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CAMPUS UNIVERSITÁRIO INTA (UNINTA) – CAMPUS ITAPIPOCA 
CURSO DE BACHARELADO EM ENFERMAGEM 
 
 
 
 
 
 
JOÃO VITOR MOURA LIMA 
 
 
SATISFAÇÃO DE MULHERES SUBMETIDAS AO PARTO NORMAL: 
 AVALIAÇÃO DA ESTRUTURA, PROCESSO E RESULTADO 
 
 
 
 
 
 
ITAPIPOCA 
2024 
 
 
 
 
JOÃO VITOR MOURA LIMA 
 
 
 
 
 
 
SATISFAÇÃO DE MULHERES SUBMETIDAS AO PARTO NORMAL: 
 AVALIAÇÃO DA ESTRUTURA, PROCESSO E RESULTADO 
 
 
 
 
 
Monografia apresentada ao Centro 
Universitário Inta - UNINTA Campus 
Itapipoca, como requisito parcial para a 
obtenção do título de Bacharelado em 
Enfermagem. 
 
Orientador (a): Prof (a). João Vitor Teixeira 
de Sousa 
 
 
 
 
 
ITAPIPOCA 
2024 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ESPAÇO PARA FICHA CATALOGRÁFICA QUE É SOLICITADO NO SITE DA 
CENTRO UNIVERSITÁRIO UNINTA CAMPUS ITAPIPOCA/BIBLIOTECA. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
JOÃO VITOR MOURA LIMA 
 
 
 
 
 
SATISFAÇÃO DE MULHERES SUBMETIDAS AO PARTO NORMAL: 
 AVALIAÇÃO DA ESTRUTURA, PROCESSO E RESULTADO 
 
Monografia apresentada ao Centro 
Universitário Inta - UNINTA Campus 
Itapipoca, como requisito parcial para a 
obtenção do título de Bacharelado em 
Enfermagem. 
 
Orientador (a): Prof (a). João Vitor Teixeira 
de Sousa 
 
Aprovado em ____/____/______ 
 
BANCA EXAMINADORA 
______________________________________ 
Prof. João Vitor Teixeira de Sousa 
 Orientador (a) Campus Uninta Itapipoca 
______________________________________ 
Profa. Ma. Glicia Mesquita Martiniano Mendonça 
1º Examinador (a) Campus Uninta Itapipoca 
______________________________________ 
Profa. Esp. Vanessa Ximenes Bertoldo Rolim 
 2º Examinador (a) Campus Uninta Itapipoca 
 
 
 
DEDICATÓRIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Quero dedicar este trabalho 
primeiramente a Deus a quem eu devo 
tudo que tenho na minha vida, a Nossa 
Senhora que tanto me auxilia e a minha 
querida família. 
Dedico. 
 
 
 
AGRADECIMENTOS 
Quero primeiramente agradecer a Deus por ser meu guia diário me dando força 
e discernimento para tudo aqui que fiz e farei, a Nossa Senhora em especial N. Sra. 
de Fatima na qual tenho tanta devoção. 
Agradeço profundamente a minha família, em especial meu querido e amado 
vô Estevão Moura ‘In memoriam’ e ao meu namorado, que me deram apoio desde o 
início de tudo, quando eu tinha apenas um sonho e nada mais, vocês foram 
fundamentais. 
Quero agradecer aqui aos meus amigos(a) em especial aquelas que jamais 
soltaram minha mão quando eu mais precisei a vocês eu devo tanto, obrigado por me 
apoiarem e me incentivarem a ser uma pessoa melhor a cada dia. 
Agradeço ao meu querido orientador Prof. Me. João Vitor Teixeira por ter me 
aceitado como orientando e me auxiliado tão bem durante este trabalho, aos meus 
colegas de faculdade deixo aqui minha gratidão por toda a parceira, aos professores 
por toda dedicação durante minha graduação. 
E agradeço as demais pessoas que colaboraram com este estudo e com minha 
vida acadêmica, a final sem vocês não conseguiríamos fazer uma saúde satisfatória 
a todos. 
 
 
 
 
 
Obrigado a todos 
 
 
 
EPÍGRAFE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 “A enfermagem é uma arte, e para 
realizá-la como arte, requer uma devoção 
tão exclusiva, um preparo tão rigoroso, 
quanto a obra de qualquer pintor ou 
escultor.” 
 (Florence Nightingale) 
 
 
 
RESUMO 
Introdução: A satisfação da paciente com seu trabalho de parto, faz com que a 
mesma tenha expressões positivas em relação a assistência recebida, através da 
vivência prática e da postura profissional. É de extrema importância a presença do 
enfermeiro e sua assistência durante o trabalho de parto ajuda nas dúvidas 
constantes, acalma e diminui a ansiedade, tornando o ambiente mais satisfatório e 
que garanta privacidade da parturiente passando confiança e trazendo bem-estar 
físico e emocional, engajando a família presentes nas práticas de diminuição da dor 
com métodos não farmacológico, favorecendo na diminuição dos riscos de 
complicações durante período de trabalho de parto Objetivo: Explorar os atributos da 
assistência ao parto normal que estão ligados com a satisfação e a segurança das 
pacientes. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa avaliativa, analítica e transversal, 
foi realizada a coleta de dados entre agosto e outubro de 2024, em um hospital polo 
da 6ª Microrregional de Saúde do Estado do Ceará que fica no município de Itapipoca, 
A amostra foi composta por 50 participantes, os critérios de seleção: puérperas 
maiores de 18 anos; com recém-nascidos vivos; com o pós-parto de no mínimo 24 
horas; que passaram pela vivência de experimentar o processo do trabalho de parto 
(com via de parto vaginal). E de exclusão: puérperas menores de 18 anos, que 
estejam internadas por complicações do parto, com recém-nascido em situação de 
prematuridades, em situação de aborto e que se recusarem a participar deste estudo. 
Com isso foi realizada a coleta com o uso de um formulário com perguntas 
sociodemográfica e obstétrico elaborado para a referida pesquisa, um segundo 
instrumento que será a Escala Mackey de Avaliação da Satisfação com o Parto 
(Mackey Childbirth Satisfaction Rating Scale- MCSRS), foi feita a adaptação do 
formulário para o português, os dados foram analisados levando em consideração as 
diretrizes da pesquisa envolvendo seres humanos conforme a resolução 466 de 12 de 
dezembro de 2012. Resultados esperados: Pode-se notar que a cor parda teve mais 
prevalência com 84% das respostas, no tangente paridade se sobressai a 
secundigesta mostrando que houve uma nova escolha por parte da paciente pelo 
parto normal na gestação seguinte, tendo em vista que quando se tem experiencias 
ruim em partos anteriores muito provável que irá fazer escolha por outro meio de parto, 
a um grande índices de pacientes que não sabem a estratificação de risco do parto 
com 40% das repostas, apesar que a grande maioria com 52% das repostas eram 
cientes sobre. É notório que uma equipe preparada e equipada com boa estrutura e 
bons equipamentos pode vir a ofertar um atendimento diferenciado e humanizados a 
as pacientes, fornecendo conforto e segurança durante o trabalho de parto. 
Conclusão: É notório que a equipe está preparada para as demandas, mostrando 
com base no índice de satisfação que podem fornecer um atendimento de qualidade 
com estrutura boa e boas práticas, o estudo também mostrou que pode sim melhorar 
em certos pontos e para isso treinamentos e acompanhamento são necessários para 
de efetivar por toda a equipe a excelência no trabalho de parto. O estudo sugere que 
é necessário fornecer um serviço de qualidade, deixando prevalecer sempre a 
humanização no cuidado ao próximo. 
Palavras-chave: Parto; Satisfação; Humanização. 
 
 
 
ABSTRACT 
Introduction: Patient satisfaction with her labor causes her to have positive 
expressions regarding the care received, through practical experience and 
professional attitude. The presence of the nurse and their assistance during labor is 
extremely important, helping with constant doubts, calming and reducing anxiety, 
making the environment more satisfactory and ensuring the privacy of the parturient, 
providing confidence and bringing physical and emotional well-being, engaging the 
family present in pain reduction practices with non-pharmacological methods, favoring 
the reduction of the risk of complications during labor. Objective: To explore the 
attributes of normal childbirth care that are linked to patient satisfaction and safety. 
Methodology: This is an evaluative, analytical and cross-sectional research, data 
collection was carried out between August and October 2024, in a hospital center of 
the 6th Health Microregion of the State of Ceará, located in the municipality of 
Itapipoca. The sample consisted of 50 participants, the selection criteria:e importante, é 
necessário que acima de tudo aconteça o contato pele a pele com a mãe, contato 
esse que não pode ser tardio pois quanto mais cedo isso acontecer mais benéfico ele 
é, e tais benefícios se estendem a longo prazo, além de ser o marco inicial para a 
amamentação ele gera um desenvolvimento significativo para o recém-nascido, esse 
contato do recém-nascido com a mãe logo após seu nascimento se torna de extrema 
importância pois traz uma conexão única um com o outro (Santos, 2014). 
5.6 Fragilidades do estudo 
Durante o estudo foi encontrado situações que vieram a dificultar na obtenção 
de uma amostra mais ampla, como por exemplo: a baixa demanda de puérperas no 
hospital durante o período de pesquisa, assim como a dificuldade em aceitação das 
participantes de realizarem o formulário, por se sentirem desconfortáveis em 
responder, em certos momentos na visita estavam em amamentação e não queriam 
interromper aquele momento na qual tem grande importância para o recém-nascido e 
para paciente, com isso obtivemos um número reduzido de amostras, dificultando 
assim na elaboração de resultados mais fidedignos para a pesquisa. 
0 10 20 30 40 50 60 70
SEM INFORMAÇÃO
MUITO INSATISFEITA
INSATISFEITA
NEM SATISFEITA OU INSATISFEITA
SATISFEITA
MUITO SATISFEITA
MEDIA DE RESPOSTAS DE SATISFAÇÃO 
DA PERGUNTA 6 (%)
40 
 
6 CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS 
O presente estudo como objetivo geral explorar a correlação da assistência 
prestada com a satisfação das pacientes, para isso foi aplicado um formulário que 
traziam perguntas voltadas a satisfação das pacientes sobre o serviço prestado a ela 
durante o seu trabalho de parto. 
Pode se notar que muitas pacientes chegam ate ao local de parto sem saber 
de informações importantes para o acompanhamento gestacional, outro déficit é o 
conhecimento das pacientes em relação ao trabalho de parto vaginal, a maioria o 
conhecem na pratica após passar por todo o trabalho de parto, fazendo com que seja 
muitas vezes um momento de extrema surpresa, quando se tem os conhecimentos 
sobre o trabalho de parto a paciente chega no local do parto já sabendo quais os 
caminhos ser percorrido ate a finalização, isso se faz necessário pois ajudara não só 
paciente no quesito de saber o que fazer, durante todo o processo como também ira 
facilitar o trabalho da equipe permitindo assim fornecer atenção diferenciada não só 
aquela paciente mas também as outras. 
O estudo é de extrema relevância pois mostrou que a equipe esta preparada 
para as demandas, mostrando com base no índice de satisfação que podem fornecer 
um atendimento de qualidade com estrutura boa e boas práticas, o estudo também 
mostrou que pode sim melhorar em certos pontos e para isso treinamentos e 
acompanhamento são necessários para de efetivar por toda a equipe a excelência no 
trabalho de parto. 
Para além do que foi dito acima, esperasse que este estudo possa ajudar 
pesquisas e estudos futuros, também nas melhorias dos serviços prestados ao público 
alvo desta pesquisa, trazendo assim um atendimento de qualidade na rede de saúde, 
esperasse também que seja cada vez mais cotidiano a realização de atendimentos 
humanizados que busquem o bem esta e a satisfação dos usuários. 
 
