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E-book 3
André Thomáz
GESTÃO DA PEQUENA E 
MÉDIA EMPRESA
Neste E-Book:
INTRODUÇÃO ���������������������������������������������� 3
ORIENTAÇÃO EMPREENDEDORA ��������4
Inovação �������������������������������������������������������������������4
Capacidade de Assumir Riscos ������������������������������8
Proatividade ���������������������������������������������������������� 11
Autonomia e competitividade agressiva ������������� 19
CONSIDERAÇÕES FINAIS ����������������������29
SÍNTESE ��������������������������������������������������������31
2
INTRODUÇÃO
Nesta Unidade você irá aprender sobre a Inovação 
dentro das rotinas das pequenas empresas� As pe-
quenas e médias empresas precisam buscar sempre 
novas formas de se reinventar� Por isso, estão cons-
tantemente procurando estratégias que as conduzam 
a uma posição de destaque no mercado consumidor� 
Elas sabem que, para inovar, não basta querer, é pre-
ciso que sejam utilizadas técnicas para atingir estes 
objetivos� Dentro deste contexto, o envolvimento das 
pessoas é um fator extremamente relevante para a 
inovação, pois são elas que conseguem atingir me-
tas e superar os desafios que são impostos pelo 
mercado� Fatores como alta concorrência, baixa lu-
cratividade, modelo de negócio não escalável, entre 
outros, são barreiras que precisam ser vencidas para 
que se alcance o sucesso no mercado�
As empresas têm diversos processos que preci-
sam ser entendidos de forma única e sincronizada, 
pois são eles que determinam o nível de qualidade 
que esta empresa consegue oferecer para os seus 
clientes� Assim, o processo de inovação necessita 
de processos bem organizados e que estejam em 
sincronia com os objetivos da empresa�
Diante desse contexto, surge o seguinte questiona-
mento: como empresas estagnadas podem definir 
estratégias para inovar?
3
ORIENTAÇÃO 
EMPREENDEDORA
Hoje percebemos que as ações inovadoras são pro-
duzidas em ambientes cada vez mais globalizados� 
Essas ações são uma rica fonte de desempenho 
econômico� O que chama a atenção é o fato de que 
ações inovadoras têm diferentes formatos, dimen-
sões e características e, ao final de sua execução, 
têm sempre o mesmo objetivo: produzir mais, au-
mentar a qualidade e conquistar melhores níveis de 
satisfação entre as pessoas que farão uso do produ-
to ou serviço oferecido pelas empresas inovadoras 
(FARAH, p� 74, 2017)�
Para realizar a análise dos tipos de inovação, de-
vemos, com base na literatura, conhecer o estudo 
taxonômico de Souza (2018), que descreve que as 
mudanças tecnológicas podem ser classificadas 
conforme seus impactos, quais sejam: ofensiva e 
defensiva; imitadora e dependente; e oportunista 
e tradicional� Tais conceitos, ainda segundo Souza 
(2018), servem para que as empresas consigam 
adaptar suas estratégias tecnológicas ao tipo de 
competição que será enfrentada no mercado�
Inovação
Quando o tema é inovação, em primeiro lugar se 
faz necessário compreender a origem da palavra� 
4
Inovação é um termo que vem do latim innovare, que 
significa fazer algo novo (BIAGIO, 2016).
A grande característica da inovação está relaciona-
da com a comercialização, ou seja, a inovação só 
acontece quando efetivamente a invenção é aceita 
comercialmente. Desta forma, podemos afirmar que 
somente empresas podem inovar, pois são elas que 
comercializam os bens (produtos) e serviços que são 
oferecidos no mercado consumidor (BIAGIO, 2016).
