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DICAS FATAIS PREMIUM 30 DIAS PROCESSUAL PENAL OAB42 BLAZUTE tB Material elaborado pela prof. Ana Paula BLAZUTE arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. DIREITO PROCESSUAL PENAL Dicas fatais Blazute Cursos Online o juiz não pode decretar PRISÃO PREVENTIVA de ofício. De acordo com o código de 1 processo penal, em seu artigo 311, o juiz pode decretar a prisão preventiva em qualquer fase da investigação ou do processo penal, a requerimento do Ministério Público, do querelante ou do assistente, ou por representação da autoridade policial. A PRISÃO TEMPORÁRIA não pode ser determinada de ofício pelo juiz. No que tange à 2 prisão temporária, conforme dispõe o artigo 2° da Lei 7.960/1989, esta poderá ser decretada pelo juiz apenas na hipótese de representação da autoridade policial ou de requerimento do Ministério Público. 3 A INTERCEPTAÇÃO de acordo com o artigo 3° da Lei 12.850/2013, poderá ser determinada pelo juiz em qualquer fase da persecução penal. O INQUÉRITO POLICIAL é um procedimento administrativo. Por esse motivo, o juiz 4 não poderá fundamentar sua decisão exclusivamente nos elementos informativos colhidos na investigação, ressalvadas as provas cautelares, não repetíveis e antecipadas. 5 Delegado não arquiva INQUÉRITO POLICIAL, mas sim o juiz, a requerimento do Ministério Público (CPP, art. 17). Súmula Vinculante 14. É direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso 6 amplo aos elementos de provas que, já documentados em procedimento investigatório realizado por órgão com competência de polícia judiciária, digam respeito ao exercício do direito de defesa. Nesse sentido, o defensor somente não terá acesso aos elementos ainda não devidamente documentados. A autoridade policial pode instaurar, de ofício, inquérito policial, desde que se 7 tratando de crime de ação penal pública incondicionada. Nos crimes de AÇÃO PÚBLICA CONDICIONADA À REPRESENTAÇÃO não poderá ser iniciado sem ela, e que nos crimes de AÇÃO PRIVADA, somente poderá ser iniciado a requerimento de quem tenha qualidade para isso (CPP, art. e 8 Prazo para conclusão do IP (CPP, art. 10) Solto Preso 30 dias 10 dias @blazutecursosonline suporteblazute@gmail.com 1 62 9 8405-0157B Material elaborado pela prof. Ana Paula Blazute. BLAZUTE arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. O ofendido e o indiciado poderão requerer qualquer diligência durante a fase de 9 investigações, porém caberá à autoridade decidir se serão ou não realizadas, ou seja, o delegado usará da discricionariedade. o inquérito policial poderá ser desarquivado caso seja identificado o surgimento de 10 novas provas capazes de alterar o contexto das investigações. Quem teve o inquérito arquivado não significa que foi inocentado. O STF entende que, após arquivado o inquérito policial, não poderá a ação penal ser iniciada, sem que haja novas provas. O STF decidiu que é possível o trancamento do inquérito policial por meio de habeas 11 corpus. Nesse sentido, não se trata de caso de recurso para chefe de polícia, como no caso de despacho que indeferir o requerimento de abertura de inquérito. Deste sim caberá recurso para o chefe de polícia. Trancamento do IP Indeferimento de abertura do IP HC Recurso ao chefe de polícia A doutrina e a jurisprudência possuem o entendimento de que, na hipótese de 12 DENÚNCIA ANÔNIMA, o procedimento correto a ser adotado é a realização da VPI (verificação de procedência das informações), antes de concluir se instaura ou não o inquérito policial. 13 delegado poderá arbitrar a fiança, por se tratar de crime cuja pena máxima não ultrapassa a 4 anos. Nos demais casos, a fiança será requerida ao juiz. O crime de descumprir decisão judicial relacionada a medidas protetivas de urgência, previsto na Lei Maria da Penha, possui pena de até 2 anos, ou seja, em tese o delegado poderia conceder fiança. Entretanto, nesse caso, somente o juiz poderá concedê-la. Denúncia Queixa 14 Crimes de ação penal privada, cujo Crimes de ação penal pública, cujo titular é o titular é o ofendido ou o seu MP. representante legal, por meio de um advogado. 15 prazo é de 6 meses para queixa ou representação e é contado do dia em que o ofendido ou representante legal tiver ciência de quem é o autor do crime (CPP, art. 38). ofendido não possui a obrigação de apresentar queixa em caso de crime de ação 16 penal privada. A AÇÃO PENAL PRIVADA é de titularidade do ofendido e goza do princípio da oportunidade e conveniência, ou seja, cabe à vítima ofertar ou não a @blazutecursosonline suporteblazute@gmail.com 2 62 9B Material elaborado pela prof. Ana Paula Blazute. BLAZUTE arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. ação. Do mesmo modo, a representação, nos crimes de ação penal pública condicionada, não é obrigatória. 