41 
 
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44 
 
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45 
 
APÊNDICES 
 
Apêndice A – INSTRUMENTO PARA COLETA DE PESQUISA SOCIO 
DEMOGRAFICO 
 
1. Código da Paciente 
2. Cor [ ] Branca [ ] Parda [ ] Preta 
3. Estado Civil [ ] Solteira [ ] Casada [ ] Viúva 
[ ] Divorciada 
4. Religião [ ] Evangélica [ ] Católica [ ] Espirita 
[ ] Umbandista [ ] Budista 
 [ ] Outras [ ] Sem Religião 
5. Escolaridade [ 
[ 
[ 
[ 
[ 
] Ensino fundamental incompleto 
] Ensino fundamental completo 
] Ensino médio incompleto 
] Ensino médio completo 
] Superior incompleto 
6. Paridade [ ] Primigesta [ ] Secudigesta 
[ ] Tercigesta [ ] Quatro ou mais 
gestações 
7. Estratificação de risco gestacional [ ] Risco habitual [ ] Alto risco 
8. Acompanhamento do pré -natal [ ] Sim [ ] Não 
 
 
46 
 
ANEXOS 
Anexo A 
APÊNDICE B - Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) 
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO (TCLE) 
 
Título do Projeto de pesquisa: SATISFAÇÃO DE MULHERES SUBMETIDAS AO 
PARTO NORMAL: AVALIAÇÃO DA ESTRUTURA, PROCESSO E RESULTADO. 
Você está sendo convidado (a) para ser participante da pesquisa intitulado: 
“SATISFAÇÃO DE MULHERES SUBMETIDAS AO PARTO NORMAL: AVALIAÇÃO 
DA ESTRUTURA, PROCESSO E RESULTADO” desenvolvida por João Vitor Moura 
Lima, discente do Curso de Enfermagem do Centro Universitário INTA – UNINTA, sob 
orientação da professor João Vitor Teixeira de Sousa. 
Leia cuidadosamente o que se segue e pergunte sobre qualquer dúvida que você tiver. 
Caso se sinta esclarecido (a) sobre as informações que estão neste Termo e aceite 
fazer parte do estudo, peço que assine ao final deste documento, em duas vias, sendo 
uma via sua e a outra dos pesquisadores responsáveis pela pesquisa. Saiba que você 
tem total direito de não querer participar e, mesmo aceitando, pode desistir da 
participação a qualquer momento, sem nenhum ônus. 
1. Nesse estudo pretendemos analisar os atributos da assistência ao parto normal 
relacionados com a satisfação e a segurança das pacientes. O motivo que nos leva a 
estudar esse assunto é a necessidade de melhoria no atendimento de enfermagem, 
principalmente sob a ótica dos usuários, uma vez que a opinião destes é bastante 
relevante para melhorar o funcionamento do serviço. 
2. O convite para a sua participação se deve ao fato de você pertencer ao grupo 
populacional que foi escolhido para a nossa pesquisa: Pacientes submetidas ao parto 
normal (vaginal) nesta Unidade Hospitalar. Lembramos que a sua participação é 
voluntária, isto é, ela não é obrigatória e você tem plena autonomia e liberdade para 
decidir se quer ou não participar. Não haverá nenhuma penalização caso você decida 
não participar, ou desistir de seu consentimento inicial. Contudo, sua participação é 
muito importante para a execução da pesquisa. A qualquer momento, durante a 
pesquisa, ou posteriormente, você poderá solicitar do pesquisador informações sobre 
47 
 
sua participação e/ou sobre a pesquisa, o que poderá ser feito através dos meios de 
contato explicitados neste TCLE. 
3. Todos os dados e informações que você nos fornecer serão guardados de 
forma sigilosa. Garantimos a confidencialidade e a privacidade dos seus dados e das 
suas informações. Tudo que o (a) Sr. (a) nos fornecer ou que sejam conseguidas por 
meio dos instrumentos serão utilizados somente para esta pesquisa. O material da 
pesquisa com os seus dados e informações será armazenado em local seguro e 
guardados em arquivo digital após o término da pesquisa. 
4. Este estudo apresenta risco mínimo, com a finalidade de garantir o sigilo das 
informações repassadas, não serão registradas informações de identificação do 
participante. De todo modo, o pesquisador se compromete em preservar sua 
identidade. Vale ainda salientar que ao final do estudo não serão expostas respostas 
individuas, mas sim um consolidado em gráficos/tabelas, contendo os percentuais de 
cada item respondido do instrumento. 
5. No que tange aos processos éticos em pesquisa, estes serão atendidos 
mediante aos procedimentos da resolução 466/2012 do Comitê de Ética, que regula 
pesquisas com seres humanos. Será utilizado o Termo de Consentimento Livre e 
Esclarecido – TCLE para participação na pesquisa, em que ele estará disponível no 
contato inicial com os sujeitos da pesquisa, onde será explicado o objetivo da mesma. 
6. Sua participação trará como benefícios como a reflexão sobre a segurança do 
paciente no âmbito obstétrico, e da melhoria da qualidade do atendimento, fazendo 
com que várias pacientes tenham sua experiência de parto melhorada. A pesquisa 
não trará resultados imediatos, mas com certeza, a 
médio e longo prazo, tais discussões acrescentarão elementos essenciais para 
problematizar o contexto de trabalho dos técnicos de enfermagem. 
7. Não há nenhum valor econômico a receber ou a pagar aos voluntários pela 
participação, no entanto,caso haja qualquer despesa decorrente desta participação 
haverá o seu ressarcimento pelos pesquisadores. 
8. Os participantes não terão nenhuma despesa ao participar da pesquisa e 
poderão retirar sua concordância na continuidade da pesquisa a qualquer momento. 
48 
 
9. Caso ocorra algum dano comprovadamente decorrente da participação no 
estudo, os voluntários poderão pleitear indenização, segundo as determinações do 
Código Civil (Lei nº 10.406 de 2002) e das Resoluções 466/12 e 510/16 do Conselho 
Nacional de Saúde. 
10. Os participantes se desejarem, terão livre acesso a todas as informações e 
esclarecimentos adicionais sobre o estudo e suas consequências, enfim, tudo o que 
queiram saber antes, durante e depois da sua participação. 
11. Os dados coletados serão utilizados única e exclusivamente para fins desta 
pesquisa, e os resultados poderão ser publicados. 
Em caso de duvidas referentes a pesquisa, entre em contato com os pesquisadores 
João Vitor Teixeira de Sousa – 88 998059166/ jvts1995@gmail.com e João Vitor 
Moura Lima – 88 999936513/ jvitorlm3@gmail.com ou ainda com Comitê de Ética do 
Centro Universitário INTA – UNINTA para apresentar recursos ou reclamações em 
relação à pesquisa pelo telefone: 88)3112-3500, (88) 9.9942-0072 ramal 3552 e por 
meio do seguinte endereço: Rua Coronel Antônio Rodrigues Magalhães, 700, 2º andar 
– Prédio Sede I – Bairro Dom Expedito – Sobral – Ceara. 
Pelo presente instrumento que atende às exigências legais, o (a) Sr. (a) 
______________________________________________________________, 
portador (a) da cédula de identidade ___________________, ( ) permitindo/( ) não 
permitindo a gravação em áudio, declara que, após leitura minuciosa do TCLE, teve 
oportunidade de fazer perguntas, esclarecer dúvidas que foram devidamente 
explicadas pelos pesquisadores. 
 
Itapipoca - CE, _____ de ___________________ de 2024. 
___________________________________________________ 
Assinatura do participante 
 
_____________________________________________________________ 
Nome e assinatura do responsável por obter o consentimento 
 
49 
 
Anexos B 
 
 INSTRUMENTO PARA COLETA DE DADOS DE SATISFAÇÃO DAS PUERPERAS 
SUBMETIDAS AO TRABALHO DE PARTO NORMAL. 
 
A sua experiencia no trabalho de parto foi como 
você esperava? 
[ ] Nada a ver com o que eu esperava 
[ ] Muito pouco a ver com o que eu 
esperava 
[ ] Um pouco a ver com o que eu 
esperava 
[ ] Foi como eu esperava 
 
A sua experiência no parto (vaginal) foi como 
você esperava? 
[ ] Nada a ver com o que eu esperava 
[ ] Muito pouco a ver com o que eu 
esperava 
[ ] Um pouco a ver com o que eu 
esperava 
[ ] Foi como eu esperava 
[ ] Não se aplica 
 
Avaliação do trabalho de parto 
[ ] Foi muito negativa 
[ ] Foi um pouco negativa 
[ ] Foi um pouco positiva 
[ ] Foi muito positiva 
 
Avaliação do parto (vaginal ou cesariana) 
[ ] Foi muito negativa 
[ ] Foi um pouco negativa 
[ ] Foi um pouco positiva 
[ ] Foi muito positiva 
 
A sua participação nas decisões durante o 
trabalho de parto 
[ ] Muito insatisfeita 
[ ] Insatisfeita 
[ ] Nem satisfeita ou insatisfeita 
[ ] Satisfeita 
[ ] Muito satisfeita 
[ ] Sem informação 
 
O tempo que demorou para você segurar seu 
bebê pela primeira vez 
[ ] Muito insatisfeita 
[ ] Insatisfeita 
[ ] Nem satisfeita ou insatisfeita 
[ ] Satisfeita 
50 
 
[ ] Muito satisfeita 
[ ] Sem informação 
 
Os cuidados com o seu corpo que recebeu 
da equipe de enfermagem durante o trabalho 
de parto e o parto 
[ ] Muito insatisfeita 
[ ] Insatisfeita 
[ ] Nem satisfeita ou insatisfeita 
[ ] Satisfeita 
[ ] Muito satisfeita 
[ ] Sem informação 
 
