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Poder ExecutivoAno CII • Nº 6 Recife, 10 de janeiro de 2025
CERTIFICADO DIGITALMENTE
INSTRUÇÃO NORMATIVA SEE/PE Nº 01/2025
 
Estabelece normas relativas ao Estágio Curricular  Supervisionado obrigatório  para estudantes de cursos de licenciaturas ofertados
pelas Instituições de Ensino Superior – IES sediadas em Pernambuco, realizado nas escolas públicas de Educação Básica da rede
estadual de ensino.
 
O SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO E ESPORTES, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelo Decreto Estadual nº 40.599/2014,
e considerando:
 
- a Constituição Federal da República Federativa do Brasil de 1988, em especial o seu artigo 205;
- a Lei Federal n° 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional;
- a Lei Federal nº 11.788, de 25 de setembro de 2008, que dispõe sobre o estágio de estudantes;
- o Parecer CNE – CP nº 4/2024, Conselho Nacional de Educação – Conselho Pleno, publicado no Diário Oficial da União em 12 de
março de 2024 e homologado pelo Ministério da Educação em 23 de maio de 2024;
-   o   Sistema  Nacional   de   Avaliação   da   Educação   Superior   (SINAES),   nos   Instrumentos   de   Reconhecimento   e   Renovação   de
Reconhecimento de cursos – 2017, da Diretoria de Avaliação da Educação Superior (DAS);
- a Lei Federal nº 13.146, de 6 de julho de 2015, que Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência - Estatuto da
Pessoa com Deficiência;
- a Resolução CNE/CP n° 4, de 29 de maio de 2024, que dispõe sobre as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação Inicial em
Nível Superior de Profissionais do Magistério da Educação Escolar Básica, cursos de licenciatura, cursos de formação pedagógica para
graduados não licenciados e cursos de segunda licenciatura;
- a Lei Federal nº 13.709, de 14 de agosto de 2018 - Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais – LGPD;
- a Lei Estadual n° 15.533, de 23 de junho de 2015 – Aprova o Plano Estadual de Educação;
- o Decreto Estadual n° 37.623, de 15 de dezembro de 2021 – Institui Programa de Estágio no âmbito do Poder Executivo Estadual.
 
RESOLVE:
 
Art. 1° Estabelecer   normas  para  a   realização  do  estágio   curricular   supervisionado  obrigatório   dos  cursos  de   licenciaturas  a   ser
vivenciado nas escolas da rede pública estadual.
 
Art. 2° Para efeito de definição, concepção e finalidades desta Instrução Normativa, considera-se:
 
I   -  o  estágio  supervisionado  como um componente  curricular   fundamental  no processo de  formação dos  futuros  profissionais  da
educação;
II - o estágio curricular como parte do Projeto Pedagógico do Curso - PPC - de Licenciatura e integrante do itinerário formativo do/a
licenciando/a, cujo cumprimento da carga horária prevista é condição de obtenção do diploma para exercício da profissão docente;
III   -  o  estágio  curricular  supervisionado  como eixo  formativo  central  na   formação docente  e que  demanda  articulação  das  ações
formativas desenvolvidas pelas IES e pelas redes de ensino de Educação Básica;
IV - os professores da educação básica, ao compartilhar suas experiências e conhecimentos com os estudantes, enriquecedores do
processo   formativo  destes,   que,   por   sua   vez,   têm a  oportunidade  de   vivenciar   a   realidade  escolar   e   contribuir   com   inovações
pedagógicas e conhecimentos sobre tecnologias digitais, promovendo o desenvolvimento de competências digitais docentes.
 
Art. 3° Para fins de compreensão sobre as concepções pedagógicas que embasam esta Instrução Normativa, considera-se que:
 