17 Renúncia Perdão Perempção causa de extinção da causa de extinção da causa de extinção da punibilidade; punibilidade; punibilidade; havendo a renúncia ao direito o ofendido não mais resultado da inércia no de apresentar a queixa crime, deseja a punição do autor processo como, por o ofendido sequer permite do crime. exemplo, o querelante que o processo penal se deixar de dar inicie, evitando que o autor andamento ao processo do crime seja punido. durante 30 dias seguidos. O Ministério Público (MP), quando for titular da Ação Penal, possui prazo, que varia 18 em regra de 5 dias para réu preso a 15 dias para réu solto, para propor o arquivamento, apresentar denúncia ou requerer diligências. Caso o MP fique inerte, ou seja, não adote uma das medidas, abre-se a possibilidade para que o ofendido, seu representante legal ou seus sucessores ingressem com a AÇÃO PENAL PRIVADA SUBSIDIÁRIA DA 19 Poderá o Ministério Público, repudiar a queixa, oferecer denúncia substitutiva, aditar, intervir no processo, fornecer elementos de provas, interpor recurso e até retomar a ação como parte principal (CPP, art. 29). 20 A ausência do advogado não gera nulidade, bastando que seja remetida cópia do procedimento para a Defensoria Pública quando não houver indicação de defensor particular constituído pelo acusado. Notícia Crime Queixa Crime Denúncia 21 Feita na delegacia ou no MP por Petição inicial de uma ação Petição inicial de uma ação qualquer pessoa que tenha penal privada. penal pública promovida informação sobre o crime. pelo MP. Suspeição Impedimento 22 Refere-se ao animus subjetivo do juiz quanto às Ocorre quando há vínculos objetivos partes e, geralmente, são encontradas do juiz com o processo. externamente ao processo. @blazutecursosonline suporteblazute@gmail.com 3 9 8405-0157B Material elaborado pela prof. Ana Paula Blazute. BLAZUTE arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 23 Citação Intimação Dar ciência ao réu de que há um Dar ciência de um ato que foi praticado processo contra ele. ou será praticado. Física Psicológica Formas de violência na 24 Sexual Lei Maria da Penha Patrimonial Moral Características do IP Por ser instaurado e conduzido por uma autoridade policial, possui Administrativo nítido caráter administrativo. IP não é uma fase do processo. A inquisitorialidade do IP decorre de sua natureza pré-processual. Inquisitivo No IP não há acusação. Logo, não há autor nem acusado. Não há direito ao contraditório ou à ampla defesa. Em se tratando de crime de ação penal pública incondicionada, a Oficiosidade autoridade policial deve instaurar o IP sempre que tiver notícia da 25 prática de um delito. Oficialidade IP é conduzido por um órgão oficial do Estado - a polícia civil ou a polícia federal. Escrito Todos os atos produzidos no IP deverão ser escritos e reduzidos a termo aqueles que forem orais. Indisponibilidade Uma vez instaurado o IP, não pode a autoridade policial arquivá-lo, pois esta atribuição é exclusiva do Judiciário, quando o titular da ação penal assim o requerer Dispensabilidade IP é dispensável; não é obrigatório. delegado pode conduzir a investigação da maneira que entender Discricionariedade mais sem necessidade de seguir um padrão pré- estabelecido. Sigiloso É sempre sigiloso em relação às pessoas do povo em geral por se tratar de mero procedimento investigatório. Todavia, o IP não será sigiloso em relação aos envolvidos (vítima, suspeito/indiciado e seu advogado ou defensor público). @blazutecursosonline suporteblazute@gmail.com 4 62 9 8405-0157B Material elaborado pela prof. Ana Paula Blazute. BLAZUTE arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. Destruição de drogas Com prisão em flagrante Sem prisão em flagrante 26 Em 15 dias pelo delegado de Em 30 dias contados da data da polícia na presença do MP e da apreensão, guardando-se amostra autoridade sanitária necessária à realização do laudo definitivo Prisão temporária Prisão preventiva Prazo de 5 dias, prorrogáveis por mais 5 Sem prazo pré-definido Pode ser decretada em qualquer fase da 27 investigação policial ou da ação penal Ocorre durante a fase de investigação do IP quando houver indícios que liguem o suspeito ao delito É utilizada para que a polícia ou o MP colete Em geral é pedida para proteger o provas para, depois, pedir a prisão preventiva inquérito ou do suspeito em questão. Em geral, é processo, a ordem pública ou decretada para assegurar o sucesso de uma econômica ou a determinada diligência aplicação da lei. 28 Para que haja a configuração da necessidade de INTERNAÇÃO PROVISÓRIA deve se tratar de crime praticado com violência ou grave ameaça e ser o agente inimputável ou semi-imputável, além de existir o risco de reiteração (CPP, art. 319). 