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Avaliacao secundaria no trauma

Material sobre avaliação secundária no trauma: define objetivo e momento de realização; descreve a Ficha de Atendimento Pré‑Hospitalar, a abordagem cabeça-a-pés (Olhar, Ouvir e Sentir), sinais vitais e monitorização, o mnemônico SAMPLER e achados comuns por região.

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AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA NO TRAUMA
Portanto, pensem nisto: Quem sabe que deve fazer o bem e não o faz
comete pecado.
Tiago 4:17
VERSÍCULO DO DIA
Realizada após a avaliação primária e tratamento de lesões com risco de vida
Objetivo: identificar lesões/problemas não detectados na avaliação primária
Só deve ser realizada após:
Conclusão da avaliação primária.
Tratamento de todas as lesões com risco de vida.
Início da reanimação (se necessário).
As pesquisas primária e secundária devem ser repetidas frequentemente para
identificar quaisquer alterações na condição do paciente e novos problemas que
exijam intervenção imediata
AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA
Durante a avaliação primária e secundária é feita a Ficha de Atendimento Pré-Hospitalar (FAPH).
Ela é usada para registrar todas as informações relevantes sobre o paciente, incluindo:
Sinais vitais.
Achados da avaliação primária (lesões com risco de vida, estado de consciência, via aérea,
respiração, circulação).
Achados da avaliação secundária (lesões menos graves, histórico médico, medicações, alergias).
Intervenções realizadas (tratamentos aplicados e resposta do paciente).
Cronograma dos eventos (horário das avaliações e intervenções).
 Previsão de chegada do paciente - ETA (Estimated Time of Arrival)
Esse documento é essencial para fornecer informações detalhadas e precisas à equipe que dará
continuidade ao atendimento no hospital.
AVALIAÇÃO PRIMÁRIA E SECUNDÁRIA
O resultado do paciente pode ser muito melhorado quando
profissional de atendimento pré-hospitalar seleciona o
destino mais apropriado para o paciente, comunica-se com a
unidade receptora e documenta minuciosamente a condição
do paciente e as ações realizadas no ambiente pré-hospitalar.
OBSERVAÇÃO 
Abordagem:
Avaliação da cabeça aos pés - “Olhar, Ouvir e Sentir”
Sinais vitais 
História pregressa - SAMPLER
AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA
AVALIAÇÃO
SECUNDÁRIA 
AVALIAÇÃO DA CABEÇA AOS PÉS 
VER
Examine toda a pele de cada região
Hemorragia externa ou sinais de hemorragia interna
Distensão do abdômen, extremidades inchadas e tensas 
Hematoma em expansão
Observe lesões em tecidos moles
Escoriações, queimaduras, contusões, hematomas, lacerações 
Observe qualquer massa, inchaço ou deformação dos ossos 
Marcas anormais na pele e na coloração
Tudo o que não parece certo 
OUVIR
Observe quaisquer sons incomuns quando o paciente inspira ou expira.
A respiração normal é tranquila.
Ausculte se os sons respiratórios são iguais em ambos os campos pulmonares 
Ausculte as artérias carótidas e observe quaisquer sons incomuns (sopros)
sobre os vasos que possam indicar dano vascular (muitas vezes não realista em
uma cena de trauma).
SENTIR
Palpe firmemente todo o corpo. 
Queixa de sensibilidade?
Pulsos estão presentes ?
São sentidas pulsações que não deveriam estar presentes?
Mova cuidadosamente cada junta da região. 
Observe qualquer crepitação, dor ou limitação da amplitude de movimento
resultante. ou movimento incomum, como frouxidão
Avaliar Sinais Vitais 
Conjunto Completo de Sinais Vitais
Pressão arterial
Frequência e qualidade do pulso
Frequência e profundidade ventilatória
