“Que espaços e atividades exercitam a criatividade de 
vocês? “, “Como podemos introduzir esses espaços na 
nossa rotina de sala de aula?”, “É importante também 
combinarmos alguns limites para expressar nossa 
criatividade. Que limites são importantes na visão de 
vocês?”, “Na minha visão de docente, alguns limites 
centrais são...”, “Estão dispostos a fazer esse acordo de 
possibilidades e limites para termos oportunidade de 
praticar a criatividade?”
Nesse cenário, uma boa ideia é criar algum tipo 
de cronograma de espaços e atividades que englobem 
interesses de diversas naturezas e evidenciam 
como a criatividade pode ser expressa de múltiplas 
formas pelos diferentes estilos de pessoas. Eles vão 
acompanhar o progresso criativo uns dos outros, 
já que, quanto mais exercitada, mais a criatividade 
se expande. Também é bastante válido começar 
a fazer as manifestações criativas dos estudantes 
PROJETO DE VIDA 201GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 3
interagirem entre si, no sentido de produzirem 
algo colaborativamente, como roteiros de teatro, 
vídeo, painéis de desenhos e pinturas, campanhas 
publicitárias, jogos tecnológicos. O céu é o limite.
Que tal aprender mais?
IDEO Cart Project – em português
IDEO é uma empresa norte-americana que 
trabalha com design e inovação. O vídeo expõe 
a rotina de trabalho para o processo de criação 
dos seus funcionários e o exemplo de inovação 
apresentado na reportagem é justamente um 
carrinho de supermercado.
Se julgar pertinente, passe o vídeo no final da 
atividade 1, como fechamento do tema. Disponível em: 
link externo
10 ideias que podem estimular a criatividade
Nesse vídeo, o historiador Leandro Karnal 
apresenta 10 ideias que ajudam a estimular a 
criatividade. Disponível em: link externo. (Acesso em 
abril 2020).
PROJETO DE VIDA 202GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 3
https://www.youtube.com/watch?v=i4PGOc0-v0U&t=2s
https://www.youtube.com/watch?v=jbaBoslKDSg
Clique aqui para acessar o material do estudante em pdf
Clique aqui para acessar o Material do Estudante Editável
Referências Bibliográficas
ALVES, M. L. C.; CASTRO, P. F. Criatividade: histórico, definições e 
avaliação. Revista Educação UNG-Ser, Guarulhos, v.10, n.2, p.47-58, 
2015. Disponível em: http://revistas.ung.br/index.php/educacao/
article/view/2161. Acesso em 16 jul. 2020.
CRIATIVIDADE. Dicionário Online de Português. Disponível em: 
https://www.dicio.com.br/criatividade/. Acesso em: 16 jul. 2020.
GOLEMAN, Daniel. O cérebro e a inteligência emocional .Objetiva. 
Edição do Kindle, 2011.
PROJETO DE VIDA 203GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 3
https://drive.google.com/file/d/12ajOIzB1BNL1dm93hgs6a1p1df213x8q/view?usp=sharing
https://drive.google.com/file/d/1_3fdZ5s5Y7cbc67AAu7WTFpNCIK3E_D5/view?usp=sharing
PROJETO DE VIDA 
GUIA DO EDUCADOR
TEMA: TRANSFORMAÇÃO SOCIAL
TÍTULO: AS ARTES COMO FERRAMENTA 
DE TRANSFORMAÇÃO SOCIAL; CONCEITO DE 
ARTE CONTEMPORÂNEA
2º ANO 
TEMA 4 
AULA 4
O que faremos hoje?
Bloco 4 Engajamento e Transformação
Tema Transformação social
Competências 
gerais da BNCC
3. Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, 
das locais às mundiais, também participando de práticas 
diversificadas da produção artístico-cultural.
4. Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, 
como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital –, bem 
como conhecimentos das linguagens artística, matemática e 
científica, para se expressar e
partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em 
diferentes contextos, produzindo produzir sentidos que levem ao 
entendimento mútuo.
Habilidades de 
Projeto de Vida
Conhecer e valorizar iniciativas individuais e coletivas que podem 
ser consideradas ética e moralmente exemplares, avaliar seus 
impactos nos indivíduos e na sociedade, bem como identificar sua 
integração aos projetos de vida de seus agentes.
Identificar, compreender e sensibilizar-se com problemas sociais e 
ambientais, propondo e realizando ações voltadas ao bem comum, 
à justiça social, à sustentabilidade e à democracia.
Objetos de 
conhecimento
As artes como ferramenta de transformação social; conceito de 
arte contemporânea. 
Materiais Aparelho para a reprodução de música
Tempo de aula 120 minutos
PROJETO DE VIDA 204GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 4
O que dizem os estudiosos?
Desde a Modernidade, a arte tem sido cada vez 
mais utilizada como ferramenta de questionamento 
de padrões sociais e de manifestação política. Seja 
por meio das artes visuais, da literatura, do teatro, da 
dança, do cinema, da fotografia ou da música, 
artistas têm assumido o papel 
de formular críticas sociais, 
reivindicar direitos e lutar pelo 
bem comum. Tendo em vista que 
se engaja em problemas sociais 
que afetam a coletividade, a arte 
pode ser considerada uma forma 
de ativismo. 
A arte contemporânea, que tem como 
características mesclar diferentes linguagens 
artísticas e contestar representações habituais e a 
própria definição de arte, costuma problematizar 
e suscitar reflexões sobre questões da sociedade 
atual. Muitas vezes, preocupa-se menos em seguir 
determinado padrão estético sobre aquilo que é 
considerado belo e mais com o gerar interrogações, 
incômodos, interagir com o espectador e promover 
críticas sociais. Por tal razão, pode contribuir 
com a transformação social, sobretudo quando 
extrapola os círculos acadêmicos e os museus e 
intervém no espaço público por meio de instalações, 
performances, murais e grafites.
PROJETO DE VIDA 205GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 4
Como é que se faz?
Organizando a aula
Inicie a aula mencionando o tema e as 
habilidades que serão trabalhadas. Informe aos 
estudantes que a primeira metade da aula está voltada 
à reflexão sobre o papel das artes na transformação 
social, mediante a análise de produções artísticas, e 
que, na segunda metade, eles irão iniciar a pesquisa de 
canções para compor uma playlist. Essa aula pode ser 
feita em parceria com os componentes curriculares 
de Artes e Língua Portuguesa.
Despertando o interesse
Antes de solicitar que os estudantes analisem as 
diferentes produções artísticas disponíveis na Ficha 
de Atividades, reproduza a canção Maria de Vila 
Matilde, de Elza Soares. Disponível em: link externo. 
Acesso: 26/07/2020. Solicite a eles que 
acompanhem-na mediante a leitura da letra.
Leia com os estudantes as questões e reserve 
alguns minutos para que eles analisem as produções 
e pensem nas respostas para as perguntas. Pergunte a 
eles se conhecem os artistas e sugira que investiguem 
outras produções que realizaram em casa. Em seguida, 
discuta coletivamente cada uma das questões.
PROJETO DE VIDA 206GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 4
https://www.youtube.com/watch?v=-09qfhVdzz8
1) As artes podem dar margem a diferentes 
interpretações. Algumas das interpretações 
possíveis para cada uma dasquatro produções 
são expostas a seguir.
Por meio da canção Maria de Vila Matilde, Elza 
Soares buscou problematizar a violência doméstica 
contra a mulher, fato ainda muito presente no 
lar de muitas famílias brasileiras. A autora faz 
referência ao Disque 180, canal de denúncia à 
violência contra a mulher criado pela Secretaria de 
Políticas para Mulheres.
Paulo-Ito-Fome-Zero 
O grafite do artista Paulo Ito faz uma crítica à 
influência e manipulação que a mídia pode exercer 
sobre a opinião das pessoas e o quanto estas estão 
alienadas acerca do poder que a mídia exerce 
sobre elas.
Por meio do poema Vida Loka, Sérgio Vaz, 
poeta periférico e fundador do Sarau Cooperifa, 
explora o potencial dos estudos, da leitura e da 
poesia em emancipar os jovens moradores das 
periferias e oferecer a eles um caminho alternativo 
ao mundo do crime e do tráfico. O poeta usa 
referências do mundo das drogas e do crime como 
recurso metafórico, deslocando-as para o contexto 
dos estudos, da leitura e da poesia.
PROJETO DE VIDA 207GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 4
A escultura de Jens Galschiot foi exposta 
durante a Cúpula do Clima de Copenhague em 
dezembro de 2009, com o objetivo de denunciar 
as injustiças globais. A escultura de uma mulher 
obesa sendo carregada por uma homem pobre e 
extremamente magro procura representar o quanto 
a população pobre carece de recursos para a própria 
sobrevivência enquanto “carrega nas costas” uma 
parcela da população que a explora e que obtém um 
excedente de recursos.
Uma interpretação esperada para a ilustração de 
Pawel Kuzynski é que o mundo digital em geral (os 
celulares e as redes sociais, em particular) estão cada 
vez mais presentes na vida das pessoas, ocupando 
toda parcela de seu tempo, sem deixar espaço para 
outras atividades, como o lazer, que não dependam 
desses recursos. Nesse momento, é importante 
problematizar os prejuízos que o excesso de uso 
das redes sociais pode causar à saúde mental, ao 
campo dos relacionamentos e à qualidade de vida 
das pessoas. Mencione que o vício em redes sociais é 
considerado uma doença por alguns especialistas, um 
tipo de dependência tal como a dependência a drogas, 
inclusive podendo causar sintomas de abstinência 
como o sentimento de ansiedade e angústia quando a 
pessoa não consegue (ou permanece certo tempo sem 
poder) acessar uma rede social.
2) Resposta pessoal. Questione os estudantes 
quais são as produções artísticas com maior 
potencial transformador. Problematize o 
quanto a acessibilidade e o alcance social de 
uma produção artística são fatores diretamente 
relacionados ao seu potencial transformador, 
tal é o caso da canção e da arte de rua (murais, 
grafittes, lambs, teatro, instalações, etc).
3) Resposta pessoal. Alguns artistas conhecidos 
por usarem a arte como ferramenta de 
contestação são aqueles da música popular 
brasileira que se manifestaram contra a ditadura 
militar, como Chico Buarque (com canções 
como “Roda Viva”, “Cálice” e “Apesar de você”), 
PROJETO DE VIDA 208GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 4
Geraldo Vandré (com a icônica “Pra não 
dizer que não falei das flores”) e Elis Regina, 
que interpretou a composição “O bêbado e 
o equilibrista”, de João Bosco e Aldir Blanc. 
Pergunte aos estudantes se conhecem artistas 
que se manifestaram politicamente no período 
da ditadura militar e se conhecem essas 
canções. Alguns artistas da nova geração que 
se destacam pelo ativismo por meio de suas 
letras são o rapper Emicida, a banda Baiana 
System e a cantora transgênero Liniker.
Construindo conhecimentos
Atividade 1
Faça a leitura do texto com os estudantes. 
Depois, peça para que eles respondam oralmente 
às perguntas dessa atividade. Para contribuir com a 
discussão, veja uma possibilidade de gabarito abaixo:
a) Mundano parece ter como projeto de vida 
usar a arte como uma ferramenta de crítica 
e transformação social. Por meio dela, ele 
contribui para tirar da invisibilidade social 
catadores de lixo reciclável que, apesar de 
fazerem um trabalho muito digno, que oferece 
benefícios para a sociedade, são pouco 
valorizados.
b) O tema da invisibilidade social dos catadores de 
lixo reciclável e a desvalorização da arte de rua.
a-arte-e-o-amor-de-mundano-pelos-catadores-e-pela-liberdade-
conexao-planeta-bom-dia-abre
PROJETO DE VIDA 209GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 4
Atividade 2
Nesta atividade, os estudantes deverão 
pesquisar canções que façam algum tipo de crítica 
ou reivindicação social. Comunique a eles que as 
canções selecionadas serão usadas na aula seguinte 
para a realização de dinâmicas de grupo e produção 
de uma playlist coletiva.
Registrando o aprendizado
Atividade 3
Nesta atividade, os estudantes deverão fazer 
uma produção artística que contemple alguma crítica 
ou reivindicação social. A proposta não é a criação 
de uma produção elaborada, mas tão somente um 
exercício de criatividade e síntese dos aprendizados 
desta aula. Diga aos estudantes que não há problema 
se não possuem habilidades técnicas, pois o mais 
importante é a ideia por trás da produção. Mencione 
que, caso optem por um desenho e julguem que ele 
não expressa suas ideias adequadamente, podem 
complementá-lo com uma descrição.
Caso alguns estudantes sintam dificuldade 
em criar algo sem uma referência inicial, sugira, 
como possibilidade, que usem trechos das letras 
de canções que pesquisaram na Atividade 2 e 
componham uma ilustração para elas, ou que 
mesclem partes das letras de músicas diferentes e 
produzam um verso, ou uma estrofe original.
Vamos falar de educação 
socioemocional?
 A comunicação é uma habilidade essencial 
PROJETO DE VIDA 210GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 4
para qualquer relacionamento humano. É por meio 
de variadas formas de expressão de pensamentos, 
sentimentos, impressões e intenções que as pessoas 
começam a fazer parte do universo pessoal umas 
das outras.
COMUNICAÇÃO
É a capacidade de transmitir informações, ideias, 
emoções e mensagens para as outras pessoas.
 Em geral, a comunicação pode ser verbal 
ou analógica. Existem muitas formas de se 
comunicar: por meio da fala, da escrita, dos gestos 
e movimentos corporais, das expressões faciais, de 
imagens e de sons. 
Para aprender a se comunicar com clareza e 
precisão, é necessário combinar diversas formas de 
expressão. Afinal, quando as palavras não abarcam o 
significado que se pretende transmitir ao ouvinte, é 
o momento de lançar mão de recursos expressivos 
complementares, como é o caso das expressões 
faciais, gestos corporais ou entonações vocais.
