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MATERIAL DE REVISÃO MATERIAL DE REVISÃO MATERIAL DE REVISÃO EM TABELASEM TABELASEM TABELAS CIVIL Nome: MARIA Adrielle do Carmo Ramos, CPF: 01179811259 IP: 2804:1b3:1142:9ab7:8059:7d13:644b:94db, 172.64.222.116 SUMÁRIO Contratos em geral 2 Contratos em Espécie 7 Responsabilidade Civil 11 Nome: MARIA Adrielle do Carmo Ramos, CPF: 01179811259 IP: 2804:1b3:1142:9ab7:8059:7d13:644b:94db, 172.64.222.116 Contratos em geral 1. Classificação dos Contratos Quanto aos deveres das partes: UNILATERAIS BILATERAIS Cria deveres apenas para uma das partes. Exemplo: Contrato de Doação: Maria doa seu carro a João. Apenas Maria tem obrigação (entregar o carro); João não precisa prestar nenhuma contraprestação. Cria deveres para ambas as partes. Exemplo: Contrato de Compra e Venda: Ana vende seu notebook a Carlos por R$ 2.000. Ana deve entregar o notebook e Carlos deve pagar o preço. Ambos têm obrigações recíprocas. Quanto ao benefício das partes: ONEROSO GRATUITO Ambas as partes se beneficiam; Exemplo: Contrato de compra e venda. Apenas uma das partes se beneficia; Exemplo: Doação pura - Ana, que está muito bem financeiramente, decide doar R$ 50.000,00 para Hulk, por ser seu melhor amigo. Quanto aos riscos no contrato: COMUTATIVO ALEATÓRIOS Prestações determinadas, ou seja, as partes já têm conhecimento das prestações que deverão ser cumpridas. Prestações indeterminadas, ou seja, as prestações que deverão ser cumpridas são desconhecidas por uma das partes. Quanto à previsão legal: TÍPICOS OU NOMINADOS ATÍPICOS OU INOMINADOS O modo de desenvolvimento está previsto e regulamentado por lei; Exemplo: Contrato de compra e venda é previsto no Código Civil. Não há designação em lei e estão dentro da esfera de liberdade das partes (art. 425, CC). Quanto à forma de aperfeiçoamento: CONSENSUAIS REAIS Nome: MARIA Adrielle do Carmo Ramos, CPF: 01179811259 IP: 2804:1b3:1142:9ab7:8059:7d13:644b:94db, 172.64.222.116 Há manifestação da vontade. Exemplo: Contrato de locação Há entrega da coisa. Exemplo: Comodato Quanto à consideração recíproca: EXECUÇÃO INSTANTÂNEA EXECUÇÃO DIFERIDA TRATO SUCESSIVO Cumprido no momento da sua celebração, ou seja, consuma-se em um só ato, após a execução (pagamento à vista). Cumprido no futuro, ou seja, consuma-se em um só ato, mas no futuro (pagamento postergado para data única); Exemplo: Ana investiu R$ 600.000,00 para o RBD realizar um show daqui 1 mês ou 1 ano. Contrato realizado de forma prolongada, ou seja, consuma-se por meio de atos reiterados (é o chamado pagamento fracionado). Quanto à discussão das cláusulas: ADESÃO PARITÁRIOS CONTRATO-TIPO Não há liberalidade de discussão de cláusulas; em que pese haver a vontade das partes, não há puntuação contratual*, logo, não há negociação do está no contrato; Exemplo: contrato bancário. Permitem a discussão de cláusulas, há puntuação contratual*. Contrato de formulário (não se confunde com o de adesão), há puntuação contratual* e são acrescentadas cláusulas à mão ou por procedimento mecânico. Quanto à formalidade: FORMAIS INFORMAIS Forma prescrita em lei que, quando não observada, gera nulidade do contrato; Exemplo: Compra e venda de bem imóvel. Não há forma prevista na lei. Quanto à solenidade: SOLENES NÃO SOLENES Lei prevê solenidade para que se aperfeiçoe; Exemplo: Registro. Não há forma prevista na lei. Quanto à definitividade: Nome: MARIA Adrielle do Carmo