I   -  o  estágio  supervisionado  concebe  abordagens  significativas,  colaborativas,  construtivas  e  interativas  sobre  aprendizagem  que
enfatizam a importância de vivenciar situações reais de ensino e aprendizagem para a construção do conhecimento, com ênfase no
planejamento, regência e avaliação das aulas, sob a supervisão docente;
II - o estágio supervisionado assume relevância na formação dos futuros professores por proporcionar:
a) a vivência prática que permite que os/as estagiários/as experimentem a dinâmica da sala de aula, compreendam as particularidades
dos/as estudantes, enfrentem os desafios reais e desenvolvam estratégias de ensino eficazes;
b) o  uso dos   fundamentos   teóricos  que  aproxima  a  relação   teoria  e  prática,  possibilitando  a aplicação  concreta  das  abordagens
pedagógicas e conteúdos estudados em situações reais de ensino;
c) o desenvolvimento profissional que contribui para a aquisição de habilidades de gestão de sala de aula, comunicação, resolução de
conflitos e adaptação a diferentes contextos educacionais;
d) a reflexão crítica que estimula a análise sobre a prática docente, levando os futuros professores a refletirem sobre  suas ações e
espaços de atuação;
e) a integração com a comunidade escolar, que facilita o contato com professores experientes, gestores escolares, alunos e famílias,
promovendo a integração do futuro professor na comunidade educativa;
f) a   construção   de   saberes   para   o   enfrentamento   dos   desafios   que   impedem   a   inclusão   escolar   e   o   trabalho   pedagógico
comprometido com a diversidade;
g) a conexão entre teoria e prática, permitindo que os futuros profissionais desenvolvam as habilidades e competências necessárias
para atuar  de maneira  eficaz  e  responsável  no ambiente  escolar,  pois  o  estágio  curricular  desempenha  um papel   importante  na
formação inicial dos/as futuros/as professores/as;
III - o estágio supervisionado das licenciaturas é locus potente para a formação de novos/as docentes, e por meio dele, é possível:
fortalecer a troca de experiências entre estagiários/as, professores/as supervisores nas escolas e professores/as orientadores/as das IES;
intensificar a vivência prática dos licenciando/as, de modo que possam desenvolver identidade profissional,  habilidades e competências
essenciais do saber fazer docente;
IV - o estágio supervisionado integra o conhecimento acadêmico e a aplicação prática no contexto social ao oferecer aos estudantes a
oportunidade de adentrar no ambiente profissional,  desenvolver habilidades e competências específicas relacionadas ao trabalho, e
aprimorar os aspectos técnicos, culturais, científicos e as habilidades de interação interpessoal.
 
§1° O estágio curricular supervisionado não é atividade laboral, e, sim, um dos componentes da formação do/a futuro/a profissional do
magistério e, portanto, deve ser organizado para que seja uma experiência de aprendizagem significativa inicial da profissão docente.
§2° O/A licenciando/a em situação de estágio  curricular  supervisionado não será o principal   responsável  pela  regência  da aula,  e
quando assumir essa função, deverá ser acompanhado/a do/a professor/a regente e supervisor/a e/ou pelo/a orientador/a da IES.
 
 
Art. 4° Para atingir os objetivos, o estágio curricular supervisionado obrigatório deve:
 
I - ter suas horas distribuídas ao longo do curso e regulamentadas internamente no PPC de cada curso;
II - considerar uma progressão cuidadosa das atividades desenvolvidas, iniciando com atividades de observação acompanhadas de
protocolos claros e, progressivamente, incorporando atividades nas quais o/a licenciando/a assuma ações docentes;
III - estar claramente articulado às aos componentes curriculares que envolvem a prática de ensino e estabelecer focos claros para
cada um dos semestres letivos;
IV  -  contar com a supervisão  do corpo docente do curso de  licenciatura,  cuja  área de  formação ou experiência  profissional  seja
compatível com as atividades a serem desenvolvidas pelo/a estagiário/a, que atuará em articulação com a instituição de Educação
Básica no acompanhamento das experiências de aprendizagem do/a licenciando/a;
V - contar com o apoio e a mediação de profissionais de referência, integrantes dos quadros docentes das escolas, redes e sistemas de
ensino, com a tarefa de acolhimento, orientação e diálogo formativo com os/as licenciados/as nas atividades de estágio, a partir de
programase projetos estruturados nos PPCs de seus cursos;
VI - oferecer múltiplas oportunidades estruturadas para que o/a licenciando/a apreenda práticas específicas relacionadas ao ensino e à
condução dos processos educativos,  por meio da observação, discussão e atuação direta, com múltiplas oportunidades de receber
devolutivas sobre sua atuação;
VII - atrair, qualificar e desenvolver jovens com base acadêmica sólida para seguir a carreira docente, por meio da vivência prática nas
unidades escolares.
 