 A arte também é uma forma de expressão 
humana que, muitas vezes, busca comunicar alguma 
ideia, conceito, emoção ou reflexão. O formato 
PROJETO DE VIDA 211GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 4
comunicativo da arte tende a ser subjetivo, sendo 
possível depreender mais de um significado para a 
mesma obra, dependendo da pessoa que a observa e 
interpreta.
 De todo modo, a boa comunicação exige 
um conhecimento mínimo do conteúdo que será 
transmitido, assim como do contexto sociocultural 
das pessoas que receberão a mensagem.
 Na sala de aula, o educador deve estimular a 
comunicação em suas variadas formas, orientando os 
alunos a atentarem para alguns elementos centrais da 
boa comunicação: “Quando vocês quiserem passar 
uma ideia, primeiro precisam saber exatamente ‘o 
que’ esperam que seu ouvinte compreenda”, “Depois 
devem refletir sobre a melhor forma de expressar 
essa ideia. É a hora de pensar no ‘como’ passar a 
mensagem”, “Nessa etapa, vocês devem decidir 
se a ideia é melhor transmitida apenas falando, ou 
usando o apoio de uma imagem, som, manifestações 
artística e por aí vai ”, “É sempre importante perguntar 
ao seu ouvinte o que ele captou, é uma forma de 
você descobrir se precisa complementar com algum 
recurso mais esclarecedor para a realidade cultural dasua audiência”.
Que tal aprender mais?
A Arte Contemporânea
Vídeo produzido pela Casa do Saber em que 
a curadora e pesquisadora Sabrina Moura define 
a arte contemporânea e aborda seu papel como 
ferramenta sociopolítica. Disponível em: 
link externo. (Acesso em: 21/07/2020).
PROJETO DE VIDA 212GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 4
https://www.youtube.com/watch?v=S3jRywWQJH8
Adição à internet ou uso problemático da 
internet? Qual dos termos usar?
Esse artigo discute o vício à internet e seus usos 
deletérios para a saúde mental. Disponível em: 
link externo. (Acesso em: 24/07/2020).
Clique aqui para acessar o material do estudante em pdf
Clique aqui para acessar o Material do Estudante Editável
Referências Bibliográficas
ARTE Contemporânea. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte 
e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2020. Disponível 
em: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/termo354/arte-
contemporanea. Acesso em: 21 de Jul. 2020.
HAMERLY, Giovanna. A arte contemporânea como instrumento de 
protesto em tempos de crise. Disponível em: http://www.edgardigital.
ufba.br/?p=10249. Acesso em 21/07/2020.
A Arte Contemporânea.
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=S3jRywWQJH8. 
Acesso em: 21/07/2020.
PROJETO DE VIDA 213GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 4
https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-65642019000100220
https://drive.google.com/file/d/1aH9Ec2Ajdk3AQKvmM8eZhEkL4apKFOww/view?usp=sharing
https://drive.google.com/file/d/1rZjVBnxrrcX6v-8_Va4HefC4i6_9YGo3/view?usp=sharing
PROJETO DE VIDA 
GUIA DO EDUCADOR
TEMA: TRANSFORMAÇÃO SOCIAL
TÍTULO: ARTE E ENGAJAMENTO SOCIAL; 
ARTE COMO FONTE DE PROJETOS DE VIDA
2º ANO 
TEMA 4 
AULA 5
O que faremos hoje?
Bloco 4 Engajamento e transformação 
Tema Transformação social
Competências 
gerais da BNCC
3. Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e 
culturais, das locais às mundiais, e também participar de práticas 
diversificadas da produção artístico-cultural. 
4. Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, 
como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital –, bem 
como conhecimentos das linguagens artística, matemática e 
científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, 
ideias e sentimentos em diferentes contextos, produzindo sentidos 
que levem ao entendimento mútuo.
5. Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação 
e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas 
diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, 
acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, 
resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida 
pessoal e coletiva. 
6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e 
apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem 
entender as relações próprias do mundo do trabalho, fazendo 
escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto 
de vida, com liberdade, autonomia, consciência social e 
responsabilidade.
PROJETO DE VIDA 214GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 5
Habilidades de 
Projeto de Vida
Identificar, compreender e sensibilizar-se com problemas sociais e 
ambientais, propondo e realizando ações voltadas ao bem comum, 
à justiça social, à sustentabilidade e à democracia.
Objeto de 
conhecimento Arte e engajamento social; arte como fonte de projetos de vida
Materiais 
Computador e caixa de som;
Notas de papel, saco opaco ou uma caixa.
Tempo de aula 120 minutos
O que dizem os estudiosos?
A neurociência comprovou que a música traz 
benefícios significativos para o ser humano. Entre 
os mais conhecidos, estão a redução do estresse e 
a melhora do humor, o que indica forte associação 
com as áreas cerebrais que regulam a afetividade, o 
controle dos impulsos, as emoções e a motivação 
(AREIAS, 2016). A música também facilita o processo 
de aprendizagem, aumentando a concentração, 
a memória e ampliando o vocabulário. Além dos 
benefícios psíquicos e cognitivos, 
a música, quando usada em prol 
do ativismo, também tem o poder 
de conscientização e, por estar 
presente nos mais variados grupos 
sociais, é uma ótima ferramenta 
para engajar os jovens na temática 
da transformação social 
(WEIGSDING; BARBOSA, 2014).
Diversos estudos associam a música com 
transformação social (WEIGSDING; BARBOSA, 2014), 
sobretudo quando se referem às práticas musicais, 
ou ao ensino da música. Entretanto, apenas a ação 
PROJETO DE VIDA 215GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 5
de escutar músicas já produz grandes benefícios 
para o indivíduo e para a sociedade. Alguns cantores 
reconhecem a canção como um meio para a 
promoção da cidadania - uma vez que há uma 
íntima relação entre ela e transmissão de valores – 
assim, muitas composições expressam realidades 
sociopolíticas e econômicas, influenciando 
na tomada de consciência dos problemas da 
comunidade e/ou do mundo.
Como é que se faz?
Organizando a aula
Para esta aula, os estudantes precisarão acessar 
a internet. Portanto, se precisar, agende com 
antecedência o laboratório de informática. Para o 
momento do jogo, eles precisarão de espaço para 
realizarem as adivinhações.
Despertando o interesse
Inicie a aula perguntando se todos trouxeram 
as canções sobre transformação, solicitadas na aula 
passada. Solicite que alguns exponham como foi 
buscar por canções com essa temática, se tiveram 
alguma dificuldade em pesquisá-las ou se eram as 
que estavam acostumados a ouvir.
Construindo conhecimentos
Atividade 1
Realize a leitura coletiva da atividade. Lá 
constam as regras do jogo de adivinhação, que 
ocorrerá em três etapas.
PROJETO DE VIDA 216GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 5
Antes de iniciar o jogo, é preciso que os 
estudantes conheçam todas as canções selecionadas 
para a playlist. Sugere-se que cada pequeno grupo 
apresente duas delas, podendo variar para mais ou 
menos, a depender do número total de estudantes 
em sala. Estima-se que, para a dinâmica, são 
necessárias entre 15-20 canções.
Ajude-os a organizar o jogo, seja colocando 
as canções no saco, auxiliando a decidir a ordem 
dos pequenos grupos, cronometrando o tempo 
ou somando os pontos na lousa. Enquanto um 
grupo está tentando adivinhar a canção, é preciso 
zelar pelo silêncio do restante da turma, para não 
atrapalhar a vez dos colegas.
Certifique-se de que ninguém está com caderno 
ou anotações, para evitar que tenham copiado os 
nomes das canções e estejam lendo. Esse jogo 
estimula a memória e a concentração.
Cuide para que nenhum papel do saco se perca 
após o seu uso. Você pode sugerir para depositarem 
na mesa aqueles papéis que o grupo acertar e 
devolver imediatamente para o saco aqueles que eles 
resolverem pular. Nas três etapas, eles adivinharão as 
mesmas canções, porém em formatos diferentes.
Quando o mesmo grupo for participar de novo 
de alguma rodada, solicite que haja um o rodízio entre 
aqueles que forem ler o papel e fazer a adivinhação.
O jogo termina quando se esgotarem os papéis 
na 3ª etapa. Faça a somatória dos pontos e anuncie 
o grupo campeão.
Atividade 2
Realize a leitura da atividade 2. Em semicírculo, 
abra a discussão com a turma sobre as propostas 
de divulgação da playlist. Estimule-os a dar diversas 
ideias e, depois de listadas algumas opções, ajude-
os a chegar a um consenso – lembrando que podem 
escolher mais de uma via de divulgação.
PROJETO DE VIDA 217GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 5
Não se esqueça de orientá-los a eleger alguns 
representantes para pôr em prática essa divulgação. 
Combine uma data com eles.
Registrando o aprendizado
Atividade 3
Leia o enunciado da atividade junto com 
os estudantes. Dê alguns minutos para que eles 
reflitam sobre como seria o mundo sem o trabalho 
dos artistas. Depois, peça para que compartilhem 
oralmente o que eles faria para conquistar seu 
projeto de vida, casoele estivesse relacionado com o 
tema das artes. Espera-se que eles mencionem que 
iriam se dedicar a estudar e a aprender as habilidades 
técnicas necessárias, que se dedicariam a ter uma 
boa rede de contatos profissionais que pudesse 
ajudá-los, recomendando-os ou convidando-os para 
eventos, que procurariam compreender quais são as 
melhores oportunidades de trabalho, que buscariam 
um emprego estável até sentirem ser possível 
trabalhar apenas com música, que buscariam apoio 
de familiares, entre outras opções.
Vamos falar de educação 
socioemocional?
O processo de amadurecimento emocional 
pode ser, desconfortável e solitário. Na maior parte 
dos casos, os jovens olham para o mundo buscando 
referências acerca de como se posicionarem diante 
da sociedade e, ao mesmo tempo, de como podem 
conquistar autonomia para se tornarem o que desejam.
PROJETO DE VIDA 218GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 5
REPRESENTATIVIDADE
É a capacidade de se reconhecer em determinado 
grupo, movimento ou símbolo social dotado 
de características típicas e particulares. É 
concretizada por meio da ação e da participação 
dos representados.
Nessa busca por referências, esperam encontrar 
fontes de inspiração com as quais possam se 
identificar. Precisam encontrar, no mundo já 
estabelecido, modelos nos quais ancorar sua 
construção identitária.
 Dessa forma, o mais relevante não é alcançarem 
respostas certas ou bem definidas, mas, sim, terem 
liberdade de oportunidade para selecionar fragmentos 
de seu interesse na multiplicidade da realidade.
 A autonomia necessária para protagonizarem 
o planejamento e execução de seus projetos de vida 
apenas será conquistada quando cada aluno for 
capaz de construir o mosaico de si mesmo, a partir 
dessa colcha de retalhos da representatividade.
 Assim, na sala de aula, o educador deve estar 
ciente de que modelar um projeto de vida exige 
incentivar posicionamentos e comportamentos dos 
alunos que gradativamente os habilitem a delimitar 
suas identidades.
PROJETO DE VIDA 219GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 5
 E a representatividade é a conexão entre 
esses posicionamentos e suas identidades. Vamos 
exemplificar. O educador deve questionar os alunos 
a respeito de suas referências: “Se você fosse uma 
canção, um livro, uma banda, um filme, um seriado...
quem você seria? Por quê?”, “Que formas de 
expressão artística representam o que você pensa 
em relação a si mesmo, aos outros, ao mundo e ao 
seu futuro?”, “Com que personalidade, personagem 
ou ícone cultural você se identifica? O que ele tem 
a ver com você? E com seu projeto de futuro? Ou 
com o que você deseja que aconteça em sua vida?”, 
“Quando você olha para o mundo, enxerga algum 
lugar para pessoas como você? Onde seria? Ao lado 
de qual estilo de pessoas? Na companhia de pessoas 
com qual tipo de comportamentos?”.
 A definição do projeto de vida perpassa o 
conjunto de referências, identificações, afinidades 
e imagens projetivas de futuro com as quais cada 
aluno se sente intimamente representado em sua 
singularidade.
Que tal aprender mais?
Neurociência e os benefícios da música para o 
desenvolvimento cerebral e a educação escolar
Esse artigo aprofunda a relação da música 
com a neurociência. Ainda que direcionado para 
o desenvolvimento infantil, apresenta diversos 
conceitos e aspectos fisiológicos do cérebro 
necessários para a compreensão dos benefícios da 
música para as pessoas em geral.
RIZZO, S. C.; FERNANDES, E. Neurociência e 
os benefícios da música para o desenvolvimento 
PROJETO DE VIDA 220GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 5
cerebral e a educação escolar. Revista de Pós-
Graduação Multidisciplinar, São Paulo, v. 1, n. 5, p. 
13-20, 2018. Disponível em: link externo. Acesso em 
20 jul. 2020
Clique aqui para acessar o material do estudante em pdf
Clique aqui para acessar o Material do Estudante Editável
Referências Bibliográficas
AREIAS, J. A música, a saúde e o bem estar. Nascer e Crescer, Porto, 
v.25, n.1, 2016. Disponível em: http://www.scielo.mec.pt/scielo.
php?script=sci_arttext&pid=S0872-07542016000100001. Acesso em 
19 jul. 2020.
MORAN, Seana. Adolescent aspirations for change: creativity as a life 
purpose. In: Asia Pacific Educ. Rev. (2015) 16:167-175.
WEIGSDING, J. A.; BARBOSA, C. P. A influência da música no 
comportamento humano. Arquivos do MUDI, Maringá, v.18, n.2, p.47-
62, 2014. Disponível em: file:///C:/Users/Fernando/Downloads/2505-
12523-1-PB.pdf. Acesso em 19 jul. 2020.
