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APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
3 
 
Prefácio 
Este material foi escrito para servir como apoio ao curso de qualificação 
profissional (Aplicador de Revestimento Cerâmico) do SENAI – Serviço 
Nacional de Aprendizagem Industrial de Maringá – Paraná. 
As experiências profissionais vividas nos canteiros de obras aliadas as 
pesquisas realizadas com alunos, possibilitou ao autor uma abordagem um 
pouco diferente para esta apostila em relação ao que é comum na maioria dos 
livros sobre o assunto. 
Sabendo que o objetivo dos cursos de qualificação profissional é preparar o 
educando para o competitivo mercado de trabalho, este material é dividido em 
capítulos que seguem uma ordem cronológica que se aproxima muito da 
prática real nos canteiros de obras, facilitando a adaptação do aluno como 
trabalhador da construção Civil. Cada capítulo traz exercícios específicos que 
complementarão o aprendizado, pois ajudam a fixar os conceitos vistos na 
apostila e estimulam o aluno para conceitos avançados que fogem do escopo 
deste material. 
O mundo do trabalho caminha cada vez mais em direção à profissionalização, 
ou seja, o trabalhador precisa ter além da escolaridade uma formação 
profissional comprovada. Muitas vezes o trabalhador não tem a experiência 
profissional comprovada pela Carteira de Trabalho, mas ele pode ter um 
certificado de conclusão de curso, obtido através de uma entidade séria e 
competente que poderá lhe abrir as oportunidades de trabalho, contribuindo 
assim diretamente na busca de um futuro melhor com mais qualidade de vida. 
 
 
 
Devanir Aparecido Costa 
Senai - Maringá 26-02-2014 
 
 
 
 
 
 
 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
4 
 
 
SUMÁRIO 
 
Definição Profissional.................................................................................... 07 
Capitulo 1: ...................................................................................................... 08 
Equipamento Proteção Individual – NR6 .....................................................................09 
Principais EPIs utilizado pelo aplicador de Revestimento Cerâmico ...........................11 
Acidente de Trabalho...................................................................................................12 
Exercícios sobre NR6....................................................................................................13 
Lista de Ferramentas ....................................................................................................15 
 
Capitulo 2: .......................................................................................................16 
Chapisco, emboço e Reboco........................................................................................17 
Revestimento em Camada única..................................................................................19 
Tipos de Juntas.............................................................................................................19 
Sistema de Revestimento em pisos e paredes.............................................................22 
Etapas do Revestimento...............................................................................................23 
Diagnóstico de Parede..................................................................................................24 
Diagnóstico de Pisos.....................................................................................................27 
 
Capitulo 3: .................................................................................................... 30 
Processo de fabricação das placas cerâmicas........................................................... 31 
Classificação das placas Cerâmicas........................................................................... 38 
Definições Técnicas.................................................................................................... 38 
Rotulagem................................................................................................................... 42 
Exercício...................................................................................................................... 43 
 
 
 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
5 
 
 
Capitulo 4: .................................................................................................................45 
História das Argamassas...............................................................................................46 
Classificação das Argamassas Colantes......................................................................46 
Designação Normalizada..............................................................................................47 
Requisitos (propriedade, tempo em aberto, deslizamento)...........................................47 
Argamassa Colante tipo ACI.........................................................................................48 
Argamassa Colante tipo ACII........................................................................................50 
Argamassa Colante tipo ACIII.......................................................................................52 
Argamassa Colante tipo Específica..............................................................................53 
Tipos de desempenadeira.............................................................................................54 
Preparo e aplicação.......................................................................................................55 
Validade e estocagem...................................................................................................56 
Calculo de consumo de Argamassa de Rejunte...........................................................57 
Causas de Patologias em Argamassas e Rejunte .......................................................58 
Exercícios sobre Argamassas Colantes........................................................................59 
 
Capitulo 5 ........................................................................................................61 
A importância da Matemática na Construção ..............................................................62 
Noções de Ângulos.......................................................................................................62 
Medidas de Área e Perímetro....................................................................................... 64 
Figuras Geométricas.................................................................................................... 64 
Exercícios...................................................................................... ............................. 69 
Medidas de comprimento............................................................................................. 70 
Exercícios..................................................................................................................... 70 
Porcentagens (Regra de três simples)........................................................................ 72 
Exercícios......................................................................................................................72 
Orçamento Quantitativo................................................................................................ 74 
Exercícios .....................................................................................................................76 
Modelo de Projeto Arquitetônico.................................................................................. 78 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
6 
 
 
 
CAPITULO 6......................................................................................................79conhecidas como Piso sobre piso. 
Exemplo 4: Para tijolos refratários (partes internas de churrasqueiras e 
lareiras), utilizar a argamassa específica (Refratário). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
54 
 
FORMATO DO DENTE DA DESEMPENADEIRA 
 
 
 
 
 
TIPOS DE DESEMPENADEIRAS 
 
 
Superdenteada 
 
Indicada para assentamento de revestimentos, esse modelo tem perfil 
denteado no comprimento e na largura. A vantagem do dente maior, com 
espaçamento e vãos uniformes, é que dispensa o uso de dupla camada de 
argamassa no verso da placa e no substrato. 
 
Superdenteada em "U" 
 
Para aplicação de porcelanatos e grés (ver Glossário) retificado, essa 
ferramenta possui dentes (com raio de 10 mm) e vãos uniformes. Dispensa o 
uso de dupla camada da argamassa no verso da placa e na base. 
. 
 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
55 
 
PREPARO DO PRODUTO 
 
Mistura com água limpa (proporção indicada na embalagem): 
Em um recipiente estanque, limpo, protegido do sol, vento e chuva. Misture todo o 
conteúdo de um ou mais sacos até obter uma consistência pastosa e firme, sem 
grumos secos. Deixar em repouso por 15 minutos, remisturando antes do uso. Utilize a 
argamassa no prazo de, no máximo, 2 horas e 30 minutos (em temperatura ambiente 
de até 20ºC, acima dessa temperatura o prazo será reduzido). 
 
APLICAÇÃO 
 
Aplicação da argamassa na base (espessura de 3 mm a 4 mm): 
Estenda a argamassa com o lado liso da desempenadeira, em seguida passe o lado 
denteado em ângulo de 60º em relação à base, formando cordões e sulcos. Remisture 
a argamassa retirada com os dentes da desempenadeira ao restante do material 
preparado sem adicionar mais água. Procure estender a argamassa sobre a base em 
panos de aproximadamente 2m² 
Aplique a argamassa com a desempenadeira no processo de dupla camada nos 
seguintes casos: 
Placas com área igual ou superior a 900 cm² (ex.: 30 cm x 30 cm). 
Placas com reentrâncias e saliências maiores que 1mm no verso. 
Em pisos com alto tráfego e áreas externas. 
Aplique as peças e pressione com os dedos, batendo com martelo de borracha, até 
conseguir o amassamento dos cordões e obter o contato de todo o verso da placa com 
a argamassa. A espessura da camada de argamassa depois do assentamento das 
cerâmicas deve ser de, no mínimo, 3mm, e, máximo 10 mm. Realize o teste de 
aderência durante a aplicação, conforme orientação em Sistema de Aplicação 
 
 
 
 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
56 
 
Limpeza final: 
 
No máximo até 1 hora após o assentamento das placas. Remova a argamassa colante 
existente nas juntas de assentamento. Limpe a superfície das placas com esponja 
limpa e úmida ou pano grosso de algodão. Consulte os fabricantes de revestimentos 
especiais sobre como proceder para a limpeza. 
 
Liberar para o tráfego: 
 
pessoal da obra, com cuidado, após 24 
horas; todo o tráfego, após 48 horas. 
 
 
VALIDADE 
8 meses a partir da data de fabricação impressa na embalagem 
 
ESTOCAGEM 
Local seco e arejado, sobre estrado elevado do solo, em pilhas com, no 
máximo, 1,5m de altura, em sua embalagem original fechada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
57 
 
Calculo de Consumo de Argamassa de Rejunte 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
58 
 
Causas de Patologias em argamassas e rejuntamentos 
1. Causas de descolamento devido a mau preparo ou má aplicação da 
argamassa colante • Deixar a argamassa colante secar na parede ou no piso • 
Dissolver o produto na quantidade errada de água • Não homogeneizar o 
produto corretamente • Não deixar a massa descansar após a homogeneização 
(tempo de maturação) • Não utilizar água limpa • Não utilizar recipiente 
estanque • Adicionar outros produtos à composição original, como cimento, etc. 
• Utilizar desempenadeira com dentes desgastados. 
 2. Causas de descolamento devido a mau preparo do substrato ou contrapiso • 
Não umedecer a base antes da aplicação da argamassa colante • Não 
aguardar o tempo de cura mínimo de 14 dias • Não limpar a base de toda e 
qualquer substância ou impregnação que possa prejudicar o trabalho 
(desmoldante, óleo, poeira, desagregação etc) • Não utilizar juntas para 
movimentação das peças • Substrato com umidade ou mal curado. 
3. Causas de descolamento devido a mau preparo do revestimento cerâmico • 
Não limpar o tardoz (verso da peça) para retirada do excesso de engobe • 
Deixar as peças de molho em água (especialmente revestimentos de base 
vermelha, que possuem alta absorção) • Má qualidade do esmalte do 
revestimento (craquelê) • Bitola do revestimento fora de padrão • Lote do 
revestimento ultrapassado. 
 
4. Causas de manchas no rejuntamento • Dissolver o rejuntamento na 
quantidade errada de água • Não homogeneizar o produto corretamente • Não 
deixar a massa descansar após a homogeneização (tempo de maturação) • 
Não utilizar água limpa • Não utilizar recipiente estanque • Não deixar curar a 
base • Adicionar outros produtos à composição original, como cimento, 
corantes, etc. • Utilizar serragem ou óleo diesel • Diferenças de tonalidade de 
lotes de cimento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
59 
 
 
EXERCICIOS SOBRE ARGAMASSA COLANTE 
 
 
 
 
 1.Como definir ambiente interno e ambiente externo? 
 
 
 
 2.Qual a diferença entre as argamassas para uso interno e externo? 
 
 
 
 
 3.Qual argamassa indicada para um ambiente externo? 
 
 
 
 
 4.Qual argamassa é indicada para o assentamento de porcelanato? 
 
 
 
 
 
 
 5.Qual tipo de argamassa é recomendada para revestir lareiras e 
churrasqueiras? 
 
 
 
 
 
 6.A argamassa piso sobre piso pode ser utilizada para assentamento de 
revestimentos cerâmicos na parede? 
 
 
 
 
 
 7.Posso assentar uma placa cerâmica sobre os resíduos de colas decorrentes 
da retirada de carpetes, piso madeira e paviflex que ficam aderidos no contra-
piso? 
 
 
 
 
 
http://www.cimentolit.com/perguntas_frequentes/3
http://www.cimentolit.com/perguntas_frequentes/4
http://www.cimentolit.com/perguntas_frequentes/5
http://www.cimentolit.com/perguntas_frequentes/6
http://www.cimentolit.com/perguntas_frequentes/7
http://www.cimentolit.com/perguntas_frequentes/7
http://www.cimentolit.com/perguntas_frequentes/8
http://www.cimentolit.com/perguntas_frequentes/8
http://www.cimentolit.com/perguntas_frequentes/11
http://www.cimentolit.com/perguntas_frequentes/11
http://www.cimentolit.com/perguntas_frequentes/11
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
60 
 
 
 8.Posso utilizar a argamassa piso sobre piso para assentar sobre piso de 
madeira ou pisos do tipo paviflex? 
 
 
 
 
 
 9.Juntas de movimentação, quando fazê-las? 
 
 
 
 
 
 
 10.Deve-se ou não molhar o revestimento cerâmico para assentar com 
argamassa colante? 
 
 
 
 
 
 11.Qual a largura mínima das juntas de assentamento? 
 
 
 
 
 
 
 12.O que são juntas estruturais? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://www.cimentolit.com/perguntas_frequentes/12
http://www.cimentolit.com/perguntas_frequentes/12
http://www.cimentolit.com/perguntas_frequentes/13
http://www.cimentolit.com/perguntas_frequentes/15
http://www.cimentolit.com/perguntas_frequentes/15
http://www.cimentolit.com/perguntas_frequentes/16
http://www.cimentolit.com/perguntas_frequentes/18APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
61 
 
CAPITULO 05 
 
 A importância da Matemática na Construção 
 Noções de Ângulos 
 Medidas de área e perímetro 
 Figuras Geométricas 
 Exercícios 
 Medidas de comprimento 
 Exercícios 
 Porcentagens (Regra de três simples) 
 Exercícios 
 Orçamento Quantitativo 
 Exercícios 
 Modelo de Projeto Arquitetônico 
 
 
 
 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
62 
 
A importância da Matemática na Construção Civil 
A matemática e, em especial, a geometria, são poderosas ferramentas na 
construção civil. Não estou falando apenas dos complexos cálculos presentes 
nos projetos de alta engenharia. A matemática está presente na vida 
profissional de azulejistas, pedreiros, carpinteiros e demais profissões 
relacionadas com a execução de uma obra. 
 
