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Livro Didático Digital
Economia e 
Mercado Global
Diretor Executivo 
DAVID LIRA STEPHEN BARROS
Gerente Editorial 
ALESSANDRA VANESSA FERREIRA DOS SANTOS
Projeto Gráfico 
TIAGO DA ROCHA
Autoria 
HELOÍSA DE PUPPI E SILVA
AUTORIA
Heloísa de Puppi e Silva
Sou formada em Ciências Econômicas, possuo mestrado em 
Sustentabilidade pela FAE Centro Universitário e doutorado em Tecnologia 
pelo Programa de Pós-Graduação em Tecnologia e Sociedade (PPGTE) da 
Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). Tenho experiência 
técnico-profissional na área de gestão pública, privada e ambiental. 
Trabalhei na Secretaria de Planejamento do Estado do Paraná (SEPL-PR) e 
atuo profissionalmente há 16 anos em Instituições do Ensino Superior (IES). 
Tenho experiência de seis anos com docência na educação básica e de 13 
anos com ensino na graduação, especialização e a distância. Atualmente, 
leciono as seguintes disciplinas: Economia (micro e macro), Economia 
Brasileira, Custos, Modelagem de Negócios e Inteligência Competitiva. 
Além disso, presto serviços de consultoria em inteligência competitiva e 
meio ambiente. Sou apaixonada pelo que faço e adoro transmitir a minha 
experiência de vida àqueles que estão iniciando em suas profissões. Por 
isso, fui convidada pela Editora Telesapiens a integrar o seu elenco de 
autores independentes. Estou muito feliz em poder te auxiliar nesta fase 
de muito estudo e trabalho. Conte comigo!
ICONOGRÁFICOS
Olá. Esses ícones irão aparecer em sua trilha de aprendizagem toda vez 
que:
OBJETIVO:
para o início do 
desenvolvimento 
de uma nova 
competência;
DEFINIÇÃO:
houver necessidade 
de apresentar um 
novo conceito;
NOTA:
quando necessárias 
observações ou 
complementações 
para o seu 
conhecimento;
IMPORTANTE:
as observações 
escritas tiveram que 
ser priorizadas para 
você;
EXPLICANDO 
MELHOR: 
algo precisa ser 
melhor explicado ou 
detalhado;
VOCÊ SABIA?
curiosidades e 
indagações lúdicas 
sobre o tema em 
estudo, se forem 
necessárias;
SAIBA MAIS: 
textos, referências 
bibliográficas 
e links para 
aprofundamento do 
seu conhecimento;
REFLITA:
se houver a 
necessidade de 
chamar a atenção 
sobre algo a ser 
refletido ou discutido;
ACESSE: 
se for preciso acessar 
um ou mais sites 
para fazer download, 
assistir vídeos, ler 
textos, ouvir podcast;
RESUMINDO:
quando for preciso 
fazer um resumo 
acumulativo das 
últimas abordagens;
ATIVIDADES: 
quando alguma 
atividade de 
autoaprendizagem 
for aplicada;
TESTANDO:
quando uma 
competência for 
concluída e questões 
forem explicadas;
SUMÁRIO
Relação entre micro e macroeconomia ............................................ 12
Da micro para a macroeconomia ........................................................................................ 12
Cadeias produtivas e valor agregado: produto = renda = 
despesa ............................................................................................................................... 14
Moeda, nível de preços e inflação...................................................................16
Moeda e mercado de crédito .......................................................... 17
Nível geral de preços e inflação .................................................... 19
Emprego e desemprego na economia ........................................................ 21
Organização setorial da atividade econômica ...........................................................24
Demanda de mercado específico e demanda agregada ..................................27
Óticas de cálculo do PIB .........................................................................30
As três óticas de cálculo do PIB .......................................................................................... 30
Deflator do PIB, PIB real e PIB nominal ........................................................................... 31
Componentes do PIB e as contas nacionais .................................... 35
Componentes do PIB ...................................................................................................................35
Consumo das famílias ............................................................................................. 36
Investimento das empresas ................................................................................ 36
Os gastos do governo e o orçamento público .......................................37
As exportações líquidas ......................................................................................... 39
PIB e PNB ............................................................................................................................................. 40
PIB e PIL ................................................................................................................................................43
Políticas macroeconômicas fiscais e monetárias..........................46
Sustentabilidade e planejamento econômico .......................................................... 46
O papel do governo no planejamento econômico ............................ 48
Períodos de crise ......................................................................................................... 50
Política e planejamento público .......................................................................54
Políticas expansionistas e contracionistas ................................................ 56
Políticas fiscais .................................................................................................................................. 59
Políticas fiscais contracionistas ......................................................................... 59
Políticas fiscais expansionistas ..........................................................................60
Políticas monetárias ......................................................................................................................62
Taxa de redesconto ....................................................................................................62
Depósito compulsório ............................................................................................. 64
Operações de open market (taxa básica de juros) ...........................65
Políticas monetárias expansionistas e contracionistas ...................66
9
UNIDADE
03
Economia e Mercado Global
10
INTRODUÇÃO
Você sabia que a macroeconomia está relacionada ao ambiente 
sistêmico da competitividade empresarial? A capacidade de as pessoas 
e as empresas viverem no sistema econômico depende da compreensão 
do seu funcionamento. Assim, a macroeconomia estuda os agregados 
econômicos, o equilíbrio geral e o conjunto das atividades econômicas. 
Trata-se de conhecimentos sobre o produto total, a renda, o emprego, 
o desemprego, a taxa de juros, o nível geral de preços, a inflação, o 
orçamento público, entre outros. 
Os agentes da economia, famílias, empresas e governo interagem, 
o que gera formas de organização dos sistemas econômicos. Embora 
não seja possível controlar as variáveis macroeconômicas, indivíduos e 
empresas devem conhecê-las para se comportarem estrategicamente 
em relação a elas. Por isso, quando estudamos macroeconomia, 
aperfeiçoamos os nossos processos decisórios, otimizando as nossas 
escolhas. Estudá-la é, ainda, uma forma de aprimorarmos a nossa 
compreensão sobre as variáveis sistêmicas da competitividade. 
Você sabia que a nossa habilidade adaptativa de vida é relativa aos 
conhecimentos macroeconômicos? Ao longo desta unidade letiva, você 
explorará mais os conteúdos que possibilitam a construção de significados 
sobre esse tema!
Economia e Mercado Global
11
OBJETIVOS
Olá. Seja muito bem-vindo à Unidade 3. Nossa proposta é auxiliá-lo 
no desenvolvimento das seguintes competências:
1. Interpretar a relação entre micro e macroeconomia, bem como o 
nível de preços e do emprego na economia.
2. Explicar ase conjunturais. As políticas 
conjunturais são direcionadas para solucionar problemas momentâneos, 
enquanto as políticas estruturais são direcionadas para a estrutura de 
longo prazo, a fim de garantir a vida futura da sociedade. Além disso, 
para realizar políticas macroeconômicas, é preciso levantar indicadores 
e realizar diagnósticos. Indicadores podem ser retirados dos sites do 
BACEN, IPEA, IBGE, entre outros.
Políticas expansionistas e contracionistas
As políticas macroeconômicas são as formas utilizadas pelo governo 
para promover o equilíbrio geral da economia. Para cumprir com as suas 
funções, o governo realiza políticas macroeconômicas fiscais, monetárias 
e cambiais. O equilíbrio geral da economia pode ser obtido por meio de:
 • Políticas macroeconômicas expansionistas ou políticas de 
crescimento.
As políticas macroeconômicas expansionistas aumentam o volume 
de moeda em circulação e pressionam a inflação. Com a adoção de 
políticas de crescimento, haverá maior demanda, maior consumo e, por 
consequência, maiores serão os investimentos, o emprego e o consumo, 
Economia e Mercado Global
57
e as empresas entenderão que podem investir mais, empregar mais e 
assim sucessivamente.
 • Políticas macroeconômicas contracionistas ou políticas restritivas.
As políticas macroeconômicas contracionistas reduzem o volume 
de moeda em circulação e tendem a reduzir a inflação. Com a adoção 
de políticas restritivas, haverá menor demanda, menor consumo e, por 
consequência, menores serão os investimentos, o emprego e o consumo, 
e as empresas entenderão que devem investir menos, empregar menos 
e assim sucessivamente.
Ambas as políticas, expansionistas e contracionistas, são 
importantes e, quando praticadas em excesso, podem desencadear 
crises. Não existe política boa ou ruim, mas existe a política mais adequada 
para um determinado momento. Por isso, devemos manter o foco na 
sustentabilidade e na vida, quando planejamos. Esses objetivos guiarão 
as decisões mais apropriadas para cada momento da vida individual e em 
sociedade. 
EXEMPLO
Quando o governo gasta e transfere muitos recursos para o 
sistema econômico, ele está fazendo uma política expansionista. Com 
essa política, as pessoas tenderão a gastar mais, o que gera inflação e 
aumenta a dívida pública. Dessa forma, o governo precisará pagar as suas 
contas. Desse modo, para reequilibrar, o governo precisará reduzir seus 
gastos e transferir menos recursos para a economia. Isso é uma política 
contracionista, direcionada para a redução da inflação e da dívida pública. 
Com esse tipo de política, em um próximo período de tempo, o governo 
poderá direcionar mais esforços para atender os anseios da sociedade. 
As políticas macroeconômicas podem desencadear:
 • Círculo virtuoso (ciclo de expansão do sistema econômico)
Caso ocorra um aumento nos investimentos, haverá um aumento 
da produção, do emprego, da renda, da demanda, do consumo e assim 
sucessivamente, o que levará as empresas a entenderem que podem 
investir mais. Esse é um ciclo de expansão da economia. Políticas 
Economia e Mercado Global
58
expansionistas tendem a desencadear ciclos de expansão ou de 
aquecimento da atividade econômica. Um círculo virtuoso.
 • Círculo vicioso (ciclo de contração do sistema econômico)
Por outro lado, caso ocorra uma redução nos investimentos, 
haverá uma redução da produção, do emprego, da renda, da demanda, 
do consumo e assim sucessivamente, o que levará as empresas a 
entenderem que podem reduzir os investimentos. Esse é um ciclo de 
contração da economia. Políticas contracionistas tendem a desencadear 
ciclos de recessão ou de desaquecimento da atividade econômica. Um 
círculo vicioso. 
Figura 11 – Círculo virtuoso e vicioso
Fonte: Elaborado pela autora (2022).
VOCÊ SABIA?
Você já ouviu dizer que a economia oscila em ciclos de 
expansão e contração? Busque saber mais sobre as teorias 
dos ciclos econômicos. Os fisiocratas David Ricardo, Joseph 
Alois Schumpeter e Ludwig Von Mises são alguns autores 
que tratam dos ciclos econômicos em suas teorias.
Economia e Mercado Global
59
Políticas fiscais
As políticas fiscais têm origem nas contas do governo (G = A – T). 
Para fazer política fiscal, o governo atua pelos instrumentos fiscais, que 
são: as arrecadações (A) ou as transferências (T) que realiza para o sistema 
econômico. 
A figura a seguir sintetiza as políticas fiscais, as quais podem ser 
expansionistas e contracionistas, e serão detalhadas nas linhas a seguir. 
Figura 12 – Política fiscal expansionista e contracionista
Fonte: Elaborado pela autora (2022).
Políticas fiscais contracionistas
Se o governo aumentar a arrecadação (A) ou reduzir as transferências 
(T), realizará políticas fiscais contracionistas.