29 A prisão poderá ser SUBSTITUÍDA EM DOMICILIAR quando o agente for: Maior de 80 anos; Extremamente debilitado por motivo de doença grave; Pessoa imprescindível aos cuidados especiais de menor de 6 anos de idade ou com deficiência; Gestante; Mulher com filho de até 12 anos incompletos; Homem e único responsável pelos cuidados do filho de até 12 anos incompletos. 30 A condição para a substituição da prisão pela domiciliar é que ela não tenha cometido crime com violência ou grave ameaça, e que a vítima não seja seu filho ou dependente. A SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO é um benefício no qual é proposto ao 31 acusado algumas condições para que ele cumpra, em troca extinção da sua punibilidade. O processo ficará suspenso enquanto correr o prazo para cumprimento das condições impostas. Expirado o prazo sem revogação, o juiz declarará extinta a punibilidade. @blazutecursosonline suporteblazute@gmail.com 5 62 9 8405-0157B Material elaborado pela prof. Ana Paula Blazute. BLAZUTE arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. A Lei 9.099/1995 autoriza, em se tratando de crime cuja pena mínima seja igual ou inferior a 1 ano, a propositura da suspensão condicional do processo. Porém, o artigo 32 89 da referida Lei é claro ao dispor que o Ministério Público poderá propor a suspensão condicional do processo, desde que o acusado não esteja sendo processado ou não tenha sido condenado por outro crime. A Lei não leva em consideração a existência ou não de bons antecedentes ou primariedade, mas sim a existência de processos contra o acusado. Não é cabível retratação ao crime de lesão corporal no âmbito de violência 33 doméstica contra a mulher. A Súmula 542 do STJ dispõe que a ação penal relativa ao crime de lesão corporal resultante de violência doméstica contra a mulher é pública incondicionada. Nesse sentido, o desinteresse da vítima em ver o acusado responsabilizado é irrelevante. Cogitação impunível 34 Preparação impunível Execução punível Consumação punível 35 No caso a decisão de recurso interposto por um dos réus, se fundado em motivos que não sejam de caráter exclusivamente pessoal, aproveitará aos outros. 36 Das decisões proferidas pelo JUÍZO DA EXECUÇÃO, caberá AGRAVO A 37 Os EMBARGOS INFRINGENTES só podem ser opostos pela defesa. Caso a questão afirme que o Ministério Público poderá opor embargos infringentes, estará falsa, pois trata-se de recurso que só pode ser oposto pela defesa. Caberá RECURSO EM SENTIDO ESTRITO, da decisão, despacho ou sentença que não 38 receber a denúncia ou queixa. Não receber é o mesmo que rejeitar. A questão pode usar a palavra rejeitar. Caberá recurso em sentido estrito da decisão, despacho ou sentença que decretar a prescrição ou julgar, por outro modo, extinta a punibilidade. RESE admite juízo de retratação. 39 Caberá APELAÇÃO das sentenças definitivas, das decisões definitivas e das decisões do tribunal do júri (CPP, art. 593). @blazutecursosonline suporteblazute@gmail.com 6 62 9 8405-0157B Material elaborado pela prof. Ana Paula Blazute. BLAZUTE arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. Reclamação Correição Parcial É o meio através do qual se leva a essas cortes É o instrumento destinado à 40 a notícia da usurpação de sua competência ou impugnação de decisões judiciais que desobediência a julgado seu, cometida por juiz possam importar em inversão ou tribunal inferior. tumultuária do processo, sempre que É de competência originária do STF e STJ. não houver recurso específico em lei. Decisões estas que representem erros ou abusos. 41 A CARTA TESTEMUNHÁVEL será cabível da decisão que denegar o recurso, e da decisão que, admitindo o recurso, obsta à sua expedição e seguimento para o juízo ad quem. 42 O recurso de EMBARGOS INFRINGENTES é exclusivo da defesa. Tal recurso será admitido quando não for unânime a decisão de segunda instância desfavorável ao Porém, a CARTA TESTEMUNHÁVEL não cita a mesma exclusividade. 