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Tecnologia de óleos e gorduras 1 HISTÓRICO O Brasil ocupa a posição de maior produtor e consumidor da América Latina. A história dos óleos vegetais no Brasil foi marcada por épocas distintas: Na fase pioneira dos anos 50 predominou o óleo de algodão. • Óleo neutro com propriedades adequadas para industrialização. • Desvantagem a presença do gossipol. No início da década de 60 predominou o uso do óleo de amendoim • Óleo de aroma agradável. • Desvantagem: aflatoxina O gossipol é um pigmento fenólico de coloração amarelada, produzido pelas glândulas de pigmento encontradas nas raízes, talos, folhas e sementes das plantas pertencentes ao gênero Gossypium. Os efeitos do gossipol sobre a reprodução animal incluem a redução na qualidade do sêmen. Início em 1972, marcando a evolução dos agronegócios em oleaginosas. Em 2004, produção de 63 milhões de toneladas. Grande parte da produção destinada à industrialização do óleo. Cultura da Soja no Brasil HISTÓRICO "A cultura da soja surgiu em 1972, inaugurando uma nova fase que marcou a evolução dos agronegócios voltados para oleaginosas no Brasil. Desde então, a produção cresceu significativamente. Em 2004, o país alcançou a marca de 63 milhões de toneladas, com grande parte da colheita destinada à industrialização de óleo de soja." 3 DEFINIÇÃO Os óleos e gorduras são substâncias insolúveis em água (hidrofóbicas), de origem animal, vegetal ou mesmo microbiana, formadas predominantemente de produtos de condensação entre “glicerol” e ‘ácidos graxos” chamados triglicerídeos. “Óleos Vegetais e Gorduras Vegetais: são os produtos constituídos principalmente de glicerídeos de ácidos graxos de espécie(s) vegetal(is). Podem conter pequenas quantidades de outros lipídeos como fosfolipídios, constituintes insaponificáveis e ácidos graxos livres naturalmente presentes no óleo ou na gordura” (RDC n° 270, 22 /09/2005). “Os óleos vegetais se apresentam na forma liquida a temperatura de 25°C e as gorduras vegetais se apresentam na forma solida ou pastosa a temperatura de 25°C” (RDC n° 270, 22 /09/2005). O óleo vegetal é uma gordura extraída de plantas, constituída principalmente de triacilgliceróis (> 95%) e pequenas quantidades de mono e diacilgliceróis. Apesar de, em princípio, outras partes da planta poderem ser utilizadas na extração de óleo, na prática este é extraído na sua maioria (quase exclusivamente) das sementes.Normalmente, os óleos oriundos de frutos, como os da azeitona ou dendê, são denominados azeites. 4 São compostos orgânicos obtidos de fonte animal ou vegetal, insolúveis na água e solúveis na maioria dos solventes orgânicos Atuam como: – Fonte energética para os organismos que os consomem; – Reserva energética nos organismos que os produzem. Função biológica: constituintes de membranas. • Associados à vitaminas (A, D, K e E). DEFINIÇÃO Uma molécula de glicerol e três moléculas de ácidos graxos unidas por ligações éster por meio de reações de condensação (desidratação). 5 GORDURAS SATURADAS: AGs sem duplas ligações; Solidificam a temperatura ambiente, por ex: Bacon e Manteiga • Ác. graxos saturados: butírico, palmítico, esteárico, láurico, capróico, etc. ÓLEOS INSATURADOS: AGs com uma ou mais duplas ligações; Líquidos à temperatura ambiente, por ex: óleo de oliva, óleo de milho • Ác. graxos insaturados: oléico, linoléico, linolênico, araquidônico, etc DEFINIÇÃO DEFINIÇÃO FONTES • VEGETAIS – Algodão(18-20%) – Amendoim(45-55%) – Girassol (34-45%) – Oliva (20-30%) – Canola (40-45%) – Soja (18-20%) • ANIMAIS – Óleo de baleia – Manteiga – Banha, Sebo (bovino, suíno, etc) • MICRORGANISMOS – Leveduras FUNÇÕES Principais funções: Fonte de energia = 9Kcal/g Fonte de ácidos graxos essenciais Transporte de vitaminas lipossolúveis Transmite sensação de saciedade alimentar Agrega palatabilidade e estrutura