Quando o governo aumenta a arrecadação, as pessoas têm menos 
dinheiro para consumir ou para investir, porque precisam pagar mais 
impostos. Se as pessoas reduzirem o consumo ou o investimento, as 
empresas entendem que devem produzir menos e contratarão menos 
funcionários, os quais terão menor renda, ocasionando menor demanda, 
menor consumo e assim por diante. 
IMPORTANTE:
Os preços caem e a inflação reduz porque a demanda 
diminui, e a redução dos gastos corresponde a um menor 
volume de transferências de recursos.
Economia e Mercado Global
60
Quando o governo reduz as transferências, corta gastos e o 
orçamento público com infraestrutura, meio ambiente, pesquisa, 
educação, entre outros. Vale lembrar que há limites nos cortes dos gastos 
que são previstos por lei, como os cortes em saúde e educação. 
Se o governo reduzir os gastos, contratará menos serviços, 
consumirá menos bens para o funcionamento da estrutura pública, e 
as empresas privadas que atendem à demanda de bens e serviços do 
governo deixarão de receber, investirão menos, contratarão menos, 
remunerarão menos e o consumo cairá.
Se o governo gastar menos e arrecadar mais, haverá uma redução 
da dívida pública.
 • Sabendo que G = A – T, 
 • Se A > T, o governo registra superávit e reduz a dívida pública. 
Isso torna o governo mais eficiente para gerir os recursos públicos 
e garantir a prestação do serviço público pelo qual a sociedade 
pagou. 
Políticas fiscais expansionistas
Se o governo reduzir a arrecadação (A) ou aumentar as transferências 
(T), realizará políticas fiscais expansionistas.
Quando o governo reduz a arrecadação, as pessoas têm mais 
dinheiro para consumir ou para investir, porque terão que pagar menos 
impostos. Se as pessoas aumentarem o consumo ou investimento, 
as empresas entendem que devem produzir mais, contratarão mais 
funcionários, estes terão maior renda, maior será a demanda, o consumo 
e assim por diante. 
Os preços sobem e ocorrem pressões inflacionárias porque a 
demanda aumenta e a ampliação dos gastos corresponde a um maior 
volume de transferências de recursos. 
Economia e Mercado Global
61
VOCÊ SABIA?
O aumento do gasto público e a dívida pública são umas 
das principais causas da inflação. 
Quando o governo aumenta as transferências, faz obras de 
infraestrutura, meio ambiente, pesquisa, educação, entre outros. Vale 
lembrar que o governo precisa ter projetos de longo prazo para realizar 
investimentos de acordo com o interesse público. 
Se o governo aumentar os gastos, contratará mais serviços, 
consumirá mais bens para o funcionamento da estrutura pública, e 
as empresas privadas que atendem à demanda de bens e serviços do 
governo receberão mais, investirão mais, contratarão mais, remunerarão 
mais e o consumo aumentará.
REFLITA:
A sociedade precisa decidir qual deve ser o tamanho da 
atuação do governo, refletindo sobre a sua eficiência para 
gerir os recursos que recebe via arrecadação pública. 
Caso o governo reduza a sua participação no sistema 
econômico, as empresas privadas tenderão a assumir 
novas responsabilidades na sociedade.
Se o governo gastar mais e arrecadar menos, haverá umaumento 
na dívida pública.
 • Sabendo que G = A – T, 
 • Se Aemprego, o consumo 
e a inflação. São elas:
 • A redução da taxa de redesconto.
 • A redução do depósito compulsório.
 • A redução da taxa básica de juros dos títulos públicos. 
Economia e Mercado Global
67
Figura 13 – Políticas monetárias expansionistas e contracionistas
Fonte: Elaborado pela autora (2022).
SAIBA MAIS:
Um exemplo de sucesso de planejamento público 
e macroeconômico no Brasil é o Plano Real. Ele foi 
implementado a partir de 1993 e, em 1994, o real entrou 
em circulação. O Plano Real foi um conjunto de políticas 
administrativas, regulatórias e macroeconômicas 
contracionistas. O objetivo era o de conter a inflação e, 
para isso, o governo aumentou a taxa de juros, reduziu as 
transferências e aumentou os impostos. 
O plano atingiu seus objetivos e, até hoje, há equilíbrio monetário 
no país. Em 2019, estamos comemorando 25 anos do Plano Real no 
Brasil! Quer saber mais sobre esse conteúdo? Sugiro que você assista aos 
seguintes filmes, documentários e entrevistas:
 • Assista a um rápido documentário intitulado: “Plano Real: 25 Anos 
da moeda que salvou o Brasil”. Disponível aqui. 
 • Assista ao filme “Real - O Plano Por Trás da História”, disponível 
aqui. 
 • Leia sobre os 25 anos do real no site do Banco Central do Brasil, 
disponível aqui. 
Economia e Mercado Global
https://bit.ly/2GAWNG3
https://bit.ly/3k25F69
https://bit.ly/3mdYLgb
68
RESUMINDO:
Achou curioso o conteúdo deste capítulo? Você 
compreendeu as políticas macroeconômicas monetárias 
e fiscais? Está pronto para revisar o que trabalhamos? 
No decorrer do capítulo, estudamos o propósito de um 
planejamento para a sustentabilidade, ao conhecermos o 
papel do governo, os períodos de crise e a necessidade de 
se estabelecerem políticas e planejamento público, bem 
como as políticas expansionistas e contracionistas fiscais e 
monetárias. 
Quando as contas públicas ou externas do país estão 
desequilibradas, ao apresentarem sucessivos déficits ou 
ao registrarem altos níveis de endividamento, e quando há 
altos níveis inflacionários, o governo utiliza os instrumentos 
de políticas macroeconômicas para contrair a economia. 
Trata-se de um ajuste macroeconômico. Para isso, precisa 
aumentar os impostos ou reduzir as suas transferências 
(política fiscal) ou, ainda, aumentar a taxa básica de juros 
(política monetária). Com esses posicionamentos, o governo 
pode ajustar as contas públicas, a fim de registrar superávits 
para diminuir a dívida pública e o volume de moeda em 
circulação, o que reduz as pressões inflacionárias. 
Além disso, constatamos que o governo precisa estar 
constantemente regulando as suas contas e, para isso, precisa planejar os 
seus fluxos financeiros para não colocar o país em situações de crise. Por 
fim, o governo também precisa gerir as políticas macroeconômicas fiscais 
e monetárias para financiar adequadamente as suas atividades. 
Economia e Mercado Global
69
REFERÊNCIAS
BANCO CENTRAL DO BRASIL. 25 anos do Real. Banco Central do 
Brasil, [s.d.]. Disponível em: https://bit.ly/2ZonuEv. Acesso em: 13 set. 2022.
BANCO CENTRAL DO BRASIL. Índices de Preços. Banco Central do 
Brasil, [s.d.]. Disponível em: https://bit.ly/2Fpvaz5. Acesso em: 13 set.2022.
BACEN (Banco Central do Brasil). O Dinheiro no Brasil, [s.d.]. 
Disponível em: https://www.bcb.gov.br. Acesso em: 09 set.2022.
BANCO CENTRAL DO BRASIL. O que é inflação. Banco Central do 
Brasil, [s.d.]. Disponível em: https://bit.ly/33ctKAn. Acesso em: 13 set. 2020.
BANCO CENTRAL DO BRASIL. Recolhimentos compulsórios. Banco 
Central do Brasil, [s.d.]. Disponível em: https://bit.ly/2Rc8AN3. Acesso em: 
Acesso em: 13 set. 2022.
BANCO CENTRAL DO BRASIL. Recomendações da Basiléia. Banco 
Central do Brasil, [s.d.]. Disponível em: https://bit.ly/2FhoT8S. Acesso em: 
13 set. 2022.
BACEN (Banco Central do Brasil). Série Histórica dos Meios de 
Pagamento Ampliados. Disponível em: https://bitly.is/3lZJXBD. Acesso 
em: Acesso em: 09 set. 2022.
BACEN (Banco Central do Brasil). SGS. Disponível em: https://
www3.bcb.gov.br/sgspub/consultarvalores/consultarValoresSeries.
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BANCO CENTRAL DO BRASIL. Taxa Selic. Banco Central do Brasil, 
[s.d.]. Disponível em: https://bit.ly/3bISLaf. Acesso em: 13 set. 2020.
BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República 
Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Presidência da República, 
[1988]. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/
constituicao.htm Acesso em: 28 mar. 2022.
DORNBUSCH, R.; FISCHER, S. Macroeconomia. 11. ed. Porto Alegre: 
AMGH, 2013.
Economia e Mercado Global
https://www.bcb.gov.br/acessoinformacao/legado?url=https:%2F%2Fwww.bcb.gov.br%2Fhtms%2Fmuseu-espacos%2Fdinheirobrasileiro%2Fhistdinbr.asp%3Fidpai%3DMUSEU
https://bit.ly/33ctKAn
https://bit.ly/2Rc8AN3
https://bit.ly/2FhoT8S
https://bitly.is/3lZJXBD
https://www3.bcb.gov.br/sgspub/consultarvalores/consultarValoresSeries.do?method=consultarValores
https://www3.bcb.gov.br/sgspub/consultarvalores/consultarValoresSeries.do?method=consultarValores
https://www3.bcb.gov.br/sgspub/consultarvalores/consultarValoresSeries.do?method=consultarValores
https://bit.ly/3bISLaf
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
70
FROYEN, R. Macroeconomia: teorias e aplicações. 2. ed. São Paulo: 
Saraiva, 2013.
HISTÓRIA DO BRASIL POR BORIS FAUSTO (PARTE 7) - Brasil na 
Redemocratização (1985 à atualidade), 2016. 1 vídeo (30 min). Publicado 
pelo canal Estudos Turísticos. Disponível em: https://www.youtube.com/
watch?v=COAAliUayb8. Acesso em: 13 set. 2022.
IBGE. Indicadores Sociais Mínimos – ISM. Instituto Brasileiro de 
Geografia e Estatística, [s.d.]. Disponível em: https://bit.ly/33ejwQ4. 
Acesso em: 13 set. 2020.
IBGE. Matriz de Insumo-Produto. Instituto Brasileiro de Geografia 
e Estatística, [s.d.]. Disponível em: https://bit.ly/3ir6kxm. Acesso em: 13 
set. 2022.
IBGE. O que é o PIB. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 
[s.d.]. Disponível em: https://bit.ly/3m7R4Yv. Acesso em: 13 set. 2020.
IBGE. Pesquisa Anual de Comércio - PAC. Instituto Brasileiro de 
Geografia e Estatística, [s.d.]. Disponível em: https://bit.ly/32bdXma. 
Acesso em: 13 set. 2022.
IBGE. Pesquisa Anual de Serviços – PAS. Instituto Brasileiro de 
Geografia e Estatística, [s.d.]. Disponível em: https://bit.ly/3hhXoJo. 
Acesso em: 13 set. 2022.
IBGE. Produção Agrícola Municipal - PAM. Instituto Brasileiro de 
Geografia e Estatística, [s.d.]. Disponível em: https://bit.ly/2ZlHtUm. 
Acesso em: 13 set. 2022.
SIDRA. IBGE. Tabela 4099 - Taxas de desocupação e de subutilização 
da força de trabalho, na semana de referência, das pessoas de 14 anos 
ou mais de idade. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, [s.d.]. 
Disponível em: https://sidra.ibge.gov.br/tabela/4099. Acesso em: 13 set. 
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IBGE. Sistema de Contas Nacionais - SCN. Instituto Brasileiro de 
Geografia e Estatística, [s.d.]. Disponível em: https://bit.ly/3il51jS. Acesso 
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Economia e Mercado Global
https://bit.ly/33ejwQ4
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https://bit.ly/3m7R4Yv
https://bit.ly/32bdXma
https://bit.ly/3hhXoJo
https://bit.ly/2ZlHtUm
https://bit.ly/3il51jS
71
LUNELLI, R. L. Depreciação contábil segundo os critérios da Lei n.º 
11.638/2007. Portal de Contabilidade, [s.d.]. Disponível em: https://bit.
ly/3hhXzEy. Acesso em: 13 set. 2022.