43 Caberá EMBARGOS DE DECLARAÇÃO quando na decisão que houver: Obscuridade; Ambiguidade; Contradição; No momento de proferir sentença, o juiz competente entendeu que a conduta narrada 44 na denúncia e provada melhor se adequaria à capitulação jurídica diversa daquela que constava na inicial acusatória, ou seja, outro tipo de crime se encaixa melhor ao caso. O juiz poderá condenar o réu por crime diverso do que foi definido na denúncia ou queixa, ainda que, em consequência, tenha que aplicar pena mais grave. Exemplo: o juiz entendeu que na verdade o caso é de roubo e não furto. 45 Segundo entendimento do STF o condutor suspeito de conduzir veículo automotor sob influência de álcool não pode ser obrigado a realizar tal exame, com fundamento no princípio de que ninguém é obrigado a produzir provas contra 46 Segundo entendimento do STF, o DIREITO AO SILÊNCIO é o direito de não se autoincriminar e é garantido a todas as pessoas, sendo ela investigado ou testemunha. Tal entendimento diz respeito apenas à defesa, não se enquadrando a testemunha de acusação. @blazutecursosonline suporteblazute@gmail.com 7 62 9 8405-0157B Material elaborado pela prof. Ana Paula Blazute. BLAZUTE arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse 47 Revogação Relaxamento Prisão desnecessária Prisão ilegal Delegado de polícia não pode relaxar prisão, apenas o juiz competente. O HABEAS CORPUS é remédio constitucional para garantir a liberdade de locomoção. Nesse sentido, de acordo com a Súmula 693 do STF, não cabe habeas 48 corpus contra decisão condenatória a pena de multa, ou relativo a processo em curso por infração penal a que a pena de multa seja a única cominada. Não há obrigatoriedade de representação jurídica por advogado para apresentação de habeas corpus. HC poderá ser impetrado por qualquer pessoa, em seu desfavor ou de outrem. MANDADO DE SEGURANÇA se trata de uma ação constitucional impugnante que visa 49 a proteção de direito líquido e certo, não amparado por habeas corpus ou habeas data. impetrante é o titular do direito lesado, ou seja, a pessoa que sofre o constrangimento. 50 Não cabe mandado de segurança contra decisão transitada em julgado (STF, Súmula 268). Não cabe mandado de segurança contra ato judicial passível de recurso ou correição (STF, Súmula 267). Não cabe mandado de segurança quando se tratar de decisão judicial da qual caiba recurso com efeito suspensivo. Há entendimento do STJ definindo o juiz de primeira instância como competente para julgar mandado de segurança contra ato de promotor de justiça. No rito comum ordinário, oferecida a denúncia ou queixa, caso não seja rejeitada, o 51 juiz ordenará a citação do acusado para responder, por escrito, no prazo de 10 Já com relação aos crimes próprios praticados por funcionários públicos, dispõe que o procedimento seguirá de forma especial, sendo o prazo, para responder a denúncia ou queixa, de 15 dias (CPP, art. 514). Desde que não contrarie a moralidade ou a ordem pública, a autoridade policial 52 poderá proceder à reprodução simulada dos fatos, para verificar a possibilidade de a infração ter sido praticada de determinado modo. Além disso, o acusado também possui o direito de não produzir provas contra si, e por este motivo não pode ser obrigado a participar. 53 CPP, art. 24. Nos crimes de ação pública, esta será promovida por denúncia do Ministério Público, mas dependerá, quando a lei o exigir, de requisição do Ministro da Justiça, ou de representação do ofendido ou de quem tiver qualidade para representá-lo. @blazutecursosonline suporteblazute@gmail.com 8 62 9 8405-0157B Material elaborado pela prof. Ana Paula Blazute. BLAZUTE arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. No caso de morte do ofendido ou quando declarado ausente por decisão judicial, o direito de representação passará ao cônjuge, ascendente, descendente ou irmão (CADI). A aplicação da Lei 9.099/1995 ao Estatuto do Idoso não beneficia o acusado, 54 somente o idoso. Só aplica as regras procedimentais. O STF entende que nos crimes do estatuto do idoso somente será possível a aplicação da Lei 9.099/1995 no que tange ao procedimento, que beneficiará o idoso, haja vista a celeridade processual. Por isso, o autor do crime não seria beneficiado com a possibilidade que a lei traz de eventual conciliação. A Lei 11.340/2006, em seu artigo 41, veda expressamente a aplicação da Lei 55 9.099/1995 aos crimes praticados com violência doméstica e familiar contra a mulher, independentemente da pena prevista. Sendo assim, de acordo com a lei, não é possível a aplicação da suspensão condicional do processo nestes crimes. 