PROJETO DE VIDA 221GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 5
https://www.fics.edu.br/index.php/rpgm/article/view/793/728
https://drive.google.com/file/d/1oyPtPN2r5196PwWjxn4nCzJHbu7Hioq1/view?usp=sharing
https://drive.google.com/file/d/1lU6nrFLFUb6fpJlfRcH93L0zDxUmNtY-/view?usp=sharing
PROJETO DE VIDA 
GUIA DO EDUCADOR
TEMA: TRANSFORMAÇÃO SOCIAL
TÍTULO: GÊNERO TEXTUAL DO MANIFESTO E 
PROJETO DE VIDA
2º ANO 
TEMA 4 
AULA 6
O que faremos hoje?
Bloco 4 Engajamento e Transformação
Tema Transformação social
Competências 
gerais da BNCC
8. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos 
sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e 
explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a 
construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.
6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e 
apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem 
entender as relações próprias do mundo do trabalho, fazendo 
escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto 
de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e 
responsabilidade.
8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e 
emocional, compreendendo-se na diversidade humana e 
reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e 
capacidade para lidar com elas. 
10. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, 
flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com 
base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e 
solidários.
Habilidades de 
Projeto de Vida
Reconhecer as responsabilidades pessoais com as demandas do 
mundo comum e atribuir sentido ético e sociopolítico ao projeto 
de vida, comprometendo-se com ações individuais e coletivas 
voltadas ao bem comum. 
Reconhecer e avaliar as características que constituem a própria 
identidade, identificar como repercutem nas relações sociais, 
relacioná-la ao projeto de vida e comprometer-se com sua 
construção.
Objetos de 
conhecimento Gênero textual do manifesto e projeto de vida.
PROJETO DE VIDA 222GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 6
Materiais Folhas sulfites, lápis de cor ou canetinhas para confecção do 
manifesto.
Tempo de aula 120 minutos
O que dizem os estudiosos?
Em levantamento realizado pela pesquisadora 
Dra. Daniela Haertel (2018), engajamento é um 
termo que está presente em poucos estudos, sendo 
comumente associado a termos como participação. 
Mesmo diante dessa imprecisão, a autora, que 
estudou a relação entre o engajamento social e 
o projeto de vida de jovens universitários, aposta 
que ele traz inúmeros benefícios, tanto do ponto 
de vista do indivíduo, quanto do ponto de vista das 
comunidades. Sobre isso, ela revela que, 
do ponto de vista de quem 
se engaja com uma causa de 
transformação social, essa ação 
lhe permite desenvolver-se nas 
esferas pessoal, emocional, 
política e ideológica e a tornar-
se um cidadão comprometido e 
atuante no mundo. 
Do ponto de vista das comunidades ou 
contextos beneficiados pelo engajamento de 
indivíduos, estes podem ter sua conjuntura 
transformada, interferindo, inclusive, na percepção 
dos indivíduos sobre a necessidade ou formas 
de engajamento. Ainda assim, diversos estudos 
realizados no Brasil e nos Estados Unidos (DAMON, 
PROJETO DE VIDA 223GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 6
2009, DANZA, 2014; 2019;) revelam que o 
engajamento social emergeresponsabilidade, entre outras), apoio da 
família, sofrimento de bullying, estar ou não 
estar de acordo com os padrões impostos 
pela sociedade, entre outros. Acolha todos os 
fatores que eles listarem.
Atividade 2
 Leia a tirinha coletivamente e solicite que os 
estudantes respondam à questão individualmente. 
Abra a discussão. Acolha as práticas de cuidado 
de si e sinalize que algumas delas podem servir de 
inspiração para os colegas.
Segue o gabarito para auxiliá-lo neste momento:
a) Resposta pessoal. É possível que os estudantes 
apontem como cuidado de si: reservar um 
tempo só para eles para ouvir música, ler 
um livro, ver um filme, meditar ou qualquer 
PROJETO DE VIDA 19GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 2
outra atividade que lhes dê prazer; alimentar-
se bem; beber bastante água; dormir bem; 
praticar alguma atividade física; buscar o 
autoconhecimento; cuidar da aparência física; 
desenvolver a autoaceitação, etc.
Registrando o aprendizado
Atividade 3
Distribua as folhas de sulfite para os estudantes. 
Pode ser meia folha para cada. Passo a passo da 
atividade:
1 - Cada estudantes escreve seu nome na folha, 
dobra o papel duas vezes e deposita na caixa;
2 - O docente mistura os papéis;
3 - Cada estudante tira um papel e escreve dois 
elogios para a pessoa com o nome escrito na 
folha. Caso o estudante tire o seu próprio papel, 
solicite que ele devolva e pegue outro;
4 - Os jovens devolvem os papéis para a caixa;
5 - O docente mistura novamente;
6 - Repetir esse ciclo até que os estudantes 
peguem três vezes os papéis.
É importante ressaltar que todas as folhas 
sejam dobradas igualmente toda vez em que forem 
depositadas na caixa. Pode sugerir que escrevam 
com letra de forma, caso não queiram que seus 
elogios sejam identificados, bem como que todos 
escrevam com a mesma cor de caneta.
É fundamental que sejam respeitosos nos 
comentários aos colegas. Lembre-se de que o foco é 
elevar a autoestima do outro!
Por fim, oriente-os a responder individualmente 
às questões propostas. Finalize, ouvindo como eles 
se sentiram fazendo e recebendo os elogios. Deixe 
como mensagem final o impacto que um elogio tem 
na vida do outro, portanto, incentive-os a enaltecer 
mais as pessoas ao seu redor.
PROJETO DE VIDA 20GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 2
Vamos falar de educação 
socioemocional?
 A autoestima se forma de fora para dentro. 
As pessoas começam a avaliar a si mesmas pelo 
reconhecimento social que recebem de seus 
comportamentos e ações, pelo que fazem e realizam 
no mundo. Assim, comportamentos específicos que 
alcançam resultados desejados originam o registro 
emocional do sentimento de realização, relacionado 
com a execução adequada e bem sucedida de 
atividades e tarefas.
REALIZAÇÃO
É o sentimento de saber fazer algo de forma 
adequada. Nós a sentimos quando percebemos 
que nosso comportamento e nossas ações 
provocam benefícios a nós mesmos, a outras 
pessoas ou ao mundo.
 Nesse contexto, os estudantes precisam 
ser regularmente validados e reconhecidos pelo 
PROJETO DE VIDA 21GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 2
resultado do seu fazer. Durante as atividades 
da aula, validar a realização dos estudantes é 
dizer explicitamente o quê, quando e por que o 
comportamento deles produziu bons resultados.
Vamos exemplificar. O estudante que ajuda 
os colegas nas tarefas de classe, deve ouvir, 
repetidamente, de seu docente: “Parabéns, você é 
muito bom em AJUDAR as pessoas. Quando você 
ajuda seu colega no exercício, ele aprende muito 
mais facilmente. Continue ajudando as pessoas 
que precisam.”
 Outra situação comum em sala é quando 
os estudantes erram ou se comportam 
inadequadamente. Aqui, é fundamental criticar o 
comportamento e o resultado, em vez de criticar a 
pessoa com um todo.
 Criticar o fazer é focar na mudança do 
comportamento e auxiliar o estudante a diferenciar 
que o que ele fez/realizou de errado é bastante 
diferente dele “se sentir errado”, enquanto ser, 
pessoa e indivíduo.
 Portanto, em vez de dizer: “Você é muito 
bagunceiro. Você atrapalha toda a turma”, dê 
preferência a: “Quando você fica brincando, sua 
brincadeira atrapalha a aula. Durante a aula, isso 
atrapalha os demais. Encontre algo que você possa 
fazer sem que atrapalhe, em vez de ficar brincando 
com os colegas que não terminaram”.
 Em outras palavras:
Para VALIDAR um comportamento DESEJADO:
Você conseguiu 
 (FAZER/comportamento). Parabéns!
Isso é muito bom porque 
 (Consequência do comportamento)
PROJETO DE VIDA 22GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 2
Para INVALIDAR um comportamento INDESEJADO:
Você agiu mal 
(FAZER/comportamento) quando 
 (Situação).
Você deve melhorar 
 (Comportamento).
Que tal aprender mais?
Autoimagem e autoestima com Luiz Hanns. 
O psicólogo brasileiro faz uma breve exposição de 
como os indivíduos constroem a autoimagem e 
a autoestima, destacando a importância do outro 
nesse processo. Disponível em link externo. 
Clique aqui para acessar o material do estudante em pdf
Clique aqui para acessar o Material do Estudante Editável
Referências Bibliográficas
HARTER, S. The construction of the self: developmental and 
sociocultural foundations. Guilford Publications, 2012.
LEME, I. S. L. A construção do si mesmo cultural. In: SOUZA, M. T. 
C. C. (Org.). Os sentidos de construção: o si mesmo no mundo. São 
Paulo: Casa do Psicólogo, 2004. p. 103-122.
MARKUS, H.; WURF, E. The dynamic self-concept: A psychological 
perspective. Annual
Review of Psychology, 38, p. 299-337, 1987.
PIAGET, Jean. A construção do real na criança. São Paulo: Ática, 
1996. ______. Relações entre a afetividade e a inteligência no 
desenvolvimento mental da criança. Rio de Janeiro: Wak Editora, 
2014. Publicado originalmente em 1953.
SBICIGO, Juliana Burges; BANDEIRA, Denise Ruschel; DELL’AGLIO, 
Débora Dalbosco. Escala de Autoestima de Rosenberg (EAR): validade 
fatorial e consistência interna. Psico-USF, v. 15, n. 3, p. 395-403, set./
dez. 2010. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/pusf/v15n3/
v15n3a12.pdf. Acesso em: 26 jun. 2020.
PROJETO DE VIDA 23GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 2
https://www.dailymotion.com/video/x6qfp9y
https://drive.google.com/file/d/1HNiMzgWCraFgzqEl63M_y9iksKTSBUJD/view?usp=sharing
https://drive.google.com/file/d/18X1YS2xs0d0RYpQPsGb9grJQ57mN54Sj/view?usp=sharing
PROJETO DE VIDA 
GUIA DO EDUCADOR
TEMA: AUTOESTIMA
TÍTULO: POTENCIALIDADES, 
VULNERABILIDADES E FEEDBACK
2º ANO 
TEMA 1 
AULA 3
O que faremos hoje?
Bloco 1 Autoconhecimento e Identidade
Tema Autoestima
Competências 
gerais da BNCC
8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e 
emocional, compreendendo-se na diversidade humana e 
reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e 
capacidade para lidar com elas.
Habilidades de 
Projeto de Vida
Reconhecer os valores, pensamentos, sentimentos e hábitos e 
regular as próprias condutas.
Reconhecer e valorizar o autoconhecimento como um 
procedimento que possibilita a autorregulação e a definição de um 
projeto de vida.
Compreender que a autoestima é influenciada por fatores 
subjetivos e socioculturais e ser capaz de elaborar uma 
representação positiva de si mesmo.
Exercitar e praticar a tomada de perspectiva e a empatia para 
reconhecer e compreender as ideias, pensamentos, sentimentos e 
comportamentos alheios.
Objetos de 
conhecimento Potencialidades, vulnerabilidades e feedback.
Materiais
Textocomo fonte de um 
número muito pouco expressivo de projetos de 
vida. Nesse sentido, apostamos na necessidade 
de contribuir para que os jovens reconheçam o 
engajamento social como uma fonte de projetos de 
vida que possibilite a realização pessoal mediante a 
atuação no mundo.
Como é que se faz?
Organizando a aula
Esta é a última aula do tema Transformação 
social. Avise aos estudantes que essa aula de 
encerramento marca não apenas o final do trabalho 
com esse tema, mas a jornada de aprendizado 
percorrido ao longo do ano e que, por isso, será 
importante reavivar a memória sobre todos os 
aprendizados e experiências que viveram ao longo 
desse intenso processo rumo à construção de seus 
projetos de vida.
Despertando o interesse
Pergunte aos estudantes se eles sabem o que 
é um manifesto. Faça uma chuva de ideias para 
que eles exponham os conhecimentos que têm 
acerca do tema. Pergunte se eles conhecem algum 
manifesto e, caso a resposta seja afirmativa, que 
compartilhem as informações que possuem. Depois, 
entregue a ficha de atividades desta aula (aula 6 - O 
que você quer da vida?) e peça para que um deles 
se voluntarie a ler a seção introdutória. Pergunte se 
eles sabiam sobre a classificação das artes e se há 
PROJETO DE VIDA 224GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 6
alguma expressão artística que percebem que não 
foi contemplada da lista do pesquisador italiano 
Ricciotto Canudo. Espera-se que eles mencionem 
a fotografia, as artes digitais, o teatro, entre outras 
possibilidades. Depois, enfatize que atualmente essa 
lista já é bem maior e sugira que eles pesquisem em 
suas casas sobre esse tema, a fim de ampliar seu 
repertório cultural.
Construindo conhecimentos
Atividade 1
Solicite que outro estudante leia o enunciado da 
atividade 2. Pergunte se eles conhecem os nomes 
das pessoas que assinaram o Manifesto 2000 e o 
que elas fizeram em suas vidas. Permita que eles 
compartilhem seus conhecimentos e, uma vez mais, 
estimule que eles pesquisem sobre essas pessoas. 
Caso eles tenham acesso à recursos da internet 
em sala de aula, você pode sugerir que façam uma 
pesquisa rápida em grupos e compartilhem as 
informações com a turma. Depois, peça para que 
os estudantes se revezem na leitura do manifesto. 