MINISTÉRIO DA ECONOMIA. Orçamento. Disponível em: https://
www.gov.br/economia/pt-br. Acesso em: 09 set. 2022.
PINHO, D. B.; VASCONCELLOS, M. A. S. (org.). Manual de economia. 
6. ed. São Paulo: Saraiva, 2011.
PLANO REAL: 25 Anos da moeda que salvou o Brasil, 2019. 1 vídeo 
(10 min). Publicado pelo canal LIVRES. Disponível em: https://www.
youtube.com/watch?v=l3mTctmR0Xk. Acesso em: 13 set. 2022.
UNFPA. World Population Dashboard. 
United Nations Population Fund, [s.d.]. Disponível em: https://www.unfpa.org/data/world-population-dashboard. Acesso em: 13 set. 2022.
VASCONCELLOS, M. A. S.; GARCIA, M. E. Fundamentos de 
Economia. 3. ed. São Paulo: Saraiva, 2008.
Economia e Mercado Global
https://bit.ly/3hhXzEy
https://bit.ly/3hhXzEy
	_Hlk21973333
	Relação entre micro e macroeconomia
	Da micro para a macroeconomia
	Cadeias produtivas e valor agregado: produto = renda = despesa
	Moeda, nível de preços e inflação
	Moeda e mercado de crédito
	Nível geral de preços e inflação
	Emprego e desemprego na economia
	Organização setorial da atividade econômica
	Demanda de mercado específico e demanda agregada
	Óticas de cálculo do PIB 
	As três óticas de cálculo do PIB
	Deflator do PIB, PIB real e PIB nominal
	Componentes do PIB e as contas nacionais
	Componentes do PIB
	Consumo das famílias
	Investimento das empresas
	Os gastos do governo e o orçamento público
	As exportações líquidas
	PIB e PNB
	PIB e PIL 
	Políticas macroeconômicas fiscais e monetárias
	Sustentabilidade e planejamento econômico
	O papel do governo no planejamento econômico
	Períodos de crise
	Política e planejamento público
	Políticas expansionistas e contracionistas
	Políticas fiscais
	Políticas fiscais contracionistas
	Políticas fiscais expansionistas
	Políticas monetárias
	Taxa de redesconto
	Depósito compulsório
	Operações de open market (taxa básica de juros)
	Políticas monetárias expansionistas e contracionistastrês óticas de cálculo do PIB, o deflator do PIB, o PIB 
real e o PIB nominal.
3. Identificar os componentes do PIB e as contas nacionais.
4. Interpretar as políticas macroeconômicas fiscais e monetárias.
Preparado para mergulhar e aprofundar ainda mais o seu 
conhecimento? Bom trabalho!
Economia e Mercado Global
12
Relação entre micro e macroeconomia
OBJETIVO:
Ao término deste capítulo, você terá compreendido a 
relação entre a micro e a macroeconomia. Trabalharemos, 
também, o nível geral de preços, a inflação, o mercado de 
trabalho e o desemprego. Além disso, você compreenderá 
de que forma os comportamentos individuais e das 
empresas compõem o valor agregado e dão forma às 
cadeias produtivas e aos setores da atividade econômica. 
Isso será relevante para o exercício de sua profissão, porque 
ampliará a visão do seu processo decisório. As pessoas que 
entendem a formação do equilíbrio geral contextualizam 
melhor as suas escolhas e tendem a progredir em suas 
vidas pessoais e profissionais. Motivado a desenvolver mais 
uma forma de se pensar sobre o ambiente econômico? 
Vamos lá!
Da micro para a macroeconomia
Macroeconomia é o campo de estudos da economia que se ocupa 
dos agregados econômicos e do equilíbrio geral. Já a microeconomia é o 
campo de estudos da economia que se ocupa dos mercados específicos 
e do equilíbrio parcial.
EXPLICANDO MELHOR:
A macroeconomia é composta pelo todo da atividade 
econômica, enquanto a microeconomia representa as 
partes. O todo é composto de partes, e as partes compõem 
o todo. Isso não tem relação com a abrangência territorial. As 
empresas ofertam produtos nos diversos mercados (micro). 
O somatório de todos os bens e serviços produzidos em 
um país, em um determinado período de tempo, determina 
o Produto Interno Bruto (PIB) (macro). Contudo, o somatório 
dos produtos individuais (micro) de cada atividade de uma 
economia determina o produto agregado ou PIB (macro).
Economia e Mercado Global
13
Na Figura 1, tecnicamente, os mercados específicos estão 
representados pelo mercado do bem x. Já o agregado econômico está 
representado pelo fluxo circular da renda:
Figura 1 – Fluxo circular da renda 
Fonte: Elaborado pela autora (2022).
EXEMPLO
São exemplos de microeconomia os mercados específicos, tais 
como os de café, de água, de pães, de sofás, de móveis, de imóveis, de 
vestuário, de alimentos, de máquinas, de equipamentos, de serviços, de 
telecomunicações, de energia elétrica, entre outros. Por outro lado, são 
exemplos de macroeconomia: o PIB, a inflação, a taxa de câmbio, a taxa 
básica de juros para toda a economia, que, no Brasil, é representada pela 
taxa Selic, entre outros agregados de renda e produção. 
Para melhor esclarecermos as distinções entre a micro e a 
macroeconomia, observe outro exemplo: os consumidores demandam 
os diversos mercados (micro). O somatório dessas demandas determina 
a Demanda Agregada (DA) (macro). Já a formação de preços nos diversos 
mercados ocorre por meio do encontro das forças de oferta e demanda 
de mercado (micro). O agregado dos preços não se caracteriza como 
um somatório, mas é entendido como um nível de preços geral para 
a economia (macro). Há, também, trabalhadores e demais fatores de 
produção em todos os processos produtivos (micro). De modo agregado, 
temos o emprego ou o desemprego da economia (macro). 
Economia e Mercado Global
14
Portanto, o que determina a micro ou a macroeconomia não é um 
território, mas a observação de segmentos específicos ou agregados da 
atividade econômica.
Cadeias produtivas e valor agregado: produto = 
renda = despesa
Na atividade produtiva, os fatores são transformados no processo de 
produção. Assim, os bens de capital transformam os bens intermediários 
em bens finais. Do encadeamento do processo de produção das 
instituições, formam-se as cadeias produtivas, as quais se entrelaçam no 
tecido produtivo por meio das relações sociais. Esse entrelaçamento é a 
base de geração de renda da sociedade.
Lembre-se do fluxo circular da renda (Figura 1). Note que o fluxo 
real é o fluxo da produção e que, se desagregarmos as atividades 
produtivas, será possível observar diversas cadeias produtivas. As cadeias 
produtivas são, desse modo, o encadeamento das etapas dos processos 
de produção que resultam das interações entre oferta e demanda nos 
mercados de fatores e de bens e serviços. 
Cada etapa do processo produtivo gera um valor agregado ou 
valor adicionado para a economia. Isso é possível porque cada etapa 
de transformação deve remunerar os fatores terra, capital, trabalho, 
capacidade empresarial e tecnologia, os quais são utilizados no processo 
produtivo do bem. 
Até o momento, estudamos os principais raciocínios da economia 
e algumas abordagens sobre a microeconomia. A partir deste momento, 
faremos a relação entre a micro e a macroeconomia por meio das 
principais variáveis econômicas. 
EXEMPLO
Para compreender de que forma o valor adicionado se forma no 
sistema econômico e qual é a relação entre a micro e a macroeconomia, 
apresentaremos um exemplo com suposições de valores monetários que 
não necessariamente estão de acordo com os valores reais praticados 
na produção do bem em questão. Também é importante explicar que o 
Economia e Mercado Global
15
exemplo presente na Figura 2 referencia os valores por unidade produzida, 
nesse caso, por móvel produzido (pense em um sofá). Outra consideração 
é a de que, na produção de móveis, há outros bens intermediários não 
ilustrados no exemplo. 
Na Figura 2, observe que cada etapa do processo produtivo compra 
um determinado bem e o vende, depois de transformado, por outro valor. 
Além disso, perceba que quem produz as chapas de madeira compra as 
toras, que são bens intermediários, por R$ 350,00. O responsável por essa 
etapa utilizará os fatores terra, capital, trabalho, capacidade empresarial 
e tecnologia para fazer as chapas de madeira. Portanto, esses fatores 
devem ser remunerados com aluguéis, salários, juros, lucros e royalties, os 
quais somam o total de R$ 200,00. Assim, quem faz as chapas de madeira 
as venderá por R$ 550,00 para aquele que produzirá os móveis. O valor 
adicionado nessa etapa foi de R$ 200,00 por móvel produzido, incluídas 
todas as remunerações de todos os fatores de produção utilizados nessa 
etapa da cadeia produtiva.
EXPLICANDO MELHOR:
O preço do produto “móvel” é de R$ 1.500,00. Da mesma 
forma, as remunerações pagas em cada etapa do processo 
produtivo e valor agregado também totalizam R$ 1.500,00, 
que correspondem à soma das remunerações de cada 
etapa do processo produtivo: R$ 200,00 do plantio florestal 
(valor de saída de R$ 200,00, subtraído o valor de entrada 
de R$ 0,00); mais R$ 150,00 do beneficiamento da madeira 
(valor de saída de $ 350,00, subtraído o valor de entrada 
de R$ 200,00); mais R$ 200,00 da produção de chapas de 
madeira (valor de saída de R$ 550,00, subtraído o valor de 
entrada de R$ 350,00); e mais R$ 950,00 da produção de 
móveis (valor de saída R$  1.500,00, subtraído o valor de 
entrada R$ 950,00). Por outro lado, a demanda, quando 
procura por móveis, despenderá (dispêndio) R$ 1.500,00 
para adquirir o produto. Em outras palavras, terá uma 
despesa em valor monetário igual ao preço do produto e 
igual às remunerações do processo produtivo. 
Economia e Mercado Global
16
Para completar o seu entendimento, retome o estudo do fluxo 
circular da renda, porque ele justifica todas as remunerações da 
atividade econômica a partir dos fluxos real e monetário. Assim, é 
possível compreendermos de que forma a microeconomia compõe a 
macroeconomia.
Utilizamos, como exemplo, a produção de móveis, mas ela é apenas 
uma das inúmeras cadeias produtivas contidas no sistema econômico. 
Isso ocorre para todos os produtos. Dessa forma, de modo agregado, 
escrevemos a equação: produto = renda = despesa. 
Figura 2 – Formação do valor agregado: produto = renda =despesa
Fonte: Elaborado pela autora (2022).
NOTA:
O exemplo do valor adicionado é uma forma didática 
de explicar o conteúdo. A operacionalização, na prática, 
requer compreensões de níveis mais aprofundados dos 
cálculos econômicos, principalmente porque devem ser 
considerados os fluxos e os valores de importações e 
exportações regionais e internacionais, o que resulta em 
diferenças entre os valores do Produto Interno Bruto (PIB) e 
do Valor Adicionado (VA) em territórios específicos.
Moeda, nível de preços e inflação
A moeda possibilita as operações de troca, poupança e 
financiamentos na atividade econômica. Sua posse caracteriza os 
agentes em superavitários ou deficitários, e as variações de seu volume 
em circulação podem desencadear movimentos inflacionários ou 
deflacionários nos sistemas econômicos. 
