Prévia do material em texto
Poder ExecutivoAno CII • Nº 6 Recife, 10 de janeiro de 2025 CERTIFICADO DIGITALMENTE INSTRUÇÃO NORMATIVA SEE/PE Nº 01/2025 Estabelece normas relativas ao Estágio Curricular Supervisionado obrigatório para estudantes de cursos de licenciaturas ofertados pelas Instituições de Ensino Superior – IES sediadas em Pernambuco, realizado nas escolas públicas de Educação Básica da rede estadual de ensino. O SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO E ESPORTES, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelo Decreto Estadual nº 40.599/2014, e considerando: - a Constituição Federal da República Federativa do Brasil de 1988, em especial o seu artigo 205; - a Lei Federal n° 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional; - a Lei Federal nº 11.788, de 25 de setembro de 2008, que dispõe sobre o estágio de estudantes; - o Parecer CNE – CP nº 4/2024, Conselho Nacional de Educação – Conselho Pleno, publicado no Diário Oficial da União em 12 de março de 2024 e homologado pelo Ministério da Educação em 23 de maio de 2024; - o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES), nos Instrumentos de Reconhecimento e Renovação de Reconhecimento de cursos – 2017, da Diretoria de Avaliação da Educação Superior (DAS); - a Lei Federal nº 13.146, de 6 de julho de 2015, que Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência - Estatuto da Pessoa com Deficiência; - a Resolução CNE/CP n° 4, de 29 de maio de 2024, que dispõe sobre as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação Inicial em Nível Superior de Profissionais do Magistério da Educação Escolar Básica, cursos de licenciatura, cursos de formação pedagógica para graduados não licenciados e cursos de segunda licenciatura; - a Lei Federal nº 13.709, de 14 de agosto de 2018 - Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais – LGPD; - a Lei Estadual n° 15.533, de 23 de junho de 2015 – Aprova o Plano Estadual de Educação; - o Decreto Estadual n° 37.623, de 15 de dezembro de 2021 – Institui Programa de Estágio no âmbito do Poder Executivo Estadual. RESOLVE: Art. 1° Estabelecer normas para a realização do estágio curricular supervisionado obrigatório dos cursos de licenciaturas a ser vivenciado nas escolas da rede pública estadual. Art. 2° Para efeito de definição, concepção e finalidades desta Instrução Normativa, considera-se: I - o estágio supervisionado como um componente curricular fundamental no processo de formação dos futuros profissionais da educação; II - o estágio curricular como parte do Projeto Pedagógico do Curso - PPC - de Licenciatura e integrante do itinerário formativo do/a licenciando/a, cujo cumprimento da carga horária prevista é condição de obtenção do diploma para exercício da profissão docente; III - o estágio curricular supervisionado como eixo formativo central na formação docente e que demanda articulação das ações formativas desenvolvidas pelas IES e pelas redes de ensino de Educação Básica; IV - os professores da educação básica, ao compartilhar suas experiências e conhecimentos com os estudantes, enriquecedores do processo formativo destes, que, por sua vez, têm a oportunidade de vivenciar a realidade escolar e contribuir com inovações pedagógicas e conhecimentos sobre tecnologias digitais, promovendo o desenvolvimento de competências digitais docentes. Art. 3° Para fins de compreensão sobre as concepções pedagógicas que embasam esta Instrução Normativa, considera-se que: I - o estágio supervisionado concebe abordagens significativas, colaborativas, construtivas e interativas sobre aprendizagem que enfatizam a importância de vivenciar situações reais de ensino e aprendizagem para a construção do conhecimento, com ênfase no planejamento, regência e avaliação das aulas, sob a supervisão docente; II - o estágio supervisionado assume relevância na formação dos futuros professores por proporcionar: a) a vivência prática que permite que os/as estagiários/as experimentem a dinâmica da sala de aula, compreendam as particularidades dos/as estudantes, enfrentem os desafios reais e desenvolvam estratégias de ensino eficazes; b) o uso dos fundamentos