Assim, os gestores precisam entender a inovação e, 
ainda, conhecer falsos conceitos do termo�
 ● a inovação não requer uma revolução dentro da 
empresa, mas precisa de processos de direção cria-
dos com o devido cuidado para que a empresa seja 
capaz de desempenhar todo o trabalho;
 ● a inovação não acontece do nada, mas é necessá-
rio que antes de inovar a empresa resolva problemas 
básicos de gestão�
 ● inovar não é simplesmente uma questão de cria-
tividade e cultura criativa� Para muitas empresas a 
dificuldade não é encontrar ideias médias ou boas, o 
problema é selecionar as mais adequadas e colocá-
-las em prática;
 ● também não adianta estar nos processos e nas 
ferramentas de tomada de decisão, nesses casos, 
são importantes, mas, somente isso não resolve 
o problema, pois, é necessário acompanhar e me-
dir, inclusive as recompensas podem ajudar a levar 
adiante a inovação�
5
A inovação enquanto diferenciação na competitivida-
de organizacional está se desenvolvendo em diversos 
lugares do mundo� Ou seja, o conhecimento pode 
estar em qualquer parte� Isso revela novas fontes de 
diferenciação para competição das empresas que 
conseguirem prospectar, acessar e mobilizar esses 
conhecimentos, antes de seus concorrentes�
Podcast 1 
Para acessar a inovação, desenvolver produtos com 
melhores desempenhos e agregar maior valor aos 
serviços, com redução de custos e melhor retorno 
do capital investido, é importante uma combinação 
de tecnologias e de competências desenvolvidas em 
ambientes geográficos diferentes, inclusive, muitas 
vezes fora do próprio setor de atividade industrial 
da organização�
Atualmente, temos diversos tipos de inovação clas-
sificados. Para Souza (2018), a inovação pode ser 
dividida em quatro categorias abrangentes, que eles 
classificaram como 4Ps da inovação:
 ● inovação em produto: é a mudança em produtos e 
serviços que uma empresa pode oferecer;
 ● inovação em processo: é a mudança na maneira 
como os produtos e serviços são criados e entregues;
 ● inovação em posição: é a mudança no contexto em 
que produtos e serviços são colocados no mercado;
6
 ● inovação em paradigma: é a mudança nos modelos 
mentais subjacentes, orientando o que a empresa 
faz�
A inovação organizacional pressupõe a introdução 
de um novo método nas atividades operacionais da 
empresa, por exemplo, como organizar o trabalho� 
Quando ocorre a implantação da inovação organiza-
cional na empresa, tem-se o objetivo de melhorar o 
desempenho organizacional, gerando redução dos 
custos operacionais na administração, ou oferecer 
melhores condições de trabalho para as equipes� 
Busca-se, inclusive, melhores condições e taxas com 
fornecedores, a fim de reduzir custos na cadeia pro-
dutiva organizacional�
Uma inovação organizacional pode ser nova na em-
presa, mas pode já ser adotada por outras organi-
zações� Por exemplo, a implantação de gestão do 
conhecimento para melhorar a capacidade organiza-
cional� Uma nova forma de produção, implantação de 
sistemas de qualidade, laboratórios de ideias entre 
outros, também são características desse tipo de 
inovação�
A inovação tem três abrangências: no mundo, no mer-
cado e na empresa� A inovação é mundial quando o 
produto ou serviço é introduzido no mercado mundial 
pela primeira vez� Essa abrangência é a mais comple-
xa e pode exigir mais tecnologia no desenvolvimento�
7
A inovação no mercado se dá quando a empresa 
introduz o produto pela primeira vez no mercado em 
que atua, apesar dele já existir em outros mercados�
Também existe a inovação nas empresas, que se 
referem à inovação que já existem no mercado, e a 
empresa começa a oferecê-las em seu portfólio por 
meio de novos produtos, por exemplo�
A inovação para o mercado se dá quando a empresa 
insere no mercado em que atua novos bens e servi-
ços� A empresa pode acessar uma inovação que já 
está disponível em outros mercados e introduzir no 
seu próprio mercado� A internet é uma ferramenta 
que colabora com a prospecção em diversas bases 
tecnológicas para acessar inovação em diversos 
mercados�
Para inovar no mercado, por exemplo, a empresa 
pode acessar as bases tecnológicas disponíveis e 
prospectar produtos que ela possa oferecer� Ao re-
alizar a prospecção, ela levanta a necessidade de 
recursos para oferecer o produto desejado em seu 
mercado e desenvolve mecanismos para desenvolver 
e oferecer o produto�
Capacidade de Assumir Riscos
Para FARAH (2017), são fatores determinantes 
para causar prejuízos às ações inovadoras em uma 
organização:
 ● problemas econômicos;
8
 ●elevados custos para a implantação da inovação;
 ● falta de fontes apropriadas de financiamento;
 ● elevados prazos para a obtenção do retorno 
investido;
 ● falta de informações sobre mercados e tecnologias;
 ● elevada resistência a mudanças;
Outro fator a ser considerado é a pouca necessidade 
de inovação em alguns segmentos empresariais� 
Assim, caso o segmento não apresente a necessi-
dade de inovar, provavelmente a empresa manterá 
seu status quo, entendendo que não existe relevância 
em ações inovadoras� Ou seja, se o gestor perceber 
que os fatores descritos são considerados pouco 
relevantes para sua empresa, ele certamente não se 
sentirá motivado a mudar (FARAH, 2017)�
Segundo Farah (2017), as inovações relacionadas 
com preços são estratégias criadas para a comercia-
lização de bens ou serviços das empresas cujo foco 
é determinado para o mercado consumidor� Desta 
forma, entende-se que a estratégia de preço não é 
elaborada em função da variação da demanda, mas 
sim através do modelo de negócio adotado�
Assim, compreendemos que a inovação é um pro-
cesso de inserção de novos produtos no mercado, 
que necessariamente precisam ser aceitos pelos 
consumidores� Dessa forma, a partir do lançamento 
de novos produtos e da aceitação deles pelos con-
sumidores, tem início o ciclo de vida da inovação�
9
O critério de acesso ao mercado consumidor define 
um preço estratégico para o produto ou serviço� Tal 
preço atrairá grande quantidade de compradores 
em um primeiro momento� Esta estratégia precisa 
ser pensada de forma duradoura, pois para que os 
clientes sejam fidelizados a esses produtos, as em-
presas precisam iniciar suas vendas com uma oferta 
irrecusável� Depois de certo tempo, elas precisam 
pensar em formas de diferenciar seus produtos, pois 
certamente haverá reações da concorrência� A me-
lhor alternativa será a busca pela diferenciação de 
seus produtos, e não o embate por preços, pois, neste 
caso, as margens de lucro serão afetadas e os resul-
tados financeiros serão impactados negativamente.