56 Segundo entendimento do STJ, é possível a aplicação dos institutos despenalizadores para as infrações penais eleitorais cuja pena não seja superior a 2 anos, salvo para os crimes que contam com um sistema punitivo especial. Em regra, o momento adequado para a "EMENDATIO LIBELLI" é na sentença, porém, 57 a jurisprudência autoriza, excepcionalmente, que seja feita antes, como no caso da desclassificação para fixação da competência. É admissível juízo desclassificatório prévio, quando houver erro de direito, ou seja, quando a qualificação jurídica do crime imputado repercute na definição da competência. 58 A execução da captura em flagrante deve ser feita a qualquer momento. Já com relação ao cumprimento de mandado de busca e apreensão domiciliar, a lei de abuso de autoridade dispõe que o horário permitido é entre 5h e 21h. 59 Nos crimes previstos no art. 171 do CP, a partir de junho de 2021, quando praticados mediante depósito, mediante emissão de cheques sem suficiente provisão de fundos em poder do sacado ou com o pagamento frustrado ou mediante transferência de valores, a competência será definida da seguinte forma: No caso de vítima única, a competência será definida pelo local do domicílio da vítima. Havendo mais de uma vítima, a competência será firmada pela prevenção. 60 A recusa do indiciado não poderá gerar, por si só, o seu indiciamento, apesar de poder caracterizar crime de desobediência (CPP, art. 330). @blazutecursosonline suporteblazute@gmail.com 9B Material elaborado pela prof. Ana Paula Blazute. BLAZUTE arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 61 As provas que exijam comportamento passivo do investigado poderão ser produzidas sem sua concordância. Exemplo: Suspeito que deve ficar ao lado de outros para que seja feito o reconhecimento pessoal. Não confundir com o fato de ninguém ser obrigado a produzir provas contra si. Neste caso o agente não pode ser obrigado a produzir a prova, por tratar-se de um comportamento ativo. Em se tratando de prova não invasiva, mesmo que o agente não concorde com sua produção, esta poderá ser realizada, desde que não implique em sua colaboração ativa. Ele somente não poderá ser obrigado a produzir contra si provas de caráter invasivo das quais exija sua colaboração ativa. Alterar cena do crime configura fraude processual. Somente não se configurará caso a 62 alteração seja realizada de forma culposa, ou seja, sem intenção de induzir a erro juiz ou perito. 63 De acordo com o STF, não é possível busca e apreensão em outro endereço que não esteja especificado no mandado. mandado deverá conter a indicação da casa em que será realizada a diligência (CPP, art. 243). 64 Havendo mandado expedido pelo juiz autorizando a busca, a falta do morador não impedirá sua concretização. Em caso de desobediência será arrombada a porta e a entrada forçada. A não realização de audiência de custódia, dentro do prazo de 24 horas, sem 65 motivação idônea ensejará a ilegalidade da prisão, a ser relaxada pelo juiz. Toda pessoa que sofra prisão, de qualquer modalidade, qualquer que tenha sido a motivação ou a natureza do fato criminoso, mesmo que se trate de crime hediondo, deve ser obrigatoriamente apresentada em audiência de custódia (CPP, art. 310, 66. O prazo para representação é de 6 meses decadenciais, contados do conhecimento da autoria do fato. papel do juiz no ACORDO DE NÃO PERSECUÇÃO PENAL (ANPP) é homologar o acordo e declarar a extinção da punibilidade do fato, após seu integral 67 cumprimento. acordo de não persecução penal será formalizado pelo Ministério Público e sua homologação é realizada pelo juiz, bem como a decretação da extinção de punibilidade após seu cumprimento integral. o juiz poderá recusar homologação à proposta se a considerar inadequada, insuficiente ou abusiva. Após recusada a homologação, o juiz devolverá os autos ao Ministério Público para a análise da necessidade de complementação das investigações ou o oferecimento da denúncia. @blazutecursosonline suporteblazute@gmail.com 10 62 9 8405-0157B Material elaborado pela prof. Ana Paula Blazute. BLAZUTE arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 68 Citação Por edital Por hora certa Réu não encontrado Réu se oculta É possível a utilização de WhatsApp para a citação de acusado, desde que sejam 69 adotadas medidas suficientes para atestar a autenticidade do número telefônico, bem como a identidade do indivíduo destinatário do ato processual (STJ, Info 688). 