Economia e Mercado Global
17
Moeda e mercado de crédito
A história da moeda nos mostra por que ela foi sofrendo 
aprimoramentos no decorrer de sua formação. Ela passou por diversos 
estágios até chegar à forma que tem hoje, desde o escambo, passando 
pela moeda mercadoria, moeda simbólica, escritural e sofisticada. 
Dadas as suas características ou funções, é possível compreender 
por quais motivos nós demandamos moeda: precaução, transação e 
especulação. A moeda é algo aceito por uma nação como meio de troca, 
reserva de valor e unidade de conta. Contudo, há meios de pagamentos 
mais líquidos e de menor liquidez. Os meios de pagamentos são as formas 
de ativos que a moeda assume no sistema econômico e que transitam no 
sistema financeiro e de capitais.
A autoridade monetária – Banco Central – controla o volume de 
moeda em circulação por meio dos meios de pagamentos, os quais estão 
classificados em M0, M1, M2, M3 e M4, de acordo com a liquidez dos ativos 
monetários. O papel-moeda, o depósito à vista nos bancos comerciais e 
cartão de débito, por exemplo, são os meios mais líquidos, ou seja, têm 
maior aceitação, quando comparados a uma previdência privada. Embora 
um título público tenha liquidez, ele não é aceito em qualquer banca de 
revistas, e seus outros investimentos não são transformados facilmente 
em moeda corrente. Por isso, dizemos que não possui liquidez.
Os meios de pagamentos são:
 • M0 – Moeda em poder do público (papel-moeda e moeda 
metálica).
 • M1 – M0 + depósito à vista nos bancos comerciais.
 • M2 – M1 + poupança (juros) e títulos privados.
 • M3 – M2 + renda fixa.
 • M4 – M3 + títulos públicos.
Economia e Mercado Global
18
REFLITA:
A posse, ou não, da moeda caracteriza os agentes em 
superavitários (recebem mais do que gastam) ou em 
deficitários (gastam mais do que recebem). Você é um 
agente deficitário ou superavitário?
Os conceitos de agentes e resultados superavitário e deficitário 
se aplicam às famílias, às empresas, aos governos e aos países. Nesse 
sentido, surgem os termos “dívida pública”, “dívida privada” e “dívida 
externa”. 
Os agentes superavitários emprestam dinheiro aos agentes 
deficitários, o que gera as operações financeiras e de crédito. Por exemplo: 
os bancos emprestam moeda para as pessoas terem crédito. As pessoas, 
por sua vez, financiam o pagamento desse crédito. Uma pessoa deficitária 
pode ter o seu limite da conta do banco coberto por um agente financeiro, 
o qual cobra juros pelo serviço de empréstimo de moeda. Ao tomar o 
dinheiro emprestado, uma pessoa recebeu um crédito, que deve ser 
pago ao agente credor, nesse caso, o banco. Esse pagamento pode ser 
financiado.
Observe, na figura a seguir, que “taxa de juros” é o nome do preço 
da moeda. Empréstimo de moeda é uma prestação de serviço. O banco 
cobra juros por um serviço prestado a empresas e pessoas físicas. 
Figura 3 – Mercado de crédito e taxa de juros
Fonte: Elaborado pela autora (2022).
Economia e Mercado Global
19
NOTA:
O mercado de crédito da figura anterior é uma representação 
didática. Na prática, há considerações técnicas sobre a 
oferta de moeda, as quais dizem respeito aos níveis mais 
avançados da teoria econômica.
Nível geral de preços e inflação
A moeda também tem impactos na economia de acordo com o seu 
volume em circulação no sistema econômico. Caso o volume de moedas 
em circulação seja maior que a capacidade de geração de renda do 
sistema, há o fenômeno da inflação. 
DEFINIÇÃO:
Inflação é o aumento generalizado do nível de preços.
A inflação pode ter diversas causas, e uma delas é o alto volume de 
moeda em circulação. Quando as pessoas detêm dinheiro, elas buscam 
maximizar as suas satisfações. Assim, aumentam a demanda e a oferta, e 
os produtores, por sua vez, entendem que podem aumentar o preço de 
seus produtos, porque há muitas pessoas aptas e dispostas a pagar um 
valor mais alto pelo bem ou serviço produzido.
EXEMPLO
Quando o governo flexibiliza a tomada de crédito pelas pessoas, 
estabelecendo uma taxa mais baixa de juros, os indivíduos podem adquirir 
mais bens, serviços e investimentos. Dessa forma, a demanda aumentará 
e a oferta entenderá que pode aumentar o preço de seus produtos. Isso 
causa um aumento generalizado do nível de preços.
A inflação não é o aumento do preço de um ou de outro produto. 
Trata-se do aumento generalizado, que pode ter sido desencadeado pelo 
aumento de apenas um produto: o petróleo, por exemplo. Nesse caso, o 
aumento do nível de preços não foi causado pelo volume de moeda em 
Economia e Mercado Global
20
circulação, mas devido ao aumento do preço de um importante insumo 
da economia. Caso o preço do petróleo aumente, subirá o preço dos 
transportes e de todos os produtos que o têm como insumo ou fonte 
de geração de energia. Esse fenômeno ocorre de modo encadeado, 
dissipando-se para toda atividade econômica. Nesse caso, a inflação 
ocorreu devido ao aumento dos custos de produção.
IMPORTANTE:
As variações do nível geral de preços são medidas pelos 
índices de preços calculados pelo Instituto Brasileiro de 
Geografia e Estatística (IBGE), pela Fundação Getúlio Vargas 
(FBV) e pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas 
(FIPE). O acompanhamento desses índices permite 
observar se há inflação ou deflação.
A inflação impacta a atividade econômica, porque altera as 
características da moeda e distorce os valores monetários que justificam 
os motivos de demanda por moeda. 
Quando a inflação atinge altos níveis, é caracterizada como 
hiperinflação e denigre, por exemplo, a possibilidade de se poupar, 
impedindo a reserva de valor. 
EXEMPLO
Suponha que você gostaria de ter comprado dois ventiladores no 
verão passado. Naquela época, foi até a loja e viu que o preço de cada 
um era R$ 100,00. Não tinha o dinheiro, não quis realizar uma operação 
de crédito com um financiamento e resolveu poupar durante o ano até 
conquistar R$ 200,00. Neste verão, você pegou os R$ 200,00, foi até a 
loja e viu que o preço de um ventilador mudou para R$ 105,00 e que, 
em conjunto, os dois ventiladores custariam R$ 210,00. Você guardou 
esse dinheiro durante o ano para comprar dois ventiladores, mas pôde 
apenas comprar um. Isso ocorreu porque, no decorrer do ano, a atividade 
econômica passou por um período inflacionário, mesmo que moderado, 
o que fez com que a reserva de valor não fosse possível e a poupança não 
tivesse um rendimento suficiente para cobrir a inflação. Por constatação, 
Economia e Mercado Global
21
você perdeu poder aquisitivo, pois houve um aumento no preço do 
ventilador. 
O exemplo foi dado para apenas um produto. Expanda-o para toda 
a cesta de consumo de uma família. A inflação denigre as características 
ou funções da moeda, impedindo a poupança, por exemplo, e causa 
perda do poder aquisitivo da população. 
Em meio a altos níveis inflacionários, as pessoas deixam de acreditar 
na economia. Assim, a inflação pode desencadear uma crise no governo 
e no Estado. 
SAIBA MAIS:
Leia sobre a crise do Estado e a inflação na década de 
1980. Há filmes do historiador Boris Fausto,na internet, que 
retratam esse período. Um exemplo é “História do Brasil por 
Boris Fausto (Parte 7) - Brasil na Redemocratização (1985 à 
atualidade)”, disponível aqui. 
Emprego e desemprego na economia
A observação do emprego e do desemprego, na economia, 
pode se dar sobre o mercado de trabalho ou envolve o emprego dos 
demais fatores de produção (terra, capital, capacidade empresarial e 
tecnologia). De acordo com o IBGE (on-line), em relação aos Indicadores 
Sociais Mínimos (ISM), a taxa de desocupação (ou desemprego aberto) 
é a  percentagem das pessoas desocupadas em relação às  pessoas 
economicamente ativas (PEA). Já a população economicamente ativa 
(PEA) é composta pelas pessoas de 10 a 65 anos de idade que foram 
classificadas como ocupadas ou desocupadas na semana de referência 
da pesquisa. A PEA é uma parte da PIA (população em idade de atividade).
FÓRMULA
Número de desempregados / PEA*.
*Em que: PEA é o conjunto de empregados e desempregados.
Economia e Mercado Global
https://bit.ly/3ijLpfO
22
As pessoas podem estar desocupadas por motivos tais como 
saúde e aspectos legais. De acordo com a legislação trabalhista, no 
Brasil, não é permitido o trabalho para menores de 14 anos de idade. Isso 
significa que não são todas as pessoas em idade economicamente ativa 
(PEA) que estão aptas e dispostas a trabalhar, e a pesquisa de emprego e 
desemprego deve considerar essas limitações no momento de realização 
das estatísticas. 
EXEMPLO
Os dados do gráfico de desemprego presente na Figura 4 foram 
retirados do site do IBGE, em conjunto com a SIDRA (s.d.), no qual se faz 
presente a Tabela 4099. Trata-se da taxa de desocupação, na semana de 
referência, das pessoas de 14 anos ou mais de idade (%). Note que, no 
primeiro trimestre de 2017, o desemprego no Brasil atingiu o patamar de 
13,7% devido à crise iniciada no ano de 2014. No segundo trimestre de 
2019, a taxa se encontrava em 12%.
Figura 4 – Taxa de desemprego no Brasil (2012-2019)
Fonte: Adaptado de IBGE/SIDRA (s.d.).
Economia e Mercado Global
23
De acordo com Vasconcellos e Garcia (2008), o desemprego pode 
ser classificado em:
 • Sazonal: é registrado, por exemplo, em períodos pós-temporadas 
de veraneio, final de ano e volta às aulas, quando ocorrem 
contratações temporárias para atender aos comportamentos 
sazonais da economia.
 • Conjuntural: é registrado devido às insuficiências da demanda 
agregada em absorver a mão de obra disponível por um limitado 
período de tempo. É considerada uma taxa natural de desemprego. 
 • Tecnológico: é registrado devido às intensas transformações dos 
meios de produção, como a Quarta Revolução Industrial que está 
ocorrendo.
 • Estrutural: ocorre devido à insuficiência da estrutura produtiva, 
ocasionada pela ausência de investimentos na produção, que, 
consequentemente, não possui postos de trabalho para absorver 
a oferta de trabalho disponível. Trata-se da causa mais séria do 
desemprego. Ela significa que não foram construídos lugares para 
se trabalhar e que não haverá produção, caracterizando períodos 
de crise na economia, como a vivenciada no Brasil desde 2014.
Na figura a seguir, está o esboço do mercado de trabalho, em que 
se formam os salários a partir da oferta e da demanda. Observe uma 
curiosidade no efeito de um salário mínimo determinado pelo governo, 
que o faz normalmente a taxas superiores às de equilíbrio. Para o nível 
salarial estabelecido pelo governo, embora os trabalhadores recebam 
maior remuneração, a quantidade demandada é menor, o que significa 
menos contratações.
Economia e Mercado Global
24
Figura 5 – Mercado de trabalho e salário mínimo
Fonte: Elaborado pela autora (2022). 
NOTA:
A legislação trabalhista sempre deve ser consultada. 
Organização setorial da atividade 
econômica
A atividade econômica pode ser organizada setorialmente para que 
os mercados específicos sejam observados. Os dados e as informações 
obtidas permitem que sejam traçadas políticas ou ações para estímulos 
da atividade econômica. Assim, no site do IBGE, ao abordar a Pesquisa 
Anual de Serviços, é sustentado que:
Seus resultados podem ser usados para os planejamentos 
e a orientação de políticas públicas. Além disso, são 
informações importantes para o setor privado e para 
a comunidade acadêmica e o público em geral, além 
de fornecer informações para as Contas Nacionais. 
