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Juhlen Maísa Michels Stange - jhls.dis@hotmail.com - CPF: 093.315.009-12
 
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Você acaba de adquirir o Método CLQ de Direito Civil para o Concurso do TRE – 
Unificado, cargo: Analista Judiciário – Área Judiciaria. 
Esse material é totalmente focado no certame e aborda principais pontos dessa 
disciplina. 
Assim, trabalharemos os assuntos mais importantes para a sua prova, a partir de uma 
metodologia exclusiva, na qual você terá a teoria, a legislação cobrada pelo edital e ao final, 
questões de fixação do conteúdo. 
Ao escolher nosso material que combina a teoria, legislação e questões de fixação, 
você está garantindo uma preparação completa e eficiente. Essa abordagem integrada 
ajudará você a desenvolver um entendimento mais sólido e aprimorado do assunto, além 
de fornecer uma robusta base para alcançar resultados positivos no concurso. 
Desta forma, em um único material, você estudará pelos três pilares da aprovação! 
Caso tenha qualquer dúvida, você pode entrar em contato conosco enviando seus 
questionamentos para o seguinte e-mail: cadernomapeado@gmail.com. 
 
 
Bons Estudos! 
 
Rumo à Aprovação!! 
 
 
 
 
Juhlen Maísa Michels Stange - jhls.dis@hotmail.com - CPF: 093.315.009-12
mailto:cadernomapeado@gmail.com
 
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SUMÁRIO 
CADERNO MAPEADO ................................................................................................................................... 4 
LEI DE INTRODUÇÃO ÀS NORMAS DO DIREITO BRASILEIRO ............................................................ 4 
1) Introdução.................................................................................................................................................. 4 
2) Informações Gerais sobre a LINDB ...................................................................................................... 4 
3) Estrutura da LINDB .................................................................................................................................. 4 
3.1) Vigência das normas ............................................................................................................................ 5 
3.2) Obrigatoriedade da norma ................................................................................................................. 6 
3.3) Integração da norma ............................................................................................................................ 6 
3.3.1) Métodos de Integração da norma ................................................................................................. 7 
3.4) Interpretação da norma ...................................................................................................................... 9 
3.5) Aplicação da lei no tempo .................................................................................................................. 9 
3.6) Aplicação da lei no espaço.................................................................................................................. 9 
4) Antinomia jurídica ou lacuna de colisão .......................................................................................... 10 
4.1) Critérios básicos de solução dos choques entre as normas ...................................................... 10 
4.2) Classificação das antinomias ............................................................................................................ 10 
LEGISLAÇÃO MAPEADA............................................................................................................................. 12 
LEI DE INTRODUÇÃO ÀS NORMAS DO DIREITO BRASILEIRO .......................................................... 12 
QUESTÕES MAPEADAS .............................................................................................................................. 19 
Gabarito Comentado .................................................................................................................................. 21 
 
 
 
 
 
 
 
Juhlen Maísa Michels Stange - jhls.dis@hotmail.com - CPF: 093.315.009-12
 
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CADERNO MAPEADO 
Iniciaremos os estudos do dia com a teoria, através do nosso Caderno Mapeado. Neste ponto inicial, 
te disponibilizamos a teoria esquematizada e facilitada para que você, concurseiro, entenda a matéria 
antes de estudar a lei orgânica. 
Importante a sua atenção durante o estudo, pois a nomenclatura utilizada pelo edital nem sempre é 
a mesma utilizada pela legislação, mas o material segue os temas cobrados no certame. 
 
LEI DE INTRODUÇÃO ÀS NORMAS DO DIREITO BRASILEIRO 
1) Introdução 
Neste momento iniciaremos os estudos sobre a LINDB. 
1 - Lei: vigência; aplicação da lei no tempo e no espaço; integração e interpretação. Lei de 
introdução às normas do Direito Brasileiro. 
 
2) Informações Gerais sobre a LINDB 
A LINDB era chamada de Lei de Introdução ao Código Civil, ou LICC, a qual, havia sido promulgada 
pelo Decreto-Lei n. 4.657 de 1942. 
A LICC era entendida como conjunto de normas de introdução ao Direito Civil/privado, entretanto, 
as normas não tratavam apenas do Direito Civil/ privado, tais normas se tratavam de uma teoria geral 
do direito. 
Por este motivo, foi promulgada a Lei nº 12.376 de 2010 que alterou a LICC, a qual, passou a se 
chamar de Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB). 
A LINDB possui 30 artigos, que abordam a vigência da lei, a aplicação da norma jurídica no tempo 
e no espaço, fontes do direito, dentre outros temas que estudaremos mais adiante. 
 