teóricos que aproxima a relação teoria e prática, possibilitando a aplicação concreta das abordagens pedagógicas e conteúdos estudados em situações reais de ensino; c) o desenvolvimento profissional que contribui para a aquisição de habilidades de gestão de sala de aula, comunicação, resolução de conflitos e adaptação a diferentes contextos educacionais; d) a reflexão crítica que estimula a análise sobre a prática docente, levando os futuros professores a refletirem sobre suas ações e espaços de atuação; e) a integração com a comunidade escolar, que facilita o contato com professores experientes, gestores escolares, alunos e famílias, promovendo a integração do futuro professor na comunidade educativa; f) a construção de saberes para o enfrentamento dos desafios que impedem a inclusão escolar e o trabalho pedagógico comprometido com a diversidade; g) a conexão entre teoria e prática, permitindo que os futuros profissionais desenvolvam as habilidades e competências necessárias para atuar de maneira eficaz e responsável no ambiente escolar, pois o estágio curricular desempenha um papel importante na formação inicial dos/as futuros/as professores/as; III - o estágio supervisionado das licenciaturas é locus potente para a formação de novos/as docentes, e por meio dele, é possível: fortalecer a troca de experiências entre estagiários/as, professores/as supervisores nas escolas e professores/as orientadores/as das IES; intensificar a vivência prática dos licenciando/as, de modo que possam desenvolver identidade profissional, habilidades e competências essenciais do saber fazer docente; IV - o estágio supervisionado integra o conhecimento acadêmico e a aplicação prática no contexto social ao oferecer aos estudantes a oportunidade de adentrar no ambiente profissional, desenvolver habilidades e competências específicas relacionadas ao trabalho, e aprimorar os aspectos técnicos, culturais, científicos e as habilidades de interação interpessoal. §1° O estágio curricular supervisionado não é atividade laboral, e, sim, um dos componentes da formação do/a futuro/a profissional do magistério e, portanto, deve ser organizado para que seja uma experiência de aprendizagem significativa inicial da profissão docente. §2° O/A licenciando/a em situação de estágio curricular supervisionado não será o principal responsável pela regência da aula, e quando assumir essa função, deverá ser acompanhado/a do/a professor/a regente e supervisor/a e/ou pelo/a orientador/a da IES. Art. 4° Para atingir os objetivos, o estágio curricular supervisionado obrigatório deve: I - ter suas horas distribuídas ao longo do curso e regulamentadas internamente no PPC de cada curso; II - considerar uma progressão cuidadosa das atividades desenvolvidas, iniciando com atividades de observação acompanhadas de protocolos claros e, progressivamente, incorporando atividades nas quais o/a licenciando/a assuma ações docentes; III - estar claramente articulado às aos componentes curriculares que envolvem a prática de ensino e estabelecer focos claros para cada um dos semestres letivos; IV - contar com a supervisão do corpo docente do curso de licenciatura, cuja área de formação ou experiência profissional seja compatível com as atividades a serem desenvolvidas pelo/a estagiário/a, que atuará em articulação com a instituição de Educação Básica no acompanhamento das experiências de aprendizagem do/a licenciando/a; V - contar com o apoio e a mediação de profissionais de referência, integrantes dos quadros docentes das escolas, redes e sistemas de ensino, com a tarefa de acolhimento, orientação e diálogo formativo com os/as licenciados/as nas atividades de estágio, a partir de programase projetos estruturados nos PPCs de seus cursos; VI - oferecer múltiplas oportunidades estruturadas para que o/a licenciando/a apreenda práticas específicas relacionadas ao ensino e à condução dos processos educativos, por meio da observação, discussão e atuação direta, com múltiplas oportunidades de receber devolutivas sobre sua atuação; VII - atrair, qualificar e desenvolver jovens com base acadêmica sólida para seguir a carreira docente, por meio da vivência