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DIREITO CIVIL DIREITO DAS FAMÍLIAS ALIMENTOS Instagram: prof.flaviovaz E-mail: fmovaz@gmail.com ALIMENTOS Estando o indivíduo impossibilitado de prover a própria subsistência, seja em razão da pouca idade, da velhice, da doença, de falta de trabalho ou qualquer outra forma de incapacidade, poderá socorrer-se de seus parentes mais próximos, do cônjuge ou do companheiro, que ficam legalmente obrigados a ajudá-lo, mediante o pagamento de uma pensão a ser fixada judicialmente. Características: o direito a alimentos é personalíssimo, irrenunciável, e seu crédito é insuscetível de cessão, compensação ou penhora (1707, CC/02). ALIMENTOS Podem os parentes, os cônjuges ou companheiros pedir uns aos outros os alimentos de que necessitem para viver de modo compatível com a sua condição social, inclusive para atender às necessidades de sua educação. Arts. 1694 c/c 1700, CC/02 Os alimentos devem ser fixados na proporção das necessidades do reclamante e dos recursos da pessoa obrigada. (1694, §1º) (binônimo necessidade X possibilidade) ALIMENTOS Os alimentos serão apenas os indispensáveis à subsistência, quando a situação de necessidade resultar de culpa de quem os pleiteia. (1694, §2º) Os alimentos podem ser classificados em: - naturais (necessários) e civis (côngruos); - legítimos ou voluntários; - Definitivos, provisórios e provisionais ALIMENTOS Natural (necessários) é aquele estritamente necessário para a mantença da vida de uma pessoa, compreendendo tão somente a alimentação, a cura, o vestuário, a habitação, nos limites assim do “necessarium vitae” = indispensáveis à subsistência. Civis (côngruos) são os abrangentes de outras necessidades, intelectuais e morais, inclusive recreação do beneficiário, compreendendo assim o “necessarium personae” e fixados segundo a qualidade do alimentando e os deveres da pessoa obrigada. ALIMENTOS Provisionais serão fixados pelo juiz, nos termos da lei processual, em razão da necessidade do alimentando que não pode restar desamparado até a decisão do PJ. Em não havendo alteração da situação, subsistirá até a prolação da sentença. Tem natureza satisfativa, antecipando os efeitos da sentença definitiva. Não há prova pré-constituída do parentesco (certidão de nascimento) ou do casamento (certidão de casamento), caso da ação de investigação de paternidade ou da ação de reconhecimento e dissolução da união estável. (art. 1706, CC/02). ALIMENTOS Provisórios são aqueles fixados antes da sentença na ação de alimentos que segue o rito especial previsto da Lei de Alimentos (lei 5478/68). Exigem-se prova pré-constituída do parentesco (certidão de nascimento) ou do casamento (certidão de casamento). Tem natureza de antecipação dos efeitos da sentença, antecipando os efeitos da sentença definitiva. ALIMENTOS Pressupostos do dever de prestar alimentos: - vínculo de parentesco; - casamento ou união estável; - necessidade do alimentando (credor) e possibilidade do alimentante (devedor); Tome nota! Os alimentos devem ser concebidos dentro da ideia do patrimônio mínimo, compreendendo as necessidades vitais da pessoa tendo por objetivo a manutenção de sua dignidade. ALIMENTOS São devidos os alimentos quando quem os pretende não tem bens suficientes, nem pode prover pelo seu trabalho, à própria mantença, e aquele, de quem se reclamam, pode fornecê-lo, sem desfalque do necessário ao seu sustento. Art. 1695, CC/02 O principal fundamento que rege a prestação dos alimentos, o binômio alimentar necessidade/possibilidade. Assim, para que a pessoa possa reclamar os alimentos é necessário que não possua recursos próprios ou esteja impossibilitada de obtê-los. Tendo a pessoa possibilidades de desempenhar uma atividade e esta seja rentável não receberá apoio legal. ALIMENTOS O direito à prestação de alimentos é recíproco entre pais e filhos, e extensivo a todos os ascendentes, recaindo a obrigação nos mais próximos em grau, uns na falta de outros. Art. 1696, CC/02 Destaca-se prioridade entre os ascendentes, ficando o avô só obrigado a prestar alimentos ao neto se o pai não tiver condições de concedê-lo, estiver