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O sangue é um tecido fluido, formado por uma porção celular que circula em suspensão num meio líquido, o plasma. a porção celular representa 45% de um volume determinado de sangue; o plasma representa os 55% restantes; Além da parte celular do sangue, a fase líquida deste também participa do valor do hematócrito, como se observa em várias condições em que existe hemodiluição ou hemoconcentração. São órgãos primários que produzem as células sanguíneas: fígado, baço, medula óssea vermelha, linfonodos, nódulos linfáticos e timo. ❖ Na vida embrionária, o órgão mais importante como hemoformador é o fígado e o baço. ❖ Enquanto na vida adulta, é a medula óssea. ❖ Apesar do fígado e do baço deixarem de ser o órgão hemoformador mais importante, não quer dizer que não possam produzir células novamente. ❖ Em casos de patologia, uma pequena porção do baço e do fígado volta a produzir células. observa-se um crescimento do fígado e do baço em casos de patologias hematológicas. hepatomegalia: aumento do fígado. patognomónico: é um sinal cuja presença indica que uma determinada doença está presente para além de qualquer dúvida. Ou seja, é algo que é quase regra para uma determinada patologia. TECIDO LINFÁTICO O tecido linfático é distribuído por todo o corpo, é nesse tecido que acontece o amadurecimento dos linfócitos. ❖ O aumento dos gânglios indica que estão produzindo substâncias químicas, células e ativando células para produção de anticorpos. ❖ Gânglio infartado: é um sinal de infecção perto da região. MEDULA ÓSSEA VERMELHA A medula óssea, encontrada no interior dos ossos, contém as células-tronco hematopoiéticas que produzem os componentes do sangue, incluindo as hemácias, os leucócitos e as plaquetas. ❖ Pode ser vermelha ou amarela. medula óssea vermelha: produtora de células sanguíneas. medula óssea amarela: encontramos células adiposas (gordura) na medula. ❖ A partir do quinto mês de gestação, a medula óssea começa a produzir células sanguíneas. ❖ A criança quando nasce, quase todos os seus ossos produzem células. intensa produção; um hemograma de um recém-nascido tem muitas células jovens. introdução a hematologia AULA 1 – HEMATOLOGIA BÁSICO conceito órgãos hemoformadores ❖ Policitemia vera (PV): é um tipo de doença do sangue, em que as células que produzem eritrócitos, plaquetas e alguns granulócitos estão se multiplicando de forma descontrolada. E o resultado dessas altas taxas de eritrócito na corrente sanguíneo é o espessamento do sangue, o que pode provocar alterações no seu fluxo, como problemas circulatórios. ❖ Câncer dos ossos: Pode interferir de forma indireta na produção das células sanguíneas. TIMO É uma glândula linfoide primária (órgão hemoformador secundário) que possui como função o amadurecimento dos linfócitos T. ❖ Na vida adulta, o timo permanece do mesmo tamanho ao longo do tempo. ❖ Quando criança, temos mais linfócitos do que neutrófilos. Esse aumento dos linfócitos é porque o timo está muito ativo. ❖ Produção complementar de anticorpos; ❖ Produção de hormônios que estimulam outros órgãos linfáticos, sendo o local onde o linfócito T se especializa. BAÇO É um órgão que se localiza na parte superior esquerda do abdômen e tem como função filtrar o sangue e eliminar os eritrócitos lesionados, além de produzir e armazenar leucócitos para o sistema imune. ❖ Na vida embrionária é um órgão hemoformador primário; ❖ Na vida adulta é um órgão hemocateretico; hemocateretico: destruição das hemácias em via de degeneração. ❖ Controla a quantidade de sangue em nossas veias e artérias. ❖ Aplasia medular: é uma doença rara da medula óssea em que há diminuição da produção das células sanguíneas, que são normais na sua forma e funcionamento. Há uma tentativa de compensação com a produção pelo baço, logo esse órgão aumenta de tamanho. LINFONODOS E NÓDULOS LINFÁTICOS Os linfonodos são pequenas estruturas que funcionam como filtros para substâncias nocivas. O tecido sanguíneo está localizado no interior de alguns ossos e possui diversas funções. ❖ Tecido sanguíneo: massa líquida com movimento unidirecional, impulsionada pelas contrações do coração. ❖ Uma pessoa tem, em média, 4,7 litros de sangue; ❖ Hipovolemia: diminuição anormal do volume do sangue de um indivíduo. tecido sanguíneo CÉLULAS SANGUÍNEAS As células sanguíneas são as hemácias, leucócitos e as plaquetas. ❖ Eritrócitos ou hemácias: são células sanguíneas que carregam hemoglobina. ❖ Leucócitos: são células que tem como função a defesa do organismo. ❖ Plaquetas: são pedações de grandes células sanguíneas responsáveis pela coagulação do sangue. O sangue é constituindo por diferentes tipos de células e o plasma. Ele circula por todo o corpo humano, através das veias e artérias. ❖ Veias: levam o sangue dos órgãos e tecidos para o coração. ❖ Artérias: levam o sangue do coração para os órgãos e tecidos. CARACTERÍSTICAS FÍSICAS ❖ Tecido líquido/ viscosidade (5 a 6 vezes maior que a água; ❖ Fluxo (organização, repulsão das hemácias); as hemácias ficam no centro e os leucócitos nas periferias; ❖ Movimento unidirecional (batimentos cardíacos); ❖ Sangue venoso – vermelho escuro; ❖ Sangue arterial – vermelho intenso; ❖ Após esfregaço – amarelo; ❖ pH levemente alcalino ~ 7.4; ❖ Volume no adulto, cerca de 7 a 8% do peso corporal (4 a 5 L); ❖ Temperatura 38ºC; ❖ Concentração de sal (NaCl) é de 0,9%. FUNÇÕES DO SANGUE ❖ Transporte: O2, CO2, nutrientes, hormônios, calor e resíduos. ❖ Regulação: pH do meio, temperatura (absorve e elimina calor), quantidade de água no interior das células; sangue ❖ Proteção: anticorpos, coagulação e fagocitose (GB). FORMAÇÃO DAS CÉLULAS SANGUÍNEAS ❖ O processo de formação das células sanguíneas é denominado é hematopoiese ou hematopoese; ❖ As células se originam de células–tronco hematopoiéticas (células da medula óssea derivada do mesênquima); ❖ Embrião: saco vitelínico, fígado, linfonodos, timo, baço e medula óssea. Após o quinto do mês de gestação, a medula óssea inicia a sua produção. Isso porque após o quinto mês começa a formação da cavidade óssea. ❖ Após o nascimento: medula óssea vermelha (ossos longos, ossos chatos, ossos do crânio, costelas, vértebras, quadril); COMPONENTES DO SANGUE ❖ Porção líquida: Plasma (substância fundamental): 90 ~ 91% água; 7% proteínas plasmáticas; • Albuminas, fatores de coagulação, haptoglobina, fibrinogênio, sistema complemento, imunoglobulinas e transferrina; • Plasminogênio, lipoproteínas, alfa 1 antitripsina, transcobalamina, alfa 1 glicoproteína e ceruloplasmina; 0,9% sais inorgânicos: sódio, cloro, potássio, cálcio e fosfato; Restante compostos orgânicos: aminoácidos, vitaminas, hormônios, glicose e outros. ❖ Porção sólida. Elementos figurados (células/fragmentos celulares); Hemácias (GV ou eritrócitos); Leucócitos: granulócitos e agranulócitos; Plaquetas (trombócitos): fragmentos de células. As hemácias, também chamadas de eritrócitos, são células sanguíneas que tem formato de disco bicôncavo e são anucleadas quando maduras. ❖ Acidófilos (porque se coram com corantes ácidos como a Eosina); quem é ácido se cora com corante base; quem é base se cora com corante ácido; ❖ Células discoidais, anucleadas, bicôncava; A hemácia jovem tem núcleo. ❖ Não tem capacidade de dividir ou de executar atividades metabólicas extensas (ausência de mitocôndrias); ❖ Especializada em transporte de gases; ❖ Grande quantidade de hemoglobina (proteína que transporta gases: O2 e CO2); ❖ Curta duração ~ 120 dias (destruídas porgrânulos e bastonetes de Auer. Podem indicar no hemograma leucemia mieloide, síndrome mielodisplásica ou reação leucemóide. Promielócitos: maior que o mieloblasto, citoplasma basófilo com muitos grânulos primários, zona de Golgi evidente, núcleo com cromatina frouxa e nucléolo visível. Mielócitos: citoplasma acidófilo, poucos grânulos, ausência do nucléolo, cromatina mais condensada Metamielócitos: poucos grânulos primários, núcleo achatado, cromatina condensada, grânulos secundários. Bastonetes: citoplasma acidófilo, núcleo alongado e curvo. Aumento na sua quantidade indica infecção. Segmentados: citoplasma acidófilo, núcleo segmentado, cromatina condensada, núcleo com dois a cinco lóbulos. Aumento na quantidade de neutrófilos indica infecção. DIAPEDESE Os neutrófilos vivem poucas horas na circulação sanguínea, sendo eliminados em grande número pelas secreções. Por outro lado, eles são atraídos para os tecidos sempre que há necessidade de defendê-los contra agentes infecciosos. vários agentes quimioatraentes são capazes de estimular essas células, fazendo com que elas deixem a circulação, passem através das células endoteliais dos pequenos vasos e atinjam os tecidos. FAGOCITOSE 1. Célula em repouso; 2. Estímulo quimiotático; 3. Modificações: metabólicas, estruturais e morfológicas; 4. Explosão metabólica; 5. Formação de pontes de actina-miosina (ATP); 6. Ativação ATPase dependente de Ca2+; 7. G-actina em F-actina: protusão da membrana; 8. Partícula interiorizada no fagossoma; 9. Grânulos lisossomais se unem ao fagossoma; Núcleo segmentado: 2 lóbulos (ou mais) Grânulos grandes eosinofílicos: PBM, PCE, EPO; T1/2 = 18h no sangue periférico antes da migração; Nos tecidos: 6 dias; Apenas 1% em sangue periférico: 99% nas mucosas; série branca AULA 17 – HEMATOLOGIA BÁSICA maturação dos leucócitos eosinófilos Resposta quimiotática: produtos bacterianos; frações do complemento: c3b, c5a; fatores secretados por basófilos e mastócito; complexos Ag-Ac: IgE. EOSINÓFILOS - GRÂNULOS PBM (Proteína Básica Maior): 50% do total dos grânulos Schistosomas Trichinella spiralis Células Tumorais Secreção de histamina por basófilos PCE (Proteína catiônica Eosinofílica): 30% do total Tóxica para parasitos EPO (Peroxidase Eosinofílica): H2O2 e haletos bactérias, fungos, helmintos e células tumorais EFEITO ALÉRGICO ANTI- HELMINTICO Na resposta imune Th2, os antígenos de helmintos ou alérgenos estimulam os linfócitos T a produzir citocinas Th2, como a interleucina (IL)-4 e a IL-5. A IL-4 induz os linfócitos B a produzir imunoglobulina E (IgE) e a IL-5 atrai e ativa os eosinófilos. A eosinofilia