prática nas unidades escolares. Art. 5° O estágio supervisionado curricular obrigatório poderá contemplar atividades de: I - conhecimento de ambientação nas escolas da rede estadual; II - investigação da realidade escolar e das demandas contemporâneas com ênfase na caracterização da escola - campo de estágio, no estudo da cultura escolar, no clima institucional e nas relações interativas na escola e nas salas de aula como diagnóstico da escola (história, etapas e modalidades de ensino, articulação com a comunidade, instalações físicas, equipe de apoio pedagógico); III - conhecimento sobre o Projeto Político-Pedagógico da escola e o currículo de Pernambuco; IV - entrevistas com docentes, gestores e com os/as estudantes; V - participação em encontros de formação; VI - elaboração e socialização de planejamentos e relatórios; VII - elaboração e execução de planos de aula, projetos de intervenção pedagógica e regência; VIII - produção de atividades específicas para estudantes com deficiência, bem como a sua aplicabilidade nas salas de recursos multifuncionais (conforme os tipos de deficiência da demanda da escola onde o(a) estagiário/a estiver localizado(a)); IX - produção de material didático e socialização das experiências; X - análise da Interatividade professor/a - estudantes; XI - reflexão crítica e discussão a partir das práticas observadas e da intervenção pedagógica. Parágrafo único. Poderão ser desenvolvidas outras atividades em conformidade com o Projeto Político-Pedagógico do campo de estágio e o Currículo da Rede Estadual de Ensino de Pernambuco. Art. 6° Na perspectiva de uma prática articulada entre as IES e as escolas da rede pública estadual, propõe-se que sejam assegurados os seguintes aspectos: Poder ExecutivoAno CII • Nº 6 Recife, 10 de janeiro de 2025 CERTIFICADO DIGITALMENTE I - currículo alinhado - trabalhar em colaboração, as IES e a rede de ensino, para desenvolver currículos alinhados com as demandas e necessidades das escolas, visto que facilita a transição dos futuros professores para o ambiente escolar, garantindo que o conhecimento construído nas universidades esteja conectado com a realidade das salas de aula da educação básica; II - planejamento integrado - promover a colaboração entre professores das IES e das escolas para elaborar planos de ensino conjuntos, trocar experiências e compartilhar boas práticas, pois permite que as IES compreendam as necessidades das escolas e adaptem suas formações às realidades escolares; III - formação contínua (- estabelecer programas de formação contínua para professores em exercício, envolvendo docentes das IES e da escola pública como facilitadores, (e) promovendo a troca de conhecimentos e práticas entre diferentes etapas e modalidades de ensino; IV - supervisão compartilhada - criar modelos de supervisão de estágio que envolvam tanto os professores/as da IES quanto professores/as da escola, pois proporciona uma visão mais completa e diversificada do desempenho dos/as estagiários/as, permitindo um feedback mais rico e construtivo; V - pesquisa colaborativa - estimular a pesquisa colaborativa entre as IES e as escolas, abordando questões práticas da educação, desenvolvendo projetos conjuntos e investigando soluções para desafios educacionais locais; VI - plataformas de comunicação - utilizar plataformas de comunicação e colaboração online para facilitar a troca de informações, recursos e experiências entre as IES e as escolas; VII - avaliação conjunta - realizar avaliações conjuntas sobre a eficácia dos programas de formação, identificando áreas de melhoria e ajustando os currículos e práticas de acordo com os resultados. Parágrafo único. A colaboração entre as Instituições de Ensino Superior e a Rede Pública de Ensino é fundamental para: I - formar profissionais da educação mais preparados e alinhados com as necessidades reais das escolas e dos/as estudantes; II – promover a interação contínua e a troca de conhecimentos, contribuindo significativamente para a qualidade da educação e o desenvolvimento dos estudantes. Art. 7° A Instituição de Ensino Superior deve ser autorizada, credenciada e reconhecida pelo Ministério