aos alimentos FUNÇÕES ALIMENTÍCIAS FUNÇÕES ALIMENTÍCIAS Óleos e gorduras são importantes fontes de vitaminas lipossolúveis Substâncias que conferem coloração como carotenoides (amarelo/vermelho) e clorofilas (verde). O azeite de dendê possui cerca de 0,05-0,20% de carotenoides (maior concentração dentre os óleos vegetais IMPORTÂNCIA TECNOLÓGICA Sabor, aroma, palatabilidade Textura (maciez) Manutenção de textura durante a estocagem (retenção de umidade) Volume Incorporação de ar (bolos) IMPORTÂNCIA TECNOLÓGICA: EMULSÕES Mono e diglicerídeos extraídos dos óleos vegetais podem atuar como emulsificantes: propiciam a formação de misturas delicadas e cremosas de gordura e água. Ex.: Maionese As moléculas apresentam uma cabeça hidrossolúvel e uma cauda lipossolúvel Ex.: Lecitina, presente no ovo ou extraído no refino do óleo de soja 13 Propriedades Funcionais de Lipídeos • Substâncias caracterizadas pela sua baixa solubilidade em água e alta solubilidade em solventes orgânicos. • Suas propriedades físicas refletem a natureza hidrofóbica das suas estruturas; • Substâncias que contêm hidrocarbonetos de cadeia longa nas suas moléculas; • Substâncias que estão presentes ou são derivados de organismos vivos. São solúveis em solventes orgânicos (álcool, benzeno, éter e clorofórmio). Isso ocorre pelo fato de os lipídios serem moléculas apolares, não formando polos positivos e nem negativos, como acontece com a água que é uma molécula polar. Quimicamente, os lipídios mais típicos são associações entre moléculas de ácidos graxos e álcool, formando com essa união um grupo químico chamado éster. 14 PROBLEMAS RELACIONADOS À SAÚDE Obesidade Doenças cardiovasculares Responsáveis: Colesterol Ácidos graxos saturados Ácidos graxos trans PROBLEMAS RELACIONADOS À SAÚDE Gorduras Insaturadas (Origem vegetal) • Ajuda a reduzir o colesterol ruim (LDL), o triglicérides (tipo de gordura que, em níveis elevados, pode causar doenças coronarianas) e a pressão arterial; Gorduras Saturadas (Origem animal) • Aumenta o colesterol ruim (LDL), que se deposita nas artérias, elevando o risco de problemas no coração; Gorduras Trans (Processo químico: hidrogenação) • Aumenta o colesterol ruim (LDL) e, ao mesmo tempo, reduz o bom (HDL) CLASSIFICAÇÃO DOS LIPÍDEOS Lipídeos simples: óleos e gorduras Lipídeos compostos: Adicionados de outras substâncias nos glicerídeos (fosfolipídeos – lecitina) Lipídeos derivados: Substancias obtidas pela hidrólise dos lipídeos compostos Substâncias encontradas nos óleos brutos em menores proporções Fosfatídeos ou gomas: Principais componentes não glicerídeos do óleo óleo de soja: lecitina, cefalina, fosfatidil inositol Esteróis: Álcoois cristalinos neutros de alto ponto de fusão matéria insaponificável Ceras: Álcoois monohidroxílicos de longa cadeia de carbono conhecido como álcoois graxos Pigmentos carotenóides: Responsáveis pela coloração de óleo, amarelada tendendo para o vermelho. O mais importante é a beta-caroteno ou pró-vitamina A. Antioxidantes: evita a oxidação do óleo tocoferóis ou vitamina E. Em geral são eliminados na etapa de refino Fosfolipideos – removidos na degomagem Pigmentos – removidos na clarificação Esteroides – removidos em parte na desodorização Tocoferois - removidos em parte na desodorização Ceras – removidas por frigorificação 18 ÓLEOS E GORDURAS Quimicamente são ésteres: Parte alcoólica: Glicerol Parte ácida: Ácidos graxos Denominação: Triacilglicerois (TAG) Triglicerídeos nome oficial da IUPAC: 1,2,3-propanotriol. ESTRUTURA E COMPOSIÇÃO: Óleos e Gorduras São constituídos de TRIACILGLICERÓIS e pequenas quantidade de mono e diglicerídeos. Monoglicerídeos Diglicerídeos Triglicerídeos ESTRUTURA DE TRIACILGLICERÓIS Óleos e gorduras de origem vegetal e animal Naturais: contém ácidos graxos diferentes 21 Características dos triglicerídeos Não apresentam ponto de fusão definido