3) Estrutura da LINDB 
De acordo com a doutrina a LINDB pode ser dividida da seguinte maneira: 
 Vigência das normas: artigos 1° e 2°; 
 Obrigatoriedade das normas: artigo 3°; 
 Integração das normas: artigo 4°; 
 Interpretação das normas: artigo 5°; 
Juhlen Maísa Michels Stange - jhls.dis@hotmail.com - CPF: 093.315.009-12
 
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 Aplicação da lei no tempo: artigo 6°; 
 Aplicação da lei no espaço: artigos 7° a 19; 
 Normas sobre segurança jurídica e eficiência na criação e na aplicação do direito público: artigos 
20 a 30. 
Essa divisão ajuda na memorização da lei. 
 
3.1) Vigência das normas 
Em primeiro lugar, é necessário saber que há diferença entre existência e vigência de uma lei, muitas 
vezes esses conceitos são confundidos. 
A existência de uma lei começa quando ela for promulgada, ou seja, ela já existe formalmente no 
mundo jurídico, mas não possui força coercitiva. Não se pode confundir a existência com vigência, 
pois após a promulgação há o tempo em que a norma necessita para ficar conhecida. 
Esse lapso temporal entre a lei ser publicada e entrar em vigência é chamado de vacatio legis. 
De acordo com a LINDB a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias depois de 
oficialmente publicada. 
No período de vacatio legis a lei existe, mas ainda não é vigente. Entretanto, a Lei Complementar 
95/98 fez uma modificação no art. 1º da LNDB e diz o seguinte: 
Art. 8º, LC 95/98 – a vigência da lei será indicada de forma expressa e de modo a contemplar 
prazo razoável para que dela se tenha amplo conhecimento, reservada a cláusula "entra em 
vigor na data de sua publicação" para as leis de pequena repercussão. 
 
Ou seja, a norma legal deve, obrigatoriamente, cumprir um período de vacatio legis. Esse prazo 
precisa corresponder ao número de dias necessários para que todos conheçam a legislação. 
Contudo essa norma é imperfeita, pois não há nenhuma sanção caso ela não seja cumprida. 
A contagem da vacatio legis segue a seguinte regra, inclui-se o primeiro e o último dia, entrando a 
lei em vigor no dia subsequente a consumação integral do prazo. 
No período de vacatio legis a lei existente, mas que ainda não está vigente poderá ser modificada. 
Entretanto, essa modificação precisa ser feita por uma nova lei. 
Já a mera correção de errospode ser feita por meio da simples republicação da lei com as devidas 
correções. Quando houver republicação da lei, o prazo de vacatio legis volta a correr do zero 
somente para a parte que foi retificada, as outras partes continuam com o prazo contando 
normalmente. 
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De acordo com o artigo 2º da LINDB, não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até 
que outra a modifique ou revogue. 
No Brasil só se admite a revogação de uma lei por meio de outra lei, que revogará expressa ou 
tacitamente, no todo ou em parte a lei antiga. 
A revogação é gênero e a ab-rogação e derrogação são espécies. 
 
Além do mencionado, existe também o instituto da repristinação, que se dá quando são 
restabelecidos os efeitos de uma lei que foi revogada pela revogação da lei revogadora. 
 Ex.: Lei X - Lei Y - Lei Z. A Lei Z revoga a Lei Y, os efeitos da Lei X não serão restabelecidos. 
No Brasil não se admite a repristinação como um instituto, entretanto, é aceita a existência de efeito 
repristinatório quando estiver expresso. 
 
3.2) Obrigatoriedade da norma 
De acordo com o artigo 3º da LINDB, ninguém pode se escusar de cumprir a lei, alegando o 
desconhecimento dela. 
Presume-se que toda pessoa tem o conhecimento da Lei. 
 
3.3) Integração da norma 
Conforme estabelece o artigo 4º da LINDB, quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo 
com a analogia, os costumes e os princípios gerais de direito. 
A integração é o meio pelo qual o juiz complementa a norma. Existe a necessidade de 
complementação da norma pelo legislador pois não é possível prever todas as situações possíveis 
no mundo fático. 
Além disso, o ordenamento jurídico veda o non liquet, ou seja, o juiz não pode alegar o 
desconhecimento ou lacuna para eximir-se de fazer o julgamento. 
Revogação
ab-rogação é a revogação total da lei
derrogação é a revogação parcial da lei
Juhlen Maísa Michels Stange - jhls.dis@hotmail.com - CPF: 093.315.009-12
 
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O artigo 4º traz um rol taxativo e preferencial de integração da norma. Dessa maneira, o juiz deve 
observar essa ordem. 
Quando houver uma lacuna o magistrado é obrigado utilizar o instituto da integração da norma. 
Além do mais, é presumido que o magistrado saiba todas as leis, dessa maneira, a parte somente 
precisa “narrar o fato para que o juiz de uma solução”. 
 