Os resultados também são usados por entidades de 
representação empresarial e consultorias especializadas, 
por exemplo, para entender o comportamento das 
atividades de serviços no País. (IBGE, on-line)
Economia e Mercado Global
25
O principal agrupamento da atividade econômica está organizado 
setorialmente em: agropecuária, indústria e serviços.
SAIBA MAIS:
O IBGE realiza pesquisas específicas para os setores da 
atividade econômica. Recomendo a leitura das seguintes 
para conhecer os conteúdos apresentados:
Pesquisa Anual de Serviços (PAS):
A Pesquisa Anual de Serviços - a PAS levanta dados 
econômicos financeiros para conhecer detalhadamente o 
setor de serviços. Ela investiga anualmente empresas que 
atuam nos seguintes setores de serviços empresariais não 
financeiros: serviços prestados principalmente às famílias; 
serviços de informação e comunicação; serviços profissionais, 
administrativos e complementares; transportes, serviços 
auxiliares dos transportes e correio; atividades imobiliárias; e 
serviços de manutenção e reparação, além de outras atividades 
de serviços. (IBGE, on-line)
Pesquisa Industrial Anual - Produto - PIA-Produto:
A Pesquisa Industrial Anual - Produto, PIA-Produto, 
investiga informações referentes a produtos e serviços 
produzidos pela indústria nacional. (IBGE, on-line)
Produção Agrícola Municipal (PAM):
Investiga um conjunto de produtos das lavouras temporárias 
e permanentes do País que se caracterizam não só pela 
grande importância econômica que possuem na pauta 
de exportações, como também por sua relevância social, 
componentes que são da cesta básica do brasileiro, tendo 
como unidade de coleta o município. A pesquisa fornece 
informações sobre área plantada, área destinada à colheita, 
área colhida, quantidade produzida, rendimento médio e 
preço médio pago ao produtor, no ano de referência, para 
64 produtos agrícolas. (IBGE, on-line)
Pesquisa Anual de Comércio (PAC):
A Pesquisa Anual de Comércio - PAC constitui uma 
importante fonte de dados setoriais para compreender o 
comportamento do mercado sob a lógica da oferta, uma vez 
que as atividades comerciais empregam significativa parcela 
Economia e Mercado Global
26
da população e contribuem, em grande medida, para a 
composição do Produto Interno Bruto – PIB. (IBGE, on-line)
EXEMPLO
No quadro a seguir, é possível observar os momentos em que 
ocorreram variações negativas no PIB por setor da atividade econômica. 
No ano de 2009, os efeitos da crise internacional de 2008 foram registrados 
na agropecuária e na indústria. Note, também, os decréscimos setoriais 
registrados nos anos de 2012, 2014, 2015, 2016 e 2017. Eles são efeitos 
das decisões nacionais sobre a política econômica que desencadearam 
sucessivos desequilíbrios macroeconômicos e culminaram nas quedas 
de 3,6% e 3,3% nos anos de 2015 e 2016, respectivamente. 
Quadro 1 – PIB por setor da atividade econômica: taxa de variação (%)
Taxa de variação real no ano - Var. % anual
Data PIB Total
PIB – 
Agropecuária
PIB - Indústria PIB - Serviços 
2000 4,4 2,7 4,4 3,9
2001 1,4 5,2 -0,6 2,1
2002 3,1 8,0 3,8 3,1
2003 1,1 8,3 0,1 1,0
2004 5,8 2,0 8,2 5,0
2005 3,2 1,1 2,0 3,7
2006 4,0 4,6 2,0 4,3
2007 6,1 3,3 6,2 5,8
2008 5,1 5,8 4,1 4,8
2009 -0,1 -3,7 -4,7 2,1
2010 7,5 6,7 10,2 5,8
2011 4,0 5,6 4,1 3,5
2012 1,9 -3,1 -0,7 2,9
2013 3,0 8,4 2,2 2,8
2014 0,5 2,8 -1,5 1,0
2015 -3,6 3,3 -5,8 -2,7
2016 -3,3 -5,2 -4,6 -2,3
2017 1,1 12,5 -0,5 0,5
2018 1,1 0,1 0,6 1,3
Fonte: Adaptado de BCB-Depec – IBGE e SGS/BACEN (2019).
Economia e Mercado Global27
Demanda de mercado específico e 
demanda agregada
Comparativamente, na Figura 6, está a demanda de um mercado 
específico (demanda do bem x), que representa a microeconomia, e a 
demanda agregada, a qual representa a macroeconomia. Note que, na 
microeconomia, há os preços e as quantidades demandadas do bem x, 
enquanto, na macroeconomia, há o nível geral de preços e a renda (Y).
A leitura dos esboços dos gráficos ocorre da seguinte maneira:
 • Microeconomia: quanto maior é o preço, menor é a quantidade 
demandada (coeteris paribus).
 • Macroeconomia: quanto maior for o nível geral de preços, 
menor será a renda da população, mantidas as demais variáveis 
constantes.
EXPLICANDO MELHOR:
Na macroeconomia, a inflação ocasiona a perda do poder 
aquisitivo da população.
Figura 6 – Demanda específica e demanda agregada
Fonte: Elaborado pela autora (2022).
Economia e Mercado Global
28
Navegue no site do IBGE para conhecer a Matriz de Insumo-Produto 
(MIP). Ela é a base para os cálculos do PIB:
o IBGE divulga, nesta publicação, a Matriz de Insumo-
Produto 2015 [...]. Seus resultados proporcionam uma visão 
detalhada da estrutura produtiva brasileira e permitem 
avaliar o grau de interligação setorial da economia e 
também os impactos de variações na demanda final dos 
produtos, mediante a identificação dos diversos fluxos 
de produção de bens e serviços. [...] O Sistema de Contas 
Nacionais - referência 2010 segue as recomendações 
internacionais contidas no manual  System of national 
accounts 2008, SNA 2008, e apresenta as informações 
segundo uma classificação de produtos e atividades 
integrada com a Classificação Nacional de Atividades 
Econômicas - CNAE 2.0 do IBGE. (IBGE, on-line)
SAIBA MAIS:
 Saiba mais sobre a inflação no site do Banco Central do 
Brasil. A navegação é bem interativa, e tenho certeza que 
você aprenderá ainda mais sobre o assunto. Acesse aqui. 
No site do Banco Central do Brasil, conheça os índices de 
preços IPCA, INPC, IPC-FIPE e IGP, disponíveis aqui.
Economia e Mercado Global
https://bit.ly/33bNXpX
https://bit.ly/2ZosRDP
29
RESUMINDO:
Depois de compreender a relação entre a micro e a 
macroeconomia, também estudamos o mercado de 
crédito, o nível de preços, a inflação e o mercado de 
trabalho. Vamos relembrar os temas que conhecemos 
neste capítulo? 
Nós visualizamos exemplos de agregados econômicos, 
a saber: PIB, taxa de juros, nível de preços, renda, valor 
adicionado, entre outros. Quando estudamos o mercado 
de crédito, foi possível compreender que os agentes 
superavitários emprestam moeda aos agentes deficitários. 
Já no momento em que analisamos o mercado de trabalho, 
percebemos o efeito do estabelecimento do salário-
mínimo. Além desses conteúdos, para compreender a 
relação entre a micro e a macroeconomia, nós entendemos 
a igualdade “produto = renda = despesa”. 
Economia e Mercado Global
30
Óticas de cálculo do PIB 
OBJETIVO:
Ao término deste capítulo, você terá compreendido 
operacionalmente as três óticas de cálculo do PIB, o deflator 
do PIB, o PIB real e o PIB nominal. Isso será relevante para o 
exercício de sua profissão, porque ampliará a sua habilidade 
analítica e a qualidade das análises de dados em seus 
processos decisórios. As pessoas que entendem os efeitos 
das oscilações do nível geral dos preços na produção real 
analisam melhor os dados e as informações em suas vidas 
pessoais e profissionais. Motivado para desenvolver suas 
habilidades analíticas? Vamos lá!.
As três óticas de cálculo do PIB
Os cálculos do PIB ocorrem por meio do Sistema de Contas 
Nacionais (SCN), em forma de registro contábil, e da Matriz de Insumo-
Produto, ambos sob a responsabilidade do IBGE. 
A lógica que rege a organização dessas contas é: produto = renda 
= despesa.
O preço pago pelo produto equivale a toda remuneração gerada no 
processo produtivo, a qual igualmente equivale ao dispêndio da demanda 
no momento da compra. No site do IBGE, ao abordar o Sistema de Contas 
Nacionais, é sustentado que: 
as principais grandezas calculadas no Sistema de 
Contas Nacionais [...] permitem identificar, para cada ano 
do período considerado, os seguintes indicadores: o 
Produto Interno Bruto - PIB; a composição da oferta e da 
demanda agregada; a geração, a distribuição e o uso da 
renda nacional; a acumulação de capital; a capacidade ou 
necessidade de financiamento; as transações correntes 
com o resto do mundo; a renda per capita; a evolução 
da carga tributária; e a desagregação do setor público e 
privado, para alguns agregados, entre outras informações 
da economia brasileira. (IBGE, on-line)
Economia e Mercado Global
31
Deflator do PIB, PIB real e PIB nominal
Para compreender os valores reais de crescimento e produção 
de uma economia, temos os valores do PIB real e do PIB nominal. Esse 
raciocínio considera os efeitos da inflação sobre a economia, e nós fazemos 
cálculos para verificar o quanto uma economia realmente cresceu. 
No decorrer do ano, perdemos poder aquisitivo em detrimento do 
processo inflacionário. Desse modo, se retirarmos a variação dos preços, 
saberemos o quanto “realmente” aumentou o nosso poder aquisitivo. 
Além disso, considerando que produto = renda = despesa, a perda do 
poder aquisitivo pode ser equiparada ao crescimento real da produção e 
da renda gerado em uma economia. 
Enquanto a demanda sofre a perda do poder aquisitivo em períodos 
inflacionários, a oferta sofre o aumento do custo de produção, o que a 
impossibilita de produzir mais. Esteja atento aos cálculos reais dos ganhos 
obtidos.
EXPLICANDO MELHOR:
Para saber o quanto a sua empresa realmente cresceu, 
retire os efeitos da inflação sobre a receita. Há uma 
diferença entre a receita real e a receita nominal, de acordo 
com a variação dos preços da economia. A sua empresa 
pode ter trabalhado com insumos que tenham sofrido 
oscilações maiores ou menores que a variação do nível 
geral de preços. Por isso, fazer esse cálculo é importante, 
porque a formação dos preços deverá ser revista.
A diferença entre o PIB real e o PIB nominal é obtida por intermédio 
da retirada dos efeitos da inflação sobre os preços. 
 • O PIB a preços correntes é o PIB nominal.
 • O PIB a preços constantes é o PIB real.
No ano de referência, o PIB real é igual ao PIB nominal. Denominamos 
esse ano de “base 100” para o cálculo da variação do nível de preços. 
Economia e Mercado Global
32
EXEMPLO
Suponha que tanto o PIB real quanto o PIB nominal foram de R$ 
6,8 trilhões nos valores de 2018. Assim, 2018 é a base 100 ou o ano de 
referência para o cálculo das variações dos níveis de preços. Além disso, 
naquele ano, a inflação registrada por meio do deflator do PIB foi de 3,03%.
