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ANÁLISE DO COMPORTAMENTO II Revisão História ● Até o final do século XIX - mentalismo. ● Método introspecção. ● Wundt ataca essa posição (eventos externos). ● Manifesto Behaviorista de Watson. ● Nega termos como mente e consciência. Behaviorismo Radical ● Skinner faz reformulações. ● Modelo de Causalidade. ● Seleção natural - Darwin. ● Comportamentos são selecionados ao longo da vida do indivíduo. ● Homem como ser histórico. ● Comportamento tem 3 níveis de seleção. ● Filogênese, Ontogênese e Cultura. Análise do comportamento ● Unidade de análise: comportamento. ● Respondente: comportamento selecionado ao longo da vida da espécie. ● Comportamento respondentes são inatos. ● Aquilo que todo mundo como espécie possui. ● Não precisa ser condicionado. ● Estímulo do ambiente que causa uma resposta. ● Estímulo do ambiente ELICIA uma resposta. ● Leis dos limiares. ● Magnitude de resposta. ● S → R ● Operante: comportamento selecionado ao longo da vida do indivíduo. ● Comportamento controlado pelas consequências. ● Resultado faz com que continue ou não fazendo. ● S – R – S ● Contingência de 3 termos ● Antecedente – resposta – consequente. Reflexos ● Importante para a sobrevivência. ● Relação entre estímulo e resposta. ● Tipo de interação com o ambiente. ● Estímulo: é uma parte ou mudança em parte do ambiente. ● Resposta: mudança no organismo. ● Ambiente produz mudança no organismo. ● Cebola (estímulo) chorar (resposta). ● Pupila dilatar ou contrair (resposta) claro e escuro (estímulo). Pavlov Emoções ● Emoções são respostas reflexas a estímulos ambientais. ● Diz respeito a reações fisiológicas. ● Importante para a sobrevivência da espécie. As consequências do comportamento ● Comportamento que produz algum efeito no mundo ao redor. ● As consequências do comportamento podem retroagir sobre o organismo e alterar a probabilidade do comportamento ocorrer novamente. Condicionamento operante ● Resposta – Consequências ● Comportamento que produz mudança no ambiente. ● É afetado pelas consequências. ● Uma dada resposta torna-se mais frequente dependendo da sua consequência - condicionamento operante. (Comportamento controlado pelas consequências). Comportamento controlado pelas consequências ● O reforço (geralmente são eles que geram sentimentos prazerosos, como alívio, satisfação, etc.): ○ Relação do organismo com o ambiente. ○ A consequência é que aumenta a possibilidade de uma resposta voltar a ocorrer. ○ Positivo - aumenta a probabilidade da resposta voltar a ocorrer pela apresentação de um estímulo. ○ Negativo - aumenta a probabilidade da resposta voltar a ocorrer pela retirada de um estímulo. ● A punição: ○ Positiva - diminui a probabilidade da resposta voltar a ocorrer pela apresentação de um estímulo. ○ Negativo - diminui a probabilidade da resposta voltar a ocorrer pela remoção de um estímulo. Tipos de reforçadores ● Naturais ○ Consequência é o produto direto do próprio comportamento (ex: trabalhar por prazer, ou um músico tocar sozinho por prazer, ou estudar para aprender, etc.) ● Arbitrários ○ A consequência é produto indireto do comportamento (ex: trabalhar pelo dinheiro, ou um músico tocando em um bar para receber dinheiro, ou estudar para tirar nota boa, passar de ano, etc) ● Primários ○ Estímulos que são reforçadores para toda a espécie (ex: tomar água, comer, são reforçadores importantes para a sobrevivência da espécie. Água, comida, sexo, sono, e protecao, todos esses estao ligados a nossas necessidades evolutiva quanto espécie) ● Secundários ○ Estímulos que são emparelhados com reforçadores primários e adquirirem características incondicionais, podem ser reforçadores positivos ou negativos (ex: baleia sea world, dava peixe e na mesma hora fazia um clique, até uma hora que o clique já era um reforçador) ● Generalizados ○ Estímulo que sejam emparelhados com mais de um reforçador primário (Atenção, afeto e dinheiro) Extinção operante ● Processo que decorre na suspensão do reforço. ○ Aumenta a frequência de R, e depois de um tempo ser gerar reforço diminui a frequência gradualmente até chegar na linha de base (aquilo que era antes do reforçamento) ○ Efeito temporário, já que se voltar a reforçar há uma recuperação espontânea. ○ Gera: mudança na topografia (eu te amo, a mesma coisa mas que pode ser dito em diferentes momentos), eliciação de respostas emocionais Resistência à extinção ● Quanto tempo demora para a R deixar de ocorrer depois que o reforçador é suspenso? ○ Depende de cada pessoa, se a pessoa é persistente, teimosa, perseverante, empenhada, demora mais para desistir. Uma pessoa é teimosa quando viveu pelos reforçamentos intermitentes (nem toda vez um comportamento foi reforçado), uma pessoa sem persistência é uma pessoa que viveu em um reforçamento contínuo (toda vez a pessoa é reforçada) ● Tempo ou número de vezes que um organismo continua emitindo uma R depois que o reforço é descontinuado. Esquemas de reforçamento ● Reforçamento contínuo ○ Toda vez o comportamento é reforçado ● Reforçamento intermitente ○ Nem toda vez o comportamento é reforçado ■ Razão: o critério para o reforçamento é a quantidade de respostas que o organismo deve emitir. ■ Intervalo: o critério de reforçamento é o tempo, o número de respostas não será determinante para o reforço. ○ Razão fixa ■ O número de respostas emitidas para receber reforço é sempre o mesmo, ex: para ligar para alguém você sempre tem que clicar em 9 teclas. ○ Razão variável ■ O número de respostas emitidas para perceber o reforço varia a cada momento, ex: faxineira limpa casas por 1000 reais, mas cada casa tem um tamanho diferente. ○ Intervalo fixo ■ A passagem do tempo entre um reforço e outro é a mesma, ex: o metrô passa de 5 em 5 minutos. ○ Intervalo variável ■ A passagem do tempo entre um reforço e outro é variado, ex: elevador. ○ Teimosia: pessoas reforçadas em reforçamento intermitente, principalmente em razão (resiste muito a extinção). Controle aversivo NOS COMPORTAMOS PARA EVITAR ALGO ● Controle exercido pelas 3 consequências: ○ Reforçamento negativo ○ Punição positiva ○ Punição negativa Reforçamento negativo Fuga e esquiva ● Comportamentos operantes que são mantidos por contingências de reforçamento negativo. ○ FUGA - Quando um comportamento retira um estímulo que está presente no ambiente. ■ Adolescente usa um creme para secar acne. ○ ESQUIVA - Quando um comportamento evita ou atrasa o contato com o estímulo aversivo. ■ Fazer dieta pouco calórica para evitar aparecimento de acne. Punição X Extinção ● Semelhança - não se tem acesso a reforçadores antes disponíveis ● Diferenças ○ Extinção do comportamento não produz mais aquela consequência ○ Punição o comportamento passa a ter uma nova consequência (que é perda de reforçadores) ○ Extinção produz diminuição gradual no responder ○ Punição suprime rapidamente o responder Prova Controle de Estímulos: O papel do contexto Controle de estímulos ● Por que nos comportamos de formas tão diferentes em determinadas ocasiões? ● Por que algumas pessoas se mostram “uma” em casa e “outra” com amigos? ● Por que uma criança é um “anjinho” na escola e “hiperativa” com os pais? ○ Os estímulos que estão disponíveis no ambiente é que vão sinalizar os comportamentos que vão ser reforçados ou não. ● Referee a influência dos estímulos antecedentes sobre o comportamento: ○ O efeito do CONTEXTO sobre o comportamento; ○ Os antecedentes também influenciam a probabilidade de ocorrência da resposta, devido a sua relação com as consequência do responder (não é um estímulo que desencadeia resposta, ele só sinalizar pro organismo que se ele agir de tal forma será melhor) ○ Estímulos associados ao reforço: aumentam a probabilidade do comportamento ocorrer. ○ Estímulos que sinalizam Extinção ou Punição:passível de punição ele pode ser mantido por ser reforçado ● Contingências conflitantes Filogenese ● Herdamos a sensibilidade a aspectos do mundo a partir da história evolutiva de cada espécie. ● Estímulos incondicionados são estímulos que são importantes para todos os membros da espécie ● Porém a sensibilidade a ele pode variar de acordo com cada indivíduo. ● Exemplo: sensibilidade a luz, algumas pessoas são mais tolerantes que outras ● Alguns indivíduos podem ter sensibilidade aumentada para doces, barulho, contato físico podendo levar a comportamentos problemáticos, num futuro pode levar a um quadra de ansiedade, exemplo: pessoas com sensibilidade ao barulho aumentada tem uma predisposição para ter ansiedade no futuro ● Sensibilidade a estímulos incondicionais tem-se pouco a ser feito. ● Atenção à sensibilidade a estímulos incondicionais - estímulos neutros podem adquirir características de estímulos incondicionales ● Experimento com pombos - bicar um disco para receber comida ● Aumenta-se gradativamente a exigência do número de resposta para liberação do reforçador ● Quando a razão era alta, aplica-se um choque elétrico de baixa intensidade junto com a última bicada antes de receber a comida. ● Estranhamento inicial passa rapidamente (habituação) e o choque é aumentado ● Cria-se com isso uma história onde trabalha-se para produzir um choque - o estímulo que sinaliza que o reforçador seria liberado. ● Mesmo quando o reforçador é suspenso, o animal continua a trabalhar para produzir o choque ○ Situação análoga - casal que briga para que o afeto seja possa ser liberado ● A história de condicionamento explica: ○ Tolerância a drogas ○ Crises de abstinência ○ Recaídas Ontogenese ● Quando o comportamento fica sob controle da consequência que ele produz ● O reforçamento negativo - quando nos comportamentos para evitar que algum estímulo aversivo ocorra no ambiente Muitos comportamentos psicopatológicos podem ser explicados por esse processo ● A busca por evitação de estimulações aversivas é o início da explicação sobre comportamentos psicopatológicos Aspectos verbais e culturais ● Discurso