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INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE HEMODERIVADOS Estefani Pontes Simão Biomédica/UFPE Analista de Laboratório no Banco de Sangue do Hospital Regional do Agreste/HRA Doutora em Ciências Biológicas/UFPE Especialista em Microbiologia/FAFIRE estefani_p_s@hotmail.com @estefanipsimao Caruaru, 2021 INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE HEMODERIVADOS O que é hemoterapia? É a ciência que estuda a terapia médica que utiliza o sangue humano como tratamento de suporte para auxiliar a cura de pacientes com doenças hematológicas e não hematológicas. INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE HEMODERIVADOS • Transfusão como importante ferramenta terapêutica • Não há substituto para o sangue • Deve ser realizada em condições de segurança • Testes e processamento da amostra • Sangue total (prod. bruto) Hemocomponentes • Processo multiprofissional • Normatizado pelo Ministério da Saúde e ANVISA Introdução a Hemoterapia INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE HEMODERIVADOS História da Hemoterapia • Willian Harvey em 1627 – descoberta da circulação sanguínea. • Jean Baptista Denis em 1667 - primeira transfusão sanguínea - sangue de carneiro em um paciente com tifo, o qual faleceu após a terceira transfusão. • James Blundel em 1818 - transfusões com sangue humano em mulheres com hemorragia pós-parto e obteve em alguns casos sucesso, porém ainda se tinha complicações de rejeição e não se podia garantir a segurança transfusional, pelo fato de não se ter ainda o conhecimento sobre reações e compatibilidades sanguíneas. INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE HEMODERIVADOS História da Hemoterapia • Karl Landesteiner em 1900 – descoberta do sistema ABO. • Karl Landsteiner e Alex Wiener em 1940 - descoberta do sistema Rh. • Guerra Civil Espanhola, em 1936 - organização dos primeiros bancos de sangue e a transfusão de sangue tornou-se rotina na prática médica - primeiras transfusões de sangue com o conhecimento das compatibilidades sanguíneas. INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE HEMODERIVADOS História da Hemoterapia • No Brasil, em torno de 1910 - primeiras transfusões de sangue. • Já na década de 40 a hemoterapia de transformou em uma especialidade médica (Instituto Osvaldo Cruz) - nesta época foram criados vários bancos de sangue nas diversas capitais brasileiras, porém as doações em nosso país eram remuneradas, assim os doadores muitas vezes não eram altamente confiáveis INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE HEMODERIVADOS História da Hemoterapia • Em 1969 a Organização Mundial de Saúde realizou uma avaliação dos serviços de hemoterapia em todo o mundo e constatou a precariedade da hemoterapia no Brasil. • Então para solucionar todos esses problemas foi criado o Programa Nacional de Sangue e Hemocomponentes em 1980, e dele acarretou o surgimento dos Hemocentros, centros especializados em Hematologia e Hemoterapia com o intuito de implantar a doação sistemática de sangue de qualidade, pondo fim à doação remunerada. INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE HEMODERIVADOS Conceitos importantes Sangue • É um tecido altamente especializado, que circula pelo corpo levando oxigênio e nutrientes a todos os órgãos; • Através dele circulam por todo o organismo as substâncias nutritivas necessárias às células como proteínas, enzimas, hormônios, fatores de coagulação, imunoglobulinas e albumina. INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE HEMODERIVADOS Sangue • Composição Conceitos importantes INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE HEMODERIVADOS Conceitos importantes Sangue • Plasma x Soro INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE HEMODERIVADOS Conceitos importantes Sangue- produção INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE HEMODERIVADOS Conceitos importantes Sangue- produção INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE HEMODERIVADOS Conceitos importantes Sangue- produção INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE HEMODERIVADOS Conceitos importantes Sangue • Funções dos componentes sanguíneos Hemácias ✓ As hemácias possuem um alto teor de hemoglobina. ✓ Transporte de gases: O2 e CO2 INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE HEMODERIVADOS Conceitos importantes Sangue • Funções dos componentes sanguíneos Leucócitos ✓São as células de imunidade do organismo, fazem parte da defesa contra antígenos infecciosos. ✓Granulócitos