da Educação para ofertar cursos de licenciatura nas modalidades presencial ou de Ensino à Distância - EAD, e detenha sede ou polo no Estado de Pernambuco, bem como atenda a todas as exigências constantes nesta Instrução Normativa, entre elas: I - possuir Coordenação de Estágio Supervisionado nomeada por seu dirigente máximo; II - delegar professores/as orientadores/as de estágio na IES; III - possuir Regulamento Interno de Estágio Supervisionado Curricular Obrigatório conforme normas internas e resoluções de cada curso de licenciatura; IV – apresentar plano de trabalho com o detalhamento das atividades a serem desenvolvidas no estágio. Art. 8° Cabe à Secretaria de Educação e Esportes de Pernambuco: I - em parceria com as Gerências Regionais de Educação – GREs e os/as gestores/as das escolas da rede pública estadual de ensino e dos professores supervisores, assumir o compromisso de zelar pelas condições estabelecidas nesta Instrução Normativa; II - fazer a gestão e divulgação de vagas de estágio supervisionado; III - indicar profissionais, no âmbito da SEE-PE/SEDE e das Gerências Regionais de Educação - GREs, como pontos focais para responder às demandas do estágio; IV - planejar e executar processos de formação continuada para orientadores/as e supervisores/as em articulação com as IES e organizações parceiras com vista à melhoria dos processos e resultados esperados; V - formalizar e assinar o termo de cooperação com as IES; VI - criar ambiente acolhedor e contribuir com o processo de acompanhamento do/a estagiário/a na escola; VII - articular nas escolas o/a professor/a supervisor/a por áreas de conhecimento para fazer o acompanhamento dos/as estudantes; VIII - realizar o planejamento e supervisão a partir do que for estabelecido no plano de estágio; IX - emitir declaração de cumprimento de carga horária do estágio supervisionado; X - promover encontros e fóruns periódicos para troca de experiências entre IES e escolas, com a participação de professores orientadores de estágio, professores mentores e estagiários; XI - adotar a prática de redução, pelo menos à metade, da carga horária de atividades do/a estagiário/a, nos períodos de avaliação acadêmica na IES, a fim de lhe viabilizar desempenho satisfatório, observando o que dispõe o § 2º, do art. 10, da Lei Federal nº 11.788, de 25 de setembro de 2008; XII - assinar o termo de compromisso de Estágio (TCE), previsto no art. 3º da Lei nº 11.788, de 25 de setembro de 2008; XIII - distribuir as vagas do campo de estágio, obedecendo à seguinte ordem de prioridade: a) instituições de ensino públicas municipais, estaduais e federais; b) instituições de ensino confessionais e comunitárias; c) instituições de ensino privadas sem fins lucrativos; d) instituição de ensino privada. §1º No âmbito escolar, os profissionais responsáveis por acolher e orientar os estudantes estagiários serão inicialmente os educadores de apoio e gestores ou quem mais os gestores delegarem. §2º Cabe aos/às gestores/as escolares e demais profissionais criarem ambiente acolhedor nas unidades de ensino para os estudantes do estágio supervisionado curricular. §3º O/A supervisor/a do estágio deverá ser docente do quadro efetivo da rede de ensino e atuante na área de conhecimento do curso de graduação do/a estagiário.§4º Ao/À professor/a supervisor/a caberá supervisionar os/as estagiários/as durante o período de vigência do estágio, elaborar parecer, avaliar o desempenho do/a estagiário/a e informar ao orientador/a da IES qualquer problema. §5º O/A professor/a supervisor/a do estágio deverá contribuir quando convocado/a, para avaliar, emitir parecer a respeito das características e condições de trabalho docente de supervisão do estágio e sobre o desempenho e atuação do/a estudante durante o estágio sob sua supervisão. §6º Considerando o que rege o Inciso III do art. 9° da Lei 11.788/2008, o/a supervisor/a do estágio não poderá ultrapassar mais de 10 (dez) estagiários/as sob sua responsabilidade por semestre. §7º O/A professor/a supervisor/a do estágio na escola poderá gozar de benefícios em processos de seleção interna e/ou para realização de cursos de formação