As estratégias de inovação de tempo estão relacio-
nadas ao fato de que as empresas, em geral, não 
têm recursos financeiros, humanos e físicos para 
desenvolver vários projetos simultaneamente� Assim, 
é preciso uma definição de quais ações devem ser 
priorizadas e quais seriam as ideias mais relevan-
tes para o momento atual da empresa� Farah (2017) 
afirma que os critérios que as organizações devem 
seguir para a determinação dessa estratégia deve 
observar que quanto mais oportunidades de redução 
de custos a inovação tiver, melhor será aceita� Se 
a inovação for bem aceita pelos clientes, também 
deverá ser priorizada�
Para Souza (2018), as empresas precisam buscar a 
manutenção de sua vantagem competitiva e do seu 
sucesso por meio de um produto� Em algumas situ-
ações, determinado produto é o único responsável 
10
pelo poder que a empresa possui� Assim, deve-se ter 
em mente que, quando uma oportunidade surgir, ela 
deverá ser explorada ao máximo para que a empresa 
consiga alcançar o sucesso financeiro.
FIQUE ATENTO
Entretanto, a procura por inovações tecnológicas 
não deve ser restrita somente à manutenção ou 
ao melhoramento de algum produto de sucesso 
da empresa� Em algumas situações, o mercado 
acaba sugerindo a adoção de novas tecnologias, 
processos ou modelos de negócios� É importan-
te observar como a concorrência está trabalhan-
do e também mostrar-se sensato para avaliar a 
situação atual de seu produto e as característi-
cas tecnológicas que envolvem a empresa�
Os fatores internos seriam o segundo tipo de fator 
que afeta as empresas� Este fator é voltado para a 
gestão do conhecimento, cujos conceitos, técnicas 
e ferramentas são baseados no trabalho em equipe, 
que por sua vez são apoiados por redes de relacio-
namento� Esses relacionamentos têm forte poder 
para potencializar a produção intelectual dos atores 
envolvidos nos processos�
Proatividade
As pequenas e médias empresas estão buscando 
cada vez mais se diferenciar umas das outras e uma 
11
ferramenta interessante para a obtenção dessa van-
tagem competitiva é o marketing de diferenciação� 
Segundo Souza (2018), o conceito de marketing de 
diferenciação pode ser definido como um conjunto de 
estratégias de divulgação que consegue transformar 
uma marca ou uma empresa reconhecida por suas 
particularidades diante da concorrência�
Como se sabe, nós, clientes, estamos cada vez mais 
exigentes, e o mercado consumidor não aceita falhas 
dos fornecedores� Mesmo assim, ainda enfrentamos 
problemas com serviços/produtos que ficam abaixo 
de nossas expectativas�
Souza (2018) afirma que as empresas precisam apre-
sentar produtos novos ou melhorados constante-
mente, pois aquilo que era muito bom ontem, hoje 
já não atende às exigências do mercado� Amanhã, 
provavelmente, já estará fora da lista de desejos dos 
consumidores� Para os autores, os mercados são afe-
tados por uma dinâmica que é impactada por fatores 
como a condição socioeconômica dos consumidores 
e a própria capacidade de inovação das empresas�
Os aspectos que envolvem inovação e gestão devem 
estar intimamente relacionados com as definições 
estratégicas das empresas� Isso porque, com o obje-
tivo de obter vantagens competitivas para a empresa, 
existe a necessidade de unir decisões do dia a dia 
com ações que busquem novas formas de inovação� 
Para Souza (2018), o processo de gestão da inova-
ção exige criatividade e ideias ao longo do tempo, 
de forma contínua e sistemática, e o processo de 
12
inovação requer da empresa conhecimento a respeito 
do mercado no qual atuará, de forma a minimizar os 
riscos de uma inovação malsucedida�
Os fatores que causam dificuldades no processo de 
inovação são comumente classificados em aspec-
tos internos e externos à organização� Os aspectos 
externos estão relacionados a problemas com “go-
verno, mercado, tecnologia, propriedade intelectual, 
relações societárias, relações sindicais, fornecedores 
e interorganizacionais” (SOUZA p�89, 2018)�
Os fatores internos, por sua vez, entre outros, estão 
relacionados diretamente com (SOUZA, 2018):
 ● o tamanho e a idade da empresa;
 ● o desempenho passado;
 ● sua estratégia de diversificação;
 ● exportações;
 ● estratégia de redução de custos;
 ● mecanismos de proteção;
 ● ausência de gestão por resultados;
 ● planejamento estratégico ineficiente;
 ● falta de pessoal qualificado e de espírito de equipe;
 ● ausência de cultura e motivação para a inovação;
