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APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 3 Prefácio Este material foi escrito para servir como apoio ao curso de qualificação profissional (Aplicador de Revestimento Cerâmico) do SENAI – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de Maringá – Paraná. As experiências profissionais vividas nos canteiros de obras aliadas as pesquisas realizadas com alunos, possibilitou ao autor uma abordagem um pouco diferente para esta apostila em relação ao que é comum na maioria dos livros sobre o assunto. Sabendo que o objetivo dos cursos de qualificação profissional é preparar o educando para o competitivo mercado de trabalho, este material é dividido em capítulos que seguem uma ordem cronológica que se aproxima muito da prática real nos canteiros de obras, facilitando a adaptação do aluno como trabalhador da construção Civil. Cada capítulo traz exercícios específicos que complementarão o aprendizado, pois ajudam a fixar os conceitos vistos na apostila e estimulam o aluno para conceitos avançados que fogem do escopo deste material. O mundo do trabalho caminha cada vez mais em direção à profissionalização, ou seja, o trabalhador precisa ter além da escolaridade uma formação profissional comprovada. Muitas vezes o trabalhador não tem a experiência profissional comprovada pela Carteira de Trabalho, mas ele pode ter um certificado de conclusão de curso, obtido através de uma entidade séria e competente que poderá lhe abrir as oportunidades de trabalho, contribuindo assim diretamente na busca de um futuro melhor com mais qualidade de vida. Devanir Aparecido Costa Senai - Maringá 26-02-2014 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 4 SUMÁRIO Definição Profissional.................................................................................... 07 Capitulo 1: ...................................................................................................... 08 Equipamento Proteção Individual – NR6 .....................................................................09 Principais EPIs utilizado pelo aplicador de Revestimento Cerâmico ...........................11 Acidente de Trabalho...................................................................................................12 Exercícios sobre NR6....................................................................................................13 Lista de Ferramentas ....................................................................................................15 Capitulo 2: .......................................................................................................16 Chapisco, emboço e Reboco........................................................................................17 Revestimento em Camada única..................................................................................19 Tipos de Juntas.............................................................................................................19 Sistema de Revestimento em pisos e paredes.............................................................22 Etapas do Revestimento...............................................................................................23 Diagnóstico de Parede..................................................................................................24 Diagnóstico de Pisos.....................................................................................................27 Capitulo 3: .................................................................................................... 30 Processo de fabricação das placas cerâmicas........................................................... 31 Classificação das placas Cerâmicas........................................................................... 38 Definições Técnicas.................................................................................................... 38 Rotulagem................................................................................................................... 42 Exercício...................................................................................................................... 43 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 5 Capitulo 4: .................................................................................................................45 História das Argamassas...............................................................................................46 Classificação das Argamassas Colantes......................................................................46 Designação Normalizada..............................................................................................47 Requisitos (propriedade, tempo em aberto, deslizamento)...........................................47 Argamassa Colante tipo ACI.........................................................................................48 Argamassa Colante tipo ACII........................................................................................50 Argamassa Colante tipo ACIII.......................................................................................52 Argamassa Colante tipo Específica..............................................................................53 Tipos de desempenadeira.............................................................................................54 Preparo e aplicação.......................................................................................................55 Validade e estocagem...................................................................................................56 Calculo de consumo de Argamassa de Rejunte...........................................................57 Causas de Patologias em Argamassas e Rejunte .......................................................58 Exercícios sobre Argamassas Colantes........................................................................59 Capitulo 5 ........................................................................................................61 A importância da Matemática na Construção ..............................................................62 Noções de Ângulos.......................................................................................................62 Medidas de Área e Perímetro....................................................................................... 64 Figuras Geométricas.................................................................................................... 64 Exercícios...................................................................................... ............................. 69 Medidas de comprimento............................................................................................. 70 Exercícios..................................................................................................................... 70 Porcentagens (Regra de três simples)........................................................................ 72 Exercícios......................................................................................................................72 Orçamento Quantitativo................................................................................................ 74 Exercícios .....................................................................................................................76 Modelo de Projeto Arquitetônico.................................................................................. 78 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 6 CAPITULO 6......................................................................................................79conhecidas como Piso sobre piso. Exemplo 4: Para tijolos refratários (partes internas de churrasqueiras e lareiras), utilizar a argamassa específica (Refratário). APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 54 FORMATO DO DENTE DA DESEMPENADEIRA TIPOS DE DESEMPENADEIRAS Superdenteada Indicada para assentamento de revestimentos, esse modelo tem perfil denteado no comprimento e na largura. A vantagem do dente maior, com espaçamento e vãos uniformes, é que dispensa o uso de dupla camada de argamassa no verso da placa e no substrato. Superdenteada em "U" Para aplicação de porcelanatos e grés (ver Glossário) retificado, essa ferramenta possui dentes (com raio de 10 mm) e vãos uniformes. Dispensa o uso de dupla camada da argamassa no verso da placa e na base. . APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 55 PREPARO DO PRODUTO Mistura com água limpa (proporção indicada na embalagem): Em um recipiente estanque, limpo, protegido do sol, vento e chuva. Misture todo o conteúdo de um ou mais sacos até obter uma consistência pastosa e firme, sem grumos secos. Deixar em repouso por 15 minutos, remisturando antes do uso. Utilize a argamassa no prazo de, no máximo, 2 horas e 30 minutos (em temperatura ambiente de até 20ºC, acima dessa temperatura o prazo será reduzido). APLICAÇÃO Aplicação da argamassa na base (espessura de 3 mm a 4 mm): Estenda a argamassa com o lado liso da desempenadeira, em seguida passe o lado denteado em ângulo de 60º em relação à base, formando cordões e sulcos. Remisture a argamassa retirada com os dentes da desempenadeira ao restante do material preparado sem adicionar mais água. Procure estender a argamassa sobre a base em panos de aproximadamente 2m² Aplique a argamassa com a desempenadeira no processo de dupla camada nos seguintes casos: Placas com área igual ou superior a 900 cm² (ex.: 30 cm x 30 cm). Placas com reentrâncias e saliências maiores que 1mm no verso. Em pisos com alto tráfego e áreas externas. Aplique as peças e pressione com os dedos, batendo com martelo de borracha, até conseguir o amassamento dos cordões e obter o contato de todo o verso da placa com a argamassa. A espessura da camada de argamassa depois do assentamento das cerâmicas deve ser de, no mínimo, 3mm, e, máximo 10 mm. Realize o teste de aderência durante a aplicação, conforme orientação em Sistema de Aplicação APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 56 Limpeza final: No máximo até 1 hora após o assentamento das placas. Remova a argamassa colante existente nas juntas de assentamento. Limpe a superfície das placas com esponja limpa e úmida ou pano grosso de algodão. Consulte os fabricantes de revestimentos especiais sobre como proceder para a limpeza. Liberar para o tráfego: pessoal da obra, com cuidado, após 24 horas; todo o tráfego, após 48 horas. VALIDADE 8 meses a partir da data de fabricação impressa na embalagem ESTOCAGEM Local seco e arejado, sobre estrado elevado do solo, em pilhas com, no máximo, 1,5m de altura, em sua embalagem original fechada. APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 57 Calculo de Consumo de Argamassa de Rejunte APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 58 Causas de Patologias em argamassas e rejuntamentos 1. Causas de descolamento devido a mau preparo ou má aplicação da argamassa colante • Deixar a argamassa colante secar na parede ou no piso • Dissolver o produto na quantidade errada de água • Não homogeneizar o produto corretamente • Não deixar a massa descansar após a homogeneização (tempo de maturação) • Não utilizar água limpa • Não utilizar recipiente estanque • Adicionar outros produtos à composição original, como cimento, etc. • Utilizar desempenadeira com dentes desgastados. 2. Causas de descolamento devido a mau preparo do substrato ou contrapiso • Não umedecer a base antes da aplicação da argamassa colante • Não aguardar o tempo de cura mínimo de 14 dias • Não limpar a base de toda e qualquer substância ou impregnação que possa prejudicar o trabalho (desmoldante, óleo, poeira, desagregação etc) • Não utilizar juntas para movimentação das peças • Substrato com umidade ou mal curado. 3. Causas de descolamento devido a mau preparo do revestimento cerâmico • Não limpar o tardoz (verso da peça) para retirada do excesso de engobe • Deixar as peças de molho em água (especialmente revestimentos de base vermelha, que possuem alta absorção) • Má qualidade do esmalte do revestimento (craquelê) • Bitola do revestimento fora de padrão • Lote do revestimento ultrapassado. 4. Causas de manchas no rejuntamento • Dissolver o rejuntamento na quantidade errada de água • Não homogeneizar o produto corretamente • Não deixar a massa descansar após a homogeneização (tempo de maturação) • Não utilizar água limpa • Não utilizar recipiente estanque • Não deixar curar a base • Adicionar outros produtos à composição original, como cimento, corantes, etc. • Utilizar serragem ou óleo diesel • Diferenças de tonalidade de lotes de cimento. APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 59 EXERCICIOS SOBRE ARGAMASSA COLANTE 1.Como definir ambiente interno e ambiente externo? 