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UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DO PARÁ INSTITUTO DE ENGENHARIA E GEOCIÊNCIAS PROGRAMA DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA Legislação e Segurança do Trabalho Santarém - 2021 Capítulo 4 – Higiene do Trabalho Segundo a Associação Norte Americana de Higienistas Industriais, tem por objetivo: Reconhecer, avaliar, e controlar os fatores ambientais ou tensões originadas nos locais de trabalho. Os membros do SESMT (Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho) são os responsáveis por avaliar o ambiente de trabalho Para que o SESMT atinja seus objetivos, a equipe utiliza dois fatores comuns nas avaliações ambientais, isto é, os critérios qualitativos dos riscos. - Risco Físico São considerados: ruídos, calor e frio, vibrações, pressões anormais, radiações e umidade. Ruídos Tem como origem as máquinas e equipamentos usados na indústria e chegam a atingir níveis excessivos, onde a curto, médio e longo prazo, provocar prejuízos a saúde do trabalhador. Segundo a NR 15 nos anexos 1 e 2, os ruídos se classificam em contínuos ou intermitentes e de impactos. O ruído é medido através de um equipamento chamado decibelímetro, onde este é apontado diretamente em direção a fonte de ruído . O decibelímetro mede a exposição sonora para um trabalhador em um determinado local e momento, deve ser colocado na altura do ouvido do trabalhador Possui pouca precisão nos dados. Existem também o dosímetro, aparelho no qual fica conectado ao corpo do trabalhador, onde é estimado a exposição sonora em um determinado período de tempo. Possui boa precisão nos dados, faz avaliações por segundo. Ruído Contínuo É aquele cuja variação do nível de intensidade sonora varia ± 3dB durante um período longo de observação (maior que 15 minutos). Por exemplo: condicionador de ar, motores elétricos, compressores, etc. Ruído Intermitente São aqueles que apresentam grandes variações de nível em função do tempo. Por exemplo: trabalhos manuais, afiação de ferramentas, transito de veículos, etc. Ruído de Impacto São aqueles que apresentam picos de energia acústica de duração inferior a um segundo, a intervalos superiores a um segundo. Por exemplo: explosão, detonação, disparo de armas, etc. Obs: Quanto maior o nível de ruído, menor deve ser o tempo de exposição do trabalhador. Frio Baixas temperaturas podem provocar feridas, rachaduras, necrose da pele, congelamento, agravamentos de doenças reumáticas, predisposição para doenças de vias respiratórias, etc. Calor Altas temperaturas podem provocar desidratação, erupção de pele, câimbras, fadiga, insolação, etc. Segundo a NR15, anexo 3, a exposição ao calor dever ser avaliada por meio do Índice de Bulbo Úmido – Termômetro de Globo (IBUTG) pelas seguintes equações: IBUTG 0,7 tbn 0,3 tg Ambientes Internos ou externos sem carga solar IBUTG 0,7 tbn 0,1 tbs 0,2 tg Ambientes externos com carga solar onde: tbn temperatura de bulbo normal tg temperatura de globo tbs temperatura de bulbo seco Os aparelhos usados são: termômetro de bulbo úmido natural, termômetro de globo, e termômetro de mercúrio, medidor de stress térmico. Vibrações Na indústria é comum o uso de máquinas e equipamentos que produzem vibrações. As vibrações se classificam: - Localizadas: ocorre em certas parte do corpo, sendo provocadas por ferramentas manuais, elétricas e pneumáticas. Podem causar, alterações neurovascular nas mãos e braços, osteoporose. - Generalizadas: ocorre no corpo inteiro, sendo lesões comuns em motoristas de caminhões, ônibus e tratores. Apresentam como consequência lesões na coluna vertebral, dores lombares, etc. Pressões Anormais Segundo a NR15 existem dois tipos de