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CAMPUS UNIVERSITÁRIO INTA (UNINTA) – CAMPUS ITAPIPOCA CURSO DE BACHARELADO EM ENFERMAGEM JOÃO VITOR MOURA LIMA SATISFAÇÃO DE MULHERES SUBMETIDAS AO PARTO NORMAL: AVALIAÇÃO DA ESTRUTURA, PROCESSO E RESULTADO ITAPIPOCA 2024 JOÃO VITOR MOURA LIMA SATISFAÇÃO DE MULHERES SUBMETIDAS AO PARTO NORMAL: AVALIAÇÃO DA ESTRUTURA, PROCESSO E RESULTADO Monografia apresentada ao Centro Universitário Inta - UNINTA Campus Itapipoca, como requisito parcial para a obtenção do título de Bacharelado em Enfermagem. Orientador (a): Prof (a). João Vitor Teixeira de Sousa ITAPIPOCA 2024 ESPAÇO PARA FICHA CATALOGRÁFICA QUE É SOLICITADO NO SITE DA CENTRO UNIVERSITÁRIO UNINTA CAMPUS ITAPIPOCA/BIBLIOTECA. JOÃO VITOR MOURA LIMA SATISFAÇÃO DE MULHERES SUBMETIDAS AO PARTO NORMAL: AVALIAÇÃO DA ESTRUTURA, PROCESSO E RESULTADO Monografia apresentada ao Centro Universitário Inta - UNINTA Campus Itapipoca, como requisito parcial para a obtenção do título de Bacharelado em Enfermagem. Orientador (a): Prof (a). João Vitor Teixeira de Sousa Aprovado em ____/____/______ BANCA EXAMINADORA ______________________________________ Prof. João Vitor Teixeira de Sousa Orientador (a) Campus Uninta Itapipoca ______________________________________ Profa. Ma. Glicia Mesquita Martiniano Mendonça 1º Examinador (a) Campus Uninta Itapipoca ______________________________________ Profa. Esp. Vanessa Ximenes Bertoldo Rolim 2º Examinador (a) Campus Uninta Itapipoca DEDICATÓRIA Quero dedicar este trabalho primeiramente a Deus a quem eu devo tudo que tenho na minha vida, a Nossa Senhora que tanto me auxilia e a minha querida família. Dedico. AGRADECIMENTOS Quero primeiramente agradecer a Deus por ser meu guia diário me dando força e discernimento para tudo aqui que fiz e farei, a Nossa Senhora em especial N. Sra. de Fatima na qual tenho tanta devoção. Agradeço profundamente a minha família, em especial meu querido e amado vô Estevão Moura ‘In memoriam’ e ao meu namorado, que me deram apoio desde o início de tudo, quando eu tinha apenas um sonho e nada mais, vocês foram fundamentais. Quero agradecer aqui aos meus amigos(a) em especial aquelas que jamais soltaram minha mão quando eu mais precisei a vocês eu devo tanto, obrigado por me apoiarem e me incentivarem a ser uma pessoa melhor a cada dia. Agradeço ao meu querido orientador Prof. Me. João Vitor Teixeira por ter me aceitado como orientando e me auxiliado tão bem durante este trabalho, aos meus colegas de faculdade deixo aqui minha gratidão por toda a parceira, aos professores por toda dedicação durante minha graduação. E agradeço as demais pessoas que colaboraram com este estudo e com minha vida acadêmica, a final sem vocês não conseguiríamos fazer uma saúde satisfatória a todos. Obrigado a todos EPÍGRAFE “A enfermagem é uma arte, e para realizá-la como arte, requer uma devoção tão exclusiva, um preparo tão rigoroso, quanto a obra de qualquer pintor ou escultor.” (Florence Nightingale) RESUMO Introdução: A satisfação da paciente com seu trabalho de parto, faz com que a mesma tenha expressões positivas em relação a assistência recebida, através da vivência prática e da postura profissional. É de extrema importância a presença do enfermeiro e sua assistência durante o trabalho de parto ajuda nas dúvidas constantes, acalma e diminui a ansiedade, tornando o ambiente mais satisfatório e que garanta privacidade da parturiente passando confiança e trazendo bem-estar físico e emocional, engajando a família presentes nas práticas de diminuição da dor com métodos não farmacológico, favorecendo na diminuição dos riscos de complicações durante período de trabalho de parto Objetivo: Explorar os atributos da assistência ao parto normal que estão ligados com a satisfação e a segurança das pacientes. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa avaliativa, analítica e transversal, foi realizada a coleta de dados entre agosto e outubro de 2024, em um hospital polo da 6ª Microrregional de Saúde do Estado do Ceará que fica no município de Itapipoca, A amostra foi composta por 50 participantes, os critérios de seleção: puérperas maiores de 18 anos; com recém-nascidos vivos; com o pós-parto de no mínimo 24 horas; que passaram pela vivência de experimentar o processo do trabalho de parto (com via de parto vaginal). E de exclusão: puérperas menores de 18 anos, que estejam internadas por complicações do parto, com recém-nascido em situação de prematuridades, em situação de aborto e que se recusarem a participar deste estudo. Com isso foi realizada a coleta com o uso de um formulário com perguntas sociodemográfica e obstétrico elaborado para a referida pesquisa, um segundo instrumento que será a Escala Mackey de Avaliação da Satisfação com o Parto (Mackey Childbirth Satisfaction Rating Scale- MCSRS), foi feita a adaptação do formulário para o português, os dados foram analisados levando em consideração as diretrizes da pesquisa envolvendo seres humanos conforme a resolução 466 de 12 de dezembro de 2012. Resultados esperados: Pode-se notar que a cor parda teve mais prevalência com 84% das respostas, no tangente paridade se sobressai a secundigesta mostrando que houve uma nova escolha por parte da paciente pelo parto normal na gestação seguinte, tendo em vista que quando se tem experiencias ruim em partos anteriores muito provável que irá fazer escolha por outro meio de parto, a um grande índices de pacientes que não sabem a estratificação de risco do parto com 40% das repostas, apesar que a grande maioria com 52% das repostas eram cientes sobre. É notório que uma equipe preparada e equipada com boa estrutura e bons equipamentos pode vir a ofertar um atendimento diferenciado e humanizados a as pacientes, fornecendo conforto e segurança durante o trabalho de parto. Conclusão: É notório que a equipe está preparada para as demandas, mostrando com base no índice de satisfação que podem fornecer um atendimento de qualidade com estrutura boa e boas práticas, o estudo também mostrou que pode sim melhorar em certos pontos e para isso treinamentos e acompanhamento são necessários para de efetivar por toda a equipe a excelência no trabalho de parto. O estudo sugere que é necessário fornecer um serviço de qualidade, deixando prevalecer sempre a humanização no cuidado ao próximo. Palavras-chave: Parto; Satisfação; Humanização. ABSTRACT Introduction: Patient satisfaction with her labor causes her to have positive expressions regarding the care received, through practical experience and professional attitude. The presence of the nurse and their assistance during labor is extremely important, helping with constant doubts, calming and reducing anxiety, making the environment more satisfactory and ensuring the privacy of the parturient, providing confidence and bringing physical and emotional well-being, engaging the family present in pain reduction practices with non-pharmacological methods, favoring the reduction of the risk of complications during labor. Objective: To explore the attributes of normal childbirth care that are linked to patient satisfaction and safety. Methodology: This is an evaluative, analytical and cross-sectional research, data collection was carried out between August and October 2024, in a hospital center of the 6th Health Microregion of the State of Ceará, located in the municipality of Itapipoca. The sample consisted of 50 participants, the selection criteria:e importante, é necessário que acima de tudo aconteça o contato pele a pele com a mãe, contato esse que não pode ser tardio pois quanto mais cedo isso acontecer mais benéfico ele é, e tais benefícios se estendem a longo prazo, além de ser o marco inicial para a amamentação ele gera um desenvolvimento significativo para o recém-nascido, esse contato do recém-nascido com a mãe logo após seu nascimento se torna de extrema importância pois traz uma conexão única um com o outro (Santos, 2014). 5.6 Fragilidades do estudo Durante o estudo foi encontrado situações que vieram a dificultar na obtenção de uma amostra mais ampla, como por exemplo: a baixa demanda de puérperas no hospital durante o período de pesquisa, assim como a dificuldade em aceitação das participantes de realizarem o formulário, por se sentirem desconfortáveis em responder, em certos momentos na visita estavam em amamentação e não queriam interromper aquele momento na qual tem grande importância para o recém-nascido e para paciente, com isso obtivemos um número reduzido de amostras, dificultando assim na elaboração de resultados mais fidedignos para a pesquisa. 0 10 20 30 40 50 60 70 SEM INFORMAÇÃO MUITO INSATISFEITA INSATISFEITA NEM SATISFEITA OU INSATISFEITA SATISFEITA MUITO SATISFEITA MEDIA DE RESPOSTAS DE SATISFAÇÃO DA PERGUNTA 6 (%) 40 6 CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS O presente estudo como objetivo geral explorar a correlação da assistência prestada com a satisfação das pacientes, para isso foi aplicado um formulário que traziam perguntas voltadas a satisfação das pacientes sobre o serviço prestado a ela durante o seu trabalho de parto. Pode se notar que muitas pacientes chegam ate ao local de parto sem saber de informações importantes para o acompanhamento gestacional, outro déficit é o conhecimento das pacientes em relação ao trabalho de parto vaginal, a maioria o conhecem na pratica após passar por todo o trabalho de parto, fazendo com que seja muitas vezes um momento de extrema surpresa, quando se tem os conhecimentos sobre o trabalho de parto a paciente chega no local do parto já sabendo quais os caminhos ser percorrido ate a finalização, isso se faz necessário pois ajudara não só paciente no quesito de saber o que fazer, durante todo o processo como também ira facilitar o trabalho da equipe permitindo assim fornecer atenção diferenciada não só aquela paciente mas também as outras. O estudo é de extrema relevância pois mostrou que a equipe esta preparada para as demandas, mostrando com base no índice de satisfação que podem fornecer um atendimento de qualidade com estrutura boa e boas práticas, o estudo também mostrou que pode sim melhorar em certos pontos e para isso treinamentos e acompanhamento são necessários para de efetivar por toda a equipe a excelência no trabalho de parto. Para além do que foi dito acima, esperasse que este estudo possa ajudar pesquisas e estudos futuros, também nas melhorias dos serviços prestados ao público alvo desta pesquisa, trazendo assim um atendimento de qualidade na rede de saúde, esperasse também que seja cada vez mais cotidiano a realização de atendimentos humanizados que busquem o bem esta e a satisfação dos usuários. 