Tome nota! 
Exceções: o magistrado pode estipular que a parte interessada faça prova da existência e vigência 
da lei alegada em 4 circunstâncias 
 direito municipal. 
 direito estadual. 
 direito estrangeiro. 
 direito consuetudinário. 
 
Outro ponto são as espécies de Lacunas, de acordo com Maria Helena Diniz: 
a) Lacuna normativa: ausência total de norma para um caso concreto; 
b) Lacuna ontológica: presença de norma para o caso concreto, mas que não tenha eficácia social; 
c) Lacuna axiológica: presença de norma para o caso concreto, mas cuja aplicação seja insatisfatória 
ou injusta; 
d) Lacuna de conflito ou antinomia: choque de duas ou mais normas válidas, pendente de solução 
no caso concreto. 
 
3.3.1) Métodos de Integração da norma 
O juiz deverá utilizar a analogia, os costumes e os princípios gerais de direito, nesta ordem pois o 
art. 4º da LINDB estabeleceu um rol taxativo e preferencial. 
 
a) Analogia 
É a primeira maneira de integração. A lacuna da lei é preenchida por meio da comparação, ou seja, 
compara-se o que está previsto em lei com a situação não prevista na legislação. 
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Além disso, a analogia pode ser de duas maneiras: 
 Analogia legis: comparação de um caso previsto e outro não previsto na legislação. 
 Analogia iuris: onde a lacuna é preenchida com a comparação do caso com sistema jurídico 
como um todo. 
 
b) Costumes 
Os costumes são usos reiterados de um local. Podem ser de três tipos: 
 Costumes contra legem: são práticas atentatórias a lei. No Brasil não são admitidos os costumes 
contra legem. 
 Costumes secundum legem: são costumes de acordo com a lei, inclusive a utilização é 
expressa na própria legislação. 
 
Ex.: Art. 445, §2º, CC - tratando-se de venda de animais, os prazos de garantia por vícios ocultos 
serão os estabelecidos em lei especial, ou, na falta desta, pelos usos locais, aplicando-se o disposto 
no parágrafo antecedente se não houver regras disciplinando a matéria. 
 
 Costumes praeter legem: não foram previstos na lei, servem para preencher lacunas. Alguns 
requisitos para a utilização dos costumes são: continuidade, uniformidade, diuturnidade, 
moralidade, obrigatoriedade. 
Dessa maneira, é necessário que o costume tenha um tempo de prática considerável, esteja 
enraizado na população. 
 
c) Princípios gerais de direito 
Os princípios gerais do direito somente são utilizados quando não foi possível decidir com base na 
lei, na analogia e nos costumes. 
Existem dois diferentes tipos de princípios: os princípios fundamentais e os princípios informativos 
do direito/ gerais. 
 Princípios fundamentais: os princípios fundamentais detêm força normativa. 
 Princípios gerais: são apenas recomendações, tem caráter propositivo, são universais e não 
possuem força normativa. 
 
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3.4) Interpretação da norma 
De acordo com o artigo 5º na aplicação da lei, o juiz atenderá aos fins sociais a que ela se dirige a 
e as exigências do bem comum. 
Interpretar a norma é buscar o alcance e o sentido, ou seja, busca-se o sentido de uma norma 
que já existe. 
Além disso, a interpretação necessita atender aos fins sociais da destinação da norma. A 
interpretação pode ser ampliativa, declaratória ou restritiva. Vejamos: 
 Interpretação ampliativa – normas que tratam sobre direitos fundamentais individuais ou sociais 
são submetidas a interpretação ampliativa. 
 Interpretação declaratória – normas de direito administrativo se submetem a essa interpretação 
por conta do princípio da legalidade. 
 Interpretação restritiva – são normas que estabelecem privilégio, sanção, renúncia, fiança e aval. 
 
3.5) Aplicação da lei no tempo 
A regra do direito brasileiro é a irretroatividade da lei. Entretanto, admitem-se excepcionalmente, 
efeitos retroativos quando houver os seguintes requisitos: 
 expressa disposição: é necessário que a lei diga que serão produzidos efeitos retroativos. 
 que a retroatividade não prejudique o ato jurídico perfeito, a coisa julgada e o direito adquirido. 
Um ponto importante, é que não existe direito adquirido diante do poder constituinte, pois ele traz 
uma nova ordem jurídica. 
 