oferecidos pela Secretaria Estadual de Educação e Esportes no âmbito da sua política de formação continuada e ainda participar de programas e projetos ofertados pelas IES no âmbito de suas políticas de ensino, pesquisa e extensão. Art. 9° Cabe à Instituição de Ensino Superior – IES: I - assegurar seguro contra acidentes pessoais em vigor em favor do estagiário, conforme determina a legislação específica; II - validar contratos e documentações necessários para efetuar o estágio; III - apresentar proposta de atividades dos estagiários e as condições básicas para o funcionamento das mesmas; IV - zelar pelo cumprimento do termo de compromisso, reorientando o estagiário para outro local em caso de descumprimento de suas normas ou questões de ordem estrutural; V - elaborar normas complementares e instrumentos de avaliação dos estágios de seus formandos; VI - comunicar à parte concedente do estágio, no início do período letivo, as datas de realização de avaliações acadêmicas; VII - apresentar a relação dos estudantes estagiários/as acompanhada da documentação necessária para a realização do estágio; VIII - designar o professor orientador de estágio; IX - informar ao/à professor/a supervisor/a da escola a necessidade de adaptações curriculares e estratégias didáticas necessárias quando se trata de estagiário/a com deficiência, transtornos de desenvolvimento, altas habilidades e superdotação, para as devidas adequações pedagógicas de tempo, espaços, recursos e práticas, e seu pleno desenvolvimento profissional; X - acompanhar e avaliar o desempenho dos/as estagiários/as através de relatórios e outros instrumentos comprobatórios da vivência do estágio. Parágrafo único. No caso da adesão da IES e/ou da rede estadual de ensino a qualquer movimento de paralisação prevista por lei, ficarão suspensas as atividades de orientação e de supervisão de estágio. Art. 10 São atribuições da Coordenação de Estágio nas IES: I - orientar sobre os procedimentos relacionados à assinatura do Termo de Compromisso do Estágio; II - acompanhar e avaliar a execução do Plano de Estágio; III - atualizar, em cada semestre, o cadastro das escolas/instituições - campos de estágio; IV - socializar as experiências de estágio junto à comunidade acadêmica das IES e à rede estadual de ensino. Art. 11 São atribuições do/a Orientador/a de Estágio na IES: I - intermediar a comunicação entre a escola - campo do estágio e a IES; II - orientar o/a estagiário/a sobre as exigências, critérios, atividades e documentação necessária à realização dos estágios; III - elaborar, acompanhar e avaliar a execução do plano de estágio; IV - realizar visitas aos campos de estágio de forma presencial e/ou à distância utilizando as TICs (Tecnologias de Informação e Comunicação) para acompanhar, orientar e avaliar a prática dos/as estagiários/as; V - encaminhar à Coordenação de Estágio a relação nominal dos campos de estágio em cada período a fim de garantir a atualização do cadastro; VI - avaliar o desempenho do/a estagiário/a em colaboração com o/a professor/a supervisor/a; VII - avaliar as contribuições do estágio para o percurso formativo do/a estudante, assim como as condições de acompanhamento do estágio supervisionado. Art. 12 Os processos e procedimentos para encaminhamento do/a estagiário/a à escola são: I - documento de apresentação devidamente assinado pelo/a orientador/a da IES; II - apresentação do Plano de Estágio; III - termo de compromisso devidamente assinado pelo/a estagiário/a; IV - ficha de registro de cumprimento da carga horária e das atividades previstas no Plano de Estágio. Poder ExecutivoAno CII • Nº 6 Recife, 10 de janeiro de 2025 CERTIFICADO DIGITALMENTE Art. 13 O acompanhamento, monitoramento e avaliação do desempenho do/a estagiário/a é de responsabilidade conjunta do/a supervisor/a da escola e do/a orientador/a da IES nos seguintes termos: I - os instrumentos de avaliação serão definidos em comum acordo podendo ser adotados portfólios, relatórios, artigos ou outros instrumentos e deverão considerar a efetiva participação do/a estagiário/a, considerando elementos como assiduidade, pontualidade, comprometimento, habilidades, competências, capacidade