70 Intimação da sentença Réu e defensor Réu preso Réusoltoencontrado Réu solto não encontrado não encontrados Intimação Feita pessoalmente Quando assistido pela A intimação será feita ao mediante edital ao réu Defensoria Pública ou defensor constituído ou Advogado dativo, deverá nomeado ser feita pessoalmente STJ, Súmula 630. A incidência da atenuante da confissão espontânea no crime de 71 tráfico ilícito de entorpecentes exige o reconhecimento da traficância pelo acusado, não bastando a mera admissão da posse ou propriedade para uso próprio. Segundo entendimento do STJ, já tendo sido realizada a COLABORAÇÃO PREMIADA com o MP, não é cabível o benefício da DELAÇÃO PREMIADA (unilateral), uma vez que 72 seria aplicada duas vezes causas de redução de pena sobre o mesmo fato. acusado ou o indiciado terá a pena reduzida quando colaborar na identificação dos coautores ou partícipes e na recuperação do produto do crime, seja ela total ou parcial. A colaboração premiada é meio de obtenção de provas, não prova. delegado de polícia, nos autos do inquérito policial, também poderá propor. Neste caso deverá haver a manifestação do Ministério STF considera como condição de eficácia a manifestação do Ministério Público. 73 Além de casos de CONEXÃO e CONTINÊNCIA e de IMPOSSIBILIDADE DE CITAÇÃO PESSOAL do acusado, quando se tratar da complexidade de causa ou a circunstâncias do caso não permitirem a formulação da denúncia, a competência será modificada. Em regra, os deputados estaduais serão submetidos a julgamento perante o Tribunal de Justiça. Isso ocorre pelo fato da designação dessa competência estar sob poder da Constituição de cada Estado, ou seja, cada ente da Federação deverá estabelecer a 74 competência para julgamento dos deputados estaduais. Em se tratando de deputados federais, a CF estabelece que caberá ao STF julgá-los. Os Tribunais Superiores entendem que o foro por prerrogativa de função só se aplica aos crimes praticados em razão do cargo. Se o crime praticado pelo deputado não possuir relação com suas funções, deverá ser julgado no juízo de primeiro grau. @blazutecursosonline suporteblazute@gmail.com 11 62 8405-0157B Material elaborado pela prof. Ana Paula Blazute. BLAZUTE arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. ASTREINTE nada mais é do que uma multa cominatória que possui caráter coercitivo, 75 cuja finalidade é pressionar o devedor a realizar a obrigação a ele imposta. Não há óbice à sua imposição pelo magistrado. Possui total aplicação no processo penal e é possível a sua fixação em desfavor até mesmo de terceiros, não participantes do processo, pela demora ou não cumprimento de ordem emanada do Juízo Criminal. A 76 PRISÃO PREVENTIVA não pode ser utilizada como cumprimento antecipado da pena. O juiz deverá revisar a necessidade da manutenção da prisão preventiva a cada 90 dias, de ofício, sob pena de tornar a prisão ilegal. A inobservância do prazo não implicará na revogação automática da prisão preventiva. 77 As provas colhidas ou autorizadas por juízo aparentemente competente à época da autorização ou produção podem ser ratificadas, mesmo que venha aquele a ser incompetente, ante a publicação do processo investigativo da teoria do juízo aparente. A SERENDIPIDADE é a descoberta fortuita de delitos que não são objetos de investigação. Durante a investigação, conduzida em instância, de crimes 78 praticados por pessoas sem foro privativo, caso surja indício de delito cometido por agente que possui foro privilegiado, o juiz deverá paralisar os atos de investigação e remeter todo o procedimento para o tribunal ao qual toca o foro por prerrogativa de função. Não cabe ao juiz decidir sobre a separação dos procedimentos. Chegando os autos ao referido tribunal, compete a este decidir se deverá haver o desmembramento ou se irá julgar todos os suspeitos, incluindo as pessoas que não têm foro privativo. Na SERENDIPIDADE DE 1° GRAU há conexão ou continência com o fato que está sendo apurado, por isso os autos devem ser remetidos ao tribunal superior, para que 79 este faça a cisão, se for o caso. Na SERENDIPIDADE DE 2° GRAU trata-se de descoberta de fortuita de crime que não tem conexão com o que está sendo apurado, por isso não há necessidade de que seja remetido em sua integralidade à competência originária. A CONSTRIÇÃO DE BENS pode alcançar réus, investigados, pessoas jurídicas e 80 familiares não denunciados. De acordo com entendimento do STJ, a indisponibilidade de bens pode atingir também bens de origem ilícita, bens adquiridos antes mesmo do crime e bens da pessoa jurídica ou mesmo de um familiar não denunciado, desde que haja indícios de que houve confusão patrimonial. O proprietário dos bens não possui direito líquido e certo à manutenção dos bens 81 até o trânsito em julgado, ainda que nomeado como depositário