e agranulócitos INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE HEMODERIVADOS Conceitos importantes Sangue • Funções dos componentes sanguíneos Plaquetas ✓ As plaquetas são fragmentos do citoplasma de megacariócitos que fazem parte no processo de coagulação sanguínea. INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE HEMODERIVADOS Conceitos importantes Sangue • Funções dos componentes sanguíneos Plasma ✓ O plasma e a parte líquida do sangue, composto por água (90%), proteínas e sais. ✓ Através dele circulam por todo o organismo as substâncias nutritivas necessárias às células como proteínas, enzimas, hormônios, fatores de coagulação, imunoglobulinas e albumina. INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE HEMODERIVADOS Conceitos importantes Transfusão de sangue • É a transferência de um hemocomponente do sangue de um doador para um receptor. • A transfusão é feita com o objetivo de restabelecer as condições clínicas de um paciente com perda sanguínea aguda (consequente a cirurgia ou acidente) ou crônica (decorrente de anemias crônicas, quimioterapia ou transplante de medula óssea). INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE HEMODERIVADOS Conceitos importantes Hemocomponentes • São produtos provenientes a partir do sangue total por meio de processos físicos, como centrifugação e congelamento. INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE HEMODERIVADOS Conceitos importantes Hemocomponentes O sangue total obtido da doação é processado através deste processos físicos e obtemos 4 hemocomponentes: • Concentrado de hemácias, • Concentrado de plaquetas, • Concentrados plasmáticos • Crioprecipitado; Cada um com sua finalidade terepêutica específica. INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE HEMODERIVADOS CICLO DO SANGUE INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE HEMODERIVADOS O que é Ciclo do Sangue? É o caminho que o sangue vai percorrer dentro do serviço de hemoterapia, ou seja, são as etapas que ocorrem desde o início com a captação do doador até o seu destino final que é a transfusão sanguínea. Cada etapa é muito importante, uma etapa depende do sucesso da outra e estão totalmente interligadas uma com a outra INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE HEMODERIVADOS Ciclo do Sangue Etapas do ciclo do sangue As etapas do ciclo do sangue são: 1. A captação dos doadores, 2. Cadastro, 3. Pré-triagem, 4. Triagem clínica, 5. Coleta do sangue INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE HEMODERIVADOS Ciclo do Sangue As etapas do ciclo do sangue são: 6. Fracionamento, 7. Sorologia, 8. Imunohematologia, 9. Distribuição do sangue e, 10.Transfusão. Etapas do ciclo do sangue INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE HEMODERIVADOS Ciclo do Sangue Etapas do ciclo do sangue Captação do doador Cadastro do doador Pré-triagem ✓ Testes rápidos ✓ Dosagem de Hb ✓ Frequência cardíaca ✓ Temperatura ✓ Peso Triagem ClínicaColeta de Sangue INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE HEMODERIVADOS Ciclo do Sangue Etapas do ciclo do sangue Processamento Imunohematologia Sorologia Ocorre o fracionamento do sangue total por processo físicos como centrifugação e congelamento. O sangue é separado em hemácias, plasma, plaquetas. Testes de tipagem sanguínea, fenotipagem, pesquisa de anticorpos irregulares e testes complementares. As amostras são submetidas a análises de hepatites B e C, sífilis, doença de Chagas, HIV e HTLV I/II. INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE HEMODERIVADOS Ciclo do Sangue Etapas do ciclo do sangue Estoque e Distribuição Transfusão As bolsas são armazenadas de acordo com a classificação e prazo de validade. A distribuição dos hemocomponentes ocorre conforme a demanda de transfusões dos hospitais. Após a preparação com testes de compatibilidade o hemocomponete chega ao paciente. INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE HEMODERIVADOS Ciclo do Sangue Captação de Doadores INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE HEMODERIVADOS Ciclo do Sangue Captação de Doadores Tipos de Captação: ✓ Captaçãoindividualizada: quando se faz um contato pessoal com o doador geralmente por telefone, correspondência, SMS, email, whatsapp. ✓ Captação beira de leito: ocorre quando o captador faz um contato com os acompanhantes dos pacientes hospitalizados que receberam transfusão de sangue, geralmente são os familiares do paciente. O intuito é repor as bolsas de hemocomponentes utilizadas. ✓ Captação em entidades externas: a captação