 ● senso de acomodação;
 ● falta de aprendizado contínuo;
 ● falta de tempo por alta carga de trabalho;
 ● falta de recursos financeiros;
13
 ● e falta de tolerância a falhas�
Diante da identificação de falhas que podem afetar 
os processos de inovação, deve-se procurar compre-
ender de que maneira diversos fatores impactam na 
obtenção e implementação de novas ideias e deve-se 
buscar analisar como evitar que tais falhas inter-
rompam os processos de inovação. As dificuldades 
encontradas no acesso aos recursos financeiros, tão 
relevantes para a inovação, mostram-se como fator 
limitante para a execução de tarefas necessárias para 
a implementação de novas ideias a serem postas em 
prática� Fatores econômicos mostram-se barreiras 
importantes, pois se relacionam diretamente aos 
riscos inerentes do negócio e, para os investidores, 
tais riscos são percebidos como elevados�
As empresas estão em mercados altamente compe-
titivos e esse ambiente não é o mais propício para 
ações radicais� Para que ocorra uma diferenciação 
entre empresas do mesmo segmento de mercado, o 
aumento do nível de serviço, que pode ser entendido 
como um fator chave dos valores que a empresas 
oferece aos seus clientes, e cujo objetivo é o de as-
segurar sua fidelidade, mostra-se uma ferramenta 
altamente relevante, pois assim cria-se a possibilida-
de de um relacionamento duradouro entre os atores 
do mercado�
Dentro do conceito de fatores, que são relacionados 
ao mercado, surge a possibilidadede criação de par-
cerias entre empresas e stakeholders (clientes, forne-
cedores e parceiros comerciais, entre outros)� Essa 
14
estratégia apresenta-se como uma possível solução 
para a redução de barreiras impostas pelo mercado 
competidor, pois percebe-se que esse relacionamento 
tem um fator motivacional relevante para a busca da 
inovação: o desenvolvimento a partir da proximidade 
entre os atores envolvidos no processo� Dessa for-
ma, é grande a chance de surgirem recursos, sejam 
eles humanos, financeiros, ou outros quaisquer, que 
possibilitarão a criação de estruturas de colaboração 
entre a empresa e os parceiros de negócio�
O processo de mudança tem por finalidade causar 
transformações na estrutura, na estratégia e nas 
pessoas que compõem uma organização� Uma das 
reações mais naturais do ser humano é resistir a 
mudanças� Fatores como a impossibilidade de co-
nhecer o futuro, dificuldades em compreender as 
fases de transição do estado atual para o novo e 
experiências anteriores negativas criam um ambiente 
propício para o surgimento de barreiras no processo 
de inovação�
Em algumas situações pontuais, o processo de re-
sistência pode ter um fator positivo, pois é capaz 
de fomentar discussões a respeito de decisões que 
necessitam ser tomadas, criando uma oportunidade 
para o surgimento de melhores escolhas� O fator 
resistência também possui um aspecto negativo: 
quando se percebe que as críticas chegam ao ponto 
de impedir a continuidade do processo de mudança�
Planejar uma estratégia eficiente e oferecer um am-
biente adequado são os dois pilares fundamentais 
15
para a busca de inovações� Ações como o planeja-
mento de boas estratégias, criação de equipes com 
pessoas capacitadas e motivadas, cultura organiza-
cional voltada para a inovação, adequação da estru-
tura funcional a serviço da estratégia e definição de 
processos são fatores que incentivam o desenvol-
vimento de ideias inovadoras�
O processo de inovação passa por diversas etapas 
e seu início se dá pela criação de uma vantagem 
estratégica no mercado, procurando áreas nas quais 
a inovação terá maior poder de ação� A fase das 
pesquisas, na qual é possível descobrir um público 
desconhecido e quais serão suas necessidades, re-
presenta a segunda etapa do processo de inovação�
Após as pesquisas, o passo seguinte é representado 
pelo insight, que é o resultado de um processo de 
análise e desenvolvimento da inovação�
A fase seguinte do processo é identificada pelo de-
senvolvimento efetivo da inovação, no qual ocorre 
a definição do design, a engenharia, a prototipagem 
e os testes, que resultarão em um novo produto ou 
serviço� Em seguida tem-se o processo de plane-
jamento de negócios, que realiza a preparação do 
mercado para os clientes escolherem a inovação e, 
por último, tem-se a venda, que representa o retorno 
financeiro obtido pelo sucesso do produto ou serviço.