41 REFERÊNCIAS DE CAMPOS CARDOSO, Daniela et al. A importância do parto humanizado: uma revisão bibliográfica. Revista Eletrônica Acervo Saúde, n. 41, p. e2442-e2442, 2020. PAULA, Lucélia Ferreira de. 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Escolaridade [ [ [ [ [ ] Ensino fundamental incompleto ] Ensino fundamental completo ] Ensino médio incompleto ] Ensino médio completo ] Superior incompleto 6. Paridade [ ] Primigesta [ ] Secudigesta [ ] Tercigesta [ ] Quatro ou mais gestações 7. Estratificação de risco gestacional [ ] Risco habitual [ ] Alto risco 8. Acompanhamento do pré -natal [ ] Sim [ ] Não 46 ANEXOS Anexo A APÊNDICE B - Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO (TCLE) Título do Projeto de pesquisa: SATISFAÇÃO DE MULHERES SUBMETIDAS AO PARTO NORMAL: AVALIAÇÃO DA ESTRUTURA, PROCESSO E RESULTADO. Você está sendo convidado (a) para ser participante da pesquisa intitulado: “SATISFAÇÃO DE MULHERES SUBMETIDAS AO PARTO NORMAL: AVALIAÇÃO DA ESTRUTURA, PROCESSO E RESULTADO” desenvolvida por João Vitor Moura Lima, discente do Curso de Enfermagem do Centro Universitário INTA – UNINTA, sob orientação da professor João Vitor Teixeira de Sousa. Leia cuidadosamente o que se segue e pergunte sobre qualquer dúvida que você tiver. Caso se sinta esclarecido (a) sobre as informações que estão neste Termo e aceite fazer parte do estudo, peço que assine ao final deste documento, em duas vias, sendo uma via sua e a outra dos pesquisadores responsáveis pela pesquisa. Saiba que você tem total direito de não querer participar e, mesmo aceitando, pode desistir da participação a qualquer momento, sem nenhum ônus. 1. Nesse estudo pretendemos analisar os atributos da assistência ao parto normal relacionados com a satisfação e a segurança das pacientes. O motivo que nos leva a estudar esse assunto é a necessidade de melhoria no atendimento de enfermagem, principalmente sob a ótica dos usuários, uma vez que a opinião destes é bastante relevante para melhorar o funcionamento do serviço. 2. O convite para a sua participação se deve ao fato de você pertencer ao grupo populacional que foi escolhido para a nossa pesquisa: Pacientes submetidas ao parto normal (vaginal) nesta Unidade Hospitalar. Lembramos que a sua participação é voluntária, isto é, ela não é obrigatória e você tem plena autonomia e liberdade para decidir se quer ou não participar. Não haverá nenhuma penalização caso você decida não participar, ou desistir de seu consentimento inicial. Contudo, sua participação é muito importante para a execução da pesquisa. A qualquer momento, durante a pesquisa, ou posteriormente, você poderá solicitar do pesquisador informações sobre 47 sua participação e/ou sobre a pesquisa, o que poderá ser feito através dos meios de contato explicitados neste TCLE. 3. Todos os dados e informações que você nos fornecer serão guardados de forma sigilosa. Garantimos a confidencialidade e a privacidade dos seus dados e das suas informações. Tudo que o (a) Sr. (a) nos fornecer ou que sejam conseguidas por meio dos instrumentos serão utilizados somente para esta pesquisa. O material da pesquisa com os seus dados e informações será armazenado em local seguro e guardados em arquivo digital após o término da pesquisa. 4. Este estudo apresenta risco mínimo, com a finalidade de garantir o sigilo das informações repassadas, não serão registradas informações de identificação do participante. De todo modo, o pesquisador se compromete em preservar sua identidade. Vale ainda salientar que ao final do estudo não serão expostas respostas individuas, mas sim um consolidado em gráficos/tabelas, contendo os percentuais de cada item respondido do instrumento. 5. No que tange aos processos éticos em pesquisa, estes serão atendidos mediante aos procedimentos da resolução 466/2012 do Comitê de Ética, que regula pesquisas com seres humanos. Será utilizado o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido – TCLE para participação na pesquisa, em que ele estará disponível no contato inicial com os sujeitos da pesquisa, onde será explicado o objetivo da mesma. 6. Sua participação trará como benefícios como a reflexão sobre a segurança do paciente no âmbito obstétrico, e da melhoria da qualidade do atendimento, fazendo com que várias pacientes tenham sua experiência de parto melhorada. A pesquisa não trará resultados imediatos, mas com certeza, a médio e longo prazo, tais discussões acrescentarão elementos essenciais para problematizar o contexto de trabalho dos técnicos de enfermagem. 7. Não há nenhum valor econômico a receber ou a pagar aos voluntários pela participação, no entanto,caso haja qualquer despesa decorrente desta participação haverá o seu ressarcimento pelos pesquisadores. 8. Os participantes não terão nenhuma despesa ao participar da pesquisa e poderão retirar sua concordância na continuidade da pesquisa a qualquer momento. 48 9. Caso ocorra algum dano comprovadamente decorrente da participação no estudo, os voluntários poderão pleitear indenização, segundo as determinações do Código Civil (Lei nº 10.406 de 2002) e das Resoluções 466/12 e 510/16 do Conselho Nacional de Saúde. 10. Os participantes se desejarem, terão livre acesso a todas as informações e esclarecimentos adicionais sobre o estudo e suas consequências, enfim, tudo o que queiram saber antes, durante e depois da sua participação. 11. Os dados coletados serão utilizados única e exclusivamente para fins desta pesquisa, e os resultados poderão ser publicados. Em caso de duvidas referentes a pesquisa, entre em contato com os pesquisadores João Vitor Teixeira de Sousa – 88 998059166/ jvts1995@gmail.com e João Vitor Moura Lima – 88 999936513/ jvitorlm3@gmail.com ou ainda com Comitê de Ética do Centro Universitário INTA – UNINTA para apresentar recursos ou reclamações em relação à pesquisa pelo telefone: 88)3112-3500, (88) 9.9942-0072 ramal 3552 e por meio do seguinte endereço: Rua Coronel Antônio Rodrigues Magalhães, 700, 2º andar – Prédio Sede I – Bairro Dom Expedito – Sobral – Ceara. Pelo presente instrumento que atende às exigências legais, o (a) Sr. (a) ______________________________________________________________, portador (a) da cédula de identidade ___________________, ( ) permitindo/( ) não permitindo a gravação em áudio, declara que, após leitura minuciosa do TCLE, teve oportunidade de fazer perguntas, esclarecer dúvidas que foram devidamente explicadas pelos pesquisadores. Itapipoca - CE, _____ de ___________________ de 2024. ___________________________________________________ Assinatura do participante _____________________________________________________________ Nome e assinatura do responsável por obter o consentimento 49 Anexos B INSTRUMENTO PARA COLETA DE DADOS DE SATISFAÇÃO DAS PUERPERAS SUBMETIDAS AO TRABALHO DE PARTO NORMAL. A sua experiencia no trabalho de parto foi como você esperava? [ ] Nada a ver com o que eu esperava [ ] Muito pouco a ver com o que eu esperava [ ] Um pouco a ver com o que eu esperava [ ] Foi como eu esperava A sua experiência no parto (vaginal) foi como você esperava? [ ] Nada a ver com o que eu esperava [ ] Muito pouco a ver com o que eu esperava [ ] Um pouco a ver com o que eu esperava [ ] Foi como eu esperava [ ] Não se aplica Avaliação do trabalho de parto [ ] Foi muito negativa [ ] Foi um pouco negativa [ ] Foi um pouco positiva [ ] Foi muito positiva Avaliação do parto (vaginal ou cesariana) [ ] Foi muito negativa [ ] Foi um pouco negativa [ ] Foi um pouco positiva [ ] Foi muito positiva A sua participação nas decisões durante o trabalho de parto [ ] Muito insatisfeita [ ] Insatisfeita [ ] Nem satisfeita ou insatisfeita [ ] Satisfeita [ ] Muito satisfeita [ ] Sem informação O tempo que demorou para você segurar seu bebê pela primeira vez [ ] Muito insatisfeita [ ] Insatisfeita [ ] Nem satisfeita ou insatisfeita [ ] Satisfeita 50 [ ] Muito satisfeita [ ] Sem informação Os cuidados com o seu corpo que recebeu da equipe de enfermagem durante o trabalho de parto e o parto [ ] Muito insatisfeita [ ] Insatisfeita [ ] Nem satisfeita ou insatisfeita [ ] Satisfeita [ ] Muito satisfeita [ ] Sem informação Os cuidados com o seu corpo que recebeu da equipe médica durante o trabalho de parto e o parto [ ] Muito insatisfeita [ ] Insatisfeita [ ] Nem satisfeita ou insatisfeita [ ] Satisfeita [ ] Muito satisfeita [ ] Sem informação O conhecimento técnico, a habilidade e competência da equipe de enfermagem durante o trabalho de parto e o parto [ ] Muito insatisfeita [ ] Insatisfeita [ ] Nem satisfeita ou insatisfeita [ ] Satisfeita [ ] Muito satisfeita [ ] Sem informação A quantidade de explicações ou informações que você recebeu da equipe de enfermagem durante o trabalho de parto e o parto [ ] Muito insatisfeita [ ] Insatisfeita [ ] Nem satisfeita ou insatisfeita [ ] Satisfeita [ ] Muito satisfeita [ ] Sem informação O tempo que os(as) enfermeiros(as) dedicaram a você durante o trabalho de parto [ ] Muito insatisfeita [ ] Insatisfeita [ ] Nem satisfeita ou insatisfeita [ ] Satisfeita [ ] Muito satisfeita [ ] Sem informaçãopostpartum women over 18 years of age; with live newborns; with a postpartum period of at least 24 hours; who have experienced the labor process (with vaginal delivery). Exclusion criteria: postpartum women under 18 years of age, who are hospitalized due to complications during childbirth, with a premature newborn, in a situation of abortion and who refuse to participate in this study. Data collection was carried out using a form with sociodemographic and obstetric questions prepared for the aforementioned research. A second instrument, the Mackey Childbirth Satisfaction Rating Scale (MCSRS), was adapted to Portuguese. The data were analyzed taking into account the guidelines for research involving human beings according to resolution 466 of December 12, 2012. Expected results: It can be noted that brown skin color was more prevalent with 84% of the responses. Regarding parity, second-pregnancy women stand out, showing that the patient chose normal delivery in the following pregnancy again, considering that when one has bad experiences in previous deliveries, it is very likely that they will choose another means of delivery. There is a large number of patients who do not know the risk stratification of delivery, with 40% of the responses, although the vast majority, with 52% of the responses, were aware of it. It is clear that a prepared and equipped team with good structure and equipment can offer differentiated and humanized care to patients, providing comfort and safety during labor. Conclusion: It is clear that the team is prepared for the demands, showing based on the satisfaction index that they can provide quality care with good structure and good practices. The study also showed that there is room for improvement in certain areas and for this, training and monitoring are necessary to ensure excellence in labor throughout the team. The study suggests that it is necessary to provide a quality service, always allowing humanization in care to prevail. Keywords: Childbirth; Satisfaction; Humanization. SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ....................................................................................................... 