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Tecnologia de óleos e gorduras
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HISTÓRICO
O Brasil ocupa a posição de maior produtor e consumidor da América Latina. A história dos óleos vegetais no Brasil foi marcada por épocas distintas: 
 Na fase pioneira dos anos 50 predominou o óleo de algodão.
 • Óleo neutro com propriedades adequadas para industrialização.
 • Desvantagem a presença do gossipol. 
 No início da década de 60 predominou o uso do óleo de amendoim
 • Óleo de aroma agradável.
 • Desvantagem: aflatoxina 
O gossipol é um pigmento fenólico de coloração amarelada, produzido pelas glândulas de pigmento encontradas nas raízes, talos, folhas e sementes das plantas pertencentes ao gênero Gossypium. Os efeitos do gossipol sobre a reprodução animal incluem a redução na qualidade do sêmen.
 Início em 1972, marcando a evolução dos agronegócios em oleaginosas.
 Em 2004, produção de 63 milhões de toneladas.
 Grande parte da produção destinada à industrialização do óleo.
Cultura da Soja no Brasil
HISTÓRICO
"A cultura da soja surgiu em 1972, inaugurando uma nova fase que marcou a evolução dos agronegócios voltados para oleaginosas no Brasil. Desde então, a produção cresceu significativamente. Em 2004, o país alcançou a marca de 63 milhões de toneladas, com grande parte da colheita destinada à industrialização de óleo de soja."
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DEFINIÇÃO
 Os óleos e gorduras são substâncias insolúveis em água (hidrofóbicas), de origem animal, vegetal ou mesmo microbiana, formadas predominantemente de produtos de condensação entre “glicerol” e ‘ácidos graxos” chamados triglicerídeos. 
 “Óleos Vegetais e Gorduras Vegetais: são os produtos constituídos principalmente de glicerídeos de ácidos graxos de espécie(s) vegetal(is). Podem conter pequenas quantidades de outros lipídeos como fosfolipídios, constituintes insaponificáveis e ácidos graxos livres naturalmente presentes no óleo ou na gordura” (RDC n° 270, 22 /09/2005). 
“Os óleos vegetais se apresentam na forma liquida a temperatura de 25°C e as gorduras vegetais se apresentam na forma solida ou pastosa a temperatura de 25°C” (RDC n° 270, 22 /09/2005).
O óleo vegetal é uma gordura extraída de plantas, constituída principalmente de triacilgliceróis (> 95%) e pequenas quantidades de mono e diacilgliceróis.
Apesar de, em princípio, outras partes da planta poderem ser utilizadas na extração de óleo, na prática este é extraído na sua maioria (quase exclusivamente) das sementes.Normalmente, os óleos oriundos de frutos, como os da azeitona ou dendê, são denominados azeites.
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 São compostos orgânicos obtidos de fonte animal ou vegetal, insolúveis na água e solúveis na maioria dos solventes orgânicos
 Atuam como: 
 – Fonte energética para os organismos que os consomem; 
 – Reserva energética nos organismos que os produzem.
 Função biológica: constituintes de membranas.
 • Associados à vitaminas (A, D, K e E). 
DEFINIÇÃO
Uma molécula de glicerol e três moléculas de ácidos graxos unidas por ligações éster por meio de reações de condensação (desidratação).
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GORDURAS SATURADAS: AGs sem duplas ligações; 
 Solidificam a temperatura ambiente, por ex: Bacon e Manteiga
 • Ác. graxos saturados: butírico, palmítico, esteárico, láurico, capróico, etc.
ÓLEOS INSATURADOS: AGs com uma ou mais duplas ligações;
 Líquidos à temperatura ambiente, por ex: óleo de oliva, óleo de milho
 • Ác. graxos insaturados: oléico, linoléico, linolênico, araquidônico, etc
 
DEFINIÇÃO
DEFINIÇÃO
FONTES
• VEGETAIS
– Algodão(18-20%)
– Amendoim(45-55%)
– Girassol (34-45%)
– Oliva (20-30%)
 – Canola (40-45%) 
– Soja (18-20%) 
• ANIMAIS
 – Óleo de baleia 
– Manteiga 
– Banha, Sebo (bovino, suíno, etc) 
• MICRORGANISMOS 
– Leveduras
FUNÇÕES
Principais funções:
 Fonte de energia = 9Kcal/g
 Fonte de ácidos graxos essenciais
 Transporte de vitaminas lipossolúveis 
 Transmite sensação de saciedade alimentar
 Agrega palatabilidade e estrutura aos alimentos 
FUNÇÕES ALIMENTÍCIAS 
FUNÇÕES ALIMENTÍCIAS 
 Óleos e gorduras são importantes fontes de vitaminas lipossolúveis
Substâncias que conferem coloração como carotenoides (amarelo/vermelho) e clorofilas (verde). O azeite de dendê possui cerca de 0,05-0,20% de carotenoides (maior concentração dentre os óleos vegetais
IMPORTÂNCIA TECNOLÓGICA
 Sabor, aroma, palatabilidade
 Textura (maciez)
 Manutenção de textura durante a estocagem (retenção de umidade) 
 Volume 
 Incorporação de ar (bolos)
IMPORTÂNCIA TECNOLÓGICA: EMULSÕES
Mono e diglicerídeos extraídos dos óleos vegetais podem atuar como emulsificantes: propiciam a formação de misturas delicadas e cremosas de gordura e água.