2.Qual a diferença entre as argamassas para uso interno e externo? 3.Qual argamassa indicada para um ambiente externo? 4.Qual argamassa é indicada para o assentamento de porcelanato? 5.Qual tipo de argamassa é recomendada para revestir lareiras e churrasqueiras? 6.A argamassa piso sobre piso pode ser utilizada para assentamento de revestimentos cerâmicos na parede? 7.Posso assentar uma placa cerâmica sobre os resíduos de colas decorrentes da retirada de carpetes, piso madeira e paviflex que ficam aderidos no contra- piso? http://www.cimentolit.com/perguntas_frequentes/3 http://www.cimentolit.com/perguntas_frequentes/4 http://www.cimentolit.com/perguntas_frequentes/5 http://www.cimentolit.com/perguntas_frequentes/6 http://www.cimentolit.com/perguntas_frequentes/7 http://www.cimentolit.com/perguntas_frequentes/7 http://www.cimentolit.com/perguntas_frequentes/8 http://www.cimentolit.com/perguntas_frequentes/8 http://www.cimentolit.com/perguntas_frequentes/11 http://www.cimentolit.com/perguntas_frequentes/11 http://www.cimentolit.com/perguntas_frequentes/11 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 60 8.Posso utilizar a argamassa piso sobre piso para assentar sobre piso de madeira ou pisos do tipo paviflex? 9.Juntas de movimentação, quando fazê-las? 10.Deve-se ou não molhar o revestimento cerâmico para assentar com argamassa colante? 11.Qual a largura mínima das juntas de assentamento? 12.O que são juntas estruturais? http://www.cimentolit.com/perguntas_frequentes/12 http://www.cimentolit.com/perguntas_frequentes/12 http://www.cimentolit.com/perguntas_frequentes/13 http://www.cimentolit.com/perguntas_frequentes/15 http://www.cimentolit.com/perguntas_frequentes/15 http://www.cimentolit.com/perguntas_frequentes/16 http://www.cimentolit.com/perguntas_frequentes/18APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 61 CAPITULO 05 A importância da Matemática na Construção Noções de Ângulos Medidas de área e perímetro Figuras Geométricas Exercícios Medidas de comprimento Exercícios Porcentagens (Regra de três simples) Exercícios Orçamento Quantitativo Exercícios Modelo de Projeto Arquitetônico APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 62 A importância da Matemática na Construção Civil A matemática e, em especial, a geometria, são poderosas ferramentas na construção civil. Não estou falando apenas dos complexos cálculos presentes nos projetos de alta engenharia. A matemática está presente na vida profissional de azulejistas, pedreiros, carpinteiros e demais profissões relacionadas com a execução de uma obra. Noções de Angulo Ângulo é uma figura aberta cujos lados se prolongam indefinidamente num sentido. Os lados do ângulo são semi-retas com a mesma origem, chamando-se a essa origem vértice. APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 63 Construção de alguns ângulos APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 64 Medidas de Área e Perímetro As medidas de superfície fazem parte de nosso dia a dia e respondem a nossas perguntas mais corriqueiras do cotidiano: Qual a área desta sala? Qual a área desse apartamento? Quantos metros quadrados de azulejos são necessários para revestir essa piscina? Qual a área dessa quadra de futebol de salão? Qual a área pintada dessa parede? Superfície e área Superfície é uma grandeza com duas dimensões, enquanto área é a medida dessa grandeza, portanto, um número. Metro Quadrado A unidade fundamental de superfície chama-se metro quadrado. O metro quadrado (m2) é a medida correspondente à superfície de um quadrado com 1 metro de lado. Estaremos estudando a seguir: Cálculo da Área e perímetro do Quadrado A área é a quantidade de espaço na superfície. APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 65 Para calcular a área de um quadrado, basta elevar ao quadrado a medida de um lado. Exemplo: O lado de um quadrado mede 8 cm. A = L x L A= 8×8 A= 64 cm Perímetro Perímetro é a soma dos lados de uma figura. Ainda usando as medidas do exemplo acima, vamos calcular qual é o perímetro de um quadrado. P= L + L + L + L = 4xL P= 4×8 P= 32 Portanto, o perímetro do quadrado do exemplo é 32 cm e área é 64 cm. Exemplos A lateral de um revestimento quadrado mede 17 cm. Qual a superfície deste Revestimento? A= L x L P= L + L+ L+ L A= 17 x 17 P= 17+17+17+17 A= 289 cm2 P= 68 cm Portanto a superfície do piso é de 289 cm2. O perímetro é 68 cm. A medida do lado de um azulejo quadrado é de 20 cm. Qual é a sua área? Como o lado mede 20 cm, temos: A= L x L P= L + L+ L+ L A= 20 x 20 P= 20+20+20+20 A= 400 cm2 P= 80 cm Portanto a superfície do azulejo é de 400 cm2. O perímetro é 80 cm. APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 66 Cálculo da Área do Retângulo Por definição o retângulo é um quadrilátero equiângulo (todo os seus ângulos internos são iguais), cujos lados opostos são iguais. Se todos os seus quatro lados forem iguais, teremos um tipo especial de retângulo, chamado de quadrado. Por ser o retângulo um paralelogramo, o cálculo da sua área é realizado da mesma forma. Se denominarmos as medidas dos lados de um retângulo como na figura ao lado, teremos a seguinte fórmula: Exemplos Um terreno mede 5 metros de largura por 25 metros de comprimento. Qual é a área deste terreno? Atribuindo 5 à variável h e 25 à variável b temos: Utilizando a fórmula: A área deste terreno é de 125 m2. A tampa de uma caixa de sapatos tem as dimensões 30 cm por 15 cm. Qual a área desta tampa? Podemos atribuir 15 à variável h e 30 à variável b: Ao substituirmos as variáveis na fórmula teremos: Portanto a área da tampa da caixa de sapatos é de 450 cm2. APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 67 Cálculo da Área do Triângulo Denominamos de triângulo a um polígono de três lados. Observe a figura ao lado. A letra h representa a medida da altura do triângulo, assim como letra b representa a medida da sua base. A área do triângulo será metade do produto do valor da medida da base, pelo valor da medida da altura, tal como na fórmula abaixo: A letra S representa a área ou superfície do triângulo. Exemplos A medida da base de um triângulo é de 7 cm, visto que a medida da sua altura é de 3,5 cm, qual é a área deste triângulo? Do enunciado temos: Utilizando a fórmula: A área deste triângulo é 12,25 cm2. Cálculo da Área do Paralelogramo Um quadrilátero cujos lados opostos são iguais e paralelos é denominado paralelogramo. Com h representando a medida da sua altura e com b representando a medida da sua base, a área do paralelogramo pode ser obtida multiplicando-se b por h, tal como na fórmula abaixo: APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 68 Exemplos A medida da base de um paralelogramo é de 5,2 dm, sendo que a medida da altura é de 1,5 dm. Qual é a área deste polígono? Segundo o enunciado temos: Substituindo na fórmula: A área deste polígono é 7,8 dm2. Qual é a medida da área de um paralelogramo cujas medidas da altura e da base são respectivamente 10 cm e 2 dm? Sabemos que 2 dm equivalem a 20 cm, temos: Substituindo na fórmula: A medida da área deste paralelogramo é 200 cm2 ou 2 dm2. Cálculo da Área do Círculo A divisão do perímetro de uma circunferência, pelo seu diâmetro resultará sempre no mesmo valor, qualquer que seja circunferência. Este valor irracional constante é representado pela letra grega minúscula pi, grafada como: Por ser um número irracional, o número pi possui infinitas casas decimais. Para cálculos corriqueiros, podemos utilizar o valor 3,14159265. Para cálculos com menos precisão, podemos utilizar 3,1416, ou até mesmo 3,14. O perímetro de uma circunferência é obtido através da fórmula: O cálculo da área do círculo é realizado segundo a fórmula abaixo: Onde r representa o raio do círculo. APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 69 Exemplo A lente de uma lupa tem 10 cm de diâmetro. Qual é a área da lente desta lupa? Como informado no enunciado, o diâmetro da circunferência da lupa é igual a 10 cm, o que nos leva a concluir que o seu raio é igual a 5 cm, que corresponde à metade deste valor: Substituindo-o na fórmula: A área da lente da lupa é de 78,54 cm2. Resolva os exercícios abaixo. 1. Determine a área de um paralelogramo em que a altura mede 10 cm e sua base mede 6 cm. 2. Sabendo-se que a altura de um triângulo mede 8 cm e sua base mede 13 cm. Determine sua área. 3. Um circulo tem raio de 8,52. Quantos mm2 ele possui de superfície?APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 70 MEDIDAS DE COMPRIMENTO 1. Complete com os múltiplos e submúltiplos do metro o quadro que vai ajudá- lo nas atividades de transformação de unidades de medidas de comprimento. 2. Indique qual a unidade mais adequada para medir: a) A altura de um poste. ________________ b) A espessura do vidro de uma janela._______________. c) A distância entre São Paulo e Brasília. ______________. d) O comprimento da capa de um caderno._______________. 3. Observe a medida indicada e escreva-a em milímetros e em decímetros. METRO dm cm mm dam hm km X 10 X 10 X 10 X 10 X 10 X 10 : 10 : 10 : 10 : 10 : 10 : 10 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 71 4. Represente as medidas a seguir em metros: a) 3 000 000 mm: ________________ b) 260 dm: ___________________ c) 0,09 km:__________________ d) 57,98 cm: _________________ 5. Represente em centímetros: a) 5 m: _____________ c) 3,05 dam: ___________ b) 6,2 dm:__________ d) 583 mm:_____________ Para as transformações de m2 usamos o mesmo critério utilizando nos das medidas de comprimento só que para cada unidade maior ou menor a virgula caminhará de 2 em 2 casas. Transformar: 2m = ____________________cm 4,85 dm __________________dam 4,39 cm __________________mm 23,0 cm __________________dm 3hm2 ____________________Km2 0,345 cm2 ________________mm2 483 m2 ___________________cm2 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 72 Calculo de Porcentagem Para encontrar o valor percentual de qualquer coisa, você pode usar uma Regra de Três Simples. Por exemplo: Qual é o valor percentual de 40 bananas num total de 500? Bananas ---------- % 500 ---------------- 100 40 ------------------- R 500 x R = 40 x 100 500 x R = 4000 R = 4000 / 500 R = 8% 40 bananas representam 8% do total de 500 bananas. Resolva e divirta-se com os seguintes exercícios 1º) Calcular 12% de R$ 600,00. 2º) O preço de uma geladeira é R$ 950,00. Para pagamento a vista, há um desconto de 20%. Calcular: a) A quantia referente ao desconto; b) O preço da geladeira a vista? 3º) O salário de um professor é R$1100,00. Depois de muita greve, o governo teve misericórdia desta alma penada e concedeu-lhe 8% de reajuste. Qual é o novo e excitante salário deste professor? - Cálculo do reajuste: - Cálculo do novo salário: APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 73 4º) Agora, com este grande salário de R$1188,00, o até então alegre professor, recebe uma notícia triste: seu novo e grande salário precisará sofrer uma redução de 5% para ajudar a pagar as dívidas do seu estado. Qual será o novo salário do professor? - Cálculo da redução do salário: - Cálculo do novo salário: R$ 1188,00 - R$ 59,40 = R$ 1128,60. 5º) Ao comprar um livro de Física por R$ 90,00, o vendedor lhe deu um desconto de 4%. Quantos reais você teve de abatimento? 6º) Um vendedor lhe vende um Tênis de R$ 120,00 por R$ 102,00. Quantos por cento lhe concedeu de desconto? 7º) Você compra um carro por R$ 20.000,00 e vende-o com lucro de R$ 4.000,00. Qual é a porcentagem de lucro, ou seja, quantos por cento eu lucrei em cima de 20.000? 8º) Um Pen-Drive custa R$ 42,00. O vendedor faz a você um abatimento de 15% sobre o preço do Pen-Drive. Quanto você vai pagar? APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 74 IMAGINE A SEGUINTE SITUAÇÃO: 1 -Aproveitando uma promoção de uma loja de materiais para construção, uma família resolve trocar o piso da sala de sua residência. Sabem que a sala mede 4 metros de largura e possui um comprimento de 5,5 metros. Sabem também que o piso desejado é quadrado, com 25 cm de lado. Quantas peças serão necessárias para revestir o piso da sala inteira? 