pressões: hiperbárica e hipobárica. Pressão Hiperbárica: ser humano sujeito a pressões maiores que a pressão atmosférica, por exemplo: tubulação submersa, mergulhadores, trabalho em minas, etc. Pressão Hipobárica: o ser humano está sujeito a pressões menores que a a exercida pela pressão atmosférica. Por exemplo: trabalho em elevadas altitudes, pilotos de avião, alpinista, etc. Radiações Ser humano está exposto diariamente a radiações de todos os tipos. São classificadas em: não ionizantes e ionizantes. Não Ionizantes: são aquelas que produzem baixa frequência e baixa energia, são divididas em sônicas e eletromagnéticas. Por exemplo: luz (UV), calor, radiação infravermelha (trabalho em fornos, solda elétrica, raio laser, micro- ondas, etc.). Podem provocar: perturbações visuais (conjuntivite, catarata, queimadura na pele, etc.) Ionizantes: são as mais perigosas e de alta frequência, como por exemplo: Raio X, Raios Gama. A exposição a esse tipo de radiação pode danificar as células e afetar o material genético (DNA). Operadores de raio x e radioterapia estão sempre expostos. Riscos Químicos Envolvem substâncias, compostos ou produtos que possam penetrar no organismo por exposição crônica ou acidental. A NR15 que trata das atividades e operações insalubres define: - O método e o parâmetro para se calcular o grau de insalubridade em função da exposição a agentes químicos para os quais há limite de tolerância. - Os procedimentos de medição de limites de tolerância para exposição de trabalhador em poeiras minerais (asbesto, manganês, sílica). - Apresenta diferentes graus de insalubridade relativos as atividades e operações envolvendo agentes químicos, por exemplo: arsênio, chumbo, cromo e benzeno. Riscos Biológicos A NR9 que trata do PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais) define como agentes biológicos: As bactérias, fungos, bacilos, parasitas, protozoários, vírus, etc. Estão presentes em quase todas as atividades exercidas por trabalhadores. Classificação dos agentes biológicos Risco 1: é de baixo risco individual e para a comunidade, não causam doenças ao homem ou animais. Ex: Lactobacillus SP, Bacillus subtillis. Risco 2: possui risco moderado individual e limitado risco para comunidade, provocam infecções no homem e nos animais, sua propagação é limitada. Por exemplo: vírus da rubéola. Risco 3: alto risco individual e moderado risco para a comunidade, possuem capacidade de transmissão por via respiratória, sendo potencialmente letais. Ex: HIV, COVID-19. Risco 4: alto risco individual e para a comunidade, grande poder de transmissão por via respiratória ou transmissão desconhecida, não existe medida profilática ou terapêutica. Por exemplo: vírus Ebola. Temperaturas Extremas Avalia sobre as temperaturas extremas, os mecanismos e fatores envolvidos nas trocas térmica nos ambientes de trabalho. Termorregulação Humana Tem como objetivo, impedir grandes variações na temperatura interna do corpo de maneira que os sistemas vitais operem adequadamente. É importante saber que o corpo pode perder ou ganhar calor, e não frio. Obs: o equilíbrio térmico do corpo é alcançado aproximadamente na temperatura de 37oC. Mecanismos de Troca Térmica Uma característica dos mamíferos, dentre eles o homem apresentam e mantém a sua temperatura interna quase constante (homeotérmicos), mesmo que ocorram variações de temperatura ambiente. Além disso, somos endotérmicos, pois produzimos e controlarmos nossas próprias fontes de calor. Dessa forma, entende-se como temperaturas extremas, o calor e frio, cuja intensidade seja suficiente para causar alterações e prejuízos ao trabalhador. Logo, a equação que expressa a exposição do trabalhador a temperaturas extremas é dada por: (1) As quantidades de cada termo da equação são: 1 – M: consiste no calor produzido pelo metabolismo, logo sempre é considerado um ganho de calor, de sinal positivo. 