Ex.: Maionese
As moléculas apresentam uma cabeça hidrossolúvel e uma cauda lipossolúvel 
Ex.: Lecitina, presente no ovo ou extraído no refino do óleo de soja
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Propriedades Funcionais de Lipídeos
• Substâncias caracterizadas pela sua baixa solubilidade em água e alta solubilidade em solventes orgânicos.
• Suas propriedades físicas refletem a natureza hidrofóbica das suas estruturas;
• Substâncias que contêm hidrocarbonetos de cadeia longa nas suas moléculas;
• Substâncias que estão presentes ou são derivados de organismos vivos.
São solúveis em solventes orgânicos (álcool, benzeno, éter e clorofórmio). Isso ocorre pelo fato de os  lipídios serem moléculas apolares, não formando polos positivos e nem negativos, como acontece com a água que é uma molécula polar. Quimicamente, os lipídios mais típicos são associações entre moléculas de ácidos graxos e álcool, formando com essa união um grupo químico chamado éster.
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PROBLEMAS RELACIONADOS À SAÚDE
 Obesidade
 Doenças cardiovasculares
Responsáveis:
Colesterol
Ácidos graxos saturados 
Ácidos graxos trans 
PROBLEMAS RELACIONADOS À SAÚDE
Gorduras Insaturadas (Origem vegetal)
• Ajuda a reduzir o colesterol ruim (LDL), o triglicérides (tipo de gordura que, em níveis elevados, pode causar doenças coronarianas) e a pressão arterial;
Gorduras Saturadas (Origem animal)
• Aumenta o colesterol ruim (LDL), que se deposita nas artérias, elevando o risco de problemas no coração;
Gorduras Trans (Processo químico: hidrogenação)
• Aumenta o colesterol ruim (LDL) e, ao mesmo tempo, reduz o bom (HDL)
CLASSIFICAÇÃO DOS LIPÍDEOS
Lipídeos simples: óleos e gorduras
Lipídeos compostos: Adicionados de outras substâncias nos glicerídeos (fosfolipídeos – lecitina) 
Lipídeos derivados: Substancias obtidas pela hidrólise dos lipídeos compostos 
Substâncias encontradas nos óleos brutos em menores proporções 
 Fosfatídeos ou gomas: Principais componentes não glicerídeos do óleo  óleo de soja: lecitina, cefalina, fosfatidil inositol 
 Esteróis: Álcoois cristalinos neutros de alto ponto de fusão  matéria insaponificável 
 Ceras: Álcoois monohidroxílicos de longa cadeia de carbono conhecido como álcoois graxos
 Pigmentos carotenóides: Responsáveis pela coloração de óleo, amarelada tendendo para o vermelho. O mais importante é a beta-caroteno ou pró-vitamina A.
 Antioxidantes: evita a oxidação do óleo tocoferóis ou vitamina E. Em geral são eliminados na etapa de refino
Fosfolipideos – removidos na degomagem
Pigmentos – removidos na clarificação 
Esteroides – removidos em parte na desodorização 
Tocoferois - removidos em parte na desodorização 
Ceras – removidas por frigorificação 
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ÓLEOS E GORDURAS
Quimicamente são ésteres:
Parte alcoólica: Glicerol
Parte ácida: Ácidos graxos 
Denominação:
Triacilglicerois (TAG)  Triglicerídeos
nome oficial da IUPAC:
1,2,3-propanotriol. 
ESTRUTURA E COMPOSIÇÃO: 
Óleos e Gorduras
São constituídos de TRIACILGLICERÓIS e pequenas quantidade de mono e diglicerídeos. 