esquizofrênico era controlado pelas perguntas do entrevistador - as mesmas variáveis que afetam o comportamento normal. ● As intervenções como extinção e reforçamento diferencial - diminui as falas delirantes e aumentaram o número de verbalizações com sentido - falas delirantes tem função operante Cultura ● Skinner analisou em 1987 os efeitos da cultura ocidental: ● "Muitos daqueles que vivem nas democracias ocidentais desfrutam de um grau razoável de farturas, liberdade e segurança. Mas ele tem seu próprio problema. Apesar dos privilégios, muitos são aborrecidos, inquietos e deprimidos. Não está desfrutando suas vidas... Estão infelizes" ● Alienação do fruto do trabalho ● Não produzir o que consome ● Seguimento excessivo de regras ● Atividades que exigem pouca ação ● Outros autores (Sidman) trazem o controle excessivo como explicações para comportamentos de fuga e esquiva ● Pérez-Álvarez defende que padrões de interação na nossa cultura produzem uma adaptação do indivíduo a essas exigências gerando padrões de comportamento que produzem: ● Frieza, distanciamento e embotamento ● Capacidade limitada de expressar sentimentos ● Indiferença a elogios ou críticas ● Preferência por atividades solitárias Psicopatologia (Transtorno do Humor Depressão Clínica) Características da Depressão Modelo Médico ● CID 10 ○ Humor deprimido - Pouca variabilidade. ○ Frequentemente não responsivo às circunstâncias. ○ Perda de interesse e prazer. ○ Energia reduzida levando a uma fatigabilidade aumentada - cansaço marcante após esforços leves, atividades diminuídas. ○ Concentração e atenção reduzidas. ○ Autoestima e autoconfiança reduzidas. ○ Ideias de culpa e inutilidade. ○ Visões desoladas e pessimistas do futuro. ○ Ideias ou atos auto lesivos ou suicídio. ○ Sono perturbado. ○ Apetite diminuído. ● DSM V ○ Humor deprimido ○ Interesse ou prazer acentuadamente diminuídas (Tem que ter esses dois ou mais, por mais de duas semanas) ○ Perda ou ganho significativo de peso sem estar em dieta ou diminuição ou aumento do apetite ○ Insônia ou hipersônia ○ Agitação ou retardo psicomotor fadiga ou perda de energia ○ Sentimento de inutilidade ou culpa excessiva ou inadequada ○ Capacidade diminuída de pensar ou concentrar-se, ou indecisão, Pensamentas de morte recorrentes, ideação suicida recorrente sem um plano específico, tentativa de suicidio ou plano específico para cometer suicidio Sob a Análise do Comportamento ● Baseada na proposta da análise funcional de Skinner (1998) (1953) ● Ferster em 1973 escreveu um estudo pioneiro. ● Definição em classes funcionais, cujos componentes possam ser observados, contados e classificados ● Pode ser causada por inúmeras condições, sejam elas físicas ou ambientais Características da Depressão Frequência de Comportamentos como Medida Importante ● Diminuição na frequência de certos comportamentos: ○ Característica mais evidente - perda de certos tipos de atividades ○ Falta de interesse por atividades favoritas ○ Pouco envolvimento emocional ● Os comportamentos de uma pessoa ocorrem por múltiplas razões. ● A depressão pode representar o enfraquecimento de uma ou mais dessas fontes. ● Repertório de observação pode levar a diminuição na freqüência de comportamentos ● Aumento na freqüência de certos comportamentos ○ Fuga/esquiva de eventos aversivos ○ Queixa (classe comportamento em algum momento eficiente – no presente é ineficaz) ○ Comportamentos supersticiosos ou mandos ampliados 1. reforçamento anterior 2. presença de um S aversivo forte 3. Não existência de um repertório eficiente Processos Comportamentais que Produzem a Depressão ● A relação funcional entre o comportamento e o ambiente ○ Reforçamento (origem do comportamento) ○ Manutenção (reforçamento que mantém a Resposta, intermitência) ○ Controle seletivo (S físicos que sinalizam quais as ocasiões em que uma resposta poderá ser reforçada) Processos Comportamentais Baixa Densidade de Reforço ● Escassez de reforço ● Taxa de reforço positivo contingente a resposta ● Repertório social inadequado Processos Comportamentais Extinção ● A Baixa freqüência de comportamento por ser conseqüência de um processo de extinção ○ Ambiente não responsivo ○ Perda evidente (para a maioria dos indivíduos, repertórios adequados encontram fontes alternativas de reforço) ● Quando o processo de extinção é lento e gradual pode ser difícil identificar a origem da depressão ● Variabilidade nas fontes de reforçadores Processos Comportamentais Punição ● Histórias de punição prolongada e sem possibilidade de fuga ○ Histórias de abuso ○ Pais excessivamente críticos e exigentes ● Contra controle produzido também é punido ● Desamparo aprendido resulta em redução comportamental generalizada. ● Stress crônico (CMS) Processos Comportamentais Reforço do Comportamento de Angústia ● Comportamentos típicos do depressivo; expressões faciais, postura corporal, degradação e lamentação ● Reduzem a possibilidade de estimulação aversiva produzidas pelos outros. ● Reforçado positivamente por atenção e apoio social Processos Comportamentais Estímulo Discriminativo ● Atua na manutenção do comportamento depressivo. S aversiva → Esquiva → Reforço negativo ● O organismo permanece sob controle de estímulos discriminativos, mesmo quando a contingência muda. ● Resultado: perde potenciais reforçadores positivos, mantendo a taxa baixa. Processos Comportamentais Funções Respondentes ● Sintoma depressivo, que é a principal razão pela qual o deprimido procura ajuda. ● Punição, extinção e reforço insuficiente funciona como estímulo incondicional que elicia respondentes como tristeza, frustração ou raiva.● Outros estímulos podem eliciar tais respostas através do condicionamento respondente. SI → RI SC → RC Processos Comportamentais Funções Estabelecedoras ● Alterações na motivação, presente na depressão, derivam de operações estabelecedoras ou supressoras. ○ Acentuam o efeito do reforçador ○ Aumentam a probabilidade de R eficientes no passado ○ Elevam a efetividade evocativa de estímulos discriminativos Influências Culturais que Contribuem para Depressão ● Mentalismo: crença em que processos internos, inconscientes e misteriosos são causas do comportamento. ● Ideal cultural – o conceito de “bem-estar” difundido pelos meios de comunicação incluem; disponibilidade de recursos econômicos, relações agradáveis e descomplicadas, ausência de sentimentos e pensamentos perturbadores. Condições ambientais que podem desencadear episódios depressivos ● Mudanças drásticas no esquema de reforçamento ○ Freqüência do reforçamento - intermitência ○ Tipo de intermitência ○ Esquemas de razão fixa que exigem um número elevado de respostas são mais suscetíveis a produzir perdas Condições ambientais Mudanças no esquema de reforçamento ● Adolescência ○ História de reforçamento com pouca exigência ○ Nova condição exige respostas mais complexas ○ Menor taxa de reforçamento ● Perda do companheiro ○ Não há oportunidade para emissão de respostas que antes eram reforçadas Condições ambientais Mudanças no esquema de reforçamento ● A “síndrome do bem sucedido” ○ Estabilidade “entediante” ○ Perante história que sempre exigiu variabilidade ● O “menino de ouro” ○ História de reforçamento contínuo ou em razão muito baixa ○ Situações que exigem maior taxa de R ou maior variabilidade Condições ambientais Mudanças no esquema de reforçamento ● Envelhecimento ○ Mudanças físicas ○ Doenças ○ Perda de reforçadores ou de habilidade em obtê-los ● Aposentadoria ○ Repertório profissional não útil na vida de aposentado ○ Repertório não funciona mais ○ Perdas materiais ○ Perda de status sociaisdiminuem a probabilidade de o comportamento ocorrer. Voltando ao exemplo: ● Por que algumas pessoas se mostram “uma” em casa e “outra” com os amigos? ● Resposta: Família: sinaliza “punição” - palavrões, beber, etc... Amigos: os mesmos comportamentos são valorizados. ○ Casa: “ser quietinho” - evita punição (Reforçador negativo). ○ Amigos: Falar palavrões- valorização (Reforçador positivo). Discriminacao operante ● Respostas ou responder operante discriminativo ● O estímulo: Estímulo discriminativo: famoso sd ● Contingência de 3 termos, Tríplice Contingência: ○ Sd --- R —> C ou ○ O --- R —> C ● Responder discriminativo: é um processo comportamental básico dos organismos. ● Qualquer comportamento é descrito através dela, de abrir uma porta até AMAR, odiar, sentir, FALAR,... ● Ratinho na gaiola ensina ele a ter um condicionamento operante ● Pode ensinar a fazer o treino discriminativo com a luz, luz acesa libera, luz apagada não reforça (extinção). Sd: luz acesa, SΔ: luz apagada Sd e SΔ ● Treino Discriminativo na “vida” ● Treino no sentido de “ter passado pela experiência, pela aprendizagem...” ● Então aprendemos a responder discriminativamente o tempo todo… ● Exemplos: Uma mulher só tem situações ruins com o chefe, toda vez então ela evita contato com chefe (então o chefe é um SΔ) Generalização de estímulos operante ● Resposta é emitida na presença de novos estímulos que partilham propriedade (s) semelhantes a que foi reforçada no passado; ● Muito importante para adaptação ao meio; ● Ex: criança aprende a dizer “bola” para bola de futebol, então toda vez que ela ver algo semelhante a bola ela vai dizer que é a bola ○ Gradiente de generalização: ■ Quanto maior a discrepância do objeto denominado, menor a chance de responder. Ex: Um menino aprende a dizer bola para uma bola de futebol, ao ver uma bola de futebol americano ele talvez pergunte o que seria aquilo. Classe de estímulos ● Similaridade física: ○ Maçãs → são parecidas fisicamente mesmo com cores e tipo diferentes conseguimos falar que todas são macas. ○ Mulheres → são diferentes uma das outras, mas sabemos que são mulheres. ● Similaridade por função: ○ Instrumentos musicais: são totalmente diferentes no quesito físico mas a função é a mesma, tocar música. ○ Meios de transporte: são também totalmente diferentes no