e o aumento do nível sérico de IgE são, portanto, características da resposta imune Th2. Uma parte da IgE produzida durante a resposta imune Th2 é antígeno-específica. Quando a IgE específica se liga a receptores de alta afinidade na superfície de mastócitos e basófilos, ela deixa o sistema imune pronto para reações alérgicas a qualquer exposição ao alérgeno. Mastócito – interleucina 5 – diferenciação de eosinófilos – saída do eosinófilo da medula para o sangue periférico – tecido. Th2 – interleucina 4 – linfócito tipo B – plasmócito – liberação de IgE. Logo após o processamento de alérgenos pelas células que apresentam antígenos e de sua apresentação às células Th2, as células T podem educar as células B a mudarem da produção de IgM ou de IgC para a produção de IgE, sem alterar a especificidade antigênica. FUNÇÕES DO EOSINÓFILOS Apresenta função básica na defesa contra helmintos, mas pode atuar lesando o epitélio brônquico e relaciona-se à fase tardia da reação alérgica. Sangue periférico: 0-1% de leucócitos Grânulos Degranulação ▪ Histamina: efeito alérgico ▪ Ácido hialurônico Hipersensibilidade IgE CINÉTICA DOS BASÓFILOS 1/2 vida similar aos eosinófilos; Presentes em sítios de reações alérgicas; basófilo REAÇÕES DE HIPERSENSIBILIDADE A hipersensibilidade causa um dano tissular secundário a uma resposta inflamatória exagerada. Estas reações podem ser em resposta a um antígeno externo, como pólen, ou uma resposta inapropriada a um patógeno ou ainda contra o tecido do próprio indivíduo. A primeira exposição produziria imunoglobulinas E (IgE) específicas ao antígeno, então uma memória para esta IgE é guardada pelas células de memória. A hipersensibilidade acontece na exposição subsequente ao antígeno, em que se induz grande produção de IgE, que por sua vez irá se ligar aos receptores Fcε dos mastócitos. A interação dos mastócitos ligados a IgE com o antígeno induz a sua degranulação e libera mediadores inflamatórios. Mastócitos contem histamina. Quando eles degranulam, a histamina liberada causa aumento da permeabilidade vascular e vasodilatação que contribuem para o efeito imediato visto em reações de hipersensibilidade do tipo I. Outros fatores liberados pela degranulação são quimiotáticos, responsáveis pelo aumento de eosinófilos e basófilos na circulação, assim como fatores de ativação plaquetária, que contribuirão para as mudanças vasculares vistas nestas reações. Fagocitose e processamento de antígenos: Mais eficiente que neutrófilo para grandes partículas; ▪ Fc de IgG e Complemento (c3b e c5a); Outras funções Regulação de resposta imune: citocinas; Secreta G-CSF, GM-CSF e TNF; Participa na coagulação: PAF; Grânulos de lisozima e esteras MONOCITOPOESE Atraídos para os sítios por linfocinas: MIF (Fator de migração inibitória) / MAF (Fator de Ativação de Macrófagos) e MCP (Proteína Quimiotática do Monócito 1) Produzidos na medula óssea; Órgãos linfoides secundários Linfonodos, tonsilas Baço Placas de Peyer Meia-vida: dias ou anos (células de memória) Quantidade no SP: 20 a 30%; Linfócitos T e B; Células T, Células NK e Células B Tipos de Linfócitos T: T Helper (Th): CD4+ T Supressor (Ts): CD8+ Citotóxica (Tc): NK Reconhecem Ag: HLA classe I e II monócito linfócitos A hemostasia é o processo pelo qual o sangue se mantém fluido e restrito aos vasos sanguíneos. Tem como finalidade evitar perdas sanguíneas, bem como a perda de fluidez do sangue. Mantém o equilíbrio através de: Fatores de coagulação – produzidos em sua grande maioria pelo fígado. pacientes com doenças hepáticas tem problemas de coagulação Inibidores fisiológicos da coagulação Vasos Sistema fibrinolítico = quebra de coágulo Célula endotelial Plaquetas EQUILÍBRIO HEMOSTÁTICO PLAQUETAS As plaquetas são produzidas na medula óssea por fragmentação do citoplasma dos megacariócitos. Pequenos discos redondos; Medula óssea – megacariócitos – plaquetas; Trombopoetina (TPO) é o principal regulador da produção de plaquetas, sendo sintetizada pelo fígado. ao contrário da eritropoetina (regulador da produção de hemácias) que é produzido pelos rins. Não possuem núcleo e não podem se reproduzir. TROMBOPOESE A trombopoese é o processo no qual ocorre a geração das plaquetas que promovem a coagulação para impedir a perda de sangue em caso de uma lesão vascular. MEGACARIÓCITO O megacariócito se destaca por seu grande tamanho e por aspectos particulares do citoplasma e do núcleo. MECANISMOS PROCOAGULANTES MECANISMOS ANTICOAGULANTES HEMORRAGIA TROMBOSE hemostasia e coagulação sanguinea AULA 18 – HEMATOLOGIA BÁSICA hemostasia PLAQUETAS Replicação endomitótica sincrônica = replicação do DNA sem haver divisão citoplasmática → aumenta o tamanho da célula. 1 megacariócito = 1.000 a 5.000 plaquetas Contagem normal: 150 a 400 mil Actina e miosina; Resíduos de Retículo Endoplasmático e Golgi → produção de enzimas e cálcio; Mitocôndrias → ATP e ADP; Prostaglandinas → reações vasculares e teciduais; Fator estabilizador da fibrina; Fator de crescimento (multiplicação das células endoteliais); Grânulos (antagonista da heparina, fibrinogênio, vWF, fator de crescimento) Glicoproteínas (aderência só ao endotélio lesado). O megacariócito começa a lobular o núcleo, produzindo as plaquetas e depois emitindo os pseudópodes. Os pseudópodes se deslocam e vão se transformando em pró-plaquetas e depois plaquetas. Glicoproteínas responsáveis pela adesão e agregação GPIa = adesão ao colágeno GPIb e GPIIb/IIIa = ligação ao fator de von Willebrand (a “cola” que liga a plaqueta ao endotélio), consequentemente ao endotélio vascular e ligação plaqueta-plaqueta. As plaquetas são ativadas no sítio de lesão vascular para formar um tampão que contenha sangramentos. FUNÇÕES DAS PLAQUETAS A principal função das plaquetas é a formação do tampão mecânico durante a reposta hemostática normal à lesão vascular. Na ausência de plaquetas, costuma ocorrer vazamentos espontâneo de sangue de pequenos vasos. Adesão (plaqueta-parede vascular); Agregação (plaqueta-plaqueta); Atividade secretória (liberação dos grânulos – estabilização dos agregados e feedback positivo para plaquetas); Atividade pró-coagulante – ativação da cascata pela exposição do fator plaquetário 3; Fator de crescimento – PDGF estimula a multiplicação de células musculares lisas dos vasos, acelerando a cicatrização. FASES DA HEMOSTASIA Hemostasia primária formação do tampão plaquetário Hemostasia secundária consolidação do tampão pela fibrina Fibrinólise “limpeza” – quebra do coágulo INTERAÇÃO Para que tenhamos o sangue fluido nos vasos é necessário que ocorra uma interação entre o endotélio vascular, plaquetas e fatores de coagulação. Endotélio vascular Plaquetas Fatores de coagulação Anti-plaquetárias (óxido nítrico e prostaciclinas) evita que as plaquetas se agreguem Anti-coagulantes (antitrombina e trombomodulina) Fibrinolíticas (t-pA) LESÃO VASCULAR Se ocorrer uma lesão vascular, o organismo irá responder da seguinte maneira: Lesão endotelial (exposição do colágeno e Fator de Von Willebrand); Vasoconstrição reflexa; o vaso diminui o calibre na tentativa de sanar o sangramento primeira etapa da hemostasia primária Adesão plaquetária (GPIb + FVW) e ativação (ADP, colágeno); a plaqueta fica aderida ao vaso Agregação plaquetária (GP IIIb IIIa + fibrinogênio) e degranulação do trombo plaquetário (vasoconstrição induzida); o trombo plaquetário também é chamado de coágulo instável porque pode voltar a sangrar Ativação da cascata de coagulação sanguínea (F3plaq); plaquetas ativadas primeira etapa da hemostasia secundária Formação de fibrina – coágulo estável; Reparação do vaso sanguíneo lesado; primeira etapa da fibrinólise Ativação do sistema fibrinolítico; Restauração e recanalização do vaso sanguíneo. FATORES DE COAGULAÇÃO Via intrínseca: Contact system Via extrínseca: Cellular injury FATOR VON WILLEBRAND (VWF) O VWF está envolvido na adesão dependente das condições de fluxo das plaquetas à parede vascular e na adesão a outras plaquetas (agregação). Transporta o fator VIII da coagulação; Sintetizado por células endoteliais e megacariócitos; FORMAÇÃO DO COÁGULO SANGUÍNEO Lesão pequena = tampão plaquetário basta; Lesão grande = tampão plaquetário + coágulo sanguíneo; FORMAÇÃO DO TAMPÃO PLAQUETÁRIO Ruptura pequena → tampão plaquetário; Contato com endotélio vascular lesado, fibras de colágeno → mudanças nas plaquetas; Aumento de volume Forma irregular com pseudópodos Proteínas contráteis contraem e liberam grânulos de fatores ativos Aderem ao colágeno e à proteína “fator de Von Willebrand” Secretam ADP e enzimas, produzem tromboxano A2 ADP e tromboxano ativam mais plaquetas CASCATA DE COAGULAÇÃO Fatores de coagulação: enzimas proteolíticas na forma inativa. Quando convertidas a suas formas ativadas desencadeiam a cascata de coagulação. MECANISMO BIOQUÍMICO DE COAGULAÇÃO SANGUÍNEA Anticoagulantes – inibem a coagulação predomínio na corrente sanguínea trombina, proteína c e heparina Pró-coagulantes – promovem a coagulação ativados em caso de lesão VIA EXTRÍNSECA Liberação de fator tecidual (tromboplastina tecidual) VIA EXTRÍNSECA • Começa com o traumatismo do vaso e tecidos • Mais rápida VIA INTRÍNSECA • Começa no próprio sangue • Mais lenta FT + Fator VII + Ca++ ativam Fator X em Fator Xa Fator Xa + Fator V + Ca++ = formação de complexo ativador da protrombina VIA INTRÍNSECA Traumatismo na parede do vaso e exposição de colágeno (cargas negativas) pré calicreína (PK) (HMWK) Ativação de Fator XII e liberação de fosfolipídios plaquetários com fator plaquetário III (fator tecidual) Fator XIIa + calicreína = Fator XIa Fator XIa ativa Fator IX Fator IXa + Fator VIII + cálcio = Fator Xa Fator Xa + Fator V + fosfolipídios plaquetários = formação complexo ativador da protrombina PAPEL DO CÁLCIO Necessário para promover ou acelerar a maioria das reações da coagulação; Sem cálcio não existe coagulação; CONVERSÃO DO FIBRINOGÊNIO EM FIBRINA – FORMAÇÃO DO COÁGULO Fibrinogênio Sintetizado no fígado – hepatopatia pessoas com problemas hepáticos tem níveis reduzidos de fibrinogênio, assim podendo desenvolver hemorragias. Peso molecular alto – pouco extravasa para líquidos