 
Os cuidados com o seu corpo que recebeu da 
equipe médica durante o trabalho de parto e 
o parto 
[ ] Muito insatisfeita 
[ ] Insatisfeita 
[ ] Nem satisfeita ou insatisfeita 
[ ] Satisfeita 
[ ] Muito satisfeita 
[ ] Sem informação 
 
O conhecimento técnico, a habilidade e 
competência da equipe de enfermagem 
durante o trabalho de parto e o parto 
[ ] Muito insatisfeita 
[ ] Insatisfeita 
[ ] Nem satisfeita ou insatisfeita 
[ ] Satisfeita 
[ ] Muito satisfeita 
[ ] Sem informação 
 
A quantidade de explicações ou informações 
que você recebeu da equipe de enfermagem 
durante o trabalho de parto e o parto 
[ ] Muito insatisfeita 
[ ] Insatisfeita 
[ ] Nem satisfeita ou insatisfeita 
[ ] Satisfeita 
[ ] Muito satisfeita 
[ ] Sem informação 
 
O tempo que os(as) enfermeiros(as) dedicaram 
a você durante o trabalho de parto 
[ ] Muito insatisfeita 
[ ] Insatisfeita 
[ ] Nem satisfeita ou insatisfeita 
[ ] Satisfeita 
[ ] Muito satisfeita 
[ ] Sem informaçãopostpartum 
women over 18 years of age; with live newborns; with a postpartum period of at least 
24 hours; who have experienced the labor process (with vaginal delivery). Exclusion 
criteria: postpartum women under 18 years of age, who are hospitalized due to 
complications during childbirth, with a premature newborn, in a situation of abortion 
and who refuse to participate in this study. Data collection was carried out using a form 
with sociodemographic and obstetric questions prepared for the aforementioned 
research. A second instrument, the Mackey Childbirth Satisfaction Rating Scale 
(MCSRS), was adapted to Portuguese. The data were analyzed taking into account 
the guidelines for research involving human beings according to resolution 466 of 
December 12, 2012. Expected results: It can be noted that brown skin color was more 
prevalent with 84% of the responses. Regarding parity, second-pregnancy women 
stand out, showing that the patient chose normal delivery in the following pregnancy 
again, considering that when one has bad experiences in previous deliveries, it is very 
likely that they will choose another means of delivery. There is a large number of 
patients who do not know the risk stratification of delivery, with 40% of the responses, 
although the vast majority, with 52% of the responses, were aware of it. It is clear that 
a prepared and equipped team with good structure and equipment can offer 
differentiated and humanized care to patients, providing comfort and safety during 
labor. Conclusion: It is clear that the team is prepared for the demands, showing 
based on the satisfaction index that they can provide quality care with good structure 
and good practices. The study also showed that there is room for improvement in 
certain areas and for this, training and monitoring are necessary to ensure excellence 
in labor throughout the team. The study suggests that it is necessary to provide a 
quality service, always allowing humanization in care to prevail. 
Keywords: Childbirth; Satisfaction; Humanization. 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
1 INTRODUÇÃO ....................................................................................................... 11 
2 OBJETIVOS ........................................................................................................... 15 
2.1 Objetivo Geral ..................................................................................................... 15 
3 DESENVOLVIMENTO ........................................................................................... 16 
3.1 Parto e suas especificidades ............................................................................... 16 
3.2 Qualidade dos serviços de saúde ....................................................................... 21 
3.3 Segurança do paciente ....................................................................................... 25 
4 METODOLOGIA ..................................................................................................... 29 
4.1 Período e local de estudo .................................................................................... 29 
4.2 População e amostra .......................................................................................... 30 
4.3 Coleta e análise de dados ................................................................................... 31 
4.4 Aspectos éticos ................................................................................................... 32 
5 RESULTADOS E DISCUSSÕES ........................................................................... 34 
5.2 Falta de vinculação da gestante ao local de parto .............................................. 36 
5.3 A prevalência do parto cirúrgico .......................................................................... 36 
5.4 Baixo conhecimento sobre estratificação de risco gestacional ............................ 37 
5.4 Niveis de satisfação das participantes ................................................................ 38 
5.5 Os cuidados com o recém-nascido no trabalho de parto .................................... 38 
5.6 Fragilidades do estudo ........................................................................................ 39 
6 CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................ 40 
REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 41 
APÊNDICES .............................................................................................................. 45 
ANEXOS ................................................................................................................... 46 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
11 
 
1 INTRODUÇÃO 
Durante toda a história desde seu surgimento, o parto foi conhecido como um 
processo natural e fisiológico que acontecia em ambientes íntimos e familiares, onde 
as parteiras tinham a função de prestar assistência à parturiente, pré-parto, durante e 
no pós-parto. Com o decorrer dos anos, principalmente a partir do século XX, os partos 
que ainda aconteciam em casa com ajuda das parteiras, passaram por modificações, 
onde as mulheres começaram a serem encaminhadas aos hospitais de referência, 
local esse que realiza intervenção no trabalho de parto com ajuda de médicos e 
enfermeiros obstetras para uma assistência prestada, baseada em métodos 
científicos (Cardoso, et al. 2020). 
 A partir de 1985, conforme resolução da Organização Mundial de Saúde (OMS) 
as boas práticas no parto humanizado deram início ao processo de desconstrução 
hospitalocêntrico, com objetivo de garantir a segurança da mãe e do recém-nascido, 
com menos intervenções médicas e mais práticas que ajudassem ao parto vaginal 
com a presença do profissional da enfermagem e do acompanhante, sendo este 
último de escolha da parturiente, onde ele participa dando suporte e equilíbrio a prática 
do parto normal, proporcionando assim, de forma positiva, uma melhor adaptação da 
mulher ao ambiente e ao processo (Paula; Takemoto 2021). 
Diante do exposto acima, durante a década de 1990, passou a ser reconhecido 
pelo Ministerio da Saúde a assistência ao parto, na qual seria realizada pelo 
enfermeiro especialistas em obstetricia atuante nos hospitais que eram conveniados 
com o Sistema Único de Saúde (SUS), atribuições que lhes são conferidas pela lei n° 
5.905, de 12 de julho de 1973. Foram desenvolvidas também, estratégias que 
continuassem a desenvolver o aspecto não hospitalocêntrico do trabalho de parto, foi 
elaborado a criação de unidades da qual permitiriam a assistência para os partos de 
baixo risco ou aqueles que apresentavam risco habitual fora dos ambientes 
hospitalares, onde o enfermeiro obstetra tivesse autonomia sobre a assistência ao 
parto, o meamo era o responsavel pela assistencia e pelos cuidados que eram 
prestados as muklher e aos recém-nascidos, essa assistencia não necessitaria do 
profissional médico. Porém, para que houvesse de fato uma humização nesse 
cuidado, não era somente a substituição do medico pelo enfermeiro mas, era 
necessario ser feita novas propostas de cuidado para melhoria desses atendimentos 
(Vieira, et al. 2019). 
12 
 
É de extrema importância a presença do enfermeiro e sua assistência durante 
o trabalho de parto ajuda nas dúvidas constantes, acalma e diminui a ansiedade, 
tornando o ambiente mais satisfatório e que garanta privacidade da parturiente 
passando confiança e trazendo bem-estar físico e emocional, engajando a família 
presentes nas práticas de diminuição da dor com métodos não farmacológico, 
favorecendo na diminuição dos riscos de complicações durante período de trabalho 
de parto e auxiliando na criação de vínculo entre profissional-paciente, uma vez que 
a paciente é ouvida, acolhida, respeitada dentro dos seus desejos, fazendo com queo momento do nascimento seja um momento único (Do Nascimento, 2020). 
 Perante as mudanças no contexto do parto, a OMS, estabeleceu padrões 
globais, em 2018, para o cuidado com mulheres gravidas que são saudáveis, a fim de 
reduzir o uso de intervenções, tornando o trabalho de parto o mais natural possível. 
Essa padronização de humanização do parto, mostrou-se necessária, pois em todo o 
mundo mais de 140 milhões de mulheres dão à luz de forma natural sem que haja 
complicações. Porém, nos últimos 20 anos, o número de intervenções aumentou 
drasticamente, as quais que poderiam ser realizadas apenas para evitar 
complicações, como por exemplo o uso das ocitocinas para acelerar o processo de 
trabalho de parto (Who, 2009). 
 Em decorrência das mudanças ocorridas no contexto geral do parto, e 
principalmente pela necessidade de qualificação dos serviços ter emergido como 
requisito básico para contemplação dos preceitos da segurança do paciente. O que 
permite entender que a promoção da qualidade no cuidado está diretamente 
relacionada à segurança do paciente. Nesse contexto, os serviços obstétricos com 
estruturas adequadas contribuem para o cuidado de qualidade e segurança da mulher 
e da criança. Embora exista uma boa contribuição a boa estrutura e a prestação 
qualificada do cuidado não se tem uma afirmativa tenha relação direta entre-se na 
qual as duas ; supõe-se, porém, pode se afirmar que uma estrutura inadequada pode 
vir a trazer prejuízos no atendimento de qualidade e na segurança do paciente (De 
Oliveira Franchi, 2019). 
 Em decorrência dos números alarmantes de cesarianas desnecessárias, o 
Ministério da Saúde vem há anos tentando implantar programas de incentivo ao parto 
normal sem que haja intervenções cirúrgicas. Esses movimentos procuram 
13 
 