Verifique se todos compreenderam qual era o 
intuito do manifesto e a sua importância. Verifique 
também se eles identificaram qual é a estrutura 
textual, ou seja, que ele é composto por um título, os 
argumentos e complemente que ele também exige a 
assinatura das pessoas, acompanhada pela data em 
que se comprometeram a segui-lo.
Atividade 2
Solicite que os estudantes realizem a atividade 
3, que consiste na elaboração de um manifesto 
que responda à pergunta: “O que você quer da 
vida?”. É importante que eles mencionem princípios 
éticos, objetivos pessoais e profissionais, ações, 
crenças e ideais com os quais se comprometem a 
preservar, expressar e concretizar. Antes de iniciarem 
a atividade, faça perguntas que estimule a reflexão 
PROJETO DE VIDA 225GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 6
dos estudantes sobre esses aspectos, resgatando 
o aprendizado do ano letivo. Nesse sentido, você 
pode pedir que resgatem o que aprenderam sobre 
autoestima e as capacidades pessoais no tema 1, as 
causas sociais com as quais se identificam no tema 
2, a roda da vida que elaboraram no tema 3 e o que 
aprenderam sobre as diversas fontes de projetos 
de vida e a criatividade como parte indispensável 
desse processo, presentes no tema 4. Caso eles 
desejem, podem consultar esses materiais para criar 
o manifesto. Após escreverem a primeira versão, 
peça que a compartilhem com os colegas do grupo, 
de modo a identificar diferenças e semelhanças, 
acrescentar novos aspectos e a combinarem como 
podem ajudar uns aos outros a colocar o manifesto 
em prática.
 
Registrando o aprendizado
Atividade 3
Após concluírem a versão final do manifesto, 
solicite que usem a criatividade para criar uma versão 
que possa ser fixada em algum local onde possa 
ser visualizada cotidianamente, de modo a não se 
esquecer daquilo com que se comprometeram a 
seguir, apoiar e concretizar. Como será algo que 
ficará exposto, sugira que cuidem da parte estética 
do produto final, usando papéis coloridos, canetas 
e lápis de cor, notas autoadesivas e outros recursos 
que julgarem apropriados. Encerre a aula enfatizando 
que você confia na capacidade de eles se 
comprometerem consigo mesmos, estimulando-os 
a serem persistentes e disciplinados em relação aos 
aspectos do manifesto. Contudo, destaque que os 
manifestos são datados, ou seja, é preciso reformulá-
los ao longo do tempo para incorporar as mudanças 
que ocorrerem no modo como eles entendem o 
projeto de vida.
PROJETO DE VIDA 226GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 6
Vamos falar de educação 
socioemocional?
 Estimular os jovens a delinear seus projetos de 
vida desde cedo pode ser um divisor de águas. Muito 
mais pela ampliação da janela de aprendizagem do 
que necessariamente pela antecipação da discussão.
 Afinal, quanto mais cedo precisamos colocar 
conceitos e teorias em prática, mais rápido entramos 
em contato com erros, fracassos e frustrações. 
E quanto mais cedo descobrimos que talvez a 
rota precise ser ajustada, mais tempo, energia e 
dedicação teremos para efetivar as atualizações.
METACOGNIÇÃO
É a capacidade de observar e avaliar a própria 
aprendizagem. Pessoas com metacognição 
desenvolvida refletem sobre uma determinada 
tarefa e conseguem selecionar e usar o melhor 
método para resolvê-la, por conta própria.
 Alguém com boa metacognição sabe o que 
precisa fazer para aprender mais e aprender melhor. 
Aperfeiçoar nossa metacognição é ter conhecimento 
das práticas que facilitam e aceleram nossa própria 
PROJETO DE VIDA 227GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 6
aprendizagem. É, por exemplo, conhecer que 
técnicas ou estratégias de estudo funcionam melhor 
para sua aprendizagem.
 Nossa metacognição nos ajuda a perceber 
que é hora de transformar alguns aprendizados, 
descartando algumas partes, reaproveitando outras 
e adicionando novas informações às aprendizagens 
iniciais criando, nesse sentido, algum novo 
aprendizado.
 Aplicar a metacognição ao projeto de vida é 
entender que aquilo que um dia foi aprendido pode 
precisar ser descartado, transformado e atualizado 
para um novo aprendizado se consolidar. Em 
geral, aquilo que precisa ser desaprendido para ser 
reaprendido acaba melhorando nossa capacidade de 
adaptação, seja às pessoas, às culturas, ou ao mundo.
 Dessa forma, na sala de aula, o educador deve 
incentivar os alunos a imaginarem seu projeto de vida 
caminhando lado a lado com o amadurecimento de 
suas metacognições: “O projeto de vida de vocês é 
uma reta, uma curva, um zigue-zague, uma sequência 
de bifurcações ou um pouco dos quatro?”, “Como a 
disposição para aprender com os erros, fracassos e 
frustrações pode beneficiar o projeto de vida?”, “Fazer 
adaptações ao longo da implementação do projeto de 
vida significa o que para vocês?”.
Que tal aprender mais?
Criativos da escola
O Criativos da escola é um programa que faz 
parte do Design for change (Design pela mudança) 
que é um movimento global que estimula crianças 
PROJETO DE VIDA 228GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 6
e jovens a transformar suas realidades por meio 
de quatro pilares: o protagonismo, a empatia, a 
criatividade e o trabalho em equipe. No link abaixo, 
você poderá acessar o manual criado por eles para 
implementar atividades que visem ao engajamento 
dos estudantes na transformação de seus contextos.
link externo. Acesso em 24/07/2020
Clique aqui para acessar o material do estudante em pdf
Clique aqui para acessar o Material do Estudante Editável
Referências Bibliográficas
COVALESKI, Rogério Luiz. Artes e comunicação: a construção de 
imagens e imaginárioshíbridos. Galaxia (São Paulo, Online), n. 24, p. 
89-101, dez. 2012
Disponível em:
http://revistas.pucsp.br/index.php/galaxia/article/viewFile/8218/9413
Acesso em 24/07/2020
DAMON, William. O que o jovem quer da vida? Como pais e 
professores podem orientar e motivar os adolescentes. São Paulo: 
Summus, 2009.
DANZA, Hanna Cebel Danza. Projetos de vida e Educação Moral: 
um estudo na perspectiva da Teoria dos Modelos Organizadores do 
Pensamento. Dissertação de mestrado. Faculdade de Educação da 
Universidade de São Paulo. São Paulo, 2014.
DANZA, Hanna Cebel Danza. Conservação e mudança nos projetos de 
vida de jovens: um estudo longitudinal sobre Educação em Valores. 
Tese de doutorado. Faculdade de Educação da Universidade de São 
Paulo. São Paulo, 2019.
HAERTEL, Daniela. Projetos de vida de jovens universitários: 
um estudo sobre engajamento social e projeto de vida. Tese de 
doutorado. Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. São 
Paulo: 2018.
Disponível em :
https://teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48134/tde-11122018-
095813/publico/DANIELA_HAERTEL.pdf. Acesso em 24/07/2020
http://www.direitoshumanos.usp.br/index.php/UNESCO-
Organização-das-Nações-Unidas-para-a-Educação-Ciência-e-
Cultura/manifesto-em-defesa-da-paz-2000.html
Acesso em 24/07/2020
PROJETO DE VIDA 229GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 6
https://criativosdaescola.com.br/wp-content/uploads/2016/03/Material-de-Apoio_Versão-Site.pdf
https://drive.google.com/file/d/1gdJE8g1ADEVs-TcgALgsNvAHzW4tTWQh/view?usp=sharing
https://drive.google.com/file/d/15LfjFZgaGVmZegF0tBprV28XKSlSB92y/view?usp=sharing
RUBRICAS 
AVALIAÇÃO EM 
PROJETO DE VIDA
2º ANO 
TEMA 4 
2º ANO BLOCO: Engajamento e Transformação TEMA: Transformação social
Para que as mudanças sociais que os jovens 
desejam ver no mundo ocorram, é preciso 
engajamento com a transformação social. Por 
isso é fundamental construir conhecimentos, 
habilidades e valores que sensibilizem os jovens 
para as problemáticas sociais e ambientais da esfera 
pública e se engajar com as transformações que eles 
desejam para suas comunidades e para o mundo.
I
Não atendeu às 
expectativas de 
aprendizagem.
II
Atendeu 
parcialmente às 
expectativas de 
aprendizagem.
III
Atendeu a maioria 
das expectativas 
de aprendizagem
IV
Atendeu todas as 
expectativas de 
aprendizagem.
ENGAJAMENTO E 
PARTICIPAÇÃO
Tem dificuldade 
de identificar e 
explicar as causas 
e consequências 
de problemas 
sociais e 
ambientais, 
assim como 
de expressar 
suas opiniões e 
sentimentos a 
respeito deles 
com criticidade, 
e não propõe 
soluções para seu 
enfrentamento. 
Identifica e explica 
as causas e 
consequências de 
problemas sociais 
e ambientais, 
expressa suas 
opiniões e 
sentimentos 
com criticidade, 
propõe soluções 
para seu 
enfrentamento, 
mas não 
reconhece 
seu papel no 
enfrentamento 
desses problemas.
Identifica e explica 
as causas e 
consequências de 
problemas sociais 
e ambientais, 
expressa suas 
opiniões e 
sentimentos 
com criticidade, 
propõe soluções 
para seu 
enfrentamento, 
reconhece 
seu papel no 
enfrentamento 
desses problemas 
e sente-se 
comprometido 
a promover 
mudanças sociais. 
Identifica e explica 
as causas e 
consequências de 
problemas sociais 
e ambientais, 
expressa suas 
opiniões e 
sentimentos 
com criticidade, 
propõe soluções 
para seu 
enfrentamento, 
reconhece 
seu papel no 
enfrentamento 
desses problemas 
e sente-se 
comprometido 
a promover 
mudanças sociais.
COMENTÁRIOS 
DO ESTUDANTE
COMENTÁRIOS 
DO EDUCADOR
 
Clique aqui para baixar a ficha de avaliação
PROJETO DE VIDA 230GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 4 | AULA 6
https://docs.google.com/document/d/1Q2B0ziN6ImaWeP0-UWQPP5xCo9ZP6Kfp_LffOgnnmsU/edit?usp=sharing
PROJETO DE VIDA 
GUIA DO EDUCADOR
PROJETO INTERDISCIPLINAR
2º ANO
Competências 
gerais da BNCC
2. Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem 
própria das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise 
crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, 
elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar 
soluções (inclusive
tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes áreas.
9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a 
cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao 
outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização 
da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, 
identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de 
qualquer natureza.
10. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, 
flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com 
base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e 
solidários.
Habilidades de 
Projeto de Vida
Reconhecer as responsabilidades pessoais com as demandas do 
mundo e atribuir sentido ético e sociopolítico ao projeto de vida, 
comprometendo-se com ações individuais e coletivas voltadas ao 
bem comum. 
Identificar, compreender e sensibilizar-se com problemas sociais e 
ambientais, propondo e realizando ações voltadas ao bem comum, 
à justiça social, à sustentabilidade e à democracia.
Criar soluções coerentes e inovadoras para problemas hipotéticos 
ou reais.
Exercitar e praticar a tomada de perspectiva e a empatia para 
reconhecer e compreender as ideias, pensamentos, sentimentos e 
comportamentos alheios. 
Conhecer e desenvolver procedimentos de planejamento, 
execução e acompanhamento de ações para o cumprimento de 
objetivos e metas de curto, médio e longo prazo, nos âmbitos 
pessoal e coletivo.
Objetos de 
conhecimento
Práticas de cidadania; problemas sociais e ambientais; projetos 
sociais. 
Materiais Ficha do Projeto Interdisciplinar
Tempo de aula 8 aulas de 120 minutos
PROJETO DE VIDA 231GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | PROJETO INTERDISCIPLINAR
1. Projeto social
Se a educação em valores e para a cidadania é 
um dos principais objetivos da educação formal, é 
fundamental levar a cabo situações de aprendizagem 
em que a construção destes valores e da cidadania 
ocorra na prática, isto é, mediante o engajamento 
efetivo dos jovens no enfrentamento de questões 
sociais, problematizando a realidade e formulando e 
desenvolvendo intervenções sobre ela.
É essa a perspectiva assumida pelo Projeto 
Social, que aplica a máxima do aprender-fazendo 
à educação em valores e para a cidadania (PUIG 
et al, 2009). Nesse sentido, o Projeto Social tem o 
objetivo de fomentar a criticidade e sensibilidade 
social dos estudantes, a construção de valores 
morais e o compromisso social, constituindo-se 
como oportunidade para que os jovens integrem 
esses componentes da educação a suas identidades 
e projetos de vida (SILVA; ARAÚJO, 2019).
Diferentemente de campanhas de solidariedade 
promovidas pela escola ou de ações pontuais de 
voluntariado, o Projeto Social se constitui como 
uma prática pedagógica sistemática e intencional, 
integrada ao currículo, que deve articular 
aprendizado e intervenção social e ser protagonizada 
pelos jovens. Essas são características fundamentais 
do projeto a serem observadas pelo educador, que 
irá desempenhar o papel de orientador.
1.1. A importância das parcerias
O Projeto Social pode ser desenvolvido apenas 
pelos atores da instituição escolar. No entanto, 
tendo em vista sua complexidade, estabelecer 
parcerias com instituições sociais e/ou órgãos 
do poder público que atuam sobre determinada 
demanda social, pode favorecer e viabilizar o 
seu desenvolvimento. O acesso e a inserção dos 
estudantes no contexto onde se manifesta a 
PROJETO DE VIDA 232GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | PROJETO INTERDISCIPLINAR
demanda social, o aporte de conhecimentos e o 
oferecimento de recursos materiais e humanos 
para a realização da intervenção são exemplos de 
contribuições que uma parceria pode prover para os 
projetos. Por isso, é importante mapear instituições 
sociais que tenham disposição de realizar uma 
parceria com a escola,tal como sugerimos na 
primeira etapa do projeto.