A partir desse conhecimento, é possível aplicar a seguinte fórmula:
FÓRMULA
PIB Real = PIB nominal/Nível de preços
Quadro 2 – PIB real, PIB nominal e deflator do PIB
Data PIB NOMINAL PIB REAL DEFLATOR
2008 3.109.803.089.060,00 6.080.144.993.661,83 8,78 
2009 3.333.039.355.280,00 6.072.495.441.666,51 7,31 
2010 3.885.847.000.000,00 6.529.646.612.054,99 8,42 
2011 4.376.382.000.000,00 6.789.162.394.010,84 8,32 
2012 4.814.760.000.000,00 6.919.594.151.513,64 7,94 
2013 5.331.618.999.999,99 7.127.515.685.270,30 7,50 
2014 5.778.953.000.000,00 7.163.435.209.705,10 7,85 
2015 5.995.787.000.000,00 6.909.436.746.324,24 7,57 
2016 6.267.205.000.000,00 6.681.048.471.377,08 8,10 
2017 6.553.842.690.499,99 6.752.125.557.826,12 3,47 
2018 6.827.585.907.385,97 6.827.585.907.385,97 3,03 
Fonte: Adaptado de BCB-Depec – IBGE e SGS/BACEN (2019).
Economia e Mercado Global
33
Note, na figura a seguir, a diferença entre o comportamento das 
séries do PIB real e do PIB nominal. O gráfico foi elaborado a partir dos 
dados do Quadro 2.
Figura 7 – PIB real e PIB nominal no Brasil (2008-2018)
Fonte: Adaptadode BCB-Depec – IBGE e SGS/BACEN (2019).
EXEMPLO
A diferença entre o PIB real e o PIB nominal é obtida por meio da 
retirada dos efeitos da inflação sobre os preços. Observe, no Quadro 2, os 
valores reais e os valores nominais do PIB. Eles são dados pelos valores 
constantes e correntes, respectivamente. Note que há uma coluna com 
a variação de preços (%), que corresponde ao deflator do PIB. Agora, 
sabendo que: 
Nível de Preços = ((PIB nominal/PIB real) – 1) x 100,
Calcule a variação de preço (%) para o ano de 2016. 
 • Nível de preços = ((6.267.205/5.797.599) – 1) x 100.
 • Nível de preços = (1,081 – 1) x 100.
 • Nível de preços = (0,081) x 100.
 • Nível de preços = 8,1%.
Economia e Mercado Global
34
SAIBA MAIS:
 Saiba mais sobre o Sistema de Contas Nacionais (SCN) no 
site do IBGE, disponível aqui.
RESUMINDO:
Neste capítulo, compreendemos as três óticas de cálculo 
do PIB, o deflator do PIB, o PIB Real e o PIB Nominal. Você 
se sentiu desafiado ao resolver o exercício que calcula o 
deflator do PIB (inflação)? Você se lembra de que o PIB real 
é o PIB em valores constantes, enquanto o PIB nominal é o 
PIB em valores correntes? A diferença entre os dois está na 
variação do nível geral de preços (inflação) do período.
Também trabalhamos de modo aplicado a equação 
“produto = renda = despesa”, a qual é realizada por 
intermédio do Sistema de Contas Nacionais (SCN) do IBGE. 
Por fim, constatamos que cada ótica de cálculo do PIB 
possui componentes distintos que, por meio de medidas 
contábeis, resultam em um mesmo valor.
Economia e Mercado Global
https://bit.ly/3bExI8P
35
Componentes do PIB e as contas nacionais
OBJETIVO:
Ao término deste capítulo, você terá conhecido os 
componentes do PIB e as contas nacionais. Isso será 
importante para o exercício de sua profissão, porque 
ampliará sua visão nos processos decisórios. As pessoas 
que entendem a formação do produto e da renda nacional 
contextualizam melhor os posicionamentos estratégicos 
pessoais e profissionais. Motivado para treinar a sua visão 
sistêmica? Vamos lá!.
Componentes do PIB
A produção agregada de um país, ou seja, o Produto Interno Bruto 
(PIB), é composta pela participação dos agentes da economia: as famílias, 
as empresas, o governo e o setor externo. Cada agente contribui para a 
produção do país. Vamos ver de que forma isso acontece?
 • PIB = Famílias + Empresas + Governo + Setor Externo.
FÓRMULA
PIB = C + I + G + EL
Em que:
	 C – Consumo das famílias.
	 I – Investimento das empresas.
	 G – Participação do governo.
	 EL – Exportações líquidas.
Os componentes do PIB, quando observados pela ótica da despesa 
ou da demanda agregada (DA), correspondem à participação das famílias, 
das empresas, do governo e do setor externo (DA = C + I + G + EL). Observe 
essas contas no Quadro 2. Contudo, como forma didática, escreveremos 
PIB = C + I + G + EL. 
Economia e Mercado Global
36
Consumo das famílias
Iniciaremos os nossos estudos pela participação das famílias. O 
consumo das famílias resulta de uma renda disponível (Yd) que se forma, 
entre outros elementos, depois do pagamento dos impostos ao governo. 
Além disso, a renda disponível pode ser direcionada para o consumo (C), 
para a poupança (S) ou, ainda, para o investimento (I).
FÓRMULA
Yd = Y – A
Em que: 
 • Yd – Renda disponível.
 • Y – Renda (exemplo: salário).
 • A – Impostos (arrecadação do governo. Exemplo: imposto de 
renda).
É importante compreender que a poupança garante o consumo 
futuro das famílias. A poupança de hoje é o consumo de amanhã. Logo, é 
um investimento. 
Investimento das empresas
O investimento das empresas (Ib) é caracterizado principalmente 
pelo investimento bruto em capital físico (IBKF), o qual pode ser 
visualizado no Quadro 2. Essa informação é obtida a partir do registro da 
conta investimentos nos balanços patrimoniais das empresas. 
Trata-se de investimentos em estrutura produtiva, veículos, 
máquinas, equipamentos, ou seja, em capital, nesse caso, físico e não 
financeiro. O investimento das empresas é uma forma de poupança que 
será recebida em um próximo período de tempo pelo retorno do ativo da 
empresa. 
Economia e Mercado Global
37
VOCÊ SABIA?
Você conhece a estrutura do balanço patrimonial de uma 
empresa? Ela possui contas do ativo, passivo e patrimônio 
líquido. Procure figuras, na internet, com o registro de 
investimentos e da depreciação nos balanços patrimoniais 
das empresas. Outra maneira possível é visualizar esses 
registros em livros de contabilidade.
O investimento bruto (Ib) das empresas contido no PIB é a soma do 
IBKF em conjunto com a variação dos estoques (∆E), que também é um 
investimento registrado nos balanços patrimoniais.
FÓRMULA
Ib = IBKF + ∆E 
Os gastos do governo e o orçamento público
A participação do governo na economia é orientada pelos sistemas 
econômicos. O Estado possui algumas funções, como a de distribuir, 
regulamentar e alocar os fatores de produção, entre outras atividades. 
Dessa forma, pode intervir mais intensamente ou com menor intensidade 
nos mercados da atividade econômica.
O governo faz a gestão do Estado. O governo não é o Estado, mas o 
compõe. Esse é um princípio essencial da liberdade e da soberania. Caso 
o governo se aproprie da soberania do Estado, os sistemas econômicos 
tendem a se tornar mais centralizados ou mais interventores, inibindo 
o desenvolvimento da atividade econômica, da geração de renda e de 
emprego. Quando o governo adota cargas tributárias elevadas, ele é 
caracterizado como mais interventor.
Economia e Mercado Global
38
SAIBA MAIS:
Quer saber um pouco mais sobre a soberania? Leia um 
fragmento retirado da Constituição Federal:
Art. 1.º A República Federativa do Brasil, formada 
pela união indissolúvel dos Estados e Municípios 
e do Distrito Federal, constitui-se em Estado 
Democrático de Direito e tem como fundamentos:
I - A soberania.
II - A cidadania.
III - A dignidade da pessoa humana.
IV - Os valores sociais do trabalho e da livre 
iniciativa; (Vide Lei n.º 13.874, de 2019).
V - O pluralismo político.
Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, 
que o exerce por meio de representantes eleitos 
ou diretamente, nos termos desta Constituição. 
(BRASIL, 1988, on-line)
Contudo, a participação do governo no sistema econômico ocorre 
por meio de seu orçamento. No orçamento público, estão os registros 
de todas as receitas e as despesas do governo. Além disso, esse 
agente precisa cumprir com algumas ferramentas legais que constam 
na Constituição para atuar na economia. São elas: a Lei de Diretrizes 
Orçamentárias (LDO), a Lei Orçamentária Anual (LOA) e o Plano Plurianual 
(PPA). 
SAIBA MAIS:
Procure, na Constituição Federal, por “PPA”, “LOA” e “LDO”. 
Além disso, busque pelos conteúdos e valores da LOA em 
“Orçamentos Anuais” no site do Ministério da Economia. 
O orçamento público e a participação do governo no PIB são 
registrados da seguinte forma:
Economia e Mercado Global
39
FÓRMULA
G = A – T
Em que: 
 • G – Governo.
 • A – Impostos (arrecadação do governo. Exemplo: imposto de 
renda).
 • T – Transferências do governo ou gastos do governo (G).
As notações utilizadas podem variar entre os livros e os autores de 
economia. Entretanto, são correspondentes em termos técnicos.
Atente para o fato de que os impostos (A) não foram computados 
no componente C, consumo das famílias, porque estão registrados 
como arrecadação (A) no componente G, governo, do PIB. Isso evita a 
duplicidade dos registros na equação do PIB. Vale ressaltar que há outras 
compensações técnicas realizadas nessas contas que respeitam a lógica 
contábil do SCN. 
As exportações líquidas
As relações com o setor externo do PIB são registradas na conta 
Transações Correntes (TC) do Balanço de Pagamentos (BP). Em outras 
palavras, dão-se nos registros de todas as importações (M) e exportações 
(X) de bens e serviços.
FÓRMULA
EL = X – M
Em que:• EL – Exportações líquidas.
 • X – Exportações de bens e serviços.
 • M – Importações de bens e serviços.
Economia e Mercado Global
40
PIB e PNB
Enquanto o PIB está relacionado a um território, o PNB está 
relacionado a uma nação. O que os diferencia é a Renda Líquida do 
Exterior (RLE). 
DEFINIÇÃO:
PIB é o somatório de todos os bens e serviços produzidos 
em um território, em um determinado período de tempo. 
A comparação do PIB com o PNB mostra a capacidade de produção 
de um território contraposta à capacidade de produção de uma nação em 
todo o mundo. Quanto mais investimentos estrangeiros (IED) um país tiver, 
maior será a tendência de o PNB ser inferior ao PIB. 
EXEMPLO
No Brasil, o PIB é maior que o PNB, enquanto, nos EUA, o PIB é 
menor que o PNB. Isso significa que a capacidade do território brasileiro 
de produzir é maior que a capacidade da nação brasileira de produzir, e 
isso ocorre de modo oposto nos EUA. A capacidade de o território norte-
americano produzir é inferior à capacidade dos norte-americanos de 
produzir em todo o mundo.
No decorrer de um ano, há rendas estrangeiras geradas em território 
nacional, bem como rendas nacionais geradas em territórios estrangeiros. 
Quando as remessas de lucros e rendas são enviadas para o país de 
origem, é possível saber o quanto uma nação produziu no ano.
FÓRMULA
PIB = C + I + G + EL
RLE = (REE – RRE)
Em que:
 • RLE – Renda Líquida do Exterior.
Economia e Mercado Global
41
 • RRE – Renda Recebida do Exterior.
 • REE – Renda Enviada ao Exterior.