11 2 OBJETIVOS ........................................................................................................... 15 2.1 Objetivo Geral ..................................................................................................... 15 3 DESENVOLVIMENTO ........................................................................................... 16 3.1 Parto e suas especificidades ............................................................................... 16 3.2 Qualidade dos serviços de saúde ....................................................................... 21 3.3 Segurança do paciente ....................................................................................... 25 4 METODOLOGIA ..................................................................................................... 29 4.1 Período e local de estudo .................................................................................... 29 4.2 População e amostra .......................................................................................... 30 4.3 Coleta e análise de dados ................................................................................... 31 4.4 Aspectos éticos ................................................................................................... 32 5 RESULTADOS E DISCUSSÕES ........................................................................... 34 5.2 Falta de vinculação da gestante ao local de parto .............................................. 36 5.3 A prevalência do parto cirúrgico .......................................................................... 36 5.4 Baixo conhecimento sobre estratificação de risco gestacional ............................ 37 5.4 Niveis de satisfação das participantes ................................................................ 38 5.5 Os cuidados com o recém-nascido no trabalho de parto .................................... 38 5.6 Fragilidades do estudo ........................................................................................ 39 6 CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................ 40 REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 41 APÊNDICES .............................................................................................................. 45 ANEXOS ................................................................................................................... 46 11 1 INTRODUÇÃO Durante toda a história desde seu surgimento, o parto foi conhecido como um processo natural e fisiológico que acontecia em ambientes íntimos e familiares, onde as parteiras tinham a função de prestar assistência à parturiente, pré-parto, durante e no pós-parto. Com o decorrer dos anos, principalmente a partir do século XX, os partos que ainda aconteciam em casa com ajuda das parteiras, passaram por modificações, onde as mulheres começaram a serem encaminhadas aos hospitais de referência, local esse que realiza intervenção no trabalho de parto com ajuda de médicos e enfermeiros obstetras para uma assistência prestada, baseada em métodos científicos (Cardoso, et al. 2020). A partir de 1985, conforme resolução da Organização Mundial de Saúde (OMS) as boas práticas no parto humanizado deram início ao processo de desconstrução hospitalocêntrico, com objetivo de garantir a segurança da mãe e do recém-nascido, com menos intervenções médicas e mais práticas que ajudassem ao parto vaginal com a presença do profissional da enfermagem e do acompanhante, sendo este último de escolha da parturiente, onde ele participa dando suporte e equilíbrio a prática do parto normal, proporcionando assim, de forma positiva, uma melhor adaptação da mulher ao ambiente e ao processo (Paula; Takemoto 2021). Diante do exposto acima, durante a década de 1990, passou a ser reconhecido pelo Ministerio da Saúde a assistência ao parto, na qual seria realizada pelo enfermeiro especialistas em obstetricia atuante nos hospitais que eram conveniados com o Sistema Único de Saúde (SUS), atribuições que lhes são conferidas pela lei n° 5.905, de 12 de julho de 1973. Foram desenvolvidas também, estratégias que continuassem a desenvolver o aspecto não hospitalocêntrico do trabalho de parto, foi elaborado a criação de unidades da qual permitiriam a assistência para os partos de baixo risco ou aqueles que apresentavam risco habitual fora dos ambientes hospitalares, onde o enfermeiro obstetra tivesse autonomia sobre a assistência ao parto, o meamo era o responsavel pela assistencia e pelos cuidados que eram prestados as muklher e aos recém-nascidos, essa assistencia não necessitaria do profissional médico. Porém, para que houvesse de fato uma humização nesse cuidado, não era somente a substituição do medico pelo enfermeiro mas, era necessario ser feita novas propostas de cuidado para melhoria desses atendimentos (Vieira, et al. 2019). 12 É de extrema importância a presença do enfermeiro e sua assistência durante o trabalho de parto ajuda nas dúvidas constantes, acalma e diminui a ansiedade, tornando o ambiente mais satisfatório e que garanta privacidade da parturiente passando confiança e trazendo bem-estar físico e emocional, engajando a família presentes nas práticas de diminuição da dor com métodos não farmacológico, favorecendo na diminuição dos riscos de complicações durante período de trabalho de parto e auxiliando na criação de vínculo entre profissional-paciente, uma vez que a paciente é ouvida, acolhida, respeitada dentro dos seus desejos, fazendo com queo momento do nascimento seja um momento único (Do Nascimento, 2020). Perante as mudanças no contexto do parto, a OMS, estabeleceu padrões globais, em 2018, para o cuidado com mulheres gravidas que são saudáveis, a fim de reduzir o uso de intervenções, tornando o trabalho de parto o mais natural possível. Essa padronização de humanização do parto, mostrou-se necessária, pois em todo o mundo mais de 140 milhões de mulheres dão à luz de forma natural sem que haja complicações. Porém, nos últimos 20 anos, o número de intervenções aumentou drasticamente, as quais que poderiam ser realizadas apenas para evitar complicações, como por exemplo o uso das ocitocinas para acelerar o processo de trabalho de parto (Who, 2009). Em decorrência das mudanças ocorridas no contexto geral do parto, e principalmente pela necessidade de qualificação dos serviços ter emergido como requisito básico para contemplação dos preceitos da segurança do paciente. O que permite entender que a promoção da qualidade no cuidado está diretamente relacionada à segurança do paciente. Nesse contexto, os serviços obstétricos com estruturas adequadas contribuem para o cuidado de qualidade e segurança da mulher e da criança. Embora exista uma boa contribuição a boa estrutura e a prestação qualificada do cuidado não se tem uma afirmativa tenha relação direta entre-se na qual as duas ; supõe-se, porém, pode se afirmar que uma estrutura inadequada pode vir a trazer prejuízos no atendimento de qualidade e na segurança do paciente (De Oliveira Franchi, 2019). Em decorrência dos números alarmantes de cesarianas desnecessárias, o Ministério da Saúde vem há anos tentando implantar programas de incentivo ao parto normal sem que haja intervenções cirúrgicas. Esses movimentos procuram 13 potencializar a humanização do parto, dando a mulher autonomia de escolha, respeitando sua liberdade de expressão no processo de decisão (Brasil, 2012). Dentre essas implantações em 2011, a Rede Cegonha foi criada pelo Governo Brasileiro no âmbito do SUS, visando assegurar a mulher o direito de ela ter o planejamento reprodutivo e uma atenção acima de tudo humanizada durante a gravidez, ao parto e ao período pós-parto que é o puerpério, nessa mesma implementação estava incluso garantir à criança todos direito desde nascimento seguro, o crescimento até o desenvolvimento saudáveis. Um dos objetivos vissa diminuir a mortalidade materna e infantil dando ênfase no componente neonatal. Sobre a Assistência Humanizada, a humanização da assistência ao parto é um conceito que se refere ao processo que inclui desde a adequação da estrutura física e equipamentos dos hospitais, até a mudança postural e de atitudes dos profissionais de saúde e das gestantes (Santos Filho, 2021). A taxa de mortalidade materna (TMM) no Brasil atingiu 57,9 óbitos por 100.000 nascidos vivos em 2019, conforme dados do ministerio da saude, que faz o levantamento dos índices de mortalidade materna no Brasil (Brasil, 2021). A estrutura das maternidades são cruciais na segurança das pacientes estão diretamente ligadas à qualidade da assistência ao parto e o nascimento, a inadequação da estrutura hospitalar tem potencial para aumentar a ocorrência de desfechos desfavoráveis para as mulheres e os recém-nascidos. Dentre os requisitos de estrutura exigidos pela legislação brasileira são necessários equipamentos de emergência para o cuidado da mãe e para os neonatos, medicamentos essenciais para o cuidado mãe e filho (De Oliveira Franchi, 2019) A satisfação do cliente é um requisito crucial para a aferição de qualidade no serviço pode ser definida como um sentimento agradável ou em seu oposto como a frustração decorrente do atendimento. Essa experiência de parto pode vir a gerar efeitos negativos que podem permanecer por longos tempos na vida da mulher, assim como dos familiares, como transtornos, traumas, medo exacerbado do parto e causando baixo intervalo interesse em outras gestações (Ramos, 2022). A satisfação da paciente com seu trabalho de parto, faz com que a mesma tenha expressões positivas em relação a assistência recebida, através da vivência prática e da postura profissional. De acordo com a OMS Para que se tenha uma experiência positiva durante o parto é preciso que cumpra ou supere as crenças e 14 expectativas pesosais e socioculturais de cada mulher. Com isso, espera-se que seja um bom atendimento, acessibilidade, ambiente físico adequado, higiene, disponibilidade de medicamentos, recursos humanos, privacidade e sigilo profissional, espera-se que tenha suporte emocional adequado, o parto aconteça conforme pede a paciente, que seja feito contato pele a pele entre a mãe e o recém-nascido, um apoio contínuo durante todo processo, procedimentos executados, e que seja dada as informações durante o trabalho de parto (Da Silva, 2022). 