fiel. O juiz determinará a alienação antecipada para preservação do valor dos bens sempre que estiverem sujeitos a qualquer grau de deterioração ou depreciação, ou quando @blazutecursosonline suporteblazute@gmail.com 12 62 9B Material elaborado pela prof. Ana Paula Blazute. BLAZUTE arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. houver dificuldade para sua manutenção. produto da alienação ficará depositado em conta vinculada ao juízo até a decisão final do processo. São necessárias fundadas razões de que um delito está sendo cometido, para assim 82 justificar a entrada na residência do agente, ou, ainda, a autorização para que os policiais entrem no domicílio. Sobre a comprovação dessa autorização, com prova da voluntariedade do consentimento: De acordo com entendimento do STJ, o ônus de comprovar a higidez dessa autorização, com prova da voluntariedade do consentimento, recai sobre o estado acusador. A prova da legalidade e da voluntariedade do consentimento para o ingresso na residência do suspeito incumbe, em caso de dúvida, ao Estado, e deve ser feita com declaração assinada pela pessoa que autorizou o ingresso domiciliar, indicando-se, sempre que possível, testemunhas do ato. AMEAÇA NO ÂMBITO DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA Trata-se de crime cuja ação 83 penal é pública condicionada à representação. Nesse sentido, será admitida a renúncia à representação perante o juiz, em audiência especialmente designada com tal finalidade, antes do recebimento da denúncia e ouvido o Ministério Público. 84 retardamento da intervenção policial ou administrativa será previamente comunicado ao juiz competente que, se for o caso, estabelecerá os seus limites e comunicará ao Ministério Público (Lei 12.850/2013). A INFILTRAÇÃO DE AGENTES de polícia em tarefas de investigação, representada pelo delegado de polícia ou requerida pelo Ministério Público, após manifestação técnica 85 do delegado de polícia quando solicitada no curso de inquérito policial, será precedida de circunstanciada, motivada e sigilosa autorização judicial, que estabelecerá seus limites. Na hipótese de representação do delegado de polícia, o juiz competente, antes de decidir, ouvirá o Ministério Público (Lei 12.850/2013). o juiz não participará das negociações realizadas entre as partes para a formalização 86 do ACORDO DE COLABORAÇÃO. Esta ocorrerá entre o delegado de polícia, o investigado e o defensor, com a manifestação do Ministério Público, ou, conforme o caso, entre o Ministério Público e o investigado ou acusado e seu defensor (Lei 12.850/2013). SIGILO DA INVESTIGAÇÃO poderá ser decretado pela autoridade judicial 87 competente, para garantia da celeridade e da eficácia das diligências investigatórias, assegurando-se ao defensor, no interesse do representado, amplo acesso aos elementos de prova que digam respeito ao exercício do direito de defesa, devidamente precedido de autorização judicial, ressalvados os referentes às diligências em andamento (Lei 12.850/2013). @blazutecursosonline suporteblazute@gmail.com 13 62 9B Material elaborado pela prof. Ana Paula Blazute. BLAZUTE arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 88 Na Lei de Organização Criminosa (Lei 12.850/2013), os crimes devem possuir pena máxima superior a 4 anos ou ser de caráter transnacional. 89 Configura crime a conduta do colaborador que: Revelar a identidade, fotografar ou filmar o colaborador, sem sua prévia autorização por escrito; Imputar falsamente, sob pretexto de colaboração com a Justiça, a prática de infração penal a pessoa que sabe ser inocente, ou revelar informações sobre a estrutura de organização criminosa que sabe inverídicas; Descumprir determinação de sigilo das investigações que envolvam a ação controlada e a infiltração de agentes; Recusar ou omitir dados cadastrais, registros, documentos e informações requisitadas pelo juiz, Ministério Público ou delegado de polícia, no curso de investigação ou do processo; Na mesma pena incorre quem, de forma indevida, se apossa, propala, divulga ou faz uso dos dados cadastrais de que trata esta Lei. Será admitida a infiltração, a requerimento do Ministério Público ou a 90 representação do delegado de polícia. O agente que não guardar, em sua atuação, a devida proporcionalidade com a finalidade da investigação, responderá pelos excessos praticados. Havendo indícios seguros de que o agente infiltrado sofre risco iminente, a operação 91 será sustada mediante requisição do Ministério Público ou pelo delegado de polícia, dando-se imediata ciência ao Ministério Público e à autoridade judicial. 