1.2 A articulação entre diferentes 
componentes curriculares
O Projeto Social poderá ser desenvolvido 
em parceria com os mais diversos componentes 
curriculares, tanto na análise de fenômenos sociais e 
ambientais sobre os quais os estudantes irão intervir, 
como na elaboração e execução das propostas de 
intervenção. A definição de quais componentes 
curriculares poderão participar do desenvolvimento 
do projeto poderá ser feita após o mapeamento 
dos tipos de problemas sociais e ambientais da 
comunidade, ou após os grupos definirem a 
intervenção que pretendem realizar.
2. Etapas do projeto
Antes de iniciar o projeto, leia cada uma de 
suas etapas, tal como estão descritas no Material do 
Estudante e neste Guia do Educador. Recomenda-
se que a Aula 2 do Tema 4, intitulada Protagonismo 
Juvenil e Transformação Social, seja realizada como 
preâmbulo do projeto, mesmo que se opte por 
desenvolvê-lo em um momento do ano letivo em 
que o Tema 4 ainda não tenha se iniciado. O tema 
poderá incentivar os jovens a se empenharem no 
desenvolvimento do projeto.
Apresente a iniciativa aos estudantes, realizando 
a leitura de cada uma de suas etapas e explicando 
como eles irão proceder. Nesse momento, é 
fundamental fazer a leitura da rubrica de avaliação, 
PROJETO DE VIDA 233GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | PROJETO INTERDISCIPLINAR
para que conheçam os parâmetros e critérios por 
meio dos quais serão avaliados.
2.1 Pesquisa de campo: mapeamento 
dos problemas e instituições sociais da 
comunidade
Problemas sociais da comunidade
Essa etapa deve ser realizada, de preferência, 
mediante uma saída das turmas para a comunidade 
do entorno da escola em uma aula determinada, a 
fim de garantir que todos os estudantes presentes 
participem.
Ainda que muitos possam reconhecer alguns 
problemas da comunidade sem a necessidade 
de uma pesquisa de campo, ela proporciona ao 
jovem um olhar para a comunidade com um 
sentido investigativo, buscando explorar e desvelar 
questões até então não percebidas, além de exercitar 
procedimentos de coleta de dados.
Instituições sociais que atuam na comunidade
Tendo em vista que o projeto visa intervir 
sobre problemas da comunidade, deve-se priorizar 
o estabelecimento de parcerias com instituições 
sociais que atuam na coletividade. Todavia, é possível 
firmar parcerias com outras instituições dispostas 
a participar do projeto, seja de conhecimento dos 
estudantes ou dos educadores.
O contato com as instituições e seus 
representantes pode ser feito no momento da 
pesquisa de campo e/ou em outras oportunidades. 
É possível organizar os estudantes em grupos e 
solicitar que cada um deles entre em contato com 2 
instituições (que, vale ressaltar, não necessariamente 
serão aquelas com as quais desenvolverão o projeto). 
Recomenda-se que também o educador verifique 
possibilidades de parceria.
Acerca do preenchimento da tabela com 
PROJETO DE VIDA 234GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | PROJETO INTERDISCIPLINAR
informações sobre parcerias, peça que os estudantes 
verifiquem se, e como, a instituição poderia 
colaborar com o projeto: seja recebendo um ou mais 
grupos para auxiliá-la a atender alguma demanda, 
seja mediante outras formas de colaboração. Mesmo 
que ela não tenha disponibilidade de oferecer uma 
ajuda mais significativa, eles poderão contar com um 
apoio pontual em algum momento do projeto.
Comente com os jovens que eles também 
poderão obter informações sobre essas duas seções 
com seus familiares e amigos.
O Fórum Comunitário
Uma alternativa para a realização dessa primeira 
etapa é convidar instituições e moradores do 
entorno, além de profissionais da escola, estudantes 
e seus familiares, para um encontro com o objetivo 
de mapear os problemas da coletividade e identificar 
as possibilidades de parceria para o desenvolvimento 
do projeto. O Fórum Comunitário é uma instância 
democrática que proporciona o engajamento da 
escola e da comunidade no desenvolvimento de 
projetos, com o objetivo de melhorar os pontos 
levantados. Nesse sentido, o Fórum também 
pode ser realizado na etapa de planejamento das 
intervenções, convidando a comunidade a opinar 
e contribuir com as intervenções propostas pelos 
estudantes. Para mais informações, você pode ler o 
artigo “Aprendizagem-serviço e fóruns comunitários: 
articulações para a construção da cidadania na 
educação ambiental” (SILVA; ARAÚJO, 2019).
2.2 Desenvolvimento do projeto
Escolha do problema
Reserve uma aula para os estudantes 
compartilharem os problemas encontrados e as 
possíveis parcerias. Verifiquem quais questões 
podem receber o auxílio de instituições parceiras. 
Após tomarem conhecimento dessas informações, 
PROJETO DE VIDA 235GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | PROJETO INTERDISCIPLINAR
solicite que eles escolham dois problemas sobre os 
quais desejariam atuar. Chame atenção para o fato 
de que a inexistência de uma parceria para enfrentar 
determinado ponto não inviabiliza o desenvolvimento 
de um projeto. Com as escolhas feitas, organize-os 
em grupos. Verifique a primeira e segunda opção dos 
estudantes. Caso haja algum problema com excesso 
de estudantes, utilize a segunda opção para uma 
melhor distribuição dos grupos.
Cada grupo ficará responsável por atuar sobre 
um dos problemas da comunidade. Também é 
possível que mais de um grupo atue sobre uma 
mesma questão, no caso de desenvolverem tipos 
diferentes de intervenção.
Diagnóstico e estudo do problema
Nesta etapa, os estudantes deverão conhecer 
com mais detalhes o problema sobre o qual irão 
intervir. Sugerimos que isso seja feito mediante uma 
pesquisa de campo, que pode ser complementada 
com a leitura de textos e vídeos, contendo 
informações que possam ampliar o repertório e o 
conhecimento crítico dos estudantes sobre o tema 
abordado.
Plano da intervenção
Solicite que os estudantes elaborem um quadro 
ou tabela para organizar o plano de intervenção 
em consonância com o tempo de que dispõem 
para a conclusão do projeto. Mencione que essa é 
mais uma oportunidade de exercitarem habilidades 
de planejamento e cumprimento de metas, tão 
importantes para a realização de um projeto de vida.
É possível que parte do plano de intervenção 
seja elaborada ao mesmo tempo que a execução da 
intervenção, sobretudo no caso de o projeto contar 
com mais de uma intervenção ou segmentar uma 
em diferentes etapas.
Execução da intervenção
Considerando que os grupos irão atuar sobre 
PROJETO DE VIDA 236GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | PROJETO INTERDISCIPLINAR
problemáticas distintas, o tempo para a realização 
das intervenções poderá variar. É possível que alguns 
iniciem antes do que outros. De qualquer forma, 
lembre-os da importância de que a intervenção seja 
realizada a partir de um planejamento.
Peça aos estudantes que registrem suas 
intervenções para que possam compartilhar o 
resultado do projeto com seus colegas e para que os 
educadores envolvidos possam avaliá-lo.
Idealmente, as intervenções devem ocorrer 
no horário das aulas, sendo acompanhadas por 
professores e outros profissionais da escola. 
Contudo, caso seja preciso, os estudantes podem 
se organizar com seus familiares e outros adultos 
responsáveis para realizá-las fora do momento das 
aulas. Nesses casos, é importante comunicar as 
famílias sobre os objetivos do projeto e pedir para 
que registrem a ação feita.
2.3 Socialização do projeto social
Reserve um momento para que os grupos 
compartilhem o percurso do projeto. Solicite que 
elaborem uma apresentação descrevendo suas etapas, 
os momentos mais marcantes, os aprendizados 
adquiridos e os desafios que tiveram que enfrentar. 
A apresentação poderá servir de referência para a 
avaliação dos grupos na etapa seguinte.
2.4 Avaliação do projeto social
O Projeto Social deverá ser avaliado mediante o 
uso da rubrica de avaliação abaixo,que contempla 
as principais expectativas de aprendizagem. Solicite 
que os estudantes também respondam à rubrica de 
avaliação. Esta é uma oportunidade de reflexão sobre 
a experiência individual no âmbito do projeto e, 
consequentemente, de aprendizado. A autoavaliação 
dos estudantes poderá servir como recurso 
complementar à avaliação do educador.
PROJETO DE VIDA 237GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | PROJETO INTERDISCIPLINAR
Protagonismo e autonomia
0 1,0 1,5 2,0
Atuei no 
desenvolvimento 
do projeto sempre 
ou quase sempre 
em função do 
incentivo ou 
comando de um 
adulto ou de um 
colega, e não por 
iniciativa pessoal, 
seja na realização 
de pesquisas, 
na proposição 
de ideias ou no 
planejamento 
e realização da 
intervenção.
Atuei no 
desenvolvimento 
do projeto mais 
em função do 
incentivo ou 
comando de um 
adulto ou de um 
colega do que por 
iniciativa pessoal, 
seja na realização 
de pesquisas, 
na proposição 
de ideias ou no 
planejamento 
e realização da 
intervenção.
Atuei com 
autonomia no 
desenvolvimento 
do projeto, 
tomando iniciativa 
na realização 
de pesquisas, 
na proposição 
de ideias, no 
planejamento e 
na realização da 
intervenção, por 
vezes necessitando 
do incentivo ou 
comando de um 
adulto ou de um 
colega.
Atuei no 
desenvolvimento 
do projeto com 
autonomia, 
tomando iniciativa 
na realização 
de pesquisas, 
na proposição 
de ideias, no 
planejamento e 
na realização da 
intervenção, sem 
necessitar do 
comando de um 
adulto ou de um 
colega. 
Trabalho colaborativo
0 1,0 1,5 2,0
Não me 
comprometi com 
o alcance dos 
objetivos e metas 
individuais e do 
grupo. 
Me comprometi 
somente em alguns 
momentos com 
o alcance dos 
objetivos e metas 
individuais e do 
grupo, cumprindo 
prazos, dando 
ideias, realizando 
as tarefas que me 
foram atribuídas e 
cooperando com 
meus colegas em 
seus desafios. 
Me comprometi 
na maior parte 
do tempo com 
o alcance dos 
objetivos e metas 
individuais e do 
grupo, cumprindo 
prazos, dando 
ideias, realizando 
as tarefas que me 
foram atribuídas e 
cooperando com 
meus colegas em 
seus desafios. 
Me comprometi o 
tempo todo com 
o alcance dos 
objetivos e metas 
individuais e do 
grupo, cumprindo 
prazos, dando 
ideias, realizando 
as tarefas que me 
foram atribuídas e 
cooperando com 
meus colegas em 
seus desafios. 
Engajamento social
0 1,0 1,5 2,0
Não me senti 
responsável por 
contribuir com o 
enfrentamento do 
problema e realizei 
o projeto somente 
em função das 
determinações e 
avaliação da escola.
Me senti 
parcialmente 
responsável por 
contribuir com o 
enfrentamento 
do problema 
e somente em 
alguns momentos 
me esforcei para 
a realização do 
projeto, sempre em 
função das tarefas 
e do espaço-tempo 
determinados pela 
escola. 
Me senti 
responsável por 
contribuir com o 
enfrentamento 
do problema e 
me esforcei para 
a realização do 
projeto em função 
das tarefas e do 
espaço-tempo 
determinados pela 
escola.
Me senti respon-
sável por contri-
buir com o en-
frentamento do 
problema e dedi-
quei grande es-
forço para a reali-
zação do projeto, 
dispondo de meu 
tempo, conheci-
mentos e habilida-
des, independente-
mente das tarefas e 
do espaço-tempo 
determinados pela 
escola. 
PROJETO DE VIDA 238GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | PROJETO INTERDISCIPLINAR
Conhecimento sobre o problema
0 1,0 1,5 2,0
Conheço pouco 
o contexto de 
vida das pessoas 
associadas ao 
problema e não 
consigo explicar 
suas causas e 
consequências 
em nível local 
e produzir uma 
justificativa 
embasada para 
a intervenção, 
nem estabelecer 
relações com 
fatores sociais e 
políticos de maior 
escala. 
Conheço o 
contexto de 
vida das pessoas 
associadas ao 
problema, mas 
tenho dificuldade 
de explicar 
suas causas e 
consequências 
em nível local 
e produzir uma 
justificativa 
embasada para 
a intervenção, 
assim como 
de estabelecer 
relações com 
fatores sociais e 
políticos de maior 
escala. 
Conheço o 
contexto de 
vida das pessoas 
associadas ao 
problema e 
consigo explicar 
suas causas e 
consequências 
em nível local, de 
modo a produzir 
uma justificativa 
embasada para a 
intervenção, mas 
tenho dificuldade 
de estabelecer 
relações com 
fatores sociais e 
políticos de maior 
escala. 
Conheço o 
contexto de 
vida das pessoas 
associadas ao 
problema e 
consigo explicar 
suas causas e 
consequências 
em nível local, de 
modo a produzir 
uma justificativa 
embasada para a 
intervenção, bem 
como estabelecer 
relações com 
fatores sociais e 
políticos de maior 
escala. 
Intervenção
0 1,0 1,5 2,0
A intervenção não 
foi realizada a partir 
das observações 
e escuta das 
pessoas implicadas 
ao problema e 
não atendeu, 
ou atendeu 
parcialmente, às 
suas demandas.
A intervenção foi 
realizada a partir 
das observações 
e escuta das 
pessoas implicadas 
ao problema 
e atendeu 
parcialmente às 
suas demandas.
A intervenção foi 
realizada a partir 
das observações 
e escuta das 
pessoas implicadas 
ao problema 
e atendeu 
satisfatoriamente 
às suas demandas, 
porém seu impacto 
não irá perdurar 
para além do 
projeto social.