Ramos, CPF: 01179811259 IP: 2804:1b3:1142:9ab7:8059:7d13:644b:94db, 172.64.222.116 PRELIMINARES DEFINITIVOS Antecedem o definitivo, implica a confecção do contrato principal. É o contrato propriamente dito. 2. Exceção de Contrato Não Cumprido REGRA GERAL Trata-se de um mecanismo de defesa contratual, conhecido como exceção do contrato não cumprido, pelo qual se autoriza, de forma excepcional, que a parte obrigada a cumprir primeiro suspenda o cumprimento de sua obrigação, enquanto a outra parte não satisfizer a sua prestação ou não oferecer garantia suficiente de que irá cumpri-la. Exemplo: O comprador não paga porque o vendedor ainda não entregou o produto. Em outras palavras, ninguém é obrigado a cumprir o que foi pactuado se a contraparte não cumpre ou não demonstra disposição de cumprir o que lhe compete, princípio que reflete a reciprocidade e a boa-fé nas relações contratuais. 3. Estipulação em Favor de Terceiro X Promessa de Fato de Terceiro ESTIPULAÇÃO EM FAVOR DE TERCEIRO PROMESSA DE FATO DE TERCEIRO É uma modalidade contratual pela qual duas partes celebram um contrato que confere um benefício direto a uma terceira pessoa, estranha à relação contratual original. Nessa hipótese, uma pessoa (estipulante) ajusta com outra (promitente) que esta deverá cumprir determinada prestação em favor de um terceiro (beneficiário). Assim, o beneficiário adquire o direito de exigir o cumprimento da obrigação, ainda que não tenha participado diretamente do contrato. Trata-se de um contrato em que uma pessoa (promitente) se obriga a fazer com que um terceiro cumpra um fato. Exemplo: Pedro (estipulante) celebra contrato com João (promitente), determinando que João pague uma quantia a Maria (beneficiária). Maria, embora não tenha participado da celebração do contrato, passa a ter o direito de exigir o pagamento previsto no acordo. Exemplo: Ana convenceu Aldenor a ir até o podcast, mas chegando lá, ele se revolta e discute com o apresentador, indo embora. Nesse caso, quem vai responder por perdas e danos será Aldenor. Nome: MARIA Adrielle do Carmo Ramos, CPF: 01179811259 IP: 2804:1b3:1142:9ab7:8059:7d13:644b:94db, 172.64.222.116 4. Vício Redibitório REGRA GERAL É o defeito oculto existente na coisa recebida, que a torna imprópria ao uso ou lhe diminui o valor, de forma que o comprador não a teria adquirido ou teria pago menos se o conhecesse. Não há que se falar em vício redibitório no Código do Consumidor! CONSEQUÊNCIAS Se o alienante sabia da existência do vício: Além de devolver o valor, deverá, ainda, pagar perdas e danos. Se NÃO sabia: Irá somente restituir o valor recebido + despesas do contrato. PRAZO PARA AJUIZAR AÇÃO REDIBITÓRIA (art. 445, CC): Móvel – 30 dias a contar da entrega. Imóvel – 1 ano a contar da entrega. Se o adquirente já estava na posse, o prazo conta-se da alienação, reduzido à metade. Sendo bem móvel ou imóvel que nunca teve posse, conta-se o prazo inteiro. PRAZO QUANDO VÍCIO É OCULTO OU DE DIFÍCIL PERCEPÇÃO: Móvel - 180 dias a contar da descoberta do vício. Imóvel - 1 ano a contar da descoberta do vício. Nome: MARIA Adrielle do Carmo Ramos, CPF: 01179811259 IP: 2804:1b3:1142:9ab7:8059:7d13:644b:94db, 172.64.222.116 5. Evicção REGRA GERAL É a perda total ou parcial da coisa adquirida, em razão de decisão judicial que reconhece direito de terceiro sobre ela, anterior à aquisição. SUJEITOS ● Evicto: adquirente que vem a perder a coisa