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Resumo Cap 21 e 22-H P Econ_Oliveira e Gennari

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CAP. 21. A ESCOLA NEOLIBERAL 
 
 Esse capítulo do livro História do Pensamento Econômico aborda o 
surgimento e desenvolvimento do pensamento Neoliberal, que surge no imediato 
pós-guerra em parte da Europa e da América do Norte, com o objetivo de combater 
o totalitarismo e intervencionismos estatal, além do comunismo e o nazismos e, 
principalmente, o Estado de bem-estar social. 
 A obra de Friedrich Hayek intitulada The road to serfdom (O caminho da 
servidão), publicada em 1944 na Inglaterra é tida como a origem do neoliberalismo. 
Seu alvo fundamental era o Partido Trabalhista Inglês, que despontava como favorito 
às eleições locais de 1945. 
 Três anos depois, Hayek e um seleto grupo organizam-se e formam a 
Sociedade Mont Pérelin, na Suíça, um tipo de sociedade semissecreta com 
encontros internacionais a cada dois anos. “O objetivo do grupo era combater a 
social-democracia, o keynesianismo e todas as formas de solidarismo” (Oliveira e 
Gennari, 2009, p. 321). Vale destacar os ideais do grupo seguiam em sentido oposto 
ao modelo econômico amplamente utilizado na época. 
 Passando-se cerca de três décadas, no início dos anos 70, o capitalismo deu 
sinais de crise cíclica, passando-se a debater temas com: crise fiscal do Estado, 
crise do Keynesianismo, crise do petróleo, todas as evidências para uma das mais 
profundas crises do capitalismo. Oportunidade essa, que abriu espaço para o 
avanço das idéias neoliberais, que ganharam espaço na mídia e nos partidos 
políticos. 
 Para os neoliberais, a origem da crise estava no poder demasiado dos 
sindicatos, que pressionavam por excessivos aumentos de salários e por maiores 
gastos sociais, comprometendo o lucro das empresas e aumentando a inflação. 
Dessa forma, seria necessário manter um Estado forte para diminuir o poder dos 
sindicatos, reduzir os gastos com programas sociais, diminuir a intervenção 
econômica e ajustar o controle financeiro. Portanto, o “mercado” seria a referência 
para toda a atividade econômica e social. 
 A primeira experiência da implementação do neoliberalismo se deu no Chile, 
ainda nos anos 70. 1979 a Inglaterra enveredou pelo mesmo caminho com a eleição 
da primeira-ministra Marhareth Thatcher. Os Estados Unidos os seguiram a partir de 
1980, com o governo de Ronald Reagan e, em 1983 foi a vez da Alemanha iniciar a 
implantação dos ideais neoliberais, espalhando-se esse movimento por toda a 
Europa e demais nações mundiais, corrompendo a hegemonia Keynesiana. 
 
 
1. As idéias precursoras de Friedrich von Hayek 
 
O Austríaco Friedrich von Hayek (1899-1992) recebeu o grau de doutor em 
Direito e em Ciências Políticas na Universidade de Viena. Lecionou em várias 
Universidades pelo mundo. Foi um dos mais destacados economistas da Áustria 
onde podemos citar algumas de suas obras: Monetary theory and the trade cycle, de 
1929;The constitution of liberty, de 1960;The fatal conceit: the errors of socialism, de 
1 
 
1989. Em 1974, recebeu o Prêmio Nobel da Economia, pelo conjunto de suas obras, 
com destaque para The road to serfdom, de 1944. 
 Hayek defendia que a economia deveria “evoluir espontaneamente” e, 
portanto, não caberia um planejamento central da economia e da sociedade. 
 
 
 
 
Para Hayek, a economia deveria “evoluir espontaneamente” e, portanto, 
não caberia um planejamento central da economia e da sociedade. Assim, 
opôs-se frontalmente ao planejamento central proposto e praticado no bloco 
socialista de então. Segundo Hayek, “a tentativa de dirigir toda a atividade 
econômica de acordo com um plano único levantaria inúmeras questões, cuja 
solução somente as regras de moral poderiam fornecer, mas para as quais a 
moral em vigor não tem resposta”.6 Para ele, as tendências de substituir o 
livre mercado e a liberdade individual por políticas propostas, tanto pelo 
totalitarismo, pelo fascismo, nazismo, quanto pelo comunismo, levariam ao 
debilitamento progressivo do engenho humano, o que desembocaria na pobreza 
e na servidão generalizadas. 
Segundo Hayek, o individualismo é um valor essencial para a construção e 
manutenção de uma sociedade livre. 
O individualismo tem hoje má fama, e o termo é agora associado a egoísmo ou egotismo. 
Mas o individualismo do qual falamos em oposição ao socialismo e a todas as outras 
formas de coletivismo não possui nenhuma conexão necessária com aquelas acepções.7 
Nesse sentido, o individualismo que ele defende é aquele associado ao Renascimento, 
e não “meramente o liberalismo dos séculos XVIII e XIX, mas o 
individualismo básico que herdamos de Erasmo e Montaigne, de Cícero e Tácito, 
de Péricles e Tucídides, o que estamos progressivamente abandonando”.8

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