ocorre geralmente em grandes entidades (empresas, igrejas, fauldades, entre outros) com o objetivo de captar o maior número de doadores, através de grupos. ✓ Mapa cirúrgico: os captadores entram em contato com pacientes de cirurgia eletiva (que não realizaram doação autóloga) para que familiares e amigos realizem uma doação prévia a cirurgia deles. INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE HEMODERIVADOS Ciclo do Sangue Doadores • O doador de sangue deve realizar a doação de forma voluntária, anônima e altruísta, não devendo o doador, de forma direta ou indireta, receber qualquer remuneração ou benefício em virtude da sua realização. • O doador de sangue tem várias classificações e muda conforme o vínculo que ele tem com o serviço de hemoterapia e como foi realizada a captação dele pelo serviço. INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE HEMODERIVADOS Ciclo do Sangue Classificação de Doadores ✓ Doador de repetição: é aquele doador que realiza 2 (duas) ou mais doações no período de 12 (doze) meses. Ou seja, este doador tem vínculo frequente com o serviço, tem uma maior frequência e o serviço tem o conhecimento do perfil do indivíduo. ✓ Doador esporádico: é aquele doador que repete a doação após intervalo superior a 12 (doze) meses da última doação, ou seja, ele passa um intervalo maior sem comparecer para doar. INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE HEMODERIVADOS Classificação de Doadores Ciclo do Sangue ✓ Doador de primeira vez: é o indivíduo que doa pela primeira vez em um serviço de hemoterapia. Não necessariamente naquele serviço, e sim se ele nunca compareceu em nenhum outro para realizar doação (NUNCA FEZ DOAÇÃO) é considerado doador de primeira vez. ✓ Doador voluntário ou espontâneo: pessoas motivadas para manter o estoque de sangue do serviço de hemoterapia, decorrente de um ato de altruísmo, sem identificação do nome do possível receptor, não sendo motivado por interesses ou benefícios pessoais, pecuniários, diretos ou indiretos. INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE HEMODERIVADOS Classificação de Doadores Ciclo do Sangue ✓ Doador autólogo: é aquele indivíduo que faz a doação para si mesmo. Geralmente, são indivíduos com cirurgia eletiva programada e o médico assistente solicita uma bolsa de sangue do próprio paciente previamente, pois caso ocorra de o paciente necessitar de uma reposição sanguínea durante a cirurgia, o paciente irá usar o seu próprio sangue evitando assim exposições a terceiros. ✓ Doador de reposição: indivíduo que doa para atender à necessidade de um paciente, são pessoas motivadas pelo próprio serviço a ir doar. São geralmente familiares ou amigos dos pacientes de sangue para repor o estoque de componentes sanguíneos do serviço de hemoterapia. O hemocomponente transfundido pode ser utilizado antes (cirurgias de grande porte geralmente já solicitam doações prévias em nome do paciente para repor possíveis transfusões que possa ocorrer) ou após a doação de reposição. INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE HEMODERIVADOS Classificação de Doadores Ciclo do Sangue ✓ Doador de grupo: é aquele que vem juntamente com o grupo agendado para doação. ✓ Doador convocado: é o doador que comparece ao serviço de hemoterapia por solicitação, são portadores de antígenos eritrocitários de baixa frequência na população, como por exemplos doadores “O negativos”. ✓ Doador específico: é o doador já conhecido pelo serviço cujo componente doado será destinado a um paciente previamente estabelecido, entretanto o serviço é ciente do receptor, o doador não sabe para quem irá a bolsa. Estes são casos aonde o fenótipo completo do receptor é raro e é necessário um doador totalmente compatível para realizar a transfusão. INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE HEMODERIVADOS Ciclo do Sangue • Todo candidato a doação deve ter um registro no serviço de hemoterapia, que será, preferencialmente, em sistema eletrônico. O serviço de hemoterapia deve realizar ações que garantam a confiabilidade e segurança das informações prestadas. Cadastro de Doadores INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE HEMODERIVADOS Ciclo do Sangue No registro do doador deve conter todas as seguintes informações, segundo a legislação: I - nome completo do candidato; II - sexo; III - data de nascimento; IV - número e órgão expedidor do documento de identificação; V - nacionalidade e naturalidade; VI - filiação; VII - ocupação habitual; VIII - endereço e telefone para contato; IX - número do registro