O desenvolvimento industrial se dá por meio de in-
vestimentos que buscam a promoção da competi-
tividade com objetivo de incentivar o crescimento 
sustentável da economia como um todo� Assim, é 
16
possível estabelecer um novo nível para o potencial 
econômico do Brasil. Merece destaque a importância 
dos programas de financiamento, que são direciona-
dos para a ampliação e modernização da capacidade 
produtiva das empresas�
A criatividade segundo Farah (2017) é considerada 
como um fenômeno de natureza cognitiva, e o ato 
de inovar é um efeito proporcionado por processos 
mentais, cujo objetivo é produzir novas ideias com 
valor mercadológico� O ato criativo se desenvolve 
através de um processo que deixa a pessoa sensível 
a um problema ou situação, forçando-a a procurar 
por soluções através da criação de hipóteses que 
dizem respeito ao problema� Posteriormente são 
realizados os testes destas hipóteses e, por fim, a 
comunicação dos resultados obtidos�
Para Farah (2017), existem dois elos que ligam a 
criatividade às atividades econômicas� O primeiro se 
relaciona com a prestação de apoio aos processos 
produtivos, o qual serve para mudar o que era feito 
para um modo mais econômico e prático� O outro elo, 
a criatividade, passa a oferecer maior valor agregado 
ao cliente, seja por meio da oferta de novos produtos, 
pela modificação de um produto existente, ou até 
mesmo através da alteração na maneira de vender 
o produto�
O mercado consumidor está caracterizado mais pe-
las constantes mudanças radicais do que pelo seu 
poder de barganha� Fatores como tecnologia, novas 
formas organizacionais e capacidade de gerar e ab-
17
sorver inovações são diferenciais competitivos que 
devem ser interiorizados pelas empresas (FARAH, 
2018)� O processo de desenvolvimento de ideias não 
segue um pensamento linear, ele se mostra descon-
tínuo e irregular, apresentando alguns momentos de 
inovação e outros de total inércia, mas que podem 
influenciar de forma relevante diversos setores da 
economia� As inovações, além de não obedecerem 
a um padrão regular e contínuo, ainda possuem ele-
vado grau de incerteza�
Assim, chega-se a um importante aspecto no pro-
cesso de compreensão das formas de produção e 
transmissão de conhecimento, pois percebe-se que 
existem diversas possibilidades de acesso e troca 
de informações que são fornecidas por tecnologias 
de informação e devem estar disponíveis de forma 
igualitária para todos os agentes envolvidos nos 
processos�
O processo de reconhecimento e recompensa neces-
sariamente deve ser precedido por um processo de 
avaliação. De acordo com Biagio (2016), as empresas 
utilizam diversos recursos para criar métodos de 
avaliação� Entre esses métodos, alguns são realiza-
dos pelos gerentes, que elaboram o documento e 
compartilham o resultado da avaliação com a pessoa 
avaliada�
Os métodos de recompensa que algumas empresas 
adotam em seus critérios de avaliação utilizam a 
remuneração separada por níveis de desempenho� É 
importante destacar que qualquer que seja a forma 
18
adotada de avaliação pela empresa, o que realmente 
merece atenção é a eficácia dada ao sistema de ava-
liação, pois um sistema falho tira toda credibilidade 
da empresa e do avaliador�
Autonomia e competitividade 
agressiva
O levantamento de ideias faz parte de um processo 
inovador� Vale ressaltar que, na prática, não é possível 
generalizar este tipo de processo de inovação, pois 
depende dos recursos e capacidades de cada orga-
nização. Souza (2018) afirma que quando se trata 
de gestão da inovação alguns elementos são im-
pactantes para o processo, por exemplo: estágio da 
inovação, escopo da inovação e tipo de organização�
O tipo de organização é condicionante para a defini-
ção das etapas de um processo inovador� Além disso, 
o processo deve ser coerente com o conjunto das 
capacidades específicas e essenciais da empresa. 
Outros fatores importantes devem ser considerados, 
tais como: logística, recursos humanos, atendimento 
ao cliente, sistemas de informação entre outros�
O objetivo do levantamento de ideias é identificar 
as oportunidades existentes no mercado e levantar 
ideias inovadoras juntos aos colaboradores e clien-
tes, os quais são usuários dos produtos e/ou serviços 
oferecidos pela empresa� Os clientes podem cola-
borar, a partir das suas experiências, para melhorias 
nos produtos e serviços�
19
O levantamento de ideias é o primeiro passo para 
um processo de inovação na empresa� Nessa etapa 
prospectam-se ideias por meio das diversas bases 
tecnológicas, tais como: internet, bancos de paten-
tes, workshops e seminários, entre outras fontes de 
interesse da empresa (SOUZA, 2018)�
Segundo Souza (2018), o fluxo criativo de uma em-
presa pode ser representado por um funil� Em um 
processo mais amplo a empresa faz uma busca por 
novas ideias nos diversos bancos de conhecimento 
que existem, depois gradativamente desconsidera as 
ideias que não interessam, selecionando apenas as 
ideias que tem potencial de negócio. Por fim desen-
volve o projeto, entregando o produto e/ou serviço 
inovador�A ilustração a seguir mostra uma analogia 
em forma de funil para simular um processo de le-
vantamento de ideias�
Normalmente, empreendedores com experiência e 
visão de negócio costumam ter facilidade com as 
novas ideias, pois espera-se que eles tenham boa 
percepção para novas oportunidades no mercado� 
Por isso, comumente estão familiarizados com fer-
ramentas de apoio para planejamento e desenvolvi-
mento de negócios (SOUZA, 2018)�
No entanto, o mesmo não se aplica quando se tra-
ta de empreendedores iniciantes. Afinal, esse é um 
desafio que requer muitos cuidados e experiência. 