 
Art. 5° O estágio supervisionado curricular obrigatório poderá contemplar atividades de:
 
I - conhecimento de ambientação nas escolas da rede estadual;
II - investigação da realidade escolar e das demandas contemporâneas com ênfase na caracterização da escola - campo de estágio, no
estudo da cultura escolar, no clima institucional e nas relações interativas na escola e nas salas de aula como diagnóstico da escola
(história, etapas e modalidades de ensino, articulação com a comunidade, instalações físicas, equipe de apoio pedagógico);
III - conhecimento sobre o Projeto Político-Pedagógico da escola e o currículo de Pernambuco;
IV - entrevistas com docentes, gestores e com os/as estudantes;
V - participação em encontros de formação;
VI - elaboração e socialização de planejamentos e relatórios;
VII - elaboração e execução de planos de aula, projetos de intervenção pedagógica e regência;
VIII   - produção de atividades específicas  para estudantes com deficiência,  bem como a sua aplicabilidade nas salas  de recursos
multifuncionais (conforme os tipos de deficiência da demanda da escola onde o(a) estagiário/a estiver localizado(a));
IX - produção de material didático e socialização das experiências;
X - análise da Interatividade professor/a - estudantes;
XI - reflexão crítica e discussão a partir das práticas observadas e da intervenção pedagógica.
 
Parágrafo único. Poderão ser desenvolvidas  outras atividades em conformidade com o Projeto  Político-Pedagógico do campo de
estágio e o Currículo da Rede Estadual de Ensino de Pernambuco.
 
Art. 6° Na perspectiva de uma prática articulada entre as IES e as escolas da rede pública estadual, propõe-se que sejam assegurados
os seguintes aspectos:
 
Poder ExecutivoAno CII • Nº 6 Recife, 10 de janeiro de 2025
CERTIFICADO DIGITALMENTE
I - currículo alinhado - trabalhar em colaboração, as IES e a rede de ensino, para desenvolver currículos alinhados com as demandas
e  necessidades   das   escolas,   visto   que   facilita   a   transição   dos   futuros  professores   para   o   ambiente  escolar,   garantindo   que   o
conhecimento construído nas universidades esteja conectado com a realidade das salas de aula da educação básica;
II   - planejamento integrado -  promover  a  colaboração  entre  professores  das  IES e das escolas  para elaborar  planos  de ensino
conjuntos, trocar experiências e compartilhar boas práticas, pois permite que as IES compreendam as necessidades das escolas e
adaptem suas formações às realidades escolares;
III - formação contínua (- estabelecer programas de formação contínua para professores em exercício, envolvendo docentes das IES e
da escola pública como facilitadores, (e) promovendo a troca de conhecimentos e práticas entre diferentes etapas e modalidades de
ensino;
IV   - supervisão compartilhada -   criar  modelos   de   supervisão   de  estágio   que  envolvam tanto   os  professores/as  da   IES  quanto
professores/as da escola, pois proporciona uma visão mais completa e diversificada do desempenho dos/as estagiários/as, permitindo
um feedback mais rico e construtivo;
V - pesquisa colaborativa - estimular a pesquisa colaborativa entre as IES e as escolas, abordando questões práticas da educação,
desenvolvendo projetos conjuntos e investigando soluções para desafios educacionais locais;
VI - plataformas de comunicação - utilizar plataformas de comunicação e colaboração online para facilitar  a troca de informações,
recursos e experiências entre as IES e as escolas;
VII - avaliação conjunta - realizar avaliações conjuntas sobre a eficácia dos programas de formação, identificando áreas de melhoria e
ajustando os currículos e práticas de acordo com os resultados.
 
Parágrafo único. A colaboração entre as Instituições de Ensino Superior e a Rede Pública de Ensino é fundamental para:
I - formar profissionais da educação mais preparados e alinhados com as necessidades reais das escolas e dos/as estudantes;
II  – promover a  interação contínua e a troca de conhecimentos,  contribuindo significativamente para a qualidade da educação e o
desenvolvimento dos estudantes.
 