potencializar a humanização do parto, dando a mulher autonomia de escolha, 
respeitando sua liberdade de expressão no processo de decisão (Brasil, 2012). 
Dentre essas implantações em 2011, a Rede Cegonha foi criada pelo Governo 
Brasileiro no âmbito do SUS, visando assegurar a mulher o direito de ela ter o 
planejamento reprodutivo e uma atenção acima de tudo humanizada durante a 
gravidez, ao parto e ao período pós-parto que é o puerpério, nessa mesma 
implementação estava incluso garantir à criança todos direito desde nascimento 
seguro, o crescimento até o desenvolvimento saudáveis. Um dos objetivos vissa 
diminuir a mortalidade materna e infantil dando ênfase no componente neonatal. 
Sobre a Assistência Humanizada, a humanização da assistência ao parto é um 
conceito que se refere ao processo que inclui desde a adequação da estrutura física 
e equipamentos dos hospitais, até a mudança postural e de atitudes dos profissionais 
de saúde e das gestantes (Santos Filho, 2021). 
A taxa de mortalidade materna (TMM) no Brasil atingiu 57,9 óbitos por 100.000 
nascidos vivos em 2019, conforme dados do ministerio da saude, que faz o 
levantamento dos índices de mortalidade materna no Brasil (Brasil, 2021). 
A estrutura das maternidades são cruciais na segurança das pacientes estão 
diretamente ligadas à qualidade da assistência ao parto e o nascimento, a 
inadequação da estrutura hospitalar tem potencial para aumentar a ocorrência de 
desfechos desfavoráveis para as mulheres e os recém-nascidos. Dentre os requisitos 
de estrutura exigidos pela legislação brasileira são necessários equipamentos de 
emergência para o cuidado da mãe e para os neonatos, medicamentos essenciais 
para o cuidado mãe e filho (De Oliveira Franchi, 2019) A satisfação do cliente é um 
requisito crucial para a aferição de qualidade no serviço pode ser definida como um 
sentimento agradável ou em seu oposto como a frustração decorrente do 
atendimento. Essa experiência de parto pode vir a gerar efeitos negativos que podem 
permanecer por longos tempos na vida da mulher, assim como dos familiares, como 
transtornos, traumas, medo exacerbado do parto e causando baixo intervalo interesse 
em outras gestações (Ramos, 2022). 
A satisfação da paciente com seu trabalho de parto, faz com que a mesma 
tenha expressões positivas em relação a assistência recebida, através da vivência 
prática e da postura profissional. De acordo com a OMS Para que se tenha uma 
experiência positiva durante o parto é preciso que cumpra ou supere as crenças e 
14 
 
expectativas pesosais e socioculturais de cada mulher. Com isso, espera-se que seja 
um bom atendimento, acessibilidade, ambiente físico adequado, higiene, 
disponibilidade de medicamentos, recursos humanos, privacidade e sigilo profissional, 
espera-se que tenha suporte emocional adequado, o parto aconteça conforme pede 
a paciente, que seja feito contato pele a pele entre a mãe e o recém-nascido, um apoio 
contínuo durante todo processo, procedimentos executados, e que seja dada as 
informações durante o trabalho de parto (Da Silva, 2022). 
1.1 Justificativa 
Após a curiosidade de saber como estava a satisfação das pacientes sobre o 
atendimento da enfermagem que são submetidos ao parto normal, pois as opiniões 
dos usuários do serviço são bastante relevantes para um melhor funcionamento do 
serviço. A enfermagem é uma das profissões que estão interligadas mais tempo com 
o cliente, havendo como objeto de trabalho o cuidado, que para ser implementado e 
o estabelecimento de vínculos com o objetivo de proporcionar o encontro, compor 
relações e conhecer o outro. 
Temos como conhecimento que a segurança do paciente é uma das maiores 
dimensões da qualidade dos serviços de saúde, com isso faz-se indispensáveis a 
segurança e a qualidade (OMS, 2009). 
A segurança do paciente é um problema generalizado, é possível que milhões 
de pacientes sofram algum dano durante todos os anos devido à falta de segurança 
do cuidado. Associado a falta de cuidado, infecções, diagnósticos e adversos eventos 
devido a erros de medicações, que são causas comuns de danos evitáveis ais 
pacientes em toso os serviços. Será realizado levantamento e identificação da 
satisfação dessas clientes, para que possamos colaborar de alguma forma na 
intervenção desta realidade, evidenciando a importância de aprofundar investigações 
que tenham uma perspectiva sistêmica sobre todas as barreiras presentes nos 
serviços de saúde, e que podem resultar em situações de risco a qualidade e 
segurança do cuidado prestado em prol da parturiente e do recém-nascido. 
 
15 
 
2 OBJETIVOS 
2.1 Objetivo Geral 
• Explorar os atributos da assistência ao parto normal que estão ligados com a 
satisfação e a segurança das pacientes. 
 
16 
 
3 DESENVOLVIMENTO 
3.1 Parto e suas especificidades 
O parto humanizado surgiu desde os questionamentos do modelo biológico 
medicalizado com maior influência do feminismo, ele é voltado para a mulher com 
autonomia e protagonista de uma história, sem que haja intervenções desnecessárias, 
e quando houver necessita de intervenções que há um diálogo e aceitação sobre as 
medidas que serão tomadas assim se tornando sujeito ativo, tornar o parto 
humanizado não significa fazer ou não o parto normal mais tronar a mulher 
protagonista desse evento (Alves, 2017). 
 Nesse contexto de humanização, tendo em conta toda a complexidade do 
parto, é imporante a presença de um companheiro escolhido pela mulher para apoiá-
la durante o parto. Essa prática é aconselhada pela Organização Mundial de Saúde 
e tem sido implementada em varios países. No Brasil, ja se tem reconhecimento por 
parte do Ministerio da Saude dos beneficios e a ausencia de ricos, sugere-se que 
sejam realizados todos os esforços para que assim seja assegurado que todas as 
mulheres em trabalho de parto tenham alguém que seja escolhido por ela, para apoia-
la e propocionar conforto ao longo de todo o procedimento de parto (Longo, 2010). 
 De acordo com as recomendações que a OMS vem trabalhando, marcam uma 
desmedicalização do parto, atrás de medidas que compreende os pontosao incentivo 
ao parto normal; a valorização da mulher como enfermeira capaz de atender a 
demanda dos partos vaginais; a diminuição de intervenções agressivas; técnicas de 
medidas de alivio da dor; suporte emocional através de acompanhante; vinculo mãe 
e bebê no pós parto imediato dentre outros, os dados do SINASC apontam uma taxa 
de incidência de cesarianas menores nas regiões mais pobres e menos desenvolvidas 
(Cananéa, Coutinho, De Meirelles, 2020). 
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) 2014, se caracteriza 
como violência obstétrica toda e qualquer atitude invasiva relacionado ao corpo da 
mulher, em seu processo reprodutivo de maneira desumana, em todo o mundo 
mulheres sofrem abusos e negligencias durante seu trabalho de parto, seja ele físico 
ou verbal, que se trata de uma situação apavorante, essas situações ocorrem em 
qualquer período do pré parto, no parto e pós parto (TESSER et al, 2015). Os impactos 
causados por esses maus tratos causam a não aceitação do ser mulher e fazendo 
17 
 
com que não aceite seu próprio corpo, tornando sua vida sexual seja prejudicada 
(Sipião; Vital, 2015). 
A medicalização da assistência ao parto teve início no século XVII em nações 
europeias como França e Inglaterra. Surgiu no século XVIII após ter passado por 
várias fases e em meio a circunstâncias complexas, como o pós-segunda guerra 
mundial e a formalização da ciência e da medicina. No final do século XIX, após isso 
a hospitalização foi se consolidando como prática dominante. Desde meados do 
século passado, foram estabelecidos hospitais e maternidades para mulheres na 
Inglaterra, França, Alemanha e Estados Unidos. No início do século XX houveram o 
surgimento das maternidades no Brasil, quando as reformas sanitárias se 
intensificaram e a medicalização do parto passou a ser vista como uma das 
estratégias civilizatórias da população (Palharini, 2018). 
 Segundo (Mott,2022) Como resultado, surge um novo capítulo na história do 
controle de natalidade e parto, com foco em um evento clinicamente não relacionado 
que ocorreu em uma residência privada composta por mulheres com outras mulheres 
e responsáveis pela realização de partos. Estes ofereciam cuidados ao recém-
nascido, bem como cuidados pós-parto e pós-parto, cuidados pré-natais e puerperais, 
cuidados a doenças específicas da mulher, aconselhamento e orientação sobre 
fertilidade e cuidados ao recém-nascido. A hesitação das mulheres em deixar a 
proteção de seus lares foi cedendo lugar à confiança no ambiente hospitalar e na 
relação médico-paciente criada pelo discurso médico. Esses elementos também 
tornaram o ambiente mais seguro e reconfortante. A luta entre o médico, um homem, 
e a mãe grávida, uma mulher, bem como entre o conhecimento masculino 
institucionalizado e a compreensão feminina implícita, tudo surgiu durante essa 
mudança. A base política e social para o estabelecimento da medicina como uma 
fonte confiável de conhecimento foram esses vínculos de desigualdade de gênero. 
Nesse processo de colonização do nascimento (Pimentel et al., 2014), as 
mulheres perderam a reivindicação do sacrossanto território da saúde ao longo da 
transição para o século XX. Uma mudança de gênero ocorreu neste campo como 
resultado da institucionalização da medicina e da marginalização das práticas 
populares entre os partidos: antes dominada principalmente por mulheres, agora é 
domínio quase exclusivo dos homens, pois são os únicos com acesso à ciência 
Educação. 
18 
 
Arney (1982) discorda de alguns estudos históricos da obstetrícia que apontam 
para a continuidade no estabelecimento da profissão de médico obstetra e a perda do 
status de protagonista das partes. Segundo o autor, essa continuidade narrativa sobre 
a captura do obstetra pela equipe médica e, mais importante, sobre a aceitação do 
homem de sua situação na refeição do parto se tinha como falsa. Ele e Thébaud 
(2002), entre outros, identificam dois momentos cruciais na transformação da 
obstetrícia no continente europeu. A primeira, como dito anteriormente, ocorreu com 
o ingresso dos homens na profissão, notadamente no decorrer dos séculos XVIII a 
XIX, implicando uma mudança no significado do termo "nascimento". Mesmo assim, 
as parteiras continuaram a operar por muito tempo porque estavam mais confiantes 
em sua capacidade de parir; devido a questões morais que geravam rejeição da 
presença da figura masculina no parto; e por razões estruturais, porque as famílias 
mais pobres constituíram por muito tempo o público dos parteiros, sendo escassos os 
hospitais e as maternidades nessa época (Arney, 1982; Thébaud, 2002). 
 Segundo os autores citados, o segundo período de transformação profissional 
ocorreu no século XX, no período entre o fim da primeira e o início da segunda guerra 
mundial, quando houve um aumento na criação de hospitais e clínicas, não apenas 
como investimento em obstetrícia, mas também no domínio da saúde em geral, da 
higiene e, em particular, no tratamento de feridos de guerra. O pós-Segunda Guerra 
Mundial intensifica uma transformação qualitativa no controle social e político da 
população iniciada no século XIX, quando o corpo feminino, a sexualidade, a gravidez 
e o parto foram captados pelas ciências biomédicas (Thébaud, 2002). 
No entanto, a chegada dos homens ao campo da separação exigiu uma mudança na 
ordem social, junto com mudanças nos aspectos materiais contido na sociedade. Uma 
cultura de partos bem sucedidos através de intervenção médica estava surgindo ao 
lado de políticas que demonstravam uma batalha pelo poder de mercado, que acabou 
sendo compartilhado harmoniosamente entre cirurgiões e mães, cada um 
desempenhando um papel diferente em momentos diferentes. Para isso, o significado 
do nascimento e do nascimento deve ser transformado para justificar o trabalho dos 
médicos, e os médicos devem estar dispostos a aceitar o novo significado. "No caso 
do nascimento, os homens tiveram que repensar o fenômeno e dar-lhe um significado 
diferente do que tinha antes" (Arney, p.9-42. 1982). 
A medicalização do parto no Brasil começou com o atendimento de escravas, 
19 
 