do candidato no serviço de hemoterapia ou no programa de doação de sangue; X - registro da data de comparecimento. Cadastro de Doadores INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE HEMODERIVADOS Ciclo do Sangue Cadastro de Doadores Alguns critérios podem ser avaliados já desde o cadastro: Data de nascimento: Os candidatos a doação devem ter idade entre 16 anos completos e 69 anos, 11 meses e 29 dias. Em casos de candidatos com idade entre 16 e 17 anos devem apresentar a CADA doação consentimento formal, por escrito, do seu responsável legal. Candidatos cuja idade seja inferior a 16 anos ou igual ou superior a 70 anos será aceito para fins de doação após análise pelo médico do serviço de hemoterapia, com avaliação dos riscos e benefícios e apresentação de relatório que justifique a necessidade da doação, registrando-a na ficha do doador O limite para a primeira doação é a idade de 60 anos, 11 meses e 29 dias. INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE HEMODERIVADOS Ciclo do Sangue Cadastro de Doadores Alguns critérios podem ser avaliados já desde o cadastro: Ocupação habitual: É importante a ciência da atividade exercida pelo candidato, pois a nossa legislação diz que candidatos que exerçam ocupações, hobbies ou esportes que ofereçam riscos para si ou para outra pessoa que não possam ser interrompidas por 12 horas devem ser impedidos a doar. Classificam-se como ocupações de risco: I - pilotagem de avião ou helicóptero; II - condução de veículos de grande porte, como ônibus, caminhões e trens; III - operação de maquinário de alto risco, como na indústria e construção civil; IV - trabalho em andaimes; V - prática de paraquedismo ou mergulho. INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE HEMODERIVADOS Ciclo do Sangue Cadastro de Doadores Alguns critérios podem ser avaliados já desde o cadastro: Registro do candidato no serviço de hemoterapia: Para garantir a RASTREABILIDADE do sangue doado por aquele indivíduo. Ex: Caso posteriormente a doação de sangue ele informar algum mal-estar como febre, ou outro fator que inabilite o uso do hemocomponente, através do número do registro do doador, o serviço conseguirá saber o destino do hemocomponente e realizar as devidas condutas necessárias, como por exemplo o descarte da bolsa. INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE HEMODERIVADOS Registro do último comparecimento: Este item é importante para ter um controle do registro de frequência do doador. • Homens: 4 doações no período de um ano; com intervalo mínimo entre doações de 2 meses • Mulheres: 3 doações anuais para as mulheres; com intervalo mínimo entre doações 3 meses. Nos casos de doação autólogo, a frequência e o intervalo entre as doações devem ser programadas de acordo com o protocolo do serviço de hemoterapia. Ciclo do Sangue Cadastro de Doadores INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE HEMODERIVADOS Triagem Clínica INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE HEMODERIVADOS Ciclo do Sangue • O perfil clínico e epidemiológico do candidato a doação é de suma importância dentro de um serviço de hemoterapia, pois avaliando-o é que sabemos se o ato da doação não oferece risco para o doador e nem para o receptor.• Essa avaliação clínicoepidemiológica acontece no setor de Triagem clínica. • A maioria dos serviços adotam a subdivisão de prétriagem e triagem clínica, sendo que na pré-triagem ocorre a aferição dos sinais vitais e posteriormente repassado para que na triagem clínica ocorra a avaliação do candidato. Triagem Clínica INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE HEMODERIVADOS Ciclo do Sangue Pré-triagem Neste setor faz-se a aferição do peso e dos sinais vitais dos candidatos à doação, posteriormente esses resultados serão passados ao triador da triagem clínica para fazer a avaliação completa do candidato. Os parâmetros avaliados neste setor são: • Hemoglobina ou hematócrito • Frequências cardíaca • Pressão arterial • Peso • Temperatura (37°C) INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE HEMODERIVADOS Ciclo do Sangue Pré-triagem Hemoglobina e Hematócrito Visando a proteção do candidato à doação devido à possíveis quadros de anemia e a importância da sintomatologia que pode ser gerada após doação, indivíduos com baixos níveis de hb/ht não poderão doar. INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE HEMODERIVADOS Ciclo do Sangue Frequência Cardíaca Os candidatos a doação devem ter pulso com características normais e regular, e aferição entre 50 a 100 batimentos por minuto. Pressão arterial A pressão sistólica não deve ser maior que 180mmHg e a pressão diastólica não deve ser maior que 100mmHg. Alterações hemodinâmicas compensatórias após a doação podem causar danos aos indivíduos com alterações prévias dos parâmetros de frequência cardíaca e pressão arterial. Pré-triagem INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE HEMODERIVADOS Ciclo do Sangue Pré-triagem Peso O candidato deve ter no mínimo 50 kg para conseguir realizar a doação. 