Ponto de ebulição entre 260 – 400 °C Devido ao tamanho das moléculas As interações individualmente fracas das longascadeias de carbono tem um efeito cumulativo forte: é preciso muita energia térmica para afastar as moléculas. Ponto de fumaça: temperatura típica em que uma gordura começa a produzir gases visíveis Limita a temperatura em que a gordura pode ser usada para cocção Depende do teor inicial de ácidos graxos livres Óleos vegetais refinados e frescos: Tfumaça ~ 230 °C Gorduras animais: Tfumaça ~ 190 °C Depende também da presença de outras substâncias, como emulsificantes, conservantes, proteínas, carboidratos e etc. ÓLEOS & GORDURAS Óleos: predominam glicerídeos de ácidos insaturados e são líquidos na temperatura ambiente Gorduras: predominam glicerídeos de ácido saturados, são sólidas, semi-sólidas. Azeite: óleos extraídos da polpa dos frutos Ex.: Azeite de Olivia e Dendê ÓLEOS & GORDURAS Óleos: predominam glicerídeos de ácidos insaturados e são líquidos na temperatura ambiente Gorduras: predominam glicerídeos de ácidos saturados, são sólidas, semi-sólidas. Molécula de Óleo Molécula de Gordura ÁCIDOS GRAXOS São compostos formados por uma cadeia de carbonos (propriedade lipossolúvel), e um grupo carboxila terminal (propriedades ácidas). Diferem um dos outros pelo comprimento da cadeia carbônica, pelo número e posição das duplas ligações No estado sólido, as cadeias de carbono quando estendidas formam um zig-zag. ÁCIDOS GRAXOS Possuem mais de 10 carbonos na cadeia Possuem cadeia normal Podem ter ou não ligações duplas São monocarboxílicos Tem número par de átomos de carbono Ácidos Graxos - Classificação Ácidos Graxos saturados e insaturados Principais Ácidos Graxos presentes nos Óleos e Gorduras comestíveis ÁCIDOS GRAXOS Esteárico (n° de carbono: quantidade de dupla ligações) (18:0) Saturado Monoinsaturado Oléico (18 carbonos, 1 insaturação no carbono 9) Linoléico α - Linolênico Polinsaturado ÓLEOS & GORDURAS Isomeria Ácido graxo insaturado Ácido oleico – cis Ácido elaídico – trans As gorduras trans são um tipo especial de ácido graxo. São considerados especiais devido à sua conformação estrutural. Nos ácidos graxos cis, que é como geralmente são encontrados na natureza, os átomos de menor peso molecular encontram-se paralelos, e nos ácidos graxos trans, os átomos de menor peso molecular estão dispostos na forma diagonal. O ângulo das duplas ligações na posição trans é menor que em seu isômero cis e sua cadeia de carboidratos é mais linear, resultando em uma molécula mais rígida, com propriedades físicas diferentes. Como são produzidas? As gorduras trans são produzidas a partir de um processo de hidrogenação, seja ele natural ou artificial. No processo artificial de hidrogenação, como o próprio nome já diz, é adicionado à molécula de óleo vegetai um átomo de hidrogênio, fazendo com que o solidifique. Esse processo causa a alteração estrutural, mudando os hidrogênios da dupla ligação de plano, e por consequência, essas gorduras trans podem elevar a concentração de colesterol no sangue e lipoproteínas de baixa densidade, causando riscos igualmente nocivos a uma dieta rica em gordura saturada, a saúde. 32 CARACTERÍSTICAS FÍSICAS Maior a cadeia maior o ponto de fusão. Menor a cadeia e mais insaturada, menor ponto de fusão. Na natureza a maioria dos insaturados tem configuração “cis” → menor empacotamento. ÁCIDOS ESSENCIAIS Ácidos graxos essenciais para o organismo humano Palmítico, esteárico, oleico Não são produzidos pelo organismo e devem ser consumidos através de outras fontes (óleos vegetais, sementes e peixes). Podem ser adicionados à alguns produtos alimentícios Ácido linoleico (ômega-6) Ácido linolênico (ômega-3) Produzidos a partir dos açúcares pelo próprio organismo (presentes em gorduras animais) Fontes de Ácidos Graxos Tabela 1 – Classificação dos lipídeos % de Ácidos Ácidos