mães solteiras, prostitutas e mulheres pobres. Poderíamos chamar a motivação de 
"utilitária", no sentido de que esse grupo de mulheres prestou assistência aos 
estudantes de medicina, contribuindo para o sucesso da prática. Também houve 
motivação de sentimentos humanistas de filantropia e compaixão em cuidar do 
saneamento dos pobres. Mas, sobretudo, como afirma (Mott 2002), havia uma 
motivação ligada a uma nova ordem social, que cooperou para a viabilidade de 
concretização da riqueza e do poder do país se: "Assim, a saúde da mulher passou a 
interessar médicos, legisladores e governadores, por causa de sua capacidade de 
reproduzir crianças saudáveis." 
Este moderno tipo de gestão dos corpos e do povo foi denominado por Foucault 
(2003) de "biopoder", e teve como alvo central a mulher: a progressiva medicalização 
do corpo da mulher, em especial do sexo, em a serviço de seu papel fundamental no 
parto e na assistência à saúde da criança, bem como a conservação da família e da 
sociedade, que passa a acontecer após o controle desse corpo reprodutivo, que por 
meio disso fica a critério de uso da população, da natalidade (Rohden, 2000). 
 Fazendo análise do processo histórico da inclusão da medicina no parto e 
discriminação das parteiras, Osawa, Riesco e Tsunechiro (2006) argumentam que é 
razoável reconhecer que a prática das parteiras traz riscos reais para mãe e filho. 
Como é verdade, os recursos disponíveis para lidar com uma complicação da gravidez 
são limitados. Houveram avanços científicos que trouxeram melhorias no 
desenvolvimento da assepsia, analgesia e possibilidade do procedimento cirúrgico 
que faz a retirada do bebê em partos de alto risco e complicados têm contribuído 
inquestionavelmente para salvar vidas durante o trabalhode parto e parto. Mas esse 
não foi o contexto na qual a medicina entrou e se consolidou no nascimento. Segundo 
os autores, não havia diferenças nos riscos que ambas profissões parteiras e médicos 
traziam para a parturiente. Em 1878, estimava-se que dar à luz nas maternidades 
daquele país aumentava em seis vezes as chances de morte de uma mulher (Osawa, 
Riesco, Tsunechiro). 
Essa rigorosa formação teórica esteve presente nas primeiras faculdades 
médicas, que foram criadas nos estados do Rio de Janeiro e da Bahia no ano de 1808, 
e se manteve presente desde a criação até o meio e o fim do século XIX (Mott, 2002). 
Houve uma tentativa fracassada de reforma nas escolas de medicina na década de 
1850 para incorporar disciplinas práticas, e o governo imperial fez o envio de 
20 
 
delegações de médicos à Europa em 1874 e 1882 para familiarizá-los com a educação 
prática (Mott, 2002). 
Nessa época, muitas parteiras, inclusive estrangeiras que imigraram para o 
Brasil na virada do século, prestavam atendimento em suas casas e em locais 
conhecidos como "casas-maternidade". No entanto, a negação dessas instalações 
pelos médicos por serem consideradas “suspeitas", bem como seu envolvimento em 
aborto e infanticídio, e cujos pacientes tinham má reputação, resultou em seu 
fechamento e proibição em muitas cidades (Mott, 2002). 
Há um movimento de abertura de maternidades e abolição dos locais que eram 
considerados “ilegítimos" desde o século XIX, mas é somente no século XX que se 
inicia a institucionalização do parto em hospitais e maternidades. Isso se deve à 
convergência da agenda sanitarista, que teve início na Europa no século XIX e chegou 
ao Brasil após o início da passagem para o século XX, e os discursos da escola 
médica para atrair mulheres para o espaço médico e viabilizar a prática obstétrica 
(Mott, 2002). 
Outros fatores contribuíram para a deslocação do parto para o ambiente 
hospitalar, como demonstrou Brenes (1991) em seu livro sobre a linha histórica do 
parto no Brasil. A luta pelo resguardo e tornar crime a pratica do aborto e do 
infanticídio, comuns e frequentemente auxiliados pelas parteiras, principalmente nas 
famílias aristocráticas, foi um dos argumentos para a internação do parto. Houve uma 
convergência de interesses, por um lado, dos médicos em levar as mulheres às 
clínicas e, por outro, das autoridades em controlar e criminalizar práticas de aborto e 
infanticídio, que, segundo médicos e autoridades, poderiam ser evitadas em um 
ambiente institucionalizado aborto (Brenes, 1991). 
Porém, por muito tempo nas maternidades, o “dom” da espera ainda era 
atribuído às parteiras. Na Maternidade de S. Paulo, fundada em 1894, os partos 
complicados eram realizados por médicos e uma parteira, a doutora Maria Rennotte5, 
mas os partos de rotina eram realizados por parteiras (Mott, 2002). 
Houve também iniciativas de formação de jogadores de outras equipes e, 
principalmente, de médicos. Muitos brasileiros e estrangeiros têm credibilidade social, 
carreiras estáveis, sucesso profissional e continuam trabalhando e prestando serviços 
valiosos para pessoas de várias classes sociais (Riesco et al., 2011; Mott, 1999). 
21 
 
Numa época em que as mulheres ainda não conseguiam obter educação avançada e 
profissional, este foi o primeiro grupo de profissionais do sexo feminino a receber 
educação formal. Os primeiros internatos no Brasil foram criados no Rio de Janeiro e 
na Bahia, em 1832, e em São Paulo, em 1912. Apesar do pouco tempo de 
funcionamento que foi apenas dois anos, a Santa Casa de Misericórdia de Porto 
Alegre fez a fundação do Curso de Partos em 1897. 
Vários autores, tanto na Europa como no Brasil, identificaram a diminuição do 
número de partos como tendo consequências para além do controlo da natalidade, 
comprometendo outras áreas como o controlo da fertilidade e os cuidados pós-parto, 
que também fazem parte do registo comunitário de atenção à saúde da mulher. Muitas 
parteiras ficavam com as mães vários dias após o parto, e seus cuidados se estendiam 
aos recém-nascidos, pois muitas vezes eram elas que os batizavam e também 
desempenhavam um papel importante na vacinação (Schienbinger, 2001; Osawa, 
Riesco, Tsunechiro, 2006). 
No Brasil, a medicalização do parto e nascimento começou a se enraizar entre 
os anos de 1960 e 1970. Mas as parteiras nunca desapareceram por completo, e 
ainda estão presentes na atenção ao parto até hoje, e a história dessa ocupação, 
também como sua marginalização, mostra que passou por diversos contextos de 
continuidade e descontinuidade na profissão. Segundo (Riesco et al 2011). 
3.2 Qualidade dos serviços de saúde 
Atualmente, há muito movimento na área de ações de qualificação e busca da 
melhoria contínua, com foco constante na satisfação do cliente e na entrega de 
resultados rápidos, eficazes e que não onerem todos os envolvidos. Em primeiro lugar, 
gerar qualidade não é apenas encontrar uma diferença; trata-se também de sobreviver 
no mercado, seja de bens ou serviços relacionados à saúde. Esta última foi motivada 
pelo aprimoramento de métodos de controle de qualidade pelas indústrias, o que levou 
à utilização de diversas ferramentas da qualidade que apoiam diretamente a gestão 
das ações (Oliveira, 2020). 
A expansão da qualidade foi dividida em três fases principais: a era da 
inspeção, o período de controle estatístico e a era da qualidade geral. Durante a era 
da inspeção, procuravam-se apenas falhas visuais nos produtos, sem qualquer 
investigação ou discussão sobre como eram produzidos. Essa qualidade ganhou mais 
22 
 
espaço com a revolução industrial e passou a ser utilizada para controlar a produção 
tanto por meio da análise da eficiência da produção quanto da qualidade do produto 
acabado. Por fim, surgiu a qualidade total, com foco na satisfação do cliente e na 
garantia da qualidade, trazendo os padrões conhecidos e atuais para a gestão da 
qualidade (Oliveira, 2020). 
O período de modernização e melhoria da qualidade também resultou das 
mudanças globais provocadas pelo final da Segunda Guerra Mundial, durante o qual 
os Estados Unidos demonstraram sucesso econômico enquanto o Japão lutava com 
questões financeiras e comerciais. Os fundadores desse processo, conhecidos 
internacionalmente por suas metodologias de controle de qualidade, foram pioneiros 
nesse campo. Deming e Juran desempenharam papéis importantes para garantir que 
as organizações japonesas começassem a ser vistas de maneira diferente. A nova 
abordagem da qualidade começa com o desenvolvimento do produto e termina com 
o consumidor em mente quando se trata de como o produto é usado. Foi a 
indispensabilidade de maior empenhamento dos participantes que se tornou a partir 
deste ponto, tornando-se fundamental que os funcionários sem discriminação dos 
cargos houvessem o entendimento e a participação efetivamente do processo de 
qualificação. (Ishida e Oliveira, 2019). 
Quando um sistema de gestão da qualidade é implementado, as organizações 
reconhecem e vivenciam o processo que trará melhoria contínua, onde ações e 
atitudes são constantemente direcionadas para inovação, implementação e melhoria 
de processos. Com isso, passam a ser reconhecidos por seus produtos e se destacam 
em relação a organizações que não empregam a metodologia (Ishida e Oliveira, 
2019). 
No setor da saúde, a gestão da qualidade visa sustentar o desenvolvimento 
profissional contínuo de todos os funcionários, alinhando-o a uma filosofia de trabalho 
racional. Deve-se também buscar indicadores para serem gerados continuamente, 
com foco naqueles que refletem o desempenho organizacional e assistencial. 
Dessa forma, os processos de trabalho tornam-se mais racionalizados, o que 
leva à identificação de critérios, indicadores e diretrizes cada vez mais avançados para 
diversos serviços, inclusive para a enfermagem (Lima, et al, 2020). 
A qualidade da segurançae saúde do paciente historicamente esteve atrelada 
23 
 