intersticiais, apenas quando a permeabilidade dos capilares aumenta patologicamente. O fibrinogênio pode ser usado como proteína de fase aguda. COÁGULO SANGUÍNEO LISE DO COÁGULO – FIBRINÓLISE A fibrinólise (assim como a coagulação) é uma resposta hemostática normal à lesão vascular. O plasminogênio é convertido na serina-protease plasmina por ativadores da parede vascular (ativação intrínseca) ou dos tecidos (ativação extrínseca). A plasmina é capaz de digerir fibrinogênio, fibrina, fatores V e VIII e muitas outras proteínas. Desse processo de degradação do coágulo são liberados na corrente sanguínea alguns fragmentos, entre eles, o D-Dímero. IMPORTANTE: Limita a extensão do trombo em formação durante o processo de coagulação. Após a degradação do coágulo, os PDF (fatores dependentes de plaquetas) são removidos por COÁGULO Dissolução (remoção dos coágulos de pequenos vasos) Organização fibrosa (restauração tecidual) Tecido e endotélio lesado Ativador do plasminogênio tecidual (t-PA) Plasminogênio (profibrinolisina) Plasmina (fibrinolisina) Lise do coágulo macrófagos e outras células do sistema reticuloendotelial; ANTICOAGULANTES INTRAVASCULARES Fatores endoteliais superficiais Trombomodulina – ativa proteína C Proteína C (APC) – inativa fator Va e VIIIa Proteína S – amplifica a ação da proteína C Inibidores dos fatores de coagulação TFPI (Inibidor plaquetário do fator tecidual) Antitrombina (AT) Heparina – baixa concentração fisiológica Produzida pelos mastócitos no tecido e basófilos no sangue Usado para evitar coagulação intravascular junto com a antitrombina III FATORES DEPENDENTES DA VITAMINA K II VII IX X Proteína C Proteína S ANTICOAGULANTES INTRAVASCULARES Quando solicitar? Pré-operatório; Doenças hematológicas; Pessoas que utilizam anticoagulante oral; Uso de medicamentos. como anticoncepcionais e roacutan COAGULOGRAMA Tempo de sangramento (métodode Duke e método de Ivy); avalia a hemostasia primária realizado in vivo Tempo de coagulação; avalia a hemostasia secundária realizado in vitro Prova do laço; Retração do coágulo; Tempo de protrombina; Tempo de tromboplastina parcial ativado; Plaquetograma; Também denominado Tempo de sangria ou sangramento (TS). O TS mede a integridade da função plaquetária e da parede vascular; Incisão com auxílio de agulha ou lanceta no lobo da orelha ou dedo; Contar o tempo desde a incisão até a cessão do sangramento. MÉTODO DUKE Utilizar lanceta descartável; Realizar uma pequena lesão no lóbulo da orelha; Secar o local da lesão a cada 15 segundos com papel de filtro; Medir o tempo até parar o sangramento; Valor de referência: 1 – 3 minutos; Não é mais utilizado na rotina clínica. MÉTODO IVY Função vascular e plaquetária; Pressão: 40 mmHg; Local: face anterior do antebraço; Lanceta 1 cm/1mm de profundidade; Papel de filtro a cada 30 segundos, evitando as bordas do corte; Duas incisões: divergência acima de 1 minuto devemos investigar a causa; Valores normais: 7 a 9 minutos. Avaliação da via intrínseca pode estar prolongado em diversas coagulopatias como: deficiência de fibrinogênio, hemofilia A, hemofilia B, doença de Von Willebrand, hepatopatia severa, testes de função hemostática deficiência de vitamina K, trombocitopenia, estágios avançados de CID, uremia e na presença de anticoagulantes circulantes. Método: Lee White. Princípio: reflete o tempo de coagulação do sangue total quando em contato com a superfície do vidro. Interpretação: Avalia os fatores dos mecanismos intrínseco e comum da coagulação. É um teste pouco sensível. Resultados poderão ser normais em pacientes com deficiência leve a moderada dos fatores de coagulação. Deve ser substituído pelo PTTA. A prova do laço é um exame rápido que deve ser feito obrigatoriamente em todos os casos de suspeita de dengue, já que permite identificar a fragilidade dos vasos sanguíneos, comum da infecção pelo vírus da dengue. Se usar esfigmomanômetro, ajusta-lo em 80 mmHg; Após os 5 minutos observar a formação de pequenas manchas avermelhadas; Valores de referência: 4 petéqueas resistência vascular diminuída Bastante solicitado em casos de dengue. Interpretação: A retração do coágulo é usada como índice indireto de avaliação do número e da atividade plaquetária. Está diminuída quando o número de plaquetas for inferior a 100.000/mm nas alterações qualitativas das plaquetas (alteração da adesividade e/ou do mecanismo contrátil), e nível diminuído do fibrinogênio. Tromboplastina tecidual (extrato de cérebro) e cálcio são adicionados ao plasma citratado (sangue colhido com anticoagulante); INR: Índice Internacional Normalizado. Valor de referência: 10 – 14 segundos. – Valor de referência: 30 a 40 segundos. PATOLOGIAS ASSOCIADAS A HEMOSTASIA Trombocitose; excesso de plaquetas em relação aos padrões considerados normais. Trombocitopenia (heparina, medicamentos e outros); Síndrome de Bernard-Soulier; Trombastenia de Glansmann; Doença de von Willebrand; CIVD: coagulação intravascular disseminada; Púrpura; Deficiência de fatores de coagulação. É considerada uma doença de adesão porque temos a deficiência de glicoproteínas que promove adesão. É considerada doença de agregação porque temos a deficiência de glicoproteínas que promove agregação. No entanto, alguns autores consideram essa síndrome como também doença de adesão. Tipos sanguíneos são antígenos de natureza bioquímica variada, podendo ser compostos por carboidratos, lipídeos, proteínas ou uma mistura desses compostos. Karl Landsteiner – início do século XX 1930 ele ganhou o Prêmio Nobel ANTÍGENOS OU AGLUTINOGÊNIOS ERITROCITÁRIOS São compostas por carboidratos, lipídeos, proteínas ou uma mistura desses compostos; Polialelia: IA IB i fenômeno em que os genes possuem mais de duas formas alélicas. Codominância: IA IB > i situação em que organismos heterozigotos expressam ambos os alelos de um gene ao mesmo tempo. ANTÍGENOS ABH O cromossomo 19 codifica o antígeno H. Esse antígeno H será responsável por ancorar o antígeno A e/ou antígeno B. Antígeno H – cromossomo 19; Existe uma mutação em que não há produção do antígeno H, logo não há expressão dos antígenos A e B. Isso acontece porque mesmo que o indivíduo tenha o gene que codifica o antígeno A ou antígeno B, devido a deficiência do antígeno H não há ancoragem desses antígenos, assim eles não conseguem se expressar. São chamados de falsos O ou fenótipo Bombaim. TIPOS DE SANGUE sistema abo AULA 19 – HEMATOLOGIA BÁSICA grupos sanguíneos GRUPOS DO SISTEMA ABO FENÓTIPO A B AB O GENÓTIPOS IAIA, IAi IBIB, IBi IAIB ii AGLUTINOGÊNIOS A B A e B Nenhum AGLUTININAS Anti- B Anti- A Nenhum Anti-A e Anti- B COMPATIBILIDADE DOAÇÃO DE SANGUE Doador Receptor Observar volume sanguíneo TIPOS SANGUÍNEOS – PAIS E FILHOS RH O fator Rh é um sistema de grupos sanguíneos, descoberto a partir do sangue do macaco Rhesus. Ele indica se o sangue é positivo ou negativo. GENÓTIPO GRUPO HEMÁCIAS PLASMA DD ou Dd Rh + Com antígeno Rh Sem anticorpos anti-Rh dd Rh - Sem antígeno Rh Com anticorpos anti-Rh se recebeu hemácias com antígeno Rh FATOR RH – PAIS E FILHOS DOAÇÃO DE SANGUE DOENÇA HEMOLÍTICA DO RECÉM NASCIDO Esse problema ocorre na gestação de uma criança Rh+ por uma mulher Rh-, o que desencadeia a produção de anticorpos que podem colocar em risco a criança que for gerada em uma próxima gestação. Durante a gestação, a mulher Rh- sofre sensibilização em decorrência do contato com o sangue da criança Rh+ que está sendo gerada. No momento do parto, ocorre um grande contato com o sangue e, consequentemente, inicia-se uma intensa produção de anticorpos e células de memória contra o fator Rh. Em uma nova gestação de criança Rh+, a mulher Rh- produz uma grande quantidade de anticorpos contra as hemácias do bebê. A destruição das hemácias desencadeia uma anemia grave na criança, o que caracteriza a doença hemolítica do recém-nascido. Vale frisar que atualmente existem injeções que evitam a sensibilização na primeira gestação. FENÓTIPO BOMBAIM Indivíduos com o fenótipo Bombaim não produzem a enzima ativa (H) que transformaria a substância precursora em antígeno H. Sendo assim, a sua ausência [da enzima] faz com que essas pessoas não apresentem os antígenos “A” e “B” nem o “H”, em suas hemácias, mesmo possuindo os alelos responsáveis pela síntese dessas substâncias. No indivíduo normal: No fenótipo Bombaim: SANGUE DOURADO O Rh nulo, também chamado de sangue dourado, é o tipo sanguíneo mais raro do mundo. Teste para detectar se uma pessoa é realmente “O” ou falso “O” é feito aplicando-se o anticorpo anti-H em uma gota de sangue. Se houver aglutinação, o indivíduo é um “O” verdadeiro, ou seja, “ii”. Se não ocorrer aglutinação, ele é falso “O”, podendo ser IAIA, IAi, IBIB, IBi ou IAIB.macrófago do baço, medula óssea e do fígado); ❖ Produção de hemácias – fatores nutricionais (B12, ácido fólico e ferro). ❖ Concentração normal no sangue: Mulher: 3,9 a 5,5 milhões/µL Homem: 4,1 a 6 milhões/µl Os leucócitos são células sanguíneas que tem como função a defesa do organismo. ❖ Variam em número, tamanho e função; ❖ Participam das defesas imunocelulares e celulares no organismo; ❖ Fagocitam bactérias e corpos estranhos; ❖ Taxa normal: Adulto: 6 a 10 mil//µL ou mm3 Recém-nascidos: 15 a 18 mil/mm3 Portadores de leucemias: dezenas de milhares/mm3 Essas células podem ser classificadas de acordo com a forma do núcleo e granulação do citoplasma: ❖ Granulares (granulócitos) Neutrófilo – 60 a 70%, ativos, diapedese, quimiotaxia e fagocitose. Eosinófilo ou acidófilo – 2 a 4% nas alergias. Basófilos – 0 a 1%, liberam histamina facilitando a saída dos neutrófilos. ❖ Agranulócitos (hialinos) Linfócitos – 20 a 30% (T e B). Monócitos – 3 a 8%, grandes, intensa atividade fagocitária, maior número em focos infecciosos associados a macrófagos. células sanguíneas AULA 2 – HEMATOLOGIA BÁSICA eritrócitos leucócitos As plaquetas são estruturas sanguíneas formadas a partir de fragmentos citoplasmáticos de megacariócitos produzidos na medula. ❖ Trombócitos (trombo = coágulo); trombose: excesso de plaquetas. ❖ Corpúsculos anucleados, forma discoidal; ❖ 2 a 4 µm Ø, derivados dos megacariócitos; ❖ Promovem coagulação do