Monoglicerídeos 
Diglicerídeos 
Triglicerídeos 
ESTRUTURA DE TRIACILGLICERÓIS 
Óleos e gorduras de origem vegetal e animal
Naturais: contém ácidos graxos diferentes
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Características dos triglicerídeos
 Não apresentam ponto de fusão definido 
 Ponto de ebulição entre 260 – 400 °C
 Devido ao tamanho das moléculas 
 As interações individualmente fracas das longascadeias de carbono tem um efeito cumulativo forte: é preciso muita energia térmica para afastar as moléculas.
 Ponto de fumaça: temperatura típica em que uma gordura começa a produzir gases visíveis
 Limita a temperatura em que a gordura pode ser usada para cocção
 Depende do teor inicial de ácidos graxos livres
 Óleos vegetais refinados e frescos: Tfumaça ~ 230 °C
 Gorduras animais: Tfumaça ~ 190 °C
 Depende também da presença de outras substâncias, como emulsificantes, conservantes, proteínas, carboidratos e etc.
ÓLEOS & GORDURAS
Óleos: predominam glicerídeos de ácidos insaturados e são líquidos na temperatura ambiente
Gorduras: predominam glicerídeos de ácido saturados, são sólidas, semi-sólidas.
Azeite: óleos extraídos da polpa dos frutos
Ex.: Azeite de Olivia e Dendê
ÓLEOS & GORDURAS
 Óleos: predominam glicerídeos de ácidos insaturados e são líquidos na temperatura ambiente
 Gorduras: predominam glicerídeos de ácidos saturados, são sólidas, semi-sólidas.
Molécula de Óleo
Molécula de Gordura
ÁCIDOS GRAXOS
São compostos formados por uma cadeia de carbonos (propriedade lipossolúvel), e um grupo carboxila terminal (propriedades ácidas).
 Diferem um dos outros pelo comprimento da cadeia carbônica, pelo número e posição das duplas ligações
 No estado sólido, as cadeias de carbono quando estendidas formam um zig-zag.
ÁCIDOS GRAXOS
Possuem mais de 10 carbonos na cadeia
Possuem cadeia normal
Podem ter ou não ligações duplas
São monocarboxílicos
Tem número par de átomos de carbono
Ácidos Graxos - Classificação
Ácidos Graxos saturados e insaturados
Principais Ácidos Graxos presentes nos
Óleos e Gorduras comestíveis
ÁCIDOS GRAXOS
Esteárico
(n° de carbono: quantidade de dupla ligações)
(18:0)
Saturado
Monoinsaturado
Oléico
(18 carbonos, 1 insaturação no carbono 9)
Linoléico
α - Linolênico
Polinsaturado
ÓLEOS & GORDURAS
Isomeria
Ácido graxo insaturado 
Ácido oleico – cis 
Ácido elaídico – trans 
As gorduras trans são um tipo especial de ácido graxo. São considerados especiais devido à sua conformação estrutural. Nos ácidos graxos cis, que é como geralmente são encontrados na natureza, os átomos de menor peso molecular encontram-se paralelos, e nos ácidos graxos trans, os átomos de menor peso molecular estão dispostos na forma diagonal.
O ângulo das duplas ligações na posição trans é menor que em seu isômero cis e sua cadeia de carboidratos é mais linear, resultando em uma molécula mais rígida, com propriedades físicas diferentes.
Como são produzidas?
As gorduras trans são produzidas a partir de um processo de hidrogenação, seja ele natural ou artificial. No processo artificial de hidrogenação, como o próprio nome já diz, é adicionado à molécula de óleo vegetai um átomo de hidrogênio, fazendo com que o solidifique. Esse processo causa a alteração estrutural, mudando os hidrogênios da dupla ligação de plano, e por consequência, essas gorduras trans podem elevar a concentração de colesterol no sangue e lipoproteínas de baixa densidade, causando riscos igualmente nocivos a uma dieta rica em gordura saturada, a saúde.
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CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
Maior a cadeia maior o ponto de fusão. Menor a cadeia e mais insaturada, menor ponto de fusão. Na natureza a maioria dos insaturados tem configuração “cis” → menor empacotamento.