à luta dos profissionais de saúde que lidam com as dificuldades do cuidado e buscam 
prestar um cuidado que cause o menor dano possível, pautado nas dimensões da 
qualidade. Uma longa palestra sobre a história da medicina começa com uma citação 
de Hipócrates, renomeado como o pai da medicina, que diz: primum non no cere, que 
se traduz como, em primeiro lugar, não causar danos. Seguindo essa linha de 
pensamento, podemos citar também Florence Nightingale, pioneira da enfermagem 
moderna, que priorizou a segurança dos militares como princípio fundamental para 
alcançar a qualidade no atendimento, mesmo trabalhando em um ambiente hostil 
durante a Guerra da Criméia (Travassos & Calas, 2013). 
Também devemos citar Avedis Donabediam nessa discussão sobre a 
qualidade porque ele desenvolveu um modelo de avaliação que engloba estrutura, 
procedimentos e resultados e aperfeiçoa o processo de gestão. Posteriormente, a 
publicação de um estudo nos Estados Unidos (EUA) intitulado "To Err Human: Building 
a Safer Health Care System I" (Errar es humano: Construindo um sistema de saúde 
com mais segurança), que expôs altos índices de mortalidade hospitalar com erro 
como um fator contribuinte, emergiu como um modelo para o movimento global pela 
segurança do paciente (Nascimento & Draganov, 2015). 
Existem várias definições para a qualidade do cuidado, mas pode ser pensada 
como uma forma de valorizar as ações dos profissionais de saúde e impactar nos 
resultados do paciente em termos de cultura de segurança e avaliação de risco. 
Segundo a OMS (2018), a definição de qualidade do cuidado pode variar e está 
englobada em algumas dimensões que devem ser observadas para que se alcance 
de fato um nível significativo de qualidade. 
O método deve ser eficaz, seguro, sempre antecipando a redução de riscos, 
centrado nas pessoas e fornecendo cuidados adequados às necessidades e valores 
de cada pessoa. Além dessas normas, o serviço deve ser garantido de forma a 
minimizar o tempo de espera, ser imparcial e equitativo em relação às necessidades 
dos usuários e isento de discriminação por raça, cor, idade, sexo, etnia, religião e 
status econômico. Os serviços, no entanto, precisam ser eficientes e bem integrados 
para fornecer todo o escopo de atendimento, maximizar benefícios e minimiza os 
riscos (Marchon & Mendes JR, 2015). 
Antes do marco histórico do livro "O Erro é Humano", profissionais e 
organizações de saúde julgavam se deveriam prestar assistência de qualidade aos 
24 
 
usuários. No entanto, esta qualidade foi submetida a testes a partir de investigações 
sobre a qualidade geral da assistência prestada e dos serviços prestados, que 
revelaram alta frequência de agravos relacionados à assistência. A segurança do 
doente está intimamente relacionada com esta qualidade, uma vez que transcende 
uma das características dos cuidados de saúde de qualidade, nomeadamente a não 
maleficência (BrasiL, 2013). 
Com a implantação da ESF no Brasil nos últimos anos, devido a essa 
implantação houve consideravelmente os aumentos de atendimentos a paciente nas 
unidades devido a ampliação do acesso aos serviços. Uma grande demanda pelos 
serviços prestados pelo SUS é atribuída à ESF, que tem como um de seus princípios 
norteadores a necessidade de práticas assistenciais integradas, multidisciplinares, 
humanizadas e que priorizem a comunicação entre os cuidadores (Marchon & Mendes 
JR, 2015). 
As seguintes iniciativas significativas foram realizadas para aumentar a 
capacidade resolutiva da ABS: Programa Mais Médicos, Requalifica UBS; Sistema de 
Informação (E-SUS AB); e Programa Nacional de Melhoria do Acesso e do Qualidade 
da Atenção Básica (PMAQ- AB). Esses avanços na ampliação do escopo da atenção 
básica produzem uma assistência de melhor qualidade, mas ainda estão longe do 
nível de atenção que seria adequado para um sistema universal de saúde. No entanto, 
desde o epílogo da década de 1990, uma reforma voltada para a atenção básica 
resultou na inserção de milhares de usuários no SUS (Fausto, 2018). 
O objetivo do PMAQ-Atenção Básica foi estimular gestores e equipes a 
melhorar o padrão dos serviços de saúde prestados aos moradores do território. Como 
resultado, sugere um conjunto de estratégias de qualificação, monitoramento e 
avaliação do trabalho das equipes médicas. O programa estabeleceu o repasse de 
recursos de incentivo federal aos municípios participantes que obtivessem melhorias 
nos padrões de qualidade dos serviços. Lançado em 2011 e com vigência de 2015 a 
2017, a conclusão do seu terceiro ciclo ocorreu com o envolvimento de todas as 
equipes de Saúde da Atenção Básica (Brasil, 2015). 
À semelhança do método PMAQ, algumas secretarias de saúde 
desenvolveram procedimentos próprios que incluíram novos modelos de avaliação. 
No estado do Paraná, foi criada uma ferramenta denominada "Instrumento para 
Avalição da Qualidade na ABS" - muitas vezes referida pelos profissionais que a 
25 
 
utilizam como "selo" na prática. O objetivo dessa avaliação foi identificar as UBS que 
não estavam em conformidade e desenvolver planos de ação para corrigi-las, 
transformando o procedimento em uma auditoria completa. A apreciação das 
unidades de saúde foi sugerida em quatro etapas: bronze, com foco na gestão de 
riscos; prata, que abordou questões relacionadas à gestão de processos e examinou 
dois fatores-chave: gestão da unidade e atributos do ABS; ouro, que buscou 
influenciar resultados; e o diamante, que procurou garantir um elevado nível de 
qualidade. Subsequentemente, diversas secretarias adotaram ao referido processo de 
certificação nível a nível (Paraná, 2018). 
A apreciação da qualidade no contexto do ABS tem se apresentado como um 
tema de grande pertinência e tem suscitado a necessidade do desenvolvimento e 
aplicação de diversos princípios, técnicas e ferramentas nas instituições e serviços 
acadêmicos. Dada a sua dimensão, complexidade e heterogeneidade, a avaliação da 
qualidade e ABS requer a participação de muitos atores diferentes, bem como o uso 
de uma ampla gama de ferramentas. Assim, avaliar as várias perspectivas de serviço 
e o grau de instrução de cada um destes espaços permite um conhecimento rigoroso 
sobre a eficácia e diversidade que o mesmo proporciona (Pinto JR, et al. 2015). 
O campo da avaliação em saúde vem se expandindo, não apenas naqueles 
modelos variados que são conceituais e as abordagens com diversas metodologias, 
mas também na centralidade que vem assumindo nas instituições e na direção das 
políticas públicas. No campo da saúde, um dos melhores mecanismo é a avaliação 
que tem destaque e traz respostas para às demandas da gestão e subsidiar a tomada 
de decisões que visam satisfazer usuários cada vez mais exigentes e conscientes de 
seus direitos, além de atender aos padrões de universalidade, melhoria do acesso e 
qualidade cuidado no contexto de mudanças epidemiológicas e crises financeiras 
(Champagne, et al. 2016). 
3.3 Segurança do paciente 
A segurança do paciente é um critério fundamental para a melhoria de 
qualidade dos serviços de saúde. A incorporação de novas técnicas de cuidado e a 
inclusão do paciente como colaborador nesse processo tornou a segurança essencial, 
assim como a percepção de que erros podem retardar a recuperação ou resultar em 
efeitos colaterais prejudiciais para muitos usuários (Brando; Brito & Barros, 2018) 
26 
 
A longa história da segurança do paciente começa com Hipócrates, cuja 
máxima Primum non nocere, que se traduz como "primeiro, não faça mal", pode ser 
traduzida como "não faça mal aos outros" ou "não lhes cause mal ou coloque sua 
integridade em risco." Seguindo a passagem do tempo, a contribuição de Florence 
Nightingale ainda é considerada como um fundamento para a prática de enfermagem 
moderna e para os princípios de cuidado que visam garantir a segurançado paciente. 
Ao incorporar práticas básicas de cuidados de saúde com higiene ambiental e 
companhia, Florence foi capaz de revolucionar os cuidados médicos e prevenir 
inúmeras fatalidades, Ignaz Semmelweis, médico especialista em obstetrícia, 
descobriu a causa da febre puerperal e sugeriu que ela pode ser diminuída com a 
simples ação de higienizar as mãos (Dalcin, et al, 2020). 
A segurança do paciente deve ser prioridade em todos os níveis de atenção, e 
a forma mais eficaz de incorporá-la à prática profissional é fazer da segurança uma 
norma cultural. Isso exige um entendimento compartilhado dos valores, crenças e 
padrões que definem o que importa em uma organização e garante que condutas e 
modos relacionados à segurança do paciente sejam incentivados, gratificados e 
esperados (Paese & Dal Sasso, 2013). 
Este mesmo estudo, já citado, realiza uma análise histórica da segurança do 
paciente, bem como alguns dos principais padrões de acidentes que afetaram a 
história da indústria global. Esses incidentes tornaram as pessoas mais conscientes 
da segurança do paciente e mudaram o foco da regulamentação e estudo de fatores 
individuais para fatores organizacionais. A ideia de cultura em segurança ganhou 
destaque por meio dessas ocorrências, sendo a tragédia nuclear de Chernobyl, no 
ano de 1986, visto como um fator precipitante. Dessa forma, a cultura de segurança 
afeta principalmente as atitudes gerenciais e dos trabalhadores ao alinhar valores 
relacionados à gestão de riscos e segurança. O estudo também explica o desafio de 
um sistema de saúde mais seguro, onde o maior impedimento é remover a barreira 
da culpa, onde os erros são vistos apenas como falhas das pessoas e não como uma 
fragilidade do sistema, e onde os recursos ou ambiente fornecidos para a conclusão 
de determinada atividade são insuficientes para a obtenção de resultados 
satisfatórios. Sugere-se que este sistema seja substituído por outro onde os erros 
sejam aceitos como oportunidades para melhorar o sistema (Marchon & Mendes JR, 
2015). 
27 
 