3.6) Aplicação da lei no espaço 
Via de regra, em território brasileiro se aplica a lei brasileira. De acordo com a LINDB, as leis, atos e 
sentenças de outro país, bem como quaisquer declarações de vontade, não terão eficácia no Brasil, 
quando ofenderem a soberania nacional, a ordem pública e os bons costumes. 
Entretanto, existem algumas situações excepcionais que a própria LINDB admite que seja aplicada 
a lei estrangeira no território brasileiro. 
Sendo assim, o Brasil adotou a teoria da territorialidade mitigada, via de regra, aplica-se ao crime 
cometido no território nacional a lei brasileira, entretanto, de maneira excepcional, a lei estrangeira 
é aplicável a delitos cometidos total ou parcialmente em território nacional, quando determinarem 
os tratados e convenções internacionais. 
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Para que seja aplicada a lei estrangeira no território nacional é necessário que haja uma regra de 
conexão, a qual, é chamada de estatuto pessoal – onde se aplica a lei do domicílio do interessado. 
A LINDB prevê 07 hipóteses de aplicação da lei estrangeira no território brasileiro: nome, 
personalidade, capacidade,direito de família, bens móveis que o interessado traz consigo, penhor, 
capacidade sucessória. 
Além do mencionado, existem três hipóteses em que a LINDB admite a aplicação da lei estrangeira 
sem a obediência do domicílio do interessado, quais sejam: 
 Conflito sobre bens imóveis: aplica-se a lei do lugar em que está situado o imóvel. 
 Lei sucessória mais benéfica ao cônjuge ou aos filhos. 
 Lugar da obrigação: caso de contratos internacionais se aplica a lei de residência do proponente. 
 
4) Antinomia jurídica ou lacuna de colisão 
A antinomia é a presença de duas normas que conflitam, são válidas e emanadas de autoridade 
competente. 
 
4.1) Critérios básicos de solução dos choques entre as normas 
 
 
 
4.2) Classificação das antinomias 
a) Antinomia de 1º grau 
Envolve apenas um dos critérios citados acima. 
b) Antinomia de 2º grau 
Critérios
Critério cronológico
A norma posterior prevalece 
sobre a anterior.
Critério da especialidade
A norma especial prevalece 
sobre a norma geral.
Critério hierárquico
A norma superior prevalece 
sobre a inferior.
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Quando envolve dois ou mais critérios analisados, ou quando não houver a possibilidade de solução 
pelos demais critérios. 
c) Antinomia aparente 
Pode ser solucionada pelos critérios da especialidade, hierarquia e cronológico. Quando a própria 
legislação mencionar o critério para a solução do conflito. 
d) Antinomia real 
É aquela que não pode ser resolvida pelos critérios mencionados acima. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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LEGISLAÇÃO MAPEADA 
Após o estudo da teoria iniciaremos o estudo dos dispositivos da legislação para a sua prova. Trata-
se de um estudo fundamental em busca da sua aprovação e, portanto, requer muita atenção. 
 
LEI DE INTRODUÇÃO ÀS NORMAS DO DIREITO BRASILEIRO 
Art. 1º Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país 45 dias depois de 
oficialmente publicada. 
§ 1º Nos Estados, estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida, se inicia 3 meses 
depois de oficialmente publicada. 
§ 2º (Revogado pela Lei nº 12.036, de 2009). 
§ 3º Se, antes de entrar a lei em vigor, ocorrer nova publicação de seu texto, destinada a correção, o 
prazo deste artigo e dos parágrafos anteriores começará a correr da nova publicação. 
§ 4º As correções a texto de lei já em vigor consideram-se lei nova. 
Comentário: 
VACATIO LEGIS 
Lapso temporal entre a publicação da norma e o momento em que produzirá efeitos. 
A própria norma poderá estabelecer o prazo para sua vigência, mas caso não faça, serão obedecidos os 
seguintes prazos: 
Brasil 45 dias – salvo disposição em contrário 
Estado estrangeiro 3 meses 
 
Art. 2º Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou 
revogue. 
§ 1º A lei posterior revoga a anterior quando expressamente o declare, quando seja com ela 
incompatível ou quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior. 
§ 2º A lei nova, que estabeleça disposições gerais ou especiais a par das já existentes, não revoga 
nem modifica a lei anterior. 
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§ 3º Salvo disposição em contrário, a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido 
a vigência. 
Art. 3º Ninguém se escusa de cumprir a lei, alegando que não a conhece. 
Art. 4º Quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os costumes e os 
princípios gerais de direito. 
Art. 5º Na aplicação da lei, o juiz atenderá aos fins sociais a que ela se dirige e às exigências do bem 
comum. 
Art. 6º A Lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico perfeito, o direito 
adquirido e a coisa julgada. 
§ 1º Reputa-se ato jurídico perfeito o já consumado segundo a lei vigente ao tempo em que se 
efetuou. 
§ 2º Consideram-se adquiridos assim os direitos que o seu titular, ou alguém por ele, possa exercer, 
como aqueles cujo começo do exercício tenha termo pré-fixo, ou condição pré-estabelecida 
inalterável, a arbítrio de outrem. 
§ 3º Chama-se coisa julgada ou caso julgado a decisão judicial de que já não caiba recurso. 
Comentário: 
VIGÊNCIA X VIGOR 
Vigência Vigor 
Período de validade da norma Período de real produção de efeitos 
Duração Força vinculante 
Questão meramente temporal Questão de efetiva eficácia 
 