quesito físico, mas todos com a função de transportar. Generalização na clínica ● Experiência traumática com o “pai” ● Generalização: esquiva da figura masculina ● Passado: “medo” frente aos pais ● Hoje: medo de autoridades! Encadeamento Treino discriminativo ● Transforma um estímulo neutro em Sd ou Sdelta. ● Apresentações sucessivas daquele estímulo. Sd - Estímulos antecedentes que são correlacionados com a apresentação de um estímulo reforçador após a emissão de um comportamento. SΔ - Estímulos antecedentes relacionados ao não reforçamento (extinção) ● Treino discriminativo tem a ver com a aprendizagem. ● Treino discriminativo é quando respondemos a alguma situação e vai sinalizar que o reforçador está disponível Generalização de operantes ● Quando uma resposta é emitida na presença de novos estímulos que partilham semelhança física com o Sd. ● Importante característica evolutiva - nos permite aprender sem a presença de estímulos originais. (Importante na aprendizagem). ● Gradiente de generalização: ○ Uma resposta terá maior probabilidade de ocorrer na presença de um novo estímulo quanto maior a semelhança com o Sd. ○ Quanto que conseguimos responder a estímulos que fizemos no treino discriminativo Reforçamento diferencial e adicional O teste é sempre feito em extinção, uma pra ele nao confundir, e dois para ele não apertar a barra toda hora (aumentar a frequência do comportamento) ● Reforçamento diferencial ○ Quanto se reforça a resposta diante de um único Sd (100% de luz). ■ O efeito do reforçamento diferencial é diminuir o grau de generalização e aumentar o da discriminacao. ○ Reforça mas na intensidade de 100% e não reforça nas outras intensidades. O reforço acontece nos estímulos mais parecidos com o Sd. Isso faz com que aumente a discriminacao e diminua a generalização. ● Reforçamento adicional ○ Quando reforçamos a resposta na presença de todas as variações de S. ■ O efeito do reforçamento adicional é aumentar o grau de generalização. ○ Oferece para o ratinho a água em todas as intensidades de água. ● Ex: 2 ratinhos que respondem tudo no 100% e nada no 0%, um responde bastante e outro responde pouco. O que responde em várias é o que está generalizando. O que responde menos tem um processo de discriminação melhor. ● Para diminuir o grau de generalização deve-se reforçar outras figuras. Por exemplo: Uma mulher tem trauma de homem por causa do pai, tem então que estimular as pessoas a procurar outras figuras que são diferenciadas do pai, para mostrar que nem todos são ruins. (Você pergunta e seu avô? E seu primo? E um ex namorado? Como foram essas relações? Todas foram ruins? Isso vai fazer com que a pessoa se aproxime de outras figuras, já que não são todos homens iguais ao pai). Atenção e controle de estímulos ● A análise do comportamento não se baseia em estados internos para explicar fenômenos observados pelo psicólogo. ● Para Skinner a explicação completa dos fenômenos passa pela relação com o ambiente. ● Para análise do comportamento a atenção não é a causa (não é ela que define o que nos atentamos) ela é comportamento e sendo assim responde às consequências do próprio comportamento. Slides ou Explicação? Porque tem gente que prefere mais slide e outras preferem mais explicações? ● Interesse ● O que gera mais resultados ● História anterior de reforçamento ● Resultados positivos que houve anteriormente Experimento de Reynolds Esvanecimento ou Fading ● Técnica que ajuda a estabelecer controle apropriado de estímulos. ○ Manipula-se gradativamente características do estímulo para facilitar a discriminacao. ● Ajuda a pessoa a ficar sobre a ação do estímulo certo, pois ela não consegue prestar atenção no estímulo certo. Apresenta estímulo junto com aquilo que ela se atenta. Muda gradualmente para conseguir responder ao estímulo certo. ● Quando uma criança confunde as letras “p”, “b”, “d”, ela ta se atentando a estímulos que não deveria (como a bolinha do meio e esquece o cabinho). Então pode-se associar com formas ou cores nas letras (p é cinza, b é preto) até que ela consiga diferenciar o p e o b. Com as cores a criança vai responder a partir das cores, aos poucos aumenta-se o tom do cinza e continua o reforçamento até as cores ficarem iguais e as crianças conseguirem discriminar corretamente. Abstração ● Termo usado por Skinner para substituir o termo formação de conceito. ● Emitir um comportamento sob controle de uma (ou algumas) propriedade do estímulo que é comum a mais de um estímulo. ● Um pombo aprenderia o conceito de Triângulos? ● Se treinassem os pombos de Reynolds a bicar somente triângulo, depois diferentes triângulos. ● Ensinaríamos os pombos a abstrair! ● Experimento de pombos com fotos de humanos? ● Temos um modelo de cadeira, mas existem cadeiras que não tem as propriedades físicas semelhantes às aprendidas. Quando conseguimos apontar que um móvel, mesmo que não possua as características convencionais, como cadeira, estamos abstraindo. Encadeamento e reforçadores condicionados ● A maioria dos nossos comportamentos não tem como consequência direta o reforço incondicionado ● Um jovem cozinhando um miojo (tem uma etapa, ou seja, tem uma cadeia de comportamentos que no final terá o reforçador final que é comer o macarrão) ● Rato que aprendeu a acender a luz ● Encadeamento de respostas: é uma sequência de comportamentosque só produz uma determinada consequência final se diversos comportamentos forem emitidos Equivalência de estímulos Equivalência de estímulos ● É definida como sendo o responder relacional emergente que representa as propriedades reflexivas, simetria e transitividade. ● Conceito complexo que envolve os conceitos de comportamento operante, reforçamento, classe de estímulos, discriminacao e generalização, além de conceitos novos como discriminacao condicional. Equivalência de estímulo definida como comportamento “equivalenciar” ● Equivalenciar = como se fosse um verbo para se referir a um comportamento ● Quando se fala de comportamento está se referindo ao contexto e ao histórico. Comportamento operante ● Aquele que provoca mudanças no mundo (ambiente) e gera consequências ● Essas consequências tornam o comportamento mais ou menos provável de ocorrer no futuro ● Quando a resposta ocorre novamente é porque ocorreu o reforçamento Classes de respostas ● Quando uma resposta é reforçada ocorre o fortalecimento dele e de várias outras possíveis variantes dessa respostas que levem ao mesmo reforçador ● Uma contingência sempre envolve uma resposta e sua consequência ● Reforça respostas topograficamente diferentes, mas que produzem o mesmo reforçador ○ Por exemplo: Quando você faz um novo amigo e você liga pra ele e ele atende você é reforçado ○ Exemplo de classe de resposta: Uma pessoa faz um monte de coisa pra todo mundo, e também não procura emprego. Comportamentos que são completamente diferentes mas que podem ter funções semelhantes, mesmo sendo completamente distintos ● Quando reforça um comportamento, ele tem a tendência de retornar a acontecer Discriminacao ● Um operante pode ocorrer de forma indiscriminada - explorar o ambiente ● Ou pode ocorrer de forma discriminada - chutar a bola ou chutar o cubo ○ Bola passa a ser um estímulo discriminativo - estímulo na presença do qual uma resposta é reforçada (Sd) - estímulos nos quais o reforçamento não ocorre (Sdelta). ○ É uma discriminacao simples, pois a criança vai aprender que ela pode chutar a bola no quintal, mas não dentro de uma loja de cristais. É reforçada em um ambiente e em outro não. Sd funciona em um ambiente e em outro não. Bola pode ser reforçador ou não. Generalização ● Difusão dos efeitos do reforço diante de um estímulo ● Quanto maior for a semelhança entre os estímulos maior a probabilidade do comportamento acontecer diante de uma nova situação ● Controle de estímulos Classe de estímulos ● Classe de estímulos por semelhança física ● Classe de estímulos por função ● Classe de estímulos criadas por contingências comuns (propriedades estruturas ou capacidades sensoriais) ○ Ex: quando fala de flor, tem a imagem flor, a palavra flor, escutar flor, falar flor, mas existem aspectos sensoriais que estão relacionados com o estímulo inicial, como o cheiro da flor. ● Capacidade de abstração Discriminacao condicional ● Discriminacao pode ser simples - tem um responder acontecendo diante daquele estímulo (S-R-S), essa resposta pode acontecer em vários momentos, ex: chrae a bola e ela rolar é um SD. Mas não é por ela ser um SD que a pessoa vai chutar a bola em todos os lugares, porque irão existir outras respostas que sinalizam que aquele comportamento não pode ocorrer naquele ambiente. Ou seja, vão ter outros estímulos acontecendo ao mesmo tempo, os quais sinalizarão reforçamento ou não reforçamento, o ambiente que traz os estímulos que sinalizam se vai ser reforçado. ● Discriminacao condicional - o responder discriminado ocorrendo na presença do SD e em diferentes ambientes (outros estímulos podem se tornar SDs) MTS - Matching to simple ● Processo de aprendizagem condicional onde um modelo é apresentado e depois solicitado fazer a relação de um estímulo com o modelo apresentado ● Aprendizagem através de figuração e modelos ● Requer no mínimo 2 estímulos modelos e 2 estímulos discriminativos ● A resposta correta deve ser reforçada ● Após a apresentação de várias sequências de ensino, é provável que a pessoa selecione sem treino o primeiro estímulo com o último. ● Apresenta então um estímulo e pede para a pessoa falar com qual é semelhante, sendo ligeiramente diferente mas com propriedades semelhantes, avalia as propriedades físicas do estímulo com modelos diferentes. Primeiro estímulo inicial Segundo estímulo inicial Ai você vai lá e mostra o primeiro estímulo junto com essas duas figuras a seguir: E depois pergunta qual se assemelha com o primeiro? 