Graxos – Composição Tabela 1 – Classificação dos lipídeos Aplicações industriais Indústrias alimentícias Produção de sabão Perfumaria Farmacêutica Detergentes Explosivos Polímeros Óleos para freio Fluídos de hidramático Fabricação de tintas Adesivos e Produção de biodiesel 37 Produção Mundial de Óleos Vegetais Tabela 2. Suprimento mundial dos principais óleos vegetais, 2020/21 a 2022/23¹ (em milhões de toneladas) Produção e consumo no Brasil (mil tons) Oferta e demanda do complexo soja Importância Tecnológica: Emulsões LECITINA DE SOJA INDUSTRIALIZAÇÃO DAS SEMENTES OLEAGINOSAS: OBTENÇÃO DE ÓLEOS 42 PRÁ COMEÇAR.... A QUALIDADE DOS PRODUTOS ACABADOS DEPENDEM DA QUALIDADE DA MATÉRIA PRIMA. A QUALIDADE DOS PRODUTOS FINAIS DEPENDEM DE UM BOM PROCESSAMENTO. UMA BOA EXTRAÇÃO DEPENDE DE UMA BOA PREPARAÇÃO. Industrialização Produção de óleo bruto, torta e farelo Refino de óleos brutos 44 PRINCIPAIS ETAPAS PRODUÇÃO DE ÓLEOS BRUTOS 1. Armazenamento 2. Preparação dos grãos 3. Extração do óleo bruto 1. ARMAZENAMENTO Etapa que antecede ao proc. prod. óleo bruto Condições de armazenamento, podem comprometer a qualidade do prod. final: Aquecimento das sementes Manter o equilíbrio higroscópico Trocas de umidade tendem a um equilíbrio, onde: ETAPAS Umidade acima da crítica (13%) Aumento da acidez Escurecimento do óleo contido na semente (prob. refinação) Modificações sensoriais Modificações estruturais (Ind. Iodo) Pressão de vapor de água dentro do grão = pressão de água contida no ar = Equilíbrio higroscópico. Sementes com ↑ teor de umidade ↓ teor óleo Sementes armazenadas com ↓ umidade ↓ atividade e ou crescimento de mofos --- inibidos = umidade abaixo crítica 2. PREPARAÇÃO DOS GRÃOS 1.Pré-limpeza 2. Decortização 3. Descascamento 4. Acondicionamento 5. Trituração e Laminação 6. Cozimento “Expander” DECORTIZAÇÃO DESCASCAMENTO ACONDICIONAMENTO QUEBRA E LAMINAÇÃO EXPANSÃO SECA/ RESFRIA EXTRAI O ÓLEO 2. PREPARAÇÃO DOS GRÃOS PRÉ-LIMPEZA 2.1 PREPARO DO GRÃO: PRÉ-LIMPEZA Grão são transportados até a indústria esmagadora – aferição da qualidade, amostragem; Primeiro se realiza o controle de qualidade: Umidade, % material estranho, incidência de grãos quebrados, ardidos e avariados. PREPARO DO GRÃO: PRÉ-LIMPEZA A Pré-limpeza é realizado por máquinas especiais com peneiras vibratórias que separam os grãos dos materiais indesejáveis. A pré-limpeza diminui riscos de deterioração e reduz espaço nos silos. Secagem dos grãos https://www.youtube.com/watch?v=q7e661FkCDw&ab_channel=Jeov%C3%A1vidadeclassificador – O excesso de umidade nos grãos deve ser reduzido através de secadores Boas Práticas de Fabricação – BPF Secagem bem conduzida dos grãos Controle de temperatura Controle dos processos oxidativos Controle microbiano Controle de ratos e pássaros Higiene e sanitização PREPARO DO GRÃO Armazenamento Os grãos são organismos vivos que respiram e liberam calor. O processo respiratório é controlado por enzimas, que são mobilizados mais facilmente para o processo quanto maior o conteúdo de umidade. da T °C no armazenamento também acelera o processo respiratório. Preparo do grão - > taxa respiratória ------- > será a deterioração da matéria- prima armazenada e maior a geração de calor. Grãos danificados, não sadios ou sujos possuem uma taxa respiratória mais elevada que os grãos sadios, sob as mesmas condições. indústrias devem dispor de instalações adequadas para o armazenamento de sementes durante a entressafra, visando efetuar a produção 1.2. Preparo da matéria-prima para esmagamento A limpeza após o armazenamento retira as impurezas como terra, areia e fragmentos de metais não removidos antes do armazenamento, através de vários tipos de peneiras vibratórias e rotativas com fluxo de ar. Os metais são removidos através de imãs instalados antes das peneiras. O material limpo deve ser pesado para determinar o rendimento do