adquirida; ● Alienante: aquele que transfere através de contrato; ● Evictor: terceiro que move a ação e vem a ganhar total ou parcialmente o objeto do contrato. REQUISITOS ● Contrato oneroso; ● Perda da coisa por ato estatal; ● Anterioridade do direito do terceiro: Nos casos de perda parcial, mas considerável, poderá o evicto optar entre rescisão do contrato e restituição da parte do preço correspondente ao desfalque sofrido. CARACTERÍSTICAS O evicto poderá pleitear, salvo estipulação em contrário, a restituição integral do preço ou das quantias que pagou (art. 450, CC), através da AÇÃO EDILÍCIA, observado o prazo prescricional de 3 anos (art. 206, §3º, V, CC), tendo direito: - à indenização dos frutos que tiver sido obrigado a restituir; - à indenização pelas despesas dos contratos e pelos prejuízosque diretamente resultarem da evicção; - às custas judiciais e aos honorários do advogado por ele constituído Nome: MARIA Adrielle do Carmo Ramos, CPF: 01179811259 IP: 2804:1b3:1142:9ab7:8059:7d13:644b:94db, 172.64.222.116 Contratos em Espécie 1. Compra e Venda CONCEITO O comprador se obriga a pagar preço e o vendedor se obriga a entregar o objeto. A propriedade das coisas móveis transmite-se pela tradição. OBRIGAÇÕES DO VENDEDOR ● Entregar a coisa vendida; ● Responder pelos vícios redibitórios e pela evicção; ● Garantir o uso pacífico do bem. OBRIGAÇÕES DO COMPRADOR ● Pagar o preço no tempo, local e forma ajustados; ● Receber a coisa; ● Suportar os riscos após a tradição. MODALIDADES ESPECIAIS ● Venda ad mensuram (por medida) e ad corpus (por coisa certa); ● Venda a contento e sujeita a prova; ● Venda com reserva de domínio; ● Retrovenda (direito de reaver o bem). VENDAS DE ASCENDENTES E DESCENDENTES É proibido que ascendentes vendam aos descendentes quaisquer bens, sem que haja o consentimento dos outros descendentes e do cônjuge do alienante, sob pena de anulação do ato. EXCEÇÃO: Dispensa-se o consentimento do cônjuge, se casado sob o regime de separação obrigatória! VENDA ENTRE CÔNJUGES É possível que haja a venda de bens entre cônjuges, desde que o contrato de compra e venda seja compatível com o regime de bens adotado pelo casal, isso porque só é possível compra e venda de bens excluídos da comunhão. Nome: MARIA Adrielle do Carmo Ramos, CPF: 01179811259 IP: 2804:1b3:1142:9ab7:8059:7d13:644b:94db, 172.64.222.116 2. Doação CONCEITO O contrato de doação é um ato de liberalidade pelo qual uma pessoa (doador), por generosidade ou espontaneidade, transfere bens ou vantagens de seu patrimônio para o de outro (donatário), que os aceita. CARACTERÍSTICAS ● A doação far-se-á por escritura pública ou instrumento particular (art. 541, CC); ● Se a pessoa que o doador indicar falecer antes de receber a doação, os bens doados voltarão para o seu patrimônio. IMPORTANTE ● É nula a doação de todos os bens do doador sem a reserva do necessário à sua subsistência, conforme dispõe o art. 548 do Código Civil. ● É ANULÁVEL a doação feita para amante. REVOGAÇÃO DA DOAÇÃO Por ingratidão do donatário ou por inexecução do encargo. O prazo para revogação da doação será de 1 ano, a contar de quando chegue ao conhecimento do doador o fato que autoriza a revogação da doação. DOAÇÃO DE ASCENDENTES E DESCENDENTES E DOAÇÃO ENTRE CÔNJUGES ● Ascendentes → Descendentes: Doação = adiantamento da herança → bem deve ser colacionado no inventário. ● Entre Cônjuges: Válida, desde que o bem seja exclusivo de um deles (não faça parte do patrimônio comum). 