sangue; ❖ Auxiliam na reparação das paredes de vasos, evitando perda de sangue. ❖ Em média um indivíduo adulto normal apresenta de 200.000 a 400.00 plaquetas por mm3. pseudoplaquetopenia: é quando o paciente tem plaquetas pequenas e o aparelho não consegue fazer uma contagem exata (e o resultado sai como se ele tivesse uma plaquetopenia). ❖ Aproximadamente 10 dias de vida. PONTO DE VISTA CLÍNICO ❖ Hematócrito: indica o volume de hemácias em relação ao volume total da amostra de sangue; ❖ Plasma sobrenadante (55%), uma fina película de leucócitos (0,1%) e, no fundo, as hemácias, representando 45 a 47% do total. É no plasma que se dissolvem as substâncias transportadas pelo sangue. ❖ Corresponde a 55% do volume total do sangue e contém 93% de água, além de outros componentes como: Compostos orgânicos diversos: vitaminas, aminoácidos, hormônios, lipoproteínas etc. ❖ Sais inorgânicos: sódio, potássio, cloro, cálcio, fosfato, zinco, ferro etc. ❖ Proteínas plasmáticas: albuminas, alfa, beta, gamaglobulinas e fibrinogênio. plaquetas estudo do sangue plasma PROTEÍNAS ❖ Albuminas: mantém a pressão osmótica do sangue e transporta ácidos graxos e hormônios; ❖ Globulinas: formam os anticorpos que combatem organismos invasores; ❖ Fibrinogênio: trabalha no processo de coagulação do sangue; ❖ Lipoproteínas: transportam lipídios e colesterol; A origem das células sanguíneas varia de acordo com o tempo: PRIMEIROS DIAS DE GESTAÇÃO ❖ A partir do décimo segundo dia de gestação começa a produção dos folhetos embrionários (endoderme e ectoderme). Endoderme e ectoderme irão produzir o terceiro folheto, o Mesoderme. O mesoderme irá dá inicio a produção de células sanguíneas. 1° AO 2º MÊS DE GESTAÇÃO ❖ Do 1º ao 2º mês: o saco vitelínico é responsável pela produção de células sanguíneas. Primeiro órgão hemoformador é o saco vitelínico. A fase de produção celular do saco vitelínico é o mesoderme (ou mesoblasto). Mesoderme: forma tecidos conjuntivo e muscular. ❖ A primeira célula a ser produzido no mesoderme é o eritroblasto (linhagem eritroide). Esse eritrócito/eritroblasto é jovem e nucleado que dura em torno de 3 meses. ❖ A eritropoiese é o processo de produção de eritrócitos. O maior estimulador da eritropoiese é a eritropoetina. O maior estimulador de eritropoetina são os rins (e 10% fígado); ❖ A eritropoetina é produzida somente quando há necessidade de produção de hemácias, uma vez que ela não pode ser acumulada. a eritropoietina vai para a medula óssea e estimula a produção de hemácias. ❖ Durante os primeiros meses o embrião não tem fígado e rins, mas há uma necessidade de formação de células sanguíneas para a sua evolução (sem fígado e rins = sem eritropoetina). as próprias células do embrião começam a produzir substâncias químicas como as interleucinas 3 e 6, que irão estimular a primeira eritropoiese embrionária. as interleucinas 3 e 6 apenas estimulam a produção de células, elas não conseguem amadurece-las. → essas células morrem por volta do terceiro mês de gestação. ❖ Por volta do 2º mês de gestação, o feto já possui órgãos. o saco vitelínico deixa de produzir as células e passa essa função para o fígado. ❖ Do 2º ao 5º mês de gestação, o fígado e o baço ficam responsáveis pela a produção de células sanguíneas. são o segundo hemoformador. produzem hemácias, leucócitos e plaquetas. 5º MÊS DE GESTAÇÃO ❖ Por volta do 5º mês de gestação começa a formação das cavidades ósseas; o fígado e o baço deixam de produzir as células sanguíneas em grande quantidade. a medula óssea começa a produção das células sanguíneas. ❖ Após 3 semanas do nascimento, a medula óssea torna-se o único órgão produtor de células. o fígado e o baço não conseguem manter sua produção em grande escala. Apenas um breve resumo do que foi comentado anteriormente: ❖ Saco vitelínico – 1º mês; ❖ Fígado e baço – a partir do 1º ou 2º mês; ❖ Medula óssea – 5º mês. Obs.: o fígado poderá voltar a ser um órgão hemoformador em situações patológicas, ou seja, volta a sua produção de células sanguíneas. células sanguíneas AULA 3 – HEMATOLOGIA BÁSICA hematopoese e eritropoiese AULA 4 – HEMATOLOGIA BÁSICA Viscosidade: 2,0 – 15.0 x água; A viscosidade sanguínea depende do número de células em suspensão no plasma e da composição química deste, o sangue pode ser mais ou menos viscoso. a viscosidade sanguínea depende, sobretudo, do valor do hematócrito, uma vez que os eritrócitos, na verdade, são as células em maior quantidade na circulação. Densidade – 1.052 a 1.063 Embora o volume do sangue e da água seja o mesmo, a densidade do sangue é maior que a da água. Composição do plasma: 91% – água. 09% – proteínas, lipídios, íons. A composição do plasma assegura ao sangue a sua viscosidade característica. O hematócrito é a medida que traduz o volume da massa eritrocitária, sendo um índice que sofre pequenas variações em condições de normalidade. o hematócrito em torno de 40 a 45% é aquele que permite a melhor oxigenação dos eritrócitos e a oferta desse oxigênio às células dos tecidos. Fluxo sanguíneo: O fluxo sanguíneo através de um vaso venoso ou arterial varia em função da viscosidade do sangue e do calibre do vaso onde ele circula. ❖ O fluxo sanguíneo é mantido normal pelos batimentos cardíacos; ❖ Eritrócitos situam-se em posição central e os leucócitos e plaquetas circulam ocupando a periferia, próximos à parede vascular. eritrócitos protegidos dos traumatismos; leucócitos ficam mais próximos para serem atraídos aos locais de infecção ou inflamação; plaquetas mais próximas do endotélio facilita o processo de estancamento de qualquer perda sanguínea para fora dos vasos. A hematopoese é o processo de renovação celular do sangue por meios de processos mitóticos, pois estas células possuem vida muito curta. Célula tronco → BFU → CFU São células morfologicamenteidênticas, que não podem ser identificadas na hematologia clássica. ERITROPOIESE A eritropoiese é o processo de produção e maturação de hemácias que ocorre na medula óssea em adultos normais (e no baço ou fígado em fetos ou pacientes com anemias graves). A primeira célula a ser identificada da série vermelha é proeritroblasto. Proeritroblasto → Eritroblasto Basofílico → Eritroblasto Policromático → Eritoblasto Ortocromático → Reticulócitos → Hemácias. Proeritroblasto (PE) primeiro elemento desta série reconhecido em esfregaço de medula óssea; célula grande; núcleo redondo grande que ocupa quase todo o citoplasma; possui nucléolo, geralmente dois: vários pontos de atividades celular; encontrada na medula óssea; intensa mitose; encontra-se no sangue periférico quando o paciente está doente. Eritoblasto Basofílico (EB) deriva da célula anterior; capacidade de divisão celular; a reação tintorial é com corante básico devido ao seu citoplasma ácido: azul de metileno; núcleo grande; pode-se ou não achar nucléolo, no entanto, o núcleo tende a ser menor comparado ao do proeritroblasto. Eritoblasto Policromático (EPC) é o precursor encontrado em maior proporção nos esfregaços de medula óssea; o seu citoplasma possui duas cores quando corado, isso acontece devido a uma parte do citoplasma tornar-se alcalino (produção de hemoglobina). Eritoblasto Ortocromático (EOC) não possui nucléolo; citoplasma repleto de hemoglobina; não possui capacidade de divisão celular; irá expulsar o núcleo pois não precisa mais dele; digere suas organelas; Reticulócitos anucleada; possui retículos no seu citoplasma que são restos do RNA ribossomal que sobrou da expulsão do núcleo na célula anterior; considerada uma célula madura; produzido na medula óssea, mas também se encontra no sangue periférico; possui valor de referência na medula óssea e no sangue periférico; marcador de função da medula óssea; As células sanguíneas são produzidas na medula óssea no indivíduo adulto. Essa medula óssea pode ser: branca ou amarela e vermelha. ❖ Medula óssea vermelha: hematopoese. A medula óssea do recém-nascido é quase toda vermelha. ❖ Todos os ossos até os 3 anos de idade produzem células sanguíneas. ❖ Em adultos, somente as epífises dos ossos longos e ossos chatos (esterno, costelas, coluna e ilíaco) produzem células sanguíneas. ❖ Baço, fígado, linfonodos e timo são sítios de produção de células sanguíneas. ÓRGÃOS HEMOFORMADORES O microambiente medular é o local de produção sanguínea dentro da medula óssea. ❖ São produzidas as stem cells (células-tronco) e progenitores; ❖ Células do estroma: macrófagos, fibroblastos, adipócitos; células endoteliais; ❖ Fatores de crescimento: citocinas, interleucinas, fator de necrose tumoral; ❖ Matriz extracelular: fibronectina, colágeno, laminina, elastina, proteoglicanos, hemonectina, heparina, condroitina. A eritropoiese é a formação de hemácias. Célula indiferenciada (saco vitelino) Stem cell - - (célula tronco) Células sanguíneas hematopoese e eritropoiese 2 AULA 5 – HEMATOLOGIA BÁSICA Pode se dizer que microambiente medular é um conjunto de células e substâncias químicas capazes de auxiliar na síntese de várias células. Quando o paciente tem uma leucemia (do tipo que é uma alteração genética na linhagem da série vermelha), é observado alterações nas hemácias e em linhagens de outras células. Isso comprova que uma alteração em uma linhagem prejudica todo o microambiente medular. As etapas da eritropoiese são: 1) Etapa mesoblástica ou mesodérmica. Início: a partir do 5º dia de gestação; As células mesoblásticas (presente no saco vitelino) produzem os megaloblastos que desaparecem em torno do 3º mês; 2) Etapa hepática. Produção no fígado e baço; Hemácias nucleadas que se transformam em hemácias anucleadas posteriormente; Pico máximo em torno do 3º mês; 3) Etapa medular. Inicia no 5º mês; Produção pela medula óssea; Hemácias anucleadas; Pico máximo ao nascimento; L 1) Proeritroblasto mede cerca de 16 ; núcleo volumoso; cromatina frouxa (avermelhada e delicada); 1 a 4 nucléolos; citoplasma intensamente basófilo; contorno irregular com proeminências; presença de organelas; sofre mitose e diferenciação originando os eritroblastos basófilos; 2) Eritroblasto basófilo menor que o proeritroblasto; núcleo menor – os nucléolos não são visíveis; cromatina mais condensada; citoplasma basófilo; sofre mitose e diferenciação originando eritroblastos policromáticos; 3) Eritroblasto policromático ligeiramente menor; núcleo menor e mais corado; cromatina condensada (roxa); citoplasma policromático (acidófilo e basófilo); sofre mitose e diferenciação e origina eritroblastos ortocromáticos; 4) Eritoblasto ortocromático núcleo menor e intensamente corado (roxo); central ou excêntrico; citoplasma róseo (síntese intensa de Hb); autofagia das organelas citoplasmáticas; expulsão do núcleo; fagocitose nuclear; 5) Reticulócito maiores que as hemácias; 1 a 2 dias na medula → sangue; complexo golgiense e mitocôndrias; após 1 a 2 dias → perdem o retículo; 6) Hemácias ou eritrócitos Forma: disco bicôncavo Diâmetro: 7,5 Altura: 2,1 Acidófila: hemoglobina. se cora com corantes ácidos; Desprovida das organelas celulares; Compostas por uma membrana que envolve uma solução de: proteínas (95% é Hb e 5% são enzimas) – suporte energético eletrólitos - importantes para o metabolismo Excesso de membrana: circulação capilar. DIFERENCIAÇÃO E MATURAÇÃO DE HEMÁCIAS Explicando cada linha: 1. A cromatina começa frouxa e ao longo da maturação vai se condensando até ser expulsa; 2. O citoplasma começa basofílico até se tornar acidófilo. → maior produção de hemoglobina e consequentemente menos eritropoietina é necessária. 