Noções de Angulo 
Ângulo é uma figura aberta cujos lados se 
prolongam indefinidamente num sentido. 
Os lados do ângulo são semi-retas com a mesma 
origem, chamando-se a essa origem vértice. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
63 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Construção de alguns ângulos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
64 
 
Medidas de Área e Perímetro 
As medidas de superfície fazem parte de nosso dia a dia e respondem a 
nossas perguntas mais corriqueiras do cotidiano: 
Qual a área desta sala? 
Qual a área desse apartamento? 
Quantos metros quadrados de azulejos são necessários para revestir essa 
piscina? 
Qual a área dessa quadra de futebol de salão? 
Qual a área pintada dessa parede? 
Superfície e área 
Superfície é uma grandeza com duas dimensões, enquanto área é a medida 
dessa grandeza, portanto, um número. 
 
Metro Quadrado 
A unidade fundamental de superfície chama-se metro quadrado. 
O metro quadrado (m2) é a medida correspondente à superfície de um 
quadrado com 1 metro de lado. Estaremos estudando a seguir: 
 
 
Cálculo da Área e perímetro do Quadrado 
 
 
 
A área é a quantidade de espaço na superfície. 
 
 
 
 
 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
65 
 
Para calcular a área de um quadrado, basta elevar ao quadrado a medida de 
um lado. Exemplo: O lado de um quadrado mede 8 cm. 
 
A = L x L 
A= 8×8 
A= 64 cm 
 
Perímetro 
Perímetro é a soma dos lados de uma figura. Ainda usando as medidas do 
exemplo acima, vamos calcular qual é o perímetro de um quadrado. 
P= L + L + L + L = 4xL 
P= 4×8 
P= 32 
Portanto, o perímetro do quadrado do exemplo é 32 cm e área é 64 cm. 
 
 
Exemplos 
A lateral de um revestimento quadrado mede 17 cm. Qual a superfície deste 
Revestimento? 
 
A= L x L P= L + L+ L+ L 
A= 17 x 17 P= 17+17+17+17 
A= 289 cm2 P= 68 cm 
 
 Portanto a superfície do piso é de 289 cm2. 
 O perímetro é 68 cm. 
 
A medida do lado de um azulejo quadrado é de 20 cm. Qual é a sua área? 
Como o lado mede 20 cm, temos: 
 
A= L x L P= L + L+ L+ L 
A= 20 x 20 P= 20+20+20+20 
A= 400 cm2 P= 80 cm 
 
 Portanto a superfície do azulejo é de 400 cm2. 
 O perímetro é 80 cm. 
 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
66 
 
Cálculo da Área do Retângulo 
 
Por definição o retângulo é um quadrilátero equiângulo (todo os seus ângulos 
internos são iguais), cujos lados opostos são iguais. 
Se todos os seus quatro lados forem iguais, teremos um tipo especial de 
retângulo, chamado de quadrado. 
Por ser o retângulo um paralelogramo, o cálculo da sua área é realizado da 
mesma forma. 
Se denominarmos as medidas dos lados de um retângulo como na figura ao 
lado, teremos a seguinte fórmula: 
 
 
 
Exemplos 
Um terreno mede 5 metros de largura por 25 metros de comprimento. Qual é 
a área deste terreno? 
Atribuindo 5 à variável h e 25 à variável b temos: 
 
Utilizando a fórmula: 
 
A área deste terreno é de 125 m2. 
 
A tampa de uma caixa de sapatos tem as dimensões 30 cm por 15 cm. Qual 
a área desta tampa? 
Podemos atribuir 15 à variável h e 30 à variável b: 
 
Ao substituirmos as variáveis na fórmula teremos: 
 
Portanto a área da tampa da caixa de sapatos é de 450 cm2. 
 
 
 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
67 
 
Cálculo da Área do Triângulo 
 
Denominamos de triângulo a um polígono de três lados. 
Observe a figura ao lado. A letra h representa a medida da altura do triângulo, 
assim como letra b representa a medida da sua base. 
A área do triângulo será metade do produto do valor da medida da base, pelo 
valor da medida da altura, tal como na fórmula abaixo: 
 
A letra S representa a área ou superfície do triângulo. 
 
 
Exemplos 
A medida da base de um triângulo é de 7 cm, visto que a medida da sua 
altura é de 3,5 cm, qual é a área deste triângulo? 
Do enunciado temos: 
 
Utilizando a fórmula: 
 
 
A área deste triângulo é 12,25 cm2. 
 
 
 
Cálculo da Área do Paralelogramo 
 
Um quadrilátero cujos lados opostos são iguais e paralelos é denominado 
paralelogramo. 
Com h representando a medida da sua altura e com b representando a medida 
da sua base, a área do paralelogramo pode ser obtida multiplicando-se b por h, 
tal como na fórmula abaixo: 
 
 
 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
68 
 
Exemplos 
A medida da base de um paralelogramo é de 5,2 dm, sendo que a medida da 
altura é de 1,5 dm. Qual é a área deste polígono? 
Segundo o enunciado temos: 
 
Substituindo na fórmula: 
 
A área deste polígono é 7,8 dm2. 
 
Qual é a medida da área de um paralelogramo cujas medidas da altura e da 
base são respectivamente 10 cm e 2 dm? 
Sabemos que 2 dm equivalem a 20 cm, temos: 
 
Substituindo na fórmula: 
 
A medida da área deste paralelogramo é 200 cm2 ou 2 dm2. 
 
 
 
 
Cálculo da Área do Círculo 
 
A divisão do perímetro de uma circunferência, pelo seu diâmetro resultará 
sempre no mesmo valor, qualquer que seja circunferência. Este valor irracional 
constante é representado pela letra grega minúscula pi, grafada como: 
 
Por ser um número irracional, o número pi possui infinitas casas decimais. 
Para cálculos corriqueiros, podemos utilizar o valor 3,14159265. Para cálculos 
com menos precisão, podemos utilizar 3,1416, ou até mesmo 3,14. 
O perímetro de uma circunferência é obtido através da fórmula: 
 
O cálculo da área do círculo é realizado segundo a fórmula abaixo: 
 
Onde r representa o raio do círculo. 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
69 
 
 
 
Exemplo 
A lente de uma lupa tem 10 cm de diâmetro. Qual é a área da lente desta 
lupa? 
Como informado no enunciado, o diâmetro da circunferência da lupa é igual a 
10 cm, o que nos leva a concluir que o seu raio é igual a 5 cm, que 
corresponde à metade deste valor: 
 
Substituindo-o na fórmula: 
 
A área da lente da lupa é de 78,54 cm2. 
 
 
 
 
 
Resolva os exercícios abaixo. 
 
1. Determine a área de um paralelogramo em que a altura mede 10 cm e sua 
base mede 6 cm. 
2. Sabendo-se que a altura de um triângulo mede 8 cm e sua base 
mede 13 cm. Determine sua área. 
 
3. Um circulo tem raio de 8,52. Quantos mm2 ele possui de superfície?APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
70 
 
 MEDIDAS DE COMPRIMENTO 
 
1. Complete com os múltiplos e submúltiplos do metro o quadro que vai ajudá-
lo nas atividades de transformação de unidades de medidas de comprimento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. Indique qual a unidade mais adequada para medir: 
a) A altura de um poste. ________________ 
b) A espessura do vidro de uma janela._______________. 
c) A distância entre São Paulo e Brasília. ______________. 
d) O comprimento da capa de um caderno._______________. 
 
 
3. Observe a medida indicada e escreva-a em milímetros e em 
decímetros. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
METRO 
dm 
cm 
mm 
dam 
hm 
km 
X 10 
X 10 
X 10 
X 10 
X 10 
X 10 
: 10 
: 10 
: 10 
: 10 
: 10 
: 10 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
71 
 
4. Represente as medidas a seguir em metros: 
 
a) 3 000 000 mm: ________________ 
b) 260 dm: ___________________ 
c) 0,09 km:__________________ 
d) 57,98 cm: _________________ 
 
5. Represente em centímetros: 
a) 5 m: _____________ c) 3,05 dam: ___________ 
b) 6,2 dm:__________ d) 583 mm:_____________ 
 
 Para as transformações de m2 usamos o mesmo critério utilizando nos 
das medidas de comprimento só que para cada unidade maior ou menor a 
virgula caminhará de 2 em 2 casas. 
Transformar: 
 
2m = ____________________cm 
4,85 dm __________________dam 
4,39 cm __________________mm 
23,0 cm __________________dm 
3hm2 ____________________Km2 
0,345 cm2 ________________mm2 
483 m2 ___________________cm2 
 
 
 
 
 
 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
72 
 
Calculo de Porcentagem 
Para encontrar o valor percentual de qualquer coisa, você pode usar uma 
Regra de Três Simples. 
 
Por exemplo: 
 
Qual é o valor percentual de 40 bananas num total de 500? 
 
Bananas ---------- % 
500 ---------------- 100 
40 ------------------- R 
 
500 x R = 40 x 100 
500 x R = 4000 
R = 4000 / 500 
R = 8% 
 
40 bananas representam 8% do total de 500 bananas. 
 
Resolva e divirta-se com os seguintes exercícios 
1º) Calcular 12% de R$ 600,00. 
 
 
2º) O preço de uma geladeira é R$ 950,00. Para pagamento a vista, há um 
desconto de 20%. Calcular: 
a) A quantia referente ao desconto; 
b) O preço da geladeira a vista? 
 
 
3º) O salário de um professor é R$1100,00. Depois de muita greve, o governo 
teve misericórdia desta alma penada e concedeu-lhe 8% de reajuste. Qual é o 
novo e excitante salário deste professor? 
- Cálculo do reajuste: 
- Cálculo do novo salário: 
 
 
 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
73 
 
 
4º) Agora, com este grande salário de R$1188,00, o até então alegre professor, 
recebe uma notícia triste: seu novo e grande salário precisará sofrer uma 
redução de 5% para ajudar a pagar as dívidas do seu estado. Qual será o novo 
salário do professor? 
- Cálculo da redução do salário: 
- Cálculo do novo salário: R$ 1188,00 - R$ 59,40 = R$ 1128,60. 
 
 
5º) Ao comprar um livro de Física por R$ 90,00, o vendedor lhe deu um 
desconto de 4%. Quantos reais você teve de abatimento? 
 
 
6º) Um vendedor lhe vende um Tênis de R$ 120,00 por R$ 102,00. Quantos 
por cento lhe concedeu de desconto? 
 
 
7º) Você compra um carro por R$ 20.000,00 e vende-o com lucro de R$ 
4.000,00. Qual é a porcentagem de lucro, ou seja, quantos por cento eu lucrei 
em cima de 20.000? 
 
 
8º) Um Pen-Drive custa R$ 42,00. O vendedor faz a você um abatimento de 
15% sobre o preço do Pen-Drive. Quanto você vai pagar? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
74 
 
IMAGINE A SEGUINTE SITUAÇÃO: 
1 -Aproveitando uma promoção de uma loja de materiais para construção, uma 
família resolve trocar o piso da sala de sua residência. Sabem que a sala mede 
4 metros de largura e possui um comprimento de 5,5 metros. Sabem também 
que o piso desejado é quadrado, com 25 cm de lado. Quantas peças serão 
necessárias para revestir o piso da sala inteira? 
 
 
 
 
 
 
2 – Para trocar os revestimentos de sua casa José comprou 22 caixas de pisos 
e 12 caixas de azulejos, e pagou pelos azulejos 15,00 reais o m2. Levando em 
consideração que cada caixa tinha 2 m2 e que o preço do piso era 13% mais 
caro que o dos azulejos. 
Quanto José Pagou por cada caixa de pisos. 
Qual foi o valor total da compra. 
 
 
 
 
 
 
 
 
ORÇAMENTO QUANTITATIVO: 
 
Para qualquer trabalho realizado dentro da construção civil, sempre existirá a 
necessidade de se fazer um planejamento da quantidade de material a ser 
empregada na execução da obra, e também levantar os gastos que serão 
aplicados no pagamento da mão de obra. Este levantamento sistemático após 
estar pronto recebe o nome de Orçamento. Existe também a necessidade de 
que este levantamento (orçamento) seja preciso, assim evita-se o desperdício 
do material, bem como possíveis atrasos por falta do mesmo. 
 
 
http://www.matematicadidatica.com.br/GeometriaCalculoAreaFigurasPlanas.aspx#anchor_prob1
http://www.matematicadidatica.com.br/GeometriaCalculoAreaFigurasPlanas.aspx#anchor_prob1
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http://www.matematicadidatica.com.br/GeometriaCalculoAreaFigurasPlanas.aspx#anchor_prob1
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 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
75 
 
Exercício de Elaboração: 
 
1 - Uma parede de 5,30 largura por 2,90 altura, tem 2 janelas quadradas de 
1,10 m de lado e uma porta de 0,70 m por 2,10 m . 
Calcular área total da parede: _____________m2 
Valor mão de obra (15,00 o m2):____________ R$ 
Valor dos desc. Janelas e Portas: ___________m2 
Calcular área com descontos: ____________ m2 
15% a mais para recortes e furos: ___________m2 
Metragem definida p/ compra de azulejos______m2 
Informar tipo de Argamassa: ____________ 
Informar quantidade de argamassa:___________sacos (20 kg) 
 
2 – Um vestiário de um campo de futebol mede 10 m de cumprimento por 
6 de largura. Levando em consideração que a altura das paredes é de 3,5 
m. Considerando ainda que neste vestiário existem 5 janelas quadradas e 
que um lado desta janela mede 0,80 m e uma porta de 0,80 por 2,10 m. 
Calcule o seguinte orçamento: 
 
Valor mão de Obra: ___________________ 
Metragem de piso + 10%: _____________ 
Metragem de azulejo + 10%: ___________ 
Quant. De argamassas Piso _____________ 
Quant. De argamassas Parede:___________ 
 
Sugestão: Realizar uma pratica de elaboração de 
Orçamento utilizando um ambiente real, podendo ser uma 
sala de aula ou um laboratório. 
 