2 – C: calor que pode ser ganho ou perdido por condução e convecção de calor (pode ter o sinal positivo ou negativo). 3 – R: calor que pode ser ganho ou perdido por radiação (pode ter o sinal positivo ou negativo). 4 – E: calor perdido por evaporação, com sinal negativo. 5 – Q: é o valor que vai representar se existe calor que foi acumulado durante a exposição. Obs: o metabolismo se refereao calor produzido pelo corpo durante uma atividade física. Nas trocas térmicas, envolvendo condução, convecção e radiação, pode se receber calor por estes mecanismos, e dependerá da temperatura da pele se está maior ou menor do que a temperatura ambiente. A troca de calor por evaporação, resulta na diminuição da temperatura da pele que surge devido a mudança de fase (líquido para vapor) do suor produzido. Portanto, o balanço de energia homeotérmico representado pela equação (1) depende destes mecanismos, assim ocorre equilíbrio térmico quando Q = 0, e para Q > 0 tem-se a possibilidade de hipertermia (aumento da temperatura) ou Qde parte do grupo seja representativo da exposição de todos os trabalhadores que compõem o mesmo grupo. Taxa Metabólica Média É a média ponderada no tempo das taxas metabólicas dentro de 60 minutos, isto é: 1 1 2 2 n n 1 2 n M t M t ..... M t M t t .... t onde a taxa metabólica é em kcal/h. Obs: para a classificação das atividades e posterior coleta de dados referentes ao valor das taxas metabólicas, a NHO 06 fornece um quadro para diversas atividades, por exemplo: Limite de exposição (limite de tolerância) É o valor máximo de 𝐼𝐵𝑈𝑇𝐺, relacionado a taxa metabólica média que representa as condições sob as quais se acredita que a maioria dos trabalhadores possa estar exposta, repetidamente, durante toda a sua vida de trabalho, sem sofrer efeitos adversos a saúde. Esse valor de exposição máximo permitido é obtido quando se tem a quantidade de metabolismo média, por exemplo: Limite de exposição ocupacional ao calor (NHO 06) Obs: se o valor do 𝐼𝐵𝑈𝑇𝐺 calculado for maior que o tabelado, o trabalhador estará exposto a uma condição de trabalho insalubre. Anexo 3 – NR 15 Tem como objetivo realizar estudos para fins de insalubridade térmica (stress térmico) sob o ponto de vista da legislação. Caso 1 – Limites de tolerância para exposição ao calor, em regime de trabalho intermitente com períodos de descanso no próprio local de trabalho. Um trabalhador ao produzir travessas de vidro fica exposto constantemente (trabalho contínuo) a seguinte situação: tbn = 22oC e tg = 43oC. Esse trabalho executa atividades moderadas de limpeza da matriz. A exposição é insalubre?. Caso afirmativo, qual a jornada de trabalho que deve ser recomendada? Solução: pelo texto, observa-se que a atividade é executada em ambiente interno (sem carga solar) Passo 1: cálculo do IBTUG sem carga solar IBUTG 0,7 tbn 0,3 tg oIBUTG 0,7 22 0,3 43 28,3 C Como a atividade é considerada moderada e o serviço é de maneira contínua, extrai-se do Quadro 1 da NR 15, o limite de tolerância aceito é no máximo até 26,7oC de IBUTG. Como o valor da IBUTG calculado foi maior que o limite de tolerância, logo esse trabalho é considerado insalubre. Agora, para sabermos a jornada de trabalho adequada, verifica-se o que a atividade de trabalho e descanso em função do valor IBUTG calculado está entre 28,1 a 29,4 oC, isto é: Portanto, o regime de trabalho para não causar insalubridade no trabalhador é de 30 minutos de trabalho com 30 minutos de descanso. Caso 2 – Limites de tolerância para exposição ao calor, em regime de trabalho