1 2 Se a criança responder 1 você reforça caso contrário você fala “tente de novo” Depois você pode dificultar um pouco mais Você pode escolher um cartão que está escrito flor para lincar com o estímulo de flor inicial Para eu conseguir fazer o processo de aprendizagem eu não preciso necessariamente ter feito esse treinamento do estímulo B com C Comportamento verbal Relevância do comportamento verbal ● Somos seres verbais; ● As relações humanas são pautadas em comportamento verbal; ● Sofrimento humano, relacionado a comportamento verbal; ● Aprendemos sobre sentimentos através do comportamento verbal. ○ Expressar sofrimento é através do comportamento verbal ○ Em terapia é usado comportamento verbal para a comunicacao (nao em todos casos, por exemplo com autistas, mas na maioria é verbal) Entender o comportamento verbal é importante para entender as pessoas e as nossas relações Comportamento verbal ● Ações diretas sobre o ambiente ○ Aproximar-se, pegar, empurrar. ■ Relacionado com mudanças ● Ações indiretas mediadas pelo outro ○ Pedir para abrir a porta ■ O pedido nao abre a porta diretamente, necessita de um ouvinte treinado mediando a ação verbal (CPTO VERBAL INDIRETO SEMPRE INTERMEDIADO POR UM OUVINTE) ● Não necessariamente topograficamente verbal, o ouvinte necessita ser treinado assim como você (Não precisa ser fala, pode ser mímica, só que a pessoa tem q saber fazer isso, tipo criança ela não fala mas se comunica) Comportamento verbal é definido com o comportamento que é mediado pelo outro. Sua eficácia depende de ouvintes especialmente treinados. É um comportamento operante que segue as mesmas leis dos outros comportamentos operantes Sa - R - Sc Contingência verbais antecedentes São três tipos de antecendentes: ● Estímulos verbais ○ Produtos de respostas verbais ● Estímulo não verbais ○ Objetos (mesa), coisas e eventos (ex de evento: aula de análise de comportamento) ○ ex: Linguagem de sinais é um estímulo não verbais, placa de cigarro cortada que significa que não pode fumar é também não verbal. ● Variáveis motivacionais ○ Privações ou estimulação aversiva que modificam o valor reforçador de algo. Contingência verbais resposta ● As respostas verbais não são restritas a nenhum modo básico ○ Então podem ser faladas, escritas, gesticuladas, etc. Contingência verbais consequências ● Reforço específico: seguem respostas que especificam suas consequências ○ "Água por favor!" ○ Ex: Alguém fala “to com fome” aí você responde “quer esta maca” é um reforçador específico. ● Reforço genético: reforços sociais que seguem diferentes respostas verbais ○ Prestar atenção ou sorrir ○ Ex: Alguém fala “to com fome” aí você responde “eu também" é reforçador genérico. Principais operantes verbais ● Tato ● Mando ● Ecóico ● Textual ● Transcrição (Cópia e Ditado) ● Intraverbal Principais operantes secundários ● Autoclíticos Ecóico - Estímulo discriminativo antecedente sempre vai ser verbal - A resposta vai ser falada - O estímulo consequente é um reforçador genérico Exemplos: ● Mãe falar "mamãe" → Criança responder "mamãe" → Mãe por consequência falar “que lindo!” ● Prof falar “book” → Pessoa responde “book” → Porconsequência o prof falar “very good!” O ecóico é ponto a ponto, ou seja, a resposta é igualzinha ao estímulo antecedente Textual - Estímulo discriminativo antecedente sempre vai ser escrito - A resposta é falada - E o estímulo consequente é um reforçador genérico Exemplos: ● Texto escrito “PATO” → Reposta seria falar “Pato” → E a consequência seria alguém falar “certo!!” ● Texto escrito → Leitura desse texto escrito → Consequência seria alguém falar “isso!” ● "Oralização do texto escrito: o Sd escrito ocasiona uma resposta oral correspondente." Também é ponto a ponto Transição (ditado e cópia) - Estímulo discriminativo antecedente é um estímulo verbal vocal/escrita - A resposta é escrita - E o estímulo consequente é um reforçador genérico Exemplo: ● Copiar loisa: é um conceito de reforço positivo ● “Anota meu endereço para a festa” se a pessoa anota errado dá errado. A transcrição é ponto a ponto, ou seja, a resposta é igualzinha ao estímulo antecedente Intraverbal - O estímulo discriminativo antecedente é verbal vocal ou escrita - A resposta é falada ou escrita - E a consequência é um reforçador genérico Exemplo: ● Pergunta “Quem descobriu o brasil?” → Responde “Pedro álvares Cabral” → “Isso mesmo” ● Quando você responde qualquer coisa que foi perguntado, seja a pergunta escrita ou falada, ex: responder uma questão de tabuada no papel. ● Na clínica uma resposta de um cliente pode estar sob controle do que ele está sentido (tato) ou sob controle de outro estímulo verbal (intraverbal). Ex: alguém fala “tudo bem?” Aí você fala “tudo”, mesmo que às vezes não esteja bem. Isso é importante na clínica para saber se o paciente está falando aquilo só pra te agradar ou até falando a real. ● Para o paciente conseguir contar para o terapeuta o que está sentindo a gente precisa ser uma audiência que escuta e que não puna, então o terapeuta precisa escutar sem punir, para que o relato seja mais fidedigno possível. Para que o paciente não conte coisas só pra te agradar. Tato - Estímulo disseminação antecedente é não verbal - A resposta é falada ou escrita - E o estímulo consequence é um reforçador genérico Tato é a capacidade de saber descrever Importante para descrevermos o que está rolando no ambiente Exemplo: ● Sol/Calor → Falar "está quente” → A consequência alguém falar "tá mesmo" ● Briga/Sensação → Falar “estou triste” → A consequência é alguém falar “nossa…” ● Sessão de terapia → Falar “estou confusa” → A consequência é alguém falar “hum…” Extensão metafórica do tato ● Tato ampliado ○ Falante fica sob controle de características de estímulos que podem dizer sobre aspectos da sua vida ○ pé da mesa - metáforas do que vemos ○ "dor pisca-pisca" - metáforas para descrever o que sentimos - fica sobre controles de estímulos de pisca-pisca que associa com a dor que está sentindo (dói mais e diminui) ○ Usa de estímulos públicos para assimilar com estímulos internos que representam o sentimento ○ Usando essa metáfora a criança pode aprender o que é latejar e passar para a mãe com mais veracidade o que sente ● “sinto-me como uma água suja que contamina por onde passa" ○ Traduz o que sente de maneira mais fácil para ele numa situação que está vivendo dentro da terapia ○ E o terapeuta pode usar dessa metáfora para facilitar a comunicação - "como essa água pode ser purificada?" ● O uso de metáfora permite ao clínico discutir assuntos difíceis O uso de metáfora permite ao clínico discutir assuntos difíceis Mando - Estímulo discriminativo antecedente é uma operação motivadora - A resposta é falada ou escrita - E o estímulo consequente é reforçador específico É um reforçador específico, por exemplo: ● Pedir desconto e receber desconto ● Pedir ligar o ventilador e ligaram o ventilador ● Pedir um abraço e receber um abraço Com o mando podemos ser específicos com o ouvinte, e suprir nossas necessidades, por exemplo falar para a professora “muda a data da prova porque nesse mesmo dia teremos uma prova muito difícil" e a professora mudará. Quando você só chega pra prof e fala “nossa nesse dia tem uma prova super difícil" isso é um TATO disfarçado. O mando faz com que consigamos coisas com mais chance de acontecer. Mando "disfarçado" de tato ● Sol/calor → falar "está quente” → “vou ligar o ar” ● Falta de dinheiro → falar “queria terapia, mas estou sem dinheiro” → A terapeuta falar “te dou desconto” ● Lâmpada queimada → falar “a lâmpada queimou” → Marido trocar lâmpada Isso pode gerar dificuldades de COMUNICAÇÃO, e MANIPULAÇÃO São estao solicitações mas não são diretas Operantes verbais secundários: Autoclicitos ● O falante organiza seu discurso inserindo expressões que aumentam a eficiência ou precisão de seu comportamento verbal sobre o ouvinte - Sobre mandos: - "Querida, me faz este favor?” - “Por favor, lindinha, por favor…” - “O professora… Então… Será que se não for incomodar, você poderia mudar a data do trabalho?” - Sobre tatos: - “Então… Sabe… Nao tenho certeza, mas aaaacho que nao vou a sua festa” - “Parece que vai chover” - Talvez eu pense sobre isto…” Comportamento verbal ● Importante para a nomeação de sentimentos: ○ Ex: criança está chorando e adulto diz: "você está triste?" ■ A criança aprende então a relação entre o que está sentindo e nome “tristeza” ● Comportamento verbal na clínica: ○ Permite acesso a dados do passado; ○ Acesso a eventos fora da clínica; ○ E é atraves do bvebranl do terapuera que se acessa o cliente Comportamento controlado por regras Comportamento governado por regras ● Possibilita o estabelecimento da cultura, aprendemos através das relações. É um comportamento que tem uma vantagem. ● Porque usamos sapato e roupas? Para a manutenção do grupo, já que protege tal grupo de certa forma, varia de cultura para cultura. ● Capacidade de seguir regras é fundamental para a cultura. Podemos pular várias etapas no aprendizado/desenvolvimento ao seguirmos regras. ● Inclusive só conseguimos aprender as coisas pela nossa capacidade de seguir regras. ● Diferentes e até divergentes de sociedade para sociedade. Formular regras e seguir regras é parte essencial da cultura humana. ● DEFINIÇÃO: O comportamento controlado por regras é definido como comportamento que está sob controle de estímulo discriminativo verbal “regra” ● REGRA:Regra é um estímulo discriminativo verbal, seja ele, falado, escrito ou gestual, que indica uma relação de reforço. Por exemplo: se eu escovar os dentes terei dentes saudáveis, se eu usar roupa estarei protegido. Comportamento controlado por regra X modelado (reforça aos poucos até chegar no comportamento esperado) por contingências ● Regras ○ Vai ser sempre ensinada através de um comportamento verbal, seja ele escrito, falado ou gestual. ○ Ex: placa de proibido fumar indica que não pode fumar. ○ Depende do comportamento verbal de outra pessoa. ○ Surge sob controle de estímulos