Art. 7° A Instituição de Ensino Superior  deve ser autorizada,  credenciada e reconhecida pelo Ministério  da Educação para ofertar
cursos de licenciatura nas modalidades presencial ou de Ensino à Distância - EAD, e detenha sede ou polo no Estado de Pernambuco,
bem como atenda a todas as exigências constantes nesta Instrução Normativa, entre elas:
I - possuir Coordenação de Estágio Supervisionado nomeada por seu dirigente máximo;
II - delegar professores/as orientadores/as de estágio na IES;
III - possuir Regulamento Interno de Estágio Supervisionado Curricular Obrigatório conforme normas internas e resoluções de cada
curso de licenciatura;
IV – apresentar plano de trabalho com o detalhamento das atividades a serem desenvolvidas no estágio.
 
Art. 8° Cabe à Secretaria de Educação e Esportes de Pernambuco:
 
I - em parceria com as Gerências Regionais de Educação – GREs e os/as gestores/as das escolas da rede pública estadual de ensino
e dos professores supervisores, assumir o compromisso de zelar pelas condições estabelecidas nesta Instrução Normativa;
II - fazer a gestão e divulgação de vagas de estágio supervisionado;
III  -  indicar  profissionais,  no âmbito da SEE-PE/SEDE e das Gerências  Regionais de Educação - GREs, como pontos focais para
responder às demandas do estágio;
IV  -  planejar  e  executar  processos de  formação continuada  para orientadores/as  e supervisores/as  em articulação  com as  IES e
organizações parceiras com vista à melhoria dos processos e resultados esperados;
V - formalizar e assinar o termo de cooperação com as IES;
VI - criar ambiente acolhedor e contribuir com o processo de acompanhamento do/a estagiário/a na escola;
VII - articular nas escolas o/a professor/a supervisor/a por áreas de conhecimento para fazer o acompanhamento dos/as estudantes;
VIII - realizar o planejamento e supervisão a partir do que for estabelecido no plano de estágio;
IX - emitir declaração de cumprimento de carga horária do estágio supervisionado;
X -  promover  encontros  e  fóruns  periódicos  para   troca de  experiências  entre   IES e  escolas,  com a participação  de  professores
orientadores de estágio, professores mentores e estagiários;
XI - adotar a prática de redução, pelo menos à metade, da carga horária de atividades do/a estagiário/a, nos períodos de avaliação
acadêmica na IES, a fim de lhe viabilizar desempenho satisfatório, observando o que dispõe o § 2º, do art. 10, da Lei Federal nº 11.788,
de 25 de setembro de 2008;
XII - assinar o termo de compromisso de Estágio (TCE), previsto no art. 3º da Lei nº 11.788, de 25 de setembro de 2008;
XIII - distribuir as vagas do campo de estágio, obedecendo à seguinte ordem de prioridade:
a) instituições de ensino públicas municipais, estaduais e federais;
b) instituições de ensino confessionais e comunitárias;
c) instituições de ensino privadas sem fins lucrativos;
d) instituição de ensino privada.
 
§1º No âmbito escolar, os profissionais responsáveis por acolher e orientar os estudantes estagiários serão inicialmente os educadores
de apoio e gestores ou quem mais os gestores delegarem.
§2º Cabe aos/às gestores/as escolares e demais profissionais criarem ambiente acolhedor nas unidades de ensino para os estudantes
do estágio supervisionado curricular.
§3º O/A supervisor/a do estágio deverá ser docente do quadro efetivo da rede de ensino e atuante na área de conhecimento do curso
de graduação do/a estagiário.§4º Ao/À professor/a supervisor/a caberá supervisionar os/as estagiários/as durante o período de vigência do estágio, elaborar parecer,
avaliar o desempenho do/a estagiário/a e informar ao orientador/a da IES qualquer problema.
§5º O/A   professor/a   supervisor/a   do   estágio   deverá   contribuir   quando   convocado/a,   para   avaliar,   emitir   parecer   a   respeito   das
características e condições de trabalho docente de supervisão do estágio e sobre o desempenho e atuação do/a estudante durante o
estágio sob sua supervisão.
§6º Considerando o que rege o Inciso III do art. 9° da Lei 11.788/2008, o/a supervisor/a do estágio não poderá ultrapassar mais de 10
(dez) estagiários/as sob sua responsabilidade por semestre.
§7º O/A  professor/a   supervisor/a   do  estágio   na  escola   poderá  gozar   de  benefícios   em  processos  de   seleção   interna  e/ou  para
realização de cursos de formação oferecidos pela Secretaria Estadual de Educação e Esportes no âmbito da sua política de formação
continuada e ainda participar de programas e projetos ofertados pelas IES no âmbito de suas políticas de ensino, pesquisa e extensão.
 