intermitente com períodos de descanso em outro local (local de descanso). Um trabalhador fica exposto junto a uma caldeira, onde foi feita uma avaliação no local de trabalho, obtendo-se os seguintes dados: - 10 minutos carregando lenha (atividade pesada). - 5 minutos remexendo a lenha (atividade pesada). - 15 minutos descansando em uma mesa observando (atividade leve). Sabendo que esse ciclo se repete até o fim da jornada de trabalho, verifique se há insalubridade. Foi verificado que as temperaturas: - No local de trabalho: tbn = 32oC e tg = 47oC - No local de descanso: tbn = 27oC e tg = 28oC Solução: Pode-se observar que o total de tempo gasto no trabalho é de 30 min, porém como na avaliação da exposição este deve ser feito em 60 min, e ainda sabendo que o ciclo se repete, deve-se considerar dois ciclos para resultar em 60 min de jornada, isto é: - 20 minutos carregando lenha (atividade pesada). - 10 minutos remexendo a lenha (atividade pesada). - 30 minutos descansando em uma mesa observando (atividade leve). Passo 1: do quadro 3 do Anexo 3 da NR 15, encontra-se o valor da taxa metabólica para a atividade pesada e atividade leve, isto é: Logo, organizando os dados: - Carregando a lenha: MT = 440 kcal/h, tT = 20 minutos - Remexendo a lenha: MT = 440 kcal/h, tT = 10 minutos - Descansando: MD = 100 kcal/h, tT = 30 minutos Calcula-se a taxa metabólica média: T T D D T D M t M t 440 20 440 10 100 30 M 270 kcal / h t t 60 Passo 2: com a taxa metabólica calculada usa-se o quadro 2 do anexo 3 da NR 15 para verificar o máximo IBUTG admissível. Do quadro, verifica-se que o valor calculado está entre 250 e 300, logo adota-se o maior valor admissível de M para obtenção do máximo IBUTG, portanto o valor é 27,5oC Passo 3: cálculo do IBUTG do local de trabalho e descanso o TIBUTG 0,7 tbn 0,3 tg 0,7 32 0,3 47 36,5 C o DIBUTG 0,7 tbn 0,3 tg 0,7 27 0,3 28 27,3 C Passo 4: cálculo do IBUTG médio oT T D D T D IBUTG t IBUTG t 36,5 20 36,5 10 27,3 30 IBUTG 32 C t t 60 Como o valor do IBUTG médio calculado é maior que o obtido pela tabela, a atividade é insalubre. Parâmetros de Conforto Térmico Está relacionado a uma condição de bem-estar, na qual temos a influência de diversos fatores, entre eles, umidade relativa do ar, temperatura ambiente, velocidade do ar, vestimenta que está sendo usada, etc.. Entre os diversos parâmetros existentes na literatura, iremos avaliar: índice de temperatura efetiva, índice de temperatura efetiva corrigida, a temperatura radiante média e o índice de calor (heat index). Índice de Temperatura Efetiva É um parâmetro para análise de conforto térmico que combina em um único valor, a influência de fatores tais como: velocidade do ar, temperatura de bulbo seco e umidade relativa do ar. Dessa forma, o índice de temperatura efetiva será a temperatura que irá produzir uma sensação semelhante a uma temperatura medida a uma umidade relativa do ar de 100% (saturado) e parado. Este índice é exigido pela NR 17 – Ergonomia, e estabelece que nos locais de trabalho, tais como: salas de controle, laboratórios, escritórios, etc., são recomendados as seguintes condições de conforto: - Índice de temperatura efetiva entre 20oC e 23oC. - Velocidade do ar não superior a 0,75 m/s. - Umidade relativa do ar não inferior a 40%. Para estimar, o índice de temperatura efetiva é necessário medir a temperatura do ar ambiente (bulbo seco), bulbo úmido, ou ter a umidade relativa do ar e velocidade do ar, através do uso do ábaco. Ex: Em uma sala de aula, os alunos e professor gostaria de saber qual seria o índice de temperatura efetiva. Com um psicrômetro, obtiveram uma temperatura de bulbo úmido de 20oC e a temperatura de bulbo seco de 25oC. A velocidade do ar indicada no