verbais. ● Contingências ○ (Como ensinar alguém a andar de bicicleta? só consegue fazer se for lá fazer, e a própria experiência vai dizer se está fazendo certo ou errado) Sempre quando fica sob controle de consequência natural do comportamento. Equilíbrio é algo que, por exemplo, você não consegue ensinar. ○ Não requer outra pessoa. ○ Surge sem instrução. Comportamento governado por regras ● Produz sempre 2 relações com consequências; uma relação mais próxima (liberado pelo falante, ex: escovar o dente para a mãe parar de encher o saco) e outra mais a longo prazo (reforço natural do próprio comportamento, ex: escovar o dente para ter uma boca saudável). ● A consequência próxima diz respeito ao reforço por seguir a regra. ● A consequência de longo prazo diz respeito ao contato direto com o reforçador relacionado à razão de seguir a regra. ● Reforço liberado pelo falante (aquele que está dando a regra) por exemplo: umacriança recebendo a regra “escova os dentinhos para o bichinho não comer todos os dentes" depois de escovar você reforça e aí ela está sendo controlada pela regra do falante mas espera-se que ela siga em um futuro pelo reforço natural que é ficar com os dentinhos limpinhos. ● A vida é reforçada por seguir regras, ou seja, uma criança obediente é uma criança reforçada. ● Comportamento de seguir regra na nossa vida já foi reforçada, por isso que alguém fala “ah vai em tal padaria é boa”, você vai lá e vai, porque seguir regras é um reforçador. Antecedentes Resposta Consequências REGRA = Estímulo Discriminativo verbal que indica relação do reforço (Sdv). Quem emite é o falante SEGUIR a REGRA (resposta do ouvinte) Próxima: Sr (seguir a regra, reforcador geralmente fornecido pelo falante. Última: Sr pelo contato direto com o reforçador (geralmente sem intermédio do outro) Exemplo Professor (falante) diz ao aluno (ouvinte) "você tem que ler os textos” Resposta do aluno: ler os textos Próxima: Sr+ por seguir regra provável aprovação social Última: Sr + maior conhecimento proporcionado pelo texto, nota maior, etc. Comportamento de FORMULAR REGRAS é comportamento verbal, então, qual seria sua classificação segundo os Operantes Verbais definidos por Skinner? ● Regras tem duas funções: de mandos (pedido que pede claramente o reforço “acenda a luz por favor) e tatos (descrição do ambiente “nossa o dia está escuro”); ● Mando: quanto a relação próxima (para o falante o reforçador é específico, no caso acima, para o professor, somente o texto lido será reforçador); ● Tato para a relação última (o professor apenas descreve uma relação entre eventos se você ler o texto será conhecimento, se não ler, não aprenderá). Obediência, bom ou ruim? ● A aprendizagem com comportamento de seguir regras é fruto de uma história longa de reforçamento ● Somos reforçados intensamente a seguir regras ● Regras que entendemos como "internalizadas" são comportamentos de seguir regras generalizados ● Regime é uma regra para você ficar sob controle natural disso você precisa ficar sob controle da regra, porque o reforço não será instantâneo. ● Experimento de Milgram (pessoa segue regra mesmo que esteja colocando o próximo em risco. ● Existem algumas regras que não são reais, e que não vale a pena ser seguidas. Regras importantes para vantagens evolutivas "não vai em tal lugar porque já fui e passei mal com a comida” ótimo você não vai, mas ao receber regra sem controle da contingência é complicado “é melhor para a criança ter os pais juntos”, então os pais não se separam e ficam apenas pelo controle da regra. Comportamento modela implícito (ou modelado pelas consequências) ● Definição: O comportamento modelado pelas consequências diz respeito ao comportamento que pro aprendizado através do contato direto com as relações de reforço e punição não-verbalizadas. ● São consequências não verbalizadas, produção no ambiente quanto não verbal. Faz o ambiente mudar. ● Operacionalização: ○ Antecedente: estímulo discriminativo nao-verbal (Sd não verbal) ○ Resposta ○ Consequência: o reforçador é produzido diretamente pela resposta sendo medicado e não mediado pelo ouvinte ● Exemplo: ○ Comportamento de falar/se relacionar mais com alguns colegas de sala e menos com outros. ○ Aproximações a alguns colegas foram sendo gradualmente reforçadas até que a resposta “final” de “ser amigo dessa pessoa” fosse apresentada. É diferente se alguém falasse “aah conversa com ela, porque ela é legal” isso é uma regra ○ Estímulo discriminativo "Colega X" (não-verbal), é ocasião para que eu fale com ele, interaja, me relacione de forma próxima, devido às consequências produzidas por tal comportamento no passado (e não porque alguém disse que eu deveria falar com X). ○ Quando a gente só vai em um restaurante porque já conhece ele e não vai em outro a gente está agindo graças a consequência. Modelagem ● Processo comportamental de aquisição de comportamentos através da relação direta entre a resposta e suas consequências. A modelagem do comportamento ocorre através de consequências para respostas de gradualmente se aproxima, na resposta final requerida ● A moldagem ocorre naturalmente, mas pode ser programada em contextos de ensino, terapia, etc. ● Podem ser utilizadas regras (como dicas verbais) para início tal aprendizagem, porém o comportamento modelado deve ficar sob controle das consequências. Para planejar a modelagem 1) Definir o comportamento final que o organismo deve emiti; 2) Especificar a consequência que se segue as respostas, possivelmente reforçadora e apresentá-las seguidas a emissão das respostas corretas; 3) Não apresenta reforçadores (extinção) após ter respostas que se afastem das respostas exigidas; 4) Escolher respostas que fazem parte do repertório do organismo para iniciar a modelagem; 5) Esperar respostas finais para liberação do reforço dificulta a modelagem. Auto regras Comportamento controlado pelas consequências ● Da mesma forma que entendemos que nosso comportamento é controlado pelo ambiente, é certo dizer que uma parte muito importante do nosso ambiente são as regras que temos que seguir, conseguir responder e atuar sob regras é uma vantagem para nós seres humanos. ● Comportamentos que emitimos diante de uma regra chama-se “comportamento controlado por uma regra” do mesmo jeito que o estímulo discriminativo nos controla por uma estímulo discriminativo, a regra também será por um estímulo discriminativo, mas nos comportamos de certa forma pela consequência que tal estímulo discriminativo gera. ● Regra tem o papel de controlar o comportamento do mesmo jeito que estímulo discriminativo controla, sinaliza que o comportamento pode ou não acontecer. Porque formulamos regras? ● Função de oferecer vantagens que geram manutenção da espécie, prezando pela segurança, e aproximação do outro, estabelecimento de relações, etc. ● Regras são formuladas sob controle de contingências sociais. ● Regras permitem que organismos se comportam de forma mais efetiva, hoje e no futuro. ● Formamos consciência quando ensinamos a descrever (discriminar) comportamentos e as variáveis o que mantém. (Ao discriminar/descrever as contingências do próprio comportamento chama-se consciência, ex: se você guardar dinheiro pode ir viajar, se fechar a boca pode emagrecer, etc. Portanto as descrições podem fazer com que criemos regras que gerem reforço para nós, essa regra pode ser formulada tanto para pessoa que está observando, quanto para a pessoa que está se comportando). ● Essa descrição permite que as regras sejam formuladas. ● Tanto a pessoa que descreve seu próprio comportamento como seu interlocutor, podem criar regras eficientes que controlem o comportamento. Auto regras ● Chamamos de auto regras quando as regras que controlam o comportamento são produzidas pela pessoa que se comporta, “ser falante e ouvinte ao mesmo tempo” Skinner. ● São estímulos discriminativos verbais produzidos pelo próprio indivíduo - que é falante e ouvinte ao mesmo tempo. ● Podem ser públicas ou privadas (pensamentos). ● É uma tentativa de autocontrole ● Ex: terminou com o namorado, você cria regras para ter um controle melhor da situação, portanto age mais pelas regras do que contingencia. ● É como se você criasse a regra para não ficar sob controle da contingência em si e atinja a consequência que você queira. ● Podem ter função de controlar o comportamento de quem as formula quando sabe que seu comportamento pode estar mais enfraquecido. ● Da mesma forma como o comportamento controlado por regras tem a consequência próxima e a última, as auto regras também tem. ● Somente formular auto regras não é o suficiente para controlar nosso comportamento, as consequências naturais do nosso comportamento são importantes, ● Megalomania,fala esquizofrênica. Se eu começo a falar ou entender que sou super importante, isso pode ser uma auto regra criada dentro de uma contingência mas se você não tem efetivamente a contingência daquilo entende-se algo fora do contexto como uma megalomania ou uma fala esquizofrênica. Exemplo auto regra ● "Dirigir acima dos 80 km por hora na chuva é se colocar em situação de risco” (é uma regra estabelecida, mas também pode ser uma auto regra) ○ Essa regra pode ter sido aprendida a partir de uma experiência pessoal de ter se envolvido em um acidente automobilístico, quando dirigia na chuva em uma velocidade acima de 80 Km. ○ A partir de uma regra estabelecida pelo seu pai quando ele estava aprendendo a dirigir, de que não deveria ultrapassar tal velocidade durante a situação de chuva porque estaria se arriscando. ○ Ou a partir da regra estabelecida por um socorrista com larga experiência em acidentes de trânsito que diz que quando se reduz a velocidade para 80 km por hora em situação de chuva, evita-se acidentes. ● “Dirigir a 80 por hora nao tera acidente” (auto regra) ○ É um reforço negativo que faz com que dirija a tal velocidade para evitar acidentes. Problemas da