2 – Para trocar os revestimentos de sua casa José comprou 22 caixas de pisos e 12 caixas de azulejos, e pagou pelos azulejos 15,00 reais o m2. Levando em consideração que cada caixa tinha 2 m2 e que o preço do piso era 13% mais caro que o dos azulejos. Quanto José Pagou por cada caixa de pisos. Qual foi o valor total da compra. ORÇAMENTO QUANTITATIVO: Para qualquer trabalho realizado dentro da construção civil, sempre existirá a necessidade de se fazer um planejamento da quantidade de material a ser empregada na execução da obra, e também levantar os gastos que serão aplicados no pagamento da mão de obra. Este levantamento sistemático após estar pronto recebe o nome de Orçamento. Existe também a necessidade de que este levantamento (orçamento) seja preciso, assim evita-se o desperdício do material, bem como possíveis atrasos por falta do mesmo. http://www.matematicadidatica.com.br/GeometriaCalculoAreaFigurasPlanas.aspx#anchor_prob1 http://www.matematicadidatica.com.br/GeometriaCalculoAreaFigurasPlanas.aspx#anchor_prob1 http://www.matematicadidatica.com.br/GeometriaCalculoAreaFigurasPlanas.aspx#anchor_prob1 http://www.matematicadidatica.com.br/GeometriaCalculoAreaFigurasPlanas.aspx#anchor_prob1 http://www.matematicadidatica.com.br/GeometriaCalculoAreaFigurasPlanas.aspx#anchor_prob1 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 75 Exercício de Elaboração: 1 - Uma parede de 5,30 largura por 2,90 altura, tem 2 janelas quadradas de 1,10 m de lado e uma porta de 0,70 m por 2,10 m . Calcular área total da parede: _____________m2 Valor mão de obra (15,00 o m2):____________ R$ Valor dos desc. Janelas e Portas: ___________m2 Calcular área com descontos: ____________ m2 15% a mais para recortes e furos: ___________m2 Metragem definida p/ compra de azulejos______m2 Informar tipo de Argamassa: ____________ Informar quantidade de argamassa:___________sacos (20 kg) 2 – Um vestiário de um campo de futebol mede 10 m de cumprimento por 6 de largura. Levando em consideração que a altura das paredes é de 3,5 m. Considerando ainda que neste vestiário existem 5 janelas quadradas e que um lado desta janela mede 0,80 m e uma porta de 0,80 por 2,10 m. Calcule o seguinte orçamento: Valor mão de Obra: ___________________ Metragem de piso + 10%: _____________ Metragem de azulejo + 10%: ___________ Quant. De argamassas Piso _____________ Quant. De argamassas Parede:___________ Sugestão: Realizar uma pratica de elaboração de Orçamento utilizando um ambiente real, podendo ser uma sala de aula ou um laboratório. APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 76 ORÇAMENTO QUANTITATIVO APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 77 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 78 Modelo de Projeto Arquitetônico para analise em sala de Aula APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 79 CAPITULO 6 Tipos de Assentamento Passo a Passo do Assentamento Azulejo Passo a Passo do Assentamento Piso Dicionário Técnico Bibliografias de Referências APLICADOR DEREVESTIMENTO CERÂMICO 80 TIPOS DE ASSENTAMENTO PISOS E AZULEJOS Convencional: Neste tipo de assentamento as juntas ficam alinhadas. É o tipo de revestimento mais utilizado, haja vista a economia na execução e por ser a forma que causa o menor desperdício de material e ainda existe as questões de estética. Por amarração: Assentamento com juntas amarradas tipo “tijolinho” em 15% com juntas desencontradas ou 50% da lateral da cerâmica. Não recomendado para produtos com grandes dimensões. APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 81 Diagonal: Revestimento assentado em diagonal, muito utilizado com a finalidade de corrigir ambientes não esquadrejados. Existem três formas de efetuar este tipo de assentamento: Iniciando do Centro do ambiente Iniciando do meio da lateral selecionada do ambiente. Iniciando do canto selecionado do ambiente. APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 82 O revestimento em mosaico confere charme ao ambiente e estão sendo muito utilizados para decorar muitos espaços como churrasqueiras, hall de entrada, banheiros. Estes espaços recebem muito bem o revestimento em mosaico com todas as opções que temos. APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 83 PASSO A PASSO PARA REVESTIMENTO EM PAREDE 1 – Verificar as ferramentas e EPIs necessários; 2 – Fazer uma limpeza no local; verificar definição de cantos. 3 – Realizar diagnósticos de base; APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 84 4 – Executar a galga nas paredes na vertical a fim de definir o ponto (ponto de nível), no qual o assentamento possa ser iniciado de maneira que as peças terminem inteiras na parte superior da parede (salvo em caso de exceções). 5 – Anotar pontos de nível em todas as paredes; 6 – Verificar pontos de recortes e definir local para inicio do assentamento (Verificar a Paginação). 7 – fixar a linha ou régua de assentamento e iniciar a atividade. APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 85 PASSO A PASSO PARA REVESTIMENTO EM PISO 1 – Verificar as ferramentas e EPIs necessários; 2 – Fazer uma limpeza no local; verificar definição de cantos. 3 – Realizar diagnósticos de base; 4 – Galgar a fim de definir problemas dimensionais (paginação). APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 86 5 – Definir parede principal e parede secundária. 6 – Definir ponto de esquadro e fixar linhas perpendiculares; 7 – Verificar planejamento das cerâmicas e iniciar a atividade. APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 87 Dicionário Técnico: Absorção de Água: Capacidade que um corpo tem de absorver água por capilaridade, expressa em g/cm2. Aderência: Capacidade de uma argamassa se ligar a uma superfície ou promover a ligação entre dois materiais (ex. substrato e placa cerâmica). Antiderrapante (coeficiente de atrito):Quanto mais áspero e rugoso o piso for maior é a resistência ao escorregamento e maior o seu coeficiente de atrito. Segundo as normas, um piso é considerado antiderrapante quando o coeficiente for maior do que 0,4. Alvenaria: Conjunto de elementos (tijolos ou blocos) unidos entre si com argamassa. Argamassa Colante: Mistura constituída de aglomerantes hidráulicos, agregados minerais e aditivos, que possibilita, quando preparada em obra com a adição exclusiva de água, a formação de uma pasta viscosa, plástica e aderente. Base/Substrato: Substrato constituído por superfície plana de paredes, pisos e tetos, sobre o qual é aplicada a argamassa. Bloco cerâmico: Elemento unitário de uma alvenaria (estrutura ou vedação), constituído pela mistura de argila, queimado a temperaturas adequadas, sem atingir vitrificação. Bloco de concreto celular: Elemento unitário de uma alvenaria, constituído pela mistura de concreto leve, autoclavado. Bloco Silicocalcário: Elemento unitário de uma alvenaria (estrutural ou vedação), constituído pela mistura de cal e agregados, finos de natureza predominantemente quartzosa. Capilaridade: Medida da quantidade de água que absorve uma argamassa. Quanto menor for a capilaridade, mais impermeável será a argamassa. Chapisco: Camada de preparo de base, com a finalidade de uniformizar a superfície quanto à absorção e melhorar a aderência do revestimento ao substrato. Contrapiso: Camada de argamassa de cimento e areia destinada a regularizar imperfeições de nivelamento do piso. Cura: APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 88 Por hidratação normal: é o procedimento utilizado para manter a água de amassamento de uma argamassa preservada, após o lançamento, evitando, assim, a evaporação e o aparecimento de trincas, superficiais, garantindo que o cimento seja todo hidratado. Por hidratação (úmida): é uma ação que deve ser tomada para evitar a evaporação precoce de água utilizada no amassamento. Essa água é essencial para a hidratação do cimento. Esse processo permite uma secagem adequada da argamassa, resultando em um desempenho melhor. Inicia-se logo que a argamassa tenha resistência tal que a textura dada pelo acabamento não fique prejudicada ou alterada. Inicia-se a cura úmida, pela colocação de sacos de estopa, de aniagem, panos de algodão ou de camada de areia de aproximadamente 3 cm de espessura, mantidos permanentemente umedecidos durante, pelo menos, três dias. Por carbonação: é o processo de endurecimento da cal contida nas argamassas, que acontece pelo contato do revestimento com o dióxido de carbono do ar(CO2). Densidade de massa aparente: Relação entre a massa de determinada quantidade de argamassa colante no estado seco e solto e o seu volume. Desempenado: Acabamento liso obtido quando a argamassa é sarrafeada com régua e posteriormente alisada com desempenadeira. Deslizamento: Deslocamento vertical sofrido por uma placa cerâmica, sob ação de seu próprio peso, aplicada sobre argamassa colante ainda fresca. Drywall: Sistema construtivo de paredes internas e forros, que consiste na combinação de estruturas em perfis de aço galvanizado revestidos por placas de gesso para drywall. Emboço: Camada de revestimento em argamassa com a função de regularizar a base, propiciando uma superfície que permita receber uma camada de reboco ou de revestimento decorativo (textura, argamassa decorativa, cerâmicas, pinturas, etc.). Engobe: Substância encontrada no tardoz (verso) de placas cerâmicas, geralmente pulverulentas e de cor branca, que causam uma barreira entre a placa cerâmica e a argamassa colante, impedindo a aderência da placa à argamassa. EPIs: Segundo o Ministério do trabalho e Emprego (MTE), na Norma regulamentadora 6 (NR 6), da portaria 3.214, considera-se Equipamento de Proteção Individual (EPI) todo dispositivo ou produto, de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado á proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho. A NR 6 estabelece as disposições legais relativas aos EPIs. O texto completo da NR 6 encontra-se disponível no site do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Os EPIs devem possuirCertificado de Aprovação de Equipamentos de Proteção Individual. APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 89 Fachada: Qualquer das faces externas de um edifício, sendo a fachada principal a que está voltada para a rua. Fissura: Abertura ocasionada por ruptura de um material ou componente, com espessura máxima inferior ou igual a 0,5 mm. Flexibilidade: Propriedade da argamassa de suportar deformações provocadas por tensões sem ruptura. Grés Retificado: É uma variação de placa cerâmica que, após sua queima, recebe a retificação. Esse processo torna todas as placas do mesmo tamanho (monocalibre). Placas monocalibres permitem um assentamento quase sem juntas (chamado assentamento com junta seca). Essa informação é fornecida pelo fabricante da placa cerâmica, podendo variar conforme o fabricante. Gretamento: refere-se às fissuras da superfície esmaltada, similares a um fio de cabelo. Impermeabilidade: Propriedade de um produto de ser impermeável. A sua determinação está associada a uma pressão-limite convencionada em ensaio específico. Impermeabilização: É um processo de proteção destinado a preservar a construção contra os efeitos da umidade e de vapores, sejam eles provenientes do solo ou das chuvas. A impermeabilização deve ser prevista desde a fase de projeto de uma obra. Infiltração: Penetração de água nos componentes da construção por capilaridade ou percolação, na forma liquida, através de fissuras ou dos poros do material não impermeabilizado. Juntas: JUNTA DE ASSENTAMENTO Chamamos junta de assentamento ao espaço regular existente entre duas placas cerâmicas adjacentes. As juntas entre peças são muito importantes porque absorvem parte das deformações do revestimento cerâmico, permitem que as diferenças dimensionais entre peças ou placas sejam compensadas e facilitam eventuais trocas de placas cerâmicas evitando que outras sejam danificadas. A largura das juntas deve ser feita conforme recomendação do fabricante da placa cerâmica. JUNTA DE DESSOLIDARIZAÇÃO É o espaço regular, cuja função é subdividir o revestimento do piso, para aliviar tensões provocadas pela movimentação da base ou do próprio revestimento. Situada em mudanças de planos (quinas de paredes tanto internas quanto externas) e perímetro das áreas revestidas. JUNTA DE MOVIMENTAÇÃO É o espaço regular que define divisões da superfície revestida com placas cerâmicas. Sua função é permitir o alívio de tensões originadas pela movimentação da base onde é aplicado o revestimento ou pela própria expansão das placas cerâmicas. JUNTA ESTRUTURAL É o espaço regular entre estruturas cuja função é aliviar tensões provocadas pela movimentação do concreto. APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 90 M2: Unidade de medida de superfície de uma área, obtida através a multiplicação de duas dimensões: Largura (B) x altura (C). M3: Unidade de um volume, obtida através da multiplicação de três dimensões: altura (A) x largura (B) x profundidade (C). M.C.a.: Medida de pressão equivalente à pressão exercida por uma coluna de água de 1 metro de altura. Microfissura: Abertura ocasionada por ruptura de um material ou componente com espessura inferior a 0,05 mm. MPa: Abreviação de unidade de tensão MegaPascal, 1 MPa= 10kgf/cm2. Na