 
 
 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
76 
 
ORÇAMENTO QUANTITATIVO 
 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
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 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
78 
 
Modelo de Projeto Arquitetônico para analise em sala de Aula 
 
 
 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
79 
 
CAPITULO 6 
 
 
 Tipos de Assentamento 
 
 Passo a Passo do Assentamento Azulejo 
 
 Passo a Passo do Assentamento Piso 
 
 Dicionário Técnico 
 
 Bibliografias de Referências 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 APLICADOR DEREVESTIMENTO CERÂMICO 
80 
 
TIPOS DE ASSENTAMENTO PISOS E AZULEJOS 
Convencional: 
Neste tipo de assentamento as juntas ficam alinhadas. É o tipo de revestimento 
mais utilizado, haja vista a economia na execução e por ser a forma que causa 
o menor desperdício de material e ainda existe as questões de estética. 
 
 
 
 
Por amarração: Assentamento com juntas amarradas tipo “tijolinho” em 15% 
com juntas desencontradas ou 50% da lateral da cerâmica. Não 
recomendado para produtos com grandes dimensões. 
 
 
 
 
 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
81 
 
Diagonal: Revestimento assentado em diagonal, muito utilizado com a 
finalidade de corrigir ambientes não esquadrejados. 
 
Existem três formas de efetuar este tipo de assentamento: 
 
Iniciando do Centro do ambiente 
 
 
Iniciando do meio da lateral selecionada do 
ambiente. 
 
 
 
 
 
 
Iniciando do canto selecionado do ambiente. 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
82 
 
 
O revestimento em mosaico confere charme ao ambiente e estão sendo muito 
utilizados para decorar muitos espaços como churrasqueiras, hall de entrada, 
banheiros. Estes espaços recebem muito bem o revestimento em mosaico com 
todas as opções que temos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
83 
 
PASSO A PASSO PARA REVESTIMENTO EM PAREDE 
 
1 – Verificar as ferramentas e EPIs necessários; 
 
 
2 – Fazer uma limpeza no local; verificar definição de cantos. 
 
 
3 – Realizar diagnósticos de base; 
 
 
 
 
 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
84 
 
4 – Executar a galga nas paredes na vertical a fim de definir o ponto (ponto de 
nível), no qual o assentamento possa ser iniciado de maneira que as peças 
terminem inteiras na parte superior da parede (salvo em caso de exceções). 
 
 
5 – Anotar pontos de nível em todas as paredes; 
6 – Verificar pontos de recortes e definir local para inicio do assentamento 
(Verificar a Paginação). 
7 – fixar a linha ou régua de assentamento e iniciar a atividade. 
 
 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
85 
 
PASSO A PASSO PARA REVESTIMENTO EM PISO 
 
1 – Verificar as ferramentas e EPIs necessários; 
 
 
2 – Fazer uma limpeza no local; verificar definição de cantos. 
 
 
3 – Realizar diagnósticos de base; 
4 – Galgar a fim de definir problemas dimensionais (paginação). 
 
 
 
 
 
 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
86 
 
5 – Definir parede principal e parede secundária. 
6 – Definir ponto de esquadro e fixar linhas perpendiculares; 
 
7 – Verificar planejamento das cerâmicas e iniciar a atividade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
87 
 
 
 
Dicionário Técnico: 
 
Absorção de Água: Capacidade que um corpo tem de absorver água por 
capilaridade, expressa em g/cm2. 
Aderência: Capacidade de uma argamassa se ligar a uma superfície ou promover a 
ligação entre dois materiais (ex. substrato e placa cerâmica). 
Antiderrapante (coeficiente de atrito):Quanto mais áspero e rugoso o piso for maior 
é a resistência ao escorregamento e maior o seu coeficiente de atrito. Segundo as 
normas, um piso é considerado antiderrapante quando o coeficiente for maior do que 
0,4. 
Alvenaria: Conjunto de elementos (tijolos ou blocos) unidos entre si com argamassa. 
Argamassa Colante: Mistura constituída de aglomerantes hidráulicos, agregados 
minerais e aditivos, que possibilita, quando preparada em obra com a adição exclusiva 
de água, a formação de uma pasta viscosa, plástica e aderente. 
Base/Substrato: Substrato constituído por superfície plana de paredes, pisos e tetos, 
sobre o qual é aplicada a argamassa. 
Bloco cerâmico: Elemento unitário de uma alvenaria (estrutura ou vedação), 
constituído pela mistura de argila, queimado a temperaturas adequadas, sem atingir 
vitrificação. 
Bloco de concreto celular: Elemento unitário de uma alvenaria, constituído pela 
mistura de concreto leve, autoclavado. 
Bloco Silicocalcário: Elemento unitário de uma alvenaria (estrutural ou vedação), 
constituído pela mistura de cal e agregados, finos de natureza predominantemente 
quartzosa. 
Capilaridade: Medida da quantidade de água que absorve uma argamassa. Quanto 
menor for a capilaridade, mais impermeável será a argamassa. 
Chapisco: Camada de preparo de base, com a finalidade de uniformizar a superfície 
quanto à absorção e melhorar a aderência do revestimento ao substrato. 
Contrapiso: Camada de argamassa de cimento e areia destinada a regularizar 
imperfeições de nivelamento do piso. 
 
 
 
Cura: 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
88 
 
 Por hidratação normal: é o procedimento utilizado para manter a água de 
amassamento de uma argamassa preservada, após o lançamento, evitando, 
assim, a evaporação e o aparecimento de trincas, superficiais, garantindo que 
o cimento seja todo hidratado. 
 Por hidratação (úmida): é uma ação que deve ser tomada para evitar a 
evaporação precoce de água utilizada no amassamento. Essa água é 
essencial para a hidratação do cimento. Esse processo permite uma secagem 
adequada da argamassa, resultando em um desempenho melhor. Inicia-se 
logo que a argamassa tenha resistência tal que a textura dada pelo 
acabamento não fique prejudicada ou alterada. Inicia-se a cura úmida, pela 
colocação de sacos de estopa, de aniagem, panos de algodão ou de camada 
de areia de aproximadamente 3 cm de espessura, mantidos permanentemente 
umedecidos durante, pelo menos, três dias. 
 Por carbonação: é o processo de endurecimento da cal contida nas 
argamassas, que acontece pelo contato do revestimento com o dióxido de 
carbono do ar(CO2). 
 
Densidade de massa aparente: Relação entre a massa de determinada quantidade 
de argamassa colante no estado seco e solto e o seu volume. 
 
Desempenado: Acabamento liso obtido quando a argamassa é sarrafeada com régua 
e posteriormente alisada com desempenadeira. 
 
Deslizamento: Deslocamento vertical sofrido por uma placa cerâmica, sob ação de 
seu próprio peso, aplicada sobre argamassa colante ainda fresca. 
 
Drywall: Sistema construtivo de paredes internas e forros, que consiste na 
combinação de estruturas em perfis de aço galvanizado revestidos por placas de 
gesso para drywall. 
 
Emboço: Camada de revestimento em argamassa com a função de regularizar a 
base, propiciando uma superfície que permita receber uma camada de reboco ou de 
revestimento decorativo (textura, argamassa decorativa, cerâmicas, pinturas, etc.). 
Engobe: Substância encontrada no tardoz (verso) de placas cerâmicas, geralmente 
pulverulentas e de cor branca, que causam uma barreira entre a placa cerâmica e a 
argamassa colante, impedindo a aderência da placa à argamassa. 
EPIs: Segundo o Ministério do trabalho e Emprego (MTE), na Norma regulamentadora 
6 (NR 6), da portaria 3.214, considera-se Equipamento de Proteção Individual (EPI) 
todo dispositivo ou produto, de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado á 
proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho. A NR 6 
estabelece as disposições legais relativas aos EPIs. O texto completo da NR 6 
encontra-se disponível no site do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Os EPIs 
devem possuirCertificado de Aprovação de Equipamentos de Proteção Individual. 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
89 
 
Fachada: Qualquer das faces externas de um edifício, sendo a fachada principal a 
que está voltada para a rua. 
Fissura: Abertura ocasionada por ruptura de um material ou componente, com 
espessura máxima inferior ou igual a 0,5 mm. 
Flexibilidade: Propriedade da argamassa de suportar deformações provocadas por 
tensões sem ruptura. 
Grés Retificado: É uma variação de placa cerâmica que, após sua queima, recebe a 
retificação. Esse processo torna todas as placas do mesmo tamanho (monocalibre). 
Placas monocalibres permitem um assentamento quase sem juntas (chamado 
assentamento com junta seca). Essa informação é fornecida pelo fabricante da placa 
cerâmica, podendo variar conforme o fabricante. 
Gretamento: refere-se às fissuras da superfície esmaltada, similares a um fio de 
cabelo. 
Impermeabilidade: Propriedade de um produto de ser impermeável. A sua 
determinação está associada a uma pressão-limite convencionada em ensaio 
específico. 
Impermeabilização: É um processo de proteção destinado a preservar a construção 
contra os efeitos da umidade e de vapores, sejam eles provenientes do solo ou das 
chuvas. A impermeabilização deve ser prevista desde a fase de projeto de uma obra. 
Infiltração: Penetração de água nos componentes da construção por capilaridade ou 
percolação, na forma liquida, através de fissuras ou dos poros do material não 
impermeabilizado. 
 
Juntas: 
 JUNTA DE ASSENTAMENTO 
Chamamos junta de assentamento ao espaço regular existente entre duas placas 
cerâmicas adjacentes. As juntas entre peças são muito importantes porque absorvem 
parte das deformações do revestimento cerâmico, permitem que as diferenças 
dimensionais entre peças ou placas sejam compensadas e facilitam eventuais trocas 
de placas cerâmicas evitando que outras sejam danificadas. A largura das juntas deve 
ser feita conforme recomendação do fabricante da placa cerâmica. 
 JUNTA DE DESSOLIDARIZAÇÃO 
É o espaço regular, cuja função é subdividir o revestimento do piso, para aliviar tensões 
provocadas pela movimentação da base ou do próprio revestimento. Situada em 
mudanças de planos (quinas de paredes tanto internas quanto externas) e perímetro 
das áreas revestidas. 
 JUNTA DE MOVIMENTAÇÃO 
É o espaço regular que define divisões da superfície revestida com placas cerâmicas. 
Sua função é permitir o alívio de tensões originadas pela movimentação da base onde 
é aplicado o revestimento ou pela própria expansão das placas cerâmicas. 
 JUNTA ESTRUTURAL 
É o espaço regular entre estruturas cuja função é aliviar tensões provocadas 
pela movimentação do concreto. 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
90 
 
M2: Unidade de medida de superfície de uma área, obtida através a multiplicação de 
duas dimensões: Largura (B) x altura (C). 
M3: Unidade de um volume, obtida através da multiplicação de três dimensões: altura 
(A) x largura (B) x profundidade (C). 
M.C.a.: Medida de pressão equivalente à pressão exercida por uma coluna de água de 
1 metro de altura. 
Microfissura: Abertura ocasionada por ruptura de um material ou componente com 
espessura inferior a 0,05 mm. 
MPa: Abreviação de unidade de tensão MegaPascal, 1 MPa= 10kgf/cm2. Na pratica, 
por exemplo, isso significa que uma argamassa com resistência de aderência igual a 1 
MPa resiste a uma tensão de 10kgf/cm2 (dez quilogramas forças por centímetro 
quadrado). 
Newton: Unidade de força do Sistema internacional (SI) necessário para imprimir a 
uma massa de 1 kg a aceleração de 1 m/s2 (um metro por segundo ao quadrado). 
 
Pascal: Unidade de pressão do SI, igual a 1 N/m2 (um Newton por metro quadrado). 
Pastilhas de Porcelana: Conjunto de elemento porcelânico de pequenas dimensões, 
de alta dureza, baixo índice de absorção de água (ffi 0,5%), permite aplicação em 
piscinas e fachadas. Geralmente, as pastilhas de porcelana são fornecidas em placas 
(colocadas em papel kraft ou unidas com ponto de cola). No mercado, encontram-se 
dois tipos de acabamento: natural e esmaltado. 
Pastilhas de vidro: Conjunto de elementos de vidro de pequenas dimensões. Por sua 
versatilidade e tributos plásticos, é uma boa escolha para criar um diferencial estético 
nos ambientes. Atualmente existem vários acabamentos: Translúcidos, transparentes, 
mutações (miscelânea). Bordas especiais para acabamento nos cantos vivos. 
Patologia: Nomenclatura técnica para um problema ou defeito ocorrido em uma 
construção. O estudo das patologias de uma construção deve ser executado por um 
técnico especialista no assunto, com o objetivo de identificar a causa do problema 
ocorrido e indicar o tratamento, visando á recuperação da área atingida. 
Pei: Índice que mede a resistência ao desgaste (resistência á abrasão) provocada 
pela movimentação de objetos e tráfego de pessoas. É o PEI que indica onde uma 
cerâmica pode ser usada. PEI significa (em português) instituto de Esmalte para 
Porcelana. 
PH: Medida da acidez que vai de 0 a 14 O pH=7 indica um meio neutro (água pura); o 
cimento é alcalino: pH= 12; os ácidos têm pH mais baixos. 
Placa Cerâmica: Elemento unitário, na forma de placas, utilizado na construção civil 
para revestimento de paredes, pisos, bancadas e piscinas de ambientes internos e 
externos. Recebe designação como azulejo, pastilhas, porcelanato, grés, lajota, piso, 
etc. 
Porcelanato: É uma variação de placa cerâmica, com processo de fabricação e 
matérias primas diferenciadas, que resulta em um produto com baixa absorção de 
água (menos de 0,5%). Também conhecido como grés porcelânico ou grés 
porcelanato. Possui três tipos de acabamento. 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
91 
 
 Polido: Após a queima, o produto recebe em sua superfície polimento, 
resultando em uma aparência vitrificada. Mais sensível a manchas e riscos. 
 Natural: feito de massa porcelânica, sem esmalte ou acabamento. 
 Esmaltado: tem tardoz de massa porcelânica, recebe uma camada de esmalte 
especial na superfície antes da queima. 
 