Não basta achar que uma ideia pode se tornar um 
negócio promissor, é preciso muita disciplina, estu-
dos e planejamentos para se implementar uma ideia� 
20
Para uma ideia virar um negócio é necessário realizar 
pesquisa de mercado, fazer testes em laboratório, 
produzir protótipos, fazer testes pilotos e elaborar um 
planejamento para analisar a viabilidade financeira, 
econômica e social (SOUZA, 2018)�
Entre os principais cuidados que se deve ter para uma 
ideia virar um negócio, destacam-se: a criação de uma 
hipótese; a partir dessa hipótese, a realização de pes-
quisas para identificar o mercado-alvo. Ou seja, para 
verificar se existem consumidores potenciais para o 
negócio desejado e para verificar se existem pesso-
as que se interessariam em comprar determinados 
produtos ou serviços (SOUZA, 2018)� Também, é im-
portante identificarmos como o mercado vai perceber 
o diferencial do novo produto ou serviço e quem são 
os concorrentes e possíveis novos entrantes�
REFLITA
Quais os riscos tecnológicos, capacidades e re-
cursos para a ideia ser implementada? A nova 
ideia tem potencial de crescimento? A ideia está 
alinhada como os valores internos da organiza-
ção? Para que uma ideia possa ser implantada 
com sucesso, além dos principais cuidados cita-
dos acima, na hora de operacionalizar o processo 
inovador o empreendedor não pode ficar preso à 
ideia original. É preciso ser flexível às mudanças 
necessárias para a ideia virar um negócio atrativo 
e com potencial diante do mercado consumidor�
21
O foco tem que ser nos clientes em potencial e não 
na ideia em si� Nessa etapa, o levantamento envolve 
buscar a maior quantidade possível de ideias nas di-
versas bases cognitivas no mundo, que em metáfora 
seriam a boca do funil� Esse processo é denominado 
de prospecção de ideias� O levantamento de ideias 
deve ser realizado de forma sistêmica para verificar 
as possíveis oportunidades ou mudanças nos ce-
nários competitivos, buscando identificar o próximo 
passo, ou seja, tendências de mercado para novos 
produtos e serviços, comportamento do consumidor, 
comportamento do concorrente, novos entrantes e 
o meio ambiente, entre outros fatores�
O Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, 
mais conhecido como Sebrae (2018), tem várias su-
gestões sobre como gerir a inovação e critérios para 
a seleção do portfólio de projetos�
Por exemplo:
a) verificar se a empresa tem capacidades e recur-
sos para o desenvolvimento do projeto selecionado 
e, se não tiver competência, quanto tempo levaria 
para a empresa se adaptar à nova exigência ou se a 
mesma pode se adequar por meio de licenciamento 
da tecnologia, ou seja, da compra dessa metodologia;
b) analisar as alternativas de oportunidade de ino-
vação, além de selecionar outras possibilidades;
c) compreender o mercado e a competitividade 
no ramo quanto a preço, qualidade, rotatividade e 
normas;
22
d) estabelecer as estratégias junto à equipe de tra-
balho e difundi-las para todos colaboradores da em-
presa a fim de conseguir o apoio de todos;
e) realizar um trabalho junto aos principais fornece-
dores de recursos e envolver possíveis clientes, que 
são os consumidores em potencial dos produtos�
Empresas de qualquer porte, pequenas, médias ou 
grandes, podem inovar selecionando projetos inova-
dores� Por exemplo: uma empresa de manutenção 
mecânica pode inovar ao selecionar tecnologias de 
controle de tempo para evitar desperdício de ma-
térias e tempo� Para isso, é necessário integrar as 
equipes por meio de treinamento� Também é possível 
envolver os clientes mais significativos no processo 
de melhoria dos serviços prestados (SOUZA, 2018)�
Entre outras seleções, a empresa poderá, por exem-
plo, buscar novos mercados ou melhores locais para 
a sua manufatura� Poderá ainda desenvolver formas 
de distribuição que otimizem o tempo de entrega de 
seus produtos levando em consideração os custos 
e benefícios para os clientes e a possibilidade de 
fidelização de sua clientela.
Para a elaboração do projeto se faz necessário de-
finir quais são os recursos necessários para a im-
plantação, tais como: recursos humanos, recursos 
financeiros e plataforma tecnológica necessária para 
a implementação das ideias levantadas e seleciona-
das. É preciso verificar se a empresa tem capacidade 
de incorporação da tecnologia desejada�
23
Caso a empresa verifique que não tem os recursos 
físicos necessários, poderá adquirir por meio de com-
pra da tecnologia que estiver disponível no mercado� 
Além disso, é possível desenvolver o conhecimento 
necessário por meio de treinamento para suas equi-
pes inovadoras ou da contratação de pessoal com 
capacidades específicas que venham a melhorar a 
capacidade essencial da organização�
Também é nessa nesta fase do projeto que a empre-
sa faz o levantamento dos fornecedores e parceiros 
para o desenvolvimento do projeto�
A empresa precisa definir os recursos que serão apli-
cados no desenvolvimento do projeto� Para isso, a 
empresa deverá ter uma equipe de pessoas deten-
toras do conhecimento necessário para comprar, 
licenciar, contratar e até mesmo criar fornecedores 
fora dos limites da empresa� Neste caso vale ressal-
tar o conceito de Inovação Aberta�
Segundo Souza (2018, p� 58), Inovação Aberta é 
“o uso intencional dos fluxos internos e externos 
de conhecimento para acelerar a inovação inter-
na e aumentar os mercados para uso externo das 
inovações”�
Souza (2018) descreve que as competências inter-
nas de uma organização podem não ser suficientes 
diante da mudança do mercado que as envolve e da 
forma como as empresas criam ideias e as direcio-
nam ao mercado�
24
Outra ação que deve ser considerada nessa etapa é 
a parceria com universidades, instituições e centros 
de pesquisas para dar apoio ao desenvolvimento do 
projeto selecionado�
Podcast 2 
Formar e treinar equipes que sejam capazes de de-
senvolver as etapas do projeto�
Além disso, criar laboratórios de ideias e de proto-
tipagem, praticar benchmarking, praticar pesquisas 
cooperativas, realizar alianças, joint venture e outras 
formas que se fizerem necessárias (SOUZA, 2018).