3. Relação núcleo x citoplasma; 4. Condensação da cromatina. ERITROPOIESE DEPENDE: Estruturas do microambiente medular: diversos tipos celulares e fibras nervosas. Fatores estimuladores: eritropoetina vitamina B12 (Cianocobalamina) folatos hormônios andrógenos e tireoidianos (estrogênio é inibidor fisiológico da eritropoiese). Isso explica o porquê dos homens terem maior números de Hemácias. Fatores inibidores δ-interferon fator de necrose tumoral FATORES DA ERITROPOIESE Eritropoietina: atua no estímulo da eritropoiese. Vit. B12 e folatos: atua na síntese de DNA para reprodução de proeritroblasto e eritroblastos basófilos. Ferro: atua na síntese de hemoglobina e na maturação dos eritrócitos. ERITROPOETINA RECOMBINANTE A eritropoetina recombinante geralmente é administrada após o paciente ter recebido uma sessão de diálise (insuficiência renal crônica). Outras indicações são: Anemia de prematuros; AIDS Após transplante medular. ERITROPOETINA Ações da eritropoetina: P – estimula a produção de proeritroblasto a partir de células-tronco hematopoiéticas; H – promove a hemoglobinização; D – estimula a diferenciação dos proeritroblasto aos diferentes estágios eritroblásticos em relação ao processo normal. Aumento do número de mitoses das células indiferenciadas da medula; Aumento do amadurecimento das células indiferenciadas; Diminuio tempo de amadurecimento dos eritroblastos na medula; Aumento da síntese de hemoglobina; S As alterações morfológicas podem ser: ALTERAÇÕES DE TAMANHO - ANISOCITOSE Os eritrócitos/hemácias de tamanho normal são denominados normócitos. Quando alterados em relação ao tamanho são denominados: Micrócitos: hemácias com diâmetro inferior a 7 μ. São encontrados: anemias por deficiência de ferro, talassemias e em algumas anemias hemolíticas. Macrócitos: hemácias com diâmetro maior a 8 μ. São encontrados: geralmente ocorrem nas anemias megaloblásticas, podendo ser encontrados também na anemia aplástica e doença hepática crônica. Megalócitos: hemácias apresentam-se maiores que o normal, geralmente de forma ovalada. Características das anemias megaloblásticas (deficiência de vitamina B12 e ácido fólico). Lembre-se que o critério morfológico não dá ideia da causa da anemia, mas do aspecto morfológico dos eritrócitos presentes na circulação. O exame qualitativo dos eritrócitos é feito em lâmina coradas por métodos panóticos (Leishman ou Giemsa). Analisam-se assim a forma, o tamanho e as características tintoriais dessas células. Micrócitos: Macrócitos: Megalócitos: ALTERAÇÕES DE COR – ANISOCROMIA Os eritrócitos/hemácias normais apresentam uma coloração rósea, com um halo central mais claro. Quando alterados em relação a coloração são denominados: Hipocromia: as hemácias contêm uma menor quantidade de hemoglobina (Hb) e geralmente são microcíticas. Ocorre em anemias por deficiência de ferro e talassemia. Policromatofilia: as hemácias quando coradas por corante panóptico, apresenta uma basofilia (devido à presença de RNA) e uma acidofilia (devido à presença de DNA) mistas. Ocorre nas anemias hemolíticas. alterações da série eritróide AULA 6 – HEMATOLOGIA BÁSICA alterações morfológicas das hemácias Hipocromia: Policromatofilia: ALTERAÇÕES DE FORMA – POIQUILOCITOSE A hemácia com forma normal é um disco bicôncavo e quando vista de frente, apresenta uma região central mais clara. Quando alterados em relação a forma são denominados: Drepanócitos ou hemácias falciformes: têm um aspecto característico de foice ou meia lua. São hemácias que contêm hemoglobina S. o encontro dessa forma de hemácia caracteriza a anemia falciforme e outras doenças falciformes (doença da Hb SC (hemoglobinopatia SC) e a interação Hb S/talassemia). Ovalócitos ou eliptócitos: possuem uma agregação bipolar de hemoglobina. ocorrem em grande quantidade (90% ou mais) na anemia hereditária ovalocítica (ovalocitose hereditária). também podem ser encontradas nas anemias por deficiência de ferro, nas anemias falciformes, nas anemias megaloblásticas, nas talassemias e em condições normais (1%). Esferócitos: esferocitose, anemia hemolítica microangiopática, na incompatibilidade do sistema ABO, no hiperesplenismo, na metaplasia mieloide, pós-esplenectomia, na malária e como artefato (área fina da distensão sanguínea). Hemácias em alvo (leptócitos, target cell e/ou codócitos): talassemias (tal maior ou anemia de Cooley e tal menor), em pacientes com hemoglobinopatias (doença da Hb CC, anemia falciforme, doença da Hb SC e traço Hb AC), nas doenças hepáticas crônicas, deficiência moderada de ferro e após esplenectomia. Hemácias crenadas (burr cells/equinócitos): são eritrócitos com projeções na borda externa da membrana que lembram uma engrenagem. ocorrem nas doenças hepáticas, nos indivíduos com deficiência de piruvato quinase, nas doenças renais e nos indivíduos com úlcera péptica. Acantócitos (spurr cells): apresentam forma arredondada com proeminências pontiagudas (espículos) irregulares. São características de deficiência congênita de beta-lipoproteína (abetalipoproteinemia). podem ser observados na anemia hemolítica microangiopática, na anemia sideroblástica, na anemia de Cooley, em pacientes portadores de cirrose, nas queimaduras graves, após esplenectomia, nas doenças renais e deficiências enzimáticas. Dacriócitos (hemácias em lágrimas/codócitos/ tear-drop cells): são observados na metaplasia mieloide, no hiperesplenismo, nas talassemias maior e menor, nas anemias megaloblásticas, nas anemias hemolíticas adquiridas e nas metástases da medula óssea. Estomatócitos: são eritrócitos cuja palidez central esférica é substituída por uma área de palidez em formato de fenda, dando aspecto de boca. caracteriza um tipo de anemia hemolítica rara, a estomatocitose hereditária. são ocasionalmente vistos nas leucemias agudas em tratamentos e alcoolismo agudo. Podem aparecer na distensão sanguínea decorrente de um artefato, o qual é produzido por um pH diminuído e exposição a compostos semelhantes a detergentes catiônicos. Esquizócitos (hemácias fragmentadas): são eritrócitos com formas triangulares, distorcidas, em virtude de fragmentação. são vistos mais frequentemente em pacientes com hemólise maciça. podem ocorrer na anemia hemolítica microangiopática, no hiperesplenismo, na metaplasia mieloide, na anemia de Cooley, na anemia megaloblástica, após terapia da leucemia aguda, nas queimaduras graves, na síndrome hemolítica urêmica. Drepanócitos ou hemácias falciformes: Ovalócitos ou eliptócitos: Esferócitos: Hemácias em alvo (codócitos): Hemácias crenadas (equinócitos): Acantócitos: Draciócitos: Estomatócitos: Esquizócitos (hemácias fragmentadas): Os eritrócitos podem apresentar inclusões citoplasmáticas que apresentam diferentes formas e significados: Corpos de Howell Jolly: são pequenos corpos basofílicos esféricos, geralmente não maior que 1 μ de diâmetro, vistos nos eritrócitos, de localização excêntrica e em número de 1 a 2 por célula correspondente a restos nucleares e são constituídos de DNA. aparecem após esplenectomia, nas anemias hemolíticas, nas anemias megaloblásticas e no hipoesplenismo. Anel de Cabot: apresentam cor púrpura e aparecem como um anel em forma de oito ou torcidos e sob diversas formas. Podem ocupar a periferia inteira dos eritrócitos, no entanto frequentemente são menores. são vistos em pacientes com anemia severa, especialmente anemia perniciosa não tratada, após esplenectomia, na leucemia e nos casos de envenenamento. Ponteado basófilo: refere-se a presença nos eritrócitos de grânulos basofílicos, geralmente puntiformes, os quais variam em tamanho, forma e distribuição. O pontilhado basófilo reflete imaturidade celular e a persistência de material ribossômico (RNA) no eritrócito. Resulta, portanto, da precipitação do RNA. o ponteado basófilo fino ou difuso é visto em várias anemias, incluindo a ferropriva, enquanto o ponteado basófilo grosseiro, após exposição ao chumbo e outros metais, nas talassemias e está associado com a síntese anormal do heme. Corpos de Heinz: formados por hemoglobina desnaturada (devido à injúria oxidativa). Encontram-se na periferia das hemácias como formas arredondadas ou ovais (único ou múltiplo), refrateis, unidos à membrana eritrocitária. são observados somente com coloração supravital e nunca são encontrados nos reticulócitos. são proeminentes nas anemias hemolíticas produzidas por agentes tóxicos aos eritrócitos (fenilhidrazina) e ocorrem também em indivíduos com defeitos enzimáticos hereditários (deficiência de G6PD), em portadores de hemoglobinas instáveis (Hb Zurich, Hb Köln), na alfa talassemia e em pacientes esplenectomizados. inclusões eritrocitárias Corpos de Howell Jolly: Anel de Cabot: Ponteado basófilo: Corposde Heinz: Os eritrócitos são altamente deformáveis, a fim de poderem