Queimado: Executar o alisamento da superfície desempenada com desempenadeira 
metálica. 
Reboco: Camada de revestimento utilizada para cobrimento do emboço, propiciando 
uma superfície que permita receber o revestimento decorativo ou que se constitua no 
acabamento final. 
Refratário (tijolos/placas): Elemento para revestimento ou assentamento, com a 
finalidade de suportar temperaturas, elevadas nas condições especificas, utilizados em 
churrasqueiras, lareiras e fornos. 
Resistência à Abrasão: A resistência ao desgaste superficial em placas cerâmicas 
esmaltadas (PEI) pode ser dividida em seis grupos. E essa não é a única 
característica importante a ser considerada na indicação adequada das placas 
cerâmicas. Obs.: No caso de produtos extrudados (não-prensados), o método para 
verificar a resistência à abrasão é o de abrasão profunda, e não o método PEI. 
Resistência a ataques químicos: É obrigatória, em qualquer placa cerâmica, a 
resistência a ataques químicos de produtos de limpeza domésticos. 
Resistência a manchas (limpabilidade): Indica a facilidade de limpeza das placas 
cerâmicas. 
Resistência ao gelo: Em regiões frias, a água penetra nos poros da placa cerâmica e, 
ao congelar, aumenta de volume, danificando a placa. É uma característica que 
depende muito da absorção de água. 
Resistência Mecânica: Propriedade da placa de resistir ao peso e/ou à força sobre 
ela. Depende tanto do material quanto da espessura da placa. 
Resistência de aderência à tração: Resistência à ruptura por tração, em 
determinada idade e condições de cura do conjunto constituído por substrato-padrão, 
argamassa colante endurecida e placa cerâmica. 
Revestimentoem camada única: Revestimento de um único tipo de argamassa 
aplicado sobre a base de revestimento, em uma ou mais demãos. 
Sarrafeado: Acabamento áspero obtido quando a argamassa é regularizada somente 
com réguas. 
Substrato-padrão: Placa de concreto armado com determinada composição, 
dimensões, absorção e resistência, destinada a servir como base, ou suporte, nos 
ensaios de argamassa colante industrializadas. 
 
Tardoz: Face da placa cerâmica que fica em contato com a argamassa de 
assentamento. 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
92 
 
Tempo de ajustabilidade: Tempo disponível para corrigir a posição da peça depois 
de seu assentamento, sem perda significativa das resistências finais. 
Tempo de utilização: Tempo durante o qual a argamassa pode ser utilizada, após 
sua mistura. 
Tempo em aberto: Maior intervalo de tempo para o qual uma placa cerâmica pode ser 
assentada sobre a pasta de argamassa colante, a qual proporcionará, após um 
período de cura, resistência à tração simples ou direta. 
Traço da argamassa: Proporção de cada material a ser utilizado em uma argamassa 
ou concreto. Essa proporção pode ser especificada tanto em volume quanto em peso. 
Trinca: Abertura ocasionada por ruptura de um material ou componente com 
espessura a superior a 0,5 mm e inferior a 1 mm 
 
 
 
Bibliografias de referências 
 
Guia Weber – 2013 
NR 6 – Equipamento de proteção individual - Aprovada pela Portaria nº 25/2001 
NBR 14081 – Classificação das Argamassas Colantes 
NBR 14992 – Classificação das Argamassas para Rejunte 
NBR 13749 – Diagnósticos de base 
NBR 13753 – Tipos de base áreas internas e externas 
NBR 13754 e 13755 – Tipos de bases internas e externas 
NBR 13818 – Classificação dos Revestimentos Cerãmicos 
A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) 
 
 
 
 
 
 
 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
93 
 
 
 
 
MARINGÁ - PARANÁ 
Setor: CONSTRUÇÃO CIVIL 
Coordenador: 
 Eudes Maiquel Figueiredo de Alencar 
 
Conteúdo: 
 Devanir Aparecido Costa 
 Técnico de Ensino Jr 
 
Data de Elaboração: 26.02.2014 
 
 SENAI 
 SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIALTipos de Assentamento.................................................................................................80 
Assentamento Convencional.........................................................................................80 
Assentamento Amarração.............................................................................................80 
Assentamento Diagonal................................................................................................81 
Assentamento Mozaico.................................................................................................82 
Passo a Passo do Assentamento Azulejo.....................................................................83 
Passo a Passo do Assentamento Piso..........................................................................85 
Dicionário Técnico.........................................................................................................87 
Bibliografias de referências................................................................................92 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
7 
 
Definição Profissional 
 
 
O Aplicador de Revestimento Cerâmico é o profissional 
da Construção Civil que executa revestimentos em 
paredes, pisos, muros e outras partes de edificações com 
ladrilhos, pastilhas, cerâmicas ou material similar, 
obedecendo às prescrições das normas técnicas e de 
segurança no trabalho e adotando práticas ambientalmente 
corretas. Pode trabalhar em obras novas ou em reformas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
8 
 
CAPITULO 01 
 
 Equipamento Proteção Individual – NR6 
 Principais EPIs utilizado pelo aplicador de 
Revestimento Cerâmico 
 Acidente de Trabalho 
 Exercícios sobre NR6 
 Lista de Ferramentas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
9 
 
NORMA REGULAMENTADORA 6 - NR 6 
EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL – EPI 
 
 
6.1 Para os fins de aplicação desta Norma Regulamentadora - NR, considera-
se Equipamento de Proteção Individual - EPI, todo dispositivo ou produto, de 
uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado à proteção de riscos 
suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho. 
6.1.1 Entende-se como Equipamento Conjugado de Proteção Individual, todo 
aquele composto por vários dispositivos, que o fabricante tenha associado 
contra um ou mais riscos que possam ocorrer simultaneamente e que sejam 
suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho. 
6.2 O equipamento de proteção individual, de fabricação nacional ou 
importado, só poderá ser posto à venda ou utilizado com a indicação do 
Certificado de Aprovação - CA, expedido pelo órgão nacional competente em 
matéria de segurança e saúde no trabalho do Ministério do Trabalho e 
Emprego. 
6.3 A empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, EPI 
adequado ao risco, em perfeito estado de conservação e funcionamento, nas 
seguintes circunstâncias: 
a) sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção 
contra os riscos de acidentes do trabalho ou de doenças profissionais e do 
trabalho; 
 b) enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas; e, 
c) para atender a situações de emergência. 
6.4 Atendidas as peculiaridades de cada atividade profissional, e observado o 
disposto no item 6.3, o empregador deve fornecer aos trabalhadores os EPI 
adequados, de acordo com o disposto no ANEXO I desta NR. 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
10 
 
6.5 Compete ao Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em 
Medicina do Trabalho – SESMT, ouvida a Comissão Interna de Prevenção de 
Acidentes - CIPA e trabalhadores usuários, recomendar ao empregador o EPI 
adequado ao risco existente em determinada atividade.(alterado pela Portaria 
SIT/DSST 194/2010) 
6.5.1 Nas empresas desobrigadas a constituir SESMT, cabe ao empregador 
selecionar o EPI adequado ao risco, mediante orientação de profissional 
tecnicamente habilitado, ouvida a CIPA ou, na falta desta, o designado e 
trabalhadores usuários. (alterado pela Portaria SIT/DSST 194/2010) 
 
6.6.1 Cabe ao empregador quanto ao EPI : 
a) adquirir o adequado ao risco de cada atividade; 
b) exigir seu uso; 
c) fornecer ao trabalhador somente o aprovado pelo órgão nacional competente 
em matéria de segurança e saúde no trabalho; 
d) orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado, guarda e 
conservação; 
e) substituir imediatamente, quando danificado ou extraviado; 
f) responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica; e, 
g) comunicar ao MTE qualquer irregularidade observada. h) registrar o seu 
fornecimento ao trabalhador, podendo ser adotados livros, fichas ou sistema 
eletrônico. (Inserida pela Portaria SIT/DSST 107/2009) 
6.7 Responsabilidades do trabalhador. (alterado pela Portaria SIT/DSST 
194/2010) 
 
6.7.1 Cabe ao empregado quanto ao EPI: 
a) usar, utilizando-o apenas para a finalidade a que se destina; 
b) responsabilizar-se pela guarda e conservação; 
c) comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para 
uso; e, 
d) cumprir as determinações do empregador sobre o uso adequado. 
6.9.3 Todo EPI deverá apresentar em caracteres indeléveis e bem visíveis, o 
nome comercial da empresa fabricante, o lote de fabricação e o número do CA, 
ou, no caso de EPI importado, o nome do importador, o lote de fabricação e o 
número do CA. 
 
http://www.normaslegais.com.br/legislacao/portariasit194_2010.htm
http://www.normaslegais.com.br/legislacao/portariasit194_2010.htm
http://www.normaslegais.com.br/legislacao/portariasit194_2010.htm
http://www.normaslegais.com.br/legislacao/portariasit107_2009.htm
http://www.normaslegais.com.br/legislacao/portariasit194_2010.htm
http://www.normaslegais.com.br/legislacao/portariasit194_2010.htm
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
11 
 
6.11.1 Cabe ao órgão nacional competente em matéria de segurança e 
saúde no trabalho: 
a) cadastrar o fabricante ou importador de EPI; 
b) receber e examinar a documentação para emitir ou renovar o CA de EPI; 
c) estabelecer, quando necessário, os regulamentos técnicos para ensaios de 
EPI; 
d) emitir ou renovar o CA e o cadastro de fabricante ou importador; 
e) fiscalizar a qualidade do EPI; 
f) suspender o cadastramento da empresa fabricante ou importadora; e, 
g) cancelar o CA. 
 
Conheça os principais EPIs utilizados por um aplicador de Revestimento 
Cerâmico e suas formas de utilização: 
Respirador Purificador de Ar: Serve como proteção contra pó, poeira, névoas 
ou resíduos que possam irritar as vias aéreas ou o aparelho respiratório. 
Dica de uso: Avalie o formato, a fixação e adequação do aparelho ao rosto do 
trabalhador. 
Óculos de Proteção: Serve para proteger os olhos do profissional contra 
impacto de partículas e objetos. 
Dica de uso: Os óculos dever estar bem adaptados ao rosto do trabalhador. 
Pode-se também utilizar óculos de grau com lentes endurecidas. 
Protetor Auricular: Serve para proteger os ouvidos e seus órgãos internos de 
ruídos que possam agredir, irritar e ou prejudicar a saúde do trabalhador. 
Dica de Uso: É muito importante que o protetor esteja bem limpo para evitar 
infecções, principalmente no cado de protetores de uso interno. 
Capacete: Serve para proteger a cabeça do trabalhador contra impactos de 
objetos sobre o crânio. Existem capacetes com aba total e com aba frontal. O 
tamanho é único e a regulagem é atravésda sua tira. 
Dica de Uso: Conferir com atenção se o capacete está bem ajustado na 
cabeça para que não saia do lugar, não caia e não provoque dores de cabeça 
nem desconforto. 
Calçados de Segurança: Servem para proteger os pés do trabalhador contra 
ferimentos, escoriações e queda de objetos. 
Dica de uso: É preciso que sejam adequados e se adaptem aos pés de forma 
correta (conferir numeração). Deve-se experimentar o calçado antes e limpá-lo 
com regularidade para evitar possíveis problemas de pele. 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
12 
 
Luvas: Servem para proteger as mãos na utilização e aplicação de todos os 
produtos. 
Dica de uso: Devem ser utilizadas luvas de tamanho adequado. Como em 
todos os outros EPIs, é necessário que se faça a higiene adequada. 
 