processo de extração. Limpeza e pesagem POR QUE UMA BOA PREPARAÇÃO ? PARA MELHORAR A EFICIÊNCIA DO PROCESSO DE EXTRAÇÃO: EXTRAINDO O MÁXIMO POSSÍVEL DE ÓLEO. AUMENTANDO A VELOCIDADE DE EXTRAÇÃO, COM AUMENTODA PRODUÇÃO. COMPOSIÇÃO BÁSICA DA SOJA UMIDADE% 12,00 MATÉRIA GRAXA 18,00 A 20,00 % PROTEINA 34,00 A 36,00 % FIBRAS 5,00 A 7,50 % SOJA - PADRÃO PARA PROCESSAR UMIDADE (%) 10,0 A 10,8 PESO ESPECÍFICO (kg/m3) 750 IMPUREZAS max (%) 1,0 ARDIDOS max (%) 3,0 QUEBRADOS max (%) 2,0 FINOS menor que 0,84 mm (%) 2,0 TEMPERATURA max (⁰C) 28,0 2.2 DECORTIZAÇÃO Consiste em retirar a camada de fibra que envolve a algumas sementes oleaginosas. Deslintadeiras: em semente de algodão, coco e babaçu, retirada das fibras (uso de ventiladores). São rolos estriados horizontais girando com velocidade diferentes e em sentidos contrários 2.3 DESCASCAMENTO A soja possui cerca de 8% de cascas. A retirada de casca ocorre após o processo de quebra dos grãos e é realizada para possibilitar: Redução no teor de fibra, possibilitando a produção de farelo com alto teor de proteína. Redução de volume, aumento de capacidade de extração (3-5%). Redução do desgaste de equipamentos: cascas são extremamente abrasivas, por isso, descasque. Reduz o desgaste em rolos laminadores, transportadores, expanders e outros. 2.4 ACONDICIONAMENTO Os cotilédones separados (duas metades) após o descascamento sofrem aquecimento entre 55 e 60º C. Condicionadores: Tornar os pedaços de grão mais maleáveis, facilitando a laminação Ajustar a umidade da massa permitindo a formação posterior de flocos de resistência mecânica apropriada. Redução da formação de finos no processo de laminação. Reduzir o consumo de energia e o desgaste dos laminadores. 58 Tipos de descasque • Os processos de separação mais utilizados atualmente são: • Descasque Frio • Descasque Morno • Descasque Quente O descasque a frio pode ter algumas variações, em função do tipo de farelo, mas basicamente são dois tipos de processo: • Quebradores → Peneiras → Aspiração • Quebradores → Aspiração → Peneiras • Após passar pelos quebradores, o material é enviado para as peneiras, onde é classificado por tamanho e formato das partículas, dividindo-se em 3 fluxos: finos, médios e grossos 59 Tipos de condicionadores Horizontal (rotativo): o através de vapor indireto pelo aquecimento de tubos horizontais. Vertical de placas (SOLEX): Material flui por gravidade Contato direto com superfície quente, onde o aquecimento é obtido através de vapor indireto ou condensado. Vertical de tubos (VSC): Material flui por gravidade por entre feixes de tubos elípticos, que podem ser aquecidos com vapor ou condensado. 60 2.5 QUEBRA Rompimento do tecido e das paredes das células Podem ser utilizados moinhos de martelos para outros tipos de semente como babaçu, coco, etc. Os quebradores de rolo têm um ou dois pares de cilindros ranurados que giram com velocidades diferentes. Na soja a redução do tamanho do grão a 1/6-1/8 do seu tamanho é feita para se obter completa exposição das células na laminação. Nos rolos a soja é quebrada em 4, 6 ou 8 partes. OBJETIVO: REDUZIR O TAMANHO DO GRÃO PARA FACILITAR AS OPERAÇÕES POSTERIORES DE CONDICIONAMENTO E LAMINAÇÃO. OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: A CASCA TEM UMA RESISTÊNCIA AO CORTE DIFERENTE DA MASSA DO GRÃO, PORTANTO, AO QUEBRAR TEMOS AS CASCAS DE TAMANHOS DIFERENTES DO GRÃO. 61 PREPARAÇÃO:OPERAÇÃO TEMPERATURA MAX 38 °C UMIDADE DE 10,3 A 10,8 % GRANULOMETRIA mesh 5 de 12 a 15 % peso mesh 7 a 10 65 a 70 % peso mesh 12 de 12 a 15 % peso mesh 14 de 1 a 3 % peso mesh 20 de máx. 2 % peso CUIDADOS UMIDADE/QUALIDADE ADEQUADA DA SOJA CONDIÇÕES DOS ROLOS DISTRIBUIDORES/ ALIMENTAÇÃO HOMOGÊNEA REGULAGEM OPERACIONAL UMIDADE ALTA UMIDADE IDEAL UMIDADE BAIXA AMASSA, ESMAGA E NÃO QUEBRA CORTA SEM GERAR FINOS GERA EXCESSO DE FINOS OBSERVAÇÃO IMPORTANTE QUEBRA 2.6 LAMINAÇÃO Tem por finalidade romper certa proporção de células que contém óleo A laminação em flocos finos facilitará a extração do óleo por solventes. flocos = 0,2-0,3 mm. Usam-se moinhos de rolos laminadores horizontais e oblíquos de cilindros lisos. A desintegração ativa as enzimas: lipase e peroxidase = efeito negativo sobre o óleo e torta Deve ser efetuada rapidamente A INATIVAÇÃO DAS ENZIMAS...... 