Art. 9° Cabe à Instituição de Ensino Superior – IES:
 
I - assegurar seguro contra acidentes pessoais em vigor em favor do estagiário, conforme determina a legislação específica;
II - validar contratos e documentações necessários para efetuar o estágio;
III - apresentar proposta de atividades dos estagiários e as condições básicas para o funcionamento das mesmas;
IV - zelar pelo cumprimento do termo de compromisso, reorientando o estagiário para outro local em caso de descumprimento de suas
normas ou questões de ordem estrutural;
V - elaborar normas complementares e instrumentos de avaliação dos estágios de seus formandos;
VI - comunicar à parte concedente do estágio, no início do período letivo, as datas de realização de avaliações acadêmicas;
VII - apresentar a relação dos estudantes estagiários/as acompanhada da documentação necessária para a realização do estágio;
VIII - designar o professor orientador de estágio;
IX - informar ao/à professor/a supervisor/a da escola a necessidade de adaptações curriculares e estratégias didáticas necessárias
quando se trata de estagiário/a com deficiência, transtornos de desenvolvimento, altas habilidades e superdotação, para as devidas
adequações pedagógicas de tempo, espaços, recursos e práticas, e seu pleno desenvolvimento profissional;
X - acompanhar e avaliar o desempenho dos/as estagiários/as através de relatórios e outros instrumentos comprobatórios da vivência
do estágio.
 
Parágrafo único. No caso da adesão da IES e/ou da rede estadual de ensino a qualquer movimento de paralisação prevista por lei,
ficarão suspensas as atividades de orientação e de supervisão de estágio.
 
Art. 10 São atribuições da Coordenação de Estágio nas IES:
I - orientar sobre os procedimentos relacionados à assinatura do Termo de Compromisso do Estágio;
II - acompanhar e avaliar a execução do Plano de Estágio;
III - atualizar, em cada semestre, o cadastro das escolas/instituições - campos de estágio;
IV - socializar as experiências de estágio junto à comunidade acadêmica das IES e à rede estadual de ensino.
 
Art. 11 São atribuições do/a Orientador/a de Estágio na IES:
 
I - intermediar a comunicação entre a escola - campo do estágio e a IES;
II - orientar o/a estagiário/a sobre as exigências, critérios, atividades e documentação necessária à realização dos estágios;
III - elaborar, acompanhar e avaliar a execução do plano de estágio;
IV -  realizar  visitas aos campos de estágio  de forma presencial  e/ou à distância  utilizando as TICs (Tecnologias  de Informação e
Comunicação) para acompanhar, orientar e avaliar a prática dos/as estagiários/as;
V - encaminhar à Coordenação de Estágio a relação nominal dos campos de estágio em cada período a fim de garantir a atualização do
cadastro;
VI - avaliar o desempenho do/a estagiário/a em colaboração com o/a professor/a supervisor/a;
VII - avaliar as contribuições do estágio para o percurso formativo do/a estudante, assim como as condições de acompanhamento do
estágio supervisionado.
 
 
Art. 12 Os processos e procedimentos para encaminhamento do/a estagiário/a à escola são:
I - documento de apresentação devidamente assinado pelo/a orientador/a da IES;
II - apresentação do Plano de Estágio;
III - termo de compromisso devidamente assinado pelo/a estagiário/a;
IV - ficha de registro de cumprimento da carga horária e das atividades previstas no Plano de Estágio.
Poder ExecutivoAno CII • Nº 6 Recife, 10 de janeiro de 2025
CERTIFICADO DIGITALMENTE
 
Art. 13 O  acompanhamento,  monitoramento  e   avaliação  do  desempenho  do/a  estagiário/a   é   de   responsabilidade   conjunta  do/a
supervisor/a da escola e do/a orientador/a da IES nos seguintes termos:
 