	ÁCIDOS ESSENCIAIS
 Ácidos graxos essenciais para o organismo humano
Palmítico, esteárico, oleico
 Não são produzidos pelo organismo e devem ser consumidos através de outras fontes (óleos vegetais, sementes e peixes). Podem ser adicionados à alguns produtos alimentícios
Ácido linoleico (ômega-6)
Ácido linolênico (ômega-3)
Produzidos a partir dos açúcares pelo próprio organismo (presentes em gorduras animais)
Fontes de Ácidos Graxos
Tabela 1 – Classificação dos lipídeos
% de Ácidos Ácidos Graxos – Composição
Tabela 1 – Classificação dos lipídeos
Aplicações industriais
Indústrias alimentícias
Produção de sabão
Perfumaria
Farmacêutica
Detergentes
Explosivos
Polímeros
Óleos para freio
Fluídos de hidramático
Fabricação de tintas
Adesivos e
Produção de biodiesel
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Produção Mundial de Óleos Vegetais 
Tabela 2. Suprimento mundial dos principais óleos vegetais, 2020/21 a 2022/23¹
(em milhões de toneladas)
Produção e consumo no Brasil (mil tons)
Oferta e demanda do complexo soja
Importância Tecnológica: Emulsões
LECITINA DE SOJA
INDUSTRIALIZAÇÃO DAS SEMENTES OLEAGINOSAS: OBTENÇÃO DE ÓLEOS 
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PRÁ COMEÇAR.... 
 A QUALIDADE DOS PRODUTOS ACABADOS DEPENDEM DA QUALIDADE DA MATÉRIA PRIMA.
 A QUALIDADE DOS PRODUTOS FINAIS DEPENDEM DE UM BOM PROCESSAMENTO.
 UMA BOA EXTRAÇÃO DEPENDE DE UMA BOA PREPARAÇÃO.
Industrialização
Produção de óleo bruto, torta e farelo
Refino de óleos brutos
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PRINCIPAIS ETAPAS PRODUÇÃO DE ÓLEOS BRUTOS
1. Armazenamento
2. Preparação dos grãos
3. Extração do óleo bruto
1. ARMAZENAMENTO
 Etapa que antecede ao proc. prod. óleo bruto 
 Condições de armazenamento, podem comprometer a qualidade do prod. final:
 Aquecimento das sementes
 Manter o equilíbrio higroscópico  Trocas de umidade tendem a um equilíbrio, onde: 
ETAPAS 
 Umidade acima da crítica (13%)
 Aumento da acidez
 Escurecimento do óleo contido na semente (prob. refinação)
 Modificações sensoriais
 Modificações estruturais (Ind. Iodo)
Pressão de vapor de água dentro do grão = pressão de água contida no ar = Equilíbrio higroscópico.
Sementes com ↑ teor de umidade ↓ teor óleo 
Sementes armazenadas com ↓ umidade ↓ atividade e ou crescimento de mofos --- inibidos = umidade abaixo crítica
2. PREPARAÇÃO DOS GRÃOS 
1.Pré-limpeza
2. Decortização
3. Descascamento
4. Acondicionamento
5. Trituração e Laminação
6. Cozimento  “Expander”
DECORTIZAÇÃO
DESCASCAMENTO
ACONDICIONAMENTO
QUEBRA E LAMINAÇÃO
EXPANSÃO
SECA/
RESFRIA
EXTRAI O ÓLEO
2. PREPARAÇÃO DOS GRÃOS 
PRÉ-LIMPEZA
2.1 PREPARO DO GRÃO: PRÉ-LIMPEZA
 Grão são transportados até a indústria esmagadora – aferição da qualidade, amostragem;
 Primeiro se realiza o controle de qualidade: Umidade, % material estranho, incidência de grãos quebrados, ardidos e avariados.
PREPARO DO GRÃO: PRÉ-LIMPEZA
 A Pré-limpeza é realizado por máquinas especiais com peneiras vibratórias que separam os grãos dos materiais indesejáveis. 
 A pré-limpeza diminui riscos de deterioração e reduz espaço nos silos. 
 Secagem dos grãos 
https://www.youtube.com/watch?v=q7e661FkCDw&ab_channel=Jeov%C3%A1vidadeclassificador
– O excesso de umidade nos grãos deve ser reduzido através de secadores 
Boas Práticas de Fabricação – BPF
Secagem bem conduzida dos grãos
Controle de temperatura
Controle dos processos oxidativos 
Controle microbiano
Controle de ratos e pássaros 
Higiene e sanitização
PREPARO DO GRÃO
Armazenamento
 Os grãos são organismos vivos que respiram e liberam calor.
 O processo respiratório é controlado por enzimas, que são mobilizados mais facilmente para o processo quanto maior o conteúdo de umidade.
 da T °C no armazenamento também acelera o processo respiratório. 