PNB = PIB + RRE – REE
Ou,
PNB = PIB – RLE
Figura 8 – PIB + Renda Recebida (RRE) – Renda Enviada (REE) ao exterior
Fonte: Elaborado pela autora (2022).
Nos livros, é possível encontrar tanto a afirmação de que o PNB = 
PIB + RLE quanto de que o PNB = PIB – RLE. Atente-se aos sinais de “+” e 
de “-”. Ambas as formas estão corretas. Depende de como a equação será 
organizada internamente: RLE = RRE – REE ou RLE = REE – RRE.
Você já ouviu a expressão “O Brasil precisa agregar mais valor aos 
seus produtos”? Ela tem origem no número de elos de cadeias produtivas 
que temos em território nacional. Ainda importamos muitas máquinas 
e equipamentos, bem como insumos e tecnologia. Na década de 1980 
e no início da década de 1990, a situação era ainda mais crítica: havia 
Economia e Mercado Global
42
pouca diversificação produtiva e etapas dos processos de transformação 
no território nacional. A expressão significa que produzimos bens 
primários no país, enviamos para fora e, depois, importamos bens finais. 
Em decorrência disso, a renda de diversas etapas de cadeias produtivas 
ficava e ainda fica fora do país. 
EXEMPLO
Retome a Figura 2. Suponha que duas etapas do processo produtivo 
de móveis – o beneficiamento de toras e o processamento de chapas 
de madeira – são realizadas fora do país. As toras seriam exportadas e, 
depois, importadas em forma de chapas novamente, com maior valor 
adicionado. O valor da geração de renda dessas duas etapas da indústria 
da transformação seria realizado no exterior, por estarem em outros 
países ou sob outras nacionalidades. No exemplo, retiraríamos o valor de 
R$ 350,00 (R$ 150,00 + R$ 200,00) do produto total e da renda nacional. 
Ocorreram mudanças na nossa estrutura produtiva desde a década 
1980, com a abertura comercial que se intensificou a partir de 1989, com o 
Consenso de Washington e, em 1994, com o Plano Real. Em decorrência 
da flexibilização das barreiras comerciais e de melhores condições de 
negociações internacionais, vieram diversas multinacionais para o país. 
Isso significa que, na década de 1990 e início dos anos 2000, no Brasil, 
a estrutura produtiva passou por processos de fusões e aquisições de 
empresas, devido à falta de competitividade da indústria nacional.
Embora tenhamos diversificado um pouco o nosso parque industrial, 
via entrada de capital estrangeiro, hoje, enviamos diversas remessas 
de lucros para o exterior (PNB). Contudo, precisamos ponderar que há 
inúmeros brasileiros que trabalham e recebem salários de multinacionais 
em território nacional, contribuindo para o aumento da riqueza do país (PIB). 
Além disso, as atividades desempenhadas por empresas estrangeiras 
desencadeiam outras atividades diversas de empresas brasileiras. 
Economia e Mercado Global
43
VOCÊ SABIA?
Quando uma empresa estrangeira constrói uma planta 
produtiva em um país, dizemos que há um investimento 
direto estrangeiro (IED). Em outras palavras, há o ingresso 
de moeda estrangeira no país, mesmo que, depois, uma 
parte seja enviada como renda para a matriz no exterior. 
Se ocorrerem diversos investimentos diretos estrangeiros 
no país, eles desencadearão outros investimentos, 
aumentando o emprego, a renda, a demanda e o consumo. 
Com isso, as empresas entenderão que podem investir mais. 
Isso é chamado de círculo virtuoso. Quando há aumento do 
IED, há ingresso de moeda estrangeira no país, e a oferta 
de “dólares” aumenta, o que provoca uma queda na taxa 
de câmbio. Como os investidores estrangeiros precisam 
comprar reais para operar dentro do país, a demanda por 
reais aumenta, valorizando a moeda nacional.
Você sabia que existe um fenômeno chamado desindustrialização? 
Desmistifique esse tema, buscando-o livremente pela internet. Prefira 
fontes confiáveis e oficiais, ao invés de notícias de jornais. Atente-se a sites 
como os do IBGE, IPEA, FGV, UNICAMP, CNI, BACEN, entre outros. 
PIB e PIL 
O PIB demarca o registro bruto dos investimentos (Ib), com o 
investimento bruto em capital físico (IBKF).
O Produto Interno Líquido (PIL) demonstra o registro líquido dos 
investimentos (IL), descontando os efeitos da depreciação.
A análise dessas contas nos leva a perceber que os valores brutos 
são superiores aos valores líquidos. Além disso, os valores do PIB são 
sempre superiores aos do PIL. 
FÓRMULA
PIL = PIB – Depreciação
PIB = C + Ib + G + EL
Economia e Mercado Global
44
Ib = IBKF + ΔE
Retirando a depreciação do capital físico, temos:
PIL = C + IL + G + EL
IL = ILKF + ΔE
A informação sobre o IBKF, para o cálculo do PIB, é a retirada dos 
balanços patrimoniais quando se realiza a declaração do imposto de 
renda. 
Quando se pesquisa por balanço patrimonial na internet, observe 
que a conta investimento, localizada no ativo, contém veículos, máquinas, 
equipamentos. Note, também, que ela sempre estará acompanhada de 
uma depreciação.
Você sabia que a depreciação que é registrada no balanço 
patrimonial não é um desembolso e é estabelecida por lei? Se você deseja 
comprar uma nova máquina ou equipamento, terá que incluir o valor 
desse investimento futuro no preço do produto. O mais apropriado é que, 
no momento da precificação, seja estabelecida uma taxa de investimento 
futuro no markup, por exemplo. 
SAIBA MAIS:
O IBGE possui um vídeo muito interessante e explicativo 
intitulado “O que é PIB”. O vídeo está disponível aqui. 
Para saber mais sobre os registros contábeis de depreciação, 
acesse o Portal de Contabilidade disponível aqui. 
Para a compreensão do quanto realmente produzimos em nosso 
país, precisamos nos atentar para as variações do Produto Interno Bruto 
(PIB). São elas: PIB real e PIB nominal, o Produto Nacional Bruto (PNB), o 
Produto Interno Líquido (PIL) e o Produto Nacional Líquido (PNL). Observar 
apenas o valor do PIB em reais correntes (PIB nominal) é uma medida 
que não necessariamente indica a saúde e a capacidade de pagamento 
e de crescimento de uma economia em um período de tempo. Por isso, 
fazemos ajustes de cálculos considerando elementos como a inflação, 
Economia e Mercado Global
https://bit.ly/33a5Rtm
https://bit.ly/2ZjOx3G
45
a depreciação de máquinas e equipamentos e as remessas de rendas 
enviadas ao exterior.
RESUMINDO:
Neste capítulo, conhecemos os componentes do PIB e 
as contas nacionais. Como foi o seu aprendizado? Vamos 
relembrá-lo? Os componentes do PIB, quando observadospela ótica da despesa ou da demanda agregada (DA), 
correspondem à participação das famílias, das empresas, 
do governo e do setor externo. Estudamos separadamente 
cada um desses componentes para compreender a 
formação do valor do PIB. Além disso, trabalhamos as 
variações das contas nacionais PNB e PIL. O PNB é relativo 
à capacidade de uma nação produzir bens e serviços em 
um determinado período de tempo. Já o PIL é o valor do 
PIB, deduzidos os valores da depreciação.
Economia e Mercado Global
46
Políticas macroeconômicas fiscais e 
monetárias
OBJETIVO:
Ao término deste capítulo, você terá compreendido os efeitos 
das políticas fiscais e monetárias no sistema econômico. 
Isso será relevante para o exercício de sua profissão, porque 
ampliará a sua visão nos processos decisórios. As pessoas 
que entendem os efeitos das políticas macroeconômicas 
elaboram cenários mais precisos e tendem a ser mais 
assertivas nos posicionamentos estratégicos pessoais e 
profissionais. Motivado a avançar a sua visão sistêmica? 
Vamos lá!
Sustentabilidade e planejamento 
econômico
Planejar para quê? Nas linhas a seguir, conheceremos os 
instrumentos de políticas macroeconômicas, pois precisamos pensar em 
como utilizá-los em prol da sustentabilidade, a fim de garantir a vida no 
âmbito local, regional, nacional e mundial, tanto no momento presente 
quanto no futuro. 
Economia e Mercado Global
47
VOCÊ SABIA?
O que ocorre quando não há planejamento? Seguem 
alguns exemplos de decisões que podem parecer 
benéficas, em um primeiro momento, mas que resultam 
em crises. O primeiro é quando, em conjunto, a taxa 
básica de juros está em patamares acessíveis para os 
empréstimos e financiamentos de casa e veículos. Além 
disso, os impostos, como o IPI, são reduzidos e as moradias 
estão a baixos preços na atual estrutura tributária, financeira 
e produtiva do país. Esse é um incentivo ao endividamento 
das pessoas e das contas públicas. Endividados, o consumo 
cai, as empresas entendem que podem produzir menos 
e demitem aqueles que possuem financiamentos para 
pagar. Como consequência, as empresas não recebem e 
encerram suas atividades, consolidando um cenário de 
crise. 
O segundo exemplo é quando, em conjunto e de modo 
agregado, a população tem o hábito de antecipar o consumo por 
meio de financiamentos, sem ter poupado anteriormente, o que gera 
endividamento e comprometimento do trabalho futuro. Ao agir dessa 
forma, a sociedade se coloca em situações e condições de limites 
inferiores de renda, reduzindo o espaço para criação de novos negócios 
e postos de trabalho. 
Os dois exemplos apresentados impedem o planejamento a longo 
prazo, porque o foco das ações se volta para o pagamento de contas para 
a sobrevivência imediata. Financiamentos são importantes quando são 
direcionados para investimentos na estrutura produtiva, os quais geram 
postos de trabalho e renda para a população. 
Pensar na sustentabilidade e na felicidade é um exercício diário. 
Trata-se de equilíbrios da vida individual e em sociedade que dependem 
do comportamento de cada um de nós. Esses comportamentos estão 
de acordo com a consciência pessoal e social, porque é partir dela que 
criamos o ambiente em que desejamos viver hoje e no futuro. 
Economia e Mercado Global
48
Pensar em alternativas para o bem-estar comum e para a 
sustentabilidade é uma forma de cooperar com a riqueza das nações. Isso 
se inicia em ações cotidianas, em casa, no trabalho, com a família, com os 
amigos, em qualquer lugar. 
SAIBA MAIS:
Navegue pelo site da ONU para conhecer mais indicadores 
mundiais. O site está bem interativo! Acesse-o aqui. 
Vivemos em um planeta com 8 bilhões de pessoas e precisamos 
pensar de que forma nos comportaremos para conciliar interesses 
distintos, de forma a garantir a vida presente e futura. Esta é uma 
disciplina de economia e, para planejar, é necessário compreender o que 
é o equilíbrio macroeconômico, bem como quais são os instrumentos 
de políticas macroeconômicas utilizados para se fazer o planejamento 
de curto e de longo prazo do sistema econômico. Esses instrumentos, 
quando direcionados adequadamente para a sustentabilidade, propiciam 
a interatividade entre os agentes nos mercados. 
O papel do governo no planejamento econômico
O papel do governo no planejamento econômico diz respeito ao 
papel do governo na economia, que age pelos anseios da soberania do 
Estado. Há uma estrutura governamental para a tomada de decisão sobre 
o equilíbrio macroeconômico, e ela se relaciona com a eficiência produtiva 
e a eficácia alocativa. Assim, pressupõe-se que o governo deve alocar, 
da melhor forma, os seus recursos para que sejamos mais produtivos no 
âmbito do sistema econômico. Para isso, ele interage com a sociedade 
por meio das funções alocativa, distributiva e estabilizadora. 