A intervenção foi 
realizada a partir 
das observações 
e escuta das 
pessoas implicadas 
ao problema 
e atendeu 
satisfatoriamente 
às suas demandas, 
causando um 
impacto que irá 
perdurar para além 
do projeto social.
Clique aqui para acessar o Projeto Interdisciplinar do Estudante
Clique aqui para acessar a Ficha de Avaliação
Referências Bibliográficas
ARAÚJO, Ulisses Ferreira de. Temas transversais e a estratégia de 
projetos. São Paulo: Moderna, 2003.
MARTÍN, Xus; RUBIO, Laura. (Coord.). Prácticas de ciudadanía: diez 
experiencias de aprendizaje servicio. Ministerio de Educación, 2010.
PUIG, J. M. et al. (Org.) Aprendizaje servicio: educación y compromiso 
cívico. Barcelona: Graó, 2009.
SILVA, Marco Antonio Morgado da; ARAÚJO, Ulisses Ferreira de. 
Aprendizagem-serviço e fóruns comunitários: articulações para 
a construção da cidadania na educação ambiental. Ambiente e 
PROJETO DE VIDA 239GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | PROJETO INTERDISCIPLINAR
https://drive.google.com/file/d/1ifnN8V3WJGCKm5JPM178gH14ac7iHTcy/view?usp=sharing
https://drive.google.com/file/d/14B3jEx6ebEWi8ICR48k-O0nr9msIMd6q/view?usp=sharing
Educação: revista de educação ambiental, Rio Grande, v. 24, n. 1, 
p. 01-17, 2019. Disponível em: https://periodicos.furg.br/ambeduc/
article/view/8157/5851.
SILVA, Marco Antonio Morgado da; ARAÚJO, Ulisses Ferreira de. 
Identidade Moral e aprendizagem-serviço. In: CAETANO, Luciana 
Maria; SILVA, Sandrelei Cano da. Psicologia para pais e educadores: 
desenvolvimento moral e social. Curitiba: Juruá, 2019, p. 55 - 67.
PROJETO DE VIDA 240O poder da vulnerabilidade.
Aparelhos para reprodução de vídeo disponível na plataforma 
YouTube. 
Vídeo A borboleta de Austin.
PROJETO DE VIDA 24GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 3
O que dizem os estudiosos?
 Uma das principais características dos seres 
humanos é a diversidade. Basta olharmos ao nosso 
redor para percebermos o quanto somos diferentes 
em nossas maneiras de pensar, agir, sentir, nos 
expressar, entre tantos outros aspectos. Dentro 
dessa diversidade, há inúmeras potencialidades e 
vulnerabilidades também. 
Podemos entender as 
potencialidades como o conjunto 
de características que nos 
permitem agir de modo positivo 
conosco e com os demais em 
diversas situações da vida, 
como na escola, no trabalho, com a família, 
amigos etc. Exemplos de potencialidades são: 
a proatividade, a curiosidade, a amabilidade, 
a honestidade, entre tantas outras. Já as 
vulnerabilidades são aquelas características que, 
por alguma razão, prejudicam nossa forma de agir 
em inúmeras situações da vida, com os outros 
e conosco , como a insegurança, a preguiça, a 
teimosia, a agressividade, entre outras.
Nos últimos anos, a pesquisadora Brené Brown 
(2016) divulgou uma série de estudos que colocaram 
em evidência o fato de que as pessoas que aceitam 
e assumem, frente aos outros, suas vulnerabilidades, 
têm coragem para enfrentá-las e se desenvolvem 
de modo mais potente nos diversos âmbitos da vida. 
Hoje reconhecemos a importância de aprender a 
lidar com a nossa própria vulnerabilidade e com a 
dos outros, a fim de que possamos agir com empatia 
PROJETO DE VIDA 25GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 3
e contribuir com o crescimento das pessoas com as 
quais nos relacionamos.
Como é que se faz?
Organizando a aula
Nessa aula, será necessário reproduzir um 
vídeo disponível no Youtube. Para isso, organize os 
equipamentos audiovisuais necessários e peça para 
que os estudantes formem um semicírculo com suas 
mesas e cadeiras, logo no início da aula.
Despertando o interesse
Inicie a aula escrevendo na lousa as palavras 
potencialidade e vulnerabilidade. Estimule os 
estudantes a realizarem uma “chuva de ideias” 
(brainstorming) sobre esses dois conceitos. Anote-
os à medida que eles expressarem suas opiniões. 
Quando as ideias acabarem, abra uma roda de 
discussão para verificar se todos estão de acordo 
PROJETO DE VIDA 26GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 3
com as ideias que envolvem ambos os conceitos. 
Após esse primeiro momento, diga que nesta aula 
eles irão compreender a aplicar esses conceitos em 
suas vidas para perceber como podem contribuir 
para a construção do projeto de vida.
Entregue aos estudantes o texto “O poder da 
vulnerabilidade” disponível em: link externo.
E a Ficha de Atividades desta aula (Aula 3 - 
Potencialidade x Vulnerabilidade).
Solicite que façam a leitura atenta do texto e 
marquem as partes mais interessantes. Depois, peça 
para que respondam às questões disparadoras da 
ficha, comparando-as com as questões levantadas 
na chuva de ideias do início da aula. Discutam 
por alguns minutos a ideia de que assumir nossas 
vulnerabilidades é algo que nos ajuda a ter coragem 
para enfrentar os desafios da vida e a ter consciência 
do que precisamos melhorar em nós mesmos.
Construindo conhecimentos
Atividade 1
Nesta atividade, os estudantes devem 
marcar, individualmente, o quanto cada uma das 
potencialidades e das vulnerabilidades têm em 
comum com eles.
Atividade 2
Essa tarefa consiste em uma reflexão geral 
sobre o que eles identificaram na Atividade 1. 
Reforçe que todos nós possuímos potencialidades 
e vulnerabilidades; o importante é que possamos 
reconhecer as vulnerabilidades, aprender a lidar com 
elas e modificar aquelas que desejamos, que nos 
limitam, nos prejudicam ou prejudicam outras pessoas.
Atividade 3
Peça para que os estudantes leiam o 
enunciado da atividade e reproduza para a turma 
PROJETO DE VIDA 27GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 3
https://exame.com/blog/gestao-fora-da-caixa/o-poder-da-vulnerabilidade
o vídeo “A borboleta de Austin”, que ensina como 
podemos contribuir para que as outras pessoas se 
desenvolvam e se aperfeiçoem. Após a exibição do 
vídeo, é importante reforçar que, ao dar feedbacks 
(comentários que alimentem o desenvolvimento 
alheio), é importante ser específico, e não generalista 
ou crítico. Você pode usar o exemplo do vídeo “A 
borboleta de Austin” e perguntar aos estudantes: 
“Vocês acham que dizer ao Austin que sua borboleta 
está feia o ajudaria a aperfeiçoar seu desenho?” “E 
dizer que sua borboleta não parece a borboleta 
da foto, o ajudaria a aperfeiçoar o desenho?”. É 
importante que eles compreendam a necessidade 
de serem específicos nos seus apontamentos, e não 
fazer críticas que apenas abalem a autoestima e a 
autoconfiança dos outros, sem ajudá-los a perceber 
como podem melhorar.
Também é relevante fazer uma reflexão 
sobre como receber feedbacks. É muito natural 
que fiquemos apreensivos ao termos nossas 
vulnerabilidades expostas . Contudo, uma postura de 
escuta ativa, de humildade, coragem e compreensão 
de que podemos evoluir sempre, contribui para 
que possamos receber os feedbacks e usá-los em 
nosso crescimento pessoal. Essa atitude é valorosa 
para não refutar os apontamentos feitos, como uma 
forma de se defender da vulnerabilidade, aceitando-a 
e aprendendo com ela.
Atividade 4
Após a discussão feita na atividade 3, peça para 
que os estudantes realizem a atividade 4, que consiste 
em sentar em duplas para dar e receber feedbacks 
sobre uma das vulnerabilidades identificadas na 
atividade 1 desta ficha. Enquanto realizam essa tarefa, 
é importante que você circule pela sala de aula, 
ouvindo algumas duplas, verificando se eles estão 
dando feedbacks adequados e empáticos e ajudando-
os a refletir sobre a melhor maneira de fazer os 
apontamentos para o colega.
PROJETO DE VIDA 28GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 3
Registrando o aprendizado
Ao final da aula, pergunte como os estudantes 
estão se sentindo depois de terem dado e recebido 
feedbacks. Permita que eles expressem suas opiniões 
e enfatize que passarão por inúmeras situações 
na vida que exigem dar e receber este tipo de 
retorno , e que precisam aprender a lidar bem com 
isso para que possam crescer. Também explore a 
importância de reconhecer as potencialidades e 
as vulnerabilidades para se sentirem confiantes e 
corajosos para construir e realizar seus projetos de 
vida.
Vamos falar de educação 
socioemocional?
 Já sabemos que a autoestima é aprendida 
e desenvolvida durante toda a vida e que é 
produzida por uma história de reconhecimento 
social positivo, em que o indivíduo tem seus 
comportamentos validados por outras pessoas 
importantes de seu convívio.
 Uma autoestima saudável, portanto, decorre de 
relações interpessoais em que o sujeito , de modo 
mais abrangente, é reconhecido pelo outro como 
adequado, desejável ou válido, e não apenas seus 
comportamentos.
PROJETO DE VIDA 29GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 3
VALIDAÇÃO
É o sentimento de estima propriamente dito. 
O sentimento tem sua existência individual e 
particular reconhecida, validada e considerada 
como significativa. É quando uma pessoa sente 
que seu SER não é ameaçado, proibido ou 
inviabilizado por algum FAZER – comportamento 
– inadequado ou indesejado.
 
Mas, então, como validar as pessoas nessa 
perspectiva mais ampla sem reduzi-las a seus 
comportamentos mais ou menos desejáveis?
 Vamos conhecer algumas formas de estimular 
e fortalecer a autoestima em sala de aula, através do 
relacionamento com adultos interessados em apoiar 
e atuar como facilitadores do desenvolvimento 
emocional de seus alunos.
O que fazer:
a. Quando o comportamento do é desejável: 
gratificá-lo com alguma forma de 
atenção, carinho, sorriso, comentário ou 
reconhecimento positivo.
Oque preferir:
- Destacar o SUJEITO que age, seguido da 
GRATIFICAÇÃO de sua ação: “Você me deixou 
alegre com sua participação”. Ou “Quando 
você ajuda seus colegas, a turma fica animada e 
aprende mais.”
Esse é o tipo de comunicação que melhor 
PROJETO DE VIDA 30GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 3
desenvolve a autoestima, uma vez que dá destaque à 
pessoa e não somente ao comportamento.
O que evitar:
- Destacar somente a AÇÃO/COMPORTAMENTO: 
“A sua participação na aula foi importante”
- Fazer uma proposta inespecífica: “Você poderia 
ajudar mais seus colegas em sala...”
b. Quando o comportamento é indesejável: 
Entender como oportunidade educativa de 
desenvolver a responsabilidade e tolerância aos 
limites e frustrações. Vamos falar mais sobre 
responsabilidade em outras aulas.
Que tal aprender mais?
O poder da vulnerabilidade
Nesta palestra do TED Talks - uma das cinco 
mais assistidas no mundo -, a pesquisadora Brené 
Brown afirma que a vulnerabilidade é a característica 
humana que nos permite desenvolver a coragem 
de reconhecer e enfrentar nossos desafios, nos 
tornando pessoas mais confiantes e seguras. 
link externo
Clique aqui para acessar o material do estudante em pdf
Clique aqui para acessar o Material do Estudante Editável
Referências Bibliográficas
BROWN, Brené. A coragem de ser imperfeito. Rio de Janeiro: Editora 
Sextante, 2016.
PROJETO DE VIDA 31GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 3
https://www.ted.com/talks/brene_brown_the_power_of_vulnerability?language=pt-br
https://drive.google.com/file/d/1xg3wMeFnE_veu08u3IXAQNFm3sIQVKR5/view?usp=sharing
https://drive.google.com/file/d/1M-dwJ_24YDKJnJm0tHD1lGQvFcEUUd8l/view?usp=sharing
PROJETO DE VIDA 
GUIA DO EDUCADOR
TEMA: AUTOESTIMA
TÍTULO: PADRÕES ESTÉTICOS E AUTOESTIMA
2º ANO 
TEMA 1 
AULA 4
O que faremos hoje?
Bloco 1 Autoconhecimento e Identidade
Tema Autoestima
Competências 
gerais da BNCC
1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos 
sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e 
explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a 
construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.
4. Utilizar diferentes linguagens - verbal (oral ou visual-motora, 
como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital -, bem 
como conhecimentos das linguagens artística, matemática e 
científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, 
ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos 
que levem ao entendimento mútuo.
8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e 
emocional, compreendendo-se na diversidade humana e 
reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e 
capacidade para lidar com elas.
9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a 
cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao 
outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização 
da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, 
identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de 
qualquer natureza. 
PROJETO DE VIDA 32GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 4
Habilidades de 
Projeto de Vida
Compreender que a autoestima é influenciada por fatores 
subjetivos e socioculturais e ser capaz de elaborar uma 
representação positiva de si mesmo. 
Reconhecer e valorizar o autoconhecimento como um 
procedimento que possibilita a autorregulação e a definição de um 
projeto de vida. 
Objetos de 
conhecimento Padrões estéticos e autoestima
Tempo de aula 120 minutos
O que dizem os estudiosos?
Os padrões estéticos são definidos pelo 
conjunto de características físicas que determinada 
cultura estabelece como ideais ou desejáveis. 