1.1 Justificativa Após a curiosidade de saber como estava a satisfação das pacientes sobre o atendimento da enfermagem que são submetidos ao parto normal, pois as opiniões dos usuários do serviço são bastante relevantes para um melhor funcionamento do serviço. A enfermagem é uma das profissões que estão interligadas mais tempo com o cliente, havendo como objeto de trabalho o cuidado, que para ser implementado e o estabelecimento de vínculos com o objetivo de proporcionar o encontro, compor relações e conhecer o outro. Temos como conhecimento que a segurança do paciente é uma das maiores dimensões da qualidade dos serviços de saúde, com isso faz-se indispensáveis a segurança e a qualidade (OMS, 2009). A segurança do paciente é um problema generalizado, é possível que milhões de pacientes sofram algum dano durante todos os anos devido à falta de segurança do cuidado. Associado a falta de cuidado, infecções, diagnósticos e adversos eventos devido a erros de medicações, que são causas comuns de danos evitáveis ais pacientes em toso os serviços. Será realizado levantamento e identificação da satisfação dessas clientes, para que possamos colaborar de alguma forma na intervenção desta realidade, evidenciando a importância de aprofundar investigações que tenham uma perspectiva sistêmica sobre todas as barreiras presentes nos serviços de saúde, e que podem resultar em situações de risco a qualidade e segurança do cuidado prestado em prol da parturiente e do recém-nascido. 15 2 OBJETIVOS 2.1 Objetivo Geral • Explorar os atributos da assistência ao parto normal que estão ligados com a satisfação e a segurança das pacientes. 16 3 DESENVOLVIMENTO 3.1 Parto e suas especificidades O parto humanizado surgiu desde os questionamentos do modelo biológico medicalizado com maior influência do feminismo, ele é voltado para a mulher com autonomia e protagonista de uma história, sem que haja intervenções desnecessárias, e quando houver necessita de intervenções que há um diálogo e aceitação sobre as medidas que serão tomadas assim se tornando sujeito ativo, tornar o parto humanizado não significa fazer ou não o parto normal mais tronar a mulher protagonista desse evento (Alves, 2017). Nesse contexto de humanização, tendo em conta toda a complexidade do parto, é imporante a presença de um companheiro escolhido pela mulher para apoiá- la durante o parto. Essa prática é aconselhada pela Organização Mundial de Saúde e tem sido implementada em varios países. No Brasil, ja se tem reconhecimento por parte do Ministerio da Saude dos beneficios e a ausencia de ricos, sugere-se que sejam realizados todos os esforços para que assim seja assegurado que todas as mulheres em trabalho de parto tenham alguém que seja escolhido por ela, para apoia- la e propocionar conforto ao longo de todo o procedimento de parto (Longo, 2010). De acordo com as recomendações que a OMS vem trabalhando, marcam uma desmedicalização do parto, atrás de medidas que compreende os pontosao incentivo ao parto normal; a valorização da mulher como enfermeira capaz de atender a demanda dos partos vaginais; a diminuição de intervenções agressivas; técnicas de medidas de alivio da dor; suporte emocional através de acompanhante; vinculo mãe e bebê no pós parto imediato dentre outros, os dados do SINASC apontam uma taxa de incidência de cesarianas menores nas regiões mais pobres e menos desenvolvidas (Cananéa, Coutinho, De Meirelles, 2020). De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) 2014, se caracteriza como violência obstétrica toda e qualquer atitude invasiva relacionado ao corpo da mulher, em seu processo reprodutivo de maneira desumana, em todo o mundo mulheres sofrem abusos e negligencias durante seu trabalho de parto, seja ele físico ou verbal, que se trata de uma situação apavorante, essas situações ocorrem em qualquer período do pré parto, no parto e pós parto (TESSER et al, 2015). Os impactos causados por esses maus tratos causam a não aceitação do ser mulher e fazendo 17 com que não aceite seu próprio corpo, tornando sua vida sexual seja prejudicada (Sipião; Vital, 2015). A medicalização da assistência ao parto teve início no século XVII em nações europeias como França e Inglaterra. Surgiu no século XVIII após ter passado por várias fases e em meio a circunstâncias complexas, como o pós-segunda guerra mundial e a formalização da ciência e da medicina. No final do século XIX, após isso a hospitalização foi se consolidando como prática dominante. Desde meados do século passado, foram estabelecidos hospitais e maternidades para mulheres na Inglaterra, França, Alemanha e Estados Unidos. No início do século XX houveram o surgimento das maternidades no Brasil, quando as reformas sanitárias se intensificaram e a medicalização do parto passou a ser vista como uma das estratégias civilizatórias da população (Palharini, 2018). Segundo (Mott,2022) Como resultado, surge um novo capítulo na história do controle de natalidade e parto, com foco em um evento clinicamente não relacionado que ocorreu em uma residência privada composta por mulheres com outras mulheres e responsáveis pela realização de partos. Estes ofereciam cuidados ao recém- nascido, bem como cuidados pós-parto e pós-parto, cuidados pré-natais e puerperais, cuidados a doenças específicas da mulher, aconselhamento e orientação sobre fertilidade e cuidados ao recém-nascido. A hesitação das mulheres em deixar a proteção de seus lares foi cedendo lugar à confiança no ambiente hospitalar e na relação médico-paciente criada pelo discurso médico. Esses elementos também tornaram o ambiente mais seguro e reconfortante. A luta entre o médico, um homem, e a mãe grávida, uma mulher, bem como entre o conhecimento masculino institucionalizado e a compreensão feminina implícita, tudo surgiu durante essa mudança. A base política e social para o estabelecimento da medicina como uma fonte confiável de conhecimento foram esses vínculos de desigualdade de gênero. Nesse processo de colonização do nascimento (Pimentel et al., 2014), as mulheres perderam a reivindicação do sacrossanto território da saúde ao longo da transição para o século XX. Uma mudança de gênero ocorreu neste campo como resultado da institucionalização da medicina e da marginalização das práticas populares entre os partidos: antes dominada principalmente por mulheres, agora é domínio quase exclusivo dos homens, pois são os únicos com acesso à ciência Educação. 18 Arney (1982) discorda de alguns estudos históricos da obstetrícia que apontam para a continuidade no estabelecimento da profissão de médico obstetra e a perda do status de protagonista das partes. Segundo o autor, essa continuidade narrativa sobre a captura do obstetra pela equipe médica e, mais importante, sobre a aceitação do homem de sua situação na refeição do parto se tinha como falsa. Ele e Thébaud (2002), entre outros, identificam dois momentos cruciais na transformação da obstetrícia no continente europeu. A primeira, como dito anteriormente, ocorreu com o ingresso dos homens na profissão, notadamente no decorrer dos séculos XVIII a XIX, implicando uma mudança no significado do termo "nascimento". Mesmo assim, as parteiras continuaram a operar por muito tempo porque estavam mais confiantes em sua capacidade de parir; devido a questões morais que geravam rejeição da presença da figura masculina no parto; e por razões estruturais, porque as famílias mais pobres constituíram por muito tempo o público dos parteiros, sendo escassos os hospitais e as maternidades nessa época (Arney, 1982; Thébaud, 2002). Segundo os autores citados, o segundo período de transformação profissional ocorreu no século XX, no período entre o fim da primeira e o início da segunda guerra mundial, quando houve um aumento na criação de hospitais e clínicas, não apenas como investimento em obstetrícia, mas também no domínio da saúde em geral, da higiene e, em particular, no tratamento de feridos de guerra. O pós-Segunda Guerra Mundial intensifica uma transformação qualitativa no controle social e político da população iniciada no século XIX, quando o corpo feminino, a sexualidade, a gravidez e o parto foram captados pelas ciências biomédicas (Thébaud, 2002). No entanto, a chegada dos homens ao campo da separação exigiu uma mudança na ordem social, junto com mudanças nos aspectos materiais contido na sociedade. Uma cultura de partos bem sucedidos através de intervenção médica estava surgindo ao lado de políticas que demonstravam uma batalha pelo poder de mercado, que acabou sendo compartilhado harmoniosamente entre cirurgiões e mães, cada um desempenhando um papel diferente em momentos diferentes. Para isso, o significado do nascimento e do nascimento deve ser transformado para justificar o trabalho dos médicos, e os médicos devem estar dispostos a aceitar o novo significado. "No caso do nascimento, os homens tiveram que repensar o fenômeno e dar-lhe um significado diferente do que tinha antes" (Arney, p.9-42. 