pratica, por exemplo, isso significa que uma argamassa com resistência de aderência igual a 1 MPa resiste a uma tensão de 10kgf/cm2 (dez quilogramas forças por centímetro quadrado). Newton: Unidade de força do Sistema internacional (SI) necessário para imprimir a uma massa de 1 kg a aceleração de 1 m/s2 (um metro por segundo ao quadrado). Pascal: Unidade de pressão do SI, igual a 1 N/m2 (um Newton por metro quadrado). Pastilhas de Porcelana: Conjunto de elemento porcelânico de pequenas dimensões, de alta dureza, baixo índice de absorção de água (ffi 0,5%), permite aplicação em piscinas e fachadas. Geralmente, as pastilhas de porcelana são fornecidas em placas (colocadas em papel kraft ou unidas com ponto de cola). No mercado, encontram-se dois tipos de acabamento: natural e esmaltado. Pastilhas de vidro: Conjunto de elementos de vidro de pequenas dimensões. Por sua versatilidade e tributos plásticos, é uma boa escolha para criar um diferencial estético nos ambientes. Atualmente existem vários acabamentos: Translúcidos, transparentes, mutações (miscelânea). Bordas especiais para acabamento nos cantos vivos. Patologia: Nomenclatura técnica para um problema ou defeito ocorrido em uma construção. O estudo das patologias de uma construção deve ser executado por um técnico especialista no assunto, com o objetivo de identificar a causa do problema ocorrido e indicar o tratamento, visando á recuperação da área atingida. Pei: Índice que mede a resistência ao desgaste (resistência á abrasão) provocada pela movimentação de objetos e tráfego de pessoas. É o PEI que indica onde uma cerâmica pode ser usada. PEI significa (em português) instituto de Esmalte para Porcelana. PH: Medida da acidez que vai de 0 a 14 O pH=7 indica um meio neutro (água pura); o cimento é alcalino: pH= 12; os ácidos têm pH mais baixos. Placa Cerâmica: Elemento unitário, na forma de placas, utilizado na construção civil para revestimento de paredes, pisos, bancadas e piscinas de ambientes internos e externos. Recebe designação como azulejo, pastilhas, porcelanato, grés, lajota, piso, etc. Porcelanato: É uma variação de placa cerâmica, com processo de fabricação e matérias primas diferenciadas, que resulta em um produto com baixa absorção de água (menos de 0,5%). Também conhecido como grés porcelânico ou grés porcelanato. Possui três tipos de acabamento. APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 91 Polido: Após a queima, o produto recebe em sua superfície polimento, resultando em uma aparência vitrificada. Mais sensível a manchas e riscos. Natural: feito de massa porcelânica, sem esmalte ou acabamento. Esmaltado: tem tardoz de massa porcelânica, recebe uma camada de esmalte especial na superfície antes da queima. Queimado: Executar o alisamento da superfície desempenada com desempenadeira metálica. Reboco: Camada de revestimento utilizada para cobrimento do emboço, propiciando uma superfície que permita receber o revestimento decorativo ou que se constitua no acabamento final. Refratário (tijolos/placas): Elemento para revestimento ou assentamento, com a finalidade de suportar temperaturas, elevadas nas condições especificas, utilizados em churrasqueiras, lareiras e fornos. Resistência à Abrasão: A resistência ao desgaste superficial em placas cerâmicas esmaltadas (PEI) pode ser dividida em seis grupos. E essa não é a única característica importante a ser considerada na indicação adequada das placas cerâmicas. Obs.: No caso de produtos extrudados (não-prensados), o método para verificar a resistência à abrasão é o de abrasão profunda, e não o método PEI. Resistência a ataques químicos: É obrigatória, em qualquer placa cerâmica, a resistência a ataques químicos de produtos de limpeza domésticos. Resistência a manchas (limpabilidade): Indica a facilidade de limpeza das placas cerâmicas. Resistência ao gelo: Em regiões frias, a água penetra nos poros da placa cerâmica e, ao congelar, aumenta de volume, danificando a placa. É uma característica que depende muito da absorção de água. Resistência Mecânica: Propriedade da placa de resistir ao peso e/ou à força sobre ela. Depende tanto do material quanto da espessura da placa. Resistência de aderência à tração: Resistência à ruptura por tração, em determinada idade e condições de cura do conjunto constituído por substrato-padrão, argamassa colante endurecida e placa cerâmica. Revestimentoem camada única: Revestimento de um único tipo de argamassa aplicado sobre a base de revestimento, em uma ou mais demãos. Sarrafeado: Acabamento áspero obtido quando a argamassa é regularizada somente com réguas. Substrato-padrão: Placa de concreto armado com determinada composição, dimensões, absorção e resistência, destinada a servir como base, ou suporte, nos ensaios de argamassa colante industrializadas. Tardoz: Face da placa cerâmica que fica em contato com a argamassa de assentamento. APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 92 Tempo de ajustabilidade: Tempo disponível para corrigir a posição da peça depois de seu assentamento, sem perda significativa das resistências finais. Tempo de utilização: Tempo durante o qual a argamassa pode ser utilizada, após sua mistura. Tempo em aberto: Maior intervalo de tempo para o qual uma placa cerâmica pode ser assentada sobre a pasta de argamassa colante, a qual proporcionará, após um período de cura, resistência à tração simples ou direta. Traço da argamassa: Proporção de cada material a ser utilizado em uma argamassa ou concreto. Essa proporção pode ser especificada tanto em volume quanto em peso. Trinca: Abertura ocasionada por ruptura de um material ou componente com espessura a superior a 0,5 mm e inferior a 1 mm Bibliografias de referências Guia Weber – 2013 NR 6 – Equipamento de proteção individual - Aprovada pela Portaria nº 25/2001 NBR 14081 – Classificação das Argamassas Colantes NBR 14992 – Classificação das Argamassas para Rejunte NBR 13749 – Diagnósticos de base NBR 13753 – Tipos de base áreas internas e externas NBR 13754 e 13755 – Tipos de bases internas e externas NBR 13818 – Classificação dos Revestimentos Cerãmicos A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 93 MARINGÁ - PARANÁ Setor: CONSTRUÇÃO CIVIL Coordenador: Eudes Maiquel Figueiredo de Alencar Conteúdo: Devanir Aparecido Costa Técnico de Ensino Jr Data de Elaboração: 26.02.2014 SENAI SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIALTipos de Assentamento.................................................................................................80 Assentamento Convencional.........................................................................................80 Assentamento Amarração.............................................................................................80 Assentamento Diagonal................................................................................................81 Assentamento Mozaico.................................................................................................82 Passo a Passo do Assentamento Azulejo.....................................................................83 Passo a Passo do Assentamento Piso..........................................................................85 Dicionário Técnico.........................................................................................................87 Bibliografias de referências................................................................................92 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 7 Definição Profissional O Aplicador de Revestimento Cerâmico é o profissional da Construção Civil que executa revestimentos em paredes, pisos, muros e outras partes de edificações com ladrilhos, pastilhas, cerâmicas ou material similar, obedecendo às prescrições das normas técnicas e de segurança no trabalho e adotando práticas ambientalmente corretas. Pode trabalhar em obras novas ou em reformas. APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 8 CAPITULO 01 Equipamento Proteção Individual – NR6 Principais EPIs utilizado pelo aplicador de Revestimento Cerâmico Acidente de Trabalho Exercícios sobre NR6 Lista de Ferramentas APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 9 NORMA REGULAMENTADORA 6 - NR 6 EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL – EPI 6.1 Para os fins de aplicação desta Norma Regulamentadora - NR, considera- se Equipamento de Proteção Individual - EPI, todo dispositivo ou produto, de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho. 6.1.1 Entende-se como Equipamento Conjugado de Proteção Individual, todo aquele composto por vários dispositivos, que o fabricante tenha associado contra um ou mais riscos que possam ocorrer simultaneamente e que sejam suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho. 6.2 O equipamento de proteção individual, de fabricação nacional ou importado, só poderá ser posto à venda ou utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação - CA, expedido pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego. 6.3 A empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, EPI adequado ao risco, em perfeito estado de conservação e funcionamento, nas seguintes circunstâncias: a) sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho ou de doenças profissionais e do trabalho; b) enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas; e, c) para atender a situações de emergência. 6.4 Atendidas as peculiaridades de cada atividade profissional, e observado o disposto no item 6.3, o empregador deve fornecer aos trabalhadores os EPI adequados, de acordo com o disposto no ANEXO I desta NR. APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 10 6.5 Compete ao Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho – SESMT, ouvida a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA e trabalhadores usuários, recomendar ao empregador o EPI adequado ao risco existente em determinada atividade.(alterado pela Portaria SIT/DSST 194/2010) 6.5.1 Nas empresas desobrigadas a constituir SESMT, cabe ao empregador selecionar o EPI adequado ao risco, mediante orientação de profissional tecnicamente habilitado, ouvida a CIPA ou, na falta desta, o designado e trabalhadores usuários. (alterado pela Portaria SIT/DSST 194/2010) 6.6.1 Cabe ao empregador quanto ao EPI : a) adquirir o adequado ao risco de cada atividade; b) exigir seu uso; c) fornecer ao trabalhador somente o aprovado pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho; d) orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado, guarda e conservação; e) substituir imediatamente, quando danificado ou extraviado; f) responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica; e, g) comunicar ao MTE qualquer irregularidade observada. h) registrar o seu fornecimento ao trabalhador, podendo ser adotados livros, fichas ou sistema eletrônico. (Inserida pela Portaria SIT/DSST 107/2009) 6.7 Responsabilidades do trabalhador. (alterado pela Portaria SIT/DSST 194/2010) 6.7.1 Cabe ao empregado quanto ao EPI: a) usar, utilizando-o apenas para a finalidade a que se destina; b) responsabilizar-se pela guarda e conservação; c) comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso; e, d) cumprir as determinações do empregador sobre o uso adequado. 