Art. 7º A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da 
personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família. 
§ 1º Realizando-se o casamento no Brasil, será aplicada a lei brasileira quanto aos impedimentos 
dirimentes e às formalidades da celebração. 
§ 2º O casamento de estrangeiros poderá celebrar-se perante autoridades diplomáticas ou 
consulares do país de ambos os nubentes. 
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§ 3º Tendo os nubentes domicílio diverso, regerá os casos de invalidade do matrimônio a lei do 
primeiro domicílio conjugal. 
§ 4º O regime de bens, legal ou convencional, obedece à lei do país em que tiverem os nubentes 
domicílio, e, se este for diverso, a do primeiro domicílio conjugal. 
§ 5º - O estrangeiro casado, que se naturalizar brasileiro, pode, mediante expressa anuência de seu 
cônjuge, requerer ao juiz, no ato de entrega do decreto de naturalização, se apostile ao mesmo a 
adoção do regime de comunhão parcial de bens, respeitados os direitos de terceiros e dada esta 
adoção ao competente registro. 
§ 6º O divórcio realizado no estrangeiro, se um ou ambos os cônjuges forem brasileiros, só será 
reconhecido no Brasil depois de 1 (um) ano da data da sentença, salvo se houver sido antecedida 
de separação judicial por igual prazo, caso em que a homologação produzirá efeito imediato, 
obedecidas as condições estabelecidas para a eficácia das sentenças estrangeiras no país. O Superior 
Tribunal de Justiça, na forma de seu regimento interno, poderá reexaminar, a requerimento do 
interessado, decisões já proferidas em pedidos de homologação de sentenças estrangeiras de 
divórcio de brasileiros, a fim de que passem a produzir todos os efeitos legais. 
§ 7º Salvo o caso de abandono, o domicílio do chefe da família estende-se ao outro cônjuge e aos 
filhos não emancipados, e o do tutor ou curador aos incapazes sob sua guarda. 
§ 8º Quando a pessoa não tiver domicílio, considerar-se-á domiciliada no lugar de sua residência ou 
naquele em que se encontre. 
Art. 8º Para qualificar os bens e regular as relações a eles concernentes, aplicar-se-á a lei do país em 
que estiverem situados. 
§ 1º Aplicar-se-á a lei do país em que for domiciliado o proprietário, quanto aos bens moveis que 
ele trouxer ou se destinarem a transporte para outros lugares. 
§ 2º O penhor regula-se pela lei do domicílio que tiver a pessoa, em cuja posse se encontre a coisa 
apenhada. 
Art. 9º Para qualificar e reger as obrigações, aplicar-se-á a lei do país em que se constituírem. 
§ 1º Destinando-se a obrigação a ser executada no Brasil e dependendo de forma essencial, será 
esta observada, admitidas as peculiaridades da lei estrangeira quanto aos requisitos extrínsecos do 
ato. 
§ 2º A obrigação resultante do contrato reputa-se constituída no lugar em que residir o proponente. 
Art. 10. A sucessão por morte ou por ausência obedece à lei do país em que domiciliado o defunto 
ou o desaparecido, qualquer que seja a natureza e a situação dos bens. 
§ 1º A sucessão de bens de estrangeiros, situados no País, será regulada pela lei brasileira em 
benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, ou de quem os represente, sempre que não lhes seja 
mais favorável a leipessoal do de cujus. 
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§ 2º A lei do domicílio do herdeiro ou legatário regula a capacidade para suceder. 
Art. 11. As organizações destinadas a fins de interesse coletivo, como as sociedades e as fundações, 
obedecem à lei do Estado em que se constituírem. 
§ 1º Não poderão, entretanto ter no Brasil filiais, agências ou estabelecimentos antes de serem os 
atos constitutivos aprovados pelo Governo brasileiro, ficando sujeitas à lei brasileira. 
§ 2º Os Governos estrangeiros, bem como as organizações de qualquer natureza, que eles tenham 
constituído, dirijam ou hajam investido de funções públicas, não poderão adquirir no Brasil bens 
imóveis ou susceptíveis de desapropriação. 
§ 3º Os Governos estrangeiros podem adquirir a propriedade dos prédios necessários à sede dos 
representantes diplomáticos ou dos agentes consulares. 
Art. 12. É competente a autoridade judiciária brasileira, quando for o réu domiciliado no Brasil ou 
aqui tiver de ser cumprida a obrigação. 
§ 1º Só à autoridade judiciária brasileira compete conhecer das ações relativas a imóveis situados no 
