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RESUMO DO ARTIGO Bases Conceituais da Reforma Sanitária Brasileira O início do movimento da Reforma Sanitária Brasileira, surgiu na década de 1970, com o objetivo de transformar a concepção de saúde. O foco deixou de ser exclusivamente biológico e individual para incorporar aspectos sociais, econômicos e culturais, posicionando a saúde como um direito universal e uma expressão de cidadania, com princípios de equidade e acesso universal, a reforma foi de extrema importância para os dias atuais. O termo "paradigma" tem origem no grego, significando "mostrar" ou "manifestar" (Garcia, 1971). Na ciência, conforme explicado por Kuhn (1975), refere-se a um conjunto de ideias, conceitos e valores amplamente aceitos por uma comunidade científica em um campo específico. Kuhn descreve os paradigmas como "realizações científicas amplamente reconhecidas que, por um período, oferecem problemas e soluções como modelo para uma comunidade científica". Os paradigmas existentes podem ser desafiados, dando lugar a novas teorias que introduzem perspectivas diferentes para a área em questão. Outra interpretação para o termo "paradigma" o relaciona à ideia de modelo, que seria uma representação simplificada e esquemática da realidade, destacando apenas suas características mais importantes (Garcia, 1971). Outra interpretação para o termo "paradigma" esta relacionada à ideia de modelo, que seria uma representação simplificada e esquemática da realidade, destacando apenas suas características mais importantes (Garcia, 1971). Na saúde a tríade agente-hospedeiro-ambiente, que explica a multiplicidade das doenças. Outro exemplo é o modelo da história natural da doença (Arouca, 1976), que descreve os estágios do processo saúde/doença, abrangendo tanto o período pré-patogênico quanto o patogênico. Em relação à organização dos serviços de saúde, o enfoque sistêmico foi amplamente utilizado como paradigma dominante em estudos e propostas na área, especialmente durante as décadas de 1970 e 1980 No caso da Medicina Integral, o modelo da história natural das doenças (HND) assumia na fase pre-patogênica a concepção ecológica do processo saúde/doença, representada por uma balança em que um dos pratos era constituído pelo agente e o outro pelo hospedeiro (o indivíduo) e o ponto de apoio ou fulcro era representado pelo ambiente (físico, biológico e sócio-cultural). Na etapa patogênica, o modelo recorria à fisiopatologia para indicar a evolução das lesões ou alterações físico-químicas no corpo anátomo-fisiológico. Para cada um desses estágios era possível acoplar ao modelo os distintos níveis de prevenção - promoção, proteção, diagnóstico precoce, limitação do dano (recuperação) e reabilitação. Assim, as medidas de promoção e proteção à saúde aplicadas aos indivíduos na fase pré-patogênica corresponderiam a chamada “prevenção da ocorrência”. Já as ações realizadas no período patogênico visando o diagnóstico precoce, a recuperação e a reabilitação da saúde corresponderiam à “prevenção da evolução”. Consequentemente, no marco conceitual erigido pelo movimento preventivista encontravam-se o modelo HND e as noções de multicausalidade, normal, patológico e processo saúde/doença sugerindo um modo duplamente otimista de enfrentar os agravos à saúde, seja eliminando o agente, seja restaurando o equilíbrio