A maioria dos estudos sobre segurança do paciente enfoca apenas a 
segurança hospitalar; esse fato está relacionado à alta densidade de tecnologias e ao 
alto risco de contaminação biológica inerente a esse ambiente. No entanto, 
atualmente existe a necessidade de pesquisas de segurança também no ABS, e a 
OMS instrui que os estudos com esse teor devem se concentrar nas seguintes 
questões: mensurar danos, entender as causas, distinguir e elaborar possíveis 
soluções e avaliar o impacto sobre as provas privativas de liberdade (Marchon & 
Mendes JR, 2015). 
Errar é humano: construir um sistema de saúde mais seguro, também 
conhecido como "Errar é humano: a produção de um sistema de saúde mais seguro", 
foi desenvolvido na década de 1990 considerando os potenciais incidentes de 
segurança do paciente e os fatores que podem causá-los. Foi publicado pelo IOM 
(Instituto de Medicina) e é considerado uma referência para a segurança do paciente 
e permite a avaliação das características dos incidentes. Em resposta ao referido 
relatório, a OMS instituiu, em 2004, a Global Alliance for Patient Security. Isso levou 
os países membros, inclusive o Brasil, a se comprometerem com o desenvolvimento 
de políticas públicas e práticas direcionadas para a segurança do paciente (Marchon 
& Mendes JR, 2015). 
Segurança do Paciente, que tem como objetivo geral contribuir com a melhoria 
da qualidade dos cuidados em saúde nos estabelecimentos na qual prestam serviços 
de saúde no território nacional, além de trazer como: promover e apoiar o 
envolvimento dos familiares dos doentes nas medidas de segurança do doente; 
ampliação do acesso a informações por parte da sociedade sobre segurança do 
paciente; produzir, organizar e disseminar conhecimento sobre segurança do 
paciente; Incentivar a inclusão do tema segurança do paciente na formação técnica, 
graduação e pós-graduação em saúde (Brasil, 2013). 
Devido ao maior aparato tecnológico disponível atualmente e aos altíssimos riscos 
biológicos, a segurança do ABS ainda não está bem definida no Brasil, e as pesquisas 
atuais sobre o tema estão voltadas principalmente para a assistência hospitalar. No 
entanto, é provável que a grande maioria dos serviços básicos de saúde seja prestada 
pela ABS, e que esses serviços também tenham o potencial de resultar em imprevistos 
e situações que não podem ser resolvidas passivamente porque os profissionais 
envolvidos não foram treinados para aderir a padrões mínimos de qualidade e 
28 
 
segurança (De Brito Paranaguá, et al., 2016). 
Historicamente, erros e erros assim julgados incorretamente eram tratados 
como falhas pessoais, levando o profissional envolvido ao descrédito por não 
conhecer os detalhes do que estava fazendo. Mas, graças à classificação da OMS, 
essas "imperfeições" passaram a ser chamadas de eventos adversos, que são 
incidentes que causam danos ao paciente e acontecem sem o seu conhecimento. 
Com isso, deixam de ser vistos como casos de negligência, imprudência ou descuido. 
A questão da segurança do paciente ainda é incipiente dentro da ABS, tendo sido 
recentemente reconhecida na Política Nacional de Atenção Básica após ser incluída 
(Ue & Oliveira, 2020). 
Desde o ano 2000, o escopo da ABS vem recebendo iniciativas de melhoria da 
qualidade, com o lançamento em 2002 do Projeto de Expansão e Consolidação da 
Saúde da Família. Subsequentemente, em 2005, foi apresentado e instituído o projeto 
Avalição para Melhoria da Qualidade da ESF (AMQ), elaborado com o intuito de 
fornece ferramentas de avaliação aos gestores municipais. O Programa Nacional de 
Melhoria do Acesso e da Qualidade de Atenção Básica (PMAQ-AB) foi instituído em 
2011 com o objetivo de estimular gestores e equipes a melhorar o padrão dos serviços 
de saúde prestados aos residentes da ABS. E mais recentemente, em 2019, foi 
lançado o programa Previne Brasil. Apresenta este novo modelo de financiamento da 
ABS, fundamentado em três critérios: capital fixo, remuneração por desempenho e 
incentivos a ações estratégicas (Ue & Oliveira, 2020). 
 
29 
 
4 METODOLOGIA 
 Este estudo trata-se de uma pesquisa avaliativa, analítica e transversal. Estudo 
transversal é um exemplo de estudo observacional na qual o pesquisador não 
interagirá com a população amostral de forma direta, só por análise e avaliação 
experimentada através da observação. 
Este grupo de pessoas difere na maioria das suas características (gênero, 
idade, geolocalização) e partilha apenas o fator em estudo. No entanto, neste estudo, 
vamos nos concentrar na definição e tipos de pesquisa transversal, bem como nas 
vantagens e diferenças entre pesquisa longitudinal e transversal (Bordalo, 2006). 
O estudo observacional transversal analisa dados quantitativos coletados 
durante um período de tempo especificado. Em outras palavras, este tipo de estudo 
obtém as perspectivas de um grupo específico de pessoas em um momento 
específico. Essas análises são usadas para definir o que está acontecendo em tempo 
real, em um ponto específico no tempo. 
Esse tipo de pesquisa pode ser usado para identificar as variáveis dominantes 
em um certo ponto e reunir dados transversais sobre as práticas de consumo 
anteriores das pessoas ou um diagnóstico atual de algo. 
4.1 Período e local de estudo 
O projeto iniciou-se em janeiro de 2024, com o desenho da pesquisa e de 
limitação dos objetivos, foi realizada a coleta de dados entre agosto e outubro de 2024. 
A pesquisa foi implementada em um hospital polo da 6ª Microrregional de Saúde do 
Estado do Ceará, que presta serviço à população do município na qual o hospital está 
localizado e aos municípios que faz parte da microrregião que são seis municípios: 
Amontada, Miraíma, Trairi, Tururu, Umirim e Uruburetama, em um total aproximado 
de 300.000 habitantes. (298.961 IBGE 2022) 
O hospital teve sua fundação no decorrerdo ano de 1967 pelo então Pe. 
Abelardo Ferreira Lima e salvaguardo até 1971 através do Círculo de Trabalhadores 
Cristãos de Itapipoca. Naquele período, pertencia a diocese do referido município. 
Com intermédio do então bispo de Itapipoca Dom Paulo Pontes no ano de 1978 
solicitou ao governo do estado do Ceará, e teve resposta positiva, para que 
juntamente com uma ONG alemã realizasse o financiamento da construção de uma 
30 
 
nova estrutura para o hospital, com viabilidade de atender as precisões da 
comunidade nas especialidades básicas nas seguintes áreas, clínica geral, médico 
pediatra, cirúrgica e gineco-obstetrícia. No dia 20 de janeiro de 1980 ocorreu a ato de 
inauguração do atual prédio, e posteriormente foi doado para a Instituição Sociedade 
Beneficente São Camilo que faz o gerenciamento da unidade atualmente. 
Hodiernamente, o prédio hospitalar tem a disposição da população 138 leitos 
que atente estritamente a pacientes do SUS, nas especialidades de: cirúrgica, médica, 
pediátrica, obstétrica e ortopédica. O corpo clínico possui médicos e um quadro de 
colaboradores totalizando 356 profissionais. O hospital presta atendimento as 
demandas de urgência e emergência, com parceria do Governo do Estado oferta a 
realização de cirurgias eletivas e obtém o título de “Hospital Amigo da Criança”, 
empenhando-se em motivar o relacionamento mãe- bebê e incentivar o aleitamento 
materno. Bem como, vem realizando melhorias em suas estruturas com o objetivo de 
prestar um melhor serviço e trazer conforto e segurança dos clientes. 
4.2 População e amostra 
O estudo foi implementado com mulheres que foram submetidas ao parto normal 
no referido hospital durante o período de coleta de dados. O hospital atende cerca de 
275 partos ao mês e é para os sete municípios da região o hospital referência para o 
atendimento de alto risco. 
Os critérios de seleção da amostra serão: puérperas maiores de 18 anos; com 
recém-nascidos vivos; com o pós-parto de no mínimo 24 horas; que passaram pela 
vivência de experimentar o processo do trabalho de parto (com via de parto vaginal). 
Como critérios de exclusão serão utilizados: puérperas menores de 18 anos, 
puérperas que estejam internadas por complicações do parto, puérperas com recém-
nascido em situação de prematuridades, puérperas em situação de aborto e 
puérperas que se recusarem a participar deste estudo. 
O tamanho da amostra será elaborado se baseando pela metodologia de 
cálculo amostral, com propósito de estimar uma proporção, levando em consideração 
a média de trabalho de partos realizados nos últimos 6 meses (dados disponíveis nas 
redes sociais do hospital em questão). 
31 
 
Assim, para calcular o tamanho da amostra, será definido um erro padrão de 
5% com nível de confiabilidade de 95%. Dessa forma, a determinação do tamanho 
amostral será baseada na fórmula matemática aplicável a população finita, conforme 
demostrado abaixo, e então realizada a proporção por unidades básica de saúde: 
 
Em que: N = dimensão da população; Z= nível de confiança escolhido, em 
números de desvio padrão; p = porcentagem com a qual o fenômeno se verifica; q = 
porcentagem complementar; n = tamanho da população; e = erro máximo permitido. 
*Esse cálculo será realizado através do uso do aplicativo epiinfo® para smartphones. 
4.3 Coleta e análise de dados 
Foi utilizado durante a coleta dos dados dois instrumentos para ser realizada a 
coleta dos dados. O primeiro, um formulário com perguntas sociodemográfica e 
obstétrico elaborado para a referida pesquisa, da qual os dados serão coletados por 
meio de entrevista com as mulheres. As variáveis: coloração de pele (autodeclarada), 
religião, qual via de parto escolhido pela paciente, quais os meios que não o uso de 
fármaco para alívio da dor disponíveis e utilizados na instituição (banho de aspersão, 
bola suíça, deambulação, massagem), utilização de analgesia farmacológica 
(peridural), quais informações foram adquiridas sobre parto durante o pré-natal (terá 
como meios de respostas sim ou não), serão perguntadas às participantes por meio 
de instrumento já validado. 
Foi também utilizado um segundo instrumento que será a Escala Mackey de 
Avaliação da Satisfação com o Parto (Mackey Childbirth Satisfaction Rating Scale- 
MCSRS). Originária dos Estados Unidos, essa escala foi traduzida em diversos e 
variados idiomas, incluído o português do Brasil. Após adaptação transcultural para o 
contexto brasileiro, o instrumento passou por validação de face e conteúdo, 
apresentando assim resultados satisfatório em termos de confiança. A escolha dessa 
ferramenta se deu por sua maior abrangência, considerando os diversos fatores que 
influenciam a satisfação das mulheres em relação ao trabalho de parto e a experiência 
do parto (LOPES 2019). 
Após a coleta os dados foram codificados e tabulados, atribuindo-lhes valor 
N: z².p.q.n/e²(n -1) + Z² .p.q 
32 
 