Tais características nos são transmitidas desde 
a infância através das mídias (novelas, filmes, 
comerciais, revistas etc.) e das pessoas com quem 
convivemos, tornando-se nossas referências 
sobre os tipos de pessoas ideais e influenciando a 
percepção que temos de nós mesmos e dos outros. 
Consequentemente, 
os padrões estéticos afetam 
diretamente nossa autoestima, 
podendo causar sentimentos de 
tristeza, frustração e rejeição, 
caso não nos enquadremos nesses 
padrões. 
Os padrões estéticos dominantes em nossa 
cultura restringem o conceito de beleza a algumas 
características relativas à cor da pele, ao tipo de 
cabelo, às dimensões do corpo, aos traços do rosto, 
ao modo de se vestir, ao uso de acessórios, entre 
PROJETO DE VIDA 33GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 4
outros, excluindo uma série de características que 
podem ser consideradas igualmente belas e que, 
por vezes, foram valorizadas em outros períodos 
históricos ou são valorizadas em outras culturas.
Vale acrescentar que o padrão estético 
dominante tende a ser aquele adotado pelos setores 
dominantes. Nos dias de hoje, por exemplo, a 
maior valorização da pele branca e do cabelo liso, 
em detrimento do cabelo crespo e da pele negra, 
é consequência do predomínio desses traços nos 
grupos econômicos e políticos prevalecentes e 
da herança da crença na inferioridade dos negros, 
instituída desde o período da escravidão. Assim, 
compreender criticamente a reprodução social de 
determinado padrão estético e seus impactos na 
autoestima e na atribuição de valor a diferentes 
grupos sociais (com recorte regional e étnico-racial, 
por exemplo), visa contribuir para a valorização da 
autoimagem e o empoderamento dos estudantes e 
de seus grupos de pertencimento, podendo impactar 
positivamente sua autoestima.
Como é que se faz?
Organizando a aula
Nessa aula, você deverá reproduzir três vídeos 
disponíveis na plataforma de compartilhamento 
do YouTube. Para isso, será necessário organizar 
um espaço para projetá-los e os equipamentos 
audiovisuais necessários. Além disso, a aula irá 
demandar recursos para a realização de pesquisa 
na internet e também pode-se oferecer revistas e 
jornais para a realização da Atividade 2.
PROJETO DE VIDA 34GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 4
Despertando o interesse
Inicie entregando a Ficha de Atividades dessa 
aula (Aula 4 - Padrões estéticos e autoestima) e 
reproduzindo os vídeos “Você é mais bonita do que 
pensa” Disponível em link externo. (Acesso em: 
22/06/2020) e “Dove Evolution” (Disponível em link 
externo. Acesso em: 22/06/2020) - produzidos pela 
marca Dove e disponíveis na plataforma YouTube .
 Ao final dos vídeos, solicite que os estudantes 
respondam às duas questões disparadoras e, em 
seguida, conduza uma discussão acerca das respostas.
 1) Espera-se que os estudantes identifiquem que 
o vídeo “Você é mais bonita do que pensa” 
explora a ideia de que muitas pessoas têm 
uma autoimagem distorcida, o que afeta a 
autoestima. Questione-os sobre o que pode 
gerar esse fenômeno. É possível que alguns 
estudantes apontem a influência dos padrões 
de beleza dominantes. Já o vídeo “Dove 
Evolution” tem o propósito de demonstrar 
como as imagens de modelos veiculadas em 
propagandas resultam de procedimentos 
técnicos que visam aprimorar determinadas 
características de acordo com o padrão 
estético predominante, por vezes, gerando 
PROJETO DE VIDA 35GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 4
https://www.youtube.com/watch?v=Il0nz0LHbcM&t=36s
https://www.youtube.com/watch?v=sfAPT1_0TDg
https://www.youtube.com/watch?v=sfAPT1_0TDg
mudanças profundas e até mesmo distorções 
sobre as características físicas da(o) modelo.
2) Espera-se que os estudantes identifiquem 
que a disseminação da imagem de modelos 
pelas mídias, que passam por retoques e 
modificações digitais, impõe um ideal de 
beleza pouco diverso e que não condiz com 
a realidade. Tal idealização de beleza acaba 
servindo de referência para as pessoas, o que 
pode fazer com que se sintam frustradas por 
não a atenderem, conforme é demonstrado no 
primeiro vídeo.
Construindo conhecimentos
Atividade 1
Faça a leitura coletiva do texto da atividade 
1 e conduza uma discussão sobreas questões 
expostas ao final dele. Incentive os estudantes a 
reconhecerem que os padrões estéticos dominantes 
compreendem, entre outras características, a pele 
branca, o cabelo liso e o corpo magro para mulheres 
e forte e definido para os homens. 
Tal padrão é transmitido pelo predomínio de 
pessoas com essas características em desfiles de 
moda, comerciais, capas de revista e ocupando 
papéis de destaque em filmes e novelas.
a) Espera-se que os estudantes respondam que 
o padrão de beleza foi sofrendo mudanças ao 
longo da história sob influência de questões 
sociais, culturais e econômicas. Por exemplo, 
no período renascentista, valorizava-se um 
corpo feminino voluptuoso porque essa 
forma era associada à riqueza e à fartura de 
alimentos, ao passo que hoje o ideal de beleza 
feminina é o de um corpo magro, relacionado 
à possibilidade de praticar exercícios físicos e 
alimentar-se com qualidade.
b) Resposta pessoal.
c) Um exemplo de diferença cultural pode ser 
PROJETO DE VIDA 36GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 4
encontrado no padrão masculino da Coreia do 
Sul, definido pela ausência de barba e um corpo 
magro, enquanto em países ocidentais, como 
o Brasil, o corpo musculoso e a presença de 
barba são valorizados em alguns contextos.
d) A jovem problematiza a inadequação do corpo 
negro ao padrão estético dominante e o quanto 
o racismo estrutural impacta o conceito que a 
sociedade e as mulheres negras têm sobre seus 
corpos. Mesmo quando o corpo da mulher negra 
é valorizado esteticamente, essa valorização 
ocorre a partir da estereotipação sexual, que o 
objetifica, ou seja, o torna um objeto para ser 
consumido e descartado, sem que se leve em 
consideração a pessoa que o habita.
e) Resposta pessoal.
Atividade 2
Anuncie que o trabalho da Atividade 2 será 
iniciado nesta aula, mas continuado na seguinte. 
Solicite que os estudantes façam uma pesquisa 
sobre os padrões estéticos dominantes nas mídias, 
buscando reconhecer quando eles são reforçados. 
Sugere-se que a pesquisa seja feita na internet, mas 
você também pode oferecer revistas e jornais para 
que eles realizem essa atividade. Incentive-os a 
explorar a presença dos padrões estéticos dominantes 
em diferentes mídias: capas de revista, elenco de 
novelas e filmes (os papéis predominantemente 
ocupados por negros e brancos, por exemplo), 
comerciais de televisão, apresentadores de programas 
etc. Eles deverão escolher um desses materiais e 
propor, por meio da construção de um painel, a 
substituição de um ou mais padrões dominantes por 
outras características. Peça para que se organizarem 
para trazer os aparatos necessários para a construção 
dos painéis na aula seguinte. Eles poderão levar 
recortes de revistas, jornais e também imprimir 
imagens da internet. Neste caso, verifique se a 
impressão pode ser feita na escola.
PROJETO DE VIDA 37GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 4
Vamos falar de educação 
socioemocional?
 A autoconfiança precisa de exposição e 
abertura a experiências para se desenvolver. O 
sentimento de confiança é forjado a partir do esforço 
e do enfrentamento de dificuldades. Ele se fortalece 
através das tentativas, dos erros e aprendizagens de 
comportamentos exitosos e bem-sucedidos.
CONFIANÇA
É o sentimento que surge quando precisamos 
lidar com uma dificuldade, problema, ou situação 
de estresse.
 Uma pessoa confiante se sente capaz de lidar 
com os obstáculos e desafios da vida, buscando 
estratégias para superá-los e solucioná-los.
 Quanto mais uma pessoa passa por 
dificuldades e consegue encontrar formas de encarar 
essas situações-problema, mais sua confiança se 
fortalece.
 O grande segredo aqui é: pessoas com boa 
autoconfiança foram passando por situações 
de dificuldade proporcionais à sua maturidade e 
capacidade de criar/encontrar soluções e, assim, 
PROJETO DE VIDA 38GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 4
foram conseguindo lidar de forma gradativa com 
problemas cada vez mais complexos.
 Desse modo, o educador deve criar 
oportunidades em sala de aula, ou estar atento 
para aproveitá-las quando surgirem, para que seus 
estudantes mostrem comportamentos e ações que 
buscam solucionar situações-problema do dia a 
dia. E o principal: tais tentativas de resolução devem 
alcançar algum grau de resultado.
 Vamos abordar alguns exemplos possíveis, do 
que dizer:
“Vá, tente do seu jeito. Estou aqui para apoiar se 
for necessário”
“Mesmo já tendo tentado, me conte o que você 
conseguiu aprender nessa tentativa”
“Observe algum colega e veja o que chama sua 
atenção no esforço dele”
“Experimente, veja até onde consegue ir e me 
conte o que aprendeu”
“Vou te acompanhar até onde precisar, e no 
próximo exercício você vai tentar sozinho”
 A recomendação central é prestar atenção na 
dificuldade da tarefa que vai propor para o estudante 
e adequar a dificuldade da atividade às habilidades 
já evidenciadas por ele , escolhendo, por exemplo, 
uma complexidade menor ou intermediária. O 
desenvolvimento de uma boa autoconfiança é como 
uma corrida de obstáculos em que a altura das 
barras vai aumentando à medida que o corredor vai 
conseguindo pular a barra mais baixa.
PROJETO DE VIDA 39GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 4
Que tal aprender mais?
Dove pela autoestima
A página da marca Dove contém diversos textos 
e propostas de atividades para trabalhar a autoestima 
dos jovens em relação, sobretudo, à aparência física.
Disponível em: link externo. 
(Acesso: 25/06/2020).
Clique aqui para acessar o material do estudante em pdf
Clique aqui para acessar o Material do Estudante Editável
Referências Bibliográficas
GOLEMAN, Daniel. O cérebro e a inteligência emocional: novas 
perspectivas. Rio de Janeiro: Objetiva, 2016.
HARTER, Susan. The construction of the self: developmental and 
sociocultural foundations. Guilford Publications, 2012.
PROJETO DE VIDA 40GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 4
https://www.dove.com/br/dove-self-esteem-project.html
https://drive.google.com/file/d/1wKh9sfVbW3Hl_KV-EViYgK4imUoTJQX9/view?usp=sharing
https://drive.google.com/file/d/1D7_vFwM-_78dkeQpBD_arEE5Mc2DayS4/view?usp=sharing
PROJETO DE VIDA 
GUIA DO EDUCADOR
TEMA: AUTOESTIMA
TÍTULO: PADRÕES ESTÉTICOS E AUTOESTIMA
2º ANO 
TEMA 1 
AULA 5
O que faremos hoje?
Bloco 1 Autoconhecimento e Identidade
Tema Autoestima
Competências 
gerais da BNCC
1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos 
sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e 
explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a 
construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.
4. Utilizar diferentes linguagens - verbal (oral ou visual-motora, 
como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital -, bem 
como conhecimentos das linguagens artística, matemática e 
científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, 
ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos 
que levem ao entendimento mútuo.
8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e 
emocional, compreendendo-se na diversidade humana e 
reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e 
capacidade para lidar com elas.
9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a 
cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao 
outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização 
da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, 
identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de 
qualquer natureza.
Habilidades de 
Projeto de Vida
Compreender que a autoestima é influenciada por fatores 
subjetivos e socioculturais e ser capaz de elaborar uma 
representação positiva de si mesmo.
Objetos de 
conhecimento Padrões estéticos e autoestima
Tempo de aula 120 minutos
PROJETO DE VIDA 41GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 5
O que dizem os estudiosos?
Segundo relatório do Ministério da Saúde 
e daUniversidade de Brasília (UnB), a cada dez 
jovens que se suicidam no Brasil, seis são negros. 
Entre as causas do suicídio está a baixa autoestima 
desses jovens, como resultado de práticas racistas 
e de uma estrutura sociocultural que inferioriza 
o negro com estereótipos negativos, e que pode 
fazer com que, desde crianças, negros e negras 
rejeitem suas características físicas e raízes culturais. 
Consequentemente, conforme aponta Tornek e 
colaboradores (2018),
muitas crianças e jovens negros 
deslocam suas identidades para 
fora da categoria de pessoas 
negras, não se reconhecendo 
como pertencentes a 
esse grupo racial. 
Problematizar e contestar os padrões estéticos 
e estereótipos raciais que reproduzem o racismo 
e afetam de modo tão profundo a autoestima da 
população negra é um imperativo ético com o qual o 
conjunto da sociedade deve se comprometer, tendo 
a escola e os profissionais da educação um papel 
fundamental nesse processo.
Como é que se faz?
PROJETO DE VIDA 42GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 5
Organizando a aula
Inicie a aula recuperando as discussões feitas na 
aula anterior. Solicite que algum estudante resuma os 
principais conteúdos abordados naquela ocasião. Em 
seguida, lembre-os de que nessa aula eles produzirão 
o painel ou cartaz planejado na aula anterior. Exponha 
as habilidades e o conteúdo da aula.
Despertando o interesse
Como nessa aula os estudantes darão 
prosseguimento ao trabalho iniciado na anterior, 
para estimular o engajamento, peça que cada um 
dos grupos compartilhe brevemente com a turma 
sua proposta de trabalho. Caso julgue oportuno, 
os estudantes podem opinar sobre as propostas 
dos colegas, apontando sugestões e oferecendo 
feedbacks tais como aprenderam na aula três, com o 
vídeo “A borboleta de Austin”.