regra e da auto regra ● Problemas podem ocorrer tanto nas regras quanto nas auto regras. ● Regras podem ser inexatas, imprecisas e até mesmo colocar o indivíduo em risco, o uso excessivo de regras pode reduzir a insensibilidade às contingências ● Um grupo religioso pode estabelecer regras sobre a cura pela fé e afastar seus membros de tratamentos eficientes. ● Quando você só responde a regra ficando insensível a contingência, é um problema também, porque às vezes a contingência vai mudar e aí a pessoa ainda está agindo sobre aquela antiga regra. ● "Não sou bonita por isso não arrumo namorado” se você ficar com essa regra na cabeça você vai aceitar essa regra e vai se fechar, deixando de sair, deixando de olhar os outros e tudo mais… ● Testemunha de Jeová colocou uma regra que não pode ter transfusão e isso faz mal para si próprio. Regras e auto regras na terapia Terapeuta dizer para um cliente após seu relato: "você percebeu que quase sempre que alguém fala com você em um tom autoritário (antecedente), você reage de tal forma (respota) que as pessoas acham que você está brigando? Parece-me que elas ficam um pouco intimidadas com a sua reação e a pelo que você me falou ficam irritadas”. (Descrição de contingência que aplica uma regra) ● Descrição de uma contingência de reforçamento ● Emissão de uma regra ● Permite que seja elaborada uma nova resposta sem a necessidade de entrar em contato novamente com a contingência. ● Economia de tempo. ● Evitar danos da exposição às contingências. Terapeuta dizer para um cliente após seu relato: “quando você chegar a festa (antecedente), procure olhar para as pessoas ao seu redor (resposta), assim você vai conseguir saber se tem alguém olhando para você (consequência) ● Descrição de uma contingência de reforçamento ● Emissão de uma regra ● A resposta não precisa ficar sob controle somente da regra, ela pode ficar sob controle das contingências. Análise funcional Análise funcional Maneira como analista do comportamento vai compreender o funcionamento das pessoas, com a teoria quanto prática. Não se faz uma intervenção sem uma análise, seja ele uma análise clínica, escolar, empresarial, etc. Sempre deve-se olhar de uma forma mais minuciosa tentando entender as variáveis que estão fazendo com que tal comportamento aconteça. ● Instrumento básico do analista do comportamento. ● Identificação das relações entre os eventos ambientais e as ações do organismo. ● Para isso devemos: ○ Identificar a ocasião em que a resposta ocorre; ○ A própria resposta; ○ As consequências. ■ Quando se fala de uma análise nos referimos basicamente a uma situação molecular sobre a situação. Níveis de causalidade do comportamento 1) FIlogenese ● Não conseguimos aprender a respirar embaixo d'água. 2) Ontogenese ● História pessoal 3) Cultura Determinação do comportamento - relação de troca do organismo com o ambiente. ● Existe uma queixa que aparentemente é só interna, mas precisa ver quais são os antecedentes e principalmente a resposta Classes funcionais ● Comportamentos com topografias semelhantes podem ter funções diferentes. ● Por exemplo: Dizer “eu te amo” Antecedente Resposta Consequência Início do namoro Estados internos “Eu te amo” Namorado responder “eu te amo também" (SR+) Fim do namoro, namorado reclama quando nao ouve “eu te amo” “Eu te amo” Evitar Reclamações (SR-) ● Temos que ter em mente que há comportamentos diferentes mas com funções iguais ● Criança pode pedir algo na forma de chamar atenção fazendo uma birra ou pode seduzir a mãe para que a situação ocorra. (Diferentes respostas para buscar reforçador na situação que está (por exemplo: pedir um brinquedo a criança pode fazer birra, seduzir, chorar, etc.)). ● Ajudar a família, reforça positivamente a pessoa, mas pode ser uma esquiva por exemplo para a mesma pessoa que está ajudando a família a não procurar emprego (esquiva, SR-). ● Precisa sempre entender qual a função do comportamento e não somente a topografia. ○ A análise do comportamento deve ser funcional e não topográfica O comportamento respondente ● Estímulo - Resposta (R-C) O comportamento operante ● Estímulo A - Resposta - Estímulo C (A-R-C) Primeiro passo da análise funcional ● Identificar o comportamento de interesse ○ Comportamento mais aversivo ○ Que represente perigo para o cliente ○ Fácil de mudar ○ Comportamento chave (que produz maior mudança) ○ Que aumentem a adaptação ao ambiente ○ Mais provável de se manter ○ Que sejam valorizados socialmente Às vezes pode-se encolher comportamentos em uma análise que seja mais fácil de se manejar, ou seja, aquilo que tenha mais probabilidade de se fazer mudança. Quando identificamos aquilo que queremos estudar (comportamento alvo) ● Deve ser descrito em termos de ação ● Exemplos e não exemplos ● Classe de resposta ● Omissão ou não ocorrência - outros comportamentos podem estar deixando de ocorrer para que uma determinada resposta ocorra ○ Namorado dizer “eu te amo” ○ Comportamento de agradar os outros Segundo passo da análise funcional ● Identificar e descrever o efeito comportamental ○ Frequência com que o comportamento ocorre, duração ou intensidade. ● Precisa acompanhar quantas vezes esse comportamento se repete - está melhorando ou piorando? ○ Ex: compulsão alimentar - quantas vezes por semana isso acontece? ○ Ex: ansiedade - também pergunta quantas vezes ocorreu, intensidade, duração. ○ Saber a frequência com que se ocorre consegue ser visto se está melhorando ou não? Terceiro passo da análise funcional ● Identificar relações ordenadas entre variáveis ambientais e o comportamento de interesse, assim como a identificação de relações entre o comportamento de interesse e os outros comportamentos existentes Descrição da situação antecedente da situação subsequente Como identificar as consequências? a) É uma condição reforçadora ou uma condição aversiva? b) Sua ação se faz por apresentação, remoção ou impedimento? c) O produto é grande, provável, imediato? d) Existem produtos a longo prazo? Quais? e) Os produtos são consequências naturais ou sociais? São consequências mediadas por agentes sociais? Quem são os agentes. ● Há falta de consequências apropriadas? ○ O ambiente não reforça respostas mais úteis ● Há consequências competitivas entre si? ○ Consequência a curto prazo X de longo prazo ○ Fazer dieta ● Há controle consequente inadequado, ou seja, existem reforços que não deveriam reforçar? ○ Pedofilia ○ Dificultar o acesso a estes reforçadores Como identificar antecedentes? 1) Estimulos eliciadores ● Não necessariamente uma reação de taquicardiapode estar relacionado a um estímulo inato, por exemplo: ir visitar a sogra e ter taquicardia, isso foi aprendido. ● Portanto estímulos eliciadores também são aprendidos 2) Estímulos discriminativos 3) Operações estabelecedoras 4) Regras e autorregras 5) Eventos encobertos 6) História de vida Operações motivadoras (estabelecedoras e abolidoras) História ● Vários autores falaram sobre o conceito de motivação à luz da análise do comportamento. Skinner usou em 1938 o conceito de drive (estados que alteram o valor do estímulo reforçador, por exemplo: dar água para alguém que acabou de tomar 2 litro d'água não vai ser reforçadora, mas se você der para uma pessoa que acabou de voltar de uma corrida será). ● Keller e Schoenfeld (1953, 1998), Millenson (1967, 1975) buscaram compreender o fenômeno sempre enfatizando o papel das variáveis ambientais. ● Michael cunhou o termo em 1982 e refinou o conceito. Operações motivadoras ● Qualquer evento ambiental que afeta o operante de forma a: 1) Alterar a efetividade do estímulo consequente (reforçadores e punidores) (torna mais ou menos eficiente o reforçador ou o punidor). 2) Modificar a frequência da resposta que produz essas consequências (na medida que há SD presente, aumenta o poder do SD sob o meu comportamento). Tipos de operações motivadoras: Estabelecedoras: ● Quando os eventos ambientais que tornam as respostas de uma classe mais prováveis de serem emitidas por aumentar o valor do reforçador ou diminuir a efetividade da punição. ● Aumento na frequência da resposta ● Presença da mãe para uma criança após horas sem vê-la (então para a criança a presença da mãe é um SD para o comportamento da criança procurar mais a mãe) ● Sol e calor prolongados (aumenta a frequência do comportamento de me refrescar, ir pro mar, pra piscina, tomar um picolé, etc.) Abolidoras ● Eventos ambientais que torna, a classe de operantes menos prováveis de ocorrer por diminuir a efetividade do reforçador ou aumentar a efetividade da punição ● Diminuição na frequência da resposta ● Comer uma feijoada no sábado e não no domingo (o fato de você estar saciado pela feijoada no dia anterior diminui a chance do comportamento de comer feijoada a acontecer no outro dia) ● Estudar e ser reprovado e por isso desistir do curso (Reprovação tem uma influência tal qual que diminui a probabilidade dela acontecer por uma situação aversiva) Incondicionais ● Alteração da efetividade do reforçador sem a necessidade de aprendizagem. ● Consquencias relacionadas a dor, sexo, hormonios, condicoes de tempoeratura e privacpes/saciacoes de agua, alimento, oxigenio, atividade ou sono. ● Privação, saciação e estimulação aversiva. Condicionais ● Alteração na efetividade do reforçador a partir de histórias de aprendizagem. ● Consequências relacionadas ao dinheiro são exemplos. Na prática clínica as operações motivadoras ● Cliente com transtorno do pânico ● Ataques de pânico acontecem em vários lugares e ele começa a evitá-los ● "Ataques" são eventos privados como taquicardia, sudorese, desconforto, sensação de morte seguidos de respostas de fuga. ● Eventos privados podem ser operações motivadoras (tipo estabelecedora) pois aumenta o valor do reforçador que elimina tais estímulos ● Os eventos privados podem ser um estímulo tal, uma condição que aconteça, que aumente a chance da pessoa evitar para eliminar