SEGURANÇA NAS ALTURAS: Para trabalhos em alturas, além dos EPIs já 
descritos, se faz necessário utilizar também cinto de segurança, trava-quedas, 
cordas, etc. Equipamentos individuais que fornecerão proteção adequada ao 
tipo de serviço a ser executado. Veja a seguir alguns equipamentos e sua 
utilidade. 
Cordas de segurança: Para suportar a queda livre de uma pessoa, é utilizada 
em conjunto com mosquetões e freios. 
Trava-quedas: Proteção em trabalhos executados com deslocamento vertical, 
destinado a travar a movimentação do cinturão caso ocorra uma queda. 
Cinto de segurança: O cinto tipo paraquedista com cinturão abdominal deve 
ser utilizado em conjunto com talabarte – a ser conectado nas argolas laterais 
para posicionamento de trabalho, ou dispositivos trava-quedas, nos pontos de 
ancoragem dorsal e/ou frontal. 
Talabarte – aplicação: Para posicionamento no serviço, nas argolas laterais do 
cinto de segurança tipo paraquedista (pode ser posicionado na frente ou atrás). 
Mosquetão – aplicação: Trava o cinto de segurança ao talabarte limitando a 
possibilidade de queda. 
A utilização correta dos EPIs no desempenho da atividade protege o individuo 
contra riscos suscetíveis a ocorrência do acidente de trabalho. 
ACIDENTE DO TRABALHO 
O acidente do trabalho é aquele ocorrido no exercício da função do trabalhador 
no seu local de trabalho, acarretando lesão física ou de natureza psicológica, e 
fazendo com que o operário perca temporariamente ou de forma permanente 
sua capacidade laboral, podendo ainda levar até a morte do obreiro. 
Na concepção de Ayres e Corrêa (2011, p. 1), “considera-se acidente do 
trabalho o infortúnio decorrente do trabalho, que se enquadre na definição 
legal”. 
O artigo 19 da Lei n° 8.213/91, conceitua acidente de trabalho nos seguintes 
termos: 
Art. 19. Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço 
da empresa ou pelo exercício do trabalho dos segurados no inciso VII do art. 
11 desta Lei, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a 
morte ou a perda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o 
trabalho (BRASIL, 1991). 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
13 
 
 
Exercícios sobre NR6 (EPIs). 
 
1– O significa EPI de acordo com a norma – NR 6? E qual a sua função? 
 
 
 
2 – Qual documento legal que estabelece as disposições relativas aos 
Equipamentos de Proteção Individual (EPIs)? 
 
 
 
3 – Quem é o responsável em recomendar ao empregador o EPI adequado 
ao risco existente em uma determinada atividade? 
 
 
 
4 – Quais são os principais EPIs que devem ser utilizados por um 
azulejista no desempenho da sua função? 
 
 
5 – Cite 3 obrigações do empregador quanto a utilização do EPI? 
 
 
 
6 -O que é um Equipamento Conjugado de Proteção Individual? 
 
 
 
7–Cite um exemplo de Equipamento Conjugado de Proteção Individual? 
 
 
 
8- Quem deve fornecer o EPI e em que condições? 
 
 
 
9 – O significa EPC? E qual a sua função? 
 
 
10 – Cite três equipamentos de proteção coletiva – EPC 
 
 
Múltipla escolha 
 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
14 
 
1 – Os equipamentos de Proteção só podem ser colocados à venda, 
comercializado ou ate mesmo utilizado quando possuir o CA – Certificado 
de Aprovação. Por qual órgão competente o CA é expedido? 
a - Corpo de bombeiros; 
b - MTE – Ministério do trabalho e emprego e INMETRO; 
 c - Secretaria de Obras do município; 
 d - CIPA; 
 e - SESMT. 
 
2 – Se tratando de EPI, qual a obrigação do fabricante ao comercializar o 
produto? 
a) Substituí-lo quando for extraviado ou danificado; 
b) Responsabilizar-se pela qualidade e bom funcionamento do EPI; 
padrão que deu origem ao Certificado de Aprovação (CA); 
c) Treinar o trabalhador para usar o equipamento de proteção individual; 
d) Decidir qual EPI será utilizado; 
e) Fazer com que o funcionário utilize o equipamento. 
 
3 - Marque a alternativa que contém apenas EPI’s: 
 a - fita sinalização / grade metálica dobrável / cone sinalização 
b - cone /capacete/ banqueta isolante; 
 c - luvas / óculos / protetor auricular; 
d - protetor facial / cone / fita sinalização; 
e - respirador de fuga / óculos / banqueta isolante. 
 
4 -Marque a alternativa que contém apenas EPC’s: 
a) fita sinalização / grade metálica dobrável / cone de sinalização 
b) cone de sinalização /capacete/ banqueta isolante; 
c) capuz / óculos / respirador de fuga; 
d) protetor facial / cone / fita sinalização; 
e) Todas as alternativas anteriores. 
 
5 - Luvas devem ser usadas em atividades que tenham riscos de: 
 a) Material e objetos aquecidos; 
 b) Agentes biológicos; 
 c) Materiais escoriantes e abrasivos; 
 d) Frio; 
 e) Todas as alternativas estão corretas. 
 
 
EQUIPAMENTOS & FERRAMENTAS 
 É muito importante que o assentador, antes de iniciar os trabalhos de 
colocação da cerâmica, certifique-se de que possui todas as ferramentas e 
equipamentos essenciais para o assentamento, de forma a poupar tempo e 
trabalho durante a execução dos serviços. As ferramentas e equipamentos 
necessários à execução dos serviços. Conheça a relação das principais 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
15 
 
Ferramentas e materiais de consumo, utilizados por um aplicador de 
Revestimento Cerâmico no desempenho da função: 
ARGAMASSEIRA 
BLOCOS DE ESPUMA 
BROCHA 
COLHER DE PEDREIRO 
DESEMPENADEIRA DE REJUNTE 
DESEMPENADEIRA DENTADA 08 MM – 10 MM – RAIO 10 MM 
ESCADA 
ESPÁTULA 
ESQUADRO 
EXTENSÃO DE ENERGIA 
FURADEIRA 
LAPIS DE CARPINTEIRO 
LINHA DE PEDREIRO 
MANGUEIRA DE NÍVEL 
MAQUINA DE CORTE MANUAL 
MARRETA DE BORRACHA 
MARRETA DE FERRO (250g) 
NÍVEL DE MÃO 
PONTEIRA 
PREGO DO AÇO 
PREGOS 15 X 21 
PRUMO 
REGUA DE ALUMINIO 2 M 
SERRA MARMORE (OBS: Verificar o disco correto). 
TALHADEIRA 
TRENA 5m 
TURQUESA PEQUENA (CORTES COMPLEXO) 
VANGA 
VASSOURA 
 
 
 
 
 
 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
16 
 
CAPITULO 02 
 
 
 
 Chapisco, emboço e Reboco 
 Revestimento em Camada única 
 Tipos de Juntas 
 Sistema de Revestimento em pisos e paredes 
 Etapas do Revestimento 
 Diagnóstico de Parede 
 Diagnóstico de Pisos 
 
 
 
 
 
 
 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
17 
 
CHAPISCO, EMBOÇO E REBOCO: DEFINIÇÃO GERAL 
 
 
 
Chapisco 
Aplica-se o chapisco com a finalidade de deixar a superfície mais áspera e 
serve como ancoragem para o revestimento posterior, facilitando assim a 
aderência do emboço à superfície a ser revestida. 
 
Há quatro tipos de chapiscos mais conhecidos: 
Chapisco Rolado – Esse tipo de chapisco é aplicado com o rolo de textura e é 
adicionado à argamassa um aditivo que tem por finalidade amelhoria da 
aderência. 
Chapisco Industrializado – Esse tipo de chapisco é usado geralmente em 
bases de baixíssima absorção e é aplicado com rolo de textura e, algumas 
vezes, com uma desempenadeira dentada. 
Chapisco Convencional – Pode ser aplicado com uma colher de pedreiro, por 
lançamentos ou com o auxílio de uma peneira. 
Chapisco com Pedra Britada – É usada em decoração de muros e paredes 
externas. A argamassa utilizada é constituída por areia, cimento, pedra britada 
e água. Pode-se adicionar pequena quantidade de cal. 
 
 
 
 
 
 
 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
18 
 
Emboço 
O emboço, também chamado de reboco grosso, é diretamente aplicado sobre 
o chapisco. Depois de pronto, o emboço deve apresentar uma superfície plana 
e áspera para facilitar a aderência do reboco quando ele for aplicado. O 
emboço deve ser sarrafeado com régua. 
 
Atualmente, devido ao uso das argamassas industrializadas, o emboço faz 
também o papel de reboco. Assim, o seu acabamento pode ser feito com 
desempenadeira de feltro. 
A espessura do emboço não deve ultrapassar 2,5 cm em áreas internas e 3 cm 
em áreas externas. A argamassa mista para o revestimento interno deve ter o 
traço de 1:2:8. Para revestimento externo, deve ter 1:2:6. Essa é uma norma 
padrão, que pode ser usada quando não houver orientação de um engenheiro 
responsável pela obra. Caso contrário, siga as instruções do engenheiro. 
 
Reboco 
É uma camada fina de argamassa, aplicada sobre o emboço para dar melhor 
aspecto à superfície de revestimento. Sua espessura fica em torno de 5 mm, 
por isso também é conhecida como massa fina. Com o uso da argamassa 
industrializada, essa camada é eliminada. 
 
 
 
 
 
 
http://construfacilrj.com/wp-content/uploads/2013/07/chapisco-emboco-reboco.jpg
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
19 
 
Revestimento em camada única 
Esse revestimento, também chamado “emboço único” ou “emboço paulista”, ou 
ainda “massa única”, é feito somente com chapisco e emboço, eliminando-se o 
reboco e deixando-se a superfície do emboço mais lisa para receber a pintura. 
Nesse caso, o emboço é desempenado, isto é, alisado com desempenadeira. A 
aparência final ficará mais grosseira do que quando se usa o reboco porque o 
emboço possui areia média na sua composição, ao passo que o reboco é feito 
com areia peneirada. Quando se usa o emboço único é provável também que 
se “gaste mais” com a pintura, para encobrir a maior aspereza da sua 
superfície. 
Por isso este sistema é utilizado nos casos em que a maior aspereza do 
revestimento não é tão importante (muros ou paredes de áreas de serviço 
externas, por exemplo) ou tão percebida, como no caso das fachadas. Para 
ambientes internos onde a aparência e a lisura das paredes são importantes 
(salas, quartos, ambientes sociais internos) é mais conveniente usar o 
revestimento em três camadas. 
O emboço único também pode ser vantajoso quando é feito com argamassas 
industrializadas, pois elas têm na sua composição areias de granulometria 
mais fina e dão um acabamento final que é equivalente ao do reboco 
convencional. 
 
 
 
Tipos de Juntas 
 
As construções, de uma maneira geral, sofrem muito com as variações de 
temperatura (frio, calor, umidade, vento) e também com as sobrecargas. 
Consequentemente o revestimento também está submetido a tensões que 
chamamos de “movimentação”. 
Para aliviar estes esforços impostos ao revestimento cerâmico, os projetistas 
devem prever formas de absorver ou aliviar esta movimentação, para evitar o 
destacamento da cerâmica. Uma forma de aliviar esta tensão é prever juntas 
no sistema de revestimento cerâmico. As juntas podem ser classificadas como: 
 
 
 
 
 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
20 
 
JUNTA DE ASSENTAMENTO 
 
Chamamos junta de assentamento ao espaço regular existente entre duas 
placas cerâmicas adjacentes. As juntas entre peças são muito importantes 
porque absorvem parte das deformações do revestimento cerâmico, permitem 
que as diferenças dimensionais entre peças ou placas sejam compensadas e 
facilitam eventuais trocas de placas cerâmicas evitando que outras sejam 
danificadas. A largura das juntas deve ser feita conforme recomendação do 
fabricante da placa cerâmica. 
Material de enchimento: rejuntamento cimentício conforme NBR 14.992:2003, 
ou rejuntamento epóxi. 
 
De acordo com NBR 13753:1996 junta de assentamento é o espaço regular 
entre duas placas cerâmicas adjacentes. Não é recomendado assentar 
produtos com junta seca, pois as juntas de assentamento permitem: 
Compensar pequenas variações dimensionais e facilitam o alinhamento entre 
as peças; Melhoria da estética, tornando o assentamento harmonioso; Evitar o 
acúmulo de sujeira e água, que prejudicam a estética e higienização; 
Dilatações por efeito da variação de temperatura ou absorção de umidade, 
visando evitar destacamentos; Facilidade para troca pontual de peças caso 
seja necessário. 
Tipologia 
Junta de 
assentamento 
Largura Mínima 
Monoporosa (Retificada e Não Retificada) 1,5 mm 
Grês Fachada 7,5 x 7,5 cm 3,0 mm 
Grês Fachada 10 x 10 cm 5,0 mm 
Semi-Grês e Grês 5,0 mm 
Porcelanato Técnico 1,5 mm 
Porcelanato Esmaltado Retificado 2,0 mm 
Porcelanato Esmaltado Não Retificado 5,0 mm 
Deck-Ecowood 10,0 mm 
 
 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
21 
 
JUNTA DE DESSOLIDARIZAÇÃO 
É o espaço regular, cuja função é subdividir o revestimento do piso, para aliviar 
tensões provocadas pela movimentação da base ou do próprio revestimento. 
Situada em mudanças de planos (quinas de paredes tanto internas quanto 
externas) e perímetro das áreas revestidas. 
 
 
JUNTA DE MOVIMENTAÇÃO 
É o espaço regular que define divisões da superfície revestida com placas 
cerâmicas. Sua função é permitir o alívio de tensões originadas pela 
movimentação da base onde é aplicado o revestimento ou pela própria 
expansão das placas cerâmicas. 
 
 
JUNTA ESTRUTURAL 
É o espaço regular entre estruturas cuja função é aliviar tensões provocadas 
pela movimentação do concreto. 
 