 Preparo do grão - > taxa respiratória ------- > será a deterioração da matéria- prima armazenada e maior a geração de calor.
 Grãos danificados, não sadios ou sujos possuem uma taxa respiratória mais elevada que os grãos sadios, sob as mesmas condições.
 indústrias devem dispor de instalações adequadas para o armazenamento de sementes durante a entressafra, visando efetuar a produção 
1.2. Preparo da matéria-prima para esmagamento
 A limpeza após o armazenamento retira as impurezas como terra, areia e fragmentos de metais não removidos antes do armazenamento, através de vários tipos de peneiras vibratórias e rotativas com fluxo de ar. 
 Os metais são removidos através de imãs instalados antes das peneiras.
 O material limpo deve ser pesado para determinar o rendimento do processo de extração.
Limpeza e pesagem
POR QUE UMA BOA PREPARAÇÃO ?
PARA MELHORAR A EFICIÊNCIA DO PROCESSO DE EXTRAÇÃO:
 EXTRAINDO O MÁXIMO POSSÍVEL DE ÓLEO.
 AUMENTANDO A VELOCIDADE DE EXTRAÇÃO, COM AUMENTODA PRODUÇÃO. 
COMPOSIÇÃO BÁSICA DA SOJA
	UMIDADE%	12,00 
	MATÉRIA GRAXA	18,00 A 20,00 %
	PROTEINA	34,00 A 36,00 %
	FIBRAS	5,00 A 7,50 %
SOJA - PADRÃO PARA PROCESSAR
	UMIDADE (%)	10,0 A 10,8
	PESO ESPECÍFICO (kg/m3)	750
	IMPUREZAS max (%)	1,0
	ARDIDOS max (%)	3,0
	QUEBRADOS max (%)	2,0
	FINOS menor que 0,84 mm (%) 	2,0
	TEMPERATURA max (⁰C)	28,0
2.2 DECORTIZAÇÃO
 Consiste em retirar a camada de fibra que envolve a algumas sementes oleaginosas.
 Deslintadeiras: em semente de algodão, coco e babaçu, retirada das fibras (uso de ventiladores).
 São rolos estriados horizontais girando com velocidade diferentes e em sentidos contrários
2.3 DESCASCAMENTO
A soja possui cerca de 8% de cascas. A retirada de casca ocorre após o processo de quebra dos grãos e é realizada para possibilitar: Redução no teor de fibra, possibilitando a produção de farelo com alto teor de proteína. Redução de volume, aumento de capacidade de extração (3-5%). Redução do desgaste de equipamentos: cascas são extremamente abrasivas, por isso, descasque. Reduz o desgaste em rolos laminadores, transportadores, expanders e outros.
2.4 ACONDICIONAMENTO
 Os cotilédones separados (duas metades) após o descascamento sofrem aquecimento entre 55 e 60º C. 
Condicionadores: Tornar os pedaços de grão mais maleáveis, facilitando a laminação
Ajustar a umidade da massa permitindo a formação posterior de flocos de resistência
mecânica apropriada.
Redução da formação de finos no processo de laminação.
Reduzir o consumo de energia e o desgaste dos laminadores. 
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Tipos de descasque
• Os processos de separação mais utilizados atualmente são:
• Descasque Frio
• Descasque Morno
• Descasque Quente
O descasque a frio pode ter algumas variações, em função do tipo de farelo, mas basicamente são dois tipos de processo:
• Quebradores → Peneiras → Aspiração
• Quebradores → Aspiração → Peneiras
• Após passar pelos quebradores, o material é enviado para as peneiras, onde é classificado por
tamanho e formato das partículas, dividindo-se em 3 fluxos: finos, médios e grossos
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Tipos de condicionadores
Horizontal (rotativo): o através de vapor indireto pelo aquecimento de tubos horizontais. 
Vertical de placas (SOLEX): Material flui por gravidade Contato direto com superfície quente, onde o aquecimento é
obtido através de vapor indireto ou condensado.
Vertical de tubos (VSC): Material flui por gravidade por entre feixes de tubos elípticos,
que podem ser aquecidos com vapor ou condensado.
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2.5 QUEBRA
 Rompimento do tecido e das paredes das células
 Podem ser utilizados moinhos de martelos para outros tipos de semente como babaçu, coco, etc. 
Os quebradores de rolo têm um ou dois pares de cilindros ranurados que giram com velocidades diferentes. 