3. Mútuo X Comodato MÚTUO COMODATO Bens fungíveis. Bens infungíveis. Empréstimo de consumo. Empréstimo de uso. Há transferência do bem. Não há transferência do bem. Ex.: Dinheiro Ex.: Modem de Internet Nome: MARIA Adrielle do Carmo Ramos, CPF: 01179811259 IP: 2804:1b3:1142:9ab7:8059:7d13:644b:94db, 172.64.222.116 4. Fiança FIANÇA É um contrato acessório de garantia pessoal, pelo qual uma pessoa (fiador) se compromete a responder pela dívida de outra (afiançado), caso esta não cumpra a obrigação. O fiador responde subsidiariamente (em regra) ou solidariamente (se houver cláusula expressa) com o locatário pelo pagamento das obrigações. O fiador demandado pelo pagamento da dívida tem direito a exigir, até a contestação da lide, que sejam primeiro executados os bens do devedor. É deste benefício que dizemos que a responsabilidade do fiador é SUBSIDIÁRIA, pois o fiador só é cobrado depois do devedor! EXCEÇÕES (quando não é aplicado o benefício da ordem): ● Quando há renúncia expressa do benefício; ● O fiador está na obrigação como principal pagador ou devedor solidário; ● Devedor insolvente ou falido; 5. Fiança X Locação FIANÇA LOCAÇÃO É garantia. Uma pessoa (fiador) promete pagar a dívida do devedor caso ele não cumpra. É um contrato principal, pelo qual uma parte (locador) se obriga a ceder o uso e gozo de um bem a outra (locatário), mediante pagamento de aluguel. → Não é contrato de uso de imóvel, e sim de responsabilidade. O locatário responde diretamente pelo pagamento dos aluguéis, encargos e pela conservação do bem. Exemplo: Se o inquilino não paga o aluguel, o fiador paga. Terminou o prazo de 30 meses, o proprietário poderá simplesmente pedir o imóvel e o locatário poderá entregar sem pagar multa ou qualquer tipo de indenização (denúncia vazia). Exemplo: Maria aluga seu apartamento para João, que paga mensalmente um aluguel para poder morar no imóvel Nome: MARIA Adrielle do Carmo Ramos, CPF: 01179811259 IP: 2804:1b3:1142:9ab7:8059:7d13:644b:94db, 172.64.222.116 6. Prestação de Serviços X Empreitada PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS EMPREITADA O contrato de prestação de serviço é aquele pelo qual uma das partes (prestador) se obriga a realizar determinada atividade ou trabalho em favor de outra (tomador), mediante remuneração. Trata-se de um contrato por meio do qual o dono da obra estipula com o empreiteiro algum serviço a ser executado, mediante certa remuneração. Trata-se de um contrato que envolve relação de subordinação e contraprestação econômica, sendo o prestador remunerado pelo serviço executado. O empreiteiro poderá prestar o serviço apenas com sua mão de obra ou mão de obra + materiais (art. 610, CC). Caso as partes não estipulam previamente o valor da remuneração, e não cheguem a acordo posterior, este será fixado conforme os usos e costumes locais, o tempo de execução e a natureza ou qualidade do serviço prestado. O empreiteiro não se subordina ao dono da obra e deverá entregar o serviço solicitado dentro do prazo proposto, recebendo uma remuneração fixa. Nome: MARIA Adrielle do Carmo Ramos, CPF: 01179811259 IP: 2804:1b3:1142:9ab7:8059:7d13:644b:94db, 172.64.222.116 Responsabilidade Civil 1. Elementos da Responsabilidade Civil ELEMENTOS DA RESPONSABILIDADE CIVIL Os principais elementos da responsabilidade civil são: CONDUTA É a ação ou omissão voluntária do agente, contrária ao