A empresa pode criar laboratórios de ideias e propor 
dinâmicas entre os colaboradores� Para promover o 
debate é possível exibir um vídeo, ler um texto, es-
tudar um caso de sucesso ou mesmo analisar uma 
situação na própria empresa com pessoas de áreas 
diferentes (SOUZA, 2018)�
Um dos critérios mais importantes para proporcionar 
um ambiente inovador e propício para a geração e 
compartilhamento de ideias é ter políticas claras e 
bem definidas de inovação, transparência nas rela-
ções humanas, ética e valores�
Assim, o ambiente estimula as pessoas envolvidas a 
compartilharem suas ideias por meio de boa gestão 
tanto de pessoas quanto de conhecimento�
Para a implementação, que é a quarta etapa do pro-
cesso de inovação, é necessário estabelecer prazos, 
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projetar custos e orçamento e ter uma ferramenta 
de apoio para a gestão da qualidade� Além disso, é 
importante analisar a participação de outros depar-
tamentos, tais como logística, marketing, vendas e 
outros que sejam necessários nessa fase (SOUZA, 
2018)�
Os recursos financeiros são de extrema importância 
para a implantação do projeto� A empresa deverá 
fazer um planejamento orçamentário para definir a 
importância a ser investida no projeto� Isso implica 
analisar o retorno do investimentopara determinar 
o retorno potencial do capital investido� Nesse mo-
mento, é necessário definir padrões e utilizar com 
eficiência os recursos necessários para evitar des-
perdício e perda de tempo�
As empresas podem inovar por meio de ações 
do tipo, estabelecer padrões de qualidade e cus-
tomização de processos de produção, logística e 
distribuição�
Também, é possível utilizar práticas de inovação 
compartilhada com fornecedores; estabelecer fer-
ramentas avançadas de gestão de projetos; aplicar 
técnicas, tecnologia e ferramentas de engenharia 
de alta complexidade que projetem e simulem o 
produto� Dessa forma, vendas podem ser realiza-
das antes mesmo dos produtos serem produzidos, 
por exemplo: aeronaves para programas de defesa 
aeroespacial�
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Neste caso, a prototipagem e a simulação são reco-
mendadas, pois, assim é possível apresentar produ-
tos aos cliente e investidores�
Para a prototipagem se faz necessário, inclusive, um 
planejamento orçamentário, um estudo de mercado e 
pesquisa com os possíveis consumidores e clientes 
em potencial�
A aprendizagem é uma disciplina bastante impor-
tante para o processo de inovação, pois é preciso 
que as empresas criem uma cultura de aprendizado� 
Apesar de parecer um clichê, aprender a aprender é 
uma realidade já solidificada.