Na soja a redução do tamanho do grão a 1/6-1/8 do seu tamanho é feita para se obter completa exposição das células na laminação. 
Nos rolos a soja é quebrada em 4, 6 ou 8 partes.
OBJETIVO:
 REDUZIR O TAMANHO DO GRÃO PARA FACILITAR AS OPERAÇÕES POSTERIORES DE CONDICIONAMENTO E LAMINAÇÃO.
OBSERVAÇÃO IMPORTANTE:
 A CASCA TEM UMA RESISTÊNCIA AO CORTE DIFERENTE DA MASSA DO GRÃO, PORTANTO, AO QUEBRAR TEMOS AS CASCAS DE TAMANHOS DIFERENTES DO GRÃO.
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PREPARAÇÃO:OPERAÇÃO 
TEMPERATURA MAX 38 °C UMIDADE DE 10,3 A 10,8 % GRANULOMETRIA
mesh 5 de 12 a 15 % peso
mesh 7 a 10 65 a 70 % peso
mesh 12 de 12 a 15 % peso
mesh 14 de 1 a 3 % peso
mesh 20 de máx. 2 % peso
CUIDADOS
UMIDADE/QUALIDADE ADEQUADA DA SOJA
CONDIÇÕES DOS ROLOS
DISTRIBUIDORES/ ALIMENTAÇÃO HOMOGÊNEA
REGULAGEM OPERACIONAL
	UMIDADE ALTA	UMIDADE IDEAL	UMIDADE BAIXA
	AMASSA, ESMAGA E NÃO QUEBRA 	CORTA SEM GERAR FINOS	GERA EXCESSO DE FINOS
OBSERVAÇÃO IMPORTANTE
QUEBRA
2.6 LAMINAÇÃO
Tem por finalidade romper certa proporção de células que contém óleo
A laminação em flocos finos facilitará a extração do óleo por solventes. flocos = 0,2-0,3 mm. 
Usam-se moinhos de rolos laminadores horizontais e oblíquos de cilindros lisos.
A desintegração ativa as enzimas: lipase e peroxidase = efeito negativo sobre o óleo e torta
Deve ser efetuada rapidamente A INATIVAÇÃO DAS ENZIMAS......
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Aumento da densidade em relação ao material laminado, aumentando a capacidade da planta. Com o aumento da porosidade, aumenta a percolabilidade do solvente, possibilitando melhor drenagem e incremento na velocidade do extrator. Menor retenção de solvente pelo farelo e consequentemente menor consumo de energia térmica durante a dessolventização.
7. EXPANSÃO – “Expander”
 Retirar a umidade inserida na massa pela adição do vapor direto (entra no resfriador com 11~12% e sai do resfriador com 9~10%. 
 - A secagem excessiva deixa a massa mais quebradiça e gera maior teor de finos, o que prejudica a percolação no extrator
 - Necessário ajustar vazão de ar para que ocorra o resfriamento necessário, porém sem secar excessivamente a massa.
 Resfriar o material para envio ao extrator. 
 - O excesso de temperatura da massa pode causar pressão no extrator. O ideal é que a massa chegue ao extrator com temperatura próximo aos 60°C
8. RESFRIAMENTO
Objetivos do resfriamento
3. EXTRAÇÃO DE ÓLEO BRUTO
Destilação da miscela
É a separação do óleo e solvente por aquecimento à vácuo, através de um destilador, que recebe a miscela fina isenta de solvente. O conteúdo de solvente no óleo é reduzido até cerca de 5%, à temperatura de 70 a 90 o C. O hexano residual é destilado em um evaporador de filme com insuflação de vapor direto.
Dessolventização e Tostagem do Farelo
Após a extração o material retém 30% ou mais da miscela que é necessário remover, para facilitar o uso do farelo em rações e outras finalidades. Farelo é tratado termicamente para reduzir: comp. Antinutricionais, tóxicos e substâncias indesejáveis. Anteiorm/ se usava o secadores de roscas horizontais, hoje o mais utilizado é dessolventizador-tostador, aparelho que combina a evaporação com solvente e cocção úmida.
olvente é eliminado quase completamente, e há simultânea umidificação do farelo com 18-20% de umidade. Em seguida o farelo é seco e tostado, umidade (ToC de 85-115oC x 1 h) A umidade do farelo não deve ultrapassar de 12% Alguns aparelhos trabalham com 1000 ton e secam em 24h.
Extração de óleo de soja com hexano ou etanol
Tipos de extratores
Extração de óleo de soja com hexano ou etanol
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