Nota: As descrições acima são baseadas na NBR 13.753, 13.754 e 13.755. 
Estas descrições são apenas recomendações orientativas e não substituem a 
necessidade de um projeto específico para cada obra, que deve ser executado 
por um projetista habilitado e responsável pelo especificação do revestimento. 
 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
22 
 
O sistema de revestimento em pisos e paredes 
Entenda-se como revestimento cerâmico o conjunto formado por placas 
cerâmicas + argamassa colante + argamassa de rejuntamento. 
O revestimento de um piso ou de uma parede deve ser tratado como um 
sistema, composto pelo conjunto do revestimento cerâmico (placa cerâmica + 
argamassa colante + argamassa de rejuntamento) e por todas as camadas 
anteriores até a base. 
O mesmo acontece nos revestimentos de mármores, granitos, porcelanatos, 
pastilhas e pedras naturais rústicas. 
Sistema de Revestimento 
 
 
 
 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
23 
 
As etapas do revestimento 
 
Para a execução do revestimento de um piso ou parede, podemos classificar 
os trabalhos a serem feitos em duas etapas: o planejamento e a execução. 
 
PLANEJAMENTO 
O planejamento é sempre necessário para executar um bom revestimento em 
piso ou parede. É nesta etapa que podemos detectar e solucionar possíveis 
erros, evitando problemas futuros. A correção de qualquer item, após o 
assentamento das placas de revestimentos,gera um atraso no cronograma da 
obra e mostra que o custo final de uma atividade não planejada pode ser muito 
superior ao custo de uma atividade planejada. 
 
Listamos, a seguir, alguns itens que devem ser levados em conta em um 
planejamento: 
 
 Faça o analise do Projeto (caso exista); 
 Faça o diagnósticos das bases (pisos e paredes); 
 Faça a especificação correta da cerâmica; 
 Faça a especificação correta da argamassa Colante; 
 Faça a especificação correta do rejunte; 
 Faça um projeto de paginação; 
 Faça a verificação dos pontos de furos e recortes. 
 Faça a galga a fim de definir ponto de nível e analise de prumo e 
esquadro. 
 
 
 
 
 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
24 
 
Como fazer o diagnóstico da base (paredes) 
 
 
PLANEZA 
 
Verifique a planeza da base, utilizando uma régua retilínea com 2m de 
comprimento. Os desvios não devem ser maiores que 3mm em relação à 
régua. Se em 1m² os defeitos não excederem a 20% são considerados 
generalizados, neste caso faça a correção pontual deste desvio. Se os defeitos 
excederem estes limites são considerados generalizados, e a melhor 
recomendação é refazer este emboço. 
ADERÊNCIA DO EMBOÇO 
 
Verifique se a base não apresenta som de cavo (oco) ao ser percutida com um 
martelo. As áreas soltas deverão ser refeitas. 
PRESENÇA DE UMIDADE 
 
A superfície não pode apresentar umidade por capilaridade. Caso ocorra esse 
tipo de umidade, é necessária a realização de um tratamento apropriado, antes 
da execução dos trabalhos de assentamento. 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
25 
 
PRUMO 
 
Verifique o prumo da base, utilizando um nível de prumo. 
DUREZA 
 
Verifique a dureza da superfície em diferentes pontos com um prego. A base é 
resistente se o risco for superficial. Lembre-se que a base deve apresentar 
resistência compatível com os esforços a que estará submetida. 
CORREÇÕES 
 
Se uma base não for suficientemente resistente aos esforços a que estará 
submetida, deve-se eliminá-la e refazê-la para aplicação da argamassa 
colante. 
LIMPEZA 
 
As bases devem estar sempre limpas, sem pó, óleo, tinta ou qualquer outra 
substância que impeça a boa aderência da argamassa colante. 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
26 
 
 
A base de concreto deverá ser escovada (escova de aço), depois eliminar por 
lavagem de alta pressão tudo o que possa prejudicar a aderência: óleo, 
desformantes, resíduos de cimento, hidrófugos de superfície. 
 
POROSIDADE 
 
Se a água escorrer sobre a base, ela tem baixa absorção. Se a água é 
absorvida rapidamente sobre a base, ela é muito absorvente. Nesse caso, 
molhe a base antes de iniciar a aplicação. 
 
Assentamentos executados diretamente sobre concreto, blocos vazados de 
concreto, blocos sílico-calcários e blocos de concreto celular deverão ser 
previamente umedecidos e não se deve saturá-los momentos antes da 
aplicação. 
 
 
 
 
 
 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
27 
 
Como fazer o diagnóstico da base (pisos). 
 
PLANEZA 
 
Verifique a planeza da base, utilizando uma régua retilínea com 2m de 
comprimento. Os desvios não devem ser maiores que 3mm em relação à 
régua. 
 
DUREZA 
 
Verificar a dureza da superfície em diferentes pontos com um prego. A base é 
resistente se o risco for superficial. Lembrando que a base deve apresentar 
resistência compatível com os esforços a que estará submetida. 
 
 
 
 
 
 
 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
28 
 
POROSIDADE 
 
Se a água demorar a ser absorvida pela base, ela tem baixa absorção. Se a 
água for absorvida rapidamente, ela é muito absorvente. Molhar a base muito 
absorvente antes de iniciar o assentamento, sem saturá-la. 
 
CAIMENTO 
 
O caimento de cada ambiente deve estar direcionado para a porta de saída ou 
para o ralo, de acordo com a necessidade do local. Lajes de cobertura devem 
ser executadas com caimento mínimo de 1,5%. 
 
ADERÊNCIA DO CONTRAPISO 
 
Verifique se a base não apresenta som de cavo (oco) ao ser percutida com um 
martelo. As áreas soltas deverão ser refeitas. Verifique se as retrações próprias 
do cimento e possíveis fissuras estão estabilizadas. 
 
 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
29 
 
CORREÇÕES 
 
Se uma base não for suficientemente resistente aos esforços a que estará 
submetida, deve-se eliminá-la e refazê-la para aplicação da argamassa 
colante. 
 
 
LIMPEZA 
 
As bases devem estar sempre limpas, sem pó, óleo, tinta ou qualquer outra 
substância que impeça a boa aderência da argamassa colante. 
 
A base de concreto deverá ser escovada (escova de aço), depois eliminar por 
lavagem de alta pressão tudo o que possa prejudicar a aderência: óleo, 
desformantes, resíduos de cimento, hidrófugos de superfície. 
 
 
 
 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
30 
 
CAPITULO 03 
 
 Processo de fabricação das placas cerâmicas 
 Classificação das placas Cerâmicas 
 Definições Técnicas 
 Rotulagem 
 Exercício 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
31 
 
Processo de fabricação de placas cerâmicas 
 
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. 
A cerâmica de revestimento é uma mistura de argila e outras matérias-primas 
inorgânicas, queimadas em altas temperaturas, utilizada em larga escala 
pela Arquitetura. Sua aplicação com esses fins teve início com as civilizações 
do Oriente Próximo e Ásia. 
Na arquitetura europeia, a cerâmica de revestimento se fez presente desde que 
os primeiros edifícios de tijolo ou pedra foram erguidos. O seu uso na 
arquitetura foi dirigido tanto a um apelo decorativo, quanto prático. Em razão 
de suas características o azulejo torna as residências mais frescas e reduz os 
custos de conservação e manutenção, já que é refratário à ação do sol e 
impede a corrosão das paredes pela umidade. 
As limitações iniciais da técnica vêm sendo superadas pela descoberta e 
implantação de novos usos e processos, determinados, basicamente, pela 
pesquisa e adoção de mudanças tecnológicas, por exemplo, na bitola e no 
formato das peças, nos métodos de queima, no tamanho e tipo de fornos, nas 
técnicas de esmaltação, entre outros. 
 
Aplicação e uso 
A placa cerâmica pode ser utilizada para os revestimentos de pisos, paredes, 
na forma de azulejos, ladrilhos e pastilhas, tanto em ambientes residenciais, 
públicos e comerciais como em industriais. 
O desempenho técnico do material explica suas vantagens de uso: 
 proteção contra infiltrações externas; 
 maior conforto térmico no interior das edificações; 
 boa resistência às intempéries e à maresia; 
 proteção mecânica de grande durabilidade; 
 longa vida útil; 
 fácil limpeza e manutenção. 
 
 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Argila
http://pt.wikipedia.org/wiki/Arquitetura
http://pt.wikipedia.org/wiki/Oriente_Pr%C3%B3ximo
http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81sia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Azulejo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Corros%C3%A3o
http://pt.wikipedia.org/wiki/Bitola
http://pt.wikipedia.org/wiki/Esmalte_(subst%C3%A2ncia)
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
32 
 
O assentamento se encontra hoje fora do controle da indústria, estandomais 
ligado aos prestadores de serviços independentes. No entanto, quaisquer 
falhas no assentamento, refletem-se negativamente na indústria e na imagem 
geral do produto cerâmico. 
Alguns dos principais defeitos relacionados ao assentamento malfeito e a 
outros fatores do processo são: 
 eflorescência; ocorre pela dilatação/retração do contrapiso e pela falta de 
junta ou outros fatores distintos; 
 destacamento; acontece quando o esmalte se rompe devido à 
incompatibilidade de dilatação entre a base e o esmalte, agravada pela 
variação de umidade e temperatura; 
 gretamento; desgaste prematuro do esmalte. 
 
Pré-producão 
A pré-produção equivale a primeira etapa do processo de fabricação 
da cerâmica de revestimento. Esta etapa consiste na extração da matéria-
prima necessária para preparação das massas (pasta homogênea com um 
conteúdo predefinido de água, que alimentará as maquinas de conformação no 
processo produtivo), bem como seu armazenamento e estocagem. 
 
Extração da matéria-prima 
Para a produção da cerâmica de revestimento, utilizam-se matérias-
primas classificadas como plásticas e não-plásticas. 
As principais matérias-primas plásticas são: 
 argilas plásticas (queima branca ou clara); 
 argilas fundentes (queima vermelha); 
 caulim. 
Dentre as matérias não-plásticas, destacam-se: 
 filitos; 
 fundentes feldspáticos; 
 talco; 
 carbonatos. 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Efloresc%C3%AAncia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Destacamento
http://pt.wikipedia.org/wiki/Gretamento
http://pt.wikipedia.org/wiki/Argilas_pl%C3%A1sticas
http://pt.wikipedia.org/wiki/Argilas_fundentes
http://pt.wikipedia.org/wiki/Caulim
http://pt.wikipedia.org/wiki/Filito
http://pt.wikipedia.org/wiki/Fundente_feldsp%C3%A1tico
http://pt.wikipedia.org/wiki/Talco
http://pt.wikipedia.org/wiki/Carbonatos
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
33 
 
Cada matéria-prima exerce uma função específica durante o processo 
produtivo, porém as plásticas são essenciais na fase de conformação, pois 
fornecem à massa a plasticidade necessária, para se obter um revestimento de 
alta qualidade mecânica. Já os materiais não-plásticos, atuam principalmente 
na fase do processamento térmico e nas misturas com argilas, para a produção 
da massa. 
 
Armazenamento e estocagem das matérias-primas 
As matérias-primas são transportadas do local de extração, sendo 
descarregadas e armazenadas em depósito, descoberto ou coberto, em lotes 
separados segundo o tipo das mesmas. O sazonamento a céu aberto das 
argilas, atua de forma mais positiva no tratamento. O processo de 
intemperismo alivia as tensões nos produtos conformados, auxiliando na 
plasticidade, na trabalhabilidade da argila e na homogeneização e distribuição 
da umidade nas massas. As matérias-primas devem ser desagregadas ou 
moídas, classificadas de acordo com a granulometria e muitas vezes também 
purificadas. 
 
Produção 
O processo de produção da Cerâmica de Revestimento é bastante 
automatizado, utilizando equipamentos de última geração, mas existe 
interferência humana nas atividades de controle do processo, inspeção da 
qualidade do produto acabado, armazenagem e expedição. 
 
Preparação dos materiais 
Os materiais utilizados para a fabricação da cerâmica de revestimento são: 
 O pó, que constitui o produto resultante da fase da preparação das massas; 
 As fritas ou esmalte, que é uma cobertura vitrificada impermeável aplicada 
no biscoito. 
 
 
 
 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Fritas
http://pt.wikipedia.org/wiki/Esmalte
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
34 
 
Massa para conformação por extrusão 
Consiste em uma pasta homogênea com um conteúdo predefinido de água (em 
torno de 15%), a qual irá imediatamente alimentar a extrusora. A massa é 
introduzida na extrusora e através da aplicação de uma pressão é empurrada 
por uma abertura devidamente modelada de maneira, a reproduzir a seção 
transversal do revestimento. A extrusora é dotada de uma câmara a vácuo para 
facilitar a desareação da massa, na qual sai em uma fita contínua e é cortada 
conforme o tamanho especificado do revestimento. 
 
 
Massa para conformação por prensagem 
Consiste em um pó com predefinida distribuição granulométrica e com um 
conteúdo predefinido de água (entorno de 4 a 6%). A prensagem consiste na 
compactação do pó sobre um molde, através da pressão de um punção, que 
pressiona para reassentar e colocar os grãos da massa em íntimo contato, 
resultando assim, em um produto compactado e cru. 
 
Conformação do produto final 
Os principais materiais de ingresso nesta etapa do processo produtivo são a 
pasta ou o pó, dependendo do tipo de conformação. O revestimento “verde” 
formado nesta etapa possui praticamente a mesma umidade da massa de 
ingresso. 
 