Economia e Mercado Global
https://bit.ly/35mujdp
49
VOCÊ SABIA?
Assim como as empresas, o governo também é uma 
estrutura produtiva da sociedade, ou seja, uma oferta de 
bens e serviços públicos. Da mesma forma que uma empresa 
privada precisa se atentar para a sua competitividade, ao 
estudar as variáveis internas, estruturais e sistêmicas, o 
governo também o faz. Isso ocorre porque, para realizar 
políticas públicas ou macroeconômicas, é preciso levantar 
indicadores e realizar diagnósticos. 
Para esses estudos, existem conteúdos, dados, indicadores e 
informações nos órgãos governamentais e institutos de pesquisa, como o 
IPEA e o IBGE, além do levantamento e da apresentação de indicadores 
por cada órgão de competência, como o BACEN, o MDIC, o Ministério da 
Saúde e o da Educação, entre outros. Um governo competitivo é aquele 
que opera com eficiência produtiva e eficácia alocativa e, assim como 
qualquer outra organização, ocupa-se do bem-estar, tem resultados 
positivos, reduz dívida pública e elabora condições de pagamento futuro. 
VOCÊ SABIA?
Por ser um agente, o governo também age como demanda 
e, quando não tem condições de pagar os fornecedores, 
gera déficits, aumentando a dívida pública. Se o governo não 
encontra soluções fiscais, se não promove o recolhimento 
de impostos ou outras formas de financiamentos para 
aumentar a sua receita, ele emite títulos públicos. A emissão 
de um título público para o governo pode ser comparada 
com a tomada de crédito por uma pessoa física ou jurídica 
que faz um financiamento no banco comercial para adquirir 
uma casa, um carro, um bem ou um serviço, ou suprir 
outros tipos de necessidades. Isso significa que haverá 
uma conta para pagar, e ela será paga com o dinheiro da 
arrecadação de impostos. 
Atualmente, o orçamento público (LOA) é de R$ 3,7 trilhões, e o 
PIB é de R$  6,8 trilhões no Brasil (MINISTÉRIO DA ECONOMIA, on-line; 
BANCO CENTRAL DO BRASIL, on-line). Pelo fato de que o governo é 
Economia e Mercado Global
50
uma organização que representa aproximadamente 5,4% do PIB do país, 
quando ele faz dívidas, todos nós precisamos trabalhar, e muito, para 
pagar a conta, desencadeando cargas tributárias elevadas que impedem 
a liberdade econômica e o direcionamento dos esforços produtivos para 
novos postos de trabalho. 
Períodos de crise
No Brasil, estamos em crise desde 2014. Confira a queda do PIB real 
no Quadro 2 e na Figura 7. Você sabe qual foi um dos motivos de ela ter 
ocorrido? Leia-o nas linhas a seguir. 
REFLITA:
Quando nós, pessoas físicas e jurídicas, fazemos muitos 
financiamentos para adquirir casas e carros, precisamos 
trabalhar muito para pagar a nossa própria conta e a dos 
demais que adquiriram dívidas. Temos que nos esforçar 
muito para que nós permaneçamos empregados, 
recebendo salários e gerando renda. Essa é a relação 
existente entre a “financeirização” da economia e o cotidiano 
de nossas vidas. 
No entanto, se todos nós realizarmos empréstimos nos bancos 
comerciais para comprar carros, casas e outros bens, durante um 
tempo, teremos que abrir mão ou deixar de comprar roupas,gastar com 
entretenimento, entre outros. Dessa forma, teremos que reduzir o consumo 
de outros bens e serviços para pagar as parcelas dos financiamentos. Se 
todos, ou grande parte da população, fizerem isso ao mesmo tempo, 
o consumo será reduzido de modo geral. Por exemplo, as pessoas 
comprarão menos roupas para poder pagar a parcela do financiamento 
e, consequentemente, as empresas, como as têxteis e as lojas de roupas, 
entenderão que precisam reduzir a produção para não quebrarem e 
tenderão a demitir trabalhadores, pagarão menos salários, e esses 
trabalhadores consumirão menos ou deixarão de pagar as parcelas dos 
financiamentos. Como outros efeitos desse comportamento, os bancos 
comerciais não receberão o dinheiro que emprestaram, e as empresas 
da construção civil, as concessionárias e as montadoras de veículos que 
Economia e Mercado Global
51
venderam por meio de financiamentos não receberão e não terão como 
manter a produção, o emprego, o salário e a renda dos trabalhadores. Os 
bancos comerciais terão menos dinheiro para emprestar para as pessoas, 
e a taxa de juros de créditos para essas finalidades tenderá a aumentar ou 
a não reduzir. 
As reflexões apresentadas exemplificam um círculo vicioso do 
sistema econômico, desencadeado pela redução dos investimentos 
em função de financiamentos direcionados ao consumo, os quais 
resultaram na excessiva formação da dívida pública e privada do país. 
Isso é denominado “crise”. Para sair da crise, é necessário paciência, 
muito trabalho e muita criatividade para retomarmos a produtividade e o 
equilíbrio do sistema econômico. 
É natural as pessoas se sentirem desgastadas e cansadas em 
períodos de crise. As pessoas se desgastam para pagar a própria conta. 
Muitas vezes, não conseguem e convivem com a tristeza de outros, 
que se sentem mal por não conseguirem pagar as suas. Ser solidário 
e compreensivo é fundamental para manter a estima de todos em 
momentos difíceis e de sobrevivência, como o ocorrido recentemente no 
Brasil. 
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VOCÊ SABIA?
Antes da atual crise brasileira, havíamos passado por 
uma intensa crise na década de 1980, quando, durante 
aproximadamente 15 anos, esforçamo-nos para resolver o 
problema da inflação, da dívida pública, da dívida externa 
e da insuficiência produtiva do país. Na década de 1980, 
o Brasil chegou a registrar uma queda de 4,3% do PIB; em 
1990, -4,4%; e, nos anos 2000, queda de 3,6% em 2015 
(Figura 9). Pergunte para os seus familiares e pesquise na 
internet como era a vida na década de 1980. Como era 
conviver com altos níveis inflacionários? Como era conviver 
sem a diversificação de bens e serviços nas prateleiras 
de supermercados? Como era conviver com uma moeda 
que perdia valor todos os dias? Como foi a crise de Estado 
da década de 1980? Quais foram os efeitos dela sobre as 
pessoas? Pesquisar esses assuntos é um exercício político, 
democrático e cidadão.
Figura 9 – PIB: Taxa de variação real (em %) no Brasil – 1980-2018
Fonte: Adaptado de BCB-Depec – IBGE e SGS/BACEN (2019).
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IMPORTANTE:
A estabilização econômica custa caro para o bolso da 
população, porque ela requer o pagamento de dívidas 
presentes com financiamento futuro. Isso pode ser 
comparado ao processo de renegociação de dívidas de 
pessoas físicas e jurídicas.
Na Figura 10, está o percentual da dívida líquida do setor público em 
relação ao PIB. Em julho de 2019, a dívida pública correspondia a 55,8% do 
PIB ou, aproximadamente, R$ 3,9 trilhões. 
EXEMPLO
Compare a dívida pública com o orçamento familiar. Caso uma 
pessoa recebesse R$ 3.000,00 ao mês, 55,8% estariam comprometidos 
com o pagamento de dívida (R$ 1.635,6), restando R$ 1.364,40 para o 
consumo e para a poupança. 
Figura 10 – Dívida líquida do setor público (% PIB) – Total – Setor público consolidado – 
Brasil – dezembro de 2001-março de 2019
Fonte: Adaptado de BCB-DSTAT e SGS/BACEN (2019).
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Política e planejamento público
VOCÊ SABIA?
“Política” é um termo que se originou nas pólis da Grécia 
Antiga. As pessoas se reuniam nas praças para discutir 
as necessidades ao bem-estar comum da sociedade 
e, por isso, a política era pública. Isso tem relação com a 
formulação atual de políticas públicas, que, em um Estado 
democrático, deve ser feita conciliando os interesses das 
múltiplas partes do tecido social. Para respeitar a liberdade 
do ser humano, as políticas públicas devem partir dos 
interesses das pessoas, ser elaboradas e construídas pelas 
pessoas e direcionadas para as pessoas. 
É preciso ter cuidado quando elaboramos políticas públicas em 
conjunto, na sociedade, porque a felicidade de uma parte do tecido 
social não necessariamente corresponde à felicidade das outras 
partes da sociedade. Por isso, há a necessidade do diálogo, da troca 
e do compartilhamento de informações. A base da política pública é a 
liberdade das interações entre os agentes da sociedade. A sociedade é 
livre à medida que se disciplina para viver em sociedade.
O governo é um ente político, pensa no equilíbrio macroeconômico 
e tem a sua competitividade refletida em um orçamento público (LOA) 
que registra os seus gastos (despesas, custos e investimentos) e a sua 
arrecadação (receita). Com alto endividamento, o governo compromete 
seus gastos e não presta um serviço público de qualidade. Além disso, 
lembre-se de que, a partir da demanda agregada, DA = C + I + G + EL, 
escrevemos o orçamento público da seguinte forma: G = A – T. 
FÓRMULA
G = A – T
Em que: 
 • G – Governo.
 • A – Impostos (arrecadação do governo. Exemplo: imposto de 
renda).
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 • T – Transferências do governo ou gastos do governo (G).
O conjunto de políticas públicas (planejamento público) está 
expresso nas transferências (T) que o governo realiza para a economia. 
Ele faz políticas de educação, saúde, transporte, entre outras. Enfatiza-se 
que, se o orçamento é público, ele é composto pelo dinheiro de todos os 
brasileiros e merece respeito e qualidade de gestão. Por isso, o governo 
precisa estudar seus custos, despesas e investimentos da mesma forma 
que uma empresa, a fim de garantir a qualidade da sua atuação na 
sociedade. 
VOCÊ SABIA?
Você sabia que o Brasil não possui um planejamento para 
2030, 2040, 2050, 2060 etc.? Isso ocorre porque não temos 
um planejamento de longo prazo. 
Entretanto, por pressuposto, as políticas macroeconômicas devem 
refletir os anseios de todos os entes interessados nas decisões do 
equilíbrio geral da economia no curto e no longo prazo. 
Como o planejamento ocorre na empresa em que você trabalha ou 
em empresas que você conhece? Elas têm um planejamento de longo 
prazo? Alguém sabe de que forma querem estar em 10, 20, 30 anos? 
Como queremos a nossa sociedade daqui a 10 anos? Para onde estamos 
indo? 
Nós, brasileiros, temos um desafio de longo prazo, que é o de 
instituir a cultura do planejamento de longo prazo nas empresas e na 
política nacional. Todavia, isso se inicia no curto prazo. Preocupar-se com 
o futuro e com a sustentabilidade é uma das riquezas de um ser humano 
e de uma sociedade.
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REFLITA:
Enquanto houver fome, ausência de renda para partes 
significativas do tecido social e necessidades fisiológicas 
não atendidas, as ações de curto prazo tirarão o foco 
do planejamento de longo prazo. Há impasses da 
sustentabilidade do curto prazo que impedem a ação para 
a sustentabilidade no longo prazo. Esse é um exemplo de 
custo de oportunidade: se nós agimos para um objetivo, 
deixamos de agir para outros. Por isso, a sociedade deve 
agir em conjunto para atingir objetivos distintos e os 
horizontes de curto e longo prazo do planejamento. Por 
isso, há riqueza no compartilhamento, nas trocas e nas 
interações sociais.
A elaboração de políticas públicas e macroeconômicas deve 
se atentar para os problemas estruturais

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