63 Aumento da densidade em relação ao material laminado, aumentando a capacidade da planta. Com o aumento da porosidade, aumenta a percolabilidade do solvente, possibilitando melhor drenagem e incremento na velocidade do extrator. Menor retenção de solvente pelo farelo e consequentemente menor consumo de energia térmica durante a dessolventização. 7. EXPANSÃO – “Expander” Retirar a umidade inserida na massa pela adição do vapor direto (entra no resfriador com 11~12% e sai do resfriador com 9~10%. - A secagem excessiva deixa a massa mais quebradiça e gera maior teor de finos, o que prejudica a percolação no extrator - Necessário ajustar vazão de ar para que ocorra o resfriamento necessário, porém sem secar excessivamente a massa. Resfriar o material para envio ao extrator. - O excesso de temperatura da massa pode causar pressão no extrator. O ideal é que a massa chegue ao extrator com temperatura próximo aos 60°C 8. RESFRIAMENTO Objetivos do resfriamento 3. EXTRAÇÃO DE ÓLEO BRUTO Destilação da miscela É a separação do óleo e solvente por aquecimento à vácuo, através de um destilador, que recebe a miscela fina isenta de solvente. O conteúdo de solvente no óleo é reduzido até cerca de 5%, à temperatura de 70 a 90 o C. O hexano residual é destilado em um evaporador de filme com insuflação de vapor direto. Dessolventização e Tostagem do Farelo Após a extração o material retém 30% ou mais da miscela que é necessário remover, para facilitar o uso do farelo em rações e outras finalidades. Farelo é tratado termicamente para reduzir: comp. Antinutricionais, tóxicos e substâncias indesejáveis. Anteiorm/ se usava o secadores de roscas horizontais, hoje o mais utilizado é dessolventizador-tostador, aparelho que combina a evaporação com solvente e cocção úmida. olvente é eliminado quase completamente, e há simultânea umidificação do farelo com 18-20% de umidade. Em seguida o farelo é seco e tostado, umidade (ToC de 85-115oC x 1 h) A umidade do farelo não deve ultrapassar de 12% Alguns aparelhos trabalham com 1000 ton e secam em 24h. Extração de óleo de soja com hexano ou etanol Tipos de extratores Extração de óleo de soja com hexano ou etanol image2.jpeg image3.png image4.jpeg image5.jpeg image6.png image7.png image8.png image9.png image10.png image11.jpeg image12.jpeg image13.png image14.jpeg image15.png image16.jpeg image17.png image18.png image19.png image20.png image21.png image22.jpeg image23.png image24.png image25.png image26.png image27.png image28.png image29.png image30.png image31.jpeg image32.png image33.jpeg image34.jpeg image35.jpeg image36.png image37.png image38.png image39.png image40.png image41.png image42.png image43.png image44.png image45.png image46.png image47.png image48.png image49.png image50.png image51.png image52.jpeg image53.png image54.png image55.png image56.png image57.png image58.jpeg image59.png image60.png image61.png image62.png image63.png image64.png image65.png image66.png image67.png image68.png image69.png image70.jpeg image71.png image72.png image73.png image74.png image75.png image76.png image77.png image78.png image79.png image80.png image81.png image82.png image83.png image84.jpeg image85.png image86.png image87.png image88.jpeg image89.png image90.png image91.png image92.png image93.png image94.png image95.png image96.png image97.png image98.png image99.png image100.png image101.png image102.png image103.png image104.png image105.png image106.png