Brasil. 
§ 2º A autoridade judiciária brasileira cumprirá, concedido o exequatur e segundo a forma 
estabelecida pela lei brasileira, as diligências deprecadas por autoridade estrangeira competente, 
observando a lei desta, quanto ao objeto das diligências. 
Art. 13. A prova dos fatos ocorridos em país estrangeiro rege-se pela lei que nele vigorar, quanto 
ao ônus e aos meios de produzir-se, não admitindo os tribunais brasileiros provas que a lei brasileira 
desconheça. 
Art. 14. Não conhecendo a lei estrangeira, poderá o juiz exigir de quem a invoca prova do texto e 
da vigência. 
Art. 15. Será executada no Brasil a sentença proferida no estrangeiro, que reúna os seguintes 
requisitos: 
a) haver sido proferida por juiz competente; 
b) terem sido os partes citadas ou haver-se legalmente verificado à revelia; 
c) ter passado em julgado e estar revestida das formalidades necessárias para a execução no lugar 
em que foi proferida; 
d) estar traduzida por intérprete autorizado; 
e) ter sido homologada pelo Supremo Tribunal Federal. 
Parágrafo único. (Revogado pela Lei nº 12.036, de 2009) 
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Art. 16. Quando, nos termos dos artigos precedentes, se houver de aplicar a lei estrangeira, ter-se-
á em vista a disposição desta, sem considerar-se qualquer remissão por ela feita a outra lei. 
Art. 17. As leis, atos e sentenças de outro país, bem como quaisquer declarações de vontade, não 
terão eficácia no Brasil, quando ofenderem a soberania nacional, a ordem pública e os bons 
costumes. 
Art. 18. Tratando-se de brasileiros, são competentes as autoridades consulares brasileiras para lhes 
celebrar o casamento e os mais atos de Registro Civil e de tabelionato, inclusive o registro de 
nascimento e de óbito dos filhos de brasileiros ou brasileira nascido no país da sede do Consulado. 
§ 1º As autoridades consulares brasileiras também poderão celebrar a separação consensual e o 
divórcio consensual de brasileiros, não havendo filhos menores ou incapazes do casal e observados 
os requisitos legais quanto aos prazos, devendo constar da respectiva escritura pública as 
disposições relativas à descrição e à partilha dos bens comuns e à pensão alimentícia e, ainda, ao 
acordo quanto à retomada pelo cônjuge de seu nome de solteiro ou à manutenção do nome 
adotado quando se deu o casamento. 
§ 2º É indispensável a assistência de advogado, devidamente constituído, que se dará mediante a 
subscrição de petição, juntamente com ambas as partes, ou com apenas uma delas, caso a outra 
constitua advogado próprio, não se fazendo necessário que a assinatura do advogado conste da 
escritura pública. 
Art. 19. Reputam-se válidos todos os atos indicados no artigo anterior e celebrados pelos cônsules 
brasileiros na vigência do Decreto-lei nº 4.657, de 4 de setembro de 1942, desde que satisfaçam 
todos os requisitos legais. 
Parágrafo único. No caso em que a celebração desses atos tiver sido recusada pelas autoridades 
consulares, com fundamento no artigo 18 do mesmo Decreto-lei, ao interessado é facultado renovar 
o pedido dentro em 90 (noventa) dias contados da data da publicação desta lei. 
Art. 20. Nas esferas administrativa, controladora e judicial, não se decidirá com base em valores 
jurídicos abstratos sem que sejam consideradas as consequências práticas da decisão. 
Parágrafo único. A motivação demonstrará a necessidade e a adequação da medida imposta ou da 
invalidação de ato, contrato, ajuste, processo ou norma administrativa, inclusive em face das 
possíveis alternativas. 
Art. 21. A decisão que, nas esferas administrativa, controladora ou judicial, decretar a invalidação 
de ato, contrato, ajuste, processo ou norma administrativa deverá indicar de modo expresso suas 
consequências jurídicas e administrativas. 
Parágrafo único. A decisão a que se refere o caput deste artigo deverá, quando for o caso, indicar 
as condições para que a regularização ocorra de modo proporcional e equânime e sem prejuízo aos 
interesses gerais, não se podendo impor aos sujeitos atingidos ônus ou perdas que, em função das 
peculiaridades do caso, sejam anormais ou excessivos. 
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Art. 22. Na interpretação de normas sobre gestão pública, serão considerados os obstáculos e as 