I   - os  instrumentos  de avaliação serão definidos  em comum acordo podendo ser adotados portfólios,  relatórios,  artigos ou outros
instrumentos e deverão considerar a efetiva participação do/a estagiário/a, considerando elementos como assiduidade, pontualidade,
comprometimento,   habilidades,   competências,   capacidade   de   relacionamentos   interpessoais,   atitudes,   iniciativas,   entre   outras
demonstradas no decorrer da experiência do estágio;
II – a avaliação deverá ser concebida como ato formativo, emancipatório e autônomo;
III – ficará sob a responsabilidade do orientador da IES, seguindo as normas e critérios internos de cada Instituição, a atribuição de
notas como critério para aprovação;
IV - cada IES poderá desenvolver um modelo próprio de parecer a ser preenchido e assinado pelo/a supervisor/a do estágio;
V - para aprovação no estágio será necessário o cumprimento da efetiva presença nas atividades previstas no Plano de Estágio.
 
Art. 14 São direitos do/a estagiário:
 
redução de carga horária,  em conformidade com a Lei  do Estágio,  quando a  IES adotar  avaliações periódicas  no processo de ensino e de
aprendizagem;
ambiente pedagógico adequado ao desenvolvimento de saberes docentes necessários ao futuro exercício profissional;
aos   estagiários   com   deficiência,   serão   assegurados   meios   necessários   ao   desenvolvimento   das   atividades   e   à   plena   participação   em
conformidade com suas condições de acordo com a legislação em vigor.
 
Art. 15 São deveres do/a estagiário:
 
I - tomar conhecimento prévio deste regulamento e do Plano de Estágio;
II - cumprir a jornada e carga horária estabelecida no Plano de Estágio;
III - observar e cumprir as normas e regulamentos internos da Instituição onde realizará o estágio obrigatório supervisionado;
IV - dedicar-se às suas atribuições previstas no Plano de Estágio;
V - zelar pelo ambiente do estágio;
VI - manter conduta moral e ética;
VII - apresentar relatório circunstanciado de estágio, e/ou outras formas de avaliação definidas por cada IES/curso.
 
Parágrafo único. Não serão toleradas quaisquer formas de discriminação e preconceitos de gênero, raça, credo religioso e/ou outras
formas de expressão.
 
Art. 16 São informações necessárias ao Plano de Estágio:
 
I - identificação da IES;
II - responsáveis pela coordenação e orientação;
III - dados de identificação do/a estagiário/a;
IV - breve justificativa do estágio;
V - objetivos geral e específicos;
VI - metodologia e cronograma com o detalhamento das atividades, carga horária no campo de estágio e carga horária externa de
orientação na IES;
VI - breve fundamentação teórica;
VII - processos, procedimentos e instrumentos de avaliação;
VIII - resultados esperados quanto às perspectivas de aprendizagem;
IX - referências em conformidade com a área de formação.
 
Art. 17 O Acordo de Cooperação entre a Secretaria de Educação e Esportes de Pernambuco e as IES não envolverá repasse de
recursos financeiros.
 
Art. 18 O Estágio Supervisionado Obrigatório não cria vínculo empregatício entre o/a estagiário/a e a rede pública de ensino.
 
Art. 19 O/A estagiário/a não poderá assumir a regência de aula na ausência do/a professor/asupervisor/a.
 
Art. 20 Os casos omissos ou situações circunstanciais e/ou excepcionais serão analisados conjuntamente pela SEE-PE e pelas IES em
tempo hábil.
 
Art. 21 Esta Instrução Normativa foi elaborada em colaboração com Grupo de Trabalho instituído pela SEE-PE com representação das
IES de Pernambuco.
 
Art. 22 Esta Instrução Normativa será atualizada sempre que houver mudanças na legislação referente ao estágio em licenciaturas.
 
Art. 23 Esta Instrução entrará em vigor na data da sua publicação.
 
 
Alexandre Alves Schneider
Secretário de Educação e Esportes de Pernambuco
 
Tarcia Regina Silva
Secretária Executiva de Desenvolvimento de Ensino
 
Karen Martins de Andrade
Secretária Executiva de Gestão da Rede
 
Ana Laudemira de Lourdes de Farias Lages Alencar Reis
Gerente de Normatização do Sistema Educacional
 
PROTOCOLO DE ASSINATURAS
Código de verificação:
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		2025-02-02T11:46:39-0300
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	Companhia Editora de Pernambuco

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