incapacitado, for falecido ou declarado ausente. ALIMENTOS STJ: a responsabilidade dos avós de prestar alimentos é subsidiária e não sucessiva; assim não se transfere de forma automática. Essa obrigação tem natureza complementar e somente exsurge se ficar demonstrada a impossibilidade de os genitores proverem os alimentos de seus filhos. En. n. 341, IV JDC: -art. 1696: para os fins do art. 1696, a relação socioafetiva pode ser elemento gerador de obrigação alimentar. ALIMENTOS Você sabia que: “ a obrigação alimentar dos avós tem natureza complementar e subsidiária, somente se configurando no caso de impossibilidade total ou parcial de seu cumprimento pelos pais”. Sum. 596 STJ ALIMENTOS Na falta dos ascendentes cabe a obrigação aos descendentes, guardada a ordem de sucessão e, faltando estes, aos irmãos, assim germanos (mesmo pais) como unilaterais (só por parte de pai ou mãe). Art. 1697, CC/02 Na linha colateral o dispositivo limita a obrigação alimentar ao segundo grau, que corresponde aos irmãos. A enumeração legal é taxativa, não admitindo extensão. ALIMENTOS Se o parente, que deve alimentos em primeiro lugar, não estiver em condições de suportar totalmente o encargo, serão chamados a concorrer os de grau imediato; sendo várias as pessoas obrigadas a prestar alimentos, todas devem concorrer na proporção dos respectivos recursos, e, intentada ação contra uma delas, poderão as demais ser chamadas a integrar a lide. Art. 1698, CC/02 A obrigação alimentar não tem caráter de solidariedade, porém é complementar e subsidiária. Clara fica a possibilidade do coobrigado ao feito, formando-se um litisconsórcio passivo facultativo, visando-se, com isso, a uma solução mais efetiva ao conflito degenerado de interesses. ALIMENTOS Se, fixados os alimentos, sobrevier mudança na situação financeira de quem os supre, ou na de quem os recebe, poderá o interessado reclamar ao juiz, conforme as circunstâncias, exoneração, redução ou majoração do encargo. Art. 1699, CC/02 Havendo sentença condenatória de alimentos ou mudança na situação financeira de quem os supre, ou na de quem os recebe, poderá o interessado reclamar ao juiz exoneração, redução ou majoração do dever. Trata-se nada mais nada menos de que a aplicação da cláusula “rebus sic stantibus” em ações de alimentos. ALIMENTOS GRAVÍDICOS – LEI 11804/08 Proteção ao nascituro. O objetivo da ação de alimentos gravídicos é possibilitar à mulher gestante requerer seja fixada judicialmente pensão alimentícia mensal que a ajude a cobrir as despesas adicionais do período da gravidez, tais como, entre outras, alimentação, assistência médica e psicológica, exames, internações, medicamentos, parto. Legitimidade: mulher grávida (que não seja casada, que não viva em união estável). Aplicação binômio necessidade X possibilidade. ALIMENTOS GRAVÍDICOS LEI 11804/08 Princípios: - da dignidade da pessoa humana; - direito à vida e à saúde; - solidariedade; - paternidade responsável. Tome nota!!! Basta indícios de paternidade e não comprovação da paternidade. Os alimentos serão devidos desde a concepção. Após o nascimento com vida, os alimentos ficam convertidos em pensão alimentícia em favor do menor até que uma das partes solicite revisão. ALIMENTOS GRAVÍDICOS LEI 11804/08 En. n. 522 da V, JDC: - arts. 1694, 1696, 1ª parte e 1706: cabe prisão civil do devedor nos casos de não prestação de alimentos gravídicos estabelecidos com base na lei n. 11804/08, inclusive deferidos em qualquer caso de tutela de urgência. STJ, Sum 309: o débito alimentar que autoriza a prisão civil do alimentante é o que compreende as três prestações anterioresao ajuizamento da execução e as que se vencerem no curso do processo. Slide 1: Direito civil direito das famílias alimentos Slide 2: alimentos Slide 3: alimentos Slide 4: alimentos Slide 5: alimentos Slide 6: alimentos Slide 7: alimentos Slide 8: alimentos Slide 9: alimentos Slide 10: alimentos Slide 11: alimentos Slide 12: alimentos Slide 13: alimentos Slide 14: alimentos Slide 15: alimentos Slide 16: Alimentos gravídicos – Lei 11804/08 Slide 17: Alimentos gravídicos lei 11804/08 Slide 18: Alimentos gravídicos lei 11804/08