1982). A medicalização do parto no Brasil começou com o atendimento de escravas, 19 mães solteiras, prostitutas e mulheres pobres. Poderíamos chamar a motivação de "utilitária", no sentido de que esse grupo de mulheres prestou assistência aos estudantes de medicina, contribuindo para o sucesso da prática. Também houve motivação de sentimentos humanistas de filantropia e compaixão em cuidar do saneamento dos pobres. Mas, sobretudo, como afirma (Mott 2002), havia uma motivação ligada a uma nova ordem social, que cooperou para a viabilidade de concretização da riqueza e do poder do país se: "Assim, a saúde da mulher passou a interessar médicos, legisladores e governadores, por causa de sua capacidade de reproduzir crianças saudáveis." Este moderno tipo de gestão dos corpos e do povo foi denominado por Foucault (2003) de "biopoder", e teve como alvo central a mulher: a progressiva medicalização do corpo da mulher, em especial do sexo, em a serviço de seu papel fundamental no parto e na assistência à saúde da criança, bem como a conservação da família e da sociedade, que passa a acontecer após o controle desse corpo reprodutivo, que por meio disso fica a critério de uso da população, da natalidade (Rohden, 2000). Fazendo análise do processo histórico da inclusão da medicina no parto e discriminação das parteiras, Osawa, Riesco e Tsunechiro (2006) argumentam que é razoável reconhecer que a prática das parteiras traz riscos reais para mãe e filho. Como é verdade, os recursos disponíveis para lidar com uma complicação da gravidez são limitados. Houveram avanços científicos que trouxeram melhorias no desenvolvimento da assepsia, analgesia e possibilidade do procedimento cirúrgico que faz a retirada do bebê em partos de alto risco e complicados têm contribuído inquestionavelmente para salvar vidas durante o trabalhode parto e parto. Mas esse não foi o contexto na qual a medicina entrou e se consolidou no nascimento. Segundo os autores, não havia diferenças nos riscos que ambas profissões parteiras e médicos traziam para a parturiente. Em 1878, estimava-se que dar à luz nas maternidades daquele país aumentava em seis vezes as chances de morte de uma mulher (Osawa, Riesco, Tsunechiro). Essa rigorosa formação teórica esteve presente nas primeiras faculdades médicas, que foram criadas nos estados do Rio de Janeiro e da Bahia no ano de 1808, e se manteve presente desde a criação até o meio e o fim do século XIX (Mott, 2002). Houve uma tentativa fracassada de reforma nas escolas de medicina na década de 1850 para incorporar disciplinas práticas, e o governo imperial fez o envio de 20 delegações de médicos à Europa em 1874 e 1882 para familiarizá-los com a educação prática (Mott, 2002). Nessa época, muitas parteiras, inclusive estrangeiras que imigraram para o Brasil na virada do século, prestavam atendimento em suas casas e em locais conhecidos como "casas-maternidade". No entanto, a negação dessas instalações pelos médicos por serem consideradas “suspeitas", bem como seu envolvimento em aborto e infanticídio, e cujos pacientes tinham má reputação, resultou em seu fechamento e proibição em muitas cidades (Mott, 2002). Há um movimento de abertura de maternidades e abolição dos locais que eram considerados “ilegítimos" desde o século XIX, mas é somente no século XX que se inicia a institucionalização do parto em hospitais e maternidades. Isso se deve à convergência da agenda sanitarista, que teve início na Europa no século XIX e chegou ao Brasil após o início da passagem para o século XX, e os discursos da escola médica para atrair mulheres para o espaço médico e viabilizar a prática obstétrica (Mott, 2002). Outros fatores contribuíram para a deslocação do parto para o ambiente hospitalar, como demonstrou Brenes (1991) em seu livro sobre a linha histórica do parto no Brasil. A luta pelo resguardo e tornar crime a pratica do aborto e do infanticídio, comuns e frequentemente auxiliados pelas parteiras, principalmente nas famílias aristocráticas, foi um dos argumentos para a internação do parto. Houve uma convergência de interesses, por um lado, dos médicos em levar as mulheres às clínicas e, por outro, das autoridades em controlar e criminalizar práticas de aborto e infanticídio, que, segundo médicos e autoridades, poderiam ser evitadas em um ambiente institucionalizado aborto (Brenes, 1991). Porém, por muito tempo nas maternidades, o “dom” da espera ainda era atribuído às parteiras. Na Maternidade de S. Paulo, fundada em 1894, os partos complicados eram realizados por médicos e uma parteira, a doutora Maria Rennotte5, mas os partos de rotina eram realizados por parteiras (Mott, 2002). Houve também iniciativas de formação de jogadores de outras equipes e, principalmente, de médicos. Muitos brasileiros e estrangeiros têm credibilidade social, carreiras estáveis, sucesso profissional e continuam trabalhando e prestando serviços valiosos para pessoas de várias classes sociais (Riesco et al., 2011; Mott, 1999). 21 Numa época em que as mulheres ainda não conseguiam obter educação avançada e profissional, este foi o primeiro grupo de profissionais do sexo feminino a receber educação formal. Os primeiros internatos no Brasil foram criados no Rio de Janeiro e na Bahia, em 1832, e em São Paulo, em 1912. Apesar do pouco tempo de funcionamento que foi apenas dois anos, a Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre fez a fundação do Curso de Partos em 1897. Vários autores, tanto na Europa como no Brasil, identificaram a diminuição do número de partos como tendo consequências para além do controlo da natalidade, comprometendo outras áreas como o controlo da fertilidade e os cuidados pós-parto, que também fazem parte do registo comunitário de atenção à saúde da mulher. Muitas parteiras ficavam com as mães vários dias após o parto, e seus cuidados se estendiam aos recém-nascidos, pois muitas vezes eram elas que os batizavam e também desempenhavam um papel importante na vacinação (Schienbinger, 2001; Osawa, Riesco, Tsunechiro, 2006). No Brasil, a medicalização do parto e nascimento começou a se enraizar entre os anos de 1960 e 1970. Mas as parteiras nunca desapareceram por completo, e ainda estão presentes na atenção ao parto até hoje, e a história dessa ocupação, também como sua marginalização, mostra que passou por diversos contextos de continuidade e descontinuidade na profissão. Segundo (Riesco et al 2011). 3.2 Qualidade dos serviços de saúde Atualmente, há muito movimento na área de ações de qualificação e busca da melhoria contínua, com foco constante na satisfação do cliente e na entrega de resultados rápidos, eficazes e que não onerem todos os envolvidos. Em primeiro lugar, gerar qualidade não é apenas encontrar uma diferença; trata-se também de sobreviver no mercado, seja de bens ou serviços relacionados à saúde. Esta última foi motivada pelo aprimoramento de métodos de controle de qualidade pelas indústrias, o que levou à utilização de diversas ferramentas da qualidade que apoiam diretamente a gestão das ações (Oliveira, 2020). A expansão da qualidade foi dividida em três fases principais: a era da inspeção, o período de controle estatístico e a era da qualidade geral. Durante a era da inspeção, procuravam-se apenas falhas visuais nos produtos, sem qualquer investigação ou discussão sobre como eram produzidos. Essa qualidade ganhou mais 22 espaço com a revolução industrial e passou a ser utilizada para controlar a produção tanto por meio da análise da eficiência da produção quanto da qualidade do produto acabado. Por fim, surgiu a qualidade total, com foco na satisfação do cliente e na garantia da qualidade, trazendo os padrões conhecidos e atuais para a gestão da qualidade (Oliveira, 2020). O período de modernização e melhoria da qualidade também resultou das mudanças globais provocadas pelo final da Segunda Guerra Mundial, durante o qual os Estados Unidos demonstraram sucesso econômico enquanto o Japão lutava com questões financeiras e comerciais. Os fundadores desse processo, conhecidos internacionalmente por suas metodologias de controle de qualidade, foram pioneiros nesse campo. Deming e Juran desempenharam papéis importantes para garantir que as organizações japonesas começassem a ser vistas de maneira diferente. A nova abordagem da qualidade começa com o desenvolvimento do produto e termina com o consumidor em mente quando se trata de como o produto é usado. Foi a indispensabilidade de maior empenhamento dos participantes que se tornou a partir deste ponto, tornando-se fundamental que os funcionários sem discriminação dos cargos houvessem o entendimento e a participação efetivamente do processo de qualificação. (Ishida e Oliveira, 2019). Quando um sistema de gestão da qualidade é implementado, as organizações reconhecem e vivenciam o processo que trará melhoria contínua, onde ações e atitudes são constantemente direcionadas para inovação, implementação e melhoria de processos. Com isso, passam a ser reconhecidos por seus produtos e se destacam em relação a organizações que não empregam a metodologia (Ishida e Oliveira, 2019). No setor da saúde, a gestão da qualidade visa sustentar o desenvolvimento profissional contínuo de todos os funcionários, alinhando-o a uma filosofia de trabalho racional. Deve-se também buscar indicadores para serem gerados continuamente, com foco naqueles que refletem o desempenho organizacional e assistencial. Dessa forma, os processos de trabalho tornam-se mais racionalizados, o que leva à identificação de critérios, indicadores e diretrizes cada vez mais avançados para diversos serviços, inclusive para a enfermagem (Lima, et al, 2020). A qualidade da segurançae saúde do paciente historicamente esteve atrelada 23 à luta dos profissionais de saúde que lidam com as dificuldades do cuidado e buscam prestar um cuidado que cause o menor dano possível, pautado nas dimensões da qualidade. Uma longa palestra sobre a história da medicina começa com uma citação de Hipócrates, renomeado como o pai da medicina, que diz: primum