Secagem 
A secagem do produto moldado assegura a integridade e regularidade 
dimensional do produto, prevenindo quebras e distorções. O material 
proveniente das máquinas de conformação é seco, passando a conter 1% de 
água. 
Os tipos de secadores mais difundidos são os de funcionamento através de ar 
quente. O ar quente é utilizado para favorecer a difusão da água de dentro para 
fora e para a evaporação da água da superfície da peça. 
 
 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Homog%C3%AAnea
http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81gua
http://pt.wikipedia.org/wiki/Extrusora
http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Granulom%C3%A9trica&action=edit&redlink=1
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
35 
 
Queima 
Na etapa de queima o revestimento adquire características mecânicas 
adequadas e estabilidade química para as diversas utilizações. 
Existem dois processos principais de queima: monoqueima e biqueima: 
 A monoqueima é um procedimento na qual são queimados, 
simultaneamente, a base e o esmalte, em temperaturas que giram em torno 
de 1000ºC a 1200ºC. Esse processo determina maior ligação do esmalte ao 
suporte (base), conferindo-lhe melhor resistência à abrasão superficial, 
dependendo das características técnicas do esmalte aderido e maior 
resistência mecânica à flexão. A baixa ou alta absorção de água depende 
do produto produzido, pois pode-se ter tanto um porcelanato esmaltado e 
queimado nas condições de monoqueima, com um %Aa de 0,05, quanto 
uma monoporosa que tem %Aa acima de 10%. 
 A biqueima é o processo mais obsoleto, no qual o tratamento térmico é 
dado apenas ao esmalte, pois o suporte já foi queimado anteriormente. 
Uma outra técnica utilizada hoje por algumas empresas é a terceira queima, 
que consiste em criar efeitos de decoração sobre o esmalte já queimado e 
recolocá-lo no forno sob temperaturas mais baixas, para obter o design 
definitivo. 
 
Seleção e embalagem 
A seleção elimina peças defeituosas e distribui os revestimentos provenientes 
do setor de queima, em lotes homogêneos por tipo, tonalidade cromática e 
pelos calibres. Depois são embalados em caixas de papelão e destinados as 
lojas para comercialização. Os revestimentos cerâmicos recebem a 
nomenclatura A, B, C, D, conforme os defeitos. Os produtos B, C, D são 
respectivamente, 15%, 40% e 60% mais baratos que o produto A. 
 
Descarte 
Em quase todo o processo de fabricação da cerâmica de revestimento, há 
algum tipo de descarte de resíduo, sendo este não mais reutilizado. Na 
indústria brasileira de revestimentos cerâmicos o volume de material 
descartado por quebra representa em média 3% de toda produção nacional. 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Qu%C3%ADmica
http://pt.wikipedia.org/wiki/Esmalte
http://pt.wikipedia.org/wiki/Forno
http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Tonalidade_crom%C3%A1tica&action=edit&redlink=1
http://pt.wikipedia.org/wiki/CalibresAPLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
36 
 
O que não pode ser nem reutilizado e nem reciclado, é despejado em lixos 
urbanos, mais ou menos autorizados, ou mesmo dispersos no ambiente. No 
caso dos despejos em centros legais de processamento de lixo, os produtos 
eliminados devem ser devidamente recolhidos e transportados, bem como 
devem ser tratados aqueles que apresentarem substâncias tóxicas ou nocivas. 
Alguns esmaltes utilizados no processo de fabricação da cerâmica contêm 
metais pesados como chumbo e cádmio, e se a frita utilizada for à base de 
sódio, solubiliza-se em presença de água e pode contaminar o solo. 
 
Reaproveitamento da quebra 
Ao longo dos últimos anos, vários estudos e testes foram promovidos, visando 
a reutilização dos cacos gerados no processo. A presença do esmalte cerâmico 
queimado e tonalidades da massa impediram o seu uso. A massa cerâmica 
evoluiu na sua formulação e novos testes foram feitos permitindo a adição do 
caco (quebra) moído em percentuais reduzidos, que juntado a um trabalho 
constante de redução das quebras nos fornos, a curto prazo permitirá 
incorporar toda a quebra novamente no processo. O Sistema de moagem e 
Reaproveitamento da quebra é isto: uma central para onde é deslocada toda a 
quebra gerada nos processos de produção das Cerâmicas. São utilizados 
equipamentos para a britagem destas quebras (conjunto de britadores primário 
e secundário), reduzindo a pó a quebra gerada nos mais diversos formatos e 
dimensões. Este pó é reutilizado na formulação da massa em percentuais que 
não interferem na qualidade do produto final. 
 
Reciclagem 
A reciclagem da cerâmica de revestimento é possível através da 
reutilização dos resíduos sólidos da fabricação. Os resíduos originários do 
processamento do azulejo, através da biqueima, constituem peças finas, 
porosas e frágeis. São reciclados para a moagem a úmido, onde são 
misturados a outras matérias primas para a obtenção da massa cerâmica. 
O chamote de pavimentos gresificados é o resíduo sólido do processo de 
fabricação do revestimento cerâmico, descartado por quebras ou defeitos 
visuais e dimensionais, que inviabilizam sua utilização. A cerâmica já 
queimada não é biodegradável por reagir ao calor ou à chuva, tendo como 
única saída ecologicamente correta a reciclagem. Os resíduos de 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lixos_urbanos
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lixos_urbanos
http://pt.wikipedia.org/wiki/Azulejo
http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Pavimentos_gresificados&action=edit&redlink=1
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
37 
 
pavimentos gressificados passam por um processo mais complicado de 
reciclagem, por terem características mais resistentes e maior densidade 
devido ao processo de monoqueima onde as peças são queimadas até 
1220ºC. Métodos inovadores de reciclagem de pavimentos gressificados 
utilizam o chamote moído a seco, transformado em pó, e depois misturado à 
massa cerâmica, num índice de reutilização de 3% dos resíduos. 
A reciclagem diminui o impacto ambiental e os custos de produção das 
empresas caem, pois os próprios resíduos são reutilizados como matéria-
prima, retornando ao início do ciclo de produção da cerâmica de revestimento. 
 
Design cerâmico 
O design cerâmico trata desde a conformação do produto em si (composição 
da pasta, tipo de queima,acabamentos) a sua aparência 
superficial (desenhos, tendências). 
O desenvolvimento da técnica e da sensibilidade estética aplicada ao material 
aliados a inerente capacidade decorativa das superfícies cerâmicas criou uma 
gama variada de padrões e motivos, texturas e efeitos. 
A integração da cerâmica ao Design Industrial moderno e contemporâneo tem 
ampliado os efeitos práticos e semânticos deste produto, gerando superfícies 
com resultados visuais cada vez mais atrativos e tecnicamente corretos, em um 
sem número de possibilidades. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Reciclagem
http://pt.wikipedia.org/wiki/Design
http://pt.wikipedia.org/wiki/Est%C3%A9tica
http://pt.wikipedia.org/wiki/Design_Industrial
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
38 
 
Classificação das placas cerâmicas 
NBR 13817 – 13818/1997 
DESCRIÇÃO DAS CARACTERÍSTICAS 
As placas cerâmicas para revestimento têm características próprias, 
determinadas por seu processo produtivo. Por isso é muito importante 
conhecer as principais delas. 
Escolha produtos que atendam às normas técnicas e sigam as informações 
fornecidas pelos fabricantes nos catálogos e embalagens, lembrando os 
seguintes itens: 
Definições Técnicas: 
1 - Absorção de Água 
Um dos parâmetros de classificação das placas cerâmicas é a absorção de 
água, que tem influência direta sobre outras propriedades do produto. A 
resistência mecânica do produto, por exemplo, é tanto maior, quanto mais 
baixa for a absorção. Influi diretamente na resistência mecânica, resistência ao 
gelo e ao impacto. Quanto menor a porosidade, menor será a absorção de 
água. 
Após a queima o produto cerâmico apresenta pequenos espaços entre as 
partículas de minerais que o compõe, denominados poros. A quantidade de 
poros que a massa (biscoito) apresenta é o que determina o nível de absorção 
de água. A massa será classificada pelas normas técnicas de acordo com a 
absorção. 
Classificação dos Grupos de Absorção de Água conforme ISO 13006. 
 
 
O conhecimento do grupo de absorção de um revestimento é um dado 
importante para a especificação (escolha do produto adequado) para aplicação 
correta em piscinas, fachadas, câmaras frigoríficas, saunas, áreas externas, 
regiões frias, etc. 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
39 
 
IMPORTANTE: Independente do uso que será dado à placa cerâmica, o grupo 
de absorção é tão importante que deve vir impresso na embalagem, por 
requisito da 
A informação sobre o Grupo de Absorção deve estar presente na embalagem 
do produto e é de fundamental importância para que o consumidor selecione 
produtos que se adeqüem às suas necessidades, entre eles, o local onde será 
assentado. Para locais mais úmidos, como banheiros, por exemplo, 
recomenda-se a utilização de revestimentos com absorção de água menor e 
vice-versa. 
É importante ressaltar que as placas cerâmicas classificadas como BIII, com 
absorção de água acima de 10%, são recomendadas para serem utilizadas 
como revestimento de parede (azulejo), justamente por possuírem alta 
absorção e, portanto, resistência mecânica reduzida. 
2 - Resistência a abração: 
Os revestimentos cerâmicos também são classificados segundo teste de 
resistência do esmalte da peça ao desgaste por abrasão. Essa classificação é 
conhecida como Índice PEI, onde são indicados os ambientes mais adequados 
para sua aplicação. 
PEI 1: Produto recomendado para ambientes residenciais onde se caminha 
geralmente com chinelos ou pés descalços. Exemplo: banheiros. 
PEI 2: Produto recomendado para ambientes residenciais onde se caminha 
geralmente com chinelos e sapatos. Exemplo: Quartos. 
PEI 3: Produto recomendado para ambientes residenciais onde se caminha 
geralmente com alguma quantidade de sujeira abrasiva que não seja areia e 
outros materiais de dureza maior que areia (todas as dependências 
residenciais). 
PEI 4: Produto recomendado para ambientes residenciais (todas as 
dependências) e comerciais com baixo tráfego. Exemplo: residências, lojas, 
consultórios e outros. 
PEI 5: Produto recomendado para ambientes residenciais e comerciais com 
tráfego muito elevado. Exemplo: restaurantes, churrascarias, lanchonetes, 
lojas, bancos, entradas, corredores, exposições abertas ao público, consultório, 
outras dependências. Este PEI é o único que não permite trilhas de desgaste.*Os valores de PEI indicados servem apenas como referência. Durante a 
especificação devem ser consideradas as condições de uso como: limpeza do 
ambiente, intensidade de tráfego e tipo de solado. 
Obs.: toda placa cerâmica de revestimento deve apresentar expansão por 
umidade menor ou igual a 0,6mm/m ou 0,06%. 
 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
40 
 
3 - Resistência a manchas (limpabilidade) 
Indica a facilidade de limpeza das placas cerâmicas em 5 níveis: 
As classes, em ordem crescente de resistência, são: 
 
Manchamento 
Classificação Definição 
1 Impossibilidade de remoção de manchas. 
2 Mancha removível com ácido clorídrico diluído. 
3 Mancha removível com produto á base de amoníaco 
4 Mancha removível com produto fraco (detergente). 
5 Máxima facilidade na remoção de manchas 
 
4 – Resistência ao Escorregamento 
A resistência ao escorregamento indica a segurança que o usuário possui ao 
caminhar pela superfície, principalmente em presença de água, óleo ou qualquer 
outra substância. O teste ao escorregamento é medido pelo coeficiente de atrito. 
COEFICIENTE DE ATRITO 
Valor Indicações 
Características Básicas das 
Superfícies 
 0,7 
Para áreas externas em aclive ou 
declive 
Rústica não esmaltada; 
Esmaltada especial 
 
 
 
 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
41 
 
 
5 – Dilatação Térmica e Expansão por umidade. 
A expansão pode ocorrer por dilatação térmica ou por expansão por umidade. A 
dilatação térmica ocorre principalmente em lugares sujeitos a aquecimentos 
como lareiras e churrasqueiras. A expansão por umidade ocorre com maior 
intensidade em lugares com altos índices de umidade, como banheiros e 
piscinas. 
O coeficiente de expansão térmica linear para revestimentos cerâmicos está 
entre 4x10-6 e 10x10 -6 0C e a expansão por umidade tem valor máximo 
aceitável de 0.6mm/m. 
 
6 - Resistência ao Gretamento 
O termo "gretamento" refere-se às fissuras da superfície esmaltada, similares a 
um fio de cabelo. Seu formato é, geralmente, circular, ou espiral, ou em forma 
de teia de aranha e é resultante da diferença de dilatação entre a massa e o 
esmalte. O ideal é que a massa dilate menos do que o esmalte. 
A tendência ao gretamento é medida submetendo a placa cerâmica a uma 
pressão de vapor de cinco atmosferas, ou seja, a uma pressão cinco vezes 
maior que a pressão normal, por um período de duas horas. 
Esse processo acelerado reproduz a EPU (Expansão por Umidade) que a 
placa sofrerá ao longo dos anos, depois de assentada. 
As figuras abaixo exemplificam o que acontece com o esmalte da peça quando 
ocorre o gretamento. 
 