anemômetro era de 0 m/s. Solução: o problema é resolvido usando-se o ábaco de temperatura efetiva. Passo 1: marcar no gráfico, a temperatura de bulbo úmido (lado direito). Passo 2: marcar no gráfico, a temperatura de bulbo seco (lado esquerdo). Passo 3: construa uma reta que uma os pontos de temp.bulbo seco e bulbo úmido e localize a curva de velocidade do ar a 0 m/s. Portanto, a temp.efetiva está em torno de 22oC, o que é termicamente confortável e está na faixa permitida pela NR 17. Índice de Temperatura Efetiva Corrigida É uma temperatura mais precisa que a anterior, nesse caso considera-se a influencia do calor radiante com medida obtida pelo termômetro de globo (tg). Ex: Sabendo que em um ambiente de trabalho muito quente existe a presença de calor radiante, foram detectados a temperatura de globo (tg) de 40oC, temperatura de bulbo seco (tbs) de 30oC e temperatura de bulbo úmido (tbn) de 22oC. A velocidade do ar é de 0 m/. Qual o índice de temperatura efetiva corrigida. Solução: Passo 1: usando a carta psicométrica, encontre a umidade relativa do ar, usando a tbs e tbn, dessa forma, a umidade relativa fica em torno de 50%. Umidade relativa de 50% Passo 2: mantendo a umidade relativa constante, marque a tbg no eixo correspondente a tbs. Trace uma reta que intercepta a curva de umidade relativa de 50%. Nova tbn corrigida 34oC Passo 3: usando-se o ábaco de temperatura efetiva, trace uma reta entre tbn e tg, e onde ocorrer a interseção na curva referente a velocidade do ar de 0 m/s, será o valor do índice de temperatura efetiva corrigida. Portanto, o valorda temperatura efetiva corrigida é de 35,5oC Temperatura Média Radiante Está relacionada com a temperatura de globo (tg), temperatura seca do ar (tbs) e a velocidade do ar (v), sua equação é dada por: 0,5 4 8 0,5TMR tg 273 0,32 10 v tg tbs 273 Índice de calor ( Heat Index - HI) É um parâmetro bastante usado nos EUA que informa a sensação térmica a partir de medidas de umidade relativa do ar e temperatura de bulbo seco. Por exemplo: temperatura do ar a 100oF e UR 55%, logo o HI = 124oF. O valor do HI = 124oF = 51oC Avaliação da exposição ocupacional ao frio Este tipo de exposição é típico em ambientes onde se realizam atividades em câmaras frias, câmaras frigoríficas, países com inverno rigoroso, etc. Na exposição ao frio, deve-se tomar cuidado de manter a temperatura do corpo em torno de 37oC para garantir as funções vitais. Para fins de aplicação da NR 15, o procedimento é qualitativo, logo para a atividade ser considerada insalubre deve ser feito um laudo de inspeção no local de trabalho com base no seguinte texto do anexo 9 da NR 15. As atividades ou operações executadas no interior de câmaras frigoríficas, ou locais que apresentem condições similares, que exponham os trabalhadores ao frio, serão considerados insalubres em decorrência do laudo de inspeção realizado no local do trabalho. Com relação a jornada de trabalho, a seguinte transcrição diz: Para os empregados que trabalham no interior das câmaras frigoríficas e para os que movimentam mercadorias do ambiente quente ou normal para o frio e vice-versa, depois de 1 (uma) hora e 40 (quarenta) minutos de trabalho contínuo, será assegurado um período de 20 (vinte) minutos de repouso, computado esse intervalo como de trabalho efetivo Uma avaliação sobre o frio ocupacional pode ser feita com base na Temperatura Equivalente de Resfriamento (TER), sendo esta obtida a partir da velocidade do ar e temperatura de bulbo seco. Ex: Se no interior de uma câmara fria a temperatura de bulbo seco é 4oC e a velocidade do vento é 16 km/h, qual a TER. Solução: Da tabela da Conferência Americana de Higienistas Industriais Governamentais Portanto a TER é -2oC.