non no cere, que se traduz como, em primeiro lugar, não causar danos. Seguindo essa linha de pensamento, podemos citar também Florence Nightingale, pioneira da enfermagem moderna, que priorizou a segurança dos militares como princípio fundamental para alcançar a qualidade no atendimento, mesmo trabalhando em um ambiente hostil durante a Guerra da Criméia (Travassos & Calas, 2013). Também devemos citar Avedis Donabediam nessa discussão sobre a qualidade porque ele desenvolveu um modelo de avaliação que engloba estrutura, procedimentos e resultados e aperfeiçoa o processo de gestão. Posteriormente, a publicação de um estudo nos Estados Unidos (EUA) intitulado "To Err Human: Building a Safer Health Care System I" (Errar es humano: Construindo um sistema de saúde com mais segurança), que expôs altos índices de mortalidade hospitalar com erro como um fator contribuinte, emergiu como um modelo para o movimento global pela segurança do paciente (Nascimento & Draganov, 2015). Existem várias definições para a qualidade do cuidado, mas pode ser pensada como uma forma de valorizar as ações dos profissionais de saúde e impactar nos resultados do paciente em termos de cultura de segurança e avaliação de risco. Segundo a OMS (2018), a definição de qualidade do cuidado pode variar e está englobada em algumas dimensões que devem ser observadas para que se alcance de fato um nível significativo de qualidade. O método deve ser eficaz, seguro, sempre antecipando a redução de riscos, centrado nas pessoas e fornecendo cuidados adequados às necessidades e valores de cada pessoa. Além dessas normas, o serviço deve ser garantido de forma a minimizar o tempo de espera, ser imparcial e equitativo em relação às necessidades dos usuários e isento de discriminação por raça, cor, idade, sexo, etnia, religião e status econômico. Os serviços, no entanto, precisam ser eficientes e bem integrados para fornecer todo o escopo de atendimento, maximizar benefícios e minimiza os riscos (Marchon & Mendes JR, 2015). Antes do marco histórico do livro "O Erro é Humano", profissionais e organizações de saúde julgavam se deveriam prestar assistência de qualidade aos 24 usuários. No entanto, esta qualidade foi submetida a testes a partir de investigações sobre a qualidade geral da assistência prestada e dos serviços prestados, que revelaram alta frequência de agravos relacionados à assistência. A segurança do doente está intimamente relacionada com esta qualidade, uma vez que transcende uma das características dos cuidados de saúde de qualidade, nomeadamente a não maleficência (BrasiL, 2013). Com a implantação da ESF no Brasil nos últimos anos, devido a essa implantação houve consideravelmente os aumentos de atendimentos a paciente nas unidades devido a ampliação do acesso aos serviços. Uma grande demanda pelos serviços prestados pelo SUS é atribuída à ESF, que tem como um de seus princípios norteadores a necessidade de práticas assistenciais integradas, multidisciplinares, humanizadas e que priorizem a comunicação entre os cuidadores (Marchon & Mendes JR, 2015). As seguintes iniciativas significativas foram realizadas para aumentar a capacidade resolutiva da ABS: Programa Mais Médicos, Requalifica UBS; Sistema de Informação (E-SUS AB); e Programa Nacional de Melhoria do Acesso e do Qualidade da Atenção Básica (PMAQ- AB). Esses avanços na ampliação do escopo da atenção básica produzem uma assistência de melhor qualidade, mas ainda estão longe do nível de atenção que seria adequado para um sistema universal de saúde. No entanto, desde o epílogo da década de 1990, uma reforma voltada para a atenção básica resultou na inserção de milhares de usuários no SUS (Fausto, 2018). O objetivo do PMAQ-Atenção Básica foi estimular gestores e equipes a melhorar o padrão dos serviços de saúde prestados aos moradores do território. Como resultado, sugere um conjunto de estratégias de qualificação, monitoramento e avaliação do trabalho das equipes médicas. O programa estabeleceu o repasse de recursos de incentivo federal aos municípios participantes que obtivessem melhorias nos padrões de qualidade dos serviços. Lançado em 2011 e com vigência de 2015 a 2017, a conclusão do seu terceiro ciclo ocorreu com o envolvimento de todas as equipes de Saúde da Atenção Básica (Brasil, 2015). À semelhança do método PMAQ, algumas secretarias de saúde desenvolveram procedimentos próprios que incluíram novos modelos de avaliação. No estado do Paraná, foi criada uma ferramenta denominada "Instrumento para Avalição da Qualidade na ABS" - muitas vezes referida pelos profissionais que a 25 utilizam como "selo" na prática. O objetivo dessa avaliação foi identificar as UBS que não estavam em conformidade e desenvolver planos de ação para corrigi-las, transformando o procedimento em uma auditoria completa. A apreciação das unidades de saúde foi sugerida em quatro etapas: bronze, com foco na gestão de riscos; prata, que abordou questões relacionadas à gestão de processos e examinou dois fatores-chave: gestão da unidade e atributos do ABS; ouro, que buscou influenciar resultados; e o diamante, que procurou garantir um elevado nível de qualidade. Subsequentemente, diversas secretarias adotaram ao referido processo de certificação nível a nível (Paraná, 2018). A apreciação da qualidade no contexto do ABS tem se apresentado como um tema de grande pertinência e tem suscitado a necessidade do desenvolvimento e aplicação de diversos princípios, técnicas e ferramentas nas instituições e serviços acadêmicos. Dada a sua dimensão, complexidade e heterogeneidade, a avaliação da qualidade e ABS requer a participação de muitos atores diferentes, bem como o uso de uma ampla gama de ferramentas. Assim, avaliar as várias perspectivas de serviço e o grau de instrução de cada um destes espaços permite um conhecimento rigoroso sobre a eficácia e diversidade que o mesmo proporciona (Pinto JR, et al. 2015). O campo da avaliação em saúde vem se expandindo, não apenas naqueles modelos variados que são conceituais e as abordagens com diversas metodologias, mas também na centralidade que vem assumindo nas instituições e na direção das políticas públicas. No campo da saúde, um dos melhores mecanismo é a avaliação que tem destaque e traz respostas para às demandas da gestão e subsidiar a tomada de decisões que visam satisfazer usuários cada vez mais exigentes e conscientes de seus direitos, além de atender aos padrões de universalidade, melhoria do acesso e qualidade cuidado no contexto de mudanças epidemiológicas e crises financeiras (Champagne, et al. 2016). 3.3 Segurança do paciente A segurança do paciente é um critério fundamental para a melhoria de qualidade dos serviços de saúde. A incorporação de novas técnicas de cuidado e a inclusão do paciente como colaborador nesse processo tornou a segurança essencial, assim como a percepção de que erros podem retardar a recuperação ou resultar em efeitos colaterais prejudiciais para muitos usuários (Brando; Brito & Barros, 2018) 26 A longa história da segurança do paciente começa com Hipócrates, cuja máxima Primum non nocere, que se traduz como "primeiro, não faça mal", pode ser traduzida como "não faça mal aos outros" ou "não lhes cause mal ou coloque sua integridade em risco." Seguindo a passagem do tempo, a contribuição de Florence Nightingale ainda é considerada como um fundamento para a prática de enfermagem moderna e para os princípios de cuidado que visam garantir a segurançado paciente. Ao incorporar práticas básicas de cuidados de saúde com higiene ambiental e companhia, Florence foi capaz de revolucionar os cuidados médicos e prevenir inúmeras fatalidades, Ignaz Semmelweis, médico especialista em obstetrícia, descobriu a causa da febre puerperal e sugeriu que ela pode ser diminuída com a simples ação de higienizar as mãos (Dalcin, et al, 2020). A segurança do paciente deve ser prioridade em todos os níveis de atenção, e a forma mais eficaz de incorporá-la à prática profissional é fazer da segurança uma norma cultural. Isso exige um entendimento compartilhado dos valores, crenças e padrões que definem o que importa em uma organização e garante que condutas e modos relacionados à segurança do paciente sejam incentivados, gratificados e esperados (Paese & Dal Sasso, 2013). Este mesmo estudo, já citado, realiza uma análise histórica da segurança do paciente, bem como alguns dos principais padrões de acidentes que afetaram a história da indústria global. Esses incidentes tornaram as pessoas mais conscientes da segurança do paciente e mudaram o foco da regulamentação e estudo de fatores individuais para fatores organizacionais. A ideia de cultura em segurança ganhou destaque por meio dessas ocorrências, sendo a tragédia nuclear de Chernobyl, no ano de 1986, visto como um fator precipitante. Dessa forma, a cultura de segurança afeta principalmente as atitudes gerenciais e dos trabalhadores ao alinhar valores relacionados à gestão de riscos e segurança. O estudo também explica o desafio de um sistema de saúde mais seguro, onde o maior impedimento é remover a barreira da culpa, onde os erros são vistos apenas como falhas das pessoas e não como uma fragilidade do sistema, e onde os recursos ou ambiente fornecidos para a conclusão de determinada atividade são insuficientes para a obtenção de resultados satisfatórios. Sugere-se que este sistema seja substituído por outro onde os erros sejam aceitos como oportunidades para melhorar o sistema (Marchon & Mendes JR, 2015). 