dificuldades reais do gestor e as exigências das políticas públicas a seu cargo, sem prejuízo dos 
direitos dos administrados. 
§ 1º Em decisão sobre regularidade de conduta ou validade de ato, contrato, ajuste, processo ou 
norma administrativa, serão consideradas as circunstâncias práticas que houverem imposto, limitado 
ou condicionado a ação do agente. 
§ 2º Na aplicação de sanções, serão consideradas a natureza e a gravidade da infração cometida, os 
danos que dela provierem para a administração pública, as circunstâncias agravantes ou atenuantes 
e os antecedentes do agente. 
§ 3º As sanções aplicadas ao agente serão levadas em conta na dosimetria das demais sanções de 
mesma natureza e relativas ao mesmo fato. 
Art. 23. A decisão administrativa, controladora ou judicial que estabelecer interpretação ou 
orientação nova sobre norma de conteúdo indeterminado, impondo novo dever ou novo 
condicionamento de direito, deverá prever regime de transição quando indispensável para que o 
novo dever ou condicionamento de direito seja cumprido de modo proporcional, equânime e 
eficiente e sem prejuízo aos interesses gerais. 
 Parágrafo único. (VETADO). 
Art. 24. A revisão, nas esferas administrativa, controladora ou judicial, quanto à validade de ato, 
contrato, ajuste, processo ou norma administrativa cuja produção já se houver completado levará 
em conta as orientações gerais da época, sendo vedado que, com base em mudança posterior de 
orientação geral, se declarem inválidas situações plenamente constituídas. 
Parágrafo único. Consideram-se orientações gerais as interpretações e especificações contidas 
em atos públicos de caráter geral ou em jurisprudência judicial ou administrativa majoritária, e ainda 
as adotadas por prática administrativa reiterada e de amplo conhecimento público. 
 Art. 25. (VETADO). 
Art. 26. Para eliminar irregularidade, incerteza jurídica ou situação contenciosa na aplicação do 
direito público, inclusive no caso de expedição de licença, a autoridade administrativa poderá, após 
oitiva do órgão jurídico e, quando for o caso, após realização de consulta pública, e presentes razões 
de relevante interesse geral, celebrar compromisso com os interessados, observada a legislação 
aplicável, oqual só produzirá efeitos a partir de sua publicação oficial. 
§ 1º O compromisso referido no caput deste artigo: 
I - buscará solução jurídica proporcional, equânime, eficiente e compatível com os interesses gerais; 
II – (VETADO); 
III - não poderá conferir desoneração permanente de dever ou condicionamento de direito 
reconhecidos por orientação geral; 
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IV - deverá prever com clareza as obrigações das partes, o prazo para seu cumprimento e as sanções 
aplicáveis em caso de descumprimento. 
§ 2º (VETADO). 
Art. 27. A decisão do processo, nas esferas administrativa, controladora ou judicial, poderá impor 
compensação por benefícios indevidos ou prejuízos anormais ou injustos resultantes do processo 
ou da conduta dos envolvidos. 
§ 1º A decisão sobre a compensação será motivada, ouvidas previamente as partes sobre seu 
cabimento, sua forma e, se for o caso, seu valor. 
§ 2º Para prevenir ou regular a compensação, poderá ser celebrado compromisso processual entre 
os envolvidos. 
Art. 28. O agente público responderá pessoalmente por suas decisões ou opiniões técnicas em caso 
de dolo ou erro grosseiro. 
§ 1º (VETADO). 
§ 2º (VETADO). 
§ 3º (VETADO). 
Art. 29. Em qualquer órgão ou Poder, a edição de atos normativos por autoridade administrativa, 
salvo os de mera organização interna, poderá ser precedida de consulta pública para manifestação 
de interessados, preferencialmente por meio eletrônico, a qual será considerada na decisão. 
§ 1º A convocação conterá a minuta do ato normativo e fixará o prazo e demais condições da 
consulta pública, observadas as normas legais e regulamentares específicas, se houver. 
§ 2º (VETADO). 
Art. 30. As autoridades públicas devem atuar para aumentar a segurança jurídica na aplicação das 
normas, inclusive por meio de regulamentos, súmulas administrativas e respostas a consultas. 
Parágrafo único. Os instrumentos previstos no caput deste artigo terão caráter vinculante em 
relação ao órgão ou entidade a que se destinam, até ulterior revisão. 
 