direito, que dá origem ao dano. Pode consistir tanto em fazer algo indevido quanto em deixar de agir quando havia o dever de agir. NEXO DE CAUSALIDADE É o vínculo de causa e efeito entre a conduta do agente e o dano experimentado pela vítima. Representa a “ponte” que conecta o comportamento do autor ao resultado danoso. Sem esse nexo, não há dever de indenizar. DANO É o prejuízo efetivo sofrido pela vítima, podendo ser material (patrimonial) ou moral (extrapatrimonial). Sem dano, não existe responsabilidade civil, pois não há o que reparar. CULPA Elemento exigido apenas na responsabilidade civil subjetiva. Envolve a conduta culposa ou dolosa do agente, caracterizada por imprudência, negligência ou imperícia. Na responsabilidade objetiva, a culpa é presumida ou irrelevante, bastando a comprovação do dano e do nexo causal. 2. Responsabilidade civil objetiva x subjetiva RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA RESPONSABILIDADE CIVIL SUBJETIVA Ocorre independentemente de culpa, bastando a comprovação do dano e do nexo causal entre a conduta e o prejuízo. Ocorre quando o dever de indenizar depende da comprovação da culpa ou dolo do agente. Elementos necessários: ● Conduta ● Dano ● Nexo causal (culpa é dispensada) Elementos necessários: ● Conduta ● Culpa (negligência, imprudência ou imperícia) ● Dano ● Nexo causal Exemplo: Empresa de transporte responde por acidente com passageiro (atividade de risco). Exemplo: Acidente causado por motorista imprudente. Nome: MARIA Adrielle do Carmo Ramos, CPF: 01179811259 IP: 2804:1b3:1142:9ab7:8059:7d13:644b:94db, 172.64.222.1163. Responsabilidade Solidária X Subsidiária RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA Na obrigação solidária, cada devedor responde pela totalidade da dívida, e cada credor pode exigir o cumprimento integral da obrigação, conforme o caso, até que esta seja totalmente satisfeita. A responsabilidade subsidiária ocorre quando há apenas um devedor principal, mas outra pessoa se compromete a responder pela dívida somente no caso de inadimplemento do devedor originário. Exemplo: Se Ana e Bruno são devedores solidários de R$ 10.000,00, o credor pode cobrar o valor integral de qualquer um deles. Quem pagar poderá depois exigir do outro a parte correspondente (direito de regresso). Exemplo: Em um contrato de locação, o fiador possui responsabilidade subsidiária: o locador deve primeiro cobrar o locatário (devedor principal) e, somente se ele não pagar, poderá exigir o valor do fiador. 4. Responsabilidade Direta X Indireta RESPONSABILIDADE DIRETA RESPONSABILIDADE INDIRETA A responsabilidade civil direta ocorre quando a própria pessoa que pratica o ato ilícito é a mesma que causa o dano e, consequentemente, assume o dever de repará-lo. A responsabilidade civil indireta ocorre quando a pessoa obrigada a reparar o dano não é quem o causou diretamente, mas responde pelo ato de terceiro, de animal ou de coisa sob sua guarda ou vigilância. Exemplo: Um motorista, agindo com imprudência, atropela um pedestre. Nesse caso, ele responde diretamente pelos danos materiais e morais causados à vítima. Exemplo: Os pais respondem civilmente pelos danos causados por seu filho menor, ainda que não tenham concorrido diretamente para o prejuízo. Nome: MARIA Adrielle do Carmo Ramos, CPF: 01179811259 IP: 2804:1b3:1142:9ab7:8059:7d13:644b:94db, 172.64.222.116 5. Excludentes da Responsabilidade Civil EXCLUDENTES