6.9.3 Todo EPI deverá apresentar em caracteres indeléveis e bem visíveis, o nome comercial da empresa fabricante, o lote de fabricação e o número do CA, ou, no caso de EPI importado, o nome do importador, o lote de fabricação e o número do CA. http://www.normaslegais.com.br/legislacao/portariasit194_2010.htm http://www.normaslegais.com.br/legislacao/portariasit194_2010.htm http://www.normaslegais.com.br/legislacao/portariasit194_2010.htm http://www.normaslegais.com.br/legislacao/portariasit107_2009.htm http://www.normaslegais.com.br/legislacao/portariasit194_2010.htm http://www.normaslegais.com.br/legislacao/portariasit194_2010.htm APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 11 6.11.1 Cabe ao órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho: a) cadastrar o fabricante ou importador de EPI; b) receber e examinar a documentação para emitir ou renovar o CA de EPI; c) estabelecer, quando necessário, os regulamentos técnicos para ensaios de EPI; d) emitir ou renovar o CA e o cadastro de fabricante ou importador; e) fiscalizar a qualidade do EPI; f) suspender o cadastramento da empresa fabricante ou importadora; e, g) cancelar o CA. Conheça os principais EPIs utilizados por um aplicador de Revestimento Cerâmico e suas formas de utilização: Respirador Purificador de Ar: Serve como proteção contra pó, poeira, névoas ou resíduos que possam irritar as vias aéreas ou o aparelho respiratório. Dica de uso: Avalie o formato, a fixação e adequação do aparelho ao rosto do trabalhador. Óculos de Proteção: Serve para proteger os olhos do profissional contra impacto de partículas e objetos. Dica de uso: Os óculos dever estar bem adaptados ao rosto do trabalhador. Pode-se também utilizar óculos de grau com lentes endurecidas. Protetor Auricular: Serve para proteger os ouvidos e seus órgãos internos de ruídos que possam agredir, irritar e ou prejudicar a saúde do trabalhador. Dica de Uso: É muito importante que o protetor esteja bem limpo para evitar infecções, principalmente no cado de protetores de uso interno. Capacete: Serve para proteger a cabeça do trabalhador contra impactos de objetos sobre o crânio. Existem capacetes com aba total e com aba frontal. O tamanho é único e a regulagem é atravésda sua tira. Dica de Uso: Conferir com atenção se o capacete está bem ajustado na cabeça para que não saia do lugar, não caia e não provoque dores de cabeça nem desconforto. Calçados de Segurança: Servem para proteger os pés do trabalhador contra ferimentos, escoriações e queda de objetos. Dica de uso: É preciso que sejam adequados e se adaptem aos pés de forma correta (conferir numeração). Deve-se experimentar o calçado antes e limpá-lo com regularidade para evitar possíveis problemas de pele. APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 12 Luvas: Servem para proteger as mãos na utilização e aplicação de todos os produtos. Dica de uso: Devem ser utilizadas luvas de tamanho adequado. Como em todos os outros EPIs, é necessário que se faça a higiene adequada. SEGURANÇA NAS ALTURAS: Para trabalhos em alturas, além dos EPIs já descritos, se faz necessário utilizar também cinto de segurança, trava-quedas, cordas, etc. Equipamentos individuais que fornecerão proteção adequada ao tipo de serviço a ser executado. Veja a seguir alguns equipamentos e sua utilidade. Cordas de segurança: Para suportar a queda livre de uma pessoa, é utilizada em conjunto com mosquetões e freios. Trava-quedas: Proteção em trabalhos executados com deslocamento vertical, destinado a travar a movimentação do cinturão caso ocorra uma queda. Cinto de segurança: O cinto tipo paraquedista com cinturão abdominal deve ser utilizado em conjunto com talabarte – a ser conectado nas argolas laterais para posicionamento de trabalho, ou dispositivos trava-quedas, nos pontos de ancoragem dorsal e/ou frontal. Talabarte – aplicação: Para posicionamento no serviço, nas argolas laterais do cinto de segurança tipo paraquedista (pode ser posicionado na frente ou atrás). Mosquetão – aplicação: Trava o cinto de segurança ao talabarte limitando a possibilidade de queda. A utilização correta dos EPIs no desempenho da atividade protege o individuo contra riscos suscetíveis a ocorrência do acidente de trabalho. ACIDENTE DO TRABALHO O acidente do trabalho é aquele ocorrido no exercício da função do trabalhador no seu local de trabalho, acarretando lesão física ou de natureza psicológica, e fazendo com que o operário perca temporariamente ou de forma permanente sua capacidade laboral, podendo ainda levar até a morte do obreiro. Na concepção de Ayres e Corrêa (2011, p. 1), “considera-se acidente do trabalho o infortúnio decorrente do trabalho, que se enquadre na definição legal”. O artigo 19 da Lei n° 8.213/91, conceitua acidente de trabalho nos seguintes termos: Art. 19. Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo exercício do trabalho dos segurados no inciso VII do art. 11 desta Lei, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho (BRASIL, 1991). APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 13 Exercícios sobre NR6 (EPIs). 1– O significa EPI de acordo com a norma – NR 6? E qual a sua função? 2 – Qual documento legal que estabelece as disposições relativas aos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs)? 3 – Quem é o responsável em recomendar ao empregador o EPI adequado ao risco existente em uma determinada atividade? 4 – Quais são os principais EPIs que devem ser utilizados por um azulejista no desempenho da sua função? 5 – Cite 3 obrigações do empregador quanto a utilização do EPI? 6 -O que é um Equipamento Conjugado de Proteção Individual? 7–Cite um exemplo de Equipamento Conjugado de Proteção Individual? 8- Quem deve fornecer o EPI e em que condições? 9 – O significa EPC? E qual a sua função? 10 – Cite três equipamentos de proteção coletiva – EPC Múltipla escolha APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 14 1 – Os equipamentos de Proteção só podem ser colocados à venda, comercializado ou ate mesmo utilizado quando possuir o CA – Certificado de Aprovação. Por qual órgão competente o CA é expedido? a - Corpo de bombeiros; b - MTE – Ministério do trabalho e emprego e INMETRO; c - Secretaria de Obras do município; d - CIPA; e - SESMT. 2 – Se tratando de EPI, qual a obrigação do fabricante ao comercializar o produto? a) Substituí-lo quando for extraviado ou danificado; b) Responsabilizar-se pela qualidade e bom funcionamento do EPI; padrão que deu origem ao Certificado de Aprovação (CA); c) Treinar o trabalhador para usar o equipamento de proteção individual; d) Decidir qual EPI será utilizado; e) Fazer com que o funcionário utilize o equipamento. 3 - Marque a alternativa que contém apenas EPI’s: a - fita sinalização / grade metálica dobrável / cone sinalização b - cone /capacete/ banqueta isolante; c - luvas / óculos / protetor auricular; d - protetor facial / cone / fita sinalização; e - respirador de fuga / óculos / banqueta isolante. 4 -Marque a alternativa que contém apenas EPC’s: a) fita sinalização / grade metálica dobrável / cone de sinalização b) cone de sinalização /capacete/ banqueta isolante; c) capuz / óculos / respirador de fuga; d) protetor facial / cone / fita sinalização; e) Todas as alternativas anteriores. 5 - Luvas devem ser usadas em atividades que tenham riscos de: a) Material e objetos aquecidos; b) Agentes biológicos; c) Materiais escoriantes e abrasivos; d) Frio; e) Todas as alternativas estão corretas. EQUIPAMENTOS & FERRAMENTAS É muito importante que o assentador, antes de iniciar os trabalhos de colocação da cerâmica, certifique-se de que possui todas as ferramentas e equipamentos essenciais para o assentamento, de forma a poupar tempo e trabalho durante a execução dos serviços. As ferramentas e equipamentos necessários à execução dos serviços. Conheça a relação das principais APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 15 Ferramentas e materiais de consumo, utilizados por um aplicador de Revestimento Cerâmico no desempenho da função: ARGAMASSEIRA BLOCOS DE ESPUMA BROCHA COLHER DE PEDREIRO DESEMPENADEIRA DE REJUNTE DESEMPENADEIRA DENTADA 08 MM – 10 MM – RAIO 10 MM ESCADA ESPÁTULA ESQUADRO EXTENSÃO DE ENERGIA FURADEIRA LAPIS DE CARPINTEIRO LINHA DE PEDREIRO MANGUEIRA DE NÍVEL MAQUINA DE CORTE MANUAL MARRETA DE BORRACHA MARRETA DE FERRO (250g) NÍVEL DE MÃO PONTEIRA PREGO DO AÇO PREGOS 15 X 21 PRUMO REGUA DE ALUMINIO 2 M SERRA MARMORE (OBS: Verificar o disco correto). TALHADEIRA TRENA 5m TURQUESA PEQUENA (CORTES COMPLEXO) VANGA VASSOURA APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 16 CAPITULO 02 Chapisco, emboço e Reboco Revestimento em Camada única Tipos de Juntas Sistema de Revestimento em pisos e paredes Etapas do Revestimento Diagnóstico de Parede Diagnóstico de Pisos APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 17 CHAPISCO, EMBOÇO E REBOCO: DEFINIÇÃO GERAL Chapisco Aplica-se o chapisco com a finalidade de deixar a superfície mais áspera e serve como ancoragem para o revestimento posterior, facilitando assim a aderência do emboço à superfície a ser revestida. Há quatro tipos de chapiscos mais conhecidos: Chapisco Rolado – Esse tipo de chapisco é aplicado com o rolo de textura e é adicionado à argamassa um aditivo que tem por finalidade amelhoria da aderência. Chapisco Industrializado – Esse tipo de chapisco é usado geralmente em bases de baixíssima absorção e é aplicado com rolo de textura e, algumas vezes, com uma desempenadeira dentada. Chapisco Convencional – Pode ser aplicado com uma colher de pedreiro, por lançamentos ou com o auxílio de uma peneira. Chapisco com Pedra Britada – É usada em decoração de muros e paredes externas. A argamassa utilizada é constituída por areia, cimento, pedra britada e água. Pode-se adicionar pequena quantidade de cal. APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 18 Emboço O emboço, também chamado de reboco grosso, é diretamente aplicado sobre o chapisco. Depois de pronto, o emboço deve apresentar uma superfície plana e áspera para facilitar a aderência do reboco quando ele for aplicado. O emboço deve ser sarrafeado com régua. Atualmente, devido ao uso das argamassas industrializadas, o emboço faz também o papel de reboco. Assim, o seu acabamento pode ser feito com desempenadeira de feltro. A espessura do emboço não deve ultrapassar 2,5 cm em áreas internas e 3 cm em áreas externas. A argamassa mista para o revestimento interno deve ter o traço de 1:2:8. Para revestimento externo, deve ter 1:2:6. Essa é uma norma padrão, que pode ser usada quando não houver orientação de um engenheiro responsável pela obra. Caso contrário, siga as instruções do engenheiro. Reboco É uma camada fina de argamassa, aplicada sobre o emboço para dar melhor aspecto à superfície de revestimento. Sua espessura fica em torno de 5 mm, por isso também é conhecida como massa fina. Com o uso da argamassa industrializada, essa camada é eliminada. http://construfacilrj.com/wp-content/uploads/2013/07/chapisco-emboco-reboco.jpg APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 19 Revestimento em camada única Esse revestimento, também chamado “emboço único” ou “emboço paulista”, ou ainda “massa única”, é feito somente com chapisco e emboço, eliminando-se o reboco e deixando-se a superfície do emboço mais lisa para receber a pintura. Nesse caso, o emboço é desempenado, isto é, alisado com desempenadeira. A aparência final ficará mais grosseira do que quando se usa o reboco porque o emboço possui areia média na sua composição, ao passo que o reboco é feito com areia peneirada. Quando se usa o emboço único é provável também que se “gaste mais” com a pintura, para encobrir a maior aspereza da sua superfície. Por isso este sistema é utilizado nos casos em que a maior aspereza do revestimento não é tão importante (muros ou paredes de áreas de serviço externas, por exemplo) ou tão percebida, como no caso das fachadas. Para ambientes internos onde a aparência e a lisura das paredes são importantes (salas, quartos, ambientes sociais internos) é mais conveniente usar o revestimento em três camadas. O emboço único também pode ser vantajoso quando é feito com argamassas industrializadas, pois elas têm na sua composição areias de granulometria mais fina e dão um acabamento final que é equivalente ao do reboco convencional. Tipos de Juntas As construções, de uma maneira geral, sofrem muito com as variações de temperatura (frio, calor, umidade, vento) e também com as sobrecargas. Consequentemente o revestimento também está submetido a tensões que chamamos de “movimentação”. Para aliviar estes esforços impostos ao revestimento cerâmico, os projetistas devem prever formas de absorver ou aliviar esta movimentação, para evitar o destacamento da cerâmica. Uma forma de aliviar esta tensão é prever juntas no sistema de revestimento cerâmico. As juntas podem ser classificadas como: APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 20 JUNTA DE ASSENTAMENTO Chamamos junta de assentamento ao espaço regular existente entre duas placas cerâmicas adjacentes. As juntas entre peças são muito importantes porque absorvem parte das deformações do revestimento cerâmico, permitem que as diferenças dimensionais entre peças ou placas sejam compensadas e facilitam eventuais trocas de placas cerâmicas evitando que outras sejam danificadas. A largura das juntas deve ser feita conforme recomendação do fabricante da placa cerâmica. Material de enchimento: rejuntamento cimentício conforme NBR 14.992:2003, ou rejuntamento epóxi. De acordo com NBR 13753:1996 junta de assentamento é o espaço regular entre duas placas cerâmicas adjacentes. Não é recomendado assentar produtos com junta seca, pois as juntas de assentamento permitem: Compensar pequenas variações dimensionais e facilitam o alinhamento entre as peças; Melhoria da estética, tornando o assentamento harmonioso; Evitar o acúmulo de sujeira e água, que prejudicam a estética e higienização; Dilatações por efeito da variação de temperatura ou absorção de umidade, visando evitar destacamentos; Facilidade para troca pontual de peças caso seja necessário. Tipologia Junta de assentamento Largura Mínima Monoporosa (Retificada e Não Retificada) 1,5 mm Grês