circular através de vasos capilares cuja luz é bem inferior ao seu próprio diâmetro. Essa capacidade de deformação dos eritrócitos decorre da estrutura anatômica muito especial de sua membrana complexa, composta por dois tipos de elementos: lipídios, que formam a sua membrana complexa; proteínas, que constituem o citoesqueleto subjacente; Algumas proteínas estão inseridas na camada de lipídios. São as proteínas transmembranosas ou integrais, que atravessam a membrana lipídica, desde a porção externa até a parte interna, citoplasmática, onde se relacionam com as proteínas que formam o citoesqueleto. Banda 3 – CL-/HCO3: viscosidade sanguínea (interação com lipídios da membrana). O componente proteico da membrana é formado também por duas porções: Proteínas integrais: atravessam a camada dupla de lipídios. banda 3, glicoforinas A B C D Proteínas periféricas: situadas na base da camada bilipídica. espectrina, anquirina, tropomiosina, actina 4.1, 4.2 e 4,9. BANDA 3 Mutação: mutações nas proteínas da membrana da hemácia causa alterações eritrocitárias. esferocitose hereditária e acidose tubular renal. acantocitose estomatocitose hereditária. resistência a malária. estomatocitose hereditária. Receptora para Plasmodium falciparum; Troca de CL-/HCO3 9 aumenta a capacidade de transporte de CO2; Transportadora de íons (garante a viscosidade sanguínea); Interações com lipídios e outras proteínas; GLICOFORINAS Carga negativa (ácido siálico): o ácido siálico é integrado na molécula da glicoforina (induzindo as hemácias a se afastarem uma das outras); impede que os eritrócitos se aglutinem. Reconhecimento; Estabilização; Receptor para P. falciparum; Eliptocitose hereditária. Marcador: se o profissional quiser saber se uma célula mutada em uma determinada anemia é da série vermelha, deve procurar se a célula tem glicoforina. ESPECTRINA Proteína filamentosa; Ghosts eritrocitário (mudança na estrutura da hemácia que dificulta a sua visualização); Mantém a morfologia da hemácia; Mutações: eliptocitose, esferocitose Causa mais frequente de eliptocitose hereditária estrutura da hemácia AULA 7 – HEMATOLOGIA BÁSICA membrana dos eritrócitos tipos de proteinas A principal função da hemoglobina é promover a absorção, o transporte e a liberação do oxigênio aos tecidos. O ferro do heme chega à célula formadora de hemoglobina ou eritroblasto ligado à sua proteína transportadora – a siderofilina ou transferrina. O complexo ferro-transferrina liga-se à membrana celular por meio de seus receptores específicos. Melatoproteína: porque é uma proteína que contém ferro na sua composição. 250 milhões por hemácia; Molécula proteica de estrutura quaternária (é formada por quatro cadeias polipeptídicas); 4 cadeias de globina; 4 grupamentos heme – se liga ao ferro – se liga ao O2; uma molécula de hemoglobina se liga à 4 moléculas de oxigênio. uma molécula de hemoglobina se liga à 8 átomos de oxigênio. Parte polipeptídica – globina – síntese proteica Parte prostética: Heme – via metabólica. Ferro – absorvido a partir da dieta. GLOBINA Produzida no ribossomo a partir da codificação dos cromossomos; Cadeias alfa são codificadas pelo cromossomo 16 – 141aminoácidos; mutações no cromossomo 16 pode estar associado ao desenvolvimento de algumas talassemias. Cadeias beta são codificadas pelo cromossomo 11 – 146 aminoácidos; mutações no cromossomo 11 pode estar associado ao desenvolvimento de anemia falciforme. Associação aos pares; Globina (região interna apolares e externa polares); SÍNTESE DO HEME Grupo Heme – protoporfirina – ferro na forma ferrosa; Obs.: o grupo Heme compõe também a estrutura das hemoproteínas: mioglobina, citocromos, catalases e peroxidases. Início na mitocôndria a partir da condensação da Succinil CoA com a glicina formando o ácido 5 – deltaaminolevulínico. No citoplasma o 24 deltaamino levulínico da origem ao porfobilinogênio PBG – Porfirina + ferro = Heme. Todas as enzimas que participam da produção do grupo heme são chamadas de porfirinas, e a deficiência de uma delas dá origem a Doenças Porfirias. História do Drácula: acredita-se que o Drácula tinha uma doença chamada Porfiria. Pacientes com Porfiria apresentam uma necessidade de sangue (devido à ausência da síntese do grupo heme) e evitam a luz do dia para não agravar as feridas cutâneas. hemoglobina AULA 8 – HEMATOLOGIA BÁSICA hemoglobina SÍNTESE DE HEMOGLOBINA (RESUMO) O Ciclo de Krebs dá origem a Succinil CoA. A Succinil CoA tem várias funções, mas parte dela é usada para se ligar com a Glicina. A ligação entre essas duas moléculas forma o grupamento Pirrol, que posteriormente será Protoporfirina IX (é um precursor do grupo heme). A Protoporfirina IX se liga ao ferro, dando origem ao grupamento Hemo. Ocorre a ligação do Hemo com a globina, formando a hemoglobina. Inibição alostérica: altera sua conformação conforme é necessário. Ligação cooperativa (forma T e forma R): forma T: forma tensa – hemoglobina desoxigenada. forma R: forma relaxada – hemoglobina oxigenada. Anidrase carbônica (monóxido de carbono, ácido carbônico, prótons, íon bicarbonato): é produzida dentro da hemácia. QUANDO LIBERA O O2 Ligação cooperativa (forma tensa e forma relaxada) – a primeira ligação ativa as outras; Quando eliminar o O2 – inibição alostérica (estrutura se modifica); Hemoglobina é inibida alostericamente pelo excesso de CO2 e H+ (prótons) – em meio ácido, o O2 não consegue ficar hemoglobina e é abandonado. Sob ação da anidrase carbônica, o dióxido de carbono com a água se transforma em ácido carbônico H2CO3. A hemoglobina passa por várias alterações conformacionais na sua transição do estado desoxigenado para oxigenado. No estado oxigenado, a cavidade central do tetrâmero diminui. Vários “loops” se move. A hemoglobina embrionária/fetal está presente no recém-nascido em grandes quantidades sendo gradualmente substituída pela HbA1. oxigenação e desoxigenação tipos de hemoglobinas Fase de embrião formam as hemoglobinas embrionárias: Gower I – zeta 2 epsilon 2 Portland – zeta 2 gama 2 Gower II – alfa 2 epsilon 2 Hemoglobina fetal – 2 alfa + 2 gama começa na vida fetal e permanece durante toda a vida (todos temos uma concentração mínima de Hb fetal). HEMOGLOBINA FETAL Ao nascimento, a hemoglobina fetal perfaz 70% e diminui 3% a cada semana e aos 6 meses de vida a concentração é menor que 2 a 3%. Na fase adulta: A1– alfa 2 + beta 2 → 97% A2 – alfa 2 + delta 2 Fetal alfa 2 + gama 2 A partir da fase fetal, a cadeia alfa faz-se presente em todos os tipos de hemoglobina; A cadeia beta estará presente somente após o nascimento quando forma a hemoglobina A1. Deficit na produção de cadeia Alfa: as manifestações estão presentes desde a fase embrionária. Deficit na produção de cadeia Beta: as manifestações são observadas após o nascimento. Na fase adulta, a hemoglobina predominante é a hemoglobina A1 (HbA1) e as A2 e Fetal, 3% da Hb total. Para permanecer 120 dias na circulação, o eritrócito precisa de energia (degradação da glicose). A sobrevida eritrocitária está diretamente relacionada com a capacidade de degradar a glicose. A degradação da glicose o capacita a: Manter a integridade da membrana. Impedir a oxidação da hemoglobina. Passagem do ferro da forma ferrosa para férrica. Manter a forma bicôncava. Inibição alostérica: altera sua conformação conforme é necessário. Ligação cooperativa (forma T e forma R): forma T: forma tensa – hemoglobina desoxigenada. forma R: forma relaxada – hemoglobina oxigenada. Anidrase carbônica (monóxido de carbono, ácido carbônico, prótons, íon bicarbonato): é produzida dentro da hemácia. QUANDO LIBERA O O2 Ligação cooperativa (forma tensa e forma relaxada) – a primeira ligação ativa as outras; Quando eliminar o O2 – inibição alostérica (estrutura se modifica); Hemoglobina é inibida alostericamente pelo excesso de CO2 e H+ (prótons) – em meio ácido, o O2 não consegue ficar hemoglobina e é abandonado. Sob ação da anidrase carbônica, o dióxido de carbono com a água se transforma em ácido carbônico H2CO3. A hemoglobina passa por várias alterações conformacionais na sua transição do estado desoxigenado para oxigenado. No estado oxigenado, a cavidade central do tetrâmero diminui. Vários “loops” se move. Fase de embrião formam as hemoglobinas embrionárias: Gower I – zeta 2 epsilon 2 Portland – zeta 2 gama 2 Gower II – alfa 2 epsilon 2 Hemoglobina fetal – 2 alfa + 2 gama começa na vida fetal e permanece durante toda a vida (todos temos uma concentração mínima de Hb fetal). HEMOGLOBINA FETAL Ao nascimento, a hemoglobinal fetal perfaz 70% e diminui 3% a cada semana e aos 6 meses de vida a concentração é menor que 2 a 3%. Na fase adulta: A1– alfa 2 + beta 2 → 97% A2 – alfa 2 + delta 2 Fetal alfa 2 + gama 2 oxigenação e desoxigenação circulação eritrocitária tipos de hemoglobinas A partir da fase fetal, a cadeia alfa faz-se presente em todos os tipos de hemoglobina; A cadeia beta só se fará presente após o nascimento quando forma a hemoglobina A1. Deficit na produção de cadeia Alfa: as manifestações estão presentes desde a fase embrionária. Deficit na produção de cadeia Beta: as manifestações são observadas após o nascimento. Na fase adulta, a hemoglobina predominante é a hemoglobina A1 (Hb A1) e as A2 e Fetal, 3% da Hb total. Para permanecer 120 dias na circulação, o eritrócito precisa de energia (degradação da glicose). A sobrevida eritrocitária está diretamente relacionada com a capacidade de degradar a glicose. A degradação da glicose o capacita a: Manter a integridade da membrana Impedir a oxidação da hemoglobina Passagem do ferro da forma ferrosa para férrica Manter a forma bicôncava circulação eritrocitária O ferro nos alimentos estar geralmente na forma férrica (Fe3+) (pobremente solúvel em pH acima de 3). Em contraste, ferro ferroso (Fe2+) é mais solúvel, mesmo em pH de 7 ou 8 vistos no duodeno, como resultado é mais facilmente absorvido. Cerca de 67% do ferro total está presente na hemoglobina. FERRO DA DIETA O ferro da dieta se apresenta sob a forma inorgânica (Fe2+ ou Fe2+) ou sob a forma de heme, ligada geralmente à mioglobina da carne. Três formas de encontrar o ferro na dieta: ferro