27 A maioria dos estudos sobre segurança do paciente enfoca apenas a segurança hospitalar; esse fato está relacionado à alta densidade de tecnologias e ao alto risco de contaminação biológica inerente a esse ambiente. No entanto, atualmente existe a necessidade de pesquisas de segurança também no ABS, e a OMS instrui que os estudos com esse teor devem se concentrar nas seguintes questões: mensurar danos, entender as causas, distinguir e elaborar possíveis soluções e avaliar o impacto sobre as provas privativas de liberdade (Marchon & Mendes JR, 2015). Errar é humano: construir um sistema de saúde mais seguro, também conhecido como "Errar é humano: a produção de um sistema de saúde mais seguro", foi desenvolvido na década de 1990 considerando os potenciais incidentes de segurança do paciente e os fatores que podem causá-los. Foi publicado pelo IOM (Instituto de Medicina) e é considerado uma referência para a segurança do paciente e permite a avaliação das características dos incidentes. Em resposta ao referido relatório, a OMS instituiu, em 2004, a Global Alliance for Patient Security. Isso levou os países membros, inclusive o Brasil, a se comprometerem com o desenvolvimento de políticas públicas e práticas direcionadas para a segurança do paciente (Marchon & Mendes JR, 2015). Segurança do Paciente, que tem como objetivo geral contribuir com a melhoria da qualidade dos cuidados em saúde nos estabelecimentos na qual prestam serviços de saúde no território nacional, além de trazer como: promover e apoiar o envolvimento dos familiares dos doentes nas medidas de segurança do doente; ampliação do acesso a informações por parte da sociedade sobre segurança do paciente; produzir, organizar e disseminar conhecimento sobre segurança do paciente; Incentivar a inclusão do tema segurança do paciente na formação técnica, graduação e pós-graduação em saúde (Brasil, 2013). Devido ao maior aparato tecnológico disponível atualmente e aos altíssimos riscos biológicos, a segurança do ABS ainda não está bem definida no Brasil, e as pesquisas atuais sobre o tema estão voltadas principalmente para a assistência hospitalar. No entanto, é provável que a grande maioria dos serviços básicos de saúde seja prestada pela ABS, e que esses serviços também tenham o potencial de resultar em imprevistos e situações que não podem ser resolvidas passivamente porque os profissionais envolvidos não foram treinados para aderir a padrões mínimos de qualidade e 28 segurança (De Brito Paranaguá, et al., 2016). Historicamente, erros e erros assim julgados incorretamente eram tratados como falhas pessoais, levando o profissional envolvido ao descrédito por não conhecer os detalhes do que estava fazendo. Mas, graças à classificação da OMS, essas "imperfeições" passaram a ser chamadas de eventos adversos, que são incidentes que causam danos ao paciente e acontecem sem o seu conhecimento. Com isso, deixam de ser vistos como casos de negligência, imprudência ou descuido. A questão da segurança do paciente ainda é incipiente dentro da ABS, tendo sido recentemente reconhecida na Política Nacional de Atenção Básica após ser incluída (Ue & Oliveira, 2020). Desde o ano 2000, o escopo da ABS vem recebendo iniciativas de melhoria da qualidade, com o lançamento em 2002 do Projeto de Expansão e Consolidação da Saúde da Família. Subsequentemente, em 2005, foi apresentado e instituído o projeto Avalição para Melhoria da Qualidade da ESF (AMQ), elaborado com o intuito de fornece ferramentas de avaliação aos gestores municipais. O Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade de Atenção Básica (PMAQ-AB) foi instituído em 2011 com o objetivo de estimular gestores e equipes a melhorar o padrão dos serviços de saúde prestados aos residentes da ABS. E mais recentemente, em 2019, foi lançado o programa Previne Brasil. Apresenta este novo modelo de financiamento da ABS, fundamentado em três critérios: capital fixo, remuneração por desempenho e incentivos a ações estratégicas (Ue & Oliveira, 2020). 29 4 METODOLOGIA Este estudo trata-se de uma pesquisa avaliativa, analítica e transversal. Estudo transversal é um exemplo de estudo observacional na qual o pesquisador não interagirá com a população amostral de forma direta, só por análise e avaliação experimentada através da observação. Este grupo de pessoas difere na maioria das suas características (gênero, idade, geolocalização) e partilha apenas o fator em estudo. No entanto, neste estudo, vamos nos concentrar na definição e tipos de pesquisa transversal, bem como nas vantagens e diferenças entre pesquisa longitudinal e transversal (Bordalo, 2006). O estudo observacional transversal analisa dados quantitativos coletados durante um período de tempo especificado. Em outras palavras, este tipo de estudo obtém as perspectivas de um grupo específico de pessoas em um momento específico. Essas análises são usadas para definir o que está acontecendo em tempo real, em um ponto específico no tempo. Esse tipo de pesquisa pode ser usado para identificar as variáveis dominantes em um certo ponto e reunir dados transversais sobre as práticas de consumo anteriores das pessoas ou um diagnóstico atual de algo. 4.1 Período e local de estudo O projeto iniciou-se em janeiro de 2024, com o desenho da pesquisa e de limitação dos objetivos, foi realizada a coleta de dados entre agosto e outubro de 2024. A pesquisa foi implementada em um hospital polo da 6ª Microrregional de Saúde do Estado do Ceará, que presta serviço à população do município na qual o hospital está localizado e aos municípios que faz parte da microrregião que são seis municípios: Amontada, Miraíma, Trairi, Tururu, Umirim e Uruburetama, em um total aproximado de 300.000 habitantes. (298.961 IBGE 2022) O hospital teve sua fundação no decorrerdo ano de 1967 pelo então Pe. Abelardo Ferreira Lima e salvaguardo até 1971 através do Círculo de Trabalhadores Cristãos de Itapipoca. Naquele período, pertencia a diocese do referido município. Com intermédio do então bispo de Itapipoca Dom Paulo Pontes no ano de 1978 solicitou ao governo do estado do Ceará, e teve resposta positiva, para que juntamente com uma ONG alemã realizasse o financiamento da construção de uma 30 nova estrutura para o hospital, com viabilidade de atender as precisões da comunidade nas especialidades básicas nas seguintes áreas, clínica geral, médico pediatra, cirúrgica e gineco-obstetrícia. No dia 20 de janeiro de 1980 ocorreu a ato de inauguração do atual prédio, e posteriormente foi doado para a Instituição Sociedade Beneficente São Camilo que faz o gerenciamento da unidade atualmente. Hodiernamente, o prédio hospitalar tem a disposição da população 138 leitos que atente estritamente a pacientes do SUS, nas especialidades de: cirúrgica, médica, pediátrica, obstétrica e ortopédica. O corpo clínico possui médicos e um quadro de colaboradores totalizando 356 profissionais. O hospital presta atendimento as demandas de urgência e emergência, com parceria do Governo do Estado oferta a realização de cirurgias eletivas e obtém o título de “Hospital Amigo da Criança”, empenhando-se em motivar o relacionamento mãe- bebê e incentivar o aleitamento materno. Bem como, vem realizando melhorias em suas estruturas com o objetivo de prestar um melhor serviço e trazer conforto e segurança dos clientes. 4.2 População e amostra O estudo foi implementado com mulheres que foram submetidas ao parto normal no referido hospital durante o período de coleta de dados. O hospital atende cerca de 275 partos ao mês e é para os sete municípios da região o hospital referência para o atendimento de alto risco. Os critérios de seleção da amostra serão: puérperas maiores de 18 anos; com recém-nascidos vivos; com o pós-parto de no mínimo 24 horas; que passaram pela vivência de experimentar o processo do trabalho de parto (com via de parto vaginal). Como critérios de exclusão serão utilizados: puérperas menores de 18 anos, puérperas que estejam internadas por complicações do parto, puérperas com recém- nascido em situação de prematuridades, puérperas em situação de aborto e puérperas que se recusarem a participar deste estudo. O tamanho da amostra será elaborado se baseando pela metodologia de cálculo amostral, com propósito de estimar uma proporção, levando em consideração a média de trabalho de partos realizados nos últimos 6 meses (dados disponíveis nas redes sociais do hospital em questão). 31 Assim, para calcular o tamanho da amostra, será definido um erro padrão de 5% com nível de confiabilidade de 95%. Dessa forma, a determinação do tamanho amostral será baseada na fórmula matemática aplicável a população finita, conforme demostrado abaixo, e então realizada a proporção por unidades básica de saúde: Em que: N = dimensão da população; Z= nível de confiança escolhido, em números de desvio padrão; p = porcentagem com a qual o fenômeno se verifica; q = porcentagem complementar; n = tamanho da população; e = erro máximo permitido. *Esse cálculo será realizado através do uso do aplicativo epiinfo® para smartphones. 4.3 Coleta e análise de dados Foi utilizado durante a coleta dos dados dois instrumentos para ser realizada a coleta dos dados. O primeiro, um formulário com perguntas sociodemográfica e obstétrico elaborado para a referida pesquisa, da qual os dados serão coletados por meio de entrevista com as mulheres. As variáveis: coloração de pele (autodeclarada), religião, qual via de parto escolhido pela paciente, quais os meios que não o uso de fármaco para alívio da dor disponíveis e utilizados na instituição (banho de aspersão, bola suíça, deambulação, massagem), utilização de analgesia farmacológica (peridural), quais informações foram adquiridas sobre parto durante o pré-natal (terá como meios de respostas sim ou não), serão perguntadas às participantes por meio de instrumento já validado. Foi também utilizado um segundo instrumento que será a Escala Mackey de Avaliação da Satisfação com o Parto (Mackey Childbirth Satisfaction Rating Scale- MCSRS). Originária dos Estados Unidos, essa escala foi traduzida em diversos e variados idiomas, incluído o português do Brasil. Após adaptação transcultural para o contexto brasileiro, o instrumento passou por validação de face e conteúdo, apresentando assim resultados satisfatório em termos de confiança. A escolha dessa ferramenta se deu por sua maior abrangência, considerando os diversos fatores que influenciam a satisfação das mulheres em relação ao trabalho de parto e a experiência do parto (LOPES 2019). Após a coleta os dados foram codificados e tabulados, atribuindo-lhes valor N: z².p.q.n/e²(n -1) + Z² .p.q 32 numérico às respostas, no programa EXCEL e serão realizadas inferências de estatística descritiva simples para obtenção dos resultados que serão apresentados em tabelas e gráficos. 