Fachada 7,5 x 7,5 cm 3,0 mm Grês Fachada 10 x 10 cm 5,0 mm Semi-Grês e Grês 5,0 mm Porcelanato Técnico 1,5 mm Porcelanato Esmaltado Retificado 2,0 mm Porcelanato Esmaltado Não Retificado 5,0 mm Deck-Ecowood 10,0 mm APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 21 JUNTA DE DESSOLIDARIZAÇÃO É o espaço regular, cuja função é subdividir o revestimento do piso, para aliviar tensões provocadas pela movimentação da base ou do próprio revestimento. Situada em mudanças de planos (quinas de paredes tanto internas quanto externas) e perímetro das áreas revestidas. JUNTA DE MOVIMENTAÇÃO É o espaço regular que define divisões da superfície revestida com placas cerâmicas. Sua função é permitir o alívio de tensões originadas pela movimentação da base onde é aplicado o revestimento ou pela própria expansão das placas cerâmicas. JUNTA ESTRUTURAL É o espaço regular entre estruturas cuja função é aliviar tensões provocadas pela movimentação do concreto. Nota: As descrições acima são baseadas na NBR 13.753, 13.754 e 13.755. Estas descrições são apenas recomendações orientativas e não substituem a necessidade de um projeto específico para cada obra, que deve ser executado por um projetista habilitado e responsável pelo especificação do revestimento. APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 22 O sistema de revestimento em pisos e paredes Entenda-se como revestimento cerâmico o conjunto formado por placas cerâmicas + argamassa colante + argamassa de rejuntamento. O revestimento de um piso ou de uma parede deve ser tratado como um sistema, composto pelo conjunto do revestimento cerâmico (placa cerâmica + argamassa colante + argamassa de rejuntamento) e por todas as camadas anteriores até a base. O mesmo acontece nos revestimentos de mármores, granitos, porcelanatos, pastilhas e pedras naturais rústicas. Sistema de Revestimento APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 23 As etapas do revestimento Para a execução do revestimento de um piso ou parede, podemos classificar os trabalhos a serem feitos em duas etapas: o planejamento e a execução. PLANEJAMENTO O planejamento é sempre necessário para executar um bom revestimento em piso ou parede. É nesta etapa que podemos detectar e solucionar possíveis erros, evitando problemas futuros. A correção de qualquer item, após o assentamento das placas de revestimentos,gera um atraso no cronograma da obra e mostra que o custo final de uma atividade não planejada pode ser muito superior ao custo de uma atividade planejada. Listamos, a seguir, alguns itens que devem ser levados em conta em um planejamento: Faça o analise do Projeto (caso exista); Faça o diagnósticos das bases (pisos e paredes); Faça a especificação correta da cerâmica; Faça a especificação correta da argamassa Colante; Faça a especificação correta do rejunte; Faça um projeto de paginação; Faça a verificação dos pontos de furos e recortes. Faça a galga a fim de definir ponto de nível e analise de prumo e esquadro. APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 24 Como fazer o diagnóstico da base (paredes) PLANEZA Verifique a planeza da base, utilizando uma régua retilínea com 2m de comprimento. Os desvios não devem ser maiores que 3mm em relação à régua. Se em 1m² os defeitos não excederem a 20% são considerados generalizados, neste caso faça a correção pontual deste desvio. Se os defeitos excederem estes limites são considerados generalizados, e a melhor recomendação é refazer este emboço. ADERÊNCIA DO EMBOÇO Verifique se a base não apresenta som de cavo (oco) ao ser percutida com um martelo. As áreas soltas deverão ser refeitas. PRESENÇA DE UMIDADE A superfície não pode apresentar umidade por capilaridade. Caso ocorra esse tipo de umidade, é necessária a realização de um tratamento apropriado, antes da execução dos trabalhos de assentamento. APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 25 PRUMO Verifique o prumo da base, utilizando um nível de prumo. DUREZA Verifique a dureza da superfície em diferentes pontos com um prego. A base é resistente se o risco for superficial. Lembre-se que a base deve apresentar resistência compatível com os esforços a que estará submetida. CORREÇÕES Se uma base não for suficientemente resistente aos esforços a que estará submetida, deve-se eliminá-la e refazê-la para aplicação da argamassa colante. LIMPEZA As bases devem estar sempre limpas, sem pó, óleo, tinta ou qualquer outra substância que impeça a boa aderência da argamassa colante. APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 26 A base de concreto deverá ser escovada (escova de aço), depois eliminar por lavagem de alta pressão tudo o que possa prejudicar a aderência: óleo, desformantes, resíduos de cimento, hidrófugos de superfície. POROSIDADE Se a água escorrer sobre a base, ela tem baixa absorção. Se a água é absorvida rapidamente sobre a base, ela é muito absorvente. Nesse caso, molhe a base antes de iniciar a aplicação. Assentamentos executados diretamente sobre concreto, blocos vazados de concreto, blocos sílico-calcários e blocos de concreto celular deverão ser previamente umedecidos e não se deve saturá-los momentos antes da aplicação. APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 27 Como fazer o diagnóstico da base (pisos). PLANEZA Verifique a planeza da base, utilizando uma régua retilínea com 2m de comprimento. Os desvios não devem ser maiores que 3mm em relação à régua. DUREZA Verificar a dureza da superfície em diferentes pontos com um prego. A base é resistente se o risco for superficial. Lembrando que a base deve apresentar resistência compatível com os esforços a que estará submetida. APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 28 POROSIDADE Se a água demorar a ser absorvida pela base, ela tem baixa absorção. Se a água for absorvida rapidamente, ela é muito absorvente. Molhar a base muito absorvente antes de iniciar o assentamento, sem saturá-la. CAIMENTO O caimento de cada ambiente deve estar direcionado para a porta de saída ou para o ralo, de acordo com a necessidade do local. Lajes de cobertura devem ser executadas com caimento mínimo de 1,5%. ADERÊNCIA DO CONTRAPISO Verifique se a base não apresenta som de cavo (oco) ao ser percutida com um martelo. As áreas soltas deverão ser refeitas. Verifique se as retrações próprias do cimento e possíveis fissuras estão estabilizadas. APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 29 CORREÇÕES Se uma base não for suficientemente resistente aos esforços a que estará submetida, deve-se eliminá-la e refazê-la para aplicação da argamassa colante. LIMPEZA As bases devem estar sempre limpas, sem pó, óleo, tinta ou qualquer outra substância que impeça a boa aderência da argamassa colante. A base de concreto deverá ser escovada (escova de aço), depois eliminar por lavagem de alta pressão tudo o que possa prejudicar a aderência: óleo, desformantes, resíduos de cimento, hidrófugos de superfície. APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 30 CAPITULO 03 Processo de fabricação das placas cerâmicas Classificação das placas Cerâmicas Definições Técnicas Rotulagem Exercício APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 31 Processo de fabricação de placas cerâmicas Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. A cerâmica de revestimento é uma mistura de argila e outras matérias-primas inorgânicas, queimadas em altas temperaturas, utilizada em larga escala pela Arquitetura. Sua aplicação com esses fins teve início com as civilizações do Oriente Próximo e Ásia. Na arquitetura europeia, a cerâmica de revestimento se fez presente desde que os primeiros edifícios de tijolo ou pedra foram erguidos. O seu uso na arquitetura foi dirigido tanto a um apelo decorativo, quanto prático. Em razão de suas características o azulejo torna as residências mais frescas e reduz os custos de conservação e manutenção, já que é refratário à ação do sol e impede a corrosão das paredes pela umidade. As limitações iniciais da técnica vêm sendo superadas pela descoberta e implantação de novos usos e processos, determinados, basicamente, pela pesquisa e adoção de mudanças tecnológicas, por exemplo, na bitola e no formato das peças, nos métodos de queima, no tamanho e tipo de fornos, nas técnicas de esmaltação, entre outros. Aplicação e uso A placa cerâmica pode ser utilizada para os revestimentos de pisos, paredes, na forma de azulejos, ladrilhos e pastilhas, tanto em ambientes residenciais, públicos e comerciais como em industriais. O desempenho técnico do material explica suas vantagens de uso: proteção contra infiltrações externas; maior conforto térmico no interior das edificações; boa resistência às intempéries e à maresia; proteção mecânica de grande durabilidade; longa vida útil; fácil limpeza e manutenção. http://pt.wikipedia.org/wiki/Argila http://pt.wikipedia.org/wiki/Arquitetura http://pt.wikipedia.org/wiki/Oriente_Pr%C3%B3ximo http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81sia http://pt.wikipedia.org/wiki/Azulejo http://pt.wikipedia.org/wiki/Corros%C3%A3o http://pt.wikipedia.org/wiki/Bitola http://pt.wikipedia.org/wiki/Esmalte_(subst%C3%A2ncia) APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 32 O assentamento se encontra hoje fora do controle da indústria, estandomais ligado aos prestadores de serviços independentes. No entanto, quaisquer falhas no assentamento, refletem-se negativamente na indústria e na imagem geral do produto cerâmico. Alguns dos principais defeitos relacionados ao assentamento malfeito e a outros fatores do processo são: eflorescência; ocorre pela dilatação/retração do contrapiso e pela falta de junta ou outros fatores distintos; destacamento; acontece quando o esmalte se rompe devido à incompatibilidade de dilatação entre a base e o esmalte, agravada pela variação de umidade e temperatura; gretamento; desgaste prematuro do esmalte. Pré-producão A pré-produção equivale a primeira etapa do processo de fabricação da cerâmica de revestimento. Esta etapa consiste na extração da matéria- prima necessária para preparação das massas (pasta homogênea com um conteúdo predefinido de água, que alimentará as maquinas de conformação no processo produtivo), bem como seu armazenamento e estocagem. Extração da matéria-prima Para a produção da cerâmica de revestimento, utilizam-se matérias- primas classificadas como plásticas e não-plásticas. As principais matérias-primas plásticas são: argilas plásticas (queima branca ou clara); argilas fundentes (queima vermelha); caulim. Dentre as matérias não-plásticas, destacam-se: filitos; fundentes feldspáticos; talco; carbonatos. http://pt.wikipedia.org/wiki/Efloresc%C3%AAncia http://pt.wikipedia.org/wiki/Destacamento http://pt.wikipedia.org/wiki/Gretamento http://pt.wikipedia.org/wiki/Argilas_pl%C3%A1sticas http://pt.wikipedia.org/wiki/Argilas_fundentes http://pt.wikipedia.org/wiki/Caulim http://pt.wikipedia.org/wiki/Filito http://pt.wikipedia.org/wiki/Fundente_feldsp%C3%A1tico http://pt.wikipedia.org/wiki/Talco http://pt.wikipedia.org/wiki/Carbonatos APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 33 Cada matéria-prima exerce uma função específica durante o processo produtivo, porém as plásticas são essenciais na fase de conformação, pois fornecem à massa a plasticidade necessária, para se obter um revestimento de alta qualidade mecânica. Já os materiais não-plásticos, atuam principalmente na fase do processamento térmico e nas misturas com argilas, para a produção da massa. Armazenamento e estocagem das matérias-primas As matérias-primas são transportadas do local de extração, sendo descarregadas e armazenadas em depósito, descoberto ou coberto, em lotes separados segundo o tipo das mesmas. O sazonamento a céu aberto das argilas, atua de forma mais positiva no tratamento. O processo de intemperismo alivia as tensões nos produtos conformados, auxiliando na plasticidade, na trabalhabilidade da argila e na homogeneização e distribuição da umidade nas massas. As matérias-primas devem ser desagregadas ou moídas, classificadas de acordo com a granulometria e muitas vezes também purificadas. Produção O processo de produção da Cerâmica de Revestimento é bastante automatizado, utilizando equipamentos de última geração, mas existe interferência humana nas atividades de controle do processo, inspeção da qualidade do produto acabado, armazenagem e expedição. Preparação dos materiais Os materiais utilizados para a fabricação da cerâmica de revestimento são: O pó, que constitui o produto resultante da fase da preparação das massas; As fritas ou esmalte, que é uma cobertura vitrificada impermeável aplicada no biscoito. http://pt.wikipedia.org/wiki/Fritas http://pt.wikipedia.org/wiki/Esmalte APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 34 Massa para conformação por extrusão Consiste em uma pasta homogênea com um conteúdo predefinido de água (em torno de 15%), a qual irá imediatamente alimentar a extrusora. A massa é introduzida na extrusora e através da aplicação de uma pressão é empurrada por uma abertura devidamente modelada de maneira, a reproduzir a seção transversal do revestimento. A extrusora é dotada de uma câmara a vácuo para facilitar a desareação da massa, na qual sai em uma fita contínua e é cortada conforme o tamanho especificado do revestimento. Massa para conformação por prensagem Consiste em um pó com predefinida distribuição granulométrica e com um conteúdo predefinido de água (entorno de 4 a 6%). A prensagem consiste na compactação do pó sobre um molde, através da pressão de um punção, que pressiona para reassentar e colocar os grãos da massa em íntimo contato, resultando assim, em um produto compactado e cru. Conformação do produto final Os principais materiais de ingresso nesta etapa do processo produtivo são a pasta ou o pó, dependendo do tipo de conformação. O revestimento “verde” formado nesta etapa possui praticamente a mesma umidade da massa de ingresso. Secagem A secagem do produto moldado assegura a integridade e regularidade dimensional do produto, prevenindo quebras e distorções. O material proveniente das máquinas de conformação é seco, passando a conter 1% de água. Os tipos de secadores mais difundidos são os de funcionamento através de ar quente. O ar quente é utilizado para favorecer a difusão da água de dentro para fora e para a evaporação da água da superfície da peça. http://pt.wikipedia.org/wiki/Homog%C3%AAnea http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81gua http://pt.wikipedia.org/wiki/Extrusora http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Granulom%C3%A9trica&action=edit&redlink=1 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 35 Queima Na etapa de queima o revestimento adquire características mecânicas adequadas e estabilidade química para as diversas utilizações. Existem dois processos principais de queima: monoqueima e biqueima: A monoqueima é um procedimento na qual são queimados, simultaneamente, a base e o esmalte, em temperaturas que giram em torno de 1000ºC a 1200ºC. Esse processo determina maior ligação do esmalte ao suporte (base), conferindo-lhe melhor resistência à abrasão superficial, dependendo das características técnicas do esmalte aderido e maior resistência mecânica à flexão. A baixa ou alta absorção de água depende do produto produzido, pois pode-se ter tanto um porcelanato esmaltado e queimado nas condições de monoqueima, com um %Aa de 0,05, quanto uma monoporosa que tem %Aa acima de 10%. A biqueima é o processo mais obsoleto, no qual o tratamento térmico é dado apenas ao esmalte, pois o suporte já foi queimado anteriormente. Uma outra técnica utilizada hoje por algumas empresas é a terceira queima, que consiste em criar efeitos de decoração sobre o esmalte já queimado e recolocá-lo no forno sob temperaturas mais baixas, para obter o design definitivo. Seleção e embalagem A seleção elimina peças defeituosas e distribui os revestimentos provenientes do setor de queima, em lotes homogêneos por tipo, tonalidade cromática e pelos calibres. Depois são embalados em caixas de papelão e destinados as lojas para comercialização. Os revestimentos cerâmicos recebem a nomenclatura A, B, C, D, conforme os defeitos. Os produtos B, C, D são respectivamente, 15%, 40% e 60% mais baratos que o produto A. Descarte Em quase todo o processo de fabricação da cerâmica de revestimento, há algum tipo de descarte de resíduo, sendo este não mais reutilizado. Na indústria brasileira de revestimentos cerâmicos o volume de material descartado por quebra representa em média 3% de toda produção nacional. http://pt.wikipedia.org/wiki/Qu%C3%ADmica http://pt.wikipedia.org/wiki/Esmalte http://pt.wikipedia.org/wiki/Forno http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Tonalidade_crom%C3%A1tica&action=edit&redlink=1 http://pt.wikipedia.org/wiki/CalibresAPLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 36 O que não pode ser nem reutilizado e nem reciclado, é despejado em lixos urbanos, mais ou menos autorizados, ou mesmo dispersos no ambiente. No caso dos despejos em centros legais de processamento de lixo, os produtos eliminados devem ser devidamente recolhidos e transportados, bem como devem ser tratados aqueles que apresentarem substâncias tóxicas ou nocivas. Alguns esmaltes utilizados no processo de fabricação da cerâmica contêm metais pesados como chumbo e cádmio, e se a frita utilizada for à base de sódio, solubiliza-se em presença de água e pode contaminar o solo. Reaproveitamento da quebra Ao longo dos últimos anos, vários estudos e testes foram promovidos, visando a reutilização dos cacos gerados no processo. A presença do esmalte cerâmico queimado e tonalidades da massa impediram o seu uso. A massa cerâmica evoluiu na sua formulação e novos testes foram feitos permitindo a adição do caco (quebra) moído em percentuais reduzidos, que juntado a um trabalho constante de redução das quebras nos fornos, a curto prazo permitirá incorporar toda a quebra novamente no processo. O Sistema de moagem e Reaproveitamento da quebra é isto: uma central para onde é deslocada toda a quebra gerada nos processos de produção das Cerâmicas. São utilizados equipamentos para a britagem destas quebras (conjunto de britadores primário e secundário), reduzindo a pó a quebra gerada nos mais diversos formatos e dimensões. Este pó é reutilizado na formulação da massa em percentuais que não interferem na qualidade do produto final. Reciclagem A reciclagem da cerâmica de revestimento é possível através da reutilização dos resíduos sólidos da fabricação. Os resíduos originários do processamento do azulejo, através da biqueima, constituem peças finas, porosas e frágeis. São reciclados para a moagem a úmido, onde são misturados a outras matérias primas para a obtenção da massa cerâmica. O chamote de pavimentos gresificados é o resíduo sólido do processo de fabricação do revestimento cerâmico, descartado por quebras ou defeitos visuais e dimensionais, que inviabilizam sua utilização. A cerâmica já queimada não é biodegradável por reagir ao calor ou à chuva, tendo como única saída ecologicamente correta a reciclagem. Os resíduos de http://pt.wikipedia.org/wiki/Lixos_urbanos http://pt.wikipedia.org/wiki/Lixos_urbanos http://pt.wikipedia.org/wiki/Azulejo http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Pavimentos_gresificados&action=edit&redlink=1 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 37 pavimentos gressificados passam por um processo mais complicado de reciclagem, por terem características mais resistentes e maior densidade devido ao processo de monoqueima onde as peças são queimadas até 1220ºC. Métodos inovadores de reciclagem de pavimentos gressificados utilizam o chamote moído a seco, transformado em pó, e depois misturado à massa cerâmica, num índice de reutilização de 3% dos resíduos. A reciclagem diminui o impacto ambiental e os custos de produção das empresas caem, pois os próprios resíduos são reutilizados como matéria- prima, retornando ao início do ciclo de produção da cerâmica de revestimento. Design cerâmico O design cerâmico trata desde a conformação do produto em si (composição da pasta, tipo de queima,acabamentos) a sua aparência superficial (desenhos, tendências). O desenvolvimento da técnica e da sensibilidade estética aplicada ao material aliados a inerente capacidade decorativa das superfícies cerâmicas criou uma gama variada de padrões e motivos, texturas e efeitos. A integração da cerâmica ao Design Industrial moderno e contemporâneo tem ampliado os efeitos práticos e semânticos deste produto, gerando superfícies com resultados visuais cada vez mais atrativos e tecnicamente corretos, em um sem número de possibilidades. http://pt.wikipedia.org/wiki/Reciclagem http://pt.wikipedia.org/wiki/Design http://pt.wikipedia.org/wiki/Est%C3%A9tica http://pt.wikipedia.org/wiki/Design_Industrial APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 38 Classificação das placas cerâmicas NBR 13817 – 13818/1997 DESCRIÇÃO DAS CARACTERÍSTICAS As placas cerâmicas para revestimento têm características próprias, determinadas por seu processo produtivo. Por isso é muito importante conhecer as principais delas. Escolha produtos que atendam às normas técnicas e sigam as informações fornecidas pelos fabricantes nos catálogos e embalagens, lembrando os seguintes itens: Definições Técnicas: 1 - Absorção de Água Um dos parâmetros de classificação das placas cerâmicas é a absorção de água, que tem influência direta sobre outras propriedades do produto. A resistência mecânica do produto, por exemplo, é tanto maior, quanto mais baixa for a absorção. Influi diretamente na resistência mecânica, resistência ao gelo e ao impacto. Quanto menor a porosidade, menor será a absorção de água. Após a queima o produto cerâmico apresenta pequenos espaços entre as partículas de minerais que o compõe, denominados poros. A quantidade de poros que a massa (biscoito) apresenta é o que determina o nível de absorção de água. A massa será classificada pelas normas técnicas de acordo com a absorção. Classificação dos Grupos de Absorção de Água conforme ISO 13006. O conhecimento do grupo de absorção de um revestimento é um dado importante para a especificação (escolha do produto adequado) para aplicação correta em piscinas, fachadas, câmaras frigoríficas, saunas, áreas externas, regiões frias, etc. APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 39 IMPORTANTE: Independente do uso que será dado à placa cerâmica, o grupo de absorção é tão importante que deve vir impresso na embalagem, por requisito da A informação sobre o Grupo de Absorção deve estar presente na embalagem do produto e é de fundamental importância para que o consumidor selecione produtos que se adeqüem às suas necessidades, entre eles, o local onde será assentado. Para locais mais úmidos, como banheiros, por exemplo, recomenda-se a utilização de revestimentos com absorção de água menor e vice-versa. É importante ressaltar que as placas cerâmicas classificadas como BIII, com absorção de água acima de 10%, são recomendadas para serem utilizadas como revestimento de parede (azulejo), justamente por possuírem alta absorção e, portanto, resistência mecânica reduzida. 2 - Resistência a abração: Os revestimentos cerâmicos também são classificados segundo teste de resistência do esmalte da peça ao desgaste por abrasão. Essa classificação é conhecida como Índice PEI, onde são indicados os ambientes mais adequados para sua aplicação. PEI 1: Produto recomendado para ambientes residenciais onde se caminha geralmente com chinelos ou pés descalços. Exemplo: banheiros. PEI 2: Produto recomendado para ambientes residenciais onde se caminha geralmente com chinelos e sapatos. Exemplo: Quartos. PEI 3: Produto recomendado para ambientes residenciais onde se caminha geralmente com alguma quantidade de sujeira abrasiva que não seja areia e outros materiais de dureza maior que areia (todas as dependências residenciais). PEI 4: Produto recomendado para ambientes residenciais (todas as dependências) e comerciais com baixo tráfego. Exemplo: residências, lojas, consultórios e outros. PEI 5: Produto recomendado para ambientes residenciais e comerciais com tráfego muito elevado. Exemplo: restaurantes, churrascarias, lanchonetes, lojas, bancos, entradas, corredores, exposições abertas ao público, consultório, outras dependências. Este PEI é o único que não permite trilhas de desgaste.*Os valores de PEI indicados servem apenas como referência. Durante a especificação devem ser consideradas as condições de uso como: limpeza do ambiente, intensidade de tráfego e tipo de solado. Obs.: toda placa cerâmica de revestimento deve apresentar expansão por umidade menor ou igual a 0,6mm/m ou 0,06%. APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 40 3 - Resistência a manchas (limpabilidade) Indica a facilidade de limpeza das placas cerâmicas em 5 níveis: As classes, em ordem crescente de resistência, são: Manchamento Classificação Definição 1 Impossibilidade de remoção de manchas. 2 Mancha removível com ácido clorídrico diluído. 3 Mancha removível com produto á base de amoníaco 4 Mancha removível com produto fraco (detergente). 