ferroso (Fe2+): alimentos como a carne bovina já vem com o ferro na forma ferrosa. ferro férrico (Fe3+): está presente em outros alimentos, como leguminosas. ferro heme: está presente em alimentos de origem animal, como carne bovina, frango e peixe. ABSORÇÃO DO FERRO A absorção do ferro é processada na parte superior do intestino delgado pelas células da mucosa. O ferro inorgânico e o ferro ligado ao heme têm mecanismos diferentes de absorção. Quando o indivíduo tem necessidade de absorver maiores quantidades de ferro, as moléculas de ferritina estão presentes no citoplasma das células intestinais diminuem. dessa forma, todo ferro que atravessa a célula passa para a circulação. Quando a demanda de ferro diminui, forma-se maior quantidade de ferritina no citoplasma das células intestinais. a ferritina detêm maior quantidade de ferro, evitando seu aumento desnecessário na circulação. + + Na porção apical dos enterócitos encontramos a enzima DMT1 (proteína transportadora de metal divalente). A DMT1 transporta ferro, cálcio e outros metais divalente. Alimentos com o ferro na forma ferrosa, são rapidamente absorvidos pelo enterócito pela ação da enzima DMT1. E posteriormente, vão para a corrente sanguínea. o ferro ferroso se liga a proteína DMT1. Parte do ferro ingerido da dieta vem na forma férrica, sendo necessária outra proteína para a sua absorção. Sendo assim, o ferro precisa ser convertido de Fe3+ para Fe2+, o que é mediado pela ferro redutase citocromo b duodenal ou Dcytb. Dentro do enterócito, uma parte do ferro que não vai ser utilizado pode ser acumulado na forma de ferritina. Outra parte do ferro pode ser quebrada, e o restante vai para a circulação sanguínea. o ferro que fica nos enterócitos, ligado à ferritina, é eliminado nas fezes com a descamação da mucosa. Na parte basolateral do enterócito temos a proteína ferroportina que vai ser responsável pela passagem do ferro do enterócito para o plasma. Algumas substâncias encontradas no sangue são responsáveis por controlar a entrada do ferro na corrente sanguínea. excesso de ferro pode causar: infarto, mudanças no tom da pele, diabetes melitus, funcionamento anormal do fígado e cirrose. Na circulação sanguínea, o ferro ferroso vai ser transportado para o osso. Lá no tecido ósseo, o eritroblasto precisa de ferro para a formação de hemoglobina. A transferrina é responsável por transportar o ferro para o osso, no entanto, ela só consegue transportar o ferro na forma férrica. Assim, é necessário que o ferro ferroso seja transformado para a forma férrica. E quem faz essa transformação, é a proteína hefaestina. A Hepcidina é uma substância produzida quando a transferrina se prepara para se ligar ao ferro. a transferrina se liga ao receptor TFR, sendo então ativada. a transferrina ativada estimula a ativação de outro receptor para começar a produção de hepcidina. A Hepcidina volta para a ferroportina e para a entrada de ferro na circulação. Ferro hêmico é absorvido como tal pelas células intestinais. Ocorre a separação do ferro do heme ferro AULA 9 – HEMATOLOGIA BÁSICA ferro por ação da enzima hemeoxigenase e depois segue a mesma via do ferro inorgânico. Há alguns mecanismos que regulam a quantidade de ferro a ser absorvida, a saber: Ingestão de ferro da dieta: quando esta contém excesso de ferro, a absorção não se faz pela mucosa, pois já́ há acumulo deste sob a forma de ferritina. Estoque regulador: quando há́ acumulo de ferro nos estoques sua absorção também é reduzida. Necessidade de ferro para a eritropoiese: este mecanismo é importante nas anemias e parece envolver a presença de um estimulo conduzido por substancia(s) originária(s) na medula óssea. COMPONENTES DO FERRO Os componentes do ferro podem ser agrupados em duas categorias: Funções enzimáticas ou metabólicas: hemoglobina, mioglobina, citocromos e flavoproteína. Funções de armazenamento e transporte: transferrina, lactoferrina, ferritina e hemossiderina. DEPÓSITO DE FERRO O ferro não tem via de excreção. Ele é absorvido pelo intestino, mas não é eliminado. Ao contrário, existe um mecanismo específico para sua conservação e depósito no organismo. Mediante maior ou menor quantidade de ferritina contida nas células intestinais, pode-se avaliar o grau de absorção do ferro. Por sua vez, a variação da ferritina na célula intersticial é reflexo de maior ou menor demanda de ferro pela medula óssea. Homem normal: cerca de um quarto do ferro absorvido permanece nos locais de depósito. Mulher normal: os depósitos são menores devido às perdas menstruais periódicas. O nível deferritina plasmática varia em função da quantidade de ferro dos depósitos, sendo sempre inferior nas mulheres que menstruam em comparação com aquelas que estão na menopausa e com o sexo masculino. A anemia é definida como redução da massa eritrocitária, ou diminuição da hemoglobina. Do ponto de vista fisiológico, é caracterizada como diminuição na capacidade de transporte de oxigênio. Os critérios laboratoriais habituais consistem em hemoglobina (Hb) 19,5% Leucócitos elevados; Plaquetas aumentadas; Esfregaço: drepanócitos, policromasia, eritroblastos e reticulócitos. Anemia falciforme Hipóxia Esplenomegalia Infarto esplênico Infecções O diagnóstico diferencial entre as hemoglobinopatias com teste de falcização positivo (síndromes falcêmicas ou falciformes) não é fácil. Baseia-se na morfologia dos eritrócitos circulantes e, principalmente, no estudo eletroforética da hemoglobina. A eletroforese de hemoglobina, feita rotineiramente em pH alcalino, mostra a variante HbS, com mobilidade diferente da hemoglobina A. Outras hemoglobinas anormais podem ter migração eletroforética semelhante à da HbS, sendo necessária a realização do testeem condições técnicas diferentes, para se obter a diferenciação. A vitamina B12 ou cobalamina está presente nos alimentos de origem animal, especialmente leite, carne e ovos. Nos alimentos vegetais existe em pequena quantidade. ABSORÇÃO DA VITAMINA B12 A vitamina B12 chega ao estômago ligada às proteínas dos alimentos. Neste local essas proteínas vão sofrer digestão, serem liberadas e liga-se a uma nova proteína. Na altura do duodeno, a cobalamina é liberada e passa a se unir a outra proteína, o fator intrínseco. Enquanto o fator intrínseco sofre posterior degradação no interior dos enterócitos, a cobalamina se fixa firmemente à sua proteína transportadora fisiológica – a transcobalamina II e após algumas horas já pode ser encontrada no plasma. Fator Intrínseco (glicoproteína) é produzido por células parietais do estômago; Depósitos no fígado: 2 a 7 mg (adulto). FUNÇÃO DA VITAMINA B12 A vitamina B12 é essencial à produção normal das células do sangue e à função do tecido nervoso. Existe correlação entre a função dessa vitamina e a do ácido fólico, pois o metabolismo dessas substâncias se entrelaça em certos pontos. Correlação entre cobalamina, folato e metionina. O metiltetraidrofolato é o doador de radical CH- 3 para a formação da metilcobalamina, essencial para a conversão de homocisteína em metionina. A cobalamina ainda tem atuação na via metabólica dos ácidos graxos tricarboxilados, convertendo o ácido metilmalônico em ácido succínico. Além de atuar nas duas vias anteriormente referidas, a vitamina B12 interfere na absorção dos folatos pelas células medulares. Quando ocorre deficiência de B12, há também deficiente utilização dos folatos para a eritropoiese pela medula óssea. O ácido fólico ou metiltetrahidrofolato está presente nos alimentos animais e vegetais (verduras, vísceras e laticínios), mas podem ser distribuídas pelo calor durante sua preparação. Dieta normal deve conter 200-400 μg/dia Depósitos no fígado: 5 a 20 mg Ao contrário da vitamina B12, o ácido fólico é facilmente destruído por agentes físicos e químicos, como oxidação, calor, cozimento e luz ultravioleta. ABSORÇÃO DO ÁCIDO FÓLICO O ácido fólico é absorvido na metade superior do intestino delgado por processo ativo da célula da mucosa. Várias enzimas interferem na absorção do ácido fólico; Metiltetrahidrofolato é transportado por várias proteínas aos tecidos para síntese de purinas, pirimidinas e DNA; O ácido fólico chega ao intestino pela secreção biliar e é reabsorvido (ciclo êntero-hepático). FUNÇÃO DO ÁCIDO FÓLICO É a fonte natural de folatos da alimentação e atua como doador de radical metila para a formação da metilcobalamina (vitamina b12). esse radical é transferido à homocisteína para a formação da metionina (aminoácido essencial ao metabolismo das proteínas). Níveis adequados de ácido fólico durante os três primeiros meses de gravidez reduzem bastante o risco de problemas congênitos graves; vitamina b12 e vitamina b9 AULA 12 – HEMATOLOGIA BÁSICA cobalamina ácido fólico As talassemias são um grupo de anemias hemolíticas hereditárias microcíticas, caracterizadas por defeito da síntese da hemoglobina. Definição: constituem um grupo heterogêneo de doenças genéticas, caracterizadas pela redução ou ausência da síntese de um dos tipos de cadeias de globina que formam a hemoglobina. Traço talassêmico: seu portador habitualmente não apresenta quaisquer sintomas da doença ou quando apresenta, é uma anemia muito leve. HEMOGLOBINOPATIAS As hemoglobinopatias são doenças genéticas que afetam a estrutura ou a produção das moléculas de hemoglobina. Quantitativas Talassemias – deficiência na síntese de cadeias globínicas; Qualitativas Hemoglobinas anormais (variantes) – alterações estrutural na cadeia globínica; PHHF Persistência hereditária da hemoglobina fetal (dominante); As talassemias são caracterizadas pelo defeito da síntese da hemoglobina, podendo ser por deficiência parcial ou total de cadeias alfa ou beta. Consequências Redução da síntese hemoglobina normal; Desequilíbrio entre produção das cadeias globínicas → formação de tetrâmeras β (Hb H) e ϒ (Hb Bart’s) ou α; Características dos tetrâmeros São instáveis → corpos de inclusão Tem alta afinidade ao O2 → hipóxia Causam danos à membrana, logo a sobrevivência do eritrócito é reduzida → hemólise → esplenomegalia. FISIOPATOLOGIA O excesso de globina alfa ocasiona a formação dos corpos de inclusão (corpos de