a condição aversiva ● Paciente com dificuldade no relacionamento: tem segurança afetiva e financeira mas não tem parceria vida sexual satisfatória; Conhece uma pessoa que oferece a parceria e a vida sexual, mas não a segurança afetiva e financeira - vive conflito (traiu o marido); Faz a opção pelo novo parceiro, depois de conviver um tempo com o novo relata que sente falta do antigo. Eventos privados Objeções ao mentalismo ● Não conseguem explicar o que se propõe a explicar ● Explicações circulares - nunca vai para um ponto que você sossega, sempre vai falando e parece que nunca chega no problema principal. ● Explicações sobre desejos se originam de descrições de comportamentos ○ Dizer ser vegetariano não baseia-se somente no desejo de ser saudável - existe a contrapartida pública de comer verduras e não comer carne. Sempre tem aquilo que é observável Mentalismo ● Termo usado por Skinner para se referir a tipo de explicação. Skinner diz que caímos em uma situação que não é o ponto importante que seja possível de fazer nosso objeto de estudo para evoluir nossa ciência. ● A mente não faz parte da natureza. ● Não tem propriedade de um objeto natural. ● Não é útil para a ciência. Eventos privados não são considerados as causas do comportamento, vamos analisar os privados da mesma forma como os públicos. Não entendemos como causa, não é porque pensei que fiz. Não é porque você pensou que você fez aquilo, por exemplo “vou passar na minha vó” vc nao vai passar lá porque pensou, envolve muita mais coisas além disso, pode ter sido um desejo, uma saudade, etc. Tudo que é um evento natural a análise do comportamento estuda, seja o pensar, dizer, fazer, etc. Eventos naturais ● Eventos naturais são os objetos de estudo das ciências - comportamento, pensamento e sentimento são eventos naturais e objeto de estudo da análise do comportamento. ● Nosso comportamento é entendido como uma ação, um pensamento, eventos privados, públicos. Behaviorismo radical ● Eventos públicos - podem ser relatados por mais de 1 pessoa ● Eventos privados - só podem ser relatados por 1 pessoa ○ Pensamentos ○ Sentimentos ○ Sensações ● Diferença entre público e privado é o acesso entre eles. Eventos privados ● São naturais ● Semelhantes aos eventos públicos ● Não podem ser entendidos como causa do comportamento, então o pensar e o sentir, são tratados de maneira diferente para skinner, não entendemos como causa e sim como um comportamento assim como o público, um comportamento não tá solto no ambiente, sempre tem causas que o controlam. ● Skinner divide o evento privado em 2 níveis: ○ Estados corporais - emoções sentimentos e sensações, não dependem de experiências anteriores ■ Um estímulo privado gera um estímulo discriminativo, gerando uma resposta pública e um estímulo consequente. ○ Resultante de um comportamento operante - pensamentos, soluções de problemas, sonhos e imaginação. ■ Um estímulo discriminativo gera uma resposta 1 e depois uma resposta 2, gerando assim um estímulo consequente. ■ Pensar e sentir são diferentes ● Pensar tem a contrapartida pública, quando eu falo “o dia tá bonito" eu posso falar alto, baixinho, ou pensar, sem comunicar e falar para o próximo exatamente isso, o pensar tem a contrapartida pública que é falar, pensamento é como se eu tivesse falando sem falar. ● Sentir não tem contrapartida pública, então é diferente do pensar porque é por exemplo quando escuta-se uma orquestra ou sente um cheiro, o sentir independe da história da aprendizagem, o pensar, relatar faz parte do que já foi vivido. Consciência ● Ter consciência = estar consciente ○ Responder a estímulos do ambiente ○ Descrever suas resposta ● Para o behaviorismo ○ Não ter importância para a compreensão do comportamento ○ Capacidade de descrever seu próprio comportamento Auto-observação e audiodescrição Oferecidos pela comunidade verbal ● Relação com eventos públicos ● Para descrever temos que falar, então uma criança que nao fala, nao consegue descrever ● Resposta colateral (caiu chorou e alguém falou “doeu?” você relaciona que aquilo é dor) ● Utiliza-se de metáforas ● Tornam-se encobertas por conveniência ● A dor é a sensação mais fácil de ser percebida, através até de eventos públicos, então por exemplo a história começa lá traz, aprendemos a falar graças a modelagem e aprendemos a nomear o que sentimos pelos outros, a comunidadeverbal ajuda a gente a descrever as coisas ex: criança cai o adulto vai lá e fala “iiii doeu?” então a comunidade verbal vai ajudar através de um evento público a saber identificar um privado, ex: a mãe sabe que a criança não come faz um tempo então ela pergunta quando ela chora "será que tá com fome?” ● Vai tornando privado as coisas porque é mais conveniente, porque é muito mais interessante falar o que a gente pensa quando temos uma chance maior de ser reforçados a falar, ex: prof levou a filha no consultório aí uma mulher deu uma balinha de abacaxi, ai nao gostou e jogou fora, quando foi embora a mulher falou "próxima vez eu dou mais balinha hein?” Aí ela falou “nao precisa nao, nao gostei”, ou seja a criança ainda não sabe guardar certos pensamentos por isso acaba falando as coisas. A partir do momento que a criança consegue falar sobre o que é reforçador e o que não é, sabemos que a pessoa tem consciência. ● Conseguir tanto responder de forma diferente, podemos reagir de forma diferentes a diferentes estímulos ambientais sem conseguir explicar, isso significa que não temos consciência do que estamos fazendo. Ter consciência = conseguir descrever no que você está inserido, entender a contingência e não necessariamente a consciência, agimos de tal forma sem as vezes nem perceber já que o que controla nosso comportamento são as contingências, “to mal e nem sei porque” porque deve ter acontecido coisas que você nem percebeu e que você não consegue descrever. “Aprendemos a falar sobre o que vimos, ouvimos, pensamos ou sentimos da mesma forma que aprendemos a falar sobre o que comemos, onde vamos e o que fazemos”. Baum (2006). Episódios emocionais Emoções ● Explicações sobre causas de comportamentos ● Para Skinner a natureza daquilo que ocorre dentro da pele de cada um não é diferente de qualquer outro comportamento observável ○ Eventos internos que precisa ser analisado e entendido, mas não como causa ● Emoção não é causa Conceitos importantes para entender emoção 1) Comportamento reflexo (inato ou condicionado) 2) Comportamento operante (sempre condicionado) 3) Operações estabelecedoras Comportamento respondente ● Relação reflexa S → R Luz forte - contração da pupila ELICIA ● Resposta é controlada pelo estímulo antecedente ● Uma vez apresentado estímulo a resposta irá acontecer ● Pode ser condicional OU incondicional Comportamento operante ● Definição - refere-se a relação entre organismo e ambiente onde uma resposta produz uma alteração no ambiente que por sua vez, altera a probabilidade futura de ocorrência de respostas da mesma classe funcional. SA - Resposta - Consequência O SA entra sinalizando o organismo, sinaliza que têm uma probabilidade maior ou menor da resposta acontecer (estímulo discriminativo) Relação entre operante e respondente A partir do treino discriminativo, tem-se um Sd que torna mais provável de uma classe de respostas voltar a acontecer. O S discriminativo- Evocando respostas. O emparelhamento tem grande papel para tomar um reforçador neutro em condicionado. O S reforçador condicionado - Aumenta a probabilidade futura do R voltar a ocorrer. O emparelhamento tem grande papel para tornar um reforçador neutro em condicionado, Ex: Apenas a cara feliz da mãe pode ser um estímulo reforçador para pedir algo. O S eliciador - Quando o reforçamento ocorre, pode eliciar respondentes incondicionados e o Sd present an oasiacao pode se tornar um S condicionado e passar a eliciar uma R Essa relação é importante porque ela sempre vai estar acontecendo ao mesmo tempo. Operações estabelecedoras ● Definição: Eventos que aumentam momentaneamente a efetividade reforçadora de estímulos assim como a probabilidade de ocorrência futura. ● Operações abolidoras: diminuem momentaneamente a efetividade do reforçador Emoção e análise do comportamento ● Emoção é uma alteração na predisposição da ação ● UMA EMOÇÃO inclui: ○ Operações estabelecedoras (alteram efetividade do reforçador) ○ Comportamentos operantes (estabelecido e mantido por consequências) ○ Comportamento Respondentes (respostas de músculo lisos e glândulas) ● Exemplo - Raiva do juiz ○ Situação: perde o jogo por um erro do juiz ○ Relato: “estou com raiva!” 