50 kg é o peso que possibilita a coleta do volume de sangue que pode ser retirado do doador sem danos para a sua saúde. O volume de sangue total a ser coletado deve ser no máximo, de: • 8 mL por kg de peso para as mulheres • 9 mL/kg de peso para os homens. INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE HEMODERIVADOS Ciclo do Sangue Triagem Clínica • É a atividade dentro de um serviço hemoterápico que avalia o candidato a doação de sangue através de entrevista clínica que visa identificar através de perguntas e observações se o candidato está apto ou inapto a realizar a doação. • As perguntas realizadas na Triagem Clínica são direcionadas para conhecer o perfil epidemiológico, histórico clínico e comportamentos de riscos do candidato, com o intuito de avaliar os riscos para o doador e para o receptor. • É realizada por profissional de saúde de nível superior, treinado e capacitado para a função e ocorre sob supervisão médica. INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE HEMODERIVADOS Ciclo do Sangue Qual a necessidade dessa entrevista se todos os exames e testes laboratoriais são realizados no sangue doado? • Alguns itens analisados não possuem exames específicos; • Por vezes é mais eficiente realizar o questionamento clínico (ex. gripe, alergias, doenças crônicas, etc.) • Identificação dos comportamentos de risco (comp. sexual, tatuagens, piercings) • Minimizar riscos da janela imunológica. INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE HEMODERIVADOS Ciclo do Sangue Triagem Clínica Termo de Consentimento Livre e Esclarecido Deve ser assinado pelo candidato caso esteja de acordo com os seguintes itens que devem estar citados no termo: I - Em doar o seu sangue para utilização em qualquer paciente que necessite II – A realização de todos os testes laboratoriais exigidos pelas leis e normas técnicas vigentes III - Que o seu nome seja incorporado a arquivo de doadores, local e nacional INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE HEMODERIVADOS Termo de Consentimento Livre e Esclarecido IV - que em caso de resultados reagentes ou inconclusivos nas triagens laboratoriais, ou em situações de retrovigilância, seja permitida a "busca ativa" pelo serviço de hemoterapia ou por órgão de vigilância em saúde para repetição de testes ou testes confirmatórios e de diagnóstico; V - que os componentes sanguíneos produzidos a partir da sua doação, quando não utilizado em transfusão, possam ser utilizados em produção de reagentes e hemoderivados ou como insumos para outros procedimentos, autorizados legalmente. Ciclo do Sangue Triagem Clínica INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE HEMODERIVADOS Critérios com finalidade de proteger o doador X Critérios com finalidade de proteger o receptor Ciclo do Sangue Triagem Clínica INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE HEMODERIVADOS Critérios com finalidade de proteger o receptor: 1. Ectoscopia e bem-estar 2. Temperatura 3. Imunizações e vacinações 4. Histórico de transfusões recebidos pelo doador 5. Histórico de doenças infecciosas 6. Comportamento de risco 7. Cirurgias e procedimentos invasivos Ciclo do Sangue Triagem Clínica Doador Apto Doador Inapto Temporário Doador Inapto Definitivo INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE HEMODERIVADOS Ciclo do Sangue Triagem Clínica Voto de Auto Exclusão É um recurso optativo ao serviço de hemoterapia, que dá oportunidade ao doador que foi considerado apto após a entrevista, de se excluir de forma confidencial. O triador entrega o formulário de auto exclusão e explica que se o indivíduo por algum motivo não se sentiu a vontade de informar ou omitiu durante a triagem alguma informação sobre o risco do seu sangue, ele pode de votar para desprezar o seu sangue caso ele ache que seu sangue não é seguro para ser doado. Estefani Pontes Simão Biomédica/UFPE Analista de Laboratório no Banco de Sangue do Hospital Regional do Agreste/HRA Doutora em Ciências Biológicas/UFPE Especialista em Microbiologia/FAFIRE estefani_p_s@hotmail.com @estefanipsimao