 
 
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QUESTÕES MAPEADAS 
Finalizaremos os estudos do tema com algumas questões de fixação! Responder as questões de 
fixação é importante para consolidar os conhecimentos adquiridos. Não tenha medo de errar, pois 
agora estamos treinando! 
Vamos lá! 
 
Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro 
1 – (Inédito 2023) De acordo com a LINDB, a lei começa a vigorar em todo o país 60 dias depois de 
oficialmente publicada. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
2 – (Inédito 2023) Nos Estados, estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida, 
se inicia 6 meses depois de oficialmente publicada. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
3 – (Inédito 2023) A vacatio legis é o lapso temporal entre a publicação da norma e o momento em 
que produzirá efeitos. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
4 – (Inédito 2023) A lei revogada se restaura quando a lei revogadora perde a vigência. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
5 – (Inédito 2023) Uma pessoa poderá descumprir a lei e alegar que não tinha conhecimento sobre 
ela. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
6 – (Inédito 2023) Quando a pessoa não tiver domicílio, considerar-se-á domiciliada no lugar de 
sua residência ou naquele em que se encontre. 
( ) Certo ( ) Errado 
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7 – (Inédito 2023) A sucessão por morte ou por ausência obedece à lei do país em que domiciliado 
o defunto ou o desaparecido, qualquer que seja a natureza e a situação dos bens. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
8 – (Inédito 2023) É competente a autoridade judiciária estrangeira, quando for o réu domiciliado 
no Brasil ou aqui tiver de ser cumprida a obrigação. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
9 – (Inédito 2023) As leis, atos e sentenças de outro país, bem como quaisquer declarações de 
vontade, terão eficácia no Brasil, mesmo quando ofenderem a soberania nacional, a ordem pública 
e os bons costumes. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
10 – (Inédito 2023) O agente público responderá pessoalmente por suas decisões ou opiniões 
técnicas em caso de dolo ou erro grosseiro. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Gabarito Comentado 
1 – De acordo com a LINDB, a lei começa a vigorar em todo o país 60 dias depois de 
oficialmente publicada. 
Gabarito: Errado. 
Comentário: Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país 45 dias depois de 
oficialmente publicada. 
 
2 – Nos Estados, estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida, se inicia 6 
meses depois de oficialmente publicada. 
Gabarito: Errado. 
Comentário: Nos Estados, estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida, se 
inicia 3 meses depois de oficialmente publicada. 
 
3 – A vacatio legis é o lapso temporal entre a publicação da norma e o momento em que 
produzirá efeitos. 
Gabarito: Correto. 
Comentário: De acordo com a LINDB a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias 
depois de oficialmente publicada. 
 
4 – A lei revogada se restaura quando a lei revogadora perde a vigência. 
Gabarito: Errado. 
Comentário: Salvo disposição em contrário, a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora 
perdido a vigência. 
 
5 – Uma pessoa poderá descumprir a lei e alegar que não tinha conhecimento sobre ela. 
Gabarito: Errado. 
Comentário: Ninguém se escusa de cumprir a lei, alegando que não a conhece. 
 
6 – Quando a pessoa não tiver domicílio, considerar-se-á domiciliada no lugar de sua 
residência ou naquele em que se encontre. 
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Gabarito: Correto. 
Comentário: Está de acordo com o art. 7º, §8º da LINDB. 
 
7 – A sucessão por morte ou por ausência obedece à lei do país em que domiciliado o defunto 
ou o desaparecido, qualquer que seja a natureza e a situação dos bens. 
Gabarito: Correto. 
Comentário: Está de acordo com o art. 10 da LINDB. 
 
8 – É competente a autoridade judiciária estrangeira, quando for o réu domiciliado no Brasil 
ou aqui tiver de ser cumprida a obrigação. 
Gabarito: Errado. 
Comentário: É competente a autoridade judiciária brasileira, quando for o réu domiciliado no Brasil 
ou aqui tiver de ser cumprida a obrigação. 
 
9 – As leis, atos e sentenças de outro país, bem como quaisquer declarações de vontade, terão 
eficácia no Brasil, mesmo quando ofenderem a soberania nacional, a ordem pública e os bons 
costumes. 
Gabarito: Errado. 
Comentário: As leis, atos e sentenças de outro país, bem como quaisquer declarações de vontade, 
não terão eficácia no Brasil, quando ofenderem a soberania nacional, a ordem pública e os bons 
costumes. 
 
10 – O agente público responderá pessoalmente por suas decisões ou opiniões técnicas em 
caso de dolo ou erro grosseiro. 
Gabarito: Correto. 
Comentário: Está de acordo com o art. 28 da LINDB. 
 
 
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