Construindo conhecimentos
Atividade 1
Faça a leitura de cada uma das etapas, 
ressaltando a importância de considerarem as 
orientações para a conclusão do planejamento 
e execução da produção. No que diz respeito à 
etapa de intervenção na comunidade escolar, os 
estudantes podem montar um mural que contenha 
o conjunto de painéis ou distribuí-los por diferentes 
espaços da escola. Deixe que a proposta parta deles 
e que decidam coletivamente a melhor opção, a fim 
de estimular o protagonismo e a autonomia.
PROJETO DE VIDA 43GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 5
Vamos falar de educação 
socioemocional?
 O sentimento de responsabilidade se 
desenvolve através de situações de aprendizagem 
estabelecedoras de limite e consequências sociais.
 Responsabilidade deve ser um sentimento 
desenvolvido pela valorização de comportamentos 
que beneficiam, ao mesmo tempo, o aluno e outras 
pessoas relevantes naquele contexto social.
RESPONSABILIDADE
É o sentimento de saber fazer algo de forma 
adequada. É quando uma pessoa sente que 
seu comportamento e suas ações provocam 
benefícios a ela, aos outros ou ao mundo.
Responsabilidade é o que podemos desenvolver 
e ensinar aos alunos quando eles apresentam 
comportamentos indesejáveis em sala de aula. Afinal, 
é a presença dessas ações socialmente inadequadas 
que oferecem a oportunidade de condicioná-los a 
lidar com os limites de seus desejos e impulsos, bem 
como assumir as consequências socioambientais de 
suas ações.
Desse modo, vamos conhecer algumas formas 
de estimular a responsabilidade em sala de aula, 
através da educação sobre tolerância aos limites e 
frustrações.
Quando o aluno apresentar comportamentos 
indesejáveis:
PROJETO DE VIDA 44GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 5
O que fazer:
Comunicar a inadequação do comportamento, 
nomeando-o com clareza e explicitando algum 
motivo pelo qual não deve ser repetido no futuro.
O que preferir:
“Fazer bagunça na hora da aula é errado, isso 
faz mal para seus colegas e para seu professor. SE 
você voltar a fazer bagunça, ENTÃO vai perder seu 
intervalo.”
 No exemplo acima, o aluno é orientado 
a associar uma consequência ruim a seu 
comportamento inadequado. A regra SE...
ENTÃO uma vez instalada, ajuda-o a identificar 
que ações trazem consequências desagradáveis. 
Essa associação é o cerne do sentimento de 
responsabilidade.
“SE você colocar seus brinquedos/materiais 
de estudo na bancada correta ao final da aula, 
ENTÃO poderá mostrar aos colegas sua música/jogo 
preferido.”
 Nesse exemplo, o aluno é orientado a associar 
uma consequência boa a seu comportamento 
desejado, que é o oposto à ação indesejada de 
“deixar materiais jogados”. Aqui, ele é ajudado a 
trocar seu comportamento inadequado por um 
esperado , que receberá consequências agradáveis.
Que tal aprender mais?
Educação, identidade negra e formação de 
professores/as: um olhar sobre o corpo negro e o 
cabelo crespo.
PROJETO DE VIDA 45GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 5
Este artigo discute as relações entre educação, 
cultura, identidade negra e formação de professores, 
enfocando, sobretudo, a corporeidade e a estética.
GOMES, Nilma Lino. Educação, identidade 
negra e formação de professores/as: um olhar 
sobre o corpo negro e o cabelo crespo. Educação 
e Pesquisa, São Paulo , v. 29, n. 1, p. 167-182, jun. 
2003.Disponível em: link externo. (Acesso em: 
26/06/2020).
Clique aqui para acessar o material do estudante em pdf
Clique aqui para acessar o Material do Estudante Editável
Referências Bibliográficas
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Gestão Estratégica 
e Participativa. Departamento de Apoio à Gestão Participativa 
e ao Controle Social. Óbitos por suicídio entre adolescentes e 
jovens negros 2012 a 2016 / Ministério da Saúde, Secretaria de 
Gestão Estratégica e Participativa, Departamento de Apoio à 
Gestão Participativa e ao Controle Social. Universidade de Brasília, 
Observatório de Saúde de Populações em Vulnerabilidade – Brasília : 
Ministério da Saúde, 2018.
Disponível em:
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/obitos_suicidio_
adolescentes_negros_2012_2016.pdf. Acesso em: 26/06/2020.
GOLEMAN, Daniel. O cérebro e a inteligência emocional: novas 
perspectivas. Rio de Janeiro: Objetiva, 2016.
HARTER, Susan. The construction of the self: developmental and 
sociocultural foundations. Guilford Publications, 2012.
TOMEK, Sara, et al. Suicidality in Black American youth living in 
impoverished neighborhoods: is school connectedness a protective 
factor?, 2018.
PROJETO DE VIDA 46GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 5
https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-97022003000100012&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt
https://drive.google.com/file/d/1NrHfwy5GhJxq34HSZR0tO-wFj6hUnu6O/view?usp=sharing
https://drive.google.com/file/d/1Qddedon5rH2KMFofslye7nWP-FpaofdS/view?usp=sharing
PROJETO DE VIDA 
GUIA DO EDUCADOR
TEMA: AUTOESTIMA
TÍTULO: REDES SOCIAIS E AUTOESTIMA
2º ANO 
TEMA 1 
AULA 6
O que faremos hoje?
Bloco 1 Autoconhecimento e Identidade
Tema Autoestima
Competências 
gerais da BNCC
1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos 
sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e 
explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a 
construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.
7. Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, 
para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e 
decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos, 
a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito 
local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao 
cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta.
8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e 
emocional, compreendendo-se na diversidade humana e 
reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e 
capacidade para lidar com elas.
9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a 
cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao 
outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização 
da diversidadede indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, 
identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de 
qualquer natureza.
Habilidades de 
Projeto de Vida
Compreender que a autoestima é influenciada por fatores 
subjetivos e socioculturais e ser capaz de elaborar uma 
representação positiva de si mesmo.
PROJETO DE VIDA 47GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 6
Objetos de 
conhecimento Redes sociais e autoestima
Tempo de aula 120 minutos
O que dizem os estudiosos?
As redes sociais são plataformas digitais que 
possibilitam a interação das pessoas no ambiente 
virtual. Entre inúmeras funções, elas permitem que 
expressemos quem nós somos, do que gostamos, 
o que fazemos em nosso dia-a-dia e que saibamos 
se outras pessoas gostam de nossas postagens 
e concordam com nosso ponto de vista sobre 
determinado assunto. As redes sociais podem 
impactar positivamente a autoestima ao proporcionar 
oportunidades de sociabilidade, conexão com 
grupos de afinidade e estreitar vínculos sociais. Outro 
impacto positivo das redes sociais na autoestima se 
dá quando uma postagem recebe um número alto de 
“curtidas”, oferecendo ao autor o que na psicologia 
comportamental se chama reforço positivo.
Por outro lado, o fato de que as postagens, 
via de regra, expõem aspectos positivos das vidas 
das pessoas, há a ilusão, aos olhos de quem vê, 
de que suas vidas são isentas de vulnerabilidades 
e dificuldades, fazendo com que muita gente 
passe a se orientar para se tornar alguém como os 
influenciadores digitais nos quais se espelham, ou 
que tenha sua autoestima fragilizada ao se comparar 
com o que circula na vitrine das redes sociais. Além 
disso, há pessoas que tornam as redes sociais e as 
“curtidas” que recebem um importante medidor e 
parâmetro de suas qualidades pessoais, passando a 
PROJETO DE VIDA 48GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 6
investir um tempo excessivo em postagens e, muitas 
vezes, expondo aspectos de sua privacidade, que 
deveria manter preservada. Vale acrescentar, ainda, o 
impacto deletério na autoestima e na saúde mental, 
de um modo geral, do assédio, da discriminação, dos 
discursos de ódio, do cyberbullying e demais formas 
de violência simbólica que os atores que compartilham 
o ambiente das redes sociais podem sofrer.
Assim, em um contexto em que 
os jovens têm nas redes sociais 
um importante ambiente de 
sociabilidade, é fundamental 
que conheçam como elas 
podem impactar sua autoestima, 
e, consequentemente, sua 
capacidade de autodeterminação 
(fazer as próprias escolhas de vida). Afinal, uma 
pessoa que não confia em si mesma e não valoriza 
as próprias potencialidades, tende a esconder suas 
características pessoais e a tentar assumir uma 
identidade e objetivos que sejam mais facilmente 
aceitos e reconhecidos pelos demais, mesmo que 
para isso, abdique de expressar quem realmente é e 
o que verdadeiramente desejam para sua vida.
Como é que se faz?
Organizando a aula
Nessa aula, será aplicada a metodologia 
chamada Estações de rotação, que consiste em 
montar diversas estações, que abordam assuntos 
PROJETO DE VIDA 49GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 6
diferentes, mas complementares, que visam 
promover a construção de conhecimentos sobre 
diversos aspectos envolvidos em um tema mais 
amplo. Para isso, será preciso organizar as mesas e as 
cadeiras dos estudantes, formando quatro estações. 
Cada grupo de estudantes começará a atividade em 
uma dessas estações, mas terá que rotacionar por 
todas elas. O material a ser usado em cada uma das 
estações (matérias de jornal e tablets/computadores 
com acesso à internet) deve estar disponível no 
centro delas . Caso a escola não possa disponibilizar 
equipamentos eletrônicos para serem usados na 
sala de aula, verifique a possibilidade dos estudantes 
utilizarem seus celulares ou se deslocarem até a 
sala de informática para realizar as atividades que 
exigem esses recursos. Se a opção for por esse 
deslocamento, é fundamental que você combine 
com antecedência essa atividade com o docente ou 
monitor da sala, para que ele deixe os equipamentos 
preparados com os vídeos, a fim de que os 
estudantes possam ter tempo de concluir a atividade. 
O tempo estimado para os estudantes realizarem a 
atividade de cada uma das estações é de 20 minutos.
Despertando o interesse
Inicie a aula entregando aos estudantes a 
Ficha de Atividades (Aula 6 - Autoestima nas redes 
sociais) e questionando se eles participam das 
redes sociais. Estimule-os a compartilhar as redes 
que mais utilizam, que tipo de uso eles fazem 
delas (compartilhar ideias e momentos de sua vida, 
acessar notícias e informações, conhecer novas 
pessoas, entre outras possibilidades) e como se 
sentem ao usá-las. Para evitar que os estudantes 
deem respostas superficiais sobre a última pergunta, 
estimule-os a aprofundar sua percepção sobre seus 
sentimentos, por meio de perguntas como: “Quando 
você pensa em acessar suas redes, geralmente 
é porque está se sentindo…”, “Após passar muito 
tempo nas redes, você se sente…”, “Há algo que você 
PROJETO DE VIDA 50GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 6
vê nas redes que desperta em você sentimentos 
desagradáveis? O quê? Quais sentimentos 
desagradáveis são despertados?”, “Há algo que você 
vê nas redes que desperta em você sentimentos 
agradáveis? O quê? Quais sentimentos agradáveis 
são despertados?”, etc. Após essa discussão, explique 
aos estudantes a metodologia das Estações de 
rotação e peça para que iniciem o trabalho.
Construindo conhecimentos
Atividade 1
Enquanto os estudantes rotacionam entre as 
estações, é importante que você circule pela sala 
de aula, verificando se todos compreenderam as 
propostas das estações e se estão engajados na 
realização das atividades.
Abaixo apresentamos cada uma das estações e 
uma possibilidade de gabarito para suas perguntas:
PROJETO DE VIDA 51GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 6
Estação 1: Reforço positivo
As matérias necessárias para essa estação estão 
disponíveis nos links abaixo:
link externo 1
link externo 2
Acesso em 06/07/2020.
1) Resposta pessoal. É possível que alguns 
estudantes mencionem que se sentem 
dependentes do reforço positivo das redes 
sociais, devido ao sentimento de satisfação 
e reconhecimento que ele promove. Alguns 
sentimentos que podem estar envolvidos com a 
necessidade de reforço positivo são ansiedade, 
angústia, insegurança, satisfação, prazer, 
alegria, entre outros.
2) Resposta pessoal. É esperado que os 
estudantes mencionem que a dependência 
do reforço positivo das redes sociais pode 
impactar a vida das pessoas de vários modos, 
como, por exemplo, tornando-as mais 
insatisfeitas, inseguras e ansiosas, ou mais 
seguras e confiantes. Embora essas respostas 
sejam antagônicas, a matéria desta estação 
informa que os dois tipos de experiência 
são possíveis. Entretanto, apesar dos efeitos 
positivos no curto prazo, vale destacar que 
essa dependência causa efeitos prejudiciais 
à saúde mental e, por vezes, à saúde física e 
à sociabilidade, quando o jovem ocupa parte 
considerável de seu dia dedicando-se às 
interações nas redes sociais.
3) Resposta pessoal. É esperado que os estudantes 
utilizem elementos da matéria para responder 
a essa pergunta. Nesse sentido, eles poderão 
mencionar que os usuários se sentem menos 
ansiosos e pressionados a postar conteúdos 
que receberão o reconhecimento dos outros, 
se sentindo mais livres para publicar aquilo que 
desejam. Eles também podem citar que a retirada 
da visualização pública dos likes pode atrapalhar 
os influenciadores digitais, pois, quanto mais likes 
PROJETO DE VIDA 52GUIA DO EDUCADOR - 2º ANO | TEMA 1 | AULA 6
https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,reforco-positivo,70002510334
https://www.metropoles.com/entretenimento/e-agora-influencers-brasilienses-analisam-fim-dos-likes-no-instagram
eles têm, mais pessoas eles podem influenciar

Mais conteúdos dessa disciplina