Saturação de oxigênio (oximetria de pulso)
Temperatura corporal e da pele
Paciente com trauma crítico:
Avaliação a cada 3-5 minutos, se possível
Registrar o momento de qualquer mudança na condição
MNEMÔNICO SAMPLER
S - Sinais e Sintomas
O que o paciente sente e relata.
Inclui observações visíveis, como dor, inchaço, etc.
A - Alergias
Alergias a medicamentos, alimentos ou outras substâncias.
M - Medicações
Medicamentos que o paciente está tomando, incluindo prescritos, OTC (over-the-counter) e suplementos.
P - Passado médico
Condições médicas preexistentes ou história médica relevante.
L - Última refeição
Quando e o que o paciente comeu ou bebeu por último. + última menstruação para mulheres em idade fértil 
E - Eventos
Eventos que levaram ao trauma ou à situação atual.
R - Risco
Fatores de risco adicionais ou exposição a situações perigosas (pacientes pediátricos, geriátricos, bariátricos
ou obstétricos)
MNEMÔNICO SAMPLER
Cabeça
Lesões: Laceracões, contusões, hematomas, fraturas de crânio.
Sinais de trauma: Edema, deformidades.
Sinais neurológicos: Alterações de consciência, pupilas desiguais ou reativas.
Fraturas de crânio.
Hemorragias intracranianas (hematoma epidural, subdural).
Pescoço
Lesões: Contusões, lacerações, fraturas.
Sinais: Alinhamento da coluna cervical, sinal de crepitação, presença de enfisema subcutâneo.
Fraturas cervicais.
Lesões na traqueia ou esôfago.
ACHADOS COMUNS NO EXAME FÍSICO 
Tórax
Lesões: Contusões, lacerações, fraturas de costelas.
Sinais: Respiratório anormal, desvio de traqueia, crepitação subcutânea.
Pneumotórax ou hemotórax.
Fraturas de costela e esterno.
Abdômen
Lesões: Contusões, lacerações.
Sinais: Distensão abdominal, dor à palpação, rigidez.
Lesões em órgãos sólidos (fígado, baço).
Perfurações ou hemorragias internas.
ACHADOS COMUNS NO EXAME FÍSICO 
Pelve e Genitais:
Lesões: Contusões, fraturas.
Sinais: Instabilidade pélvica, dor à palpação.
Fraturas da pelve.
Lesões no trato urinário.
Extremidades
Lesões: Fraturas, luxações, contusões.
Sinais: Deformidades, inchaço, dor à palpação, pulso.
Fraturas de ossos longos.
Lesões ligamentares e musculares.
ACHADOS COMUNS NO EXAME FÍSICO 
Exame Neurológico
Sinais: Nível de consciência, respostas motoras e sensitivas, reflexos.
Lesões cerebrais com alterações na consciência.
Deficits neurológicos focalizados.
ACHADOS COMUNS NO EXAME FÍSICO 
GERENCIAMENTO DO TRANSPORTE
Decisão de Transporte:
Paciente em coma hipoglicêmico diabético
Necessita de administração de glicose.
Paciente com fraturas graves
Imobilização rápida e estabilização em prancha longa para transporte.
Paciente com parada cardíaca em fibrilação ventricular
Necessita de desfibrilação para retorno da circulação espontânea.
Paciente com lesão medular suspeita
Estabilização da coluna vertebral é essencial
CUIDADOS ADICIONAIS NO TRANSPORTE PROLONGADO 
Cateter Urinário
Objetivo: Monitorar a produção de urina para avaliar função renal e perfusão.
Procedimento: Inserir estérilmente, monitorar produção e qualidade.
Importância: Avalia resposta à reanimação e estado geral do paciente.
Sonda Gástrica
Objetivo: Descomprimir o estômago e prevenir vômito e aspiração.
Procedimento: Inserir nasogástrica ou orogástrica, aspirar conteúdo gástrico.
Importância: Reduz distensão abdominal e melhora ventilação.
Monitoramento de Gases no Sangue
Objetivo: Avaliar PCO2, pH e déficit de base para indicar gravidade do choque.
Procedimento: Testar sangue arterial ou venoso para dados detalhados.
Importância: Fornece informações sobre ventilação e estado ácido-base do paciente.
ALGUMA DÚVIDA ?

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