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DIABETES MELLITUS TIPO 2 DEFINIÇÃO O diabetes mellitus tipo 2 é uma doença endócrino-metabólica caracterizada por hiperglicemia crônica, que tem como mecanismo fisiopatológico a progressiva da secreção adequada de insulina pelas células β das ilhotas pancreáticas de Langerhans, frequentemente antecedida por resistência periférica à ação desse hormônio. DIAGNÓSTICO os seguintes exames podem ser podem ser solicitados: glicemia plasmática de jejum, teste de tolerância O diagnóstico de diabetes mellitus deve ser estabelecido pela identificação de hiperglicemia. Para isto, para confirmação. à glicose por via oral e hemoglobina glicada. Se apenas um exame estiver alterado, este deverá repetido Na presença de sinais e sintomas típicos de hiperglicemia, recomenda-se que o diagnóstico de diabetes seja estabelecido se o valor da glicemia plasmática ao acaso for maior ou igual a 200 mg/dl. RASTREAMENTO DO DIABETES MELLITUS TIPO 2 • Idade acima de 35 anos; • IMC maior ou igual a 25 kg/m², mais um fator de risco: ° história familiar de DM2 (primeiro grau) ° história pregressa de doença cardiovascular ° hipertensão arterial sistêmica ° C-HDL abaixo de 35 mg/dl ° triglicerídeos acima de 250 mg/dl ° síndrome dos ovários policísticos ° acantose nigricans ° sedentarismo • Pré-diabetes em exame laboratorial prévio; • Diabetes gestacional prévio ou neonato GIG; • FINDRISC alto ou muito alto. RASTREAMENTO DAS COMPLICAÇÕES MICROVASCULARES Para pacientes com diabetes mellitus tipo 2, o rastreamento das complicações microvasculares deve ser iniciado no momento do diagnóstico. Na ausência de complicações, é recomendado acompanhamento Retinopatia diabética: Nefropatia diabética: • Retinografia ou mapeamento de retina; • Biomiscrocpia de fundo. • Razão albumina/creatinina urinária; • Creatinina sérica para determinação da TFGe. anual. Neuropatia diabética: • Avaliação das fibras sensitivas finas (sensibilidade superficial: tátil, térmica e dolorosa); • Avaliação das fibras sensitivas grossas (sensibilidade profunda: palestésica e artrestésica). TRATAMENTO Notas: a Fatores de risco: sedentarismo, sobrepeso ou obesidade, dislipidemia, hipertensão arterial sistêmica, síndrome dos ovários policisticos ou outras condições clínicas associadas à resistência insulínica, histórico obstétrico de diabetes melito gestacional ou macrossomia fetal e história familiar de diabetes melito em parente de primeiro grau. b Indicações de insulinoterapia: hemoglobina glicada > 9,0 %, glicemia de jejum ≥ 300 mg/dL, sintomas de hiperglicemia aguda (poliúria, polidipsia e perda ponderal) e intercorrências médicas e internações hospitalares decorrentes do diabetes melito tipo 2. c Recomenda-se avaliar o estado glicêmico a cada 3 a 6 meses, no máximo. d Metas terapêuticas: HbA1c