Heinz) com lise das células eritrocitárias intramedular (eritropoiese ineficaz). TALASSEMIA ALFA Talassemia maior: a produção de hemoglobina é falha, necessitando de tratamento. Talassemia menor: apresenta apenas uma leve anemia, sem necessidade de tratamento. Doença da Hb H: o indivíduo pode manifestar a doença da hemoglobina H, resultando em anemia e necessidade de tratamento. Hidropsia fetal: a mutação atinge os quatro genes, o que causa completa incapacidade do organismo em produzir as cadeias alfa, tornando talassemias AULA 13 – HEMATOLOGIA BÁSICA introdução talassemias impossível a produção de hemoglobina. A doença desenvolvida é incompatível com a vida e leva o feto ao óbito ainda no útero. Talassemia menor: manifestações clínicas discretas (microcitose e hipocromia sem hemólise); Talassemia Intermediária: intensa microcitose e hipocromia, policromatofilia, esplenomegalia e icterícia; Talassemia maior – anemia de Cooley – sem produção de cadeia beta (intensa microcitose e hipocromia, policromatofilia e esplenomegalia e icterícia). Aumento de Hb A2 e fetal. Obs: Excesso de cadeias α precipita nas hemácias (eritropoiese ineficaz e intensa hemólise. Quanto mais cadeias α, mais grave a anemia. ETIOPATOGENIA No padrão normal, a produção de cadeias alfa e beta são sincronizadas para não sobrar cadeias; Aumento na produção de cadeias alfa causa precipitação nos eritrócitos circulantes; Os macrófagos do baço fagocitam as hemácias lesadas (também pode fagocitar leucócitos e plaquetas); Epistaxe: sangramento originário da mucosa nasal. SÍNDROMES BETA-TALASSÊMICAS Características clínicas: anemia grave 3 a 4 meses após o nascimento – nível de hemoglobina entre 2-3 g/dL; Hepatoesplenomegalia – resultado da destruição excessiva de hemácias, eritropoese extramedular e sobrecarga de ferro; ▪ a sobrecarga de ferro é devido à quebra excessiva das hemácias e das várias transfusões sanguíneas que o paciente tem que se submeter. Expansão óssea (fácies talassêmica) com tendência a fraturas – intensa hiperplasia eritróide; Paciente depende de transfusões sanguíneas; Sobrecarga de ferro (transfusões e absorção da dieta) que necessita de quelação (na falta desta morte em 20-30 anos). DIAGNÓSTICO Hemograma; Precipitados de Hb H; Eletroforese de hemoglobina; Análise de DNA. talassemias beta TRATAMENTO Quelantes de ferro (Desferroxamina (Desferal ®), Deferiprone (Ferriprox ®); Transfusões; Esplenectomia; Aconselhamento genético; ABRASTA. É uma Ong que atua oferecendo às pessoas com talassemia um acesso fácil e rápido ao melhor tratamento e qualidade de vida. Herança do gene da β-globina S (de Sickle = foice); Padrões de herança: Homozigóticos: Hb SS (anemia falciforme) Heterozigóticos: Hb AS (traço falciforme) Associado a outras variantes: Hb SC, Hb SD, Hb S/Talassemia β, Hb S/Talassemia α FISIOPATOLOGIA Substituição na posição 6 da cadeia β de um ácido glutâmico por uma valina, causando profundas alteraçõesna estabilidade e solubilidade da hemoglobina; A Hb S é insolúvel e forma cristais quando exposta a baixa tensão de O2; A Hb desoxigenada polimeriza (gel semi-sólido) – a célula adquire forma de foice, suscetível à hemólise; Os eritrócitos deformados podem ocluir a microcirculação e também grandes vasos. CONSEQUÊNCIAS Anemia hemolítica crônica; Lesão crônica de órgãos e tecidos; Crises vaso-oclusivas dolorosas. ANEMIA FALCIFORME (HB SS) Manifestações clínicas: Assintomática até ± 6 meses de idade Anemia hemolítica grave, pontuada por crises a partir dos 6 meses Crises vaso-oclusivas frequentes e precipitadas por infecção, desidratação, frio, acidose e desoxigenação, podendo levar a infarto em vários órgãos, incluindo ossos (síndrome pé-mão), pulmões, baço, cérebro e medula. ANEMIA FALCIFORME Crise de sequestro visceral – hepato e esplenomegalia, com exacerbação da anemia e necessidade de transfusão. A esplenectomia pode ser necessária; Crises aplásticas – resultado de infecção por parvovírus; Crises megaloblásticas – por deficiência de folato; Crises hemolíticas – queda da Hb e aumento de reticulócitos – acompanham crises dolorosas; Lesões crônica dos órgãos Crescimento e desenvolvimento alterados Doença dos ossos e articulações Manifestações cardiovasculares, pulmonares, hepatobiliares, genitourinárias Síndrome nefrótica Priapismo Manifestações oculares Ulcerações por estase vascular e isquemia local ACHADOS LABORATORIAIS Hemograma: Hb entre 6 e 9 g/dL Eritrócitos normocrômicos e normocíticos, tendendo a microcitose HCT entre 20 e 30% Leucocitose: entre 12.000 e 15.000 com neutrofilia Plaquetas geralmente >440.000 VSG baixo (diferente das outras anemias) sindromes falciformes AULA 14 – HEMATOLOGIA BÁSICO sindromes falciformes Microscopia: Hemácias falciformes Células em alvo Policromatofilia Corpos de Howell-Jolly (atrofia esplênica) TRATAMENTO Medidas preventivas – evitar frio, infecções, desidratação, anoxia; Ácido fólico; Higiene e boa nutrição; Controle da dor; Transfusão sanguínea somente em anemia muito grave; Hidroxiuréia (aumenta a hemoglobina fetal); Transplante de células tronco pode curar, no entanto não há casos que possa comprovar. TRAÇO FALCIFORME (HB AS) Paciente sem anemia e eritrócitos normais; Hematúria é o sintoma mais comum; A Hb S varia de 25 a 45% da Hb total; Diagnóstico importante para aconselhamento genético. A leucopoese é a formação dos leucócitos. A produção das primeiras células brancas é no fígado fetal – UFC-MM; Importância da matriz extracelular ECM fibronectina, lamininas, colágeno, ácido hialurônico, glicosaminoglicanas etc. Células hematopoiéticas e células estromais as células estromais são células do tecido conjuntivo, como os fibroblastos, adipócitos e células endoteliais. Atenção para moléculas de adesão (CD34); Adesão a fibronectina – diferenciação celular; Fatores de crescimento: Pluripoetina (GEMM) GM-CSF, M-CSF, Eos-CSF, Bas-CSF Interleucina: IL-1, IL-3, IL-6, IL-4, IL-11 IFN- , TNF- Moléculas de Adesão e Ligantes: VCAM-1, ICAM-1 Integrinas: MAC-1 Fibronectina, hemonectina, colágeno Selectina P, E, L LEUCÓCITOS Células ou glóbulos brancos; Defensores contra: diferentes agentes agressores tóxicos e infecciosos como bactérias, fungos, vírus e parasitas. CÉLULA-TRONCO & MICROAMBIENTE leucócitos AULA 15 – HEMATOLOGIA BÁSICA leucopoese CLASSIFICAÇÕES DOS LEUCÓCITOS Segmentação nuclear Polimorfonuclear e mononuclear ▪ Granulócitos imaturos: mononucleares Classificação funcional Fagócitos: são os neutrófilos, eosinófilos, basófilos e monócitos Imunócitos: linfócitos Granulação citoplasmática Granulócitos e não-granulócitos ▪ Monócitos e linfócitos: grânulos IDENTIFICAÇÃO DOS LEUCÓCITOS Microscopia de esfregaços corados Tamanho da célula Relação Núcleo/Citoplasma Características citoplasmáticas cor, contornos, vacuolização, inclusões granulação (presença, cor e tamanho) Características do núcleo Cor, cromatina e nucléolos GRANULAÇÕES Primárias ou inespecíficas Inespecíficas porque não caracteriza uma linhagem, é a mesma em todas Mieloperoxidase (MPO+): leves e densas Semelhantes em todos os granulocitos Lisosomas: enzimas hidrolíticas Granulações secundárias ou específicas Eosinófilos: EPO, PBM, PCE Neutrófilos: lactoferrina, fosfatase alcalina, lisozima, colagenase e gelatinase Basófilos: MPO+ e mucopolissacarídeos acídico ▪ Metacromáticas (mais de uma cor) Etapas de maturação dos granulócitos: A primeira célula que conseguimos identificar é o mieloblasto; A segunda célula é o promielócito; A terceira célula é o mielócito, que já contém grânulos secundários se essa célula for se transformar em eosinófilos, já teremos grânulos específicos dessa célula. O mesmo para os neutrófilos e basófilos. A quarta célula é o metamielócito. A quinta célula é o bastão, podendo ser encontrada no sangue periférico e na medula óssea. É a primeira célula da linhagem branca que encontramos no sangue periférico (na linhagem vermelha é o reticulócito). A sexta célula é o segmentado; Em certas infecções graves, há um excesso de bastão ou de células mais jovens da linhagem de granulócitos no sangue periférico. Este achado recebe o nome de desvio a esquerda. colocar no laudo como desvio a esquerda até ... (a célula mais jovem encontrada na lâmina, ex.: metamielócito, promielócito, bastão). GRANULÓCITOS São as células que predominam nos esfregaços da medula óssea, representando cerca de 60 a 65% das células nucleadas; Estão em circulação apenas as células maduras dessas linhagens, isto é, os bastonetes e os segmentados. formas imaturas, como os metamielócito, já indicam que existe solicitação na periferia e eliminação, por parte da medula óssea, de formas jovens, normalmente não- circulantes. CINÉTICA DOS GRANULÓCITOS Ou seja, a produção dos granulócitos: Movimento entre os diferentes compartimentos Medula Óssea (MO) ▪ Mitótico e Pós mitótico Sangue Periférico (SP) ▪ Circulante e Marginal série branca AULA 16 – HEMATOLOGIA BÁSICA etapas de maturação Tecidos e Mucosas Curta permanência no sangue (transporte) CINÉTICA DOS NEUTRÓFILOS Quantidades normais: 1.600 – 7.000/μL de sangue (circulante) diferencial: 40 – 70% Compartimentos Marginal: 50% Circulante: 50% Vida média: 9 – 10 dias (5 – 7 “stress”) Tecidos 2-5 dias; Vida única MO → SP → Tecido. NEUTRÓFILO Mais numerosos 2/3 Núcleo segmentado: 3 a 5 segmentos Cromatina condensada Grânulos finos Cor rósea/violácea Afinidade tintorial mista São utilizados pelos neutrófilos para indicar o local de inflamação. Derivadas de componentes ativados: sistema de coagulação sistema complemento: c5a sistema fibrinolítico ▪ calicreína ▪ ativador do plasminogênio ▪ PDF Origem celular Fatores derivados de: ▪ Neutrófilos ▪ Monócitos ▪ Linfócitos estimulados ▪ Células rompidas Neutrófilos e monócitos – receptores específicos → substâncias quimiotáticas → concentração de substâncias químicas → estimulação diferencial → quimiotaxia. A leucocitopoese é o nome dado a origem e maturação de células brancas ou leucócitos, a partir de células totipotentes. Mieloblasto: é a célula m, possui dois ou mais nucléolos, mede cerca de 15 a 18 µ e cromatina frouxa. Citoplasma escasso, basofílico, podendo apresentar