Isso significa que empresas, profissionais, professo-
res, alunos etc�, todos precisam buscar o conheci-
mento para estarem preparados para as mudanças 
que este século propõe� Vamos ver agora as lições 
que foram aprendidas no processo de gestão de 
inovação�
Segundo Farah (2017), na fase do processo de inova-
ção denominada de aprendizagem é possível adotar 
práticas e ferramentas que apoiem este modelo de 
gestão do conhecimento� Segundo o Sebrae (2018), 
as principais lições aprendidas podem ser:
 ● reflexão: implica em pensar acerca do processo 
de inovação por completo, analisando como foi rea-
lizado, o que deu certo, o que deve ser evitado, quais 
os resultados alcançados e qual o próximo passo� A 
reflexão também significa analisar a inovação como 
uma prática que deve ser aplicada pelas empresas 
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que desejam um ambiente inovador� Essa etapa 
leva a cultura do pensamento compartilhado entre 
as equipes inovadoras com todos os membros da 
organização;
 ● registro: anotar tudo o que foi aprendido� Envolve 
registrar o lançamento de todos os novos produtos, 
o processo para tal e as mudanças que se fizerem 
necessárias� O registro é uma prática bem aplicada 
pela gestão da qualidade total;
 ● estímulo: incentivar sempre a inovação é um ciclo� 
Um ambiente inovador requer transparência, confia-
bilidade, valorização e ética�
Além disso, a empresa pode criar um ambiente pró-
prio para a geração de nova ideias por meio de seus 
colaborados� Este ambiente requer transparência e 
uma atitude ética, que valorizem a equipe e todos os 
envolvidos na empresa�
Vale ressaltar que o aprendizado também é respon-
sabilidade de cada pessoa, pois viver em um mun-
do altamente competitivo requer que cada um seja 
responsável por sua gestão do conhecimento� Como 
vimos nesse estudo as empresas precisam de equi-
pes inovadoras e, devido à velocidade das inovações, 
estas se tornaram um recurso escasso que deve ser 
gerenciado�
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CONSIDERAÇÕES FINAIS
Nesta unidade aprendemos as etapas para a im-
plantação de um processo inovador� Esse conceito 
nos ajuda a responder à pergunta que norteou este 
capítulo: quais são as etapas de um processo de 
inovação? Um projeto inovador é composto por cinco 
etapas: levantamento de ideias, seleção das ideias 
que interessam para a empresa, implantação do pro-
cesso e aprendizagem com o processo�
Estes conceitos são impactantes para a ampliação 
do portfólio dos produtos que as empresas ofere-
cem no mercado. Buscar ideias inovadoras é uma 
das formas que as empresas têm para se manterem 
competitivas no mercado�
As ideias podem ser diversas, por exemplo: novos 
produtos, processos, mercado, design de embala-
gens, sustentabilidade dos negócios, entre outras� 
Para a implantação das ideias selecionadas, a em-
presa pode fazer parcerias com universidades, cen-
tros de pesquisas e outros parceiros� Também, é 
interessante manter alianças de cooperação e troca 
de ideias com fornecedores, clientes e interessados�
O objetivo principal das empresas está diretamente 
relacionado com a obtenção de lucros e o fator ino-
vação mostra-se um diferencial para gerar vantagens 
competitivas diante da concorrência� Assim, o que se 
percebe é que o processo de inovação é composto 
por diversos fatores�
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Imaginar que somente boas ideias serão são capazes 
de serem convertidas em lucros é um pensamento 
que infelizmente não representa a realidade do mer-
cado� Considerar como fator de diferenciação de 
mercado o uso de estratégias que afetam somente 
os preços não é suficiente para fidelizar os clientes 
pois essa ação que não tem poder para ser manti-
da por longos períodos de tempo� Os clientes estão 
atentos a diversos fatores que envolvem um produto, 
e imaginar que somente um aspecto será o fator 
chave para a decisão de compra representa uma 
visão restrita por parte das empresas�
Quando buscam uma inovação, as pessoas geral-
mente escolhem uma situação que seja cômoda ao 
invés de uma mudança radical, mas isso não significa 
que não seja possível implantar ações que transfor-
mem o estado atual� O que é relevante destacar com 
relação a mudanças é a possibilidade de melhoria 
com relação ao que existia anteriormente� Para se-
rem aceitas, essas vantagens precisam ser muito 
bem esclarecidas, pois caso não sejam trabalhadas 
de maneira eficiente, as pessoas criarão barreiras 
para a aceitação das inovações�
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SÍNTESE
 Uma inovação organizacional pode ser nova na empresa, mas pode 
já ser adotada por outras organizações� Por exemplo, a implantação 
de gestão do conhecimento para melhorar a capacidade 
organizacional� Uma nova forma de produção, implantação de 
sistemas de qualidade, laboratórios de ideias entre outros, também 
são características desse tipo de inovação� 
 A inovação organizacional pressupõe a introdução de um novo 
método nas atividades operacionais da empresa, como organizar o 
trabalho� Quando ocorre a implantação da inovação organizacional a 
empresa, tem-se o objetivo de melhorar o desempenho 
organizacional, gerando redução dos custos operacionais na 
administração, ou ferecer melhores condições de trabalho para as 
equipes� Busca-se, inclusive, melhores condições e taxas com 
fornecedores, a fim de reduzir custos na cadeia produtiva 
organizacional�
 Inovação em processo é a mudança na maneira como os produtos 
e serviços são criados e entregues� Ela se refere a novas tecnologias 
de operação ou ao aprimoramento e obtenção de novas tecnologias 
de produção, assim como a métodos novos ou substancialmente 
aperfeiçoados para o manuseio e entrega de produtos�
 Para acessar a inovação, desenvolver produtos com melhores 
desempenhos e agregar maior valor aos serviços, com redução de 
custos e melhor retorno do capital investido, é importante uma 
combinação de tecnologias e de competências desenvolvidas em 
ambientes geográficos diferentes, inclusive, muitas vezes fora do 
próprio setor de atividade industrial da organização�
 A inovação enquanto diferenciação na competitividade 
organizacional está se desenvolvendo em diversos lugares do 
mundo� Ou seja, o conhecimento pode estar em qualquer parte� Isso 
revela novas fontes de diferenciação para competição das empresas 
que conseguirem prospectar, acessar e mobilizar esses 
conhecimentos, antes de seus concorrentes�
GESTÃO DE PEQUENAS E 
MÉDIAS EMPRESAS
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