1. Aumento de xingar, reclamar e gritar 2. Aumento do batimento cardíaco, ofegar 3. Diminui a efetividade reforçadora da presença da família, querer ficar sozinho ● Ao mesmo tempo que você tem reações respondentes tem também operantes. Supressão Condicionada - Experimento (importante para entender a ansiedade) Ratos privados Pressão à barra e receber alimento (FI) Choque inescapável: Primeiro Tom, depois choque Inicialmente, apresentação do choque não afetou o desempenho de pressionar a barra Depois de apresentações sucessivas; “TOM” - Rato diminui a pressão Depois do choque - começa pressionar novamente “TOM” - resposta fisiológicas “TOM” - parar de responder (afeta o desempenho operante) ● A medida em que o choque é apresentado junto com o tom , o tom sinaliza que um estímulo aversivo vai acontecer e nao tem como escapar dele, nao tem o que faça para que o choque pare, com o tempo o rato para de pressionar a barra, enquanto o tom fica ligado ele nao faz, so quando para o tom e da o choque ele volta a buscar o reforçador apertando a barra. ● Um único tom (S) ao mesmo tempo elicia respostas respondentes e compromete o desempenho do operante ● O paradigma da supressão condicionada a relação entre operantes e respondentes Ansiedade Sente ansiedade diante de sinais no nosso ambiente que vão nos sinalizar que um aversivo no ambiente vai acontecer. Descrição de sentimentos para a Análise do Comportamento Alegria ● Sentimos alegria em situações nas quais, no passado respostas produziam reforçadores positivos com a probabilidade ○ Encontrar um velho e animado amigo ○ Ganhar flores do namorado ○ Encontrar um livro recomendado ○ Seu time ganhar o campeonato ● Exemplos têm em comum histórias de pareamento entre respondentes relativos a alegria e estímulos eliciadores condicionados (amigo, flores, livro, vitória) Tristeza ● A tristeza se relaciona com a perda de reforçadores, uma determinada fonte de reforçadores deixa de ser. ○ Brinquedo preferido quebra ○ Perda de um ente querido ○ Relacionamento amoroso termina ○ Time é eliminado do campeonato ○ Perder poder aquisitivo (o dinheiro é algo interessante porque não envolve só uma perda de reforçador mas várias) ● Exemplos têm em comum: não se tem mais acesso a reforçadores Raiva ● A raiva surge na presença de estimulação aversiva que em geral é produzido por outra pessoa ○ Alguém nos diz uma palavra grosseira ○ Agressão física ○ Fazer piada a seu respeito Frustração ● Pode ser considerada parte da raiva ● Nos sentimos frustrados quando um comportamento que habitualmente é reforçado deixa de sê-lo ○ Quando se estuda e vai mal na prova ○ Quando espera o aumento salarial e não vem ○ Quando se espera um presente do namorado Medo ● Ansiedade é a sinalização de um aversivo, já o medo é quando já há no ambiente presente uma estimulação aversiva. ○ Medo do rato ○ Medo de um assalto ○ Durante uma briga Vergonha e culpa ● Sentimentos que surgem diante da apresentação de uma estimulação aversiva ou da retirada de um estímulo reforçador feita por outra pessoa Amor ● Amamos algo ou alguém que nos oferece uma variedade grande de reforçadores de alta intensidade. Conhecimento e autoconhecimento O papel do contexto ● Todo comportamento ocorre num contexto ○ Respondente - quando me sento à mesa salivo mais do que em outras ocasiões (um estímulo elicia uma resposta) ○ Operante - só uso guarda-chuva quando chove Controle de estímulos ● O comportamento muda à medida que muda o contexto ● Contexto= estímulo ● Controle = mudar a frequência ou a probabilidade ○ Experimento com ratinhos: Luz acesa é estímulo discriminativo para a resposta de pressionar a barra, luz apagada é estímulo delta. Estímulos discriminativos ● Experimento dos pombos ○ Disco vermelho - bicar o disco em RF (esquemas de razão produz uma taxa alta de resposta) ○ Disco verde - bicar o em IF (esquemas de intervalo é um esquema que diminui a taxa de resposta mas aumenta a irregularidade) (a princípio o pombo vai bicar igual louco, aí você começa a liberar enquanto ele espera) ○ Quando tiver vermelho (RF) ele vai brincar muito e quando tiver verde (IF) ele vai esperar. (Os dois são SD, que sinaliza o reforçador, mas para que seja reforçado tem que agir de maneira diferente em cada cor) ○ As cores vermelho e verde controlam o bicar do pombo ○ Ambos os estímulos são discriminativos Estímulos discriminativos ● Dirigindo numa estrada de pista simples, tem um carro lento na sua frente, só pode ultrapassar esse carro quando a faixa central estiver tracejada do seu lado e não vindo nenhum carro no sentido oposto. ● Varios estímulos discriminativos: ○ 1 carro lento ○ Faixa tracejada ○ Nenhum carro no sentido oposto ● Qualquer um dos estímulos ausentes a ultrapassagem não ocorre Sequências estendidas e estímulo discriminativo ● Partes de uma atividade devem ocorrer numa sequência determinada para ser reforçada. O progresso pode ser impossível na ausência de certa condição ● Se não tenho um carro, deve alugar um primeiro antes de ir para praia ● Experimento - rato acionar uma alavanca para acender a luz e só então pressionar a barra para ganhar alimento ● (Da mesma forma que na primeira contingência tem a consequência na segunda contingência essa consequência é um SD) ● Conhecimento (você precisa saber uma coisa para entender outra, precisamos saber que tal coisa existe, saber fazer tal coisa, para que se possa fazer a outra e assim por diante) ● Ex de encadeamento: Discriminação ● Quando o comportamento muda diante da mudança de contexto ● Toda discriminação depende de uma história Aprendida - rato pressiona a barra com a luz acesa Inata - codorna se encolhe na presença da sombra do falcão ● Mesmo inata, existe uma história de reforçamento anterior Conhecimento ● Termo definido como mentalista ● Divisão operacional (saber como: é quando você executa algo, saber fazer, ex: nadar, dirigir, etc.) e declarativo (saber sobre: o que você já sabe, porque já aprendeu, ex: o que já aprendeu de AC, quem descobriu o Brasil, etc.) Saber como ● Erika sabe como falar francês, como sabemos que ela fala mesmo? ○ Responde em francês, lê jornal em francês, discute a notícia, entende uma pessoa falando francês, etc. ○ É tudo público não é necessário nenhum evento interno para explicar que a pessoa sabe falar francês ● Dizemos que uma pessoa sabe fazer tal coisa quando vemos a pessoa em ação ● Ver a pessoa nadando serva de SD para eu dizer “Paulo nada bem” ● Dizer “eu sei nadar” precisa ser reforçado pelos outros Saber sobre ● Responder adequadamente ao estímulo discriminativo: saber sobre aves, sobre a guerra civil americana ● Rato sabe que pressionar a barra com a luz acesa produz comida… ● Saber sobre é discriminar ● Processo de aprendizagem e especialmente os erros e acertos que foram discriminados ● É assim que sabemos que nós sabemos (ex: assistir uma palestra e entender sobre o assunto) Mentir ● Mentira e erro tem relação tradicionalmente com ter consciência ou com a intencionalidade ● Para análise do comportamento mentira e erro tem relação com o reforço para o comportamento ● Indicação errada de onde é o correio ○ Se não tem um reforçador - erro ○ Se tem um reforçador - mentira ● Mentir tem a ver com a consequência Autoconhecimento ● Relacionado a introspecção ○ Observação do pensamento ○ Da mesma maneira que se observa um pardal ● Quando observamos podemos falar sobre o que vemos. ● A resposta verbal está sob controle de estímulo discriminativo privado (pensamento) e público (pardal) ● Como aprendemos a descrever sentimentos? ○ Através de dicas dos outros ● Dificuldade de dizer o que sente? ○ Dicas não são evidentes - para os outros dizerem "você está zangado" O autoconhecimento depende de dicas públicas tanto quanto o conhecimento sobre os outros Psicopatologia Para a Análise do Comportamento Psicopatologia ● Área do conhecimento que se dedica a estudar as doenças mentais, suas causas, mudanças estruturais e funcionais relacionadas a ela e suas manifestações. "É um conhecimento que se esforça para ser sistemático, elucidativo e desmistificante." Dalgalarrondo ● Tradicionalmente surge da medicina onde se busca estudar de forma detalhada (descrever o curso e sua origem) eventos que saem no curso da normalidade. Normal X Patológico ● É muito comum o aluno se identificar com o que estudo em psicopatologia. ● Como diferenciar o que é normal do que é patológico? ● Dimensões tais como: frequência, duração, intensidade é o que separa o comportamento normal do patológico. Divergências com o modelo médico ● Modelo médico descreve minuciosamente o comportamento psicopatológico, para AC essa informação não é a mais importante. O mais importante é entender a função de cada comportamento na relação do indivíduo com o seu ambiente ● Modelo médico busca etiologia em anormalidades. AC busca explicar e descrever a probabilidade, frequência e intensidade ● A psiquiatria se esforça a descrever o curso da doença, a AC busca entender as condições que mantém os comportamentos ● Modelo médico batizou a doença como "mental''. AC considera os comportamentos como fruto da seleção pelas consequências. Análise do Comportamento ● Considera que os comportamentos são selecionados pelas suas consequências, por isso, se um comportamento ocorre é porque produz alguma alteração no ambiente que o faz “funcionar” melhor, não existe porque uma "doença mental" o instalou. ● Considera a psicopatologia como um problema de excesso ou déficit de comportamentos. ● Tanto os déficits como os excessos encontrados nos transtornos mentais foram selecionados na relação do indivíduo com o seu ambiente. É portanto uma relação adaptativa. ● A partir dessa perspectiva, Ferster sugere que a AC deve olhar para classes de comportamentos que têm sua frequência aumentada e/ou diminuídas nos quadros psicopatológicos. Transtorno mental é primeiramente uma resposta anormal para uma situação externa normal ou é uma resposta normal para uma situação externa desordenada? - Pode-se admitir que alguns problemas possam ter sua origem em variações da estrutura física - Genética. Mas… - Tem-se estudado cada vez mais modelos experimentais que simulam os transtornos. Conceito de anormalidade ● Estatístico - normal é tudo que a maior parte das pessoas fazem ○ Não faz sentido para AC já que não considera as histórias individuais ● Normal é o que obedece à leis - anormal é caótico não passível de coordenação ○ AC entende que TODOS os comportamentos obedecem a leis gerais, se não obedecem às leis, devem ser revistos. ● Reversibilidade - eventos como visões e ilusões ocorrem e passam mas no comportamento psicopatológico demora a passar ○ AC entende que portamento ocorre ele tem ● Sofrimento - quando o comportamento resulta em lesões, autolesões, prejuízo significativos ou cria obstáculos para viver em sociedade Controle aversivo ● Quando se fala em comportamentos que resultam em sofrimento, pode-se pensar em controle aversivo. Ele pode estar envolvido em comportamentos psicopatológicos. ● Foi estudado entre as décadas de 50 e 70 e depois teve limitações em seu estudo. ● A punição tem sido um processo difícil de ser estudado. Mesmo o comportamento punido foi ou ainda é reforçado. ● Pista para o comportamento patológico: embora