92 A ausência de caráter transnacional da infração não afasta a aplicação da Lei de Crime Organizado. 93 A infiltração será autorizada pelo prazo de até 6 (seis) meses, sem prejuízo de eventuais renovações, desde que comprovada sua necessidade. De acordo com a Lei 9.099/95, da decisão de rejeição da denúncia ou queixa e da sentença caberá apelação (art. 82). É diferente do processo penal comum, que em 94 caso de rejeição da denúncia ou queixa e da sentença caberá recurso em sentido estrido. Se a questão perguntar qual recurso cabe da decisão de rejeição da denúncia ou queixa e da sentença, identifique se está se referindo ao código de processo penal comum ou à lei dos juizados especiais. 95 As INFRAÇÕES DE MENOR POTENCIAL OFENSIVO são aquelas cuja pena máxima não seja superior a 2 anos. Não é requisito expresso a ausência de violência ou grave ameaça. @blazutecursosonline suporteblazute@gmail.com 14 62 9B Material elaborado pela prof. Ana Paula Blazute. BLAZUTE arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. STJ, Súmula 122. Compete à Justiça Federal o processo e julgamento unificado dos crimes conexos de competência federal e estadual, não se aplicando a regra do art. 78, 96 II, a, do Código de Processo Penal. Compete à justiça federal processar e julgar o crime de redução à condição análoga à de escravo (CP, art. 149). A Ordem dos Advogados do Brasil não tem legitimidade para atuar como 97 assistente de defesa de advogado réu em ação penal. Isso porque, no processo penal, a assistência é apenas da acusação, não existindo a figura do assistente de defesa. STJ entende que é possível a atuação da Defensoria Pública como assistente de acusação mesmo não havendo norma local que regulamente ou autorize tal atuação. 98 Não existe empecilho a que a Defensoria Pública represente, concomitantemente, através de Defensores distintos, vítimas de um delito, habilitadas no feito como assistentes de acusação, e réus no mesmo processo, pois tal atuação não configura conflito de interesses a atuação do Ministério Público no mesmo feito como parte e custos legis, podendo oferecer opiniões divergentes sobre a mesma causa. 99 Só se usa algemas se você for PRF. Em casos de: Perigo; Resistência e; Fuga. É ilegal o uso de algemas em mulheres presas grávidas durante os atos hospitalares preparatórios para a realização do parto e durante o trabalho de parto, bem como em mulheres durante o período de puerpério imediato. Provas não repetíveis Provas cautelares Provas antecipadas 100 São aquelas que não têm São aquelas em que ocorre São aquelas produzidas em como serem novamente risco de desaparecimento do momento processual coletadas, pois ocorrerá o objeto da prova em razão do distinto daquele legalmente desaparecimento da fonte decurso do tempo, movidas previsto ou até mesmo pré- probatória. por necessidade e urgência. Se processualmente, em virtude não forem produzidas naquele de situação de momento não haverá urgência e relevância. outra oportunidade idêntica, se esvaindo a prova. Não necessita de autorização Precisa de autorização judicial Precisa de autorização judicial judicial Exemplo: Exemplo: Exemplo: exame de corpo de delito. Busca e apreensão; testemunha que por Interceptação telefônica. enfermidade ou por velhice, inspirar receio de que ao tempo da instrução criminal já não exista @blazutecursosonline suporteblazute@gmail.com 15B Material elaborado pela prof. Ana Paula Blazute. BLAZUTE arquivo é de envio pessoal. Proibido qualquer tipo de repasse. 101 Estelionato é a prática de enganar alguém para obter vantagem ilícita e sua competência será definida pelo local do domicílio da vítima. 102 Caberá RECURSO, NO SENTIDO ESTRITO, da decisão, despacho ou sentença que conceder, negar, arbitrar, cassar ou julgar inidônea a fiança, indeferir requerimento de prisão preventiva ou revogá-la, conceder liberdade provisória ou relaxar a prisão em flagrante. 103 ARGUIÇÃO DE SUSPEIÇÃO DO JUIZ: Não aceitando, Juiz se manifesta em 3 dias; Remete os autos em 24 horas. 104 A representação será irretratável, depois de oferecida a denúncia. Lei Maria da Penha (11.340/2006), depois do recebimento da denúncia. 105 A competência do JUIZ DAS GARANTIAS cessa com o oferecimento da denúncia ou queixa. 106 não aplica a: JUIZ DAS GARANTIAS se infração penal de menor potencial ofensivo; tribunal do júri; violência doméstica e familiar; competência originária dos tribunais. @blazutecursosonline suporteblazute@gmail.com 16 62 9 8405-0157

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