de relacionamentos interpessoais, atitudes, iniciativas, entre outras demonstradas no decorrer da experiência do estágio; II – a avaliação deverá ser concebida como ato formativo, emancipatório e autônomo; III – ficará sob a responsabilidade do orientador da IES, seguindo as normas e critérios internos de cada Instituição, a atribuição de notas como critério para aprovação; IV - cada IES poderá desenvolver um modelo próprio de parecer a ser preenchido e assinado pelo/a supervisor/a do estágio; V - para aprovação no estágio será necessário o cumprimento da efetiva presença nas atividades previstas no Plano de Estágio. Art. 14 São direitos do/a estagiário: redução de carga horária, em conformidade com a Lei do Estágio, quando a IES adotar avaliações periódicas no processo de ensino e de aprendizagem; ambiente pedagógico adequado ao desenvolvimento de saberes docentes necessários ao futuro exercício profissional; aos estagiários com deficiência, serão assegurados meios necessários ao desenvolvimento das atividades e à plena participação em conformidade com suas condições de acordo com a legislação em vigor. Art. 15 São deveres do/a estagiário: I - tomar conhecimento prévio deste regulamento e do Plano de Estágio; II - cumprir a jornada e carga horária estabelecida no Plano de Estágio; III - observar e cumprir as normas e regulamentos internos da Instituição onde realizará o estágio obrigatório supervisionado; IV - dedicar-se às suas atribuições previstas no Plano de Estágio; V - zelar pelo ambiente do estágio; VI - manter conduta moral e ética; VII - apresentar relatório circunstanciado de estágio, e/ou outras formas de avaliação definidas por cada IES/curso. Parágrafo único. Não serão toleradas quaisquer formas de discriminação e preconceitos de gênero, raça, credo religioso e/ou outras formas de expressão. Art. 16 São informações necessárias ao Plano de Estágio: I - identificação da IES; II - responsáveis pela coordenação e orientação; III - dados de identificação do/a estagiário/a; IV - breve justificativa do estágio; V - objetivos geral e específicos; VI - metodologia e cronograma com o detalhamento das atividades, carga horária no campo de estágio e carga horária externa de orientação na IES; VI - breve fundamentação teórica; VII - processos, procedimentos e instrumentos de avaliação; VIII - resultados esperados quanto às perspectivas de aprendizagem; IX - referências em conformidade com a área de formação. Art. 17 O Acordo de Cooperação entre a Secretaria de Educação e Esportes de Pernambuco e as IES não envolverá repasse de recursos financeiros. Art. 18 O Estágio Supervisionado Obrigatório não cria vínculo empregatício entre o/a estagiário/a e a rede pública de ensino. Art. 19 O/A estagiário/a não poderá assumir a regência de aula na ausência do/a professor/asupervisor/a. Art. 20 Os casos omissos ou situações circunstanciais e/ou excepcionais serão analisados conjuntamente pela SEE-PE e pelas IES em tempo hábil. Art. 21 Esta Instrução Normativa foi elaborada em colaboração com Grupo de Trabalho instituído pela SEE-PE com representação das IES de Pernambuco. Art. 22 Esta Instrução Normativa será atualizada sempre que houver mudanças na legislação referente ao estágio em licenciaturas. Art. 23 Esta Instrução entrará em vigor na data da sua publicação. Alexandre Alves Schneider Secretário de Educação e Esportes de Pernambuco Tarcia Regina Silva Secretária Executiva de Desenvolvimento de Ensino Karen Martins de Andrade Secretária Executiva de Gestão da Rede Ana Laudemira de Lourdes de Farias Lages Alencar Reis Gerente de Normatização do Sistema Educacional PROTOCOLO DE ASSINATURAS Código de verificação: LJ3MID2XFK-GGNGINAB4G-P2TH9ZW2VI O documento acima foi proposto para assinatura digital na plataforma SDOE. Para visualizar o documento original clique no link: https://diariooficial.cepe.com.br/diariooficialweb/#/checar-autenticidade?codigo=LJ3MID2XFK- GGNGINAB4G-P2TH9ZW2VI. Poder ExecutivoAno CII • Nº 6 Recife, 10 de janeiro de 2025 CERTIFICADO DIGITALMENTE 2025-02-02T11:46:39-0300 Diário Oficial do Estado de Pernambuco Companhia Editora de Pernambuco