numérico às respostas, no programa EXCEL e serão realizadas inferências de 
estatística descritiva simples para obtenção dos resultados que serão apresentados 
em tabelas e gráficos. 
4.4 Aspectos éticos 
O projeto foi apresentado a comissão de ética e pesquisa do Hospital e 
Maternidade São Vicente de Paulo e foi obtido a anuência. Em seguida, foi subjugado 
ao Comitê de Ética em Pesquisa do Centro Universitário UNINTA e também obtivemos 
o parecer de número 7.030.360, favorável para realização da pesquisa. 
Relacionado a aplicação do instrumento de coleta, vale ressaltar que as 
participantes consentirão com a cooperação do estudo por intermédio do termo de 
consentimento esclarecido (TCLE), em concordância com a resolução 510/2016 e 
lhes será garantido o anonimato para todas as integrantes da pesquisa, assim como 
esclarecido sobre o direito de deserção em qualquer etapa do exposto processo de 
pesquisa. 
Projeto foi desenvolvido em concordância com as normas éticas propostas 
pelas resoluções 466/12 e 510/16 do Conselho Nacional de Saúde que regulamentam 
os aspectos éticos relacionados à realização de pesquisas que, individual ou 
coletivamente, envolvam seres humano, de forma direta ou indireta, na sua 
completude ou a partir dele, fazendo inclusão do manejo de dados ou materiais, 
assimilado sobre a óptica do indivíduo e em conjunto os quatros referenciais básicos 
da bioética: autonomia, beneficência, justiça e não maleficência, dispondo-se também, 
garantir os deveres e os direitos que reiteram à comunidade científica, os sujeitos da 
pesquisa e ao estado (Brasil, 2012). 
O conceito de autonomia foi respeitado ao informar aos participantes que eles 
tinham total liberdade para decidir se gostariam ou não de ter participação da referida 
pesquisa, assim como a liberdade de desistência a qualquer período sem ter prejuízos 
ou consequências negativas, sendo essas questões levas em consideração no 
presente no TCLE (APÊNDICE B). 
Quanto ao princípio da não maleficência, será observado ao garantir o acordo 
de não causar constrangimentos as pessoas na qual participaram da pesquisa seja 
respeitado, ao mesmo tempo em que os riscos e benefícios da pesquisa sejam 
claramente evidenciados a eles. Os riscos são mínimos e relacionam-se 
33 
 
principalmente com possíveis constrangimento e quebra do anonimato dos 
participantes. Para minimizar tais ricos, optou-se por não fazer a inclusão do nome 
dos participantes nos registros, enquanto os benefícios englobam a oportunidade de 
refletir sobre a segurança do paciente durante o parto a partir das percepções sobre 
riscos. 
O postulado da justiça será ascendido quando, por meio da publicação 
resultados, que irá cooperar para o aprimoramento dos serviços e atenção à saúde. 
 
34 
 
5 RESULTADOS E DISCUSSÕES 
A pesquisa teve a participação de 50 mulheres que estavam no setor do 
alojamento conjunto. Fazendo a análise e com baseamento nas repostas obtidas 
durante as entrevistas feitas nas visitasao setor foi obtido índices de satisfação 
relevantes para a pesquisa, contendo também problemáticas percebidas com base 
nos momentos da coleta dos dados da pesquisa. 
5.1 Perfil sociodemográfico das participantes da pesquisa 
O público entrevistado foram mulheres submetidas ao parto normal (vaginal), 
maiores de 18 anos e internadas no setor do alojamento conjunto, por meio de visitas 
ao setor e preenchimento de formulário pela paciente, respeitando seu espaço e 
conforto durante a coleta dos dados. 
Pode-se notar que a cor parda teve maior prevalência com 84% das respostas, 
já no que tange estado civil as mulheres solteiras prevalecem dentre as demais que 
com 66% , isso mostra que grande maioria das pacientes detém de casamentos não 
efetivados juridicamente, na questão de paridade se sobressai a secundigesta 
mostrando que houve uma nova escolha por parte da paciente pelo parto normal na 
gestação seguinte, tendo em vista que quando se tem experiências ruim em partos 
anteriores muito provável que irá fazer escolha por outro meio de parto, ainda 
referente a tabela 1 foi obtido que a um grande índices de pacientes que não sabem 
a estratificação de risco do parto (n=20/40%), apesar que a grande maioria (52%) 
tinham ciência da classificação. 
 
35 
 
Tabela 1: Perfil sociodemográfico das participantes. 
 (n) (%) 
Cor 
 Branca 5 10 
 Parda 42 84 
 Preta 2 4 
 Amarelo 1 2 
Estado Civil 
 Solteira 33 66 
 Casada 15 30 
 Divorciada 1 2 
 Viúva 1 2 
Religião 
 Evangélica 18 36 
 Católica 27 54 
 Espírita 0 0 
 Umbandista 0 0 
 Budista 0 0 
 Outras 0 0 
 Sem religião 5 10 
Escolaridade 
 
Ensino fundamental 
incompleto 
7 14 
 
Ensino fundamental 
completo 
4 8 
 
Ensino médio 
incompleto 
8 16 
 Ensino médio completo 22 44 
 Superior incompleto 5 10 
 Superior completo 4 8 
Paridade 
 Primigesta 17 34 
 Secundigesta 18 36 
 Tercigesta 11 22 
 
Quatro ou mais 
gestações 
4 8 
Estratificação de risco gestacional 
 Risco habitual 26 52 
 Alto risco 4 8 
 Não sabe informar 20 40 
Acompanhamento do pré-natal 
 Sim 49 98 
 Não 1 2 
Total 50 100 
Fonte: Autoria própria 
 
36 
 
5.2 Falta de vinculação da gestante ao local de parto 
 O trabalho de parto é um momento delicado e acima de tudo sensível para 
muitas mulheres. Uma abordagem detalhada e coerente ainda durante o pré-natal, 
deveria ser realizada, para que a parturiente chegasse na unidade de atendimento 
sabendo quais os caminhos que serão percorridos até a finalização do trabalho de 
parto. 
O enfermeiro tem um papel fundamental durante o período de realização do 
pré-natal fazendo uma troca de conhecimentos entre o profissional-paciente e 
familiares para que assim estejam cientes do que irá acontecer, essa troca não deve 
ser apenas relacionada aos procedimentos clínicos, mas também baseados em 
educação em saúde, para que a mulher possa ter autoconfiança para um autocuidado 
eficaz no parto e pós-parto. É importante que sejam esclarecidos dúvidas e 
questionamentos que surgirão durante as conversas, pois é notório que algumas 
pacientes primigestas ao chegar no centro de parto normal, não demostram 
conhecimentos relacionados ao trabalho de parto. (Paulo, 2021). 
5.3 A prevalência do parto cirúrgico 
E de conhecimento geral que a optação pelo parto cirúrgico tem alta demanda, 
pois a uma percepção por parte das pacientes que é mais seguro, tendo em vista que 
é feito de forma mais rápida e um fator que tem grande influência é o quesito dor, pois 
se ver muito o déficit de conhecimento sobre o processo do parto natural, faz com que 
a paciente tenha uma percepção de segurança e mais conforto com o parto cirúrgico 
(De Sousa Vale, 2023). 
O parto é por toda via um processo longo a ser percorrido pela paciente, como 
irá ocorrer vem a depender de fatores que influenciam na escolha, fatores esses que 
estão relacionados com níveis de informações e a experiências obtidas em partos 
anteriores, também se leva em conta o fato de ser um procedimento mais rápido e 
que irá ocasionar em menos dor e com isso acaba sendo a via de parto que trará 
menos desconforto para a paciente, porem esses procedimentos podem não ser 
optados pela paciente e sim pelos profissionais que tem em mente que o parto 
cirúrgico ocorre em um tempo mais curto que o parto normal (Santana, 2015). 
 
 
37 
 
5.4 Baixo conhecimento sobre estratificação de risco gestacional 
É possível supor que diante dos resultados obtidos como mostra na tabela 1, 
que 40% das repostas foram referentes a não sabe informar a classificação da 
gestação, índice que chama atenção pois muitas pacientes detêm de poucas 
informações relacionadas a estratificação de risco, trazendo assim o questionamento 
de como está sendo realizado o pré-natal e se está sendo repassado as informações 
importantes para as pacientes ou se aas consultas estão acontecendo de forma 
rápida. 
Grafico 1: Pergunta relacionada a estratificação de risco gestacional Itapipoca-CE 
2024. 
 
Fonte: Autoria própria 
A estratificação de risco gestacional de extrema importância ser repassado a 
gestante durante o pré-natal, tendo em vista que o mesmo pode vir a prevenir 
possíveis intercorrências durante a gestação, o parto e no pós parto, deixando a 
gestante ciente dos riscos que pode acometê-la, é necessário a participação efetiva 
do profissional durante o pré-natal levando até a paciente uma educação em saúde 
que traga esclarecimento de dúvidas e questionamento que a gestante possa ter. 
Pode se mencionar que quando se sabe sobre os riscos, é possível se dá mais 
atenção, como por exemplo paciente hipertensas e com diabetes gestacional que já 
vem a necessitar de acompanhamento com mais frequência para que não se venha a 
ter complicações por falta orientação e cuidado por parte da equipe de saúde, Porem 
antes disso se faz importante treinamento da equipe de saúde sobre tal assunto (Leite, 
2019). 
0 10 20 30 40 50 60
NÃO SABE INFOMRAR
RISCO ALTO
RISCO HABITUAL
ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO GESTACIONAL (%)
38 
 
5.4 Niveis de satisfação das participantes 
Conforme o gráfico 2 pode se notar que 48% das participantes se mostrou 
satisfeita com o serviço prestado a elas durante o trabalho de parto, índice importante 
que mostra o bom serviço ofertado a paciente do inicio ao fim do trabalho de parto. 
Gráfico 2: Níveis de satisfação das participantes Itapipoca-CE 2024. 
 
Fonte: Autoria própria 
É notório que uma equipe preparada e equipada com boa estrutura e bons 
equipamentos pode vir a ofertar um atendimento diferenciado e humanizados a as 
pacientes, fornecendo conforto e segurança durante o trabalho de parto lhe mostrando 
como facilitar a saída do bebê com exercício que traga conforto, musicoterapia, tudo 
isso reflete no alto índice de satisfação da paciente e no final a paciente sairá satisfeita 
pois recebeu um atendimento eficaz suprindo suas necessidades expectativas (De 
Moura Alves, 2019). 
5.5 Os cuidados com o recém-nascido no trabalho de parto 
Nota-se que há uma grande satisfação por parte das pacientes com o primeiro 
contato com o recém-nascido, pode se ver no gráfico 3 que 60% das participantes 
mostram satisfação, com isso percebe-se que se tem boas condutas por parte da 
equipe e entendimento dos benefícios que esse primeiro contato traz a ambos. 
 
 
 
0 10 20 30 40 50 60
SEM INFORMAÇÃO
MUITO INSATISFEITA
INSATISFEITA
NEM SATISFEITA OU INSATISFEITA
SATISFEITA
MUITO SATISFEITA
MEDIA DE RESPOSTAS DE SATISFAÇÃO (%)
39 
 
Gráfico 3: Níveis de satisfação da pergunta 6 do instrumento de pesquisa Itapipoca- 
CE 2024. 
 
Fonte: Autoria própria 
É de conhecimento geral que após a finalização do parto, o cuidado com o 
recém-nascido e de extrema importância e necessita ser de imediato pois, ao sair da 
parte interna para o externo a uma diminuição de temperatura que pode não ser 
benéfica para o recém-nascido, além de outros cuidados necessário

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