 
 
Exemplos de Gretamento 
 
 
 
 
 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
42 
 
Identificações Nas Embalagens (Rotulagem) 
De acordo com a Norma, as informações que devem estar presentes na 
embalagem do produto são: 
1 - Marca do fabricante ou marca comercial e o país de origem; 
2 - Identificação da qualidade do produto (extra ou comercial); 
3 - Tipo de placa cerâmica (grupo de classificação) e referência às Normas 
NBR 13.818 e ISO 13.006; 
4 - Tamanho nominal, dimensão de fabricação e formato modular ou não 
modular da peça; 
5 - Natureza da superfície, com um dos seguintes códigos: GL – esmaltado 
(glazed) ou UGL – não esmaltado (unglazed); 
6 - Classe de abrasão (PEI); 
7 - Nome ou código de fabricação do produto; 
8 - Tonalidade; 
9 - Código de rastreamento do produto (por exemplo: data de fabricação, turno, 
lote de fabricação, etc); 
10 - Número de peças por caixa; 
11 - Metros quadrados cobertos pelas placas; 
12 - Especificação de uma junta pelo fabricante. 
A ausência de informações, principalmente daquelas relacionadas a aspectos 
técnicos do produto, pode levar o consumidor a adquirir produtos que não 
sejam adequados às suas necessidades. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
43 
 
EXERCÍCIO 
 
O Proprietário de uma casa com 836 m2 de área construída, lhe contrata para 
fazer todo o revestimento em sua casa, e como já havia gastado basicamente 
todo recurso na construção, decide colocar apenas azulejos e pisos comuns 
em sua casa. Porém ele gostaria que fossem revestimentos resistentes e 
apropriados para cada um dos ambientes. Como ele não possui nenhum 
conhecimento sobre os tipos de revestimentos existentes, ele deixa na sua 
responsabilidade a indicação das peças corretas. 
 
Com base nos tipos de ambientes informados abaixo, preencha a tabela na 
pagina seguinte informando o PEI, Coeficiente de Absorção de Água e 
Coeficiente de atrito dos revestimentos escolhidos para cada um dos 
ambientes citados. 
 
TIPOS DE AMBIENTES EXISTENTES NA RESIDÊNCIA: 
 
 4 suítes sendo 02 com hidromassagem 
 Sala de TV 
 Sala de Jantar 
 Jardim de inverno 
 Escritório 
 Cozinha 
 Edícula com churrasqueira 
 Garagem para quatro carros 
 Piscina 
 
OBS: Gostaria de colocar o mesmo piso em todo quintal com exceção a área 
permeável e área da piscina. 
 
 
 
 
 
 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
44 
 
 
AMBIENTE 
 
PEI 
 
COEFICIENTE 
ABSORÇÃO 
 
COEFICIENTE 
ATRITO 
Banheiro com Hidro 
Banheiro simples 
Quartos 
Sala de TV 
Sala de Jantar 
Jardim de Inverno 
Escritório 
Cozinha 
Edícula 
Garagem 
Piscina 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
45 
 
CAPITULO 04 
 
 História das Argamassas 
 Classificação das Argamassas Colantes 
 Designação Normalizada 
 Requisitos 
 Argamassa Colante ACI 
 Argamassa Colante ACII 
 Argamassa Colante ACIII 
 Argamassa Colante Específica 
 Tipos de desempenadeira 
 Preparo e aplicação 
 Validade e estocagem 
 Calculo de consumo de Argamassa de Rejunte 
 Causas de Patologias em Argamassas e Rejunte 
 Exercícios sobre Argamassas Colantes 
 
 
 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
46 
 
Histórico das Argamassas 
• No início, era utilizado o “bolão” – mistura simples de cimento e areia • Nos 
anos 50, na Europa, surgem as primeiras argamassas colantes prontas do 
mercado – bastava apenas acrescentar água • No Brasil, a primeira fábrica de 
argamassa colante surgiu em 1971, mas o produto passou a ser utilizado mais 
expressivamente a partir da década de 80. 
 
Classificação das Argamassas Colantes - NBR 14081 
Argamassa colante industrializada para assentamento de placas 
cerâmicas – Requisitos 
A ABNT NBR 14081 foi elaborada no Comitê Brasileiro de Cimento, Concreto e 
Agregados (ABNT/CB-18), pela Comissão de Estudo de Argamassa Colante 
(CE-18:406.04). O Projeto circulou em Consulta Nacional conforme Edital nº 
04, de 30.04.2004, com o número Projeto NBR 14081. 
 
Objetivo 
Esta Norma fixa os requisitos exigíveis para argamassas colantes 
industrializadas destinadas ao assentamento de placas cerâmicas pelo método 
de camada fina. 
Definições 
Para os efeitos desta Norma, aplicam-se as seguintes definições: 
argamassa colante industrializada: Produto industrial, no estado seco, 
composto de cimento Portland, agregados minerais e aditivos químicos, que, 
quando misturado com água, forma uma massa viscosa, plástica e aderente, 
empregada no assentamentode placas cerâmicas para revestimento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
47 
 
Designação normalizada 
As argamassas colantes industrializadas são designadas pela sigla AC, 
seguida dos algarismos romanos I, II ou III, acrescidos da letra E, quando 
aplicável, indicativos de seu tipo. 
 
Requisitos 
As argamassas colantes industrializadas devem atender aos requisitos 
estabelecidos na tabela 1. 
Tabela — Requisitos de argamassa colante 
Propriedade 
Método de 
ensaio 
Unida
de 
Argamassa colante Industrializada 
ACI ACII ACIII E 
Tempo em aberto ABNT NBR 
14083 
min  15  20  20 
Argamassa do 
tipo I, II ou III, 
com tempo em 
aberto 
estendido em 
no mínimo 10 
min do 
especificado 
nesta tabela. 
Resistência de aderência à 
tração aos 28 dias em 
cura normal 
cura submersa 
cura em estufa 
ABNT NBR 
14084 
 
MPa 
MPa 
MPa 
 
 0,5 
 0,5 
- 
 
 0,5 
 0,5 
 0,5 
 
 1,0 
 1,0 
 1,0 
Deslizamento1) ABNT NBR 
14085 
mm  0,7  0,7  0,7 
1) O ensaio de deslizamento não é necessário para argamassa utilizada em aplicações 
com revestimento horizontal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
48 
 
ARGAMASSA COLANTE DO TIPO AC1 
 
Indicada para: 
Assentar cerâmicas até 45 cm x 45 cm em paredes e pisos de áreas internas 
Bases para aplicação: 
Emboço e argamassa de contrapiso sarrafeados ou desempenados, curados 
há pelo menos 14 dias 
Alvenarias com mais de 14 dias, de blocos vazados de concreto, blocos 
silicocalcários ou de concreto celular, desde que utilizadas para o revestimento 
de áreas internas, conforme norma técnica NBR 13.754 
Concreto curado há mais de 180 dias. Se curado há 28 dias, 
utilize ARGAMASSA ACIII. 
 
LIMITAÇÕES DE USO 
Não indicada para: 
Áreas externas. 
Piscinas e saunas. 
Estufas e pisos aquecidos. 
Porcelanatos e cerâmicas com absorção de água menor que 3%. 
Churrasqueiras, lareiras, frigoríficos e bases com pinturas ou qualquer 
substância que possa impedir a boa aderência do ARGAMASSA AC1. 
 
 
 
 
CARACTERIZAÇÃO DO PRODUTO 
Composição: cimento, agregados e aditivos químicos especiais. 
Cor: Cinza 
DESEMPENHO DO PRODUTO 
ARGAMASSA AC1 (Cinza): 
Aderência: 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
49 
 
cura normal = 0,6 MPa 
cura submersa em água = 0,6 MPa 
Tempo em Aberto: 15 minutos 
Deslizamento: 0,7mm 
Argamassa colante industrializada, classificada conforme NBR 14.081 tipo 
ACI. 
*Esses valores foram obtidos em ensaios realizados em laboratório, utilizando 
os revestimentos para os quais a argamassa é indicada, podendo variar em 
função das condições de aplicação. 
 
 
 
CONSUMO 
Área da Cerâmica: 
Até 400 cm² = ± 4,0 kg / m² 
De 400 até 900 cm² = ± 4,5 kg / m² 
Maior que 900 cm² = ± 7,5 kg / m² 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
50 
 
ARGAMASSA COLANTE DO TIPO ACII 
 
Indicada para: 
Assentar cerâmicas até 45 cm x 45 cm em paredes e pisos de áreas internas e 
externas. 
Revestimentos cerâmicos em fachadas e em piscinas residenciais não 
aquecidas até 20 cm x 20 cm e absorção de água de 3% a 6%. 
Dimensões dos revestimentos: até 45 cm x 45 cm. 
 
Bases para aplicação: 
Emboço e argamassa de contrapiso sarrafeados ou desempenados, curados 
há pelo menos 14 dias 
Alvenarias com mais de 14 dias, de blocos vazados de concreto, blocos 
silicocalcários ou de concreto celular, desde que utilizadas para o revestimento 
de áreas internas, conforme norma técnica NBR 13.754 
Concreto curado há mais de 180 dias. Se curado há 28 dias, 
utilize ARGAMASSA ACIII. 
 
LIMITAÇÕES DE USO 
Não indicada para: 
Churrasqueiras, lareiras, frigoríficos, saunas, pisos aquecidos, estufas e 
revestimentos especiais. 
Cerâmicas do tipo porcelanato; 
Ceramicas com absorção de água menor que 3%. 
Bases com pinturas ou qualquer substâncias que possa impedir a boa 
aderência da ACII. 
 
 
CARACTERIZAÇÃO DO PRODUTO 
Composição: cimento, agregados e aditivos químicos especiais. 
 Cor: Cinza 
DESEMPENHO DO PRODUTO 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
51 
 
ARGAMASSA ACII: 
Aderência: 
cura normal = 0,5 MPa 
cura submersa em água = 0,5 MPa 
Tempo em Aberto: 20 minutos 
Deslizamento: 0,7mm 
Argamassa colante industrializada flexível tipo ACII, classificada 
conforme NBR 14.081 
*Esses valores foram obtidos em ensaios realizados em laboratório, utilizando 
os revestimentos para os quais a argamassa é indicada, podendo variar em 
função das condições de aplicação. 
 
CONSUMO 
Área da Cerâmica: 
Até 400 cm² = ± 3,5 kg / m² 
De 400 até 900 cm² = ± 4,5 kg / m² 
Maior que 900 cm² = ± 8 kg / m² 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
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ARGAMASSA COLANTE DO TIPO ACIII 
Indicada para: 
Assentar revestimentos cerâmicos em áreas internas e externas. 
Paredes internas, pisos internos e externos, inclusive em áreas de tráfego 
intenso em cerâmicas até 80 cm x 80 cm. 
Revestimentos cerâmicos em fachadas até 20 cm x 20cm e absorção de água 
de 0,5% a 6%. 
Piscinas residenciais ou comerciais, aquecidas ou não. 
Saunas úmidas ou secas e pisos aquecidos até 70ºC. 
Porcelanatos em áreas internas até 60 cm x 60 cm. 
Pastilhas de porcelana. 
Bases para aplicação: 
Concreto novo com mais de 28 dias. 
Emboço e argamassa de contrapiso sarrafeados ou desempenados, curados 
há pelo menos 14 dias. 
Alvenarias com mais de 14 dias, de blocos vazados de concreto, blocos 
silicocalcários ou de concreto celular, desde que utilizadas para o revestimento 
de áreas internas, conforme norma técnica NBR 13.754. 
Cerâmicas em placas de gesso a cartonado. 
LIMITAÇÕES DE USO 
Não indicada para: 
Churrasqueiras, lareiras, frigoríficos, bases com pintura ou qualquer substância 
que possa impedir a boa aderência da ARGAMASSA ACIII. 
CONSUMO 
Área da Cerâmica: 
Até 400 cm² = ± 4 kg / m² 
De 400 até 900 cm² = ± 4,5 kg / m² 
Maior que 900 cm² = ± 8,5 kg / m² 
ANTES DE APLICAR 
Verifique a temperatura de trabalho: 
do ar ambiente: de 510ºC a 30ºC 
da superfície da base: de 10ºC a 23ºC 
 APLICADOR DE REVESTIMENTO CERÂMICO 
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Para proteger os revestimentos de dilatações, utilize juntas de assentamento, 
movimentação, dessolidarização e juntas estruturais determinadas pelo 
projetista responsável ou pelo fornecedor das placas. 
O verso das placas a serem aplicadas deve estar seco, limpo, livre de poeiras, 
resíduos ou películas que impeçam o contato da argamassa colante. 
Proteja peças de alumínio. 
Verifique suas ferramentas de trabalho 
Utilize EPIs 
No caso de aplicações sobre revestimentos antigos, certifique-se de que estão 
secos, firmes e regulares, sem defeitos de planeza. Utilize Produtos para 
lavagem, detergente ou solventes minerais em casos de óleos e graxas. 
 
ARGAMASSAS COLANTES - ESPECÍFICAS 
 
Os assentamentos de cerâmicos não contemplados pelas argamassas dos 
tipos ACI, ACII e ACIII deverão ser realizados com Argamassas Específicas. 
Exemplo 1: Argamassas para Porcelanatos acima de 60 x 60, utilizar 
argamassas especificas para Porcelanato interno ou externo. 
Exemplo 2: Argamassas para Porcelanatos acima de 80 x 80 (Grandes 
Formatos), utilizar a Argamassa específica para grandes formatos. 
Exemplo 3: Para realizar um assentamento em sobreposição, utilizar 
argamassa especifica para sobreposição

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