4.4 Aspectos éticos O projeto foi apresentado a comissão de ética e pesquisa do Hospital e Maternidade São Vicente de Paulo e foi obtido a anuência. Em seguida, foi subjugado ao Comitê de Ética em Pesquisa do Centro Universitário UNINTA e também obtivemos o parecer de número 7.030.360, favorável para realização da pesquisa. Relacionado a aplicação do instrumento de coleta, vale ressaltar que as participantes consentirão com a cooperação do estudo por intermédio do termo de consentimento esclarecido (TCLE), em concordância com a resolução 510/2016 e lhes será garantido o anonimato para todas as integrantes da pesquisa, assim como esclarecido sobre o direito de deserção em qualquer etapa do exposto processo de pesquisa. Projeto foi desenvolvido em concordância com as normas éticas propostas pelas resoluções 466/12 e 510/16 do Conselho Nacional de Saúde que regulamentam os aspectos éticos relacionados à realização de pesquisas que, individual ou coletivamente, envolvam seres humano, de forma direta ou indireta, na sua completude ou a partir dele, fazendo inclusão do manejo de dados ou materiais, assimilado sobre a óptica do indivíduo e em conjunto os quatros referenciais básicos da bioética: autonomia, beneficência, justiça e não maleficência, dispondo-se também, garantir os deveres e os direitos que reiteram à comunidade científica, os sujeitos da pesquisa e ao estado (Brasil, 2012). O conceito de autonomia foi respeitado ao informar aos participantes que eles tinham total liberdade para decidir se gostariam ou não de ter participação da referida pesquisa, assim como a liberdade de desistência a qualquer período sem ter prejuízos ou consequências negativas, sendo essas questões levas em consideração no presente no TCLE (APÊNDICE B). Quanto ao princípio da não maleficência, será observado ao garantir o acordo de não causar constrangimentos as pessoas na qual participaram da pesquisa seja respeitado, ao mesmo tempo em que os riscos e benefícios da pesquisa sejam claramente evidenciados a eles. Os riscos são mínimos e relacionam-se 33 principalmente com possíveis constrangimento e quebra do anonimato dos participantes. Para minimizar tais ricos, optou-se por não fazer a inclusão do nome dos participantes nos registros, enquanto os benefícios englobam a oportunidade de refletir sobre a segurança do paciente durante o parto a partir das percepções sobre riscos. O postulado da justiça será ascendido quando, por meio da publicação resultados, que irá cooperar para o aprimoramento dos serviços e atenção à saúde. 34 5 RESULTADOS E DISCUSSÕES A pesquisa teve a participação de 50 mulheres que estavam no setor do alojamento conjunto. Fazendo a análise e com baseamento nas repostas obtidas durante as entrevistas feitas nas visitasao setor foi obtido índices de satisfação relevantes para a pesquisa, contendo também problemáticas percebidas com base nos momentos da coleta dos dados da pesquisa. 5.1 Perfil sociodemográfico das participantes da pesquisa O público entrevistado foram mulheres submetidas ao parto normal (vaginal), maiores de 18 anos e internadas no setor do alojamento conjunto, por meio de visitas ao setor e preenchimento de formulário pela paciente, respeitando seu espaço e conforto durante a coleta dos dados. Pode-se notar que a cor parda teve maior prevalência com 84% das respostas, já no que tange estado civil as mulheres solteiras prevalecem dentre as demais que com 66% , isso mostra que grande maioria das pacientes detém de casamentos não efetivados juridicamente, na questão de paridade se sobressai a secundigesta mostrando que houve uma nova escolha por parte da paciente pelo parto normal na gestação seguinte, tendo em vista que quando se tem experiências ruim em partos anteriores muito provável que irá fazer escolha por outro meio de parto, ainda referente a tabela 1 foi obtido que a um grande índices de pacientes que não sabem a estratificação de risco do parto (n=20/40%), apesar que a grande maioria (52%) tinham ciência da classificação. 35 Tabela 1: Perfil sociodemográfico das participantes. (n) (%) Cor Branca 5 10 Parda 42 84 Preta 2 4 Amarelo 1 2 Estado Civil Solteira 33 66 Casada 15 30 Divorciada 1 2 Viúva 1 2 Religião Evangélica 18 36 Católica 27 54 Espírita 0 0 Umbandista 0 0 Budista 0 0 Outras 0 0 Sem religião 5 10 Escolaridade Ensino fundamental incompleto 7 14 Ensino fundamental completo 4 8 Ensino médio incompleto 8 16 Ensino médio completo 22 44 Superior incompleto 5 10 Superior completo 4 8 Paridade Primigesta 17 34 Secundigesta 18 36 Tercigesta 11 22 Quatro ou mais gestações 4 8 Estratificação de risco gestacional Risco habitual 26 52 Alto risco 4 8 Não sabe informar 20 40 Acompanhamento do pré-natal Sim 49 98 Não 1 2 Total 50 100 Fonte: Autoria própria 36 5.2 Falta de vinculação da gestante ao local de parto O trabalho de parto é um momento delicado e acima de tudo sensível para muitas mulheres. Uma abordagem detalhada e coerente ainda durante o pré-natal, deveria ser realizada, para que a parturiente chegasse na unidade de atendimento sabendo quais os caminhos que serão percorridos até a finalização do trabalho de parto. O enfermeiro tem um papel fundamental durante o período de realização do pré-natal fazendo uma troca de conhecimentos entre o profissional-paciente e familiares para que assim estejam cientes do que irá acontecer, essa troca não deve ser apenas relacionada aos procedimentos clínicos, mas também baseados em educação em saúde, para que a mulher possa ter autoconfiança para um autocuidado eficaz no parto e pós-parto. É importante que sejam esclarecidos dúvidas e questionamentos que surgirão durante as conversas, pois é notório que algumas pacientes primigestas ao chegar no centro de parto normal, não demostram conhecimentos relacionados ao trabalho de parto. (Paulo, 2021). 5.3 A prevalência do parto cirúrgico E de conhecimento geral que a optação pelo parto cirúrgico tem alta demanda, pois a uma percepção por parte das pacientes que é mais seguro, tendo em vista que é feito de forma mais rápida e um fator que tem grande influência é o quesito dor, pois se ver muito o déficit de conhecimento sobre o processo do parto natural, faz com que a paciente tenha uma percepção de segurança e mais conforto com o parto cirúrgico (De Sousa Vale, 2023). O parto é por toda via um processo longo a ser percorrido pela paciente, como irá ocorrer vem a depender de fatores que influenciam na escolha, fatores esses que estão relacionados com níveis de informações e a experiências obtidas em partos anteriores, também se leva em conta o fato de ser um procedimento mais rápido e que irá ocasionar em menos dor e com isso acaba sendo a via de parto que trará menos desconforto para a paciente, porem esses procedimentos podem não ser optados pela paciente e sim pelos profissionais que tem em mente que o parto cirúrgico ocorre em um tempo mais curto que o parto normal (Santana, 2015). 37 5.4 Baixo conhecimento sobre estratificação de risco gestacional É possível supor que diante dos resultados obtidos como mostra na tabela 1, que 40% das repostas foram referentes a não sabe informar a classificação da gestação, índice que chama atenção pois muitas pacientes detêm de poucas informações relacionadas a estratificação de risco, trazendo assim o questionamento de como está sendo realizado o pré-natal e se está sendo repassado as informações importantes para as pacientes ou se aas consultas estão acontecendo de forma rápida. Grafico 1: Pergunta relacionada a estratificação de risco gestacional Itapipoca-CE 2024. Fonte: Autoria própria A estratificação de risco gestacional de extrema importância ser repassado a gestante durante o pré-natal, tendo em vista que o mesmo pode vir a prevenir possíveis intercorrências durante a gestação, o parto e no pós parto, deixando a gestante ciente dos riscos que pode acometê-la, é necessário a participação efetiva do profissional durante o pré-natal levando até a paciente uma educação em saúde que traga esclarecimento de dúvidas e questionamento que a gestante possa ter. Pode se mencionar que quando se sabe sobre os riscos, é possível se dá mais atenção, como por exemplo paciente hipertensas e com diabetes gestacional que já vem a necessitar de acompanhamento com mais frequência para que não se venha a ter complicações por falta orientação e cuidado por parte da equipe de saúde, Porem antes disso se faz importante treinamento da equipe de saúde sobre tal assunto (Leite, 2019). 0 10 20 30 40 50 60 NÃO SABE INFOMRAR RISCO ALTO RISCO HABITUAL ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO GESTACIONAL (%) 38 5.4 Niveis de satisfação das participantes Conforme o gráfico 2 pode se notar que 48% das participantes se mostrou satisfeita com o serviço prestado a elas durante o trabalho de parto, índice importante que mostra o bom serviço ofertado a paciente do inicio ao fim do trabalho de parto. Gráfico 2: Níveis de satisfação das participantes Itapipoca-CE 2024. Fonte: Autoria própria É notório que uma equipe preparada e equipada com boa estrutura e bons equipamentos pode vir a ofertar um atendimento diferenciado e humanizados a as pacientes, fornecendo conforto e segurança durante o trabalho de parto lhe mostrando como facilitar a saída do bebê com exercício que traga conforto, musicoterapia, tudo isso reflete no alto índice de satisfação da paciente e no final a paciente sairá satisfeita pois recebeu um atendimento eficaz suprindo suas necessidades expectativas (De Moura Alves, 2019). 5.5 Os cuidados com o recém-nascido no trabalho de parto Nota-se que há uma grande satisfação por parte das pacientes com o primeiro contato com o recém-nascido, pode se ver no gráfico 3 que 60% das participantes mostram satisfação, com isso percebe-se que se tem boas condutas por parte da equipe e entendimento dos benefícios que esse primeiro contato traz a ambos. 0 10 20 30 40 50 60 SEM INFORMAÇÃO MUITO INSATISFEITA INSATISFEITA NEM SATISFEITA OU INSATISFEITA SATISFEITA MUITO SATISFEITA MEDIA DE RESPOSTAS DE SATISFAÇÃO (%) 39 Gráfico 3: Níveis de satisfação da pergunta 6 do instrumento de pesquisa Itapipoca- CE 2024. Fonte: Autoria própria É de conhecimento geral que após a finalização do parto, o cuidado com o recém-nascido e de extrema importância e necessita ser de imediato pois, ao sair da parte interna para o externo a uma diminuição de temperatura que pode não ser benéfica para o recém-nascido, além de outros cuidados necessário