DA RESPONSABILIDADE CIVIL As excludentes de responsabilidade civil são circunstâncias que eliminam a obrigação de indenizar, mesmo que um dano tenha ocorrido. CASO FORTUITO OU FORÇA MAIOR FATO DE TERCEIRO CULPA EXCLUSIVA DA VÍTIMA ● Caso Fortuito: Evento imprevisível, mas de natureza humana. ● Força Maior: Evento imprevisível e inevitável, de origem natural. O fato de terceiro ocorre quando o dano é provocado por ato de uma pessoa alheia à relação entre o agente e a vítima. A culpa exclusiva da vítima ocorre quando o dano resulta unicamente da conduta da própria vítima, sem qualquer contribuição do agente. Exemplo: Uma enchente inesperada invade uma loja e destrói mercadorias. O dono não responde porque o evento foi inevitável. Exemplo: Um entregador derruba a moto de outra pessoa, causando danos ao veículo estacionado. O proprietário do local não é responsável, pois o dano foi causado por terceiro. Exemplo: Um pedestre atravessa fora da faixa correndo e sem olhar, e acaba sendo atropelado. O motorista não responde porque o acidente ocorreu exclusivamente por culpa da vítima. 6. Excludentes de Ilicitude EXCLUDENTES DE ILICITUDE As excludentes de ilicitude são situações em que um ato, embora cause dano ou prejuízo, não é considerado um ato ilícito. LEGÍTIMA DEFESA Ocorre quando o agente pratica ato necessário para repelir uma agressão injusta, atual ou iminente, contra si ou contra outrem. EXERCÍCIO REGULAR DE UM DIREITO Ato praticado dentro dos limites legais de um direito reconhecido, ainda que cause dano a outrem. ESTRITO CUMPRIMENTO DO DEVER LEGAL Quando o agente atua em razão de obrigação imposta pela lei, cumprindo um dever jurídico. ESTADO DE NECESSIDADE Situação em que o agente causa dano a outrem para proteger um direito próprio ou alheio, diante de perigo atual, que não provocou voluntariamente. Nome: MARIA Adrielle do Carmo Ramos, CPF: 01179811259 IP: 2804:1b3:1142:9ab7:8059:7d13:644b:94db, 172.64.222.116 7. Prazo Prescricional EM REGRA O prazo prescricional na responsabilidade civil é o período em que a vítima de um dano tem para ajuizar uma ação judicial buscando a reparação desse dano. A principal distinção para o prazo prescricional na responsabilidade civil é entre a responsabilidade contratual e a responsabilidade extracontratual: RESPONSABILIDADE CIVIL CONTRATUAL RESPONSABILIDADE CIVIL EXTRACONTRATUAL 10 anos (art. 205, CC) 3 anos (art. 206, CC) 8. Espécies de Dano PATRIMONIAIS ● Lucro cessante: frustração de um ganho certo, ou seja, aquilo que a pessoa deixou de ganhar por causa de um dano que sofreu. ● Danos emergentes: danos decorrentes, diretamente, do ato ilícito. ● Danos estéticos: dano causado na fisionomia da pessoa, não sendo necessariamente visível. DANO MORAL Trata-se da violação da honra ou imagem de alguém. Resulta de ofensa aos direitos da personalidade (intimidade, privacidade, honra e imagem). INDIRETO Refere-se à conduta em que o agente, mesmo não desejando diretamente o resultado, assume o risco de produzi-lo, ou seja, prevê a possibilidade do dano e, apesar disso, age, aceitando as consequências. PERDA DE UMA CHANCE Neste caso não há lucro certo, mas há possibilidade de ganho. A indenização deve ser pela perda da OPORTUNIDADE de obter uma vantagem. Nome: MARIA Adrielle do Carmo Ramos, CPF: 01179811259 IP: 2804:1b3:1142:9ab7:8059:7d13:644b:94db, 172.64.222.116 Contratos em geral Contratos em Espécie Responsabilidade Civil