5 Máxima facilidade na remoção de manchas 4 – Resistência ao Escorregamento A resistência ao escorregamento indica a segurança que o usuário possui ao caminhar pela superfície, principalmente em presença de água, óleo ou qualquer outra substância. O teste ao escorregamento é medido pelo coeficiente de atrito. COEFICIENTE DE ATRITO Valor Indicações Características Básicas das Superfícies 0,7 Para áreas externas em aclive ou declive Rústica não esmaltada; Esmaltada especial APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 41 5 – Dilatação Térmica e Expansão por umidade. A expansão pode ocorrer por dilatação térmica ou por expansão por umidade. A dilatação térmica ocorre principalmente em lugares sujeitos a aquecimentos como lareiras e churrasqueiras. A expansão por umidade ocorre com maior intensidade em lugares com altos índices de umidade, como banheiros e piscinas. O coeficiente de expansão térmica linear para revestimentos cerâmicos está entre 4x10-6 e 10x10 -6 0C e a expansão por umidade tem valor máximo aceitável de 0.6mm/m. 6 - Resistência ao Gretamento O termo "gretamento" refere-se às fissuras da superfície esmaltada, similares a um fio de cabelo. Seu formato é, geralmente, circular, ou espiral, ou em forma de teia de aranha e é resultante da diferença de dilatação entre a massa e o esmalte. O ideal é que a massa dilate menos do que o esmalte. A tendência ao gretamento é medida submetendo a placa cerâmica a uma pressão de vapor de cinco atmosferas, ou seja, a uma pressão cinco vezes maior que a pressão normal, por um período de duas horas. Esse processo acelerado reproduz a EPU (Expansão por Umidade) que a placa sofrerá ao longo dos anos, depois de assentada. As figuras abaixo exemplificam o que acontece com o esmalte da peça quando ocorre o gretamento. Exemplos de Gretamento APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 42 Identificações Nas Embalagens (Rotulagem) De acordo com a Norma, as informações que devem estar presentes na embalagem do produto são: 1 - Marca do fabricante ou marca comercial e o país de origem; 2 - Identificação da qualidade do produto (extra ou comercial); 3 - Tipo de placa cerâmica (grupo de classificação) e referência às Normas NBR 13.818 e ISO 13.006; 4 - Tamanho nominal, dimensão de fabricação e formato modular ou não modular da peça; 5 - Natureza da superfície, com um dos seguintes códigos: GL – esmaltado (glazed) ou UGL – não esmaltado (unglazed); 6 - Classe de abrasão (PEI); 7 - Nome ou código de fabricação do produto; 8 - Tonalidade; 9 - Código de rastreamento do produto (por exemplo: data de fabricação, turno, lote de fabricação, etc); 10 - Número de peças por caixa; 11 - Metros quadrados cobertos pelas placas; 12 - Especificação de uma junta pelo fabricante. A ausência de informações, principalmente daquelas relacionadas a aspectos técnicos do produto, pode levar o consumidor a adquirir produtos que não sejam adequados às suas necessidades. APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 43 EXERCÍCIO O Proprietário de uma casa com 836 m2 de área construída, lhe contrata para fazer todo o revestimento em sua casa, e como já havia gastado basicamente todo recurso na construção, decide colocar apenas azulejos e pisos comuns em sua casa. Porém ele gostaria que fossem revestimentos resistentes e apropriados para cada um dos ambientes. Como ele não possui nenhum conhecimento sobre os tipos de revestimentos existentes, ele deixa na sua responsabilidade a indicação das peças corretas. Com base nos tipos de ambientes informados abaixo, preencha a tabela na pagina seguinte informando o PEI, Coeficiente de Absorção de Água e Coeficiente de atrito dos revestimentos escolhidos para cada um dos ambientes citados. TIPOS DE AMBIENTES EXISTENTES NA RESIDÊNCIA: 4 suítes sendo 02 com hidromassagem Sala de TV Sala de Jantar Jardim de inverno Escritório Cozinha Edícula com churrasqueira Garagem para quatro carros Piscina OBS: Gostaria de colocar o mesmo piso em todo quintal com exceção a área permeável e área da piscina. APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 44 AMBIENTE PEI COEFICIENTE ABSORÇÃO COEFICIENTE ATRITO Banheiro com Hidro Banheiro simples Quartos Sala de TV Sala de Jantar Jardim de Inverno Escritório Cozinha Edícula Garagem Piscina APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 45 CAPITULO 04 História das Argamassas Classificação das Argamassas Colantes Designação Normalizada Requisitos Argamassa Colante ACI Argamassa Colante ACII Argamassa Colante ACIII Argamassa Colante Específica Tipos de desempenadeira Preparo e aplicação Validade e estocagem Calculo de consumo de Argamassa de Rejunte Causas de Patologias em Argamassas e Rejunte Exercícios sobre Argamassas Colantes APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 46 Histórico das Argamassas • No início, era utilizado o “bolão” – mistura simples de cimento e areia • Nos anos 50, na Europa, surgem as primeiras argamassas colantes prontas do mercado – bastava apenas acrescentar água • No Brasil, a primeira fábrica de argamassa colante surgiu em 1971, mas o produto passou a ser utilizado mais expressivamente a partir da década de 80. Classificação das Argamassas Colantes - NBR 14081 Argamassa colante industrializada para assentamento de placas cerâmicas – Requisitos A ABNT NBR 14081 foi elaborada no Comitê Brasileiro de Cimento, Concreto e Agregados (ABNT/CB-18), pela Comissão de Estudo de Argamassa Colante (CE-18:406.04). O Projeto circulou em Consulta Nacional conforme Edital nº 04, de 30.04.2004, com o número Projeto NBR 14081. Objetivo Esta Norma fixa os requisitos exigíveis para argamassas colantes industrializadas destinadas ao assentamento de placas cerâmicas pelo método de camada fina. Definições Para os efeitos desta Norma, aplicam-se as seguintes definições: argamassa colante industrializada: Produto industrial, no estado seco, composto de cimento Portland, agregados minerais e aditivos químicos, que, quando misturado com água, forma uma massa viscosa, plástica e aderente, empregada no assentamentode placas cerâmicas para revestimento. APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 47 Designação normalizada As argamassas colantes industrializadas são designadas pela sigla AC, seguida dos algarismos romanos I, II ou III, acrescidos da letra E, quando aplicável, indicativos de seu tipo. Requisitos As argamassas colantes industrializadas devem atender aos requisitos estabelecidos na tabela 1. Tabela — Requisitos de argamassa colante Propriedade Método de ensaio Unida de Argamassa colante Industrializada ACI ACII ACIII E Tempo em aberto ABNT NBR 14083 min 15 20 20 Argamassa do tipo I, II ou III, com tempo em aberto estendido em no mínimo 10 min do especificado nesta tabela. Resistência de aderência à tração aos 28 dias em cura normal cura submersa cura em estufa ABNT NBR 14084 MPa MPa MPa 0,5 0,5 - 0,5 0,5 0,5 1,0 1,0 1,0 Deslizamento1) ABNT NBR 14085 mm 0,7 0,7 0,7 1) O ensaio de deslizamento não é necessário para argamassa utilizada em aplicações com revestimento horizontal. APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 48 ARGAMASSA COLANTE DO TIPO AC1 Indicada para: Assentar cerâmicas até 45 cm x 45 cm em paredes e pisos de áreas internas Bases para aplicação: Emboço e argamassa de contrapiso sarrafeados ou desempenados, curados há pelo menos 14 dias Alvenarias com mais de 14 dias, de blocos vazados de concreto, blocos silicocalcários ou de concreto celular, desde que utilizadas para o revestimento de áreas internas, conforme norma técnica NBR 13.754 Concreto curado há mais de 180 dias. Se curado há 28 dias, utilize ARGAMASSA ACIII. LIMITAÇÕES DE USO Não indicada para: Áreas externas. Piscinas e saunas. Estufas e pisos aquecidos. Porcelanatos e cerâmicas com absorção de água menor que 3%. Churrasqueiras, lareiras, frigoríficos e bases com pinturas ou qualquer substância que possa impedir a boa aderência do ARGAMASSA AC1. CARACTERIZAÇÃO DO PRODUTO Composição: cimento, agregados e aditivos químicos especiais. Cor: Cinza DESEMPENHO DO PRODUTO ARGAMASSA AC1 (Cinza): Aderência: APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 49 cura normal = 0,6 MPa cura submersa em água = 0,6 MPa Tempo em Aberto: 15 minutos Deslizamento: 0,7mm Argamassa colante industrializada, classificada conforme NBR 14.081 tipo ACI. *Esses valores foram obtidos em ensaios realizados em laboratório, utilizando os revestimentos para os quais a argamassa é indicada, podendo variar em função das condições de aplicação. CONSUMO Área da Cerâmica: Até 400 cm² = ± 4,0 kg / m² De 400 até 900 cm² = ± 4,5 kg / m² Maior que 900 cm² = ± 7,5 kg / m² APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 50 ARGAMASSA COLANTE DO TIPO ACII Indicada para: Assentar cerâmicas até 45 cm x 45 cm em paredes e pisos de áreas internas e externas. Revestimentos cerâmicos em fachadas e em piscinas residenciais não aquecidas até 20 cm x 20 cm e absorção de água de 3% a 6%. Dimensões dos revestimentos: até 45 cm x 45 cm. Bases para aplicação: Emboço e argamassa de contrapiso sarrafeados ou desempenados, curados há pelo menos 14 dias Alvenarias com mais de 14 dias, de blocos vazados de concreto, blocos silicocalcários ou de concreto celular, desde que utilizadas para o revestimento de áreas internas, conforme norma técnica NBR 13.754 Concreto curado há mais de 180 dias. Se curado há 28 dias, utilize ARGAMASSA ACIII. LIMITAÇÕES DE USO Não indicada para: Churrasqueiras, lareiras, frigoríficos, saunas, pisos aquecidos, estufas e revestimentos especiais. Cerâmicas do tipo porcelanato; Ceramicas com absorção de água menor que 3%. Bases com pinturas ou qualquer substâncias que possa impedir a boa aderência da ACII. CARACTERIZAÇÃO DO PRODUTO Composição: cimento, agregados e aditivos químicos especiais. Cor: Cinza DESEMPENHO DO PRODUTO APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 51 ARGAMASSA ACII: Aderência: cura normal = 0,5 MPa cura submersa em água = 0,5 MPa Tempo em Aberto: 20 minutos Deslizamento: 0,7mm Argamassa colante industrializada flexível tipo ACII, classificada conforme NBR 14.081 *Esses valores foram obtidos em ensaios realizados em laboratório, utilizando os revestimentos para os quais a argamassa é indicada, podendo variar em função das condições de aplicação. CONSUMO Área da Cerâmica: Até 400 cm² = ± 3,5 kg / m² De 400 até 900 cm² = ± 4,5 kg / m² Maior que 900 cm² = ± 8 kg / m² APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 52 ARGAMASSA COLANTE DO TIPO ACIII Indicada para: Assentar revestimentos cerâmicos em áreas internas e externas. Paredes internas, pisos internos e externos, inclusive em áreas de tráfego intenso em cerâmicas até 80 cm x 80 cm. Revestimentos cerâmicos em fachadas até 20 cm x 20cm e absorção de água de 0,5% a 6%. Piscinas residenciais ou comerciais, aquecidas ou não. Saunas úmidas ou secas e pisos aquecidos até 70ºC. Porcelanatos em áreas internas até 60 cm x 60 cm. Pastilhas de porcelana. Bases para aplicação: Concreto novo com mais de 28 dias. Emboço e argamassa de contrapiso sarrafeados ou desempenados, curados há pelo menos 14 dias. Alvenarias com mais de 14 dias, de blocos vazados de concreto, blocos silicocalcários ou de concreto celular, desde que utilizadas para o revestimento de áreas internas, conforme norma técnica NBR 13.754. Cerâmicas em placas de gesso a cartonado. LIMITAÇÕES DE USO Não indicada para: Churrasqueiras, lareiras, frigoríficos, bases com pintura ou qualquer substância que possa impedir a boa aderência da ARGAMASSA ACIII. CONSUMO Área da Cerâmica: Até 400 cm² = ± 4 kg / m² De 400 até 900 cm² = ± 4,5 kg / m² Maior que 900 cm² = ± 8,5 kg / m² ANTES DE APLICAR Verifique a temperatura de trabalho: do ar ambiente: de 510ºC a 30ºC da superfície da base: de 10ºC a 23ºC APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 53 Para proteger os revestimentos de dilatações, utilize juntas de assentamento, movimentação, dessolidarização e juntas estruturais determinadas pelo projetista responsável ou pelo fornecedor das placas. O verso das placas a serem aplicadas deve estar seco, limpo, livre de poeiras, resíduos ou películas que impeçam o contato da argamassa colante. Proteja peças de alumínio. Verifique suas ferramentas de trabalho Utilize EPIs No caso de aplicações sobre revestimentos antigos, certifique-se de que estão secos, firmes e regulares, sem defeitos de planeza. Utilize Produtos para lavagem, detergente ou solventes minerais em casos de óleos e graxas. ARGAMASSAS COLANTES - ESPECÍFICAS Os assentamentos de cerâmicos não contemplados pelas argamassas dos tipos ACI, ACII e ACIII deverão ser realizados com Argamassas Específicas. Exemplo 1: Argamassas para Porcelanatos acima de 60 x 60, utilizar argamassas especificas para Porcelanato interno ou externo. Exemplo 2: Argamassas para Porcelanatos acima de 80 x 80 (Grandes Formatos), utilizar a Argamassa específica para grandes formatos. Exemplo 3: Para realizar um assentamento em sobreposição, utilizar argamassa especifica para sobreposição